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MPI—Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente

Boletim informativo
ANO 2, N.º 7 Maio de 2006

Editorial
Nesta edição voltamos a dar destaque ao tema dos transgénicos ou OGM (Organismos Geneticamente Modificados). Foi com satisfação que verificámos que a freguesia do Vilar não irá acolher os ensaios com milho transgénico, no entanto dada a importância deste assunto e porque os riscos com a libertação na Natureza de OGM, onde quer que ela ocorra, pode comprometer o futuro da nossa agricultura, do ambiente, da saúde pública e das novas gerações, continua o MPI atento e com redobrado empenho, tanto mais que aderimos à Plataforma “Transgénicos Fora do Prato”.

APELO / CONVITE
APELAMOS À PARTICIPAÇÃO DE TODOS NUMA SESSÃO PARA APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTO “ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS E AGRICULTURA”, QUE SE REALIZARÁ NO SALÃO PAROQUIAL DO VILAR, DIA 20 DE JUNHO, 3ª-FEIRA, PELAS 21.30 HORAS.
Esta sessão contará com a presença do Sr. João Vieira, da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) e da BIOFRADE, empresa de agricultura biológica do concelho da Lourinhã e serão convidados associações de defesa de ambiente e os orgãos de comunicação social da região Oeste.

O Presidente da Direcção Humberto Pereira Germano

Deliberações da Assembleia Geral
Na Assembleia -geral do MPI realizada no passado dia 18 de Março, sábado, pelas 21.30, na sede (edifício da Junta de Freguesia do Vilar) foram aprovados por unanimidade o relatório e contas de 2005, depois de lido o parecer do Conselho Fiscal, bem como o plano de actividades e previsão orçamental para 2006. O parecer do Conselho Fiscal propôs, para além da aprovação das contas, a apresentação de um voto de louvor à Direcção pelo esforço e espírito de sacrifício demonstrados, tendo este sido aprovado com 3 abstenções, correspondentes aos membros da Direcção presentes. Foi ainda deliberada por unanimidade a adesão à Plataforma “Transgénicos Fora do Prato”. *

Nesta edição:
Relatório de actividade— 2005 2 Contas 2005, Plano de actividades e Previsão orçamental 2006 3 Contributo para o Plano Estratégico para a gestão dos RSU 4 e5 Ambiente e Cidadania: Proteger os animais

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Relatório de Actividades—2005
1- Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) 1.1Processo do Aterro Sanitário do Oeste Denunciámos à Comissão europeia as más condições de funcionamento do ASO, quanto aos maus cheiros, existências de gaivotas e derrames de lixiviados, e o incumprimento da Licença Ambiental quanto à falta de monitorização do aquífero a S-SW do aterro. Solicitámos informações sobre decisão da Comissão Europeia em relação à queixa n.º 2003/4080. Efectuámos diversas reclamações à Inspecção Geral do Ambiente sobre as más condições de funcionamento ao ASO. Alertámos a delegação de saúde de Torres Vedras sobre os riscos para a saúde pública. 1.2Acompanhamento da estratégia política a adoptar para o tratamento dos RSU na região. Foi elaborado um contributo para a gestão dos RSU da região Oeste em colaboração com a Comissão de Acompanhamento do Sistema de Tratamento de RSU do Oeste e da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, apresentada à Resioeste durante uma reunião realizada no dia 27 de Dezembro com a presença de todas as entidades. 2- Relações com outras associações ambientalistas 2.1- Organizámos novo Encontro/convívio na Serra de Montejunto dirigido a associações de defesa do ambiente e equiparadas, da região Oeste, que se realizou no dia 18 de Setembro. 2.2- Em colaboração com a ALAMBI (Associação para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer) emitimos um comunicado sobre a Paisagem Protegida de Montejunto, em 28 de Julho. 3- Promoção da associação 3.1- Boletim informativo – Continuámos a edição do boletim informativo para os sócios. 3.2- Sítio na internet – Não houve desenvolvimentos por indisponibilidade da pessoa responsável pela sua elaboração. 3.3- Acções de sensibilização/esclarecimento - Participámos na ANIMARTE (Cadaval), montámos uma pequena exposição no pavilhão Gimnodesportivo do Grupo Desportivo Vilarense, durante a festa anual do Vilar que decorreu de 13 a 16 de Agosto e organizámos uma reunião/convívio para sócios e não sócios no dia 20 de Novembro, no pavilhão Gimnodesportivo do Grupo Desportivo Vilarense. 4- Educação Ambiental 4.1- Fomos solicitados para uma acção sobre a floresta autóctone pela IIª Secção do agrupamento de escuteiros do CNE do Vilar, com sementeira de bolotas de sobreiro e carvalhos na Serra de Montejunto, mas não foi realizada por indisponibilidade de agenda e pelas condições climatéricas adversas. 5- Outras acções 5.1- Participámos no 5º Encontro do MUSP (Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos) que se realizou no dia 26 de Novembro em Vila Nova de Gaia, onde apresentámos uma comunicação sobre os temas: “Ambiente e saúde pública”, “Os aterros sanitários e a saúde pública”, “A gestão dos RSU” e “Alimentos Transgénicos”. 5.2- Aderimos ao MUSP. 5.3- Organismos Geneticamente Modificados (OGM) ou Transgénicos Participámos no processo de consulta pública das notificações para programa de ensaios com 4 novas variedades de milho geneticamente modificado apresentadas pela PIONEER HI-BRED SEMENTES DE PORTUGAL, S.A., que decorreu de 2 de Maio a 15 de Junho. Em pareceria com a Junta de Freguesia do Vilar, solicitámos uma reunião que se realizou no dia 23 de Maio, no edifício da Junta de Freguesia do Vilar, com os sócios da Sociedade Agrícola Vale Poços, Lda, de modo a conhecer as motivações daquela sociedade agrícola em colaborar nos ensaios com milho transgénico, assim como expor os argumentos que têm alimentado uma contestação a nível mundial e nacional contra OGM ou transgénicos. Assistimos à sessão de esclarecimento realizada na Assembleia Municipal do Cadaval a 8 de Junho e à sessão extraordinária da Assembleia da Comunidade Urbana do Oeste, realizada a 30 de Maio, no Convento de S. Miguel em Gaeiras. Realizámos um debate no dia 19 de Julho em os oradores convidados foram o Sr. João Vieira da CNA (Confederação Nacional dos Agricultores) e do Eng.º José Carlos Ferreira da AGROBIO (Associação de Agricultura Biológica). Iniciámos a elaboração de um memorando sobre “OGM e Agricultura” em colaboração com a Plataforma “Transgénicos Fora do Prato”. 5.4Tratamento de efluentes das suiniculturas. Acompanhámos o processo do tratamento dos efluentes das suiniculturas solicitando informação à empresa Águas do Oeste, S.A.. *

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Contas do exercício de 2005
RECEITAS
QUOTAS (91 sócios) ............. 182,00 DONATIVOS (sócios) ............. 231,00 Donativo (Gonçalo)......................74.80 DONATIVOS (outros) .............116,57 Receitas Extraordinárias. ............15.05

DESPESA

SALDO ANTERIOR ..................0

SERV. TERCEIRO (correio) ....... 33.04 RESULTADO DO EXERCÍCIO FORN. TERCEIROS .................. 118.32 DE 2005 ........................... 295.37 (consumos de secretaria) SALDO SEGUINTE ........ ...295.37 DESPESAS DIVERSAS .............. 51.00 PAGAMENTOS (sócios)..............121.69 SALDO EM CAIXA ............231.32

TOTAL RECEITA ......... 619.42

TOTAL DESPESA ............324.05 SALDO NA C.C.A.M. ......... 64.05

Plano de actividades para 2006
1- Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) 1.1Processo do Aterro Sanitário do Oeste Continuar as diligências em curso, nomeadamente a segunda queixa à União Europeia. 1.2Continuar a acompanhar a estratégia política a adoptar para o tratamento dos RSU na região. 2- Organismos Geneticamente Modificados (OGM) ou Transgénicos Concluir o memorando “OGM e Agricultura” e desenvolver iniciativas no sentido da sua divulgação. 3- Relações com outras associações ambientalistas 3.1- Organizar novo Encontro/convívio dirigido às ONGAs (Organizações não Governamentais de Ambiente) e equiparadas da região Oeste. 4- Promoção da associação 4.1- Boletim informativo - Continuar a edição do boletim informativo para os sócios. 4.2- Sítio na internet - Manter actualizado o seu conteúdo. 4.3- Acções de sensibilização/esclarecimento. Organizar de novo uma reunião/convívio para sócios e não sócios em Novembro. 5- Educação Ambiental 5.1- Corresponder, na medida do possível, aos convites para participação em encontros, debates, colóquios e acções de educação ambiental. 5.2- Comemorar o Dia Ibérico da Floresta Autóctone através da promoção de uma acção de recolha e sementeira de bolotas de sobreiros e carvalhos, com as escolas e escuteiros. 6- Outras acções 6.1- Participar no 6º Encontro do MUSP que se realizará no último trimestre.

Previsão orçamental para 2006
RECEITAS QUOTAS .................................... 200,00 DONATIVOS (sócios) ................... 300,00 DONATIVOS (outros) ............... 1.500,00 DESPESA SERV. TERCEIRO (correio) ......... 80,00 FORN. TERCEIROS .................... 150,00 (consumos de secretaria) DESPESAS DIVERSAS ............ 1.770,00 (custas judiciais)

SALDO PREVISTO 0.00

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Contributo para o Plano Estratégico para a Gestão de RSU da Região Oeste
Elaborado numa colaboração entre a associação ambientalista Quercus, a Comissão de Acompanhamento do Sistema de Tratamento de RSU do Oeste e o MPI , o qual foi entregue à RESIOESTE e à Associação de Municípios do Oeste (AMO). Foram ainda solicitadas reuniões às duas entidades, tendo-se realizado a reunião com a RESIOESTE, no dia 27 de Dezembro do ano passado e com a AMO, no passado dia 15 de Fevereiro. Na reunião com a AMO informaram-nos que está a ser elaborado um estudo sobre as soluções para o tratamento do lixo da região Oeste e que seremos convocados para uma reunião logo que o estudo esteja concluído.
O Plano estratégico a definir para a região Oeste deve basear-se nos seguintes pressupostos: um rápido crescimento inicial da taxa de reciclagem, e alargar de seguida aos produtores domésticos começando pelos centros urbanos de maior densidade populacional. Nas zonas onde não existe disponibilidade para a instalação do sistema de recolha porta-a-porta, poderá ser pensada a possibilidade de colocação de “ilhas ecológicas”, nas quais os contentores para resíduos indiferenciados estão juntos com os destinados aos recicláveis. É pois fundamental que a recolha selectiva porta-aporta, se faça por fluxos de materiais (isto é, integrando grandes produtores em simultâneo com materiais de origem doméstica), para além de funcionar em sistema de substituição (ou seja, no dia em que é feita a recolha selectiva não é feita a recolha de resíduos indiferenciados, ou uma recolha semanal de um material), para garantir a sua viabilidade económica. O importante é tentar soluções para inverter a actual situação, de forma a premiar os comportamentos socialmente recomendáveis e penalizar os comportamentos socialmente incorrectos. Iniciar a recolha selectiva de matéria orgânica para a posterior produção de composto de boa qualidade, logo que disponível a unidade de tratamento mecânico e biológico.

1- Reforço da recolha selectiva
A recolha selectiva baseada nos ecopontos, parte de um princípio que inviabiliza logo à partida o alcançar de metas mais ambiciosas de reciclagem, pois penaliza as pessoas que colaboram com a separação dos resíduos por terem habitualmente de se deslocar distâncias consideráveis, enquanto que quem não separa os materiais recicláveis dispõe normalmente de um sistema de recolha de resíduos mais próxima de casa e com menos inconvenientes. Assim, deve-se avançar urgentemente na recolha selectiva porta-a-porta que deve começar nos grandes produtores (mini-mercados, supermercados, estabelecimentos comerciais diversos, hotéis, etc.), dado que estes produtores contribuem para 15 a 20% dos resíduos urbanos e produzem materiais recicláveis em quantidade, que podem ser recolhidos a custo inferior ao dos produzidos pelos produtores domésticos, contribuindo assim para

2- Investir no tratamento mecânico e biológico
Instalar pelo menos uma unidade de tratamento mecânico e biológico (TMB) centralizada composta por: · Uma unidade de triagem de RSU indiferenciados Esta unidade permitirá por si só a recuperação de materiais recicláveis na ordem dos 10 a 15%, além de reduzirem drasticamente o volume dos resíduos depositados, pois os rejeitados destas unidades são altamente compactáveis por não possuírem materiais fermentáveis). As limitações à qualidade dos materiais recicláveis que resultam do tratamento mecânico apenas se aplicam essencialmente ao cartão. Só uma parte do cartão proveniente deste tipo de triagem pode ser aproveitada para reciclagem, podendo o restante ser utilizado no tratamento biológico, para a

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equilibrar a razão Carbono/ Azoto. Em relação ao plástico existem três situações: -Plástico rígido que é encaminhado directamente para reciclagem - Filme plástico que é lavado e encaminhado para reciclagem - Plásticos mistos que poderão sofrer, ou não, lavagem e que depois são enviados para reciclagem, através da produção artigos em plástico misto. · Uma unidade de lavagem e reciclagem de plásticos - que permitirá reciclar cerca de 15% deste material.

Uma unidade de tratamento biológico da fracção orgânica Esse tratamento pode ser feito através de digestão anaeróbia com produção de energia (biogás) ou de compostagem (clássica ou vermicompostagem). No caso da vermicompostagem, por ser uma forma de tratamento menos usual, convém referir que as experiências feitas em Portugal com resíduos indiferenciados deram resultados muito interessantes com a obtenção de menores concentrações de metais pesados no composto do que as verificadas nos processos mais vulgarizados, porque através deste processo há uma menor redução do peso da matéria orgânica. Por outro lado, os custos de investimento e exploração da vermicompostagem são inferiores aos processos tradicionais (compostagem ou digestão anaeróbia e compostagem).

·

A unidade de tratamento mecânico e biológico dos resíduos indiferenciados deverá possuir pelo menos duas linhas de tratamento biológico, para que a matéria orgânica recolhida selectivamente seja encaminhada para uma linha distinta da recolhida de forma indiferenciada e assim evitar a contaminação da matéria orgânica estabilizada por metais pesados. Tendo em conta que a recolha selectiva não vai permitir atingir de imediato as quantidades necessárias para o funcionamento de uma linha, deve-se assumir que inicialmente vai funcionar com matéria orgânica dos indiferenciados e gradualmente irá receber cada vez maior quantidade de matéria orgânica recolhida selectivamente. Dado que a matéria orgânica é facilmente perecível, as distâncias a percorrer são importantes não apenas do ponto de vista da sustentabilidade económica das unidades de TMB. Assim, a associação/ parceria dos sistemas de gestão pode não permitir uma recuperação significativa da fracção orgânica, pelo que a integração no sistema de matéria orgânica de outras fontes e a descentralização para pequenas unidades de baixo custo tem de ser considerada. Deverá igualmente ser feita uma avaliação das possibilidades de escoamento do composto produzido a partir dos resíduos urbanos indiferenciados.

te programas de sensibilização dos cidadãos envolvendo também o sector comercial e industrial, tanto mais que estes sectores, pelas quantidades e qualidade dos materiais/ resíduos que produzem, podem contribuir muito favoravelmente para a viabilidade técnica e económica dos sistemas de recolha selectiva/ triagem/valorização.

4- Taxas de lixo
Avaliar e aplicar sistemas de taxa variável ou tarifas proporcionais à quantidade de resíduos produzidos, iniciando o processo pelas autarquias em função da capitação, seguida dos grandes produtores e finalmente por cada família. As taxas devem ser calculadas de forma a cobrir total ou parcialmente os custos de recolha e valorização, tratamento ou confinamento e, simultaneamente, funcionarem como um incentivo à redução. A criação de melhores sistemas de recolha selectiva, assentes principalmente na recolha porta-a-porta, irá permitir gradualmente introduzir o conceito da taxa do lixo variável em função da produção. Há referências na literatura a reduções de RSU superiores a 40%, em comunidades que têm em funcionamento sistemas de tarifários proporcionais à quantidade de RSU produzidos por cada família, o que é bastante revelador da importância da introdução de taxas de lixo variáveis, não obstante a ponderação necessária devido às suas limitações e à reduzida experiência nesta matéria em Portugal. *

3- S e n s i b i l i z a ç ã o ambiental
Manter permanentemen-

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Ambiente e Cidadania
Proteger os animais selvagens A protecção dos animais, em minha opinião, começa por uma mentalidade que os considere todos importantes, sem adjectivar uns de nocivos e outros de benéficos, pois todos são necessários ao equilíbrio ecológico do qual depende também a sobrevivência da espécie humana. Assim, as aves de rapina são fundamentais para controlar pragas de ratos e caçar animais doentes, como coelhos com mixomatose (doença dos olhos), preservando a saúde desta espécie cinegética; as andorinhas e os sapos alimentam-se de insectos, por isso ajudam a controlar as suas pragas; as cobras além de ovos comem ratos. É evidente que, por vezes, o Homem tem necessidade de controlar pragas, mas tal não deve ser feito desregradamente e/ou usando métodos proibidos, como por exemplo o uso de iscos envenenados. São muitos os perigos que os animais selvagens enfrentam, como por exemplo: • Caça indiscriminada de espécies autorizadas e abate de espécies protegidas. • Pilhagem e destruição de ninhos. • Realização de certos desportos, tais como montanhismo, asa delta, tiro aos pratos, etc. em locais e épocas do ano que perturbam o acasalamento de certas espécies selvagens. • Comércio de espécies protegidas e de seus produtos (peles, marfim, etc), sem autorização. • Criação em cativeiro de exemplares de espécies protegidas, sem autorização. • Uso de iscos envenena• dos, principalmente durante a época de caça. Uso de armadilhas, algumas das quais podem inclusive ferir gravemente os animais, causando-lhes grande sofrimento. Uso indiscriminado de pesticidas na agricultura. Poluição e destruição dos seus habitats. 3Nunca possuir animais de espécies protegidas roubados de ninhos, como filhotes de aves de rapina, entre outros. Respeitar as condicionantes ambientais na prática de certos desportos. Não comprar espécies exóticas e seus produtos sem autorização. Ao abrigo da CITES (Convenção Internacional de Tráfego de Espécies) tem de constar o n.º de autorização emitida pelo ICN (Instituto para a Conservação da Natureza – Ministério do Ambiente) na factura ou recibo da compra de espécies exóticas e/ ou seus produtos. Nunca espalhar iscos envenenados. A colocação de armadilhas só pode ser mediante autorização dos serviços de Ambiente e de modelo autorizado. Colocar ninhos artificiais nos jardins, hortas, pomares, etc. Adoptar novas regras nas práticas agrícolas mais amigas do ambiente, como a protecção integrada e a agricultura biológica.

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Enfim, um sem número perigos! Alguns destes perigos atingem níveis alarmantes. Exemplos: - Só nas selvas brasileiras (fora as outras!) são capturados ilegalmente todos os anos cerca de 38 milhões de animais, sendo o tráfico de animais a terceira actividade ilegal economicamente mais rentável, logo a seguir ao tráfico de armas e de droga, o que leva a crer que estes negócios estão interrelacionados. Apenas uma ínfima percentagem destes animais é resgatada pela polícia (cerca de 0,45%). - Devido principalmente à intensa perseguição (caça, pilhagem dos ninhos) as aves de rapina em Portugal atingiram quase a extinção, são por isso muito raros os bufos reais, a águia real, a águia de bonelli. O que é que nós podemos então fazer? Eis apenas alguns exemplos: 1Respeitar as leis da caça. Quem for caçador deve saber distinguir as espécies cinegéticas das outras, muitas delas estão protegidas por lei, como é o caso das aves de rapina (águias, falcões, gaio) e caçar as espécies cinegéticas na quantidade, locais e épocas fixadas legalmente. 2Não pilhar nem destruir ninhos.

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É tempo de agir !!

Mª Alexandra Azevedo
Médica Veterinária, Vice-presidente da Direcção do MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente

Bibliografia: ABC Novembro de 2001, p.20

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Breves
PIONEER HI-BRED Empresa que quer realizar ensaios com milho transgénico apresenta novo projecto Na sequência da consulta pública do processo de autorização de programas de ensaios com 4 novas variedades de milho transgénico apresentada pela Pioneer HiBred Sementes de Portugal, o Ministério do Ambiente colocou questões à empresa em Junho de 2005, mas em Janeiro de 2006 ainda não tinham sido respondidas. A Pioneer revelou à agência Lusa que decididiu reformular o projecto inicial e apresentar um novo que manterá o mínimo de dois campos de ensaio, não estando ainda definido se serão ou não os mesmos. Assim, foi realizado novo processo de consulta pública que terminou no passado dia 23 de Abril, tendo o MPI reforçado as preocupações manifestadas no anterior processo de consulta pública. pelo que pudemos constactar que já não mencionada a freguesia do Vilar, mas mantem -se a freguesia de Vila Nova de Muia, concelho de Ponte da Barca e surgiu uma nova freguesia, a freguesia do Paço, concelho de Arcos de Valdevez.

A Freguesia do Vilar já não está incluida nos terrenos onde a Pioneer pertende realizar os ensaios com milho transgénico Nos documentos para consulta não são identificados os proprietários dos terrenos onde se irão efectuar os ensaios, apenas são referidas as freguesias e respectivos concelhos a que pertencem,

Estudo à qualidade do ar na envolvente do Aterro Sanitário do Oeste Foi apresentado aos elementos da Comissão de acompanhamento do sistema de tratamento de RSU do Oeste, o relatório do estudo à qualidade do ar na envolvente do aterro, estando neste momento a ser apreciado e do qual será emitido um parecer. *

A preencher pelo MPI

MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente Morada: Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2, 2550-069 VILAR CDV Tel./fax: 262 771 060 e.mail: mpi.cidadania.ambiente@clix.pt

N.º de sócio __|__|__|__|__ Data ___/___/___

PROPOSTA PARA ADMISSÃO DE SÓCIO
Nome_________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ Morada ________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ Telefone: ________________, fax: __________________, e.mail _________________________________ B.I. N.º ______________________, data de nascimento ___/___/___ , estado civil ___________________ N.º de contribuinte: _____________________ , profissão _______________________________________ Data ____/____/____ Assinatura do candidato a sócio __________________________________________ Quota mínima anual: € 2 , quantia paga _______________________________________,

M P I — M O V I M E N T O P R Ó - I N F O R M AÇ Ã O P AR A A C I D AD AN I A E AM B I E N T E

PRECISA-SE
Voluntário(a) para colaborar na edição do boletim informativo.

Morada: Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2 2550-069 VILAR CDV Tel./fax: (+351) 262 771 060 e.mail: mpi.cidadania.ambiente@clix.pt

Denúncias - Ambiente
Sempre que testemunhe uma agressão ambiental deve denunciá-la do seguinte modo: • Telefonar para a linha SOS Ambiente
Pela Defesa do AMBIENTE e da QUALIDADE DE VIDA!!
A linha funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e encaminha as denuncias para a IGA (Inspecção Geral do Ambiente) e para o SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente) da GNR.

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SOBRE O MAU FUNCIONAMENTO DO ATERRO SANITÁRIO DO OESTE A FAZÊ-LAS POR ESCRITO, ENTREGANDO-NOS UMA CÓPIA, COMO FORMA DE CONSEGUIRMOS PROVA DESTA QUEIXA, UMA VEZ QUE A INSPECÇÃO GERAL DO AMBIENTE RECUSA-SE A FORNECER UM RELATÓRIO COM TODAS AS QUEIXAS RECEBIDAS:

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