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MPI—Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente

MPI—Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente ANO 3, N.º 8 Boletim informativo Setembro de 2006

ANO 3, N.º 8

Boletim informativo

Setembro de 2006

Editorial

Variados são os assuntos que preenchem esta edição do boletim informativo, pois o Ambiente é dos temas que atravessa pratica- mente todos os sectores da nossa sociedade. Por isso, os cidadãos devem estar atentos e ter acesso a informação para que possam reagir e respon- der da forma mais ade- quada.

Espero que a

actividade que estamos a organizar, a visita à Bio- frade, seja do vosso inte- resse, uma vez que a agricultura biológica está em grande cresci- mento, podendo ser uma alternativa de actividade económica, e “amiga do ambiente”, para muitas pessoas.

O Presidente da Direcção

Humberto Pereira Ger- mano

Nesta edição:

PASSEIO / VISITA

À BIOFRADE

(EMPRESA DE AGRICULTURA BIOLÓGICA)

NO DIA 28 DE OUTUBRO, sábado, REALIZAR-SE-Á UM PASSEIO / VISITA A UMA EMPRESA DE AGRICULTURA BIOLÓGIA SITUADA NO CASAL FRADE (Lourinhã), A BIOFRADE.

E S TA

V I S I TA

D E S T I N A - S E

A

AGRICULTORES E A TODAS AS PESSOAS

INTERESSADAS.

INSCRIÇÕES: ATÉ DIA 21 DE OUTUBRO, NA SEDE DO MPI (EDIFÍCIO DA JUNTA DE FREGUESIA DO VILAR) OU PELO TELEFONE 262 771 060.

PARTIDA: PELAS 14.00

HORAS, JUNTO

AO EDIFÍCIO DA JUNTA DE FREG. VILAR.

MPI lança campanha de angariação de sócios

2

Campanha “1 milhão de europeus contra a energia

nuclear”

3

Pareder da C.A. ao Estudo

da qualidade do ar na envol-

vente do ASO”

4 e 5

Ambiente e Cidadania:

Poupar energia

6

TRANSPORTE: O transporte será em automóveis particulares, assim quem necessitar de transporte e quem quiser disponibilizar lugares no seu automóvel deve informar esse facto no acto da inscrição.

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BOLETIM INFORMATIVO

ANO 3, N.º

8

 

MPI lança campanha de angariação de sócios

 

Transcrevemos aqui o texto que foi publicado no boletim da freguesia do Vilar e apro- veitamos para apelar aos sócios que junto de familiares e amigos divulguem o nosso movimento para assim atingirmos pelo menos os 400 sócios e podermos assim sermos inscritos no Registo Nacional das ONGA (Organizações Não Governamentais de Ambiente), como associação de âmbito regional.

O

MPI - Movimento Pró-

guos ao actual e, ainda, do estudo e reivindicação de uma gestão correcta dos “lixo” doméstico produzido na região; estudo da proble- mática dos OGM e diligên- cias no sentido de evitar a realização de ensaios de campo com novas varieda- des de milho transgénico na freguesia do Vilar; elabora- ção de um boletim informa- tivo para os sócios; procura de coordenação de esforços com outras associações e movimentos, nesse sentido tornámo-nos membros da CPADA (Confederação Nacional das Associações de Defesa do Ambiente) e ade- rimos ao MUSP (Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos) e à Plataforma “Transgénicos Fora do Pra- to”.

O resultado mais visível da nossa acção foi a recente imposição pela União Europeia de não ser excedida a deposição de 140.000 toneladas por ano no aterro (em vez das cerca de 175.000 toneladas que têm sido depositadas anual- mente) motivado pela nossa queixa. Como esta decisão ainda não é definitiva, con- tinuamos a enviar todos os

factos adicionais que vão surgindo. Esta decisão pode parecer pouco significativa, no entanto está a causar um grande incómodo às nossas autoridades e com isso espe- ramos conseguir bons desen- volvimentos na gestão dos RSU.

Informação para a Cidada- nia e Ambiente (ex - Movi- mento Pró-Informação Ater-

ro Sanitário do Oeste), cons- tituiu-se legalmente em 29

de

Abril de 2003 como asso-

ciação de defesa do ambien-

te,

inscrito recentemente no

Registo Nacional das ONGA (Organizações Não Governa- mentais de Ambiente) e Equiparadas, com o n.º de

Uma vez que a nossa actividade é de âmbito regional precisamos de no mínimo 400 sócios para que seja reconhecido este âmbito pelo Instituto do Ambiente. Actualmente temos 144 sócios, sendo 84 da freguesia do Vilar, assim e porque independentemente desta imposição já era nossa intenção manter, e se possí- vel aumentar, a mobilização da população para os proble- mas ambientais que a todos afecta, vimos APELAR a quem ainda não é sócio, mas que queira apoiar a nossa actividade, a fazer-se sócio do MPI, bastando para isso preencher o boletim de pro- posta de sócio e entregá-lo na Junta de Freguesia do Vilar (horário: todos os dias úteis das 9.00 as 12.30 e das 14.00 as 16.00) junto como pagamento da quota, que é no valor mínimo de dois euros por ano. *

registo 155/SA.

 

A legalização do MPI

foi

uma necessidade dado o

decorrer dos acontecimentos relacionado como o processo

do

ASO (Aterro Sanitário do

Oeste), processo prioritário na nossa actividade e que entretanto se lhe foram jun- tando outros processos como o do tratamento dos efluen- tes das suiniculturas e o dos OGM (Organismos Geneti- camente Modificados), ten- tando dar o nosso melhor contributo ao Ambiente e à sociedade.

Podemos resumir a nossa actividade dos primeiros anos no acompanhamento

do

ASO através da vigilân-

cia no seu funcionamento,

de

diligências para evitar a

construção de uma 2ª fase

do

aterro em terrenos contí-

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P Á G I N A 3 BOLETIM INFORMATIVO A N O 3 , N .

BOLETIM INFORMATIVO

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Campanha “1 milhão de europeus con- tra o nuclear”

 

MPI aderiu a esta campanha tendo sido recolhidas 108 assinaturas no Vilar e Cadaval. Apesar do nosso modesto contributo não quisemos deixar de nos associar a esta grande acção anti-nuclear de cidadãos europeus. Transcrevemos abaixo o conteúdo do folheto de divulgação da petição.

“Por toda a Europa a indústria nuclear está a desenvolver uma enorme campanha de relações públi- cas e de pressão, com o objec- tivo de convencer os cidadãos de que a energia nuclear é a solução para as alterações climáticas e para o aumento contínuo no consumo de ener- gia.

que 84% dos 3 milões de pes- soas que foram expostas a radiação se encontram refe- renciados como doentes. Em 2000, o número de adultos com cancro da tiróide na região de Gomel, na Bielor- rússia, era 428% mais eleva- do do que em 1986.

nucleares (através da prolife- ração da tecnologia) 6) Emite CO2dióxido

de

carbono (Ao longo do seu

ciclo de vida emite tanto CO 2

quanto uma moderna central

de

produção de energia a gás

natural)

 
 

A

solução passa por

NÃO QUEREMOS OUTRAS CHERNOBIL PAREM A ENERGIA NUCLEAR

um compromisso absoluto com

Melhorar centrais nucleares já existentes ou prolongar as licenças das actualmente existentes a laborar é agora encarado de forma favorável. Novas cen- trais estão em construção ou estão de novo a ser considera- das após vários anos de mora- tórias, como está a acontecer na Finlândia, França ou Rei- no Unido. Apesar de muitos Estados-membros da EU e os seus cidadãos não serem favo- ráveis à energia nuclear, o Tratado Euratom obriga, ofi- cialmente, a que todos os paí- ses da EU promovam a ener- gia nuclear.

a

poupança energética, uso

eficiente e energias reno-

váveis como a solar, a eólica e

 

a

biomassa. A tecnologia está

A indústria nuclear quer fazer-nos acreditar que a energia nuclear é segura, que quase já encontrou solução para armazenar os resíduos nucleares, que não consegui- remos combater as alterações climéticas sem ela. NÃO ACREDITEM NISSO. A energia nuclear:

disponível, é acessível e pro-

move o emprego. Não nos

podemos dar ao luxo de espe-

rar!

Nó abaixo-assinados, solicitamos à Comissão Europeia, Parlamento Europeu e a todos os Esta-

dos-membros que:

 

1) Continua a dar ori- gem a resíduos perigosos (que se manterão para as gerações futuras) 2) É muito dispen- diosa (e não sobreviverão sem os subsídios que recebe dos nossos impostos) 3) Esgotará o urânio (em 50 anos se a produção de energia nuclear for mantida ao nível actual) 4) Causa acidentes sérios com a libertação de radioactividade (pelo menos 22 desde o desastre de Cher- nobil em 1986) 5) Significa armas

* parem ou evitem a construção de novas centrais e instalações nucleares na União Europeia,

 

*

lancem um plano que

 

leve ao abandono da energia

20 anos atrás Recordar Chernobil 1986 Há 20 anos atrás, o reactor 4 da Central Nuclear de Chernobil explodiu. Cerca de 135.000Km 2 , uma área do tamanho da Grécia, foram fortemente contaminados com Césio-137. Hoje 5,5 milhões de pesoas ainda vivem nessa área. O governo Ucraniano relatou, em Março de 2002,

nuclear na União Europeia,

 
 

*

invistam massiva-

mente na poupança energética

no desenvolvimento das energias renováveis,

e

 

*

acabem com o Trata-

do

Euratom que apoia massi-

vamente a energia nuclear

através de financiamento público. “

 

Mais informações:

 

ANO 3, N.º

8

ANO 3, N.º 8 BOLETIM INFORMATIVO   PÁGINA 4

BOLETIM INFORMATIVO

 

PÁGINA 4

Parecer da Comissão de Acompanha- mento ao “Estudo à Qualidade do Ar na Envolvente do Aterro Sanitário do Oes- te”

O estudo concluiu que a qualidade do ar na envolvente o aterro é boa, mas

a apreciação feita pela Comissão de Acompanhamento revela que não

foram reunidos os elementos suficientes para avaliar a influência das emissões provenientes do ASO na qualidade do ar na sua envolvente, con- forme se explica no parecer.

1- Introdução

 

influência das emissões prove- nientes do ASO na qualidade do ar na sua envolvente e dado que é assumido no próprio relatório que o tráfego automóvel é escas- so, a monitorização dos Óxidos de azoto, o CO e o SO 2 podiam ser dispensáveis.

Os cheiros dos aterros de RSU são resultantes fundamental- mente do ácido sulfídrico ou sulfureto de hidrogénio, H 2 S, que também é responsável por irritação ocular, problema que tem sido relatado por vários habitantes da povoação do Olho Polido e trabalhadores da uni- dade fabril existente na proxi- madade, para além de irritação de outras mucosas, como nariz e garganta, pelo que é essencial haver uma monitorização muito mais extensa - várias semanas – deste composto, para além de ser através de medição contí- nua, do H 2 S ou do total de com- postos reduzidos a enxofre, con- forme já referido no ponto ante- rior.

Sabe-se que os aterros sanitá- rios emitem diversos gases em quantidades vestigiais, mas com efeitos cancerígenos, mutagéni- cos e teratogénicos, como a ace- tona, benzeno, diclorometano, tolueno, cloreto de vinilo, aceta- to de vinilo, entre outros, que pertencem a duas categorias em

Foi realizado pela empresa Son- darlab – Laboratório de Qualida- de do Ar, Lda para a RESIOES- TE, S.A., o “Estudo de Caracteri- zação de Ar Ambiente na Envol- vente do Aterro Sanitário do Oes- te (ASO), de 5 a 30 de Janeiro, cujo relatório ficou concluído em Abril do corrente ano.

No presente documento, a Comis- são de Acompanhamento do Sis- tema de Tratamento de RSU do Oeste (CA) regista a apreciação que fez ao referido Estudo, bem como emitirá as recomendações que julga necessárias.

2- Apreciação

Aromáticos: Benzeno, Tolueno e Xilenos. Para colmatar esta falha foi efectuado mais um dia de monitorização o que conside- ramos igualmente insuficiente.

Estranhamos que a falha no for- necimento da energia eléctrica tenha afectado principalmente um dos parâmetros, as PM 2,5, e não todos os parâmetros simul- taneamente.

Uma semana para cada local é realmente um tempo mínimo, mas seria desejável, pelo menos, 15 dias e em períodos diferentes, devido ao facto da qualidade do

ar depender muito da meteorolo- gia, uma vez que condiciona a dispersão dos poluentes.

2.1- Representativida- de da amostra Consideramos que a representa- tividade da amostra é insuficien- te, uma vez que para além do período limitado a 6 dias para medições em cada local, registou- se ainda falhas no fornecimento de energia eléctrica e no equipa- mento de amostragem, que condi- cionou a recolha de dados duran- te várias horas ou dias, principal- mente no local no interior do

Aterro (P1), durante 5 dias para

Por outro lado, e ao contrário de todos os outros poluentes, os HAP’s (hidrocarbonetos aromáti- cos policíclicos) e o H 2 S (ácido sulfídrico ou sulfureto de hidro- génio) não foram medidos em contínua, mas apenas foram apresentados com um valor médio. Ora, dada a importância destes poluentes nas emissões dos aterros sanitários é funda- mental a sua monitorização em contínuo.

 

2.2-

Poluentes

em

as PM 2,5 e dois dias para as PM 10, SO 2 (dióxido de enxofre), CO (monóxido de carbono), Óxidos de azoto, O 3 , Compostos orgânicos

estudo Uma vez que o interesse na rea- lização do estudo era avaliar a

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BOLETIM INFORMATIVO

A N O 3 , N . º

ANO 3, N.º

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estudo os HAP’s e os Compostos orgânicos aromáticos, o que cor- robora a necessidade do que já afirmámos de se realizar a medi- ção em contínuo dos HAP’s, e também sugere a necessidade de conhecer em concreto e em deta- lhe quais as emissões do ASO, colhendo dados no próprio siste- ma de drenagem dos gases ou sobre o aterro.

somos do parecer, salvo melhor opinião, de que não foram reuni- dos, no estudo em apreço, os ele- mentos suficientes para avaliar a influência das emissões prove- nientes do ASO na qualidade do ar na sua envolvente.

3- Recomendações

ar ambiente na envolvente do Aterro Sanitário do Oeste e durante períodos de 15 dias.

 

-

A monitorização de pelo

menos os seguintes parâmetros:

HAP’s, os Compostos orgânicos

aromáticos, H 2 S e PM 2,5. - A monitorização dos HAP’s e do H 2 S em contínuo.

 

-

Efectuar uma caracteri-

Face ao atrás exposto, a CA reco- menda:

zação detalhada dos gases emiti- dos pelo Aterro Sanitário do Oes-

2.3- Apreciação final Pelas observações apresentadas

- A realização de monito- rizações regulares à qualidade do

te. *

Eleições dos novos corpos sociais

 

Segundo os Estatutos do MPI (art.º 11º n.º 2, art.º 17º, n.º 2), o mandato dos corpos sociais é de 3 anos, o anterior acto eleito- ral, e único até ao momento, foi no dia 13 de Dezembro de 2003, ano em que foi constituído oficial- mente o MPI como associação de defesa do ambiente, o que signifi- ca que na próxima Assembleia- geral, a convocar para o primeiro trimestre do próximo ano (2007), irá haver a eleição de corpos sociais.

mem-

Relembramos

os

bros em funções eleitos em 13 de Dezembro de 2003 são os seguin- tes: DIRECÇÃO: Presidente:

GERAL:Presidente: Nuno Perei- ra Azevedo

Secretária:

Margarida

Isabel

Humberto Pereira Germano, Vice- presidente: Maria Alexandra San- tos de Azevedo, Secretária: Elisa- bete Rodrigues Nobre Faria (entretanto substituída por Mª Salomé Azevedo, pelo facto de ter pedido a demissão), Tesoureiro:

Pedro Ricardo Jácome Fernandes, Vogais: Carlos Alberto Ferreira Pereiro, Paulo José Reis Duarte, Gonçalo Maria Belo Rebelo de A n d r a d e . A S S E M B L E I A

Rolim André Zoccoli. CONSE-

LHO FISCAL: Presidente: Carlos

João

Pereira

Fonseca,

Vice-

presidente: Adelino Manuel Casi- miro Cereeiro, Secretário: Hum- berto Rodrigues Pereira. Oportunamente será divulgado o regulamento eleito- ral, mas aproveitamos para, des- de já, apelar aos sócios à sua dis- ponibilidade para se candidata- rem. *

OGM (ou transgénicos) e Agricultura

 

Aproveitamos esta edi- ção do boletim informativo para enviar em destacável um exem- plar do resumo não técnico do documento ”Organismos Gene- ticamente Modificados (OGM) e Agricultura”. Este documento procura reunir de forma resumida o conhecimento científico e as informações mais actuais e tão exactas quanto possível, sobre OGM ou transgénicos nos aspectos mais relevantes para a agricultura, a pecuária e os agricultores.

Conforme poderão cons- tatar, têm sido relatados diver- sos problemas com o cultivo de plantas geneticamente modifica- das, nomeadamente a diminui- ção das produções, o aumento do consumo de pesticidas, etc, con- trariamente ao que as empresas de biotecnologia publicitam. Também na pecuária, em animais alimentados com alimentos transgénicos, princi- palmente milho, foi detectada a diminuição da produção de leite e aumento das doenças e morta- lidade em vacas, infertilidade

em suínos, etc. Esperamos contribuir para o necessário esclarecimen- to sobre este assunto que ainda é do desconhecimento da maio- ria dos portugueses, para que se evite o aliciamento causado pela publicidade enganosa das empresas de biotecnologia e seus aliados. Pedimos também que os sócios usem este documento para divulgarem junto dos seus familiares e amigos. *

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BOLETIM INFORMATIVO

P Á G I N A 6   BOLETIM INFORMATIVO A N O 3 , N

ANO 3, N.º

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Ambiente e Cidadania

 

Poupar energia

dos Unidos da América, o país que mais gases emite! Por outro lado, Portugal

congelar regularmente o conge- lador, deixar arrefecer os ali- mentos antes de os colocar no frigorífico, usar preferencialmen- te o programa económico da máquina de lavar-loiça, lavar a roupa, sempre que possível, a baixas temperaturas, etc

Não abusar do ar con-

5-

Devido à emissão de gases de efeito de estufa (dióxido de carbono, metano, óxido nitroso) para atmosfera pelo uso de combustíveis fós- seis (gasóleo, gasolina, etc.),

ultrapassou, em 2001, a meta

para 2010 em 9,4%, pelo que a manter-se esta tendência, o nosso país irá exceder essa meta em 33%! O que se deve em parte ao aumento do uso do

indústria, incêndios e destruição

automóvel individual, ao aumen-

dicionado. Se se regulassem todos estes aparelhos 1 grau mais acima poupar-se-iam mui- tos barris de petróleo. Quem tiver quintal pode plantar árvo- res de folha caduca à volta da casa para diminui a necessida-

de do uso do ar condicionado no Verão, aproveitando o sol no Inverno.

da

floresta, etc. as alterações

to

de cerca 4% ao ano no con-

climáticas são uma realidade. A nível mundial já houve um aumento de 0,6 ºC desde

que há registos (1861), o ano mais quente foi 1998 (2003 na Europa), o segundo ano foi 2002, redução da espessura e

sumo de energia dos edifícios (devido à má construção e ao aumento de capacidade para pagar conforto). Para contrariar esta ten- dência e as apocalípticas previ-

da

área do gelo nos pólos. Em

sões para além de se reflores- tar e investir em energias lim- pas (ex: energia solar e eólica) ou, pelo menos, mais limpas (ex: gás natural, GPL e biodie- sel) deve-se poupar energia. Não obstante o importante papel dos governos dos diver- sos países, os cidadãos podem e devem desde já empenharem- se nesta matéria, uma vez que é a nossa sobrevivência, a sobrevivência do nosso planeta, tal como o conhecemos, que está em jogo. Aqui vão algumas sugestões:

Construção bioclimáti-

1-

Portugal a temperatura média do ar tem aumentado desde 1970, o ano mais quente foi 1997, as chuvas têm diminuído

principalmente na Primavera, e o nível do mar aumenta 1 a 2

6-

Manter o automóvel bem

afinado, fazer uma condução económica (sem acelerar e tra- var bruscamente), usar trans- portes públicos, andar a pé ou de bicicleta.

cm

/década.

7-

Poupar água.

 

As consequências futu-

 
   

N

o

s

i

t

e

d a

ras a nível mundial serão, por exemplo, o aumento da tempe-

ratura do ar de 1,4 a 5,8 ºC e o aumento do nível do mar de 9 a 88 cm entre 1990 e 2100, aumento dos fenómenos meteo- rológicos extremos (cheias, secas, vagas de calor), extinção de metade das espécies de plantas e animais e para Portu-

“ECOCASA” (projecto lançado em Janeiro de 2004 pela asso- ciação ambientalista QUER- CUS) http://www.ecocasa.org, pode-se encontrar informação mais detalhada para melhorar a eficiência energética e o uso de energias alternativas nos edifí- cios.

ca dos edifícios: arquitectura e materiais mais adequados, com

o

objectivo de evitar que as

gal

prevê-se o aumento da tem-

casas sejam muito frias no Inverno e muito quentes no verão, aumentando o conforto

 

peratura do ar de 4 a 7 ºC entre 2000 e 2100, a perda de terreno das zonas costeiras em cerca

Bibliografia:

 

sem gastos desnecessários em energia para aquecê-las ou arrefecê-las.

 

1-

“50 coisas simples que você pode fazer para salvar a terra”, The Earth Works Group, Círculo de Leitores,

de

67% e o aumento do nível do

 

mar entre 25 a 110 cm até

1993.

 
 

2-

“Indústrias compram direito a poluir”, Quercus Ambiente, Agosto 2003, p.

2080.

2-

Calafetar janelas.

Razão pela qual vários países, nomeadamente Portu- gal, assinaram o Protocolo de Quioto, assumindo um compro- misso formal de tomarem medi-

das para evitar que estas previ- sões se verifiquem. Infelizmen-

3-

Usar lâmpadas econo-

3-

29

mizadoras, apagar a luz quan- do não é precisa.

 

“Entrevista a Livia Tirone”, Quercus Ambiente, Fevereiro/Março 2004, p. 4

4- “Eficiência energética”, Quercus

 

Ambiente, Fevereiro/Março 2004, p.

Adquirir electrodomés-

ticos com melhor eficiência energética e usá-los de modo eficiente, como: reduzir o n.º de vezes que se abre o frigorífico e fechá-lo logo que possível, des-

4-

 

5-

16-17

“Alterações climáticas são uma reali- dade”, Quercus Ambiente, Maio/ Junho 2004, p. 3

6-

“Incentivos fiscais à energias renová- veis são uma farsa”, Quercus

te,

há países que ainda não o

   

assinaram, entre eles os Esta-

 

7-

Ambiente, Maio/Junho 2004, p. 10 http://www.ecocasa.org

ANO 3, N.º

8

ANO 3, N.º 8 BOLETIM INFORMATIVO   PÁGINA 7

BOLETIM INFORMATIVO

 

PÁGINA 7

Breves

 

Reunião

nacional

 

da

r e s p e c t i v o

P l a n o

d e

1ª Semana da Agricultura Biológica

Plataforma

Transgénicos

Implementação, até ao dia 15

 

Fora do Prato (PTFP)

 

de Outubro .

 

Nos últimos anos os produtos de agricultura biológica têm vindo a ganhar importância em toda a União Europei a , ma s ainda continuam pouco ou mal conhecidos pela generalidade dos consumidores. Assim, a Interbio— Associação Inter-profissional para a Agricultura Biológica, recentemente constituida, decidiu organizar a primeira semana da Agricultura Biológica, dedicada aos

 

A

documentção

 

pode

 

A 5 de Outubro realizar -se-à uma reunião nacional da PTFP na cidade de Ciombra, à qual o MPI irá participar, uma vez que aderiu a esta organização por deliberação na última Assembleia-geral do MPI.

Estratégia Nacioal para o D e s e n v o l v i m e n t o Sustentável (ENDS)

ser consultada no site:

 

www.desenvolvimentosustentavel.pt

Este documento é muito importante, porque vai

definir aquilo que se considera necessário para atingir o desenvolvimento do país em todos os aspectos, social, económico e ambiental. Por isso, é sempre importante qualquer contributo que possamos fazer, por muito modesto que nos possa parecer.

consumidores, que irá decorrer de 18 a 26 de Novembro.

Está a decorrer um processo de consulta pública da Estratégia Nacional para o Desnvolvimento Sustentável e

*

   

A preencher pelo MPI

MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente

N.º de sócio

   

|

|

|

|

Morada: Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezem- bro, n.º 2, 2550-069 VILAR CDV

Data

   

/

/

Tel./fax: 262 771 060

e.mail: mpi.cidadania.ambiente@clix.pt

 
PROPOSTA PARA ADMISSÃO DE SÓCIO

PROPOSTA PARA ADMISSÃO DE SÓCIO

Nome

 

Morada

Telefone:

 

,

fax:

 

,

e.mail

 

B.I. N.º N.º de contribuinte:

,

data de nascimento , profissão

/

/

, estado civil

 

Data

/

/

 

Quota mínima anual:

Assinatura do candidato a sócio € 2 , quantia paga

 

,

MPI—MOVIMENTO PRÓ-INFORMAÇÃO PARA A CIDADANIA E AMBIENTE

 

PRECISA-SE

Morada: Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2

 

2550-069 VILAR CDV

 

Voluntário(a) para colaborar na edição do boletim infor- mativo.

Tel./fax: (+351) 262 771 060

e.mail: mpi.cidadania.ambiente@clix.pt

  Denúncias - Ambiente
 

Denúncias - Ambiente

Sempre

que

testemunhe

uma

agressão

ambiental deve denunciá-la do seguinte

modo:

 

Telefonar para a linha SOS Ambiente

 

808 200 520

Pela Defesa do AMBIENTE e da QUALIDADE DE VIDA!!

 

A linha funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e enca- minha as denuncias para a IGA (Inspecção Geral do Ambiente) e para o SEPNA (Serviço de Protecção da Nature- za e do Ambiente) da GNR.

ou

Papel 100% reciclado

Aceder ao site:

 
 

AVISO

 

PEDE-SE A TODAS AS PESSOAS COM QUEIXAS SOBRE O

MAU FUNCIONAMENTO DO ATERRO SANITÁ-

RIO DO OESTE A FAZÊ-LAS POR ESCRITO, ENTRE-

GANDO-NOS UMA CÓPIA, COMO FORMA DE CONSEGUIRMOS PROVA DESTA QUEIXA, UMA VEZ QUE A INSPECÇÃO GERAL DO AMBIENTE RECUSA-SE A FORNECER UM RELATÓRIO COM TODAS AS QUEIXAS RECEBIDAS:

- ATRAVÉS DO FAX N.º 213 432 777, QUEM NÃO

POSSUIR APARELHO DE FAX, PODE DIRIGIR-SE À JUNTA DE FRE- GUESIA DO VILAR PARA O SEU ENVIO.

OU - POR CARTA PARA A MORADA: Rua de O Século,

n.º 63

1249-033 LISBOA