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MPI—Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente

Boletim informativo
ANO 3, N.º 8 Setembro de 2006

Editorial
Variados são os assuntos que preenchem esta edição do boletim informativo, pois o Ambiente é dos temas que atravessa praticamente todos os sectores da nossa sociedade. Por isso, os cidadãos devem estar atentos e ter acesso a informação para que possam reagir e responder da forma mais adequada. Espero que a actividade que estamos a organizar, a visita à Biofrade, seja do vosso interesse, uma vez que a agricultura biológica está em grande crescimento, podendo ser uma alternativa de actividade económica, e “amiga do ambiente”, para muitas pessoas. O Presidente da Direcção Humberto Pereira Germano

PASSEIO / VISITA
À BIOFRADE
(EMPRESA DE AGRICULTURA BIOLÓGICA)

NO DIA 28 DE OUTUBRO, sábado, REALIZAR-SE-Á UM PASSEIO / VISITA A UMA EMPRESA DE AGRICULTURA BIOLÓGIA SITUADA NO CASAL FRADE (Lourinhã), A BIOFRADE. E S TA V I S I TA DESTINA-SE A AGRICULTORES E A TODAS AS PESSOAS INTERESSADAS. INSCRIÇÕES: ATÉ DIA 21 DE OUTUBRO, NA SEDE DO MPI (EDIFÍCIO DA JUNTA DE FREGUESIA DO VILAR) OU PELO TELEFONE 262 771 060. PARTIDA: PELAS 14.00 HORAS, JUNTO AO EDIFÍCIO DA JUNTA DE FREG. VILAR. TRANSPORTE: O transporte será em automóveis particulares, assim quem necessitar de transporte e quem quiser disponibilizar lugares no seu automóvel deve informar esse facto no acto da inscrição.

Nesta edição:
MPI lança campanha de angariação de sócios 2 Campanha “1 milhão de europeus contra a energia nuclear” 3 Pareder da C.A. ao Estudo da qualidade do ar na envolvente do ASO” 4e5 Ambiente e Cidadania: Poupar energia

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MPI lança campanha de angariação de sócios
Transcrevemos aqui o texto que foi publicado no boletim da freguesia do Vilar e aproveitamos para apelar aos sócios que junto de familiares e amigos divulguem o nosso movimento para assim atingirmos pelo menos os 400 sócios e podermos assim sermos inscritos no Registo Nacional das ONGA (Organizações Não Governamentais de Ambiente), como associação de âmbito regional.
O MPI - Movimento PróInformação para a Cidadania e Ambiente (ex - Movimento Pró-Informação Aterro Sanitário do Oeste), constituiu-se legalmente em 29 de Abril de 2003 como associação de defesa do ambiente, inscrito recentemente no Registo Nacional das ONGA (Organizações Não Governamentais de Ambiente) e Equiparadas, com o n.º de registo 155/SA. A legalização do MPI foi uma necessidade dado o decorrer dos acontecimentos relacionado como o processo do ASO (Aterro Sanitário do Oeste), processo prioritário na nossa actividade e que entretanto se lhe foram juntando outros processos como o do tratamento dos efluentes das suiniculturas e o dos OGM (Organismos Geneticamente Modificados), tentando dar o nosso melhor contributo ao Ambiente e à sociedade. Podemos resumir a nossa actividade dos primeiros anos no acompanhamento do ASO através da vigilância no seu funcionamento, de diligências para evitar a construção de uma 2ª fase do aterro em terrenos contíguos ao actual e, ainda, do estudo e reivindicação de uma gestão correcta dos “lixo” doméstico produzido na região; estudo da problemática dos OGM e diligências no sentido de evitar a realização de ensaios de campo com novas variedades de milho transgénico na freguesia do Vilar; elaboração de um boletim informativo para os sócios; procura de coordenação de esforços com outras associações e movimentos, nesse sentido tornámo-nos membros da CPADA (Confederação Nacional das Associações de Defesa do Ambiente) e aderimos ao MUSP (Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos) e à Plataforma “Transgénicos Fora do Prato”. O resultado mais visível da nossa acção foi a recente imposição pela União Europeia de não ser excedida a deposição de 140.000 toneladas por ano no aterro (em vez das cerca de 175.000 toneladas que têm sido depositadas anualmente) motivado pela nossa queixa. Como esta decisão ainda não é definitiva, continuamos a enviar todos os factos adicionais que vão surgindo. Esta decisão pode parecer pouco significativa, no entanto está a causar um grande incómodo às nossas autoridades e com isso esperamos conseguir bons desenvolvimentos na gestão dos RSU. Uma vez que a nossa actividade é de âmbito regional precisamos de no mínimo 400 sócios para que seja reconhecido este âmbito pelo Instituto do Ambiente. Actualmente temos 144 sócios, sendo 84 da freguesia do Vilar, assim e porque independentemente desta imposição já era nossa intenção manter, e se possível aumentar, a mobilização da população para os problemas ambientais que a todos afecta, vimos APELAR a quem ainda não é sócio, mas que queira apoiar a nossa actividade, a fazer-se sócio do MPI, bastando para isso preencher o boletim de proposta de sócio e entregá-lo na Junta de Freguesia do Vilar (horário: todos os dias úteis das 9.00 as 12.30 e das 14.00 as 16.00) junto como pagamento da quota, que é no valor mínimo de dois euros por ano. *

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Campanha “1 milhão de europeus contra o nuclear”
MPI aderiu a esta campanha tendo sido recolhidas 108 assinaturas no Vilar e Cadaval. Apesar do nosso modesto contributo não quisemos deixar de nos associar a esta grande acção anti-nuclear de cidadãos europeus. Transcrevemos abaixo o conteúdo do folheto de divulgação da petição.
“Por toda a Europa a indústria nuclear está a desenvolver uma enorme campanha de relações públicas e de pressão, com o objectivo de convencer os cidadãos de que a energia nuclear é a solução para as alterações climáticas e para o aumento contínuo no consumo de energia. Melhorar centrais nucleares já existentes ou prolongar as licenças das actualmente existentes a laborar é agora encarado de forma favorável. Novas centrais estão em construção ou estão de novo a ser consideradas após vários anos de moratórias, como está a acontecer na Finlândia, França ou Reino Unido. Apesar de muitos Estados-membros da EU e os seus cidadãos não serem favoráveis à energia nuclear, o Tratado Euratom obriga, oficialmente, a que todos os países da EU promovam a energia nuclear. 20 anos atrás ... Recordar Chernobil 1986 Há 20 anos atrás, o reactor 4 da Central Nuclear de Chernobil explodiu. Cerca de 135.000Km2, uma área do tamanho da Grécia, foram fortemente contaminados com Césio-137. Hoje 5,5 milhões de pesoas ainda vivem nessa área. O governo Ucraniano relatou, em Março de 2002, que 84% dos 3 milões de pessoas que foram expostas a radiação se encontram referenciados como doentes. Em 2000, o número de adultos com cancro da tiróide na região de Gomel, na Bielorrússia, era 428% mais elevado do que em 1986. NÃO QUEREMOS OUTRAS CHERNOBIL PAREM A ENERGIA NUCLEAR A indústria nuclear quer fazer-nos acreditar que a energia nuclear é segura, que quase já encontrou solução para armazenar os resíduos nucleares, que não conseguiremos combater as alterações climéticas sem ela. NÃO ACREDITEM NISSO. A energia nuclear: 1) Continua a dar origem a resíduos perigosos (que se manterão para as gerações futuras) 2) É muito dispendiosa (e não sobreviverão sem os subsídios que recebe dos nossos impostos) 3) Esgotará o urânio (em 50 anos se a produção de energia nuclear for mantida ao nível actual) 4) Causa acidentes sérios com a libertação de radioactividade (pelo menos 22 desde o desastre de Chernobil em 1986) 5) Significa armas nucleares (através da proliferação da tecnologia) 6) Emite CO2—dióxido de carbono (Ao longo do seu ciclo de vida emite tanto CO2 quanto uma moderna central de produção de energia a gás natural) A solução passa por um compromisso absoluto com a poupança energética, uso eficiente e energias renováveis como a solar, a eólica e a biomassa. A tecnologia está disponível, é acessível e promove o emprego. Não nos podemos dar ao luxo de esperar! Nó abaixo-assinados, solicitamos à Comissão Europeia, Parlamento Europeu e a todos os Estados-membros que: * parem ou evitem a construção de novas centrais e instalações nucleares na União Europeia, * lancem um plano que leve ao abandono da energia nuclear na União Europeia, * invistam massivamente na poupança energética e no desenvolvimento das energias renováveis, * acabem com o Tratado Euratom que apoia massivamente a energia nuclear através de financiamento público. “ Mais informações:

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Parecer da Comissão de Acompanhamento ao “Estudo à Qualidade do Ar na Envolvente do Aterro Sanitário do Oeste”
O estudo concluiu que a qualidade do ar na envolvente o aterro é boa, mas a apreciação feita pela Comissão de Acompanhamento revela que não foram reunidos os elementos suficientes para avaliar a influência das emissões provenientes do ASO na qualidade do ar na sua envolvente, conforme se explica no parecer.
1- Introdução Foi realizado pela empresa Sondarlab – Laboratório de Qualidade do Ar, Lda para a RESIOESTE, S.A., o “Estudo de Caracterização de Ar Ambiente na Envolvente do Aterro Sanitário do Oeste (ASO), de 5 a 30 de Janeiro, cujo relatório ficou concluído em Abril do corrente ano. No presente documento, a Comissão de Acompanhamento do Sistema de Tratamento de RSU do Oeste (CA) regista a apreciação que fez ao referido Estudo, bem como emitirá as recomendações que julga necessárias. 2- Apreciação 2.1- Representatividade da amostra Consideramos que a representatividade da amostra é insuficiente, uma vez que para além do período limitado a 6 dias para medições em cada local, registouse ainda falhas no fornecimento de energia eléctrica e no equipamento de amostragem, que condicionou a recolha de dados durante várias horas ou dias, principalmente no local no interior do Aterro (P1), durante 5 dias para as PM 2,5 e dois dias para as PM 10, SO2 (dióxido de enxofre), CO (monóxido de carbono), Óxidos de azoto, O3, Compostos orgânicos Aromáticos: Benzeno, Tolueno e Xilenos. Para colmatar esta falha foi efectuado mais um dia de monitorização o que consideramos igualmente insuficiente. Estranhamos que a falha no fornecimento da energia eléctrica tenha afectado principalmente um dos parâmetros, as PM 2,5, e não todos os parâmetros simultaneamente. Uma semana para cada local é realmente um tempo mínimo, mas seria desejável, pelo menos, 15 dias e em períodos diferentes, devido ao facto da qualidade do ar depender muito da meteorologia, uma vez que condiciona a dispersão dos poluentes. Por outro lado, e ao contrário de todos os outros poluentes, os HAP’s (hidrocarbonetos aromáticos policíclicos) e o H2S (ácido sulfídrico ou sulfureto de hidrogénio) não foram medidos em contínua, mas apenas foram apresentados com um valor médio. Ora, dada a importância destes poluentes nas emissões dos aterros sanitários é fundamental a sua monitorização em contínuo. 2.2Poluentes em estudo Uma vez que o interesse na realização do estudo era avaliar a influência das emissões provenientes do ASO na qualidade do ar na sua envolvente e dado que é assumido no próprio relatório que o tráfego automóvel é escasso, a monitorização dos Óxidos de azoto, o CO e o SO2 podiam ser dispensáveis. Os cheiros dos aterros de RSU são resultantes fundamentalmente do ácido sulfídrico ou sulfureto de hidrogénio, H2S, que também é responsável por irritação ocular, problema que tem sido relatado por vários habitantes da povoação do Olho Polido e trabalhadores da unidade fabril existente na proximadade, para além de irritação de outras mucosas, como nariz e garganta, pelo que é essencial haver uma monitorização muito mais extensa - várias semanas – deste composto, para além de ser através de medição contínua, do H2S ou do total de compostos reduzidos a enxofre, conforme já referido no ponto anterior. Sabe-se que os aterros sanitários emitem diversos gases em quantidades vestigiais, mas com efeitos cancerígenos, mutagénicos e teratogénicos, como a acetona, benzeno, diclorometano, tolueno, cloreto de vinilo, acetato de vinilo, entre outros, que pertencem a duas categorias em

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estudo os HAP’s e os Compostos orgânicos aromáticos, o que corrobora a necessidade do que já afirmámos de se realizar a medição em contínuo dos HAP’s, e também sugere a necessidade de conhecer em concreto e em detalhe quais as emissões do ASO, colhendo dados no próprio sistema de drenagem dos gases ou sobre o aterro. 2.3- Apreciação final Pelas observações apresentadas

somos do parecer, salvo melhor opinião, de que não foram reunidos, no estudo em apreço, os elementos suficientes para avaliar a influência das emissões provenientes do ASO na qualidade do ar na sua envolvente. 3- Recomendações Face ao atrás exposto, a CA recomenda: - A realização de monitorizações regulares à qualidade do

ar ambiente na envolvente do Aterro Sanitário do Oeste e durante períodos de 15 dias. - A monitorização de pelo menos os seguintes parâmetros: HAP’s, os Compostos orgânicos aromáticos, H2S e PM 2,5. - A monitorização dos HAP’s e do H2S em contínuo. - Efectuar uma caracterização detalhada dos gases emitidos pelo Aterro Sanitário do Oeste. *

Eleições dos novos corpos sociais
Segundo os Estatutos do MPI (art.º 11º n.º 2, art.º 17º, n.º 2), o mandato dos corpos sociais é de 3 anos, o anterior acto eleitoral, e único até ao momento, foi no dia 13 de Dezembro de 2003, ano em que foi constituído oficialmente o MPI como associação de defesa do ambiente, o que significa que na próxima Assembleiageral, a convocar para o primeiro trimestre do próximo ano (2007), irá haver a eleição de corpos sociais. Relembramos os membros em funções eleitos em 13 de Dezembro de 2003 são os seguintes: DIRECÇÃO: Presidente: Humberto Pereira Germano, Vicepresidente: Maria Alexandra Santos de Azevedo, Secretária: Elisabete Rodrigues Nobre Faria (entretanto substituída por Mª Salomé Azevedo, pelo facto de ter pedido a demissão), Tesoureiro: Pedro Ricardo Jácome Fernandes, Vogais: Carlos Alberto Ferreira Pereiro, Paulo José Reis Duarte, Gonçalo Maria Belo Rebelo de Andrade. ASSEMBLEIA GERAL:Presidente: Nuno Pereira Azevedo Secretária: Margarida Isabel Rolim André Zoccoli. CONSELHO FISCAL: Presidente: Carlos João Pereira Fonseca, Vicepresidente: Adelino Manuel Casimiro Cereeiro, Secretário: Humberto Rodrigues Pereira. Oportunamente será divulgado o regulamento eleitoral, mas aproveitamos para, desde já, apelar aos sócios à sua disponibilidade para se candidatarem. *

OGM (ou transgénicos) e Agricultura
Aproveitamos esta edição do boletim informativo para enviar em destacável um exemplar do resumo não técnico do documento ”Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e Agricultura”. Este documento procura reunir de forma resumida o conhecimento científico e as informações mais actuais e tão exactas quanto possível, sobre OGM ou transgénicos nos aspectos mais relevantes para a agricultura, a pecuária e os agricultores. Conforme poderão constatar, têm sido relatados diversos problemas com o cultivo de plantas geneticamente modificadas, nomeadamente a diminuição das produções, o aumento do consumo de pesticidas, etc, contrariamente ao que as empresas de biotecnologia publicitam. Também na pecuária, em animais alimentados com alimentos transgénicos, principalmente milho, foi detectada a diminuição da produção de leite e aumento das doenças e mortalidade em vacas, infertilidade em suínos, etc. Esperamos contribuir para o necessário esclarecimento sobre este assunto que ainda é do desconhecimento da maioria dos portugueses, para que se evite o aliciamento causado pela publicidade enganosa das empresas de biotecnologia e seus aliados. Pedimos também que os sócios usem este documento para divulgarem junto dos seus familiares e amigos. *

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Ambiente e Cidadania
Poupar energia

Devido à emissão de gases de efeito de estufa (dióxido de carbono, metano, óxido nitroso) para atmosfera pelo uso de combustíveis fósseis (gasóleo, gasolina, etc.), indústria, incêndios e destruição da floresta, etc. as alterações climáticas são uma realidade. A nível mundial já houve um aumento de 0,6 ºC desde que há registos (1861), o ano mais quente foi 1998 (2003 na Europa), o segundo ano foi 2002, redução da espessura e da área do gelo nos pólos. Em Portugal a temperatura média do ar tem aumentado desde 1970, o ano mais quente foi 1997, as chuvas têm diminuído principalmente na Primavera, e o nível do mar aumenta 1 a 2 cm /década. As consequências futuras a nível mundial serão, por exemplo, o aumento da temperatura do ar de 1,4 a 5,8 ºC e o aumento do nível do mar de 9 a 88 cm entre 1990 e 2100, aumento dos fenómenos meteorológicos extremos (cheias, secas, vagas de calor), extinção de metade das espécies de plantas e animais e para Portugal prevê-se o aumento da temperatura do ar de 4 a 7 ºC entre 2000 e 2100, a perda de terreno das zonas costeiras em cerca de 67% e o aumento do nível do mar entre 25 a 110 cm até 2080. Razão pela qual vários países, nomeadamente Portugal, assinaram o Protocolo de Quioto, assumindo um compromisso formal de tomarem medidas para evitar que estas previsões se verifiquem. Infelizmente, há países que ainda não o assinaram, entre eles os Esta-

dos Unidos da América, o país que mais gases emite! Por outro lado, Portugal já ultrapassou, em 2001, a meta para 2010 em 9,4%, pelo que a manter-se esta tendência, o nosso país irá exceder essa meta em 33%! O que se deve em parte ao aumento do uso do automóvel individual, ao aumento de cerca 4% ao ano no consumo de energia dos edifícios (devido à má construção e ao aumento de capacidade para pagar conforto). Para contrariar esta tendência e as apocalípticas previsões para além de se reflorestar e investir em energias limpas (ex: energia solar e eólica) ou, pelo menos, mais limpas (ex: gás natural, GPL e biodiesel) deve-se poupar energia. Não obstante o importante papel dos governos dos diversos países, os cidadãos podem e devem desde já empenharemse nesta matéria, uma vez que é a nossa sobrevivência, a sobrevivência do nosso planeta, tal como o conhecemos, que está em jogo. Aqui vão algumas sugestões: 1Construção bioclimática dos edifícios: arquitectura e materiais mais adequados, com o objectivo de evitar que as casas sejam muito frias no Inverno e muito quentes no verão, aumentando o conforto sem gastos desnecessários em energia para aquecê-las ou arrefecê-las. 2Calafetar janelas. 3Usar lâmpadas economizadoras, apagar a luz quando não é precisa. 4Adquirir electrodomésticos com melhor eficiência energética e usá-los de modo eficiente, como: reduzir o n.º de vezes que se abre o frigorífico e fechá-lo logo que possível, des-

congelar regularmente o congelador, deixar arrefecer os alimentos antes de os colocar no frigorífico, usar preferencialmente o programa económico da máquina de lavar-loiça, lavar a roupa, sempre que possível, a baixas temperaturas, etc.. 5Não abusar do ar condicionado. Se se regulassem todos estes aparelhos 1 grau mais acima poupar-se-iam muitos barris de petróleo. Quem tiver quintal pode plantar árvores de folha caduca à volta da casa para diminui a necessidade do uso do ar condicionado no Verão, aproveitando o sol no Inverno. 6Manter o automóvel bem afinado, fazer uma condução económica (sem acelerar e travar bruscamente), usar transportes públicos, andar a pé ou de bicicleta. 7Poupar água. N o s i t e d a “ECOCASA” (projecto lançado em Janeiro de 2004 pela associação ambientalista QUERCUS) http://www.ecocasa.org, pode-se encontrar informação mais detalhada para melhorar a eficiência energética e o uso de energias alternativas nos edifícios.

Bibliografia: 1“50 coisas simples que você pode fazer para salvar a terra”, The Earth Works Group, Círculo de Leitores, 1993. 2“Indústrias compram direito a poluir”, Quercus Ambiente, Agosto 2003, p. 29 3“Entrevista a Livia Tirone”, Quercus Ambiente, Fevereiro/Março 2004, p. 4 4“Eficiência energética”, Quercus Ambiente, Fevereiro/Março 2004, p. 16-17 5“Alterações climáticas são uma realidade”, Quercus Ambiente, Maio/ Junho 2004, p. 3 6“Incentivos fiscais à energias renováveis são uma farsa”, Quercus Ambiente, Maio/Junho 2004, p. 10 7http://www.ecocasa.org

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Breves
1ª Semana da Agricultura Biológica Nos últimos anos os produtos de agricultura biológica têm vindo a ganhar importância em toda a União Europeia, mas ainda continuam pouco ou mal conhecidos pela generalidade dos consumidores. Assim, a Interbio— Associação Inter-profissional para a Agricultura Biológica, recentemente constituida, decidiu organizar a primeira semana da Agricultura Biológica, dedicada aos consumidores, que irá decorrer de 18 a 26 de Novembro. Reunião nacional da Plataforma Transgénicos Fora do Prato (PTFP) A 5 de Outubro realizar -se-à uma reunião nacional da PTFP na cidade de Ciombra, à qual o MPI irá participar, uma vez que aderiu a esta organização por deliberação na última Assembleia-geral do MPI. respectivo Plano de Implementação, até ao dia 15 de Outubro . A documentção pode ser consultada no site:
www.desenvolvimentosustentavel.pt

Estratégia Nacioal para o Desenvolvimento Sustentável (ENDS) Está a decorrer um processo de consulta pública da Estratégia Nacional para o Desnvolvimento Sustentável e

Este documento é muito importante, porque vai definir aquilo que se considera necessário para atingir o desenvolvimento do país em todos os aspectos, social, económico e ambiental. Por isso, é sempre importante qualquer contributo que possamos fazer, por muito modesto que nos possa parecer. *

A preencher pelo MPI

MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente Morada: Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2, 2550-069 VILAR CDV Tel./fax: 262 771 060 e.mail: mpi.cidadania.ambiente@clix.pt

N.º de sócio __|__|__|__|__ Data ___/___/___

PROPOSTA PARA ADMISSÃO DE SÓCIO
Nome_________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ Morada ________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________ Telefone: ________________, fax: __________________, e.mail _________________________________ B.I. N.º ______________________, data de nascimento ___/___/___ , estado civil ___________________ N.º de contribuinte: _____________________ , profissão _______________________________________ Data ____/____/____ Assinatura do candidato a sócio __________________________________________ Quota mínima anual: € 2 , quantia paga _______________________________________,

M P I — M O V I M E N T O P R Ó - I N F O R M AÇ Ã O P AR A A C I D AD AN I A E AM B I E N T E

PRECISA-SE
Voluntário(a) para colaborar na edição do boletim informativo.

Morada: Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2 2550-069 VILAR CDV Tel./fax: (+351) 262 771 060 e.mail: mpi.cidadania.ambiente@clix.pt

Denúncias - Ambiente
Sempre que testemunhe uma agressão ambiental deve denunciá-la do seguinte modo: • Telefonar para a linha SOS Ambiente
Pela Defesa do AMBIENTE e da QUALIDADE DE VIDA!!
A linha funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e encaminha as denuncias para a IGA (Inspecção Geral do Ambiente) e para o SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente) da GNR.

808 200 520

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Papel 100% reciclado •

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AVISO
PEDE-SE A TODAS AS PESSOAS COM QUEIXAS

SOBRE O MAU FUNCIONAMENTO DO ATERRO SANITÁRIO DO OESTE A FAZÊ-LAS POR ESCRITO, ENTREGANDO-NOS UMA CÓPIA, COMO FORMA DE CONSEGUIRMOS PROVA DESTA QUEIXA, UMA VEZ QUE A INSPECÇÃO GERAL DO AMBIENTE RECUSA-SE A FORNECER UM RELATÓRIO COM TODAS AS QUEIXAS RECEBIDAS:

- ATRAVÉS DO FAX N.º 213 432 777, QUEM NÃO
POSSUIR APARELHO DE FAX, PODE DIRIGIR-SE À JUNTA DE FREGUESIA DO VILAR PARA O SEU ENVIO.

OU - POR CARTA PARA A MORADA: Rua de O Século,

n.º 63

1249-033 LISBOA