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MPI—Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente B OLETIM I NFORMATIVO Ano 3, N.º 11

MPI—Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente

BOLETIM

INFORMATIVO

Ano 3, N.º 11

Novembro de 2007

Percurso para identificação de plantas, recolha e sementeira de bolotas

Domingo, 25 de Novembro de 2007

10:30

Mata Municipal do Bombarral

Ponto de encontro: junto à Igreja do Salvador do Mundo (Bombarral) O percurso na mata do Bombarral será guiado pelo Prof. Emanuel Vilaça, biólogo. Segue-se um almoço-piquenique na mata. Depois do almoço sementeira na Serra do Montejunto. Inscrição obrigatória através do telefone 262 77 10 60 ou por email:

mpicambiente@gmail.com Encontro limitado a 25 participantes. Será distribuído gratuitamente a cada participante um guia prático para a identificação das espécies de flora existentes na mata.

(actividade conjunta entre MPI e Real 21)

Magusto / Convívio - para todos os interessados

Sábado, 24 de Novembro de 2007

16:30

Projecção de pequeno documentário sobre Organismos Geneticamente Modificados, seguido de convívio

Sede da Associação para o Desenvolvimento de Olho Polido (antiga escola primária) Estão todos convidados a comparecer, acompanhados de castanhas e outros produtos próprios de um magusto. Venha e traga um amigo!

(actividade conjunta entre MPI e Associação para o Desenvolvimento de Olho Polido)

Tome nota:

Embalagens de cartão para leite, sumos, etc. devem ser depositadas no contentor AMARELO

(ver pág. 7)

O novo site do MPI já está em funcionamento:

www.mpica.info

Editorial

Com a abordagem diversificada de temas, preten- demos que as páginas deste boletim contribuam para uma maior consciência ecológica de todos nós. Agora com uma imagem renovada, graças à colaboração do novo elemento da nossa direcção,

o Nuno Carvalho, esperamos que a leitura do boletim

seja mais apelativa. Pela nossa parte continuaremos

a esforçar-nos para que os temas e informações aqui

modestamente publicados sejam do máximo interesse

e actualidade.

Presidente da Direcção

Humberto Pereira Germano

Nesta edição:

Campo de milho OGM em Silves

2

Fusão Resioeste/

3

Valorsul

Encontro Agricul-

4

tura Biológica

Reflorestar

6

Breves

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Anúncios

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Página 2

BOLETIM INFORMATIVO MPI

n.º 11 - Novembro de 2007

Acção contra o campo de milho transgénico em Silves (Algarve) - O que aconteceu

A 17 de Agosto o „Movimento Verde Eufémia‰ realizou uma acção que definiu de desobediência civil contra o primeiro campo de

milho transgénico na Zona Livre de Transgénicos do Algarve, localizado

perto da cidade de Silves, com o propósito de manter o Algarve uma

região livre de OGM., evocando o exercício do direito à resistência, segundo o artigo 21 da Constituição.

A acção constou no corte de 1 hectare de uma plantação de 51 hectares.

A ceifa foi acompanhada por um desfile com música, teatro e outras

expressões artísticas e políticas.

O movimento manifestou não ter qualquer intenção contra o agricultor

que, por uma ou outra razão, escolheu cultivar culturas OGM, tendo pro- posto ao agricultor em causa a conversão ao cultivo orgânico, para tal ofe- receram sementes de milho para a área que está agora plantada com milho OGM.

O que é o “Movimento Verde Eufémia”?

O „Movimento Verde Eufémia‰ é um grupo informal de pequenos agri-

cultores, ecologistas e cidadãos preocupados que começou em Agosto de 2007 e o seu nome é em homenagem à luta de Catarina Eufémia e dos trabalhadores com o objectivo defender os direitos e bem-estar das comu- nidades de trabalhadores.

O movimento propõe-se continuar esta luta no contexto de novas amea-

ças, como o sector agro-tecnológico e o seu poderoso lobby.

Reacções a esta acção

As reacções a esta acção inédita em Portugal têm sido muitas.

a esta acção inédita em Portugal têm sido muitas. O movimento manifestou não ter qualquer intenção

O movimento manifestou não ter qualquer intenção contra o agricul- tor que, por uma ou outra razão, escolheu cultivar culturas OGM, tendo proposto ao agricultor em causa a conversão ao cultivo orgâ- nico, para tal ofereceram sementes de milho para a área que está agora plantada com milho OGM.

A Plataforma Transgénicos Fora (PTF), à qual o MPI pertence, emitiu em comunicado esclarecendo „ não

ter qualquer ligação com a referida acção sendo seu princípio essencial actuar sempre de forma a nunca pôr em causa a integridade de pessoas e bens.‰. Embora discordando dos métodos utilizados na acção contra o campo de milho transgénico no Algarve, a Plataforma „ reconhece que as razões contra a introdução dos OGM na agri-

cultura e alimentação portuguesas são muitas e poderosas. Elas acabarão por se impor pela força da lógica, não pela lógica da força. Os agricultores não devem ser duplamente penalizados:

- Pelo logro a que as empresas da engenharia genética os conduziram;

- Pelas acções nocivas de alguns grupos (embora com a intenção de defender o futuro da agricultura e dos agri- cultores portugueses).‰

E incita o Governo „ a iniciar um esforço alargado de auscultação e discussão por forma a salvaguardar os

interesses dos agricultores que não desejam os seus campos contaminados por transgénicos e dos consumidores que clamam pelo direito à escolha, e de modo a evitar que se agudizem conflitos quanto a esta matéria contro- versa e sensível.‰ Algumas das associações que integram a Plataforma, como a Quercus e a CNA – Confederação Nacional de Agricultura, emitiram também comunicados em que se demarcam da acção, mas alertaram para os riscos dos OGM e a necessidade de promover um amplo debate e a aplicação do Princípio da Precaução defendendo uma moratória ao cultivo dos OGM.

Enquadramento

Anos antes desta plantação de milho transgénico houve já uma forte oposição por parte da sociedade civil

perante a plantação de OGM no Algarve, daí resultou que o Algarve se declarou em 2004 na primeira região em Portugal livre de OGM, pela Junta Metropolitana do Algarve, à semelhança do que ocorreu posteriormente em várias dezenas de Municípios Portugueses e do que tem vindo a decorrer em milhares de Municípios e Regiões

da União Europeia.

Apesar da forte oposição da sociedade civil e das autoridades locais contra os OGM, as políticas do Governo Português e da Comissão Europeia desrespeitam constantemente o direito moral e democrático desses agentes opositores a banir os OGM dos seus campos e dos seus pratos. Este tipo de acção da ceifa de um campo de OGM não é um acto isolado na Europa. Outros grupos têm já cei- fado campos de OGM em vários países da UE. http://eufemia.ecobytes.net (14/9/2007)

Europa. Outros grupos têm já cei- fado campos de OGM em vários países da UE. http://eufemia.ecobytes.net

n.º 11 - Novembro de 2007

BOLETIM INFORMATIVO MPI

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MPI e Comissão de Acompanhamento rejeitam proposta de fusão Resioeste/Valorsul e apelam à adopção de uma gestão dos resíduos urbanos mais sustentável

A Resioeste e a Valorsul apresentaram uma proposta de fusão das duas empresas em Junho do corrente, tendo o MPI e a Comissão de Acompanhamento do Sistema de Tratamento dos RSU da Região Oeste emitido um comunicado conjunto em 11/9/2007 que a seguir transcrevemos:

„Da análise do Estudo de Viabilidade Económica e Financeira da integração Resioeste/Valorsul salien- tam-se os seguintes aspectos:

- A estratégia para o tratamento dos resíduos é inalterada havendo apenas o somatório das unidades exis-

tentes e previstas nos dois sistemas, ou seja, a maioria dos resíduos terá como destino a eliminação através da deposição em aterro e a incineração, em vez de haver uma aposta na reciclagem, pelo que os impactes negativos do Aterro Sanitário do Oeste não irão diminuir, pelo menos de forma significativa.

- Não há garantias de que as tarifas estimadas se verifiquem efectivamente uma vez que não foi prevista

a construção/ampliação de pelo menos um aterro durante o período da simulação, que inevitavelmente será

necessário tendo em conta a evolução de aumento da produção de resíduos e o horizonte da simulação (2025), com a agravante de que esse investimento não terá qualquer co-financiamento comunitário; nem considerada a Taxa de Gestão de Resíduos que será de 4 euros/ton. para os resíduos enviados para aterro, a partir de 2011. Não seria aliás situação inédita a não concretização das previsões em matéria de tarifários, a título de exemplo, no

Contrato de Concessão foi prevista uma tarifa de arranque de cerca de 22,5 euros/ton. evoluindo até cerca de 36 euros em 2021, como sabemos este valor já foi excedido e vários têm sido os motivos para que as tarifas da Resioeste tenham disparado, como erros de concepção e consequente necessidade de ampliação da ETAL e de transporte de lixiviado para outras ETAR, transferência de resíduos para outros sistemas devido ao processo de contencioso com a Comissão Europeia por deposição acima do limite de 140.000 toneladas, etc.

- Posição accionista das autarquias da região muito minoritária passando dos actuais 49% para os exíguos

5,24%. Sendo a posição accionista minoritária na Resioeste uma situação que desgostou os autarcas à medida que lhes foram sendo impostos os sucessivos aumentos das tarifas sem que conseguissem influenciar uma mudança

de rumo da empresa, qualquer pretensão deste tipo ficará liminarmente condenada com a aceitação da proposta apresentada.

Um modelo de gestão mais sustentável é necessário e urgente!

Não obstante os incómodos particularmente sentidos pelas populações mais próximas do aterro temos sentido, infelizmente, uma grande inércia na adopção de um modelo de gestão mais sustentável. De facto, não

sentimos da parte do principal accionista, a EGF, um verdadeiro esforço na busca das melhores soluções técnicas

e economicamente mais vantajosas. Dado que os orçamentos apresentados em concursos para as unidades de digestão anaeróbia foram muito

elevados, no mínimo deveriam ter sido exploradas outras formas de tratamento mecânico e biológico, como a compostagem e a vermicompostagem, essa pesquisa acabou por ser desenvolvida e incentivada por uma ONGA,

a Quercus- A.N.C.N., identificando uma empresa de vermicompostagem a laborar no nosso país, cujos testes

com RSU revelaram resultados muito promissores e que podem mudar substancialmente o panorama nacional nesta matéria. De facto, com o modelo de Tratamento Mecânico e Biológico com vermicompostagem é possível tratar quase toda a fracção orgânica e recuperar muito materiais para reciclagem traduzindo-se numa reciclagem de cerca de 75% da totalidade dos resíduos indiferenciados, que para além de ser mais vantajosa em termos econó-

micos do que a proposta de fusão, irá reduzir significativamente os maus odores e a produção de lixiviados. Convém salientar que uma gestão correcta dos resíduos tem ainda de contemplar medidas para a preven- ção da sua produção e medidas que incentivem a recolha selectiva, a consciência de todos para a necessidade deste tipo de medidas é fundamental para uma sociedade que se pretende sustentável. Esperamos que o sentido crítico e o bom senso dos autarcas da região prevaleça rejeitando a proposta de fusão apresentada e desenvolvendo todos os esforços para que uma gestão mais sustentável dos RSU da região, sob todos os pontos de vista (económico, social e ambiental) seja finalmente adoptada.‰

Vai ser agendada uma visita da Associação de Municípios do Oeste à unidade piloto de vermicomposta- gem existente em Palmela.

agendada uma visita da Associação de Municípios do Oeste à unidade piloto de vermicomposta- gem existente

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n.º 11 - Novembro de 2007

Encontro sobre Agricultura Biológica

Começamos nesta edição a publicação das comunicações apresentadas no encontro sobre a Agricultura Biológica que se realizou no Vilar a 23 de Junho de 2007

Princípios da Agricultura Biologia. Porque é que os produtos biológicos são melhores

Por Eng.À José Carlos Ferreira (Vice-presidente da AGROBIO – Associa- ção Portuguesa de Agricultura Biológica)

A

Agricultura Biológica não é: Não fazer nada ou um regresso ao passado

O

grande princípio da Agricultura Biológica é: Fomentar um ecossistema

equilibrado, ou seja, fomentar uma exploração agrícola equilibrada. Na agricultura convencional tem-se verificado que a aplicação de pesticidas

tem criado novos problemas e que as pragas estão a aumentar. Com é que se fomenta um ecossistema equilibrado?

Parte aérea: Utilização de sebes diversificadas (permitem abrigo a muitos animais auxiliares); Rotação de culturas / Diversidade; Con- sociações de culturas (exemplo: cenoura + cebola, em que a cebola ajuda a afastar pragas da cenoura); Não utilização de produtos quí- micos de síntese.

Não utilização de produtos quí- micos de síntese. Agricultura biológica é um termo frequentemente usado

Agricultura biológica é um termo frequentemente usado para a produção de alimentos e produtos animais e vegetais que não fazem uso de produtos químicos sintéticos ou alimentos geneticamente modificados, e geralmente adere aos princípios de agricultura sustentável.

Solo: Estimulando os seres vivos do solo: Aplicar matéria orgânica ao solo ou evitar a sua degradação; Rotações de culturas; Só aplicar fertilizantes minerais quando necessário e numa forma não directamente assimilável pelas plantas; Mobilizar o mínimo possível evitando lavouras profundas; Não utilizar produtos químicos de síntese.

A fertilização em Agricultura Biológica faz-se através de fertilizantes orgânicos (estrume curtido com palha ou

com bagaço de uva, composto) e fertilizantes minerais (adubos ricos em potássio, fósforo, azoto, etc., mas não

directamente assimilados pelas plantas, como por exemplo farinha de osso)

A protecção de culturas em Agricultura Biológica é através de:

1- Limitação natural, isto é, deixar a Natureza actuar através dos animais auxiliares, estes podem ser atraídos através de ervas que produzam flor, colocação de ninhos para aves que comam lagartas, etc 2- Medidas culturais, por exemplo cultivar variedades mais resistentes 3- Tratamentos fitossanitários, embora a lista de produtos que se podem utilizar em Agricultura Biológi- ca seja muito reduzida (ao contrário do que se passa na protecção integrada em que esta lista é enorme e maior

ainda na agricultura convencional) estes devem ser aplicados apenas como último recurso.

Produtos fitossanitários que se podem usar em Agricultura Biológica:

Fungicidas: Cobre, exemplo: calda bordalesa; Enxofre; Permanganato de potássio;

Insecticidas: Łleo de verão;

Bacillus thuringiensis (Luta biológica); Sabão de potássio; Łleo de Neem /

Azadiractina; Rotenona Sendo tão poucos os produtos fitossanitários permitidos como se podem resolver os problemas de pragas e

doenças? O segredo é a PREVENÇ‹O! Como as sebes, rotações, melhoria da fertilidade do solo As vantagens da agricultura biológica são por isso muitas:

1- Para o ambiente: Preservação do solo; Preservação da qualidade da água

2- Para o agricultor: Preservação da sua saúde e dos seus familiares. Em França os agricultores têm 10 vezes mais cancros do que a restante população; na região de Alméria – Espanha toda a população tem mais alergias, mais cancros e mais infertilidade do que a população no resto do país; em Portugal, é na região Oeste onde há mais casos de leucemia e também é a região onde se aplicam mais pesticidas (devido à importante actividade agrícolas nos sectores da fruticultura, horticultura e vinha), infelizmente são poucos os médicos que estão sensi- bilizados para os riscos dos pesticidas; Possibilidade de vender para um mercado onde há menos competição e em crescimento; Possibilidade de obter ajudas; Proporciona uma melhor realização profissional 3- Para o consumidor: Produção de alimentos de maior qualidade; Alimentos com menos nitratos; Alimentos isentos de pesticidas de síntese; Alimentos em que não foram utilizados OGM (Organismos Geneticamente Modificados ou transgénicos); Alimentos mais saborosos; Alimentos mais ricos em minerais; Alimentos mais ricos em anti-oxidantes; Alimentos que proporcionam mais saúde aos animais

n.º 11 - Novembro de 2007

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Resíduos de pesticidas nos alimentos São vários os estudos que revelam a presença de resíduos de pesticidas em produtos agrícolas de produção con- vencional, isto é, não biológica.

Quadro 1: Resíduos de Pesticidas de síntese em Portugal (Fonte: DGPC)

Ano Ano

Prod. Agrícolas com resíduos

Prod. Agrícolas com resíduos

Prod. agrícolas c/ resíduos múltiplos

Prod. agrícolas c/ resíduos múltiplos

2001

2001

40

40

% %

 

2002

2002

26

26

% %

10

10

% %

2003

2003

39

39

% %

13

13

% %

2004

2004

31

31

% %

8

8

% %

As análises efectuadas às amostras recolhidas pela Direcção Geral de Protecção das Culturas (quadro 1) demonstraram uma considerável percentagem de produtos contendo revelam resíduos múltiplos, ora existem estudos que mostram que a ingestão de misturas de pesticidas em que cada substância activa está abaixo do LMR (Limiar Máximo Recomendado) pode provocar problemas ao nível da reprodução, do sistema imunitário e do sistema nervoso (Boyd et al.,1990; Porter et al., 1993; Porter et al., 1999) Foi realizado apenas um estudo em Portugal para detecção de Resíduos de Pesticidas de síntese em produtos biológicos, estudo esse realizado em 2003 pela Revista Proteste, publicado no seu n.À 239 e revelou uma percen- tagem de produtos biológicos com resíduos de pesticidas de 0 %, ou seja em nenhuma das amostras foram detec- tados resíduos.

Comparação entre produtos biológicos e convencionais

Teor de Minerais Em geral os produtos biológicos são mais ricos em minerais que os produtos convencionais. Quadro 2: Comparações médias de 5 produtos (Journal of Applied Nutrition, Vol. 45, 1993) Neste quadro é possível concluir que no geral nos parâmetros indesejáveis (alumínio, cádmio, chumbo e mercúrio) os produtos biológicos têm níveis inferiores aos dos produtos convencionais, com excepção do cádmio onde o teor nos produ- tos biológicos foi superior em 5% ao dos produtos convencionais, tendo nos restantes parâmetros indesejáveis teores muito inferiores aos conven- cionais, como por exemplo menos 40% de alumí- nio. Nos minerais benéficos os produtos biológi- cos revelaram teores quase invariavelmente muito superiores, tais como, mais 63% de cálcio, mais 73% de iodo, mais 138% de magnésio, mais 390% de selénio (um importante anti-oxidante).

mais 390% de selénio (um importante anti-oxidante). Quadro 3: Comparação dos teores de anti-oxidantes em 5

Quadro 3: Comparação dos teores de anti-oxidantes em 5 produtos

3: Comparação dos teores de anti-oxidantes em 5 produtos Na Estação Agrária de Viseu observaram que

Na Estação Agrária de Viseu observaram que 6 variedades tradicionais de maçã continham mais compostos fenólicos quando cultivadas segundo o MPB – Modo de Produção Biológica (Andrade et al., 2006) Sanchez et al., (2003) observaram em peras em Portugal que na casca do fruto existia: 30 vezes mais compostos Fenólicos do que na polpa; 4 vezes mais Vitamina C do que na polpa.Donde se conclui que devemos comer as peras com casca mas, só se forem biológicas! Pois é precisamente na casca onde se encontram as maiores concen- trações de pesticidas nos produtos convencionais, razão pela qual os médicos recomendam a sua não ingestão.

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n.º 11 - Novembro de 2007

AMBIENTE E CIDADANIA - REFLORESTAR

A área ocupada pela floresta natural no nosso país, e em

sário e urgente REFLORESTAR. Em que locais?

todo o mundo, tem vindo a dimi- nuir de forma constante e drástica, devido à ocupação de terrenos para a agricultura, a pastorícia e mono- cultura de árvores, a construção de habitações e outras infra- estruturas, como por exemplo estradas, à destruição pelo fogo etc. A desflorestação é uma das causas de problemas ambientais graves, como a erosão e desertificação, alterações climáticas (aumento da temperatura média do planeta, seca nalgumas zonas e inundações noutras) e perda de biodiversidade (extinção de muitas espécies). Segundo o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, a desertificação é um dos processos de degradação ambiental mais alar- mantes do mundo. A desertificação afecta um terço da superfície ter- restre e mais de mil milhões de pessoas, sendo ˘ frica e a ˘ sia as zonas mais afectadas. Em Portugal algumas zonas no interior do Alen- tejo e do Norte do país (cerca de 11%) são as mais susceptíveis, mas 60% do nosso território está em risco moderado de desertificação. O reino vegetal abrange mais de 95% dos seres vivos da Terra, e as árvores são os seus membros de

˘

reas naturais, jardins, pátios de

escolas, taludes e bermas das estra-

das, limites de terrenos agrícolas,

junto ás linhas de água, etc., enfim procurar reflorestar a maior área de território possível. Evitar os locais que possam inter- ferir com linhas eléctricas ou de telefone, ou com instalações de água e esgotos. Que espécies escolher? Usar diversas variedades de espé- cies de árvores e também de arbustos, de preferência originária da região ou autóctones e de acor- do com o local (se sofre alagamen-

tos

ou não), pois são mais adapta-

das

ao clima e ao solo, além de se

tentar recuperar a biodiversidade perdida. Como?

-

Por

sementeira:

Recolher

as

sementes, tais como bolotas de carvalhos e sobreiros que caiem no chão (escolher árvores da própria região saudáveis), de Setembro a Dezembro. Acondicioná-las em

local seco, frio e arejado, num saco de pano por exemplo. Semear de Novembro a Abril, mas as bolotas de carvalho devem ser logo após a recolha. Abrir côvados consoante o tamanho das sementes, entre 5 e 8

cm

de profundidade para semen-

 

tes

maiores e entre 1 a 3 cm de

maior porte. As árvores e as flores- tas são essenciais à vida humana:

libertam oxigénio, consomem o dióxido de carbono (principal gás com efeito de estufa), moderam as temperaturas, facilitam a infiltra- ção da água no solo (e consequente reabastecimento dos lençóis sub- terrâneos), fixam o solo e impe- dem a erosão. A madeira, os ramos, as folhas, os frutos, a seiva, as flo- res, tudo aproveita o homem, incluindo a capacidade que as árvores têm de acalmar e inspirar o espírito humano. Perante o actual cenário é neces-

profundidade para sementes mais pequenas. - Por plantação: Plantar árvores e arbustos a partir de Novembro,

sendo mais adequado durante o Inverno. Preparar o terreno abrin-

do

uma cova de meio metro de

lado e de profundidade, ou maior se a planta tiver mais de 25 cm de

altura ou o terreno fôr de má quali- dade, e pôr a terra de cima no fun-

do

ou terra de boa qualidade.

Regar com regularidade, após a plantação e nos períodos mais secos. Colocar pedras ou mato

roçado à volta da planta para pre- servar a humidade do terreno. Podar? Ao contrário do que se pensa, a maioria das árvores e espécies vegetais não necessita de podas, se necessitar é porque não é a espécie adequada ao local. Quando neces- sária deverá ser preferencialmente enquanto a árvore é jovem, elimi- nando apenas ramos mais peque- nos, pois quando se cortam ramos muito grandes, ano após ano a árvore fica mais fraca até que acaba por morrer prematuramente.

fica mais fraca até que acaba por morrer prematuramente. Bibliografia:  http://www.bragancanet.pt/patrimonio/

Bibliografia:

 http://www.bragancanet.pt/patrimonio/ arvores.htm „Alterações globais – Um ano dedicado aos desertos e à desertificação‰, Quercus Ambiente, Abril 2006, p. 20-21 „Plantar uma árvore‰, Comunicado Quercus – a.n.c.n. – projecto „De Olhos na Floresta‰, 23/11/2005  „23 de Novembro: Dia da Floresta Autócto- ne‰, comunicado Quercus – a.n.c.n.,





21/11/2004

 „O que é uma árvore?‰, ABC Ambiente, Março/Abril 2002, p.30  „Repovoamento Florestal‰, Secretaria de Estado da Agricultura – Direcção dos Servi- ços Florestais e Aquícolas, sem data (provavelmente década de 60

e Aquícolas, sem data (provavelmente década de 60 Em Portugal algumas zonas no interior do Alentejo

Em Portugal algumas zonas no interior do Alentejo e do Norte do país (cerca de 11%) são as mais susceptíveis, mas 60% do nosso território está em risco moderado de desertificação.

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BREVES

Praias 2007: Qualidade da água nas zonas balneares revela ainda problemas por resolver

União Europeia condena Estado português

Em Portugal existem, de acordo com os dados disponibilizados pelo Insti- tuto da ˘ gua, existem 508 praias / zonas balneares (422 costeiras e 86

com os dados disponibilizados pelo Insti- tuto da ˘ gua, existem 508 praias / zonas balneares

O

Tribunal de Justiça europeu

interiores: albufeiras e rios).

condenou em Maio de 2007 o Estado português por não ter

Em comparação com 2005 houve mais cinco praias com má qualidade em 2006, a fracção de praias com boa qualidade mantém-se e as praias inte-

transposto para o direito interno uma directiva sobre avaliação dos efeitos de determinados planos e programas no ambiente, noticiou a Agência Lusa.

riores continuam a apresentar pior qualidade do que as costeiras. As praias em Portugal Continental são de pior qualidade do que as das ilhas. As praias costeiras em Portugal Continental com boa qualidade represen- tam 83,5%, 13% são de qualidade aceitável e 3,5% são de má qualidade, em relação às praias interiores as de boa qualidade são apenas 58,1%,

A

legislação comunitária em causa,

30,2% são aceitáveis e 11,6% são más.

quase com seis anos (Junho de

Mais informações no site do Instituto da ˘gua: snirh.inag.pt.

2001), deveria ter sido transposta

Julho de 2004, tendo a Comissão Europeia avançado em 2005 com uma queixa contra Portugal junto

do Tribunal de Justiça das Comu-

nidades Europeias por incumpri- mento dos prazos. O Estado portu-

guês teve assim de pagar as despe-

sas do processo.
sas do processo.

Embalagens de cartão para leite, sumos, etc. devem ser depositadas no contentor AMARELO

A Sociedade Ponto Verde (SPV) anunciou em comunicado em 28/2/2007

que "a regra de deposição das ECAL (embalagens de cartão para alimen- tos líquidos), vulgarmente conhecidas como pacotes/embalagens de leite

e sumos, passa a ser a mesma para todo o País: o contentor amarelo do

ecoponto. Até então, existiam divergências, em alguns municípios a indi- cação era o contentor amarelo do ecoponto - destinado aos plásticos e metais, noutros o contentor azul - destinado ao papel/cartão. Com o objectivo de uniformizar/harmonizar esta regra, e simplificar a par- ticipação do consumidor com uma indicação comum em todo o País, foi criado um grupo de trabalho que concluiu o contentor amarelo é o mais indicado para a deposição destas embalagens.

é o mais indicado para a deposição destas embalagens. Poluição e barcos Comprometem permanência de golfinhos

Poluição e barcos Comprometem permanência de golfinhos no Sado

Os golfinhos do estuário do Sado não estão a resistir à poluição ambiental, nem ao stress provocado pelas embarcações de recreio, agra- vando a sua incapacidade de repro- dução e de sobrevivência das crias. Nos últimos 20 anos, a única comu- nidade de golfinhos existente em Portugal baixou de 40 para os actuais 26, ameaçando-a de extin- ção. (DN 10/9/2007)

França proíbe o cultivo de milho transgénico MON810

A França acaba de dar um passo para juntar-se ao conjunto de países europeus - ˘ ustria, Hungria, Grécia, Poló-

nia e Alemanha - que adoptaram uma proibição ao cultivo do milho transgénico MON810, o único OGM actual-

mente autorizado no território da União Europeia. Apesar da sua contradição com a regulação actual do mercado europeu, o Presidente francês Nicolas Sarkozy, anunciou ontem frente ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, a intenção de interditar esta planta pesticida, produtora de Bt. "No respeito do princípio da pre- caução, pretendo que a cultura comercial dos OGM pesticidas seja suspensa. Esta situação mantém-se enquanto de aguardam as conclusões duma peritagem a ser conduzida por uma nova instância que será criada", afirmou Sarkozy. (http://gaia.org.pt/node/2611)

Descansar ao domingo faz bem às pessoas e ao ambiente

Diz o Papa no final da visita à ˘ ustria. Bento XVI liga descanso semanal

preocupação pelo ambiente e diz que o sentido do domingo como "festa semanal da criação" deve ser preservado. É bom e faz bem ao ambiente reencontrar o sentido do descanso de domingo. Lamentando que o tempo de lazer seja cada vez mais "vazio", que não dá às pessoas o revigoramento de que necessitam, Bento XVI acrescen- tou que "o apetite desenfreado de viver que não dá nenhuma paz aos homens acaba no vazio de uma vida perdida", o repouso semanal permite entender "qualquer coisa da liberdade e igualdade de todas as criaturas de Deus". O dia semanal de descanso é uma "festa semanal da criação", afirmou Bento XVI, e deve ser uma recordação semanal dos perigos que o planeta enfrenta, acrescentou. (10.09.2007, António Marujo, Público)

à

ser uma recordação semanal dos perigos que o planeta enfrenta, acrescentou. (10.09.2007, António Marujo, Público) à
ser uma recordação semanal dos perigos que o planeta enfrenta, acrescentou. (10.09.2007, António Marujo, Público) à

MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.À 2, 2550-069 VILAR tel./fax: 262 771 060 e-mail: mpicambiente@gmail.com site: www.mpica.info

060 e-mail: mpicambiente@gmail.com site: www.mpica.info Pela Defesa do AMBIENTE e da QUALIDADE DE VIDA!! D ENÚNCIAS

Pela Defesa do AMBIENTE e da QUALIDADE DE VIDA!!

DENÚNCIAS - AMBIENTE

Sempre que testemunhe uma agressão ambiental deve denunciá-la de um dos seguintes modos:

 Telefonar para a linha SOS Ambiente:

808 200 520

 Telefonar para a linha SOS Ambiente: 808 200 520 Papel 100%Reciclado A linha funciona 24

Papel 100%Reciclado

A linha funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e encaminha as denuncias para a IGA (Inspecção Geral do Ambiente) e para o SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente) da GNR.

 Aceder ao site:

www.gnr.pt/portal/internet/sepna

AVISO

PEDE-SE A TODAS AS PESSOAS COM QUEIXAS SOBRE O MAU FUNCIO- NAMENTO DO ATERRO SANIT ˘RIO DO OESTE A FAZ¯-LAS POR

ESCRITO, ENTREGANDO-NOS UMA CŁPIA, COMO FORMA DE CONSEGUIRMOS PROVA DESTA QUEIXA, UMA VEZ QUE A INSPECÇ‹O GERAL DO AMBIENTE RECUSA-SE A FORNECER UM RELATŁRIO COM TODAS AS QUEIXAS RECEBI- DAS. ATRAVÉS DE UMA DAS SEGUINTES FORMAS:

- POR FAX N.À 213 432 777

NOTA: QUEM N‹O POSSUIR APARELHO DE FAX, PODE DIRIGIR-SE ¤ JUNTA DE FREGUESIA DO

VILAR PARA O SEU ENVIO.

- POR CARTA PARA A MORADA:

RUA DE O SÉCULO, N.À 63

1249-033 LISBOA