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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE - UFRN CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES - CCHLA DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA DISCIPLINA

: HISTÓRIA MEDIEVAL I PROFESSOR(A): MARIANO DE AZEVEDO JÚNIOR

CARLA FERNANDA SOARES PINHEIRO NAVARRO Y ROSA EMILIANE MARIA HOLANDA DA SILVA FABRICIO MADEIRA CARDOSO JÔNATAS FERREIRA DE LIMA KHALIL JOBIM

TEMÁTICA: A SOCIEDADE DAS TRÊS ORDENS: O IMAGINÁRIO DO FEUDALISMO
(GRUPO 9)

PROBLEMÁTICA:

De que modo a construção de uma ideologia em torno de uma ordem trifuncional, irá “legitimar-la” em meio à mentalidade da sociedade medieval.

NATAL/RN 2008

o valor guerreiro. Lobos (Guerreiros) com a força necessária protegem dos inimigos. a prosperidade econômica (Três valores funcionais). Le Goff apresenta um “erro ou equívoco” de interpretação sobre esse terceiro estado. Ele afirma: “Na verdade aquela idade ignorou o trabalho e os trabalhadores (Alta Idade Média). ou seja.14) deixa uma reflexão sobre a interpretação desse “terceiro estado” – os laboratores. apresentaremos outras fontes da época que. . três classes sociais para dividir a humanidade e outros autores como Eadmer de Canterbury que trabalha com uma fábula. esse Imaginário não é “invenção” do presente. imaginários saxões. Mas. é um diálogo entre contemporâneos da época (principalmente séculos IX e XI) e dentre eles são apresentados Adalberon de Laon e Gerardo de Cambrai. bem como uma mitologia nórdica que apresenta. a principal influência da Igreja. definidas por Deus. a Igreja). mentalidades tendo como exemplo a soberania. agiram também na construção desse imaginário de uma sociedade dividida em três funções – oratores (os que oram). mostrando a relação entre funções. os próprios homens medievais já vislumbravam tal conceito para sua sociedade.3 2 O IMAGINÁRIO DAS TRÊS ORDENS Nesse momento o objetivo é apresentar um pouco dessa provável “continuidade” que foi esse Imaginário das Três Ordens. Só um erro de vocabulário nos pode fazer tomar os laboratores por puros ‘trabalhadores’”. Outra: “O equívoco que desde a Idade Média existe acerca da natureza desta terceira classe”. laboratores (os que trabalham). além dos escritores citados acima (cônegos e monges. Jarl e Thrall). Dudon de SaintQuentin e Abbon de Fleury. Jacques Le Goff (p. Esses são apenas alguns exemplos de fatores que podem ter inspirado o homem medieval a ter uma visão da própria sociedade em que vivia. Outros. a Bíblia. com o escrito “Da Consolação de Boécio” onde apresenta os ideais de um rei em possuir um homem de oração. Boi (Camponeses) com o suor do trabalho se sustenta e sustenta os outros. de animais e homens – Ovelha (Clérigos) lãs brancas que inspiram o amor e leite da pregação. baseada em uma história semelhante a de Noé e seus três filhos (nesse caso os filhos de Heimdall: Karl. pelo menos na França. isto é. que apresenta um ideal de sociedade harmônica dividida em uma trindade. na verdade. bellatores (os que guerreiam). Dentre algumas delas estão: o próprio imaginário tri-funcional Greco-romano de sociedade – valores. à cavalo e de trabalho. No entanto. O que Georges Duby apresenta. Como já dito. onde ele foi composto por elites econômicas e não por simples e pobres camponeses. Ou seja. provavelmente.

2 ed. A civilização do Ocidente medieval. p. A Civilização Feudal: Do Ano Mil à Colonização da América. Georges. BASCHET. v.15 REFERÊNCIAS DUBY. 1995. 9-15. 1994. Jacques. 2006. São Paulo: GLOBO. Jérôme. Lisboa: Estampa. . 2 ed. 165-166. LE GOFF. p. p. 78-189. 2. Lisboa: Estampa. As três ordens ou o Imaginário do Feudalismo.