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Universidade da Beira Interior Aulas Práticas de Biologia Vegetal 1º Ano do Curso de Bioquímica/Biotecnologia

Protocolo 1: Observação das estruturas de células vegetais ao microscópio. As células dividem-se em dois grandes grupos: as células eucarióticas e as células procarióticas. As células eucarióticas são organismos complexos que podem ser agrupadas em células animais ou células vegetais (Fig. 1). As células vegetais típicas, ao contrário das células animais, possuem uma parede celular rígida, geralmente celulósica, segregada pelo citoplasma, que envolve todo o protoplasma. As paredes celulares dos tecidos parenquimatosos e dos tecidos imaturos são os principais componentes estruturais das células das plantas, as quais envolvem e dão forma aos protoplastos. São compostas por polissacarídeos, pequenas Figura 1 – Representação esquemática de uma célula vegetal. quantidades de proteínas e compostos fenólicos que vão sofrendo alterações ao longo da vida das células. São estruturas muito complexas que possuem uma grande diversidade de funções durante a vida da planta, entre elas destacam-se as seguintes: proporcionam às células robustez mecânica, mantêm a sua morfologia, controlam a expansão celular e o transporte intercelular, protegem a célula contra a maioria dos organismos potencialmente patogénicos e predadores, participam na comunicação intercelular e contribuem em alguns casos como reserva alimentar. - Celulose - Pectinas - Hemiceluloses - Lenhina - Suberina - Cutina

Principais componentes da Parede Celular das plantas:

As várias camadas que compõem a parede celular das células vegetais típicas são basicamente constituídas por hidratos de carbono, principalmente celulose. A malha formada pelas fibras de celulose está embebida por uma matriz de moléculas não celulósicas (hemiceluloses, pectinas e glicoproteínas). A lenhina fornece resistência à compressão e rigidez. Encontra-se na parede de células que desempenham uma função mecânica, possuindo propriedades hidrofóbicas. A suberina, cutina e as ceras são substâncias gordas normalmente encontradas nas paredes de tecidos externos protectores e a sua função é reduzir as perdas de água.

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Adicione umas gotas de solução alcoólica de floroglucinol a 1%. Parte 3: Detecção de lenhina em cortes transversais de folha de milho ou caule de Tradescantia (monocotiledóneas).Montar em água.Colocar os cortes em água acética a 1% durante 5 minutos (este reagente neutraliza o hipoclorito de sódio).Obter alguns cortes transversais de raiz de cebola.Colocar uma gota de água entre lâmina e lamela e observá-los ao microscópio. 1 . Que tipo de células vegetais são evidenciadas pelo floroglucinol? Quais as funções destas células nas plantas? 2 . tecido de reserva que ocupa a maior área da estrutura da raiz).Execute um corte longitudinal na medula de sabugueiro até 1 cm.Lavar os cortes em água. 7 . 3 . o seu tamanho. 6 . 2 . aguarde 2 a 3 minutos. da folha de gramínea. o mais fino possível.De seguida transfira os cortes para um vidro de relógio com algumas gotas de HCl.Coloque na ranhura da medula uma folha de gramínea. milho ou lírio. parênquima cortical. a natureza. O floroglucinol permite a detecção de lenhina. ex. Repita o procedimento com fragmentos de caule de Tradescantia. trigo. Técnica de Mirande (para coloração dos cortes transversais de raiz de lírio. 5 . 3 .Lavar o excesso de corante em água e passar o corte por álcool absoluto.Com uma lâmina execute cortes transversais. 1 . 4 . Parte 2: Detecção dos vários constituintes da parede celular. a qual cora de vermelho acastanhado na presença deste reagente (teste específico para a lenhina).Colocar os cortes em água de Javel durante 5-10 minutos (este reagente dissolve todo o protoplasma e substâncias de reserva). e espere durante 2 a 3 minutos. colocando-os num vidro de relógio. 5 . 2 .Observe e registe. 2 . 6 . 4 . 3 .Monte entre lâmina e lamela. 7 . 1 . a espessura das suas paredes e a sua localização/organização dentro da planta (p.Procedimento Experimental Parte 1: Detecção dos vários constituintes da parede celular.Colocar os cortes em água durante 5 minutos. milho. ranúnculo e videira).Colocar os cortes numa solução de carmim-verde-iodo durante 5-10 minutos. Distinção entre paredes celulósico-pécticas e paredes lenhificadas ou suberificadas.Comparar com as observações anteriores e identificar os vários tecidos tendo em conta a forma das células. água glicerinada ou glicerina entre lâmina e lamela e observar.

trigo (monocotiledóneas) .Caule de Tradescantia (monocotiledónea) . Carmim aluminado de Grenacher Prepara-se com base na seguinte fórmula: 100 ml Água destilada 4 g Alúmen de Potássio 1 g Carmim Ferver a mistura em fogo lento durante 15-20 minutos.Raiz de ranúnculo (eudicotiledónea herbácea) .Folha de milho . castanho amarelado ou mesmo de verdeclaro).Lâminas de corte ou bisturi .Medula de sabugueiro .Raiz de cebola.Lâminas e lamelas Corante usado na técnica de Mirande Prepara-se misturando 9 partes de Carmim aluminado de Grenacher com 1 parte de Verde-iodo. Verde – Iodo Prepara-se adicionando: 0.Água de Javel (pode ser substituída por lixívia vulgar) . lírio.Raiz de videira (eudicotiledónea lenhosa) .Álcool absoluto -Glicerina . deixar arrefecer e filtrar. as paredes lenhificadas coram de verde.Solução de carmim-verde-iodo . as paredes suberificadas coram de amarelo acastanhado. milho.iodo 35 g Água destilada 3 .1 g Verde .Solução alcoólica de floroglucinol a 1% .Material .Água acética a 1% (1 parte de ácido acético concentrado para 100 partes de água) .Vidros de relógio . (Utilizando esta técnica de coloração dupla as paredes celulósico-pécticas coram de vermelho ou rosa intenso.