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Explicitando os conhecimentos de que dispomos acerca da Morfologia, sobretudo dando ênfase a um dos componentes das classes gramaticais – o substantivo

, nomeamo-lo como o termo que dá nome aos seres. Trata-se de uma definição considerada básica, visto ser essa apreensão adquirida desde as séries iniciais. Todavia, não menos importante do que estarmos cientes dos aspectos morfológicos, faz-se necessário tomarmos consciência daqueles pormenores resultantes dos estudos sintáticos, haja vista ser a sintaxe a parte da gramática que é responsável pela relação que se estabelece entre as palavras em se tratando de um dado enunciado linguístico. Dessa forma, falaremos um pouco mais sobre ele – o substantivo, tendo em vista a função sintática que ele exerce em qualquer um dos termos da oração, ou seja, os essenciais, integrantes e acessórios. Cabe ressaltar, portanto, que tal função é desempenhada por atuar como núcleo desses termos. Assim, com base em tal ocorrência linguística, vamos conferir como se materializam esses casos, visto aqui de modo particular: Termos essenciais # Núcleo do sujeito: Os alunos entraram enfileirados. # Núcleo do predicado nominal, ora atuando como predicativo do sujeito: Ela parecia uma garota. # Núcleo do predicado verbo-nominal: a) Ora atuando como predicativo do sujeito: Os bombeiros foram aclamados salvaguardas. b) Ora atuando como predicativo do objeto: Conceberam–na uma pessoa batalhadora. Termos integrantes # Núcleo do objeto direto: Os professores entregaram os livros.

mudou-se para São Paulo. aquele fiel amigo.# Núcleo do objeto indireto: Os professores entregaram os livros aos alunos. Termos acessórios # Núcleo do adjunto adnominal. # Núcleo do agente da passiva: O livro foi lido pelos alunos. # Núcleo do adjunto adverbial. há traços que os fazem distinguir entre si   . Em se tratando do adjetivo e do advérbio. # Núcleo do aposto: Paulo. uma vez constituído por uma expressão adverbial: Iremos ao cinema. ora constituído por uma locução adjetiva: Precisa de carinho de mãe.

ele varia. uma noção básica deve ser pontuada: o adjetivo flexiona. dúvidas persistem quando o assunto se refere a duas importantes classes gramaticais. dadas as particularidades das classes que compõem esta parte da gramática. uma vez elencadas. Nesse sentido. Assim. ou seja. Falando nelas. O termo “feliz” seria um adjetivo ou um advérbio de modo? . não raras são as vezes em que nos sentimos apegados a questionamentos diversos. enquanto que o advérbio não se apresenta passível de tais mudanças. a depender do contexto em que se encontrar inserida. ora representadas pelo adjetivo e pelo advérbio. sobretudo em se tratando do advérbio de modo. um aspecto parece emergir com total relevância – o fato de uma determinada palavra. portanto? O adjetivo e o advérbio se constituem de traços distintos Elas. valeconscientizarmo-nos dos traços que os distinguem. pelo fato de se constituírem de características semelhantes.   Inseridos no universo da morfologia. façamos tais diferenciações por meio de alguns exemplos. mudar de uma classe a outra. Acessando o texto “Entendendo acerca do processo de substantivação” teremos a oportunidade de conferir um pouco mais de perto sobre todos os aspectos que norteiam a ocorrência em que essas mudanças se fazem presentes. Vamos às diferenças. como não poderia ser diferente. aos quais assim nos subsidiam: A aluna respondeu feliz a pergunta ao professor. E. haja vista que ele se caracteriza como uma classe invariável.

inferimos se tratar de um advérbio. primeiramente. cada uma revelando um significado diferente. Tais expressões são assim denominadas pelo fato de serem destituídas de uma tradução literal propriamente dita. Desta forma.Acerca dessa questão devemos. foram se cristalizando por meio de gerações e gerações. Logo. Temos agora um termo que se encontra diretamente relacionado ao verbo(falava) e que não admite flexão. como as aqui representadas: OU . fato que dificultava a compreensão dos alunos. Cabe ressaltar. uma vez demarcadas por meio de distintas regiões. razão pela qual podem ser consideradas como variantes linguísticas. assim manifestada: As alunas responderam felizes a pergunta ao professor. analisarmos se cabe ao enunciado a flexão que lhe é correspondente. Quanto às origens. que se trata de um adjetivo. Representam um traço cultural de uma determinada comunidade. com o passar do tempo. podemos dizer que pertencem aos nossos antepassados e. quando nos depararmos com imagens. portanto. Vejamos outro exemplo: O professor falava baixo.

impedido embriagar-se. . cima espaço isentar-se com – – – com precisão falecer ânimo agarrar com unhas e dentes – dedicar-se extremamente a algo ou a alguém murcha pau volta – – na pé as enrolar. não é verdade? Mas vejamos alguns casos representativos: acertar bater bola cara dar encher lavar levar pôr enfiar pendurar trocar o as de a na as mosca – botas – – por acertar – sem descarado. desprender-se – cabeça na as – jaca ser – bolas sem com de por assuntos cometer vergonha recuperar-se embromação alguma culpa alguém irrelevantes excessos aposentar-se atrapalhar-se linguiça mãos toco preencher de algo.Logo saberemos que às vezes “alguém entra pelo cano” e “que pisa na bola”. trair a confiança. minhoca preocupar-se chuteiras virar a casaca – mudar de opinião.