Auditoria Teoria e Exercícios – Auditor-Fiscal do Trabalho

Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff
Aula 01
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Introdução ............................................................................................ 01
Normas brasileiras para o exercício da auditoria interna .............................. 02
Questões comentadas ............................................................................. 19
Lista de questões sem comentários .......................................................... 34
Bibliografia ............................................................................................ 40
Introdução
Prezado Aluno,
Seja bem vindo à nossa primeira aula do Curso de Auditoria para AFT – Teoria
e Exercícios.
Não temos tempo a perder. Assim, seguindo o cronograma inicialmente
proposto, falaremos hoje sobre as Normas para o Exercício da Auditoria
Interna.
Como de costume, colocaremos as questões discutidas durante a aula no final
do arquivo, caso você queira tentar resolver as questões antes de ver os
comentários.
Não esqueça, participe do Fórum de dúvidas, que é um dos diferenciais do
Ponto. Lá você poderá tirar suas dúvidas, auxiliar outras pessoas e nos ajudar
no aprimoramento dos nossos cursos.


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Normas brasileiras para o exercício da auditoria interna
Em nossa aula demonstrativa, vimos que a auditoria externa ou independente
é aquela executada por profissionais ou empresas que não possuem vínculo
e/ou subordinação à empresa auditada, com o objetivo de trazer uma opinião
independente sobre a entidade.
A auditoria interna, por sua vez, é aquela executada pela própria
organização, com o objetivo de garantir o atendimento de seus objetivos
institucionais, por meio da avaliação contínua de seus procedimentos e
controles internos.
Mas o que são controles internos?
Sem entrar em muitos detalhes para não fugir do escopo do nosso curso
vamos explorar um pouco esse conceito...
O controle é uma das funções básicas da administração e tem como objetivo
primordial garantir que os diferentes processos e atividades institucionais estão
de acordo com o que foi planejado, permitindo que sejam efetuadas correções
sempre que necessário.
Assim, controle interno são ações tomadas pela Administração para
aumentar a probabilidade de que os objetivos e as metas estabelecidos
serão atingidos. Dessa forma, um funcionário conferindo notas fiscais de
mercadorias que entram e saem do almoxarifado, um sistema informatizado
que previne erros na contabilização de dados, um sistema de controle de
qualidade de produção que minimize desperdícios são exemplos de controles
internos.
A NBC TA 315
1
define controle interno como: “o processo planejado,
implementado e mantido pelos responsáveis da governança, administração e
outros funcionários para fornecer segurança razoável quanto à realização dos
objetivos da entidade no que se refere à confiabilidade dos relatórios
financeiros, efetividade e eficiência das operações e conformidade com leis e
regulamentos aplicáveis”.
A partir dessa definição, é possível extrair algumas características importantes
do controle interno:
• é um processo planejado, implementado e mantido pelos
responsáveis da governança
2
, administração e outros funcionários, ou
1
Resolução CFC nº 1.212/09.
2
São as pessoas com responsabilidade de supervisionar a direção estratégica da entidade e, consequentemente, de
supervisionar as atividades da Administração (isso inclui a supervisão geral do relatório financeiro).


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seja, é responsabilidade de todos – operários de linha, gerentes,
diretores etc. –, assim, o controle interno somente será efetivo se
todos os envolvidos na consecução dos objetivos da empresa
tomarem parte dessa responsabilidade.
• para fornecer segurança razoável quanto à realização dos objetivos da
entidade, assim, o controle interno é um processo desenvolvido para
garantir, com razoável certeza (nunca com garantia absoluta) que
sejam atingidos os objetivos da empresa.
• no que se refere à confiabilidade dos relatórios financeiros,
efetividade e eficiência das operações e conformidade com leis e
regulamentos aplicáveis. Dessa forma, o controle interno representa
em uma organização o conjunto de procedimentos, métodos ou
rotinas com os objetivos de produzir dados contábeis confiáveis
(controles contábeis); trazer efetividade e eficiência às operações
(controles operacionais); bem como permitir a aderência às leis,
normas e regulamentos (controles normativos).
Classificação do Controle Interno (NBC T 16.8
3
)
Tipo de controle Foco
Operacional Ações que propiciam o alcance dos objetivos da entidade
Contábil
Veracidade e à fidedignidade dos registros e das
demonstrações contábeis
Normativo Observância da regulamentação pertinente
Além da definição de controle interno na NBC TA 315, é preciso destacar a
definição e classificação presente na NBC T 16.8, que define controle interno
como o conjunto de recursos, métodos, procedimentos e processos adotados
pela entidade do setor público, com a finalidade de:
• salvaguardar os ativos e assegurar a veracidade dos componentes
patrimoniais;
• dar conformidade ao registro contábil em relação ao ato correspondente;
• propiciar a obtenção de informação oportuna e adequada;
• estimular adesão às normas e às diretrizes fixadas;
• contribuir para a promoção da eficiência operacional da entidade;
• auxiliar na prevenção de práticas ineficientes e antieconômicas, erros,
fraudes, malversação, abusos, desvios e outras inadequações.
Bom... é possível notar que as definições de controle interno das diferentes
normas é bastante semelhante.
3
Resolução CFC nº 1.135/08.


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Finalmente, destacamos que auditoria interna não tem o mesmo
significado de controle interno – a primeira é uma espécie do segundo .
Dessa forma a auditoria interna equivale a um trabalho organizado de revisão
e apreciação das atividades organizacionais, desenvolvida por um
departamento específico da empresa. Ao passo que o controle interno refere-
se aos procedimentos adotados por toda a empresa para consecução dos seus
objetivos estratégicos.
Feito este breve “parênteses”, voltemos a falar sobre auditoria interna.
A auditoria interna funciona como um órgão de assessoramento da
administração e seu objetivo é auxiliar no desempenho das funções e
responsabilidades da administração, fornecendo-lhes análises, apreciações, e
recomendações.
Observe que o auditor interno vai além da simples verificação da correta
aplicação de normas e procedimentos. Ele atua como um consultor para a
empresa, por exemplo, promovendo medidas de incentivo e propondo
aperfeiçoamentos no funcionamento organizacional. Dizemos que, além da
auditoria contábil, também realiza auditoria operacional (=Auditoria
de Gestão ou de Desempenho).
Trata-se, portanto, de uma atuação muito mais proativa, quando comparada à
do auditor externo ou independente.
Isso quer dizer que o auditor independente, no decorrer do seu trabalho, não
pode propor melhorias à organização?
Claro que ele pode propor! O auditor independente deve descrever os
principais problemas organizacionais, constatados no curso do seu trabalho, e
emitir recomendações sempre que necessário. Contudo, esse não é o seu
objetivo principal. A auditoria independente é, primordialmente, contábil,
enquanto que a auditoria interna é contábil e operacional.
Assim, a principal diferença entre as auditorias interna e externa é a finalidade
do trabalho.
Na auditoria independente, o objetivo é a emissão da opinião sobre as
demonstrações contábeis, destinado, principalmente, ao público externo
(acionistas, credores, fisco etc.). Já na auditoria interna, o objetivo é a
elaboração de um relatório que comunique os trabalhos realizados, as
conclusões obtidas e as recomendações e providências a serem tomadas.


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É importante ressaltar que, de acordo com as novas normas de auditoria
4
,
tanto o auditor independente quanto o auditor interno emitem relatórios para
fundamentar, respectivamente, sua opinião e suas recomendações.
Outra diferença que caracteriza o auditor interno é a sua subordinação à
empresa auditada.
O auditor interno, geralmente, é um empregado da empresa. Isso não quer
dizer que essa atividade não possa ser desenvolvida, de forma terceirizada,
por uma firma de auditoria. O que interessa é o grau de subordinação
existente, seja do “empregado pessoa física” ou do “empregado pessoa
jurídica”.
Já o auditor externo ou independente, como o próprio nome remete, não é
subordinado à administração, pois deve emitir uma opinião sobre as
demonstrações contábeis fidedignas e livre de qualquer pressão da empresa
auditada.
Ainda sobre esse tópico, apesar de ser subordinado à administração, o auditor
interno deve ter certa autonomia, naturalmente, menor que a do auditor
independente. Contudo, aquele auditor deve produzir um trabalho livre de
interferências internas.
Dessa forma, a auditoria interna deve ser subordinada apenas ao mais alto
nível da administração, como, por exemplo, à Presidência ou ao Conselho de
Administração. O responsável pelas atividades de auditoria interna deve,
portanto, reportar-se a um executivo ou órgão cuja autoridade seja suficiente,
para garantir uma ação efetiva, com respeito aos assuntos levantados e à
implantação das recomendações efetuadas. É fundamental que os auditores
internos atuem com liberdade dentro da organização, sem medo de serem
demitidos.
Em algumas empresas e conglomerados, os auditores internos são
subordinados diretamente à holding, permitindo que atuem livres de pressão
em todas as controladas, pois apenas a administração da empresa investidora
pode admitir ou demitir esses profissionais.
4
A NBC TA 700 define que a opinião do auditor independente deve ser expressa em um documento denominado
relatório de auditoria. As normas de auditoria anteriormente vigentes e hoje revogadas faziam uma distinção na
nomenclatura dos documentos emitidos pelo auditor independente (parecer) e o auditor interno (relatório).


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Outro ponto importante se refere à extensão do trabalho nesses dois tipos de
auditoria.
Na auditoria interna, os trabalhos são desenvolvidos de forma contínua ao
longo do tempo, pois isso é inerente às atividades de acompanhamento e
avaliação. Enquanto isso, na auditoria independente, os trabalhos são
realizados esporadicamente, de acordo com as exigências legais ou outras
demandas para esse tipo de auditoria. Consequentemente, o volume de testes
e procedimentos realizados pelo auditor interno é maior que aquele realizado
pelo auditor externo.
A auditoria interna, assim como a independente, pode ser exercida nas
pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado.
Além disso, o auditor interno também deve ser contador registrado no
Conselho Regional de Contabilidade.
Vamos resumir as principais diferenças entre a auditoria interna e externa:
Auditor Interno
Auditor Externo ou
Independente
Relação com a
empresa
é empregado da empresa
não possui vínculo
empregatício
Grau de
independência
menor maior
Finalidade
elaboração de um relatório
que comunique os trabalhos
realizados, as conclusões
obtidas e as recomendações
e providências a serem
tomadas
emissão de uma opinião
sobre a adequação das
demonstrações contábeis


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Auditor Interno
Auditor Externo ou
Independente
Tipos de
auditoria
contábil e operacional contábil
Público alvo interno
interno e externo
(principalmente o último)
Duração contínua pontual
Volume de
testes
maior menor
Quem exerce a
atividade
contador com registro no CRC
Onde é
realizada
em pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo,
e de direito privado.
Agora que conhecemos as diferenças entre a auditoria externa e a interna,
vamos nos aprofundar um pouco mais sobre esta última.
Bom, a NBC TI 01 destaca que:
“A Auditoria Interna compreende os exames, análises, avaliações,
levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a
avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos
processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao
ambiente, e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração
da entidade no cumprimento de seus objetivos”
Mais uma vez, note como a norma dá abrangência à atividade de auditoria
interna, englobando avaliações de adequação, eficácia, eficiência,
economicidade etc. Trata-se, portanto, de um controle sistêmico das atividades
da entidade.
Sua finalidade é então agregar valor ao resultado da organização,
apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e
dos controles internos. Isso é feito por meio de recomendações de soluções
para as não-conformidades apontadas nos relatórios da auditoria interna.
Vamos aproveitar a oportunidade para conhecer a definição de auditoria
interna do Institute of Internal Auditors (IIA).


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De acordo com o IIA
5
, a auditoria interna é uma atividade independente e
objetiva que presta serviços de avaliação e de consultoria com o objetivo
adicionar valor e melhorar as operações de uma organização.
A auditoria auxilia a organização a alcançar seus objetivos através de uma
abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia
dos processos de gerenciamento de risco, controle e governança
corporativa.
Dessa forma, o IIA divide a auditoria interna em dois grandes grupos: serviços
de avaliação (assurance) e os serviços de consultoria (consulting).
O primeiro tem como objetivo avaliar as atividades desenvolvidas dos
diferentes processos existentes na organização, ou seja, saber se tudo está
funcionando como deveria estar.
Já, o segundo tem como finalidade propor medidas de melhoria dos processos
da instituição, atuando como uma verdadeira consultoria dentro da empresa,
auxiliando, assim, na melhoria da eficácia dos processos de gerenciamento de
risco, controle e governança corporativa.
É muito parecido com o que já tínhamos discutido anteriormente, não?
Os serviços de avaliação (assurance) compreendem uma avaliação objetiva da
evidência por parte do auditor interno com o objetivo de apresentar uma
opinião ou conclusões independentes sobre um processo ou outra matéria
correlata.
A natureza e o escopo do trabalho de avaliação são determinados pelo auditor
interno. Normalmente, três partes participam dos serviços de avaliação:
(1) a pessoa ou grupo diretamente responsável pelo processo, sistema ou
outro assunto correlato – o proprietário do processo;
(2) a pessoa ou grupo que faz a avaliação – o auditor interno; e
(3) a pessoa ou grupo que faz uso da avaliação – o usuário.
Por outro lado, os serviços de consultoria são aqueles relacionados à
assessoria e, normalmente, são prestados por solicitação específica de um
cliente de auditoria.
Destaca-se que cabe também ao auditor interno, quando solicitado,
prestar assessoria ao Conselho Fiscal ou Órgãos equivalentes.
5
Normas Internacionais para o Exercício Profissional da Auditoria Interna (Standards), 2002, The Institute of Internal
Auditors (traduzido pelo Instituto dos Auditores Internos do Brasil – AUDIBRA).


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A natureza e o escopo dos trabalhos de consultoria estão sujeitos a um acordo
mútuo com o cliente do trabalho. Os serviços de consultoria, normalmente,
compreendem dois participantes:
(1) a pessoa ou grupo que oferece a consultoria – o auditor interno; e
(2) a pessoa ou grupo que necessita e recebe a consultoria – o cliente do
trabalho.
Ao realizar serviços de consultoria o auditor interno deve manter a objetividade
e não assumir responsabilidades gerenciais. Ou seja, o auditor pode
recomendar medidas de aperfeiçoamento de processos e controles internos da
entidade, contudo ele não pode ser responsável pela implementação.
Por que não?
Ora, como um auditor pode avaliar de forma imparcial um processo ou
atividade que ele mesmo implantou... Seria um claro conflito de interesses que
macularia a independência desse profissional.
Por falar em independência...
Assim, como na auditoria externa, a atividade de auditoria interna deve ser
independente e os auditores internos devem ser objetivos na execução de seu
trabalho.
Logicamente, esse grau de independência é reduzido quando comparado
ao que gozam os auditores externos, no entanto, deve-se tentar ampliar o
máximo essa independência na estrutura organizacional da entidade.
De acordo com as normas do IIA, o diretor executivo de auditoria deve estar
subordinado a um nível dentro da organização, que permita à atividade de
auditoria interna cumprir suas responsabilidades, e permitindo que a atividade
de auditoria interna seja livre de interferências na determinação do seu
escopo, na execução do trabalho e na comunicação de resultados.
Já falamos de tudo isso, lembra?
Ademais, os auditores internos também devem ter atitude imparcial e isenta e
evitar conflitos de interesses.
As normas do IIA trazem algumas recomendações sobre esse tópico:
• Os auditores internos devem abster-se de avaliar operações
específicas pelas quais tenham sido responsáveis anteriormente.
Presume-se prejudicada a objetividade, se um auditor prestar serviços
de avaliação para uma atividade pela qual tenha sido responsável no ano
anterior.


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• Trabalhos de auditoria de avaliação relacionados a funções que estejam
sob a responsabilidade do responsável pela auditoria interna devem ser
supervisionadas por alguém externo à atividade de auditoria.
• Os auditores internos podem prestar serviços de consultoria
relacionados às operações pelas quais tenham sido responsáveis
anteriormente. Agora, caso os auditores internos constatem potenciais
prejuízos à independência ou objetividade relacionados a serviços de
consultoria propostos, o cliente do trabalho deve ser informado antes
que a execução do mesmo seja aceita.
As normas brasileiras de auditoria interna (NBC PI), por sua vez, trazem o
conceito de autonomia:
“O auditor interno, não obstante sua posição funcional, deve preservar sua
autonomia profissional.”
Alguns autores (e algumas bancas) fazem distinção entre os termos
independência e autonomia, fazendo do segundo uma espécie do primeiro,
colocando a independência em um patamar superior ao da autonomia. Assim,
somente os auditores externos seriam independentes, enquanto que os
auditores internos seriam apenas autônomos.
Cuidado! Nem sempre isso é verdadeiro!
Não está errado dizer que o auditor interno deve ter algum grau de
independência, contudo, ele não é totalmente independente...
Ok?
Vimos que a auditoria interna deve ser subordinada apenas ao mais alto nível
da administração, como, por exemplo, à Presidência ou ao Conselho de
Administração. O responsável pelas atividades de auditoria interna deve,
portanto, reportar-se a um executivo ou órgão cuja autoridade seja suficiente,
para garantir uma ação efetiva, com respeito aos assuntos levantados e à
implantação das recomendações efetuadas. É fundamental que os auditores
internos atuem com liberdade dentro da organização, sem medo de serem
demitidos.
Em algumas empresas e conglomerados, os auditores internos são
subordinados diretamente à holding, permitindo que atuem livres de pressão
em todas as controladas, pois apenas a administração da empresa investidora
pode admitir ou demitir esses profissionais.
Quanto à estrutura da auditoria interna em uma instituição, é importante
destacar que é de se esperar que uma empresa de pequeno porte, com


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estrutura mais enxuta, não tenha o departamento de auditoria interna
comparável ao de uma empresa multinacional.
Pode ser que determinada entidade nem tenha um departamento formalizado
de auditoria interna, até porque isso não é necessário, pois auditores internos
são as pessoas que executam as atividades da função de auditoria interna.
Assim, os auditores internos podem fazer parte de um departamento de
auditoria interna ou de uma função equivalente.
Outro ponto importante se refere à competência técnico-profissional do auditor
interno.
Segundo as normas do CFC, o Contador, na função de auditor interno (lembre
que auditoria interna é uma atividade exclusiva de contadores), deve:
“... manter o seu nível de competência profissional pelo conhecimento
atualizado das Normas Brasileiras de Contabilidade, das técnicas contábeis,
especialmente na área de auditoria, da legislação inerente à profissão, dos
conceitos e técnicas administrativas e da legislação aplicável à Entidade.”
Assim, a utilização da equipe técnica de auditoria interna supõe razoável
segurança de que o trabalho venha a ser executado por pessoas com
capacitação profissional e treinamento requeridos nas circunstâncias.
Veja que o auditor interno pode realizar trabalhos de forma compartilhada com
profissionais de outras áreas, situação em que a equipe fará a divisão de
tarefas segundo a habilitação técnica e legal dos seus participantes.
Enfim, a competência e proficiência profissional advêm de contínuos esforços
de capacitação e atividades educacionais.
As normas do IIA, por sua vez, destacam que os trabalhos de auditoria devem
ser realizados com a proficiência e o cuidado profissional devidos.
Por proficiência é entendida como os conhecimentos, habilidades e outras
competências necessárias à execução de suas responsabilidades individuais.
No que se refere à proficiência, há um detalhe interessante trazido pela
norma: o auditor interno deve possuir suficiente conhecimento para
identificar indicadores de fraude, mas não se espera que tenha a
especialidade de uma pessoa cuja responsabilidade principal seja
detectar e investigar fraudes.


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Ou seja, mais uma vez destacamos que o auditor interno não é responsável
por detectar fraudes, e por esse motivo não se espera que seja especializado
nisso (falaremos mais sobre erros e fraudes ainda nesta aula).
Assim como os auditores externos, o responsável pela auditoria interna não
deve aceitar trabalhos para os quais não possua conhecimentos suficientes, ou
não possa obter a competente orientação e assistência para desenvolver o
todo ou parte do trabalho.
Os auditores internos devem aplicar cuidados e habilidades esperados de um
profissional razoavelmente prudente e competente, considerando:
• a necessária extensão do trabalho para alcançar os objetivos do
trabalho de auditoria;
• a relativa complexidade, materialidade ou importância dos assuntos
sobre os quais os procedimentos de auditoria são aplicados;
• a adequação e eficácia dos processos de gerenciamento de risco, de
controle e de governança corporativa;
• a probabilidade de erros significativos, irregularidades, ou
desconformidades; e
• custo do trabalho de avaliação em relação a benefícios potenciais.
As normas do CFC ratifica essa lógica ao destacar que: “O auditor interno deve
ter o máximo de cuidado, imparcialidade e zelo na realização dos trabalhos e
na exposição das conclusões.”
No entanto, zelo profissional devido não implica infalibilidade.
Ora, por mais que o auditor interno esteja alerta aos riscos que poderiam
afetar os objetivos, operações ou recursos do seu trabalho, os procedimentos
de auditoria, por si só, mesmo quando desenvolvidos com o cuidado
profissional devido, não garantem que todos os riscos significativos serão
identificados.
Já nos trabalhos de consultoria, o auditor interno deve exercer o cuidado
profissional devido, considerando:
• as necessidades e expectativas dos clientes, incluindo a natureza, o
prazo e a comunicação dos resultados do trabalho;
• a relativa complexidade e extensão requeridos pelo trabalho para
alcançar os objetivos do trabalho de auditoria; e
• o custo do trabalho de consultoria em relação aos potenciais
benefícios.
É importante ressaltar que a competências dos auditores internos necessita de
um processo de aperfeiçoamento de conhecimentos, habilidades e outras
competências.


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Tudo isso é conseguido por um desenvolvimento profissional contínuo.
Por fim, é importante destacar o dever contínuo de sigilo exigido do
profissional de auditoria interna.
De acordo com as normas do CFC, “o auditor interno deve respeitar o
sigilo relativamente às informações obtidas durante o seu trabalho,
não as divulgando para terceiros, sob nenhuma circunstância, sem
autorização expressa da Entidade em que atua.”
Note que esse dever continua mesmo depois de terminado o vínculo
empregatício ou contratual com a entidade auditada.
Já citamos algumas vezes os termos fraude e erro em nossas aulas, e apesar
de seus conceitos serem, de certa forma, bem intuitivos, entraremos em mais
detalhes sobre sua caracterização e das responsabilidades envolvidas em sua
apuração, avaliação e comunicação.
As definições de erro e fraude, apesar de não estarem expressas no conteúdo
programático do nosso edital, estão presentes nas normas brasileiras de
auditoria interna e são questões recorrentes em provas de concurso.
Portanto, vamos entender um pouco melhor esses conceitos...
De acordo com a NBC TA 240
6
, as distorções nas demonstrações contábeis
podem originar-se de fraude ou erro. O fator distintivo entre fraude e erro
está no fato de ser intencional ou não intencional a ação subjacente
que resulta em distorção nas demonstrações contábeis.
O termo erro refere-se a ato não-intencional na elaboração de registros e
demonstrações contábeis, que resulte em incorreções deles, consistente em:
• erros aritméticos na escrituração contábil ou nas demonstrações
contábeis;
• aplicação incorreta das normas contábeis;
• interpretação errada das variações patrimoniais.
O termo fraude refere-se a ato intencional de omissão ou manipulação de
transações, adulteração de documentos, registros e demonstrações contábeis,
e pode ser caracterizada por:
6
Resolução CFC nº. 1.207/09.


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• manipulação, falsificação ou alteração de registros contábeis ou
documentos comprobatórios que serviram de base à elaboração de
demonstrações contábeis;
• mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de eventos,
operações ou outras informações significativas; e
• aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a
valores, classificação, forma de apresentação ou divulgação.
Embora a fraude constitua um conceito jurídico amplo, para efeitos das normas
de auditoria, o auditor está preocupado com a fraude que causa distorção
relevante nas demonstrações contábeis. Dois tipos de distorções intencionais
são pertinentes para o auditor – distorções decorrentes de informações
contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativos.
A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é
dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração.
É importante que a administração, com a supervisão geral dos responsáveis
pela governança, enfatize a prevenção da fraude, o que pode reduzir as
oportunidades de sua ocorrência e a sua dissuasão, o que pode persuadir os
indivíduos a não perpetrar fraude por causa da probabilidade de detecção e
punição.
O auditor (externo ou interno) não é responsável pela prevenção ou
detecção de erros e fraudes.
O auditor interno deve assessorar a administração no trabalho de prevenção
de erros e fraudes, obrigando-se a informá-la, de maneira reservada, sobre
quaisquer indícios ou confirmações de erros ou fraudes detectados no decorrer
de seu trabalho.
Ao auditor externo, compete obter segurança razoável de que as
demonstrações contábeis por ele analisadas, como um todo, não contém
distorções relevantes, causadas por fraude ou erro.
Nesse sentido, faz-se necessário destacar mais uma vez a expressão
“segurança razoável”, pois, devido às limitações inerentes ao trabalho de
auditoria, há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes não
sejam detectadas, mesmo em uma auditoria devidamente planejada e
realizada de acordo com as normas cabíveis.
Lembre-se que os efeitos potenciais das limitações inerentes são
particularmente significativos no caso de fraude, pois o risco de não detectar
uma distorção relevante é mais alto do que nos casos decorrentes de erro. Isso
porque a fraude pode envolver esquemas sofisticados e cuidadosamente
organizados, destinados a ocultá-la, tais como falsificação, omissão deliberada


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no registro de operações ou prestação intencional de falsas representações ao
auditor.
Além disso, destaca-se que o risco do auditor não detectar uma distorção
relevante decorrente de fraude da administração é maior do que no caso de
fraude cometida por empregados, porque a administração, pela posição que
ocupa, tem mais condições de manipular os registros contábeis, apresentar
informações fraudulentas ou burlar procedimentos de controle.
Segundo a NBC TA 610, que normatiza a utilização pelo auditor independente
do trabalho de auditoria interna, as atividades da função de auditoria interna
podem incluir um ou mais dos itens a seguir:
Itens A função de auditoria interna pode:
Monitoramento do
controle interno
ter responsabilidades específicas de revisão dos
controles, monitoramento de sua operação e
recomendação de melhorias nos mesmos;
Exame das informações
contábeis e
operacionais
ser responsável por revisar os meios usados para
identificar, mensurar, classificar e reportar
informações contábeis e operacionais e fazer
indagações específicas sobre itens individuais,
incluindo o teste detalhado de transações, saldos e
procedimentos;
Revisão das atividades
operacionais
ser responsável por revisar a economia, eficiência e
eficácia das atividades operacionais, incluindo as
atividades não financeiras de uma entidade;
Revisão da
conformidade com leis
e regulamentos
ser responsável por revisar a conformidade com leis,
regulamentos e outros requerimentos externos e com
políticas e normas da administração e outros
requerimentos internos;
Gestão de risco ajudar a organização mediante a identificação e
avaliação das exposições significativas a riscos e a
contribuição para a melhoria da gestão de risco e dos
sistemas de controle;
Governança avaliar o processo de governança quanto à realização
de seus objetivos de ética e valores, administração de
desempenho e prestação de contas, comunicando
informações sobre risco e controle para as áreas
apropriadas da organização, e da eficácia da
comunicação entre as pessoas responsáveis pela
governança, os auditores internos e independentes e
a administração.


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Vamos falar um pouco sobre a forma de execução dos trabalhos de auditoria
interna...
Os trabalhos de Auditoria Interna devem ser planejados de acordo com as
diretrizes estabelecidas pela administração da entidade, compreendendo os
exames preliminares das áreas, atividades, produtos e processos, para definir
sua amplitude e época de realização.
No planejamento de Auditoria Interna devem ser levados em consideração os
fatores relevantes na execução dos trabalhos, especialmente:
• o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de
riscos da entidade;
• o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas
contábil e de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade;
• a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de Auditoria
Interna a serem aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos
da entidade;
• a existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que
estejam no âmbito dos trabalhos da Auditoria Interna;
• o uso do trabalho de especialistas;
• os riscos de auditoria, quer pelo volume ou pela complexidade das
transações e operações;
• o conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a
trabalhos anteriores, semelhantes ou relacionados;
• as orientações e as expectativas externadas pela administração aos
auditores internos; e
• o conhecimento da missão e objetivos estratégicos da entidade.
Assim como acontece na auditoria independente (falaremos sobre isso em
outra aula), o planejamento, bem como todo o trabalho de Auditoria Interna,
deve ser documentado por meio de papéis de trabalho, elaborados em meio
físico ou eletrônico, que devem ser organizados e arquivados de forma
sistemática e racional, de forma detalhada para a correta compreensão dos
procedimentos que serão aplicados, em termos de natureza, oportunidade,
extensão, equipe técnica e uso de especialistas.
Os programas de trabalho devem ser estruturados de forma a servir como guia
e meio de controle de execução do trabalho, devendo ser revisados e
atualizados sempre que as circunstâncias o exigirem.


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Lembre-se que o trabalho de auditoria é um processo dinâmico, no decorrer
dos trabalhos podem ocorrer fatos que levem o auditor a alterar seu
planejamento.
Os procedimentos
7
da Auditoria Interna constituem exames e investigações,
incluindo testes de observância (=testes de controle) e testes substantivos
(=procedimentos substantivos), que permitem ao auditor interno obter
subsídios suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações à
administração da entidade.
Os testes de observância (=testes de controle) visam à obtenção de razoável
segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão
em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos
funcionários e administradores da entidade.
Grave bem: o foco dos testes de observância ou controle é os controles
internos estabelecidos pela administração.
Os testes substantivos (=procedimentos substantivos) visam à obtenção de
evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos
sistemas de informação da entidade.
Grave bem: o foco dos testes substantivos ou procedimentos
substantivos é os dados produzidos pela entidade.
A auditoria interna pode se valer ainda de técnicas de amostragem, estatística
ou não, ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um método de
seleção de itens a serem testados. Ao utilizar essas técnicas, deve ser
projetada e selecionada uma amostra que possa proporcionar evidência de
auditoria suficiente e apropriada.
As informações que fundamentam os resultados da Auditoria Interna são
denominadas de “evidências”, que devem ser suficientes, fidedignas,
relevantes e úteis, de modo a fornecer base sólida para as conclusões e
recomendações à administração da entidade.
Evidência é Quando
Suficiente
É factual e convincente, de tal forma que uma pessoa prudente
e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor
interno.
Adequada
Sendo confiável, propicia a melhor evidência alcançável, por
meio do uso apropriado das técnicas de Auditoria Interna.
Relevante
Dá suporte às conclusões e às recomendações da Auditoria
Interna.
7
Falaremos mais sobre testes de controle e substantivos, bem como sobre os procedimentos de auditoria, em outra aula.


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Útil Auxilia a entidade a atingir suas metas.
A auditoria interna apresenta o resultado de seus trabalhos por meio de um
relatório que deve ser redigido com objetividade e imparcialidade, de forma a
expressar, claramente, suas conclusões, recomendações e providências a
serem tomadas pela administração da entidade.
Veja que aqui existe uma importante diferença em relação à auditoria
independente. Enquanto esta emite um relatório com opinião sobre a
adequação das demonstrações contábeis no interesse do público externo, o
relatório do auditor interno busca expressar conclusões, recomendações e
providências que auxiliem a administração da entidade a atingir seus objetivos.
O relatório da Auditoria Interna deve ser apresentado a quem tenha solicitado
o trabalho ou a quem este autorizar, devendo ser preservada a
confidencialidade do seu conteúdo. O dever de sigilo é inerente à profissão do
auditor.
Guarde isso: a Auditoria Interna deve avaliar a necessidade de emissão
de relatório parcial, na hipótese de constatar impropriedades ou
irregularidades ou ilegalidades que necessitem providências imediatas da
administração da entidade, e que não possam aguardar o final dos
exames, considerando a necessidade de informar à administração sobre
a ocorrência de fraudes e erros.
Tudo bem até aqui...? Vejamos como isso pode ser cobrado na sua prova...


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Questões comentadas
01. (Cespe/ANAC/Especialista em Regulação de Aviação Civil/2012) A
auditoria interna se distingue da auditoria externa, entre outros aspectos, por
ser responsável pelo exame dos processos operacionais, contábeis e
sistêmicos.
Comentários:
Vimos que o auditor interno vai além da simples verificação da correta
aplicação de normas e procedimentos.
Ele atua como um consultor para a empresa, por exemplo, promovendo
medidas de incentivo e propondo aperfeiçoamentos no funcionamento
organizacional. Assim, além da auditoria contábil, também realiza auditoria
operacional.
Gabarito: Certo.
02. (Cespe/SEDUC AM – Contador/2011) Uma das atividades que a
função de auditoria interna pode executar é a revisão de conformidade com
leis, regulamentos e outros requerimentos externos.
Comentários:
A auditoria interna atua por meio da avaliação contínua dos controles internos.
Estes, por sua vez, estão relacionados à confiabilidade dos relatórios
financeiros (controles contábeis), efetividade e eficiência das operações
(opercionais) e conformidade com leis e regulamentos aplicáveis (normativos).
Gabarito: Certo.
03. (Cespe/SEDUC AM – Contador/2011) A literatura acerca de
contabilidade pública recomenda que os auditores internos se reportem ao
conselho de administração das entidades na realização de auditorias. Essa
orientação é aplicável, ainda, às entidades da administração indireta no Brasil.
Na execução dessa importação, caso inexista órgão colegiado, a vinculação da
auditoria interna deverá ocorrer com o presidente da entidade.
Comentários:
A auditoria interna deve ser subordinada apenas ao mais alto nível da
administração, como, por exemplo, à Presidência ou ao Conselho de


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Administração, preservando a sua autonomia e garantindo a efetividade de
suas recomendações.
Gabarito: Certo.
04. (Cespe/TRE ES – Anal. Jud. Contabilidade/2011) O relatório parcial
de auditoria interna deve ser emitido e encaminhado à administração da
entidade, quando constatada a existência de irregularidade e houver risco de
que ela continue ocorrendo.
Comentários:
Em um dos últimos pontos da nossa aula de hoje, destacamos que a auditoria
interna deve avaliar a necessidade de emissão de relatório parcial, na hipótese
de constatar impropriedades ou irregularidades ou ilegalidades que necessitem
providências imediatas da administração.
Gabarito: Certo.
05. (Cespe/PREVIC – Esp. Prev. Compl. Financ. e Contábil/2011) A
proteção do patrimônio da entidade é o objetivo precípuo dos controles
internos. Desse modo, o sistema de vigilância, fiscalização e verificação
utilizado pelos dirigentes compreende o conjunto de procedimentos e
instrumentos para prever, observar, e governar os acontecimentos internos da
entidade que podem ter reflexos em seu patrimônio.
Comentários:
Vimos que um dos aspectos importantes em um sistema de controles internos
é o viés contábil, ou seja, a preocupação com a fidedignidade da contabilidade
e a salvaguarda do patrimônio.
Gabarito: Certo.
06. (Cespe/STM – Analista Judiciário – Área: Apoio Especializado –
Especialidade: Contabilidade/2010) No planejamento para a execução dos
trabalhos da auditoria interna, os fatores relevantes que devem ser
considerados incluem a orientação emanada e as expectativas manifestadas
pela administração da entidade. Paralelamente, devem-se adotar
procedimentos que estejam em consonância com as políticas de gestão de
risco definidas e adotadas pela entidade.
Comentários:
Vimos que no planejamento de auditoria interna devem ser levados em
consideração os fatores relevantes na execução dos trabalhos, especialmente:


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• o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de
riscos da entidade;
• o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas
contábil e de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade;
• a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de Auditoria
Interna a serem aplicados, alinhados com a política de gestão de riscos
da entidade;
• a existência de entidades associadas, filiais e partes relacionadas que
estejam no âmbito dos trabalhos da Auditoria Interna;
• o uso do trabalho de especialistas;
• os riscos de auditoria, quer pelo volume ou pela complexidade das
transações e operações;
• o conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a
trabalhos anteriores, semelhantes ou relacionados;
• as orientações e as expectativas externadas pela administração aos
auditores internos; e
• o conhecimento da missão e objetivos estratégicos da entidade.
Veja que não precisamos decorar essa lista, pois os itens são de certa forma
bastante intuitivos.
Ora, se a auditoria interna tem por objetivo precípuo auxiliar a administração,
nada mais natural que o planejamento de suas atividades leve em
consideração as expectativas da alta gestão da entidade e a sua política de
gestão de riscos.
Gabarito: Certo.
07. (Cespe/STM – Analista Judiciário – Área: Apoio Especializado –
Especialidade: Contabilidade/2010) O trabalho realizado pelos auditores
internos pode ser relevante para os auditores independentes, visto que,
embora os meios utilizados por ambos, para alcançar seus objetivos, sejam,
necessariamente, diferentes, os objetivos de suas respectivas funções são
semelhantes.
Comentários:
Realmente, o trabalho dos auditores internos pode ser relevante para os
auditores independentes. Veja, muitas das análises e testes realizados nos
controle contábeis de uma entidade podem ser valiosos para o processo
auditorial externo.


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No entanto, não é correto dizer que os objetivos da auditoria interna e externa
são semelhantes. Vimos que a primeira objetiva auxiliar a administração da
entidade enquanto a segunda apenas emite uma opinião sobre as
demonstrações contábeis.
Gabarito: Errado.
08. (Cespe/STM – Analista Judiciário – Área: Apoio Especializado –
Especialidade: Contabilidade/2010) A fim de preservar sua independência,
a auditoria interna verifica a compatibilização dos procedimentos adotados no
âmbito da empresa com as normas existentes e os respectivos controles
internos; contudo, nesse processo, a auditoria interna não deve interferir nem
influenciar na implementação ou na revisão das normas e dos controles, nem
recomendar modificações nos mesmos.
Comentários:
Falamos que os auditores internos devem ter atitude imparcial e isenta e evitar
conflitos de interesses. Assim, é importante que se abstenham de avaliar
operações específicas pelas quais tenham sido responsáveis anteriormente. Ou
seja, não dá para avaliar o próprio trabalho! Enfim, o auditor interno não pode
implementar um processo ou controle interno que será avaliado por ele
posteriormente.
Isso, contudo, não quer dizer que esses profissionais não possam recomendar
melhorias para esses controles.
Assim, os auditores internos podem prestar serviços de consultoria
relacionados às operações pelas quais tenham sido responsáveis
anteriormente.
Gabarito: Errado.
09. (Cespe/TRE BA – Analista Judiciário – Área: Administrativa –
Especialidade: Contabilidade/2010) A auditoria interna deve assessorar a
administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros.
Comentários:
A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos
responsáveis pela governança da entidade e da sua administração.
Lembre que o auditor interno (e também o externo) não é responsável pela
prevenção ou detecção de erros e fraudes. Este deve assessorar a
administração no trabalho de prevenção de erros e fraudes, obrigando-se a
informá-la, de maneira reservada, sobre quaisquer indícios ou confirmações de
erros ou fraudes detectados no decorrer de seu trabalho.


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Gabarito: Certo.
10. (Cespe/TRE BA – Analista Judiciário – Área: Administrativa –
Especialidade: Contabilidade/2010) A obtenção de informações acerca dos
assuntos relacionados aos objetivos e ao alcance da auditoria interna exclui os
testes substantivos nas avaliações das informações obtidas.
Comentários:
Os procedimentos de auditoria interna incluem testes de observância (testes
de controle) e testes substantivos (procedimentos substantivos), que permitem
obter subsídios para fundamentar suas conclusões e recomendações.
Gabarito: Errado.
11. (Cespe/TRT 21R – Analista Contabilidade/2010) Um dos objetivos
precípuos da auditoria interna é avaliar a necessidade de edição de novas
normas internas ou de reformulação das existentes.
Comentários:
O auditor interno atua como um consultor para a empresa, promovendo
medidas de incentivo e propondo aperfeiçoamentos no funcionamento
organizacional, inclusive das normas que regem a instituição.
Gabarito: Certo.
12. (Cespe/TRT 21R – Analista Contabilidade/2010) Na obtenção da
informação que atenda ao objetivo e ao alcance da auditoria interna, deve-se
considerar que a informação seja suficiente para caracterizar os indícios que
darão sustentação às conclusões e recomendações do relatório e do parecer do
auditor.
Comentários:
O erro dessa questão está na palavra “indícios”.
As informações que fundamentam os resultados da auditoria interna são
denominadas de “evidências”, que devem ser suficientes, fidedignas,
relevantes e úteis, de modo a fornecer base sólida para as conclusões e
recomendações à administração da entidade.
Gabarito: Errado.


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13. (CESPE/Analista de Controle Externo: Contabilidade – TCE
TO/2009) O vínculo de emprego do auditor interno lhe retira a independência
profissional desejável para atuar nos termos das normas vigentes.
Comentários:
Essa questão é bem interessante, pois pode causar certa confusão.
Por mais que o vínculo de emprego do auditor interno cause certa
dependência, sua autonomia deve ser preservada dentro da instituição em que
trabalha.
Vimos que uma das formas de preservar essa autoctonia é manter a auditoria
interna subordinada apenas ao mais alto nível da administração, como, por
exemplo, à Presidência ou ao Conselho de Administração.
Em outras palavras, esse profissional deve tentar manter sua independência
(que de fato é menor que a do auditor externo) para atuar nos termos das
normas vigentes.
Gabarito: Errado.
14. (CESPE/Analista de Controle Externo – TCU/2008) Na definição do
Institute of Internal Auditors, a auditoria interna, que presta serviços de
avaliação e de consultoria, visa à eficácia dos processos de gestão de risco,
controle e governança corporativa.
Comentários:
Essa questão é praticamente uma transição literal do documento do IIA.
De qualquer forma, não precisamos decorar nada para responder uma questão
como essa, não é mesmo? Veja só...
• a auditoria interna presta serviços de avaliação e de consultoria (OK); e
• a auditoria interna visa à eficácia dos processos de gestão de risco,
controle e governança corporativa, ou seja, a melhoria das operações da
empresa (OK).
Gabarito: Certo.
15. (Cespe/TRT 21R – Analista Contabilidade/2010) O contador, na
condição de auditor interno de uma entidade, deve mencionar irregularidade
com efeitos relevantes sobre o resultado, descoberta durante a realização de
seu trabalho, independentemente da obrigação de manter sigilo sobre aquilo
de que tenha tomado conhecimento.


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Comentários:
Existe um dever contínuo de sigilo exigido do profissional de auditoria interna.
De acordo com as normas do CFC, “o auditor interno deve respeitar o sigilo
relativamente às informações obtidas durante o seu trabalho, não as
divulgando para terceiros, sob nenhuma circunstância, sem autorização
expressa da Entidade em que atua.”
Gabarito: Errado.
16. (Cespe/Técnico de Controle Interno/MPU/2010) A auditoria interna
visa agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o
aperfeiçoamento de processos, gestão e controles, por meio da recomendação
de soluções para as não conformidades.
Comentários:
Perfeito. Esta é a definição de auditoria interna e de seus objetivos: “agregar
valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o seu
aperfeiçoamento por meio da recomendação de soluções para as não
conformidades”.
Gabarito: Certo.
17. (Cespe/Analista de Controle Interno/MPU/2010) Em uma auditoria
contábil, para verificação de integridade e exatidão dos registros do sistema
contábil da auditada, aplicam-se tanto os testes de observância quanto os
substantivos.
Comentários:
Os testes voltados para a verificação da integridade e exatidão dos registros do
sistema contábil da entidade auditada denominam-se “testes substantivos”.
Gabarito: Errado.
18. (Cespe/TRT 17.º Região/ES – Analista Judiciário – Área:
Administrativa – Especialidade: Contabilidade/2009) O exercício de
auditoria interna deve pautar-se pela independência, entendida como o estado
em face do qual as obrigações ou interesses do auditor ou da entidade de
auditoria estão suficientemente isentos dos interesses das entidades
auditadas, para permitir que os serviços sejam prestados com objetividade.
Comentários:


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Essa é a definição de independência para a auditoria externa – interesses do
auditor são diferentes dos interesses da entidade.
No caso da auditoria interna, esses interesses são semelhantes. Ora, o objetivo
da auditoria interna não é auxiliar a administração?
A independência da auditoria interna está relacionada à sua autonomia
profissional dentro da instituição da qual faz parte e audita, ou seja,
relacionada à liberdade que tem para executar seu trabalho.
Gabarito: Errado.
19. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) Para que seja considerada evidência, é preciso
que a informação seja relevante.
Comentários:
As evidências de auditoria interna devem ser suficientes, fidedignas, relevantes
e úteis.
Gabarito: Certo.
20. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) Os testes substantivos visam à obtenção de
razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela
administração estão em efetivo funcionamento.
Comentários:
Essa é a definição de testes de observância ou testes de controle.
Gabarito: Errado.
21. (CESPE/SEBRAE Nacional - Analista Técnico - C. Contábeis ou C.
Econômicas ou Adm. de Empresas ou Direito/2008) Os auditores
internos são exigidos a aplicar e a manter os princípios da integridade, da
objetividade, da confidencialidade e da competência.
Comentários:
Perfeito. Esses são princípios éticos básicos para qualquer auditor.
O auditor, como a maioria dos profissionais, está sujeito a exigências éticas no
que diz respeito aos trabalhos por ele desenvolvidos. Por se tratar de uma
profissão que prima pela transparência e confiabilidade, um bom auditor
sempre se comporta dentro do mais rígido código de ética.


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Portanto, por estarem intimamente relacionadas ao bem estar coletivo da
comunidade de pessoas e instituições (acionistas, clientes, empregados,
órgãos reguladores etc.), as exigências éticas do auditor incluem, além de
princípios morais, normas de comportamento que tenham finalidades práticas
que o profissional possa utilizar.
Essas exigências éticas abrangem o Código de Ética Profissional do Contador e
podem ser elencadas como os seguintes princípios são:
(a) Integridade;
(b) Objetividade;
(c) Competência e zelo profissional;
(d) Confidencialidade; e
(e) Comportamento profissional.
Vamos falar um pouco sobre cada um deles...
(a) Integridade: manter a integridade e a honestidade em todas as suas
relações profissionais.
Os profissionais responsáveis pela auditoria devem ser sempre honestos e
sinceros. É importante observar que integridade não quer dizer ausência de
erros não-intencionais, mas repulsa a distorções intencionais, fraudes,
desonestidades e conluios.
O Código de Ética Profissional do Contador (Resolução CFC 803/1996),
inspirada neste princípio, elenca uma série de vedações ao auditor, tais como:
• exercer atividade ou ligar o seu nome a empreendimentos com
finalidades ilícitas;
• valer-se de agenciador de serviços, mediante participação desse
nos honorários a receber;
• auferir qualquer provento em função do exercício profissional que
não decorra exclusivamente de sua prática lícita;
• solicitar ou receber do cliente ou empregador qualquer vantagem
que saiba para aplicação ilícita;
• prejudicar, culposa ou dolosamente, interesse confiado a sua
responsabilidade profissional;
• publicar ou distribuir, em seu nome, trabalho científico ou técnico
do qual não tenha participado;


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• aconselhar o cliente ou o empregador contra disposições expressas
em lei ou contra os Princípios de Contabilidade e as Normas
Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de
Contabilidade etc.
(b) Objetividade: não ter conflito de interesses, preservando sempre sua
independência – de fato e na aparência. O auditor deve ser imparcial em todas
as questões relacionadas ao seu trabalho
(c) Competência e zelo profissional: aumentar continuamente a
competência profissional, melhorar a qualidade dos serviços e desempenhar
suas atribuições da melhor forma possível.
Zelo profissional significa diligência, cuidado devido, ou seja, são os esforços
constantes do auditor para desempenhar seu papel com qualidade: ser
cuidadoso e minucioso, observar as normas aplicáveis e ser breve e eficiente
na realização dos trabalhos.
O princípio da competência técnica é requisito básico para desempenhar uma
função complexa como auditoria, conjugando educação com experiência.
Educação compreende desde a preparação para entrada na profissão aos
mecanismos de aperfeiçoamento e reciclagem profissional que o auditor é
obrigado a se submeter. Experiência é o conhecimento e a maturidade
adquiridos pelo auditor ao longo da sua trajetória profissional.
(d) Confidencialidade: não divulgar informações confidenciais da entidade
auditada sem que tenha seu consentimento específico.
Sigilo e confidencialidade são essenciais para manutenção de confiança mútua
entre o auditor e o auditado. O auditor deve respeitar e assegurar o sigilo
relativo às informações obtidas durante o seu trabalho na entidade auditada,
não as divulgando, sob nenhuma circunstância, sem autorização expressa da
entidade, salvo quando houver obrigação legal de fazê-lo.
(e) Comportamento (ou conduta) profissional: seguir as normas
relevantes de auditoria e evitar quaisquer ações que maculem a imagem de
sua profissão. Neste caso, o Código de Ética Profissional do Contador também
veda expressamente executar trabalhos técnicos contábeis sem observância
dos Princípios de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade
editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade.
Gabarito: Certo.
22. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) Para se obterem evidências quanto à suficiência,


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exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informações da
entidade, devem ser feitos testes de observância.
Comentários:
Essa é a definição de testes substantivos.
Gabarito: Errado.
23. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) A auditoria externa é permanente, enquanto a
auditoria interna é periódica.
Comentários:
Vimos que na auditoria interna, os trabalhos são desenvolvidos de forma
contínua ao longo do tempo, pois isso é inerente às atividades de
acompanhamento e avaliação.
Enquanto isso, na auditoria independente, os trabalhos são realizados
esporadicamente, de acordo com as exigências legais ou outras demandas
para esse tipo de auditoria.
Consequentemente, o volume de testes e procedimentos realizados pelo
auditor interno é maior que aquele realizado pelo auditor externo.
Gabarito: Errado.
24. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) O escopo dos trabalhos feitos pelo auditor interno
é determinado por legislação específica.
Comentários:
O escopo da auditoria interna deve levar em consideração fatores relevantes
na execução dos trabalhos como a política de gestão de riscos da entidade, os
riscos de auditoria, as orientações e as expectativas externadas pela
administração aos auditores internos etc. Ou seja, não está definido em uma
legislação específica e vai variar de acordo com cada caso concreto.
Gabarito: Errado.
25. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) A diferença básica entre a auditoria interna e a
externa refere-se ao grau de independência existente.
Comentários:


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Realmente essa é uma diferença básica entre a auditoria externa e a auditoria
interna. O nível de independência da primeira é maior que o da segunda.
Gabarito: Certo.
26. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) Os demonstrativos contábeis são os principais
objetos de trabalho do auditor interno.
Comentários:
Os demonstrativos contábeis são os principais objetos de trabalho do auditor
independente. O auditor interno tem uma atuação mais abrangente,
envolvendo a avaliação dos controles contábeis, operacionais e normativos.
Gabarito: Errado.
27. (CESPE/TCE-RN Inspetor de Controle Externo, Especialidade:
Administração, Contabilidade, Direito ou Economia/ 2009) O objetivo
primordial dos controles internos é a proteção do patrimônio da entidade.
Desse modo, melhores controles internos permitem maior extensão e
profundidade nos testes e plena segurança nas conclusões do auditor.
Comentários:
Realmente os controles internos têm como um dos seus principais objetivos a
salvaguarda do patrimônio. Além disso, bons controles internos dão maior
segurança para o auditor de que tudo está funcionando bem.
Contudo, não podemos falar em “plena segurança”. Isso não existe. Não há
controle 100% eficaz.
Não se esqueça disso!
Gabarito: Errado.
28. (Cespe/Unipampa – Auditor/2009) Ainda que um auditor interno seja
demitido por justa causa, sem o pagamento dos encargos trabalhistas, seu
dever de sigilo em relação às informações obtidas durante o seu trabalho
continua em vigor.
Comentários:
O sigilo é um dever permanente do auditor e não pode ser quebrado como
forma de retaliação por uma injustiça que sofreu.


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Gabarito: Certo.
29. (CESPE/ SEBRAE Nacional - Analista Técnico - C. Contábeis ou C.
Econômicas ou Adm. de Empresas ou Direito/2008) A responsabilidade
primeira na prevenção e identificação de fraudes e (ou) erros é da auditoria
interna da entidade, mediante sistema de controle interno.
Comentários:
A responsabilidade primária pela prevenção e detecção da fraude é dos
responsáveis pela governança da entidade e da sua administração.
Gabarito: Errado.
30. (UnB/CESPE/ SEBRAE Nacional - Analista Técnico - C. Contábeis ou
C. Econômicas ou Adm. de Empresas ou Direito/2008) Os auditores
internos devem utilizar cuidados e habilidades esperados de um profissional
prudente e competente. Entretanto, procedimentos de auditoria, por si só,
mesmo quando desenvolvidos com o cuidado profissional devido, não
garantem que todos os riscos significativos serão identificados.
Comentários:
O auditor interno deve ter o máximo de cuidado, imparcialidade e zelo na
realização dos trabalhos e na exposição das conclusões.
No entanto, zelo profissional devido não implica infalibilidade.
Ora, por mais que o auditor interno esteja alerta aos riscos que poderiam
afetar os objetivos, operações ou recursos do seu trabalho, os procedimentos
de auditoria, por si só, mesmo quando desenvolvidos com o cuidado
profissional devido, não garantem que todos os riscos significativos serão
identificados.
Lembre que não existe controle 100% eficaz e que a auditoria interna nada
mais que um tipo de controle interno.
Gabarito: Certo.
31. (FCC/ISS SP/2012) NÃO é uma atividade da função da auditoria
interna:
(A) a avaliação do processo de governança.
(B) a gestão de risco.
(C) o monitoramento do controle interno.
(D) o exame das informações contábeis e operacionais.
(E) a aprovação do relatório de auditoria externa.


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Comentários:
A auditoria interna existe para auxiliar a administração a atingir seus objetivos.
Assim, os itens A, B, C e D retratam atividades relacionadas ao auditor interno.
Já o item E traz uma atividade que nada tem a ver com a auditoria interna:
aprovação do relatório de auditoria externa.
Gabarito: E
32. (ESAF/Fiscal de Rendas– ISS RJ/2010) A respeito dos objetivos da
auditoria interna e da auditoria independente, é correto afirmar que:
(A) o objetivo da auditoria interna é apoiar a administração da entidade no
cumprimento dos seus objetivos, enquanto o da auditoria independente é a
emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis.
(B) a auditoria interna se preocupa em avaliar os métodos e as técnicas
utilizadas pela contabilidade, enquanto a auditoria externa cuida de revisar os
lançamentos e demonstrações contábeis.
(C) a atuação de ambas não difere na essência uma vez que os objetivos da
avaliação é sempre a contabilidade.
(D) a auditoria interna cuida em verificar os aspectos financeiros da entidade,
enquanto a auditoria externa se preocupa com os pareceres a respeito das
demonstrações contábeis.
(E) o objetivo da auditoria interna é produzir relatórios demonstrando as falhas
e deficiências dos processos administrativos e os da auditoria externa é emitir
parecer sobre a execução contábil e financeira da entidade.
Comentários:
De cara, já é possível ver que o item A está correto e, portanto, é o gabarito
da questão. Ora, vimos que o objetivo da auditoria interna é auxiliar a
administração da entidade e o da auditoria independente é emitir uma opinião
sobre a adequação das demonstrações contábeis.
De qualquer forma, vejamos porque os outros itens estão errados.
No item B, o auditor externo na revisa os lançamentos e as demonstrações,
mas emite uma opinião sobre eles.
No item C, a atuação e os objetivos da auditoria interna e externa são
distintos.
No item D, a auditoria interna não se restringe aos aspectos financeiros da
empresa, vimos que abarca também os aspectos operacionais.


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No item E, o objetivo da auditoria interna não é apontar falhas (erros e
fraudes), além disso, a auditoria externa não emite opinião sobre a “execução
contábil e financeira”, mas sobre as demonstrações contábeis como um todo.
Gabarito: A
33. (FCC/APOFP – Sefaz SP/2010) As auditorias internas e externas atuam
em diferentes graus de profundidade e de extensão nas tarefas de auditoria.
Embora exista uma conexão nos trabalhos de ambas, é função da auditoria
externa
(A) prevenir erros e fraudes, sugerindo aos administradores da empresa os
ajustes necessários.
(B) acompanhar o cumprimento de normas técnicas e a política de
administração da empresa, na consecução dos seus objetivos.
(C) avaliar e testar os sistemas de controles internos e contábil, em busca da
razoável fidedignidade das demonstrações financeiras.
(D) desenvolver continuamente o trabalho de auditoria na empresa, concluindo
as tarefas com a elaboração de relatórios.
(E) seguir as normas e procedimentos de auditoria na execução dos trabalhos,
com grau de independência limitado.
Comentários:
Analisando rapidamente os itens A, B, D e E, é possível identificar o que os
torna errados.
No item A, não é função do auditor externo prevenir erros e fraudes. No item
B, acompanhar o cumprimento de normas técnicas e a política de
administração da empresa (=controle interno) é função da auditoria interna.
No item D, o trabalho do auditor externo é esporádico e não contínuo. No item
E, a afirmação de que o grau de independência do auditor externo é limitado
está errada.
Logo, o único item correto é o item C que afirma que compete ao auditor
independente avaliar e testar os sistemas de controles internos e contábil, em
busca da razoável fidedignidade das demonstrações financeiras.
Gabarito: C
34. (Cesgranrio/FINEP – Analista Contabilidade/2011) Uma das
principais características que diferencia o auditor interno do auditor externo é
que o auditor interno
(A) dispõe de maior tempo à disposição da empresa e se dedica mais à análise
das demonstrações contábeis para emitir parecer ou opinião sobre elas.


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(B) realiza uma menor quantidade de testes, em decorrência de seu
envolvimento com as operações da empresa.
(C) tem maior grau de liberdade e independência no desenvolvimento de suas
atividades, por ser empregado da empresa.
(D) tem como objetivo verificar a necessidade de aprimorar as normas internas
vigentes.
(E) é considerado, na prática, olhos e ouvidos da administração e, por isso, só
executa a auditoria operacional.
Comentários:
Vamos analisar cada item:
Item A: errado. O auditor interno não emite parecer sobre as demonstrações
contábeis, isso é função do auditor independente. A auditoria interna tem por
objetivo a elaboração de um relatório que comunique os trabalhos realizados,
as conclusões obtidas e as recomendações e providências a serem tomadas.
Item B: errado. É o contrário, a auditoria interna realizada uma grande
quantidade de testes, pois seu principal objetivo é garantir o atendimento de
seus objetivos institucionais, por meio da avaliação contínua de seus
procedimentos e controles internos
Item C: errado. É justamente o contrário, a auditoria interna em relação à
auditoria independente tem um menor grau de independência.
Item D: correto. A auditoria interna tem o objetivo de garantir o atendimento
de objetivos institucionais, por meio da avaliação contínua de seus
procedimentos e controles internos.
Item E: errado. A auditoria interna também executa auditoria contábil.
Gabarito: D
35. (Cesgranrio/Analista Bacen - Área 5/2010) Quanto às características
da auditoria interna e externa, analise as afirmativas a seguir.
I - O processo pelo qual o auditor se certifica de que as demonstrações
financeiras representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a
posição patrimonial e financeira da empresa, por meio da emissão de parecer,
caracteriza a auditoria externa.
II - O exercício da auditoria interna é privativo de contabilista registrado no
Conselho Regional de Contabilidade da jurisdição.
III - A principal característica da auditoria interna é a independência, ou seja,
não possui vínculo com a empresa auditada.
IV - O parecer do auditor independente pode ser classificado em: sem
ressalva, com ressalva, adverso ou com abstenção de opinião.


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Está correto SOMENTE o que se afirma em
(A) I e II.
(B) I e IV.
(C) II e III.
(D) III e IV.
(E) I, II e III.
Comentários:
Item I – Correto. Lembre-se que “demonstrações financeiras” é o mesmo que
“demonstrações contábeis” e que agora com as novas normas de auditoria
passou a ser chamado de relatório financeiro aplicável. Lembre-se também que
hoje o auditor emite uma opinião por meio de um relatório (=parecer, nas
normas revogadas).
Item II – Errado. Há controvérsia quanto a esse ponto, mas, a princípio, não
há necessidade do auditor interno sem um contabilista.
Item III – Errado. Essa característica é da auditoria externa e não da interna.
Item IV – Correto. Lembre-se que com as novas normas de auditoria a opinião
do auditor passou a ser emitida por meio de relatório (=parecer), essa opinião
pode ser sem ressalva, com ressalva, adversa ou, ainda, o auditor pode
abster-se de opinar.
Gabarito: B


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Lista de Questões
01. (Cespe/ANAC/Especialista em Regulação de Aviação Civil/2012) A
auditoria interna se distingue da auditoria externa, entre outros aspectos, por
ser responsável pelo exame dos processos operacionais, contábeis e
sistêmicos.
02. (Cespe/SEDUC AM – Contador/2011) Uma das atividades que a
função de auditoria interna pode executar é a revisão de conformidade com
leis, regulamentos e outros requerimentos externos.
03. (Cespe/SEDUC AM – Contador/2011) A literatura acerca de
contabilidade pública recomenda que os auditores internos se reportem ao
conselho de administração das entidades na realização de auditorias. Essa
orientação é aplicável, ainda, às entidades da administração indireta no Brasil.
Na execução dessa importação, caso inexista órgão colegiado, a vinculação da
auditoria interna deverá ocorrer com o presidente da entidade.
04. (Cespe/TRE ES – Anal. Jud. Contabilidade/2011) O relatório parcial
de auditoria interna deve ser emitido e encaminhado à administração da
entidade, quando constatada a existência de irregularidade e houver risco de
que ela continue ocorrendo.
05. (Cespe/PREVIC – Esp. Prev. Compl. Financ. e Contábil/2011) A
proteção do patrimônio da entidade é o objetivo precípuo dos controles
internos. Desse modo, o sistema de vigilância, fiscalização e verificação
utilizado pelos dirigentes compreende o conjunto de procedimentos e
instrumentos para prever, observar, e governar os acontecimentos internos da
entidade que podem ter reflexos em seu patrimônio.
06. (Cespe/STM – Analista Judiciário – Área: Apoio Especializado –
Especialidade: Contabilidade/2010) No planejamento para a execução dos
trabalhos da auditoria interna, os fatores relevantes que devem ser
considerados incluem a orientação emanada e as expectativas manifestadas
pela administração da entidade. Paralelamente, devem-se adotar
procedimentos que estejam em consonância com as políticas de gestão de
risco definidas e adotadas pela entidade.
07. (Cespe/STM – Analista Judiciário – Área: Apoio Especializado –
Especialidade: Contabilidade/2010) O trabalho realizado pelos auditores
internos pode ser relevante para os auditores independentes, visto que,
embora os meios utilizados por ambos, para alcançar seus objetivos, sejam,
necessariamente, diferentes, os objetivos de suas respectivas funções são
semelhantes.


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08. (Cespe/STM – Analista Judiciário – Área: Apoio Especializado –
Especialidade: Contabilidade/2010) A fim de preservar sua independência,
a auditoria interna verifica a compatibilização dos procedimentos adotados no
âmbito da empresa com as normas existentes e os respectivos controles
internos; contudo, nesse processo, a auditoria interna não deve interferir nem
influenciar na implementação ou na revisão das normas e dos controles, nem
recomendar modificações nos mesmos.
09. (Cespe/TRE BA – Analista Judiciário – Área: Administrativa –
Especialidade: Contabilidade/2010) A auditoria interna deve assessorar a
administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros.
10. (Cespe/TRE BA – Analista Judiciário – Área: Administrativa –
Especialidade: Contabilidade/2010) A obtenção de informações acerca dos
assuntos relacionados aos objetivos e ao alcance da auditoria interna exclui os
testes substantivos nas avaliações das informações obtidas.
11. (Cespe/TRT 21R – Analista Contabilidade/2010) Um dos objetivos
precípuos da auditoria interna é avaliar a necessidade de edição de novas
normas internas ou de reformulação das existentes.
12. (Cespe/TRT 21R – Analista Contabilidade/2010) Na obtenção da
informação que atenda ao objetivo e ao alcance da auditoria interna, deve-se
considerar que a informação seja suficiente para caracterizar os indícios que
darão sustentação às conclusões e recomendações do relatório e do parecer do
auditor.
13. (CESPE/Analista de Controle Externo: Contabilidade – TCE
TO/2009) O vínculo de emprego do auditor interno lhe retira a independência
profissional desejável para atuar nos termos das normas vigentes.
14. (CESPE/Analista de Controle Externo – TCU/2008) Na definição do
Institute of Internal Auditors, a auditoria interna, que presta serviços de
avaliação e de consultoria, visa à eficácia dos processos de gestão de risco,
controle e governança corporativa.
15. (Cespe/TRT 21R – Analista Contabilidade/2010) O contador, na
condição de auditor interno de uma entidade, deve mencionar irregularidade
com efeitos relevantes sobre o resultado, descoberta durante a realização de
seu trabalho, independentemente da obrigação de manter sigilo sobre aquilo
de que tenha tomado conhecimento.
16. (Cespe/Técnico de Controle Interno/MPU/2010) A auditoria interna
visa agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o
aperfeiçoamento de processos, gestão e controles, por meio da recomendação
de soluções para as não conformidades.


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17. (Cespe/Analista de Controle Interno/MPU/2010) Em uma auditoria
contábil, para verificação de integridade e exatidão dos registros do sistema
contábil da auditada, aplicam-se tanto os testes de observância quanto os
substantivos.
18. (Cespe/TRT 17.º Região/ES – Analista Judiciário – Área:
Administrativa – Especialidade: Contabilidade/2009) O exercício de
auditoria interna deve pautar-se pela independência, entendida como o estado
em face do qual as obrigações ou interesses do auditor ou da entidade de
auditoria estão suficientemente isentos dos interesses das entidades
auditadas, para permitir que os serviços sejam prestados com objetividade.
19. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) Para que seja considerada evidência, é preciso
que a informação seja relevante.
20. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) Os testes substantivos visam à obtenção de
razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela
administração estão em efetivo funcionamento.
21. (CESPE/SEBRAE Nacional - Analista Técnico - C. Contábeis ou C.
Econômicas ou Adm. de Empresas ou Direito/2008) Os auditores
internos são exigidos a aplicar e a manter os princípios da integridade, da
objetividade, da confidencialidade e da competência.
22. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) Para se obterem evidências quanto à suficiência,
exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informações da
entidade, devem ser feitos testes de observância.
23. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) A auditoria externa é permanente, enquanto a
auditoria interna é periódica.
24. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) O escopo dos trabalhos feitos pelo auditor interno
é determinado por legislação específica.
25. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) A diferença básica entre a auditoria interna e a
externa refere-se ao grau de independência existente.
26. (Cespe/TCE AC – Analista de Controle Externo – Especialidade:
Ciências Contábeis/2009) Os demonstrativos contábeis são os principais
objetos de trabalho do auditor interno.


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27. (CESPE/TCE-RN Inspetor de Controle Externo, Especialidade:
Administração, Contabilidade, Direito ou Economia/ 2009) O objetivo
primordial dos controles internos é a proteção do patrimônio da entidade.
Desse modo, melhores controles internos permitem maior extensão e
profundidade nos testes e plena segurança nas conclusões do auditor.
28. (Cespe/Unipampa – Auditor/2009) Ainda que um auditor interno seja
demitido por justa causa, sem o pagamento dos encargos trabalhistas, seu
dever de sigilo em relação às informações obtidas durante o seu trabalho
continua em vigor.
29. (CESPE/ SEBRAE Nacional - Analista Técnico - C. Contábeis ou C.
Econômicas ou Adm. de Empresas ou Direito/2008) A responsabilidade
primeira na prevenção e identificação de fraudes e(ou) erros é da auditoria
interna da entidade, mediante sistema de controle interno.
30. (UnB/CESPE/ SEBRAE Nacional - Analista Técnico - C. Contábeis ou
C. Econômicas ou Adm. de Empresas ou Direito/2008) Os auditores
internos devem utilizar cuidados e habilidades esperados de um profissional
prudente e competente. Entretanto, procedimentos de auditoria, por si só,
mesmo quando desenvolvidos com o cuidado profissional devido, não
garantem que todos os riscos significativos serão identificados.
31. (FCC/ISS SP/2012) NÃO é uma atividade da função da auditoria
interna:
(A) a avaliação do processo de governança.
(B) a gestão de risco.
(C) o monitoramento do controle interno.
(D) o exame das informações contábeis e operacionais.
(E) a aprovação do relatório de auditoria externa.
32. (ESAF/Fiscal de Rendas– ISS RJ/2010) A respeito dos objetivos da
auditoria interna e da auditoria independente, é correto afirmar que:
(A) o objetivo da auditoria interna é apoiar a administração da entidade no
cumprimento dos seus objetivos, enquanto o da auditoria independente é a
emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis.
(B) a auditoria interna se preocupa em avaliar os métodos e as técnicas
utilizadas pela contabilidade, enquanto a auditoria externa cuida de revisar os
lançamentos e demonstrações contábeis.
(C) a atuação de ambas não difere na essência uma vez que os objetivos da
avaliação é sempre a contabilidade.
(D) a auditoria interna cuida em verificar os aspectos financeiros da entidade,
enquanto a auditoria externa se preocupa com os pareceres a respeito das
demonstrações contábeis.


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(E) o objetivo da auditoria interna é produzir relatórios demonstrando as falhas
e deficiências dos processos administrativos e os da auditoria externa é emitir
parecer sobre a execução contábil e financeira da entidade.
33. (FCC/APOFP – Sefaz SP/2010) As auditorias internas e externas atuam
em diferentes graus de profundidade e de extensão nas tarefas de auditoria.
Embora exista uma conexão nos trabalhos de ambas, é função da auditoria
externa
(A) prevenir erros e fraudes, sugerindo aos administradores da empresa os
ajustes necessários.
(B) acompanhar o cumprimento de normas técnicas e a política de
administração da empresa, na consecução dos seus objetivos.
(C) avaliar e testar os sistemas de controles internos e contábil, em busca da
razoável fidedignidade das demonstrações financeiras.
(D) desenvolver continuamente o trabalho de auditoria na empresa, concluindo
as tarefas com a elaboração de relatórios.
(E) seguir as normas e procedimentos de auditoria na execução dos trabalhos,
com grau de independência limitado.
34. (Cesgranrio/FINEP – Analista Contabilidade/2011) Uma das
principais características que diferencia o auditor interno do auditor externo é
que o auditor interno
(A) dispõe de maior tempo à disposição da empresa e se dedica mais à análise
das demonstrações contábeis para emitir parecer ou opinião sobre elas.
(B) realiza uma menor quantidade de testes, em decorrência de seu
envolvimento com as operações da empresa.
(C) tem maior grau de liberdade e independência no desenvolvimento de suas
atividades, por ser empregado da empresa.
(D) tem como objetivo verificar a necessidade de aprimorar as normas internas
vigentes.
(E) é considerado, na prática, olhos e ouvidos da administração e, por isso, só
executa a auditoria operacional.
35. (Cesgranrio/Analista Bacen - Área 5/2010) Quanto às características
da auditoria interna e externa, analise as afirmativas a seguir.
I - O processo pelo qual o auditor se certifica de que as demonstrações
financeiras representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a
posição patrimonial e financeira da empresa, por meio da emissão de parecer,
caracteriza a auditoria externa.
II - O exercício da auditoria interna é privativo de contabilista registrado no
Conselho Regional de Contabilidade da jurisdição.
III - A principal característica da auditoria interna é a independência, ou seja,
não possui vínculo com a empresa auditada.


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IV - O parecer do auditor independente pode ser classificado em: sem
ressalva, com ressalva, adverso ou com abstenção de opinião.
Está correto SOMENTE o que se afirma em
(A) I e II.
(B) I e IV.
(C) II e III.
(D) III e IV.
(E) I, II e III.
GABARITO:
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
Certo Certo Certo Certo Certo Certo Errado Errado Certo Errado
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
Certo Errado Errado Certo Errado Certo Errado Errado Certo Errado
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
Certo Errado Errado Errado Certo Errado Errado Certo Errado Certo
31 32 33 34 35
E A C D B


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Bibliografia
ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. São
Paulo: Ed. Atlas, 2007.
ATTIE, Wiliam. Auditoria – Conceitos e Aplicações. São Paulo: Ed. Atlas, 2009.
BARRETO, Davi; GRAEFF, Fernando. Auditoria: teoria e exercícios comentados.
São Paulo: Ed. Método, 2011.
BOYNTON, Willian C. Auditoria. São Paulo: Ed. Atlas, 2002.
BRAGA, Hugo Rocha & Almeida, Marcelo Cavalcanti. Mudanças Contábeis na
Lei Societária. São Paulo: Ed. Atlas, 2009.

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