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Supremo Tribunal Federal

Ementa e Acórdão

DJe 18/08/2011 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11

21/06/2011 HABEAS CORPUS 105.844 RIO GRANDE DO SUL RELATORA PACTE.(S) IMPTE.(S) PROC.(A/S)(ES) COATOR(A/S)(ES) : MIN. CÁRMEN LÚCIA : ENIO FRANCISCO DE MOURA LEIS : DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR

PRIMEIRA TURMA

EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE DESACATO CONTRA MILITAR DAS FORÇAS ARMADAS. PERSECUÇÃO PENAL DE POLICIAL MILITAR ESTADUAL NA JUSTIÇA MILITAR: IMPOSSIBILIDADE: CONSTRANGIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO. ORDEM CONCEDIDA. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que a competência para processar e julgar policial militar acusado de cometer crime militar contra membro das Forças Armadas é da Justiça Militar estadual, mormente quando o Paciente, pelo que se tem na denúncia, quis manifestamente menosprezar a vítima, oficial das Forças Armadas, em razão da função por ela ocupada, humilhando-a diante de outros militares federais e estaduais. Precedentes. 2. Habeas corpus concedido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em conceder a ordem de habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 21 de junho de 2011.

Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 1373450.

(A/S)(ES) COATOR(A/S)(ES) : MIN. por volta das 20:00h.007549-0. que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira . pela prática do crime de desacato a militar (art. 2.01. 2008.) Emerge dos autos do Documento Preliminar n° 01/08 que.(S) PROC. o denunciado. na presença de outros militares. Soldado da Brigada Militar ÊNIO FRANCISCO DE MOURA LEIS desacatou o Capitão do Exército Renato Libanio Guimarães.br/portal/autenticacao/ sob o número 1373451. por volta das 19:00h. Segundo o apurado.ICP-Brasil. . com manifesto propósito de menosprezar a autoridade do oficial das Forças Armadas.844 RIO GRANDE DO SUL RELATORA PACTE. descrevendo a circunstância delituosa nos termos seguintes: “(. CÁRMEN LÚCIA : ENIO FRANCISCO DE MOURA LEIS : DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR RELATÓRIO PRIMEIRA TURMA A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA .200-2/2001 de 24/08/2001. em favor de ÊNIO FRANCISCO DE MOURA LEIS. Habeas corpus.(S) IMPTE. o Ministério Público Militar denunciou o Paciente. Soldado da Polícia Militar do Rio Grande do Sul. sem capacete.(Relatora): 1. Pelo que se tem nos autos. em 7. Rayder Alencar da Silveira. Min.. 299 do Código Penal Militar). contra acórdão do Superior Tribunal Militar proferido no julgamento dos Embargos Infringentes n. no dia dos fatos. impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO. no dia 30 de novembro de 2007.2008. Rel. em razão da função exercida pela vítima.Página 2 de 11 21/06/2011 HABEAS CORPUS 105. sem pedido de liminar.. na garupa da motocicleta de placas INU Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.2.stf.jus.Supremo Tribunal Federal Relatório Inteiro Teor do Acórdão . o Soldado do Exército Cássio Augusto Bicca Herber estava se deslocando.

BM Jacson Garske e Sd.Página 3 de 11 HC 105. Libanio identificou-se. ocupada pelos seguintes policiais militares estaduais: Sd. Diante da reação do Sd. Libanio avistou o Sd. Bicca. referindo-se aos mesmos da seguinte maneira: 'Brigadianos de merda. Bicca. que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira . o qual estava com visíveis sinais de embriaguez. 33. havia sido preso e agredido pelos militares estaduais.jus. .200-2/2001 de 24/08/2001. o Sd. Sd. o Sd. sentou no capô da viatura da Brigada Militar. Bicca. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. em Cachoeira do Sul-RS. enfiem a farda no cú'. tendo o Sd. provocando no militar estadual as lesões leves descritas no Auto de Exame de Corpo de Delito de fl.stf. Bicca algemado e chorando. conduzindo-o à Delegacia de Polícia Civil. o Cap.ICP-Brasil. o qual se encontrava ao lado do soldado detido. Consta dos autos que o Sd. seu subordinado. Sd. o Cap. Diante do questionamento do denunciado. Aires avisou ao Capitão de Exército Renato Libanio Guimarães que o Sd. começou a proferir palavras ofensivas aos militares estaduais. vindo ambos a caírem no chão. Ato contínuo. Ao chegar na Delegacia. filhos da puta. apresentando sua carteira de identidade funcional. Sd. momento em que. o Sd. BM Ênio Francisco de Moura Leis (denunciado). momento em que. no que foi atendido. BM Batista. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. tendo o Sd. enquanto o Sd. lhe perguntou: 'E você quem é?'. BM Leis. conduzida pelo também Soldado do Exército José Antônio Aires de Lima. Ao obedecer à ordem de se levantar do capô da viatura militar. Neste momento. Bicca que saísse de cima da mesma. Bicca estava sendo conduzido à Delegacia. Enquanto o Sd. foram abordados por uma viatura da Brigada Militar. BM Batista iniciava o preenchimento da autuação de trânsito.br/portal/autenticacao/ sob o número 1373451. BM Garske solicitou ao condutor da motocicleta. conforme Auto de fl. BM Lúcio Baumhardt Batista. BM Batista solicitado ao Sd.Supremo Tribunal Federal Relatório Inteiro Teor do Acórdão . os militares estaduais o algemaram. BM Leis assim se expressado: 'Quem é você? Não vi sua funcional. Bicca. momento em que dirigiu-se ao denunciado.844 / RS 4524. sua documentação. Aires. ao perceber que o policial militar estava sem a tarjeta no uniforme. Bicca partiu para cima do Sd. Vagabundo a gente trata assim mesmo!'. 34. perguntando o que estava acontecendo. o Sd. ao passarem na altura do n° 177 da Rua Dona Odenira.

humilhando-o diante de outros militares federais e estaduais.) O MPM ofereceu denúncia.3. Sd. pois não precisava se identificar para ninguém. Em assim agindo. após R. Agindo desta forma. em face do Capitão do Exército RENATO LIBANIO GUIMARÃES.. o Juiz-Auditor Substituto da 3ª Auditoria da 3ª Circunscrição Judiciária Militar decidiu rejeitar a denúncia. do com. dentre os quais o Soldado do Exército Anderson Machado Brasil. o Cap. o denunciado respondeu que não iria se apresentar. transgrediu o denunciado.. do Código Penal Militar.)”. 66/9 imputando ao policial militar estadual em epígrafe a prática de desacato a militar.Supremo Tribunal Federal Relatório Inteiro Teor do Acórdão . 299. O tipo penal invocado exige que o militar ofendido esteja no exercício de função de natureza militar ou que o desacato ocorra em 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. o Sd. o denunciado quis manifestamente menosprezar o oficial das Forças Armadas em razão da função por ele ocupada. ÊNIO FRANCISCO DE MOURA LEIS. 3... que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira . . Leis. BM Leis em se apresentar e esclarecer o quer estava acontecendo.200-2/2001 de 24/08/2001.2008. motivo pelo qual. Libanio dirigiu-se ao Sd. 299. assim se manifestando. Bicca foi conduzido para o 13° GAC pela Polícia do Exército. RS. com a sua necessária condenação (. e A.br/portal/autenticacao/ sob o número 1373451. Diante da recusa do Sd. Noticiam os autos. nos termos seguintes: “(. nos termos do Art. que o denunciado no dia 30-11-2007 por volta das 2000h..ICP-Brasil. BM Batista. declinando a competência à Justiça Federal.844 / RS Consta dos autos que neste momento. Segundo o apurado. fls. por diversas vezes: 'Caguei para o capitão!'. citando-o para o interrogatório e demais atos processuais até final julgamento. Em 3. em virtude de uma ocorrência policial teria desacatado verbalmente o mencionado oficial. na presença da vítima e de outros militares. momento em que o denunciado. começou a gritar.a norma sediada no art. após a realização dos procedimentos na Delegacia. sob pena de revelia. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. fato este perpetrado na delegacia de Cachoeira do Sul.jus.stf. requer instauração da competente ação penal.Página 4 de 11 HC 105.

Em 26. argumentando. por conta própria se dirigiu à delegacia a partir de um telefonema que recebeu do Sd José Antônio Aires de Lima. ainda que estivesse em serviço não é o suficiente para atrair a competência desta Justiça Especializada. REJEITO a Denúncia por entender que o delito em tese praticado não encontra eco nesta Justiça por falta de elemento essencial do tipo invocado e o faço nos termos do Art. visitar o subordinado no hospital. . o qual determina a entrega imediata do preso à autoridade militar. após formalizada a lavratura da prisão em flagrante”.8. A mera condição de militar.stf.2008. Em 5.844 / RS razão dela.)”. que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira . que deixou o clube social em que se encontrava para verificar pessoalmente o que ocorrera com o seu subordinado.ICP-Brasil. o Superior Tribunal Militar deu provimento ao recurso 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. basicamente. Louvável a atitude do oficial. do CPPM. Agiu ele acertadamente como agiria. alínea b). caso viesse por exemplo. para acompanhar as condições de tratamento dispensado ao mesmo. 4. apesar de não estar de serviço..jus. em particular quanto ao preparo e o emprego das Forças Singulares. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. pois o ofendido não estava em função própria.Página 5 de 11 HC 105.200-2/2001 de 24/08/2001.Supremo Tribunal Federal Relatório Inteiro Teor do Acórdão .01. No entanto a pretensão Ministerial não pode prosperar. LIBANIO fora do expediente e sem estar de serviço.br/portal/autenticacao/ sob o número 1373451. A natureza das duas condutas é a mesma. Assim sendo. peculiar ou inerente ao militar nos termos do disposto na LC n° 97/99. no exercício de função de natureza militar. que “o Capitão Libanio. Em conseqüência remetam-se estes autos ao órgão da Justiça Federal Comum.2008. Até onde se sabe nenhuma norma escrita obriga o capitão a adotar a postura em análise.007549-1). estando preso. Cachoeira do Sul. RS (. 74 do Estatuto do Militares.3. logo conforme o acima deduzido nem todo comportamento de funcionário público militar preenche o elemento normativo previsto pela lei penal militar. n. o Ministério Público Militar interpôs recurso criminal no Superior Tribunal Militar (Proc. especialmente em relação ao disposto no art.. 78. 2008. No caso é de se examinar a 1ª a hipótese. no caso. dirigiu-se à Delegacia de Polícia. Verifica-se que o Cap. ao tomar conhecimento de um seu subordinado.

receber a denúncia oferecida contra o Sd PM ÊNIO FRANCISCO DE MOURA LEIS”.jus. a medida judicial que se impõe é o seu recebimento. 6. Provido o recurso do MPM para. pois a) o “tipo penal invocado no art. por maioria.844 / RS ministerial. DENÚNCIA. DENÚNCIA. bem com a autoria. Decisão majoritária”.ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Na presente ação. que a ordem pleiteada deveria ser concedida.Página 6 de 11 HC 105. com a exposição do fato delituoso e todas suas circunstâncias. fato que. A medida judicial que se impõe é o seu recebimento. 299 do CPM. . 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. que. a Defensoria Pública da União opôs Embargos Infringentes no Superior Tribunal Militar. REJEIÇÃO. não havendo dúvidas quanto à prática do crime de desacato. DESACATO. receber a denúncia e determinar o prosseguimento do feito perante o juízo a quo. em tese. 299 DO CPM. Decisão majoritária”. exige que o militar ofendido esteja no exercício de função de natureza militar. bem com a autoria. nos termos seguintes: “EMENTA: EMBARGOS INFRINGENTES DO JULGADO. Nega-se provimento aos Embargos. em 30. ou que o desacato ocorra em função dela”. ART. em tese. a Impetrante sustenta. verbis: “RECURSO CRIMINAL.2009. Inconformada. minuciosamente. minuciosamente. Achando-se a denúncia ofertada revestida das formalidades legais.6. “para.Supremo Tribunal Federal Relatório Inteiro Teor do Acórdão .stf. reformando a decisão hostilizada. REJEIÇÃO. A matéria restou minuciosamente discutida em sede de recurso criminal. e b) o Paciente “possui foro especial junto à Justiça Militar Estadual”. fato que. basicamente. descrevendo. com a exposição do fato delituoso e todas suas circunstâncias. que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira .200-2/2001 de 24/08/2001. cassando a decisão recorrida. “conheceu e rejeitou os Embargos Infringentes do julgado”.br/portal/autenticacao/ sob o número 1373451. configura delito. Denúncia revestida das formalidades legais. configura delito. descrevendo. 5.

br/portal/autenticacao/ sob o número 1373451. A Procuradoria-Geral da República opinou “pela concessão da ordem para declarar a competência da Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul para processar e julgar o paciente”. “a concessão da ordem para que se declare a incompetência da Justiça Militar da União para o julgamento do feito.Supremo Tribunal Federal Relatório Inteiro Teor do Acórdão . que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira .Página 7 de 11 HC 105.200-2/2001 de 24/08/2001.844 / RS Pede. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. tanto pelo fato do ofendido não ter agido no estrito cumprimento de função eminentemente militar. como pelo direito do réu de possuir foro especial junto à Justiça Militar Estadual. 125. 1ª parte da CF”. conforme art. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.stf. . 7. § 4º. assim. É o relatório.jus.ICP-Brasil.

mormente quando o Paciente. “quis manifestamente menosprezar [a vítima].MIN.ICP-Brasil. O núcleo da impetração está em que.3. 3.200-2/2001 de 24/08/2001. pelo que se tem na denúncia. Nesse sentido. 2. no Conflito de Jurisprudência n.] em razão da função por el[a] ocupada.jus. em 28.Supremo Tribunal Federal Voto . Superior Tribunal Militar e Justiça Militar estadual de primeiro grau. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.(Relatora): 1. segundo se alega. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que a competência para processar e julgar policiais militares acusados de cometerem crimes militares contra membros das Forças Armadas é da Justiça Militar estadual. que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira . humilhando-[a] diante de outros militares federais e estaduais”. quanto pelo fato do Paciente ter “foro especial junto à Justiça Militar Estadual”.Página 8 de 11 21/06/2011 HABEAS CORPUS 105. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Relator o Ministro Paulo Brossard. tanto pela circunstância da vítima “não [ter] agi[do] no estrito cumprimento de função eminentemente militar”. cuja ementa deu-se nos termos seguintes: “EMENTA: CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. CÁRMEN LÚCIA Inteiro Teor do Acórdão . 7. oficial das Forças Armadas[. A exposição dos fatos e a verificação das circunstâncias presentes e comprovadas na presente impetração convencem-me de que o caso é de concessão da ordem de habeas corpus ora requerida para o fim de se declarar competente a Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul para processar e julgar o Paciente. decidiu o Plenário deste Supremo Tribunal.br/portal/autenticacao/ sob o número 1373452.013.844 RIO GRANDE DO SUL VOTO PRIMEIRA TURMA A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA .1994.stf. policial militar estadual acusado de desacatar militar do exército. . haveria constrangimento ilegal na persecução penal do Paciente por incompetência da Justiça castrense.

1993.) 1. Contudo. Rel. par. deve ser reconhecida a competência da Justiça Militar estadual. Min. Aplicação do artigo 125. e HC 70. que estava em serviço. Moreira Alves.8. DJ 6. Min.6. . O paciente.200-2/2001 de 24/08/2001.189. 3. Declarada competente a Justiça Militar do Estado de Pernambuco para processar e julgar os policiais militares” (grifos nossos). em seu parecer: “(. DJ 25.br/portal/autenticacao/ sob o número 1373452. 4. HC 69. Cisão processual determinada pelo STM.571. Compete a Justiça Militar estadual processar e julgar policiais militares e bombeiros militares nos crimes militares definidos em lei.1993. Assim também se pronunciou a Procuradoria-Geral da República. II. também da ativa e que. estava em missão oficial (art. em favor da Justiça Comum Estadual. O feito tramita na Auditoria da Justiça Militar Federal em Santa Maria/RS 2.. Sepúlveda Pertence. No mesmo sentido: HC 70. uma vez que se trata de crime cometido por policial militar da ativa.689.MIN. como afastar o crime militar. Rel.ICP-Brasil. Não há. e membro das forças armadas que se envolveu em conflito de bar. da Constituição Federal: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.jus.9. pelo menos nesta via sumária. Rel.844 / RS Policiais militares. HC 69.. Celso de Mello. que é o juiz natural para o processo e julgamento dos crimes militares cometidos pelos militares estaduais (art.4. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. CÁRMEN LÚCIA Inteiro Teor do Acórdão . 125. Precedentes do STF. DJ 16.Página 9 de 11 HC 105.stf. de oficio. Min. que declinou. Min.. Cabe ao Supremo Tribunal Federal dirimir conflito de competência entre o Superior Tribunal Militar e Juiz Militar estadual de primeiro grau. do Código Penal Militar).282.1993. que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira . Carlos Velloso. 299 do Código Penal Militar). da competência para julgar o militar do Exercito.1992. narra a denúncia. sendo o paciente policial militar. Conflito suscitado para definição da competência para o processo e julgamento de soldado da Policia Militar. Conflito negativo conhecido. contra militar do Exército. §4º. em serviço de policiamento. Concurso de jurisdições especiais de mesma categoria.Supremo Tribunal Federal Voto . 9º. DJ de 11. 4. policial militar. CF. Rel. a. responde a processo por crime de desacato contra um oficial do Exército (art.

jus. 4. . Isso posto. que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira .Supremo Tribunal Federal Voto . nos crimes militares definidos em lei”).200-2/2001 de 24/08/2001.Página 10 de 11 HC 105. CÁRMEN LÚCIA Inteiro Teor do Acórdão . É como voto..)”. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.br/portal/autenticacao/ sob o número 1373452.844 / RS “compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados..stf. Pelo exposto.ICP-Brasil.MIN. concedo a ordem de habeas corpus para declarar a competência da Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul para o processamento e julgamento da ação penal. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. opino pela concessão da ordem para declarar a competência da Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul para processar e julgar o paciente (. 5.

Ausente.(S) : ENIO FRANCISCO DE MOURA LEIS IMPTE. o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN.ICP-Brasil. que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira . 21. Dr.Supremo Tribunal Federal Decisão de Julgamento Inteiro Teor do Acórdão . 1ª Turma. justificadamente. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2. Wagner Mathias. o Senhor Ministro Dias Toffoli.(S) : DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO PROC. assumindo a cadeira do Senhor Ministro Luiz Fux.stf.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma concedeu a ordem de habeas corpus. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www. Ausente. Compareceu o Senhor Ministro Ayres Britto para julgar processo a ele vinculado. Unânime.200-2/2001 de 24/08/2001.844 PROCED. CÁRMEN LÚCIA PACTE. justificadamente.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. nos termos do voto da Relatora.2011.jus.6.asp sob o número 1281326 . Ricardo Lewandowski e Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República.Página 11 de 11 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 105.