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Inovações Legislativas ­ Lei nº 11.

737/08 altera o Estatuto do Idoso, e, atribui legitimidade à  Defensoria Pública, para referendar as transações referentes à obrigação alimentar  (Informativo 513)

07/08/2008-10:15 Autor: Patrícia Donati de Almeida;  

Brasília, 30 de junho a 4 de julho de 2008 Nº 513  Data: 6 de agosto de 2008  Este Informativo, elaborado a partir de notas tomadas nas sessões de julgamento das Turmas e do Plenário, contém resumos não­ oficiais de decisões proferidas pelo Tribunal. A fidelidade de tais resumos ao conteúdo efetivo das decisões, embora seja uma das  metas perseguidas neste trabalho, somente poderá ser aferida após a sua publicação no Diário da Justiça.     INOVAÇÕES LEGISLATIVAS ­ 14 a 18 de julho de 2008   ESTATUTO DO IDOSO ­ Defensor Público ­ Alimento  Lei nº 11.737, de 14 de julho de 2008 ­ Altera o art. 13 da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 ­ Estatuto do Idoso, para atribuir   aos Defensores Públicos o poder de referendar transações relativas a alimentos. Publicado no DOU de 15/7/2008, Seção 1, p.1.  LEI Nº 11.737, DE 14 DE JULHO DE 2008.  Altera o art. 13 da Lei no 10.741, de 1º de outubro de 2003 ­ Estatuto do Idoso, para atribuir aos Defensores Públicos o poder de   referendar transações relativas a alimentos.  O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:  Art. 1o Esta Lei altera o art. 13 da Lei no 10.741, de 1o de outubro de 2003 ­ Estatuto do Idoso, para atribuir aos Defensores   Públicos o poder de referendar transações relativas a alimentos. Art. 2o O art. 13 da Lei no 10.741, de 1o de outubro de 2003,   passa a vigorar com a seguinte redação:  Art. 13. As transações relativas a alimentos poderão ser celebradas perante o Promotor de Justiça ou Defensor Público, que as   referendará, e passarão a ter efeito de título executivo extrajudicial nos termos da lei processual civil.(NR)  Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 14 de julho de 2008; 187o da Independência e 120o da   República.  LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA  Tarso Genro  José Antonio Dias Toffoli  NOTAS DA REDAÇÃO  Sem dúvida, o reconhecimento às funções exercidas pela Defensoria Pública. Quando da publicação da Lei 11.737/08, tratamos do  tema.  Vejamos o que dispunha o artigo 13 em sua antiga redação:  Art. 13 ­ As transações relativas a alimentos poderão ser celebradas perante o Promotor de Justiça, que as referendará, e   passarão a ter efeito de título executivo extrajudicial nos termos da lei processual civil.  O Código Civil, ao tratar do tema "alimentos", no Direito de Família, em seu artigo. 1.694 estabelece que "podem os parentes, os  cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua  condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação".  Do que se vê, impera a reciprocidade na obrigação alimentar. Em outras palavras, tanto os filhos podem pedir alimentos aos pais,  como esses podem reclamá­los aos filhos. Tudo a depender, das circunstâncias do caso concreto, e, principalmente, da presença  dos pressupostos básicos da obrigação alimentar ­ necessidade e possibilidade. 

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Maria Berenice Dias salienta que, com o advento do Estatuto do Idoso, passou a existir, de modo explícito, a obrigação alimentar  do Estado, posto que, na ausência de parentes em condições econômicas de prover o sustento de quem tiver mais de 60 anos, a  obrigação passa a ser do Poder Público, no âmbito da assistência social (art. 14: Art. 14. Se o idoso ou seus familiares não  possuírem condições econômicas de prover o seu sustento, impõe­se ao Poder Público esse provimento, no âmbito da assistência  social).  Assim, a obrigação alimentar em benefício do idoso compete, primeiramente, aos familiares, e, diante da inexistência ou  impossibilidade desses, ao Estado.  Voltemos à análise do artigo 13, alvo da alteração legislativa em comento.  O principal objetivo do legislador, ao inserir esse dispositivo no Estatuto foi ampliar o acesso ao pedido de alimentos, de forma a  disponibilizar um novo mecanismo para que o idoso tenha garantido tal direito. As transações realizadas e referendadas pelo  representante do Ministério Público, e, agora, pela Defensoria Pública, possuem eficácia de título executivo extrajudicial.  A novidade trazida pela Lei 11.737/08 não altera substancialmente o artigo 13 do Estatuto do Idoso. A idéia central nele contida  continua exatamente a mesma. O que se verifica com a alteração é a ampliação da legitimidade para referendar tais acordos. 

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