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1 INTRODUÇÃO

As contribuições de intervenção sobre o domínio econômico – CIDE –, são de competência exclusiva da União e foram instituídas pela Constituição Federal de 1988 em seu art. 149:
Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.

O texto da Constituição de 1988 prevê ainda o monopólio da União sobre a exploração e produção de petróleo e seus derivados e materiais nucleares, em seu art. 177.
Art. 177. Constituem monopólio da União: I - a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos; II - a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro; III - a importação e exportação dos produtos e derivados básicos resultantes das atividades previstas nos incisos anteriores; IV - o transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados básicos de petróleo produzidos no País, bem assim o transporte, por meio de conduto, de petróleo bruto, seus derivados e gás natural de qualquer origem; V - a pesquisa, a lavra, o enriquecimento, o reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios e minerais nucleares e seus derivados, com exceção dos radioisótopos cuja produção, comercialização e utilização poderão ser autorizadas sob regime de permissão, conforme as alíneas b e c do inciso XXIII do caput do art. 21 desta Constituição Federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 49, de 2006) § 1º A União poderá contratar com empresas estatais ou privadas a realização das atividades previstas nos incisos I a IV deste artigo observadas as condições estabelecidas em lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 9, de 1995) § 2º A lei a que se refere o § 1º disporá sobre: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 9, de 1995) I - a garantia do fornecimento dos derivados de petróleo em todo o território nacional; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 9, de 1995) II - as condições de contratação; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 9, de 1995) III - a estrutura e atribuições do órgão regulador do monopólio da União; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 9, de 1995) § 3º A lei disporá sobre o transporte e a utilização de materiais radioativos no território nacional. (Renumerado de § 2º para 3º pela Emenda Constitucional nº 9, de 1995) § 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus

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derivados, gás natural e seus derivados e álcool combustível deverá atender aos seguintes requisitos: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) I - a alíquota da contribuição poderá ser: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) a) diferenciada por produto ou uso; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) b)reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo, não se lhe aplicando o disposto no art. 150,III, b; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) II - os recursos arrecadados serão destinados: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) a) ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combustível, gás natural e seus derivados e derivados de petróleo; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) b) ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria do petróleo e do gás; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001) c) ao financiamento de programas de infra-estrutura de transportes. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

Segundo Alexandre, (2010, p. 87), “a competência é exclusiva da União, e seu exercício, por não estar sujeito
a reserva de lei complementar, pode se dar na via da lei ordinária ou da medida provisória. A competência é exclusiva da União, e seu exercício, por não estar sujeito a reserva de lei complementar, pode se dar na via da lei ordinária ou da medida provisória (ALEXANDRE, 2010, P. 87).

As CIDE são tributos extrafiscais. Os tributos extrafiscais são, por definição, aqueles cuja finalidade precípua não é arrecadar recursos para os cofres públicos, mas sim intervir numa situação social ou econômica. Para Alexandre (2010, p. 87), as CIDE são tributos criados com base no elemento teleológico ou finalístico,
“... uma vez que, para serem consideradas legítimas, suas finalidades têm que ser compatíveis com as disposições constitucionais, principalmente com aquelas relativas à ordem econômica e financeira, que aparecem a partir do art. 170 da Carta Magna.” (ALEXANDRE, 2010, P. 87).

Nas CIDE, a intervenção ocorre pela destinação do produto da arrecadação a uma determinada atividade, que justamente por conta desse reforço orçamentário tem-se por incentivada. A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus
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... .866. gás natural e seus derivados e álcool combustível deverá atender aos seguintes requisitos: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. 9o O Poder Executivo poderá reduzir as alíquotas específicas de cada produto.. 5 o.... vinte e cinco por cento para os Estados e o Distrito Federal. 177. de 19 de dezembro de 2003.. reduzir e restabelecer os limites de dedução referidos no art. 159... 8o.. Desse total...... 177... § 1o O Poder Executivo poderá.. distribuídos na forma da lei. b... a Lei nº 10. .... bem assim restabelecê-las até o valor fixado no art. Em seguida.. de 19 de dezembro de 2001. em 4 de maio de 2004.do produto da arrecadação da contribuição de intervenção no domínio econômico prevista no art. que fixou um repasse de 25% da arrecadação do tributo. pela introdução do § 4° no art. "Art. de 2001) I ... através do acréscimo do inciso III ao art.. foi aprovada a Lei nº 10.. 150. por sua vez.. de 2001) Em seu art..336. 5 o... de 2001) b)reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo. Art... A transferência de parte da arrecadação da CIDE-Combustíveis para Estados.. III ... (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33.. o Poder Executivo poderá estabelecer alíquotas específicas diversas para o diesel.. que alterou a Lei 10.... 75% eram destinados aos Estados e Distrito Federal e 25% a seus Municípios... assim como restabelecê-las até os valores definidos na Lei. foi criada por meio da Emenda Constitucional nº 33. 177........ autorizou o Poder Executivo a reduzir as alíquotas específicas de cada produto..... do referido parágrafo..: Art. c. não se lhe aplicando o disposto no art. § 4º. de 11 de dezembro de 2001. Distrito Federal e Municípios foi determinada pela Emenda Constitucional nº 42..a alíquota da contribuição poderá ser: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33.. 3 . também.derivados e álcool – CIDE-Combustíveis –. de acordo com classificação estabelecida pela ANP. observada a destinação a que refere o inciso II.... Constituem monopólio da União: § 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados. 159.III... § 2o Observado o valor limite fixado no art.. 9º....336/2001 e regulamentou a partilha das transferências da CIDECombustíveis. conforme o teor de enxofre do produto...

Como o repasse da CIDE-Combustíveis é um percentual da arrecadação desse tributo. de 30 de junho de 2004. da Constituição Federal estabelece a competência do Tribunal de Contas da União para definir os percentuais de participação dos Estados. Recentemente. o Decreto nº 7. zerou as alíquotas de cobrança da CIDE-Combustíveis. mantendo a partilha de 75% do montante para Estados e Distrito Federal e 25% para os Municípios. DF e Municípios na CIDE-Combustíveis. 4 . § único. e álcool etílico combustível (Cide). Institui Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados.336. Cabe à lei complementar: Parágrafo único. 1.764. bem como Decretos presidenciais mudando o valor das alíquotas sem. 161. o que é feito anualmente. alterou o percentual de distribuição da CIDE para 29%. O Tribunal de Contas da União efetuará o cálculo das quotas referentes aos fundos de participação a que alude o inciso II. Cabe ressaltar que o art. São elas: LEI Nº 10. e dá outras providências. foram editadas Leis modificando a regulamentação da cobrança do tributo. entretanto. de 22 de junho de 2012. a quantia transferida em cada período é diretamente proporcional ao desempenho da arrecadação líquida dessa contribuição no período anterior.1 Legislações que tratam da Cide Ao longo do tempo. a Emenda Constitucional nº 44. Art.Posteriormente. produzir efeitos sobre a metodologia da transferência entre governos. gás natural e seus derivados. 161. DE 19 DE DEZEMBRO DE 2001.

de 19 de dezembro de 2001. Nº 10. de 19 de dezembro de 2001. DE 30 DE DEZEMBRO DE 2002. cria o Fundo Nacional de Infraestrutura de Transportes . Dispõe sobre a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE). instituída pela Lei n o 10. bem como a incidência da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) sobre essas mercadorias. de 17 de maio de 2004. 5 .FNIT e dá outras providências. 1º da Lei nº10.Cide incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados. Revogada pela IN SRF nº 422. Dispõe sobre a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide). Reduz as alíquotas específicas e o limite de dedução da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide). instituída pela Lei nº 10. Instrução Normativa SRF nº 107. Revogada pela IN SRF nº 422.DECRETO Nº 4. de 17 de maio de 2004 Instrução Normativa SRF nº 141. aprova o programa gerador e dá outras providências. gás natural e seus derivados. de 10 de outubro de 2002.336. de 28 de Dezembro de 2001. de 19 de dezembro de 2001. ADI SRF 003 de 9 de abril de 2002 Dispõe sobre a classificação da "nafta normal-parafina" e da "normal-parafina".336. atendendo o disposto no § 2º do art. e álcool etílico combustível. Revogado pelo ADI SRF nº 34.636. para os produtos que especifica.336. de 28 de fevereiro de 2002. DE 27 DE DEZEMBRO DE 2001.066. Instrução Normativa SRF nº 219. Dispõe sobre a aplicação dos recursos originários da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico . Institui a Declaração de Dedução de Parcela da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Incidente sobre a Importação e a Comercialização de Combustíveis das Contribuições para o PIS/Pasep e Cofins (DCide-Combustíveis). de 28 de dezembro de 2004.

LEI Nº 10.866. e álcool etílico combustível (Cide). gás 6 . e álcool etílico combustível (CIDE). (conversão da MP Nº 135 DE 2003) Altera a Legislação Tributária Federal e dá outras providências .336. DECRETO Nº 4. de 19 de dezembro de 2001.336.565. de 19 de dezembro de 2001. DE 1º JANEIRO DE 2003.336. de 19 de dezembro de 2001. de 19 de dezembro de 2001.336. DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003. instituída pela Lei nº 10. DE 4 DE MAIO DE 2004. DE 30 DE ABRIL DE 2004. gás natural e seus derivados. ADI SRF 006 de 3 de abril de 2003 Dispõe sobre a não-incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. e dá outras providências.DECRETO Nº 4. LEI Nº 10.940. instituída pela Lei nº 10.060. Reduz as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre as correntes de hidrocarbonetos líquidos não destinadas à formulação de gasolina ou diesel. DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003. o Distrito Federal e os Municípios da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados. e dá outras providências. sobre operações com butano de pureza igual ou superior a 95% em n-butano ou isobutano. DECRETO Nº 5. Reduz as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados.833. com o objetivo de regulamentar a partilha com os Estados. 1o-A e 1o-B à Lei no 10. Reduz as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados. instituída pela Lei no 10. (conversão da MP Nº 161 DE 2004) Acresce os arts. gás natural e seus derivados.

Altera o Sistema Tributário Nacional e dá outras providências. de 17 de maio de 2004. Dispõe sobre a incidência. publicada no Diário Oficial da União de 7 de dezembro de 2005.CIDE.336. de 19 de dezembro de 2001e revoga a Portaria MT n. de 11/10/2007. apuração e exigência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico instituída pela Lei nº 10. Portaria MT nº 228/2007. e álcool etílico combustível .060. de 6 de dezembro de 2005.º 354.764.Cide. DECRETO Nº 7.natural e seus derivados. de 30 de abril de 2004. ADI SRF 034 de 28 de dezembro de 2004 Dispõe sobre a classificação fiscal da "nafta normal-parafina". DE 22 DE JUNHO DE 2012 Altera o Decreto nº 5. gás natural e seus derivados.336. de 30 de junho de 2004. da "normal-parafina" e da "parafina". Emenda Constitucional nº 44. e dá outras providências. 7 . publicada em 15/10/2007. de 2001 (Cide-Combustíveis). bem como a incidência da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) sobre essas mercadorias. Estabelece procedimentos para a apresentação de informações pelos Estados. em decorrência da Lei nº. 10. Instrução Normativa SRF nº 422. e álcool etílico combustível . que reduz as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados. Distrito Federal e Municípios.

bem como 8 . Contudo. ocorrerá a perda dessas vantagens. o importador fará jus a vantagens como redução do Imposto de Importação e ainda sua isenção na forma dos acordos vigentes. As classificações são baseadas no Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias. Tal atuação será limitada e especifica e deverá ser positiva e incentivadora. que no caso de classificação incorreta de mercadorias na NCM. Insta salientar. A mercadorias internacionalmente comercializadas. Como consequência disso o incumbirá ao importador ao pagamento do Imposto de Importação com alíquotas normais. é mister que o exportador tenha conhecimento dos benefícios tributários que terá o seu produto em relação ao mercado brasileiro. Dessa forma. importador não só arcará com o pagamento de eventuais alíquotas. desde 1996 são classificadas de acordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM.2 ATUAÇÃO DA CIDE NO MERCADO Como já vimos a CIDE foi criada com objetivo de atuação da União para um determinado setor ou área econômica. momento em que o importador deverá ter em mãos Certificado de Origem a vantagem tributária será devidamente formalizada e futuramente apresentados às autoridades aduaneiras. assim terá uma maior competitividade face aos concorrentes de outros países que não se beneficiam dos acordos e tratados comerciais que o Brasil mantém com o mercado exterior. Ë de suma importância que a classificação seja feita de maneira correta. Tal vantagem tributária será formalmente efetivada no processo do despacho aduaneiro. Caso o certificado de origem não seja apresentado ou na falta dele. evitando assim aplicação de penalidades pelas autoridades aduaneiras.

aplicação de multas sobre o importador brasileiro. 9 . dependendo do tipo de infração. no valor correspondente a 1% do valor aduaneiro.

da Constituição Federal. somente pode ser arrecadada para ser utilizada nas despesas elencadas no parágrafo 4. Qualquer outra lei que preveja outra destinação para tais recursos será considerada como inconstitucional. segundo entendimento do STF. em seu parágrafo quarto.3 REQUISITOS No artigo 177.  reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo.  ao financiamento de programas de infraestrutura de transportes. do artigo 177. da Constituição Federal. A CIDE. Os requisitos são os seguintes: A alíquota da contribuição poderá ser  diferenciada por produto ou uso. gás natural e seus derivados e derivados de petróleo. 10 . Os recurso serão arrecadados serão destinados:  ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combustível. gás natural e seus derivados e álcool combustível.  ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria de petróleo e do gás. estão elencados os requisitos para a lei que instituir a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico relativa às atividades de importação e comercialização do petróleo e seus derivados. inciso II.combustíveis.

gás liquefeito de petróleo.7. assim como nas operações de importação. No caso da gasolina e suas correntes fica a R$230. 11 . De acordo com o Decreto n. ou seja. óleos combustíveis com baixo teor de enxofre. no caso do diesel e suas correntes fica a R$70. a base de cálculo é a “unidade de medida” estabelecida para cada produto.764/12 que alterou o Decreto n. demais querosenes. importados ou comercializados no mercado interno.4 ALÍQUOTAS Nas operações relativas à comercialização no mercado interno.00 por metro cúbico.00 por metro cúbico e. é a quantidade dos produtos sujeitos a sua incidência. óleos combustíveis com alto teor de enxofre. 5060/04. as alíquotas ficam reduzidas a zero para os seguintes produtos: querosene de aviação. inclusive o derivado de gás natural e de nafta e álcool etílico combustível.

 álcool etílico combustível.  gás liquefeito de petróleo.5 FATO GERADOR A CIDE.  querosenes. 10.  diesel e suas correntes.  óleos combustíveis. inclusive o derivado de gás natural e de nafta.336/2001:  gasolina e suas correntes.Combustíveis tem como fatos geradores as operações de importação e de comercialização no mercado interno dos seguintes produtos que se encontram elencados no artigo terceiro da Lei n. 12 .

São eles: I – gasolinas e suas correntes. art. II .6 APURAÇÃO DA BASE DE CÁCULO No que tange as contribuições sociais. a dedução do valor pago nas importações realizadas no mês será feito pelo valor global do CIDE. 3 o. 13 .336/2001 que a base de cálculo da CIDE – Combustíveis é a unidade de medida para cada um dos produtos sobre os quais incide a contribuição. vale ressaltar que há um vasto rol para base de cálculo das mesmas.diesel e suas correntes. Art. IV . inclusive o derivado de gás natural e de nafta. No entanto. a CIDE tem como fatos geradores as operações. V . e levará em conta o grupo de produtos importados e comercializados. de 2004. Todavia.álcool etílico combustível.óleos combustíveis (fuel-oil). a IN SRF nº 422. E ainda. de gasolina e diesel ou de diesel. III – querosene de aviação e outros querosenes.gás liqüefeito de petróleo. e VI . cujas unidades de medida estatística sejam o metro cúbico ou “kg líquido” serão sempre calculadas tomando‐se como referencial a temperatura de 20ºC e pressão atmosférica de 1 atmosfera (atm). 4o A base de cálculo da Cide é a unidade de medida adotada nesta Lei para os produtos de que trata o art. realizadas pelos contribuintes inseridos no art. 2 o. Conforme dispõe a Lei 10. Segundo o art 3° da referida lei. 5º § único aduz que: Os produtos constantes dos Anexos I e II da IN SRF nº 422 de 2004. aqui falaremos especificamente da CIDE. que possam servir à formulação de gasolina. na importação e na comercialização no mercado interno. de importação e de comercialização no mercado interno.

. de 2001). e álcool etílico combustível (CIDE).) § 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados. 177. realizadas pelos contribuintes referidos no art. e álcool etílico combustível (Cide). A Lei 10. inclusive o derivado de gás natural e de nafta O referido inciso.336/2001 que institui Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados. parágrafo 4º da Constituição Federal de 1988. a que se refere os arts.. a saber: Art.) V . 14 . prevê em seu art. inciso V.. 1º a hipótese de incidência e a comercialização de petróleo e seus derivados. entretanto surgiram controvérsias em relação a esse produto se tal exação abrangeria tão somente o GLP sentido estrito. gás natural e seus derivados. o art. de 11 de dezembro de 2001.. 149 e 177 da Constituição Federal. gás natural e seus derivados. gás natural e seus derivados e álcool combustível deverá atender aos seguintes requisitos: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33.336/2001. traz o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) como uma hipótese de incidência para a CIDE. 3o A Cide tem como fatos geradores as operações.336/2001. de importação e de comercialização no mercado interno de: (. 3º. tendo sido instituída pela União por meio da Lei 10. introduzida pela Emenda 33/2001.7 A INCIDÊNCIA DA CIDE EM RELAÇÃO AO PETRÓLEO E SEUS DERIVADOS A exigência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico denominada "CIDE-combustíveis". em que elenca como fatos geradores para a CIDE: Art. com a redação dada pela Emenda Constitucional no 33. no artigo 177.gás liquefeito de petróleo. possui autorização constitucional específica. 2o. Constituem monopólio da União: (. Merece destaque. Art. da Lei 10. 1o Fica instituída a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados.

e a mistura desses gases. butano. O propano e o butano são hidrocarbonetos liquefeitos que. PORTARIA ANP Nº 9. que estabelece: § 3o A receita de comercialização dos gases propano. embora também sejam componentes do GLP sentido estrito.12. Ressalte-se também a alteração pela redação trazida pela Lei 10. Art. 15 . Assim. todos da NCM. Nos termos artigo 109 Código Tributário Nacional (CTN). que incluiu o §3º ao art. portanto. (Incluído pela Lei nº 10. mas não para definição dos respectivos efeitos tributários. também são usados separadamente para fins combustíveis.865/2004. bem como são extraídos do refino do petróleo ou do processamento do gás natural. que é mantida na fase líquida em condições especiais de armazenamento na superfície.13. incide a CIDEcombustíveis sobre o GLP tanto em sentido estrito como em sentido amplo.Esclarece-se que o GLP sentido estrito é também conhecido como gás de cozinha e tem em sua composição outros hidrocarbonetos liquefeitos como o propano e o butano.865. do conteúdo e do alcance de seus institutos. classificado no código 2711. classificado no código 2711. obtida do gás natural em unidades de processo especiais. 3º da Lei 10. não estão sujeitos à incidência da CIDECombustíveis até o limite quantitativo autorizado pela Agência Nacional do Petróleo e nas condições estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal. cabe à Agência Nacional do Petróleo (ANP) definir o significado de GLP 1 sentido estrito dos hidrocarbonetos liquefeitos derivados do petróleo ou do gás natural. quando destinados à utilização como propelentes em embalagem tipo aerossol. Os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição. DE 21/1/2000 . conceitos e formas. 109. de 2004 1 Gás Liquefeito do Petróleo (GLP) Mistura de hidrocarbonetos com alta pressão de vapor.336/2001. o butano são gases liquefeitos decorrentes do refino do petróleo ou do processamento do gás natural. para a ANP o propano.

2º enumera os produtos que tem como fato gerador a importação e a comercialização no mercado interno e que enseja o pagamento da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – CIDE: Art. consideram-se correntes os hidrocarbonetos líquidos derivados de petróleo e os hidrocarbonetos líquidos derivados de gás natural utilizados na produção de gasolinas ou de diesel.336/2001 e a referida Instrução Normativa estabelecem respectivamente as hipóteses da não incidência do CIDE. inclusive o derivado de gás natural e de nafta. todos da NCM. São isentos da Cide os produtos. exceto o classificado no código 2711. 10.336. 3 o. 7º A Cide-Combustíveis não incidirá nas operações de exportação para o exterior. classificado na subposição 2711. e a mistura desses gases.12. apuração e exigência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico instituída pela Lei nº 10. V – gás liquefeito de petróleo. da Secretaria da Receita Federal do Brasil seguiu o mesmo entendimento: Art. não estão sujeitos à incidência da CideCombustíveis até o limite quantitativo autorizado pela ANP. a Lei 10. 16 . Lado outro. IV – óleos combustíveis ( fuel-oil ). butano classificado no código 2711. Art.11. conforme definida pela ANP. referidos no art.1. quando destinados à utilização como propelentes em embalagem tipo aerossol. 9º A receita de comercialização dos gases propano classificado no código 2711. que dispõe sobre a incidência. Parágrafo único. II – diesel e suas correntes. e VI – álcool etílico combustível. segundo as normas estabelecidas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). de 2001 (CideCombustíveis). III – querosene de aviação e demais querosenes. Segundo a Instrução Normativa nº422 de 2004 da Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB). são elas: Art. com o fim de regulamentar o seu pagamento.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul .13. em seu art. Para efeitos dos incisos I e II.combustíveis.A Instrução Normativa nº422/2004.NCM. 2º A Cide-Combustíveis tem como fato gerador a importação e a comercialização no mercado interno de: I – gasolinas e suas correntes. com o fim específico de exportação para o exterior. vendidos a empresa comercial exportadora.

2º.Selic.Acerca deste artigo supracitado. relativamente aos produtos adquiridos e não exportados. 23. acumulada mensalmente. de 2004. não alcança o gás natural. a comercialização do petróleo ou de seus derivados no mercado interno de comercialização. ficará sujeita ao pagamento da Cide objeto da isenção na aquisição. 61 da Lei no 9.336/2001. acrescido de: I – multa de mora. contado da data de aquisição. e na Instrução Normativa da SRFB nº 422. no art. § 4o da Lei 10. calculados a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao de aquisição dos produtos. 10. se ela alterar a destinação de seus produtos. importante salientar que de início que a empresa exportadora. o valor a ser pago será determinado mediante a aplicação das alíquotas específicas aos produtos adquiridos e não exportados. Por fim. e de 1% (um por cento) no mês do pagamento. fica obrigada ao pagamento da Cide de que trata esta Lei. de 27 de dezembro de 1996. apurada na forma do caput e do § 2o do art. esclarecem mais detalhadamente os casos que a empresa exportadora entrará no campo de incidência se não cumprir as seguintes condições: § 1o A empresa comercial exportadora que no prazo de 180 (cento e oitenta) dias.336/2001: § 4o A empresa comercial exportadora que alterar a destinação do produto adquirido com o fim específico de exportação. calculada a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao de aquisição dos produtos.1 da NCM.833/ 2003. de acordo com o que estabelece a Lei nº 10. e II – juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia . está fora da incidência do CIDE. cumpre salientar que o gás natural não está sujeito à incidência do CIDE-Combustíveis. isto porque a CIDE‐Combustíveis incidentes sobre os gases liquefeitos de petróleo tem a classificação no código 2711. § 2o Na hipótese do § 1o. no art. até o último dia do mês anterior ao do pagamento. 17 . Todavia. É o que dispõe o art. deverá efetuar o pagamento da CIDE-combustíveis uma vez que ocorreu o fato gerador para o seu pagamento. § 3o O pagamento do valor referido no § o 2 deverá ser efetuado até o décimo dia subseqüente ao do vencimento do prazo estabelecido para a empresa comercial exportadora efetivar a exportação. para títulos federais. Os parágrafos do art. ou seja.430. 10 da Lei 10. inciso V. não houver efetuado a exportação dos produtos para o exterior.

de 27 de novembro de 1998.336. § 1º um prazo de 180 dias contados da aquisição. caput. e art.1 Hipóteses de Isenção da CIDE. da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS. Art. São isentos da Cide os produtos. 4o. se a referida empresa não tiver efetuado a exportação dos produtos para o exterior.718.00. 10.336/2001 elenca as hipóteses de isenção da Cide‐ Combustíveis. 2º A Cide-Combustíveis tem como fato gerador a importação e a comercialização no mercado interno de: (. Os produtos descritos no art. conforme definida pela ANP. inciso V.1 da NCM.. com o fim específico de exportação para o exterior. classificado na subposição 2711. de óleos combustíveis (fuel‐oil). inclusive o derivado de gás nat ural e de nafta. ficará obrigada ao pagamento da CIDE-Combustíveis em relação aos produtos adquiridos e não exportados. quando efetuadas a empresa comercial exportadora. nos termos do art.NCM.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul . 10. de diesel e suas correntes. de querosene de aviação. de 21 de julho de 2000. inclusive o derivado de gás natural e de nafta. A incidência da CIDE.. Art. de outros querosenes. sobre os gases liquefeito de petróleo. com a redação dada pela Lei no 9. No que se refere a empresa comercial exportadora. da Lei no 9.990.Art. 6o. 18 . exceto o classificado no código 2711. não alcança os produtos classificados no código 2711. 3 o. referidos no art.11. de gás liqüefeito de petróleo. 3o. 7.1. classificados na subposição 2711. com o fim específico de exportação para o exterior. da Lei no 10. a Lei 10336/2001 institui em seu art. de álc ool etílico combustível. inciso III.11. 3º dessa mesma Lei são os provenientes das receitas de vendas de gasolinas e suas correntes. 23.Combustíveis O artigo 10 da Lei 10. vendidos a empresa comercial exportadora. nos termos do art.) V – gás liquefeito de petróleo. de 19 de dezembro de 2001 .

apurada na forma do caput e do § 2o do art.Selic. também cita os casos de isenção: Art. de 27 de dezembro de 1996. 10 e no inciso III do art. destina-se à produção de gasolina. e de 1% (um por cento) no mês do pagamento. não houver efetuado a exportação dos produtos para o exterior.430. da Secretaria da Receita Federal do Brasil. até o último dia do mês anterior ao do pagamento. 6º São isentas da Cide-Combustíveis: I – a nafta petroquímica. a empresa comercial exportadora deixará de ser isenta da exação. importada ou adquirida no mercado interno. 2º. calculados a partir do primeiro dia do mês subsequente ao de aquisição dos produtos. A Instrução Normativa nº422 de 2004. 10 da Lei 10336/2001: § 4o A empresa comercial exportadora que alterar a destinação do produto adquirido com o fim específico de exportação.§ 1o A empresa comercial exportadora que no prazo de 180 (cento e oitenta) dias. ficará sujeita ao pagamento da Cide objeto da isenção na aquisição. por central petroquímica. acrescido de: I – multa de mora. Parágrafo único. presume-se que a nafta petroquímica. o que dispõe o art. 12. ainda estabelece o pagamento da CIDECombustíveis será efetuado acrescido de multa de mora e juros: § 3o O pagamento do valor referido no § 2 o deverá ser efetuado até o décimo dia subsequente ao do vencimento do prazo estabelecido para a empresa comercial exportadora efetivar a exportação. de produtos petroquímicos não incluídos no art. é evidente que se houver mudança na destinação do produto. destinada à elaboração. 61 da Lei no 9. 2 º. E neste mesmo artigo supracitado. para títulos federais. contado da data de aquisição. 19 . e (Revogado) II – as vendas dos produtos referidos no art. Por fim. e II – juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia . Não sendo comprovada a utilização na forma prevista no inciso I. quando efetuadas a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação para o exterior. importada ou adquirida no mercado interno. fica obrigada ao pagamento da Cide de que trata esta Lei. observado o disposto no inciso II do § 2º do art. relativamente aos produtos adquiridos e não exportados. acumulada mensalmente. calculada a partir do primeiro dia do mês subsequente ao de aquisição dos produtos.

como dispõe o art. da Lei 10336/2001.336/01 que criou uma isenção em seu artigo 5º. 1º da Lei 10336/2001 nos desperta o seguinte questionamento: Art. a palavra “comercialização” invade a competência dos Estados e Distrito Federal porque provoca a incidência do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços). § 3o O Poder Executivo poderá dispensar o pagamento da Cide incidente sobre as correntes de hidrocarbonetos líquidos não destinados à formulação de gasolina ou diesel. Porém. de produtos petroquímicos. o referido produto é derivado do petróleo e utilizada como matéria prima da indústria petroquímica. a respeito da CIDE. Este inciso isentava a Nafta Petroquímica de tal exação. isentando o pagamento da CIDE em substâncias que não são utilizadas para a formulação de gasolina e diesel. o art. 6º. teve a sua redação revogada pela Lei 10 833/2003. destinada à elaboração. § 4º da Nafta Petroquímica. A outro giro. (Redação dada pela Lei nº 10. inclusive de registro especial do produtor. a Lei 10 833/2003. 155. nos termos e condições que estabelecer. Seguindo o mesmo posicionamento a Instrução Normativa nº905 de 2008 da Receita Federal do Brasil. de 11 de dezembro de 2001. e álcool etílico combustível (Cide). importador e adquirente.Cumpre observar que a Lei 10. com a redação dada pela Emenda Constitucional no 33. a que se refere os arts. gás natural e seus derivados. segundo a Agencia Nacional de Petróleo. 1o Fica instituída a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados. o produto é derivado do petróleo e utilizada como matéria prima da indústria petroquímica. por central petroquímica. introduziu o§ 3º ao art. Segundo a Agencia Nacional de Petróleo. 5. A princípio é possível aferir que na redação dada a esse artigo.833. formulador. de 2003) Por fim. revogou o inciso I do art. da Constituição Federal de 1988. 149 e 177 da Constituição Federal. importada ou adquirida no mercado interno. inciso II. a saber: 20 .

(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3.) II .. de 2001) No caso de a cobrança do ICMS ser feita em etapa única. conforme o art.Art. hipótese em que não se aplicará o disposto no inciso X.cabe à lei complementar: (. Como dispõe o art. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 33. 155.º.º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: (.. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. gás natural e seus derivados e derivados de petróleo. inciso XII. 155.. de 1993) Por outro lado. alínea h da CF/88: § 2.. em se tratando de combustíveis e lubrificantes derivados de petróleo. qualquer que seja a sua finalidade. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: (. de 2001) b) ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria do petróleo e do gás. de 2001) (. verificamos também que a CIDE-Combustíveis tem o fatos geradores delineados na própria Constituição Federal.os recursos arrecadados serão destinados: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33.. gás natural e seus derivados e álcool combustível deverá atender aos seguintes requisitos: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. de 2001) Entretanto. previu-se caber a Lei Complementar definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá uma única vez qualquer que seja a sua finalidade.. 155.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. de 2001) c) ao financiamento de programas de infra-estrutura de transportes. § 2. b.) XII . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. § 4º da CF/88: 21 .) h) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá uma única vez.) II . a totalidade do imposto caberá ao Estado onde ocorrerá o consumo. 177 da Constituição Federal de 1988: § 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados.. uma vez que nela a intervenção se concretiza pela destinação do produto da arrecadação a determinadas atividades.. de 2001) a) ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combustível. Importante fazer a transcrição § 4º do art. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33.

. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33. quando destinados à industrialização ou à comercialização. inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. de 2001) I . nº 87/96 que dispõe sobre o ICMS. 3º O imposto não incide sobre: III . 3º a seguinte redação: Art. 22 . observar-se-á o seguinte: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 33.operações interestaduais relativas a energia elétrica e petróleo. a Lei Complementar. tem no seu art.§ 4º Na hipótese do inciso XII. h. Podemos então concluir que o legislador estabeleceu que mesmo que a cobrança do ICMS deve ser feita em etapa única em se tratando de combustíveis e lubrificantes derivados de petróleo. de 2001) Para finalizar. o imposto caberá ao Estado onde ocorrer o consumo.nas operações com os lubrificantes e combustíveis derivados de petróleo.

149. por causa de sua natureza tributária. utilizadas como instrumento de política econômica para enfrentar determinadas situações que exijam a intervenção da União na economia do país. Do Sistema Tributário Nacional. O presente trabalho demonstrou que as CIDES são contribuições regulatórias. 23 . Além do fato da CIDE ser utilizada de modo a regular o desequilíbrio de mercado. . no seu art. solidificou-se o entendimento de que tais contribuições são prestações pecuniárias compulsórias e portanto tributo. no Capítulo I. Com o advento e a promulgação da Constituição de 1988. sempre foram alvo de debates dentro do Código Tributário Nacional.8 CONCLUSÃO As Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) .

e dá outras providências. Constituição (1988). <https://www.gov. Lei n. Disponível em: 3. Sacha Calmon Navarro. e dá outras providências. DECRETO Nº 7. instituída pela Lei n o 10. e álcool etílico combustível (Cide). Curso de Direito Tributário Brasileiro.br/ccivil_03/LEIS/L5172. COELHO. DF.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao. Institui Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados.060.336.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Decreto/D7764. 2012. Lei n.htm 9.planalto.ed. Brasília.gov. (LEI KANDIR). Dispõe sobre o imposto dos Estados e do Distrito Federal sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5060. e álcool etílico combustível CIDE. BRASIL.87.9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Disponível em.336. 20 dez.172. e álcool etílico combustível (CIDE). Acesso em: 16 out 2013. gás natural e seus derivados.planalto.gov. 10. gás natural e seus derivados. que reduz as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados. 05 out. BRASIL.Rio de Janeiro: Forense. Disponível em: http://www. 5. de 19 de dezembro de 2001. BRASIL. 1988.060. Lei Complementar n. ALEXANDRE. de 25 de outubro de 1966. 6. Acesso em 17 out 2013. – Rio de Janeiro: Forense. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. e dá outras providências.rev. gás natural e seus derivados.planalto. BRASIL. Disponível em: http://www.ed. Disponível em: http://www.planalto. BRASIL. 24 .htm> Acesso em: 18 out 2013. Brasília. – 7. 7. BRASIL.764. 2.rev.gov.planalto. DE 30 DE ABRIL DE 2004.htm>. 5. de 13 de setembro de 1996. 2001. e atual.htm 8.e atual. DE 22 DE JUNHO DE 2012 Altera o Decreto nº 5.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp87. São Paulo: Método.gov. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Ricardo. 4. Direito Tributário Esquematizado. de 19 de dezembro de 2001. – 12. Reduz as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados. de 30 de abril de 2004. Código Tributário Nacional. http://www.htm>. DECRETO Nº 5. 2013.

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