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Revista Espaço Acadêmico, nº 89, outubro de 2008 http://www.espacoacademico.com.br/089/89viana.

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Repensando a cidade contemporânea: o método da semiótica visual para a leitura de imagens
Alice de Oliveira Viana *
“Se observarmos a rua através da janela, os seus ruídos são atenuados, os seus movimentos são fantasmáticos e a própria rua, por causa do vidro transparente mas duro e rígido, parece um ser isolado palpitando num ‘pra lá de’” (KANDINSKY, 1989, p.27)

Na obra Ponto Linha Plano (1989), o artista Wassily Kandinsky faz uma analogia entre a apreciação da obra de arte e a situação de observação da rua através do vidro de uma janela. Sendo este último um obstáculo duro e rígido, não podemos, nestas condições, observar integralmente a rua. Assim seria com a obra de arte que, de acordo com ele, “encontra-se num ‘pra lá de’ e quando a excitação cessa, desaparece da superfície sem deixar rastro”; também aí, segundo ele, existe um vidro duro e rígido que impede o acesso à obra (1989, p.27). Assim como algumas obras de arte, muitas imagens que atravessam nosso dia-a-dia da mesma forma apresentam esta dificuldade de compreensão. São livros, internet, revistas, cinema, outdoors, anúncios publicitários e outros que, muitas vezes somados à velocidade de sua veiculação e à velocidade da cultura da hiperinformação em que vivemos, provocam uma tendência a não mais olhá- las atentamente, e, consequentemente, não mais refletir sobre o que está sendo exposto. Podemos então dizer que somos alvos fáceis de manipulação em virtude de certa ignorância quanto ao conteúdo destas imagens. Desta situação tiram vantagem aqueles que se valem de apelos e da manipulação dos sentidos, como por exemplo, muitas obras publicitárias, conforme afirma Ana Cláudia de Oliveira:
numa batalha perpetual, as imagens lutam primeiro para entar na órbita do ver e depois para ser olhadas atentivamente. Ver e olhar são então os dois pólos visados por todos os estrategistas de nossa visão, que galgam alcançá-los pela sinestesia (2001, p.05)

Mas no que se refere à compreensão das mesmas pode-se afirmar que nem tudo está perdido. Podemos sim, nos aproximarmos da significação de uma campanha publicitária, assim como daquela tão “complexa” obra de arte abstrata. Kandinsky acreditava que, apesar da aparente presença deste vidro duro e rígido, “ainda aí temos a possibilidade de penetrar na obra, de nos tornarmos activos e de viver a sua pulsação através de todos os nossos sentidos” (1989, p.27). O artista propunha analisar os elementos primeiros constitutivos de uma imagem, seus elementos básicos (Kandinsky refere-se à pintura, música, arquitetura e escultura, mas aqui estendo este conceito para qualquer imagem) para podermos, então, penetrar na obra e acessar aquilo que ele chama de “vida interior” da imagem. É justamente esta possibilidade, a de penetrar na obra, eliminando as fronteiras de um “vidro duro e rígido”, o que procura nos fornecer a Semiótica †. Esta, como um campo de

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Mestre em Artes Visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina – PPGAV/CEART/UDESC † Do grego semeion, que quer dizer, signo.

dentre muitos. na acepção de Sandra Ramalho citando Lúcia Santaella. seu objeto de estudo é muitíssimo vasto. contraste. porém. são considerados textos e significam. ênfase. seus formantes. podese dizer que o texto de que falamos possui também “sintaxe” e “semântica” uma vez que a semiose. Assim. signos. assimetria. pela direção no estudo da visualidade. um sapato. um método de investigação próprio e uma base teórica comum igualmente não existem visto à grande diversidade de linhas de pesquisa da Semiótica. pois uma ciência necessita de um “objeto de estudo definido. entre outros aspectos. Os formantes são elementos sem os quais a imagem não existiria. tudo aquilo a que ele alude. também conhecida como Semiótica da Europa Ocidental. a Semiótica pode ser entendida. qualquer enunciação ou manifestação – especialmente da ordem do visual – são considerados como um texto. como “ciência que tem por objeto de investigação todas as linguagens possíveis. Baseando-se nesta noção de texto ou discurso. Esta é também designada de Semiótica Visual. conhecida como Semiótica Americana ou Peirceana. Analogamente à linguagem verbal. depende da posição dos elementos que constituem o texto visual e dos efeitos de sentidos que estes produzem em relação uns aos outros. que criou seu método a partir dos estudos da Lógica e da Matemática. cada qual possuindo seus próprios métodos e conteúdos. criando a Semiótica de matriz greimasiana. e seu plano de conteúdo. tudo aquilo a que ele nos remete. a Semiótica Russa ou Semiótica da Europa Oriental. entre outros. tudo aquilo que significa. Dentre inúmeras definições. hoje conhecida como Semiótica da Cultura. a Semiótica estuda qualquer fenômeno de produção de sentido. uma igreja. ou seja. ritmo. que efeitos de sentido determinado objeto nos traz ao simples existir. ou Francesa. podendo ser entendido como os efeitos de sentido que o objeto produz. p. teorizada por Algirdas Julien Greimás. Ora. um móvel.38). derivada dos estudos do Círculo Lingüístico de Praga. devido a Charles Sandres Peirce. interroga e analisa objetos existentes no mundo. mensagem. ou seja. que teve seus estudos aprofundados por seus seguidores. chamada Saussureana. originada na Europa Ocidental a partir de estudos do suíço Ferdinand de Saussure sobre a linguagem verbal. e a última. p. aquilo que é visível na imagem. p. uma caricatura. Se partirmos do pressuposto de que tudo aquilo que existe no mundo emite algum significado. esses são reagrupados e analisados em suas variadas e infinitas relações e que tipo de relações seriam estas. A mesma autora (2006) especifica três principais correntes de estudo da Semiótica: a de origem soviética. a Semiótica procura investigar como essa significação é feita. um filme. numa palavra. De acordo com Sandra Ramalho existem. a de origem norte-americana.las uma em relação à outra. a imagem é considerada assim em suas duas dimensões: o plano de expressão.39). se seriam de simetria. Após um processo de desconstrução da entidade analisada com o reconhecimento dos elementos que a compõem. ou seja. de um método de investigação próprio e de uma base teórica comum” (2006. Decompondo o plano de expressão tem-se início a operação de análise própria do semioticista. de discurso. sentido. 2004. Esta última trabalha com o conceito de texto. como foi dito. algo que produz efeitos de sentido e que possui um processo de significação. o próprio ato de significar. seu fundador. um vidro de perfume. controvérsias quanto à Semiótica constituir-se ou não em uma ciência. um quadro. 2006. Essas dimensões são indissociáveis e devemos entendê. que tem por objetivo o exame dos modos de constituição de todo e qualquer fenômeno de produção de significação e de sentido” (RAMALHO E OLIVEIRA. ou Semiótica Discursiva. ou seja.conhecimento. De acordo com Ana Cláudia de Oliveira (OLIVEIRA. são constitutivos do objeto e podem ser 2 . inicialmente acerca da linguagem verbal. pois grande parte dos estudos foi realizada na França.119). uma foto.

técnicas e procedimentos que compreendem o objeto. uma vez que o processo de compreensão de sua significação. de onde ele nasceu. não o que ele quis dizer ou fazer. de acesso “mais dificultado”. capas de CDs. entre outras. ou seja. e topológicos. da presença de seu original. A imagem é entendida como autônoma. contribuindo de igual maneira no mesmo. Ramalho propõe que se utilizem imagens ligadas ao cotidiano do estudante. Sandra Ramalho. numa importante ferramenta na decodificação desse aparentemente complexo universo imagético que nos rodeia. são duas pontas do processo de significação. conforme ela. independe.115) Podemos então afirmar que não há hierarquias entre o criador da obra e seu fruidor ou receptor. analisando a estruturação dos elementos entre si e no todo é que buscamos compreender como se dá a manifestação desta narrativa. A Semiótica configura-se assim. aquela dos formantes matéricos. acrescentou mais uma categoria às três anteriores. embalagens de comidas. deste enunciado. história da arte ou psicologia da arte constante nos currículos dos professores de arte. imagens são “presenças”. eidéticos. são entendidos como enunciador e enunciatário. presenças de si mesmos e sua análise concreta só se daria a partir de efetiva presença. encarado como enunciatário da obra. ‡ Texto inédito fornecido pela autora 3 . haja vista a dificuldade dos alunos de escolas públicas terem acesso à obra original. especialmente aqueles dos estabelecimentos de ensino distantes dos grandes centros. A mesma autora. A semiótica fornece métodos de descrição da pintura. em sua obra Imagem também se lê: a necessária presença diante da arte contemporânea‡ defende que haja uma educação visual nas escolas de ensino médio e fundamental na medida em que os alunos e professores tenham acesso ao método da Semiótica discursiva no estudo e na compreensão das obras de arte. é que buscamos compreender como se dá sua significação. Desta forma. do seu estilo. na mesma medida em que ela nos fornece meios para melhor apreciá -la – o que já é aproximar-se esteticamente dela (OLIVEIRA. como imagens publicitárias. para o semioticista eles estão no mesmo nível. e. relacionados à posição em que o elemento se encontra dentro do todo. é relacionando os elementos entre si e em meio ao todo.cromáticos. apto para buscar efeitos de sentidos em qualquer texto visual presente em seu universo. principalmente o da arte contemporânea. ou atividade para o professor de arte que se utilize da semiótica de linha visual nas escolas: valer-se das imagens da cidade para o ensino. por exemplo. ou mesmo estranho a este. pois ambos significam a obra. como os poucos conhecimentos de sociologia da arte. ao semioticista cabe procurar compreender o que o autor “disse” com a obra. os materiais. igualmente produtor de significação da imagem e consequentemente seu próprio produtor de conhecimento. de tudo que é exterior à obra em si. associados à forma. estaria assim. A semiótica fornece um método que inicialmente dispensa conhecimentos exteriores para penetrar na obra. Em vista disto. Sendo assim. p. Em outras palavras. Assim. de quem é o pintor. à princípio. 2004. principalmente porque. que constitui a materialidade. posteriormente. sugere-se aqui outra proposta. num processo de desmontagem e remontagem do objeto. enfim. relativos à cor. ao semioticista que analisa uma pintura somente o que ele vê no espaço da tela é passível de descrição e análise pelos efeitos de sentido que essa estrutura produz. O aluno. ou seja.

É na arquitetura da cidade que encontramos o passado e o presente de uma civilização. de um terreno fértil para a aprend izagem semiótica. estilos. Argan (1998. lugar quase que por excelência de uma necessidade e exigência de presença? Trata-se. reconhecer. tornando os espaços monotonamente iguais. em Imagem também se lê: a necessária presença diante da arte contemporânea. gradis. acredita na necessidade das pessoas estarem presentes de fato. A ênfase no consumo somada à cultura da hiperinformação e da banalização em que vivemos transforma as arquiteturas muitas vezes em espaços degradados suportes de outdoors e de anúncios publicitários. procuram inserir obras de arte em espaços públicos buscando amenizar os efeitos do caos urbano e da crescente despersonalização das cidades e de suas arquiteturas. seu futuro próximo. Por ela traduzimos gostos. o que estaria na base do pensamento urbano da contemporaneidade. Quando esta não consegue perceber. Os morfemas presentes em um edifício déco levam. É de fato importante para o habitante da cidade compreender a significação de todos aqueles elementos que compõem sua imagem. social e culturalmente. A análise de um prédio eclético. com a diversidade de elementos que o compõem. governos e ONGs discutem formas de tornar nossas metrópoles menos intoleráveis para seus habitantes. muitas vezes são por todos ignoradas. por exemplo. buscando exercer desde já seu papel de cidadão? Procurando um contato mais íntimo com imagens que cotidianamente os rodeiam. assim como através dela é possível prever. muitas metrópoles.nos a significações riquíssimas que nos ajudam a compreender o porquê de preservar. principalmente após a segunda guerra mundial.74). Ainda Sandra Ramalho.81). Para isto é muito válido o pensamento de Giulio Carlo Argan que considera a cidade como um “sistema de comunicação visual”. com seus barulhos. defende a presença diante das imagens contemporâneas. Nela encontramos a memória de uma coletividade. Por que não uma atividade de visita ao centro da cidade com esse propósito de análise de imagens? Fazer com que os alunos percebam e vivenciem de forma mais consciente o ambiente que os cerca. ela serve como referencial importante no deslocamento na cidade e elemento de identidade social da população. igualmente encontram-se muito presentes no dia-a-dia do aluno de uma escola pública. em parte. Recentemente. A metrópole da era da globalização é pensada como um todo homogêneo econômica. e assim. mas que. seus jardins ou obras de arte. tecnológica. além de salvaguardar seu patrimônio histórico. as volutas. A cidade está cada vez mais presente nos debates atuais. p. sensações táteis dentre outros. refletindo sobre a cidade real e a cidade ideal. questão tão importante hoje em dia. 1998. acredita que qualidade e quantidade são dois termos incompatíveis hoje em dia. p. detalhes ornamentais e outras formas estéticas. imagens. sendo facilmente apagada da memória social. compreender sua significação. carente de valor e significação.imagens que. portanto. porém socialmente divergentes. sendo um poderoso “instrumento científico e didático para a formação de uma cultura figurativa ou daquilo que Arnheim chama de ‘pensamento visual’” (ARGAN. pode ser de grande importância para este exercício de significação e valoração do ambiente que nos cerca. Da mesma forma seria uma análise das obras de arte presentes em nossos espaços públicos. A arquitetura é como a língua que falamos. sejam as arquiteturas. o mobiliário urbano. com todos os seus sentidos para uma eficaz apreciação. 4 . obra já citada. devido ao ritmo da vida nas cidades. podendo ter olhares mais críticos com a vida pública. Profissionais. valores e histórias de épocas diversas. não é a cidade e seus diversos textos visuais. máscaras. Ora. cheiros. a imagem da cidade mostra-se confusa.

O conceito de arte pública hoje é muito diverso.blocos de apartamentos altos com alta densidade para liberar o espaço do solo -. p. até inserções efêmeras. De acordo com César Floriano dos Santos. A lógica da globalização incentiva a disseminação de espaços importados de outros países. simples cópias carimbadas e reproduzidas. a partir de então e durante as décadas seguintes. ou cópias mal elaboradas. serem 5 . 2000. de clima. A ordem era a funcionalidade e não havia espaço para qualquer esteticismo. aparecendo diversas manifestações de protesto e propostas de superação do modelo funcionalista (SANTOS. com características comerciais. Mas o que todos têm em comum é o fato de que estão inseridas em locais públicos ou ao menos de acesso público. baseados num rígido zoneamento da cidade por funções (a saber. muitas cidades têm incentivado a inserção de obras contemporâneas em praças. O urbanismo funcionalista e a arquitetura moderna da primeira metade do século XX. onde a arrecadação de impostos é maior e o caos urbano também. diversos artistas passaram a intervir na cidade inserindo obras de arte em espaços púb licos. e até em espaços privados ao alcance da população. muitas vezes. tornaram a cidade um grande vazio urbano.12) (tradução da autora). a qual. na maioria das vezes não adaptadas a nossas condições locais. quando não vazios e degradados. Acentuam-se as críticas aos arquitetos e aos urbanistas. cultura e economia. como o grafite. Seus espaços. como a performance e o happening. não deixaram de ser algo de difícil acesso ao público leigo e. como encargos públicos. desde o século XIX ocupava nele local privilegiado de exposição. retiraram o cidadão das ruas e extinguiram do espaço público a obra de arte. a partir da segunda guerra mundial promoveram-se de forma massiva os programas de reconstrução urbana baseados nos macroplanos e na instalação de espaços públicos vazios de significado. apresenta-se como um todo homogêneo. burocracias e interesses diversos. vai desde objetos tridimensionais. como foi dito. área comercial. globalizada. A obra de arte e a arte em si. muitas obras não qualificam o espaço público. E este modelo de cidade encontra muitas vezes na arte pública e no preservacionismo estratégias de escape a sua crescente falta de sentido. sem contar nos gigantescos out-doors que hoje em dia muitas vezes são mais percebidos do que a própria arquitetura. no privilégio do automóvel a partir da construção de grandes avenidas de tráfego e das grandes distâncias entre os prédios. está o fato de os artistas encontrarem no seu trabalho um meio de tentar salvar as metrópoles da crescente aridez e despersonalização. área residencial. além da intenção desta ser uma contraposição à cultura das galerias e dos museus como instituições legitimadoras da arte. somado a isso. muitas vezes conferindo certo status ao local. além do estabelecimento de um único padrão de moradia . de mercadoria. Vemos prédios que imitam castelos medievais. Apesar das muitas dificuldades que implicam em intervir nela. Muito embora esse interesse esteja crescendo. como as esculturas. Dentre os motivos que culminaram no surgimento desta então chamada arte pública. jardins. O fato é que. como foi dito. principalmente nas grandes metrópoles. passando por intervenções nas arquiteturas das cidades. Procuram um diálogo com o espectador e com o local onde estejam situadas. por exemplo). A cidade contemporânea. especialmente a contemporânea. que procuram uma interação imediata com o público. apresentam-se muitas vezes como pastiches cenográficos destituídos de significação. servindo como simples peças decorativas.Foi após a segunda guerra que se intensificaram os debates sobre a questão urbana. o que se vê são obras carentes de significação. também. shopping-centers cuja forma tenta reproduzir as ondas do mar. Foi neste contexto em que. apesar dessa diversidade. que em nada contribuem com o local onde estão situadas.

Revista da Fundarte. São Paulo: Educ/Fapesp/Cortez.encaradas como algo requintado. Imagem também se lê: a necessária presença diante da arte contemporânea. Lisibilidade da imagem. SANTOS. p.01. n. As semioses pictóricas. pode ser um objeto de valiosa contribuição no cotidiano do cidadão. __________. compreender. In: Semiótica plástica. ou seja. Giulio Carlo. Wassily. Rio de Janeiro: Edições 70. São Paulo: Rosari. BUORO. Referências ARGAN. buscando um ambiente urbano mais significativo e agradável de habitar. na maioria das vezes. OLIVEIRA. Imagem também se lê. que confere status social. RAMALHO E OLIVEIRA.46). Isto porque. Campo de produção paisagística de Roberto Burle Marx – o jardim como arte pública. Universidad Politecnica de Madrid. César Floriano dos. Madrid: tese (doutorado em arquitetura). 2004. A população. criar. ano 1. 6 . Texto inédito. Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte. tornando o seu rotineiro caminhar uma atividade mais construtiva e conscientizadora. KANDINSKY. 2000. escolher entre uma infinidade de ações possíveis” (BUORO. possibilitando-as maior aproximação estética. janeiro de 2001. Em vista disto e de situações como esta. fornecido pela autora. 1989. 2006. de arte ou arquitetônica. História da arte como história da cidade . 2002. vol 01. A Semiótica pode ser um poderoso instrumento no sentido de poder servir às duas pontas desse “sistema de comunicação visual” (ARGAN. p. artistas e designers. Sandra. 1998. Anamélia Bueno. Ponto linha Plano .81) que seriam as cidades. Uma obra. ressignificar. capacitando-o a imaginar. creio que o conhecimento e a aplicação do método semiótico discursivo também seriam de grande importância àqueles profissionais que desenham e qualificam nossas cidades. Um caminhar por uma cidade onde cada um possa construir suas significações e onde sua leitura possa ser agradável e estimulante. 1998. não compreende a significação da obra. São Paulo: Hacker. __________. criticar. como arquitetos. “a ampliação da consciência visual possibilita a construção de um repertório de imagens significativas para o sujeito. julgando-a somente por ser “bonita” ou não. assim como aqueles que o apreciam. que possua a capacidade de gerar inúmeros e ricos efeitos de sentido nas pessoas. 2002. Ana Claudia Mei Alves de. pois auxiliaria aqueles que desenham o ambiente que nos cerca. São Paulo: Martins Fontes. a coletividade.