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LICENCIAMENTO AMBIENTAL 1 - Histórico do Licenciamento Ambiental no Brasil O Brasil tem uma das maiores diversidades biológica do mundo, onde

se encontram riquezas ainda não exploradas e muitas vezes não identificadas e nem quantificadas. Sabe-se que os nossos diversos ecossistemas são ricos em bases primárias de recursos naturais com o potencial de uso econômico e social de extrema importância para as populações locais e para as suas regiões. A questão ambiental surgiu de maneira explosiva há aproximadamente três décadas. Até então apenas os aspectos sanitários do problema eram abordados, tais como: poluição das águas com a conseqüente mortandade de peixes, a poluição do ar; as perturbações, doenças dela advindas e a perda de fertilidade dos solos, ocasionando a diminuição da produção de alimentos. A percepção dos efeitos globais dos grandes desmatamentos, da construção de represas gigantescas, do emprego da energia nuclear ou mesmo da excessiva queima de combustíveis, começa a motivar a opinião pública e os governos a olhar com mais responsabilidade a questão da degradação do meio ambiente, analisando as conseqüências para esta e as gerações futuras. Tal preocupação por parte da população de alguns países tem gerado discórdia e embates entre ambientalistas e defensores de uma imagem distorcida do chamado desenvolvimento. Seus defensores procuram convencernos de que qualquer proposta que restrinja suas atividades predadoras tem como propósito limitar o desenvolvimento do país; de que o futuro da pátria depende de suas obras, e

não é possível realizar esse desenvolvimento sem gerar prejuízos ao meio ambiente. A verdadeira incompatibilidade situa-se entre a preservação do meio ambiente e o acúmulo privilegiado de riquezas, e não entre aquela e o desenvolvimento, pois o desenvolvimento de uma nação não se faz amontoando riquezas. Desenvolvimento é tudo o que traz felicidade a um povo, e não será feliz o povo que tiver suas matas destruídas, sua paisagem alterada e sua saúde corrompida. Pela primeira vez desde a Revolução Industrial, a poluição vem diminuindo. Em 1998, as emissões de gás carbônico no mundo caíram em 0,5% (zero vírgula cinco por cento). Mesmo atrasado o Brasil tem registrado avanços nessa área. Uma pesquisa realizada em 1998 pela Confederação Nacional das Indústrias – CNI, entre 1.451 empresas, apurou-se que 85% (oitenta e cinco por cento) delas já adotavam algum procedimento de gestão ambiental. Essa gestão ambiental está gradativamente alcançando uma dimensão estratégica nas empresas. O que até pouco tempo parecia impossível aconteceu. Novas tecnologias, um formidável esforço por parte de industriais e governos e o surgimento de uma consciência ecológica, que não se manifesta apenas por grupos ambientalistas, mas vem sendo incorporada por um número cada vez maior de consumidores preocupados com a qualidade de vida, estão reduzindo os efeitos nocivos da degradação ambiental. Este avanço deve-se a legislação ambiental brasileira considerada uma das mais completas do mundo. Apesar de não serem cumpridas da maneira adequada, as 17 leis ambientais mais importantes apresentadas a seguir, podem

garantir a preservação do grande patrimônio ambiental do país.

Leis que estabelecem a Política Ambiental no Brasil

1 - Lei da Ação Civil Pública - número 7.347 de 24/07/1985. Lei de interesses difusos trata da ação civil publica de responsabilidades por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor e ao patrimônio artístico, turístico ou paisagístico. 2 - Lei dos Agrotóxicos - número 7.802 de 10/07/1989. A lei regulamenta desde a pesquisa e fabricação dos agrotóxicos até sua comercialização, aplicação, controle, fiscalização e também o destino da embalagem. Exigências impostas:
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Obrigatoriedade do receituário agronômico para venda de agrotóxicos ao consumidor. Registro de produtos nos Ministérios da Agricultura e da Saúde. Registro no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA O descumprimento desta lei pode acarretar multas e reclusão.

3 - Lei da Área de Proteção Ambiental - número 6.902 de 27/04/1981. Lei que criou as "Estações Ecológicas”, áreas representativas de ecossistemas brasileiros, sendo que 90 % delas devem permanecer intocadas e 10 % podem sofrer alterações para fins científicos. Foram criadas também as "Áreas de Proteção Ambiental " ou APAS, áreas que podem conter propriedades privadas e onde o poder público limita as atividades econômicas para fins de proteção ambiental. 4 - Lei das Atividades Nucleares - número 6.453 de 17/10/1977. Dispõe sobre a responsabilidade civil por danos nucleares e a responsabilidade criminal por atos relacionados com as atividades nucleares. Determina que se houver um acidente nuclear, a instituição autorizada a operar a instalação tem a responsabilidade civil pelo dano, independente da existência de culpa. Em caso de acidente nuclear não relacionado a qualquer operador, os danos serão assumidos pela União.Esta lei classifica como crime produzir, processar, fornecer, usar, importar ou exportar material sem autorização legal, extrair e comercializar ilegalmente minério nuclear, transmitir informações sigilosas neste setor, ou deixar de seguir normas de segurança relativas à instalação nuclear. 5 - Lei de Crimes Ambientais - número 9.605 de 12/02/1998.

Reordena a legislação ambiental brasileira no que se refere às infrações e punições. A pessoa jurídica, autora ou co-autora da infração ambiental, pode ser penalizada, chegando à liquidação da empresa, se ela tiver sido criada ou usada para facilitar ou ocultar um crime ambiental. A punição pode ser extinta caso se comprove a recuperação do dano ambiental. As multas variam de R$ 50,00 a R$ 50 milhões de reais. 6 – Lei da Engenharia Genética – número 8.974 de 05/01/1995. Esta lei estabelece normas para aplicação da engenharia genética, desde o cultivo, manipulação e transporte de organismos modificados (OGM), até sua comercialização, consumo e liberação no meio ambiente. A autorização e fiscalização do funcionamento das atividades na área e da entrada de qualquer produto geneticamente modificado no país, é de responsabilidade dos Ministérios do Meio Ambiente, da Saúde e da Agricultura. Toda entidade que usar técnicas de engenharia genética é obrigada a criar sua Comissão Interna de Biossegurança, que deverá, entre outros, informar aos trabalhadores e a comunidade sobre questões relacionadas à saúde e segurança nesta atividade. 7 – Lei da Exploração Mineral – numero 7.805 de 18/07/1989. Esta lei regulamenta as atividades garimpeiras. Para estas atividades é obrigatória a licença ambiental prévia, que deve ser concedida pelo órgão ambiental competente. Os trabalhos de pesquisa ou lavra, que causarem danos ao meio ambiente são passíveis de suspensão, sendo o titular da autorização de exploração dos minérios responsável pelos danos ambientais. A atividade garimpeira executada sem permissão ou licenciamento é crime. 8 – Lei da Fauna Silvestre – número 5.197 de 03/01/1967. A lei classifica como crime o uso, perseguição, apanha de animais silvestres, caça profissional, comércio de espécies da fauna silvestre e produtos derivados de sua caça, além de proibir a introdução de espécie exótica (importada ) e a caça amadorística sem autorização do Ibama. Criminaliza também a exportação de peles e couros de anfíbios e répteis em bruto. 9 – Lei das Florestas – número 4.771 de 15/09/1965. Determina a proteção de florestas nativas e define como áreas de preservação permanente (onde a conservação da vegetação é obrigatória) uma faixa de 30 a 500 metros nas margens dos rios, de lagos e de reservatórios, além de topos de morro, encostas com declividade superior a 45 graus e locais acima de 1.800 metros de altitude. Também exige que propriedades rurais da região Nordeste do país preservem no mínimo 20% da vegetação nativa, para reserva legal, devendo tal área ser delimitada, demarcada e averbada em cartório de registro de imóveis. 10 – Lei do Gerenciamento Costeiro – número 7.661 de 16/05/1988. Define as diretrizes para criar o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, ou seja, define o que é zona costeira como espaço geográfico da interação do ar, do mar e da terra, incluindo os recursos naturais e abrangendo uma faixa marítima e outra terrestre.

Permite aos estados e municípios costeiros instituírem seus próprios planos de gerenciamento costeiro, desde que prevaleçam as normas mais restritivas. Este gerenciamento costeiro deve obedecer as normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente ( CONAMA ). 11 – Lei da criação do IBAMA – número 7.735 de 22/02/1989. Criou o Ibama, incorporando a Secretaria Especial do Meio Ambiente e as agências federais na área de pesca, desenvolvimento florestal e borracha. Ao Ibama compete executar a política nacional do meio ambiente, atuando para conservar, fiscalizar, controlar e fomentar o uso racional dos recursos naturais. 12 – Lei do Parcelamento do Solo Urbano – número 6.766 de 19/12/1979. Estabelece as regras para loteamentos urbanos, proibidos em áreas de preservação ecológicas, naquelas onde a poluição representa perigo à saúde e em terrenos alagadiços. 13 – Lei Patrimônio Cultural - decreto-lei número 25 de 30/11/1937. Lei que organiza a Proteção do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, incluindo como patrimônio nacional os bens de valor etnográfico, arqueológico, os monumentos naturais, além dos sítios e paisagens de valor notável pela natureza ou a partir de uma intervenção humana. A partir do tombamento de um destes bens, ficam proibidas sua demolição, destruição ou mutilação sem prévia autorização do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, SPHAN. 14 – Lei da Política Agrícola - número 8.171 de 17/01/1991. Coloca a proteção do meio ambiente entre seus objetivos e como um de seus instrumentos. Define que o poder público deve disciplinar e fiscalizar o uso racional do solo, da água, da fauna e da flora; realizar zoneamentos agroecológicos para ordenar a ocupação de diversas atividades produtivas, desenvolver programas de educação ambiental, fomentar a produção de mudas de espécies nativas, entre outros. 15 – Lei da Política Nacional do Meio Ambiente – número 6.938 de 17/01/1981. É a lei ambiental mais importante e define que o poluidor é obrigado a indenizar danos ambientais que causar, independentemente da culpa. O Ministério Público pode propor ações de responsabilidade civil por danos ao meio ambiente, impondo ao poluidor a obrigação de recuperar e/ou indenizar prejuízos causados. Esta lei criou a obrigatoriedade dos estudos e respectivos relatórios de Impacto Ambiental (EIARIMA). 16 – Lei de Recursos Hídricos – número 9.433 de 08/01/1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Recursos Hídricos. Define a água como recurso natural limitado, dotado de valor econômico, que pode ter usos múltiplos (consumo humano, produção de energia, transporte, lançamento de esgotos). A lei prevê também a criação do Sistema Nacional de Informação sobre

Recursos Hídricos para a coleta, tratamento, armazenamento e recuperação de informações sobre recursos hídricos e fatores intervenientes em sua gestão. 17 – Lei do Zoneamento Industrial nas Áreas Críticas de Poluição – número 6.803 de 02/07/1980. Atribui aos estados e municípios o poder de estabelecer limites e padrões ambientais para a instalação e licenciamento das indústrias, exigindo o Estudo de Impacto Ambiental. O Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA vem expresso no art. 6º, da Lei nº.938/81, nos seguintes termos: “Art. 6º. Os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos territórios e dos Municípios, bem como as Fundações instituídas pelo Poder Público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, constituirão o Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA”, assim estruturado: I – Órgão Superior: o Conselho de Governo, com a função de assessorar o Presidente da República, na formulação da política nacional e nas diretrizes governamentais para o meio ambiente e os recursos ambientais; II – Órgão Consultivo e Deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, com a finalidade de assessorar, estudar e propor ao Conselho de Governo, diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e deliberar, no âmbito de suacompetência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida; III – Órgão Central: Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República,26 com a finalidade de planejar, coordenar, supervisionar e controlar, como órgão federal, a política nacional e as diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente; IV – Órgão Executor: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, com a finalidade de executar e fazer executar, como órgão federal, a política e diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente; V – Órgãos Seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização das atividades capazes de provocar degradação ambiental; VI – Órgãos Locais: os órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições. 2 – Licenciamento Ambiental no Estado da Bahia A Legislação Ambiental do Estado da Bahia teve seus primeiros dispositivos promulgados na década de 70, quando através da Lei nº 3.163, sancionada em 04 de outubro de 1973, ficou criada na Secretaria do Planejamento, Ciência e Tecnologia, o então Conselho Estadual de Meio Ambiente – CEPRAM, pioneiro no Brasil, se constituindo à época em um grande avanço na área ambiental em nosso Estado.

Em 03 de novembro de 1980 foi sancionada a Lei Estadual nº 3.858, que institui o Sistema Estadual de Administração dos Recursos Ambientais, revogada em 07 de fevereiro de 2001 pela Lei nº 7.799, regulamentada em 05 de junho de 2001, através do Decreto nº 7.967, com uma abordagem mais moderna dos conceitos de gestão dos recursos ambientais, voltada para o século XXI. A Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), criada pela Lei Estadual 8.538/02, tem como objetivo formular e executar as políticas públicas voltadas para o desenvolvimento, preservação e saneamento dos recursos hídricos ambientais. A partir dessa Lei, a relação entre os órgãos públicos da área ambiental foi modificada. A SEMA, como Secretaria de Estado, passou a ter como administrações indiretas o Instituto do Meio Ambiente (IMA), o Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ) e a Companhia de Engenharia Ambiental da Bahia (CERB). Dessa forma, cria-se uma estrutura sinérgica, na qual os órgãos da área ambiental conservam suas atribuições, porém, com foco de política pública direcionado para objetivos complementares. O Sistema de Licenciamento Ambiental da Bahia está descrito no Capitulo II do Regulamento da Lei Estadual nº 7.799/01, e estabelece no Art. 38 que: “A localização, implantação, alteração e operação de empreendimentos, obras, atividades e serviços utilizadores de recursos ambientais considerados efetiva ou potencialmente poluidores, bem como os capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento, autorização do órgão ambiental competente, na forma do disposto no regulamento e normas decorrentes desta Lei”. O Licenciamento Ambiental no Estado da Bahia, atualmente, está sob a responsabilidade do Instituto de Meio Ambiente – IMA, autarquia vinculada à Secretaria do Meio Ambiente – SEMA. Criado pela Lei nº 11.050 sancionada pelo governador Jaques Wagner, com jurisdição em todo o território do Estado da Bahia, o IMA tem como finalidade executar a Política Estadual de Administração dos Recursos Ambientais, instituída pela Lei Estadual 7.799/01. Entre suas atribuições, promove o desenvolvimento com qualidade ambiental, incorporando novas tecnologias e normas de defesa do meio ambiente. Também, assegura a conservação e preservação ambiental, exercendo o poder legal, promovendo o conhecimento técnico-científico de acordo com a política de desenvolvimento sustentável do Governo da Bahia e com as diretrizes do Conselho Estadual de Meio Ambiente – CEPRAM, composto de representantes do Poder Público e da Sociedade Civil, que deliberam sobre a expedição da Licença Ambiental. 3 – COMPETÊNCIAS O Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA, através da Resolução nº 237, de 19 de dezembro de 1997, editou as normas gerais de licenciamento ambiental para todo o território nacional, estabelecendo os níveis de competência federal, estadual e municipal, de acordo com a extensão do impacto ambiental, sendo os empreendimentos e atividades licenciados em um único nível de competência. Competência Federal: Compete ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, órgão executor do SISNAMA, o licenciamento ambiental, de empreendimentos e atividades com significativo impacto

ambiental no âmbito nacional ou regional, considerando o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Estados e Municípios: I – localizadas ou desenvolvidas conjuntamente no Brasil e em país limítrofe, no mar territorial, na plataforma continental, na zona econômica exclusiva, em terras indígenas ou em unidades de conservação do domínio da União; II – localizadas ou desenvolvidas em dois ou mais estados; III – cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais do País ou de um ou mais Estados; IV – destinados as pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e dispor material radioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e aplicações, mediante parecer da Comissão nacional de Energia Nuclear – CNEN. Competência Estadual: Compete ao órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal o licenciamento de empreendimentos e atividades, após considerar o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos Municípios de localização do empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, envolvidos no procedimento de licenciamento: I - localizados ou desenvolvidos em mais de um Município ou em unidades de conservação de domínio estadual ou do Distrito Federal; II – localizados ou desenvolvidos nas florestas e demais formas de vegetação natural de preservação permanente relacionados no Art. 2º da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, e em todas as que assim forem consideradas por normas federais, estaduais ou municipais; III – cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais de um ou mais Municípios; IV – delegados pela União aos Estados ou ao Distrito Federal, por instrumento legal ou convênio. Competência Municipal: Compete ao órgão municipal, ouvidos os órgãos competentes da União, dos Estados e do Distrito Federal, quando couber, o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades de impacto ambiental local e daquelas que lhe forem delegadas pelo estado por instrumento legal ou convênio. 4 – SISTEMA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL NO BRASIL A legislação ambiental brasileira está em contínuo processo de atualização e regulamentação. O CEBDS, representando o setor empresarial, acompanha e analisa os trabalhos do Congresso Nacional, do CONAMA e de todos os atos do Executivo em relação à legislação ambiental e, quando necessário sugere alterações ou adequações

para tornarem os instrumentos legais mais efetivos e mais condizentes com a realidade brasileira. Um acordo de cooperação firmado entre o setor privado e a administração pública dos Estados brasileiros, durante reunião conjunta realizada pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), de 6 a 8 de outubro de 2004, estabeleceu uma união de esforços para otimizar, padronizar, dar transparência e agilidade ao licenciamento ambiental. Acordo inédito na história do país, desde que o licenciamento ambiental foi criado, na década de 70, o protocolo será um instrumento fundamental para desobstruir um dos principais gargalos para o crescimento da economia, sem pôr em risco a preservação dos recursos naturais. Sem exagero, pode-se afirmar que em alguns Estados o sistema se tornou tão lento e burocrático que a obtenção de uma licença para iniciar ou ampliar uma atividade pode levar anos. Os empreendedores, em muitos casos, desistem ou mudam de local e até de país. De acordo com levantamento feito no início deste ano, nos setores de energia e transporte, o país registrava uma perda superior a R$ 28 bilhões, a longo e médio prazo, em investimentos privados nacionais e estrangeiros, devido à demora nas análises dos projetos ou falta de decisão em laudos de licenciamento ambiental. O protocolo prevê a criação de um grupo de trabalho, que terá a representação do setor empresarial e dos órgãos ambientais estaduais, cuja missão será otimizar o desempenho do sistema de licenciamento, estabelecendo novos procedimentos que permitam a interatividade efetiva entre os atores envolvidos. O processo de licenciamento será totalmente informatizado, o que garantirá a sua transparência e rapidez nas concessões das licenças para operar. O trabalho conjunto também prevê a melhoria técnica das equipes envolvidas nas diversas fases do processo de licenciamento (empresas de consultoria, o setor produtivo e os órgãos ambientais) com a realização de cursos de capacitação profissional. O intercâmbio de recursos humanos, materiais e científicos vai aprimorar o sistema de licenciamento ambiental nos Estados que, hoje, são os responsáveis por, pelo menos, 95% das concessões de licenças para as atividades econômicas. Conforme o Art. 19, da Lei nº 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, o Poder Público, no exercício de sua competência de controle, expedirá as seguintes licenças: I – Licença Prévia (LP), na fase preliminar do planejamento de atividade, contendo requisitos básicos a serem atendidos nas fases de localização, instalação e operação, observados os planos municipais, estaduais ou federais de uso do solo; II – Licença de Instalação (LI), autorizando o início da implantação, de acordo com as especificações constantes do projeto Executivo aprovado; e III – Licença de Operação (LO), autorizando, após as verificações necessárias, o início da atividade licenciada e o funcionamento de seus equipamentos de controle de poluição, de acordo com o previsto nas Licenças, Prévia e de Instalação.

Cabe ao CONAMA fixar os critérios básicos, segundo os quais serão exigidos Estudos de Impacto Ambiental, para fins de licenciamento, a ser elaborado por técnicos habilitados e desenvolverá, no mínimo, as seguintes atividades técnicas: I - Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto completa descrição e análise dos recursos ambientais e suas interações, tal como existem, de modo a caracterizar a situação ambiental da área, antes da implantação do projeto, considerando: a) o meio físico - o subsolo, as águas, o ar e o clima, destacando os recursos minerais, a topografia, os tipos e aptidões do solo, os corpos d’água, o regime hidrológico, as correntes marinhas, as correntes atmosféricas; b) o meio biológico e os ecossistemas naturais - a fauna e a flora, destacando as espécies indicadoras da qualidade ambiental, de valor científico e econômico, raras e ameaçadas de extinção e as áreas de preservação permanente; c) o meio sócio-econômico - o uso e ocupação do solo, os usos da água e a sócioeconomia, destacando os sítios e monumentos arqueológicos, históricos e culturais da comunidade, as relações de dependência entre a sociedade local, os recursos ambientais e a potencial utilização futura desses recursos. II - Análise dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas, através de identificação, previsão da magnitude e interpretação da importância dos prováveis impactos relevantes, discriminando: os impactos positivos e negativos (benéficos e adversos), diretos e indiretos, imediatos e a médio e longo prazos, temporários e permanentes; seu grau de reversibilidade; suas propriedades cumulativas e sinérgicas; a distribuição dos ônus e benefícios sociais. III - Definição das medidas mitigadoras dos impactos negativos, entre elas os equipamentos de controle e sistemas de tratamento de despejos, avaliando a eficiência de cada uma delas. IV - Elaboração do programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos positivos e negativos, indicando os fatores e parâmetros a serem considerados. 5 - SISTEMA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL DA BAHIA No Estado da Bahia, o processo inicia-se no IMA ou nos municípios habilitados para realizarem o licenciamento ambiental. É feita a análise prévia dos projetos apresentados e, com base na legislação, os empreendimentos ou atividades são classificados, conforme sua natureza, porte, tecnologias utilizadas, estágio e outras características. Na concessão da licença são determinados condicionantes, em defesa do meio ambiente, a serem cumpridos pela empresa ou atividade. As licenças ambientais existentes na Bahia são: Licença Simplificada (LS); Licença de Localização (LL); Licença de Implantação (LI); Licença de Operação (LO); Licença de Alteração (LA); Licença de Operação da Alteração (LOA); e Renovação da Licença de Operação (RLO). De acordo com o porte do empreendimento ou atividade, algumas dessas licenças são concedidas pelo CEPRAM, outras pelo CRA e algumas pelos municípios habilitados.

Para as atividades de caráter temporário é exigida a Autorização Ambiental (AA), a exemplo da Autorização de Transporte de Resíduos Perigosos (ATRP). Vinculados ao licenciamento ambiental, há outros atos administrativos como: Revisão de Condicionantes (RC); Transferência de Licença Ambiental (TLA), Prorrogação de Prazo de Validade (PPV), Alteração de Razão Social (ALRS), Manifestação Prévia (MP) e Anuência Prévia (AP). Em 2002 foi implantada no Estado a Gestão Integrada e Responsabilidade Ambiental, aprovada pelo CEPRAM, através da Resolução 2.933, de 22/02/2002, que reúne num único dispositivo legal todos os instrumentos de autocontrole ambiental: CTGA (Comissão Técnica de Garantia Ambiental), ALA (Auto-Avaliação para o Licenciamento Ambiental), Política Ambiental e Balanço Ambiental. Já o Termo de Responsabilidade Ambiental (TRA), outra proposta inovadora, é exigido na fase inicial do requerimento. Trata-se de um documento semelhante a um contrato ambiental, no qual os empreendedores firmam com a sociedade o compromisso de não poluir, degradar ou impactar o meio ambiente, além dos níveis permitidos pela legislação, bem como recuperar os danos eventualmente causados pela sua atividade. O Sistema de Licenciamento Ambiental da Bahia é composto das seguintes Licenças: I - Licença de Localização (LL): concedida pelo CEPRAM na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação; II - Licença de Implantação (LI): concedida pelo IMA para a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes; III - Licença de Operação (LO): concedida pelo IMA para a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do cumprimento das exigências constantes das licenças anteriores e estabelecimento das medidas de controle ambiental e condicionantes a serem observados para essa operação; IV - Licença de Alteração (LA): concedida pelo IMA para a ampliação, diversificação, alteração ou modificação de empreendimento ou atividade ou processo regularmente existente; V – Licença de Operação da Alteração (LOA): concluída a alteração da operação, o interessado deverá requerer ao IMA a competente licença de Operação da Alteração (LOA), que deverá ser incorporada a próxima Renovação da Licença de Operação da atividade; VI - Licença Simplificada (LS): concedida pelo IMA para a localização, implantação e operação de empreendimentos e atividades de micro ou pequeno porte. A Licença de Operação e a Licença Simplificada são renovadas periodicamente, de acordo com a sua validade, através da Renovação da Licença de Operação (RLO) ou

da renovação da Licença Simplificada, concedidas para autorizar a continuidade da operação da atividade, mediante o cumprimento dos condicionantes. Concedida para autorizar a continuidade da operação da atividade, mediante o cumprimento dos condicionamentos estabelecidos. Já a Autorização Ambiental será concedida pelo IMA para a realização ou operação de empreendimentos, atividades, pesquisas e serviços de caráter temporário ou para a execução de obras que não impliquem em instalações permanentes, devendo constar os condicionamentos a serem atendidos pelo interessado dentro dos prazos estabelecidos. Quando a atividade, pesquisa ou serviços inicialmente de caráter temporário passar a configurar-se como de caráter permanente, deverá ser requerida de imediato a Licença Ambiental pertinente em substituição a Autorização expedida. 6 - ATIVIDADES SUJEITAS AO SISTEMA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL NA BAHIA De acordo ao que dispõe o art. 180 da Lei nº 7.799, “Dependerá de prévia autorização ou de licenciamento ambiental do órgão competente, sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis, a localização, construção, instalação, ampliação, alteração e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetivas ou potencialmente poluidoras, bem como os empreendimentos capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental.”. § 1o - São passíveis de licença ou autorização ambiental as obras, serviços e atividades, agrupadas nas 07 (sete) divisões, relacionadas, como segue: I - Divisão A: Agricultura, Florestas, Caça e Pesca. Grupo 01: Produtos da Agricultura Grupo 02: Criação de Animais Grupo 03: Silvicultura Grupo 04: Caça e Pesca II - Divisão B: Mineração Grupo 05: Minerais Metálicos e Semi-metais Grupo 06: Minerais Não Metálicos Grupo 07: Minerais Não Metálicos Diversos, inclusive extração de petróleo e gás natural e Minerais de uso Industrial III - Divisão C: Indústrias de Transformação Grupo 08: Produtos Alimentícios e Semelhantes

Grupo 09: Produtos do Fumo Grupo 10: Produtos Têxteis Grupo 11: Madeira e Mobiliário Grupo 12: Papel e produtos Semelhantes Grupo 13: Editorial e Gráfica Grupo 14: Fabricação de Produtos Químicos Grupo 15: Refino do Petróleo Grupo 16: Materiais de Borracha ou de Plástico Grupo 17: Couro e Produtos de Couro Grupo 18: Produtos de Vidro Grupo 19: Metalurgia de Metais Ferrosos e Não ferrosos Grupo 20: Metalurgia de Metais Preciosos Grupo 21: Produtos Metálicos Diversos Grupo 22: Acabamento de Produtos Metálicos Grupo 23: Máquinas e Equipamentos Industriais Grupo24: Equipamentos e Componentes Elétricos e Eletrônicos Grupo 25 Equipamentos e Materiais de Comunicação Grupo 26: Equipamentos de Transporte Grupo 27: Equipamentos Aeroviários, inclusive Peças e Acessórios IV - Divisão D: Transporte Grupo 28: Transporte Aquático Grupo 29: Transporte Ferroviário Grupo 30: Transporte Aéreo Grupo 31: Transporte Rodoviário Grupo 32: Transporte de Substâncias através de Dutos, exceto gás natural

V - Divisão E: Serviços Grupo 33: Produção e Distribuição de Gás Natural Grupo 34: Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica Grupo 35: Estocagem e Distribuição de Produtos Grupo 36: Serviços de Abastecimento de Água Grupo 37: Serviços de Coleta, Transporte, Tratamento e Disposição de Esgotos Domésticos, inclusive emissários e interceptores Grupo 38: Serviços de Coleta, Transporte, Tratamento e Disposição de Resíduos Sólidos Urbanos Grupo 39: Serviços de Coleta, Transporte, Tratamento e Disposição de Resíduos Industriais Grupo 40: Serviços de Coleta, Tratamento e Disposição de Efluentes Líquidos Industriais Grupo 41: Serviços de Saúde Grupo 42: Serviços de Comunicação Grupo 43: Serviços Funerários VI - Divisão F: Obras Civis Grupo 44: Rodovias Grupo 45: Ferrovias Grupo 46: Hidrovias Grupo 47: Portos Grupo 48: Aeroportos Grupo 49: Aeródromos Grupo 50: Autódromos Grupo 51: Marinas e atracadouros Grupo 52: Metrôs Grupo 53: Barragens e Diques

Grupo 54: Canais para drenagem Grupo 55: Retificação de cursos d´água Grupo 56: Transposição de bacias hidrográficas Grupo 57: Obras civis não classificadas VII - Divisão G: Empreendimentos Urbanísticos, Turísticos e de Lazer. Grupo 58: Parques Temáticos Grupo 59: Complexos turísticos e empreendimentos hoteleiros Grupo 60: Parcelamento do solo loteamentos, desmembramentos Grupo 61: Condomínios horizontais Grupo 62: Conjuntos habitacionais Grupo 63: Empreendimentos urbanísticos não classificados” 7 - CLASSIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES SEGUNDO O PORTE Conforme critérios estabelecidos no Anexo III do Regulamento da Lei 7.799/01, o enquadramento das atividades far-se-á, quanto ao porte, segundo cinco grupos distintos: Micro, Pequeno, Médio, Grande e Excepcional, sendo enquadrada pelo parâmetro que der maior dimensão. Quando a atividade não se enquadrar nos parâmetros apropriados estabelecidos no Anexo III do Regulamento, utilizar-se-á o seu investimento total como base para o enquadramento do Porte. Considera-se investimento total o somatório do valor atualizado do investimento fixo e do capital de giro, expresso em reais. 7.1 – TABELA COM A CLASSIFICAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS SEGUNDO O PORTE PORTE MICRO PEQUENO MÉDIO GRANDE ÁREA INVESTIMENTO 2 CONSTRUÍDA (m ) TOTAL (R$) ≤ 200 120.000≤ > ≤120.000 > ≤200 2.000 1.200.000 > ≤1.200.000 > ≤2.000 10.000 12.000.000 > ≤12.000.000 > ≤10.000 40.000 160.000.000 NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS 10≤ > ≤10 50 > ≤50 100 > 100 ≤ 1.000 > 1.000 PROJETOS

EXCEPCIONA > 40.000 > 160.000.000 L PORTE EMPREENDIMENT PROJETOS DE OS

DE BASE FLORESTAL Área total ( Ha ) 300≤ > ≤300 700 > ≤700 5.000 > ≤5.000 50.000

IRRIGAÇÃO Área Irrigada ( Ha ) 100≤ > ≤100 500 > ≤500 1000 > ≤1000 2000 > 2000 LINHA DE DISTRIBUIÇÃO

URBANÍSTICOS Área Total (Ha) 5≤ > ≤5 10 > ≤10 20 > ≤20 50 > 50 ERB -POTÊNCIA TRANSMISSOR Irradiada (w)

MICRO PEQUENO MÉDIO GRANDE EXCEPCIONA > 50.000 L LINHAS DE TRANSMISSÃO PORTE MICRO PEQUENO MÉDIO GRANDE EXCEPCIONA 100≥ Km L RODOVIAS PORTE Extensão Extensão (Km) < 10 Km 10≥ Km < 30 Km 30≥ Km < 60 Km 60≥ Km < 100 Km

Extensão (Km) < 20 Km ≤1 ≥ 20 Km < 50 Km 1> ≤ 45 50≥ Km < 100 Km 45> ≤ 200 100≥ Km < 150 Km 200> 150≥ Km PISCICULTURA ----

MICRO PEQUENO MÉDIO GRANDE EXCEPCIONA 200≥ Km L

extensiva, semiintensiva e intensiva Área (Ha) (Km) < 20 Km <2 20≥ Km < 50 Km 2≥ < 10 50≥ Km < 100 Km 10≥ < 50 100≥ Km < 200 Km 50≥ < 100 100≥

PISCICULTUR A superintensiva
Volume (m3) < 500 500≥ < 1.000 1.000≥ <2.000 2.000≥ < 5.000 5.000≥

PORTE

MICRO PEQUENO MÉDIO GRANDE EXCEPCIONA 500≥ L

CARCINICULTUR CARCINICULTURA A extensiva, semi-intens RANICULTURA e intensiva super-intensiva Área (Ha) Área (Ha) Área (Ha) < 10 < 600 < 50 10≥ < 50 600≥ < 3.000 50≥ < 300 50≥ < 200 3.000≥ < 6.000 300≥ < 1.000 200≥ < 500 6.000≥ < 12.000 1.000≥ < 50.00 12.000≥ 5.000≥

TE MICRO PEQUENO MÉDIO GRANDE EXCEPCIONA L

OSTREICULTURA Área (Ha) < 2000 2000≥ < 5000 5000≥ < 20.000 20.000≥ < 50.000 50.000≥

ATERROS SANITÁRIOS Produção (ton/dia) < 10 ≥ 10 < 20 ≥ 20 < 60 ≥ 60 < 100 100≥

HOSPITAIS (Nº de leitos) < 30 30≥ < 50 ≥ 50 < 100 100≥ < 200 200≥

8 - PROCEDIMENTOS PARA O LICENCIAMENTO AMBIENTAL O Procedimento do licenciamento ambiental obedece a cinco etapas básicas, conforme fluxograma apresentado a seguir. ETAPA I - REQUERIMENTO DA LICENÇA O interessado deverá contactar a ATEND – Coordenação de Atendimento ao Público e Documentação Técnica,, na sede do IMA, em Salvador (Rua Rio São Francisco, 01 Monte Serrat), e requerer a Licença ou Autorização Ambiental, através do Requerimento em formulário próprio fornecido pelo IMA, acompanhado dos documentos, projetos e estudos ambientais necessários ao início do processo de licenciamento. Para instrução dos processos de autorização ou de licenciamento ambiental, o interessado apresentará ao IMA Requerimento, através de formulário próprio, devidamente preenchido e assinado pelo representante legal da empresa, acompanhado dos documentos, projetos e estudos ambientais pertinentes. O IMA exigirá, no que couber, dentre outros documentos e informações: I - certidão da Prefeitura Municipal, declarando que o local e o tipo de empreendimento ou atividade estão em conformidade com a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo; II - roteiro de caracterização do empreendimento - RCE, fornecido pelo IMA; III - original da publicação do pedido da licença, conforme modelo padronizado pelo IMA; IV - cópia da publicação da concessão Licença anterior; V - auto-avaliação do cumprimento dos condicionamentos da Licença anterior; VI - comprovante do pagamento de remuneração fixada VII - anuência prévia da CONDER, nos seguintes casos:

a) parcelamento (loteamentos e desmembramentos) acima de 30 ha; b) conjuntos residenciais com 300 ou mais unidades habitacionais; c) novos complexos industriais; d) aterro sanitário; e) empreendimentos industriais localizados em municípios da Região Metropolitana de Salvador, excetuando-se os localizados nos Complexos ou Distritos Industriais planejados; f) outros empreendimentos de impacto urbano, considerados relevantes pelo IMA e pela CONDER. VIII - outorga de uso da água expedida pelo órgão competente; IX - autorização para supressão de vegetação expedida pelo órgão florestal competente; X - certidão de averbação de reserva legal; XI - laudo do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional – IPHAN; XII - alvará de pesquisa mineral expedido pelo DNPM; XIII - guia de utilização do minério expedido pelo DNPM; XIV - portaria de lavra do DNPM; XV - anuência prévia do Pólo, Distrito ou Centro Industrial; XVI - cópia da ATA da constituição da CTGA, acompanhada do ART do Coordenador, quando couber; XVII - declaração da Política Ambiental da Empresa, estabelecida pela alta administração, devidamente divulgada; XVIII - anuência prévia de órgãos e entidades federais, estaduais e municipais pertinentes; XIX - outras informações e ou memoriais complementares exigidos pelo CRA. Caberá ao CRA, através do titular da Coordenação de Atendimento ao Público e Documentação Técnica, informar aos interessados, de acordo com a tipologia da licença ou autorização requerida, quais os documentos preliminares, constantes do parágrafo anterior, que deverão ser apresentados para a formação do processo. Os documentos apresentados em forma de XEROX, deverão ser autenticados em cartório de títulos e documentos ou acompanhados do documento ORIGINAL para simples conferência pela ATEND e devolução imediata.

NOTA: As Licenças são sequenciais e independentes. Os documentos solicitados serão cumulativos, caso a Licença anterior não tenha sido requerida. Ex: Requerimento de L.O sem ter passado pela L.L e L.I (empreendimento irregular). Neste caso o empreendedor deverá apresentar a documentação referente as Licenças anteriores, no que se refere a Certidões, Anuências, Outorgas, bem como efetuar a Remuneração da Análise de todas as Licenças. DA PUBLICIDADE DO PEDIDO DE LICENÇA AMBIENTAL Os pedidos de licenciamento, em qualquer das suas modalidades, e sua renovação serão objeto de publicação resumida, paga pelo interessado, em jornal de grande circulação, excetuando-se os pedidos enquadrados como Licença Simplificada.
ROTEIRO DE CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO - RCE

O Roteiro de Caracterização do Empreendimento - RCE, bem como a exigência de plantas e memoriais é específico para cada modalidade da Licença (LL, LI, LO, LA) e para cada tipo de atividade, a exemplo de atividades industriais, minerais, irrigação, empreendimentos habitacionais, entre outros. De acordo com o tipo de atividade e o tipo da Licença Ambiental requerida, o interessado adquirirá o RCE, junto a ATEND, na sede do IMA. ESTUDOS AMBIENTAIS Impacto Ambiental é qualquer modificação do meio ambiente, adversa ou benéfica, que resulte, no todo ou em parte, das atividades, produtos ou serviços de uma organização. Juridicamente, o conceito de impacto ambiental refere-se exclusivamente aos efeitos da ação humana sobre o meio ambiente. Portanto, fenômenos naturais como tempestades, enchentes, incêndios florestais por causa natural, terremotos e outros, apesar de provocarem as alterações ressaltadas não caracterizam um impacto ambiental. .Os Estudos Ambientais apresentados pelos interessados, necessários ao processo de licenciamento, deverão ser realizados por profissionais legalmente habilitados, às expensas do empreendedor. Os profissionais que subscrevem os estudos serão responsáveis pelas informações apresentadas, sujeitando-se às sanções administrativas, civis e penais. Os documentos deverão vir assinados e acompanhados dos respectivos Registros no Conselho de Classe Profissional e da Anotação de Responsabilidade Técnica ART. • Estudo de Impacto Ambiental O Estudo de Impacto Ambiental - EIA, fundamentalmente, trata do estudo detalhado sobre os impactos ambientais associados a um dado tipo de empreendimento. Neste caso, em sua elaboração são utilizados diversos recursos científicos e tecnológicos. Fato que resulta na elaboração de textos técnicos com farto jargão técnico. Deste modo, o EIA presta-se a análises técnicas a serem elaboradas por técnicos do Órgão licenciador. • Relatório de Impacto Ambiental

O Relatório de Impacto Ambiental - RIMA, que é um resumo do EIA, deve ser elaborado de forma objetiva e adequada à compreensão por pessoas leigas. Cópias do RIMA devem ser colocadas à disposição de entidades e comunidades interessadas. • Plano de Controle Ambiental O Plano de Controle Ambiental acompanhado do Relatório de Controle Ambiental – é exigido para empreendimentos e/ou atividades que não têm grande capacidade de gerar impactos ambientais. Porém, a estruturação dos documentos possui escopo semelhante ao do EIA/RIMA. Neste caso, não são necessários grandes níveis de detalhamento. • Plano de Recuperação de Áreas Degradadas Instituído pelo Decreto Federal 97.632, de 10.04.1989, define em seu Art. 1º que "Os empreendimentos que se destinam à exploração dos recursos minerais deverão, quando da apresentação do Estudo de Impacto Ambiental - EIA e do Relatório de Impacto Ambiental - RIMA, submeter à aprovação do órgão ambiental competente, o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas". FORMALIZAÇÃO DO PROCESSO A Coordenação de Atendimento ao Público e Documentação Técnica - ATEND, do Instituto do Meio Ambiente – IMA, após o recebimento da documentação pertinente, realiza uma análise prévia para confirmação da modalidade do pedido de licença e autua o REQUERIMENTO e demais documentos formando o Processo de licenciamento, que recebe uma numeração própria. O acompanhamento do Processo é realizado via eletrônica, devendo o interessado referir-se a numeração supra citada, sempre que necessário, durante todo o trâmite no IMA. A ATEND encaminhará o Processo completo para a Coordenação de Licenciamento Ambiental, que procederá a análise técnica. ETAPA II - ANÁLISE TÉCNICA Nesta etapa o processo será submetido à análise técnica, por equipe multidisciplinar do IMA, que realizará inspeções, a fim de verificar as informações constantes do processo, além de avaliar “in loco” os possíveis impactos associados à atividade. Posteriormente serão elaborados Relatórios de Inspeção e Pareceres Técnicos e jurídicos que integrarão o Processo de Licenciamento. A análise será coordenada por um técnico responsável que manterá contato direto com o interessado para os esclarecimentos que se fizerem necessários, bem como para a solicitação de estudos complementares. Caso o processo tratar de Licença de Localização e passível de realização de Estudo de Impacto Ambiental - EIA, deverão ser observados os procedimentos normativos para tal. Para os Processos conduzidos através do ALA - Auto-Avaliação para o Licenciamento Ambiental, esta etapa de análise é bastante interativa, resultando em uma proposta de gestão ambiental por parte da empresa, através da elaboração do ALA, de acordo com o Termo de Referência, pré-definido entre o IMA e a Empresa. Completada a análise, o Processo contendo os Pareceres Técnicos e jurídicos do IMA e o ALA da Empresa, será submetido à apreciação do Conselho Estadual de Meio

Ambiente - CEPRAM. Os condicionamentos estabelecidos na respectiva Licença, serão objetos de discussão prévia entre o IMA e o interessado. ETAPA III - APRECIAÇÃO PELO CEPRAM Compete ao CRA: Emitir todas as modalidades de Licenças, excetuando-se a Licença de Localização – LL e a primeira licença de empreendimentos instalados irregularmente. Compete ao CEPRAM: Emitir a Licença de Localização - LL e demais Licenças de Empreendimentos Irregulares. O Conselho Estadual de Meio Ambiente - CEPRAM reúne-se ordinariamente uma vez por mês, sob a presidência do Secretário do Planejamento, Ciência e Tecnologia, quando são apreciados os Processos de Licenciamento, constantes da pauta e que lhes são encaminhados, através do IMA. Atualmente, o Colegiado é composto por 15 (quinze) Conselheiros, sendo 05 (cinco) representantes de cada Segmento (poder público, sociedade civil e ONGs). Com uma antecedência mínima de 10 (dez) dias úteis da data da Reunião, o Presidente do CEPRAM designa um Relator para cada Processo constante da Pauta. O Conselheiro Relator aprecia os documentos e o Parecer Técnico do IMA e formula por escrito o seu Voto. O Voto é encaminhado previamente ao IMA, para que seja dado conhecimento aos demais Conselheiros antes da reunião. Ao iniciar a reunião, é facultado a qualquer Conselheiro requerer o pedido de vista, adiamento ou diligenciar um determinado Processo. Concedido o pedido, pela presidência, o respectivo processo passa a ser objeto de análise na próxima reunião do CEPRAM. Não havendo discordância, nem adendo aos votos dos relatores, bem como pedido de vista, adiamentos e solicitações de destaque, o presidente encaminha a votação dos Processos em conjunto. Em sendo aprovado o licenciamento, o CEPRAM mediante Resolução, autorizará o CRA a emitir o Certificado da Licença. Via de regra, toda Licença Ambiental possui condicionamentos que devem ser cumpridos pela empresa licenciada. Estes condicionamentos referem-se às medidas de controle que devem ser cumpridas e observadas durante a vigência da Licença. Sendo que o cumprimento desses condicionantes é objeto de fiscalização periódica pelo IMA e acompanhamento permanente através da Comissão Técnica de Garantia Ambiental CTGA, da Empresa. ETAPA IV - PUBLICAÇÃO DA RESOLUÇÃO CEPRAM O extrato da Portaria IMA ou da Resolução do CEPRAM que concede a licença ambiental é publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia, contendo a razão social da Empresa, localização, tipo de licença, prazo de validade, Unidade Licenciada e dados qualitativos e quantitativos de produção. A íntegra da Resolução contendo os condicionamentos é anexada ao Certificado da Licença que será entregue ao interessado através da ATEND.

ETAPA V - EMISSÃO DO CERTIFICADO DA LICENÇA O IMA emite o CERTIFICADO da Licença Ambiental, contendo o prazo de validade, nº do Processo e o nº Resolução CEPRAM, concedendo à empresa a Licença Ambiental requerida. Este é o diploma legal que certifica o licenciamento solicitado pela empresa. Este deve ser fixado em local apropriado, estando sempre à disposição das autoridades competentes. 9 - DO CANCELAMENTO DAS LICENÇAS O órgão ambiental competente, neste caso o IMA ou O CEPRAM mediante decisão motivada, poderá modificar os condicionantes e as medidas de controle e adequação, suspender ou cancelar uma licença expedida, quando ocorrer: I - violação ou inadequação de quaisquer condicionantes ou normas legais; II - omissão ou falsa descrição de informações relevantes que subsidiaram a expedição da Licença; III - superveniência de graves riscos ambientais e de saúde. 10 - RECOMENDAMOS O CONHECIMENTO DAS SEGUINTES LEIS E DECRETOS - CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL - 1988 - CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DA BAHIA – 1989 - LEI FEDERAL nº 9.605, de 12/02/98 – Lei de Crimes Ambientais; - DECRETO FEDERAL nº 3.179, de 21/09/99 – Dispõe sobre a especificação das sanções aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente; - LEI FEDERAL nº 6.938, de 31/08/81, alterada pelas Leis nºs 7.804, de 18/07/89 e 8.028, de 12/04/90; - DECRETO FEDERAL nº 99.274, de 06/06/90; - RESOLUÇÕES NORMATIVAS DO CONAMA, nºs 001/96, 009/87 e 237/97; - LEI ESTADUAL nº 7.799, de 07 de fevereiro de 2001; - DECRETO ESTADUAL nº 7.967, de 05 de junho de 2001; - RESOLUÇÕES NORMATIVAS DO CEPRAM; - NORMAS AMBIENTAIS DA ABNT - NBR Série- ISO 14000 11 – BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

Souza, Maria Lucia Cardoso Licenciamento Ambiental passo a passo no estado da Bahia: Normas e procedimentos / Maria Lucia Cardoso de Souza – Salvador: Centro de Recursos Ambientais, 2002. 136p. BAHIA. Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Centro de Recursos Ambientais. Manual de orientação ao cliente. / Centro de Recursos Ambientais. 2.ed. Salvador: Centro de Recursos Ambientais, 2006. 58 p.; (Conhecendo os regulamentos ambientais; v.2) WWW.seia.ba.gov.br Bahia. Leis e Decretos Meio Ambiente: Legislação Básica Estadual e Federal – 4ª ed revista e atualizada. Salvador: Centro de Recursos Ambientais, 1999. 138p

Licenciamento Ambiental
O licenciamento é um dos instrumentos de gestão ambiental estabelecido pela lei Federal n.º 6.938, de 31/08/81, também conhecida como Lei da Política Nacional do Meio Ambiente. Em 1997, a Resolução nº 237 do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente definiu as competências da União, Estados e Municípios e determinou que o licenciamento deverá ser sempre feito em um único nível de competência. No licenciamento ambiental são avaliados impactos causados pelo empreendimento, tais como: seu potencial ou sua capacidade de gerar líquidos poluentes (despejos e efluentes), resíduos sólidos, emissões atmosféricas, ruídos e o potencial de risco, como por exemplo, explosões e incêndios. Cabe ressaltar, que algumas atividades causam danos ao meio ambiente principalmente na sua instalação. É o caso da construção de estradas e hidrelétricas, por exemplo. É importante lembrar que as licenças ambientais estabelecem as condições para que a atividade ou o empreendimento cause o menor impacto possível ao meio ambiente. Por isso, qualquer alteração deve ser submetida a novo licenciamento, com a solicitação de Licença Prévia. O Licenciamento Ambiental possui três estágios: Licença Prévia, Licença de Instalação e Licença de Operação. Etapas do Licenciamento Ambiental

• Licença Prévia (LP) – Licença que deve ser solicitada na fase de planejamento da implantação, alteração ou ampliação do empreendimento. Aprova a viabilidade ambiental do empreendimento, não autorizando o início das obras. • Licença Instalação (LI) – Licença que aprova os projetos. É a licença que autoriza o início da obra/empreendimento. É concedida depois de atendidas as condições da Licença Prévia. • Licença de Operação (LO) – Licença que autoriza o início do funcionamento do empreendimento/obra. É concedida depois de atendidas as condições da Licença de Instalação. Uma vez concedida a LO, esta deverá ser renovada periodicamente junto ao órgão licenciador. A solicitação de qualquer uma das licenças deve estar de acordo com a fase em que se encontra a atividade/ empreendimento: concepção, obra, operação ou ampliação, mesmo que não tenha obtido anteriormente a Licença prevista em Lei. Atividades que estiverem em fase de ampliação e não possuírem Licença de Operação deverão solicitar, ao mesmo tempo, a LO da parte existente e a LP para a nova situação. No caso de já possuírem a LO deverão solicitar LP para a situação pretendida. Outros documentos que podem ser solicitados Autorização: Documento precário que autoriza por um prazo não superior a 1 (um) ano uma determinada atividade bem definida. Declaração: Documento, não autorizatório, que relata a situação de um empreendimento/atividade. O Serviço de Licenciamento tem por objetivos:
• • •

assessorar a empresa na obtenção das Licenças; executar todos os estudos necessários à obtenção da Licença (EIA/RIMA, PCA/RCA) acompanhamento de todo o processo junto aos órgãos competentes.

A Empresa
Quem somos Mundo Ambiente Engenharia é uma empresa, composta por profissionais legalmente habilitados e especializados, prestadora de serviços técnicos de assessoria e consultoria nas áreas de segurança e saúde no trabalho e meio ambiente. O que fazemos Prestamos serviços técnicos para empresas públicas e privadas, sindicatos, associações, instituições de ensino e condomínios que desejam implementar políticas ambientais e de segurança e saúde no trabalho visando o cumprimento das legislações pertinentes assim

como os auxiliamos nos procedimentos para a obtenção de licença e certificações ambientais (ISO 14001) e de sistemas de gestão em saúde e segurança no trabalho (OHSAS 18000 e seguintes). Ambiental A necessidade de enquadramento ou adequação do empreendimento, independentemente do tipo de atividade, à legislação ambiental é uma necessidade exigida pela sociedade que busca o desenvolvimento sustentável. Uma boa política e prática ambiental previnem problemas presentes e futuros evitando um passivo ambiental. Recentemente a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu vários requisitos dispondo sobre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis. Segurança do Trabalho Em ambientes de trabalho seguros e saudáveis a possibilidade de obterem-se resultados positivos, como boa produtividade é evidente. Evitar doenças e acidentes decorrentes do trabalho é desejo de qualquer empresário, assim como evitar autuações decorrentes do descumprimento de normas e leis trabalhistas ou previdenciárias. Propomos auxiliar a implementar procedimentos e programas previstos nas normas regulamentadoras – NR de segurança e saúde do trabalho do nosso ordenamento jurídico, assim como a auditar a eficácia e cumprimentos desta legislação a fim de tornar o ambiente de trabalho o mais seguro possível. O sucesso e prosperidade de uma empresa dependem fundamentalmente de seus trabalhadores. Alocar recursos em segurança do trabalho é investimento seguro, pois prevenir sempre é melhor que remediar.

HISTÓRICO DOS MOVIMENTOS AMBIENTAIS NO BRASIL E NO MUNDO
HISTÓRICO DOS MOVIMENTOS AMBIENTAIS MUNDIAIS A partir de 1986, com o surgimento da Resolução CONAMA 001 no Brasil, muitos projetos de empreendimentos com potencial impactante ao meio ambiente foram obrigados a elaborar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) como parte do licenciamento para sua implantação e operação. Tais exigências para aprovação de projetos de empreendimentos potencialmente poluidores seguiu uma tendência mundial de preservação dos recursos naturais, uma preocupação que surgiu a partir da década de 50 do século XX. Até esse momento, a noção de

desenvolvimento esteve diretamente ligada à industrialização e ao crescimento econômico, entretanto, a acumulação de indústrias nos países em desenvolvimento cujos resíduos de sua produção eram despejados sem nenhum tipo de tratamento iniciou uma série de catástrofes ecológicas que fizeram com que se iniciasse uma reflexão sobre os rumos das atividades humanas no planeta. Surge nesse instante a idéia de se impor limites ao crescimento industrial para que o mesmo não cause danos irreparáveis aos recursos físicos e humanos da Terra. A primeira proposta para resolução dessa questão surgiu na década de 60 através do “Relatório do Clube de Roma”, redigido com a participação de representantes dos países industrializados com a proposta de “crescimento zero” (FOGLIATTI, et al; 2004). Obviamente tal solução não agradou aos países menos desenvolvidos que pleiteavam sua própria industrialização para que seu desenvolvimento se equiparasse ao dos países mais industrializados, causando dessa maneira uma bipolaridade no que se refere à questão ambiental. Em 1970, os Estados Unidos da América foi o primeiro país a institucionalizar a fiscalização dos impactos ambientais através da criação do National Environment Policy. Em 1971, foram realizadas em Fourneux na Suíça várias reuniões preparatórias que produziram o documento “O Painel de Peritos em Desenvolvimento e Meio Ambiente” para que em 1972 na Suécia, fosse realizada a Conferência Sobre o Meio Ambiente Humano em Estocolmo pela Assembléia Geral das Nações Unidas. O documento redigido em Fourneux teve como objetivo discutir as divergências entre países desenvolvidos e os de industrialização tardia. Como conseqüência da Conferência de Estocolmo, gerouse a “Declaração Sobre o Meio Ambiente Humano”, marco fundamental que tornou os impactos ambientais algo a ser efetivamente minimizado. É nessa época que surge a idéia de harmonizar justiça social, crescimento econômico e preservação ambiental através do conceito de “ecodesenvolvimento” para estabelecer uma relação positiva entre desenvolvimento e meio ambiente. A partir da Conferência de Estocolmo, começam a surgir em todo o mundo diversas disposições legais, organizações e programas ambientais como por exemplo o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e o Earthwatch (Programa Observação da Terra). Paralelamente, cresceu a tendência dos órgãos financiadores em exigir o desenvolvimento de estudos de impactos ambientais para liberação de recursos. Em 1983, criou-se a Comissão mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Agora, a preocupação ambiental não era mais apenas a escassez dos recursos naturais e sim a absorção dos ecossistemas devido aos resíduos produzidos pelas atividades humanas. Em 1987, a Comissão mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento publicou um relatório chamado “Nosso Futuro Comum”, conhecido também por Relatório “ Brundtland”. Nesse instante que surge o termo “desenvolvimento sustentável”, empregado até os dias atuais. O Relatório Brundtland, entende que os problemas ambientais e a busca pelo desenvolvimento sustentável estão diretamente ligados com o fim da pobreza, a satisfação básica de alimentação, saúde e habitação, a busca de novas matrizes energéticas que privilegiem as fontes renováveis e a inovação tecnológica. Em resposta à uma solicitação do Relatório Brundtland, foi criada em 1989 a Comissão Latino-Americana de Desenvolvimento e Meio Ambiente

que elaborou a “Nossa Própria Agenda”, um documento que estabeleceu os vínculos entre riqueza, pobreza, população e meio ambiente. Em 1991 no México, iniciaram-se as reuniões preparatórias para a Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED/92), reunidas na “Plataforma de Tlatelolco”, que procurou destacar a posição dos países da América Latina e do Caribe com relação aos temas a serem discutidos na conferência. Em 1992, aconteceu a conferência que pode ser considerada o grande marco das discussões ambientais globais. A “ECO-92” como ficou conhecida a Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Na “ECO-92” foram gerados alguns documentos importantes visando a concretização da proposta de desenvolvimento sustentável. Dentre eles destacam-se a “Carta da Terra” (Declaração do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento), a Convenção sobre Diversidade Biológica, a Convenção Marco sobre Mudanças Climáticas, a Declaração sobre Florestas e a Agenda 21, que é o documento mais amplo e aborda diretrizes, bem como roteiros detalhados para orientar governos, instituições das Nações Unidas e setores independentes em como efetivar a proposta de proporcionar o desenvolvimento com maior qualidade de vida através da preservação dos ecossistemas, mudando o rumo das atividades humanas no planeta. Dentre os principais assuntos abordados no Rio de Janeiro em 92 encontra-se a discussão de como fazer com que os países em desenvolvimento tenham acesso às tecnologias não agressivas ambientalmente e como fortalecer as instituições dedicadas aos estudos dessas tecnologias. Em 1997, na cidade de Kyoto no Japão, foi assinado um novo componente da Convenção Marco sobre Mudanças Climáticas: o Protocolo de Kyoto. O objetivo do protocolo é comprometer as nações mais industrializadas a reduzir no período de 2008 a 2012 as emissões de componentes que interferem no clima da Terra em 5,2% em relação aos índices de emissões de 1990. No ano de 2002, acontece a Conferência de Johannesburgo, conhecida como “Rio+10”, na qual foi formada a “Cúpula Mundial de Desenvolvimento Sustentável” pelos países participantes. O objetivo desse evento foi avaliar o progresso das metas determinadas na ECO-92, principalmente com relação à Agenda 21 e verificar os resultados obtidos pelos países participantes com a finalidade de propor alterações para que os objetivos ambientais fossem alcançados. O resultado desse movimento de mais de 50 anos para prover as necessidades das gerações presentes sem comprometer as futuras gerações de prover as suas próprias, além de fazer com que as sociedades se conscientizem cada vez mais, resultou numa série de mecanismos que visam impedir a deterioração ambiental, tais como: Políticas ambientais, Auditorias Ambientais, Sistemas de Gestão Ambiental, Levantamentos de Passivos Ambientais e Projetos de Desenvolvimento Sustentável. HISTÓRICO DA POLÍTICA AMBIENTAL BRASILEIRA Em 1934, surge o primeiro documento legal ambiental brasileiro: o Código das Águas (Decreto nº 24.643, de 10 de julho), que definiu o direito de propriedade e de exploração dos recursos hídricos para abastecimento,

irrigação, navegação, usos industriais e geração de energia. Na década de 30 surgem outros dois documentos importantes: o Decreto nº 1.713, de 14 de julho, que cria o Parque Nacional de Itatiaia (RJ) e o Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro, organizando o Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Até o momento, a legislação brasileira engloba apenas aspectos relacionados ao saneamento, à conservação e preservação do patrimônio natural, histórico e artístico do país e problemas provocados pelas secas e enchentes. Em 1940, ocorre a dissociação do direito de propriedade do direito de exploração através do Código das Minas (Decreto nº 1.985), no qual o proprietário tinha o dever de explorar sua propriedade sem causar qualquer dano ao próximo, evitando a poluição do meio e conservando o mesmo. Entretanto, foi na Conferência de Chicago em 1944 que iniciou-se a preocupação real com o desenvolvimento de uma política ambiental brasileira através do Decreto nº 21.713, de 2 de agosto de 1946, que promulgou a Convenção Internacional sobre Aviação Civil, concluída em Chicago em dezembro de 1944 e firmada pelo Brasil em Washington em 29 de maio de 1945. A criação de Áreas de Preservação Ambiental (APP), bem como o reconhecimento das florestas e demais formas de vegetação como bens de interesse comum a todos os cidadãos brasileiros surge nos anos 60, a partir da criação do Código Florestal (Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965). Na mesma década cria-se o Estatuto da Terra (Lei nº 4.504, de 30 de novembro de 1964), que define a função social da terra. Após esse período, já na década de 70 inicia-se a criação de diversas Organizações não Governamentais (ONGs) e o Greenpeace. Em 30 de outubro de 1973 é criada a Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA), no governo de Emílio G. Médici (Decreto nº 73.030). Em dezembro de 1975 adota-se o Sistema de Licenciamento de Atividades Poluidoras (SLAP), primeira manifestação da SEMA. A partir desse momento, o Estado poderia solicitar a entrega do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) quando julgasse necessário para instalação e operação de atividades potencialmente poluidoras. Os órgãos de apoio do SLAP eram a Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA), a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA) e o Projeto Especial de Normalização de Licenciamento (PRONOL). Finalmente, em 1981 entra em vigor a Lei nº 6.938, de 31 de agosto, que estabeleceu a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) e criou o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). A partir disso, a avaliação de impactos ambientais tomou proporções federais e dentro da PNMA, cria-se o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Em 1986, surge a Resolução nº 001 do CONAMA, que institui os critérios básicos para elaboração do Estudo de Impacto Ambiental, no licenciamento de projetos de atividades poluidoras de origem pública ou privada. Além da Resolução CONAMA 001/86, merecem destaque as resoluções do CONAMA nº 016, que estabelece regras para o licenciamento ambiental de atividades de grande porte e a resolução nº 018, que institui o Programa de Controle de Poluição por Veículos Automotores (PROCONVE). A legislação ambiental brasileira, desenvolvida através da PNMA, ganhou mais força e consolidação a partir do surgimento da nova Constituição da

República Federativa do Brasil em 1988, que dedicou um capítulo especial para as questões ambientais e englobou toda a legislação vigente no país.

Em 1934, surge o primeiro documento legal ambiental brasileiro: o Código das Águas (Decreto nº 24.643, de 10 de julho), que definiu o direito de propriedade e de exploração dos recursos hídricos para abastecimento, irrigação, navegação, usos industriais e geração de energia. Na década de 30 surgem outros dois documentos importantes: o Decreto nº 1.713, de 14 de julho, que cria o Parque Nacional de Itatiaia (RJ) e o Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro, organizando o Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Até o momento, a legislação brasileira engloba apenas aspectos relacionados ao saneamento, à conservação e preservação do patrimônio natural, histórico e artístico do país e problemas provocados pelas secas e enchentes. Em 1940, ocorre a dissociação do direito de propriedade do direito de exploração através do Código das Minas (Decreto nº 1.985), no qual o proprietário tinha o dever de explorar sua propriedade sem causar qualquer dano ao próximo, evitando a poluição do meio e conservando o mesmo. Entretanto, foi na Conferência de Chicago em 1944 que iniciou-se a preocupação real com o desenvolvimento de uma política ambiental brasileira através do Decreto nº 21.713, de 2 de agosto de 1946, que promulgou a Convenção Internacional sobre Aviação Civil, concluída em Chicago em dezembro de 1944 e firmada pelo Brasil em Washington em 29 de maio de 1945. A criação de Áreas de Preservação Ambiental (APP), bem como o reconhecimento das florestas e demais formas de vegetação como bens de interesse comum a todos os cidadãos brasileiros surge nos anos 60, a partir da criação do Código Florestal (Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965). Na mesma década cria-se o Estatuto da Terra (Lei nº 4.504, de 30 de novembro de 1964), que define a função social da terra. Após esse período, já na década de 70 inicia-se a criação de diversas Organizações não Governamentais (ONGs) e o Greenpeace. Em 30 de outubro de 1973 é criada a Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA), no governo de Emílio G. Médici (Decreto nº 73.030). Em dezembro de 1975 adota-se o Sistema de Licenciamento de Atividades Poluidoras (SLAP), primeira manifestação da SEMA. A partir desse momento, o Estado poderia solicitar a entrega do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) quando julgasse necessário para instalação e operação de atividades potencialmente poluidoras. Os órgãos de apoio do SLAP eram a Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA), a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA) e o Projeto Especial de Normalização de Licenciamento (PRONOL). Finalmente, em 1981 entra em vigor a Lei nº 6.938, de 31 de agosto, que estabeleceu a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) e criou o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). A partir disso, a avaliação de impactos

ambientais tomou proporções federais e dentro da PNMA, cria-se o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Em 1986, surge a Resolução nº 001 do CONAMA, que institui os critérios básicos para elaboração do Estudo de Impacto Ambiental, no licenciamento de projetos de atividades poluidoras de origem pública ou privada. Além da Resolução CONAMA 001/86, merecem destaque as resoluções do CONAMA nº 016, que estabelece regras para o licenciamento ambiental de atividades de grande porte e a resolução nº 018, que institui o Programa de Controle de Poluição por Veículos Automotores (PROCONVE). A legislação ambiental brasileira, desenvolvida através da PNMA, ganhou mais força e consolidação a partir do surgimento da nova Constituição da República Federativa do Brasil em 1988, que dedicou um capítulo especial para as questões ambientais e englobou toda a legislação vigente no país.