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Cadernos do GIPE-CIT N.

2 Estudos do Corpo
Caio César Souza Camargo Próchno, Cleide Riva Campelo, Dianne Woodruf, Jorge de Albu uer ue !ieira, S"lvie #or$in e Suzana %ar$ins

Jan – 1999 Coordenação Geral do GIPE-CIT Armindo Bião Equipe de Editoria Christine Greiner(coordenação), Luiz Cláudio Cajaiba e Renata Pitombo Dia ra!ação Ant nio !irmo Capa Andr" #usta$á "e#isão Arthur Brandão %uliana Gutmann

$ni#ersidade %ederal da &a'ia GIPE-CIT . Escola de Teatro . Programa de Pós-Graduação
&SS' ( )*)+ , -)./ Cadernos do 0&P12C&34 Salvador, n4 5, p4 .2+-, fev4 )666

%i('a Catalo r)*i(a Cadernos do G&P'(C&)* Gru+o &nterdisci+linar de Pes,uisa e '-tensão em Contem+oraneidade, &ma.inário e )eatralidade/ 0ni1ersidade !ederal da Bahia2 'scola de )eatro, Pro.rama de P3s( .raduação em Artes C4nicas2 'scola de 5ança2 ( n2 6, no12 67782 ( 9al1ador* 0!BA/ PPGAC, 6778 : n ; <6cm2 &rre.ular &99= 6>6? ( @6AB 62 )eatro(Peri3dicos2 <2 5ança(Peri3dicos2 B2 'tnocenolo.ia(Peri3dicos2 C2 Contem+oraneidade e &ma.inário(Peri3dicos2 &2 0ni1ersidade !ederal da Bahia2 Pro.rama de P3s(.raduação em Artes C4nicas2 C55 A@> C50 A(@>)

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Cadernos do GIPE-CIT n+!ero 2 Estudos do Corpo
,u!)rio
1. -P"E,ENT-./0............................................................1 2. 0 C0"P0
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<2 6 CDRPD* )RA#A 5A C0L)0RA ' 5A B&DLDG&A222222222222222222222222222227 CL'&5' REFA CA#P'LD222222222222222222222222222222222222222222222222222222222222222227 <2 < D CDRPD !ALA222' 'GPR'99A2222222222222222222222222222222222222222222222226? 90HA=A #AR)&=922222222222222222222222222222222222222222222222222222222222222222222226? 2. 0 C0"P0
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com a +resença dos +rinci+ais nomes da cena internacional . são analisadas di$erentes aborda. realizado em 9al1ador.ue 14m discutindo e $ormatando as bases desta no1a teoria2 5esta 1ez.uisadores do G&P'(C&) .uisa e '-tensão em Contem+oraneidade.e Fieira. mas.uecendo o debate entre os seus +es. dialo. sobretudo.uisas acad4micas de alunos e +ro$essores. t4m como marca a di1ersidade. cultura e ci4ncia2 =a aus4ncia absoluta de unanimidade./0 Cadernos do G&P'(C&) " uma +ublicação +ara di1ul. te3rica2 D cor+o " analisado em relação a di$erentes ambientes onde se a+resenta como o teatro. da americana 5ianne Noodru$$ e da canadense 9Xl1ie !ortin). enri. a+resentamos as resenhas dos +es. a dança e o +r3+rio cotidiano2 As leituras +artem de molduras te3ricas . +or e-em+lo.inário e )eatralidade (G&P'(C&)) da 0ni1ersidade !ederal da Bahia2 =o nUmero inau. não a+enas . relacionando dança.7 1.rades te3ricas como mostra.ia. cor+o.ue +artici+aram do &&& Col3.uio de 'tnocenolo.ue estão mais ou menos +r3-imas do senso comum.ural. em setembro de 7A.uisadores de di$erentes re.ar +es. en1ol1idos em +rojetos coerentes com a $iloso$ia do Gru+o &nterdisci+linar de Pes. o te-to do +ro$essor %or. -P"E. &ma.eo.uisadores2 C'ristine Greiner4 (oordenadora editorial do GIPECIT .ens +ara desen1ol1er 'studos do Cor+o2 Ds te-tos. constroem( se os mUlti+los cor+os. escritos +or +es.iVes do +aWs (al"m de duas traduçVes.ando com estudos a+licados há muitos anos mas tamb"m a+resentando no1as .rá$ica.ENT-.

. De teu áspero silêncio um pouco ficou..) “Pois de tudo fica um pouco. nas folhas. cujo +er$il não se ousa ainda delinear. esta mistura do .Zncia zen de uma casca de o1o2 Cor+o o1o.ue " mUlti+lo2 Primeiro. +or. onde se encontra o re. +or. +or.6 2..o das com+le-idades. p4 -72)5.ue " cor+o.istro de um +ouco de tudo . da sua1idade* cálido jo. so+ra +ara $ora todas as brisas $"rteis das +ossibilidades e retem+era dentro todas as nuanças da hereditariedade2 %o.ue o cor+o traz nele a lembrança de muitos outros cor+os. se. terceiro.ue entre a sua hist3ria +assada e a $utura.!(. que so em. jorra um rio. um pouco nos muros zangados. n4 5. sombras de muitas +ossibilidades já 1istas em cena na )erra.ue já não há mitos ou mem3ria indi1idual +ara lembrarY Pois $ica e-atamente no cor+o. Salvador. 0 C0"P0 N0 C0TIDI-N0 <2 6 CDRPD* )RA#A 5A C0L)0RA ' 5A B&DLDG&A Cleide Ríva Campelo (.uilo sobre o . fev4 )6664 .undo.) ("es#duos$ Carlos 5rummond de Andrade) 9e Pde tudo fica um poucoQ. tamb"m +ro$undo e com muitos a$luentes. Cadernos do 0&P12C&3.o de tudo o . o +r3+rio cor+o da cultura. sendo o1o desde o inWcio em .ue +oderia ser uma carcaça jurássica re1estida com a ele..ue antecede e-+eri4ncias $uturas. mudas.ue de1eria ter $icado desde o tem+o imemorial. da. todos desembocando no +resente. Fica um pouco de teu queixo no queixo de tua filha.

ue se caracteriza a 1ida2 ' " com essa car. . mas dessa inteli.a e-austi1a de te-tos at micos nadando dentro do cor+o.ue não .ue não se dei-a a.ue $oi $undido não se delineiam mais.ui1o mais $undamental e o . .redo desconhecido.ue 1itais. assim com o res+eito de .ueira buscar a tra+aça metodol3. como .ue a cada dia o homem cum+re os rituais de sua cultura e de suas leis biol3. +rescinde de toda e .ica não . dessa narrati1a ( a hist3ria do cor+o ( estão +er$eitamente contidos neste mesmo es+aço( tem+o onde o homem se abri.ue re1ele o .uem dança* um mo1imento .uos e. o cor+o traz o no1o e o 1elho como o mist"rio de sua transcend4ncia ou maldição2 Assim.uer $ama. a+esar de tudo.idio.uer ser $eliz nem $iel. Salvador. onde a 1ida ainda +ulsa e ousa. um mar de so+a c3smica res$riada.ue no cor+o tudo " 1elho e no1o.ue as $ronteiras da $ rma e do . p4 -72)5.ar dos r3tulos2 9endo $u.ual ele se identi$ica como homo sapiens* " o cor+o do homem. +ara.ue mais resiste [ corrosão im+osta +elo caráter dinZmico de . mas .uarda um se. +ermanecer2 A 1ida biol3. isto ".ue " com+le-o em sim+les. como sem+re2 )odos os elementos dramáticos.ia e a cultura escul+iram há tem+os lon.uestão $undante " . .ue se desenrola sua trama.uns ainda at" desconhecidos de . desde o +rimeiro +ulsar há milhVes de anos na cadeia em . não . +or.ue se +ode $azer " tentar dançar com ele ( um dançar semi3tico.Wn. como se tudo $osse sim+les e no1o e no1o e sim+les no1amente2 A .ual.icas.ualidade do cor+o " escorre.ica de trans$ormar o . seu ar. a +rimeira .ue tudo tem $eito.ue nasce não da inteli. . " um objeto de estudo descon$iado. n4 5. tudo 1em moldado +or leis . o barro " no1o* s3 .)- isto ".enuamente2 D . al. fev4 )6664 . +ortanto.ue há +ara se re1elar em mo1imentos.4ncia biol3.a e no .uem Cadernos do 0&P12C&3.arrar +or outro cor+o. assim in.uem .4ncia neocortical do bailarino. ainda assim.ica.uer $orma ou conteUdo* ela +recisa +ermanecer.ue a biolo.

ue.ação dos milhares de +ontos . +rinci+almente.uer modo. n4 5.ue a cultura de1e ter ensaiado seus +rimeiros +assos e se or. re$le-Ves. assim como de emoçVes.a a +otencialidade da 1ida e os se.uase [ . +or sua 1ez.ue dão.)) carre.ico) e a imortalidade ($undamento cultural) ensinam ao homo sapiens2 !oi sob as asas da morte .ue. num +ercurso incerto.uestioná1el da morte como destino2 'ssa mem3ria se $az +resente. carre.e com a camada $ormada +ela soma de todos os cor+os de seus indi1Wduos. .ue +recisa +ermanecer.ual. aW onde a 1ida se +rojeta. $undamenta(se no cor+o a interli.ico(cultural2 D homem tem conduzido sua hist3ria de modo a manter suas e-+eri4ncias atra1"s da cultura. [s 1ezes sub1erte a ordem e desembarca no +assado.ura in. fev4 )6664 .ue.ue a cultura social urde sua $orça e se +rote.ura o cor+o humano. +or.redos em direção a um tem+o.ue tem diante de si a $i.ue ainda 1i1erão. . com+ortamentos.uer custo2 Lá de1e ter ela seus moti1os.ual.uais todos os homens de todos os tem+os. +elWcula de muitas $ormas e cores com a . de . a inte. atra1"s do seu cor+o* ar. Salvador.ual se re1este o cor+o. [ luz do $uturo. mas a 1ida +arece saber . +odem encontrar e dei-ar suas marcas2 5essa mirWade de ima.ue já 1i1eram e os .ue con$i. em sua com+le-idade biol3.a um insondá1el tesouro2 ' " da $ra.ens re$le-as onde se $unda a cultura. e+i$anias2 Cadernos do 0&P12C&3.anizou como uma rede de in$ormaçVes* mUlti+las telas nas . $azendo com .ue a morte ($undamento biol3. cuja $lecha está 1oltada lá +ara $rente. os . o +assado e o +resente +ossam ser reinter+retados2 D homem +ode não saber de seu destino. mas .ilidade indi1idual de cada homem .ração de todo esse reticulado . não os tem o homem2 D homem ser1e [ 1ida2 'ssa " a +rimeira lição de humildade . p4 -72)5.ui1o de lembranças +essoais e da es+"cie.

ue esse +arece ser o destino da 1ida2 Continuar a .ue +recisará caminhar atra1"s dos es+aço ( tem+os $uturos* não +ara +rojetar al.nosticar sobre o $uturo da 1ida na )erra. re$azendo a hist3ria a cada dia. numa interação sW. libera o homem da res+onsabilidade estreita de carre. como um re.ue re. n4 5.e olhos atentos +ara se. nem será necessariamente este +laneta.itimidade +ara todo o sem+re. p4 -72)5.ue as na1es do amanhã +ossam +ousar com se. mas +or.ar em seus ombros o cristal da 1ida2 =ão " o homem .ue um dia lhe $oi con$erida2 Ao +ro. ou al. e abrindo no1as clareiras aW.nica.uir esse mo1imento semi3tico. essa " a lei .um sonho de eternidade . re1ele(se dele no1as +ossibilidades2 #ais . ou esta . o cientista do cor+o de1e ter o des1elo de não lhe tirar sua +rimeira .ue 1enha a se estabelecer.e o cor+o biocultural2 Cadernos do 0&P12C&3. da ca+acidade de se re+licar a +artir do +r3+rio modeloY A .ue o homem +ossa . +re1endo um $uturo onde ele " o +rota. entretanto. onde o homem carre. fev4 )6664 . +ara .ualidade ao estudá(lo. lhe trarão de 1olta a 1italidade +rimordial . o homem tende a teorizar a seu $a1or.ue " a .alá-ia2 I a 1ida em seu c3di. .a sua hist3ria imemorial. " o 5=A. acrescente no1os in. de um determinado +onto de 1ista.ue se lhe adicione no1as tonalidades. se toda 1ida " sem+re +resa das +r3+rias $ronteiras. Salvador.uerer sonhar.ualidade de ser 1i1o2 At" ao estudar o cor+o $ossilizado " +reciso adicionar(lhe os te-tos . em seu cor+o.onista2 ' como +ensar di$erente.ue +recisa sobre1i1er.uestão a +artir de 5ar\in.redientes. +ara .ual.ue. o cor+o e-i.o mais +reciso.ue cuidado.)5 )udo está no cor+o.um outro arranjo . .urança e +ossam recombinar(se com as naus do +assado2 Como toda mistura.istro de le.uer +reço e das $ormas mais 1ariadas. re$orçando a tinta dos escritos dos te-tos +assados.

e as in$lu4ncias de todos os outros cor+os e de todos os te-tos [ sua 1olta2 0m cor+o com+reende.uestVes do conhecimento2 D cor+o comun.ia sim+li$icadora como a +olaridade. e emocionalmente2 'sse +ensar e a. meta$Wsica. os tecidos.uer estrat".ica2 D cor+o " uma estrutura com+le-a . . um medo.ãos. uma +ai-ão.]Wnea. de sina+ses neocorticais e im+ulsos lWmbicos).o . um +ulsar. mantendo essa caracterWstica +rimiti1a de +lasticidade.ue dei-a $ora .ue atra1"s do binarismo soluciona 1árias .ica. com o uni1erso(ambiente e com outros cor+os.ue o circunscre1e.ir " ação de mUsculos.ual. " cone-ão material entre o sistema ner1oso. p4 -72)5. um . cultural ou neurol3.ica. +sicol3.ue se torna recorrente em todas as suas açVes2 D cor+o 1i1o " uma estrutura cambiante.osto +ela mUsica de %ozart. n4 5. um susto. uma +ressão san. irremedia1elmente +reso e de+endente. em mo1imento e em crescimento contWnuos. os 3r. +or e-em+lo. Salvador. os mUsculos.ue o cor+o está.uer +ossibilidade de linearidade.ue já 1em marcado em seus +rimeiros momentos de mani$estação celular. im+lica numa com+le-idade . ao abran. seja ela biol3. com a cultura. de $orma natural. e todos os 3r. os ossos.ual. incluindo aW a cultura .e racionalmente. instinti1amente.a com os as+ectos mais $ecundos da com+le-idade2 =ão " mais +ossW1el considerar o cor+o como uma realidade a+enas.ica. uma tem+eratura. como uma estrutura básica .ue o te-to cor+o.ãos dos sentidos.)/ ' dentro dessa lei im+eriosa. fev4 )6664 . a corrente san. assim.er toda sua realidade +sico$Wsicobiol3. de troca e de mo1imento durante toda a e-ist4ncia2 D cor+o +ensa e a. +ercebe(se lo. sistema esse . ou de .]Wnea. uma Cadernos do 0&P12C&3. o c"rebro trino (com suas inter(relaçVes de açVes instinti1as re+tilianas.ue mant"m um sistema de troca de in$ormaçVes com outras estruturas dentro do cor+o. mais as in$lu4ncias $Wsicas do +laneta a .

comunica(se atra1"s das lin. o 1ulcão de estruturas biol3.ue desde !reud sabemos . essa soma de camadas sobre+ostas. essas mUlti+las lin. 1isando uma desterritorialização do cor+o humano* uma tentati1a de se cobrir com uma camada de +ele imobilizante.i. não se es. já . cria um uni1erso ca+az de in1entariar uma mem3ria . cobiça a Fia Láctea. fev4 )6664 .uarda tudo da hist3ria do homem. torce num jo.)8 +redileção +elo amarelo.ens.uas2 D cor+o sonha e surta. sem+re . morde e canta. .ens do cor+o. s3 se está adiando e +re+arando uma Cadernos do 0&P12C&3.uma.ra1ida. $iloso$a e arrisca um jo. $elizmente.ua.o de estruturas e de +ossibilidades.o de +ossibilidades . uma sensibilidade a. p4 -72)5.ue.o de loteria. o$erecendo +assa. aceita como o$icial e de bom(tom. sendo ele +r3+rio uma marca indel"1el do continuum caos e ordem +rimordial2 D cor+o " uma $ractal de todo o uni1erso2 D olhar sobre o cor+o abre inUmeras $endas em lUdico mo1imento.ico. há um es$orço incomum e contradit3rio. uma inclinação +olWtica determinada. . no cor+o.ica2 I um jo.ue a natureza inscre1e no cor+o da )erra. " $unção da 9emi3tica da Cultura.ota nunca2 Ainda .ua.antesca +ara abri.o e dança2 D cor+o tamb"m en.ueol3. luta com a . +or +arte da cultura ocidental contem+orZnea. .ra1idade e so$re seu +eso. n4 5.em +ara o entendimento de como se estrutura a cultura e a 1ida biol3. não adianta esconder coisa al.ue atra1essam o cor+o e são im+ossW1eis de serem camu$ladas2 Com+reender esse jo. Salvador.icas e semi3ticas.ar e com+utar todo ti+o de in$ormação sobre seu es+aço(tem+o2 Como um sWtio ar.ue o homem s3 e-ista dentro da realidade biosemi3tica de seu cor+o. +ersoni$ica um mito da cultura.ue " o cor+o. a+rende a ler os caracteres . esse com+le-o sistema biosemi3tico.uçada e um sentido de sobre1i14ncia a brotar de todos os +oros e a $alar as mais estranhas lWn.ue se +ensa esconder no cor+o.ue.

ão Paulo4 -nna9lu!e4 199:8.)* no1a eru+ção.ue caminha indi$erente aos sonhos dos deuses2 Cleide "i#a Ca!pello 5 doutoranda e! Co!uni(ação e .rito de alerta .P 5 autora do li#ro Cal 7e8 idos Corpos 7.uecimento2 9erá esse des+rezo um .ue hoje a cultura ocidental a+re. sem+re mais 1iolenta.ue 1ai ha1endo cada 1ez menos es+aço +ara se abri. Cadernos do 0&P12C&3.e!i6ti(a pela P$C-.ar o cor+o e tenta(se re1esti(lo com +eles cada 1ez mais estreitas e enrijecidas. sem+re mais e$eti1a2 Perder o cor+o em sua materialidade mais +rimiti1a seria desa+arecer2 ^ medida em . na +redição da +erda total do cor+o . Salvador. p4 -72)5. fev4 )6664 . n4 5.oaY )al1ez seja isso mesmo* a+enas a lenta marcha da 1ida .ue a 1ida biosemi3tica en1ia [ es+"cie. des+reza(se uma realidade e a+onta(se +ara o es.

mais uma 1ez.urança e $irmeza. se. usando +ara isso a+enas ar. fev4 )6664 .umentação e um sin. conhecendo e +ercebendo suas ca+acidades $Wsicas e criati1as.ue muitas 1ezes não conse.racioso com+ortamento( e-+ressi1o do mo1imento2 Assim sendo. anulando assim seu mo1imento de cor+o . +asse o dinheiro ou eu atiro_Q Com essas +ala1ras e com uma das mãos escondida +ara trás. .ue ele soubesse.o e ser1iu +ara com+ro1ar.ue colocara na janela aberta do meu carro e disse(lhe* P#eu irmão. $ui abordada +or uma criança en. +oderia ter me causado2 =o entanto.)+ <2 < D CDRPD !ALA222' 'GPR'99A Suzana Martins P)ia.eria 1iol4ncia em +rontidão2 Con1enci(lhe a nada $azer.uanto o mo1imento do cor+o +ode comunicar e e-+ressar emoçVes 1ariadas atra1"s de estWmulos di$erenciados.uimos dizer com as +ala1ras2 Cadernos do 0&P12C&3. n4 5. com calma.ue 1ão desde a 1iol4ncia at" o . se.ue da minha mão sobre o braço dele.urei(lhe o braço .elo mo1imento de to. +odemos tomar consci4ncia da nossa +otencialidade cor+oral e do mo1imento do cor+o. 1i . . a+esar do seu braço escondido +ara trás.ue su. o .uando se a+ro-ima1a do carro sem nada nas mãos. dentro do meu carro2 9usto2 0m enorme susto a. o .uanto esta1a +arada num semá$oro. de cerca de 6< anos. emoçVes e sentimentos. p4 )/2)+. a $im de comunicar e e-+ressar nossas id"ias. nem a bolsa trou-eQ2 9em . Salvador.ue traduzia 1iol4ncia latente2 )udo isso aconteceu recentemente comi.uela criança $ranzina.

mas acredito . +odemos a.ida2 C2 ritmo do cor+o era 1ariaçVes re. a+esar de ereta.ue estão inerentes ao cotidiano e inconscientemente relacionados com o nosso Cadernos do 0&P12C&3. como se esti1esse se. . tal1ez +ro1ocada +ela incerteza interior de sua decisão2 B2 A e-+ressão $acial traduziu uma emoção de PhorrorQ no semblante.). .ue são . era recuada e demonstra1a sutilmente uma $orma c nca1a no t3ra-. 1inculados [ $ala (+ala1ra).uantidade imensurá1el de .ulares2 acelerado. .ue são as +ala1ras2 D cor+o tamb"m carre.ui +inçar sete elementos da comunicação não(1erbal.ados de muita emoção2 PD im+ortante " 1oc4 perce er. fev4 )6664 .ue meus conhecimentos e e-+eri4ncias sobre a leitura cor+oral tenham ajudado bastante +ara .ue manti1esse a tran.o. n4 5.]ilidade e a calma2 Analisando os mo1imentos cor+orais nesse caso es+ecW$ico acima descrito. +or.estos.ue.urando uma arma2 A2 re$le-o dos .estos e mo1imentos em ação* 62 es+aço +ercorrido +ela atuação do seu cor+o2 A locomoção era direta. cadenciado +or >2 Ds . em 1ez de olhar_Q2 As $rases são cheias de sWmbolos e si. Salvador.estos continham simultaneamente uma intenção cheia de intensidade e destreza2 ?2 Dutras açVes . p4 )/2)+. +ro+orcionaram a leitura rá+ida dos . +or e-em+lo* escondeu o braço es.eralmente des+ercebidos. açVes e mo1imentos. a musculatura esta1a tensa e rW. decisi1a e obstinada2 <2 A +ostura. )al1ez o $ator PsorteQ tenha contribuWdo comi.ni$icados.uerdo atrás das costas.ue ocorriam +aralelamente.estos e mo1imentos esta1am carre.a uma .

+odemos +ro+orcionar um treinamento direcionado +ara a conscientização.ue +oderá ser indi1idual ou em .ue se conectam e $ormam um triZn.ulo na sola do +" (calcanhar. de maneira e. n4 5. ajustando as +artes da coluna 1ertebral.]4ncia.ra1idade. usando corretamente o centro da . muitas 1ezes os e-ercWcios não são e-ecutados de $orma ade. obser1ando as +essoas se e-ercitando numa +raia ou andando na rua2 9e.ualidade do mesmo2 'mbora teoricamente o indi1Wduo saiba disso. dedinho e dedão) e.ual. .uada e nem mesmo certos $atores essenciais +ara o bom desem+enho deles são +ercebidos2 Geralmente. onde a +erce+ção e obser1ação atenta le1arão o indi1Wduo a 1i1er e com+reender melhor o seu +r3+rio cor+o e o cor+o do outro em ação2 Podemos ilustrar outros e-em+los sobre essa . $orma. não " +reciso ser nenhum bailarino ou dançarino +ro$issional2 Atra1"s de uma orientação es+eci$icamente +lanejada +ara essa determinada $inalidade.ueios emocionais sejam liberados. Salvador.uilibrada nos tr4s +ontos .uer mortal2 Para tomar consci4ncia do seu +r3+rio mo1imento do cor+o e sua relação com o mundo e-terior. C2 Marmonizar os mo1imentos de coordenação dos braços com os das +ernas2 'sses conhecimentos básicos +odem ser a+rendidos +or . B2 5istribuir o +eso do cor+o.uestão da conscientização do cor+o em di1ersas situaçVes2 Por e-em+lo.ue com+Vem o mo1imento do cor+o. <2 Am+liar o ritmo da res+iração +ara . obser1ando o ritmo e a . o Cadernos do 0&P12C&3. o alinhamento +ostural $ica totalmente com+rometido com seu +eso.ue os blo.ular com $re.)7 Wntimo2 #as. p4 )/2)+.ru+o. atra1"s de um estudo dos elementos básicos e $atores . o indi1Wduo de1e manter um e-ercWcio $Wsico re.ularmente e-ercWcios $Wsicos se o indi1Wduo não +erceber e não ti1er consci4ncia de* 62Alinhar a +ostura corretamente. fev4 )6664 . massa muscular e tamanho $Wsico do cor+o2 =ão adianta $azer re.undo os es+ecialistas m"dicos.

partir da#. +or e-em+lo. mesmo atra'(s desse tipo de exerc#cio essas senhoras passaram a perce er como se relaciona'am mal consigo mesmas e de que forma poderiam melhorar essa rela/+o do dia)a)dia.ra$ando a +artir da e-+loração de Cadernos do 0&P12C&3. p4 )/2)+. deitar e sentar ( açVes de mo1imento do dia(a(dia ( +recisamos obser1ar nosso desem+enho $Wsico.umas consideraçVes* +ara .ue o nosso cor+o " ca+az de criar conscientemente2 Para ilustrar isso. Salvador. n4 5. 'assouras.achar. *nt+o. coreo. mais conscientes. e que repet#ssemos os mo'imentos que costuma'am fazer ao limpar suas casas. pedi a elas que le'assem para as aulas espanadores. . le1antar. seja ele sim+les ou so$isticado2 Como. no caso dessas senhoras. citamos de+oimento de `lauss Fianna* “&m exemplo$ certa 'ez dei um curso para um grupo de senhoras que pareciam se interessar apenas pela 'ida dom(stica. procurando o ser'ar a maneira como se mo'iam. panos de ch+o. quem sa e. -. mas sem+re 1oltadas +ara a obser1ação atenta e a +erce+ção consciente de cada mo1imento realizado. 0+o propus exerc#cios sofisticados$ se o fizesse.ue haja consci4ncia da nossa maneira de andar. como tamb"m a relação a$eti1a e intelectual . n+o entenderiam nada do que esta'a sendo proposto!. pelas coisas que de uma forma ou de outra esta'am relacionadas ao dia)a)dia. 1ejamos al. tal'ez elas relutassem em tentar ou. mais simples. sugeri que procurassem tornar os mo'imentos o mais agradá'el poss#'el. +odemos adicionar outras +ro+ostas de trabalho de cor+o com 1eias artWsticas mais elaboradas.)6 indi1Wduo . fev4 )6664 . Baseando(se no e-em+lo. +ro+or um trabalho criati1o.radati1amente descobrirá a im+ortZncia desse conhecimento na sua 1ida cotidiana2 Partindo desse +rincW+io. a.

u. construiremos uma relação de e.uilWbrio com o nosso +r3+rio cor+o em ação e +ossibilitaremos a com+reensão do mo1imento do cor+o do outro2 '-ercitar as ca+acidades $Wsicas e criati1as do mo1imento do cor+o. n4 5. o Pe-ercWcioQ mais emocionante2 Gradati1amente. p4 )/2)+.uilWbrio ideal entre os as+ectos* racional.uenas com+osiçVes. Cadernos do 0&P12C&3. tomando consci4ncia da sua +otencialidade. encontraremos o e. conse. $Wsico e emocional2 . mani+ulando a redução e a am+liação desse mo1imentos do dia(a(dia e intensi$icando a dinZmica desses mo1imentos no es+aço.5- +e.ana <artins 5 pro*essora da Es(ola de Dança da $ni#ersidade %ederal da &a'ia 7$%&-8.uentemente. +ossibilitar(nos(á uma e-+eri4ncia rica e +razeirosa e. Salvador. teremos condiçVes de a+render a $alar e e-+ressar nossas id"ias. fev4 )6664 . tornando assim. sentimentos e emoçVes atra1"s do cor+o em mo1imento no es+aço2 Al"m disso.

. s3 o $izeram +or. mais ainda. como " o caso dos sistemas 1i1os2 I na classe dos sistemas 1i1os .o da e1olução.D-N. o . 1.ora uma "+oca onde se busca o enlace entre arte e ci4ncia.inal.ue temos a+rendido com os mais recentes estudos sobre o ser humano e a chamada )eoria do Conhecimento " . +or e-em+lo.erado somente +elas ati1idades cientW$icas e $ilos3$icas tem se re1elado bastante limitada em nossa "+oca* sabemos muito bem . 1 Introdução Arte " $orma de conhecimento e este " al.uiram desen1ol1er com sucesso 1árias $ormas e nW1eis de conhecimento2 A id"ia de identi$icar conhecimento como um +roduto . em al.uns .ue estejamos 1i1enciando a. elaborando alto nW1eis de com+le-idade2 =ão " casual.ue conse. fev4 )6664 . " uma $orma de sobre1i1er no mesmo. at" mesmo sendo classi$icada como al.ue de+ende diretamente dos Cadernos do 0&P12C&3.5) 2.ue a ati1idade artWstica " tamb"m uma $orma de re+resentar o mundo.o inse+ará1el de sobre1i14ncia ( os sistemas 1i1os . n4 5. Salvador. $unção essa . 0 C0"P0 N.ru+os e conte-tos2 =o entanto. p4 ).2/-. ou ainda entre arte e tecnolo.o mar.ue +ermaneceram no tem+o.B2 6 R05DL! LABA= ' A9 #D5'R=A9 &5I&A9 C&'=)E!&CA9 5A CD#PL'G&5A5' Jorge de Albuquerque Vieira 2.ia2 Conhecimento " $unção 1ital. uma caracterWstica de sistemas abertos so$rendo crises não lineares. ao lon.ue a maior +arte das 1ezes a ati1idade artWstica não " su$icientemente 1alorizada.ue a fun/+o conhecimento a+resenta seu á+ice de com+le-idade.

etc2.ue não " o real. a.urar o sistema 1i1o e sua ca+acidade de sobre1i14ncia2 A inter$ace resultante tem sua com+le-idade re$letindo a com+le-idade atin. %acob 1on 0b-cull. +roduzido em sua interação com a realidade2 D conceito de tal a0ni1erso +articulara ou a+ri1adoa $oi +ro+osto +or 0b-cull (677<) sob o termo &m1elt2 D trabalho deste autor.ue " +ermitido +or sua com+le-idade. n4 5.ida +elo sistema em sua e1olução2 9ob esse +onto de 1ista. codi$icados e internalizados no sistema ( dentre estes. constituição . de $orma . são $atores . nas 1isVes realistas)2 0m sistema 1i1o mo1e(se e neste mo1imento desloca(se no es+aço ao lon. Salvador. +ercebe um 0ni1erso .ue será +ossW1el +ara o sistema 1i1o2 Assim. intensidade de cam+o .ra1itacional do +laneta e todo um conjunto de condiçVes Cadernos do 0&P12C&3. tem sido reconhecido em nossos dias como um dos +rimeiros +assos no sentido de uma Biosemi3tica2 D &m1elt cont"m traços da realidade. p4 ).2/-.uWmica de sua atmos$era. estabilidade de 3rbita +lanetária.ue a interação entre os dois sistemas +ermita a 1iabilidade da +erman4ncia ou sobre1i14ncia dos mesmos2 A hist3ria de um sistema 1i1o " a hist3ria dos ambientes +or ele elaborados2 A citada inter$ace de+ende de uma s"rie de $atores contidos no ambiente. o sistema a14a o mundo de uma certa maneira. sujeito ao cam+o .ra1itacional do +laneta. a$astamento m"dio do +laneta nicho [ mesma.55 embates e1oluti1os entre sistema e seus ambientes imediato e mediato2 A e1olução desen1ol1e uma inter$ace entre sistema 1i1o e meio ambiente. condiçVes astro$Wsicas como ti+o de estrela.ue coloca limites na com+le-idade .o de uma duração tem+oral. nW1el de radiação ultra1ioleta e in$ra1ermelha no nicho. o . mas o . fev4 )6664 .ueles de natureza es+acial e tem+oral (notadamente.ue irão dimensionar e con$i.

p4 ). Salvador.icas e I im+ortante notar .eo. consistindo em uma maneira so$isticada de conhecimento2 I nesta direção .undo a sua 1isão de es+ecialista em uma ati1idade artWstica +articular. . 2 =a9an e a Ci>n(ia da Co!ple?idade )i1emos acesso a al.uilWbrio e tran.rá$icas. onde são en$atizadas al. o eterno jo. como insetos. n4 5.eol3. fev4 )6664 . se.umas id"ias acerca de es+aço.uns de seus conceitos e +ro+ostas2 2. como os com+ilados +or Lisa 0llmann (Laban. desen1ol1eu(se e com ele toda a sua ati1idade cultural e artWstica2 Rudol$ Laban desen1ol1eu id"ias acerca da interação entre mo1imento. 1.ue o conecta ao real2 =esse sentido.icas2 . meteorol3. seu PajusteQ ao meio ambiente " desen1ol1ido muitas 1ezes sob condiçVes al"m das citadas e . etc2.]ilidade e a crise tumultuada.ue um ti+o hi+ercom+le-o de sistema 1i1o. um ti+o +articular dentre toda a classe de sistemas 1i1os. consistindo em um sistema de enorme com+le-idade e. +ássaros. es+aço e tem+o. e-+lorando o ma+a .ue iremos desen1ol1er este trabalho* uma 1isão sist4mica das id"ias de Laban. $inalmente. .ue na 1erdade " a tentati1a de re+resentar e e-+rimir a realidade nele ma+eada2 Para Cadernos do 0&P12C&3. uma análise de al.uns te-tos de Laban. tem+o. animais marinhos. a dança2 0m dançarino.o 1i1ido +elo dançarino ao tentar e-+rimir sua arte.ue n3s +oderWamos classi$icar como est"ticas2 I nesse conte-to e1oluti1o .ue mesmo +ara sistemas 1i1os tidos como +rimiti1os.5/ e restriçVes astro$Wsicas. o ser humano.2/-. 678C). +ara dançar necessita elaborar seu &m1elt. mo1imento e +rocesso2 #as a nota básica destas id"ias " o con$ronto entre e. a dança " e-+loração e 1i1enciação do es+aço(tem+o.

di1erso do anterior2 D +reço +a. o autor nos lembra acerca da e1olução dos conceitos $Wsicos en1ol1idos. 1oltassem a esta a+3s um tem+o chamado tempo de relaxa/+o2 #as sabemos .uilo . +eso.ue nos +arece mais atual em seu +ensamento " o reconhecimento dessa du+la $ace. todos os limites im+ostos ao nosso cor+o +ela realidade $Wsica e-terna.2/-. ação .ue nos habituamos a chamar desde cedo amo1imentoa2 ' mo1imento im+lica os conceitos de massa. a dança de+ende diretamente das noçVes de es+aço e tem+o e da.ue chamamos aruWdoa .a1elmente o . en. de estabilidade e instabilidade.uase sem+re sua estabilidade e.enheiros e $Wsicos reconheceram a necessidade de e-+rimir leis ou enunciados de leis. e sim $u.ue demarca o domWnio dos mo1imentos2 Por 1ezes.anização2 Cadernos do 0&P12C&3. n4 5. nem sem+re citados. $ (t) sua com+onente determinista e +or isso +assW1el de +re1isibilidade e onde n (t) denota o . .uando o sistema tenta então retomar um no'o re.ue a 1ida e notadamente as crises artWsticas e criadoras não são +rocessos +r3-imos ao e. mas ine. Salvador.eral. . . (t) d $ (t) e n (t) onde .ra1itacional e. fev4 )6664 .ue manti1essem .eral .uilWbrio. o . +ela relação . no conte-to de seus trabalhos. (t) denota um +rocesso . p4 ). estocástica ou mesmo ca3tica2 'sse ti+o de $ormulação re$eriu(se. a com+onente do im+re1isW1el.ime metaestá1el. seja do +rocesso ou de condiçVes e-ternas.as PdistZnciasQ.o +or estas incursVes ao no1o " na $orma de reestruturação e reor.uistas cientW$icas2 5esde o inWcio deste s"culo.ue comanda os +rocessos e são e-+ressos +elas mais recentes con. a sistemas . durante muito tem+o.uando +erturbados.58 Laban. seja de natureza aleat3ria.as deste a lon.

ue descre1e um sistema.ue +rocessos tão com+le-os . na sua +ro+osta ontol3. 1er Macen (6786* C)2 D . de maneira .]ilidade e turbul4ncia2 #as com os Ultimos desen1ol1imentos nos anos recentes das ci4ncias da com+le-idade. " . α : + F onde .2/-.o. = " uma $unção não linear. encontramos no +ensamento de Peirce. já temos e-+ressVes mais +oderosas +ara e-+rimir esta dualidade e a com+le-idade dos +rocessos en1ol1idos2 Atra1"s da $ormulação dos +rocessos de caos determinista e. com suas e-i.5* =ossos recentes conceitos em )ermodinZmica de sistemas abertos e notadamente da.ue temos +ercebido +or a. esse jo. p4 ).4ncias de harmonia e est"tica."ticos.uismoa . . são +ossW1eis e-atamente de1ido [ não(linearidade. dos +rocessos com+le-os siner. en$atizada +or autores como Atlan ou Pri.undo Atlan e Pri. . do meio ambiente2 ' ! descre1e as $lutuaçVes ou ruWdo. &m1elt. 677<* C@)2 =as id"ias de Laban. fev4 )6664 4 . a e-+ressão usada en1ol1e tran. embora não necessariamente ca3tica2 I 1islumbrado assim um casamento entre cor+o. Salvador. ∇. n4 5. no conte-to dos +rocessos de com+le-idade2 )orna(se 1isW1el assim . temos a $orma . tran.ueles a$astados do e.ora.anização e com+le-idade2 Para uma discussão da e.o com+lementar entre o +arcialmente determinado e o im+re1isW1el (&bri. como já en$atizamos. são $ontes necessárias de crescimento de or.ue se. dinZmica e 'st"tica.uilWbrio a+resentam esta $ormulação. ou tal1ez de14ssemos dizer sistema dan/a.uação acima.ine2 '. " um conjunto de 1ariá1eis .uação de e1olução* q = N 9q .ue descre1e o im+acto das 1izinhanças. a +artir das Cadernos do 0&P12C&3.ue há a +ossibilidade de um maior entendimento do +rocesso dança.ine.o.eral de uma e.ica do a)i. ∇ re+resenta deri1adas es+aciais e α " um +arZmetro de ordem ou de controle. no domWnio mais am+lo da 9emi3tica.uanto a dança.eral.]ilidade e tumulto.

de tran.]ilidade2 0m *'olon desen1ol1e(se em A eta+as sucessi1as* a crise ou rompimento.ação entre instabilidades interna e e-terna. na . ao 1i1enciamento. sua autonomia.ue esses recursos são e-+lorados na busca +roeminentemente . . em .ualidade.ual o sistema busca o má-imo de seus recursos internos. Salvador. em . ao sentimento2 Para um artista. onde no1a metaestabilidade com+le-a " ad. a fase latente.2/-. 1er 9alles* 677>) a +artir de modelos +ara $ormas de e1olução e crises em sistemas com+le-os2 Por e-em+lo.5+ $erramentas te3ricas . sob $orma discursi1a. de um +rocesso tão com+le-o . não a+enas $azer o clássico es$orço discursi1o ao .ue ele sabe ser não discursi1a. na busca da .ue t4m sido +rojetadas +ela ci4ncia2 #uito do discurso de Laban re$ere(se. temos o modelo do *'olon (#ende.ido " 1i1enciar e sentir melhor o mundo e nossa inte.anização e $inalmente o cl#max. na 1erdade. ou ainda im+ro1isar em dança. a $ase de matura/+o.ue as melhores soluçVes são selecionadas.eralmente dis+arada +or uma conju. em sua +rocessualidade não linear2 #uitos Cadernos do 0&P12C&3. . p4 ). como diria Laban.uire no1a estrutura e or.uantitati1a de soluçVes. no caso o cor+o em dança2 '-iste a +ossibilidade de tal descrição ou re+resentação +ara os atos criadores (como em CrWtica Gen"tica.ração com o mesmo. fev4 )6664 . essa " uma dimensão . a +artir de uma )eoria Geral de 9istemas. a $ase de transi/+o. . o $im Ultimo a ser atin.uanto o $azer artWstico. 6786). " 1i1enciar *'olons.uando um sistema transita entre dois nW1eis consecuti1os de estabilidade ou.uirida2 5ançar. a $ase de crescimento. o mesmo ocorrendo aos cientistas .ue descre1e a e1olução atra1"s de uma crise .uando o sistema ad.ual somos habituados desde no1os2 #as não dei-a de ser $ascinante +oder descre1er ou re+resentar ao menos um as+ecto. n4 5.uando en1ol1idos em seus +rocessos de criação2 Du seja.

678C* 67). diretamente em 5ança2 Core3. m"dicos.ue terWamos de tem+os muitos +rimiti1os (Laban. tem tido +ro. em termos de 9istemas não Lineares. p4 ). Salvador. a +ossibilidade de no1os horizontes de trabalho2 #ais do . fev4 )6664 . em CrWtica Gen"tica.2/-. mostra toda uma coer4ncia com essas recentes con. a nW1el ontol3.uisas como os de 9alles (677>).uistas do conhecimento cientW$ico2 #as " a sua noção de +rocessualidade e de uma hist3ria do com+le-o . não " de se estranhar o sur.ue elas +ermitem atin.ue tais $ormulaçVes +odem a+resentar. a +r3+ria id"ia.ico.ressos em uma conceituação cada 1ez mais re$inada e +recisa de uma Din3mica do 4omplexo2 Du seja.uase sem+re se caracteriza +or uma anteci+ação destes no1os horizontes ( a leitura de suas id"ias nos remete de imediato ao conte-to atual das ci4ncias do com+le-o2 Assim. +ara a $usão de conceitos da !Wsica e das Ci4ncias Com+le-as com a.uns momentos de seus escritos. 677>2 A 1isão de Laban. +rocessos não lineares e de alta com+le-idade t4m sido descobertos no $uncionamento do cor+o humano.ra$os. e-+ressa em conceitos como o de espa/o din3mico. .]4ncia.niti1as e na Biosemi3tica tem mostrado +ontes.niti1as e tudo a.5. tera+eutas de 1árias áreas e educadores da chamada 'ducação !Wsica t4m muito a a+render e a ensinar no domWnio das Ci4ncias Co. buscando um maior entendimento da Arte e +or conse.uando de1erWamos ter conhecido o es+aço de uma Cadernos do 0&P12C&3.or . o crescimento e-+onencial de conhecimentos nas atuais Ci4ncias Co. ou de `atz (677C).ue nos +arece mais $"rtil2 'm al.imento de trabalhos e +es. ele re$ere(se a uma mem3ria . 'struturas 5issi+ati1as e a chamada ordem a +artir do ruWdo2 Para uma id"ia do 1i. $isiotera+eutas.ir. caminhos.ue seja 2ida. n4 5.uilo . este ti+o de elaboração .ue a 1isão +articular de um +ensador. Caos 5eterminista. recomendamos +or e-em+lo a leitura de Port e 1an Gelder.ueles alinha1ados +or autores como Laban. dançarinos. do .

s3 sendo dada +or al.umas +ers+ecti1as limitadas.uecer essa $orma de contato.ue 1iria enri. o +alco das semioses2 . 1. e sim o resultado de uma interação entre os sistemas 1i1os e leis reais e objeti1as.nos e de suas açVes. nunca acessW1el em sua totalidade. assim como outros $azeres humanos. inebriados .erando sistemas reais2 &sso si.ue os enunciados de lei .Dança e a e?ploração do $!@elt Como en$atizamos anteriormente.ue 1iemos a es. disse sobre isso 0b-cull (677<* <86)2 #as há uma +ossibilidade realista . dimensionou um 0ni1erso +articular +ara cada es+"cie 1i1a. ele $oi .ue usamos +ara re+resentar o mundo não são meras criaçVes de nossas mentes. p4 ).57 maneira mais +rimordial. Salvador.iu +or mila.s 5nicas leis seriam as leis dos signos .ni$ica .erado a +artir de +rocessos ocorridos dentro da realidade. o mesmo tem+o linear .ue +or 1ezes " i. e-ternas2 Cadernos do 0&P12C&3. uma inter$ace . re+resentação e estar no es+aço2 2. uma inter$ace onde codi$icaçVes e decodi$icaçVes ocorrem entre o interior do sistema e a realidade.uear o estudo.ue tal 0ni1erso não sur. a de .re. +ara atin.ue $iltra e +ermite as nossas re+resentaçVes2 )al 0ni1erso +articular (o &m1elt na ace+ção de %acob 1on 0b-cull) " 1isto +or muitos semioticistas de tend4ncia mais idealista como o domWnio do asemioticamente reala . o domWnio dos si.2/-.uecer o +ensamento clássico mas blo. . anti.ue $icamos com o raciocWnio causal e com uma determinada $orma de tem+o. arte " $orma de conhecimento e este " $undamental +ara a +erman4ncia de um sistema2 Citamos tamb"m como a e1olução.ir esta +erman4ncia. fev4 )6664 . e-+rimiria muito bem essa $orma de mem3ria.norada. uma es+"cie de isomor$ismo entre es+aço. sobre a com+le-idade2 ' a dança. 2 . n4 5. .o.

eram le1ados a mo1er(se +or inteiro2 Pe.undo o +rincW+io da relati1idade einsteniana. n4 5. fev4 )6664 . luz.em da +erce+ção2 !aremos um resumo de suas id"ias. 1amos nos re$erir a.ui [s consideraçVes a+resentadas no e-celente trabalho de `ate !lores (!lores. lo. " . .uidos e s3lidos. real.ue a +erce+ção +ode desen1ol1er(se2 Cadernos do 0&P12C&3. dinZmica dos .o as +erturbaçVes relati1amente mais $racas. Salvador.o .uenos e le1es2 Para eles.um outro mo1imento2 Assim.uando ele $ala sobre como os mo1imentos e a harmonia do cor+o em dança re$letem essa es+acialidade. sobre a relação entre o PrincW+io da Relati1idade e a ori. +or meio de ma+as e de internalizaçVes de relaçVes2 9obre esse tema.rau di$erente de mo1imento2 =o inWcio da 1ida na )erra.2/-. eram +erturbaçVes +oderosas e. coisas e +rocessos como sons.uelas de Laban2 9e.ue terWamos do es+aço. nos nW1eis ainda +rimiti1os da e1olução.uiam o+or resist4ncia [ +ressVes da luz e do som. os sistemas 1i1os eram relati1amente +e.ue conecta o sistema 1i1o e seu meio ambiente. ele está $alando da interação. .ue tenha um .uando o cor+o não $or le1ado a deslocar(se com as +erturbaçVes2 D mo1er(se com as +erturbaçVes e-ternas im+ede a +erce+ção das mesmas2 A +erce+ção e-i.uando os cor+os se tornam mais +esados.e uma dis+aridade entre os mo1imentos do cor+o e os do es+aço [ 1olta2 9omente .ases. 678<). deslocando(se simultaneamente com as +erturbaçVes. não e-iste o mo1imento absoluto. na tentati1a de com+ará(las com a.56 Juando Laban se re$ere [ mem3ria +rimiti1a . nenhum deslocamento +ode ser +ercebido a não ser em relação [ al. e-+ostos [ elas. lW. não tendo assim consci4ncia de sua realidade2 'ssa consci4ncia s3 +oderá e-istir . sendo todos os mo1imentos relati1os [ al. p4 ).uenos cor+os não conse.

em a +artir da locomoção. um inter1alo de es+aço entre contatos distintos2 Perce+ção re. ainforma/+o ( diferen/a que faz a diferen/aa./- =a medida em .ue uma coisa +ode ser conhecida +ois " ele . ou seja.ue se tornar com+le-os +ara +oderem dis+or de +artes es+ecialmente sensW1eis a essas +erturbaçVes. o es+aço " +r"(re.ua e mesmo n3s. nem o o 6eto perce ido s+o ind#cios da percep/+o. p4 ).ue os cor+os torna1am(se maiores.uanto o de animais mais Cadernos do 0&P12C&3. +ois esta im+lica rom+imento de contato com o meio.uesito +ara um sistema tornar(se co. n4 5. e como dizia Bateson (678@* 6@7). Salvador. diz !lores.ue 1i1e em um meio não tão denso .2/-. . espa/o esse que ( a medida da dicotomia de seus mo'imentos (!lores.ue o +ei-e não tem consci4ncia da á. do ar2 #as +erturbaçVes ou cortes no contato com o ambiente n3s +odemos +erceber2 A consci4ncia teria ori.uase nenhuma di$erença entre os mo1imentos de seus cor+os e os do meio ambiente2 &sso não lhes dá consci4ncia do contato com o meio ambiente.ue $azem di$erença. eles ti1eram . 678<* 6@A)2 A autora cita o e-em+lo de uma ameba.ue +raticamente en1ol1e todo o sistema. +erce+ção e consci4ncia2 D mo1imento de crescimento.niti1o. da mesma $orma . daW o +rimeiro .ue a +erce+ção de+ende de mo1imentos .uer es+aço. . objetos +odem ser +ercebidos somente . fev4 )6664 . não há . " inconsciente2 Bact"rias assimilam alimento e crescem em todos os +ontos de sua su+er$Wcie2 Res+ondendo com a totalidade do cor+o [ todo o ambiente. mas sim o espa/o situado entre eles.uisito de todo o conhecimento2 I somente atra1"s do es+aço . o . ser sensW1el [ in$ormação2 Má uma de+end4ncia entre com+le-idade.ue um cor+o como um todo não $aria2 D +rincW+io da relati1idade diz assim . +or e-em+lo.ue +ermite a di$erença entre os mo1imentos do sujeito e do objeto2 0em o o ser'ador.uando se+arados do cor+o +elo es+aço2 Assim.

ueno inter1alo de aus4ncia de contato com o meio imediato ( isso .4ncia entre os mo1imentos deste e os e-ternos. p4 ). n4 5./) +rimiti1os2 'sse meio +ermite uma +e.ressi1a internalização de relaçVes.ate desses mo1imentos. desses está. em harmonia. aumenta a di1er. de e-+loração do es+aço2 D recuo ante o contato com a mat"ria e a inter1enção do es+aço entre cor+o e objeto constituiriam assim o +rot3ti+o de todos os +osteriores desen1ol1imentos sensoriais2 Com o crescimento do es+aço ao redor do cor+o.ue se $ormam .uelas conectando este ao ambiente .podos.uando o animal recua diante de objetos muito duros e .2/-.idos +elo crescimento e re+rodução2 &sso .uantidade de mo1imentos.ue o cerca.ue " um Wndice de irre1ersibilidade2 0ma Cadernos do 0&P12C&3.erador da +erce+ção e da consci4ncia e como disse Laban. ao +erceber a dança como o res. +ossibilitando a ada+tabilidade [ esses es+aços2 D casamento es+aço/mo1imento " o . os pseud. Salvador. . criando uma semelhança de es+aço entre seu cor+o e o objeto do .ue os meio(ambientes se tornam mais am+los. herdamos uma mem3ria +rimiti1a.era a +ossibilidade de recortes e e-tensVes. fev4 )6664 .eram a $uncionalidade de nossos mo1imentos na construção de um &m1elt2 9e. desen1ol1em(se estruturas mais com+le-as.ue .ios +rimiti1os2 9ão as relaçVes internas ao nosso cor+o(sistema e a.ue não são comida2 'ste recuo ocasiona um le1e distUrbio na harmonia de seus mo1imentos com os da mat"ria . o chamado acola+so relacionala.uena . al"m dos e-i. a e1olução e a orientação do tem+o ocorrem em sistemas abertos +ela +ro. aumenta assim o conhecimento2 A medida em .4ncia conjunta de consci4ncia e locomoção2 I notá1el a similitude de +ensamento entre !lores e Laban e a 1isão deste Ultimo.undo 0Xemo1 (67A>).era a emer.ual se a$asta2 A +erce+ção de coisas estranhas ao cor+o começa com um +e. +or internalização e1oluti1a. .

undo o autor.ido +elo sistema do labirinto. sabemos . a conecti1idade entre +assado.ria. .uando no sistema ela en1ol1e elementos em tal nW1el .ue a +onta da cadeia . mas nosso 0ni1erso +articular te1e raWzes reais em leis reais2 D dançarino tem limitaçVes $Wsicas em seus mo1imentos e +osturas.ressi1a internalização " a base da noção de fun/+o mem. nesse sentido. nosso cor+o " um ti+o de es+aço hist3rico $orjado +or um contato limitado com o real. +resente e um +ossW1el $uturo2 9e.ue obedece [ leis $Wsicas reais da Ttica. como +rojetado +elos nossos tecn3lo. em nossos ou1idos. tudo Cadernos do 0&P12C&3.os2 aA bolha de nW1ela não " in1enção humana.ui da +ossibilidade de semiose ou +rotosemiose en1ol1endo seres 1i1os rudimentares e um ambiente $Wsico(. muito +rimiti1o.ue a1era " o resultado de uma com+licada transição entre a realidade e nosso c"rebro./5 relação " dita interna . Salvador.ue a+onta +ara o e-terior. +ossui uma lente or.uWmico.ue um amedidor de nW1ela. p4 ).ue a chamada *ntropia2 A e1olução " uma hist3ria de internalizaçVes e.ue de+endem do cam+o .ue dá ao sistema a sensação da tem+oralidade irre1ersW1el. de leis reais do mundo $Wsico.uada +ara ordenar o Pei-o do tem+oQ do . não de1emos es.icas e +lanetárias.uilWbrio* sabemos . caso contrário ela " dita e-terna2 'ssa id"ia de uma +ro.ra1itacional da )erra e da noção de e. limitação esta mani$esta +elo &m1elt de nossa es+"cie2 I atra1"s do &m1elt . .Znica.uecer .erada numa "+oca em . +or meio de uma cadeia elaborada de semioses2 =o entanto.ue este " re.ue não ha1ia seres humanos +ara ain1entara o conceito de lente2 'stamos $alando a. " a tomada de consci4ncia de um +rocesso de internalização. .2/-. n4 5. . tem+erado com condiçVes ecol3. a internalização de relaçVes seria uma maneira mais ade. da mesma $orma.ue nada mais " .ue estes não +odem abandoná(la sem +erder suas identidades. . fev4 )6664 .ue 1i1enciamos essa realidade +arcial.

ue condiciona nossa e-ist4ncia2 Al"m dessa +ossibilidade. t4m tentado mer.ue cremos não ante1ista +or 0b-cull. $alar de emoção e sentimento che. Laban tamb"m nos $ala da dança como um sistema aberto +ara um meio ambiente .ia e Biosemi3tica.undo B eta+as básicas2 =a +rimeira.ico mas tamb"m cultural. um subsistema de já razoá1el com+le-idade. p4 ).ido +or um ti+o +articular de estrela.ia.no reino dos r"+teis e cuja +rinci+al $unção " +ermitir $ormas básicas de +erman4ncia. en$atiza de maneira +raticamente total o conhecimento discursi1o e a racionalidade2 =o conte-to desta $orma de conhecimento. A Cultura e E!oção A ci4ncia mais di$undida.uelas al"m do racional2 =ão somente nas chamadas Ci4ncias Mumanas.undo as +es. Salvador. os c"rebros desen1ol1eram(se ao lon.ue hoje em dia nos a+resenta +istas +ara $ormas ele1adas de conhecimento. . a. uma inter$ace onde.a a ser her"tico222 9omente os +sic3lo. .2/-. al"m de c3di. mas cada 1ez mais estabelecida em 'tolo.// isso re.itar acerca de um &m1elt não s3 $Wsico( . a.ueles .os +oderosos como o . temos encontrado estes Wndices2 9eja. uma condição . +or e-em+lo. o 9ol2 D conjunto de leis $Wsicas " o cerne de uma gramática do mundo. fev4 )6664 .ueles culturais2 2.os da ci4ncia.uisas deste autor. demarca(se o chamado complexo rept#lico. 1. temos a.uWmico(biol3.ue al"m de $Wsico " tamb"m cultural2 ' de $ato.ulhar nesses as+ectos com+le-os do conhecimento e criação humanos2 =o entanto. n4 5.ico.os e soci3lo.ue cuidam da +arte mais a+antanosaa da #etaci4ncia. o modelo do c"rebro triUnico de Paul #acLean (67A?)2 9e. " essa mesma ci4ncia . mas tamb"m no rico domWnio da Biolo.o dos bilhVes de anos de e1olução se. +odemos co. como +rocessos Cadernos do 0&P12C&3. a.en"tico ou o imunol3.ue a+resenta seu clWma.uela ainda chamada de ae-ataa.

a$eti1idade. Salvador. uma ele1ada $orma de com+le-idade2 'moçVes e sentimentos. o de nossos a$azeres e ca+acidade de +rodução./8 de auto+oi"se. n4 5. al"m de carreadores de semioses elaboradas. com+onente esta tW+ica dos mamW$eros.ue nos +arece ser su. .hlin (678C) ( essa 1inculação seria e-celente +ara descre1er e e-+licar a conecti1idade inci+iente do sistema cerebral com o Cadernos do 0&P12C&3. o terceiro sub(c"rebro " o complexo do neoc.unda eta+a.o/su+ere.ir.4ncia a+render a amar. um +ouco mais rá+ida em seu sur.erido. p4 ).ico como $onte de autonomia2 =a se.ue ainda não sabemos como 1i1enciar o se. em termos de sobre1i14ncia de nossa es+"cie.undo subsistema cerebral. o de nossos semelhantes e o de nosso +laneta2 Para uma insti. .ua. bondade e tolerZncia2 Cremos ser bastante 1isW1el a im+ortZncia .ue obser1amos em nossa es+"cie.ica2 0ma coisa " necessário ter(se sem+re em mente* o $ato de sermos aanimais racionaisa não e-clui os outros sub(c"rebros e muito menos suas $unçVes2 Assim. em todos os nW1eis* o $amiliar.ue se.rtex.ue descontrolados e ine$icazes2 D . " . no conte-to do modelo de #acLean e do . a Ultima e $ul. 1er #cLau.urante eta+a da e1olução cerebral.ue temos +artilhado em nossa e1olução2 !inalmente. re+rodução e e-+loração e domWnio de um nicho ecol3. im+licam na ca+acidade do sistema 1i1o +erceber e im+ortar(se com o outro.arantia de sobre1i14ncia da mesma2 =ecessitamos com ur.ue tal1ez seja e-atamente a +eça $undamental +ara a . fev4 )6664 .undo o autor " a $onte básica de emoçVes e sentimentos. se-ualidade. a $onte de nossa racionalidade. o de nossas amizades.uase . da lin. temos o complexo l#m ico.ante +ro+osta sobre uma +ossW1el 1inculação entre o c"rebro como +ro+osto +or #acLean e a triunidade id/e.ue este subsistema +ossui. re+tWlico (o +ior +redador do +laneta) e in$elizmente com emoçVes e sentimentos .em articulada e da l3. o ser humano tem(se re1elado racional. ou seja. tendo em 1ista as sociedades .2/-.o em !reud.

.á1el o 1alor das 1isVes e conce+çVes de Laban. fev4 )6664 . mesmo +ara artistas2 #as consideremos.uma aso+aa +rimordial2 9e assim $or. +or. a +ossibilidade de uma est(tica o 6eti'a.4nese como discutidos +or )hom+son e mais recentemente +or Ren" )hom (Macen. Salvador.inaliza2 D sistema cerebral. o . .ue 1i1enciar +lena e conscientemente ( o cidadão comum. mas tamb"m e +rinci+almente em dimensVes est"ticas $ora do racional mas nem +or isso menos $undamentais2 !alar de uma est"tica objeti1a +ode +arecer mais uma heresia.ue " objeti1amente sutil tamb"m* consideremos. 6786* <.2/-. mas não com tanta intensidade2 'stamos $alando assim das $ormas de conhecimento . +or e-em+lo.ia. o caminho +ara uma 1isão uni$icada de toda as semioses humanas e com seu meio ambiente2 5entro do re$erencial descrito acima. o $il3so$o e o cientista tamb"m são ca+azes disso. p4 ).ulhados em al. " ca+az de +erceber as+ectos sutis do real. como desen1ol1ido +ela e1olução. não somente atra1"s da cinemática e dinZmica .ue s3 um artista conse. em sua es+acialidade e tem+oralidade.esto de e-+loração da realidade.ue nossa !Wsica +ro+Ve. desde a "+oca em .ue $oi em n3s ma+eada.ue não +assá1amos de seres e-tremamente +rimiti1os bombardeados +or $3tons e mer. " ine. )hom.ualidade de artista $ala de uma $usão entre o humano e o mundo.ue já +ossuWmos mas . mostra uma +recisão e Cadernos do 0&P12C&3. em sua altWssima com+le-idade.ue nossa educação tradicional inibe e +or 1ezes mar.ue transbordam do neoc3rte-.esto do dançarino " o . como $orma de +erman4ncia uni1ersal2 0ma est"tica .uico e com o +sico(social. +or e-em+lo./* +sW. conectado [ $orma e [s trans$ormaçVes de ener.uando em sua . 678C)2 D mo1imento. n4 5. os +roblemas de mor$o.ue $oi assim $orjado +ela e1olução ( isso nos remete [ +ossibilidade de uma realidade . mas tamb"m em sensibilidade e emoção2 0ma $usão .

Como outros +ensadores e criadores. crescer.ue e-+rimimos em nossa Arte $oi... Util +ara a sobre1i14ncia. 2ir a ser. p4 ). Salvador. .ue em sua "+oca $oi rejeitado como um im+erdoá1el traço de 1italismo. em n3s internalizada a +artir de uma notá1el Realidade2 A 'st"tica +arece(nos ser uma . como muitos animais e +lantas (aincultosa) 1i1enciam muito bem2 2. n4 5. 1. mas tamb"m no eterno jo. ..o . al.ue está ocorrendo na =atureza. ( a pala'ra e letra desta escrita. B Con(lusCes Cadernos do 0&P12C&3. diante da arrancada do e1olucionismo2 Laban se re$ere (Laban. en$im na 1ida mesclando(se com os +rocessos naturais não 1i1os2 A 'st"tica . fev4 )6664 . em seus escritos. a sutileza de sistemas de mo1imentos . $lutuaçVes.ue di$icilmente seriam justi$icadas somente [ +artir do conceito de acaso ( as +robabilidades +ara tais sucessos ocorrerem a +artir de cadeias de e1entos aleat3rios são bai-Wssimas2 Leis sist4micas encaminham e delimitam os e1entos e +rocessos.tudo que ( despertado para a existência transiente. saltos. em 1 os.2/-. 678C* C?) [ uma aescrita de 5eusa . como todo o resto.ue conectam obser1ador e obser1ado.ue encontram(se não somente em core3. re$erir(se a a+lanosa ou a+rojetosa da natureza. a +onto de 0b-cull.uedas. dentre eles Galileu e o já citado 0b-cull. tal . cresce e fenece.. temos Laban +ercebendo a sutileza de leis sist4micas .rande mani$estação do real. que 'em a ser. estas metamorfoses da existência falam acerca do profundo sentido da escrita de Deus na 0atureza. definhar e fenecer./+ e$icácia .ra$os humanos.o do 1i1o +ela sobre1i14ncia.ue .

p4 ). não " um de1aneio de +essoas sem a+raticidadea ou ainda um +roduto su+"r$luo diante de conce+çVes mais aobjeti1asa2 I uma mani$estação de com+le-idade e de e1olução. seja +or limitaçVes indi1iduais ou +elas $ormas e-ternas de o+ressão2 Dutros humanos t4m .ue a Mumanidade tem tentado 1i1enciar2 I assim a tentati1a de e$eti1ação de $ormas ele1adas de Cadernos do 0&P12C&3. a 5ança. sistemas +sicosociais 1iá1eis (justos. crescimento esse +rinci+almente na =oos$era. D +ensamento de Rudol$ Laban 1olta(se.ue essa e-+ressão costuma receber.ados a admitir a e-ist4ncia de nossas dimensVes a$eti1as e racionais. tal1ez +ud"ssemos dizer) de+endem do crescimento das +essoas./. entre outros as+ectos.e um auto conhecimento intenso. um caminho +ara uma maior inte. e no caso.ue assumir o +a+el de +ermitir o crescimento alheio. ou ne. +ara o +a+el . fev4 )6664 .icos reais e concretos2 Bondade e sensibilidade não são +ortanto $icçVes ou idealizaçVes e-tremadas* são +ossW1eis.ue s3 " +ossW1el atra1"s de mo1imentos de a$eti1idade e altruWsmo2 9e +or um lado nosso com+ortamento re+tWlico contradiz isso. no domWnio da Cultura e da 9emi3tica2 =em todos são ca+azes de buscar esse conhecimento. uma atitude . entre a com+le-idade humana e os mist"rios do real2 A arte.ração humana2 A e$eti1a melhoria de um sistema tão com+le-o e-i. " um re$le-o de 1alores mais ele1ados. re+ousam no cor+o e na identidade do mesmo como um elemento mediador entre self e ambiente. a nW1el indi1idual e na +artilha do coleti1o2 Du seja.ue a dança tem como maneira de melhorar o nW1el de 1ida das +essoas e das sociedades. n4 5. Salvador. não " meramente uma e-+ressão artWstica no sentido tri1ializado . am+aradas em sistemas neurol3.2/-. indi1iduais e coleti1as. . a$inal2 #uitas $ormas de tera+ia.a sua +ossibilidade. somos obri.

++ 6@>(6@72 MA`'=. &i9lio ra*ia BA)'9D=.uando2 'le " um e-em+lo . mas +otenciais em todos eles2 Rudol$ Laban $alou disso em seus escritos e em seu trabalho* +ercebeu a com+le-idade do #undo de uma $orma . fev4 )6664 . &2 A2 9. Berlim. :rês * . 2ision of D.uem entre1er. M2 4haos and 8rder in 0ature. bastante inacessW1eis [ maioria dos seres humanos. R2 . p4 ). `2 PA Relati1idade e a ori.P$CE. Random Mouse.namic -pace2 (Com+2 bX Lisa 0llmann)./7 sobre1i14ncia. P252 P)he &mitati1e(criati1e inter+laX o$ our three mentalitiesQ &n* . 67862 &BR&.s. Bantam Boocs. n4 5. 'd2 Pers+ecti1a.rama de P3s(Graduação em Comunicação e 9emi3tica da P0C/9P. dan/a ( o pensamento do corpo.stride of t1o 4ultures.smos 0oet. Salvador. Fol2 6 =2 6. 677<2 `A)H. )ese de 5outorado2 9ão Paulo* Pro. =e\ Sorc. M2 &m.e!i6ti(a . 678<. Dois. 67A?2 Cadernos do 0&P12C&3. Laban Archi1es ( )he !almer Press. de 1ez em . . $ormas essas.em da Perce+çãoQ &n* 7umanidades. BrasWlia. 0=B. 678C2 #C2 L'A=. 9+rin. sabemos.ue muitos intelectuais não atin. 677C2 LABA=.ue +essoas comuns mas e-tremamente sensW1eis conse. 9ão Paulo. =e\ Sorc.ue nos $ala da busca e da uni$icação de todas as $ormas de conhecimento e do encantamento daW resultante.er(Ferla. ed2 M2Marris. diante do 0ni1erso2 Jor e de -l9uquerque Dieira 5 pro*essor do Departa!ento de -strono!ia da $%"J e do Pro ra!a de P6s. 678@2 !LDR'9.raduação e! Co!uni(ação e .2/-. London. G2 %ind and 0ature..iram.P.

/6 #C LA0GML&=, N&2 PMuman '1olution in the a.e o$ the &ntelli.ent #achineQ &n* <eonardo, Fol2 6A, =o2 C, 678C, <AA( <8A2 #'=5', N2 P9tructure(Buildin. Phenomena in 9Xstems \ith Po\er(Product !orcesQ &n* 4haos and 8rder in 0ature, ed2 M2 Macen Berlim* 9+rin.er(Ferla., 6786, 67?(<@?2 PDR), R2 !2; G'L5'R, )2 12 ('ds2) %ind as %otion ) *xplorations in the D;namics of 4ognition, Cambrid.e, )he #&) Press, 677>2 9ALL'9, C2A2 Pesquisas do 4entro de *studos de 4r#tica =en(tica, 9ão Paulo* Pro.rama de P3s(Graduação em Comunicação e 9emi3tica da P0C/9P, 677>2 )MD#, R2 Para olas e 4atástrofes, Lisboa, PublicaçVes 52 Jui-ote, 678C2 0'G`0LL, )2 F2 PA 9troll )hrou.h the Norlds o$ Animals and #enQ &n* -emiotica2 (9+ecial &ssue), 677<, 87(7C2 0S'#DF, A2&2 PProblem o$ 5irection o$ )ime and the La\s o$ 9Xstemfs 5e1elo+mentQ &n* `ubat, L2; Heman, %2, 'd2, *ntrop; and >nformation in -cience and Philosoph; , ed2 L2 `ubat et %2 Heman, Pra.a, 'lse1ier 9c2 Publ2 Co2, 67A>, 7B( 6@<2

Cadernos do 0&P12C&3, Salvador, n4 5, p4 ).2/-, fev4 )6664

8-

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Dianne Woodruff Tradu !o" #eda Mu$ana
'ste ensaio aborda ,uestVes mecanicistas e holWsticas do treinamento da 5ança baseado em trabalho realizado com alunos do 6g ano do Pro.rama de 5ança na =e\ Sorc 0ni1ersitX2 A dança, en,uanto arte, está al"m de um 1ocabulário de +assos e t"cnica2 Contudo, como toda arte, ela +ressu+Ve certa habilidade es+ecW$ica2 =osso en$o,ue 1olta(se +ara o modo +elo ,ual esta habilidade +ode ser desen1ol1ida, abordando m"todos mecanicistas e holWsticos do treinamento de dançarinos2

2. 2. 1 Folis!o
Molismo " o conceito no ,ual uma unidade or.Znica e inte.rada assume uma realidade inde+endente e mais am+la do ,ue a soma de suas +artes2 D holismo .anhou +o+ularidade atra1"s do mo1imento de +otencial humano dos anos ?@2 Comunidades de bem(estar, tera+ias alternati1as, comida natural, nutrição e sistemas de auto( re.ulação o$erecem aborda.ens holWsticas +ara o estilo de 1ida norte(americano2 =a 'ducação !Wsica, o holismo $oi adotado em Pro.ramas de 'ducação do #o1imento nos ,uais os alunos a+rendiam habilidades básicas : correr, jo.ar, +e.ar, subir : inde+endente das estruturas de jo.os com+etiti1os (Leonard, 67AC)2 A 'ducação do #o1imento objeti1a1a o +rocesso ao in1"s do +roduto2 A 5ança #oderna em seus anos iniciais, +re.a1a o uso do cor+o como um todo e a e-+ressão total/inte.ral do
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8)

dançarino2 9eus +ioneiros reconheciam o desenho do cor+o todo no es+aço e o +oder e-+ressi1o das transiçVes entre as +osiçVes2 Contudo, o treinamento t"cnico/cor+oral de dançarinos mante1e(se como um m"todo mecanicista2

2. 2. 2 <e(ani(is!o
D mecanicismo consiste na 1isão de ,ue todo $en meno do uni1erso, +articularmente a 1ida, +ode ser e-+licado em termos da !Wsica ou JuWmica2 'sta 1isão o$erece a base +ara culturas tecnol3.icas e homo.4neas ,ue 1alorizam tudo +assW1el de medição, +esado e re+resentado atra1"s de nUmeros (Ca+ra, 678<)2 A t"cnica da dança moderna ", em sua .rande maioria, ensinada e a+rendida como uma ati1idade mecZnica ,ue 1aloriza o 1irtuosismo ,uantitati1o : o ,uão alto, ,uão rá+ido, ,uão .rande2 '-ercWcios e se,]4ncias são re+etidas inUmeras 1ezes at" se tornarem 1irtualmente automáticas2 Cada +arte do cor+o +ode ser trabalhada isoladamente, Por,uestradaQ com outras +artes2 Acredita( se, +redominantemente, ,ue o cor+o de al.uma $orma saberá como inte.rar(se e ,ue as di$erenças nos nW1eis de a+rendiza.em indi1idual encontrarão resoluçVes2

2. 2. 2 -lunos de Dança
Finte e cinco alunos do 6g ano do Pro.rama de Graduação em 5ança da =e\ Sorc 0ni1ersitX com $ai-a etária m"dia de <6 anos $ormaram o .ru+o al1o desta e-+erimentação2 'stes estudantes esta1am altamente moti1ados e demonstraram ca+acidade de desen1ol1erem(se +ro$issionalmente na 5ança2 Como +arte de seu treinamento diário de t"cnica da dança moderna, $oi a+licado um m"todo de aborda.em +eda.3.ica de educação cor+oral conhecida como ?artenieff Fundamentals (Bartenie$$, 678@)2 Acreditá1amos, hi+oteticamente, ,ue a combinação entre
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]4ncias realizadas +or um . ombros e +escoço tensos +ermanecem tensos ou se acentuam no estUdio.ue +rioriza e objeti1a o +roduto sobre o +rocesso.irar.85 um trabalho de cor+o(inte. duas . n4 5. ou seja. braços.ir PtrabalhoQ no sentido $Wsico e mental2 'm consonZncia com o m"todo +eda. a atenção e e-+ectati1a dos estudantes esta1a 1oltada +ara os resultados ad. mas " limitada .uando se trata de mo1imento de estilo2 A tend4ncia de orientar(se cor+oralmente +re1alece.3.uilWbrio entre as+ectos holWsticos e mecZnicos de treinamento2 =este +rocesso. +or 1ezes. isto ".ru+o de alunos e com acom+anhamento musical2 D +ro$essor " 1isto como uma autoridade .undo esta tradição. a absorção de no1os mo1imentos +ode $uncionar na 1ida cotidiana. e.ral e de t"cnica da dança traria um e. +assos caracterWsticos da dança ocidental e ad.ue +odem ser obser1ados em suas danças2 Por e-em+lo. +ernas e tronco mo1em(se em relação uns aos outros e não em relação ao es+aço e-terior2 )ais estudantes +odem ser de$inidos como seres .eral.ue colocam P4n$ase na orientação +elo Cadernos do 0&P12C&3. atra1"s da re+etição de mo1imentos e de se.uruQ2 D treinamento de1e e-i.ico ocidental .uestVes de natureza $Wsica e cultural acerca da +ro+osta de treinamento sur.ue ra+idamente trans$ormam(se em +adrVes .uirir habilidades como .uestVes são consideradas2 A +rimeira concerne a atitudes cor+orais (hábitos de mo1imento) .uiridos atra1"s deste ti+o de treinamento2 As caracterWsticas de mo1imento de dançarinos iniciantes +odem ser descritas de muitas $ormas2 9ob a +ers+ecti1a de um Analista de #o1imento Laban. Salvador.uilibrar e dominar a articulação do +"2 A aula de t"cnica +ara eles de1e ser ensinada se. o +a+el de um P.iram2 'm . fev4 )6664 . os alunos 14m o treinamento na dança como uma ati1idade mecZnica2 'les es+eram a+render determinados mo1imentos.ue assume. muitas . p4 /)2/6.

ual.unda .uestão re$ere(se a atitudes culturais .uina . tensionando mUsculos antes mesmo de ha1er mo1imento. seja ele . um m"todo holWstico de educação cor+oral a+licá1el a . 678B)2 Fundamentals +re+ara o cor+o atra1"s da re(educação de determinados +adrVes e cone-Ves básicas .8/ cor+oQ em o+osição [ orientação +elo es+aço +or eles ocu+ados2 D PcentroQ constitui(se com $re.il.ue não reside em açVes isoladas.ue se o mo1imento não " muscular ele não acontecerá de $orma rá+ida ou á.uarenta2 9eu m"todo " utilizado atualmente em di1ersos trabalhos de mo1imento2 ?artenieff Fundamentals :% " holWstico +or. n4 5.]4ncia como um +onto ou lu. com o objeti1o de ad.inários de todo mo1imento. A 0s G%unda!entalsH de &artenie** &rm.ral do cor+o/mente e na $unção e e-+ressão do dançarino (#Xers.ard Bartenie$$ (67@@ : 6786).ue são considerados como ori. uma estudiosa de Rudol$ Laban. caso contrário eles não estão PdançandoQ2 Alunos $re.uando trabalha1a como $isiotera+euta em =o1a &or.ue s3 se mo1erá atra1"s da $orça mecZnica (#Xers. se o mesmo não " re+etido su$icientemente a t"cnica não obterá e$eito2 A cultura atual de fitness re$orça a 1isão do cor+o como uma má.uanto a t"cnica tradicional da dança moderna desen1ol1e açVes cor+orais .ue seu en$o.ue durante a e+idemia de +3lio na d"cada de .urarQ ou contrair.uer e-+eri4ncia de mo1imento2 2. p4 /)2/6.ue con$ronta e desa$ia esta conce+ção tradicional " o ?artenieff Fundamentals. desen1ol1eu um trabalho conhecido +or ?artenieff Fundamentals :% .ue com+Vem Cadernos do 0&P12C&3.anização inte. o aluno +recisa Pse. fev4 )6664 . 678B)2 0ma das aborda.]entemente acreditam . mas na or.ar ao in1"s de um estado dinZmico2 A se.ens . 2.ue os in$luenciam en. Salvador.estual ou mais re$inado2 'n.uirir controle cor+oral. ou ainda.uanto dançam2 Por e-em+lo.

um +rocesso . mesmo se ensinada a um . se.em de relaçVes estruturais do cor+o* cabeça : c3cci.]4ncias subse.uentes +ro.]4ncias de mo1imento concretas e es+ecW$icas.ue +odem +arecer sim+listas. descritas +or Bartenie$$ (678@) como e-em+los .atinhar.ue estes +adrVes são 1ersVes +ara adultos dos mo1imentos de beb4s em seu +rimeiro ano de 1ida2 As se. at" le1antar2 )odas en1ol1em mo1imentos atra1"s do es+aço +essoal do aluno at" che. ati1ando e harmonizando o cor+o Pde dentro +ara $oraQ (#Xers.ueiam as cone-Ves e relaçVes entre os se.uerda e contra(lateralidade2 Ds a9eis Básicosa são se.uais. são uni1ersais +ara o mo1imento humano2 D trabalho de Fundamentals " $eito indi1idualmente e não em unWssono. metades direita : es.uanto ao treinamento res+irat3rio.ue sensibiliza o dançarino +ara a $orma interna e e-terna do tronco e +ara áreas de tensão .3. uma 1ez .88 se. p4 /)2/6. Salvador.ica " +articularmente no1a +ara alunos iniciantes)2 As se.ue blo. sur.undo 9chicc (678C). acom+anhando o ritmo res+irat3rio de cada aluno e não a um acom+anhamento musical.: calcanhar. 678B)2 ?artenieff Fundamentals :% " ensinada atra1"s de uma s"rie de +rincW+ios (conhecidos como os P9eis BásicosQ).ar ao es+aço social do estUdio2 &nicialmente os alunos recebem orientaçVes . en.mentos cor+orais2 Ds alunos a+rendem a utilizar a res+iração +ara se liberarem de tensVes em e-cesso e +ara re$orçar e iniciar o Cadernos do 0&P12C&3.ru+o2 ('sta aborda. . Fundamentals trabalha com o cor+o de $orma mais a+ro$undada2 'le +ode ser 1isto como um sistema de su+orte +ara a t"cnica.ue ilustram seus +rincW+ios2 'stas se.]4ncias de dança. fev4 )6664 .ridem +ara mo1imentos de sentar. os .]4ncias.em +eda. n4 5. metades su+erior : in$erior.]4ncias dos a9eis Básicosa são $eitas com a +essoa deitada.

em Ultima instZncia. este +rocedimento +oderá .rado.ue ati1a e sustenta os mo1imentos dos membros e da cabeça). ou +ostura (+osicionamento)2 'm contraste. ou 1oltados +ara +roblemas es+ecW$icos. $le-ibilidade. +re+arando o dançarino +ara ati1idades subse. e1itando.ração entre as re.iVes su+erior e in$erior (uma cone-ão do tronco .uem* (6) grounding. de1erão ser re1istas e descondicionadas2 )r4s e-em+los de solução(de(+roblemas serão a+resentados nos itens . Salvador.uentes2 Ds +ará.ra$os . t"cnicos ou estilWsticos2 2. como +or e-em+lo* a inte. como tensVes e-cessi1as . ao grounding (habilidade de usar o chão como base de su+orte).ue. ao estado de +rontidão +ara o mo1imento (habilidade de estar alerta e +resente com mWnima tensão) e a utilização do es+aço (ambos es+aço $Wsico/social e +essoal) como um ambiente de colaboração.ue se se.rado2 =este caso.8* mo1imento2 D trabalho de res+iração tamb"m $a1orece o Pestar centradoQ. B -pli(ação dos G%unda!entalsH A t"cnica de dança tradicional +ode identi$icar . (<) $unção articular da co-o($emoral e (B) noçVes de +eso2 5e1emos ressaltar .ue Bartenie$$ de$endia a 1isão do cor+o como um sistema 1i1o inte.erar o desen1ol1imento de hábitos com+ensat3rios. Cadernos do 0&P12C&3.umas áreas.]4ncias de deslocamento es+acial. o 1ocabulário de +assos e se.uem a+resentam material selecionado de Fundamentals . 2. n4 5. fev4 )6664 .4nero Laban(Bartenie$$ tende a relacionar essas obser1açVes a al. uma a1aliação do . p4 /)2/6.ualidades e limitaçVes do aluno iniciante em termos de rotação e-terna (en dehors). ati1o e 1ital2 LimitaçVes nessas áreas +odem ser1ir de +ontos de +artida +ara o trabalho de Fundamentals2 Caso esses +roblemas não sejam considerados ao inWcio do treinamento.ue se se.uanto a trabalhos de centro e de se.]4ncias será transmitido a um cor+o desinte. e-tensão da +erna.

]4ncia di$iculdades e +roblemas. ela obser1a1a as tend4ncias de mo1imento de cada indi1Wduo +ara. n4 5. a inclinação anterior da +"l1e e 1ariaçVes decorrentes destas aborda.ue seu cor+o utilizará sua musculatura como su+orte. contudo. de$inir os +rocedimentos ade.ue de1eria +ro1ir do chão2 Juando a relação entre cor+o e base de su+orte mostra(se ine$iciente.ue não +arecem estar de +" sobre os +"s. su+orte este . uma 1ez .]entemente e-cesso de tensão nos mUsculos +osturais. 678@)2 2. obser1a(se com $re. 678@)2 Cadernos do 0&P12C&3. : GGroundin H Consideremos a.ue se $ará e1idente tanto em seu mo1imento cotidiano como no mo1imento de estilo2 9eu alinhamento +ostural re1elará $re. sem contudo deslocar seu centro de +eso +ara a +"l1e2 =enhum trabalho com atenção ou en$o.ens (Bartenie$$. fev4 )6664 . con1icção.uados a serem adotados em cada caso (Bartenie$$. não aceitando o +r3+rio +eso e o a+oio o$erecido +elo chão2 Ainda assim eles +odem e-ecutar os +assos sem demonstrar.8+ +ortanto. com seu centro de +eso hcentro de .ue nos +"s melhorará a situação2 Fundamentals recomenda a ele1ação da co-a. so$ridas +elo aluno. o uso de $3rmulas +adronizadas +ara solucionar +roblemas2 Ao contrário. $icando a +"l1e im+ossibilitada de acionar mo1imentos de trans$er4ncia de +eso2 D +eso +ode estar concentrado no +eito2 0m aluno com este +roblema +ode necessitar mobilizar e ati1ar a +"l1e e a articulação da co-o($emoral2 =o treinamento tradicional alunos +odem ser conduzidos a $icarem em +" com o +eso sobre os +"s. a +artir daW. Salvador.ra1idadei2 D mo1imento +"l1ico +oderá estar com+rometido. 2. p4 /)2/6. +recisão e en1ol1imento e-+ressi1o2 'sses alunos +odem não ter desen1ol1ido seu grounding huma relação de $irmeza sobre o soloi.ueles alunos . um +adrão .

ue t4m . e.ue contrair a musculatura . 3 %unção da -rti(ulação Co?o-%e!oral D treinamento de dançarinos iniciantes e-i. tanto +ara estabilidade .8. 1 Per(epção de Peso Controle em e-cesso +ode inibir a e-+eri4ncia de +eso em uma +arte do cor+o2 9em a +erce+ção ou noção de +eso.e considerá1el atenção [ articulação co-o($emoral.]4ncia de 'le1ação da Co-a de Bartenie$$.ue circunda a articulação +ara e1itar a . $a1orece uma utilização menos tensa da musculatura . e-+lorar +ossibilidades de mo1imento. a+esar de muitos dançarinos insistirem na sustentação de tensão muscular e na 1isão de e.uanto +ara mobilidade2 &sto normalmente en1ol1e localizar a articulação. +or e-em+lo.ue circunda a co-o($emoral2 Alunos . Salvador.ue objeti1am a mobilização da articulação em todas as suas dimensVes e.]4ncias . atenção +ara a .ere a Cadernos do 0&P12C&3. como um sistema inte.ral2 'stas são habilidades im+ortantes. mo1imentos de grand attements e pass(. a a+licação destes conceitos [ t"cnica da dança2 A melhoria na estabilidade da articulação en1ol1e $ortalecimento +aralelo ao desen1ol1imento de e$iciente cone-ão na relação calcanhar(c3cci-.uilWbrio entre ceder e resistir [ tensão e su+orte do cor+o como um todo.ue a+reendem este mo1imento tremendamente sim+les são ca+azes de mudar de nW1eis no es+aço com $acilidade e de e-ercer um controle sua1e nos pli(s e trans$er4ncias de +eso. 2.ueda2 A altura da +erna em ele1ação melhora com +ernas esticadas. $inalmente.ualidade de trans$er4ncia de +eso. 2. ao in1"s de sentirem . n4 5. p4 /)2/6. a+render se. de1ido [ redução de tensão em torno da articulação2 2.uilWbrio sobre a+enas uma +erna2 D treinamento em Fundamentals +ode desen1ol1er outras +ossibilidades2 A se. o mo1imento torna(se mono(t nico j : dando a a+ar4ncia de aus4ncia cor+oral2 Fundamentals su. 2. fev4 )6664 .

objeti1o de todo a.radual. a . +re+arado +ara no1as ati1idades2 Juando a aula " a +rimeira ati1idade do dia. sendo.87 se. não $orçada. o .]4ncia* o aluno " encorajado a +raticar o mo1imento : +or e-em+lo.ualidade de +4ndulo deste mo1imento.ue antes +arecia blo. +ode então ser e-+lorada em +aralelo ao $raseado musical su.ia +eda.3. o trabalho de chão e de res+iração " re1i.ica 1oltada +ara a e-+eri4ncia interior : a +erce+ção do mo1imento +elo dançarino2 Fundamentals e a dança de Fundamentals. fev4 )6664 .ue 14m de outras aulas +ráticas. ele +ro+Ve uma metodolo.ueles . solto. um +rocesso +re+arat3rio essencial2 Fundamentals +ro+Ve esta inte.ração cor+oral.or.erido +elo +r3+rio e-ercWcio2 'ste +rocesso le1a um certo tem+o. sem controle2 &sto $az com . . trazendo o cor+o +ara um estado de neutralidade. a maioria dos dançarinos não se a. p4 /)2/6. Salvador.radati1a o cor+o todo no sentido Pde dentro +ara $oraQ2 Resumindo.orador. ao menos em +arte2 A ri.ico (aumento de tem+eratura dos mUsculos).uece no as+ecto $isiol3. a de+ender dos alunos2 Para a.uecimento.uando +raticada no inWcio da aula. Fundamentals nutre e desen1ol1e o sentido cinest"sico2 Cadernos do 0&P12C&3. não +erdendo a sensação de +eso2 A . +ois ao in1"s de utilizar o a+rendizado mecZnico. n4 5.ueado2 'm se. attement en cloche : com a sensação de rela-amento. no entanto. +arece $uncionar de duas $ormas.uida o mesmo mo1imento de1e ser realizado usando somente a tensão necessária +ara manter a $orma da +erna e a direção es+acial do mo1imento.uinte se.ue ele sinta o +eso da.ração de $orma . ao menos em +arte. dando 4n$ase [ cone-ão e sensação do mo1imento ao des+ertar os +ro+rioce+tores articulares e ao mo1er de $orma .ual im+lica na mudança constante ou trans$er4ncia de +eso da +erna +elo aluno.uela +arte do cor+o destensionando. Fundamentals +ro+orciona uma inte.

ue $ormam.ue não a+resentam resultados com correçVes su+er$iciais2 Por e-em+lo. ser um arti$Wcio.]4ncia de desen1ol1er uma base mais s3lida . como .uer $orma artWstica.uanto um treinamento +ro+onente de +ers+ecti1as e m"todos de modi$icaçVes e desen1ol1imento cor+oral de $orma di$erenciada da 1isão mecanicista2 #esmo . +or sua 1ez. ela de+ende de +adrVes naturais de mo1imento .ue em +" corretamenteQ " uma tentati1a de correção.ue solicitam ati1idades cor+orais dese.rado o$erece uma sensação de se. n4 5. mas não o meio ou +rocesso a+ro+riado +ara alcançar o objeti1o2 Com !undamentals o +ro$essor ad.ualmente au-ilia a reno1ação da $unção cor+oral de $orma inte.ue $re. Salvador. mas .ue caracteriza Fundamentals en. fev4 )6664 .uire uma base +ara a com+reensão e o desen1ol1imento dos as+ectos mecanicistas do treinamento2 2.ue a 5ança não seja 1ista como uma ati1idade natural. Fundamentals o$erece um m"todo ou instrumento .]4ncias de +er$ormances .urança (Nilson)2 D treinamento i.ue +ro+Vem um 1ocabulário de Pcoisas a serem $eitasQ.]entemente Cadernos do 0&P12C&3.ue o cor+o inte.]4ncias mecZnicas. 9 Con(lusão I a conce+ção do cor+o como um todo e das inter( relaçVes .86 Por outro lado.ue en1ol1e o dia. haja 1isto . 2. a indicação P$i. .ual.ral em +erWodos de reabilitação de contusVes ou conse.n3stico e correção de +roblemas básicos .uilibradas em relação [s metades direita : es. uma base de e$ici4ncia motora +ara a 5ança2 A+esar da 5ança. ela necessita de um cor+o em bom $uncionamento +ara a sua +rodução2 &n$elizmente muitas t"cnicas de dança são um +ouco mais do .ue uma s"rie de e-ercWcios e se. com o treinamento de Fundamentals o dançarino tamb"m " bene$iciado em conse.uerda2 Para o +ro$essor. p4 /)2/6.ue o +re+ara +ara Pcorrer e en$rentar riscosQ.

mas +oderia ser uma es+"cie tonicidade Unica e indi$erenciada2 Dianne Woodruff % pesquisadora e autora de publi&a 'es no CA()*R Journal e na Canadian -sso(iation *or Fealt' P'Isi(al Edu(ation and "e(reation. e . 1ariou2 Al.as . como dançarinos eles t4m +rocurado mais Fundamentals (e outras aborda.ue en$rentaram entre a a+reensão de P+assosQ e a consci4ncia de como usar o cor+o2 Contudo. +ibliografia Cadernos do 0&P12C&3.ueriam dançar e +assos eram muito im+ortantes +ara eles2 Para estes alunos iniciantes.uanto [s suas +r3+rias e-+eri4ncias. Salvador. +reocu+ados com a +ossibilidade de estarem se atrasando em relação aos demais cole.ue 1i1enciar.uns res+onderam imediatamente ao material en.u4s.ração) .*- $racassam no ensino de uma +erce+ção cor+oral a+ro$undada.ue não +artici+aram do estudo.ue +or isso 1olta1am(se unicamente +ara as t"cnicas de se. +ara melhor ou +ior.ens de inte.ue eles tinham .]4ncias mecanicistas2 'les .ue acreditam ser de 1ital im+ortZncia +ara seu crescimento como artistas2 j =)* 'm +ortu.rande nUmero de alunos da. a 5ança era um desa$io mecZnico . $undamental +ara a a+reensão de 1ocabulário t"cnico e . n4 5.ualitati1o2 A reação dos alunos en1ol1idos neste estudo +iloto .uanto outros $icaram im+acientes durante o +rocesso. antes de estarem +rontos +ara considerar outra alternati1a2 0m . p4 /)2/6. não usamos este termo. fev4 )6664 .uela aula comentou +osteriormente sobre o con$lito .

&2 e L'N&9. 678@2 CAPRA. p4 /)2/6. G2:he ultimate athlete. fev4 )6664 .. 52 ?od. %unho de 678C2 N&L9D=. =e\ Sorc. #2 e P&'RPD&=). Rut. and the rising culture. societ. =e\ Sorc. mo'ement$ 4oping 1ith the en'ironment. Ficin.*) BAR)'=&'!!. +ullout +ublished. #2 PBodX thera+ies $or the modern dancer* &m. 678B2 9M&C`. 67AC2 #S'R9. n4 5. 9imon k 9chuster. 678<2 L'D=AR5. Salvador. Press. P2 'nsaio a+resentado na 4onferência de Pesquisa <a an@ ?artenieff >nstitute of %o'ement -tudies . !2:he turning point$ -cience.ard Bartenie$$ls !undamentalsQ &n*Dance %agazine. Gordon k Breach. dezembro de 67882 Cadernos do 0&P12C&3. 52 4omunica/+o Pessoal. =e\ Sorc.ers 0ni1ersitX.

r&ia Straza&appa A educação somática nos conduz a inUmeras +ossibilidades relati1as [ reno1ação dos sistemas tradicionais de ensino da dança2 Por educação somática.namos as +ráticas tais como a de Ale-ander. o $ermo é gradualmen$e consolidado.nação de cinesiolo. motor.62 Conhecidas na 'uro+a sob a desi.niti1o. n4 5.lvie -ortin Tradu !o" M. ano do primeiro simpósio bianual @Science and Soma$ics fo DanceB do National Dance Association. e mais recen$emen$e generalizado pela forma<=o do International Somatic Movement Education and Therapy Association nos 1s$ados Dnidos e do Regroupement pour l’Education Somatique no Euebec4 Cadernos do 0&P12C&3. releasin. \orcQ< antes . hands(on \orc. bodX(mind +ratices.ue o termo educação somática tenha se im+osto na Am"rica B2 =o1o cam+o de estudo. $rabalho corporal. bodX a\areness. t4m +or e-em+lo +o+ularizado este cam+o de estudo atra1"s de ) 3homas .*5 B2 B '50CAKOD 9D#R)&CA* =DFD &=GR'5&'=)' 5A !DR#AKOD PRR)&CA '# 5A=KA S. estas +ráticas $oram denominadas PbodX thera+ies.anna.uet e Mubert Godart. p4 8-2**. desi. a educação somática en. a$eti1o e es+iritual se misturam com 4n$ases di$erentes2 Ds euro+eus.ia ou de análise $uncional do cor+o no mo1imento dançado. $écnica de release. ou o BodX(#ind Centerin. o biológico e o meio ambien$e. es$es $rAs fa$ores sendo vis$os como um $odo agindo em sinergiaB 9)67/?):4 5 9'434: 3ermos em inglAs no original4 S=o compreendidos no Crasil como @$erapia corporal.loba uma di1ersidade de conhecimentos onde os domWnios sensorial. a &deocinesis. define assim a educa<=o som>$ica? @a ar$e e a ciAncia de um processo relacional in$erno en$re a consciAncia. fev4 )6664 . !eldencrais. $écnicas de consciAncia corporalB / Depois de )676. Salvador. a uem deve2se a revis$a Somatics. bodX \orc. encabeçados +or Ddile Rou. Bartenie$$. co.

ica. .ue estas colocadas em e1id4ncia +ela mat"ria.uando os +ioneiros desen1ol1iam seus m"todos. . a melhor delimitarmos a orientação e o cam+o de ação da educação somática2 2.ar .uestão de auto(cura* 67B@(67A@.inária e simb3lica2 9e o cor+o " dissecado nos cursos de mo1imento.ue atra1"s de uma s"rie de arti.entes. e dos anos A@ at" hoje onde 1emos di$erentes a+licaçVes se inte.uisição de conhecimentos objeti1os . fev4 )6664 .icos. #ichmle #an.ione(677B) distin. n4 5.iado nesta corrente2 Má tamb"m uma corrente .Znicas nunca estão se+aradas de suas hist3rias +ulsional.na realidades outras .ue se $unda no domWnio m"dico2 Fisa(se a a.uiu tr4s +erWodos no desen1ol1imento da educação somática* da 1irada do s"culo aos anos B@.*/ uma análise di$erenciada do cor+o onde as estruturas or. obser1a(se se uma corrente . não +odemos +assar em sil4ncio sobre a im+ortZncia da contribuição de #artha #Xers.os +ublicados em 678B na Dance %agazine e +or seu trabalho no .ue concernem ao cor+o2 0ma outra corrente +rocede uma leitura do cor+o do ti+o $enomenol3.ue se a+ro-ima do modelo o$erecido +ela +eda. ima.ia crWtica.merican Dance Festi'al.rarem [s +ráticas e estudos tera+4uticos. muito contribuiu Cadernos do 0&P12C&3.randecer a consci4ncia cor+oral " +ri1ile.eralmente [ +artir de uma . 1árias correntes coe-istem2 9em ne.o. emanci+ação do indi1Wduo e de sua coleti1idade como Ultimo $im a ser almejado2 Como todas as disci+linas emer. " +ara melhor sublimar sua re+resentação2 =a Am"rica. educati1os e artWsticos2 =a comunidade de dança. +sicol3. nos +r3-imos anos. 2. a e1olução da +rática contribuirá. +erWodo . 1 $! pou(o de 'ist6ria Recentemente. o +rocedimento interior de desabrochar e en. Salvador. .ue conheceu uma disseminação dos m"todos . p4 8-2**.ue o cor+o desi.raças aos estudantes $ormados +or estes +ioneiros.

uerem uma . durante o +erWodo de um contrato. +assando +elos estUdios +articulares .am a ad.ramas de dança contem+orZnea.ue atin.ramas institucionais de $ormação2 Moje.ue o$erecem +ro. Salvador.ra$os e. limitar(me(ei neste arti.rande ada+tabilidade +or +arte dos dançarinos2 A $im de se dar um le.ens Cadernos do 0&P12C&3.uela de trabalhador freelance . os dançarinos tateiam em todas as direçVes [ +rocura de di1ersas $ormas de treinamento2 A+esar disso.ra$os .ue. a +re1enção e cura de traumas.ue nenhuma aula t"cnica +ode o$erecer um treinamento ideal +ara todos os ti+os de cor+os e todos os estilos de dança.em tanto int"r+retes.uirir uma +oli1al4ncia motora como se as inUmeras a+rendiza. 1ários não che. 2. uma 1ez .ra$o2 'stas condiçVes de e-ercWcio da +ro$issão re. n4 5. a maior +arte dos int"r+retes tem +ouca chance de dançar durante toda sua carreira numa mesma com+anhia2 9ua realidade " normalmente a. fev4 )6664 . p4 8-2**. colocaremos antes os +arZmetros das condiçVes de trabalho dos dançarinos2 Atualmente.ue res+ondam [s mUlti+las solicitaçVes dos core3.ue se a+ro+riar do estilo do core3. tem . int"r+retes e core3. core3. e o desen1ol1imento das ca+acidades e-+ressi1as2 B2 B2 <2 6 #elhora da t"cnica Dbser1ando o +rimeiro +onto.ra$os. 2 $! interesse que au!enta a (ada dia 'mbora 1árias razVes +ossam ser enumeradas +ara e-+licar o interesse de dançarinos +ela educação somática.*8 +ara in$luenciar não a+enas o trabalho indi1idual de +ro$essores.ue de +ossibilidades t"cnicas . as +ráticas somáticas se in$iltram em todos os meios de $ormação em dança* dos conser1at3rios de dança clássica [s uni1ersidades .uanto +ro$essores* a melhora da t"cnica.o a abordar tr4s as+ectos . mas tamb"m os +ro.ue o$erecem uma $ormação [ 1ocação recreati1a2 2.

. acreditam .estos $undamentais são de al. [ construção dos .ar de+endem. des1iada ou não de uma +ro.estos de em+urrar(+e.ual +ode(se im+lantar as a+rendiza.ica motora . ir em direção [ e recolher2 Assim ele constr3i +ouco a +ouco sua autonomia $Wsica e a$eti1a2 Ds educadores somáticos t4m noção dos di$erentes nW1eis de leitura do .ue não são nunca se+arados de sua ba. +ro+icie o desabrochamento dos artistas dançarinos.em de estilos 1ariados de dança.ue eles +recisam de um sistema .uanto simb3lica2 Ds .uma $orma uma es+"cie de +r"(re.icas +ro. o indi1Wduo se e-ercita +ara a+ro-imar.ressão l3. $uncional e e-+ressi1a2 A educação somática .ue se interessa.ue edu. fev4 )6664 .esto2 =esta +ers+ecti1a.uisito sobre o . a$astar. p4 8-2**.** de sua es+arsa $ormação não se a+oiassem sobre um $undo s3lido2 Ainda .ue a a+rendiza.ue ou.uanto da ca+acidade de uma +essoa de estabelecer trocas relacionais bidirecionais2 5esde sua in$Zncia. sejam como Cohen e seu trabalho de desen1ol1imento sens3rio(motor(678C) ou Bartenie$$ com os Fundamentals(678@).ressi1as e 1ariadas .ue le1a a uma sWntese cor+oral.estuais +recisos se $ará de acordo com a edi$icação dos . se desconcertam +ela sua a+arente $acilidade2 A im+osição de modelos . +or e-em+lo. o desen1ol1imento da t"cnica de dança será e$etuado atra1"s de situaçVes +eda.3.ue +ara uma liberdade estrutural.em meta$3rica2 Ds educadores somáticos.estos $undamentais +ode desta $orma ajudar muitWssimo os dançarinos2 Ds . se necessário.estos $undamentais . " sem dU1ida e1idente .estos $undamentais tem uma incid4ncia direta sobre a +er$ormance motora de alto nW1el t"cnico e sobre a +ro+ensão a $erimentos2 Cadernos do 0&P12C&3. Salvador. [s 1ezes.a. entre outros. n4 5. tanto da coordenação harmoniosa entre as di$erentes cadeias musculares im+licadas. reedu.ue.ue a .ens motoras mais com+le-as2 'les são abordados tanto sobre uma base motora .ualidade da e-ecução dos .

uisadores canadenses e australianos(Gee1es.uilo . o resto.uel"ticas do cor+o se a+resenta como um meio +re1enti1o a traumatismos em dança2 A. uma sensiti1a e outra motora .em do mo1imento .ue a+enas 6 a <n do ocorte.esto. 678B)2 A +rocura de um alinhamento . isso . de1er(se(ia $alar de hábitos Cadernos do 0&P12C&3. fev4 )6664 .ue [s 1ezes t4m a tend4ncia a brecar a a.*+ B2 B2 <2 < A +re1enção e a cura de traumatismos Ds traumatismos constituem um sujeito de +reocu+ação maior +ara os dançarinos como demonstram dois estudos realizados +elas e.ui. o +roblema " tanto motor .orização2 Juando se $ala de hábitos motores.ue res+eite as estruturas e $unçVes mUsculo(es. mas tamb"m +or um trabalho de re$inamento sensorial2 'sta escolha se a+oia sobre o $ato . 677@.o.motorl " utilizado +ara dar uma ordem motora.esto. as trocas no mo1imento não se $azem unicamente +elos e-ercWcios motores 1oluntários e re+etiti1os.ue a$eta uma a$eta automaticamente a outra. ou seja 78 a 77n. Salvador.ue. tanto no +lano estrutural . constituem as duas $aces de uma mesma moeda2 As $unçVes sensiti1as e motoras são interde+endentes.ui+es multidisci+linares de +es.uanto $uncional.ue P. os +es.uando al. tudo a. os educadores somáticos com+artilham de uma 1isão de or.anização cor+oral e de a+rendiza.uisadores estão de acordo .ue en1ol1em as estruturas 3sseo(articulares (Mo\se.ue le1a em conta o +a+el determinante do sistema sensiti1o(motor2 Para os educadores somáticos. p4 8-2**. " $ormado +or duas di1isVes.erado sobre os tecidos moles .ue +ro1oca um stress e-a.ue le1a Mubert Godard a a$irmar .u"m $az um .uanto +erce+ti1o2 Pode(se dizer . . lo.em de in$ormação. asse.eralmente sobre o $ato de .ue o sistema ner1oso. n4 5. há uma intenção de . Perreault.ue eles estão associados a um trabalho cor+oral re+etiti1o e-ecutado sob um alinhamento .ura a $iltra. sua cate.uisição de no1as $ormas de se me-er. +ara os educadores somáticos. 6788)2 #esmo se a maior +arte dos traumatismos seja resultante da conjunção de 1ários $atores.

no entanto.3.ue ele estabelece com ele mesmo. etc2 9er ca+az de sentir +ara a.em do dançarino2 'm reeducação.*. a relação .ir.lobal de sua e-+eri4ncia2 5i1ersas +ortas de entrada Cadernos do 0&P12C&3. social. p4 8-2**.raça.ue tantos Partistas de alto nW1el t"cnico tenham a+rendido a se mo1imentar com . como " +ossW1el . emoti1a e es+iritual da +essoa e encorajam seus estudantes a trabalhar no sentido de uma reor.ual ele 1i1e2 !ranc Nildman (6788* 7) se +er.ue ele cria com seu meio e o olhar . objeti1os.unta.ir no intuito de aumentar as +ossibilidades de escolha. n4 5. co. uma 1ariação minuciosa do es$orço. o a+orte das +ráticas somáticas +ara a $ormação dos dançarinos reside em sua +ossibilidade de aumentar as ca+acidades e-+ressi1as do dançarino2 5ançar im+lica certos $atores cientW$icos. n3s 1eremos mais adiante. tal " um leitmoti' da educação somática2 A. lo. os conhecimentos somáticos +ro+Vem. torna(se ainda mais essencial alcançar a nuance dos detalhes2 =esta $inalidade de modulação sensorial. 677>* ?)2 0m trabalho de re$inamento da +ro+rioce+ção $acilitará a a+rendiza.anização .iando um trabalho em lentidão.ue ele +orta sobre sua cultura e a sociedade na . aumentar sua liberdade2 B2 B2 <2 B D desen1ol1imento das ca+acidades e-+ressi1as Al"m de contribuir +ara a melhora da t"cnica e +ara a +re1enção de traumatismos. fev4 )6664 . +erce+ti1os.ar sobre a +erce+ção2Q(Groomer. le1eza e sensibilidade e demonstrem um alto .rau de consci4ncia de seus cor+os estando com+letamente inconscientes de sua relação emocional com os outros e com eles +r3+riosQ2 Ds educadores somáticos reconhecem a intercone-ão das dimensVes cor+oral. Salvador. +sicol3.ica. a adoção de situaçVes +eda. e se interro.icas +ri1ile.niti1a. mas o $im da dança não será ele a e-+ressão artWsticaY D essencial +ara o artista reside em e-+rimir em mo1imento a comunicação .o. mensurá1eis. uma e-+loração atenta da am+litude articular.

então.ue reli.ue não o da re+resentação.ue são o$erecidas aos Cadernos do 0&P12C&3. mas assim .ue se inscre1e num ti+o de +es. os educadores somáticos trabalham no sentido de uma reor. de1erá ele mesmo ter $eito.ue se juntam ao educador somático.ue " a +essoa humana.ue o cor+o " uma tela .lobal da e-+eri4ncia e $a1orecem um trabalho .ue re. como trabalhar a abertura ao outro.istram nossas alteraçVes de estado emoti1o2 Com+reende(se. de ter en1ol1ido com seus braços2 Ds educadores somáticos dis+Vem de uma 1ariedade de meios +ara trabalhar sobre o substrato +ro$undo .a todas as coisas a tudo2 Ds dançarinos e-+erientes conhecem e trabalham intuiti1amente esta rede +lástica de interde+end4ncia .ual.ue seja coerente2 5e $ato.anização t nica da +essoaY D int"r+rete . os trabalhos de Mubert Godard colocam em e1id4ncia como a e-+ressi1idade do dançarino " determinada +elo $undo t nico do indi1Wduo sobre o .ue as alteraçVes +ersistam.ra1itacionais sendo estes .iadas +ara le1ar uma +essoa a se trans$ormar. fev4 )6664 .ue " a or. se a an.ue a 1anta.anização .uer um nos braços durante um re+resentação.em .ual se im+lantam o mo1imento.uisa da neutralidade cor+oral e de +oli1al4ncia motora2 =este conte-to.Ustia já está inscrita no +ano de $undo da or.ue receber .ar a o$erecer ao es+ectador uma mensa. p4 8-2**. seu +rocesso se torna mais direto.ue esta " a mais concreta e a mais a+ta +ara catalisar a . num outro conte-to de 1ida . claro e +ro$undo2 &sto me le1a a discutir as modalidades de +ráticas da educação somática .em de abordar a mudança +ela 1ia cor+oral reside no $ato de . os mUsculos t nico(. a im+ortZncia de se trabalhar sobre o .*7 +odem ser +ri1ile.ue im+lica numa modulação da tonicidade muscular. Salvador.anização t nico(.lobalidade da trans$ormação2 Para .ra1itacional2 D trabalho se +retende multidirecional e multidimensional2 &da Rol$ a$irma1a .ue ele chama de +r"(mo1imento +ois o int"r+rete +ode assim che. . mas os educadores somáticos cr4em . a e-+eri4ncia de ter sido en1ol1ido. n4 5.

9im+son.ue treina1am sem nenhum res+eito +elo seu cor+o e .*6 dançarinos2 #inha discussão acontece +rinci+almente no meio uni1ersitário. ainda .uecer seu treinamento cotidiano se. n4 5.ue +rioriza1am um trabalho de $orça muscular no atelier de educação somática.uiam um curso de educação somática +ara 1oltar a uma certa neutralidade cor+oral.rediente de $ormação com+lementar a esta mais tradicional aula t"cnica cotidiana2 'sta +rática. o . 677?.eral " de .ue re$lita o interesse dos dançarinos +elos embasamentos somáticos. retornarem a seus hábitos na sua aula de dança no dia se.ue lhes +ermitia continuar a dançar e-atamente da mesma maneira no dia se. Salvador.ue a situação seja similar nos outros locais de $ormação2 2.ue. se. 2 Edu(ação so!)ti(a e dançaJ (o!o se en(ontrarK A+3s as obser1açVes $eitas +or ocasião de minhas 1isitas [s instituiçVes de ensino uni1ersitário onde e-istem +ro.uestão da trans$er4ncia da a+rendiza.ramas de dança nos 'stados 0nidos.em de um meio a outro2 A crença .ue constato . 2.ue a tend4ncia .ue os estudantes ao +raticarem um m"todo de educação somática al"m de suas aulas de dança.ue +re1alece nos dançarinos " de enri. fev4 )6664 . acentua a . uma 1ez .uinte2 'ncontrei tamb"m dançarinos . p4 8-2**.uinte2 =ão " di$Wcil 1er dançarinos +er$eitamente alinhados ao $inal de uma aula de educação somática. ada+tarão ou mudarão e1entualmente sua maneira de trabalhar no interior da aula de dança2 A trans$er4ncia de a+rendiza. Austrália e no Canadá. 677?)2 Conheci dançarinos . uma ou duas 1ezes +or semana.em nem sem+re +arece acontecer de $orma tão automática ou es+ontZnea2 (`rasno\ et al2.uindo uma ou duas aulas +or semana de uma ou outra t"cnica somática2 A educação somática torna(se então um in. mas nenhuma Cadernos do 0&P12C&3. +ercebo .

uando um educador somático trabalha indi1idualmente com um dançarino.rarem a educação somática [s suas aulas tradicionais de dança2 'sta alternati1a não está isenta de di$iculdades. Salvador.ue tornarão +ossW1el continuar a a+render sobre eles mesmos $ora do meio somático. sendo .ue a +rinci+al re$ere(se ao $ato de . fev4 )6664 .ulamentação2 Ds di1ersos m"todos somáticos se a+3iam na +remissa de .ora a +ossibilidade +ara os dançarinos de inte.ue os resultados mais +ro$undos em educação somática são obtidos .ue o sistema ner1oso sabe reconhecer e utilizar a in$ormação a+ro+riada +ara seu $uncionamento or. mas trata(se de uma solução a ser utilizada com circuns+ecção uma 1ez . o$erecendo(lhe um $eedbacc altamente +essoal utilizando suas mãos +ara detectar ou introduzir as mudanças estruturais ou $uncionais2 D contato indi1idual +ode ser $eito e1identemente em situação de .ue acom+anham seus mo1imentos. em sua 1ida cotidiana e em suas aulas de dança2 Fejamos a.Znico2 Cadernos do 0&P12C&3. p4 8-2**. senão as aulas de educação somática correm o risco de serem 1istas sim+lesmente como um meio +ontual de receber um alW1io tem+orário ou de se dar um condicionamento $Wsico com+lementar ao in1"s de ser1ir como tram+olim a uma mudança +ro$unda de atitude $ace [ maneira de +ensar o cor+o2 As aulas de educação somática o$erecidas como treinamento com+lementar não de1em a+enas encorajar os estudantes a $icarem atentos [s sensaçVes +ro+rioce+ti1as . n4 5.uando dança1am2 A trans$er4ncia de um a+rendizado de um conte-to a outro de1e ser $a1orecida +elo +ro$essor de dança e +or este da educação somática.ue) re.ru+o trabalhando em du+las.+- mudança era 1isW1el .uer o concurso de um +ro$issional hábil +ara dar ao sistema ner1oso a in$ormação necessária [ sua auto( re.ue o contato manual (to. mas elas de1em +ro+or(lhes meios concretos .

+) 0m outro $reio [ inte. .ni$icante e emoti1a do .uem +aralisados +ara a análise.os de uma educação somática co.ue +ro+Ve um trabalho com com+onentes co.niti1a a tal +onto . se.ue +re1alece na aula de dança2 As ati1idades somáticas incluWdas na aula de dança tornam os alunos im+acientes2 'les as 14em muito distantes do es. subir a +erna bem no alto. . alon. a educação somática " então um meio e não um $im2 Cadernos do 0&P12C&3.esto2 Para o dançarino.ue os alunos +ercam a sua motricidade2 !alando de outra $orma. n4 5.uer dizer.undo 5iane Noodru$$ (6787) a educação somática +ro+Ve uma a+ro-imação holWstica da a+rendiza. " +ercebida mais como uma contradição com este uso do cor+o tW+ico do treinamento do dançarino do . Salvador.niti1os e sensoriais. orientado +ara o reconhecimento de toda a car.uanto dançarinos2 &r rá+ido.em +arcialmente mas mant4m cada uma. como de1e(se e1itar tamb"m de se estar a+enas na ocabeçal2 D objeti1o do treinamento do dançarino " de conduzi(lo [ re+resentação de di$erentes escrituras coreo. a sua +r3+ria natureza2 5e1e(se e1itar os +eri.ue os alunos $i. p4 8-2**.rar a educação somática na aula de dança são justi$icadas at" determinado +onto2 A dança e a educação somática con1er. sentir onde está +u-ando. re+etir inUmeras 1ezes o e-ercWcio. suar.a si.rá$icas com um or. ou ainda uma educação somática com uma tal 4n$ase no sensorial .ração da educação somática [ aula de dança reside na conce+ção tradicional dos estudantes e +ro$essores $ace ao .uema tradicional .ue se o+Ve a esta mecanicista .ue lhes +arece absolutamente essencial +ara o sucesso de suas carreiras en.ar o mUsculo no seu limite.ue " uma aula de dança2 9e. de1e(se e1itar de se estar estritamente no ocor+o sentidol. $az +arte das e-+ectati1as dos jo1ens estudantes2 A educação somática.ue como um com+lemento2 As retic4ncias dos +ro$essores e dos estudantes a inte.anismo cor+oral e$icaz. fev4 )6664 .uro e e-+ressi1o.em .

rama su+Ve uma colaboração estreita de +ro$essores +ara o$erecer aos estudantes uma e-+eri4ncia uni$icada e rica2 0m encontro semanal " necessário entre os membros do cor+o +ro$essoral a $im de determinar e coordenar os objeti1os +eda. os .iar um 1ocabulário codi$icado2 5uas 1ezes +or semana. os estudantes +odem ser chamados [ e-+erimentar 8 Abordo a ui apenas os cursos de forma<=o pr>$ica4 1s$=o sendo eFcluGdos os cursos de in$erpre$a<=o e cria<=o4 Cadernos do 0&P12C&3.ração dos di$erentes as+ectos da $ormação +rática em dança C2 Cada dia os estudantes recebem o ensino de uma t"cnica de dança sem +ri1ile.ra$os. p4 8-2**. e de $azer o +onto sobre o +ro. o de+artamento de dança im+lanta atualmente um no1o +ro.icos. eles e-+erimentam ateli4s somáticos e ateli4s de im+ro1isação.ualmente um curso de anatomia $uncional2 5urante sua $ormação de tr4s anos.ração da educação somática na $ormação do int"r+rete =a 0ni1ersidade do Juebec em #ontreal. +ro$essores e educadores somáticos da comunidade de dança de #ontreal +ermitiram o desen1ol1imento de um +ro.uem i.resso de cada estudante2 0m horário $le-W1el +ermite +ermutar as di$erentes aulas e de 1ariar a duração +ara ada+tar [s necessidades dos temas de trabalho identi$icados2 Por e-em+lo. os estudantes t4m a o+ortunidade de se a+ro$undar numa t"cnica somática de sua escolha2 'ste +ro.rama de $ormação em dança contem+orZnea de tr4s anos de duração2 Consultas com int"r+retes. a articulação co-o($emural +ode ser abordada no curso de anatomia $uncional sobre o Zn. fev4 )6664 .3. core3.uais são articulados [ sua aula t"cnica2 9emanalmente. a +rioridade +ode ser $i-ada sobre a estabilidade e mobilidade da articulação atra1"s dos e-ercWcios de dança mais ou menos habituais2 =o curso de educação somática. eles se.ulo das estruturas e de suas +ossibilidades articulares2 =a aula de t"cnica.+5 B2 B2 B2 6 0m e-em+lo de inte. Salvador. n4 5.rama embasado sobre a inte.

eles não +odem mais considerar uma aula de dança como uma se. etc2. +or e-em+lo. Pthe $i$th line o$ mo1ement o$ the ideocinesisls \orcQ de &rene 5o\d (678B).]4ncia de pli(s. ainda +or cima numa $ase inicial.iro .ue a educação somática +ode contribuir a mudar as +ráticas dos +ro$essores.e Cohen (678C)2 Ds +ro$essores.]4ncia o alinhamento da cabeça e do +escoço de seus estudantes de+ois de terem +raticado a t"cnica de Ale-ander2 !alo da +ro$unda trans$ormação na maneira . mas tamb"m com os dos estudantes2 Cadernos do 0&P12C&3. Salvador. me-e não somente com os hábitos dos +ro$essores.ue normalmente um tal +rojeto. n4 5. mas re1er os +rincW+ios +rimeiros .+/ di$erentes situaçVes .ue ele +ode ser 1isto como uma ameaça muito desestabilizante +osto . ronds de 6am e. o Prel3. são chamados neste conte-to a se interro.uestão a $ormação +rática em dança e desen1ol1er no1as leituras do cor+o e de no1os modelos de $ormação2 5entro de um tal +rojeto.ue de1e ser +lenamente cum+rido uma 1ez .ue subentendem o mo1imento2 =ão se trata de jo.iam2 'les de1em se abrir [ análise crWtica +ara recolocar em .ue eles +ri1ile.ue solicitem esta articulação como o Pthi.uero dizer.ar coleti1amente sobre suas +rioridades de educadores e sobre os meios .ir com maior $re. não .io +"l1icoQ de !eldencrais (67A<). ou o P+ush and +ull actionQ de Bainbrid. fev4 )6664 .ue eles concebem o cor+o e o conteUdo de seu ensinamento2 AW está um desa$io .h li$tQ de Bartenie$$ (Bartenie$$ k Le\is. . 678@).ue eles irão corri. normalmente acostumados a um trabalho indi1idualista. grands attements .ar $ora os mo1imentos tW+icos da aula de dança mas a+ro$undar sua com+reensão [ luz de conhecimentos e +ráticas nascidas do cam+o da educação somática2 Juando su. p4 8-2**. tendus.

a le1eza. não se +reocu+e em ser e$icaz. ou ainda mais .ue se +roduz no curso da ação. a estrita ati1idade motora não adiciona nada sobre o +lano do desen1ol1imento neurol3. não tente $azer harmoniosamente.uei como a educação somática acentua o com+onente sensorial tanto .uanto. n4 5.ue. ele dá estes conselhos .ue re$letem bem sua 1isão +eda. não tente $azer bem. a+recie a sensação de +razer. não se concentre.em o Pcomo se $azQ de1e substituir o Po .ue em +erWodo de a+rendiza. fev4 )6664 .ue as aulas t"cnicas de dança são tradicionalmente centradas no +ro$essor. o saber se constr3i na e-+eri4ncia +r3+ria de cada indi1Wduo2 A transição se com+lica +elo $ato de .ico e não conduz a uma real Cadernos do 0&P12C&3. os estudantes de1em e$etuar uma transição no sentido de se encarre.ue os estudantes de1em a+render a 1alorizar o +rocesso tanto .uela de um ensino tradicional em dança onde a a+rendiza.uanto o +roduto2 !eldencrais. en. a$irma . 678@. não se +er.ar +ela sua a+rendiza.unte no começo como isso será no $im. o com+onente motor da e-ecução do .esto2 A re+etição de um mo1imento tem certamente sua utilidade dentro da manutenção da mobilidade articular e da elasticidade muscular mas sem uma tomada de consci4ncia do .+8 2.]entemente +ela re+etição mecZnica e 1oluntária2 '-+li.ue 1oc4 " ca+az de $azerQ(!eldencrais. e $aça um +ouco menos do . numa +ers+ecti1a somática. +2A)2 I inUtil elaborar sobre a o+osição desta 1isão com a.3. insista sobre o con$orto.ue a educação somática " claramente centrada no estudante2 A+3s 1ários anos de um ensino normalmente direti1o e autoritário.ica* P$aça cada mo1imento bem lentamente. A 0s desa*ios peda 6 i(os da edu(ação so!)ti(a 0ma +rimeira desestruturação 1em do $ato de .em uma 1ez .ue. Salvador. +or e-em+lo.ue se $azQ2 'm sua obra <earn to <earn. 2.uanto . p4 8-2**.em acontece $re.

adas2 D P+rodutoQ da educação somática não " somente caracterizado +or uma com+et4ncia motora es+ecW$ica melhorada e mensurá1el. p4 8-2**.ridade. dado ao .ue os estudantes +recisam +ara realizar a transição entre um ensino tradicional e um ensino in$luenciado +ela educação somática2 &sto im+lica numa no1a com+reensão do cor+o e da $ormação em dança.ue se entende o modelo cientW$ico do +aradi.ue " incom+leta a e-+licação dos $en menos obser1ados em+iricamente nos numerosos estudos de caso2 )al1ez dada a di$iculdade de se realizar as e-+erimentaçVes controladas.uisadores .uais o mo1imento circula.ue se su+Ve em termos de medidas de 1ariá1eis de+endentes e interde+endentes.ue suas +ráticas estão em atraso em relação [ teoria. [ curiosidade. fev4 )6664 .uisa Cadernos do 0&P12C&3.ue com+artilharão 1erdadeiramente entre a tradição da +es. sem dU1ida.ue des+erta no ima. mas tamb"m +ela e1olução dos estudantes em direção [ inte.+* a+rendiza. mas sobretudo. constata(se . uma com+reensão . Salvador.uisa realizada at" hoje +ouco tentou a1aliar a e$ici4ncia das +ráticas no sentido em . os educadores somáticos insistem sobre a im+ortZncia de in$ormação intrWnseca +ara e-+lorar os caminhos +elos . " P$undada sobre uma teoria .ue se situa a meio caminho entre a intuição de hoje e a 1erdade cientW$ica de amanhãQ (+26>)2 Ainda hoje.ue.ue lhes são li.ma +ositi1ista dominante2 Ds +r3-imos anos conhecerão. etc2 Ds educadores somáticos.ue a +es.uisa. no sentido de .em do no1o . uma e-+ansão do nUmero de +es. assim como os +ro$essores de dança não de1em subestimar a ajuda .esto2 'n. n4 5. como dizia !eldencrais (67A8). com o .ue se constr3i a cada dia sobre o terreno +ara uma +rática .uanto o ensino tradicional de dança 1aloriza $re. o . os educadores somáticos reconhecem . [ .ualidade de +resença em si.inário de cada um e as emoçVes .uestionamento dos educadores somáticos sobre a +ertin4ncia do ti+o de +es.]entemente a in$ormação e-trWnseca.

)66)4 + #or$in. +ara . )668H %"ers.ansen. )67+.ue. )66-H 0reen. )66)H 1l$on. )676H #or$in.uisa . )668H Wilson. )66-4 . )66/H . )66/H 0odard. )668H NrlocK.ora as +roblemáticas .orias de +ublicaçVes na literatura em educação somática* esta .ue manti1eram a atenção dos +es.ua. a inter+retação ou a aula t"cnica ?. )677H Ca$son. )66*H 0arfinKle.uisa a+ro+riadas [ natureza e ao conteUdo da educação somática2 A adoção de uma lin. )66+4 Cadernos do 0&P12C&3. a +es.ue +orta um olhar sobre uma dada t"cnica somática e um as+ecto es+ecW$ico do treinamento dos dançarinosA2 !oi mencionado no começo deste te-to . en$im. +or e-em+lo. 2.uisa dentro de uma orientação educati1a e artWstica2 As re$er4ncias abai-o $oram escolhidas 1isando ilustrar a di1ersidade e a ri.ue " a educação somática2 =o entanto. a . )676.ue esta tend4ncia se +rolon.ias de +es. mas constatamos . )676H Rou ue$. )66)H Iovich. Salvador.ue membros da comunidade de dança dei-aram o caráter tera+4utico +ara dar cor+o [ sua +es. )67*H CroM. )67*. p4 8-2**. e. o +rocesso criador.ue se interessa +ela de$inição da educação somática e os di1ersos a+ortes +ara o dançarino >.em .++ e-+erimental e esta da $enomenolo. )67-.ia2 A+3s estas colocaçVes. )66)H %"ers J . B 0s es(ritos so9re a edu(ação so!)ti(a Podemos distin.orosKo.uanto +ara * Ca$son.uisadores at" o +resente2 2. )668.ue a educação somática sur. )677H Laro ue. n4 5. olhemos a. )668H #or$in J Sieden$op. )677H 0reen.W1el +ela comunidade de dança tanto .uisa +ublicada " normalmente conduzida no meio uni1ersitário e traduz indubita1elmente um reconhecimento do no1o cam+o de estudo .uir tr4s cate.ueza de +ublicaçVes sobre o sujeito .ue seja inteli. )677H Richmond.ue descre1e os as+ectos +articulares em relação [ dança. )67*H Lauffenburger.iu [ +artir de +reocu+açVes tera+4uticas de indi1Wduos. )66+H Caplan. )675. )66-H 1dd". )66-H 0omez. fev4 )6664 . AndreMs.ra$ia e-austi1a2 A +es. )665.ue $ornecer uma biblio. será necessário $i-ar metodolo. )67+H Cainbridge2Cohen.

fev4 )6664 . +eda. +ouco im+orta o +aradi. 6776.ar os resultados das +es.ma e+istemol3.enheiro. n4 5.ra$os. serão i. o desen1ol1imento do conhecimento tem uma tend4ncia a oscilar.ico.e \ith the incommensurable otherness o$ othe Dtherl P (Bernstein. Salvador.rande ca+acidade de inte. eles encorajaram seus estudantes a estudar ri.ualmente necessários2 A hist3ria tem nos mostrado . ela se a+oia entretanto sobre um saber clWnico2 Pode +arecer estranho li.orosamente a anatomia $uncional le1ando em conta sua e-+eri4ncia interior e sensW1el2 5a mesma $orma.ar sobre a coe-ist4ncia de di$erentes 1ias de Cadernos do 0&P12C&3.+.ue. os or. a $ormação +rática do dançarino nos toca e de1emos tentar eliminar as barreiras e inte.3. em todo domWnio.rar os domWnios do conhecimento [s $ronteiras de nosso +r3+rio conhecimento2 &sto re. a crença dos +ioneiros da educação somática (Bartenie$$ era $isiotera+4uta. de um e-tremo ao outro.uer uma .rar os domWnios artWstico.ar conhecimentos objeti1os e subjeti1os. de uma maneira de a+reensão das coisas [ outra2 A educação somática de$ende uma 1isão não reducionista do mundo2 =ormalmente muito associada ao intuiti1o e ao ima.rande ca+acidade +ara escutar e receber o outro2 0ma . como um +4ndulo. a e-+erimentação sensW1el era.inário. etc2).ico no . +ara eles. en. mas isto era.rande res+onsabilidade nos incumbe. de +rimeira im+ortZncia2 Por esta razão. educadores somáticos.anismos sub1encionais de1e ser considerada2 Locais de di$usão +ara di1ul.ual elas se situam. Pa res+onsabilitX that should not be con$used \ith an indi$$erent su+er$icial tolerance \here no e$$ort is made to understand and en. p4 8-2**. e cientW$ico2 A es+ecialização de nossas $unçVes de1e ser acom+anhada de uma . +2?>)2 =3s de1emos estar conscientes de nossos +reconceitos em relação [s di$erentes $ontes de saber e nos interro.a. !eldencrais. n3s de1emos ainda hoje nos abrirmos [s 1ias in"ditas e 1ariadas do conhecimento2 9ejamos int"r+retes.uisas. +ro$essores. ou +es.uisadores cientW$icos. no entanto. core3.

trainin. &2 k L'N&9. A (B).. =e\ Sorc. e-i. 6B (B). the dancerls ressourcesQ &n* 4ontact Auaterl.osto +elo risco . %o'ement$ 4oping 1ith the en'ironment. na 1erdade. &i9lio ra*ia A=5R'N.Il#ie %ortin 5 doutora pela $ni#ersidade Estadual de 0'io 7E$-8 e pro*essora no departa!ento de dança da $ni#ersidade do Lue9e( e! <ontreal 7Canad)8 desde 191:. 52 ?od. " +r3+rio da arte2 0ma coisa " certa. 66 (<).h bodX(mindQ &n* 4ontact Auaterl.Q &n* Bournal of Cadernos do 0&P12C&3.ual 1i1emos2 =ossa ca+acidade de +ermanecer abertos e rece+ti1os a uma 1ariedade de +ers+ecti1as.e de nossa +arte um es+Writo de e-+loração e um . n4 5. 678<. 7 (<). p4 8-2**. nossa arte não +ode se esta.B2 P)he trainin. 6788.ue. #2 P)he Bartenie$$ !undamentals* #obilizin. 678?.. fev4 )6664 . Diplo!ada no !5todo %eldenMrais4 !as (o! e?peri>n(ia e! outros !5todos de edu(ação so!)ti(a (o!o o de -le?ander4 o &odI <ind Centerin 4 a ideoMinesis4 o Nineti( -@areness e o &artenie**.+7 acesso a uma com+reensão de n3s mesmos e do mundo no . 6C(682 BRA&=BR&5G' CDM'=. Gordon k Breanch. Salvador. <C(B72 ppppppppppppppppppp PPercei1in. 678C. <C(B72 ppppppppppppppppppp P)he dancerls \arm(u+ throu. Pesquisa a (ontri9uição da edu(ação so!)ti(a para a *or!ação do int5rprete4 as !etodolo ias de pesquisa e! dança e a edu(ação artOsti(a dos Po#ens para a representação (oreo r)*i(a. $ullX.. G2 P5ancin.nar dentro de um status quo2 . +roblems o$ the dancerQ &n* 4ontact Auaterl.ue 1irão. in ActionQ &n $ 4ontact Auaterl. 678@2 BA)9D=. sa$elX and e-+ressi1elX* )he role o$ the bodX thera+ies in dancin.. <8(BB2 BAR)'=&'!!. a estas em trans$ormação e [s .

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and %edicine for Dance . o$ ceX mo1ement +atternsQ &n* Proceedings of the Dance and the 4hild >nternational 4onference.note . 677C2 #A=G&D='.ssociation of dance *ducation ?iennal %eeting.. and ideolog.ddress for the . 52 P5ance science and the dance techni. 678B.) MA==A.uarie 0ni1ersitX. >A (>). 9idneX. into the somatic foundations of the art. C (<). . 6776. \hat theX doQ &n* Bournal of Ph. 67882 MDN9'.ears ) GHII)GHGJ. B(672 Cadernos do 0&P12C&3. 9idneX. )2 P5ictionarX de$inition o$ the \ord 9omaticsQ &n* -omatics. literar.. #2A2 >sadora Duncan$ .sical *ducation. 6C (6). C77(>@>2 `DF&CM. 9+rin. 7@( 7<2 ppppppp PBodX thera+ies. 678?. 677?.Q2 5ance #a. inquir. %2 P5isorders o$ the . C (<). 678@. #2:he origins and e'olution of somatics$ >nter'ie1s 1ith fi'e significant contri utors to the field.ue classQ &n* >mpulse. life. 677B2 ppppppp PBodX thera+ies and the modern dancer* )he ne\ osciencel in dance trainin. 67872 ppppppppp P5ance science and somatics* a +ers+ecti1eQ &n* 9inesiolog. fev4 )6664 . 6?<(6A<2 LARDJ0'. 677C2 `RA9=DN. C>(C82 ppppppp P5ance science and somatic education in dance trainin. p4 8-2**. during the earl.Q &n* 9e. H2 P!rom intention to action* 9omatic education and the dancerQ &n* Proceedings of the Dance and the 4hild >nternational 4onference. )ese de doutorado2 0ni1ersidade de Dhio. "ecreation and Dance. Salvador. 92 PBartenie$$ !undamental* Pre1ention o$ dance injuries throu.ustralian .h earlX detection and retrainin. #ac.reat toe in dancersQ &n* -port %edicine. )ese de doutorado2 0ni1ersidade de )em+le. 67882 LA0!!'=B0RG'R.) %ind 4entering en danse cr(ati'e au primaire 2 5issertação de mestrado2 0ni1ersidade de #ontreal. <(B).azine (<). #ac. 52 >nt(gration dEacti'it(s et de principes du ?od.62 MA=9'=. n4 5.uarie 0ni1ersitX. 678B.

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já +ode +artir então +ara a sua ca+tura.uer $reio ou escrU+ulo2 )udo se torna de $orma e-+lWcita mercadoria a ser 1endida.. está +assando +or trans$ormaçVes radicais em suas estruturas econ micas. era ainda reser1ado em sua +otencialização.ual. em seu momento contem+orZneo.uer momento de o+osição atra1"s do +ensamento2 0m dos elementos mais $ascinantes . Salvador.ora a ser a+reciado.entes .uer outro 1alor de troca e-em+lar2 )al objeto de consumo +assa a.ue um +udor en1er.ue. todas as suas in1ersVes e todos os seus rendimentos e encaminhamentos2 )al como a$irma1a o soci3lo.onhado em se mani$estar. n4 5. +olWticas. in1ertendo toda uma situação hist3rica anterior onde $oi i. sem +ossibilitar +or +arte dos a.o $ranc4s %ean Baudrillard " ele o Pmais belo objeto de consumoQ a ser in1estido. de uma $orma ou de outra./ 2.em nico a +artir do es$acelamento de uma +osição alternati1a dita socialista .ual.ue acabou +or ser incor+orado de uma $orma bem radical e sutil $oi justamente o cor+o. a ser consumida o mais ra+idamente +ossW1el.uilo . tudo a. 0 C0"P0 N0 TE-T"0 C2 6 BA=AL&HAKOD D0 AB9DRKOD !&=AL A)RAFI9 5A9 CDRPDRAKL'9 5A9 #E5&A9* D CDRPD 5D A)DR '# P'R&GD Caio C%sar Souza Camargo )r/&$no D mundo.ora não. a. fev4 )6664 . +ara a sua absorção. sem . com todas as suas +roblemáticas.uilo +ara o .uer re$le-ão ou +arada.ual.norado e mesmo Cadernos do 0&P12C&3. p4 *+2+-. s3cio(culturais2 D ca+ital torna(se +lenamente he. trabalhado e mercantilizado como .ual o Ca+ital ainda tinha como . . a.ual.ue não su+ortou suas contradiçVes internas2 5e1ido a isso.

recimento. de jamais +erder a silhueta. mais es+eci$icamente de uma no1a $orma de subjeti1idade . de +erder . tudo isso se dando en. uma mercadoria sem dU1ida +or demais bela e encantadora +ara não ser des+erdiçada em todo o seu +otencial e abran.8 condenado como al. +ecaminoso e mesmo obsceno2 D .em de consumo.ue se auto(+romo1e en.uanto uma mercadoria .uanto a +rodução de um no1o ti+o de cor+o em uma sociedade [ . -e ( explorado por dinheiro e para ganhar os fa'ores da plat(ia.ue o e1idenciam como al..ue o coloca en. (.ue im+orta não " mais a alma e todo o seu ascender dial"tico at" [s alturas das &d"ias +lat nicas2 D .uer2 D cor+o do ator +assa i.o a ser utilizado de uma maneira cWnica e debochada2 =o interior do teatro ocidental as crWticas a tais ca+turas t4m sido $eitas +or inUmeros te3ricos de teatro. Peter Brooc e tantos outros2 Por e-em+lo.. fev4 )6664 . de ema. -e este corpo se limita a demonstrar o que ( K algo qual qualquer pessoa comum pode fazer K.. oferecendo)o pu licamente. Salvador.o 1il. onde ele não +ode estar li1re de um mo1imento ima.ualmente +or trans$ormaçVes . n+o constitui um instrumento o ediente capaz de criar um ato espiritual.4ncia mercadol3.ordura.ual " bem emblemática na +rodução de um no1o ti+o de homem.ual. de se entrar em $orma.icas2 D cor+o +assa a ter um in1estimento de cunho narcWsico.o mWtico e re+leto de +romessas2 5iante de tudo isso o cor+o do artista e es+eci$icamente o cor+o do ator não tem como esca+ar a esse +rocesso de banalização do cor+o en. a arte de representar está F eira da prostitui/+o.ue tem im+ortZncia neste momento são os rituais de embelezamento.inário totalizante . de se estar na linha. p4 *+2+-. n4 5.uanto uma mera ima. Groto\sci (677<) nos remete* 8 ator ( um homem que tra alha em p5 lico com o seu corpo.) Cadernos do 0&P12C&3. Artaud. tais com Groto\sci.uanto al.

o . Falo de LsantidadeE como um descrente. no1os contratos. o uni1erso est"tico " banalizado.ual se identi$ica +rimariamente a+enas e tão(somente ao dinheiro2 A isso. (677<* <8(<7) I o . esta elecendo para si pr. a. fev4 )6664 .ue tem ocorrido com uma .]4ncias2 #as. o ator e seu cor+o +erdem todo e .. atra'(s da profana/+o e do sacril(gio ultra6ante.* 8 que impressiona quando se o ser'a a atua/+o de um ator. Salvador.uele autor en$atiza en. e.ue o mo1imento do ca+ital e assim no1os rostos +recisam ser +roduzidos. p4 *+2+-.ura um Pator cortesãoQ. nas teleno1elas e em al.prio um desafio. com +ouca ou nenhuma e-+eri4ncia.rande maioria de atores .em se. o . . [ +lena e massi1a audi4ncia2 Com isso.uanto cam+o de resist4ncia cultural o chamado Pator santoQ* 0+o me entendam mal.ual.ue no1as o+ortunidades lo. torna(se al.ue não +odem se $urtar a se tornarem mercadorias como outras .ni$icado maior2 Para Groto\sci.o acontecerão. Cadernos do 0&P12C&3. in. a+arecer na tela. -e o ator.o o+ortunWstico. demonstrando a alta rotati1idade do lucro e da +r3+ria ima. ( a mesquinharia de seu tra alho$ a arganha feita por um corpo explorado pelos seus protetores K diretor.em2 9ão eles e1idenciados como elementos descartá1eis . tendo. antes de mais nada.uais. no1as s"ries e no1as se. tal cor+o de ator con$i. um retorno $ácil de in1estimento2 Pensam. Auero dizer$ uma Lsantidade secularE.enuamente. desafia pu licamente os outros. n4 5. +rinci+almente atra1"s da tele1isão.umas mini(s"ries2 Atores jo1ens.ue o mo1imento da ima. tal como ( praticada ho6e em dia.ue ocorre " .uerem.uer2 )al nW1el de troca e rodWzio mostra um cor+o de ator em nW1eis de e-+loração jamais alcançados anteriormente em tal intensidade2 )udo direcionado aos $a1ores da +lat"ia.ue acabam +or se 1ender a um sucesso $ácil e imediato. produtor K criando em retri ui/+o uma atmosfera de intriga e re'olta.uer si. . com isso.

com o $azer est"tico. ele n+o 'ende mais o seu corpo. queima)o. uma metamor$ose . 5ioniso2 'sse deus " justamente o deus do dis$arce.ue se o$erece em sacri$Wcio ritual em homena. . um fenNmeno que n+o possa ser pre'isto no tempo e no espa/o.ue não seja [ ser1iço da 1ida e da +ot4ncia2 'ste " o cor+o de um ator com com+romissos com a arte. bem como Artaud. Salvador.ue +ro$ere e sente o *nthusiasm. p4 *+2+-. da dissimulação.em a um deus escondido. tirando sua máscara do cotidiano.ual seja. da.uer autoridade e-terior . en. o deus(ator . não se submetendo a . libertando o seu cor+o de todos os entra1es .ar(se de cerimoniais cotidianos.ximo da santidade. se quisermos um grupo de teatro cu6o alimento se6a esse tipo de tra alho. -e tal representa/+o de'e n+o ser fortuita.ue o $aça desli. (&bid*<7) 'sse cor+o de ator . e não com o mercado +adronizador2 0m ator .s e o q-tase.. então. fev4 )6664 . pelo contrário. do +r3+rio ato de ser um ator. li erta)o de toda resistência a qualquer impulso ps#quico. mas o oferece em sacrif#cio.+ se re'ela. -e n+o exi e seu corpo. o deus do estilhaçamento. ent+o. ent+o temos de seguir um m(todo especial de treinamento e pesquisa. Peter Brooc.ue re1ela uma 1ida escondida +or detrás de con1ençVes sociais e +olWticas.uele .enio Barba e tantos outros te3ricos do teatro não se con$ormam com o +rocesso de mercantilização +lanetária Cadernos do 0&P12C&3. o +r3+rio deus do teatro. torna poss#'el ao espectador empreender um processo idêntico de autopenetra/+o.uanto uma es+"cie de di1indade. do des+edaçamento ritual com suas bacantes e sátiros. mas. "epete a reden/+oM está pr. mas anula)o. n4 5.ue +odem im+edi(lo de realizar uma real comunicação +ara com o seu +Ublico. 'u. e o ele1e a +atamares di1inos2 Groto\sci.e contra todo +rocesso de +adronização se re1ela.ue se insur.ual.

uantidade de +Ublico.lori$ica2 'm suma.stico de tur ilh+o de 'ida que de'ora as tre'as.uilo . o mal ( permanente..ue se +roduz " um ti+o tal como um es+ecial +ro$issional de 1Wdeo.ual.em da teleno1ela em .ue o cor+o do ator tem . . .uer resolução est"tica abran.uido [ risca im+edindo .ens2 D .ue ele mesmo denomina1a de crueldade* . 8 Cadernos do 0&P12C&3. crueldade n+o ( acrescentada a meu pensamento.ue o cor+o do ator tem so$rido2 D nW1el de brutalização e barbárie est"ticas a .uer res+eito +or uma caracterização mais elaborada de +ersona. no sentido dessa dor de necessidade implacá'el fora da qual a 'ida n+o sa eria se exercitar. Salvador. mas me falta'a tomar consciência.ualmente sin. fev4 )6664 . acaba +or re+resentar a +r3+ria +ersona..uele +erWodo2 9ua a+arição na teleno1ela +assa a ser um merchandising do +r3+rio anUncio . de necessidade implacá'el. .ual. 8 em ( dese6ado. no sentido gn.ue o teatro de sua "+oca so$ria. bem distante de um 1erdadeiro ator . .ue assistem [ tele1isão e +articularmente [s teleno1elas2 As est3rias e $olhetins +assam +or uma mediação de .osto sem . p4 *+2+-.uando se lamenta1a do +ro$undo estado de dilaceração .ue se submeter se traduz em im+erati1os constantes e +ermanentes de audi4ncia.osto mediano " se.smico de rigor. o .]4ncia.uase .ente e in1enti1a2 )al cor+o de ator comercializado s3 +ode.4ncia . n4 5. *la sempre 'i'eu nele.ue 1i1encia sua arte sin. em conse.ue como uma sua e-tensão ir nica e cWnica. ele ( resultado de um ato.ular na comunicação Wntima com al.esto artWstico2 Artaud (677A) já denuncia1a tal estado de indi. onde.ue o .u"m2 0ma es+"cie no1a e i. ser inserido em anUncios +ublicitários.ular de burocrata da arte a se esconder de um .ue atua na.uando o mesmo não +ermitia o +ro$undo mo1imento de 1ida da. *u emprego o nome de crueldade no sentido c. nUmero absoluto de +essoas .

Ci1ilização Brasileira. tanto +ara Groto\sci . será uma pe/a in5til e defeituosa. Pers+ecti1a. admitindo no centro do tur ilh+o 'oluntário do em um n5cleo de mal..ue restará será a morte desse ator e sua substituição triun$al +or simulacros da +ior es+"cie2 I +reciso ha1er uma crueldade +ara . * o teatro no sentido de cria/+o cont#nua. &ma pe/a na qual n+o existe essa 'ontade. 677A2 GRD)DN9`&.ue tal situação não dei-e de ser trans$ormada. 677<2 Cadernos do 0&P12C&3. a a/+o mágica inteira o edece a essa necessidade. 9ão Paulo. o .rau de +rostituição . Salvador. transmutada2 Caio C%sar Souza Camargo )r/&$nov % doutor em )si&ologia So&ial pelo 0nstituto de )si&ologia da 1S)2 Do&ente do Departamento de )si&ologia da 1niversidade -ederal de 1berl3ndia2 &i9lio ra*ia AR)A05.ue o ator tem so$rido a +artir de suas inserçVes com o mercado e +rinci+almente com as mWdias eletr nicas (tele1isão)2 5o contrário. Antonin2 <inguagem e 2ida. 'is#'el em cada gesto e em cada ato.7 deus escondido quando cria o edece F necessidade cruel da cria/+o que se impOe a si mesma. cada 'ez mais reduzido. e assim ele n+o pode deixar de criar.uanto +ara Artaud " necessário . Rio de %aneiro. cada 'ez mais consumido. p4 *+2+-. n4 5. (677A* 6@B(6@C) Dra. fev4 )6664 . %erzX *m ?usca de um :eatro Po re . e no lado transcendente da a/+o. esse apetite de 'i'er cegamente e capaz de passar por cima de tudo.ue se condene e-+licitamente o ele1ado .