Escola de Verão de Física – Depto. Física – PUC-Rio – 07 a 11 de Fevereiro de 2011 – Palestra P11 – 15:40h às 16:30h.

“ENSINO DE FÍSICA COM LABORATÓRIOS DE BAIXO CUSTO” Waldemar Monteiro da Silva Junior – Dr. Depto. de Física – CTC – PUC-Rio e-mail: wald@puc-rio.br

Pretendemos estimular os participantes a produzir kits (de baixo custo) de experimentos didáticos destinados a um ensino-aprendizagem de Física mais apoiado em atividades práticas e análises de modelos tanto teóricos quanto experimentais. Apresentaremos exemplos de kits e exemplificaremos como podem ser usados para ampliar as possibilidades de aprendizagem por parte dos alunos dentro dos programas escolares atuais. Proporemos diversos temas para os participantes desenvolverem ao longo de sua atividade didática profissional. Estimularemos o estabelecimento de vínculos entre os participantes e o Departamento de Física da PUC-Rio com vistas a apoiar o desenvolvimento dessas propostas.

Índice
1-Contextualização. 2-Elaboração de Propostas de laboratórios de Baixo Custo e Funções do Processo de Montagem do Laboratório. 3-Escolha de Experimentos (Kits) Adequados ao Programa Proposto. 4-Exemplos de Kits em Mecânica, Óptica e Eletricidade. 5-Conclusões e Desafios. 6-Referências Bibliográficas.
“Em nenhum lugar a educação é eficaz o suficiente. O fracasso escolar e a exclusão são problemas universais, assim como a necessidade de levar em conta as diferenças individuais e de uma pedagogia mais construtiva.” - Philippe Perrenoud; A Pedagogia na Escola das Diferenças- Ed. Artmed- Porto Alegre-2003.

incompletos. prestes a desistir de sua função de EDUCAR. de baixo custo. agredidos. quebrados. (GASPAR). através de atitudes e procedimentos profissionais específicos de nossa disciplina? CREIO PROFUNDAMENTE QUE SIM! Nessa palestra pretendo enfatizar o papel da Proposta de Montagem de um Laboratório de Baixo Custo para o Ensino de Física dentro das posturas profissionais de um professor de Física quando se depara com as condições mencionadas acima. KELLY).1-Contextualização. descrentes. (MÁXIMO. (EHRLICH). Publicações em ensino de Física.” Estas condições adversas.” “Professores desiludidos. alternativos. .” “Estudantes sem formação adequada ao programa curricular. ambas publicadas pela Sociedade Brasileira de Física (SBF). tanto em artigos publicados (ROCHA. podemos nós. enfatizam as vantagens de experimentos com essas características (Vide painéis nessa própria Escola Verão). feridos em sua dignidade. instituições públicas. SABINO e MURAMATSU) quanto em editoriais de revistas didáticas como a Revista Brasileira de Ensino de Física (RBEF) assim como seu suplemento A Física na Escola. equipamentos e de recursos humanos como funcionários ou laboratoristas. contribuir de alguma forma para alterar essa realidade. “Orçamentos escolares insuficientes. professores de Física. (BLACKWOOD.” “Escolas desprovidas de recursos materiais como salas. reboco das paredes e teto se desprendendo. ALVARENGA). Em 1950 já havia interesse em experimentos de Física (LYNDE) com materiais de baixo custo.” “Insatisfação com processos de ensino de sua disciplina voltados para um conhecimento estático. salas com goteiras. (LANGUE). desprovidos de propósitos educacionais. aparecem frequentemente nos relatórios e avaliações referentes ao ensino-aprendizagem no Ensino Médio e Fundamental no Brasil e em outros países em desenvolvimento. Já presenciei vários e a maioria não alcançou consenso. Diversos autores de livros didáticos e de experimentos em Física mais recentes têm enfatizado os experimentos de baixo custo em seus livros (ARRIBAS). universidades.” “Administradores sem meios e recursos. associações profissionais. etc. que contém inúmeras sugestões de montagem de experimentos didáticos com materiais ditos simples. etc. Por fim há diversos sites de educação (científica inclusive) como o do MEC. separadas ou em conjunto.” “Programas curriculares distantes da realidade do perfil do educando. armários. Quando o fazem não conseguem implementação significativa. Diante de situações tão críticas. Evidentemente os temas citados na abertura desse item são apaixonantes e geram debates imensos. Incluem-se equipamentos velhos. (VALADARES).” “Coordenadores (de Física ou de Séries) desmotivados. HERRON. sem educação e preparo para o convívio civilizado em uma coletividade. coveiros da formação crítica e do conhecimento analítico avançado. O mesmo se pode dizer dos laboratórios. desestimuladores de questionamentos concatenados. desvalorizadores do aprimoramento da capacidade observacional. descrentes. etc. despreparados. desmoralizados.

Não existe previsão de aulas experimentais.Não há sala de aula específica de Laboratório. de trabalhar na elaboração de modelos (ainda que primitivos). 4. Use rótulos auto-explicativos em caixas para guardarem os Kits em local apropriado (armários porventura existentes). explicações consistentes logicamente e na resolução de problemas. argumentações. 3. . de experimentar.Há armários para guardar materiais. 2ª Série: Calor/ Termodinâmica. na formulação de questões. VILLANI) e tornar-se cooperativa na qual os alunos trabalham em grupos em condições que assegurem simultaneamente interdependência positiva e contribuições individuais Em alguns casos pode-se levar o tempo de um a dois anos para montar um conjunto de cinco a dez experimentos bem acabados e com roteiros compreensíveis (MONTEIRO). 2-Procurar sempre experimentos bem simples e com maior carga de significados conceituais envolvidos.Podemos aproveitar essa grande oportunidade e iniciar os estudantes em um “fazer científico” compatível com os recursos de conhecimentos e materiais disponíveis para eles. 1-Programa Curricular da escola. Eletricidade. Essa aprendizagem pode ser elaborada semelhante à dinâmica de grupo (BARROS. 3-Objetivos no processo de Montagem: 1-Elaborar um conjunto de Kits experimentais para o ensino de Física de acordo com o programa escolar a ser desenvolvido no período letivo corrente.Objetivos desejados no processo de Montagem.Não há laboratorista. 2-Elaboração de Propostas de Laboratórios de Ensino de Física de Baixo Custo e Funções do Processo de Montagem do Laboratório. Obs: Professor define as montagens a serem realizadas com base na sua análise do que pode ser feito com menor custo e materiais bem simples. 2-Condições Institucionais. 2-Condições Institucionais: . em cada situação dada. . . Exemplos serão apresentados mais adiante. Hidrostática. Pretende-se capacitar os estudantes nos fundamentos da Física e levá-los a desenvolver as habilidades necessárias para conquistarem competências mais amplas. Esta postura dos professores de Física já está contemplada nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Bacharelado e Licenciatura em Física (PARECER CNE/CES).Perfil dos estudantes envolvidos no ensino-aprendizagem. 3ª Série: Óptica. Pode-se também fundamentar esses procedimentos em modelos de aprendizagem “Hands On” (SILVEIRA. SCAVARDA). . Exemplo de situação: Ensino Médio: 1-Programa de Física da Escola: 1ª Série: Mecânica. Gravitação. de estabelecer discussões reflexivas. O Processo de Montagem pode ser visto como uma excelente oportunidade para levar os estudantes a se motivarem em realizar a aprendizagem através do aperfeiçoamento da sua capacidade de observar. Esses quatro elementos permitem definir algumas configurações mínimas na Elaboração da Proposta e do Planejamento para o Laboratório de Ensino de Física de Baixo Custo.

Em cinemática é facílimo. prazos e estabelecer cronograma enquanto proposta de trabalho. 5-Procurar distinguir entre os estudantes as lideranças pró-ativas. podendo se constituir em trabalho de casa.Colocar tarefas adequadas aos grupos. consertadores de máquinas de lavar. . estabelecer prioridades.  Casos e soluções serão fornecidos para realizar interpretações. bombeiros hidráulicos. Pode ser na segunda semana de aula para evitar entusiasmos prematuros e vontade de agradar. 2-Estudantes selecionados participarão do projeto como estagiários. Retornarão ao professor com esses materiais para orientação da montagem. geladeiras. marceneiros. 4-Perfil dos estudantes e o papel deles nos grupos: 1-Professor de Física conseguirá para esse projeto o apoio explícito de coordenadores ou de subdiretores da escola em questão. mecânicos. 4-Estabelecer grupos por afinidades prévias entre eles. Exceções ficam por conta de rampas e pontes com 1. análise e aplicação das idéias e Leis Físicas. 2-Professor deverá apresentar aos estudantes em sala de aula a idéia de construir experimentos práticos de baixo custo com materiais comuns encontráveis no dia a dia. garagem de veículos. locais de armazenamento de objetos em casa. 4-Realizar busca de objetos disponíveis no ambiente em volta dos alunos (cozinhas. Exemplificar com algum experimento bem simples para chamar a atenção dos estudantes interessados e conquistar adeptos. com a condição de que eles montarão os experimentos e essa atividade valerá pontos nas avaliações da escola. Encarregá-los de pequenas responsabilidades iniciais no desenvolvimento dos experimentos. Siga seu bom senso. 5-Alunos podem ser inseridos nos experimentos. 5-Metodologia: 1-Professor definirá temas a serem trabalhados e montagens (Kits) relativas a esses temas. com a ressalva que poderá alterar a composição dos grupos quando achar necessário com a finalidade de agilizar o desenvolvimento dos experimentos. casas de parentes e vizinhos que sejam eletricistas práticos. 4-Organograma e cronogramas devem ser elaborados em relação a cada Kit. Deixar aberta a não participação de alguns alunos. cuja avaliação não deverá depender do processo de montagem dos Kits. cabíveis em áreas de 0.3-Esforçar-se por escolher Kits de tamanho pequeno. 7-Mostrar aos alunos envolvidos as vantagens de se organizarem com a finalidade de otimizarem o processo de montagem.20 m. serralheiros. A orientação poderá ser feita em parte do horário de aula ou fora desse horário. 3-Procurar alunos com disposição para fazerem demonstrações práticas de diversos fenômenos físicos. A montagem deverá ser desenvolvida fora do horário de aula. 6-Programar sistema de notas e avaliações para estudantes que quiserem participar do processo (podem ser pontos bônus em provas).25 m2 no máximo. etc. 3-Diferentes grupos de três ou quatro estudantes ficarão encarregados de cada Kit. 6-Características do processo:  Alunos iniciarão a busca de materiais adequados ao desenvolvimento dos experimentos. Canalizar as lideranças mais obstaculizantes para a otimização do processo. 5-Engajar os estudantes no processo de montagem e elaboração da análise físicomatemática do experimento.  Serão estimulados e orientados desenvolvimentos de raciocínios para abordagens. Isto pode ocorrer através de tarefas ou até mesmo de mudança dessa liderança para outro grupo. consertadores de aparelhos eletrônicos. sendo encarregados da execução material das montagens sob orientação e condução do Professor. 6. jogos.

garagem de veículos. marceneiros. cabíveis em pequenas áreas para facillitar o armazenamento. colegas.  Reconhecimento do próprio valor e da sua contribuição ao desenvolvimento do grupo.  Prazer em perceber que elas não impediam a realização das atividades. 3-Produzir Kits desmontáveis.  Serão aplicadas as Leis Físicas pertinentes e deverão ser construídas as equações físico-matemáticas relevantes ao experimento. que podem vir a ser úteis em outras disciplinas e em outras ocasiões.  Reforço da autoconfiança. por parte dos estudante.  Aceitação dos percalços.  Serão debatidas distintas abordagens dos problemas físicos relevantes às situações apresentadas. provas. geladeiras.  Percepção de que a persistência e determinação são fundamentais em qualquer trabalho.0 m. sem traumas. 6-Resultados esperados quanto aos estudantes:  Prazer da realização com as próprias mãos. 2-Estabelecer preferências por Kits de tamanho pequeno. serralheiros. Casos e soluções serão fornecidos para realizar interpretações dos resultados. avaliações. professores. Serão estimuladas e debatidas variantes das situações propostas para a comparação com resultados já conhecidos para conferir a adequação de desenvolvimentos. etc. etc. guias. mecânicos.  Prazer da busca do entendimento e da compreensão. Obs: Professor empregará esses recursos conforme lhe aprouver. consertadores de aparelhos eletrônicos. 3-Escolha de Experimentos (Kits) Adequados ao Programa Proposto. Exceções ficam por conta de rampas e pontes com mais de 1. nem de alcançar os objetivos propostos.) é extremamente importante.  Percepção de estarem desenvolvendo habilidades importantes e gerais.  Percepção de que estudar para aprender sobrepuja inúmeras dificuldades (trabalhos.  Percepção dos alunos para as diferentes contribuições de cada um para o grupo. 4-Buscar objetos e materiais no ambiente do cotidiano (locais onde se guardam objetos em casa.  Prazer de se sentir competente e capaz. portadores da maior carga de significados conceituais envolvidos. que possam ser adquiridos com pouco valor (vide exemplos abaixo).  Prazer em vencer o desafio da modelagem físico-matemática. 5-Buscar adquirir materiais baratos.  Reconhecimento do valor dos mais hábeis. consertadores de máquinas de lavar. bombeiros hidráulicos.  Estímulo a encarar desafios. no tempo adequado ao desenvolvimento de cada grupo.). casas de pessoas próximas como eletricistas práticos. Critérios para escolha dos Kits: 1-Elaborar experimentos de extrema simplicidade (mais simples possíveis). etc. de que consultar adequadamente fontes (livros.  Estímulo à cumplicidade e cooperação. “Complicam.  Prazer em superar deficiências e dificuldades anteriores. .  Percepção de que pedir ajuda no momento certo funciona maravilhosamente. mas não impedem”.  Estímulo do grupo a encarar e trabalhar um desafio.

Obs: Não comprem cronômetros.Ponte suspensa com objeto/Dinamômetros: Torque/Forças (forças do suporte dependentes da posição do objeto). . 2º-Lanterna Simples: Medidas Tensão. multímetros. 10. Óptica e Eletricidade. etc. C-Eletricidade: Corrente Constante e Alternada. A-Mecânica: 1-cinemática linear: Trena grande. 4-Lentes: Biconvexa: Determinação qualitativa de Propriedades da Imagem. Testagem de valores de Tensão. 5-Interferência/Difração: Fonte Laser. b-apontador laser em papelarias ou camelôs (apresentam comprimentos de onda dominantes na faixa de 630 a 670 nm). todos em lojas de ferragens. cuja sensibilidade ao toque é muito melhor do que os didáticos e dos relógios de pulso. Fios de cabelo. Paquímetro. Circuito e Fotos.Fontes Tensão: Pilhas. g-resistores. e-balancinhas eletrônicas baratas. em bazares. 2-Associação de Resistores com Duas Lâmpadas Iguais: Série e Paralelo: Esquema. freqüência. Intensidade de Corrente. B-Óptica: 1-Espelho Plano: Medidas de Distância Imagem e Tamanho da Imagem. 7-pêndulo cônico: correlação de distâncias e período. que é o nosso dinamômetro. Utilizem os cronômetros de celulares. c-espelhos planos e curvos. 3-Espelho Côncavo: Determinação qualitativa de Propriedades da Imagem. linhas de pescar. 4-plano Inclinado: medidas de tempo. 2-cinemática angular: bicicleta de cabeça para baixo: rotação da roda traseira – medida de raio. Cristais Birrefringentes. medida de período. correr. 2-Espelho Convexo: Determinação qualitativa de Propriedades da Imagem. pilhas e baterias em lojas de material eletrônico. f-roldanas de plástico. 1-Multímetro: 1º. comprimento e coeficientes de atrito.máquina de Atwood (análise dos dados e relação com o modelo). Resistência. h-cristais em bazares e lojas de decoração simples. Trena. lâmpadas pequenas. 6-pêndulo simples: medida de período.Exemplos de materiais que podem ser adquiridos com pouquíssimo dinheiro: a-balança de peixeiro. Queda livre. Baterias de Celular. Corrente e Potência. 5. d-caixinhas plásticas de filmes. Correlação do raio da roda com aros e roda dentada. 9-pêndulo de Newton para colisões. atrito. 4-Exemplos de Kits em Mecânica. Light. giz para marcar o piso e alunos para caminhar. trenas. lojas de utensílios. em lojas de cortinas. Reflexão Total. correlação com comprimento. farmácias. em bazares. etc. 3-forças. capacitores. 3º-Medidas elétricas em geral. Prisma: Dispersão. Régua. cronômetro de celular. equilíbrio. em lojas de fotografia. papelarias e/ou camelódromos. 8-looping para conservação de energia mecânica. Duplas: Luneta. cálculo de velocidade angular e aceleração centrípeta.

3-Planejamento e estratégias são indispensáveis para qualquer desenvolvimento de projetos. ARRIBAS S.Demonstrações com experimentos de baixo custo: Mecânica: 1-Medida de forças com dinamômetro. 4-Laser: Caracterização das propriedades do feixe de luz laser. VILLANI A. 1 e 2 – Física na escola secundária – Ed. BLACKWOOD O. Um enfoque psicanalítico – Investigações em Ensino de Ciências – v. – Experiências de Física ao alcance de Todas as Escolas . extrapolando o Ensino Médio brasileiro. 5-Prisma birrefringente: Verificação das propriedades das imagens ordinária e extraordinária. 2004. 9. 5-Conclusões e Desafios. n. São 174 excelentes experimentos com suas análises físico-matemáticas. GASPAR A. BARROS M. Pomo-nos à disposição para auxiliar a todos aqueles que nos procurarem. 4-Apoio de coordenadores e professores externos (universidades) são desejáveis e podem render frutos excelentes. Verificação da dispersão óptica. 7-Referências Bibliográficas. 2-Verificação de equilíbrio de forças. H.. 4-Medida da força de atrito cinética. 2-Prismas: Verificação do fenômeno da reflexão total. 3-Lentes: Verificação das propriedades das imagens em lentes biconvexas.C. . Ao longo do texto existem inúmeros experimentos descritos com materiais simples. Gradiva – 1992 – Lisboa. – Virar o Mundo do Avesso – Ed..Ed. Óptica: 1-Espelhos: Verificação das propriedades das imagens. B. HERRON W. 2-Disposição e vontade de “por as mãos na massa” são cruciais para o trabalho didático. Podemos tirar algumas conclusões importantes: 1-O papel do professor como líder e condutor do processo de ensino-aprendizagem continua sendo fundamental para o desenvolvimento de seus alunos. D. 115 a 136. 5-O crescimento dos alunos é fantástico quando se engajam em projetos de ensino-aprendizagem. Fundação de Assistência ao Estudante – MEC – 1988 – Rio de Janeiro. Muitos são aplicáveis ao Ensino Médio. Fundo de Cultura – 1969 – Rio de Janeiro. A. – v.. 3-Medida da força de atrito estática máxima. EHRLICH R. Desafios: Proponho aos colegas presentes que venham discutir seus projetos conosco. Alguns são bastante avançados. – A Dinâmica de Grupos de Aprendizagem de Física no Ensino Médio. KELLY W. 2. – Experiências de Ciências para o 1º Grau – Ed. págs. Ática – 1990 – São Paulo.

A maioria pertence ao conteúdo do Ensino Médio. Apêndices: Apêndice1: Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Bacharéis e Licenciados em Física: . SCAVARDA-DO-CARMO L. A maioria é qualitativa. 3 – Ed.º(S): 23001. 2 – 1999 – p. N.Sequential and concurrent teaching: structuring handson methodology – IEEE Transactions on Education – v. 2. ALVARENGA B. 42. International Textbook Company . Edition . Ênfase em conceitos e conteúdo correto com baixa percentagem de erros. Ática – 2002 – São Paulo. n. 1. 3 – Ed. – Física – v.. Entre elas “Atividades Experimentais: por que. Nesse Manual em cada capítulo existe a especificação de quais competências e habilidades são contempladas no conteúdo. onde e como fazer”. 2010. Vide Apêndice 2. LANGUE V. pág. Jr. 9 SILVEIRA M.1950. 25.. Um dos pioneiros em propor extensa lista de experimentos com materiais simples. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO .1.º: CNE/CES 1. 103-108. Scipione – 2009 – São Paulo. Para cada volume há outro intitulado Manual do Professor com diversas sugestões. MÁXIMO A. – Curso de Física – v.Ed. ASSUNTO: Diretrizes Nacionais Curriculares para os Cursos de Física.Ed. N.304/2001 – HOMOLOGADO.CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. RELATOR(A): Francisco César de Sá Barreto.Contém experimentos de Física. C. – Problemas Experimentales Ingeniosos de Física – Ed. – Física mais que divertida – 2ª edição . – Calculando o coeficiente de atrito entre superfícies com material alternativo – Física na Escola. 11. MIR – 1979 – Moscou. ROCHA M. UFMG – 2002 – Belo Horizonte.. PROCESSO(S) N. SABINO A. – Science Experiences with Inexpensive Equipment – 2nd. Em cada Kit há duas seções interessantíssimas intituladas “O que pode dar errado” e “Uma observação a mais”. . PARECER N. – Kits para a disciplina Instrumentação para o Ensino da Licenciatura em Física da PUC-Rio – 2001 a 2004 – Rio de Janeiro. 1. Despacho do Ministro em 4/12/2001. Carlos Alberto Serpa de Oliveira e Roberto Claudio Frota Bezerra.304/2001. e MURAMATSU M. publicado Diário Oficial da União de 7/12/2001. MONTEIRO W. Sugestões de experimentos de fácil montagem e execução. A. p. n. APROVADO EM: 06/11/2001. R. Nos volumes de conteúdo (dirigido aos alunos) existem igualmente seções de Atividades (Prática) onde são descritos experimentos simples com medições e tomada de dados. v. C. J. COLEGIADO: CES.000319/2001-10. LYNDE C. INTERESSADO: Conselho Nacional de Educação / Câmara de Educação Superior UF: DF. PARECER CNE/CES 1. Seção 1. S. 2. além de comparações com a modelagem físico-matemática. GASPAR A. VALADARES E.

tais como relatórios. especialmente contemporâneas. utilizar a linguagem científica na expressão de conceitos físicos. ou que seja capaz de: A1. B5. métodos ou uso de instrumentos. fazendo uso dos instrumentos laboratoriais ou matemáticos apropriados. práticos ou abstratos. formular e encaminhar a solução de problemas físicos. seja em análise de dados (teóricos ou experimentais). utilizar os diversos recursos da informática. Carlos Alberto Serpa de Oliveira e Roberto Claudio Frota Bezerra PROCESSO(S) N. identificando seus objetivos formativos. ter tido a oportunidade de sistematizar seus conhecimentos e seus resultados em um dado assunto através de. resolver problemas experimentais. Seção 1. propor. B9. pelo menos. seja em medições. C5. no caso da Licenciatura. teorias e princípios físicos gerais. conhecer e absorver novas técnicas. reconhecendo os elementos relevantes das estratégias adequadas. Utilizar a matemática como uma linguagem para a expressão dos fenômenos naturais. ter realizado experimentos em laboratórios. B3. A3.000319/2001-10 PARECER N. Os licenciados deverão possuir também as competências de: A6-Realizar o planejamento e desenvolvimento de diferentes experiências didáticas em Física. comunicação ou monografia. trabalhos para publicação. C3. publicado no Diário Oficial da União de 7/12/2001. B6. tecnologias e instâncias sociais. desenvolver uma ética de atuação profissional e a conseqüente responsabilidade social. compreendendo a Ciência como conhecimento histórico. reconhecer as relações do desenvolvimento da Física com outras áreas do saber. INTERESSADO: Conselho Nacional de Educação / Câmara de Educação Superior UF: DF ASSUNTO: Diretrizes Nacionais Curriculares para os Cursos de Física RELATOR(A): Francisco César de Sá Barreto. ter também participado da elaboração e desenvolvimento de atividades de ensino. desde seu reconhecimento e a realização de medições. de aprendizagem e educacionais.º: CNE/CES 1. manter atualizada sua cultura científica geral e sua cultura técnica profissional específica. B8. dispondo de noções de linguagem computacional. desenvolvido em diferentes contextos sócio-políticos. C4. A5. elaborar e utilizar modelos físicos. C6. a elaboração de um artigo. ter feito pesquisas bibliográficas. diagnosticar. 25. apresentar resultados científicos em distintas formas de expressão. na descrição de procedimentos de trabalhos científicos e na divulgação de seus resultados. . seminários e palestras. até à análise de resultados. estando familiarizado com suas áreas clássicas e modernas.304/2001 COLEGIADO: CES APROVADO EM: 06/11/2001 A-Objetiva-se o estudante universitário de qualquer modalidade da Física tenha as “Competências Essenciais”. B2. através da leitura de textos básicos. B7. A7-Elaboração e adaptação de materiais didáticos de diferentes naturezas. experimentais ou teóricos. reconhecendo seus domínios de validade.º(S): 23001. A2. sabendo identificar e localizar fontes de informação relevantes. culturais e econômicos. ter entrado em contato com idéias e conceitos fundamentais da Física e das Ciências. C2. processos e equipamentos tecnológicos em termos de conceitos.Pretende-se que o Bacharel em Física e o Licenciando se formem tendo as seguintes Vivências Gerais: C1. ter tido experiência com o uso de equipamento de informática.304/2001 . descrever e explicar fenômenos naturais. B4. B-As Habilidades Gerais em qualquer modalidade de formação em Física compreendem a possibilidade de: B1.HOMOLOGADO Despacho do Ministro em 4/12/2001. A4. C. p.MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PARECER CNE/CES 1. Dominar princípios gerais e fundamentos da Física. concentrar esforços e persistir na busca de soluções para problemas de solução elaborada e demorada.

devem ser contempladas práticas de laboratório. revisto em maior profundidade. ressaltando o caráter da Física como ciência experimental. 4-Rotação da Tábua em queda com moedas apoiadas sobre ela. apresentar resultados científicos em distintas formas de expressão. resolver problemas experimentais. Não se ateria ao perfil da atual Licenciatura em Física. F3. 5-Filamento oscilante em lâmpada com Corrente Alternada. Utilizar a matemática como uma linguagem para a expressão dos fenômenos naturais. que está orientada para o ensino médio formal. 7-Medição de Distância Imagem em espelho plano. concentrar esforços e persistir na busca de soluções para problemas de solução elaborada e demorada. desde seu reconhecimento e a realização de medições. até à análise de resultados. utilizar a linguagem científica na expressão de conceitos físicos. física ondulatória). 3-Torque nos Cilindros Verticais Deslizantes. “software”. 8-Demonstração qualitativa de Tornado não dissipativo. conhecer e absorver novas técnicas. 2-Colisões e conservação do Momento Linear no Pêndulo de Newton. dispondo de noções de linguagem computacional. como vídeos. propor. na descrição de procedimentos de trabalhos científicos e na divulgação de seus resultados. 6-Rotação de corpos pendurados e líquidos. F-Habilidades Gerais pretendidas na formação de qualquer modalidade em Física: F1.Especificação do Licenciado pretendido: Físico – educador: Dedica-se preferencialmente à formação e à disseminação do saber científico em diferentes instâncias sociais. seja através de novas formas de educação científica. eletromagnetismo. tais como relatórios. F7. termodinâmica. F8. F6. Apêndice2: Kits para a disciplina Instrumentação para o Ensino da Licenciatura em Física da PUC-Rio – 2001 a 2004 – Rio de Janeiro: 1-Conservação do Momento Angular em Ventilador.Formação e atuação do Licenciado pretendido: Consiste no conteúdo de Física do ensino médio. elaborar e utilizar modelos físicos.D. seja através da atuação no ensino escolar formal. métodos ou uso de instrumentos. . utilizar os diversos recursos da informática. reconhecer as relações do desenvolvimento da Física com outras áreas do saber. E. seja em medições. seminários e palestras. tecnologias e instâncias sociais. F9. reconhecendo seus domínios de validade. com conceitos e instrumental matemáticos adequados. especialmente contemporâneas. ou outros meios de comunicação. Além de uma apresentação teórica dos tópicos fundamentais (mecânica. trabalhos para publicação. F5. FIM Apêndice 1. F2. seja em análise de dados (teóricos ou experimentais). F4. FIM Apêndice 2.

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