(19) 3251-1012

www.elitecampinas.com.br
CONCURSO DE BOLSA – ITA – 01/12/2012

1

MATEMÁTICA

QUESTÃO 01
Um observador parado no ponto A de um lado de uma rua de largura
6 m vê um homem no ponto B do outro lado da rua. Em seu lado da
rua ele vê um poste no ponto C . O homem no ponto B anda 10m até
o ponto D que está do seu lado da rua. Sabendo que o ângulo
ˆ
CAB
é o dobro do ângulo
ˆ
CAD , qual a distância inicial entre os homens?
a) 6
b) 8
c) 10
d) 12
e) 136

RESOLUÇÃO Alternativa C
Observe uma ilustração a seguir:


A
D B
C
10
6
α
α

Observe que como a reta suporte a BD é paralela a reta suporte a AC
os ângulos

BAD e
ˆ
BDA são congruentes, pois são alternos internos.
Logo o triângulo ABD é isósceles, portanto AB é congruente a BD.
Sendo assim 10 AB m = .

QUESTÃO 02
Quantas soluções ( ) , x y reais o sistema de equações
2 2
2 2
2 1 0
2 0
x y xy
x xy y
⎧ + + =


+ + = ⎪

apresenta?
a) 0
b) 1
c) 2
d) 4
e) 6

RESOLUÇÃO Alternativa C
Veja que pelo trinômio quadrado perfeito, podemos reescrever as
equações como:
( )
( )
2
2 2
2 2 2
1 0
2 1 0 1
0
2 0
0
xy
x y xy xy
x y
x xy y
x y

+ = ⎧ + + = = − ⎧ ⎪ ⎪
⇔ ⇔
⎨ ⎨ ⎨
+ =
+ + = ⎪ ⎩ + = ⎪ ⎩


Por soma e produto, verificamos que a solução é o par { } 1,1 − , pela
simetria podemos ter 1 x = e 1 y = − ou 1 x = − e 1 y = . Assim, temos
2 soluções.

QUESTÃO 03
A circunferência de centro ( ) 1, 2 e raio 3 é tangente a reta de
equação 2 0 x y a + + = . Assim, a soma dos possíveis valores de a é:
a) 0
b) 4 −
c) 5
d) 8 −
e) 6 5

RESOLUÇÃO Alternativa D
Utilizando a fórmula de distância de ponto a reta, temos:
2 2
2 1 1 2 4
3 4 3 5
5
2 1
a a
r a
⋅ + ⋅ + +
= = = ⇔ + =
+

O que nos deixa com duas opções:
4 3 5 3 5 4
ou
4 3 5 3 5 4
a a
ou
a a
⎧ ⎧
+ = = −
⎪ ⎪

⎨ ⎨
⎪ ⎪
+ = − = − −
⎩ ⎩

Somando as soluções, chegamos em 8 − .

QUESTÃO 04
Um polinômio mônico ( ) p x (coeficiente da maior potência vale um) é
tal que:
• ( ) ( )
2
p x tem um grau a mais que ( ) p x .
• O resto da divisão de ( ) p x por 2 x − é 3.
Quanto vale ( ) 0 p ?
a) 1
b) 2
c) 3
d) 5
e) 25

RESOLUÇÃO Alternativa A
Lembre da igualdade sobre graus
( ) ( )
2
gr 2 gr p p = ⋅ . Assim, com as
informações do enunciado chegamos em:

( ) ( ) ( ) 2 gr gr 1 gr 1 p p p ⋅ = + ⇔ =

Portanto o polinômio é de grau 1 e é da forma ( ) p x x a = + . Utilizando
o teorema do resto, o resto da divisão de ( ) p x por 2 x − é ( ) 2 p .
Então:
( ) 2 3 2 3 1 p a a = ⇔ + = ⇔ =
Então ( ) 1 p x x = + e ( ) 0 1 p = .

QUESTÃO 05
O valor máximo que a função ( ) sen cos f x x x = + assume é:
a) 0
b) 1
c) 2
d) 2
e) 2 2

RESOLUÇÃO Alternativa D
Multiplicando por
2
2
a função temos:
( )
2 2 2
sen cos sen cos sen cos sen
2 2 2 4 4 4
f x x x x x x
π π π ⎛ ⎞
= + = ⋅ + ⋅ = +
⎜ ⎟
⎝ ⎠
Então:
( )
2
sen 2 sen
4 4 2
f x x x
π π ⎛ ⎞ ⎛ ⎞
= ⋅ + = ⋅ +
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎝ ⎠ ⎝ ⎠


E como o valor máximo da função ( ) sen
4
g x x
π ⎛ ⎞
= +
⎜ ⎟
⎝ ⎠
é 1, o valor
máximo de ( ) f x é 2 .

QUESTÃO 06
Um homem vai ao mercado e carrega apenas notas de 2,00 e de 5,00.
Vendo que sua conta totalizou 38,00 ele não quer receber troco. Qual
dos valores abaixo não pode representar a quantidade de notas
gastas pelo homem no mercado?

a) 9
b) 10
c) 13
d) 16
e) 19



(19) 3251-1012
www.elitecampinas.com.br
CONCURSO DE BOLSA – ITA – 01/12/2012

2

RESOLUÇÃO Alternativa A
O mínimo de notas que o homem pode gastar é dado pelo máximo de
notas de 5,00 possível.

Gastando 7 notas de 5,00 o total é 35,00, precisando de mais 3,00, o
que não é possível com notas de 5,00 e 2,00.

Gastando 6 notas de 5,00 o total é 30,00 e os 8,00 restantes podem
ser pagos com 4 notas de 2,00. Total 10 notas. Sendo essa a
quantidade mínima de notas, então ele não poderá gastar 9 notas.

E ainda:

4 notas de 5,00 e 9 de 2,00. Total 13 notas

2 notas de 5,00 e 14 de 2,00. Total 16 notas

19 de 2,00. Total 19 notas

QUESTÃO 07
Um prisma reto de base quadrada de lado a e altura b circunscreve
um cone reto de modo que o círculo da base do cone está inscrito na
base do prisma e o vértice do cone toma o centro da base oposta do
prisma. Assim, se
c
V é o volume do cone e
p
V é o volume do prisma,
a razão
c
p
V
V
é:
a)
12
π

b)
4
π

c)
4
a
π

d)
4a
π

e)
2
3
a b
π


RESOLUÇÃO Alternativa A
Basta realizar os cálculos de volume. Temos que o raio da base do
cone é
2
a
, então:
2
2
1
3 2 12
c
a
V b a b
π ⎛ ⎞
= ⋅ π⋅ ⋅ =
⎜ ⎟
⎝ ⎠

E o volume do prisma é:
2
p
V a b =
Assim:
2
2
12
12
c
p
a b
V
V a b
π
π
= =
QUESTÃO 08
Em um determinado ano, o Elite Pré-Vestibular Campinas teve um
total de 370 alunos.
Para se fazer o mural de aniversariantes, uma função foi criada e
atribuiu a data do aniversário a cada aluno.
Sejam as afirmações abaixo:

I – O conjunto de todas as datas do ano não pode ser utilizado como
domínio, pois isso contraria o conceito de função.
II – A função certamente não é injetora;
III – A função certamente é sobrejetora
IV – Em todos os dias do ano, pelo menos um aluno fez aniversário.

Quantas estão corretas?

a) nenhuma
b) uma
c) duas
d) três
e) quatro
RESOLUÇÃO Alternativa C
I – Verdadeira. O domínio deve ser o conjunto dos alunos, pois o ano
tem 365 dias (ou 366 no ano bissexto) e, certamente haverá um ou
mais dias do ano sendo associado a mais de um aluno. Um elemento
do domínio não pode ser associado a mais de um elemento do
contradomínio, senão o conceito de função não é estabelecido.
II – Verdadeira. Para ser injetora (ou 1 a 1), a função deve associar
cada elemento do contradomínio (365 dias do ano) a apenas um
elemento do domínio (370 alunos), o que é impossível, pois todos os
alunos precisam ter sua data de aniversário, ou seja, ter sua imagem
no contradomínio.
III – Falsa. Para ser sobrejetora, todos os dias do ano
necessariamente deveriam ter um aluno aniversariante.
IV – Falsa. Sendo aleatória a data do aniversário, então não
necessariamente cada dia do ano teve algum aluno aniversariando.

QUESTÃO 09
A soma dos quadrados dos valores de a que fazem o sistema linear
( )
( )
0
2 1 0
3 4 0
ax y z
x a y z
x y a z

+ − =


+ − − =


+ + − =



possuir mais de uma solução é:
a) 0
b) 4
c) 5
d) 13
e) 14

RESOLUÇÃO Alternativa D
Um sistema homogêneo terá mais que uma solução quando o
determinante dos coeficientes for nulo (pois assim o sistema é
possível e indeterminado). Então:

1 1
2 1 1 0
1 3 4
a
a
a

− − =



Agora vamos trabalhar nesse determinante. Pelo Teorema de J acobi,
podemos somar a segunda e terceira colunas à primeira sem alterar o
valor do determinante:
( )
( ) ( )
( )
1 1 1 1 1 1 1 1
2 1 1 2 1 1 1 1 1 1
1 3 4 1 3 4 3 4 3 4
a a a
a a a a a
a a a a a
− + + − − −
− − = + − + − − − = − −
− + + − − −

Posso então colocar a constante a que multiplica a primeira coluna
inteira em evidência:
1 1 1 1 1
1 1 1 1 1
3 4 1 3 4
a
a a a a
a a a
− −
− − = ⋅ − −
− −

Então, como o primeiro elemento da matriz é unitário, posso utilizar a
Regra de Chio para determinantes:
( ) ( )
( ) ( )
1 1 1
1 1 1 1 1 1 2 0
1 1 1
3 1 1 4 1 1 2 3
1 3 4
a a
a a a a
a a
a

− − ⋅ − − − ⋅ −
⋅ − − = ⋅ = ⋅ =
− ⋅ − − − ⋅ −


( ) ( ) 2 3 a a a = ⋅ − ⋅ −
Assim, os valores que anulam esse determinante são 0 a = , 2 a = ou
3 a = . A soma dos quadrados será então
2 2 2
0 2 3 13 S = + + =

QUESTÃO 10
A matriz adjunta da matriz
3 2 1
2 3 2
1 2 3
A
⎡ ⎤
⎢ ⎥
=
⎢ ⎥
⎢ ⎥
⎣ ⎦
é:
a) ( )
5 4 2
adj 4 5 4
2 4 5
A
− ⎡ ⎤
⎢ ⎥
= − −
⎢ ⎥
⎢ ⎥

⎣ ⎦


(19) 3251-1012
www.elitecampinas.com.br
CONCURSO DE BOLSA – ITA – 01/12/2012

3

b) ( )
5 4 1
adj 4 8 4
1 4 5
A
− ⎡ ⎤
⎢ ⎥
= − −
⎢ ⎥
⎢ ⎥

⎣ ⎦

c) ( )
5 4 1
adj 4 5 4
1 4 5
A
⎡ ⎤
⎢ ⎥
=
⎢ ⎥
⎢ ⎥
⎣ ⎦

d) ( )
5 4 2
adj 4 5 4
2 4 5
A
⎡ ⎤
⎢ ⎥
=
⎢ ⎥
⎢ ⎥
⎣ ⎦

e) ( )
5 4 1
adj 4 8 4
1 4 5
A
⎡ ⎤
⎢ ⎥
=
⎢ ⎥
⎢ ⎥
⎣ ⎦


RESOLUÇÃO Alternativa B
Descobrindo os cofatores temos:
( ) ( )
1 1
11
3 2
cof 1
2 3
a
+
= − ( ) ( )
1 2
12
2 2
cof 1
1 3
a
+
= − ( ) ( )
1 3
13
2 3
cof 1
1 2
a
+
= −
( ) ( )
2 1
21
2 1
cof 1
2 3
a
+
= − ( ) ( )
2 2
22
3 1
cof 1
1 3
a
+
= − ( ) ( )
2 3
23
3 2
cof 1
1 2
a
+
= −
( ) ( )
3 1
31
2 1
cof 1
3 2
a
+
= − ( ) ( )
3 2
32
3 1
cof 1
2 2
a
+
= − ( ) ( )
3 3
33
3 2
cof 1
2 3
a
+
= −
Assim, a matriz cofatora é:
( )
5 4 1
cof 4 8 4
1 4 5
A
− ⎡ ⎤
⎢ ⎥
= − −
⎢ ⎥
⎢ ⎥

⎣ ⎦

E como ( ) ( ) ( )
adj cof
t
A A = , temos:
( )
5 4 1
adj 4 8 4
1 4 5
A
− ⎡ ⎤
⎢ ⎥
= − −
⎢ ⎥
⎢ ⎥

⎣ ⎦


QUESTÃO 11
Uma urna contém 1 bola branca, 2 bolas pretas, 4 bolas azuis, 8 bolas
vermelhas e 16 bolas marrons. Considerando que todas as bolas tem
mesmo formato e massa, e bolas de mesma cor são indistinguíveis,
retirando-se 3 bolas, quantos conjuntos de 3 bolas (com cores
repetidas ou não) podem ser formados?

Considere preta e branca como cores.

a) 10
b) 16
c) 29
d) 327
e) 4495

RESOLUÇÃO Alternativa B
Para facilitar, temos:

1 B
2 P
4 A
8 V
16 M

Com 3 bolas repetidas, temos:
AAA ou VVV ou MMM. Total: 3 conjuntos com bolas iguais

Com 2 bolas repetidas, temos:
PP ou AA ou VV ou MM. Temos 4 “duplas”.
Cada dupla pode formar conjunto com uma bola escolhida entre as 4
cores restantes.
Exemplo: Uma dupla PP pode formar
BPP ou
APP ou
VPP ou
MPP
Assim, 4 x 4 =16 grupos com duas bolas repetidas.

Com as três bolas diferentes, temos a combinação de 3 cores, num
total de 5 cores:
5
3
10 C = grupos com três cores diferentes

Total: 3+16+10=293 16 10 29 + + =

QUESTÃO 12
Um número complexo | | z z cis = θ tem seu argumento θ tal que
3
cos
5
θ = .

Seja i a unidade imaginária e 1 2 w i = − + , então o valor de z w + pode
ser:

a) 6 4i +
b) 2 7i +
c) 4 6i − −
d) 10 10i − −
e) 7 10i +

RESOLUÇÃO Alternativa D
Se
3
cos
5
θ = , então
4
5
senθ = :
3
4
5
θ

Assim, ( )
3 4
| | cos | | 3 4
5 5
z z isen z i z c i c
⎛ ⎞
= θ + θ = + ⇒ = + ⋅
⎜ ⎟
⎝ ⎠
, onde
c é uma constante real.

Daí, ( ) ( ) 3 4 1 2 z w c i c i + = + ⋅ + − +
( ) ( ) 3 1 4 2 z w c c i + = − + +

Observe que, nas alternativas, 3 c = − resulta no item (d).
Nas outras alternativas, um valor de c que satisfaça à parte real de
z w + não satisfaz simultaneamente à parte imaginária.

QUESTÃO 13
O valor de:
( ) ( )
( ) ( )
⎛ ⎞ ⎛ ⎞
− −
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎝ ⎠ ⎝ ⎠
⋅ ⋅
− ⋅ + +
3 2
2 3 4 9
2 3
3 3
2 3
1 1
log log
log2 1 3 2
1 log5 6 (log 2 log 3 ) log 3 log 2

É igual a:

a) 1
b) 2
c) 3
d) ( )
3
log 6
e) ( )
6
log 3

RESOLUÇÃO Alternativa E

Propriedades dos logaritmos que usaremos:

(i) ( )
log
log
log
b
a
a
b
=
(ii)
( )
( )
1
log
log
a
b
b
a
=
(iii) ( ) ( ) ( ) log log log
b b b
a c a c + = ⋅

(19) 3251-1012
www.elitecampinas.com.br
CONCURSO DE BOLSA – ITA – 01/12/2012

4

(iv)
( ) ( ) log log
n
b b
a n a = ⋅
(v) ( ) ( ) log log log
b b b
a
a c
c
⎛ ⎞
− =
⎜ ⎟
⎝ ⎠


Assim:
( ) ( )
( ) ( ) ( ) 3 2
2 3 4 9
2 3
3 3
2 3
1 1
log log
log2 1 3 2
1 log5 6 log 2 log 3 log 3 log 2
x
⎛ ⎞ ⎛ ⎞
− −
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎝ ⎠ ⎝ ⎠
= ⋅ ⋅
− ⋅ + +


(i) e (iii):
( ) ( )
( )
( )
( )
( )
( )
4 9
2 3
3
3 2
log 3 log 2
10
log
1 1 log2 log3 5
log10 log5 6 log 2 3 log 3 log 2
log 2 log 3
x
− −
⎛ ⎞
− −
⎜ ⎟
⎝ ⎠
= ⋅ ⋅ ⋅
− ⋅
+


(ii), (iv) e (v):
10
log3 log2
log
4 9
5
log2 log3
2 log3 3 log2
3 log2 2 log3
x
⎛ ⎞
⋅ + ⋅ ⎜ ⎟
⎝ ⎠
= ⋅
⋅ ⋅
+
⋅ ⋅
10
log
5
⎛ ⎞
⎜ ⎟
⎝ ⎠
( )
2 3
1
log 3
6

⋅ ⋅

( )
6
log3 log2
4 9
log2 log3
log 3
2 log3 3 log2
6
3 log2 2 log3
x
⋅ + ⋅
= ⋅
⎛ ⎞ ⋅ ⋅
+ ⋅
⎜ ⎟
⋅ ⋅
⎝ ⎠


log3 log2
4 9
log2 log3
x
⋅ + ⋅
=
4 log3 9 log2
log2 log3
⎛ ⎞ ⋅ ⋅
+
⎜ ⎟
⎝ ⎠
( ) ( )
6 6
log 3 log 3 x ⋅ ⇒ =

QUESTÃO 14
Seja ( )
n
a uma sequência de números reais em que
0
2 a = ,
1
4 a = e
1 1
2 3
n n n
a a a
+ −
+ = para 1 n ≥ . Então o valor de ( )
2
log
n
a é:
a) 1
b) n
c) 1 n +
d) 2n
e) 3n

RESOLUÇÃO Alternativa C
Veja que
1 1
2 3
n n n
a a a
+ −
+ = pode ser reescrito como:

( )
1 1
2
n n n n
a a a a
+ −
− = −

Então, escrevendo essa expressão para todos os valores de n :

( )
( )
( )
( )
( )
1 1
1 1 2
1 2 2 3
3 2 2 1
2 1 1 0
2
2
2
2
2
n n n n
n n n n
n n n n
a a a a
a a a a
a a a a
a a a a
a a a a
+ −
− − −
− − − −
− = −
− = −
− = −
− = −
− = −

Somando as expressões temos que:

( )
1 1 0 1
2 2
n n n n
a a a a a a
+ +
− = − ⇔ =

Assim, aplicanso sucessivamente a expressão acima:
2
1 1 2 1
2 2 2 2 2 2 2 2
n n
n n n n
a a a a a
+
+ − −
= = ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ ⋅ = = ⋅ = …
Então
1
2
n
n
a
+
= e, portanto ( )
2
log 1
n
a n = + .
QUESTÃO 15
Um dado honesto é lançado e o resultado obtido D é anotado. Após o
lançamento do dado jogamos o mesmo número D de moedas
honestas. Seja C o número de caras resultantes do lançamento das
D moedas, qual a probabilidade do número D C ⋅ ser primo?
a)
11
64

b)
12
64

c)
13
64

d)
14
64

e)
15
64


RESOLUÇÃO Alternativa A
Veja que como tanto D quanto C são inteiros, o produto deles só
poderá ser primo quando um deles for 1. Se 1 D = , o valor máximo
que C assume é 1, tornando impossível obter um primo (lembre-se
que 1 NÃO É primo). Assim os casos possíveis são { } 2, 3, 5 D∈ e
1 C = . Vamos analisar cada caso:

• Se 2 D = , temos duas moedas e chance de uma delas dar
cara é
2
1
2
2
⎛ ⎞

⎜ ⎟
⎝ ⎠
(2 casos – cara coroa ou coroa cara – cada
com a mesma probabilidade)
• Se 3 D = , temos 3 moedas e a chance de ter apenas uma
cara é
3
1
3
2
⎛ ⎞

⎜ ⎟
⎝ ⎠
(3 casos)
• Se 5 D = , temos 5 moedas e a chance de ter apenas uma
cara é
5
1
5
2
⎛ ⎞

⎜ ⎟
⎝ ⎠
(5 casos)

Finalmente, a probabilidade de cada um desses eventos é a mesma:

( ) ( ) ( )
1
2 3 5
6
P D P D P D = = = = = =

Então nossa probabilidade procurada é:

( )
2 3 5
1 1 1 1 1 1 33 11
é primo 2 3 5
6 2 6 2 6 2 192 64
P D C
⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞
⋅ = ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ = =
⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠


FÍSICA

QUESTÃO 16
Para se estudar as partículas elementares, as menores estruturas
formadoras da matéria, são utilizados os chamados aceleradores de
partículas. Neles, dois prótons, elementos formadores dos núcleos dos
átomos junto com os nêutrons, são acelerados atingindo um alto nível
de energia e se chocam. Nessa colisão, podem ser formadas outras
partículas.
Sabendo que a carga elétrica do próton é de
16
1,6 10 C e

= ⋅ e seu raio
de aproximadamente
16
9 10 m r

= ⋅ , qual a energia cinética mínima
que cada um dos prótons deve ter para que eles se choquem? Dê a
resposta em eV (elétron-volt).
Obs.: 1 elétron-volt é a energia potencial de um elétron em um
potencial de 1 volt. A constante eletrostática
2
9
2
N m
9 10
C

ε = ⋅ .
a) 400 MeV
b) 800 MeV
c) 1,60 GeV
d) 2,56 GeV
e) 12,8 GeV


(19) 3251-1012
www.elitecampinas.com.br
CONCURSO DE BOLSA – ITA – 01/12/2012

5

RESOLUÇÃO Alternativa A
No momento da colisão a distância entre eles (entre seus centros) é
de 2r , (ver figura abaixo):
r r

A energia mínima ocorre quando eles se tocam sem velocidade e
portanto energia cinética nula. Assim, para que os dois prótons se
choquem a soma de suas energias cinéticas quando estão muito
distantes (situação com energia potencial nula) deve ser igual à
energia potencial quando eles se tocam:
2
P C
E E = ⇒
2
2
2
C
ke
E
r
= ⇒
2
4
C
ke
E
r
= (energia mínima)
Se usarmos os valores no S.I., teremos a resposta em joules. Um
elétron-volt é a energia potencial elétrica de um elétron em um
potencial de 1 volt:
P
E q U = ⋅ ⇒ 1 eV 1J e = ⋅
Então para transformar de joules para elétron-volt basta dividir por e :

9 16
9
16
9 10 1,6 10
0,4 10 eV
4 4 9 10
C
ke
E
r


⋅ ⋅ ⋅
= = = ⋅
⋅ ⋅

400MeV
C
E =

QUESTÃO 17
Uma carga elétrica puntiforme de módulo Q é colocada no centro de
uma superfície esférica S de raioR . Nesta situação, o fluxo do campo
elétrico gerado por esta carga através da superfície da esfera, é Φ .
Se dobrarmos o raio da superfície esférica S , mantendo a carga Q
em seu interior, podemos afirmar que o fluxo do campo elétrico gerado
por Q através desta nova superfície esférica será dado por:
a) 2Φ
b) Φ
c) 4Φ
d) / 2 Φ
e) / 4 Φ

RESOLUÇÃO Alternativa B
A carga elétrica no centro da superfície esférica vai gerar um campo
elétrico de módulo
2 e
kQ
E
R
=

constante na superfície da esfera, e na direção radial (paralelo à
normal à superfície). Como o campo elétrico é paralelo à superfície e
de módulo constante, o fluxo é dado simplesmente pelo valor da força
elétrica multiplicado pela área superficial da esfera:

2 2
2
4 4
e
kQ
E R R
R
Φ = ⋅ π = ⋅ π
4 kQ Φ = π

e, portanto, o fluxo não depende do raio da esfera. Ao dobrarmos o
raio da superfície esférica (ou o alterarmos de qualquer outra
maneira), o fluxo não se alterará. Este é um resultado que pode
também ser obtido diretamente pela Lei de Gauss.

QUESTÃO 18
Em seu experimento clássico, Thompson mediu a razão carga/massa
do elétron e m. Para isso ele usou um campo elétrico e um campo
magnético uniformes acoplados perpendicularmente de forma que um
feixe de elétrons com velocidadev passasse pela linha média das
duas placas sem sofrer deflexão, como ilustrado na figura.


U=45 V
L=20 cm
Campo Elétrico
Campo Magnético
v

Considere a seguinte situação: duas placas paralelas são mantidas a
uma diferença de potencial fixa de 45V U = , gerando um campo
elétrico aproximadamente constante entre elas. Um campo magnético
é ajustado de modo que o feixe de elétrons ao passar pelas placas
não sofra deflexão, o que se obtém com um campo de intensidade

5
8.10 T B

= . Desligando-se então o campo magnético, o feixe de
elétrons emerge do outro lado exatamente na borda de uma das
placas. Qual é a razão carga/massa do elétron encontrada?
a)
6
x 3,6 10 C/kg


b)
2
x 7,2 10 C/kg


c)
5
x 1,1 10 C/kg
d)
6
x 2,8 10 C/kg
e)
11
x 1,8 10 C/kg

RESOLUÇÃO Alternativa E
Supondo que as placas estão afastadas de uma distânciad o campo
elétrico entre elas será
U
E
d
= (1)
Quando o feixe de elétrons não sofre deflexão as forças elétrica e
magnética devem estar em equilíbrio:
e m
F F = ⇒ eE evB =
(1)
⇒ U d vB =
U
vd
B
= . (2)
Ao se desligar o campo magnético, somente a força elétrica estará
atuando, que por sua vez é na direção vertical e para cima. Assim, ela
será a própria força resultante:
R e
F F = ⇒ ma eE =
eE eU
a a
m md
= ⇒ = . (3)
A força elétrica é constante (campo elétrico constante), e
consequentemente a aceleração também. Temos então um
movimento uniformemente variado na direção vertical:
2
2 2
d at
=
(3)

2
eU
d t
md
= (4)
onde 2 d é a distância percorrida pelo feixe na vertical, do centro até a
placa, et o tempo gasto.
Na horizontal temos um movimento uniforme, ou seja, com
velocidadev constante:
L v t = ⋅ ⇒ t L v = .
Substituindo esse resultado na equação (4):
2
2
eU L
d
md v
= ⇒
( )
2
2 eUL
vd
m
=
Igualando esse resultado devd com o resultado da equação (2) temos:
2
2
U eUL
B m
⎛ ⎞
=
⎜ ⎟
⎝ ⎠

2 2
e U
m B L
=
Agora basta substituir os valores:
( ) ( )
11
2 2 12
5 1
45 45 450
.10
64.4.10 256
8.10 2.10
e
m

− −
= = = ⇒
11
x 1,8 10 C/kg
e
m


QUESTÃO 19
Considere que a órbita da Terra em torno do Sol seja circular.
Sendo 8 min 20 t e s = o tempo médio que a luz do Sol leva para
chegar à Terra, e
8
3 10 m/s c = ⋅ a velocidade da luz no vácuo, o valor
estimado da massa do Sol é:
Dado:
11 3 1 2
6,7 10 m kg s G
− − −
= ⋅ , e use 3 π =
a)
12
4 10 kg ⋅
b)
18
7 10 kg ⋅
c)
24
6 10 kg ⋅
d)
30
2 10 kg ⋅
e)
32
7 10 kg ⋅



(19) 3251-1012
www.elitecampinas.com.br
CONCURSO DE BOLSA – ITA – 01/12/2012

6

RESOLUÇÃO Alternativa D
Sendoc a velocidade da luz e 500s t = o tempo que ela leva para
percorrer o trajeto do Sol à Terra, a distância percorridaR por ela vale

8 10
3 10 500 15 10 m R c t = ⋅ = ⋅ ⋅ = ⋅
Ao percorrer uma volta ao redor do Sol a Terra percorre uma distância
2 R π em um período de 24 T = horas. Sua velocidade será então de
11 11 11
2 2 3 1,5 10 1,5 6 10 1 1 10
365 24 60 60 24 60365 60 161021900
R
v
T
π ⋅ ⋅ ⋅
= = = = ⇒
⋅ ⋅ ⋅ ⋅


8
4
10
3.10 m/s
16.219
v = ≈
Supondo que a Terra está em um movimento circular uniforme ao
redor do Sol, a força gravitacional exercida pelo Sol deverá ser a força
centrípeta que mantém a Terra em sua órbita. Ou seja,
2
2
mv GmM
R R
= ⇒
2
v R
M
G
= ⇒
( )
10
2
4 8 10 11
11
15 10
3 10 . 9.2 10
6,7 10
M
+ +


= ⋅ ≈ ⋅


30
2 10 Kg M ≈ ⋅

QUESTÃO 20
A energia de um fóton é dada pela chamada equação de Planck:
. E h = ν . Ao tentarmos aplicar ao fóton a expressãop mv = do
momento linear (quantidade de movimento) de para um corpo
“massivo” obtemos p mc = . No entanto, a massa de um fóton é nula,
e essa relação não é válida, mas podemos então considerar a relação
entre massa e energia
2
E m c = ⋅ oriunda da relatividade, para
escrever p E c = .
Querendo generalizar a equação de Planck para corpos massivos De
Broglie usou essa equação para obter uma expressão para o
comprimento de onda de uma partícula em função do seu momento
linear. Baseado no que foi dito, encontre essa expressão, e calcule o
comprimento de onda de um elétron que estava inicialmente em
repouso e que foi acelerado por uma diferença de potencial de 1,2V .
Dados: constante de planck:
34 2
6,6 10 m kg/s h


produto carga x massa do elétron:
49
1,5 10 C kg
e
e m

⋅ ⋅
a)
3
3,0 10 m


b)
6
1,3 10 m


c)
9
1,1 10 m


d)
12
4,3 10 m


e)
15
7,4 10 m



RESOLUÇÃO Alternativa C
Substituindo a equação de Planck na equação dada p E c = temos
p h c = ν .
Sabemos que para uma onda eletromagnética (fóton) c = λν . Assim,
h
p
λ =
De Broglie então simplesmente generalizou essa equação para corpos
massivos. Para calcular o comprimento de onda do elétron precisamos
primeiro calcular seu momento linear. Se ele foi acelerado, do
repouso, por uma diferença de potencial de 1,2V a energia potencial
será transformada em cinética:

c p
E E = ⇒
2
2
mv
eU =
Como queremos escrever em termos do momento linear p mv = :
2
2
p
eU
m
= ⇒ 2 p meU =
49 49
2 1,5 10 1,2 3,6 10 p
− −
= ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ ⇒
25
6 10 Kgm/s p

= ⋅

Substituindo então na expressão de De Broglie:
34
25
6,6 10
6 10
h
p



λ = =


9
1,1 10 m

λ = ⋅

QUESTÃO 21
Um raio luminoso incide sobre um cubo de vidro, como indica a figura.
Qual deve ser o valor do índice de refração do vidro em relação ao
meio externo, para que ocorra reflexão total na face vertical?
a)
3
2
n <
b)
3
2
n >
c) 3 n >
d) 2 n <
e) 2 n >

45°


RESOLUÇÃO Alternativa B
O ângulo de refração θ na primeira interface pode ser calculado pela
relação de Snell:
2
sen sen sen45
2
vidro
meio
n
n
n
θ = θ = ° = →
1
sen
2 n
θ = .
Para a segunda interface, a lateral, onde deve haver reflexão, o ângulo
de incidência é ' 90 θ = ° − θ , de modo que
( ) sen ' sen 90 cos θ = ° − θ = θ .
Com isso, os ângulos ' θ permitidos para haver refração satisfazem
1
sen '
n
θ < .
Temos, então,
2
2
1 1
cos 1 sen 1 sen '
2n n
θ = − θ = − = θ < →
2 2
1 1
1
2n n
− < →
3
2
n < .
Portanto, para haver reflexão total
3
2
n >

QUESTÃO 22
Afinando um instrumento de cordas, um músico verificou que uma das
cordas estava sujeita a uma força de tração de 80 N e que, ao ser
dedilhada, vibrava com uma frequência 20 Hz abaixo da ideal.
Sabendo-se que a parte vibrante da corda tem 100 cm de
comprimento, 0,5 g de massa e que deve ser afinada no primeiro
harmônico, a força de tração necessária para afinar a corda vale
a) 64,8 N
b) 72,2 N
c) 80,0 N
d) 88,2 N
e) 96,8 N

RESOLUÇÃO Alternativa E
Inicialmente determinaremos o comprimento de onda λ da corda
vibrante, que é dado em termos do comprimento L da corda e do
número n do harmônico desejado por
2L
n
λ = .
Uma vez que ela soará em seu harmônico fundamental 1 n = , temos
que o comprimento de onda deverá ser o dobro do comprimento do fio
que a compõe, com isso, 2 m λ = , em unidades do SI.
A velocidade v de propagação de uma onda em uma corda
homogênea é dada por
F
v =
μ
,
em que F é a força que traciona a corda, cuja densidade linear é
4
5 10 kg/m

μ = ⋅ . Sabemos que para qualquer onda vale a relação
v f = λ ,

(19) 3251-1012
www.elitecampinas.com.br
CONCURSO DE BOLSA – ITA – 01/12/2012

7

em que f é a frequência. Unindo as relações acima, podemos
escrever uma única fórmula que relaciona as grandezas que o
problema quer que trabalhemos (força e frequência):
( )
2
2
F
v f = = λ →
μ

3 2
2 10 F f

= ⋅
Na situação do músico, 80 N F = e a frequência é 20 Hz menor do
que a frequência
ideal
f desejada, e esta frequência ideal será obtida
com tração
ideal
F . Com isso,
( )
2
3
3 2
80 2 10 20
2 10
ideal
ideal ideal
f
F f



= ⋅ −


= ⋅ ⎪

.
Calculamos assim 220 Hz
ideal
f = na primeira das equações, o que
nos dá
96,8 N
ideal
F =

QUESTÃO 23
Um sistema composto de dois emissores sonoros, E
1
e E
2
, e dois
receptores, R
1
e R
2
, está representado na figura. Nele, o receptor R
2
e
o emissor E
2
estão conectados através de um fio e se movem com
velocidade v constante, perpendicular à linha que une R
2
a E
2
, sendo
a frequência emitida em E
2
igual àquela que R
2
recebe de E
1
. Deste
modo, o receptor R
1
capta dois sinais: um proveniente diretamente de
E
1
e outro retransmitido por E
2
. Considere que no fio o sinal elétrico se
propaga muito rápido quando comparado com a velocidade do som
s v > .

Dado que a frequência emitida por E
1
é igual a f , qual a frequência
de batimento
B
f observada em R
1
?
a)
2
B
f
f =
b)
B
s v
f f
s v

=
+

c)
B
s v
f f
s v
+
=


d)
2
B
v
f f
s v
=
+

e)
2
B
s
f f
s v
=
+


RESOLUÇÃO Alternativa D
O receptor R
1
recebe um sinal provindo diretamente de E
1
com
frequência f . Para determinar a frequência do sinal retransmitido,
devemos ter em mente que a onda captada por R
2
tem frequência
1
f
diferente de f devido ao efeito Doppler, e da mesma maneira a onda
de frequência
1
f retransmitida por E
2
é captada com frequência
2
f ,
diferente de
1
f , em R
1
.
No efeito Doppler, a frequência
obs
f que um observador percebe para
uma onda emitida com frequência
fonte
f é determinada por
.
.
af o
obs fonte
af f
s v
f f
s v

=
+
,
onde
. af o
v é a velocidade com que o observador se afasta da fonte,
. af f
v é a velocidade com que a fonte se afasta do observador e s é a
velocidade da onda.
Para o problema, a frequência
1
f é determinada com a fonte em
repouso e o receptor E
2
se movendo afastando com velocidade v .
Dessa forma
1
s v
f f
s

= .
A frequência
2
f é calculada com a fonte E
2
se movendo afastando
com velocidade v e o observador parado, ou seja
2 1
s
f f
s v
=
+
.
Como a frequência de batimento
B
f é a diferença das frequências
captadas em E
1
, temos que
2
1
B
s v s s v
f f f f f f
s s v s v
− − ⎛ ⎞
= − = − = − →
⎜ ⎟
+ +
⎝ ⎠

2
B
s
f f
s v
=
+


QUESTÃO 24
Considere as afirmativas:
I: Ondas longitudinais não podem ser produzidas por corpos que
oscilem como ondas transversais, e vice-versa.
II: Luz já polarizada não pode mais ser barrada por outros
polarizadores, pois o campo elétrico da radiação já oscila
paralelamente a eles.
III: A difração de uma onda é mais intensa quando o comprimento
de onda for pequeno.
Então, está(ão) correta(s)
a) nenhuma das afirmativas.
b) apenas a afirmativa II.
c) apenas a afirmativa III.
d) apenas as afirmativas II e III.
e) todas as afirmativas.

RESOLUÇÃO Alternativa A
I (Falso): O som é uma onda longitudinal, e pode ser feito pela
corda vibrante de um instrumento musical, cuja oscilação é
transversal (transversal produzindo longitudinal). Similarmente, é
possível produzir ondas transversais na superfície de um copo
soprando o ar sobre ele, e o sopro constitui uma onda
longitudinal, tal qual o som (longitudinal produzindo transversal).
II (Falso): Uma vez polarizada, a luz pode ser barrada por um
polarizador que seja posto em posição perpendicular ao plano de
oscilação de seu campo elétrico; contudo atravessa
polarizadores que tenham a mesma orientação daquele que a
polarizou.
III (Falso): A difração é a capacidade da onda de contornar
obstáculos, e é mais intenso quando o comprimento de onda tem
a mesma ordem de grandeza do obstáculo. Assim, obstáculos
maiores podem ser contornados por ondas com maior
comprimento de onda.

QUESTÃO 25
Um corpo cúbico de 10 kg com aresta de 20 cm encontra-se imerso
em um balde com água. Este sistema está dentro de uma
espaçonave, na ausência de gravidade, se movendo com aceleração
de
2
1 m/s . Nesta situação, o corpo “afunda” com aceleração de
a)
2
0,1 m/s
b)
2
0,2 m/s
c)
2
0,8 m/s
d)
2
1,0 m/s
e)
2
1,8 m/s

RESOLUÇÃO Alternativa B
Pelo princípio de equivalência, a situação descrita para espaçonave
(acelerada na ausência de gravidade) é equivalente a uma gravidade
aparente de
2
1 m/s . Desta forma, o empuxo que a água exerce sobre
o corpo cúbico é dado por
empuxo água corpo
F d a V = ⋅ ⋅ ,
em que a é a aceleração da espaçonave. A densidade da água é
3 3
10 kg/cm
água
d

= , e o volume do corpo de forma cúbica é
( )
3 3 3
20 cm 8 10 cm
corpo
V = = ⋅ . Substituindo estes valores, vemos
que o empuxo vale
8 N
empuxo
F = .

(19) 3251-1012
www.elitecampinas.com.br
CONCURSO DE BOLSA – ITA – 01/12/2012

8

Assim, a aceleração imprimida pelo empuxo vale
8
10
empuxo
corpo
corpo
F
a
m
= = →
2
0,8 m/s
corpo
a = .
Desta forma, a aceleração com que o corpo afunda é dada pela
aceleração relativa deste em relação à nave, ou seja,
( )
2
0,8 1,0 m/s
afund corpo nave
a a a = − = − →
2
0,2 m/s
afund
a = −
O sinal negativo mostra que o corpo se move na direção contrária à da
aceleração da nave, ou seja, afunda no balde.

QUESTÃO 26
Na experiência ilustrada abaixo a corda vibra com frequência 100 Hz e
possui densidade linear de massa 100 g/m. Pode-se considerar, para
os cálculos a respeito da onda na corda, que suas extremidades estão
fixas. A situação é estática.
45° 37°
M
m
1m

Alguns fios que, para os cálculos na parte estática, podem ter a massa
desconsiderada, são utilizados para suspender as massas M e m
conforme indica a figura. Os fios passam por polias de massa
desprezível que podem deslizar sem atrito.
Qual é a massa M do bloco suspenso à esquerda?
Se necessário utilize sen(37 ) 0,6 ° = e
2
10m/s g = .
a)
3
3,2 2 10 kg ⋅
b)
2
3,2 2 10 kg ⋅
c)
3
2,4 2 10 kg ⋅
d)
2
2,4 2 10 kg ⋅
e) 80 2 kg
RESOLUÇÃO Alternativa B
Para descobrir a massa do bloco M devemos descobrir seu peso, para
isso é necessário descobrir a tração no cabo à esquerda e isso só é
possível, partindo dos dados que temos, se descobrirmos a tração no
cabo à direita. A tração no cabo à direita pode ser descoberta através
da onda na corda.
A velocidade da onda na corda é dada por
1
T
V =
μ
. Onde
1
T é a
tração na corda direita e μ é a densidade linear de massa da corda
que vibra. Sabemos também que V f = λ ⋅ , onde λ é o comprimento
da onda na corda vibrante e f é frequência desta onda.
Podemos igualar as velocidades e passar todos os dados para o
sistema internacional de unidade, de forma que a equação fica:
1
T
V f = = λ ⋅ ⇒
μ
( )
2
1
T f = μ ⋅ λ ⋅ ⇒ ( )
2
1
0,1 2 100 T = ⋅ ⋅ ⇒
1
4000N T =

Notando que como não temos, e nem nos interessa saber, a massa m
do bloco à direita, podemos igualar a componente horizontal
1X
T da
tração
1
T com a componente horizontal
2X
T da tração do cabo à
esquerda que chamaremos de
2
T . É possível igualar visto que estas
são as duas forças que agem horizontalmente no bloco de massa m e
este, segundo o enunciado, se encontra estático.
1 1
cos(37 ) 4000 0,8 3200 N
X
T T = ⋅ ° = ⋅ =
Note que sabemos ocos(37 ) ° utilizando a relação fundamental da
trigonometria e osen(37 ) ° dado no enunciado.
Como
1X
T é igual a
2X
T então:

2 1 X X
T T = ⇒
2 1
cos(45 )
X
T T ⋅ ° = ⇒
2
3200 2 N T = ⋅
Lembramos agora que
2
T é a força que sustenta o peso P do bloco de
massa M. Dessa forma:

2
T M g = ⋅ ⇒
3200 2
10
M

= ⇒
2
3,2 2 10 kg M = ⋅ ⋅

QUESTÃO 27
Dois amigos cadeirantes decidem competir para ver quem chega mais
rápido ao andar de baixo. Um deles afirma que ir pela rampa gastará
menos tempo, o outro afirma que pelo elevador a chegada seria
antecipada.
30°
20m


O elevador tem aceleração e desaceleração constantes de
2
2m/s e
velocidade máxima de 5m/s .
Considere que o amigo que desce a rampa utiliza para isso apenas
seu próprio peso. Desprezando o tempo de entrada e saída do
elevador e qualquer atrito que atrapalhe a descida pela rampa calcule
a diferença entre os tempos de chegada ao andar inferior.
2
10m/s g =
a) 1,25 s
b) 2,50 s
c) 3,75 s
d) 5,00 s
e) 6,25 s

RESOLUÇÃO Alternativa B
Calculamos primeiro o tempo para o amigo que desce pelo elevador.
Traçando o gráfico a descrição do movimento se torna mais clara.
(m/s) V
(s) t
5
1
t Δ
3
t Δ 0
2
t Δ

Para que atinja 5m/s com aceleração
2
2m/s partindo do repouso o
elevador leva2,5 s . A mesma situação se repete no momento da
frenagem. Por tanto
1 2
2,5 s t t Δ = Δ = .
Pela área do gráfico podemos calcular os espaços percorridos durante
a aceleração e desaceleração do elevador.
(m/s) V
(s) t
5
2,5 2,5 0
2
t Δ

A área sombreada é numericamente igual a12,5m. Faltam
7,5mpara serem percorridos a 5m/s , o que leva um tempo de 1,5 s .
O tempo total é então 6,5 s .
Para o amigo que desce pela rampa utilizando apenas seu peso como
força motora:
sen(30 )
R X
F P P = = ⋅ ° ⇒ sen(30 ) m a m g ⋅ = ⋅ ⋅ ° ⇒
2
5m/s
2
g
a = =
Este amigo deverá percorrer todo o comprimento do plano superior da
rampa, para saber o tempo que o movimento levará devemos saber
quanto vale este comprimento.
Podemos perceber que a rampa forma um triângulo retângulo:
30°
20m


(19) 3251-1012
www.elitecampinas.com.br
CONCURSO DE BOLSA – ITA – 01/12/2012

9

Sendo assim sua hipotenusa vale
20
sen(30 )
L =
°
, 40m L = .
Pela equação horária do movimento:
2
0 0
2
a t
S S V t

= + ⋅ + ⇒
2
5
40
2
t ⋅
= ⇒ 4 s t =
Percebemos então que o amigo que desce pela rampa demora 4 s e o
amigo que desce de elevador leva 6,5 s. A diferença entre os tempos
é de 2,5 s .

QUESTÃO 28
A figura a seguir ilustra uma massa M posta para girar com velocidade
angular constante ω no plano vertical em torno de um ponto P. A
massa se liga ao ponto através de um dinamômetro ideal rígido de
massa desprezível que marca a tração em suas hastes.
M
L
P

Qual a razão entre a maior e a menor indicações do dinamômetro?
Considere o módulo da aceleração centrípeta maior que o da
aceleração g da gravidade.
a) 1
b)
2
g
L ω ⋅

c)
2
L
g
ω ⋅

d)
2
2
L g
L g
ω ⋅ −
ω ⋅ +

e)
2
2
L g
L g
ω ⋅ +
ω ⋅ −


RESOLUÇÃO Alternativa E
Com a velocidade angular constante não precisamos nos preocupar
com a aceleração tangencial do corpo.
Como a aceleração centrípeta tem módulo maior que a aceleração
gravitacional podemos dizer que esta estará sempre na mesma
direção e sentido da força de tração.
Como únicas forças que podem atuar na direção radial (do centro para
fora da trajetória circular) teremos a tração e uma componente da
força peso. Dessa forma a tração é responsável por realizar a
aceleração centrípeta e, em alguns instantes, pode ser “ajudada” o
“atrapalhada” pela força peso.
Nos momentos em que todo o peso ajuda:
1 C
T P m a + = ⋅ ⇒
1 C
T m a P = ⋅ −
Nos momentos em que todo o peso atrapalha:
2 C
T P m a − = ⋅ ⇒
2 C
T m a P = ⋅ +
O peso será sempre constante tal queP m g = ⋅ . A aceleração
centrípeta também será constante na forma
2
C
a L = ω ⋅ .
Como buscamos a razão entre a maior e a menor tração, devemos
perceber que a tração é maior quando o peso a atrapalha, ponto mais
baixo da trajetória, e é menor quando o peso a ajuda, ponto mais alto
da trajetória, dessa forma:
2
1
C
C
m a P T
T m a P
⋅ +
= ⇒
⋅ +
2
2
2
1
T m L m g
T m L m g
⋅ ω ⋅ + ⋅
= ⇒
⋅ ω ⋅ − ⋅

2
2
2
1
T L g
T L g
ω ⋅ +
=
ω ⋅ −


QUESTÃO 29
Um carro trafega em uma estrada plana e retilínea. Para vencer os
atritos internos o carro necessita fazer uma força
at
200N F =

que não
varia com a velocidade. Para vencer a resistência do ar é necessário
fazer uma força F que varia com a velocidade de forma que F b V = ⋅


onde 26,25kg/s b = .
As demais forças dissipativas podem ser desconsideradas.
Qual a velocidade máxima do automóvel se sua potência tem como
máximo 50kW?
a) 25m/s
b) 30m/s
c) 35m/s
d) 40m/s
e) 45m/s

RESOLUÇÃO Alternativa D
Como temos dados a respeito das forças que o carro deve vencer, da
potência do automóvel e queremos saber sua velocidade máxima
poderemos utilizar a relação da potência instantânea P F V = ⋅ .
As forças que agem sofre o carro são tais que:

A
F Fat F m a − − = ⋅

Onde
A
F é a força que o automóvel deve realizar para vencer as
forças dissipativas. Na situação de máxima velocidade teremos a
aceleração igual a zero. Dessa forma:

0
A
F Fat F − − = ⇒
A
F Fat F = + ⇒
200 26,25
A
F V = + ⋅

Então a potencia máxima rende uma velocidade máxima da forma:

(200 26,25 )
MAX MAX MAX
P V V = + ⋅ ⋅ ⇒
2
200 26,25
MAX MAX MAX
P V V = ⋅ + ⋅ ⇒
2
50000 200 26,25
MAX MAX
V V = ⋅ + ⋅ ⇒
2
26,25 200 50000 0
MAX MAX
V V ⋅ + ⋅ − =

Resolvendo por Bhaskara:

2
200 200 4 26,25 ( 50000)
2 26,25
MAX
V
− ± − ⋅ ⋅ −
= ⇒

200 2300
52,5
MAX
V
− ±
=
Desconsiderando o resultado negativo, pois, pelo nosso referencial,
isso significaria que o carro é ajudado por um dos atritos:

2100
52,5
MAX
V = ⇒ 40m/s
MAX
V =

QUESTÃO 30
Um irrigador de jardim gira em torno de seu eixo lançando diversos
jatos d’água. O mais externo está ilustrado na figura fora de escala
abaixo.

45°
r
h


Todas as gotas lançadas tem velocidade inicial que forma um ângulo
de 90° com o braço do aspersor. O braço do aspersor forma ângulo
de 45° com o seu eixo.
Suponha que as gotas que atingem a maior distância da base do
irrigador sejam aquelas lançadas pelo jato mais externo e que saem
com velocidade de módulo 5m/s .
As dimensões r e h podem ser consideradas muito menores que as
demais envolvidas. Tomando
2
10m/s g = e 3 π = .
Qual a área circular irrigada?
a)
2
75m
b)
2
37,25m
c)
2
25m
d)
2
18,75m
e)
2
12,5m


(19) 3251-1012
www.elitecampinas.com.br
CONCURSO DE BOLSA – ITA – 01/12/2012

10

RESOLUÇÃO Alternativa D
Se a haste do aspersor forma um ângulo de 90° com a velocidade
inicial da água e um ângulo de 45° com a vertical então a velocidade
inicial forma ângulo de 45° com a horizontal. O enunciado nos
permite tratar então a situação como um lançamento obliquo com
velocidade inicial 5m/s que forma ângulo de 45° com a horizontal.
Primeiro resolveremos a componente vertical do problema para
encontrar o tempo do movimento de uma gota:
2
0
2
Y
g t
Y Y V t

= + ⋅ − ⇒
2
0
cos( )
2
g t
Y Y V t

= + ⋅ θ ⋅ −
Substituindo os dados do enunciado, sabendo que podemos
considerar como se o jato parte do solo e retorna para ele:
2
2 10
0 0 5
2 2
t
t

= + ⋅ ⋅ − ⇒
2
s
2
t =
Agora este tempo pode ser aplicado à horizontal:
X
X
V
t
Δ
= ⇒ sen( )
X
V
t
Δ
⋅ θ = ⇒ sen( ) X V t Δ = ⋅ θ ⋅
Substituindo os dados:
2 2
5
2 2
X Δ = ⋅ ⋅ ⇒
5
m
2
X Δ =
O valor encontrado corresponde a raio da área circular irrigada.
Dessa forma a área é dada por:
2
A R = π⋅ ⇒
2
5
3
2
A
⎛ ⎞
= ⋅
⎜ ⎟
⎝ ⎠

2
5
3
2
A
⎛ ⎞
= ⋅
⎜ ⎟
⎝ ⎠

2
18,75m A =