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FACULDADE REGIONAL DA BAHIA

BACHARELADO EM COMUNICAÇÃO SOCIAL COM HABILITAÇÃO EM JORNALISMO

FABIANA ARAÚJO DA SILVA

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS PARA ADULTOS: UM ESTUDO DE CASO DA DC COMICS

Salvador 2009

FABIANA ARAÚJO DA SILVA

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS PARA ADULTOS: UM
ESTUDO DE CASO DA DC COMICS

Monografia apresentada ao Curso de graduação da Universidade Regional da Bahia. Como requisito par ial para a o!tenção do grau de Ba harel em "ornalismo. #rientadora$ Santos Bartira %elles &ereira

Salvador 2009

FABIANA ARAÚJO DA SILVA

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS PARA ADULTOS: UM ESTUDO DE CASO DA DC COMICS

Monografia su!metida ' avaliação dos professores integrantes da Ban a ()aminadora da *a uldade Regional da Bahia + U,-RB. omo parte dos requisitos par iais para o!tenção do /rau de Ba harel em "ornalismo.

0provada em 12 de de3em!ro de 2009. Ban a ()aminadora 4444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444 Bartira %elles &ereira Santos + #rientadora Mestre em (du ação pelo &rograma de &5s /raduação em (du ação Universidade *ederal da Bahia 4444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444 Benedito Carlos 6i!5rio Caires 0ra78o + Mestre em (du ação pelo &rograma de &5s /raduação em (du ação Universidade *ederal de Santa Catarina. 4444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444 Sara de 0lmeida Borges + Coordenadora 0 ad9mi a Mestre em :ireito pelo &rograma de &5s;/raduação em :ireito Universidade *ederal da Bahia

Salvador 2009

A Deus que criou o mistério, a meus pais que me fizeram numa noite inspiradíssima, a todos os meus ancestrais que se uniram para que um dia eu existisse, ao meu finado avô que queria me ver na televisão, a minha finada tia dos bolinhos de chuva e a todos os anos de minha infância.

AGRADECIMENTOS 0 :eus e a todos os an8os e santos que traçaram um destino vi!rante que minha alma se disp<s a viver. =uero agrade er a tudo de !om que e)iste no mundo e por minha vida ser o que >. 0 minha ?mainha@ linda. C>lia. fofa e das !o he has rosadas. que sempre impli a omigo por ausa de !o!agens do dia a dia e me a8uda de todas as formas possAveis e impossAveis. uidando in lusive do meu dinheiro e orrigindo meu portugu9s ridA ulo. indo na minha ama e me dando olo. que dei)a eu oçar sua a!eça. que me protegeu de ser rou!ada na maternidade do hospital deitando em ima de mim e quase me sufo ando. 0o meu ?painho@ 0rlindo. um pernam!u ano arretado. que sa rifi a dias e noites para nos sustentar. osturando ternos !elAssimos. que > !em !ravo tam!>m e 8B aprontou pou as e !oas. mas que nos ama in ondi ionalmente. 0gradeço a todas as tardes !9!adas nas quais ele pegava minha irmã e eu. e saAa onos o para se aventurar em algum morro ou s5 mesmo pra nos omprar um pirulito ou uma Co a;Cola e todas as manhãs dos dias 2 de novem!ro no emit>rio. limpando e pintando o t7mulo de minha querida av5 que nem heguei a onhe er. 0 minha irmã. minha fofinha e grandona Maria *ernanda. a menina mais linda do mundo. que tem uma ha!ilidade om as mãos e um dom para a vaidade 8amais vistos por mim. =ue me hama no meio da noite durante seu sono de pedra. que me a ompanha sempre que a preguiça dei)a. que guarda meus segredos e >. e sempre foi minha ompanheira de traquinagens. de atear fogo nos papeis higi9ni os da li)eira. de estourar montes de !om!as no São "oão. Minha adorada BolotaC 0 meus tios e tias e primos que estiveram presentes durante a minha vida e aqueles que se importam muito omigo. mas que por força da falta de dinheiro não estão pr5)imos. #!rigada &adrinho e Madrinha. ,eves e "ordão. que al>m de tios são verdadeiros pais pra mim. #!rigada a meus av5s. Ce Alia e &edro. por todas as tardes maravilhosas no areal do !airro do Derde Eori3onte. #!rigada meu D< Belino. pelas hist5rias de sua infFn ia na d> ada de 1920. que tanto me fi3eram rir. Sua ?&alito@ agrade e infinitamente todos os dias que passamos 8untos. Do 9 ontinua vivo em minha mente e meu oração. #!rigada minha tia Gelina. por todas as tardes na sua asa. admirando seu 8ardim no !e o. no quarto do meu primo es revendo naquela mBquina velha. olhando sempre atrav>s das 8anelas de ferro e vidro que davam para o quintal om areia !ege e mato. #!rigada pelos !olinhos de huva e por se tornar uma das lem!ranças mais fortes de minha infFn ia. Um dia a gente se reen ontra. nem que se8a no dia do "uA3o *inal. #!rigada meninas da omunidade "a H SparroI e (li3a!eth SIann do #rHut. que me divertem e são meu ref7gio nos momentos de alegria e triste3a. nossa ami3ade trans ende o pre on eito ontra ami3ades virtuaisC

#!rigada &r5 /ina por devolver minhas revistas de 0nimes "aponeses. por tudo. por ser parte da minha vida. 6eninha. por ada fei8ão voador que atirBvamos em quem quer que ru3asse o pBtioC #!rigada Col>gio &olivalente de Camaçari. &or todos os lan hes da antina e empurrKes na fila da merenda. "osafB e todos os fun ionBrios da Cidade do Sa!er pelos dias de aprendi3ado. suas doidasC #!rigada /ustavo Dalente. por me mostrar que eu podia aprender MatemBti a. por todas as tardes e noites desse alvBrio que > a fa uldade. #!rigada por todos os desa!afos re Apro os e por todos os dese8os de su essoC #!rigada pessoal da (s ola 6uis Rog>rio. meu querido Carandiru. duas doidas que amoC #!rigada pessoal dos <ni!us do transporte universitBrio da prefeitura de Camaçari. 0nderson. :il. #!rigada &rofessor 6ui3 0l!erto. "ean. "essiHona. #!rigada &r5 Mer 9s. o!rigada por tudoC #!rigada "u ilene #liveira. 0 todos os meus olegas que ?pes aram@ omigo. 6eila e (dvFnia pela ami3ade e a8uda na hora do sufo o no meio da estrada quando o <ni!us que!ra ou quando me atraso. #!rigada pessoal da #fi ina de %eatro da Cidade do Sa!er. &or todos os 8ogos de ?!afo@ de artinhas &oH>mon e as dis ussKes e omentBrios so!re :ragon Ball G om os meninos. #!rigada BBr!ara Silva. por todas as tardes de !agunça. #3ana. que me ensinou MatemBti a de Derdade. por todas as fugas do ol>gio pra ir ao inema. pelas ?nerdi es@ ompartilhadas via internet. #!rigada *ernanda Cres 9n io. #!rigada (li3Fngela por me salvar e por me mostrar que eu não era tAmida e nem tinha motivos pra ser triste. que me fe3 onhe er as pessoas mais espe iais de minha adoles 9n ia. que votaram em mim pra vi e. que > atuar. 0 minha artista preferidaC #!rigada Lasmim :es hain.men e Batman. dos N. #!rigada a Reginaldo. /a!riel. #!rigada &rof. tudo mesmoC #!rigada Rose e /eisiane. por me repreender por ter ris ado a parede. o!rigada por me ensinar o valor que o ator tem no mundo. que me fe3 onhe er as mais !elas ançKes do mundo e que me alegra o oração. por ter me propor ionado um dos tra!alhos mais legais do mundo$ uidar da gi!ite a da Cidade do Sa!er.#!rigada a "ohnnJ :epp por me en antar e me fa3er des o!rir o que realmente quero fa3er na vida. minha irmã Bor!oleta. #!rigada 0lmir. sempre sar Bsti a e Catarina Navier sempre do e. Mai H e %ato. por me propor ionarem fa3er o que eu realmente amo. (verton e 0idan. heia de livros infantis e gi!is da %urma da M<ni a. #!rigada em espe ial a MaAsa. .lAder da sala pra eu poder es onder nossa !agunça. tra!alho e diversão. #!rigada a 6u i leide ?Creu3a@ que me divertiu durante um ano inteiro. por tudo que me ensinou e pelo arinho que me dedi a. estudantes. por partilhar omigo o amor por Mat hmen e por (ddie e SallJC #!rigada Cristiane Silva. fis ais e motoristas. #!rigada &r5 -onara.

otA ias por me propor ionarem um ontato tão intenso om a arte de ser 8ornalista. otaHu. a morte da !e3erra. pela atenção que me dispKe e por ompartilhar o amor in ondi ional ao Corinthians &aulista e ao grunge. o!rigada mais uma ve3 :eus. do su esso que desde os seis anos de idade sei que terei. por todos os tra!alhos. Benedito ?BeHa@6i!5rio. ClBudia #liveira. sorri. #!rigada a Purt Co!ain e Eeath 6edger. a guerra dos se)os e o amado ro HOnOroll. e me a8udaram + mesmo que eu não me re orde delas por um !om tempo ou que elas sai!am disso + e que sempre serão parte de meu su esso. :iego e todos os olegas que passaram pela turma de "ornalismo da U. polAti a. ideologias. Regina Ro ha. pois não hB no mundo ningu>m mais 8ovem e forte omo ada um de n5s. olegas. . todos os )ingamentos. meu ?/ordinho Sensual@ por todas as manhãs de dis ussKes so!re a vida na %erra.#!rigada *B!io 6ima. Meus an8os e minhas inspiraçKes de todos os dias. todos os estresses. amigos. onde quer que este8am. que suportaram uma turminha tão inquieta e !arulhenta. Eerrera. #!rigada aos professores de U. Ri ardo. "ordFnia. #!rigada (riHa. por tudo o que vivi. #!rigada tam!>m aos meus inimigos de larados ou não. #!rigada Cl>!er 0lmeida. Mar ela. 6eila BBr!ara. pois me ensinaram que a vida não > um mar de rosas e que nem todo mundo me ama e me quer !em. horei e sofri nos pou os anos de minha vida.-RB. (nfim. #!rigada a todos do Camaçari . Claudiane e omo esque er do !elo professor Mar elo /entil. pois sei que todas as pessoas que passam por ela. *ran o. #!rigada espe ial a Bartira ?%ita@ %elles.-RB. a pr5 mais fofa que eu 8B tive. 0gnaldo. t9m uma importFn ia in rAvel. (u sempre sou!e que serAamos os 7ni os dos 7ni os. todos os 8ornais e todas as noites de alegria e agonia na fa uldade. Moa!e Breno e suas teorias la anianas. MBr ia Ro ha. por todas as ?pes as@. Marta Cardoso. inimigos. por tudo de ruim que fi3eram omigo. todas as aventuras. #!rigada por ru3arem meu aminho.

!ão enfrente monstros sob pena de te tornastes um deles." #riedrich $ilhelm !ietzsche . a ti o abismo também contempla. e se contemplas o abismo.

2009. !em omo os aspe tos hist5ri os. QR.her5is.": quadrinhos para adultos. Mulher Maravilha.her5is.S-6D0.ameri ana :C Comi s.(!. 6anterna Derde. . 0 :C > uma das maiores editoras do mundo e riadora do g9nero de super. Histó i!s "# $%!& i'()s *! ! !&%+t)s$ um estudo de aso da D% %omics. Mat hmen. al>m de inovar e introdu3ir novas estruturaçKes de narrativas. Eell!la3er e tantos outros. al>m de riar um g9nero no qual uma gigante ind7stria de entretenimento se ali erça. a :C revolu ionou as formas de fa3er gi!is nos anos de 1920 do s> ulo NN. RESUMO (ssa monografia apresenta omo o!8eto de estudo as hist5rias em quadrinhos para adultos pu!li adas pela editora norte. omo Batman. Um !reve hist5ri o da arte e a ensura sofrida durante quase S0 anos tam!>m > apresentada no te)to. Suas o!ras mais importantes são itadas neste tra!alho. Mat hmen. Superman. psi ol5gi os e so iais da >po a em que foram on e!idos. !s-. orres e temBti as. P!+!. :ona de A ones da ultura pop. *a uldade Regional da Bahia. Salvador. Batman. # estudo de aso dos quadrinhos da :C Comi s se torna ne essBrio porque. quando lançou hist5rias mais maduras que ho8e são itadas omo o!ras primas da literatura mundial. p. super. Monografia + Curso de Ba harelado em "ornalismo. :C Comi s. 2009. *a!iana 0ra78o da.

0A .75 A SEDUÇÃO DO INOCENTE E O COMICS CODE 2 A INFBNCIA TRAUMATICADA= PERVERSÃO E DELINDENCIA 0A . O SURGIMENTO DA DC COMICS .A INVASÃO BRITBNICA E A GUERRA FRIA NOS QUADRINHOS DA DC .6 6 MOCINHOS= BANDIDOS E JUSTIÇEIROS 2 CONSTRUÇÃO E DESCONSTRUÇÃO DO MITO .70 CORPINHO AMERICANO= CABECINHA INGLESA . FF .<= NASCE O FILHO DE >R?PTON 07.< 6F F. IATCHMEN 2 A LINHA TENUE ENTRE VIGILANTISMO E VILANISMO CONSIDERAÇ1ES FINAIS REFERENCIAS SÃO SÃO .A .F 675 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS PARA ADULTOS 2 HERÓIS DESCONTRUGDOS TÃO BRUTALMENTE QUANTO SEUS VIL1ES PERVERSOS 670 ANTI-HERÓIS 2 VIL1ES= HERÓIS= UM POUCO DOS DOIS OU NENHUMH 67. NONA ARTE 2 DAS FRALDAS AO MANIC@MIO 56 56 5: 0.SUM/RIO 0 QUADRINHOS E BAL1ES 2 DAS TIRINHAS 3S EDIÇ1ES DE LU4O 075 DAS CAVERNAS AO IPOD 070 87779 5:.

derivam do modo de agir her5is. dos menores aos que poderiam ausar atBstrofes em es ala mundial. as narrativas dos quadrinhos passaram a mostrar um lado mais o!s uro e ru da so iedade e as hist5rias fi aram mais som!rias. de a ordo om a arga de poder da personagem. .her5is. %am!>m são.her5is de vilKes > t9nue. pois um deriva da omple)idade de atitudes do outro. se)o. sedentas ada ve3 mais por temas o!s uros e proi!idos para eles. que ho8e povoam as E=s.os anos 20 do s> ulo NN. na maioria das ve3es. .her5is e vilKes passou a ser regra para hamar a atenção do p7!li o adulto que ada ve3 mais se identifi ava e era sedu3ido om essas narrativas mais maduras e omple)as. o onte)to hist5ri o e polAti o da >po a em que foram riados mudou om o passar dos anos e por onta disso vieram as inevitBveis adequaçKes para que se en ai)assem no novo panorama ultural mundial. 0 linha que separa anti. #s super. surgiram nas pBginas das revistas da :C Comi s e foram pu!li ados om a intenção de serem modelos de !ondade.her5is. (les eram e)emplos da moral pregada na so iedade do inA io do s> ulo NN. altruAsmo. suas narrativas eram simplistas e dire ionadas ao p7!li o infantil. mas que agem assim por motivos egoAstas ou distor idos e se negam a serem hamados de her5is. personagens que t9m algumas atitudes dignas do heroAsmo lBssi o. vilKes que ausam empatia no leitor por tomarem atitudes aparentemente ine)pli Bveis e dignas dos her5is.os quadrinhos. os super. . muitos her5is famosos se tornaram tão imperfeitos quanto quaisquer seres humanos e passAveis de erros. 0 densidade psi ol5gi a das personagens. os her5is dos quadrinhos passaram por transformaçKes.INTRODUÇÃO 0s hist5rias em quadrinhos. temas estes que antes não eram a!ordados em quadrinhos. que por sua ve3.her5is omeçaram a ter sua imagem quase divina sendo des onstruAda e se viram paulatinamente transformados em anti. # tratamento de temas pol9mi os omo viol9n ia em todas as suas formas. força e !enevol9n ia para om as pessoas de !em. popularmente hamadas pela a!reviação ?E=@ omeçaram a ser pu!li adas em 8ornais no final do s> ulo N-N. dos her5is e prin ipalmente dos anti. perversKes e a densidade das narrativas hamaram a atenção tanto dos adultos omo das rianças ?prodAgio@.o de orrer de sua !reve hist5ria. na maioria das ve3es questionadoras de aspe tos da vida so ial. .

entre 192T e 192R. as &raphic novels passaram a ser um formato amplamente utili3ado. os anos da ino 9n ia nas narrativas. a :C lançou Mat hmen de 0lan Moore e :ave /i!!ons. mais omple)a e envolvente.se a ele a riação do estilo de graphi novel. que premiam os melhores dos quadrinhos de narrativa seqWen ial. (m 192T. Mat hmen. antes s5 usada em E=s under&rounds UalternativasV. 8untamente om 0 =ueda de Murdo H e Batman + # Cavaleiro das %revas. -sso mar ou o inA io das E=s adultas da :C e de toda a ind7stria. o maior influen iador dos quadrinhos e um dos que mais a8udaram no desenvolvimento da arte. para que a ompanhassem os que são adultos. at> o alvBrio. 0 editora mant>m o selo Dertigo.200QV hamou de narração seqWen ial. ensura por parte do 1 Um dos maiores e mais importantes artistas. viol9n ia. Credita. #s autores viram nesse p7!li o mais adulto um modo de tornar a arte mais s>ria.her5is mais som!rios e humanos e pelos vilKes mais lou os dos quadrinhos populares. desde os primeiros anos. a opinião era de que a hist5ria em quadrinhos era um g9nero infantil e tam!>m não era onsiderada literatura. 6ogo depois surgiram os pr9mios mais famosos. de *ranH Miller e Maus. onsiderada por rAti os. o maior inimigo do Batman. Mat hmen ho8e > itada omo um e)emplo a ser seguido graças a sua qualidade narrativa. om hist5rias que e)pKem se)o. lançado em 12 volumes. 0 relevFn ia desta monografia onsiste em lançar uma lu3 so!re todo o pro esso de amadure imento dos quadrinhos de super. "ohn Constantine de Eell!la3er e o idolatrado Curinga. mas que liam gi!is quando riança e tam!>m para hamar atenção para essa arte por parte dos que sempre a onsideraram diversão infantil. o Pir!J 0Iards e o Mill (isner Comi -ndustrJ 0Iards Umais onhe ido simplesmente por (isnerV. assim re onhe ida por ter introdu3ido uma linguagem e a!ordagem mais madura. pol9mi as e ontroversas. Eo8e. uso de drogas. a :C > onsiderada responsBvel pelos super. quando lançou A %ontract 'ith (od UUm Contrato om :eusV em quatro volumes no ano de 19R2. perversKes e temBti as profundas. de 0rt Spigelman ini iou o interesse dos adultos por hist5rias em quadrinhos.her5is. om perseguiçKes ideol5gi as. . Com o su esso de Mat hmen. pois antes de Mat hmen. 0 :C foi pioneira em dar espaço para es ritores e desenhistas olo arem em prBti a seus sonhos de ?fa3er os quadrinhos res erem@.11 0 :C + :ete tive Comi s > responsBvel por algumas das hist5rias onsideradas divisoras de Bguas entre a passagem da fase infantil para adulta dos quadrinhos. # resultado dessa visão foi a elevação dos quadrinhos ' ategoria de literatura. riado em 199S e voltado estritamente para o p7!li o adulto. afi ionados e espe ialistas na Brea de quadrinhos omo a melhor &raphic novel Uroman e grBfi oV 8B es rita e a que mais se apro)ima do que Mill (isner1 U191R. omo por e)emplo.

her5is e quase vilKes diante de uma s>rie de infort7nios no auge da /uerra *ria. os me anismos de onstrução das narrativas e de seus personagens.os em anti. # pro esso de renovação das personagens antigos e a inserção de novas personagens e tramas mais omple)as do que o ?mamão om aç7 ar@ dos quadrinhos de antes da d> ada de 1920. onhe emos ho8e. 8B que a editora foi a primeira a apresentar o formato de pu!li açKes que em revistas. # Cavaleiro das %revas de *ranH Miller. # motivo pelo qual o tema foi es olhido para este estudo estB no fato de que a :C Comi s > uma das maiores e mais influentes editoras de quadrinhos no mundo inteiro e suas o!ras adultas são omprovadamente mar os na hist5ria dos quadrinhos e da passagem das narrativas da fase infantil para a adulta. at> que. pu!li ando E=s não somente em tiras fragmentadas em 8ornais omo eram pu!li adas no ini io do s> ulo NN. no primeiro e)emplar. o Superman Uou Super. Mat hmen > uma &raphic novel que ho8e > onsiderada muito mais que uma mini. 0s hist5rias em quadrinhos ho8e movimentam um grande mer ado e o amadure imento das narrativas se dB om mais força a partir da d> ada de 1920 om a pu!li ação de Mat hmen de 0lan Moore e :ave /i!!ons. aposentado e atormentado por seu maior inimigo. humani3ou o her5i ao ponto dele ho8e poder ser onsiderado quase um anti. visual e seqWen ial. mas as ompilando . &u!li ada entre 192T e 192R. . que des onstr5i o mito dos her5is os retratando omo humanos que vestem apa e a ham que podem fa3er ?8ustiça@.s>rie. psi ologi amente a!alado om a morte de Ro!in. de gi!is por sua importFn ia na literatura mundial.her5is e vilKes. o Coringa. por fim. Miller transforma o Batman em um homem o!sessivo. quando pu!li ou a revista Action %omics. e Batman em 19S9.her5i devido 's suas reaçKes e açKes para om !andidos e seus maiores vilKes. Com as mudanças polAti as. esta pesquisa visa analisar suas o!ras adultas.EomemV que apare eu em 19S2. e primeiramente nas pBginas da :C. de um psiquiatra e dos pais das rianças que os liam.12 governo dos (stados Unidos. um dos maiores roteiristas da atualidade. (m 19S2. que tra3ia hist5rias de ação e aventura e apresentou os dois her5is mais famosos da editora e da hist5ria dos quadrinhos. o que a a!a transformando.her5is. a li!erdade hega. > um dos prin ipais ausadores do fen<meno hamado anti.essa hist5ria.her5is nos quadrinhos. ulturais e so iais desde sua riação. sua influ9n ia nas artes literBria. foi a primeira a introdu3ir os super. prin ipalmente anti. :este modo. os her5is passaram por transformaçKes para se adequarem aos novos padrKes da so iedade.

teses. *oram utili3ados autores onsagrados no g9nero. pe8orativa. Y impres indAvel disse ar os anti. mais digna de pena do que 5dio mortal. estão na !eira do a!ismo. #s anti. pois os anti. que nessa >po a eram a!ordados de maneira ridA ula.1S 0ntes disso. quando não estão no papel do her5i.her5is não são nem mo inhos nem vilKes. são o meio termo. &ara o desenvolvimento desde tra!alho. al>m de fontes omplementares omo livros. pois muitas ve3es. &ara melhor ompreender esse fen<meno. prati ar o !em e defender os ?fra os e oprimidos@ dos vilKes. polAti a. artigos e dissertaçKes nas Breas de Comuni ação. mas algumas ve3es ometem atos que os redimem de quaisquer outros que possam ter sido falhos. rue3a e rigide3 moral eXou amoral.her5is e os vilKes das E=s adultas. moral e hist5ria. para melhor entender o seu papel na hist5ria. foi feita atrav>s de revisão de literatura. arte. . roteiristas e desenhistas.her5is ho8e são ultuados por sua !rutalidade. > pre iso analisar a nature3a das transformaçKes da so iedade e dos quadrinhos ao longo do s> ulo NN e seu impa to na vida das pessoas. foi usada uma pesquisa de nature3a e)plorat5ria. *ilosofia e 0rte u8o tema se8a quadrinhos. que visavam divulgar !oas maneiras. ultura. eles rou!am a ena. omo estudiosos. muitas ve3es visKes distor idas da realidade so ial e da moral pregada pela so iedade. a visão patriota e moralista dos (stados Unidos era o prin ipal tema das hist5rias. moral no sentido de que ningu>m os onven e de outra oisa que não este8a de a ordo om seus prin Apios.

apesar de quase sempre B ida. :isponAvel em$ http$XXIII. ir<ni o e por esta ra3ão os gi!is nos (stados Unidos at> ho8e são assim onhe idos. mas 2 Y um termo riado pelo desenhista e es ritor Mill (isner em seu livro +uadrinhos e Arte . =uando pensamos em quadrinhos.universohq. a arte de ontar hist5rias na ordem em que as oisas a onte em.0ranha. 1929$ RV. 075 DAS CAVERNAS AO IPOD 0tualmente as hist5rias em quadrinhos fa3em parte da vida de qualquer pessoa que tenha a esso a 8ornais. om o tempo a palavra passou a ser asso iada a revistas em quadrinhos e. (ram pu!li ados em 8ornais.este primeiro apAtulo. (las são pu!li adas e produ3idas em vBrias partes do mundo e não s5 no modelo tradi ional de tiras de 8ornais ou revistas. harges ou rAti as a um assunto relevante. tam!>m > de total importFn ia. (ibi era o nome de uma revista pu!li ada em 19S9. #utro dado importante neste apAtulo > a relação entre as E=sT e a -mprensa.(R. Eomem. . 8B que as tirinhas e harges são. a forma mais popular de se pu!li ar hist5rias em quadrinhos era no formato das tiras + que podem ser entendidas omo uma seqW9n ia de in o ou seis quadros nos quais uma pequenina hist5ria so!re algum personagem falando so!re a mitologia de seu universo fi ional. 0s primeiras hist5rias em quadrinhos pu!li adas tinham. revistas. &ara a ?geração internet@ essa premissa ainda > vBlida. a realidade do mundo na >po a de sua pu!li ação ou uma rAti a so ial geralmente !em humorada. de erta forma.[ uma forma artAsti a e literBria que lida om a disposição de figuras ou imagens e palavras para narrar uma hist5ria ou dramati3ar uma id>ia. N. ao ontrBrio do que o orria na >po aQ. em sua maioria. omXquadrinhosXmuseu4gi!i. por>m.esta >po a. um dos primeiros comic boo)s* a pu!li ar hist5rias ompiladas numa revista s5.eq-encial. 4 (m ingl9s signifi a livro <mi o. 3 . internet. mas tam!>m em sites na forma de s>ries.o Brasil. .. Superman. 0o longo dos mais de 20 anos de pu!li açKes peri5di as de gi!is. # termo tam!>m serve para designar as hist5rias em quadrinhos de um modo geral. uma tradição nos 8ornais desde seu surgimento na virada do s> ulo N-N at> os dias de ho8e. 0 esso em 22 de novem!ro de 2009. negrinho. fm. logo Batman. desde então. gi!i ?signifi ava moleque. gi!i > omo as revistas onde se pu!li am hist5rias em quadrinhos são onhe idas. . virou uma esp> ie de \sin<nimoO@. o modo de adquirir e ler E=s mudou muito. onde define a arte seqWen ial omo ?um veA ulo de e)pressão riativa.ameri ana :C Comi s. teor <mi o.her5is na d> ada de 19S0. na d> ada de S0 do s> ulo NN. Z. arte esta que pode ser notada desde as paredes dos templos egAp ios at> as ompilaçKes e ediçKes de gi!isS de lu)o. 6 0!reviação !rasileira para hist5rias em quadrinhos..essa >po a.@ U(-S. 5 .0 QUADRINHOS E BAL1ES 2 DAS TIRINHAS 3S EDIÇ1ES DE LU4O . # surgimento dos super.men e %urma da M<ni a v9m ' mente. #s comic boo)s tam!>m podem ser onhe idos simplesmente por comics. trataremos da arte seqWen ial2. o orrido nas pBginas da Action %omics da editora norte.

sa erdotes e seus deuses era ontada atrav>s de relevos desenhados em tum!as. que atrav>s de desenhos em atedrais e vitrais. papiros e templos.C. a BaJeu) %apestrJ do s> ulo N-. 199Q$ 1S. as primeiras manifestaçKes desse tipo de arte ?são no omeço do s> ulo NN. 8 Der mais em$ http$XXIII. 0 esso em 22 de novem!ro de 2009.2 7 Conhe ido tam!>m omo a -dade da &edra 6as ada. rituais. surgiu 8untamente om os homens das avernas no perAodo &aleolAti o R. no seu signifi ado mais primitivo. pois a vida dos fara5s. &ara em!asar este pensamento.2V Segundo M Cloud U199Q$ 12V. Compreende o perAodo que vai de 2.1]V #utro e)emplo vem da -gre8a Cat5li a. 200S$ R. tudo da nature3a a sua volta. . at> os dias atuais. no ano de 10TT da (ra Cristã. ou se8a. (la mostra enas om a vida dos no!res no final do s> ulo N. de seus santos e do Cristianismo. no!res.htm. rei da -nglaterra. palB ios. &or agora. /uilherme. .ri ardo osta. :ata dessa >po a os primeiros vestAgios de arte rupestre. tam!>m nos servem de e)emplo.e a !atalha de Eastings.@ U"0RC(M.tam!>m > um fantBsti o e)emplo de omo a arte seqWen ial > mais antiga do que o pr5prio riador do termo. omXte)tosX!aJeu)1. /ist0ria 1ma&em e !arrativas. U06D(S.se di3er que a arte seqWen ial. Com o avanço da imprensa. enfim. ontam a vida de an8os. Com Q2 enas. se)o. da te nologia e dos novos meios de impressão possi!ilitaram o desenvolvimento desse meio de omuni ação de massa. :isponAvel em$ http$XXIII. 200R$ 2V Mas pode. prBti a que vem desde a 0ntiguidade e -dade M>dia. o es ritor e desenhista Mill (isner. mas esta o!ra de er a de R0 metros de omprimento foi en omendada pelo !ispo #do de BaJeu) em homenagem ao seu irmão.. Segundo Ren> /omes Rodrigues "ar em em seu artigo ?Eist5ria das Eist5rias em =uadrinhos@ para a revista online espe iali3ada em E=s. pirFmides. # Conquistador.ormandia.1Q ho8e hB uma produção tão grande de hist5rias que os lBssi os não são os 7ni os a fa3er su esso entre os fãs de E=s. ome emos do prin Apio. na !us a de novos meios de omuni ação e e)pressão grBfi a e visual. omXhistoriagXpaleoliti o.ão se sa!e ao erto quem !ordou a tapeçaria. 0 esso em Q de outu!ro de 2009. U06D(S. foram derrotadas por /uilherme da . #s homens daquela >po a ainda não haviam desenvolvido a es rita e essa forma de ontar hist5rias. a tapeçaria > uma representação hist5ri a nos moldes da arte seqWen ial. de se omuni ar atrav>s de desenhos gravados nas pedras pode ser onsiderada arte seqWen ial. !asta o!servar que os desenhos rupestres dos nossos antepassados das avernas ontavam a hist5ria do seu otidiano atrav>s de enas que representavam as aças. Mas esse > um assunto para mais adiante.R milhKes de anos atrBs at> 10.000 a. na qual as forças de Earoldo --.!rasiles ola. o maior da hist5ria humana. 200S$ RV 0s paredes dos monumentos egAp ios. UM C6#U:.htm.

uperpoderes. de apar9n ia oriental e vestido num amisolão amarelo que sempre tra3ia uma frase. &Bg. os 8ornais omeçaram a pu!li ar as tirinhas. a a!ou por hamar a atenção do p7!li o. U6UCCE(%%-. desde o fim do s> ulo N-N. alguns quadros ontendo hist5rias que divertiam despretensiosamente ou riti avam de maneira l7di a. Mas o $orld ontinuou a pu!li ar a tirinha. que premia 8ornalistas do mundo todo > em sua homenagem. 0s Eist5rias em =uadrinhos UE=V tornaram. Universidade *ederal de &ernam!u o + Centro de 0rtes e Comuni ação. no final do s> ulo N-N. algo que in omodava ou era relevante naquela >po a. (m 129T. . Um deles. 9. (ra uma tirinha semanal que mostrava meninos po!res do /o&an2s Alle3 UBe o EoganV. omeçou a ser pu!li ada semanalmente no !e' 6or) 8ournal. #ut ault a res entou algo mais que a a!ou por diferen iar sua arte de tudo o que 8B tinha sido feito at> então$ ele introdu3iu !alKes para a!rigar as falas das personagens. mais a essAvel ao grande p7!li o e om linguagem simples que pudesse ser fa ilmente ompreendida e os quadrinhos numa feli3 união. mas muitas ve3es ferrenha.10 #s 8ornais tra3iam um novo meio de omuni ação. U"0RC(M. &rograma de &5s. 2001V Mesmo utili3ando. 200S. que perten ia a "oseph &ulit3er9. Milliam Randolph Eearst. al ançando seu apogeu na 9 *oi um 8ornalista e editor famoso dos (stados Unidos. no qual apresentou a personagem 5he 6ello' 7id U# Menino 0mareloV e que ho8e > onsiderada por muitos autores e estudiosos da hist5ria das E=s omo a primeira hist5ria em quadrinhos da hist5ria norte. om os mesmos elementos e personagens riados por #ut ault.1T Mais tarde. # &r9mio &ulit3er.ameri ana. 10 Der mais em 06D(S. a tirinha so! o nome de 5he 6ello' 7id. 5he 6ello' 7id pode ser onsiderada a primeira hist5ria em quadrinhos do mundo. impulsionadas pela te nologia da impressão grBfi a. Bruno *ernandes. 8ornal para o qual #ut ault se transferiu neste mesmo ano e perten ente ao rival de &ulit3er.se da t> ni a da >po a. 0 rivalidade entre estes dois 8ornais era tão forte que a a!ou por propor ionar ' arte a oportunidade para res er e influen iar o modo de se produ3ir um filme para o inema. era um moleque feio. (m Q de maio 129Q uma tirinha so! o nome de At the %ircus in /o&an2s Alle3 Uque pode ser livremente tradu3ido omo !o %irco no 4eco /o&anV de Ri hard *elton #ut ault foi pu!li ada no 8ornal 5he !e' 6or) $orld. o que originou a primeira !atalha 8udi ial envolvendo direitos de um personagem. 200R$ 2V &or este motivo. onseguiram ?pegar o !ar o@ e se populari3aram dessa forma !arata.graduação em Comuni ação$ Re ife.se assim onhe idas a partir de sua disseminação por 8ornais e revistas. que unia desenhos e te)tos. nos moldes que ho8e onhe emos. o tal Menino 0marelo. de a!eça e orelhas grandes. . malandros e her0is9 o discurso da identidade nacional nos quadrinhos brasileiros de super:her0is.

2guerra.a3istas12.1R d> ada de R0. na forma de harges ou ari aturas de pessoas p7!li as. omo todas as formas de arte.11 0s Eist5rias em =uadrinhos. ele estava lutando ontra 0dolf Eitler. 2002$ 2V Momentos hist5ri os sempre influen iaram enredos dos E=s. > outro e)emplo. passando pelas artes religiosas nas atedrais e livros santos. e posteriormente ideogrBfi as.mundohq. na virada do s> ulo. in luindo a pr5pria pr>. ini ialmente pi togrBfi as. ameri anos. fa3em parte do onte)to hist5ri o e so ial que as er am. 1929$ RV Uma das ara terAsti as mais mar antes dos quadrinhos.as omo arte. os E=s se tornaram hB!ito de leitura. 0pesar disso.:R0US. 0s hist5rias em quadrinhos omuni am uma ?linguagem@ que se vale da e)peri9n ia visual omum ao riador e ao p7!li o. > se adequar ' >po a em que são produ3idos. :esde a primeira aparição dos quadrinhos na imprensa diBria.her5is. passou a fa3er parte da dieta literBria ini ial da maioria dos 8ovens. muitas ve3es. pois om uma rise de tal magnitude. #s quadrinhos en ontraram a par eira ideal para tornar a arte onhe ida. entret>m e riti a. 200Q$ ]V Como resultado desse asamento entre 8ornais e tirinhas. que surgiu espe ialmente para om!ater o mau na Segunda /uerra Mundial. em parti ular. (las não surgem isoladas e isentas de influ9n ias. 8B que os her5is geralmente estavam lutando ontra os inimigos da 0m>ri a e os . se assim se pode di3er. no final da d> ada de 19S0. onflito que durou de 19S2 a 19]Q. 0 Segunda /uerra Mundial. Der mais em$ http$XXIII. em paralelo ' formatação das es ritas. de maneira de isiva. a proto. tanto que em sua primeira aparição numa revista. om.!rXsiteXdetalhes.!rX.a3ismo e todo o hist5ri o da guerra em$ http$XXIII. at> o mais >ti o pre isa de alguma fantasia omo ref7gio. at> hist5rias envolvendo o dia a dia de ada >po a.(R. Sempre hB uma refer9n ia da so iedade ontemporFnea ' produção e. que alguns di3em ter sido o momento propA io para que surgissem os super.hist5ria dos quadrinhos. 0s ideologias e o momento polAti o e so ial moldam. força e perseverança frente a desafios fantBsti os. U:U%R0. te endo estudos e sistemati3ando. da Marvel Comi s. at> mesmo o mais des ompromissado gi!i. om. pois o povo ameri ano pre isava de seres quase divinos omo modelos de virtude. permeou todos os perAodos hist5ri os ulturais da raça humana. > fatalmente ne essBria a adequação do onte7do ' situação em que o mundo vive em dada >po a. 0 essado em 22 de novem!ro de 2009 12 São onhe idos omo na3istas todos aqueles que lutavam em prol da 0lemanha omandada por 0dolf Eitler na Segunda /uerra Mundial. ulminando na arte madura que influen iou a inematografia. que diverte. 0 essado em 29 de novem!ro de 2009. Der mais so!re o . U(-S.php^tipo_2T`id_S2. quando a (uropa Uem espe ial a *rança e B>lgi aV se urvou ' sua arte. 11 ()emplo disso > o Capitão 0m>ri a. essa forma popular de leitura en ontrou um p7!li o amplo e. prin ipalmente dos norte. om as garatu8as e pinturas rupestres. . ()emplo disso eram as hist5rias pu!li adas no auge da Crise ( on<mi a de 1929. hist5ria. U0.

# usuBrio se adastra e envia ao site seus arquivos que atrav>s de um linH podem ser ompartilhados om todos os usuBrios da internet. Uma nova geração de desenhistas. que onstituAa então o espetB ulo.@ U#O.1S . onseguiram distan iar.V. (ra de #uro dos =uadrinhos > entendida pelo perAodo de produção. 13 0 hist5ria das hist5rias em quadrinhos > geralmente divida em tr9s eras$ a de ouro. 200]$ S.. 200Q$ 2TV 15 São sites que fun ionam omo o E: Udis o rAgidoV de um omputador normal e guardam os mais diversos arquivos. desde as primeiras pu!li açKes at> ho8e. omprando gi!is. Rapidshare. 19R9$ 9T apud D-0. arquivar as imagens das pBginas num site de hospedagem de arquivos e ompartilhar o linH. assim omo alguns argumentos1] de roteiro.se ter a esso a quadrinhos não s5 do modo tradi ional.(-6. ?# perAodo que se a!re em 1929 e termina om o inA io da Segunda /uerra Mundial onstitui uma idade de ouro para o novo meio de e)pressão devido em parte ' onsiderBvel ampliação temBti a produ3ida pela introdução da mitologia aventureira. #s sites mais utili3ados são o ]shared. 0 (ra de Bron3e > onsiderada entre 19Q0 e 19R0 e a (ra de Bron3e se estende de 19R0 at> não se sa!e onde. que impli ou uma notBvel ampliação da esfera dos seus leitores. os da tradição da anedota grBfi a em direção ' da novela de aventuras. som!reado tridimensional. dos diBlogos ou das situaçKes nas quais as personagens das hist5rias estão envolvidas. e da do realismo pr5prio da ilustração dos maga3ines e da pu!li idade U uidado om o pormenor. Megaupload. se8a na forma de onstrução da narrativa. formados nas a ademias de arte e om pr>via prBti a de ilustradores. desligando. (asJshared.ameri anos. pode.]V.0. 0 forma de estruturar a narrativa e a a!ordagem de temas modernos provavelmente seriam dignas de estranhamento pelos leitores da (ra de #uro dos =uadrinhos.ameri ana. os desenhos eram simples. . desenvolvimento e populari3ação dos quadrinhos norte. 14 # termo ?argumento@ durante a riação de hist5rias em quadrinhos pode ser des rito omo ?alguns parBgrafos delineando o !Bsi o da hist5ria. EB milhares de diferenças. uma Fmera fotogrBfi a digital ou um aparelho de s anner. rei das massas. 0tualmente. que na maioria das ve3es > onsiderado entre 19S2 at> o final dos anos de 19Q0.se de!ai)o da influ9n ia do naturalismo da imagem inematogrBfi a. Basta algu>m ter em mãos um e)emplar do E=. mas tam!>m a essando sites de E=s independentes ou !logs.12 Mesmo antes do ataque 8apon9s ' !ase de &earl Ear!our no estado do EavaA que forçou a entrada dos (stados Unidos na /rande /uerra. et . (sta mutação pro essou. os her5is 8B haviam omeçado sua luta ontra os inimigos da ?8ustiça e da moral@ norte. a de prata e a de !ron3e. u8as dimensKes e enredos o!rigaram a seriar os epis5dios@ U/UB(R.se do estilo !ufo e do grafismo ari atures o a que permane iam agarrados os omi s. redes so iais e E:s virtuais1Q de disponi!ili3am versKes digitais de gi!is famosos sem autori3ação das editoras.essa >po a a arte ainda estava se desenvolvendo. pois artistas e estudiosos ainda não hegaram a um onsenso.

numa tradução literal.8htm. roupas. omo um filme. omo # *antasma U19STV. Super Eomem. PrJpton. > omprovadamente o primeiro super. 0fi ionados e ole ionadores fi am em polvorosa sempre que uma E= ganha espaço numa nova mAdia.!rXultnotX200RX0SX02Xult]21Su]S. onsiste em um arquivo digital onde imagens ontendo as pBginas do # motion omi gi!i em questão podem ser visuali3adas em animação.lo da destruição do seu planeta natal. # arquivo pode ser e)e utado tam!>m em elulares.<. 200S$ 11V 0pare eu pela primeira ve3 na Action %omics n. ou se8a. &opeJe U1929V e tantos outros.her5is. Y omo um desenho animado. # Motion Comi de Mat hmen foi lançado pou o depois da estr>ia do filme nos inemas e > vendido em dois dis os nos formatos para :D: e Blu.raJ1R. que iam al>m da maior força fAsi a do mais forte ser humano que pudesse e)istir. Pal. devido ' adaptação omi 1T inematogrBfi a do lBssi o E= Mat hmen de 0lan Moore e :ave /i!!ons de 192Q. mas her5is om super. om. mas !em simples em termos de movimento.(l > um e)traterrestre que veio parar na %erra depois que seus pais o enviaram numa espaçonave para salvB. ou em portugu9s. uma nova mAdia foi lançada$ a motion . 18 Y um moderno to ador de arquivos de mpS UBudioV da mar a 0pple. #s te)tos ontendo as falas dos personagens podem ser lidos e ao mesmo tempo ouvidos atrav>s do Budio que a ompanha ada ena. Der mais informaçKes em$ http$XXte nologia. era a primeira ve3 que algu>m via. Blu. omo o stor3board de alguns filmes. o efeito aqui na %erra foi uma huva de 16 17 (m ingl9s.poderes. signifi a <mi o em movimento. Claro que haviam her5is nas tiras diBrias dos 8ornais. revista onsiderada revolu ionBria porque riou o g9nero de super.uol. her5i dos quadrinhos. 0 modernidade realmente hegou aos quadrinhos e a ind7stria da nona arte per e!eu que o mer ado > ho8e > grande e muito lu rativo. vendidas a preços altos. mas numa animação !em primitiva. 0s ediçKes de lu)o.<= NASCE O FILHO DE >R?PTON # Superman. =uando o planeta e)plodiu. 0 essado em 22 de novem!ro de 2009. . U06D(S. tam!>m fa3em muito su esso e são um sinal de status no mundo dos fanBti os ter uma dessas em asa.19 Re entemente. assess5rios e tudo o que possa ser fa!ri ado om a mar a de sua personagem favorita. i&ods12 e qualquer plataforma digital que leia o arquivo. gi!i em movimento. em 2009. ou > simplesmente lançado a ompanhado de !one os.raJ > um novo formato de mAdia que onsiste num dis o om apa idade de arma3enamento de arquivo e qualidade de Budio e imagem muito superiores ao :D: omum. Criado por "errJ Siegel e "oe Shuster. 070 87779 5:.

Eomem dos anos 19S0 era mais duro. o p7!li o ontinua sendo atraAdo por ele. religiosos e de omportamento e pro urar riar uma nova ordem.Eomem de qualquer outra edição de 0 tion que ho8e hega na sua lo8a de quadrinhos. quem é dono do . que signifi a revista de fã. que a a!ou o riando e !ati3ando.uperman. entre 122S e 1292. .ão que ele tenha se tornado um anti. Mas o Super.ova LorH.o omo ClarH Pent. adquirindo uma profundidade e rique3a de detalhes.upermanB" pu!li ada no site espe iali3ado Universo E= :isponAvel em$ http$XXIII.iet3s he.ficial D% %omics A =oteiros$ # Super. não em Metr5polisV. (le podia saltar no mB)imo um quil<metro de distFn ia.cience #iction9 5he Advance (uard of #uture %ivilization. o personagem ganhou diversos novos super. 0 essado em 1R de agosto de 2009.Eomem operava em . Sua narrativa se assemelha ' narrativa !A!li a. que se originou no livro Assim falou @aratustra?? do fil5sofo tam!>m alemão *riedri h . se re!elar ontra aquilo que lhe desagrada omo pre eitos morais.her5i.her5i. pare e se apro)imar mais da origem do pr5prio termo Superman derivado do alemão >bermensch?<. Superman foi riado originalmente omo vilão e pu!li ado em 19SS numa fan3ine 19 UV dos amigos adoles entes Siegel e Shuster hamada . mal 19 20 0glutinação do ingl9s fanatic ma&azine. 21 Signifi a Super. fm. 20 (ste primeiro Superman da fan3ine. !aseada no amor in ondi ional ' terra onde se vive e a ondenação de qualquer tipo de pregação da id>ia de que a feli idade s5 pode vir ap5s a morte e depois de uma vida de po!re3a e resignação. # menino foi en ontrado por um asal. datado de 8unho de 19S2. mais impetuoso e muito menos forte. o Superman não era um super. Claro. omXquadrinhosX2009Xsuperman. 0t> ho8e essa versão de sua origem > a mais utili3ada pelos roteiristas na :C Comi s. uma pedra verde de suma importFn ia dentro da mitologia do Superman. que ho8e sustentam todo o seu universo. ou oisa pare ida.poderes e a personalidade de ClarH Pent evoluiu onsideravelmente.eil no (uia . . 0o longo dos anos. !em omo os nomes de lo ais Uem!ora o primeiro Super. onde apare ia a primeira hist5ria do Superman denominada 5he =ei&n of the . mas a omple)idade da trama foi se moldando ao onte)to so ial e ientAfi o da modernidade de modo que. (le ainda prega !ondade e 8ustiça. omo e)pli a :ennis #O.20 meteoros e 8untamente om estes meteoros veio a nave om o menino. no qual des revia os passos que um homem devia seguir para se tornar um Super Eomem. o Superman mudou. o uniforme > similar Uem!ora o tra8e de ho8e em dia se8a mais lustrosoV e nomes de alguns personagens de apoio são os mesmos. (ra um ientista lou o om poderes da mente. e o Super. Der mais na mat>ria ?Afinal. tanto no figurino quanto na hist5ria e personagens que o rodeiam.esta hist5ria. são riaturas diferentes. dividida em versos. . 22 &u!li ado originalmente em tr9s partes.Eomem que apare eu em 0 tion Comi s na 1.universohq. e fragmentos de PrJptonita.Eomem em alemão. ele nem sequer era her5i. um ser superior 8ustamente por !us ar o poder.

ameri anos > que são e)tremamente territoriais.21 podia ultrapassar uma lo omotiva e uma ?!om!a e)plosiva@ poderia olo B. Como o Superman > um personagem lBssi o. . -maginemC # oitado não tinha nem visão de raios. a 8ornalista e olega de tra!alho 6ois 6ane. não apenas no seu alter ego2S. o que ama. mas pode ser a HrJptonita que o enfraque e. o porqu9 de o Superman se envolver em situaçKes de perigo. mas que não perde o arBter humano que re e!eu a partir de sua edu ação e vida rodeadas de humanos imperfeitos e sem nenhum poder e)traordinBrio. S5 que o arBter emo ional pode interferir e neutrali3ar os seus super. mas tam!>m em todas as açKes para defender a humanidade.(-6 U200Q$TRV.N. U#O. Segundo #O.poderes.her5i e omo idadão ameri ano.lo ometer atos impensados que para uma pessoa normal seria ruim e trBgi o e que no aso dele. raramente saem de suas idades ou paAses para lutar pela 8ustiça ao redor do mundo. ele ama a ?verdade. se8a por se sentir o!rigado a salvar sua pBtria.(-6. ClarH Pent. Uma ara terAsti a que pode ser o!servada na maioria dos her5is norte. ( essa humanidade signifi a quase que e) lusivamente$ povo ameri ano. (ntão o Superman se envolve. # ideal do Superman. ou pior. a viol9n ia que seus vilKes empregam e a vida que ele.versa. # arBter humano estB intrAnse o no Superman. omo o nome evo a. deveria ser um perfeito. omo sua mãe. seria atastr5fi o para todo o mundo. um amigo ou algum interesse romFnti o. porventura. 8ustiça e o modo ameri ano@. a f5rmula > prati amente a mesma desde a d> ada de 19S0$ algo e)traordinBrio a onte e nos (stados Unidos ou envolvendo os ameri anos. &or fim. sem as limitaçKes fAsi as tApi as dos seres humanos. 0 resposta para o que o Superman fa3 > !em simples$ o Eomem de 0ço quer ?sustentar os valores que adotou de seus pais adotivos e se integrar na ultura do mundo que agora > seu lar@. 23 %ermo derivado do latim e signifi a ?outro eu@. pode não ter a han e de salvar. ou algu>m muito pr5)imo a ele. o que ele teme muitas ve3es não estB e)plA ito no te)to. o que teme e o porqu9 de se envolver nessas situaçKes que o leva a aventuras fantBsti as. tem que se definir tam!>m o que ele quer. 200Q$ 109V #O. fa39.eil U200Q$ 109V tam!>m desta a que o personagem de ho8e lem!ra um deus na %erra. o ?mundo@. lo no hão. no aso dele. quando se define uma personagem. tanto > que um de seus apelidos > Eomem de 0ço por onta da força da raça HrJptoniana. > que esse > o seu tra!alho omo super.her5i ou vi e. /eralmente o termo > empregado para identifi ar a identidade se reta de algum super.

a Segunda /uerra Mundial2] e)plodiu. Y o inA io da vida so ial. não somente as que o fi3eram super.se di3er que milhares de super. Mesmo om todas as mudanças. porque diferente de outros lugares no mundo U omo no "apão. apresentação.her5is nas eram e morreram. malandros e her0is9 o discurso da identidade nacional nos quadrinhos brasileiros de super:her0is. a que rumos os roteiristas o levaram. alemã ou norte. o Superman nun a perde sua ess9n ia e ainda ontinua sendo o e)poente mB)imo na :C Comi s de promoção dos ideais dos (stados Unidos. e que esse ramo de mer ado sustenta uma poderosa ind7stria de entretenimento. &Bg.her5i e)traterrestre nos prim5rdios da (ra de #uro. o Superman sofreu vBrias alteraçKes. =uando a (B06 não onseguiu mais 24 25 0 Segunda /uerra Mundial o orreu de setem!ro de 19S2 a setem!ro de 19]Q. mas em toda sua origem. 6er Superman ho8e. # Eomem de 0ço apare eu no Brasil em 19S9 no suplemento infanto. Mais tarde. foi pu!li ado por SQ anos pela (ditora Brasil.her5is era a promoção da guerra atrav>s de hist5rias e desenhos que pregavam a 8ustiça e o american 'a3 of life Umodo de vida ameri anoV. Bruno *ernandes. por e)emploV.Eomem. signifi a omeço.graduação em Comuni ação$ Re ife.<. que por sua ve3 eram asso iados a distorçKes do que pregava o fil5sofo alemão *riedri h . não são sempre as mesmas pessoas que es revem os roteiros ou desenham os personagens. 200S. porte atl>ti o e rigide3 moral + se8a ela o que for e de onde for. e lem!rar. U"0RC(M. de 19]R a 192S. Como o orre om todos os personagens do Universo :C. Y omum a onte er isso nos (stados Unidos. # termo > utili3ado para se referir a estr>ia. 200R$ SV # Superman enfrentou o fantasma do na3ismo e suas omparaçKes durante a (ra de #uro. o que se via nos quadrinhos de super. 26 Der mais em 06D(S. arte e difusão de ultura estadunidense2T. olhos a3uis. . que tem omo prin ipal o!8etivo apresentar a menina que sai da infFn ia e passa a ser onsiderada uma moça. =uando os ameri anos entraram na guerra.0m>ri a 6imitada. a (B06.her5is + sua evolução atrav>s dos anos. &or onta desta palavra fran esa e)istem as festas de de!utante. mesmo antes dos (stados Unidos entrarem ofi ialmente na Segunda /uerra. Debut em fran 9s. al>m de que o personagem era o modelo fAsi o pregado por Eitler e seus seguidores omo o humano ariano e perfeito$ !ran o. suas adequaçKes de d> ada a d> ada. &rograma de &5s. . :epois do debut?C do Superman. e o Superman sofreu om a inevitBvel asso iação de seu nome om alguns dos ideais na3istas.se de omo e quando surgiu.iet3s he que riou a e)pressão Super. pode. > muito importante para entender a evolução desse tipo de mAdia + os quadrinhos de super. Universidade *ederal de &ernam!u o + Centro de 0rtes e Comuni ação.ameri ana.22 &ou os meses depois de ser lançada a Action %omics n.8uvenil A (azetinha. do 8ornal 0 /a3eta do &ovo. Q0.uperpoderes.

at> sua entrada no 8ornal &laneta :iBrio. desde a huva de meteoros que o trou)e ' %erra. %am!>m > dela o m>rito de reunir hist5rias de um s5 tema em uma s5 revista e riando novos personagens nessas hist5rias.uperman A . sua infFn ia e seu perAodo omo . e 8B onta om nove temporadas. intitulado . 6ois 6ane Uo grande amor do SupermanV e ClarH Pent e que muitas ve3es figurou romFnti a.ses sp.her5is nas eu nas pBginas da :ete tive Comi s om a pu!li ação da revista Action %omics n. e estrelados por /eorge Reeves. sendo um para promover o outro.se Dois E %lar) A As !ovas Aventuras do omo om>dia .se Smallville. O SURGIMENTO DA DC COMICS # universo de super. fm^ (di ao4-d_20R`!read rum!_1`0rtigo4-:_S2RT`-:Categoria_SQ]2`reftJpe_1. 27 Der mais so!re as pu!li açKes dos gi!is norte.imd!. . que pu!li a atualmente a maioria dos tAtulos da :C Comi s. Seu maior int>rprete foi o 8B fale ido ator ameri ano Christopher Reeves. revolu ionando o formato de pu!li açKes de quadrinhos da >po a e inserindo pela primeira ve3 um super. 0pare eu em vBrios desenhos animados. al>m de introdu3ir novos personagens e reinventar outros. de 199S a 199Rb a ter eira s>rie > uma visão mais moderna ainda do mito do Superman. 22 07. a primeira em 19Q1 so! o tAtulo Aventuras do . 0 :C Comi s omo a onhe emos atualmente nas eu da fusão entre vBrias editoras. a Marvel Comi s.org. Mal olm Mheeler. que apresentou as aventuras e o rela ionamento dos dois 8ornalistas. (sta s>rie da d> ada de 19Q0 s5 terminou quando Reeves morreub a segunda hama. hama. quando passou para a editora &anini Comi s.uperbo3. no mesmo ano. que deu vida ao Eomem de 0ço em quatro filmes. 0 essado em 22 de novem!ro de 2009. # mais re ente filme do Superman. =etorno foi lançado em 200T. :isponAvel em$ http$XXIII.!rXses Xrevistas4ses Xp!Xartigo. ao ontrBrio do que a onte ia na >po a. 0 essado em R de outu!ro de 2009.2R Sendo um dos personagens mais famosos do mundo. 28 Der mais informaçKes so!re todos os filmes e s>ries do Superman no site interna ional em ingl9s 1nternet Fovie Database A 1FD4. que trou)e o Superman omo personagem de uma trama. que saiu 8untamente om o primeiro filme. deu origem tr9s s>ries de %D.her5i. pois se pu!li avam apenas tiras em 8ornais ou revistas om estas tiras aleat5rias.uperman. desde a d> ada de 19S0 em$ http$XXIII.uperman. estes foram para a (ditora 0!ril at> 2002. al>m de pu!li ar tam!>m os da rival hist5ri a.2S segurar os direitos de pu!li ação. Conta a hist5ria do Superman no nosso presente.<.ameri anos no Brasil. %eve quatro temporadas. *undada pelo ma8or reformado da Cavalaria dos (stados Unidos. omXfind^s_all`q_superman`)_0`J_0. o Superman 8B foi adaptado seis ve3es para o inema.

i holson era es ritor de pulp fictions?G que falavam de fi ção ientifi a. teve que se asso iar. do qual tam!>m fa3em parte os est7dios Marner Bros. 30 0 logomar a. e onseqWentemente adotando.<. o sAm!olo de uma empresa.. (sse foi o aso. a editora pu!li a mais de 20 tAtulos por m9s e ho8e fa3 parte da empresas %ime Marner CompanJ. Marvel Comi s. fantasia. om o formato ta!l5ide de ST pBginas. que antes de lançar sua primeira revista mudou de nome para . lançada em fevereiro de 19SQ. tudo o que hamava atenção dos leitores daquela >po a. a :C vem adquirindo editoras menores.ational Comi s &u!li ations que era o mesmo que .!rXmodules. (las revelaram muitos her5is que ho8e são populares e ultuados no mundo dos adoradores de E=s.i holson não tinha muito 8eito para neg5 ios e omeçou a ontrair dAvidas om as grBfi as e distri!uidoras das revistas e para não falir.2] . om. &i tures. o Superman. (ssa fusão resultou na . omo Conan + # BBr!aro. :esde o inA io de sua tra8et5ria. Mheeler. .i holson U1290. 0 essado em 9 de outu!ro de 2009. por e)emplo. a . da Carlton Comi s e da MildStorm Uque perten ia a -mage Comi s e ho8e > um selo dentro da pr5pria :CV. pois ontinuava heio de dAvidas.ational 0llied &u!li ations e a editora :ete tive Comi s de EarrJ :onenfeld e "a H 6ie!oIit3 se uniram em 19SR.her5i da hist5ria dos quadrinhos. .:C e a empresa se viu forçada a adotar a sigla :C omo nome ofi ial.eI LorH CompanJ.ete Décadas de uma Distinta %oncorrHncia no site *an!oJ. mist>rio. Mheeler. (m 19S2. -n .ational 0llied &u!li ations. Der mais na mat>ria D% %omics9 . que tra3ia pela primeira ve3 hist5rias em quadrinhos ompiladas numa s5 revista. reformulando e relançando algumas personagens dessas editoras.php^name_..ational &eriodi al &u!li ations. (le saiu antes de ver os lu ros nas alturas om a primeira pu!li ação da revista de ação Action %omics que tra3ia o primeiro super. Y rival hist5ri a da tam!>m editora de quadrinhos. . # Som!ra. e 29 0s revistas pulp eram geralmente de papel de mB qualidade para que fossem !aratas.eIs`file_arti le`sid_2T1.i holson teve que a!andonar a empresa. (ra impresso nas revistas dessa >po a o logoS0 Superman. espe iali3ado em E= http$XXfan!oJ. pois 8B era assim onhe ida entre os fãs. *inalmente so! o nome de :C Comi s. # *antasma. terror. (ssa primeira revista se hama #un9 5he 4i& %omic Fa&azine n. Gorro. fato que o orreu porque Mheeler.19T2V.

omX. 0 essado em 22 de novem!ro de 2009. :C :ire t. om. e o famoso aso do Capitão Marvel. 5pia da 5pia. desenhistas e oloristas do mundo 8B passaram pela editora om *ranH Miller.eil. CMN que repu!li a mangBs 8aponeses.eal 0dams. de erta forma. (ste era um personagem riado em 19S9 pela editora *aI ett Comi s. om o Superman.3uda omi s.!rXprin ipal. Bo! Pane que 8unto om Bill *inger riou o Batman. 0meri an Dirgin. MildStorm. Sandman. Der mais em$ http$XXhqmania s. 0le) Ross que > onsiderado pelas revistas espe iali3adas em E=s desenhistas e que uida das ilustraçKes de vBrios n7meros do Batman. 0lan Moore. 0 essado em 2] de novem!ro de 2009. entre outros. Steve :itHo. que foi pro essada pela :C por plBgio. 34 Conhe ido no Brasil omo Universo :C.2Q essa rivalidade 8B rendeu epis5dios hist5ri os pro essos 8udi iais. roteiristas. 35 &u!li a e) lusivamente E=s para adultos. D de Dingança. . /reg Ru Ha. 36 Y uma esp> ie de rede so ial riada pela :C onde riadores ini iantes de E=s podem pu!li ar e dar visi!ilidade aos seus tra!alhos e pro8etos.uol. 0rqueiro Derde U:CV e /avião 0rqueiro UMarvelV. Superman e 6iga da "ustiça. L$ %he 6ast Man e tantos outros. GudaST. %he SIamp %hing. DertigoSQ. hB votaçKes. et . #u se8a. EB personagens muito pare idas omo a Mulher /ato U:CV e a /ata . :C Pids. :i H /iordano. omo plBgios re Apro os S1. crossoversI? e DBrios dos maiores e melhores es ritores.asp^a ao_materias` od4materia_]02. num s5 gi!i. /ardner *o) que riou o personagem *lash. :ave /i!!ons o omo um dos melhores e um dos mais realistas dos desenhista que ontri!uiu para a riação de Mat hmen. 0 :C Comi s > uma das maiores e mais influentes editoras de quadrinhos no mundo inteiro e suas o!ras adultas são mar os na hist5ria dos quadrinhos e da passagem das narrativas da fase infantil para a adulta. 33 Como a arte seqWen ial tam!>m > onhe ida. omo seu maior su esso Eell!la3er.egra UMarvelV. pois o Capitão era muito pare ido. dis ussKes. 32 Y a mistura de duas ou mais hist5rias de universos eXou editoras diferentes numa s5 hist5ria. 0nimal Man. (m 19RS a :C omprou os direitos deste personagem e para repu!li B. 31 0s duas editoras 8B se envolveram em pro essos 8udi iais por onta de plBgios de personagens de am!as as partes. 100 Balas. :atrJpper dos g9meos !rasileiros /a!riel BB e *B!io Moon. :ennJs #O. entre outros artistas da nona arteSS. "a H Pir!J.lo teve que mudar seu nome para Sha3an porque a Marvel em 19TR lançou um personagem om uma origem pare ida om o Superman e do Capitão Marvel so! o nome de$ Capitão Marvel. Eo8e a :C Comi s pu!li a tAtulos om os selos :C UniverseS]. Der mais em http$XXIII. .

sanguinBrios e dignos de 5dioV e se tornaram entretenimento adulto e altamente rentBvel. ?. #s aspe tos psi ol5gi os e so iol5gi os das narrativas e personagens tam!>m são de suma importFn ia para o entendimento de omo os quadrinhos e seus her5is foram das fraldas Udo 8eito infantil e simplesV ao mani <mio U om vilKes ada ve3 mais omple)os.eduction of the 1nnocent" e ao qual vamos nos referir neste tra!alho por seu nome numa tradução literal para o portugu9s. 0 a!ordagem da !iografia dos prin ipais e mais influentes autores e desenhistas de quadrinhos para adultos fa3.75 A SEDUÇÃO DO INOCENTE E O COMICS CODE 2 A INFBNCIA TRAUMATICADA= PERVERSÃO E DELINDENCIA Con e!idos omo arte simples e om um ar ing9nuo.ameri anos dos anos 20 e o realismo fantBsti o de algumas hist5rias. no final do s> ulo N-N. 8B que om o apelo visual dos gi!is e os te)tos fB eis de serem entendidos.este segundo apAtulo iremos a!ordar a evolução na omple)idade das narrativas das hist5rias em quadrinhos da :C. at> os dias atuais. Se um 37 . <. dando atenção espe ial ' hamada ?invasão !ritFni a@ nos quadrinhos norte. /raças a este livro. fantasias e diversão. 38 . . #s quadrinhos eram entendidos omo oisa de riança at> os meados da d> ada de 19T0.eduJão do 1nocenteSR do psi 5logo alemão naturali3ado norte. Merthan destila todo o seu 5dio e des onfiança om o novo meio de entretenimento que virou fe!re entre os 8ovens de sua >po a. 8B que o livro não foi pu!li ado no Brasil. o governo ameri ano riou uma lei para ensurar os quadrinhosS2.o original. pre on eituosa e violentamente doentia om a qual foi des rita ao redor do mundo desde a pu!li ação do livro . mas isso foi logo quando surgiram. desde a pu!li ação de Action %omics n. e não uma ari atura infantil ou mal feita. os quadrinhos sempre foram vistos omo entretenimento puramente infantil. os E=s hamavam atenção prin ipalmente das rianças pelas ores.o livro.. . NONA ARTE 2 DAS FRALDAS AO MANIC@MIO .ameri ano *redri H Merthan. %omics %ode. 8B que trataremos da luta por parte dos es ritores e desenhistas de que sua arte fosse respeitada e vista omo tal. al>m de asso iar a res ente onda de viol9n ia e delinqW9n ia 8uvenil nos (stados Unidos nos anos de 19Q0 aos e)emplos saAdos das pBginas dos comics. que não inspiravam seriedade para grande parte da ind7stria da omuni ação. .se impres indAvel neste apAtulo.

1929$ 2V .o inA io. Um adulto ler hist5rias em quadrinhos era onsiderado sinal de pou a intelig9n ia. #u se8a. 40 %radu3indo do ingl9s literalmente. simetria. 0s editoras não estimulavam nem apoiavam nada al>m disso.lo ' 8ustiça. p. > o Eomem. 0 leitura da revista de quadrinhos > um ato de per epção est>ti a e de esforço intele tual. isso no que se refere a quadrinhos omuns. U(-S. SaAdo das pBginas da Action %omics em 19S9 e riado por Bo! Pane e Bill *inger Ueste que raramente > reditadoV. gramBti a. omo omenta Mill (isner em um tre ho do livro +uadrinhos e Arte . 0 eterna di otomia entre o !em e o mal sempre fun iona no mundo fantBsti o dos her5is. Y importante salientar que não > tão fB il riar e ler o!ras em quadrinhos omo muitos ainda podem pensar$ 0 onfiguração geral da revista de quadrinhos apresenta uma so!reposição de palavra e imagem. do interior. et .Mor ego. . o Batman desde o inA io teve sua origem !aseada na morte. quando vemos uma palavra imitar um som na E= omo um tiro U&#MV.se mutuamente. 8B que rianças ostumam imitar os sons que as oisas fa3em para falar so!re elas. era automati amente rotulado omo infantil ou algu>m que não tivesse suas fa uldades mentais !em desenvolvidas. os enredos das hist5rias em quadrinhos eram simples$ o !andido omete um rime. 0s reg9n ias da arte Upor e)emplo. Mas alguns personagens desta (ra 8B tra3iam traços de uma omple)idade que s5 atingiu sua plenitude nos anos 20 do s> ulo passado. omumente. (ssa > a f5rmula que quase nun a falha na hora de es rever um roteiro de E= at> ho8e.V@. destinados a rianças e 8ovens. U(-S. sinta)eV so!repKem. um horo US.lhe uma lição para que não ometa mais rime nenhum e entregB. onomatop>ia > um ?vo B!ulo u8a pron7n ia imita ou sugere a vo3 natural ou o som da oisa signifi ada Utilintar. tratar as letras omo desenhos e não somente palavras > fundamental numa E=. o perfil do leitor de quadrinhos omo o de uma ? riança de 10 anos. ou vai ometerb então o her5i luta para impedi. vo3 alta ou surpresa.19Q0V.-**V e et . 1929. algo que pode soar !em infantil. pin eladaV e as reg9n ias da literatura Upor e)emplo. 0s palavras em negrito são usadas para desta ar algo importante na trama e falas em letras mai7s ulas para indi ar grito. 39 Segundo o Mini :i ionBrio 6uft U2001$ ]90V. um so o US#CPV.2R adulto se interessasse por E=. > pre iso que o leitor e)erça as suas ha!ilidades interpretativas visuais e ver!ais. enredo. a ind7stria a eitava.lo.eq-encial$ (ntre 19]0 e o inA io da d> ada de 19T0. ou o apturar e dar. (ste > o aso do Batman]0. perspe tiva. na (ra de #uro U19S2. 1S2V #s quadrinhos se utili3am muito de onomatop>iasS9 para demonstrar sons.(R. i ar.(R. e assim. Compor um desenho utili3ando as onomatop>ias para que todos os elementos 9ni os fun ionem !em aos olhos do leitor > um tra!alho minu ioso.

Batman não !rin a em serviço. ao que tudo indi a por onta da or da !andeira omunista. U"0RC(M. o termo se refere a qualquer atitude antidemo rBti a vinda de um governo. a população pro urava omunistas de!ai)o da ama. Seus seguidores eram hamados de ma artistas e ho8e. na vida real. Der mais so!re o ma artismo e o Red S are em$ http$XXIII. 42 &erAodo tam!>m onhe ido omo o Red S are. (le passa sua vida treinando para fi ar mais forte em todos os sentidos e usa sua herança milionBria quase inesgotBvel para disfarçar sua identidade de her5i al>m de desenvolver as tralhas te nol5gi as que utili3a no om!ate ao rime.eduJão do 1nocente de *redri H Merthan. mal dorme. nas pBginas das hist5rias em quadrinhos.. 200R$ TV 41 *oi senador do estado norte. Somente om esse inA io 8B se pode lassifi ar este personagem omo su!versivo. (nquanto. . assim omo numa hist5ria de fantasia. a fi tA ia /otham CitJ. Mas.estadao. o alvo das investidas não era mais os alemães e 8aponeses. ele tem quase nenhum amigo. os her5is fa3iam sua parte. Seu 7ni o prop5sito > o om!ate ao rime. (ram tempos em que se onfundiam mar)istas om omedores de rian inha. Com o fim do onflito mundial e a polari3ação de forças entre (U0 e URSS. s5 pensa em lutar e lutar e lutar.22 no dese8o de vingança e nos sentimentos mais o!s uros que podem ser despertados em uma pessoa ap5s sofrer um trauma. neste perAodo$ Z. mas não > assassino. M CarthJ]1. ano do fatAdi o lançamento do livro . Bru e MaJne. pulemos numa mBquina do tempo.ameri ano hamado "oseph R. um senador norte. tanto nos quadrinhos dos anos de 19]0 quanto nos atuais.0.. em 19Q0. # personagem prin ipal. saindo de 19S9 para hegarmos em 19Q]. om.ameri ano do Mis onsin de 19]R a 19QR e deu origem ao termo ?Ma hartismo@. Segundo Ren> /omes Rodrigues "ar em em seu artigo ?Eist5ria das Eist5rias em =uadrinhos@ para a revista online /ist0ria. ( > violento. em portugu9s %error Dermelho. 0 essado em 22 de novem!ro de 2009. e logo vBrios artistas foram a usados de omunismo e perseguidos. su!versivo e perigoso para a moral e os !ons ostumes ameri anos. perde seus pais ap5s um assalto ainda riança e so!re o orpo deles 8ura vingar suas mortes e lutar ontra a riminalidade de sua idade.[ o medo passou a estar em toda parte do mundo. ima&em e narrativas.php.!rXestadaodeho8eX2002111TXnot4imp2R2SS2. #s sovi>ti os fi3eram a !om!a at<mi a e os ameri anos ata avam ontra tudo que soasse omo ataque velado e su!versivo dessa superpot9n ia ao seu ?american 'a3 of life@. de a ordo om um tal psiquiatra. Mas um pou o antes disso. 8B havia promovido uma onda de terror]2 afirmando que no paAs havia uma legião de espiKes da então União das Rep7!li as So ialistas Sovi>ti as UURSSV. -sso mesmo.

pois era omprovadamente ga!aritado para tanto. . Segundo a apresentação livro. Mertham era urto e grosso.ova LorH de 19S2 a 19Q2. veio mesmo om o livro de Mertham. &or esta ra3ão. mas pode ser lido em ingl9s num site que o disponi!ili3a na Antegra e gratuitamente ]S. -sso. #s artistas da nona arte odeiam at> que se fale o nome deste livro. > tenden ioso e de uma leitura sofrAvel.gold omi s. #u /ala tus. Do 9 sempre tem uma !ala aA@. de fato. disse ava os quadrinhos so! seu ponto de vista sem meias palavras.htm. mas o terremoto. nos anos Q0 do s> ulo NN. al>m de reforçar pre on eitos e de larar guerra a toda e qualquer manifestação da arte de fa3er quadrinhos ou de ontos de fi ção ientAfi a. . 0o dissertar so!re o perAodo no qual o Batman surgiu e da li!erdade de e)pressão dos artistas. aquele li)o de livro ausou tanto estrago quanto um i lope. 8B que foi psiquiatra hefe do :epartamento de Eospitais da idade de .eduJão do 1nocente foi o responsBvel por um alvoroço em toda uma ind7stria e na riação da ensura dos quadrinhos nos (stados Unidos$ o %omics %ode. &or algum tempo. de a ad9mi os e literatos quando o assunto > E=. Miller se refere ao livro da seguinte forma$ . EB muito o mundo se esque eu dos dois. omXM6"XS#%-Xinde). #s nomes dos apAtulos são um aso ' parte. . entre outros argos de hefia. os artistas de E=s sem sequer revelavam sua profissão.ão vale a pena itar o nome daquele psiquiatra lunBti o ou de seu livro a!solutamente despre3Avel.eduJão do 1nocente na introdução da edição definitiva da &raphic novel Batman + # Cavaleiro das %revas em 200T. Mertham onta que o mesmo deriva de sete anos de estudos ientAfi os. todos os tre hos do livro apresentados neste tra!alho são traduçKes da autora. seguido de tsunami. . ou ?CapAtulo R + (u quero ser um manAa o se)ual@. 0lguns são dignos de riso.ão em ompanhia de pessoas ultas. 0 essado em 1Q de outu!ro de 2009.o pequeno mundo dos quadrinhos. entretanto. mas seus refle)os e pre on eitos pregados pelo livro podem ser sentidos ainda ho8e por parte de alguns pais. #s nomes dos apAtulos são de uma rue3a impressionante. .29 0 arte fi ou a!alada. terror e fantasia. o livro tra3 seu assunto prin ipal$ A influHncia dos quadrinhos na Kuventude de hoKe. 0s vendas aAram mais e mais.eduJão do 1nocente não foi pu!li ado no Brasil. 200TV # livro. omo ?CapAtulo 2. 43 Dersão digital do livro em ingl9s disponAvel em$ http$XXIII. 6ogo na apa. *ranH Miller despe8a todo o seu 5dio em relação a . UM-66(R.

o autor mostra que as E=s são um perigo real. *oi informado que a delinqW9n ia 8uvenil aumentou apro)imadamente 20 por ento desde que eu falei primeiro so!re rime omi s em 19]R. violentos e e)plA itos. aqui estB$ São esses comic boo)s podres. intitulado de ?:esenho da :elinqW9n ia@. as hist5rias de detetives. este irmão não era um ?perito@b ele somente onhe ia os fatos. Crianças.um tre ho do se)to apAtulo. freqWentes na infFn ia.o primeiro apAtulo. 19Q]V &ode ser o modo de organi3ar id>ias e es rever dos anos de 19Q0. seqWestros. t9m ulpa porque afloram a agressividade das rianças. não > o n7mero deles. e oisas omo estas não a onte eriam@. investigaçKes poli iais. &or>m. . om !ase em dados que ele não e)pli a de onde tirou. o anteriormente men ionado ?Do 9 sempre tem uma !ala aA@. os quadrinhos que tratam de rimes. UM(R%E0M. (le riti a ferrenhamente os quadrinhos ontra o hB!ito e a forma que os pais daquela >po a en ontravam para entreterem seus filhos. (m virtude destas mudanças. isso se tornou um fen<meno so ial virtualmente novo. . . apenas dos apAtulos.S0 . Mertham apresenta asos onde sugere que presença de um gi!i foi ru ial para que rianças e 8ovens ometessem um rime. =uando foi preso. mas o livro > de uma narrativa mon5tona e sem profundidade. 8ovens e mais 8ovens ometem atos mais s>rios e violentos.um tre ho do ter eiro apAtulo. ele foi en ontrado er ado por comic boo)s. 19Q]V]] 6ogo ap5s essa afirmação. so!retudo ontra os crime comics. Mertham afirma$ 0gora delinqW9n ia > diferente am!os em quantidade e qualidade.o segundo apAtulo. &or estar hospedado na internet. ele hega ao ponto de afirmar que os pesadelos. . mas sim o tipo de delinqW9n ia 8uvenil que > o ponto saliente. mas que. são ulpa e) lusivamente dos quadrinhos. 8B que tratavam de temas fortes. # irmão dele de vinte anos de idade disse ?Se vo 9 quiser a ausa de tudo isso. algo omo ?%ais trivialidades omo os comics@ ele onta asos m>di os que atendeu e sugere que a delinqW9n ia 8uvenil > ulpa das idades grandes e de seus pro!lemas. so!retudo os gi!is e suas hist5rias. 0s a usaçKes ontra toda a arte seqWen ial são muitas. não hB espe ifi ação das pBginas. 0t> mesmo rianças psi 5ti as não agiam assim hB quin3e anos atrBs. UM(R%E0M. so!retudo os que envolvam asos poli iais e que os pais não tinham noção do quão pre8udi iais os quadrinhos são para suas rianças. (sses quadrinhos podem ser onsiderados os pais dos quadrinhos adultos.V. Um menino de on3e anos matou uma mulher em um assalto a mão armada. fala tam!>m de reformat5rios que disponi!ili3avam E=s para divertir os 8ovens internados e et . U laro que. 0 a!e om eles. ( fa3iam muito su esso entre os leitores. 44 %radu3ido do original em ingl9s pela autora deste tra!alho.

. omo ores. os quadrinhos sofreram quedas nas vendas por onta da des onfiança dos pais das rianças que at> então eram seu maior p7!li o. (m outro tre ho do se)to apAtulo. 45 0sso iação de Revistas em =uadrinhos da 0m>ri a. estes rimes permane em impunes at> o riminoso ometa muitos mais deles.eduJão do 1nocente fe3 foi retardar o perAodo de amadure imento dos quadrinhos.eduJão do 1nocente. para distraA. ensura. Mertham di3 que. eles entram em um longo urso de p5s. e surgiu omo um 5digo de >ti a em 19Q]. # %omics %ode Authorit3 > um selo que perten e a Comi s Maga3ine 0sso iation of 0meri a UCM00V]Q. UM(R%E0M$ 19Q]V Com esse onte7do agressivo. so!retudo de terror. (les enfrentam astigos severos sempre que são pegos.ormalmente em comic boo)s.graduação nas prisKes U om o mesmo assunto de leituraV. logo estarão na prisão e isso foi assustador para os pais norte. Crianças não t9m nenhuma sorte assim. e)tremamente pre8udi iais ao intele to delas por onterem assuntos perigosos. se as rianças forem edu adas om gi!is ' disposição. Mertham quis di3er que não havia des ulpa plausAvel para os pais ofere erem gi!is aos filhos porque seria !om para desenvolver o hB!ito da leitura.los. # livro de Mertham onseguiu riar um pensamento generali3ado de que quadrinhos são oisas de riança. ameri anos naquela >po a. # %omics %ode riou um padrão a ser seguido para que as revistas fossem seguras para a leitura dos 8ovens norte. fi ou difA il fa3er quadrinhos nos (stados Unidos. .ameri anos.S1 # tempo todo ele alerta aos pais so!re os supostos malefA ios dos gi!is e não > surpreendente que uma verdadeira ? aça 's !ru)as@ tenha omeçado ap5s o lançamento deste livro. 8B que foi riado o %omics %ode 8ustamente para manter as hist5rias ?na linha@ e de a ordo om o moralismo norte. mas ainda assim. %udo o que .ão hB nada nestes ?delinqWentes 8uvenis@ que não são des ritos ou pare idos nos comic boo)s. as !ases dos lu ros de vBrias editoras 8B e)tintas e tam!>m da :C Comi s at> ho8e.alvo. ou so! qualquer outra alegação. (du ados em comic boo)s. pois graças 's afirmaçKes em . fantasia e investigação. . entenas de milhares de fantasias. (stes são enredos dos comic boo)s. numa tradução literal para o portugu9s. Cada um destes atos orrespondem a d73ias. Com a i9n ia psi ol5gi a ? ontra@ uma manifestação de arte em desenvolvimento. linguagem e temas a!ordados nas hist5rias. om intuito de auto. Mertham ainda ompleta di3endo que viol9n ia são as premissas dos gi!is.

fantasia. 2002$ SSV 0lguns termos do %omics %ode. o 5digo indi a que ?se o rime for retratado. # 5digo di3 que ?em qualquer situação. o maior e mais violento inimigo do Batman. (nlouque endo ada ve3 mais e tirando outros do seu 8uA3o perfeito. o !em triunfarB so!re o mal e o riminoso serB punido por seus delitos@. a a!ariam om todo mer ado de quadrinhos. # h5spede mais ilustre > o Coringa. sem 9nfase indevida a qualquer qualidade fAsi a@ airia por terra. omo di3 "oatan &reis :utra U2002V$ # impa to da o!ra de Mertham foi tamanho. ningu>m menos.S2 Mas não havia somente ?!oas intençKes@ neste 5digo. a intenção não manifesta das empresas parti ipantes era tirar do aminho a notBvel editora (C Comi s. dignos de dar inve8a a qualquer fisi ulturista. ou se8a. sempre que possAvel. o uso e) essivo deve ser desen ora8ado e. 8B que não hB her5is e vilKes !em definidos. Se estes 7ltimos !oi otassem um gi!i. U:U%R0. . so!retudo para adultos. u8os gi!is repletos de rime. mist>rio. vBrias editoras 8untaram esforços e riaram a Comi s Code 0uthoritJ. pois terror. Mor ego. rimes. pois indi ava que ?em!ora gArias e oloquialismos se8am a eitBveis. e om erte3a a &raphic novel Mat hmen não re e!eria o selo e não seria pu!li ado. . !um!uns es ulturais e seios tão grandes. # termo onde > afirmado que ?mulheres serão desenhadas de forma realista. *alando so!re rimes nos gi!is. %odavia. o gi!i espe ial Batman + 6ou o 0mor 8amais iria para as !an as porque onta a origem do amor destrutivo e o!sessivo que a uma 8ovem psiquiatra do 0silo 0rHham]T nutre pelo seu pa iente. mulheres e homens om roupas olantes e orpos es ulturais são os tipos mais vistos nos quadrinhos de todas as editoras atualmente. Eaviam tam!>m traços da intenção das editoras parti ipantes do CM00 ontra aquelas que pu!li avam os crime comics. Y para este lugar que vão todos os vilKes das hist5rias do Eomem. pois o que mais se v9 nas E=s são orpos mus ulosos. ningu>m mais que o Coringa. #utro termo di3 que ?pai)Kes ou interesses romFnti os 8amais serão tratados de forma a estimular emoçKes vis e rasteiras@. se apli ados ho8e. que. que 8B passou longas temporadas por lB vBrias ve3es. terror e se)o estavam arrasando a on orr9n ia. 0s e)pressKes e )ingamentos dos quadrinhos adultos tam!>m não seriam autori3ados pelo %omics %ode. ele não hegaria aos pontos de venda e seria an elado na erta. para se protegerem. # o!8etivo e)plA ito desta entidade era auto ensurar as hist5rias antes que elas fossem ondenadas pela opinião p7!li a e prin ipalmente pelos distri!uidores. a !oa gramBti a deve ser empregada@. deve ser omo uma atividade s5rdida e desagradBvel@.a maioria das ve3es isso a onte e nos 46 # mani <mio das hist5rias do Batman.

ani!alismo e li antropia]R. 0s d> adas de 19Q0 e 1920 podem ser onsideradas um perAodo som!rio na hist5ria das hist5rias em quadrinhos e no qual. revolta ou simplesmente pra3er.vivos.as pBginas da &raphic novel da :C Comi s +uestion A the #ive boo)s of blood U=uestão + os in o livros de sangueV. ?-lustração insinuante e o!s ena ou postura insinuante > ina eitBvel@. #u se8a. que re7ne os in o gi!is hamados 5he %rime 4ible U0 BA!lia do CrimeV. . =uando um homem se torna lo!o por onta de algo fantBsti o. os artistas. fome de arne rua. om. mas os vilKes não são mais mostrados omo !andidos idiotas que ometem rimes motivados por nada. om grunhidos. ( isso muitas ve3es ausa empatia no leitor. 0 essado em 22 de novem!ro de 2009.!rXforenseXli antropia. tortura.SS quadrinhos. de mau gosto e violentas serão eliminadas@. ou se su!metiam ao 5digo. o que tam!>m poderia ser onsiderado perigoso. geralmente um lo!o. . agressividade. vampiros e vampirismo. 0to que seria altamente ensurado se o %omics %ode ainda fosse o!rigat5rio no mundo dos quadrinhos. Der mais em$ http$XXg!allone. a heroAna e uma prostituta. são proi!idos@.php^name_. destruiria não s5 quadrinhos adultos. por proi!ir tudo o que eles mais fa3em.a psiquiatria > um dist7r!io que fa3 om que algu>m pense que se tornou um animal. sem li!erdade riativa.]2 Basta o!servar algumas pBginas dos quadrinhos da :C ho8e e notar que o se o %omics %ode ainda fosse o!rigat5rio. . 0 essado em 2R de novem!ro de 2009. uma lenda amplamente utili3ada em fi ção fantBsti a. omo alguns tAtulos onsiderados infantis. e vBrios outros tAtulos de imenso su esso do selo adulto Dertigo da :C Comi s seriam eifados ou nem hegariam a ser pu!li ados se o 5digo ainda fosse rigidamente apli ado. se8a lou ura.sites. sempre hB um motivo !em grandioso por trBs de toda a viol9n ia. 48 %ermos do 5digo disponAveis em$ http$XXfan!oJ. almas penadas. Eell!la3er. 47 Y a maldição do lo!isomem.!rXmodules.uol. ?as letras da palavra \ rimeO 8amais deverão apare er onsideravelmente maiores do que as outras palavras ontidas no tAtulo.html. e se omporte omo tal. ?todas as ilustraçKes asquerosas. que ultrapassa o entendimento humano. ontos so!renaturais. 0 palavra \ rimeO 8amais apare erB so3inha numa apa@ e ?nenhuma revista em quadrinhos utili3arB as palavras ?horror@ ou ?terror@ no seu tAtulo@ são os termos que mais amedrontariam os autores e desenhistas de quadrinhos adultos. Sandman. om. ou simplesmente não pu!li avam suas hist5rias. da heroAna =uestão hB enas que mostram laramente o se)o entre duas mulheres.eIs`file_arti le`sid_2T1. #utra indi ação altamente destrutiva para muitos g9neros que mais tarde viriam a se tornar A ones dos E=s adultos di3ia que ? enas que a!ordam + ou instrumentos asso iados a . mortos.

0 &rimeira e a Segunda /uerra Mundial fa3iam parte do passado. .!rXmodules. MarH Millar e Marren (llis. Bretanha.1922V e Mat hmenU192QV. /arth (nnis. 1922V e de Sandman U1929. #s maiores e)poentes da hamada ?-nvasão BritFni a@Q0 nos E=s ameri anos e.egra U192RV e a total re riação de Sandman U1929V. *oi nesse perAodo que as editoras norte. miniss>ries e graphi novels de su esso. omo são altamente influen iados pela >po a em que são pu!li ados. pro esso que desem!o aria na evolução das graphi novels e a onsolidação dos gi!is de fantasia e horror. so!retudo.eil /aiman e /rant Morrison. (ssa en)urrada de produçKes de alta qualidade te)tual e artAsti a foi o sAm!olo do a!andono do Comi s Code. parti iparam e demonstraram ativamente o terror velado no qual viviam os ameri anos e o mundo naquela d> ada. por Morrison. mas sim uma guerra intele tual. .A INVASÃO BRITBNICA E A GUERRA FRIA NOS QUADRINHOS DA DC 0 d> ada de 1920 > onsiderada o auge da /uerra *ria]9.eil /aiman e /rant Morrison remodelaram esses g9neros om seus tra!alhos em s>ries. om. em sua mat>ria pu!li ada no site *an!oJ.199TV foram as grandes ra3Kes para a riação do selo de quadrinhos adultos da :C.70 CORPINHO AMERICANO= CABECINHA INGLESA . 51 :isponAvel em$ http$XXfan!oJ. por /aiman e a renovação da &atrulha do :estino U192RV e do Eomem. omo estes tr9s artistas são importantes para os quadrinhos adultos. e os E=s de her5is.0nimal U1929V. Daldemar de Morais demonstra. omo a revitali3ação do Monstro do &Fntano + riado por 6en Mein e Bernie Mrightson em 19R1+.her5is perten em 8ustamente a roteiristas nas idos na /rã.guerra pare ia uma realidade mais som!ria e ma a!ra que qualquer filme ou gi!i 8amais imaginou. na intenção de refres ar e renovar as hist5rias em quadrinhos foram !us ar inspiração do outro lado do 0tlFnti o . UM#R0-S$ 2002VQ1 49 (ra assim hamada porque não havia onfronto militar num ampo de !atalha.orte. Uma iminente guerra nu lear entre as duas maiores pot9n ias do p5s. nos tAtulos da :C Comi s são 0lan Moore.php^name_. de promoção de medo. por Mooreb a graphi novel #rquAdea . 0 essado em 22 de novem!ro de 2009. 0lan Moore. onde são narradas as aventuras do mago anti.S] .ameri anas. mas a orrida espa ial e a ompetição !>li a entre os (stados Unidos e a União Sovi>ti a ainda estavam vivas no otidiano dos ameri anos. u8o tAtulo mais famoso > Eell!la3er U1922V. 50 (sse perAodo > assim hamado na hist5ria das E=s porque os mais mar antes gi!is dos anos de 1920 e que são onsiderados revolu ionBrios do g9nero de super. . -nvasão BritFni a nos quadrinhos dos (stados Unidos.eIs`file_arti le`sid_2T1. Dertigo.her5i "ohn Constantine. # su esso do Monstro do &Fntano de 0lan Moore U192S. D de Dingança U1921. #utros autores que hegariam ao estrelato nessa onda seriam "amie :elano.

fa3endo um omparativo de omo eram e ainda são. assassinato. densas e fortes. dignos de adoração. suas mentes são perversas ou duramente traumati3adas por planos para governar o mundo. nude3. Sim. os dois omeçam a fa3er se)o e o que se l9 são s5 gemidos e gritos. -sso > oisa de filme porn<. mas isso > a!ordado de uma forma densa. viol9n ia em todas as suas formas. ( mesmo assim eles são adorados 8ustamente por serem humanos.os quadrinhos adultos tudo tem um porqu9.SQ (stes tr9s homens e suas mentes a a!aram por revolu ionar toda uma ind7stria. um tend9n ia gen>ti a. o teor > e)pli ito. 0lgo a onte eu. al>m de serem !rutalmente podadas pelo %omics %ode. hB se)o.este ter eiro e 7ltimo apAtulo iremos a!ordar mais profundamente as hist5rias em quadrinhos para adultos da :C Comi s. !em onstruAda e profunda. om her5is so ando vilKes que não matavam uma mos a.se pensar em quadrinhos pornogrBfi os. geralmente pode. di3er adeus 's fraldas e em!ar ar de ve3 em aventuras som!rias. # que Moore. &odem ser vBrias as ausas para a lou ura dos vilKes. quando plane8avam matar. são muito inteligentes e sa!em o que querem. e não omo seres a ima de qualquer pertur!ação psi ol5gi a. que pudessem ser interpretadas de diversas formas e não s5 omo diversão !o!a e infantil. de teor e)plA ito. uma mente doentia não > doentia simplesmente porque nas eu assim. ou que. ou vi e. . sangue. sair da infFn ia. . revelavam todo o plano aos her5is e davam tempo para que os impedissem. não apenas uma hist5ria na qual um homem olha uma mulher. personalidades das personagens. a viol9n ia que os rodeia não > representada simplesmente por assaltos ou grandes . 0t> mesmo os her5is passaram a ser a!ordados om mais defeitos tipi amente humanos. . /aiman e Morrison onseguiram foi ?fa3er os quadrinhos res erem@. quanto nas E=s para adultos. não de E= adulta. os her5is e vilKes não tem nada de ino ente.ada de vilKes lou os e insanos. que são assim porque tem de ser. no que di3 respeito aos roteiros. que muitas ve3es nem são tão lou os assim. 6 MOCINHOS= BANDIDOS E DESCONSTRUÇÃO DO MITO JUSTIÇEIROS 2 CONSTRUÇÃO E onta dos rimes om o qual onvivem ou ometem. mas que seus prop5sitos são apenas um pou o distor idos. um dia ruim. um trauma. !eirando o ridA ulo. que hB muito tempo sofria om hist5rias fra as. tanto nos gi!i destinados ' rianças e adoles entes. =uando se fala em quadrinhos adultos. .os quadrinhos adultos.versa.

segundo S0. # realismo fantBsti o ou a realidade ?nua e rua@ tam!>m tem seu espaço. ao ontrBrio dos gi!is omuns. *a3. ' disseminação de doenças fatais. a suposta lou ura dos vilKes e o re onhe imento literBrio das E=s adultas são de suma importFn ia para o entendimento do porque a :C ho8e > lAder quando se fala em o!ras de alta qualidade literBria e adulta. porque. :epois de todas as proi!içKes. ao individualismo onsumista. 0ntes vistos preços altos. 675 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS PARA ADULTOS 2 HERÓIS DESCONTRUGDOS TÃO BRUTALMENTE QUANTO SEUS VIL1ES PERVERSOS SÃO SÃO 0 aura de superioridade e divindade dos her5is não tem muito espaço nas hist5rias em quadrinhos para adultos. om hist5rias realistas. ' queda de regimes polAti os autoritBrios. 0s &raphic novels por si s5 são o!ras de lu)o. ' preo upação om a destruição do meio am!iente e ' volta do onservadorismo polAti o e moral. Mat hmen e Batman + # Cavaleiro das %revas. ao medo paran5i o de uma guerra at<mi a. diBlogos inteligentes. ho8e.%#S U199Q$ QSV ?a d> ada de 20 assistiu ' fal9n ia de ideologias. Muitas ve3es a des onstrução de uma imagem onstruAda hB d> adas > ho ante. meio e fim. quanto de mer ado e lu ro. as hist5rias em quadrinhos viram no auge da /uerra *riaQ2 a oportunidade de finalmente elevar a arte ao mais alto patamar.@ . ' mistura de on eitos nas teorias e de estilos na arte. tanto em termos de literatura.se ne essBrio disse ar duas das &raphic novels onsideradas as mais importantes para a onsolidação do g9nero adulto. tra!alhos que tem omeço. Uma &raphic novel sempre tra3 algo de mais imperfeito e humano aos her5is. ' emerg9n ia de novas pot9n ias e on<mi as. muitas o!ras são onsideradas artigos lu)uosos e vendidas a 0 >po a era propA ia a hist5rias ada ve3 mais apo alApti as. # hoque entre vigilantismo e vilanismo. #utro aspe to importante a ser omentado > o modo omo os mais importantes her5is da :C são vistos nos gi!is adultos. ores e a a!amento impe Bveis. om sagas interminBveis e reviravoltas de dei)ar os leitores tontos ou revoltados. graças ao amadure imento das narrativas. al>m do interesse que as o!ras adultas e)er em so!re o seu p7!li o. al>m de novos personagens e tramas que afrontam o %omics %ode e tra3em todo tipo de perversão que se pode imaginar. 52 omo perigo intele tual ou oisa de riança. !em omo que responsa!ilidade eles tem para om seus vilKes e os rimes que eles ometem. nas pBginas da Dertigo.ST # mito que gira em torno dos her5is da :C tam!>m serão omentados.

#!rigatoriamente eles t9m de ter uma personalidade mar ante para 8ustifi ar seu vilanismo. ou a /uerra *ria em Mat hmen. os her5is são o!rigados a reagir de forma ada ve3 mais violenta 's investidas dos vilKes. mostrando dessa forma que eles não são tão !on3inhos quanto imaginBvamos. #s adultos e)igem ada ve3 mais das hist5rias. &or sua ve3. al>m de novo f<lego ao mer ado. psi opatas. mais realismo. violento. lutando por algo. mesmo que fantBsti o. um terrorista assassino ou um ladrão de !an os. . sua in linação ao rime tem de ser e)pli ada ou amplamente mostrada. os personagens pre isam de uma trama !em es rita. densa e inteligente. am!as da :C Comi s. eis que a -nvasão BritFni a nos quadrinhos dos (stados Unidos na d> ada de 1920 propor iona a g9nese das melhores hist5rias de super. ho8e não !asta mais riar uma hist5ria om personagens sem profundidade. .essa hist5ria. assim omo o her5i. os her5is não são tão her5is assim.SR &ensando na ne essidade de amadure imento. que foi !rutalmente assassinado durante mais uma noite de vigilantismo Uqualidade de ser vigilante. que não a eita derrotas e não sa!e a hora de parar. estupradores.eil U200Q$ 2TV.her5is da nona arte. 8B passou dos T0 anos de idade e se v9 o!rigado a retornar ' ativa. o mundo > feio.essas duas o!ras. # es ritor pre isa estar atento a ada detalhe de sua narrativa. #s vilKes são pervertidos se)uais. e toda sorte de riminosos. Batman > apresentado omo homem o!sessivo.esta hist5ria. # realismo estB sempre presente. (m Batman + # Cavaleiro das %revas. mesmo om as limitaçKes fAsi as e psi ol5gi as. sBdi os. são os maiores e)emplos de profundidade narrativa. ruel e não hB nada de po>ti o em om!ater o rime. # vilão nas E=s adultas não > apenas mais um ientista malu o que quer dominar o mundo. omo a o!ertura da imprensa em Batman. mais redi!ilidade. Segundo :ennis #O. de manter a ordem no anonimatoV. de modo que o leitor per e!a que ele estB. Batman estB velho. %odos os e)emplos a ima itados podem sem omprovados om a simples leitura das duas o!ras mais importantes e que deram origem ao g9nero. Batman > um her5i aposentado que v9 /otham CitJ air em desgraça ap5s uma onda de alor assolar toda a idade e um grupo de 8ovens delinqWentes omeçarem a promover ataques terroristas para implantar o aos. as hist5rias tem que ter algo mais para ativar o leitor. nem que se8a algo horroroso e que vB ontra as onvençKes so iais.QS 53 omo os quadrinhos poderiam demonstrar qualidade e . . fi a implA ito que Batman desistiu de om!ater o rime por se ulpar pela morte de Ro!in. es rita e desenhada pelo ameri ano *ranH Miller em 192T. Mat hmen U192TV e Batman + # Cavaleiro das %revas U192TV.

os adultos se viram diante de uma o!ra digna de lugar espe ial na lista das melhores hist5rias que 8B leram. resultado de um a idente durante uma pesquisa nu lear. Mat hmen om um roteiro de um filme. se)o. so iais. a hist5ria que a!riu os olhos dos adultos para o mundo das E=s. estupro. mas tam!>m não são tão !on3inhos quanto os her5is. um ser radioativo e a3ul. que vendiam pou o e não fa3iam mais su esso. sentiram a ne essidade que o mer ado tinha de uma o!ra realmente !em ela!orada e re e!eram por parte da :C Comi s uma li!erdade riativa 8amais imaginada pelo mundo das E=s. *oi nesse perAodo que ir ularam os gi!is under&rounds. Mesmo o 7ni o super. om flashbac)s dos personagens. (les são o meio. 54 Y o termo utili3ado para designar os movimentos de negação dos valores apitalistas que teve seu auge na d> ada de 19T0 e do surgimento de meios de omuni ação alternativos. definitivamente foi Mat hmen em 192T.her5i. mostra. (les são os anti. sem d7vida alguma. . Mat hmen se assemelha 's E=s under&rounds. Mas. -ntrodu3indo ores !errantes. que desde a d> ada de 19T0. polAti a omo pano de fundo para o desenrolar da hist5ria e uma onspiração de onseguiu ir mais al>m.her5i e o!rigatoriamente defensor dos (stados Unidos da 0m>ri a.ão são tão maus quanto os vilKes.her5is. responsBveis pela riação de Mat hmen.se um deus. no que di3 respeito ' sua ondição de super. a &raphic novel destr5i ompletamente a aura divina de seus her5is. ulpa do C5digo de Yti a. direta e om gArias e palavrKes. Mat hmen foi o responsBvel pela riação do g9nero adulto nos quadrinhos ameri anos. #s !ritFni os 0lan Moore e :ave /i!!ons. retratam o mundo omo ele realmente >. viol9n ia. arnifi ina. 0 ontra ultura era a manifestação de novos estilos de arte e ultura. (ssa li!erdade se deve ' rise intele tual no mundo dos quadrinhos. at> então regido pela ensura do %omics %ode. diferentes dos que ir ulavam no mer ado tradi ional. diBlogos tão !em onstruAdos que não se pare e om os gi!is pu!li ados na >po a e sim amplitude mundial. que tratavam de assuntos dos quais o %omics %ode tinham proi!ido. .S2 :e uma narrativa rBpida. alheio 's questKes humanas e nem um pou o altruAsta. %ratando de pre on eitos. tratam de temas polAti os. tudo 670 ANTI-HERÓIS 2 VIL1ES= HERÓIS= UM POUCO DOS DOIS OU NENHUMH (les são mar ados por sua !rutalidade e moral d7!ia. que em sua maioria não tem super. o in3a entre o preto e o !ran o. enfim.poder algum a não ser a oragem de se fantasiar e ir 's ruas om!ater o rime.termo. de omportamento. >po a da ontra ulturaQ].

artista e graphi novel. os !ons moços. simplesmente porque a trama gira em torno delas. 0o ontrBrio do modelo de her5i lBssi o. 2002$ ]].versa. Segundo 0R(06 U200SV itado por C#(6E# U2002V.se ' on lusão de que nada mais são que anti.]QV #s anti.Mor ego ao defender /otham CitJ do rime. u8a moral estB a ima de qualquer oisa. que desde a primeira aparição em 19S9 > onsiderado o maior inimigo do Batman. . . o segundo > mais realista e promove uma refle)ão so!re pro!lemas seus ontemporFneos@ U0R(06. Y o gi!i que mais disse a a personalidade do Coringa e que onsegue passar um realismo em sua forma de estruturação e onte7do. mas quando se analisa minu iosamente sua personalidade. 2002$ 112V.her5is são figuras que não podem faltar nos quadrinhos adultos. hega. os ? avaleiros de armadura !rilhante@. fm. a maioria das personagens prin ipais pode ser hamada de her5is. &ois om o amadure imento da arte. que demonstra o seu arBter Antegro e !en>volo arrastando as adversidades om que o destino o pKe ' prova. sendo por isso designado de anti.QQ 55 /anhou o EarveJ 0Iard de melhor hist5ria.ão > a toa que ven eu dois dos prin ipais pr9mios da nona arte em 1929. o her5i de E=s adultas onde não hB muitos e)emplos de her5is puros. &ara ser a eito na vida real > pre iso ser !on3inho o tempo todo. &raphic novel es rita em 1922 por 0lan Moore e pu!li ada em um 7ni o volume. &ara se ter um e)emplo de vilão ompleto. moderno.S9 0s atitudes dos vilKes derivam das atitudes dos her5is e vive. her5i deriva da omple)idade dos dois.romFnti o e moderno assume as suas fraque3as e vive em onflito interior e em rise de relação om o meio so ial. 200S apud C#(6E#. graças ao selo Dertigo.a :C. Se o primeiro tende para o ideal. que pu!li a somente E=s adultas. desenhista. omXquadrinhosX200]XrevieI4!atman4piada4mortal. onsegue ser a!ordado omo um homem omum que teve um dia ruim ap5s vBrias de isKes erradas e que a a!ou por se tornar um lou o sBdi o graças a mais uma das perip> ias do Eomem. mais imperfeitos. sem traços de heroAsmo. enquanto o anti. analisemos o Coringa e seu omportamento. os vilKes a a!am possi!ilitando a imaginação de um ser livre e in onseqWente que muitas ve3es gostarAamos de ser. 0 essado em 29 de novem!ro de 2009.universohq. 2002 apud C#(6E#. olorista e graphi novel e o Mill (isner Comi -ndustrJ 0Iard de melhor es ritor. . Uma esp> ie de vBlvula de es ape.cRC-#.her5is.her5i. ou se8a. o Coringa. o her5i p5s. digna de uma produção inematogrBfi a. U. ( os leitores os veneram por isso. Der mais em$ http$XXIII. mais passAveis de erros.her5i > o her5i p5s. os her5is se viram mais humanos. (m Batman + 0 &iada Mortal. o anti.

que o Coringa es apou de 0rHham. o Coringa ultrapassou todos os limites. 0t> a se fantasiar de outro !andido. Bar!ara foi atingida na oluna pelo tiro e não poderB andar. ap5s uma ena mostrando o ComissBrio de polA ia de /otham. "ames /ordon e sua filha Bar!ara.]0 0 hist5ria omeça mostrando Batman indo visitar seu maior inimigo no sanat5rio de /otham. eles pre isam passar por uma ind7stria quAmi a na qual o Coringa tra!alhara anteriormente. Um homem a!solutamente normal.o meio da onversa. 0o apturar /ordon. %udo graças ao Coringa. %ermo que se refere a um vislum!re do passado. Uma das enas mais pertur!adoras de todo o gi!i. para despistar a polA ia. # Coringa nada responde. testando a pa i9n ia do Eomem. ele > um pervertido se)ual.lo. Batman tam!>m fi a sa!endo que a moça foi en ontrada nua e se revolta om seu estado. antes um homem normal. e. desta ve3. (nquanto /ordon > torturado fAsi a e psi ologi amente. o 0silo 0rHhamQT. # Coringa estB disposto a tudo para dar uma vida melhor a sua mulher e seu filho que estB ' aminho.Mor ego que a a!a por agredi. 56 Y o mani <mio das hist5rias do Batman e para onde todos os psi opatas de /otham CitJ vão. (le não > mais apenas um palhaço riminoso. Batman pergunta e ao mesmo tempo afirma que eles vão a a!ar matando um ao outro algum dia. # Coringa se apossa de um parque de diversKes a!andonado ao matar seu proprietBrio de ?rir@. UpBginas 1T e 1RV # grau de perversão do Coringa toma proporçKes grotes as.se então. o Coringa o dei)a a mer 9 de um grupo de anKes vestidos om roupas sado masoquistas que o despem. tira fotos da moça ensangWentada e nua. Batman visita Bar!ara no hospital e ela afirma que. aptura o omissBrio e antes de sair. enquanto o Coringa 8oga artas. pre isam que ele fa ilite tudo. enquanto relem!ra fatos de seu passado mais uma ve3. 57 . atira nos quadris de Bar!ara. os !andidos om os quais o Coringa estB. . um tal Capu3 Dermelho. Mais alguns flashbac)s mostram que o Coringa. torturam e o fa3em de !rinquedo. se envolveu numa trama para assaltar uma fB!ri a de !aralhos e para isso. vai ao apartamento de /ordon. &er e!e. uma lem!rança. 0 trama depois pula para um flashbac)CL no qual o Coringa nada mais > que um omediante sem graça e desempregado om uma mulher grBvida e sem dinheiro algum. 8B que para hegar ao alvo do assalto.

nua e ferida.. um 7ni o dia ruim na vida do melhor dos homens. ele $%"O !C UMoore. mas que sua visão de mundo > !em pe uliar. #ra. Se for su!metido a muita pressão. isso nos passa pela a!eça em algum momento. ele pensa em desistir. Como lhe foi ordenado. o futuro palhaço do rime a eita a missão e se dirige ' ind7stria. .[ S"'() !s " S"'() "sJ Do 9s 8B o onhe em pelas man hetes dos 8ornaisC 0gora t "#!# ao ver om seus pr5prios olhos o mais raro e trBgi o dos #istK i)s &! '!t% "L!C 0presento. a narrativa pula para o trem fantasma. per e!e. 0lan Moore > um g9nio quando se trata de tramas psi ol5gi as. 6ogo ap5s isso. o que viria a ser seu ?uniforme de tra!alho@. e a onversa om os !andidos > interrompida por dois poli iais que informam ao Coringa que sua esposa havia morrido eletro utada quando testava um aque edor de mamadeiras. envolta em sangue. onsideram /ordon uma a!erração..)'s. 1999$ STVQ2 Com estas palavras. sinteti3a todo o sentimento que o Coringa adquiriu pela so iedade desde que aiu em desgraça$ Z.ão por a aso esse terno > ro)o. que não hB omo negar que a empatia que ele ria em torno do Coringa > proposital.]1 Mas a vida > ruel.i!+ e o asqueroso )ti#is#).se que o Coringa não > nada idiota. ( enquanto tortura.)-#%#C Z. o palhaço anta alegremente uma anção que e)alta omo > ?!om@ ser lou o.. . 0rrasado. o homem omum.lo ' lou ura.. ele pKe um terno e gravata !or!oleta. por outro lado. palavras que tem importFn ia vital para todo o te)to. não^ # mais repulsivo de tudo são suas frBgeis e in7teis noçKes de ) &"# e s!'i&!&". a disforme ..iM'. at> mesmo o mais ruel e sanguinBrio assassino pode ter um passado sofrido.ão > o que pensamos quando nos deparamos om os horrores de seus rimes. .. %udo o que o Coringa quer > provar que um dia.. mas mesmo assim. Como não tem mais nada a perder. o ()-#"# . para uma plat>ia de a!erraçKes.[ *isi amente ridA ulo. 58 &alavras mantidas em negrito porque nos quadrinhos. onde /ordon > o!rigado pelo Coringa a ver fotos de sua filha Bar!ara. Uma parte do diBlogo mere e ser reprodu3ido aqui. ele possui. Y mesmo de dar 'N%s"!s. uma deturpada visão de valores. #!servem o seu repugnante senso de (%#!'i&!&". pode levB.i! s).. # 8ogo psi ol5gi o aqui >$ e)i!ir /ordon. palavras assim apresentadas são dignas de destaque. mas os !andidos o onven em e prati amente o o!rigam a ometer o rime. de e) luAdos da so iedade que por sua ve3. dirigido ao ComissBrio. #s diBlogos são tão fB eis de entender e ao mesmo tempo tão omple)os.

Mas a arma > de !rinquedo e então o vilão pede para que o her5i a a!e om ele de uma ve3 8B que não onseguiu provar sua teoria. o Coringa pula num dos tanques quAmi os. que em seus livros riti ava toda a so iedade. # Coringa > um niilista porque sua verdade se !aseia na negação de qualquer outra verdade omum ' maioria das pessoas. ou pior. > mostrada a tentativa de assalto.Eomem no livro Assim #alou @aratustra. ele > o Coringa. . das instituiçKes.V > o grau supremo da verdade.m ada ve3 mais e)plA itos. onde fi a repetindo que onseguiu enlouque er /ordon e que !asta um trauma. 8ustiça. dese8a um mundo a seu modo. Y isso o que o Coringa dese8a.se no Coringa. :es o!rimos que.iet3s he. &ois pre isa de um rival om quem lutar. a ima de tudo. e nadando. 60 0quele mesmo que riou o termo Super.@. um ar de niilismoQ9 tApi o da filosofia do fil5sofo alemão *riedri h . 0gora sim. ?um dia ruim@ e a lou ura aflora. om algo por ima que se pare e om maquiagem ir ense. # Coringa não quer onviver om a verdade. 6er as falas do Coringa > quase omo ler Assim #alou @aratustra ou (enealo&ia da Foral de . :e volta ao presente do gi!i. # final da hist5ria > surpreendente.iet3s heT0.lo. 59 Segundo o Minidi ionBrio 6uft U2001V. # hoque de realidades e visKes de mundo das personagens. onde perguntam quem vai matar quem. ele não > mais aquele omediante sofrido que a a!ara de perder a mulher grBvida e se meter numa enras ada. sai da fB!ri a. os valores pregados pelo ristianismo e o omportamento dos homens. das hierarquias. at> que o Coringa pu)a uma arma e atira na direção do Cavaleiro das %revas. mata os 7mpli es do Coringa. (le per e!e que sua pele estB e)tremamente pBlida. Batman tenta impedi. /ordon supli a para que Batman prenda o vilão e mostre que a lei fun iona. . mas para isso.iilismo > um ?prin Apio filos5fi o segundo o qual a negação Uda f>. ap5s en ontrar o ComissBrio numa 8aula e nu. o que fa3 om que apenas ele se8a perseguido pelo Batman. tApi o das hist5rias de 0lan Moore. # Coringa onsegue es apar e foge para a Casa dos (spelhos. Mas Batman o en ontra e mais uma ve3. ainda estB por vir. et . os dois entram em luta orporal. e quando o Coringa tenta passar pela ind7stria quAmi a. fi a. a polA ia hega. pois se não hB luta. seus a!elos estão verdes e ele ri lou amente. =uando hega nas margens de um rio. Mas o melhor.]2 &er e!e. pois /ordon ontinua são. # teor de negar tudo o que e)iste de ordem e impor uma nova. Batman e Coringa tem um passado maior do que se poderia imaginar. que pensa estar no en alço do Capu3 Dermelho. ele sente que pre isa do Batman.outro flashbac). 0o tentar es apar. Batman se depara om seu maior inimigo. o Coringa não v9 graça. . a verdade de /ordon que quer. Uma luta tem inA io.

Sim. 2002$ 1T2V Com essa afirmação. rea!ilitação e mostra que a so iedade não estB. essa > a origem da promessa de vingança e om!ate ' viol9n ia que Bru e MaJne fa3 ainda riança.ada tira o arBter her5i o de Batman.o aso da 4atman A A Miada Fortal. não importa o autor ou a >po a. U. para a8udar na luta ontra o rime.Mor ego. e ai na gargalhada. sofreu transformação profunda. o alter e&o de Batman. (m seguida. pois para ser o que > Bru e MaJne pre isou a eitar que o (stado era falho e orrupto quando se tratava de om!ater a viol9n ia e pre isava de um vigilante fora. Bru e MaJne. demonstrou e)atamente a linha que separa as atitudes de seres tão pare idos e ao mesmo tempo. perdida.se duvidar do arBter her5i o do Batman ou do vilanismo a!soluto do Coringa. tão diferentes. :rama digna de trag>dia grega. de todo. 0m!os t9m ons i9n ia da perversidade do mundo. mas o Batman fe3 uma promessa a seus pais$ om!ater o rime em /otham e vingB. mas a verdade > que um ompleta o outro. 61 (m todas as hist5rias do Batman. em \um dia ruimO. enquanto temos d7vidas so!re a verdadeira motivação do Coringa para ser vilão.]S Mas Batman não > assassino.los dessa forma. que apenas es olheram lados opostos.ovJ no apAtulo 1S do livro 4atman e a filosofia. pode. :e fato. . sem poder se segurar. mesmo sa!endo que om isso. que trata 8ustamente da relação entre o her5i e o vilão. (les apenas es olheram modos de vida diferentes ap5s suas trag>dias pessoais.lei. mas a favor dela. afirma que$ Batman e o Coringa nas eram da viol9n iab ada um > produto de uma pessoa omum que. Segundo Ron . 0lan Moore onseguiu atenuar a linha entre heroAsmo e vilanismo utili3ando dois dos personagens mais famosos e omple)os do mundo dos quadrinhos e mesmo assim. vemos que eles são irmãos na guerra. 0 estranha intimidade deles > a lou ura ompartilhada por dois an8os da morte de!atendo as ondiçKes ne essBrias para a li!erdade humana. # Coringa não fe3 promessa alguma. tudo o que foi e tudo o que tinha de !om morreu om sua mulher e filho por onta de um a idente dom>sti o. ele não vai matar o Coringa e ainda ofere e a8uda. . (ntão o Coringa onta uma piada so!re dois lou os que fugiram de um sanat5rio. porque o Batman se pare e om o Coringa.#DL in ME-%( e 0R&. perdeu os pais ap5s um assalto quando era uma riançaT1 e o Coringa perdeu sua mulher grBvida quando estava prestes a ometer um. . evitaria mais mortes e pro!lemas e o porque do Coringa ter uma ne essidade lou a de fa3er tudo para hamar atenção do Eomem. pou os sa!em porque o Batman se nega a matar o Coringa.da. Batman tam!>m gargalha.

a :C de idiu lançar uma revista solo para o o ultista ingl9s. por a hB. falAvel e limitado. Com a as ensão dos quadrinhos adultos naquela >po a. o her5i do tipo do ?Superman@ não tem muito o que fa3er a não ser que este8a omo antagonista do her5i prin ipal da hist5ria.ameri ano. o!sessivo e atormentado. # ser !enevolente. # mestre dos E=s adultos.her5i > aquele tipo egoAsta. Muitos deles não podem ser omparados aos vilKes. graças a Moore e seus $atchmen. seu tra!alho onsiste apenas em manter os dem<nios do inferno em seu devido lugar e manter o equilA!rio entre o !em e o mal na %erra. *oi aA que surgiu um dos maiores e)poentes do anti. na verdade. onde Batman > o her5i imperfeito. 62 63 Um dos apelidos do Coringa. fama. Constantine > um ingl9s magri ela e loiro que foi riado por 0lan MooreT] e apare eu pela primeira ve3 em 192Q na revista 5he . 8ustamente por apresentar uma possAvel versão para a origem da lou ura do prAn ipe palhaço do rimeT2. mas quando indagado a respeito de seu heroAsmo. "ohn Constantine !e!e. do gi!i de horror e o ultimos /ellblazer. que em dado momento de uma trama.heroAsmo dos quadrinhos. o soldado n7mero um ' serviço do governo norte. "ohn era apenas um oad8uvante que onhe ia artes e hist5rias do o ultismo.os quadrinhos adultos. adquire atitudes dignas de her5i lBssi oTS. Um !om e)emplo disso > "ohn Constantine. mas não assumem o papel de her5i. (ssa graphi novel es rita por 0lan Moore tem tanta importFn ia. omo no aso da &raphic novel Batman + # Cavaleiro das %revas U192TV. 65 Conhe ida no Brasil omo Monstro do &Fntano. . que salva rian inhas e reluta a usar viol9n ia para deter seus inimigos. que desde que foi lançada. que vai a /otham onter a onda de viol9n ia que assola a idade e fa3er Batman desistir de ser vigilante. ondes endente e !om. 64 Sempre ele. a personalidade do Coringa das ediçKes normais das hist5rias do Batman se assemelham muito om 4atman A A Miada Fortal. quando este es revia os roteiros dessa revista na :C. ou por poder. o! e ado por alguma oisa Ua aptura de um riminoso. . e o Superman > o mo inho.her5i.]] Batman en ontrou sua pr5pria verdade. um anti. mesmo que ela se assemelhe om a verdade da maioria das pessoas.'amp 5hin&NC. fuma e não estão nem aA para ningu>m.los limitados. resmunga que apenas agiu assim por vontade pr5pria. # anti. por e)emploV. para se a8udar e não para a8udar algu>m. pu!li ado pelo selo Dertigo da :C Comi s.

e somente pela des rição do omeço da vida desse personagem podemos adivinhar que ele nun a seria o modelo de her5i lBssi o. "amie :elano. Constantine tam!>m deu as aras no segundo n7mero de SandmanTT. mudara. 0 essado em 2Q de novem!ro de 2009. 200QVTR 0tualmente. um dos ingleses da >po a da ?-nvasão BritFni a@ nos anos de 1920 fi ou en arregado de onstruir o personagem a partir da !ase riada por Moore pela :C. al>m de ser onsiderado um protegido de :eus e o homem mais odiado por todos os dem<nios do inferno.eil /aiman. site espe iali3ado entretenimento. ultuada pelos fãs de E= e roteiri3ada pelo !ritFni o . 0os 1R anos. a &raphic novel Mat hmen.imd!. de 0lan Moore e :ave /i!!ons. tanto que em 200Q ganhou uma versão inematogrBfi a om Peanu ReevesT2 no papel prin ipal. de . tanto no gi!i quanto no filme.]Q Suas hist5rias são repletas de satanismo. "ohn havia estrangulado seu irmão g9meo no 7tero e matado sua mãe no parto. Der mais so!re o filme em http$XXIII. e ap5s uma e)peri9n ia so!renatural malfadada + na qual Constantine a identalmente mandou uma menina para o inferno + fora interno do hospA io de Ravens ar por dois anos. nude3.asp).eil /aiman.!rXquadX100002]22. a quem "ohn insulta e provo a in7meras ve3es. U0SS-S. Eavia sido lAder de uma !anda inspirada nos Se) &istols. e "ohn Constantine > venerado por fãs ao redor do mundo. &assou toda d> ada de R0 aprendendo as artes ar anas om um grupo de dedi ados ao misti ismo. a Mem!rana Mu osa. om. uma ve3 que om tramas maduras. %udo o que não poderia ser pu!li ado aso o %omics %ode ainda valesse.se para 6ondres. om todo o seu sar asmo misturado a uma sa!edoria ma a!ra. 67. arnifi ina e viol9n ia. . /ellblazer > um dos tAtulos mais importantes do selo Dertigo. Mat>ria do site #melete. !ru)aria. omXtitleXtt0ST0]2TX. al>m de um elen o de estrelas. IATCHMEN 2 A LINHA TENUE ENTRE VIGILANTISMO E VILANISMO Como 8B foi itada anteriormente neste tra!alho. lançada entre 192T e 192R pela :C Comi s > onsiderada a primeira 66 67 #utra E= adulta. mas não hB omo negar que a personalidade de "ohn estB presente no filme. Dindo de uma famAlia da lasse operBria de 6iverpool. os anti. pois > ameri ano e moreno. o que lhe rendeu 5dio do pai por toda a infFn ia. em 1929. 0 essado em 2R de novem!ro de 2009. seres fantBsti os.omelete. não se pare e em nada om o magrelo loiro e ingl9s do gi!i. para lidar om ela e não se dei)ar ven er. in lusive 67 ifer. Como se pode ver.her5is nos quadrinhos para adultos são o!rigat5rios enquanto os her5is puros são totalmente dispensBveis. # filme gerou muitas polemi as por onta das mudanças. 68 =ue a prop5sito. os vilKes se apresentam de uma forma tão poderosa e perigosa que > pre iso entender !em e onviver om a maldade. al>m de an8os. monstros e dem<nios assustadores. :isponAvel em$ http$XXIII.

e tudo detalhadamente plane8ado para que no final. redefiniram a linguagem dos quadrinhos produ3idos nos (stados Unidos. 0lan Moore e :ave /i!!ons. 2002$ Q2V.(-6. U/U(:(S. mat>ria pu!li ada no site #melete. . no qual narrava a invasão de alienAgenas mar ianos na %erra omo se fosse um noti iBrio.her5is. inova. Y o que os amantes de quadrinhos geralmente dão de presente a amigos quem pensam que gi!is são simplesmente diversão para rianças. fa3endo om que. que interpreta o Cidadão Pane da hist5ria. omXaIardIe!XhugosX20s. *oi #rson Melles quem leu. desprovidos de m>rito literBrio.thers #orms em 1922 o (isner e o Pir!J. essa &raphic novel tra3 omo personagens prin ipais pessoas omuns que ' noite se vestem om fantasias de ores !errantes para om!ater o rime. 0lan Moore des reve omo surgiu a id>ia de fa3er Mat hmen$ 69 # Eugo > um premio voltado a literatura e que on edeu a Mat hmen esse pr9mio. um tra!alho que entret>m. tem as respostas a todas as questKes que envolvem os personagens. Der sinopse de Cidadão Pane em$ http$XX!r. fi3esse sentido. segundo :ennis #O.ficial D% %omics A =oteiros U200QV > uma s>rie ou mini. > muito mais que um simples gi!i. U#O. 0 essado em 29 de novem!ro de 2009. por mais dispersos que se8am.s>rie que ao hegar ' sua on lusão. omXfilmeX9T2XsinopseX idadaoHane. na ategoria . Mat hmen superou todas as e)pe tativas e ho8e > um lBssi o do g9nero.Jahoo. pela primeira ve3.omelete. Como nem todo mundo a ompanhou desde o inA io e nem sa!ia que se tratava da leitura de um livro. Su!verteu dos gi!is e moldou o g9nero adulto.eil no (uia . al>m de ser o primeiro filme es rito. 70 %idadão 7ane U19]1V > um filme ultuado mundialmente por ter sido ousado e inovador para sua >po a. 0 essado em 29 de novem!ro de 2009. &u!li ada em 12 volumes. al>m de ser onsiderada a maior e melhor hist5ria 8B feita. om. que premiam E=s e o!ras da arte seqWen ial. :isponAvel em$ http$XXIII. /.]T o!ra realmente adulta de quadrinhos. numa transmissão pelo rBdio na v>spera do /allo'een U:ia das Bru)asV de 19S2 o livro A (uerra Dos Fundos U1292V de E. a!rindo espaço para diversos artistas se livrarem da ensura e omeçarem a desenvolver tramas mais omple)as.html. esta!ele endo de ve3 o inA io de uma . inema. Der a lista ompleta dos ganhadores em$ http$XXdpsinfo. uma hist5ria em quadrinhos tivesse re onhe imento literBrio. 71 Ma)iss>rie. Der mais em . > o Cidadão PaneR0 dos quadrinhos.rson $elles e a (uerra dos Fundos9 NC anos de uma farsa. 200Q$ 10TV 0p5s es rever roteiros e) elentes para Fonstro do Mântano. 2002 apud C#(6E#. > uma o!ra prima da literatura mundial. Mells. Muitos espe ialistas a reditam que Mat hmen. Mat hmen ganhou o pr9mio EugoT9. Mat hmen > uma ma)iss>rieR1. que une todos os elementos da narrativa. de 0lan Moore e :ave /i!!ons. houve pFni o generali3ado e at> asos de sui Adio. 0 essado em 29 de novem!ro de 2009.asp). dirigido pelo tam!>m ultuado #rson Melles.!rXgameX100001T1T.ova (ra para os super. riti a e define o g9nero. Com Mat hmen. # mundo onde Mat hmen se passa > um retrato dos anos 20 do s> ulo NN om algumas modifi açKes no urso verdadeiro da hist5ria.

UM##R( e /-BB#. senta numa adeira em frente a vBrios monitores de %D que transmitem imagens do mundo inteiro. :urante o primeiro apAtulo. 0 imundA ie a umulada e todo o se)o e matanças que prati aram vai espumar at> suas inturas e todos os polAti os e rameiras olharão para ima. totalmente vAvido e de uma rique3a de detalhes impressionante. =uando os !ueiros finalmente trans!ordarem.]R &egando de onde /eorge #rIell parou. omXtimeX200QX100!ooHsXthe4 omplete4list. (ste livro nada mais > do que <GO*LI. EB enas em Mat hmen que fa3em alusão ao /rande -rmão. havia um ão morto om mar as de pneu no ventre rasgado. as primeiras falas de todo o gi!i define todo o tom do pensamento negativo e violento que o rege$ (sta manhã. # enredo 192Q. 0s ruas são sar8etas dilatadas e essas sar8etas estão heias de sangue.atal. 0 essado em 29 de novem!ro de 2009. om.html. (u vi o rosto dela. 73 Der mais so!re o livro 192] em http$XXIII.time. # enredo.. lançada pela editora &anini Comi s em 2009. ome ei a tra!alhar no que a a!ou se tornando M0%CEM(. . 2009$ 1V omeça assim$ um velho vigilante > !rutalmente assassinado. UM##R(. no !e o. 0s ores. . omo quando #3Jmandias. um dos vigilantes da hist5ria.. gritando ?Salve.ão@. eleitos pela revista %-M(R]. nos@. e. Mat hmen fa3 om que a leitura se8a irresistAvel.orthampton.ão por a aso tanto Mat hmen quanto 192] estão na lista dos 100 Melhores Roman es de %odos os %empos. em 8aneiro de 1922 e inserida nas pBginas finais da edição definitiva de Mat hmen. sendo arremessado de uma 8anela e aindo no asfalto da idade de .ão me lem!ro ao erto. mas a ho que provavelmente foi alguma id>ia ridA ula de que o livro sairia no ano seguinte que me levou a esta!ele er a s>rie em 192Q. todos os ratos irão de afogar. do alto. # livro > de uma rique3a de detalhes in rAvel e trata de polAti a e omportamento. na d> ada 72 Carta es rita por 0lan Moore em sua idade .S.htm.!rX0T1XT1a3uma. eu vou sussurrar$ ?.ova LorH em 12 de outu!ro de %odos os vigilantes tiveram que se aposentar ap5s uma lei entrar em vigor. em 192]. .espa oa ademi o. -nglaterra. a essado em 29 de novem!ro de 2009. no originalV. geralmente quentes. al>m de e)perimentos so iais. 0 idade tem medo tudo de mim. dão o tom do alor e agonia que a /uerra *ria e uma possAvel e iminente guerra nu lear representavam na >po a em que se passa a hist5ria. livro a lamado e ultuado onde #rIell onta a hist5ria de um mundo so! o regime totalitBrio onde todas as pessoas são in essantemente vigiadas pelo /rande -rmão UBig Brother. 1922VR2 Y importante que se e)plique o porqu9 de Moore itar o tal livro de /eorge #rIell. 74 De8a a lista ompleta em$ http$XXIII. .

8B que Rors ha h suspeita que algu>m estB matando vigilantes aposentados.lei hama. %odos eles unidos pelo om!ate ao rime. que surgiu ap5s um fAsi o do governo ameri ano fi ar preso numa Fmara om um a elerador de partA ulas nu learesV. 76 São aquelas pla as heias de man has 's quais os psi 5logos e psiquiatras mostram aos pa ientes para que eles digam o que v9em. uma l>s!i a. desde tentativas de estupros. . %odos. pois usa uma mas ara feita om um te ido espe ial que simula man has pare idas om os testes de Rors ha hRT. deu origem ao vigilantismo pu!li itBrio. o grupo formado na d> ada de 19]0. pois não s5 (dIard BlaHe > vAtima de assassinato. arnifi ina. desde que os MinutemenRR surgiram. ou se8a. . podemos ter mais detalhes so!re toda a vida dos her5is. uma estrela de filmes er5ti os. não sofreu nenhum es Fndalo e p<de se reeleger duas ve3es porque o Comediante matou os 8ornalistas que denun iariam o es Fndalo de Matergate. omo a so iedade a a!a por riminali3ar at> mesmo os her5is e omo todo o sonho de união tem fim ap5s alguns infort7nios.o grupo dos Minutemen. um violento ma hista e pervertido se)ual. filha de SallJ e a segunda (spe tral. hB uma ena na qual o vigilante Rors ha h > e)aminado dessa forma por um psiquiatra riminal. de retada pelo presidente . por e)emplo. . por e)emplo. numa reunião dos Minutemen. des o!rimos que mesmo om essa man ha no passado. # 7ni o vigilante na ativa e fora. que ao ontrario do que a onte eu de verdade. moral ou de vida. os her5is se promoviam na imprensa graças a alguns !9!ados e ladrKes de velhinhas que so avam noite ap5s noite. menos o :outor Manhattan Uum ser radioativo e a3ul. > mostrada uma ena da heroAna aposentada SallJ "upiter Ua primeira (spe tralV na qual sofre uma tentativa de estupro do Comediante em 19]0.uma ena de flashbac). a assassinatos. (la relem!ra este fato ap5s omentar om sua filha so!re o funeral dele.ada > por a aso em Mat hmen.a graphi novel essa lei se hama 6ei Peene. . o Comediante. a (spe tral e o Comediante tiveram um roman e pou o depois e o resultado desse amor doentio > 6aurie.da. (m Mat hmen.enhum her5i em Mat hmen pode ser onsiderado modelo de omportamento. .]2 de 19R0RQ. #utro vigilante dos anos de 19]0 tam!>m > assassinado. e a trama se desenrola omo uma rede de intrigas. os !andidos são de uma lasse !em mais ruel do que aqueles da >po a dos Minutemen. rimes de guerra. 0trav>s de flashbac)s dos personagens prin ipais.i)on. fantasiadas para om!ater o rime. que desde o final da d> ada de 19]0 tra!alha para o governo. %odos eles t9m man has negras no passado. hB gaJs. %alve3 a ra3ão para tanta humanidade naqueles que deveriam representar uma superioridade resida no fato de que não > fB il imaginar num mundo real no qual pessoas omuns saiam por aA. .se Rors ha h. 75 . em tempos hodiernos. at> porque. 77 Eomens Minuto. omo a imprensa os elevou ao estrelato.os apAtulos finais. ou por algum dese8o egoAsta de se apare er. e toda sorte de atos atApi os de her5is.

viol9n ia ontra a mulher. (m algum ponto ao longo do aminho. a hist5ria em quadrinhos que um menino l9 numa !an a de 8ornal onde o 8ornaleiro vive a dis utir os pro!lemas do mundo durante toda a hist5ria. polAti a. Sua maior motivação não > somente salvar o mundo. =uanto maior nossa ompreensão dos detalhes su!liminares de fundo que estBvamos usando se tornava. religião. s5 entrou para o time dos Minutemen porque seu empresBrio a hou que seria interessante para sua futura arreira de modelo e atri3.egro. tudo tão fi tA io quando o quadrinho. ( ainda hB os Contos do Cargueiro .lo. ada detalhe e a onte imento do passado dos her5is rever!eram em 192Q. Com uma trama tão !em amarrada. drogas. mas tam!>m atender 's ne essidades do pr5prio ego. mais profundidade ela mostrava possuir. ou. letras de m7si as. assassinatos.. revistas. #utro dado importante > que todos são anti. omo estupro. m>di os. Mat hmen mais pare e um do umentBrio. ino entemente.. por e)emplo.. infanti Adio. hB sempre uma frase u8o tema inspirou Moore na hora de es rev9. tre hos de livros que valori3am ainda mais a narrativa e de onde o autor tirou o tAtulo do apAtulo. omo no aso do Comediante. pedofilia. Mas a a!amos om algo su!stan ialmente maior do que isso. et . re ortes de 8ornais.]9 0 primeira (spe tral. em sua arta de 1922. s5 queriam viol9n ia.her5is. outros ane)os surgem omo peças que a8udam a entender melhor e apresentam mais detalhes so!re o que foi tratado no dado apAtulo. entre o material om o qual estBvamos tra!alhando e as novas t> ni as narrativas que estBvamos tentando. Muitos dramas omuns da humanidade estão presentes no te)to. ter em quem !ater om a des ulpa de ser por uma ausa no!re. =uanto mais olhBvamos para a hist5ria.her5is que nos permitisse a oportunidade de e)perimentar algumas novas id>ias narrativas ao longo do aminho.. pois al>m de suas pBginas ontendo a hist5ria em si. Z. relat5rios psiquiBtri os. e) eto o 8B itado :outor Manhattan. traição. Mat hmen > de uma profundidade que nem mesmo Moore ou seu desenhista :ave /i!!ons Uque tam!>m parti ipou do pro esso de riação dos personagensV imaginou na >po a em que foi on e!ido$ Z. se)o. 0o final dos apAtulos. não dava para a!ordar temas assim na vida de um . 1922V Mas o que hama atenção na hist5ria > a densidade de seus personagens. mais esses detalhes se tornavam interligados om a linha da hist5ria. São frases famosas.[ UM##R(. #s vigilantes de Mat hmen são todos pessoas a!solutamente normais.[ n5s querAamos fa3er um quadrinho novo e inusitado de super. #s outros queriam açar !andidos. agir de a ordo om suas onvi çKes. omeçou a a onte er uma oisa que não havAamos esperado. omo tre hos de livros. Segundo Moore. Como na vida real.

ova LorH para matar e impor medo em todo o planeta. para as pessoas.. a refer9n ia aos pro!lemas so iais. 192Q. no aso. o perAodo em que Mat hmen > lançada não poderia dei)ar de ser influen iador de seus autores$ 0 guerra -rã. sua se)ualidade. morais e polAti os do mundo naquele perAodo da hist5ria da humanidade > indispensBvel.ão podAamos dis utir esses personagens sem dis utir o mundo que dera forma a eles. 0o final de toda a trama. Z. fa3endo assim om que este se una e a a!e de uma ve3 om disputas polAti as. e as E=s não poderiam ser diferentes. . não poderia ser sem artefatos nu leares. e não podAamos dis utir esse mundo sem de algum modo nos referirmos ao nosso pr5prio. ideol5gi as ou so iais. Mat hmen onsegue fa3er 8us ' sua fama de melhor hist5ria em quadrinhos de todos os tempos. na fronteira leste do -rã. a guerra nu lear > e)plorada omo tema no inema. Como 8B visto... mesmo que de modo indireto. (stados Unidos e União Sovi>ti a. sua filosofia e todos os fatores em seu mundo que haviam dado forma a essas oisas. estB presente o tempo todo em Mat hmen.. UM##R(. UPR0PE(CP(. (stes irão apturar o am!iente de tensão e o ilustrar em suas hist5rias. enquanto os sovi>ti os o!servam o onflito om interesse. que o orre entre 1920 e 1922.-raque. om todos os detalhes devidamente e)pli ados. porque ele tomou essa atitude. as hostilidades reais o orridas durante essa fase da /uerra *ria a a!am por influen iar os autores de E=s. matou milhKes ao simular um ataque alienAgena em . # medo de uma guerra nu lear.Q0 her5i sem que fosse e)pli ado o onte)to hist5ri o. tão presentes na /uerra *ria entre as pot9n ias. 1922V ( > e)atamente isso o que a onte e quando a onte imentos da >po a. Segundo PR0PE(CP( U200RV. Manhattan sem levar em onta sua polAti a. 200R $1TV (m seus 12 apAtulos. a pergunta que não ala > tão inquietante e tão humana que pode ser feita por qualquer ser humano numa situação e)trema$ vale a pena sa rifi ar milhKes para salvar !ilhKes^ Y e)atamente um dos vigilantes fa3 nos apAtulos finais.[ . tam!>m pode ser onsiderada uma influ9n ia. 0ssim. uma ve3 que estão em pro esso de o upação do 0feganistão. Z.[ não !astava des rever as ir unstFn ias parti ulares da vida de um Rors ha h ou de um :r. polAti o e so ial do mundo em que ele vivia. omparamos Mat hmen om os =uando a hist5ria se passa. #s (stados Unidos ap5iam o -raque dando suporte logAsti o e suprimentos omo armamentos. 0 onseqW9n ia de uma guerra entre (stados Unidos e União Sovi>ti a. se fa3endo entender por um leitor que vive er ado de notA ias so!re onflitos que podem levar (stados Unidos e União Sovi>ti a ' guerra.

(ssa d7vida fi a no ar$ SerB que mesmo sa!endo que a pa3 foi onseguida atrav>s de uma onspiração assassina. por a reditar que este > o melhor meio de se o!ter a pa3.Q1 %udo para o !em da humanidade. os povos ontinuariam se amando^ . feste8ando sua so!reviv9n ia. Mas omo um final de novela. =uando o her5i Rors ha h. talve3 imaginando que não sairia vivo de uma onspiração tão grande. Mostrando ara terAsti as de vilão e ao mesmo tempo intençKes her5i as. tudo pare e ter dado erto em Mat hmen. pelo menos o que eles tem em mãos no momento.lo. um moralista violento que fa3 8ustiça om as pr5prias mãos e não titu!eia quando pre isa matar um assassino. estuprador ou ped5filo. 0p5s isso.humano :outor Manhattan se v9 o!rigado a matB. Mat hmen mostra que o 8ornal não tem mais o que noti iar 8B que o que e)iste > pa3 e dei)a a d7vida se ele pu!li ou ou não o diBrio do vigilante. pois não a ha erto que a pa3 se8a !aseada em mortes de mihlares de ino entes para sustentar uma mentira. ameaça ontar tudo ao mundo.hippie@ nos anos de 1920 pare e estar ameaçado por um diBrio no qual o vigilante Rors ha h relatou toda a trama s5rdida e ruel Ude um dos seus ompanheiros de vigilantismoV que levou o mundo a esse estado de ?pa3 e amor@ e o enviou previamente a um 8ornal. (stados Unidos e Uniao Sovieti a de mãos dadas. Mas esse lima ?neo. pessoas nas ruas antarolando. o so!re.

se)o e nada de hist5ria !em onstruAda. omo disse *ranH Miller. ou estudam uma s5 o!ra ou estudam a arte de modo geral. não dando tanta importFn ia ' passagem da infFn ia da arte. Bom!ardeios de a usaçKes de in entivo ' viol9n ia. segmentado. em 1920. e riou um novo g9nero.ameri anos tem no mundo inteiro. podou a arte durante quase S0 anos. a intelig9n ia triunfou so!re o pre on eito e Mat hmen foi lançada. orgias. para a adoles 9n ia reprimida pelo %omics %ode e finalmente para essa fase adulta tão e)pressiva. &er e!e. so!retudo om um enfoque mais o!8etivo. depois da queda da ensura. "ung e que en erra o apAtulo 9 de Mat hmen. (la riou o g9nero de super. ri a em detalhes e mar ante que os quadrinhos norte. de fato.QS CONSIDERAÇ1ES FINAIS 0o reali3ar este estudo so!re o mundo dos quadrinhos e so!retudo analisar suas o!ras adultas. o maior o!8etivo foi lançar ?uma lu3 's trevas do mero ser@R2. ' delinqW9n ia e a toda sorte de desvios de omportamento sempre estiveram intimamente ligados aos quadrinhos. as ara terAsti as e omo se deveria es rever so!re eles e ap5s muitos anos.her5is. se8a do ponto de vista artAsti o.se que E=s para adultos ainda > um tema pou o estudado no meio a ad9mi o. *rase retirada do 6ivro 6em!ranças. omo foi anteriormente men ionado. o 7ni o prop5sito da e)ist9n ia humana > lançar uma lu3 nas trevas do mero ser@. a li!erdade riativa tão sonhada e pela qual tantos artistas lutaram. a >po a da ino 9n ia. Sonhos e Refle)5es de C. vide os A ones mundiais que os personagens da :C 78 ?0o que nos ompete dis ernir. a das trevas quando o livro A . hist5ri o ou industrial.eduJão do 1nocente foi lançado e finalmente. onstruiu toda a imagem deles. ultural. Mas por fim. tanto de E=s omo de super.her5is e onseguiu dar novo f<lego ' industria. . pois geralmente as dissertaçKes e artigos. ameaçou destruir toda a li!erdade e)pressiva e artAsti a e. outro dos vBrios prop5sitos deste estudo foi demonstrar quão interessante e importante pode ser a hist5ria das hist5rias em quadrinhos. 8B que sua influ9n ia na ultura pop > inegBvel. Y inegBvel a importFn ia da :C em todo esse pro esso. no que se refere a toda a hist5ria dos quadrinhos norte.ameri anos. ela mesma promoveu a destruição desde tipo de mito. transformando novamente os quadrinhos em uma arte apre iada e rentBvel. /. Mas 19Q] ?aquele li)o de livro@. passando por um !reve hist5ri o da arte desde os seus prim5rdios. Como muitas ve3es gi!i adulto pode ser generali3adamente onsiderado apenas gi!i om pornografia.

Y um tra!alho uidadoso. 0 prova são os in7meros gi!is vendidos todos os dias. omo o Superman. Mulher /ato. ideologias. fantasias e todo tipo de quinquilharia produ3ida para a ompanhar o lançamento ou o su esso de alguma hist5ria. !one os.ão se pode dei)ar de notar que todas as E=s fa3em referen ia ' nosso presente. 0o final da revisão de literatura dos quadrinhos para adultos da :C Comi s. Mulher Maravilha. os ompartilhados livremente na internet.Q] Comi s se tornaram. e que a a eitação entre rianças e adultos > impressionante. tiros. de todas as nature3as.se afirmar que E= nun a foi uma arte simples. Batman. omo gostaria de ser ou omo nun a serB e mostram aos leitores um mundo ompletamente heio de ores. os filmes. *lash. vilanismo e seres fantBsti os ou a!solutamente humanos que lutam pelo que querem. nosso onte)to hist5ri o. Coringa. de on e!er. 8B que prega id>ias. nem que se8a por eles mesmos. polAti o. . !rinquedos. omportamento e muita emoção. milimetri amente plane8ado. a humanidade omo ela >. pode. 6e) 6uthor e tantos outros. . gritos. moda. a morte. heroAsmo. uma oisa fB il de se fa3er. por algu>m ou por uma ausa. presente e dos vislum!res de algum possAvel futuro al>m de ser e)tremamente influen iador. #s quadrinhos retratam a vida. altamente influen iado pelos a onte imentos do passado. ultural e so ial.

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