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Ameaça (Art.

147): Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio, de causar-lhe mal injusto e grave. *Crime de ação penal pública condicionada à representação. *Mal grave: atinge um bem jurídico relevante. Ex.: ameaça de morte, de agressão, de demissão, de colocar fogo na casa. *Mal injusto configura elemento normativo, dependendo da análise do juiz, caso a caso. *Verossímil: é a promessa de mal capaz de ser cumprida. Não é necessário que o agente queira concretizar o mal prometido à vítima, porque a intenção é de amedrontá-la; no entanto, deve ser possível cumprir a ameaça, caso contrário, ela deixa de ser verossímil. *Se o agente estiver embriagado ou irado, não há crime. Sequestro ou cárcere privado (Art. 148): Privar alguém de sua liberdade mediante sequestro ou cárcere privado. *Importa na privação da liberdade de ir e vir de alguém. *É crime permanente, o que possibilita a prisão em flagrante a qualquer momento. A consumação ocorre com a privação da liberdade da vítima. *Não é requisito que a vítima seja levada a um local; pode não haver deslocamento, mas mera retenção. *A tentativa é possível, desde que o sujeito não consiga privar a vítima da liberdade. *No sequestro, a vítima tem a possibilidade de andar. Está, por exemplo, em um galpão, em uma casa ou quarto. *No cárcere privado, não há possibilidade de a pessoa se movimentar. Exemplos: é amarrada em uma árvore, colocada no porta-malas de um carro etc. *Qualificadoras: cônjuge, ascendente ou descendente da vítima; praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital; a privação da liberdade dura mais de 15 dias; resultar à vítima grave sofrimento físico ou moral. *Se a vítima sofrer lesão grave ou morrer em razão dos maus-tratos, o agente responderá por lesão corporal grave ou homicídio em concurso material com o crime de sequestro (simples). Serão aplicadas as penas dos dois crimes autônomos, mas sem a qualificadora do parágrafo em questão para não haver bis in idem. Art. 149. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. *Objeto jurídico: liberdade. *Verbo: reduzir. I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador, com o fim de retêlo no local de trabalho. II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho. *Pena aumentada: contra criança ou adolescente e preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem. Art. 150 - Entrar ou permanecer, clandestina ou astuciosamente, ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito, em casa alheia ou em suas dependências. *Pena aumentada: § 1º Se o crime é cometido durante a noite, ou em lugar ermo, ou com o emprego de violência ou de arma, ou por duas ou mais pessoas. § 2º - Aumenta-se a pena de um terço, se o fato é cometido por funcionário público, fora dos casos legais, ou com inobservância das formalidades estabelecidas em lei, ou com abuso do poder. Não é crime: § 3º - A entrada ou permanência em casa alheia ou em suas dependências:

169. inc. por erro. do Código Penal. emprego de fraude. 155): Subtrair para si ou para outrem coisa alheia móvel. concurso de duas ou mais pessoas. *Admite tentativa.º II do parágrafo anterior. para efetuar prisão ou outra diligência. necessariamente. Coisa perdida.Não se compreendem na expressão "casa": hospedaria. dentro de casa. o caso do flagrante ficto. aposento ocupado de habitação coletiva. *Não basta apenas a vontade de subtrair (dolo geral): a norma exige a intenção específica de ter a coisa. danifica o bem subtraído. Furto (Art. *Furto privilegiado: agente primário (não necessita bons antecedentes). escalada. onde alguém exerce profissão ou atividade. *Subtrair: engloba tanto a hipótese em que o bem é tirado da vítima quanto aquela em que a coisa é entregue voluntariamente ao agente e este a leva consigo. caracterizará crime de furto. coisa de pequeno valor (não excede 1 salário mínimo). mas não pode ser objeto de furto porque falta o requisito da subtração.I . suprimir. de forma definitiva. como. após a subtração. A coisa só é considerada perdida quando está em local público ou aberto ao público. quando algum crime está sendo ali praticado ou na iminência de o ser. em razão de contrato (mútuo pignoratício) ou de ordem judicial (objeto penhorado). destreza. II . habitada ou não. salvo a restrição do n. casa de jogo e outras do mesmo gênero. deve responder por furto e por disposição de coisa alheia como própria. . quem a encontra e não a devolve não está subtraindo . acarreta o crime do art. tipificada no art. 346 do Código Penal (tirar. *Se o agente. II. e depois o aliena a um terceiro de boa-fé. *Quebrar o vidro do carro e furtar o som (qualificado).responderá por apropriação de coisa achada. emprego de chave falsa. ún. § 5º . com observância das formalidades legais. destruir ou danificar coisa própria. abuso de confiança. para se auto ressarcir de dívida já vencida e não paga. que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção).durante o dia. estalagem ou qualquer outra habitação coletiva. Não responde por furto porque não agiu com intenção de causar prejuízo. 345 do CP). dentro do carro. Verbo: subtrair.a qualquer hora do dia ou da noite. que o furto seja tentado. não responderá por furto em razão da incidência do erro de tipo. A pena de reclusão pode ser convertida em detenção ou multa. *A coisa perdida tem dono. taverna. por exemplo. *Coisa móvel: aquela que pode ser transportada de um local para outro. *Furto qualificado: com rompimento ou destruição de obstáculo. *O credor que subtrair bem do devedor. pegar um objeto alheio pensando que lhe pertence. *O fato de ter havido prisão em flagrante não implica. o sêmen ou outra energia com valor econômico. Quebrar o vidro do carro. se achada e não restituída ao proprietário. para si ou para outrem. *Se alguém. *Consumação do crime: inversão da posse. pratica o crime de exercício arbitrário das próprias razões (art. por exemplo. responde apenas pelo furto. par.A expressão "casa" compreende: qualquer compartimento habitado. § 4º . *Se a pessoa furta um bem. *Subtrair coisa própria. *A violação de domicílio fica absorvida pelo furto praticado em residência por ser crime meio. compartimento não aberto ao público. *Objeto jurídico: patrimônio. enquanto aberta. *Furto noturno (aumento de pena): ocorre em residência. *Energia elétrica. que se encontra em poder de terceiro. fazer ligação direta e furtar o carro (furto simples).

Ex. 610 do STF: “Há crime de latrocínio. após perseguição. ainda que não consiga a posse tranquila. *Consumação: simples retirada do bem da vítima. *O roubo será qualificado se a morte ou a lesão corporal grave resultarem da “violência”. A arma de brinquedo gera o aumento da pena. mata a vítima. *A vítima pode ser mantida pelos assaltantes por pouco tempo. *Complexo (envolve vários atos). ao ver a arma. *Objeto jurídico: patrimônio. ou para obrigar a vítima a fazer. que passa pelo local durante o roubo. mas não em razão dele.*Aumento de pena: subtração é de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior. Se o agente for detido antes de cruzar a divisa. para garantir a impunidade. *Não confundir tentativa de latrocínio com roubo qualificado pela lesão grave. *Roubo próprio: quando o agente pratica a violência ou grave ameaça. O que distingue é o dolo (vontade de matar ou vontade de lesar). Responderá por roubo em concurso material com homicídio.2: ladrão mata um desafeto seu. ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima”). após o emprego da violência ou grave ameaça. Deve ocorrer o transpasse de fronteira. Se a vítima morre em razão da grave ameaça tem-se concurso formal de roubo simples e homicídio culposo (ex. Foi durante o roubo. ou não as emprega e o crime é o de furto. ou tempo suficiente para a consumação do roubo. o tipo não menciona a grave ameaça. *Roubo impróprio: quando pratica esses recursos depois de apanhada a coisa. Subtração consumada + morte consumada = latrocínio consumado.: a vítima. 157): subtração de coisa móvel alheia. Roubo (Art. responde por crime tentado (para aqueles que exigem a posse tranquila da coisa para consumação) e por crime consumado. *Verbo: subtrair. *Subtração consumada + morte tentada = latrocínio tentado. *Quando o agente é preso em flagrante com o objeto do roubo. A tentativa dessa modalidade de furto qualificado será possível quando o agente tentar transpor a barreira da divisa e for detido. caracterizando o roubo e não o furto. antes ou durante a subtração. semanas depois. deixar de fazer ou tolerar que se faça algo. *Ação penal pública condicionada. quando o homicídio se consuma. (Consumação).1: João rouba alguém hoje. 158): empregar violência ou grave ameaça com a intenção ou de obter indevida vantagem econômica. *Roubo qualificado: emprego de arma própria ou imprópria. Subtração tentada + morte tentada = latrocínio tentado. para si ou para outrem. *Aumento de pena (apenas para crime simples): Se o juiz reconhecer a existência de duas ou mais causas de aumento da pena poderá aplicar somente uma. Subtração tentada + morte consumada = latrocínio consumado (Súmula n. Extorsão (Art. . pois ou o agente emprega a violência ou a grave ameaça e o crime está consumado. *A “trombada” será considerada como violência se for meio utilizado pelo agente para reduzir a vítima à impossibilidade de resistência. integridade física. *Ex. para assegurar a impunidade do crime ou a detenção do objeto material. sofre ataque cardíaco e morre). O mesmo acontece com o arrebatamento. mediante violência. *Concurso de duas ou mais pessoas: aumento de pena. *A tentativa não é admissível. haverá o crime de furto simples consumado e a qualificadora não será aplicada. grave ameaça ou qualquer outro recurso que reduza a possibilidade de resistência da vítima.

Extorsão mediante sequestro (Art. *Hediondo. a vítima tem alguma opção de escolha. *Na extorsão o agente visa a uma vantagem patrimonial indevida. o constrangimento é realizado com o objetivo expresso no tipo de obter “indevida vantagem econômica”. na extorsão. por circunstâncias alheias à vontade do autor. *Tentativa: quando. Na extorsão. *Consumação: momento do sequestro. qualquer vantagem. É a privação da liberdade de alguém mediante violência ou grave ameaça. esta entrega a coisa contra a sua vontade para evitar um mal maior. *Após o emprego da violência ou grave ameaça. (Crime complexo). a entrega é espontânea porque a vítima está sendo enganada. . *No estelionato. *O sequestro do art. *Aumento de pena: cometido por duas ou mais pessoas ou com o emprego de arma.*Objeto jurídico: inviolabilidade do patrimônio. 148 do Código Penal é crime subsidiário. iniciado o ato de “sequestrar”. desde que o fato não constitua crime mais grave. para obter qualquer tipo de vantagem. *Objeto: patrimônio. proteção à vida. para si ou para outrem. sendo sua colaboração imprescindível para que o agente obtenha a vantagem visada. liberdade de locomoção. *A diferença entre extorsão e constrangimento ilegal está na finalidade: no constrangimento ilegal. 159): sequestrar pessoa com o fim de obter. *Rapto: privação da liberdade de mulher honesta (sujeito passivo do delito) para fins libidinosos. *A tentativa é possível quando o constrangido não realiza a conduta. *Crime formal: consuma-se independentemente da obtenção da vantagem indevida. integridade física. como condição ou preço do resgate. No estelionato. enquanto no exercício arbitrário das próprias razões a vantagem é devida. os agentes não tiverem êxito na captura da vítima. o sujeito ativo deseja que a vítima se comporte de determinada maneira. a vítima não sabe que está havendo um crime. liberdade pessoal e tranquilidade do espírito.