You are on page 1of 2

RODRIGUES, Alberto Tosi

Bourdieu e os esquemas reprodutores
Bourdieu analisou a educação contempor nea da mesma !orma que Dur"#eim, ou se$a, retomou o mesmo ponto de %ista& Al'm disso, introdu(iu uma s)ntese te*rica entre o modelo de Dur"#eim e o estruturalismo que pretende descobrir o peso das estruturas sociais por tr+s das aç,es dos indi%)duos& De acordo com o estruturalismo de Bourdieu, os indi%)duos são marionetes das estruturas dominantes, isto ', apenas reprodu(em as orientaç,es de!inidas pela estrutura %i-ente& At' mesmo os su$eitos que acreditam estar li%res das determinaç,es são estimulados por uma !orça oculta que os le%a a a-ir inconscientemente& O su$eito !a( o que l#e ' determidado sem saber, e ainda ' en-anado pelos dominantes, que o !a(er crer que sua ação ' por sua pr*pria %ontade& Bourdieu tentou combater a id'ia de que os estudantes e o meio estudantil seriam respons+%eis pela liderança da mudança social& .ara ele, no entanto, a e/plicação dos processos educacionais est+ nas estruturas& Bourdieu ainda de!endia a conquista de uma escola i-ualit+ria para todos, pois s* assim seria poss)%el a concreti(ação das potencialidades #umanas& O soci*lo-o ne-a a possibilidade de romper com as estruturas de reprodução e a!irma que as teorias peda-*-icas ocultam o poder reprodutor do sistema que est+ nas mãos dos pro!essores& O sistema educacional !iltra os alunos sem que eles percebam, dessa !orma, reprodu( as realaç,es dominantes& Incorporando os pensamentos de 0ar/ e 1eber, Bourdieu aborda a tese de que toda ação peda-*-ica ' uma %iol2ncia simb*lica, que di(er, uma imposição arbitr+ria, um arbitr+rio cultural que ' a concepção cultural dos -rupos e classes dominantes& Essa imposição não aparece nunca, e a peda-o-ia, por sua %e(, limita3se a su-estão de %alores e normas& .or isso ' preciso uma autoridade peda-*-ica, para que a ação peda-*-ica se e!eti%e& A partir da ação peda-*-ica sur-e o 4trabal#o peda-*-ico4, a !im de que o aluno interiori(e os princ)pios que l#es são impostos, de maneira que os associe aos seus pr*prios %alores e que consi-a coloca3los em pr+tica&

Gramsci e a re!orma intelectual e moral
A primeira distinção pol)tica de Gramsci ' entre o Oriente 5são as naç,es que det'm o poder e que a sociedade ci%il ' desor-ani(ada e !raca, a 6nica maneira de lutar pelo poder ' in%estir contra o Estado7 e o Ocidente 5são as naç,es em que a sociedade ci%il ' bem estruturada e or-ani(ada, t2m condiç,es de di%idir com o Estado a administração da %ida social7& 8om isso, Gramsci apresenta uma percepção mais coerente da luta no capitalismo contempor neo, concluindo que para conse-uir o pode ' necess+rio uma re%olução no cotidiano, ou se$a, ' preciso conquistar a consci2ncia das pessoas& 9ão basta somente desaparecer a e/ploração de uma classe sobre a outra, ' importante acabar com a di%isão entre 4intelectuais4 e 4pessoas simples4& Este processo da luta pelo poder ' c#amado por Gramsci de #e-emonia, isto ', não basta dar um -olpe para c#e-ar ao poder, ' preciso o con%encimento das pessoas& São os intelectuais que or-ani(am a cultura e de!inem se os #omens percebem essa situação como $usta ou in$usta, passando por uma re!orma intelectual e moral& E/istem dois tipos de intelectuais: o intelectual or- nico 5sur-e em li-ação com as classes dominantes, com intenção de !a(er com que todos pensem con!orme a bur-uesia, en!im uma !orma de persuasão da #e-emonia7 e o intelectual tradicional 5são os dominados e tem como ob$eti%o desen%ol%er a concepção de uma contra3#e-emonia7& Os intelectuais sur-iram da escola, pois precisam de cultura para desempen#al tal

para que. portanto. diri-ida por um plane$amento racional& Ele percebeu que a sociolo-ia era importante para o estudo dos acontecimentos educacionais. apenas. sem orientaç. a e/pansão do ensino esta%a sendo desor-ani(ada.es adquiridas na !ormação& . especi!icamente. a !im de que a peda-o-ia d2 conta de educar o #omem sem tirar a possibilidade o!erecida por uma !ormação mais inte-ral& Ele concorda tamb'm que a educação especiali(ada restrin-e o con#ecimento do #omem e aponta a psican+lise como um no%o padrão de %ida. passasse a uma escola especiali(ada ao trabal#o produti%o& 0ann#eim e a lu( no !im do t6nel 0ann#eim de!endia a e/ist2ncia de uma sociedade democr+tica. au/iliar o aluno a or-ani(ar3se a ordem estabelicida& Entretanto. a uma determinada +rea& A cultura #umanista !a( com que o indi%)duo se torne completo e. era. na 'poca.!unção& A !inalidade do intelectual. para isso traçou uma no%a proposta educacional: . em torno de sua id'ia. em busca da #e-emonia& Gramsci di( que de um lado est+ a escola #umanista destinada a desen%ol%er uma cultura -eral no indi%)duo e de outro a escola especiali(ada %oltada. uma escola 6nica e p6blica que equilibrasse o trabal#o manual e o intelectual do aluno. de !orma que o aluno perceba o mundo em que %i%e e as mudanças que acontecem& 0ann#eim acredita%a que a sociolo-ia aper!eiçoaria a educação.es. os conte6dos educacionais de%em ser transmitidos de !orma consciente. com isso.rimeiramente. capa( de li%rar o #omem das repress.or'm. o soci*lo-o percebeu que esse processo era uma !orma inconsciente de assimilação da ordem imposta& . em se-uida. assim como 0ar/. ' reser%ada aos !il#os dos dominantes& . ' de construir um consenso social.ara Gramsci. pois a tradição esta%a se es-otando& A educação.