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Carlos Roberto Almeida da Silva OAB/AM nº. 7.

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EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA DE EXECUÇÕES PENAIS DA COMARCA DE PARINTINS-AM

Processo de Execução Penal nº 0001614-19.2013.8.04.6300

ALISSON BRITO PANTOJA, já qualificado nos autos de Processo de Execução Criminal em epígrafe, que move a Justiça Pú lica, por seu Promotor, vem ! presença de "ossa Excel#ncia, apresentar, tempestivamente, sua $E%E&' E&C()*', cf+ despac,o exarado nos autos do processo, datado de -. de setem ro de -/0., que nomeou o signatário como $E%E1&2( $'*)"2 na causa, nos termos que se seguem3 DOS FATOS E DO DIREITO 2 Condenado foi indiciado no )ncidente $isciplinar por ter supostamente, no dia /0 de jun,o do corrente ano, cometido o crime previsto no 'rt+ 045 6 -7, )) do CP8, ra9ão pela qual a :agistrada considerou a prática do ato previsto como falta grave, autori9ando a regressão cautelar do apenado para o regime fec,ado+ ' decisão da 1o re :agistrada aseou;se em um )nqu<rito Policial tendencioso, que não apurou as verdades dos fatos, condu9ido para um aperfeiçoamento do crime ao ora acusado+ Para dirimir quaisquer dúvidas, e esclarecer a verdade < so remodo importante assinalar que os fatos se deram da seguinte forma3 1o dia de /0 de jun,o de -/0., o ora acusado, juntamente com 'lexander 8ar osa da &ilva, ap=s terem assinados o livro de presença, junto ao presídio local, por estarem cumprindo pena no regime semi;a erto, seguiram em uma motocicleta >onda 8(2&, cor laranja, Placa 2'$;44?@, de propriedade do pai de 'lexander, pela 'v+ 1açAes Bnidas e ao cru9arem a (ua .0 de março, foram atingidos por uma icicleta el<trica que era dirigida, $)&PC)CE1*E:E1*E, pela menor :')C)1E 8BCC'2 $' &)C"' que tra9ia na garupa a tam <m menor e suposta vítima J'1')1' 8BCCD2 $' &)C"'+ ' colisão foi tão forte que a roda dianteira da icicleta el<trica ficou presa no motor da moto 8(2&, o que naturalmente causou a queda tanto dos acusados quanto das supostas vítimas+

Rua Paraiba, 11, Conj. Macurany, Palmares, CEP: 69.153-010 – Parin ins-!M – "el #09$% 9$53- &609 e #093% 913$669&

e quando pune as ofensas aos ens essenciais o fa9 com intensidade desigual e de modo fragmentárioL K a lei penal não < igual para todos. optou. < o direito desigual por excel#ncia M sem grifo no original+ Estas críticas possuem um caráter de reflexão da função do direito penal dogmático positivista.Carlos Roberto Almeida da Silva OAB/AM nº.um momento tentou rou ar o celular da menor. mas. CEP: 69. na verdade. como prefere o senso comum. ao mito do direito penal como direito igual por excel#ncia+ Ela mostra que o direito penal não < menos desigual do que os outros ramos do direito urgu#s. portanto. o que foi impedido pelos populares que lá se encontravam+ (essalta.0I4+J tece seus comentários acerca de todo o $ireito Penal instituído.o e renda. assim.f< de quem se encontra so a tutela prisional+ Pensar que talve9 fosse direito do apenado averiguar suas alegaçAes extrapola qualquer compreensão de quem já pressupAe que aquele indivíduo representa um Emal ! sociedadeF ou. apenas assinou. os ens e os interesses que ele protege e legitima a partir dos mecanismos de controle social Hformais e informaisJ. voltada !s camadas precari9adas pelo processo de distri uição desigual de tra al.se que o acusado. com a icicleta el<trica. o que na verdade . ocasião em que começou a gritar por Epega ladrãoF+ 1esse momento.&609 e #093% 913$669& . não oportuni9ando em nen. p+ 0I-.963 Com a queda sofrida. e a seleção do status de criminoso. o celular da menor Janaina saiu de sua mão e foi parar no meio da rua.egada. nem foi oportuni9ado a leitura de auto de prisão em flagrante. Excel#ncia.ouve foi um acidente que envolveu a motocicleta que era dirigida por 'lexander. Palmares. o status de criminoso < distri uído de modo desigual entre os indivíduosL cK o grau efetivo de tutela e a distri uição do status de criminoso < independente da danosidade social das açAes e da gravidade das infraçAes ! lei. Eum marginalF+ ' este assunto 'lessandro 8'('**' Hin Criminologia Crítica e Crítica ao $ireito Penal. em nen.ado tentou sair do local com o intuito de defender o seu em maior que < ! vida. contrariamente a toda apar#ncia. que teoricamente se posiciona como um direito igualitário por excel#ncia. os impactos nos processos de criminali9ação.153-010 – Parin ins-!M – "el #09$% 9$53. no sentido de que estas não constituem a variável principal da reação criminali9ante e da sua intensidade+ ' crítica se dirige. 7. < considerado um mecanismo de produção e reprodução da ideologia da defesa social. incontestavelmente. que tem como destino de c.penal3 aK o direito penal não defende todos e somente os ens essenciais. e que.se o &r+ $elegado de Polícia pelo enquadramento antecipado do fato delituoso.um momento esclarecer a verdade dos fatos+ G imperativo o entendimento de periculosidade e má. Conj. dirigida displicentemente pelas menores+ 2 acusado. não foi ouvido. vários populares se aproximaram e com medo de ser linc. pois já o levaram pronto+ 1este caso. Macurany. ao c. desconstr=i esses mitos que ainda estão presentes no universo e imaginário jurídico. primária e secundária. a execução penal+ Rua Paraiba.egar na $elegacia de Polícia. nos quais estão igualmente interessados todos os cidadãos. 11.

$JB de . que instituiu entre n=s a política de execução penal.963 G a partir destas reflexAes que se sustenta a desconstrução do paradigma etiol=gico e se coloca em de ate todos os esses discursos e princípios ideol=gicos instituídos e reiteradamente declarados pelas sentenças. conferindo. que deve retornar ! situação em que se encontrava Sregime semi. e o reeducando não pode penar no esta elecimento prisional a falta de provid#ncia imprescindível para definição de sua situação no processo de execução criminal+ Entende. Macurany. art+ 00?. deverá ser ouvido previamente o reeducando+ 1este norte < digna de compilação a jurisprud#ncia autori9ada3 &*J3 PExecução Penal+ %alta grave+ 'puração+ (egressão+ Pr<via audi#ncia do condenado em juí9o+ )ndispensa ilidade+ Cei n+7 5+-0/Q?R. a ordem para que o condenado aguarde a decisão no regime semi.&609 e #093% 913$669& . 6 -+7. em que se garanta ao condenado o exercício do direito de defesa S6 -+7 do art+ 00? da mesma leiK+ Concederam.a erto. incorporou no seu texto dogmas de elevado conteúdo pedag=gico e de grande alcance na usca do ideal de recuperação e ressociali9ação do condenado.@?. para tanto. $efensor Pú lico.a ertoK at< as devidas medidas do procedimento que afere a infração disciplinar+ Em sustentando o aqui expendido. pareceres.a erto. especial relevo ! atuação do Jui9 da "ara das ExecuçAes Penais+ $entro dessa visão teleol=gica.Carlos Roberto Almeida da Silva OAB/AM nº. manifestaçAes dos =rgãos que compAem o &istema de Justiça Penal 8rasileiro+ $' 1ECE&&)$'$E $' 'B$)N1C)' $E JB&*)%)C'*)"' P'(' ' (EO(E&&D2 $2 'PE1'$2 2 regime de cumprimento da reprimenda < o semi. 6-+7 da CEP. mas a execução da medida está condicionada a procedimento pr<vio. que oportuni9a a defesa do mesmo+ Preconi9a o artigo 00?. 7. em que se encontravaP+ SJ*'E(O& @?Q?/. 6 -+7+ ' Cei n+7 5+-0/Q?R.0.?. da Cei de Execução Penal.se a mais fecunda jurisprud#ncia3 *'(&3 P>a eas corpus+ Execução da pena+ %uga+ ' fuga < causa de regressão para qualquer dos regimes mais graves Sart+ 00?. que para a aplicação da forma regressiva de regime carcerário. não foi reali9ada at< a presente data a audi#ncia de justificativa. 11.153-010 – Parin ins-!M – "el #09$% 9$53.+ Entretanto. CEPK. Conj. transcreve.o de -/0.0K Rua Paraiba. Palmares. ). < de se emprestar rigor ! regra do art+ 00?. por isso. ap=s fins de imposição de regressão de regime prisional+ (ecurso ordinário provido+P S(>C 5+R4@ . CEP: 69. por maioria. p+ 0-/K 2 princípio do contradit=rio deve ser preservado. no sentido de se entender imprescindível a audi#ncia pessoal do condenado pelo Jui9. tendo sido regredido por ato administrativo face ao suposto crime cometido em /0 de jun.

se3 aK o rece imento da presente $E%E&' E&C()*'. tem. at< que o juí9o das execuçAes reali9e a audi#ncia de justificativa do apenado.+ Carlos Roberto l!e"da da #"l$a d$o%ado & ' () * nº +. uma ve9 que em nen. 11.963 Rua Paraiba. o con. -? de outu ro de -/0. o semi. Conj. requer. sendo.963 $e todo o exposto. 7.153-010 – Parin ins-!M – "el #09$% 9$53. Palmares.ecimento dos argumentos de inocorr#ncia de falta grave.a erto. Macurany.se que o peticionário deverá aguardar a audi#ncia de justificativa no regime em que se encontrava antes da suposta falta. e conseqTentemente.&609 e #093% 913$669& .um momento praticou o reeducando o crime a ele imputado. CEP: 69. qual seja. portanto. 6 -+7 da CEP+ $#. nos termos preconi9ados pelo artigo 00?.':.a erto+ DOS PEDIDOS 'nte todo o acima exposto. inocente dos fatos expostos no )nqu<rito Policial que deu a9o ao presente )ncidente $isciplinar+ K seja deferido ao reeducando.se vista do presente pedido aSoK notável $outorSaK PromotorSaK de Justiça que oficia junto a "ara de ExecuçAes Penais+ 1estes termos Pede deferimento+ Parintins.Carlos Roberto Almeida da Silva OAB/AM nº. o retorno imediato ao regime semi.