Ponto dos Concursos www.pontodosconcursos.com.

br

Atenção. O conteúdo deste curso é de uso exclusivo do aluno matriculado, cujo nome e CPF constam do texto apresentado, sendo vedada, por

quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, divulgação e distribuição. É vedado, também, o fornecimento de informações

cópia,

cadastrais

inexatas ou incompletas – nome, endereço, CPF, e-mail - no ato da matrícula. O descumprimento dessas vedações implicará o imediato

cancelamento da matrícula, sem prévio aviso e sem devolução de valores pagos - sem prejuízo da responsabilização civil e criminal do infrator. Em razão da presença da marca d’ água, identificadora do nome e CPF do aluno matriculado, em todas as páginas deste material,

recomenda-se a sua impressão no modo econômico da impressora.

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

AULA 03: RECEITA PÚBLICA – ÚLTIMA PARTE Caro amigo(a) estudante! Desejo-lhe bom estudo e uma excelente assimilação do conteúdo das nossas aulas. Uma dica! Evite ficar com alguma dúvida acerca do conteúdo receita pública, haja vista que esse assunto é bastante exigido em concursos. Procuramos abordar e enfatizar os tópicos que mais visitam as provas de concursos, extrapolando inclusive o conteúdo editalício para evitar surpresas. Vamos continuar a assunto receita pública....! Antes de começar este estudo recomendo que dê uma recordada no tópico ―natureza da receita‖ da aula anterior. Com o intuito de melhor assimilação do conteúdo e para evitar descontinuidade do aprendizado, farei uma pequena síntese do conteúdo até então abordado: Assim, na primeira parte do assunto receita pública discorremos acerca dos seguintes pontos:
A receita pública encontra-se inserida no contexto do planejamento público e a sua inclusão na LOA é obrigatória – princípio da universalidade; Ingressos públicos são representados por todos os valores arrecadados, abrangendo tanto as receitas orçamentárias quanto as extra-orçamentárias; Insere-se no conceito de receita pública somente os ingressos de recursos com caráter não devolutivo, a exemplo das receitas orçamentárias; Que as receitas extra-orçamentárias são consideradas simples entrada de recursos em caixa com caráter devolutivo, portanto, em princípio são recursos de terceiros; Receita pública é representada pela arrecadação de recursos que integra ao patrimônio público de forma permanente, acrescendo ao seu vulto como elemento novo e positivo; Como classificação doutrinária a receita pública é classificada em receitas originárias e derivadas, sendo as originárias aquelas provenientes do patrimônio público, ou seja, aquelas que o Estado aufere através de seu patrimônio (bens e direitos) colocados à disposição da sociedade mediante cobrança de determinada tarifa; As receitas originárias também são denominadas de receitas de economia privada ou de direito privado; Receita pública derivada é aquela que deriva do patrimônio da sociedade. O

www.pontodosconcursos.com.br

1

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO governo exerce a sua competência ou o poder de tributar os rendimentos ou o patrimônio da população; Legalmente a receita pública é subdividida em orçamentárias e extra-orçamentárias; Os ingressos orçamentários são aqueles pertencentes ao ente público, arrecadados exclusivamente para aplicação em programas e ações governamentais; Os ingressos extra-orçamentários são aqueles pertencentes a terceiros e são denominados de recursos de terceiros; A receita pública efetiva é aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos não foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não constituem obrigações correspondentes e, por isso, alteram a situação líquida patrimonial; A receita pública é dividida em duas categorias econômicas: receitas correntes e receitas de capital Que basicamente todas as receitas correntes são efetivas, exceto quanto à receita proveniente da dívida ativa; A receita pública não efetiva é aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos foram precedidos de registro do reconhecimento do direito e, por isso, não alteram a situação líquida patrimonial; Que basicamente todas as receitas de capital são não efetivas; A receita classifica-se quanto a sua natureza da seguinte forma: Categoria Origem Espécie Rubrica Alínea Subalínea X Y Z W TT KK

Que o superávit do orçamento corrente, apurado no balanço orçamentário, é receita extra-orçamentária e se constitui em item da recita de capital. Importante para fins de concursos! Que a receita possui classificação orçamentária conforme as suas fontes de recursos, sendo: 1 - Recursos do tesouro – exercício corrente; 2 - Recursos de outras fontes - exercício corrente; 3 - Recursos do tesouro – exercícios anteriores; 6 - Recursos de outras fontes - exercícios anteriores; 9 - Recursos condicionados. As receitas correntes causam modificação no patrimônio líquido ou saldo patrimonial, ou seja, são fatos modificativos; As receitas de capital geralmente não causam aumento do patrimônio líquido e, portanto, geram fatos permutativos, sendo denominadas de receitas por mutação patrimonial;

www.pontodosconcursos.com.br

2

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Depois da síntese do conteúdo abordado na aula anterior, vamos prosseguir sobre o assunto receita pública. Observe que paramos no item categoria econômica da receita. Passaremos, então, ao estudo da origem das receitas correntes e de capital e seus desdobramentos quanto à natureza.

1. Origem das receitas correntes
Pode-se dizer que a origem é uma subdivisão das receitas correntes e de capital. A origem refere-se ao detalhamento da classificação econômica das receitas, ou seja, ao detalhamento das receitas correntes e de capital de acordo com a Lei nº 4.320/64. Atenção! Atualmente a nomenclatura é ORIGEM das receitas. Esse termo foi substituído pela anterior, que era FONTE. Alguns autores denominam a origem de subcategorias da receita. Assim sendo, o termo subcategoria é doutrinário. Para fins de concurso, o correto é ORIGEM das receitas. Essa inovação está no Manual Técnico de Orçamento de 2006 e teve sua última atualização em 24/07/2006.

1.1. Receitas correntes
Recordando o conceito de receita corrente: São os ingressos de recursos financeiros oriundos das atividades operacionais, para aplicação em despesas (correntes e de capital), visando a consecução dos objetivos constantes dos programas e ações de governo. Analisando o conceito acima pode-se observar as receitas correntes podem ser aplicadas em despesas correntes e de capital. Portanto, das receitas correntes arrecadadas pode-se realizar tanto despesas de capital quanto correntes, ou seja, não existe obrigatoriedade de que as receitas correntes devem ser aplicadas em despesas correntes e que as receitas de capital devem ser aplicadas em despesas de capital.

www.pontodosconcursos.com.br

3

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

As receitas correntes são assim denominadas porque não têm suas origens em operações de crédito, amortização de empréstimos, financiamentos ou alienação de bens. A Lei nº 4.320/64 não é completa ao classificar as receitas correntes, entretanto, nova redação foi dada pelo Decreto-lei 1.939/82, ampliando a origem das receitas correntes, classificando-as em:
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 9. Receita tributária; Receita de contribuições; Receita patrimonial; Receita agropecuária; Receita industrial; Receita de serviços; Transferências correntes; Outras receitas correntes.

Atenção! Muito cobrado em concurso! O superávit do orçamento corrente resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes, apurados no balanço orçamentário, não constituirá item da receita orçamentária (art. 11, § 3º, da Lei nº 4.320/64). Se não é receita orçamentária, então é receita extra-orçamentária. E mais ainda, é receita de capital. Sintetizando:
Superávit do orçamento corrente Apuração Grupo de receita Categoria econômica da receita Finalidade Receitas correntes (-) Despesas correntes Balanço orçamentário Extra-orçamentária Receita de capital Cobrir o déficit de capital

Como se calcula o superávit do orçamento corrente? Vejamos um exemplo:

Balanço orçamentário – órgão X

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Receitas. Receita corrente prevista Receita corrente arrecadada Receita de capital executada

$ 150.000 200.000 50.000

Despesas. Despesa corrente fixada Despesa corrente executada Despesa de capital executada Receita extraorçamentária

$ 150.000 150.000 50.000

Receita corrente arrecadada-----200.000 (-)Despesa corrente executada (150.000) = Superávit corrente------------ 50.000

Receita de capital

Portanto, conforme demonstrado acima, o superávit do orçamento corrente é receita de capital extra-orçamentária. Por que classificar o superávit do orçamento corrente como receita de capital? É porque geralmente o superávit do orçamento corrente é utilizado para cobrir o déficit de capital e essa receita (superávit) já foi considerada orçamentária no exercício em que houve o resultado positivo. Conclui-se, portanto, que existem capital. receitas extra-orçamentárias de

É assim que tem sido cobrado em concurso! Portanto, fique alerta! (CESPE – AGE/ES – Contador) Consideram-se receitas correntes, entre outras, a tributária, a patrimonial, a de serviços e a proveniente do superávit do orçamento corrente — diferença entre receitas e despesas correntes. Consideram-se receitas de capital as provenientes da realização de operações de crédito, da conversão de bens e direitos em espécie, de amortização em empréstimos anteriormente concedidos, entre outras. Resolução Opção incorreta, o superávit do orçamento corrente, conforme visto no exemplo acima é uma receita de capital – receita extra-orçamentária. Todo o enunciado está correto, com exceção de sua parte final.

www.pontodosconcursos.com.br

5

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Os elaboradores de prova gostam mesmo desse superávit do orçamento corrente! Quem está fazendo esse curso não vai errar essa nunca mais, com certeza! (CESPE – ACE/TCU – 2004) As classificações econômicas da receita e da despesa compreendem as mesmas categorias: correntes e capital. O superávit do orçamento corrente, que resulta do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes, constitui item da receita orçamentária de capital. Resolução Repetindo mais uma vez! O superávit do orçamento corrente é uma receita de capital – receita extra-orçamentária. Conceituaremos, de forma sintética, cada uma das origens ou subdivisões da receita corrente, também denominadas doutrinariamente de subcategorias econômicas: Receita tributária: São os recursos oriundos da competência de tributar, conforme disposto na Constituição Federal: São os ingressos provenientes da arrecadação de impostos, taxas e contribuições de melhoria, contribuições sociais e empréstimos compulsórios. São receitas privativas das entidades competentes para tributar: União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Dentre as receitas tributárias da União não constam as contribuições de melhoria e os empréstimos compulsórios, haja vista que atualmente não tem sido efetivamente arrecadado essas receitas. Orçamentariamente as receitas divididas em duas espécies: Impostos; Taxas, subdivididas em:

tributárias

da

União

são

Taxas pelo exercício do poder de polícia Taxas pela prestação de serviços

www.pontodosconcursos.com.br

6

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Impostos: espécie de tributo cuja cobrança tem por fato gerador situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. Taxas: são tributos vinculados a uma atuação estatal específica diretamente dirigida ao contribuinte, podendo ser instituídas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios no âmbito de suas respectivas atribuições. Elas derivam do exercício do poder de polícia ou da utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, sendo que o custo da atividade estatal que motivou a sua criação deve estar relacionado à sua base de cálculo. Taxas pelo exercício do poder de polícia: a taxa pelo exercício do poder de polícia decorre do exercício regular de atividade administrativa fundada nesse poder, entendendo-se como ―regular‖ o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratandose de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. Taxas pela prestação de serviços: neste título são classificadas as taxas pela utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Segundo o art. 79 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional – CTN), os serviços públicos são utilizados pelo contribuinte efetivamente quando por ele usufruídos a qualquer título, ou potencialmente quando, sendo de utilização compulsória, sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento. O CTN também define serviços públicos específicos como aqueles que podem ser destacados em unidades autônomas de intervenção, de utilidade ou de necessidade pública, e divisíveis aqueles que são suscetíveis de utilização separadamente por parte de cada um dos seus usuários. Receita de contribuições: Este grupo compreende as contribuições sociais previstas no art. 149 da Constituição Federal, inclusive aquelas destinadas ao financiamento da seguridade social, conforme art. 195.
www.pontodosconcursos.com.br

7

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

O art. 149 da CF estabelece que compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de intervenção nas respectivas áreas. Em outras palavras, a receita de contribuições é o ingresso proveniente de contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de intervenção nas respectivas áreas. Mesmo diante da controvérsia doutrinária sobre o tema, orçamentariamente suas espécies podem ser definidas da seguinte forma: Espécies de contribuições sociais: Contribuições sociais; Contribuições econômicas. Contribuições sociais: destinadas ao custeio da seguridade social, compreendendo a previdência social, a saúde e a assistência social. Exemplo: PIS, PASEP, COFINS, CPMF, fundo de combate e erradicação da pobreza etc. Contribuições econômicas ou de intervenção no domínio econômico: Neste grupo são classificadas as contribuições de intervenção no domínio econômico – CIDE. Deriva da contraprestação à atuação estatal exercida em favor de determinado grupo ou coletividade, a exemplo da contribuição relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool combustível, a denominada “CIDE – combustíveis”. Outros exemplos de CIDE: Cota-Parte do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante; Contribuição para o Programa de Integração Nacional – PIN. Foi cobrado em concurso!

www.pontodosconcursos.com.br

8

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

(TCE/ES – Controlador de Recursos Públicos/2004) A receita de contribuição tem como uma de suas fontes os recursos oriundos de contribuição de melhoria. Resolução Opção incorreta. Contribuição de melhoria é uma espécie de receita tributária. A espécie de receita a que se refere o comando da questão é a receita de contribuições previstas no art. 149 da CF. Receita patrimonial: é o ingresso proveniente de rendimentos sobre investimentos do ativo permanente, de aplicações de disponibilidades em opções de mercado e outros rendimentos oriundos de renda de ativos permanentes. Em outras palavras, são receitas decorrentes da fruição do patrimônio imobiliário e mobiliário do Ente Público. São divididas em cinco espécies:
Receitas imobiliárias; Receitas de valores mobiliários; Receita de concessões e permissões; Compensações Financeiras; Outras receitas patrimoniais.

As receitas imobiliárias são provenientes da utilização do patrimônio imobiliário do Ente Público, na forma de locação, aforamento ou cessão de uso. No caso da União, essas receitas obedecem ao disposto no Decreto-Lei no 9.760, de 5 de setembro de 1946, e alterações posteriores. Exemplo:
Aluguéis: são receitas provenientes da locação de imóvel, na forma de aluguel; Arrendamentos: são receitas provenientes da locação de imóvel, na forma de arrendamento, obedecendo a condições especiais e objetivando a exploração de frutos ou prestação de serviços;

www.pontodosconcursos.com.br

9

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Laudêmios: os laudêmios são receitas decorrentes da transferência do domínio útil de imóvel da União de um foreiro a outro. Não se aplicam nos casos de sucessão hereditária; Taxa de ocupação de imóveis: Recursos provenientes da taxa de ocupação, devida pelos ocupantes de imóveis da União, agentes políticos e servidores públicos federais.

Receitas de valores mobiliários são as decorrentes dos rendimentos de valores mobiliários, tais como juros de títulos de renda, dividendos e participações. Esses títulos de créditos representam parte do capital de empresas e rendem juros ou dividendos. Exemplo:
Juros de títulos de renda: são receitas provenientes de aplicações no mercado financeiro. Inclui o resultado das aplicações em títulos públicos; Dividendos: são receitas atribuídas à União, ou aos órgãos da administração indireta, provenientes dos resultados das empresas públicas ou não, conforme a legislação vigente e ainda dos dividendos distribuídos pelas sociedades anônimas; Participações: são receitas atribuíveis à União, provenientes societária nos resultados de empresas de capital limitado; da participação

Remuneração de depósitos bancários: são receita proveniente da aplicação das disponibilidades financeiras dos recursos gerenciados pelos diversos órgãos públicos, autorizados por lei;

Receita de concessões e permissões: são receitas decorrentes da concessão ou permissão ao particular do direito de exploração de serviços públicos, que estão sujeitos ao controle, fiscalização e regulação do Poder Público. Exemplo:
Receita de outorga dos serviços de telecomunicações: essas receitas decorrem da outorga pelo Poder Público do direito de exploração de serviços públicos de telecomunicações, incluindo o serviço móvel celular e o serviço de transporte de sinais de telecomunicações por satélite; Receita de outorga para exploração dos serviços de energia elétrica: É uma receita proveniente de outorga de concessão de uso do bem público, para exploração de aproveitamento energético dos cursos de água; Receita de concessões e permissões – exploração de recursos naturais: receita decorrente de atividades de exploração de recursos naturais, exercidas mediante contratos de concessão e/ou permissão.

www.pontodosconcursos.com.br

10

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. P lpdo,C :793856 F

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Compensações financeiras: reservado à classificação dos recursos decorrentes do art. 20, § 1º. da CF, o qual dispõe: “É assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a órgãos da administração direta da União, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração.” Exemplo:
Utilização de Recursos Hídricos – Itaipu; Utilização de Recursos Hídricos – Demais Empresas; Exploração de Recursos Minerais; Royalties pela Produção de Petróleo ou Gás Natural – em Terra.

Outras receitas patrimoniais: são receitas decorrentes do patrimônio da União que não estão enquadradas nos itens de receita anteriores. Exemplo:
Rendimentos de depósitos em instituições financeiras; Aluguel de máquinas equipamentos ou veículos, royalties, etc.

Receita agropecuária: é o ingresso proveniente da atividade ou da exploração agropecuária de origem vegetal ou animal. Incluem-se nesta classificação as receitas advindas da exploração da agricultura - cultivo do solo, da pecuária - criação, recriação ou engorda de gado e de animais de pequeno porte, e das atividades de beneficiamento ou transformação de produtos agropecuários. Excetuam-se dessa classificação as usinas de açúcar, fábricas de polpa de madeira, serrarias e unidades industriais com produção licenciada, que são classificadas como industriais. São divididas em três espécies:
Receita da produção vegetal; Receita de produção animal e derivados; Outras receitas agropecuárias

www.pontodosconcursos.com.br

11

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Receita da produção vegetal: são receitas decorrentes de lavouras permanentes, temporárias e espontâneas (ou nativas), silvicultura e extração de produtos vegetais. Receita de produção animal e derivados: são as receitas decorrentes de atividades de exploração econômica de pecuária de grande porte - bovinos, bubalinos, eqüinos e outros (inclusive leite, carne e couro); pecuária de médio porte - ovinos, caprinos, suínos e outros (inclusive lã, carne e peles); aves e animais de pequeno porte (inclusive ovos, mel, cera e casulos do bicho da seda); caça e pesca. Outras receitas agropecuárias: são receitas decorrentes de atividades de exploração econômica de outros bens agropecuários, tais como venda de sementes, mudas, adubos ou assemelhados, desde que realizadas diretamente pelo produtor. Receita industrial: é o ingresso proveniente da atividade industrial de extração mineral, de transformação, de construção e outras, provenientes das atividades industriais definidas como tal pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Receita da indústria de transformação: são receitas das atividades ligadas à indústria de transformação, baseadas na classificação da Fundação IBGE. Receita da indústria de construção: são receitas das atividades de construção, reforma, reparação e demolição de prédios, edifícios, obras viárias, grandes estruturas e obras de arte, inclusive reforma e restauração de monumentos. Inclui, também, a preparação do terreno e a realização de obras para exploração de jazidas minerais, a perfuração de poços artesianos e a perfuração, revestimento e acabamento de poços de petróleo e gás natural. Outras receitas industriais: a exemplo da venda de sucatas da produção e outros. Receita de serviços: abrange as receitas das atividades características da prestação de serviços, tais como: atividades comerciais, financeiras,

www.pontodosconcursos.com.br

12

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

de transporte, de comunicação, de saúde, de armazenagem, serviços recreativos e culturais, etc. São divididas em noventa e nove espécies, entre elas:
Serviços comerciais; Serviços financeiros; Serviços de transporte; Serviços de comunicação; Serviços de saúde; Serviços de processamento de dados; Serviços portuários.

Serviços comerciais: são receitas das atividades do comércio varejista e atacadista, ou seja, operações de revenda de mercadorias para consumo, uso pessoal ou uso doméstico, bem como a revenda de mercadorias a comerciantes varejistas, a consumidores industriais, a instituições, profissionais e outros comerciantes atacadistas. Este título abrange também os serviços auxiliares de comércio: agentes, corretores e intermediários de venda de mercadorias à base de comissão. Não estão incluídas as receitas oriundas da venda de mercadorias que tenham sofrido processo de transformação no próprio estabelecimento, as quais deverão ser classificadas em Receita da Indústria de Transformação. Serviços financeiros: receita de atividades financeiras, de seguros e assemelhadas, transferência de valores, cobranças, serviços de câmbio, desconto de títulos, repasse de empréstimos, prestação de aval e garantias, concessão de crédito, seguros (inclusive resseguro) e operações de sociedades de capitalização. Serviços de transporte: são receitas provenientes da prestação de serviços de transporte. Serviços de comunicação: essa receita é decorrente de atividades de comunicação: serviço postal, de entrega e transporte de volumes e correspondências; de comunicação telefônica local, interurbana e internacional e de transmissão de dados; de radiodifusão. e de agenciamento de publicidade
www.pontodosconcursos.com.br

13

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Serviços de saúde: receita de serviços hospitalares em geral, de caráter especializado ou não, tais como maternidade, centro de reabilitação, assistência médico-odontológica (inclusive ambulatorial), saúde pública, etc. Serviços portuários: essas receitas abrangem os recursos oriundos da exploração dos portos, terminais marítimos, atracadouros e ancoradouros, referentes à estiva, desestiva, dragagem, atracação, sinalização, comunicação náutica, docagem, etc. Serviços de processamento de dados: receita decorrente de prestação de serviços de processamento de dados para terceiros: preparo de programa, análise de sistemas, digitação, conferência, etc. Transferências correntes: é o ingresso proveniente de outros órgãos ou entidades, referentes a recursos pertencentes ao ente ou entidade recebedora ou ao ente ou entidade transferidora, efetivados mediante condições preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigência, desde que o objetivo seja a aplicação em despesas correntes. Em outras palavras, são recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, independente de contraprestação direta em bens e serviços. Podem ocorrer em nível intragovernamental e intergovernamental e incluem as transferências de instituições privadas, do exterior e de pessoas. São divididas em nove espécies:
Transferências intergovernamentais, subdivididas em: • • • • Transferências dos estados Outras transferências dos estados Transferências dos municípios Outras transferências dos municípios

Transferências de instituições privadas; Transferências do exterior; Transferências de pessoas; Transferências de convênios;

www.pontodosconcursos.com.br

14

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Transferências para o combate à fome, subdivididas em: • • • • Provenientes do exterior Provenientes de pessoas jurídicas Provenientes de pessoas físicas Provenientes de depósito não-identificados

Transferências a consórcios públicos; Transferência Intragovernamental; Transferências Multigovernamentais.

Atenção! Para o ente ou órgão transferidor, a transferência do recurso é classificada como despesa e para o recebedor, uma receita. Transferência intergovernamental: entre diferentes esferas de governo. são transferências ocorridas

Despesas realizadas mediante a transferência de recursos financeiros à União, Estado/DF e a Municípios; Isso mesmo! Existe transferência à União. São Despesas realizadas pelos Estados, Municípios ou pelo Distrito Federal, mediante transferência de recursos financeiros à União, inclusive para suas entidades da administração indireta. Transferências dos estados: são recursos recebidos pelas demais esferas de governo e respectivas entidades da administração descentralizada, transferidos pelos Estados. Outras transferências dos estados: são para atender às suas necessidades de identificação, as demais esferas de governo poderão desdobrar esse item, discriminando os recursos transferidos pelos Estados que não estejam especificados. Transferências dos municípios: são recursos recebidos pelas demais esferas de governo e de suas entidades da administração descentralizada, transferidos pelos Municípios. Transferências de instituições privadas: são os recursos de incentivos fiscais (FINOR, FINAM, FUNRES, EDUCAR, Promoção Cultural e promoção do desporto amador), creditados diretamente por pessoas
www.pontodosconcursos.com.br

15

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

jurídicas, em conta de entidades da Administração Federal Descentralizada. Englobam ainda contribuições e doações a governos realizados por instituições privadas. Transferências do exterior: são recursos recebidos de organismos e fundos internacionais, de governos estrangeiros e instituições privadas internacionais. Transferências de pessoas: compreendem as contribuições e doações a governos e entidades da administração descentralizada, realizadas por pessoas físicas. Transferências de convênios: são recursos oriundos de convênios firmados, com ou sem contraprestações de serviços, por entidades públicas de qualquer espécie, ou entre estas e organizações particulares, para realização de objetivos de interesse comum dos partícipes, destinados a custear despesas correntes. Transferências para o combate à fome: recursos decorrentes de doações ao fundo de combate e erradicação da pobreza, conforme disposto no Decreto nº 4.564, de 1º. de janeiro de 2003. Transferências a consórcios públicos: (Portaria Interministerial nº 688/05). São despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades criadas sob a forma de consórcios públicos nos termos da Lei no 11.107, de 6 de abril de 2005, objetivando a execução dos programas e ações dos respectivos entes consorciados. Transferência intragovernamental: Despesas realizadas mediante a transferência de recursos financeiros a entidades pertencentes à administração pública, dentro da mesma esfera de governo; Transferências multigovernamentais: Despesas realizadas mediante transferência de recursos financeiros a entidades criadas e mantidas por dois ou mais entes da Federação ou por dois ou mais países, inclusive o Brasil;

www.pontodosconcursos.com.br

16

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóapidvulgestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Importante! O órgão que transfere o recurso empenha, liquida e “paga” a despesa. O órgão recebedor considera (classifica) como receita sua, no momento em que o repassador liquida a despesa. Assim foi cobrado em concurso! (Analista de Finanças e Controle - AFC - STN – 2005) Assinale a opção correta em relação às regras a serem obedecidas pelos entes envolvidos nas transferências de recursos intergovernamentais (Portaria STN nº 447, de 13.09.2002). a) As receitas nas entidades beneficiárias das transferências somente devem ser contabilizadas quando houver o repasse financeiro. b) As receitas deverão ser reconhecidas no ente recebedor quando ocorrer a liquidação no repassador, independentemente da transferência financeira. c) Os entes repassadores deverão informar a cada bimestre o montante das transferências financeiras efetuadas. d) Os Restos a Pagar inscritos pelo repassador não constituem receitas no beneficiário até que ocorra a transferência financeira. e) O ajuste da receita no ente recebedor é obrigatório somente no final do exercício. Resolução a) Incorreta. O reconhecimento da receita, nas entidades beneficiárias, será no momento em que o órgão repassador liquida a despesa. b) Correta. Conforme comentário da opção “a”. c) Incorreta. Essa informação deverá ocorrer, no mínimo, a cada bimestre, no prazo de até 5 dias úteis após o respectivo encerramento evidenciando a natureza da despesa e o respectivo valor pago e/ou liquidado acumulado até o bimestre em que ocorrer a despesa. d) Incorreta. Ora, se o órgão recebedor considera como receita no momento da sua liquidação realizada pelo transferidor, se não houver o repasse, o recebedor já contabilizou como receita. e) Incorreta. O ajuste deverá ser realizado no mínimo bimestralmente. Outras Receitas Correntes: são os ingressos provenientes de outras origens não classificáveis nas subcategorias econômicas anteriores.

www.pontodosconcursos.com.br

17

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Como desdobramento dessa espécie encontram-se as multas e juros de mora, indenizações e restituições, receita da dívida ativa e receitas diversas.

1.2. Origem das receitas de capital
Conceito de receita de capital: São os ingressos de recursos financeiros oriundos de atividades geralmente não operacionais para aplicação em despesas operacionais (correntes ou de capital), visando cumprir os objetivos traçados nos programas e ações de governo. São denominados receita de capital porque são derivados da obtenção de recursos mediante a constituição de dívidas, amortização de empréstimos, financiamentos ou alienação de bens. O § 2º do art. 11 da Lei 4.320/64 estabelece quais são as receitas de capital, mencionando-as da seguinte forma: ―São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit do Orçamento Corrente‖. Essas receitas são representadas por mutações patrimoniais que nada acrescentam ao patrimônio público, só ocorrendo uma troca de elementos patrimoniais, isto é, um aumento no sistema financeiro (entrada dos recursos financeiros) e uma baixa no sistema patrimonial (saída do patrimônio trocado pelos recursos financeiros). Recordando, cabe destacar a distinção entre receita de capital e receita financeira. O conceito de receita financeira surgiu com a adoção pelo Brasil da metodologia de apuração do resultado primário, oriundo de acordos com o Fundo Monetário Internacional - FMI. Desse modo passou-se a denominar como receitas financeiras aquelas receitas que não são levadas em consideração na apuração do resultado

www.pontodosconcursos.com.br

18

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiadvulgestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

primário, como as derivadas de aplicações no mercado financeiro ou da rolagem e emissão de títulos públicos, assim como as provenientes de privatizações, dentre outras. Resumindo, podemos enumerar as receitas de capital da seguinte forma:
Operações de Crédito – constituição de dívidas; Alienações de Bens – conversão em espécie, de bens e direitos; Amortizações de empréstimos – recebimento de empréstimos realizados ou concedidos; Transferências de Capital para atender despesas de capital; Outras Receitas de Capital; e o Superávit do orçamento corrente.

Foi cobrado em concurso! (ESAF – TFC/2000) A Lei n° 4.320, de 17/03/1964, que estatui as normas gerais do Direito Financeiro, classifica as receitas públicas em receitas correntes e receitas de capital. Indique, entre as opções abaixo, aquela que representa corretamente as receitas de capital. a) Receitas tributárias, receitas dos contribuintes, receitas patrimoniais, transferências de capital e outras receitas de capital. b) Operações de crédito, alienação de bens, amortização de empréstimos, transferências de capital e outras receitas de capital. c) Operações de crédito, alienação de bens, receitas patrimoniais, receitas agropecuárias e receitas industriais. d) Receitas tributárias, receitas de serviços, amortizações de empréstimos, transferências de capital e outras receitas de capital. e) Operações de crédito, receitas tributárias, receitas patrimoniais, transferências de capital e outras receitas de capital. Resolução A opção correta é a letra “B”. Esta opção está de acordo com a Lei 4.320/64, onde estabelece quais são as receitas de capital.

www.pontodosconcursos.com.br

19

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Atenção a essa informação! As receitas de capital são denominadas de receitas por mutação patrimonial, pois geralmente nada acresce ao patrimônio, constituindo simples alterações compensatórias, exceção à alienação de bens por valor superior ao registrado contabilmente. Um bem alienado por valor superior ao registrado na contabilidade, a diferença se constitui em variação, ou seja, é um fato contábil modificativo. Exemplo: Um bem registrado na contabilidade por 10 mil e alienado por R$ 15 mil, a diferença (5 mil), é uma variação ativa. É uma situação semelhante ao ganho de capital considerado pela contabilidade geral. É semelhante à arrecadação de receitas extra-orçamentárias. Na arrecadação das receitas de capital, geralmente os fatos contábeis são permutativos. Exemplo:
Receita de (empréstimo). operações de crédito Registra-se o recebimento do recurso (dinheiro em banco) e de forma concomitante, uma obrigação. Registra-se a saída do bem do ativo e de forma concomitante, a entrada do dinheiro em bancos ou o direito a receber, se for a prazo. Registra-se a entrada do dinheiro em bancos e de forma concomitante, a diminuição do direito a receber.

Receita de alienação de bens.

Receita de recebimento de empréstimos concedidos (amortização de empréstimos).

Foi cobrado em concurso! Essa questão foi difícil! (CESPE – MJ/Perito Criminal Federal/2004) Empréstimo recebido pelo ente público constitui receita de capital, do mesmo modo que a amortização de empréstimo concedido anteriormente pelo ente público, enquanto os juros referentes aos empréstimos concedidos pelo ente são receitas correntes. Resolução 1. Empréstimo recebido pelo ente público é sinônimo de (realização de operação de crédito), portanto, é uma subcategoria das receitas de capital. 2. A amortização de empréstimo é uma subcategoria das receitas de capital. É o recebimento de em empréstimo concedido anteriormente. 3. Quando o devedor paga o empréstimo tomado (amortização do principal + os juros), o órgão recebedor classifica o principal como

www.pontodosconcursos.com.br

20

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

receita de capital e os juros como receita corrente. Portanto, opção correta. Mais uma questão de concurso! Essa foi bem elaborada e difícil! (CESPE – ACE/TCU – 2004) Receita orçamentária é a entrada que é acrescida ao patrimônio público como elemento novo e positivo, integrando-se a ele sem quaisquer reservas, condições ou correspondência no passivo. Resolução A primeira parte da questão está perfeita, entretanto, o termo “integrando-se a ele sem quaisquer reservas, condições ou correspondência no passivo” apresenta problemas. Operação de crédito (empréstimo) é uma receita de capital orçamentária que integra o patrimônio público com correspondência no passivo. No momento da realização da operação de crédito (receita de capital), de forma concomitante, registra-se uma obrigação no passivo. Obrigação de longo prazo para futuramente resgatar o empréstimo. De acordo com a Lei nº 4.320/64 as receitas de capital serão classificadas nos seguintes níveis de subcategorias econômicas, atualmente denominadas de origem: Operações de crédito: é o ingresso proveniente da colocação de títulos públicos ou da contratação de empréstimos e financiamentos obtidos junto a entidades estatais, instituições financeiras, fundos, etc. A Lei Complementar º 101, de 4 de maio de 2002, Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, em seu art. 29 define operação de crédito como o compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros. A LRF ainda equipara a operação de crédito a assunção, reconhecimento ou a confissão de dívidas pelo ente da Federação. o

A legislação aplicável à matéria operações de crédito envolve uma série de normativos, os quais buscam disciplinar os critérios a serem observados quando da análise das operações de crédito e da concessão
www.pontodosconcursos.com.br

21

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

de garantia pela União, ressaltando principalmente parâmetros básicos para a avaliação do risco assumido, tais como: limite de endividamento da União, previsão orçamentária, capacidade de pagamento e adimplência do interessado, suficiência de contragarantias, bem como aderência do pleito às prioridades de Governo. A Secretaria do Tesouro Nacional é o órgão responsável pela administração das dívidas pública interna e externa, tendo por atribuição gerir a dívida pública mobiliária federal e a dívida externa de responsabilidade do Tesouro Nacional (Decreto no 1.745, de 13 de dezembro de 1995). São recursos decorrentes principalmente da colocação de títulos públicos ou de empréstimos ou financiamentos obtidos junto a entidades estatais ou particulares internas ou externas. São divididas em duas espécies:
Operações de crédito internas; Operações de crédito externas.

Operações de crédito internas: Compreendem os recursos decorrentes da colocação no mercado interno de títulos públicos, financiamentos ou empréstimos obtidos no país junto a entidades estatais ou particulares. Operações de crédito externas: são os recursos decorrentes da colocação, no mercado externo, de títulos públicos, ou de empréstimos ou financiamentos obtidos junto a entidades, estatais ou particulares, sediadas no exterior. Alienação de bens: são os recursos provenientes da venda de bens móveis e imóveis. É o ingresso de recursos provenientes da alienação de componentes do ativo permanente, ou seja, é a conversão em espécie de bens e direitos. É um tipo de receita por mutação patrimonial. Quando há alienação de bens, registra-se a saída do bem do ativo e credita uma receita orçamentária. São divididas em quatro espécies:
Alienação de bens móveis; Alienação de bens imóveis;

www.pontodosconcursos.com.br

22

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO Alienação de títulos mobiliários; Alienação de estoques.

Alienação de bens móveis: registra-se o valor total da arrecadação da receita de alienação de bens móveis tais como: mercadorias, bens inservíveis ou desnecessários e outros. Alienação de bens imóveis: receita proveniente da alienação de bens imóveis, de propriedade da União. Daqueles vinculados ou incorporados ao Fundo Rotativo Habitacional de Brasília. Alienação de títulos mobiliários: registra o valor total da receita arrecadada com a alienação de títulos e valores mobiliários. Alienação de estoques: receita proveniente da venda de estoques públicos ou privados, em consonância com a política agrícola nacional. Amortização de empréstimos: é o ingresso proveniente da amortização, ou seja, recebimento de valores referentes a parcelas de empréstimos ou financiamentos concedidos em títulos ou contratos. Em outras palavras, registra a amortização de financiamentos ou empréstimos concedidos pela União em títulos e contratos. Por amortização de empréstimo entende-se o pagamento de empréstimo ou financiamento, em prestações fixas, sem considerar os juros e correção monetária. O prazo de amortização é o período que o devedor tem para pagar o montante financiado, diluindo assim o saldo devedor a ser pago em cada prestação. Financiamento é a operação financeira por meio da qual são fornecidos recursos para a execução de um investimento previamente acordado entre as partes. Pode ser desde a compra de um equipamento, até a implantação de uma nova unidade ou complexo industrial. Os recursos devem obrigatoriamente ser empregados na execução da finalidade contratada.
www.pontodosconcursos.com.br

23

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Os contratos de empréstimos podem ser de duas espécies: mútuo ou comodato. O mútuo é o empréstimo de coisas fungíveis - que podem ser substituídas por outras da mesma espécie, qualidade e quantidade. Nesse tipo de contrato o mutuário é obrigado a restituir ao mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade. O comodato é o empréstimo gratuito de coisas não fungíveis. Transferências de capital: é o ingresso proveniente de outros entes ou entidades referentes a recursos pertencentes ao ente ou entidade recebedora ou ao ente ou entidade transferidora, efetivado mediante condições preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigência, desde que o objetivo seja a aplicação em despesas de capital. São receitas advindas de pessoas de direito público ou privado com a finalidade de atender aos gastos de capital (transferências que o concedente vincula a um bem de capital). Quanto a essas transferências valem as mesmas informações acerca das transferências correntes. Devendo atentar para o seguinte procedimento: Se o ente transferidor classificar a transferência como despesa de capital, vinculando-a a um bem de capital, o órgão recebedor deve classificar como receita de capital. Outras receitas de capital: são os ingressos provenientes de outras origens não classificáveis nas subcategorias econômicas anteriores. Como desdobramento desse título encontram-se as receitas provenientes de integralização do capital social, resultado do Banco Central do Brasil, as remunerações do Tesouro Nacional, os saldos de exercícios anteriores e as outras receitas. Mais duas questões de concursos! (FCC – TRF 4ª/2001 – CONTADORIA) uma receita orçamentária será de mutação quando:
www.pontodosconcursos.com.br

24

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

a) alterar o saldo patrimonial. b) diminuir o ativo permanente. c) aumentar o ativo permanente. d) afetar o passivo financeiro. e) diminuir o passivo permanente. Resolução a) Incorreta. O saldo patrimonial não se altera porque o fato contábil é permutativo. O saldo patrimonial só se altera quando o fato contábil for modificativo. É o que ocorre na arrecadação as receitas correntes, ou seja, essas receitas modificam positivamente o patrimônio. b) Correta. É o caso de receitas de capital por alienação de bens. O ativo permanente diminui pela saída do bem. Atenção! Se o bem for do ativo não-permanente, também estaria correta. c). Incorreta. Ao contrário, o ativo permanente diminui. d). Incorreta. Poderia afetar o passivo permanente quando a receita for de operações de crédito. e) Incorreta. A diminuição do ativo permanente poderia ser através do resgate (amortização) da dívida pública fundada. Nesse caso seria uma despesa. (CESPE – AFCE/TCU – 1996) No que concerne à classificação da receita pública, julgue os itens a seguir: (1) as receitas correntes são as que não provém da alienação de um bem de capital ou que não estejam, na lei, definidas como de capital. (2) receitas públicas que estejam, por ato de poder público, vinculadas à realização de despesas correntes são consideradas receitas de capital. (3) as receitas públicas de capital provém da alienação de bens de capital, da obtenção de empréstimos e das amortizações de empréstimos concedidos. (4) as categorias econômicas das receitas públicas podem ser distribuídas por fontes e subfontes, podendo chegar a um maior detalhamento, dependendo das necessidades de informação do órgão arrecadador. (5) as receitas tributárias são uma das fontes das receitas correntes. Resolução (1) Certa. É o conceito de receitas correntes. A alienação de um bem de capital gera receita de alienação de bens – receita de capital.

www.pontodosconcursos.com.br

25

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

(2) Errada. Em princípio, não existe obrigatoriedade de que as receitas correntes devem ser aplicadas em despesas correntes, entretanto, se por ato de poder público ou determinação legislativa, algumas receitas correntes estiverem vinculadas à realização de despesas correntes, essas receitas são consideradas correntes. (3) Certa. É o conceito de receitas de capital. (4) Essa questão é de concurso de 1996. Naquela época a questão era certa. Atualmente, conforme visto acima, não consta a subfonte entre os níveis da receita. Foi extinta a subfonte. (5). Errada. Receita tributária é essencialmente receita corrente, mas não são fontes. Atualmente é uma das ORIGENS da receita.

1.3. Estágios ou fases da receita
Estágio da receita orçamentária é cada passo ou fase que identifica e evidencia o comportamento da receita, facilitando o conhecimento, registro e a gestão dos ingressos de recursos. A receita pública, desde a sua inclusão na proposta orçamentária até o seu recolhimento ao caixa único do Tesouro Nacional passa por fases ou estágios, conforme demonstrado no esquema seguinte:

Previsão

Contido na LOA

Lançamento

Inscrição do débito

Arrecadação Estágios de execução da receita

Recolhimento

Foi cobrado em concurso! (FCC – Técnico de Orçamento/MPU – 2007) Os estágios da receita pública são, em ordem cronológica, (A) lançamento, previsão, recolhimento e arrecadação. (B) lançamento, previsão, arrecadação e recolhimento. (C) previsão, lançamento, recolhimento e arrecadação.
www.pontodosconcursos.com.br

26

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

(D) previsão, lançamento, arrecadação e recolhimento. (E) Arrecadação, lançamento, previsão e recolhimento. Resolução Essa questão é bem simples e é importante apenas para fins de fixação do conteúdo. Previsão, lançamento, arrecadação e recolhimento são os estágios da receita e ocorrem exatamente nessa ordem, sendo que a previsão não se configura um estágio de execução, porém, a doutrina o considera como uma das fases da receita. O estágio da previsão da receita encontra-se inserido na LOA e se constitui em previsão legal, em especial, na lei nº. 4.320/64. Opção correta “d”. Vejamos agora cada um dos estágios da receita: Previsão: chamado normalmente de receita orçada, é a estimativa de quanto se espera arrecadar durante o exercício financeiro (art. 51, da lei 4.320/64). Em outras palavras, é a estimativa do que se espera arrecadar durante o exercício, denomina-se projeções. Lançamento: consiste no procedimento administrativo onde se verifica a procedência do crédito fiscal, quem e quando se deve pagar e inscreve a débito do contribuinte. Geralmente ocorre numa repartição pública (art. 53, da lei nº 4.320/64). Somente passam por esta fase algumas das receitas provenientes de tributos ou derivadas. Atenção! As receitas originárias, não estão sujeitas a lançamento e ingressam diretamente no estágio da arrecadação. Algumas receitas não passam por esse estágio, a exemplo do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Atenção! Cuidado porque pode ser exigido no concurso do TCU! O Manual de Procedimentos da Receita Pública Portaria STN nº 303/05

www.pontodosconcursos.com.br

27

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

considera que o estágio do lançamento está dentro da previsão, constituindo a sua segunda fase assim: Previsão: estimativa de arrecadação da receita, constante da Lei Orçamentária Anual – LOA, compreendido em fases distintas: 1. A primeira fase consiste na organização e no estabelecimento da metodologia de elaboração da estimativa; 2. A segunda fase consiste no lançamento, que é tratado pela Lei nº 4.320/64 nos seus artigos 51 e 53, é o assentamento dos débitos futuros dos contribuintes de impostos diretos, cotas ou contribuições prefixadas ou decorrentes de outras fontes de recursos, efetuados pelos órgãos competentes que verificam a procedência do crédito a natureza da pessoa do contribuinte quer seja física ou jurídica e o valor correspondente à respectiva estimativa. O lançamento é a legalização da receita pela sua instituição e a respectiva inclusão no orçamento. Não são todas as receitas que passam pelo estágio do lançamento. Na União, praticamente não existe esse estágio, ocorrendo geralmente em função de multas. Quando há lançamento de receitas, o registro contábil ocorre somente no sistema orçamentário, já a sua execução (arrecadação), existem lançamentos nos sistemas orçamentário e financeiro. Arrecadação: consiste no pagamento, pelo contribuinte, ao agente arrecadador (instituição financeira), do valor do seu débito (art. 56, da Lei nº 4.320/64). Recolhimento: consiste no repasse, pelo agente arrecadador (instituição financeira), do valor arrecadado, para o caixa único do Tesouro Nacional, mantido no Banco Central do Brasil – BACEN. Foi cobrado em concurso (CESPE – MJ/Perito Criminal Federal/2004) A arrecadação de todas as receitas da União é recolhida à conta do Tesouro Nacional no Banco do Brasil S.A. Entretanto, a posição líquida dos recursos do Tesouro

www.pontodosconcursos.com.br

28

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Nacional no Banco do Brasil S.A. será depositada no Banco Central do Brasil, à ordem do Tesouro Nacional. Resolução A conta única do Tesouro Nacional é mantida junto ao Banco Central do Brasil – BACEN. O Banco do Brasil apenas operacionaliza essa conta, ou seja, cada unidade orçamentária deverá manter uma conta neste banco para fins de movimentação de recursos. Opção incorreta. Em princípio, todos os recursos arrecadados, com raríssimas exceções, a exemplo das receitas financeiras dos fundos especiais, são recolhidas ao caixa único do Tesouro Nacional, mantida junto a Banco Central através de uma conta matriz com a seguinte codificação: 1.1.1.1.2.01.00 Conta Única do Tesouro Nacional. A partir dessa conta existem as contas filiais, com as seguintes codificações; 1.1.1.1.2.01.01 Banco Central do Brasil e 1.1.1.1.2.01.02 Banco do Brasil. Observe que na codificação só mudam os dois últimos dígitos. A Conta Única do Tesouro Nacional não é uma conta movimento, mas sim, de acolhimento das disponibilidades de caixa. As outras contas são de movimento e são gerenciadas pela STN e BB. Foi cobrado em concurso (CESPE – CNPq/2004) O pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) efetuado por contribuinte em agência bancária caracteriza o estágio de recolhimento dessa receita. Resolução Conforme visto no conceito sobre arrecadação de receitas, o pagamento de tributo efetuado por contribuinte em agência bancária caracteriza o estágio da arrecadação. O estágio do recolhimento ocorre quando a instituição financeira recolhe os recursos arrecadados para a conta única do Tesouro Nacional. Opção incorreta. Mais uma questão de concurso! (ESAF – MPU/2004 - Analista de Controle Interno) Assinale a opção que indica afirmação verdadeira em relação à execução orçamentária da receita. a) O registro da fixação de receita é contabilizado no sistema financeiro e no sistema orçamentário. b) A contabilização ocorre somente no registro da realização da receita.

www.pontodosconcursos.com.br

29

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

c) No lançamento, a contabilização ocorre somente no sistema orçamentário ao passo que na realização, a contabilização afeta tanto o orçamentário como o financeiro. d) O registro contábil da execução orçamentária da receita em nenhuma situação afeta o sistema patrimonial. e) No Plano de Contas Único da Administração Federal as contas do sistema orçamentário destinadas ao registro da execução da receita estão localizadas no passivo e as destinadas ao registro da fixação estão localizadas no ativo. Resolução a) Incorreta. A receita não é fixada, e sim, prevista. Na sua previsão há registro contábil no sistema de compensação. b) Incorreta. A contabilização ocorre também, se for o caso, no estágio do lançamento, que ainda não é arrecadação. Na arrecadação não há dúvida de que são registrados lançamentos nos sistemas orçamentário e financeiro. c) Correta. Se for o caso de lançamento de receita, haverá registro no sistema orçamentário. Na arrecadação ou realização da receita ocorrem lançamentos contábeis nos sistemas orçamentário e financeiro. d) Incorreta. Toda receita corrente arrecadada afeta o sistema patrimonial, alterando positivamente o saldo patrimonial, haja vista que ocorre um fato contábil modificativo. Uma receita de aplicação financeira também afeta o sistema patrimonial, aumentando o saldo da conta bancos. e) Incorreta. Não teria lógica a execução da receita, algo que é positivo, ser registrado no passivo. Mesmo sem conhecer a estrutura do plano de contas, pensando dessa forma o candidato não marcaria esta opção. Um detalhe muito importante acerca da receita pública é a REGRA DE OURO! Bastante cobrado em concurso! Essa regra está prevista na CF e regulamentada na LRF. A regra proíbe a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, inciso III, da CF).

www.pontodosconcursos.com.br

30

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

A LRF estabelece que o montante previsto para as receitas de operações de crédito não poderá ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei orçamentária (art. 12, § 2º, da LRF). A aplicação deste parágrafo 2º foi suspensa por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN nº 2.238). Porém, a aplicabilidade da regra de ouro ainda é obrigatória, haja vista que essa previsão encontra-se também inserida na Constituição Federal (art. 167, inciso III da CF). Embora o Supremo Tribunal Federal - STF tenha deferido, por unanimidade, medida acauteladora pela suspensão da eficácia do § 2º do artigo 12 da LRF, ainda persiste a exigência do inciso III, art. 167, da C.F. Exemplificando a regra de ouro: Lei Orçamentária Anual para 2006 – em milhares.
Receitas Previstas Corrente Tributária Patrimonial De serviços De Capital Operações de crédito Alienação de bens Amortização de empréstimos Total 5.000 1.000 2.000 23.000 Total 23.000 10.000 1.000 4.000 $ Despesas fixadas Correntes Pessoal e encargos sociais Material de consumo De Capital Investimentos Inversões financeiras Amortização da dívida 2.000 1.000 2.000 15.000 3.000 $

Comentários: 1. A regra fala em receitas de operações de crédito (origem das receitas de capital). Portanto, não são todas as receitas de capital. 2. Quanto às despesas, a regra fala em todas as despesas de capital. 3. A situação hipotética acima demonstra o limite máximo que o órgão poderia realizar de receitas de operações de crédito ($ 5.000). Isso porque o total das despesas de capital soma $ 5.000. 4. A finalidade dessa regra é evitar o endividamento do Estado.

www.pontodosconcursos.com.br

31

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

5. Existe exceção a essa regra. As receitas de operações de crédito poderiam ser superiores às despesas de capital, desde que fossem autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. Veja como tem sido cobrado em concurso! (ESAF/MPOG – Analista de Planejamento e Orçamento/2002) No tocante à Lei de Responsabilidade Fiscal, identifique a chamada ―Regra de Ouro‖. a) A transparência na gestão fiscal é o principal instrumento para o controle social. b) As penalidades alcançam todos os responsáveis dos Três Poderes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, e todo cidadão será parte legítima para denunciar. c) A Lei de Responsabilidade Fiscal é importante para o país, porque representa um enorme avanço na forma de administrar os recursos públicos. d) A contratação de operações de crédito em cada exercício fica limitada ao montante da despesa de capital. e) Nenhum ato que provoque aumento da despesa de pessoal, nos Poderes Legislativo e Executivo, poderá ser editado nos 180 dias anteriores ao final da legislatura ou mandato dos chefes do Poder Executivo. Resolução A questão ficou fácil porque não “entrou” em detalhes, nas exceções. O comando da questão pede para identificar apenas o item que se refere à regra de ouro. Quem não a conhecia, “dançou”. A opção correta é a letra “d”. Veja novamente o exemplo da regra de ouro acima. Foi cobrado em concurso (TCE/ES – Controlador de Recursos Públicos/2004) A previsão da receita é ato executado por repartição competente que verifica a procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora. Resolução A previsão da receita é um fato administrativo executado durante a elaboração do orçamento. Esse estágio da receita é estático, ou seja, é um procedimento. O comando da questão refere-se ao estágio do lançamento da receita. Opção incorreta.
www.pontodosconcursos.com.br

32

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. lpdo,C :793856 F P

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

1.4. Para encerrar, mais alguns conceitos extraídos do Manual da Receita Pública
Abordaremos alguns conceitos considerados relevantes, inclusive de matéria tratada no próprio texto da aula. Receita pública efetiva: A Receita Pública Efetiva é aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos não foram precedidos de registro de reconhecimento do direito e não constituem obrigações correspondentes e por isso alteram a situação líquida patrimonial. As receitas públicas efetivas são aquelas que alteram a situação líquida patrimonial e não constituem obrigações do governo. Exemplo: todas as receitas correntes, exceto as receitas provenientes de créditos inscritos na dívida ativa. Receita pública não-efetiva: A Receita Pública Não-Efetiva é aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos foram precedidos de registro do reconhecimento do direito e por isto não alteram a situação líquida patrimonial. A receita pública não-efetiva é aquela não alteram a situação líquida patrimonial e que os ingressos de disponibilidades constituem ou não obrigações do governo. Exemplo: Todas as receitas de capital (receitas patrimonial) e as receitas extra-orçamentárias. por mutação

Quando o governo arrecada receitas de capital, haverá extinção ou diminuição do ativo ou o registro de uma obrigação. Receitas correntes: São os ingressos de recursos financeiros oriundos das atividades operacionais, para aplicação em despesas correspondentes, também em atividades operacionais, correntes ou de capital, visando atingir aos objetivos constantes dos programas e ações de governo. São denominadas de receitas correntes porque não têm

www.pontodosconcursos.com.br

33

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

suas origens em operações de crédito, amortização de empréstimos e financiamentos e/ou alienação de componentes do ativo permanente. Elas são derivadas do poder de tributar ou resultantes da venda de produtos ou serviços colocados à disposição dos usuários. Têm características intrínsecas de atividades que contribuem para a finalidade fundamental dos órgãos e/ou entidades públicas, quer sejam operacionais ou não operacionais. Receitas de capital: São os ingressos de recursos financeiros oriundos de atividades operacionais ou não operacionais para aplicação em despesas operacionais, correntes ou de capital, visando ao atingimento dos objetivos traçados nos programas e ações de governo. São denominados receita de capital porque são derivados da obtenção de recursos mediante a constituição de dívidas, amortização de empréstimos e financiamentos e/ou alienação de componentes do ativo permanente, constituindo-se em meios para atingir a finalidade fundamental do órgão ou entidade, ou mesmo, atividades não operacionais visando estímulo às atividades operacionais do ente. Deduções da Receita Pública: No âmbito da administração pública a dedução de receita é utilizada nas seguintes situações, entre outras:
Restituição de tributos recebidos a maior ou indevidamente; Recursos que o ente tenha a competência de arrecadar, mas que pertencente a outro ente de acordo com a lei vigente; Demonstrar contabilmente a renúncia de receita.

Restituição de receitas públicas: A Restituição de receitas arrecadadas em exercícios anteriores poderá ser feita de duas maneiras: 1. mediante dedução da receita arrecadada no exercício corrente, quando não houver descontinuidade de arrecadação da respectiva origem ou natureza de receita; 2. mediante apropriação de despesa orçamentária para os casos de restituições de receitas e que não são mais arrecadadas a partir do exercício da restituição, devendo neste caso fixar dotação para pagamento dessas restituições na Lei Orçamentária Anual.

www.pontodosconcursos.com.br

34

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

A restituição de receitas recebidas no exercício deverá ser feita sempre por dedução da respectiva natureza de receita. Destinação da receita pública: a destinação de receita pública, para fins de aplicação, é dividida em ordinária e vinculada. Destinação vinculada: é o processo de vinculação de fonte na aplicação de recursos em atendimento às finalidades específicas estabelecidas pela legislação vigente. Destinação ordinária: É o processo de alocação livre de fonte parcial ou totalmente não vinculada, à aplicação de recursos para atender às finalidades gerais do ente. Atenção! As destinações estão divididas ainda em destinações primárias ou não-primárias, conceito importante na elaboração do Demonstrativo do Resultado Primário, parte integrante do Relatório Resumido da Execução Orçamentária, instituído pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Destinação primária: É a fonte primária ou vinculada derivada de natureza de receita que não tenha características de endividamento ou de desmobilização. Destinação não-primária: É a fonte vinculada derivada de natureza de receita que tenha características de endividamento ou de desmobilização. Um desses dispositivos é o parágrafo único do art. 8º e o art. 50, da LRF, transcritos abaixo: ―Art. 8º - Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso.‖ ―Art. 50 - Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, a escrituração das contas públicas observará as seguintes:

www.pontodosconcursos.com.br

35

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

I - a disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que os recursos vinculados a órgão, fundo ou despesa obrigatória fiquem identificados e escriturados de forma individualizada;‖ Receita compartilhada: Receita orçamentária pertencente a mais de um Beneficiário independente da forma de arrecadação e distribuição. Receita vinculada: É a receita arrecadada com destinação específica estabelecida em dispositivos legais. A vinculação da receita torna a programação financeira menos flexível, deixando parte dos recursos disponíveis apenas a uma destinação certa. Renúncia de receita: É a não arrecadação de receita em função da concessão de isenções, anistias ou subsídios. Deve-se atentar, na renúncia de receita, ao disposto pela Lei nº 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal art. 14, que determina critérios a serem observados quanto a este fato. Ainda existem outros conceitos importantes para fins de concurso. que consideramos não muito

Para concluir com ―chave de ouro‖, mais uma questão: (ESAF – AFC/CGU – 2006) No que diz respeito à receita pública, indique a opção falsa. a) A Lei n. 4.320/64 classifica receita pública em orçamentária e extraorçamentária, sendo que esta apresenta valores que não constam do orçamento. b) A receita orçamentária divide-se em dois grupos: correntes e de capital. c) As receitas correntes compreendem as receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, agropecuárias, industriais, de serviços, de alienação de bens, de transferências e outras. d) A receita pública é definida como os recursos auferidos na gestão, que serão computados na apuração do resultado financeiro e econômico do exercício. e) A receita extra-orçamentária não pertence ao Estado, possuindo caráter de extemporaneidade ou de transitoriedade nos orçamentos.

www.pontodosconcursos.com.br

36

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Resolução O comando da questão pede a opção falsa. a) Incorreta. É simplesmente isso mesmo que a Lei nº 4.320/64 classifica a receita pública. Em orçamentária e extra-orçamentária, sendo que a receita extra-orçamentária não constam na lei orçamentária. b) Incorreta. Os grupos que se fala nessa opção são as categorias econômicas da receita! Ah! Cuidado! Não fique procurando “chifre em cabeça de cavalo” na hora da prova. O termo grupo não tem nada demais. c) Correta. Até que começou bem, mas alienação de bens é receita de capital. d) Incorreta. Todas as receitas públicas orçamentárias e extraorçamentárias serão computados na apuração dos resultados financeiro e econômico do exercício. e) Incorreta. A receita extra-orçamentária realmente não pertence ao Estado e possui caráter de extemporaneidade ou de transitoriedade durante a execução do orçamento. O termo “transitoriedade nos orçamentos nos orçamentos‖ quer dizer execução orçamentária.

2. Questões de concursos (com resolução)
1. (CESPE – 2004 – Contador - Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará) De acordo com a classificação por categorias econômicas, são receitas correntes as receitas tributárias, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e ainda as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em despesas correntes. Resolução As receitas são classificadas em duas categorias econômicas: receitas correntes e receitas de capital. As receitas (corrente e de capital), segundo sua natureza são classificadas em: Categoria econômica Origem Espécie Rubrica X Y Z W

www.pontodosconcursos.com.br

37

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Alínea Subalínea Segundo a codificadas; sua

TT KK origem as receitas estão assim classificadas e

Essa é a classificação atual.

Receitas Correntes 1. Receita tributária; 2. Receita de contribuições; 3. Receita patrimonial; 4. Receita agropecuária; 5. Receita industrial; 6. Receita de serviços; 7. Transferências correntes; 9. Outras receitas correntes. Receitas de Capital 1. Operações de crédito; 2. Alienação de bens; 3. Amortização de empréstimos; 4. Transferências de capital; 5. Outras receitas de capital. Assim sendo, a opção está corretíssima. 2. (CESPE – 2004 – Contador - Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará) Com base no art. 2.° da Lei n.º 4.320/1964, são consideradas fontes de receitas todas as representadas pelas contas analíticas em que se subdividem as receitas correntes e as receitas de capitais, não sendo consideradas as fontes representadas pelas contas sintéticas. Resolução As fontes de receitas são uma classificação à parte e não se inclui na classificação segundo a natureza. Orçamentariamente existe a necessidade de classificar conforme a destinação legal dos recursos arrecadados. a receita

www.pontodosconcursos.com.br

38

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Assim sendo, foi instituído pelo Governo Federal um mecanismo denominado “fontes de recursos”. As fontes de recursos constituem-se de determinados agrupamentos de naturezas de receitas, atendendo a uma determinada regra de destinação legal, e servem para indicar como são financiadas as despesas orçamentárias. Entende-se por fonte de recursos a origem ou a procedência dos recursos que devem ser gastos com uma determinada finalidade. É necessário, portanto, individualizar esses recursos de modo a evidenciar sua aplicação segundo a determinação legal. Portanto, as atuais fontes de recursos são: 1 - Recursos do tesouro – exercício corrente; 2 - Recursos de outras fontes - exercício corrente; 3 - Recursos do tesouro – exercícios anteriores; 6 - Recursos de outras fontes - exercícios anteriores; 9 - Recursos condicionados. A questão está incorreta porque menciona que são consideradas fontes de receitas todas as representadas pelas contas analíticas em que se subdividem as receitas correntes e as receitas de capitais, não sendo consideradas as fontes representadas pelas contas sintéticas. As fontes consideradas sintéticas são sim consideradas. Essa é a classificação correta. As contas analíticas são representadas a partir da origem. 3. (CESPE – 2004 – Contador - TERRACAP) Considere que uma agência bancária receba o pagamento, relativo ao IPVA, de um contribuinte e posteriormente transfira o valor recebido para o caixa do tesouro estadual. Nessa situação, a referida transferência caracteriza o estágio da receita denominado arrecadação. Resolução A questão está incorreta porque o seu enunciado se refere aos estágios da arrecadação (momento que o contribuinte paga o tributo) e do recolhimento (quando a banco recolhe a arrecadação ao tesouro). O estágio da receita apresentado na situação é o do recolhimento.

www.pontodosconcursos.com.br

39

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

4. (CESPE – Perito Criminal Federal – 1997) Quanto á categoria econômica, a receita pública orçamentária pode ser classificada em receitas correntes e de capital. A respeito dessa receitas, julgue os itens seguintes. 1 – São exemplos de receitas correntes: impostos, aluguéis de máquinas, equipamentos ou veículos, dividendos, serviços de comercialização de produtos agropecuários e receita da dívida ativa nãotributária. 2 – A receita corrente tributária é composta de impostos, taxas, contribuições sociais, contribuições econômicas e contribuições de melhoria. 3 – Juros de empréstimos é uma receita corrente de serviços resultante das taxas de juros aplicadas a empréstimos concedidos, diferenciandose dos juros classificados na receita corrente patrimonial, por se tratar de receita operacional das instituições financeiras. 4 – A venda de bens móveis é uma receita pública orçamentária, representando uma característica das receitas de capital, mas também pode ser encontrada entre as receitas correntes. 5 – As operações de crédito e a amortização de empréstimos são itens da receita pública orçamentária de capital, e em ambas as transações o governo assume a posição de devedor. Resolução 1. Correta. Todos os exemplos apresentados são receitas correntes. Atenção! Dividendos é um exemplo de receita patrimonial – receita de valores mobiliários “dividendos”. 2. Correta. Acho que essa ninguém tem dúvida! São as espécies de tributos. 3. Errada. Juros de empréstimos realmente é uma receita corrente de serviços resultante das taxas de juros aplicadas a empréstimos concedidos, porém, não diferencia dos juros classificados na receita corrente patrimonial. 4. Errada. A venda de bens móveis é uma receita pública orçamentária de capital, jamais poderá ser corrente. 5.Errada. Na amortização de empréstimos o governo assume a posição de credor, ou seja, é um empréstimo concedido pelo governo e que
www.pontodosconcursos.com.br

40

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgstrbdeção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

agora está sendo amortizado pelo devedor. As operações de crédito realmente o governo assume a posição de devedor. 5. (FCC – TRT 11ª Região – Analista Judiciário – Contabilidade 2005) No orçamento aprovado por lei não foi prevista a cobrança da Receita da Dívida Ativa Não-Tributária e de outras Receitas. Em sendo arrecadada essa receita referente a exercícios anteriores, esta deverá se lançada como (A) (B) (C) (D) (E) Receita extra-orçamentária. Receita patrimonial da dívida ativa. Outras receitas. Receitas diversas. Receita da dívida ativa não tributária.

Resolução Essa situação apresenta um exemplo típico de receita da dívida ativa não-tributária. Atenção! Mesmo que essa receita não esteja prevista na LOA ela é orçamentária (incorpora definitivamente ao patrimônio público). A opção correta é a letra “e”. 6. (FCC – Técnico de Orçamento/MPU – 2007) Trata-se de um receita derivada: (A) receitas de aluguéis de imóveis de propriedade do ente público. (B) dividendos recebidos de empresas estatais. (C) receitas de atividades industriais promovidas pelo ente público. (D) receitas de contribuições sociais. (E) doações recebidas pelo ente público. Resolução Observe que todas as receitas apresentadas nas opções, exceto as receitas de contribuições sociais, são receitas originárias. As receitas públicas originárias são aquelas provenientes do patrimônio público, ou seja, são receitas arrecadadas através do patrimônio administrativo (bens e direitos) colocados à disposição da sociedade mediante cobrança de determinado preço. As receitas públicas derivadas, como o próprio nome diz deriva do patrimônio da sociedade. O governo exerce a sua competência ou o poder de tributar os rendimentos ou o patrimônio da população.
www.pontodosconcursos.com.br

41

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Opção correta “d”. 7. (FCC – Auditor – TCE/CE 2006) Quanto á origem, as receitas públicas se classificam em originária, derivada a transferida, segundo classificação doutrinária. São espécies de receitas originárias, derivada e transferida, respectivamente. (A) receita estadual produto do administrativa. IPI, reparação de guerra e multa

(B) Multa administrativa, imposto e receita municipal produto do IPVA. (C) Tarifa, taxa e receita estadual produto do IR. (D) receita municipal do IR, multa administrativa e laudêmio. (E) Contribuição de melhoria, prescrição aquisitiva e herança vacante. Resolução Resumidamente podemos mencionar que: Receitas provenientes de tributos (impostos, taxas, contribuições de melhoria, contribuições econômicas e sociais e empréstimos compulsórios) são derivadas; Multa é sempre receita não tributária e tem caráter penal, portanto, receita derivada; Receita originária é proveniente do patrimônio público à disposição da sociedade. Opção correta “c”. 8. (FCC – Auditor – TCE/CE 2006) São exemplos de receitas extraorçamentárias: (A) As receitas agropecuárias e industriais. (B) Os depósitos judiciais oriundos do contencioso fiscal. (C) As amortizações de públicos. empréstimos concedidos a outros entes

(D) Os ingressos decorrentes da alienação de bens móveis e imóveis. (E) As entradas relativas ás contribuições de intervenção no domínio econômico. Resolução a) Incorreta. As receitas correntes orçamentárias. agropecuárias e industriais são receitas

www.pontodosconcursos.com.br

42

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

b) Correta. Depósitos judiciais são representados por uma determinada quantia depositada em bancos para fins prosseguimento de recurso administrativo ou judicial. Esse valor se constitui em receita extraorçamentária porque o processo ainda não foi decidido. Caso a administração perca a ação, deverá restituir ao contribuinte o valor depositado a seu favor, caso contrário, a quantia depositada será convertida em pagamento do tributo em disputa e a receita “passa” a ser classificada como orçamentária. c) Incorreta. As amortizações de empréstimos concedidos a outros entes públicos são receitas orçamentárias de capital para a entidade credora, ou seja, para quem está recebendo o valor emprestado. d) Incorreta. Os ingressos decorrentes da alienação de bens móveis e imóveis são receitas orçamentárias de capital. e) Incorreta. Contribuições de intervenção no domínio econômico São receitas orçamentárias correntes. 9. (FCC – Auditor – TCM/CE 2006) A expressão “crédito público” NÃO significa: a) “Operações em que o estado contrai dívida pública”. b) “Dívida pública flutuante ou fundada”. c) “Receitas públicas originárias e derivadas”. d) “Empréstimos públicos internos e externos” e) “Operações em que o estado toma dinheiro”. Resolução A expressão crédito público significa dizer que o Estado possui crédito perante as instituições internacionais e nacionais, outros países ou internamente. Em outras palavras, significa credibilidade que o estado possui para adquirir empréstimos. Assim, receitas públicas originárias e derivadas não são obtidas mediante empréstimos, mas sim através de geração de receitas dentro do estado Seria o mesmo que dizer: “o estado brasileiro possui crédito ou credibilidade internacional para contrair empréstimos”, ou seja, possui capacidade para tomar e pagar empréstimos. Opção correta “c”. 10. (CESPE – TRE/PA – Analista Judiciário – Contabilidade – 2005) De modo geral, receita pública é qualquer entrada de recursos feita aos

www.pontodosconcursos.com.br

43

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

cofres públicos, seja por arrecadação decorrente de leis e contratos ou como depositário de valores que não pertencem à administração pública. Com referência à receita pública, julgue os itens que se seguem. I É classificada como receita derivada aquela proveniente de bens pertencentes ao patrimônio do Estado em que os recursos financeiros são obtidos mediante a cobrança de um valor pela venda de bens ou pela prestação de serviço. II Os recursos recebidos de laudêmios são classificados como receitas patrimoniais. III Denomina-se previsão o ato realizado pela repartição a quem compete verificar tanto a procedência do crédito fiscal como a pessoa que lhe é devedora e inscrever o débito desta. IV Recursos oriundos de alienação de bens provocam variação ativa orçamentária por meio da receita e, também, uma mutação passiva orçamentária pela redução do ativo. V As operações de crédito por antecipação de receita são classificadas como receitas orçamentárias sob rubricas próprias. Estão certos apenas os itens A I e II. B I e III. C II e IV. D III e V. E IV e V. Resolução I. Incorreta. Receita derivada NÃO é proveniente de bens pertencentes ao patrimônio do Estado, ou seja, não são receitas arrecadadas mediante a obtenção de recursos financeiros obtidos da cobrança de valores pela venda de bens ou pela prestação de serviço. II. Correta. Laudêmio é um valor exigido pelo poder público. Esse valor correspondente a cinco por cento do valor atualizado do domínio pleno do terreno da União e das benfeitorias nele existentes e será calculado pelo próprio alienante. Portanto, essa arrecadação é uma receita corrente patrimonial. III. Incorreta. Previsão de receita é um ato administrativo de inclusão, na LOA, das receitas serem arrecadadas no ano subseqüente. O enunciado dessa opção se refere ao lançamento de receita.

www.pontodosconcursos.com.br

44

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cópiavulgdestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA P/ CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

IV. Correta. Recursos oriundos de alienação de bens (receitas de capital) provocam variação ativa orçamentária por meio da receita e, também, uma mutação passiva orçamentária pela redução do ativo (saída do bem). V. Incorreta. As operações de crédito por antecipação de receita - AROs são classificadas como receitas extra-orçamentárias. Conclusão: opção correta “c”. Prezado concursando! Por hoje é só. Obrigado pela atenção é bom estudo.

Um forte abraço!

www.pontodosconcursos.com.br

45

-16OconteúddestcuroéxlivCarineE72,vedaporquismeaqulrtío,spdção,cóavulgpidestrbção,sujeitand-fràresponabilzçãcvmal. :793856 F P lpdo,C