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GIEP – GÊNESIS INSTITUTO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE CURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE

EDINETE DA SILVA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR EM TÉCNICO DE MEIO AMBIENTE

SÃO LUÍS – MA 2012

GIEP – GÊNESIS INSTITUTO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE CURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE

EDINETE DA SILVA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR EM TÉCNICO DE MEIO AMBIENTE

SÃO LUÍS – MA 2012

...AGRADECIMENTOS EM PRIMEIRO LUGAR A DEUS.. ESSENCIAIS. AOS PROFESSORES DA UFMA E GÊNESIS. PELA FORÇA. A MINHA FAMÍLIA. ... QUANTA AJUDA... A TODA DIREÇÃO DO GÊNESIS. AOS ALUNOS ESTAGIÁRIOS DA UFMA. PELA PACIÊNCIA. ENFIM A TODOS QUE AJUDARAM DIRETA OU INDIRETAMENTE TODO ESSE TEMPO DE CURSO E ESTÁGIO. PELA MINHA VIDA...

.................................................SUMÁRIO IDENTIFICAÇÃO.........................................08 DESENVOLVIMENTO DE ESTÁGIO..................................06 OBJETIVO.....................................................................................................................................................................................................................09 CONCLUSÃO......07 METODOLOGIA....................................................................25 BIBIOGRAFIA.................................................................................................................26 ...............................................................................................05  Dados do estagiário..............05  Identificação das escolas.............05 INTRODUÇÃO.......................................................................................................................................................

568.SÃO LUÍS-MA CNPJ: 08. CENTRO . DOS PORTUGUESES S/N BACANGA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE-CCBS DEPARTAMENTO DE OCEANOGRAFIA E LIMNOLOGIA-DEOLI LABORATÓRIO DE OCEONOGRAFIA QUÍMICA E DE CONTROLE DE QUALIDADE DE ÁGUA.482/0001-92 UFMA – UNIVERSIDADE FEDRAL DO MARANHÃO ENDEREÇO: AV. PROFESSORES: Odilon Teixeira de Melo e Paulo Cesar . 295.IDENTIFICAÇÃO DO ESTAGIÁRIO EDINETE DA SILVA CURSO: TÉCNICO EM MEIO AMIENTE TURMA: MA03 LOCAL DE ESTÁGIO: UFMA INÍCIO DE ESTÁGIO: 08/11/2011 TÉRMINO DO ESTÁGIO: 13/ 03/2012 IDENTIFICAÇÃO DAS ESCOLAS GIEP-GÊNESIS INSTITUTO DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE RUA RIO BRANCO.

e na pior das hipóteses não termos água potável o suficiente para nossa sobrevivência. sua importância pontos de reflexões para que as pessoas se conscientizem que cada vez mais teremos que usar este recurso de forma sustentável para evitarmos desperdícios desnecessários. a água é o elemento mais importante para a subsistência das espécies. . Segundo a ONU atualmente cerca de 1. Entre os recursos naturais. E Claro quando falamos de água meteorologia está intrinsecamente ligada a ela. a biosfera modifica o ambiente para uma melhor adaptação. Mesmo assim outros aspectos dessa preciosidade também podem representar sérios riscos à vida. Não há ser vivo sobre a face da Terra que possa prescindir de água para sua existência e sobrevivência. houve um acúmulo de água em sua superfície. Quase todos os aspectos da vida do homem giram em torno da água. Sua importância para a vida terrestre é inegável. A vida surgiu em nosso planeta há mais ou menos 3. Desde então. Porém.INTRODUÇÃO ÁGUA! GOTA A GOTA ESTÁ SE TORNANDO UM RECURSO ESCASSSO E MAL DISTRIBUIDO. Portanto conhecer a água é fundamental na compreensão de importantes ciclos e fenômenos que caracterizam a Terra e na preservação da própria vida. razão pela qual a civilização humana desenvolveu-se nas proximidades de fontes de água. esta matéria mostra todas as informações e características sobre água.6 bilhões não dispõem de saneamento básico. que dependem de sua disponibilidade para satisfazer suas necessidades. Em função das condições de temperatura e pressão que passaram a ocorrer na Terra.5 bilhões de anos. formando-se assim o ciclo hidrológico. nos estados líquidos e sólidos.1 bilhões de pessoas ainda não tem acesso a água potável e 2. esse recurso imprescindível para nossa vida a cada dia vem sendo contaminado e ficando escasso. Portanto. A água que bebemos diariamente é um dos recursos naturais mais importantes para a vida em nosso planeta terra.

odor e temperatura.METEDOLOGIA O QUE É ÁGUA? Se fizermos essa pergunta. O CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) pela resolução 20/86 classifica as águas no Brasil de acordo com sua salinidade. Essa determinação é feita somente por métodos analíticos e os resultados são fornecidos pela concentração da substância em mg/l (miligrama por litro).000 coliformes TIPOS DE ÁGUA SEGUNDO SUA COMPOSIÇÃO E QUALIDADE A composição das águas varia conforme de solo e clima das regiões onde se originam e atravessam. que agrupados formam moléculas. Já as águas que se apresentam salinidade igual ou superior a 30% são consideradas salinas.5% a 30% na concentração de sais dissolvidos. O exame físico determina as características físicas da água: cor. as pessoas em geral dirão que água é um líquido precioso e que não pode faltar em nossas vidas. principalmente os fecais que. etc. A variação de 0. As análises bacteriológicas determinam se a água apresenta condições de ser potável. em seu estado bruto. A molécula de água é formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio – H2O”. magnésio. As águas são consideradas doces quando apresentam salinidade menor ou igual a 0. O elemento determinante é a presença. ou não. salobras ou doces. elas podem ser classificadas em salinas. ferro. e como todas as substâncias formada por partículas minúsculas chamada átomos. nas águas potáveis. Porém quimicamente ela possui uma definição: “A água é um líquido incolor e inodoro.5%. . A QUALIDADE DA ÁGUA A qualidade da água é definida através de suas características físicas. As características químicas da água são determinadas pela presença de substâncias químicas oriundas dos solos por onde ela passou. químicas e bacteriológicas. As substâncias são: cálcio. sabor. se a água for submetida a um tratamento ela. pode conter o máximo de 4. leva essas águas a serem consideradas salobras. recebeu de contribuição de seus afluentes. No entanto. realizadas em laboratório. não deve existir. de coliformes. Então com base na quantidade de sais dissolvidos na água. turbidez.

odor ou sabor. chegar-se à facilmente a conclusão de que não existe água absolutamente pura na natureza. e por meio dos ciclos naturais dos elementos na natureza (ciclos biogeoquímicos) . No Brasil é considerado aceitável uma água com teor mineral com até 150 mg/l. A água pura somente vai ser encontrada quando produzida artificialmente em laboratório. devolvendo ao ambiente o produto final.) ocorre por meio da ação antrópica com o lançamento direto ou indireto de efluentes domésticos e industriais nos corpos hídricos. É a unidade operacional do sistema de esgotamento sanitário que através de processos físicos. e a sua finalidade é. efluente tratado. É a água que sofreu alteração em suas características físicas e químicas. mares. A poluição e contaminação dos corpos hídricos (rios. É fundamental para a vida humana. Em regiões menos providas. que quando lançados num manancial contribuem para sua degradação. em conformidade com os padrões exigidos pela legislação ambiental. É o esgoto.Dependendo das condições em uso em que se encontra. tornando-a desagradável. ÁGUA POLUÍDA . A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica como potável uma água com teor mineral de até 500 mg por litro ( mg/l). afetando sua qualidade. esse porcentual pode até ultrapassar 200mg. é de fundamental importância a construção de estações de tratamento de esgoto (ETE). ou que alteram sua cor. e é obtida através de tratamentos que eliminam qualquer impureza. ÁGUA SERVIDA – É a água que usada pelo homem e ficou suja. Para preservação dos recursos hídricos e evitar a contaminação da fração de água disponível. químicos ou biológicos removem as cargas poluentes do esgoto. vai dissolvendo e transportando substâncias que a ela se incorporam durante seu caminho. com ou sem tratamento. lagos. quase sempre. aquíferos etc. como o Nordeste.É a que recebeu substâncias que a deixou turva. Isso porque por onde ela passa. a fabricação de remédios .Se for considerada como pura a água composta exclusivamente por hidrogênio e oxigênio. O esgoto bruto ou despejo líquido é ocasionado pelos despejos domésticos e industriais. a água pode ser classificada em cinco tipos: ÁGUA PURA . ou algum outro processo industrial mais sofisticado ÁGUA POTÁVEL – É a que se pode beber.

ÁGUA CONTAMINADA – É a que contém substâncias tóxicas ou micróbios capazes de produzir doenças. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. . sódio.). etc. temperatura e eutrofização. A eutrofização é a fertilização das águas de superfície com nutrientes que antes eram escassos. Outras substâncias naturais e antropogênicas podem causar turvação (turbidez). A interpretação da qualidade da água e sua finalidade legal. que bloqueia a luz e perturba o crescimento vegetal além de bloquear as brânquias de algumas espécies de peixes. condutividade elétrica. A contaminação pode ser invisível aos nossos olhos ou imperceptível ao paladar. a partir da determinação dos parâmetros fisico-químicos e microbiológicos. e dá outras providências . Muitas das substâncias químicas são tóxicas e podem produzir doenças através da água ou alimentação. As alterações físico-química da água são a acidez (mudança de pH). e dá outras providências. ANÁLISE FÍSICO-QUÍMICA E MICROBIOLÓGICA As análises físico-químicas e microbiológicas são procedimentos realizados em laboratório. manganês. é feita tomando em base a Resolução CONAMA nº357 de 17 de março de 2005 e a Portaria nº 518 de 25 de março de 2004. a concentração destes é a chave para determinar o que é um componente natural das águas. É a água que faz mal a saúde.Entre os principais contaminantes específicos para a poluição da água incluem-se um amplo espectro de produtos químicos. e o que é um contaminante. agentes patogênicos e alterações físicas ou sensoriais. A portaria nº 518 do Ministério da Saúde estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. A resolução CONAMA nº357 Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. onde é medido o nível de concentração de certo elemento parâmetro regulamentado pela legislação para definir a qualidade da água. do Ministério da Saúde. Embora muitos dos produtos químicos e substâncias que são regulamentados podem ser encontrados naturalmente na água (cálcio. tais como temperatura elevada e descoloração. ferro.

Dentre os parâmetros físico-químicos analisados estão:         PH (potencial hidrogeniônico) Condutividade Elétrica Alcalinidade Total Dureza Total Óleos e Graxas Turbidez / cor Sólidos Totais Dissolvidos Metais Pesados Oxigênio Dissolvido:   DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) DQO (Demanda Química de Oxigênio) Íons Maiores:       Cálcio Ca2+ Magnésio Mg2+ Cloreto ClSulfato SO42Sódio Na+ Potássio K+ Nutrientes:       Amônia NH4 Nitrito NO2 Nitrato NO3 Fosfato HPO42Ferro Fe 2+ Silicato Si (OH)4 .

em mg/L.5 mg/L a 33 °C. corresponde à quantidade de oxigênio necessária para ocorrer a oxidação da matéria orgânica biodegradável sob condições aeróbicas. O nível de Oxigênio Dissolvido é calculado levando em conta os níveis de DBO e DQO estabelecidos na análise.1 . também conhecida pela sigla DBO. Em águas subterrâneas a quantidade de oxigênio dissolvido é muito baixa pelo fato de estar fora do alcance da atmosfera Normalmente a quantidade de oxigênio dissolvido na água é dada como porcentagem da quantidade máxima de oxigênio possível de ser dissolvido. mas um teor de 5 a 6 mg/L já é o suficiente para suportar uma população variada de peixes. de oxigênio dissolvido na água. Esta quantidade máxima é chamada de nível de saturação. varia com a temperatura da água e pode ser medida em laboratório.5 mg/L a 10 °C.1.OXIGÊNCIO DISSOLVIDO É a quantidade.1 .METOLOGIA DE ESTÁGIO 1. Nas águas naturais de superfície o índice OD varia de 0 a 19 mg/L. O índice OD é um dos mais importantes para se avaliar a capacidade de um corpo hídrico em suportar atividade biológica de organismos aquáticos. sendo de 11.PARÂMETROS E METODOLOGIAS DE ANÁLISES Alguns dos principais parâmetros de análise e sua respectiva importância são: 5. 9 mg/L a 20 °C e 7. Entende-se por biodegradável a matéria que pode ser consumida como alimento. equivalente à quantidade que será consumida pelos organismos aeróbicos ao degradarem a matéria orgânica.DBO A Demanda Bioquímica de Oxigênio. Essa unidade de medida avalia a quantidade de oxigênio dissolvido (OD) em miligramas (mg/l). ela vai alimentar e ser fonte de energia aos micro-organismos que . 5.

O valor da Demanda Bioquímica de Oxigênio é usado para estimar a carga orgânica dos efluentes e dos recursos hídricos. A DBO. é um fator positivo dos ciclos vitais. ainda que feita à custa do oxigênio do meio. e com esses valores é possível calcular qual a necessidade de aeração (oxigenação) para degradar essa matéria orgânica nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE’s).existem na água. Peixes sensíveis precisam de 5 a 6 ml/l de oxigênio para sobreviverem. enquanto que peixes mais resistentes. Preparação da água de diluição 1. 3. uma vez que as reservas disponíveis de oxigênio na água são limitadas. O processo ocorre da seguinte forma: inicialmente os microorganismos utilizam o oxigênio dissolvido (OD) para transformar o carbono em CO2 e depois para transformar os compostos nitrogenados em nitratos (NO3-) e nitritos (NO2-). Essas transformações são essenciais na determinação da DBO. a Demanda Bioquímica de Oxigênio pode ser considerada como um parâmetro para avaliar a qualidade da água. Adicionar os reagentes:  Tampão fosfato – 1 ml  MgSO4 – 1ml  CaCl4 – 1 ml . onde a poluição orgânica é quantificada. ou seja. sobrevivem em 2 a 3 ml/l de oxigênio dissolvidos na água. Para que essa relação não seja prejudicada. como o bagre. Colocar em repouso por 30 minutos no local escuro. Colocar 1L de água ultra pura no balão de 2 l e depois colocar na bomba a vácuo para aerar (oxigenar) por 30 minutos. ainda que seja necessário haver um equilíbrio entre o consumo e a produção de oxigênio no meio. A decomposição biológica tem um papel essencial na natureza: degradar a matéria orgânica devolvendo seus elementos ao meio. excesso de alimento em relação ao volume de água. A decomposição aeróbia é mais vantajosa que a anaeróbica: é mais rápida e não forma subprodutos orgânicos. que se divide em demanda carbonácea (presença de CO2) e demanda nitrogenada (nitratos e nitritos). não pode haver consumo excessivo. assim. Sendo assim. originando a DBO. 2.

: não deve formar bolhas no frasco em hipótese alguma. IMEDIATO 1. 5. Esperar por 30 minutos 5.2 . deixar em repouso por 30 minutos com reagentes no escuro 5.Os outros dois serão incubado por 2 a 5 dias. no teste específico.01 N 6.  Medir o volume dos frascos usados para analise de DBO. adicionar 1 ml do amido. fazer as diluições:  Diluir a amostra com água de diluição com fator de diluição requerido ( ex. Obs. Solução diluída de FeCl3 – 1 ml Obs: seguir a mesma ordem acima.DQO A Demanda Química de Oxigênio (DQO) é a medida da capacidade de consumo de oxigênio pela matéria orgânica presente na água.p/ 1% 5 ml da amostra para 500 ml de água de diluição. INCUBADO Depois de o tempo incubado proceder como o item 4.1. Anotando o volume total do frasco. 4. Titular com Na2S2O3 A 0. É expressa como a quantidade de oxigênio consumido pela oxidação química. o outro é feito em branco. Não diferencia a matéria orgânica estável e assim não pode ser . Quando a cor da amostra fica amarela claro.  Para uma amostra precisa-se de quatro frascos (2 para analise imediata. um contendo a amostra. um também com a amostra e o outro com o branco. Adicionar 1 ml de H2SO4 a 50 % 4. Adiciona-se R1 e R2 – 1 ml 2. Usar o amido a 1 % como indicador. Esperar por 30 minutos 3.

Em geral.  Ponto de viragem: de verde para vermelho. REAGENTES . O equivalente ao oxigênio da matéria orgânica que pode ser oxidado e medido usando-se um forte agente oxidante em meio ácido. METODOLOGIA  25 ml da amostra diluída( água poluída)  H2SO4 concentrado – 30 ml. usa-se como oxidante o dicromato de potássio (K2Cr2O7).Solução padrão de dicromato de potássio (0.25 N.250 N): . É utilizada para medir a quantidade de matéria orgânica das águas naturais e dos esgotos.  Refluxar por 2 horas. Para muitos tipos de despejos.25 N. O teste de DQO também é usado para medir a quantidade de matéria orgânica em esgotos que contêm substâncias tóxicas. permite substituir a determinação da DBO pela da DQO. 25 ml da amostra mais 50 ml de água.  Adicionar ferroina como indicador. a DQO é maior que a DBO.necessariamente correlacionada com a demanda bioquímica de oxigênio.Água destilada com baixo teor em matéria orgânica . uma vez estabelecida.  Diluir 2 vezes o volume de amostra ou seja. Normalmente.  Titular com sulfato ferroso amoniacal 0. MÉTODO PARA DQO APARELHAGEM Aparelho de refluxo Balão de 250 ml com junta esmerilhada 24/40 Balão de 500 ml com junta esmerilhada 24/40 Condensador de 300 mm com junta esmerilhada 24/40 Placa de aquecimento com suficiente potência para assegurar Fervura adequada da mistura em refluxo. é possível correlacionar DQO com DBO.  K2Cr2O2 – 10 ml a 0. correlação que.

Para evitar perda de matéria orgânica volátil.SULFATO FERROSO AMONIACAL: Dissolver 98. Adicionar 5. O conteúdo do balão deve estar bem homogeneizado. sulfúrico concentrado. colocar o balão de refluxo em banho de gelo e adicionar vagarosamente 25 ml de solução 0. Normalização: Em aproximadamente 200 ml de água destilada adicionar 25 ml de solução de dicromato de potássio 0.25 N de dicromato de potássio com cuidadosa agitação. através do condensador. entre a coleta e a análise deve ser o mais curto possível. lentamente. usando uma gota de ferroína como indicador. Esfriar e titular com a solução de sulfato ferroso amoniacal a padronizar. resfriando o balão durante o tempo de adição do ácido.0 ml de ác. Esta solução deve ser normalizada diariamente com a solução padrão de dicromato de potássio. ou uma alíquota diluída a 50 ml e 1 g de HgSO 4. . e diluir a 1 litro. até que o sulfato de mercúrio se dissolva.0 g de sulfato ferroso hexahidratado em água destilada. 25 ml de água destilada. sulfúrico conc.Ácido sulfúrico mais sulfato de prata: Dissolver sulfato de prata em ácido sulfúrico na proporção de 10 g de sulfato de prata para 1 litro de ác. sulfúrico mais sulfato de prata. . Diluir o conteúdo do balão para o período de tempo .25 N e 20 ml de ác. adicionar 20 ml de ác. Colocar então 70 ml de ác. cuidadosamente. PROCEDIMENTO Colocar algumas pérolas de vidro no balão de refluxo seguido de 50 ml da amostra. Devem ser preservadas com ác. lavar o condensador com ca. sulfúrico conc. sulfúrico mais sulfato de prata. ARMAZENAMENTO DAS AMOSTRAS As amostras devem ser coletadas em garrafas de vidro ou plástico completamente isentas de matéria orgânica. a pH 2 e mantidas a 4°C até a análise. aquecer o balão em refluxo por 2 horas. sulfúrico conc.Dissolver 12. sulfúrico conc. colocar o ác.259 g de dicromato de potássio previamente seco a 103°C em água destilada e diluir a 1000 ml (1 ml = 2 mg de oxigênio). Deixar o balão resfriar.

baseado na quantidade de cloreto existente. sulfúrico concentrado. Um branco dos reagentes e água destilada no lugar da amostra segue todos os passos do procedimento. Adicionar 25 ml de dicromato de potássio 0.6H2O em água destilada.5 ml . pérolas de vidro são colocadas à mistura e esta levada a refluxo em chapa aquecida adequadamente.aproximadamente 300 ml com água destilada.025 N de dicromato de potássio e sulfato ferroso amoniacal. Esfriar o balão. esfriar e diluir a 1000 ml com água destilada. SOLUÇÃO DE SULFATO FERROSO AMONIACAL 0. adicionar 20 ml de ác. Todo o procedimento é descrito para as amostras com teor de DQO entre 5-50 mg/l usando as soluções 0. Modificações a serem feitas na determinação da DQO em amostras com concentrações altas de cloretos: Quando a concentração de cloretos exceder a 1000 mg/l o valor mínimo aceitável para DQO é 250 mg/l.025 N: Dissolver 98 g Fe(NH4)2(SO4)2. PROCEDIMENTO Pipetar uma alíquota da amostra que não exceda 800 mg/l de DQO em balão de 500 ml.025 N e juntar cuidadosamente 70 ml de ác. Adicionar 8 a 10 gotas de indicador e titular com solução de sulfato ferroso amoniacal até virada do indicador para castanho. AMÔNIA ( METODOLOGIA)  50 ml da amostra já diluída se for o caso. Agitar vagarosamente até que todo o HgSO4 seja dissolvido. sulfúrico mais sulfato de prata. Diluir 100 ml desta solução para 1000 ml com água destilada (esta solução deve ser normalizada diariamente). na alíquota da amostra em análise e 5 ml de ác.  Adicionar o reagente 1 a base de fenol – 1 . Adicionar HgSO4 na proporção de 10 mg para 1 mg de cloreto. Os valores menores que 250 mg/l para amostras com teor de cloretos maiores que 1000 mg/l são questionáveis porque a correção a ser feita é muito alta. sulfúrico concentrado.

5 ml  Esperar 24 horas em um local escuro e logo após ler no espectrofotômetro.ANÁLISES FÍSICA 5.3.Temperatura Importante para comparação do com a temperatura ambiente· da água 5. Por conseguinte. Adicionar o reagente 2 a base de hipoclorito de sódio – 1. requerendo-se um método de indicação para saber quando a quantidade do reativo normal juntado é precisamente a suficiente para reagir quantitativamente com a substância que se determina. conhecendo a proporção em que reagem as substâncias e tendo determinado a quantidade de uma substância (o reativo titulado) necessária para reagir nesta proporção.4 Presença Presença Odor de· de e ANÁLISE lixo animais cor ou no da BIOLÓGICA espumas ambiente· água· Verificação da vegetação às margens (mata ciliar)· 6.3. Temperaturas muito altas favorecem a diminuição de Oxigênio dissolvido (diminui sua solubilidade). mediante a adição de um reativo-padrão que reage com ela em proporção definida e conhecida. – Método de titulação É o método pelo qual se determina uma quantidade desconhecida de uma substância particular. 5. A temperatura da água não pode variar muito em relação à temperatura do ambiente e não pode ultrapassar os 30ºC o que provocaria o decréscimo da solubilidade dos gases (oxigênio.3 . por exemplo). pode-se . 5. A adição de um reativo-padrão (um reativo de concentração conhecida e freqüentemente designado como reativo-titulado) se regula e se mede de alguma maneira.1 Temperatura da água A temperatura influencia as reações químicas e bioquímicas que ocorrem na água.

Os elementos. Sulfato (SO42-) Alcalinidade Total Dureza Total O equipamento utilizado na técnica da titulação é a bureta: Figura 1: Bureta 6. liberam parte da energia recebida na forma de radiação. A fotometria de chamas é empregada na determinação dos íons maiores: .calcular facilmente a quantidade desconhecida de substância presente no frasco da reação A titulação é empregada na determinação dos seguintes parâmetros:     Oxigênio Dissolvido: DBO e DQO Íons Maiores: Cálcio (Ca2+). a amostra contendo cátions metálicos é inserida em uma chama e analisada pela quantidade de radiação emitida pelas espécies atômicas ou iônicas excitadas. ao retornarem para o estado fundamental. geram espécies excitadas que. Magnésio (Mg2+). ao receberem energia de uma chama.2 . Cloreto (Cl-). Nesse caso.FOTOMETRIA DE CHAMAS A fotometria de chama é a mais simples das técnicas analíticas baseadas em espectroscopia atômica. em comprimentos de onda característicos para cada elemento químico.

Figura 2: Espectrofotômetro A espectrofotometria é utilizada na determinação dos seguintes parâmetros: .Sódio (Na+) e Potássio (K+).ESPECTROFOTOMETRIAS Os métodos espectroscópicos baseiam-se na absorção e/ou emissão de radiação eletromagnética por muitas moléculas. O espectrofotômetro é um aparelho que faz passar um feixe de luz monocromática através de uma solução. Usando um prisma o aparelho separa a luz em feixes com diferentes comprimentos de onda (tal como acontece no arco-íris com a separação das cores da luz branca). ou quase). 6. Pode-se assim fazer passar através da amostra um feixe de luz monocromática (de um único comprimento de onda. quando os seus elétrons se movimentam entre níveis energéticos. O espectrofotômetro permitenos saber que quantidade de luz é absorvida a cada comprimento de onda. A espectrofotometria baseia-se na absorção da radiação nos comprimentos de onda entre o ultravioleta e o infravermelho. A chamada radiação luminosa corresponde a uma gama de comprimentos de onda que vai desde o ultravioleta ao infravermelho no espectro da radiação eletromagnética.3 . O espectro do visível está contido essencialmente na zona entre 400 e 800 nm. e mede a quantidade de luz que foi absorvida por essa solução. O aparelho utilizado na técnica da espectrofotometria é o espectrofotômetro.

1 . O aparelho é calibrado (ajustado) de acordo com os valores referenciado em cada soluções de calibração. Nitrato (NO3). Figura 3: phmetro 6. Uma vez calibrado estará pronto para uso.005. Silicato (Si (OH)4). Nitrito (NO2). A leitura do aparelho é feita em função da leitura da tensão (usualmente em milivolts) que o eletrodo gera quando submerso na amostra. Para que se conclua o ajuste é então calibrado em dois ou mais pontos.4.2– Coluna Redutora de Cádmio A coluna de cádmio redutora é utilizada para a redução de nitrato para nitrito . 6. Fosfato (HPO42). O aparelho faz essa conversão.000 e 4. Constituído basicamente por um eletrodo e um circuito potenciômetro. tendo como uma escala usual de 0 a 14 pH O phmetro pode ser utilizado também para medir a condutividade elétrica (como condutivímetro) e a temperatura. Ferro (Fe 2+). Normalmente utiliza-se tampões de pH 7.4 – Outros aparelhos utilizados nas analises de água 6.Nutrientes: Amônia (NH4).Phmetro: O phmetro ou medidor de pH é um aparelho usado para medição de pH. A intensidade da tensão medida é convertida para uma escala de pH.4.

4.2 – Condensador ou Refluxador O condensador tem como finalidade condensar vapores gerados pelo aquecimento de líquidos em processos de destilação simples.Figura 4: Coluna de Cádmio 6. Um vapor aquecido entra no condensador e encontra uma superfície com uma temperatura inferior ao seu ponto de ebulição. Figura 5: Condensador . e então condensa (ou liquefaz). Ele é dividido em duas partes: Uma onde passa o vapor que se tem interesse em condensar e outra onde passa um líquido (normalmente água) resfriado para abaixar a temperatura interna do condensador.

). elimina o risco de inalação dos gases tóxicos produzidos pela reação dos produtos químicos.Capela de Exaustão A capela de laboratório é um equipamento de segurança onde produtos químicos tóxicos e perigosos podem ser manipulados sem risco. em água ultra-pura. fechado. que sai dos encanamentos. A água ultra-pura é comumente utilizada para lavagem dos equipamentos do laboratório (balão.3 . Figura 6: Capela de exaustão 6.4 . composto por um exaustor. Isto reduz. fazer a amostragem do branco (referência para certas análises) e etc.4. nutrientes e compostos presentes na água. erlenmeyer.6. proveta. para que estes não contaminem as amostras e interfiram no resultado dos parâmetros estabelecidos. e geralmente. tubo de ensaio etc. As capelas são constituídas basicamente de dutos de ar. pipeta. com a função de proteger o laboratório de gases tóxicos em determinadas reações químicas. Capela de laboratório é um compartimento envidraçado.4. copo de becher. fazer diluições. removendo todo tipo de sais. . exaustor e um sistema de filtros.Purificador de Água / Água Ultra Pura O purificador de água tem a função de transformar a água potável.

02 N. Adicionar 1 ml do indicador K2CrO4.Figura 7: Purificador de água ALGUMAS METODOLOGIAS APLICADAS EM LABORATÓRIO Metodologia da alcalinidade de água doce  50 ml da amostra. 2 ml de amido ( ficando rosa) Titular com o mesmo procedimento do oxigênio dissolvido. 1 g de iodeto de potássio.05 N . Aquecer até levantar fervura.  Pipetar 5 gotas. Ponto de viragem de amarelo para vermelho goiaba. Metodologia para ferro dissolvido     50 ml da amostra. Calibrar o pH para 3.      5 ml de acido acético.  Ponto de viragem de laranja para vermelho. Não ficando rosa.0141N). Colocar 1 ml da solução tampão de acetato . 1 ml da solução ferrozina.  Adicionar fenolftaleína ( se ficar rosa). Metodologia para cloro livre 200 ml da amostra. Metodologia para cloreto 50 ml da amostra Calibrar o pH da amostra com hidróxido de sódio (NaOH) a 0. . Titular com o nitrato de prata (0. adicionar metilorange (5 gotas).  Titular com H2SO4 a 0. o pH tem que ficar na faixa de 7 a 10.

   Orientar a respeito de o homem viver em equilíbrio com o meio ambiente.   . Observar e colaborar para o controle de riscos existentes no ambiente de trabalho. Contribuir para o estabelecimento de critérios a fim de promover a saúde ingerindo água saudável e proteger a integridade das pessoas no ambiente. Orientar os seres humanos da importância de viver em harmonia com o meio ambiente. a fim de consolidar o meu aperfeiçoamento técnico/profissional. bem como a aplicabilidade desses conhecimentos na prática. levando em consideração a proteção do meio ambiente. Aprender cada vez mais.OBJETIVO Definir critérios para a inserção dos conhecimentos adquiridos em sala de aula.

.CONCLUSÃO O estagio realizado neste laboratório proporcionou grandes experiências na área de análises de água. solo fértil e sem um clima ameno. A sociedade humana não se sustenta sem água potável. Ao desenvolver suas atividades socioeconômicas destroem. Muitas pessoas. Dessa forma pode-se concluir que o estágio muito contribuiu para o meu desenvolvimento profissional e social. logo não há economia sem um ambiente estável. no entanto. Não percebem que dependem de uma base ecológica para sua vida e seus descendentes. ar puro. ainda não compreenderam isso. de forma irracional as bases da sua própria sustentação. pois o meio ambiente oferece aos seres vivos as condições essenciais para a sua sobrevivência e evolução através do consumo de água saudáveis.

.BIBLIOGRAFIA A água no Brasil e no Mundo.Associação Brasileira de Normas Técnicas. Projeto de Estações de Tratamento de Água de Esgotos NBR 570 19 Medeiros. Apostila de Teoria de Química Sanitária de Saneamento II. Agência Nacional de Água – ANA 2003. ABNT. Brasília. Maria Aparecida Carvalho.