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RELATÓRIO DA ANALISE DE ÁGUA DE UM PONTO DA LAGOA AZUL – PLANALTO AYRTON SENA, FORTALEZA, CEARÁ.

RESUMO: Nas ultimas décadas a cidade de Fortaleza tem apresentado um significativo crescimento urbano e populacional. Este fato acarretou em diversas consequências tanto sociais quanto ambientais, fazendo com que a população mais pobre começasse a habitar as chamadas reas de riscos o que envolve diversos tipos de degradação como, por e!emplo, a ocupação de rios e lagoas. "iante dessa realidade, o presente relat#rio tem por ob$etivo a analise qu%mica da gua de um ponto da &agoa 'zul bem como elaborar um diagnostico dos impactos socioambientais e verificar as transformaç(es ocorridas na paisagem natural pela desordenada urbanização ao entorno da mesma. ' lagoa est localizada no )lanalto '*rton +enna, nas pro!imidades do ,airro )refeito -osé .alter. /omo procedimento metodol#gico foi efetuado uma coleta de dados por meio de pesquisa bibliogr fica. 'lém disso, foi feita coleta de dados prim rios com a população do local além da visita da rea de estudo, para observaç(es in loco e realização de registro fotogr fico. ' coleta de gua foi realizada seguindo o 0anual 1écnico para /oleta de 'mostras de 2gua com foco em 3 /oleta de 'mostra para 'n lises 0icrobiol#gicas em 2guas superficiais. /om e!ceção da quantidade de bactérias todos os par4metros realizados estavam de acordo com o /5N'0' 6789:;;7. 0esmo com estes resultados se faz necess rio reverter o atual n%vel de degradação deste ambiente lacustre bem como chamar a atenção para que ha$a a intervenção do poder p<blico nessa problem tica, propiciando =s fam%lias que residem em reas de risco condiç(es de vida mais dignas.

1 INTRODUÇÃO

desmatamento de reas. e a eutrofização dessa lagoa. esta lagoa era s%mbolo . e tanto a implantação de pol%ticas de desenvolvimento urbano quanto industrial atra%ram um e!pressivo contingente populacional. capital do Estado do /ear . em decorrência do processo de e!pansão acelerado e desordenado de uma cidade. na maioria dos casos reas de riscos sem infraestrutura e equipamentos urbanos @. como a locação de materiais impr#prios. os espaços urbanos que comumente crescem rapidamente sem que ha$a um bom plane$amento de sua infraestrutura. trazendo sérios problemas.alter em Fortaleza. e. produzindo v rios impactos negativos. Na cidade de Fortaleza não é diferente. coube a fazer uma pesquisa em campo onde se contatou que alguns anos atr s. essa cidade vem sofrendo por um grande processo de e!pansão.. cursos dG gua estes que estavam inseridos nesses espaços passaram por um intenso processo de degradação ambiental. p.Não é de ho$e que ouvimos falar dos grandes impactos ambientais sofridos em ambientes lacustres..D. ' esse respeito. Esses flu!os migrat#rios até a década de >. uma concentração maior dessa população nas margens de rios e lagoas da cidade. nas pro!imidades do . estes passaram a ocupar ? reas periféricas. doenças. Neste conte!to.8.airro )refeito -osé . e por conta da valorização dos im#veis e das condiç(es de renda desses migrantes. tendo como estudo de caso a &agoa 'zul localizada no )lanalto '*rton +enna..AB "antas C:. H importante salientar que em decorrência da pouco referencias bibliogr ficas da rea de estudo.. envenenamentos e diminuição da fauna e da flora. $ segregadas. sendo aterrados ou tendo sua qualidade da gua afetada significativamente por esgotos domésticos ou industriais. acabam não atingindo a demanda dos serviços urbanos havendo assim. até mesmo.D:EF. tecendo algumas consideraç(es sobre o uso e ocupação desses espaços e as consequências da poluição das guas ligadas a ?ordem sanit riaB com a impropriedade da gua para banhos. buscaremos através desse relat#rio abordar os resultados de determinados par4metros de qualidade de gua comparando3os ao /5N'0' 6789:. tinham como destino essa cidade. na maioria das vezes lançados clandestinamente. como as lagoas. "esde a década de 8. pr#!imos a habitaç(es de parentes e amigos. o presente relat#rio foi elaborado a partir do resultado da analise da an lise de gua. Esses impactos ambientais induzidos pela pressão humana são e!tremamente significativos nas reas de ambientes lacustres. "o e!posto.

Jm. e apesar da iniciativa de limpeza da )refeitura de Fortaleza a lagoa ainda se encontra em processo de eutrofização. a lagoa 'zul est localizada no )lanalto '*rton +enna. Em seu percurso passa por três munic%pios. Fonte: Google Earth 2013 Esse corpo fl<violacustre se encontra no médio curso da bacia do Iio /oc# que por sua vez nasce na vertente oriental da +erra da 'ratanha com um comprimento total do rio principal de cerca de 7. ÁREA DE ESTUDO 5 local em estudo. 0aracana< e Fortaleza. para desaguar no 5ceano 'tl4ntico. nas pro!imidades do . "essa forma. pr#!ima a 'venida . nos limites das praias do /aça e )esca e +abiaguaba.ernardo 0anuel. $ que sem a presença desta. 2. CARACTERIZAÇÃO DA FIGURA 01: Fotografia aérea com a visualização da lagoa. )acatuba.alter na porção sudeste da cidade de Fortaleza. é de fundamental import4ncia = presença da lagoa neste local como forma de au!iliar no controle das cheias.de lazer para os moradores do bairro.airro )refeito -osé . o ambiente que se encontra bastante urbanizado teria maiores tendências a inundação. .

é de total import4ncia. tais como. Essa realidade acarreta diversas consequências sociais e ambientais para os habitantes que vivem nas pro!imidades do local. para assim conseguir conciliar a formas de uso urbano com as funç(es de preservação da qualidade ambiental. 'lém disso.Na visita feita em -unho de :. podemos observar a total eutrofização do corpo h%drico com a presença de gapes e de outros tipos de vegetação hidr#fitas. . proteção contra enchentes e secas.D6. Nessa perspectiva. abrigo para a fauna silvestre. é evidente a grande invasão imobili ria ao redor da lagoa. assim como promoção da melhoria da sa<de mental e f%sica da população local. desenvolver propostas para o uso racional destes espaços. através de funç(es culturais e de lazer. amenização de temperatura. acentuado ainda mais pela decomposição de li!o domestico as margens da lagoa.

encontram3se as guas destinadas ao abastecimento para consumo humano ap#s desinfecção. bem como estabelece as condiç(es e padr(es de lançamento de efluentes e de outras providências.Dis !ss"#s # R#s!$%&'(s +egundo o 0inistério do 0eio ambiente. 1ratando de "P5. enquanto na classe 6. o abastecimento para consumo humano acontece ap#s tratamento convencional ou avançado. a gua est dentro dos par4metros. o valor m !imo para nitrito presente na gua é de D. No caso do nitrato.. :. serão comparados os resultados de microbiologia obtidos na gua em estudo com os par4metros de valor m !imo para gua doce classe KKK na resolução. os resultados obtidos foram de . No resultado de microbiologia da gua em estudo. = irrigação entre outras.:D microgramas N3N563 9litro. no que se diz respeito = nitrito a gua est dentro do padrão. mg9& N.. a quantidade de f#sforo presente na gua est fora dos padr(es. na resolução do /5N'0' 678 não consta valores para "P5. no que se diz respeito a nitrito. que consiste em classificar os corpos dG gua e diretrizes ambientais para seu enquadramento.. Na resolução. . +egundo a resolução do /5N'0' 6789:. = preservação do equil%brio das comunidades aqu ticas. muito acima do permitido. a Iesolução 678 classifica as guas doces em classes D.QD miligramas de fosforo9litro. Na resolução.7F.87 microgramas9litro. chamado padrão de potabilidade e estabelecido pelo /onselho Nacional do 0eio 'mbiente C/onamaF. a gua para consumo humano deve ser pot vel destinada = ingestão. logo. Puanto = presença de f#sforo na gua. ' classe D.7. Ela deve atender a um con$unto de valores permitidos como par4metro da qualidade. No /5N'0'. Na classe :. ' Iesolução 6789:..7 do /onama é considerada como a mais importante para definição desses padr(es. ou classe especial. os valores encontrados foram de 77. independentemente da sua origem. recreação e irrigação C/onama.. /')L1M&5 KKK... apenas ".7 mg9& ). as guas são destinadas ao consumo humano ap#s tratamento simplificado. o valor m !imo é .5 e 5".. ou se$a. +ENO5 KK. o valor permitido é de D. &ogo. o resultado foi de . Na seção K. mg9&... : e 6. preparação e produção de alimentos e = higiene pessoal. além de não ofereça riscos = sa<de. a partir da sua utilização. além disso as guas servem para a pesca amadora.

colWnias..B 5u se$a. consequentemente. mililitros em E.. não dever ser e!cedido um limite de S. 5 resultado encontrado quanto = concentração de coliformes termotolerantes foi de 7. mililitros em E.. . mililitros em E. a gua em estudo est dentro dos padr(es em todas as condiç(es ditas acima. o que indica que a gua em estudo não est dentro dos padr(es.. com periodicidade bimestral. coletadas durante o per%odo de um ano.. ' presença de coliformes termotolerantes indica contaminação por fezes e.SF.6F.V ou mais de pelo menos Q amostras.. /apitulo X. coletadas durante o per%odo de um ano. coliformes termotolerantes por D.. uma vez que tais bactérias são provenientes do trato digest#rio de animais homeotérmicos CRiatti et al. :8. N0). coliformes termotolerantes por D. MF/9ml. No que se diz respeito =s bactérias.. 'rt. )ara os demais usos..>DS do 0inistério da +a<de... de outros microorganismos patogênicos C+ilva T 'ra<$o.5s coliformes termotolerantes são microrganismos diretamente associados = poluição por esgotos domésticos. )ara dessedentação de animais criados confinados não dever ser e!cedido o limite de D.V ou mais de pelo menos Q amostras coletadas durante o per%odo de um ano. Na resolução. consta que uma gua pot vel não deve ultrapassar 7...DD. de D: de dezembro de :. Na portaria :.V ou mais de pelo menos Q amostras. :. com frequência bimestral.. coliformes termotolerantes por D. :. consta o seguinteU ?coliformes termotolerantesU para o uso de recreação de contato secund rio não dever ser e!cedido um limite de :7. com frequência bimestral. o resultado obtido foi de mais de 6.