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Especialista em saúde pública diz que eutanásia em cães não protege humanos
Posted By amanda_grimm On 9 de maio de 2010 @ 21:37 In Notícias | 4 Comments

As evidências científicas que preconizam a eutanásia em cães como forma de proteger os homens da leishmaniose visceral são frágeis e ambíguas, na opinião do médico e especialista em saúde pública tropical Carlos Henrique Nery Costa. De acordo com ele, a estratégia de eliminar cães não tem nenhum impacto sobre a saúde humana.

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“Não adianta matar (cães) porque as pessoas não vão ter menos Calazar (leishmaniose). Até compreendo a “boa intenção” do Ministério da Saúde (MS), mas não é ciência. O volume de contaminações não seria maior sem as eutanásias. Não existe uma única evidência de que tirar a vida de um cachorro protege as pessoas. Não tem nenhuma eficácia”, diz o médico. Até há cinco anos, ele era consultor do próprio MS para o programa de controle de leishmaniose. Doutor em Saúde Pública Tropical pela Harvard University, ele atualmente é professor da Universidade Federal do Piauí, médico do Governo do Estado do Piauí e Coordenador Executivo da Rede Nordeste de Biotecnologia. Costa foi indicado como referência por vários membros de entidades de proteção animal de Bauru. Ele explica que a ideia da eutanásia começou há mais de seis décadas com um famoso cientista israelense (Adler). “Ele tratou alguns cães na Palestina com as medicações disponíveis na época e não curou. Concluiu que o melhor jeito de controlar a doença era matar os bichinhos. Logo em seguida, começou o regime comunista na China, onde a situação era deplorável do ponto de vista geral, inclusive de Calazar (leishmaniose). Decidiram então atacar o Calazar”, informa. Na época, trabalharam em três frentes: trataram em massa as pessoas, mataram cães em algumas áreas e usaram inseticida extensivamente. O DDT era utilizado nas paredes das casas, informa o médico. O país contava na ocasião com dois tipos de leishmaniose visceral. A zoonótica (que atinge homens e animais – trata-se da encontrada no Brasil) e a antroponótica (só infecta seres humanos). “Quando começaram esse programa quase acabaram com o Calazar, mas principalmente nas áreas de transmissão entre pessoas. O Calazar Zoonótico continua na China. Mas foi concluído que matar cachorro também era eficiente”, acrescenta. Já no Brasil, a história das eutanásias começa com o cientista Joaquim Eduardo Alencar, no Ceará, explica o médico do Piauí. “Diante da grande quantidade de casos, ele começou a matar cães. Mas tem até um trabalho dele mostrando que nos distritos onde só fez matar cães, a doença continuou igual, até piorou um pouquinho. Mas nos municípios onde ele usou DDT, diminuiu bastante”, destaca. Do ponto de vista teórico, com base em modelagem matemática, o elo mais frágil da transmissão da doença é o inseto, não o cão (reservatório), enfatiza. “Porém, os inseticidas atuais, do modo como são utilizados, parece que não são eficientes. O que devemos reavaliar, voltar a estudar é o DDT, que é objeto de muita controvérsia”, conclui. O Ministério da Saúde não segue as normas internacionais de consulta à comunidade científica, segundo o especialista em saúde pública tropical Carlos Henrique Nery Costa. De acordo com ele, qualquer recomendação concernente à saúde pública deve ter fundamentos científicos, conforme consta no Código Sanitário Internacional. Para dispor de evidências científicas, o MS deveria encomendar oficialmente um texto de especialistas tanto no assunto quanto em revisão sistemática. “Ele (o especialista)

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14/5/2010

Como um cão lambendo o outro.. alguma coisa está errada. afirma. Fonte: Jornal da Cidade [1] 4 Comments To "Especialista em saúde pública diz que eutanásia em cães não protege humanos" #1 Comment By Ana Corina On 9 de maio de 2010 @ 21:51 Dia desses li em algum canto uma matéria sobre a doença em que uma criança de 5 anos. contaminada. mas ainda assim o Brasil escolhe matar os cães… Achei ótima a matéria. É possível.jor. A possibilidade de existirem outros transmissores da leishmaniose. Então está claro que os cães são tão vítimas como o ser humano. Se a medida deve ser tomada ou não”.. Já dos cães não temos certeza. #2 Comment By Vivi Vieri On 10 de maio de 2010 @ 1:54 Há quase 50 anos sacrificam-se cães no Brasil para controlar a Leishmaniose e a doença está em franca expansão em todo o país. De acordo com Carlos Henrique Nery Costa. sendo que a conclusão reiterou a proibição do tratamento canino no País e a indicação de eutanásia para cães infectados. tem sido aventada por alguns especialistas. é retirada uma conclusão. então. Na ocasião. Mas acredita tratar-se de um animal que merece respeito e humanidade. provavelmente do sangue. “Revisão sistemática é outra coisa. O Ministério da Saúde proibiu o tratamento de cães com Leishmaniose. explica. Mas é possível sim que haja transmissão direta entre cães. este é quem devemos combater e todo o processo de controle adotado pelo Ministério da Saúde enfoca o cão como o principal responsável pela disseminação. por que o principal responsável é mosquito. além do ‘mosquito palha’. a revisão bibliográfica simples não atende às exigências de uma representação idônea do pensamento científico”. como pode ser do sangue também”. Costa diz não ter nada a favor especialmente dos cães. tinha uma vida normal. O raciocínio é: se a criança está infectada. Como é comum que os autores tenham uma opinião formada anteriormente. Os cães não são seres moralmente insignificantes”. os modelos de tratamento propostos atualmente podem levar a uma melhoria transitória do quadro clínico do cão. portanto tenham uma afinidade maior com certas referências. “O que é cientificamente estabelecido. não enviesada da literatura. apresenta a um comitê de pessoas que lida na área e. finaliza. pondera. que está doente. acordado. mas não sabemos a expansão disso. tendo relações sexuais. “Não pode ser submetido a nada que ameace sua vida. ainda mais sendo um especialista em saúde humana. existem alguns estudos que também apontam como vetores um carrapato e outro inseto parecido com o ‘palha’. Pode ser da pele. pondera o médico. Aquilo foi uma revisão bibliográfica que você pode fazer com quem você quiser. Feita a revisão. apenas controlando a doença.anda. é o ‘mosquito palha’. o que o colocaria em posição ‘insuspeita’ ao defender que não é necessário matar cães. reduzindo os níveis de parasitas.ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais » Especialista em saúde pública . foram analisados periódicos científicos de circulação nacional e internacional. Já o que foi feito em outubro do ano passado foi uma revisão bibliográfica. A redação tem uma série de critérios e exigências. mordendo o outro. O médico http://www. Página 2 de 3 escreve o texto e faz uma avaliação idônea.br/?p=61178&print=1 14/5/2010 . ela pode transmitir a doença da mesma maneira que um cão e é lógico que ninguém falaria em ‘eutanásia’. A pergunta que se coloca é a seguinte: de onde vêm os parasitas que infectam os insetos? Nos seres humanos. Segundo o texto elaborado pelo governo federal. Se a doença está em franca expansão.

Article printed from ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais: http://www. permitindo que o proprietário opte por tratar.br/?p=61178 URLs in this post: [1] Jornal da Cidade: http://www. A própria OMS diz que não se controla zoonoses sacrificando cães.pois oera eles a vida dos animais nada vale! #4 Comment By luciano ferraz On 11 de maio de 2010 @ 8:32 Conheço veterinarios que ja tratou com sucesso varios caes portadores de calazar e apos 8 anos esses animais continuam saudaveis. http://www. de exercer a sua profissão.mas preferem a pratica do exterminio por ser facil ea custo insignificante. os veterinários estão sempre buscando novos conhecimentos.jor. All rights reserved. É preferível que regulamentem o tratamento para que seja feito de maneira responsável. #3 Comment By Adelaide On 11 de maio de 2010 @ 8:25 Porque nao investem em vacinas? a vacina contra calazar canino confere uma otima imunidade. No Brasil o tratamento é feito há mais de dez anos e na Europa e em outros países não se adotam mais o sacrifício como obrigatório (o significado de eutanásia é diferente de sacrifício). basta observar e chegaremos a esta conclusão. sempre buscando crescer.br URL to article: http://www. então merecem ser respeitados pelo profissional que é. ele sim é o grande responsável pela doença e não o cão.anda. Página 3 de 3 veterinário está proibido de tratar.jor..ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais » Especialista em saúde pública .anda. Devemos combater o “mosquito”.jor.br/?p=61178&print=1 14/5/2010 ..anda.jcnet. É um dinheiro desperdiçado e não precisamos ser um entendido no assunto. A medicina veterinária no Brasil é excelente. trocando informações.br/detalhe_geral. do que as pessoas fazerem por conta própria.com.php?codigo=182555 Copyright © 2009 ANDA | Agência de Notícias de Direitos Animais.