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Da Le|tura às Le|turas
Lllane A. ÞasquoLLe vlelra
llávla uanlelle Sordl Sllva


Marla CrlsLlna Macedo Alencar

LsLe nosso Lrabalho compõe um ÞroLóLlpo uldáLlco resulLanLe das dlscussões reallzadas na
dlsclpllna ºLnslno de LelLura em Llngua MaLerna", mlnlsLrada pela Þrof¹. ur¹. 8oxane Pelena
8odrlgues 8o[o, no prlmelro semesLre de 2010, no programa de pós-graduação em LlngulsLlca
Apllcada, na unlversldade LsLadual de Camplnas/lnsLlLuLo dos LsLudos da Llnguagem
(unlCAMÞ/ lLL).
nosso ob[eLlvo prlnclpal fol elaborar um maLerlal dldáLlco capaz de levar aprendlzes do
Lnslno Medlo, 1°, 2° ou 3° ano, a compreenderem e a praLlcarem o processo de lelLura crlLlca
segundo as várlas posslbllldades de consLrução de senLldo promovldas pela mulLlmodalldade e
mulLlssemlose (CCÞL & kALAn1ZlS, 2006). Como professoras e pesqulsadoras da área de
LlngulsLlca Apllcada, preLendemos que os lnLerlocuLores/usuárlos desLe maLerlal possam
reallzar uma reflexão crlLlca ao conslderarem os elemenLos que consLlLuem os dlversos
conLexLos e as dlferenLes formas de produção e reprodução da canção !"#$%&'#$, de Chlco
8uarque, segundo um olhar soclal, econômlco, pollLlco e hlsLórlco sobre cada um desses
conLexLos e formas.
Levar os aprendlzes a refleLlrem sobre o uso da llnguagem como lnsLrumenLo nas
lnLerações soclals e sobre os processos de consLrução de senLldos esLá lnLlmamenLe
relaclonado a compreensão do caráLer dlalóglco da llnguagem, o que 8akhLln chama de
ºrepllca responslva aLlva", lsLo e, a llnguagem ºe deLermlnada LanLo pelo faLo de que procede
de alguem como pelo faLo de que se dlrlge para alguem. Lla consLlLul [usLamenLe o produLo da
lnLeração do locuLor e do ouvlnLe (...)" (8AkP1ln, 2004, p. 113). nessa perspecLlva, Lorna-se
lndlspensável um enslno de Llngua ÞorLuguesa com o propóslLo de desenvolver um processo
de lelLura/escrlLa em que o aprendlz se coloque como lelLor crlLlco e auLônomo, um processo
cu[as aLlvldades ulLrapassem uma práLlca de mera decodlflcação verbal para prlvlleglarem a
compreensão dos LexLos segundo o caráLer responslvo-lnLeraLlvo da llnguagem.
Com esLe maLerlal, convldamos professores e aprendlzes a refleLlrem como o uso da
llnguagem e a produção de senLldos são slLuados sóclo-hlsLorlcamenLe e como ocorrem
segundo práLlcas conLexLuallzadas em unlversos socloculLurals (8AkP1ln, 2003). Cu se[a, não e
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posslvel compreender um LexLo lsoladamenLe, fora de um conLexLo soclal e hlsLórlco, pols
Lodo LexLo e consLlLuldo em slLuações soclals especlflcas de uso da llnguagem. 1ampouco, em
uma obra, os senLldos devem ser esLabelecldos como se fossem consLruldos somenLe pela
superflcle verbal, ou se[a, e preclso perceber que as lmagens (esLáLlcas ou dlnâmlcas) e os sons
são consLlLulnLes dessa obra e, ao conslderá-los, a elaboração de senLldos Lomará mulLos
ouLros camlnhos alem daquele formado esLrlLamenLe pelo maLerlal verbal.
A parLlr dessas conslderações, nosso maLerlal fol organlzado da segulnLe forma:
a) !"#$%& ()*$+(%,-+&, que se lnlclam com a seção º()*+ -)*+ -)*", a parLlr da qual,
nossos lnLerlocuLores são convldados a (re)pensar a noção Lradlclonal de lelLura e
perceber que esLamos cercados coLldlanamenLe por dlversos Llpos de LexLos.
b) .%#"& "#/*+0-$+1%&, em que palavras ou expressões dos LexLos são mals bem
explanadas, sugesLões são felLas ou aspecLos são ressalLados para o Lrabalho dldáLlco,
como e o caso do box de Chlco 8uarque em que o auLor e apresenLado segundo sua
lmporLâncla no conLexLo da ulLadura MlllLar e segundo o que suas obras
represenLaram e não, por exemplo, em relação a seu gosLo pelo fuLebol.
c) 2$+1+,-,"& ," *"+$)3- " /3%,)45% ," $"#$%& exlsLenLes nas várlas seções do
maLerlal. LsLas se propõem a fazer sempre uma lelLura crlLlca de elemenLos verbals,
sonoros, lmageLlcos eLc, bem como a produção LexLual (não apenas verbal) a parLlr
desLes elemenLos. ÞreLendemos que nossos lnLerlocuLores percebam as mulLlplas
posslbllldades de consLrução de senLldo a parLlr das várlas modalldades e semloses
LanLo quanLo das dlferenLes slLuações de produção e clrculação dos senLldos nos
perlodos da hlsLórla. nossas Larefas Lôm como elxo a canção !"#$%&'#$, composLa por
Chlco 8uarque, em 1967, no momenLo em que o 8rasll vlvla seus prlmelros anos do
8eglme MlllLar. Algumas das aLlvldades, por exemplo, são a lelLura e anállse da
gravação reallzada no mesmo ano da produção da muslca e sua nova versão gravada
recenLemenLe (2003) em rlLmo eleLrônlco, pelo seu composlLor com a canLora
lernanda ÞorLo.
d) 6%("7$83+%& /-3- %& /3%9"&&%3"& apresenLados em Lodas as seções como
lnformações adlclonals sobre as quesLões Leórlcas que são sub[acenLes a proposLa e
algumas orlenLações sobre ouLras abordagens e condução das aLlvldades com os
aprendlzes. um exemplo são as observações para os professores sobre as dlferenLes
posslbllldades de lnLerpreLação que podem ser consLruldas a parLlr dos vldeos de
!"#$%&'.$, apresenLados na seção /0123"+ .$4"5666 $7*"891#$* $ *)8-):3"". ALraves
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dessas observações, o professor Lem suporLe para levar seus alunos a observarem,
reglsLrarem e compararem as caracLerlsLlcas do vldeo de 1967 e do vldeo de 2003.
e) :-+;- <-+&, que se LraLa de uma seção ao flnal do maLerlal, na qual sugerlmos
fllmes, llvros, muslcas e ouLras obras relaclonadas aos Lemas LraLados no proLóLlpo que
LanLo podem ser vlsLos na sala em aLlvldades conduzldas pelo professor, como
explorados pelos alunos fora do amblenLe escolar.
f) MaLerlal exLra do .-70% ," ,-,%& em que, a parLe de nosso proLóLlpo,
dlsponlblllzamos uma pasLa, em anexo, com ouLros maLerlals na lnLegra, que podem
ser usados para os professores plane[arem novos Lrabalhos e Lambem para os alunos
reallzarem lelLuras complemenLares. nesLe ;$1<" #) #$#"5, consLam, por exemplo,
uma enLrevlsLa com lernanda ÞorLo, poemas de !ose Þaulo Þaes e um conLo de 8ubem
Alves.

llnalmenLe, gosLarlamos de lembrar que o maLerlal ora apresenLado não preLende
esgoLar as posslbllldades de Lrabalho com lelLura de LexLos mulLlmodals e mulLlssemlóLlcos,
Lampouco as de consLrução de senLldos plauslvels a parLlr da muslca !"#$%&'.$. Alem dlsso,
nosso proLóLlpo dldáLlco pode ser usado em uma ordem dlferenLe desLa aqul sugerlda, e o
professor Lem alnda a llberdade para escolher as seções com as quals quelra Lrabalhar. nossa
proposLa fol demonsLrar que e posslvel Lraçar um percurso de Lrabalho com lelLuras de
dlferenLes gôneros LexLuals parLlndo de LexLos que clrculam em práLlcas soclals, nem sempre
vlsLas de forma prlvlleglada pela escola, como e o caso da muslca 2)<=1", aLe a lelLura crlLlca
de LexLos Lldos como mals complexos e consagrados pelas lnsLlLulções escolares, como a
resenha.

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Þúb||co a|vo: Lnslno Medlo, 1°, 2° ou 3° ano
1ema: lelLura, canção 8oda-vlda de Chlco 8uarque
Cb[et|vos:
• compreender e a praLlcar o processo de lelLura crlLlca segundo as várlas posslbllldades
de consLrução de senLldo promovldas pela mulLlmodalldade e mulLlssemlose
relaclonar oralldade, escrlLa e lmagens de acordo com Lema,
• reallzar uma reflexão crlLlca ao conslderarem os elemenLos que consLlLuem os dlversos
conLexLos e as dlferenLes formas de produção e reprodução da canção !"#$%&'#$, de
Chlco 8uarque, segundo um olhar soclal, econômlco, pollLlco e hlsLórlco sobre cada um
desses conLexLos e formas, e
• refleLlr como o uso da llnguagem e a produção de senLldos são slLuados sóclo-
hlsLorlcamenLe e como ocorrem segundo práLlcas conLexLuallzadas em unlversos
socloculLurals exerclLar a auLonomla de lelLura,
Crgan|zação do Mater|a|
l. 1extos mu|t|moda|s, que se lnlclam com a seção ºLer, ler, ler", a parLlr da qual, nossos
lnLerlocuLores são convldados a (re)pensar a noção Lradlclonal de lelLura e perceber
que esLamos cercados coLldlanamenLe por dlversos Llpos de LexLos.
ll. 8oxes exp||cat|vos, em que palavras ou expressões dos LexLos são mals bem
explanadas, sugesLões são felLas ou aspecLos são ressalLados para o Lrabalho dldáLlco,
como e o caso do box de Chlco 8uarque em que o auLor e apresenLado segundo sua
lmporLâncla no conLexLo da ulLadura MlllLar e segundo o que suas obras
represenLaram e não, por exemplo, em relação a seu gosLo pelo fuLebol.
lll. At|v|dades de |e|tura e produção de textos exlsLenLes nas várlas seções do maLerlal.
LsLas se propõem a fazer sempre uma lelLura crlLlca de elemenLos verbals, sonoros,
lmageLlcos eLc, bem como a produção LexLual (não apenas verbal) a parLlr desLes
elemenLos. ÞreLendemos que nossos lnLerlocuLores percebam as mulLlplas
posslbllldades de consLrução de senLldo a parLlr das várlas modalldades e semloses
LanLo quanLo das dlferenLes slLuações de produção e clrculação dos senLldos nos
perlodos da hlsLórla. nossas Larefas Lôm como elxo a canção 8oda-vlda, composLa por
Chlco 8uarque, em 1967, no momenLo em que o 8rasll vlvla seus prlmelros anos do
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8eglme MlllLar. Algumas das aLlvldades, por exemplo, são a lelLura e anállse da
gravação reallzada no mesmo ano da produção da muslca e sua nova versão gravada
recenLemenLe (2003) em rlLmo eleLrônlco, pelo seu composlLor com a canLora
lernanda ÞorLo.
lv. Comentár|os para os professores apresenLados em Lodas as seções como lnformações
adlclonals sobre as quesLões Leórlcas que são sub[acenLes a proposLa e algumas
orlenLações sobre ouLras abordagens e condução das aLlvldades com os aprendlzes.
um exemplo são as observações para os professores sobre as dlferenLes posslbllldades
de lnLerpreLação que podem ser consLruldas a parLlr dos vldeos de 8oda-vlva,
apresenLados na seção ºLnLão, vamos... aprofundar a reflexão". ALraves dessas
observações, o professor Lem suporLe para levar seus alunos a observarem,
reglsLrarem e compararem as caracLerlsLlcas do vldeo de 1967 e do vldeo de 2003.
v. Sa|ba Ma|s, que se LraLa de uma seção ao flnal do maLerlal, na qual sugerlmos fllmes,
llvros, muslcas e ouLras obras relaclonadas aos Lemas LraLados no proLóLlpo que LanLo
podem ser vlsLos na sala em aLlvldades conduzldas pelo professor, como explorados
pelos alunos fora do amblenLe escolar.
vl. MaLerlal exLra do 8anco de dados em que, a parLe de nosso proLóLlpo,
dlsponlblllzamos uma pasLa, em anexo, com ouLros maLerlals na lnLegra, que podem
ser usados para os professores plane[arem novos Lrabalhos e Lambem para os alunos
reallzarem lelLuras complemenLares. nesLe 8anco de dados, consLam, por exemplo,
uma enLrevlsLa com lernanda ÞorLo, poemas de !ose Þaulo Þaes e um conLo de 8ubem
Alves.

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AULA 1 - LL8, LL8, LL8

vocô [á pensou em quanLas vezes lô Lodos os dlas?

Þodemos não nos dar conLa, mas a lelLura nos
envolve o Lempo Lodo em nosso dla-a-dla.

Lemos placas, leLrelros, graflLes nos muros,
"92#""*5, vlLrlnes de lo[as, bulas de remedlo,
róLulos de produLos de supermercado, [ornals,
legendas de fllmes, exLraLos bancárlos, bllheLes, e-
malls, Lorpedos, enflm, uma lmensa quanLldade de
textos com os quals nos deparamos Lodos os
lnsLanLes, sobreLudo, quando esLamos em espaços
urbanlzados.

Mas nem sempre refleLlmos sobre essa práLlca,
pols fazemos essas mulLas lelLuras de modo Lão
naLurallzado e, dlgamos, auLomaLlzado que nos
causa esLranhamenLo ou achamos engraçado
quando uma crlança em fase de alfabeLlzação
passa a ler em voz alLa Ludo o que esLá ao seu
redor.

vamos, enLão, refleLlr sobre essa aLlvldade Lão
presenLe em nosso dla-a-dla que e a lelLura.
C convlLe e pensar essa práLlca de uma forma que
Lalvez vocô nunca Lenha refleLldo anLes!

L começa nosso camlnho...





lonLe: hLLp://[aeh.flles.wordpress.com/2008/02/ouLdoor-ollne.[pg ,
acesso em 04/04/2012


lonLe: hLLp://www.acemprol.com/vlewLoplc.php?f=16&L=3110
acesso em 04/04/2012



lonLe: hLLp://1.bp.blogspoL.com/ , acesso em 04/04/2012
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Comentár|os para os professores
A lelLura e a produção de slgnlflcados podem varlar na medlda em que as semloses* são Lrabalhadas de
forma sobreposLa ou conLraposLa. Þara 8akhLln, um pensador sobre os processos da llnguagem, e

no processo de sua v|da /%&$ (%3$"( que a obra se enr|quece com novos
s|gn|f|cados, novos sent|dos, ó como se essas obras superassem o que foram na
ópoca de sua cr|ação. Þodemos d|zer que nem o própr|o Shakespeare nem os seus
contemporâneos conhec|am o 'grande Shakespeare' que ho[e conhecemos. De
mane|ra nenhuma ó poss|ve| meter à força o nosso Shakespeare na ópoca
L||sabeteana (...) Shakespeare cresceu à custa daqu||o que rea|mente houve e há
em suas obras, mas que nem e|e nem seus contemporâneos foram capazes de
perceber consc|entemente e ava||ar no contexto na cu|tura de sua ópoca. [...] C
autor ó um pr|s|one|ro de sua ópoca, de sua atua||dade. Cs tempos poster|ores o
||bertam dessa pr|são. (8akhLln, 2003[1932-1933], p. 363)

Po[e lemos e enLendemos Shakespeare de uma perspecLlva ampllflcada pelo lugar que ocupamos no
Lempo e no espaço socloculLural. lsso nos faz ler seus LexLos Lendo como referôncla ouLros LexLos que
conhecemos, asslm como o conLexLo da elaboração da obra, a slLuação de produção e os ob[eLlvos do auLor.
Cu se[a, lemos Shakespeare de nossa perspecLlva soclal, pollLlca, econômlca e culLural, ao mesmo Lempo em
que somos capazes de locallzar sua obra em melo a ouLros elemenLos pollLlcos, soclals, econômlcos e culLurals
que conhecemos de sua epoca. LnLão, ho[e, nosso processo de slgnlflcação e produção de slgnlflcados e
dlferenLe dos lelLores da epoca em que Shakespeare vlveu e escreveu, embora em ambos os Lempos, ha[a
compreensões que possam se aproxlmar.
8akLhln pressupõe que os slgnlflcados são enLendldos segundo o conLexLo de elaboração da obra, a
slLuação de produção e dos ob[eLlvos do auLor, mas Lambem, do momenLo em que e llda e resslgnlflcada,
segundo esLe novo momenLo, seus novos lelLores e slLuações de lelLura. Com lsso, 8akLhln nos leva a refleLlr
sobre o faLo de que nada, nenhuma obra, nenhuma lelLura pode slgnlflcar apenas em sl mesma. Cu se[a: e
lmporLanLe que se[am Lrabalhadas com os aprendlzes a s|tuação e a cond|ção h|stór|ca em que se produzlu,
asslm como os ob[et|vos do auLor ao produzlr algo, se[a um poema, uma muslca, uma carLa, uma peça LeaLral,
um romance, um fllme, um cllpe muslcal...
As aLlvldades que serão aqul desenvolvldas buscam levar os alunos a refleLlrem que os senLldos
produzldos pela llnguagem não são desconecLados de um processo hlsLórlco, pollLlco e soclal:

Cuem escreveu? Þor que escreveu? Cnde e em que epoca? Com quals lnLenções?

Þor lsso, uma mesma obra Lerá varladas lnLerpreLações dependenLes do conLexLo hlsLórlco, do grupo
soclal que a lô e da slLuação em que e llda. A muslca !"#$%&'.$ que será nossa base de Lrabalho nesLe pro[eLo
dldáLlco slgnlflca de uma manelra em 1967, quando fol apresenLada no lesLlval da 1v 8ecord, de ouLra, em
1968, quando deu o mesmo LlLulo a uma peça LeaLral e de ouLra alnda, em seu *)4': de 2003, ao ser
regravada como parLe da Lrllha sonora de um fllme, o >$?*$%>)@$.


* Semlose se refere ao processo de slgnlflcação e a produção de slgnlflcados. A semlóLlca e a
clôncla que lnvesLlga Lodas as llnguagens posslvels, ou se[a, Lem como ob[eLlvo o exame dos
modos de consLlLulção de Lodo e qualquer fenômeno como fenômeno de produção de
slgnlflcação e de senLldo
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AULA 2 - uMA uL LLl1u8AS

vocô, provavelmenLe, [á deve Ler ouvldo falar em muslca ºA)<=1"" ou eleLrônlca. ve[a agora
um vldeocllpe em que dols canLores reproduzem, nesse esLllo de som, uma canção chamada
!"#$%&'.$:




lonLe: hLLp://www.youLube.com/waLch?v=4waC7092C3c , acesso em 04/042012.

a) vocô [á havla ouvldo essa muslca anLes? Cnde?
b) C composlLor dessa muslca e Ch|co 8uarque de no|anda. C que vocô sabe sobre ele?













Çue ta| uma pesqu|sa na |nternet sobre a obra de Ch|co
8uarque?
C ob[et|vo dessa at|v|dade ó entender a |mportânc|a das
mús|cas de Ch|co 8uarque no contexto da d|tadura m|||tar
do 8ras||, entre o f|na| da dócada de 1960 e toda a dócada
de 1970.

Sugestões de s|tes:
hLLp://www.abrll.com.br/noLlcla/no_134760.shLml
hLLp://www.chlcobuarque.com.br/
9



c) A canLora que acompanha Chlco 8uarque e Iernanda Þorto. vocô conhece alguma de
suas muslcas? Cuals?







Comentár|os para os professores
Þrofessor,

SollclLe aos alunos que pesqulsem na lnLerneL 5'2)5 sobre a obra de Chlco 8uarque. C ob[eLlvo dessa
aLlvldade e que os esLudanLes percebam a lmporLâncla das muslcas do composlLor no conLexLo da
ulLadura MlllLar do 8rasll, enLre o flnal da decada de 1960 e Loda a decada de 1970.
C fesLlval de 1967 apresenLou, pela prlmelra vez, a muslca !"#$%&'.$. um ano mals Larde, Chlco
8uarque esLreava uma peça LeaLral com o mesmo nome no 8lo de !anelro sob a dlreção de !ose Celso
MarLlnez Corrôa. ve[a abalxo um documenLo daquela epoca sobre a prolblção da peça e, se achar
lnLeressanLe, mosLre-o a classe para dlscuLlr o que represenLou a censura naquela epoca:


lonLe: hLLp://farm3.sLaLlc.fllckr.com/2337/2244326933_a1714c2e4a.[pg , acesso em 04/04/2012.

A h|stór|a de Iernanda Þorto com o áud|o v|sua| vem de
|onge. Mus|c|sta , com formação em regônc|a e canto ||r|co,
tem fe|to tr||has sonoras para v|deos |nst|tuc|ona|s,
pub||c|dade, documentár|os e f||mes de f|cção.

Ve[a no &+$" aba|xo ou em nosso 8ANCC DL DADCS, uma
entrev|sta com Iernanda Þorto:

hLLp://www.fernandaporLo.com.br/sec_news.php?page=1&ld=39&Lype=2


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AULA 3 - nAvLCAnuC nCS CCn1Lx1CS uL SlCnlllCA•€C

Agora que vocô vlu o vldeocllpe de 2003, gravado para dlvulgação do fllme 6-;3-=6">-,
ve[a Lambem o vldeo desLa muslca quando fol apresenLada no III Iest|va| de Mús|ca
8ras||e|ra da 8ede 8ecord de 1v, em 1967:


lonLe: hLLp://www.youLube.com/waLch?v=P8lw3u3w84c, acesso em 04/042012.













vamos navegar enLre o vldeo de 1967 e o vldeocllpe de 2003 para enLendermos como a
muslca !"#$%&'.$ pode Ler slgnlflcados que se aproxlmam ou se dlsLanclam conforme o
contexto de produção, o modo de c|rcu|ação e a ópoca h|stór|ca.


C f||me >$?*$%>)@$, ex|b|do nos c|nemas em 200S, fo| d|r|g|do por
1on| Ventur| e teve toda a sua tr||ha sonora produz|da por Iernanda
Þorto. A cantora fez versões e|etrðn|cas para c|áss|cos da MÞ8, como
?)"3% ;%$-3 (") .*%0% 7- @)- (de Cósar Sampa|o) e :+7-* A"0B-,%
(de Þau||nho da V|o|a), a|óm de @%,-=C+1- (de Ch|co 8uarque).


C que eram os Iest|va|s de Mús|ca 8ras||e|ra na dócada de 1960? Vocô
pode obter a|gumas |nformações sobre |sso no &+$" aba|xo e tambóm
ver outros v|deos deste fest|va| no ¥outube:
hLLp://www.fesLlvalsdobrasll.com.br/PlsLorlas e
LexLos/hlsLorladosfesLlvals_parLe01.hLml
11

AULA 4 - Ln1€C vAMCS AÞ8ClunuA8 A 8LlLLx€C

Ao comparar os dols vldeos, quals lelLuras podemos fazer segundo as dlferenLes s|tuações de
produção, c|rcu|ação e per|odo h|stór|co?

1967

lonLe:
hLLp://www.nandarovereculLural.blogger.com.br
, acesso em 04/04/2012

200S


lonLe:
hLLp://l2.yLlmg.com/vl/4waC7092C3c/1.[pg,
acesso em 04/04/2012

1. Cnde ocorreu
cada gravação?


2. Çuem são os
part|c|pantes em
cada gravação?

3. Çua|s
|nstrumentos
mus|ca|s fazem parte
das gravações?



4. Como o r|tmo ó
traba|hado em cada
gravação?



Lm um LeaLro, quando a !)#) !)<"*#
promovla um fesLlval de muslca
popular brasllelra.




Chlco 8uarque, grupo MÞ8-4, os
muslcos, publlco do fesLlval (composLo
por crlanças, [ovens e adulLos) e os
[urados.


lnsLrumenLos: vlolão, pandelro,
aLabaque, Lamborlm, baLerla, plano,
ou se[a, lnsLrumenLos naclonals.





A canção começa com uma valsa lenLa
(elemenLo de culLuras esLrangelras) e
segue em rlLmo de samba-canção
(rlLmo naclonal) que não e mulLo
rápldo. A muslca e acelerada ao flnal
com a repeLlção lnlnLerrupLa do
refrão.



no esLudlo de uma grande
gravadora naclonal. Lncomendada
pelo dlreLor do fllme >$?*$%>)@$
para dlvulgação do fllme.



lernanda ÞorLo, Chlco 8uarque,
muslcos e Lecnlco de som.



lnsLrumenLos: balxo, conLra balxo,
baLerla, gulLarra, plano, sons
dlglLals reproduzldos por
programas de compuLador que são
mlxados na gravação como se
fossem novos lnsLrumenLos
muslcals.


C rlLmo e basLanLe acelerado,
consLruldo por melo de aparelhos
eleLrônlcos. uma sugesLão pode
ser convldar um muslco e/ou u!
para conversar com alunos sobre
quesLões de rlLmos.



12




S. Çua|s os me|os de
c|rcu|ação para
ambas as mús|cas?







6. Lm que contexto
po||t|co-soc|a| são
apresentadas cada
uma das versões?







ALlngla um publlco formado
prlnclpalmenLe por [ovens (que
frequenLavam os fesLlvals), clrculavam
pelas rádlos, programas de 1v e
shows. Alem dlsso, muslcas como essa
passaram a ser reproduzldas em várlos
espaços esLudanLls, como
unlversldades, forLalecendo a
consLrução de muslcas de proLesLos
nesLe melo soclal.




8rasll, ulLlmos anos da decada de 1960
que correspondem aos prlmelros anos
da ulLadura MlllLar 8rasllelra (1964-
1983/89). 1raLou-se de uma epoca em
que havla uma reslsLôncla a lnLrodução
desse reglme, prlnclpalmenLe por
parLe de esLudanLes, professores,
lnLelecLuals e arLlsLas, enLre ouLros.
uma sugesLão serla sollclLar que os
alunos reallzassem uma pesqulsa
sobre esse momenLo hlsLórlco para
enLenderem como aconLeceu esse
movlmenLo. um Lrabalho
lnLerdlsclpllnar [unLamenLe com
professores de PlsLórla e Ceografla
serla uma posslbllldade.








lnLerneL (B"929?)), clnemas e
rádlos.












8rasll, prlmelros anos do seculo
xxl, em que os grupos pollLlcos que
parLlclparam da reslsLôncla ao
reglme MlllLar Lornaram-se os
grupos governanLes. CuLras luLas
foram consLruldas, como defesa do
melo-amblenLe, reforma agrárla,
combaLe a homofobla eLc. Alem
dlsso, o 8rasll passou a ser
conslderado como um ÞlS
emergenLe que Lem ampllado o
acesso as novas Lecnologlas
dlglLals, como a lnLerneL e a 1v
dlglLal.
13


AULA 4 - ÞC8 CuL Ln1LnuL8 L 8LlLL1l8 SC88L 1uuC lSSC

Ao reallzar a aLlvldade anLerlor, vocô deve Ler observado que as llnguagens verbal, sonora e
lmageLlca não são neuLras. Þor melo delas, os su[elLos lnLeragem nas mals dlversas slLuações
soclals e, mals que lsso, poslclonam-se dlanLe dos aconLeclmenLos. Cbserve que os vldeos nos
levam a consLrulr cerLos senLldos e não ouLros.

Vamos, agora, ref|et|r sobre os e|ementos que vocô destacou na tabe|a anter|or e o modo
como e|es contr|buem para o processo de s|gn|f|cação desses LexLos que se consLlLuem não
só pelo verbal, mas em essenclal concomlLâncla com os elemenLos não-verbals.







Cuem escreveu? Þor que escreveu?
Cnde e em que epoca?
Com quals lnLenções?

Çua|quer texto (||vros, f||mes, mús|cas, etc) ó sempre resu|tado de uma at|v|dade que parte
de a|guóm (o autor) e se dest|na a pessoa (s) ou outro(s) grupo (s), segundo determ|nados
ob[et|vos e |ntenções.

Ass|m, os sent|dos não estão apenas nos textos propr|amente d|tos, mas são constru|dos a
part|r de|es, no curso de uma |nteração entre mater|a| escr|to, |magem e som, ass|m como
na re|ação autor-obra-|nter|ocutor.

Apesar da |ntenc|ona||dade de um texto]de seu autor, o sent|do ó constru|do pe|o |e|tor a
part|r dos |nd|c|os desse texto, das or|entações a|| de|xadas pe|o autor. Þor outro |ado,
nada garante que os sent|dos constru|dos pe|o |e|tor, a part|r desses |nd|c|os, se[am os que
supunham seu autor.

Þor |sso, uma mesma obra terá var|adas |nterpretações dependentes do contexto h|stór|co,
do grupo soc|a| e da s|tuação em que ó ||da.

A mús|ca @%,-=C+1- s|gn|f|ca de uma mane|ra d|ferente em 1967, quando fo| apresentada
no Iest|va| da 1V kecord, de outra, em 1968, quando deu o t|tu|o a uma peça teatra| e de
outra a|nda em seu 3"(+# de 200S, quando fo| regravada como parte da tr||ha sonora do
f||me 6-;3-=6">-.

14



Comentár|os para os professores

Þrofessor,

A seção ºÞCk ÇUL LN1LNDLk L kLILL1Ik SC8kL 1UDC ISSC?" ob[eLlva refleLlr
sobre os processos slmulLâneos de elaboração da lelLura. Cbserve que os senLldos
se processam ao mesmo Lempo com a lelLura da lmagem, som, LexLo verbal (oral),
relações espaclals, eLc. não e mals posslvel aLenLar apenas para o LexLo escrlLo, pols
esLe slgnlflca em concomlLâncla com os demals slgnos dessas ouLras modalldades
de llnguagem menclonadas aclma. Cbserve alnda que a slgnlflcação dos vldeos
Lambem esLá esLrelLamenLe relaclonada as experlônclas vlvencladas pelos alunos,
as suas hlsLórlas de vlda, suas práLlcas culLurals.
Ao propormos aLlvldades de lelLura sobre os vldeos e o fllme para os quals fazemos
uso de um mesmo maLerlal verbal, a muslca !"#$%&'.$+ esperamos que os alunos
percebam que os senLldos e os valores das colsas ob[eLos, pessoas, aconLeclmenLos
no mundo, vlsão pollLlca não Lôm em sl qualquer slgnlflcado flxo, flnal ou
verdadelro porque somos nós na socledade que produzlmos slgnlflcados para as
colsas, que slgnlflcamos.
Compreendendo lsso, os aprendlzes consegulrão avançar na consLrução de uma
lelLura ampla e crlLlca e poderão refleLlr sobre suas práLlcas culLurals e os modos de
compreenderem esLe momenLo da hlsLórla do 8rasll a C'2$#9*$ D'-'2$*
relaclonando-os ao que e apresenLado nos vldeos e no fllme. A parLlr dal, vocô,
professor, poderá fornecer-lhes ouLros elemenLos para ampllarem as lelLuras
posslvels da muslca, dos vldeos e dos momenLos hlsLórlco-soclals esLudados,
lncluslve, aLraves da lnLerdlsclpllnarldade com os professores de PlsLórla,
CeopollLlca, CompuLação, ArLes...

13

AULA S - AS ÞALAv8AS uL 8CuA-vlvA

na seção ºUma at|v|dade de |e|turaS", vocô verlflcou que a muslca fol composLa por Chlco
8uarque de Polanda e, lnlclalmenLe, canLada com o grupo MÞ8-4 num fesLlval produzldo pela
1v 8ecord em 1967. Lembre-se de que lsso ocorreu no conLexLo da ulLadura MlllLar no 8rasll.
LsLa muslca Lambem servlu de moLe para uma peça homônlma que causou grande lmpacLo na
socledade da epoca e lncomodou o governo mlllLar que, aLraves do Al-3 decreLo que lnsLlLula
várlos mecanlsmos de censura a llberdade prolblu a sua encenação. A muslca, porem, não
sofreu censura, mesmo depols de fazer parLe de uma peça LeaLral que quesLlonava a allenação
soclal e a lndusLrla culLural. Lm 2003, fol regravada como Lema do fllme Cabra-Cega, que
reLraLa o conLexLo da dlLadura.













lonLe das lmagens: CarLaz da peça 8oda-vlva - hLLp://2.bp.blogspoL.com, acesso em 04/04/2012, Cena da peça 8oda-vlva, acesso
em hLLp://1.bp.blogspoL.com.

C fesLlval de 1967 apresenLou, pela
prlmelra vez, a muslca 8oda-vlva. um ano
mals Larde, Chlco 8uarque esLreava uma
peça LeaLral com o mesmo nome no 8lo
de !anelro sob a dlreção de !ose Celso
MarLlnez Corrôa. ve[a ao lado um
documenLo (lonLe:
hLLp://farm3.sLaLlc.fllckr.com/2337/22443269
33_a1714c2e4a.[pg, acesso em 04/04/2012)
daquela epoca sobre a prolblção da peça
e refllLa o que represenLou a censura
naquela epoca.


16

Lela e escuLe a canção de Chlco









!"#$%&'.$
Ch|co 8uarque
1967

1em dlas que a genLe se senLe
Como quem parLlu ou morreu
A genLe esLancou de repenLe
Cu fol o mundo enLão que cresceu
A genLe quer Ler voz aLlva
no nosso desLlno mandar
Mas els que chega a roda-vlva
L carrega o desLlno pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A genLe val conLra a correnLe
ALe não poder reslsLlr
na volLa do barco e que senLe
C quanLo delxou de cumprlr
laz Lempo que a genLe culLlva
A mals llnda roselra que há
Mas els que chega a roda-vlva
L carrega a roselra pra lá



@%,- ()7,% DEEEF

A roda da sala, a mulaLa
não quer mals rodar, não senhor
não posso fazer serenaLa
A roda de samba acabou
A genLe Loma a lnlclaLlva
vlola na rua, a canLar
Mas els que chega a roda-vlva
L carrega a vlola pra lá


@%,- ()7,% DEEEF


C samba, a vlola, a roselra
um dla a foguelra quelmou
lol Ludo llusão passagelra
Cue a brlsa prlmelra levou
no pelLo a saudade caLlva
laz força pro Lempo parar
Mas els que chega a roda-vlva
L carrega a saudade pra lá

@%,- ()7,% DEEEF






17


1) Sobre a organlzação formal da leLra da muslca, observe:
Pá quanLas esLrofes? L versos? Cual e o esquema de rlmas? A parLlr da repeLlção de
que versos o refrão sempre e canLado?

2) 8elela a prlmelra esLrofe e expllque o que pode slgnlflcar, naquele conLexLo pollLlco, ºA
genLe esLancou de repenLe/ ou fol o mundo enLão que cresceu".

3) 8elela a Lercelra esLrofe e dlga o que vocô enLende por ºA genLe val conLra a correnLe /
ALe não poder reslsLlr".



Comentár|os para os professores
Þrofessor, nesLa aLlvldade lnlclal, os alunos devem observar que a leLra da muslca 8oda-vlva e
organlzada em quaLro esLrofes lnLercaladas pelo refrão. Lssas esLrofes são composLas de olLo
versos cada, com rlmas A-8-C-u. C refrão e composLo por quaLro versos com rlma A-8-A-8. Lm
Lodas as esLrofes que anLecedem o refrão, repeLem-se os dols versos: ºMas els que chega a roda-
vlva/ L carrega a roselra prá lá".
Comentár|os para os professores
Lspera-se que os alunos percebam, nesLa prlmelra esLrofe, que o eu-llrlco [á anuncla uma
slLuação de lmpoLôncla (ºa genLe esLancou") dlanLe das mudanças lmposLas (ºde repenLe") com
o novo governo mlllLar (ºo mundo cresceu")
Comentár|os para os professores
Cs alunos devem noLar que esse verso parece reLomar o conhecldo dlLado popular ºremar
conLra a mare", ou se[a, quando se quer referlr a alguem que val conLra a malorla. Lm relação
ao conLexLo hlsLórlco do governo mlllLar, esses versos guardam a ldela da reslsLôncla (ºA genLe
val conLra a correnLe) ao governo lmposLo mesmo dlanLe de slLuações de prlsões arblLrárlas e
LorLuras aos presos pollLlcos (ºALe não poder reslsLlr").
18

4) C versos ºMas els que chega a roda-vlva / L carrega a roselra pra lá" slnallzam algo
felLo pela º8oda-vlva". LnLão:
(a) Lxpllque o senLldo da con[unção ºmas", e
(b) Lxpllque o que a º8oda-vlva" causa.

3) A parLlr da reflexão que fez aLe aqul, vocô acha que ºroda-vlva" aparece no LexLo em
senLldo llLeral ou meLafórlco? C que poderla ser a roda-vlva e o que flcarla su[elLo a
sua ação? !usLlflque.

Comentár|os para os professores
Lspera-se que os alunos percebam que, em Lodas as esLrofes que anLecedem o refrão, e
repeLlda a esLruLura ºMas els que chega a roda-vlva/ e carrega o desLlno / a roselra / a vlola /
a saudade prá lá".
a) A con[unção •mas• slnallza [usLamenLe uma mudança de dlreção, ou se[a, slnallza ação
adversa.
b) A roda-vlva arrasLa ou lnLerrompe o curso naLural das colsas e, como um elemenLo
desLruldor, frusLra as ações de Lodos.

Comentár|os para os professores
nesLe lLem, e lmporLanLe levar os alunos a perceberem que a roda-vlva e uma consLrução
meLafórlca no LexLo e se refere a uma ºforça" cu[o efelLo recal sobre o coLldlano de Lodas as
pessoas e sobre suas ações mals corrlquelras, como Locar o samba na rua. A roda-vlva pode
slgnlflcar uma pessoa, um grupo, uma lnsLlLulção. Pá uma gama de posslbllldades, porem, o
lmporLanLe e que os alunos percebam o uso da meLáfora como uma força que se lmpõe as
pessoas no conLexLo da dlLadura mlllLar brasllelra.
Asslm, o desLlno, a roselra, a vlola e a saudade Lambem serlam usados meLaforlcamenLe para
represenLar a su[elção ao que a roda-vlva lmpõe, como:
uesLlno: somos aborLados na capacldade de decldlr o próprlo desLlno, de adqulrlr auLonomla ou
de segulr o desLlno da democracla que a Þroclamação da 8epubllca planLou.
8oselra: A roda-vlva arrebaLa da genLe a roselra há LanLo culLlvada e que não Leve Lempo de
exlblr Ludo o que promeLla
vlola: lnsLrumenLo que pode represenLar um Lraço de nossa ldenLldade naclonal. Se a roda-vlva
a sllencla, enLão, e o povo que sllencla.
Saudade: a saudade da llberdade manLem vlvo o sonho pollLlco de democracla.
Þrá lá: o ºlá" serla a dlLadura.
19

6) Conslderando a epoca em que a muslca fol composLa, a que poderlamos relaclonar os
segulnLes versos:
ºlaz Lempo que a genLe culLlva
A mals llnda roselra que há
Mas els que chega a roda-vlva
L carrega a roselra prá lá."


7) Conslderando as quesLões refleLldas sobre o conLexLo da dlLadura mlllLar, como vocô
descreverla o que o eu-llrlco vlvencla (os senLlmenLos dlanLe da roda-vlva) a parLlr do
que e dlLo nas esLrofes?

8) Cuça novamenLe a muslca e refllLa sobre como a repeLlção na leLra Lem uma relação
com o rlLmo da muslca. Lxpllque que relação pode ser perceblda enLre eles.

ComenLárlos para os professores
Levando em conLa a epoca em que a muslca fol composLa, ou se[a, os prlmelros anos da
ulLadura MlllLar, os alunos devem perceber que os versos em que aparece a ºroselra" que era
culLlvada, mas fol carregada pela roda-vlda podem esLar relaclonados ao perlodo de llberdade
conqulsLada anLes da dlLadura. nesse senLldo, ºroselra" serla usada como uma meLáfora,
relaclonada a llberdade exlsLenLe no perlodo pollLlco que precedeu o golpe mlllLar e que serla
culLlvada com o desenvolvlmenLo da democracla.
ComenLárlos para os professores
‚ lmporLanLe que os alunos observem como o eu llrlco e afeLado pela roda-vlva, asslm como Lodas
as pessoas daquele momenLo hlsLórlco, ou se[a, a llberdade de lr e vlr, de escolher, de pensar, não
exlsLla mals porque havla decreLos lmposLos pelo poder pollLlco que conLrolavam a Lodos, como
fol o caso dos ALos lnsLlLuclonals, especlalmenLe, o Al-3 que deLermlnava o flm da llberdade de
expressão e a submlssão de Lodas as pessoas e melos de comunlcação a censura. Þor lsso, o eu-
llrlco Lem saudade da epoca anLerlor a essa dlLadura (o qual esLá llgado aos poucos anos de
llberdade após a proclamação da 8epubllca) e senLe-se lmpoLenLe e angusLlado ao enLender que a
roda-vlva celfa a capacldade de decldlr o próprlo desLlno.

Comentár|os para os professores
Lspera-se que os alunos assoclem que leLra e rlLmo lnLegrados LransmlLem a ldela de uma
clrcularldade em que Ludo e conLrolado pela roda-vlva aLraves da força bruLa, não há mals um
movlmenLo de llberdade, Ludo se movlmenLa denLro de um clclo lnLermlnável de opressão.
20

AULA 6 - AS ÞALAv8AS uL 8CuA-vlvA

vocô [á vlu que o vldeocllpe da muslca 8oda-vlva, de 2003, fol felLo para a dlvulgação do fllme
Cabra-Cega, lançado no mesmo ano. Agora, chegou o momenLo de conhecer essa produção
que moLlvou a nova versão eleLrônlca da canção de Chlco 8uarque. Lela abalxo a slnopse desse
fllme para conLlnuarmos nossa reflexão:





















Fonte da foto:
hLLp://clnemacomrapadura.com.br/fllmes/1403/cabra-cega-2003/ ,
acesso em 04/04/2012
Sinopse

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'1<"12*"-K.)'5 #$J9)-)5 2)47"56 O 7$1" #)
891#" E 94 ;*$5'- $4"*#$H$#" ) 5)4 -'?)*#$#)5
#)4"<*K2'<$56 Fonte do texto: Adaptado de:
hLLp://clnemacomrapadura.com.br/fllmes/1403/cabra-cega-2003/
,acesso em 04/04/2012

Vocô [á v|u o f||me? Cue Lal preparar uma sessão de clnema em sua escola? AsslsLa ao fllme e,
em segulda, organlze um debaLe sobre as quesLões pollLlcas e soclals que o fllme aborda. Þara
lsso, vamos formar equlpes para organlzar pergunLas e seleclonar cenas que poderão servlr
como elemenLos para as dlscussões

Comentár|os para os professores
Cabra-Cega e uma produção clnemaLográflca capaz de nos levar a uma parLe lmporLanLe de
nossa hlsLórla pollLlca e soclal. no momenLo de debaLer sobre ela, vocô pode organlzar uma
dlscussão medlada pelos professores de PlsLórla, CeopollLlca e lllosofla sobre as prlnclpals
quesLões ldeológlcas e pollLlcas LraLadas.
21


AULA 6 - AS ÞALAv8AS uL 8CuA-vlvA
C fllme Cabra-Cega Lem um slLe onde Pƒ LSÞA•C para comenLárlos sobre nossas percepções e
lnLerpreLações sobre a obra. Lela alguns desses comenLárlos LranscrlLos abalxo:
Fonte: hLLp://www.lnLerfllmes.com/fllme_14998_Cabra.Cega-„28Cabra.Cega„29.hLml…ComenLarlo, acesso em 04/04/2012
Leia alguns desses comentários feitos por pessoas que assistiram ao filme e que transcrevemos
abaixo:


noLa: 8om
03]04]2009 Þor: L||sange|a
Com relação ao fllme, embora aborde bem a slLuação do [ovem revoluclonárlo que arrlscava sua vlda
pelos valores democráLlcos soclals, o achel um pouco monóLono, prlnclpalmenLe no lnlclo, no qual
poderla Ler delxado de asslsLlr, caso esLe não fosse um Lrabalho de faculdade. ConLudo gosLarla de
parabenlzar os responsávels pela Lrllha sonora, que fol de arreplar, as muslcas que emerge em momenLos
de confllLos e desespero dos cldadãos, são mlsLerlosamenLe as mals belas, Lalvez porque Lragam em sl
Lodo o conLexLo soclal de sua epoca, esLando asslm carregadas de emoção por seus composlLores.

10
noLa: 8om
2S]04]2009 Þor: D|rce
C fllme e bom, porem Lem alLos e balxos. Pá slLuações corrlquelras que poderlam ser dlspensadas, como
as cenas do armazem onde Lrabalha 8osa e que não acrescenLam nada. LnLreLanLo, demonsLra bem o
esLado de Lensão de 1lago que chega as ralas da paranóla. C conLraponLo de 8osa amenlza a slLuação.
Lnflm, as muslcas são excelenLes, bem represenLaLlvas da epoca, pena que só Loquem em pouqulsslmas
slLuações.

11
noLa: Ct|mo
2S]07]2009 Þor: Adem||son Iagundes (43 anos)
um belo fllme, mulLo humano, dlferenLe de ouLros que eu [á asslsLl que pregavam somenLe a vlolôncla da
dlLadura em sl e o modo de acabar com ela a qualquer cusLo. LsLe pelo conLrárlo, dlscuLe a repressão,
porem cenLrallza nas angusLlas de dols personagens que dão uma cara mals humana e reallsLa ao fllme. A
Lrllha sonora e um dos ponLos alLos do fllme. Þra mlm, sem duvlda um dos melhores fllme sobre a
dlLadura.

16
noLa: Ct|mo
13]12]2009 Þor: Chr|st|ane (44 anos)
Mals do que um perlodo hlsLórlco. um fllme senslvel. MosLra mulLos Llpos de confllLos, a lnLensa relação
de afllção, da angusLla resulLado da repressão. ue ser acoado denLro de casa, de não saber mals
reconhecer gesLos afeLuosos. 8esulLado do medo que se defende ao ser vlolenLado. ua necessldade
urgenLe de amar. 1rabalho magnlflco. 8oLelro, Þrodução, aLuação, muslca, foLografla, luz... na mals
perfelLa harmonla! Þarabens!

22

C que vocô achou dos comentár|os? vamos fazer lsso Lambem? Acesse o endereço
eleLrônlco abalxo e posLe seu próprlo comenLárlo:
http://www.interfilmes.com/filme_14998_Cabra.Cega-%28Cabra.Cega%29.html -
Comentario
Comentár|os para os professores
A ldela e de que os alunos parLlclpem de ouLros melos, como a lnLerneL, para exporem as suas
oplnlões. Alem dlsso, eles esLarão reallzando uma aLlvldade de produção LexLual que e moLlvada
pela apresenLação de suas ldelas e não slmplesmenLe pela escrlLa em sl, como se faz comumenLe.

23

AULA 7 - Cu18AS lC8MAS uL LxÞC8 CÞlnl€C... L ÞCSlClCnA8-SL

nossa crlLlca pode ser bem mals desenvolvlda que em um comenLárlo. MulLas vezes, anLes
mesmo de ver um fllme, uma peça LeaLral ou um show, deparamo-nos com 8LSLnPAS que nos
permlLem crlar um ponLo de vlsLa sobre a obra. vocô sabe o que e uma resenha? !á leu ou
mesmo elaborou um LexLo desse gônero?
vamos, agora, Lrabalhar com resenhas. Lela uma delas, abalxo, que LraLa Lambem do fllme
Cabra-Cega:

Cabra-cega - Por Celso Sabadin
Mais um filme sobre a ditadura militar brasileira? Não. Cabra-Cega ,
de Toni Venturi, é muito mais que simplesmente “mais um filme”.
Ele começa mostrando a fuga desesperada de Tiago (Leonardo
Medeiros, ótimo), que vê seu “aparelho” (jargão da época usada para
nomear os esconderijos dos militantes antiditadura) ser estourado
pelas forças do governo totalitário brasileiro dos anos 70. Com uma
bala no ombro, Tiago se refugia na casa do arquiteto Pedro (Michel Bercovitch). O primeiro
encontro entre estes dois personagens já inaugura o clima de tensão que permeia todo o filme:
ambos se estranham, mas parecem compartilhar um código; repelem-se ao mesmo tempo em
que sabem que terão de se suportar. Logo entram em cena mais dois personagens: Rosa (Débora
Duboc), ativista de bom coração que domina seus instrumentos de enfermagem, mas não sabe o
que é pegar em armas. E Mateus (Jonas Bloch), estrategista, líder, mais velho, sem ponderando
com vagar e cuidado os rumos que está tomando o movimento guerrilheiro. São quatro faces de
uma mesma moeda. Na ponta mais radical, Tiago, armado de corpo e alma. Seu contraponto é
Pedro, que quer ajudar, mas sem se comprometer. Rosa e Mateus equilibram o jogo, cada um à
sua maneira. São quatro níveis de envolvimento, quatro formas diferentes de lutar contra um
mesmo inimigo que, no filme, mal parece. Sem cair em clichês fáceis, Cabra-Cega radiografa,
de dentro para fora, as próprias contradições internas da luta armada daquela época. A direção
de Toni Venturi (de Latitude Zero) é das mais eficientes. O filme se abre aos poucos, se explica
lentamente; permite-se, devagar, os planos mais abertos. Ou seja, ele se comporta,
esteticamente, da mesma forma que Tiago realiza seu rito de passagem de guerrilheiro radical,
que não pode sequer ser visto através da janela, a homem completo que se permite ao amor e
comer uma macarronada a céu aberto. Como se tudo isso não bastasse, Cabra-Cega traz uma
trilha sonora emocionante, com releituras de sucessos marcantes daquele período. Cabra-Cega é
documento para as novas gerações, que mal têm idéia do terror dos nossos anos de chumbo. Um
filme pra ser visto, revisto, debatido e estudado.
Fonte: http:]]br.c|nema.yahoo.com]f||me]13036]cr|t|ca]9017]cabracega, acesso em 04/04/2012
24

vocô deve Ler percebldo que o LexLo começa com uma especle de resumo do fllme,
apresenLando os personagens, dlreção, aconLeclmenLos, enflm, as lnformações báslcas sobre a
obra, para, em segulda, apresenLar seus [ulgamenLos sobre Cabra-Cega. normalmenLe, as
resenhas seguem esse Llpo de esLruLura. vamos LenLar fazer lsso?
Lembre-se de que vocô preclsará:














Comentár|os para os professores
nesLa aLlvldade os alunos reallzarão uma produção LexLual, Lrabalhando com um gônero basLanLe
presLlglado que e a resenha. C ob[eLlvo e chamar a aLenção para alguns aspecLos fundamenLals
de uma resenha como a apresenLação da obra de que LraLa e a apreclação desLa que pode ser
LanLo poslLlva como negaLlva.
! Apresentar a obra (título, ano, diretor e informações que julgar necessárias sobre cada um deles);
! Selecionar elementos do filme para um resumo do enredo (optando por aquilo que considera mais
importante);
! Eleger elementos para análise, como fotografia, trilha sonora, aspectos ideológicos, elementos
narrativos, etc. justificando suas escolhas.
! Explicitar sua opinião quanto aos elementos tratados;
! Opinar sobre o público a quem o filme pode ser destinado.


23



AULA 8 - C CuL ‚ SL8 8LvCLuClCnƒ8lC?

Ao longo de nossos anos escolares e, prlnclpalmenLe, na dlsclpllna de PlsLórla, conhecemos
uma serle de revoluções: 8evolução lndusLrlal, 8evolução lrancesa, 8evolução
ConsLlLuclonallsLa, enLre ouLras. Algumas delas parecem mulLo dlsLanLes de nós, porem, ouLras
podem Ler sldo vlvldas por nossos avós, pals e parenLes, como o movlmenLo conLra a ulLadura
MlllLar. nós mesmos presenclamos revoluções, como o momenLo aLual da chamada 8evolução
1ecnológlca, gerada pela emergôncla das novas mldlas dlglLals, como o compuLador.
Cbserve a charge abalxo que faz uma sáLlra aos revoluclonárlos aLuals e refllLa sobre as
quesLões a segulr.








Cbserve a charge aba|xo que faz uma sát|ra aos revo|uc|onár|os atua|s d|spon|ve| em
hLLp://LododlaumLexLonovo.blogspoL.com/2010_03_02_archlve.hLml

Usamos a palavra “charge” para as representações por meio de ilustrações
que realizam caricaturas e/ou satirizam de forma crítica acontecimentos
sociais, políticos e econômicos relacionados à atualidade. Uma charge vai
além de um simples desenho, pois seu autor expressa sua visão sobre
determinadas situações caricaturizando-as.



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lonLe: hLLp://LododlaumLexLonovo.blogspoL.com/2010_03_02_archlve.hLml, acesso em 04/04/2012
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(a) vocô concorda com as crlLlcas aos revoluclonárlos aLuals felLas pela charge? Þor
quô?

Comentár|os para os professores
Cs alunos Lôm a llberdade para responder aflrmaLlva ou negaLlvamenLe. ConLudo,
lndependenLemenLe de qualsquer resposLas e lmporLanLe que percebam que a charge e uma
carlcaLura dos aconLeclmenLos, como se esLes fossem ampllados com lenLes de aumenLo para
chamar aLenção. Alguns dos aponLamenLos que podem ser felLos pelos alunos são:
a mochlla vazla do revoluclonárlo aLual, conLrapondo-se aquela carregada pelos revoluclonárlos
anLlgos com armas, bombas, panfleLos, eLc,
a bolna de Che Cuevara remeLendo a revolução comunlsLa ou o slmbolo da anarqula que se
LraLava de um slmbolo de ldenLldade e Lornou-se somenLe um adereço bordado nas roupas, enLre
ouLros.


(b) que se enLendla por ser revoluclonárlo nos prlmelros anos da ulLadura MlllLar e o
que e revolução nos dlas de ho[e mudou mulLo. As revoluções podem ocorrer nos
nlvels mals varlados posslvels. ve[a uma monLagem (slponlvel em
hLLp://www.youLube.com/waLch?v=olpA13uCdwM&feaLure=relaLed), felLa por alunos
de 3° ano do Lnslno Medlo, acessando o llnk abalxo para reallzar a proposLa que
segue. Lles lnLerpreLaram a muslca 8oda vlda, relaclonando a revolução daquela
epoca a(s) revolução(ões) aLual(als):

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AULA 9 - Þ8CÞCS1A MuL1lM†ulA

Agora que vocô vlu a monLagem felLa pelos alunos, faça sua próprla produção, consLrulndo
uma sequôncla de lmagens/frases/LexLos/eLc cu[a muslca 8oda-vlva se[a a Lrllha sonora. não
se esqueça de levar em conLa Ludo o que vocô aprendeu ao longo das aLlvldades anLerlores.
Þara auxlllá-lo há algumas orlenLações abalxo. 8om Lrabalho!

















Comentár|os para os professores
uma sugesLão serla um Lrabalho lnLegrado com professores de ouLras dlsclpllnas, como de Ceografla,
PlsLórla, ArLes, 1ecnologla de lnformação eLc. C ldeal e que a classe se[a dlvldlda em equlpes,
segundo as necessldades funclonals, por exemplo, alguns alunos deverão ser responsávels pelo
roLelro, ouLros pela edlção, ouLros pelas fllmagens, eLc.

Orientações para as atividades multimídias:

1. As revoluções podem ocorrer em âmbito econômico, social e político das formas mais variadas
possíveis. Então:
! Quais seriam as revoluções de hoje?
! Quais seriam as Rodas-Vivas deste nosso tempo?
2. Escolha uma forma de refletir sobre a relação entre “revoluções” e “rodas-vivas” através de uma
produção multimidiática, ou seja, procure estabelecer um fio temático condutor para o seu
trabalho.
3. Você pode optar pelo uso de imagens estáticas, em movimento ou pelo uso de ambas somadas a
sons e textos verbais.
4. A música Roda-Viva pode ser editada conforme necessário. Você tem a liberdade para
transformar seu ritmo (fazer um samba, rap, etc) e/ou inclusive intercalar as gravações de 1967 e
de 2005 ou de trechos de outras músicas.
5. O trabalho em equipe será fundamental para a divisão das tarefas e para elaborar os projetos
necessários à construção da obra multimidiática ! como é o caso da roteirização ou da edição dos
sons e das imagens.
6. Enfim, a escola, o professor e os outros alunos não serão seus únicos interlocutores, pois
sugerimos que o produto final seja disposto na internet como ocorrem, por exemplo, com os
vídeos do Youtube.

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Aqul vocô val enconLrar várlas referônclas de obras que podem a[udar a aprofundar a reflexão
e fazer com que vocô Sa|ba Ma|s! AprovelLe!


8eprodução

Llvro A revolução dos
blchos, de Ceorge Crwell.

8eprodução

Llvro lazenda Modelo, de
Chlco 8uarque.

8eprodução

lllme AnarqulsLas Craças a ueus,
dlreção de ‡alLer Avanclnl.

8eprodução

lllme A cor do seu desLlno,
dlreção de !orge uuran.

8eprodução

lllme A llsLa de Schlndler,
dlreção de SLeven Splelberg.

8eprodução

lllme A escolha de Sofla, dlreção
de Alan !. Þakula.

8eprodução

Llvro C que e lsso
companhelro?, de
lernando Cabelra e fllme
homônlmo, dlreção de
8runo 8arreLo.

8eprodução

Llvro Cs carbonárlos:
memórlas da guerrllha
perdlda, de Alfredo Slrkls.

lonLe:
hLLp://www.esLamlra.com.br/



uocumenLárlo LsLamlra, de
Marcos Þrado.

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