Linguagens docunumtárias

,

instrumentos

de mediação e comunicação

,

LINGUAGENS DOCUMENTARIAS, INSTRUMENTOS DE MEDIAÇAO E COMUNICAÇAO *
N N

Na verdade, a comunicação se efetiva no momento da apropriação. Pressupõe, de um lado, o objeto que se quer representar; de outro, um sujeito que deve interpretar essa relação. Embora Peirce não o afirme, podemos dizer, portanto, que a comunicação está implícita nessa concepção de represenração O). A representação documentária deve 'ser abordada de forma semelhante. Como produto documentário gerado no processo de Análise Documentária, a representação deve "provocar uma interpretação" - através da proposição de uma cadeia de interpretantes frente a uma relação Sujeito-Objeto - e estabelecer algum tipo de relação com o texto que lhe deu origem. Uma representação documentária desencadeia, conseqüentemente, uma situação de comunicação. Entretanto, pode-se identificar no processo de Análise Documentária, dois tipos distintos de representação, como veremos a seguir: a representação por condensação intensiva do texto original e a representação via Linguagens Documentárias. 2 Dois tipos de representação documentária:

RESUMO: As representações documentá rias obtidas pela mediação de Linguagens Documentá rias - LUs, são mais generalizantes do que aquelas obtidas através da condcnsacão de textos originais. Através delas, não se representa o texto individual, mas classes de assunto compartilhadas por esses textos. A representação via LDs, conseqüentemente, é limitada, e a natureza da mediação por elas exercida subordina-se a determinados sistemas de significação e postulados de significado adota dos na sua construção. A cfctivação da comunicação documentária, portanto, depende da disponibilidade de acesso a tais sistemas de significação. Como estes só se consubstanciarn nos textos e atra vés das LDs não se representam os textos propriamente ditos, a recuperação dos sistemas de significação só será possível através das Terminologias de especialidade. As Terminologias constituem, de fato, um dos principais instrumentos para a construção de LDs que cumpram seu papel comunicacional. PALAVRAS-CHAVE: Linguagens Docurncntárias; Representação documentaria; Comunicação Documentária; Terminologia

Marilda

Lopes Ginez de Lara

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1 Análise Documentária,

representação

e comunicação

Através da condensação do texto original o produto documentário obtido situa-se entre a generalização e a individualização, expressando a tensão entre esses polos. A representação, neste caso, tem como objetivo evidenciar o que, neste texto, é informação específica, de modo a garantir, sobre a generalidade, a marca do específico, ou seja, ao lado do que é comum, deve destacar o que é particular, individual. Este é o caso dos resumos, que se caracterizam por apresentar um vínculo estreito com o documento original. A operação para a elaboração deste tipo de representação vale-se, em princípio, dos mesmos elementos do sisterna semiótico utilizado para a elaboração do texto original. No segundo tipo, (que é o que nos propomos a analisar no presente artigo) a representação (a construção de índices) é realizada através do uso de um código comutador, ou seja, uma Linguagem Documentária - LD, que tem como função a normalização das unidades significantes ou conceituais presentes no texto original, a partir de elementos que constituem, de alguma forma, uma condensação de áreas de assunto. A condensação, nesse caso, é expressa pelos elementos do código de comutação, sendo portanto, exterior ao texto submetido à conversão. A representação obtida via LDs não apresenta necessariamente uma relação de contigüidade e semelhança com o texto original e envolve, pelo menos, dois

A
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A Análise Documentária pode ser concebida como uma atividade essencial para o estabelecimento da comunicação em sistemas documentários - que passaremos a denominar "Comunicação Documentária - processo que envolve a codificação e a decodificação de conteúdos informacionais, ou seja, o tratamento e a recuperação da informação. Globalmente, a "Análise Documentária tem por objetivo representar conteúdos de documentos, tendo em vista um fim pragmático: a recuperação da informação" (KOBASHI, 1988, p.19, grifo meu). Para Peirce, "representar" significa "estar em lugar de, isto é, estar numa relação com o outro que, para certos propósitos, é considerado por alguma mente como se fosse o outro" (PEIRCE, 1977, p.61).
• Artigo elaborado com base na Dissertação de Mestrado "Represeruaçâo documentária. em jogo a significação", apresentada ao Depto. de Bihtioteconomia e Documentação da ECA/USP. 1993. •• Professora do Depto. de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP R. bras. Biblioteeon. e Doe., São Paulo, v.26, n.1/2, p.72-80, jan./jun.1993

uma oez que ela se apresenta como "umaprodução de signos para serem interpretados" (COELHO NETTO, 1990, p.213). Esta afi rmação sefortalece quando se considera a forma dialôgica de apresentação do pensamento, conforme obseruação de}. Ransdell citada pelo autor, como também a partir da proposição peirceana da relação triádica entre objeto, signo e interpretarue, deriuada da noção de relação entre enunciador, enunciaçâo e intérprete (idem ibidem) . R. bras. Biblioteeon. e Doe., São Paulo, v. 26, n.1/2, p. 72-80, jan.ljun.1993

(1) Para COELHO NETTO, a teoria de Peirce é teoria da comunicaçáo,

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São Paulo. por outro lado. 3 Mediação e comunicação via LDs: de verdade. face aos postulados de significado tomados como base para realizar a relação forma de expressão/forma de conteúdo. as definições das expressões e suas inter-relações internas são relativas a uma determinada visão de mundo. desse modo.LN ou Linguagem Especializada . instrunumtos de mediação e comunicação sistemas semióticos distintos: aquele presente no texto original e aquele estabelecido pelo instrumento comutador ou LD.53 e ss. a perda de autoria.1/2. uma LD apresenta um plano de expressão e um plano de conteúdo (H]ELMSLEV. por exemplo. A generalização. 1987. o problema não é passível de solução a nível da individualidade de cada texto. Dada a impossibilidade. v. vai depender da disponibilidade de acesso à essas estruturas de significação. condicionando. enquanto que o Tesauro de Sociologia. jan. Nesse sentido. ou seja. dentro de "mundos possíveis" ou mundos de referência. entretanto. A recuperação de informações.26. 1975. como base legal para a construção e o uso das LDs. implica a perda de indicativos individuais dos textos. a função desses códigos de mediação é a representação de categorias ou classes de assunto compartilhadas pelos textos. 26.. mas pode ser resolvidopara conjuntos de textos do mesmo domínio de especialidade. impondo determinados recortes no continuum da realidade. n. E é esse aspecto que confere à Documentação a possibilidade de construir e constituir sistemas. mas assuntos relativos a esses mesmos textos. os dois planos da LD são interdependentes. p.13-14). vários outros sistemas concorrem para a configuração da representação documentária: a língua. a efetivação da comunicação documentária. O plano do conteúdo é expresso por essa articulação interna e é baseado em postulados de significado cuja validade se dá a partir de juizos emitidos em termos de condições 74 R. como já vimos anteriormente. mas nas estruturas de significação a que remete. é intensificada quando da mediação de LDs. acabando por desvincular as representações documentárias dos referenciais presentes nos textos. além dos sistemas semióticos do texto objeto de representação e da própria LD envolvidos na operação de conversão. desse modo. objeto da representação documentá ria.LE./jun. conseqüentemente. 72-80. Esta é uma característica fundamental a ser considerada para o entendimento dos limites e funções da representação através de LDs. portanto. Na terminologia de Hjelmslev.. Isso nos coloca a necessidade de caracterizar melhor o gênero de representações obtidas via LDs. como o resultado de múltiplas interferências. De forma explícita ou implícita. portanto. interpretação e comunicação. A Terminologia funciona. Bibliotecon. a perspectiva selecionada. a representação via LDs é mais generalizante. Relativamente ao primeiro tipo (os resumos). a instituição. 1991. não vai estar nas palavras que a compõem. conseqüentemente. de certo modo. organizados em função de um determinado paradigrna. o plano de expressão é representado pelas unidades selecionadas que integram a referida LD. Como se vê. Para construir e/ou interpretar uma representação documentária deve-se. por sua vez. estabelecer uma situação de comunicação documentária de fato. uma vez que não consegue representar efetivamente o texto. Esse processo de "desautenticação" do texto que se inicia. entender que a representação obtida via LDs não representa propriamente textos. Enquanto linguagem construída.. a representação via LDs persegue a generalização através de uma normalização crescente da informação do texto original. Em decorrência. uma LD utiliza um sistema de significação.).12) são considerados para sua montagem e estruturação. É necessário. De um modo geral.). p. n. v. Isso não quer dizer que só se representa o genérico (através de uma LD pode-se representar diferentes níveis de generalização e especialização dentro de um domínio): não se representa mais o texto individual. Isso é possível uma vez que a Terminologia é formada de termos R. Revelam-se. a representação documentária deve se remeter a esses sistemas se quiser transmitir informação e. Nas operações de representação documentária via LDs. imprime aos produtos resultantes da mediação. reportar-se a sistemas de significação determinados. 1984.Linguagens documentá rias. Dito de outra maneira. e Doe. São Paulo. a determinados sistemas de significação: a representação fica. de ]ean Viet os considera como termos equivalentes (cf VALE. Bibliotecon. mas a classe a que ele pertence. remete a sistemas de significação que só se consubstanciam nos textos. os textos propriamente ditos. 72-80./jun. via LDs. enquanto sistema social. O significado de uma representação. com a condensação (resumos). conseqüentemente. O uso de uma LD. instrumentos de mediação e comunicoção Linguagens documentá rias. Cada um desses elementos remete. em produtos docurnentários norrnalizados. a recuperação dos sistemas de significação presentes nos textos submetidos à análise deve ser feita através das Terminologias de especialidade.1993 75 . determinados postulados de significado (ECO. p. bras. ou seja. p. e Doe. De fato. portanto. concepções diferentes sobre o mesmo assunto. de representar.ed. bras. A Classificação Decimal de Dewey C19a.1993 Visando à comunicação. A informação documentária. o arranjo das significações numa LD está assentado numa perspectiva de organização do conhecimento. os procedimentos de representação. Neste caso. Através da mediação convertem-se textos em Linguagem Natural . jan. permitindo a efetivação da comunicação em sistemas documentários. bem como sua forma de organização intrínseca. nesse sentido. Sob esse aspecto pode-se lembrar a afirmação de Umberto Eco. p. p. a ideologia etc. as LDs constituem a expressão de um "recorte" no conteúdo. separa a Antropologia Física (572) da Antropologia Cultural (306).292).1/2. para quem "os momentos de representação são mais facilmente aqueles em que um código nasce do que aqueles em que um código pré-existente é observado" (ECO.

uma dada palavra encontrada num texto pode ser "representada". realiza-se uma implicação nem sempre R. de forma indireta. não sua designação". p. Vistas desse modo.ljun. uma vez que. 1974. automaticamente. Um exemplo pode ilustrar este fato. através de operações de delimitação. Bibliotecon. perdem em eficácia. São Paulo. v. Para o autor. frente ao ibidem. de mediação e comunicação - e uso das LDs Nas LDs. bras. para realizar a representação. via de regra. articulado) "no sistema dos sintagmas que corresponde ao primeiro nível de articulação das línguas naturais" e em segundo lugar. necessariamente. todavia. o que permite delimitar seus valores e sua significação dentro do universo onde elas ocorrem. jan. mas antes. e Doe. . Pode-se.340-341). Ao realizar uma correlação palavra no texto . extremamente formal das LDs quando normas e sistemas fechados. tanto pela falta de uma sólida formação profissional. Para CINTRA.139). independentemente de qualquer objeto que seja e de qualquer universo que seja. recomenda o uso do descritor "planejamento familiar" para representar o "controle intencional da fecundidade por parte de indivíduos que decidem ter filhos somente se e quando querem" (VIET. São Paulo. primeiro. a despeito de possíveis referentes. significam. lndexar um documento sobre planejamento familiar produzido pela BENFAM sob esse descritor. Essa mesma palavra. 1989).a posse de glossários terminológicos. o que nos permite enfatizar a importância de sua explicitação CGARDIN. já que consideram as palavras em determinados domínios discursivos.ou o uso indevido das expressões de conteúdo de uma LD. O rigor metodológico vai impor. sobretudo se dela for retida sua função de comunicação" (GRANGER. instrumentos analisáveis obtidos a partir de valores constituídos dentro de determinados universos de discurso. p. instrumentos de mediação e comunicação Linguagens docunumtárias. Nesse sentido. Para Granger. função essa que pode ser recuperada se a Terminologia de especialidade funcionar como "embreagem" e fornecer os elementos da "experiência vivida". alterando-se os vínculos de significação. uma vez que. conforme Granger. 1989. num léxico. A nota de escopo do Thesaurus POPIN . e Doe.1/2. Este é um aspecto reconhecido por Gardin quando ele afirma que "não importa que termos sejam admitidos como equivalentes entre si: só importa sua definição. 26. remetendo apenas a uma combinação de regras simbólicas que constitui seu 'objeto' no sentido de Peirce CGRANGER.632). Na Terminologia de determinado domínio de especialidade. As palavras no léxico. tal fato se deve. 1986). n. jan.Linf. p. García Gutiérez aponta o caráter diz que "trabalhamos com vocabulários. Na Terminologia.1/2. 1974. abordar a questão sob um outro aspecto./jun. associando-as à classes de objetos dentro desses universos particulares (LE GUERN. que uma LD é uma linguagem formalizada (construída) e que. à ausência de uma "segunda" articulação: o sentido de suas expressões "é diretamente embreado" (ou seja. também. os termos que compõe uma LD são baseados em regras "de jure" CCINTRA. Deve-se lembrar.iens documentárias. ainda. 26. as palavras têm dimensão referencial. conseqüentemente.iuaf. A ausência de um corpo sistemático de definições que se reportem a contextos determinados . não se delega a decisão sobre o controle da fecundidade aos indivíduos. significado não é viável uma volta à LN 4 Alguns problemas de construçao . estabelecidos aprioristicamente de maneira impositiva. a Terminologia trabalha com as palavras em funcionamento. podendo assumir nenhum ou todos os significados. Deve-se lembrar. como pela precariedade dos instrumentos de conversão utilizados para a representação documentá ria.. p. comprometer sua função comunicativa.palavra na LD. pode. por palavra semelhante encontrada na LD. v. O predomínio da utilização da equivalência lexical (quando este procedimento só deveria ser utilizado para resolver os problemas de sinonímia lingüística ou funcionar como um meio de entrada no sistema). exprimiria apenas um conjunto de propriedades. "toda linguagem formalizada (.1993 77 . significa esquecer que as ações desenvolvidas por esse órgão não coincidem com a definição atribuída ao descritor. caráter aberto da linguagem natural" (idem que em função da delimitação rigorosa do como solução. p. ou seja. a eles. porque "as línguas formais ignoram os símbolos de 'embreagem' numa experiência vivida". Bibliotecon. as linguagens formalizadas são difíceis de memorizar e o que elas ganham em rigor. conseqüentemente. uma palavra designa um determinado objeto. Como a Terminologia é construída a partir de palavras no discurso (LE GUERN. n. a Terminologia (ou as Terminologias de especialidade) constituem referencial fundamental para a construção e o uso de LDs. lhe é imposta. 72-80. 1987). sendo que na realidade. torna inúteis os produtos documentários enquanto veículo de informação. uma vez que permitem realizar. sob esta forma. ou bom senso. opera-se o isolamento das expressões de conteúdo relativamente aos textos onde elas podem ocorrer.140-141)... p. bras. sua função comunicativa é apenas virtual.72-80. p.) não é mais exata ou exclusivamente uma linguagem.Thesaurus Multilingüe de População. Os procedimentos baseados no uso da equivalência lexical são bastante comuns no cotidiano do documentalista. na medida em que o insere numa classe particular dentro desse domínio. a consideração do contexto onde as palavras se inserem. por exemplo . O uso indevido pode ser saneado a partir de definição de metodologias que não sejam baseadas apenas na performance. a ausência de definições nas LDs (ou a ausência de referência a instrumentos terminológicos de apoio) é responsável pelo uso indiscriminado da equivalência lexical. 1970. a referência aos textos particulares objeto de análise. Dito de outro modo.31). ela tem condições de recuperar os sistemas de significação de domínios de especialidade presentes e utilizados por esses mesmos discursos. as LDs têm prejudicada sua função comunicativa.1993 76 R. transforma uma LD em nomenclatura e. Muitas vezes. nesse caso.

que a mediação do código intensifica outras mediações (mediação do indivíduo-profissional.). São Paulo. 26. p. Bem ao contrário. São Paulo. São Paulo.1/2.cd. (Fundamentos. instrumentos de mediação e comunicação verdadeira.j"'nC:ias REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Humanas da ". 1975. N. Trad. conseqüentemente. por exemplo. Semiâtica.'. (I 991).1/2. A geração de "mensagens documentárias" consistentes exige a presença de instrumentos mediadores construídos (e usados) de forma rigorosa. lhe main tools for the construction of Indcxing Languages and the csscntial conelition to thcir comunicational effcctíveness. Brasília. Objetivos pragmáticos reforçam. p. Tn: SMIT.1993 R. por outro lado.198). e Doc.T. Os códigos documentários (as LDs) não são taxionomia ou nomenclatura. (990).ljun.dueaçio UF-p·. v. Terminology BIBL!O" Biblioteca dee .6-7. jan. EDUSP. Bibliotecon. todo signo. 1990.M. isto é. Exemplo disso é o termo "Bancos de Desenvolvimento". Incluir.Linguagens documentarias. p. Fabris c José tcoría y ECO. considerando todas as implicações que envolvem o uso da palavra como fonte de sentido. Trad. lI3ICT. a necessidade de abordar a questão documentária no âmbito da comunicação.). n. e por conseguinte.Y. 5 Comentários finais da questão da representação documentária normalmente não considerados no âmbito uma instituição. as LDs não podem ser construídas ou utilizadas na suposição da existência de um signo monossêmico. Ática. P.. portanto. "não existem significações reconhecíveis outras que não as significações contextuais. de Mariarosaria Luíz Fiorin. p. Comrnunícaríon in ciocumentary systcms. Múltiplas determinações respondem pela configuração do produto documentário e interferem no processo comunicacional. thc reprcscntation through Indcxing Languages is limited anel thc nature of thc meciiation is linkcd to rhc meaning systcms anel the mcaning postulares adoptcd in itx construction. dessa forma. Perspectiva. bras. 72-80. onde significado e significante pudessem estar numa relação sígnica fixa e estável. nesse sentido. Estratégias de leitura em documentação. Uma implicação falsa - sem referente material - não informa nada. deve-se levar em conta os aspectos relativos ao jogo de significações que elas envolvem quando de sua inserção em processos gerais de comunicação. São Paulo. 09H4). e Doc. as through lndcxing Languagcs wc cio not rcprcscnr lhe xpccific of thc tcxts. CINTlZA. bras.CA :. So. Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo sob o descritor "Bancos de Desenvolvimento" constituir-se ia uma implicação falsa. ]. de Ia documeruaciõn: 78 R. Estructura linguisttca método. Tal como o afirmou Hjelmslev.). a função referencial das linguagens utilizadas para o tratamento e recuperação da informação documentária. Análise documentárta a análise da síntese.. descriror do Macrothesaurus das Nações Unidas. U. o BADESP.W. Conceito de texto. Na discussão sobre as LDs e sobre representação documentária. vícios profissionais. Comaromi ct alii.ljun. But. ABSTRACT: Thc documcntary rcprcscntatíons allowed through thc mediation of Indcxing Languages are more gcncric than thosc obtaincd through condcnsation of original tcxts. Thc succcss 01' thc documentary comunication dcpcnds upon thc accss to thc mcaning systcms. The torrncr are rclatcd to classes of suhjects anel thcir mcssagcs are not spccitic as thc condcnsatíon of tcxts is. ECO. (org. São Paulo. by]. para que a transcodificação LN-LD se realize convenientemente.ed. (}9H7). ô.M.50). se define de modo relativo e não absoluto. Pode-se levantar.. cujo papel é o de fornecer índices de realidades. Forcst Prcss. KEYWORDS: Indcxing Languages. não podendo pressupor. informaçâa e comunicação. (4) GARCÍA GUTIÉRREZ. biunivocidade da relação significado-significante. língua etc. TA Quciroz. A. Vê-se. 'o·. U. instrumentos de mediação e comunicaçào Lil1MLUI!-:uns docunumiânn . Thc terminologies are. (1990). thc rctricval of thc mcaning systcrns will only be solvcd through the support ofTerminologies. 1992. 26. Toda grandeza. DEWEY DECIMAL CLASSIFICATION dcvíccd by Melvil Dewey. de Carla de Queiroz. Alhany. 4v. p. p. 09H9) 20. in fact.. A. Semiâtica eftlosofia da !inMuaf.1993 79 .. onde a "inclusão do Banco Mundial entre os Bancos de Desenvolvimento pressupõe a aceitação de uma definição de desenvolvimento que permita identificar as ações desenvolvidas por esse órgão com aquelas que se encontram nos limites do conceito de desenvolvimento. Bibliotecon. portanto. fundamental para assegurar referência à contextos concretos. jan. v.2H-35. Indexing languages as communication in documentary systems Instruments A abordagem comunicacional e das LDs faz revelar vários aspectos documentário. por exemplo. tal como é caracterizado pela instituição em questão (OCDE e Nações Unidas) (TÁLAMO et aI. unicamente pelo lugar que ocupa no contexto CH]ELMSLEV. n. 72-80. Unívcrsidad de Murcia. O recurso à Terminologia é. uma vez que são bancos de natureza diferente. COELHO NETIO.Wm. Um usuário final. são os beneficiáríos desses processos. que todo o trabalho de análise e de representação de informações não tem um fim em si mesmo. Deve-se lembrar. Ed. Para cumprir tal função as LDs não podem gerar mensagens ambíguas e~n 'relação aos sistemas de significação envolvidos.

São Paulo. G. L. VIET. C. n. apresentado ao II Simpósio Latinoamericano de Terminologia. 29) HJELMSLEV. São Paulo.). 3. PEIRCE. J.G. 46) TÁLAMO ct alii. TÁLAMO et alii (1992).3.1993 . (Estudos. M. Trad. jan.p. Sur lcs rclations entre terrninologic ct lcxique. Análise documentária. 1990. Inf. ele (1993).S. instrumentos de mediação e comunicação GARDIN. pp. (Dissertação de Mestrado) LARA. Perspectiva. 26. (1987). Procédurcs d'analyse sérnantiquc dans lcs scicnccs hurnaincs.. São Paulo.628-6'57. Trab. p. GRANGER. E. cd. M. v. Mouton. P./jun. p. Instrumentos de controle terminoíágico. In: SMIT. Semiotica. Representação documentá/ia: em jilgO a significação. New York. ]. (Dissertação ele Mostrado). Macrotbesaurus para el procesarntento de Ia informacion relaüua ai desarrollo economico y social. Paris..agens docurncntárias. Trad. LE GUERN..-c. VALE. ln: POUILLON. e adapto de Lctícia B.340-343. VIET. v. org. EDUSP. annivcrsairc. n. II3ICT. Trad. (Estudos.34.21. São Paulo. N.G.Linf. ct MARANDA. Linguagens de indcxacào. (989). Perspectiva. de José Teixcira Coelho Nctto. SEADE. a análise da síntese. Costa.11-26. limites e funções. Brasília.1/2.72-80. J.3. (1990). Brasília. Nacioncs Unidas. Filosofia do estilo. v. 80 R. São Paulo. bras. ECA-USP. Prolegômenos a uma teoria da linguagem. Trad. Contribuição ela terminologia para a elaboração de tcsauros. de Scarlctt Zcbetto Marton. (974). (1988). . Ci.L. São Paulo. São Paulo. (198'5). 9-4 ser. Meta. ECA-USP. (1986). (1977). Tbesaurus POPIN: thesaurus multilingüc de população. Perspectiva.A. (Estudos. (Tiragc à part).197-200. n. Échanges et communications: rnélangcs offcrts à Claudc Lévi-Strauss ~l l'occasion de son 60cme. da análise do discurso à análise documentária. (970). Polüica Científica e tecnolôgtca. 097'5). 43) KOBASHI.lu. ].]. (orgs. p. Bibliotecon. Jos6 Tcixcira Coelho Nctto. e Doe.Y.