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C. Prof. – Técnico de Turismo Ambiental e Rural Disciplina de Área de Integração Ano Letivo 2013/2014

Módulo 5

Tema/problema: 4.2 – A Região e o Espaço Nacional

Ficha nº 2

CARACTERÍSTICAS DO TERRITÓRIO PORTUGUÊS 1
O Relevo
Portugal Continental apresenta alguns contrastes morfológicos entre o Norte e o Sul e entre o litoral e o interior. De uma forma geral, verifica-se que a altitude aumenta à medida que nos aproximamos do interior e do Norte do país. Cerca de 95% das áreas das altitudes superiores a 400 metros concentram-se no Norte de Portugal, o que contrasta com o Sul do país, onde predominam as terras baixas e aplanadas. No Norte predominam as montanhas e os altos planaltos, o terreno é mais escarpado e cortado por profundos vales. A norte encontramos os sistemas montanhosos da Estrela, do Larouco e do Gerês, com altitudes superiores a 1500 m. Entre os rios Minho e Douro encontra-se a cadeia montanhosa Galaica-Duriense, que se ramifica até à linha da costa. O Sul do país apresenta outra configuração, predominando a planície e os planaltos de baixa altitude. Encontramos, no entanto, algumas elevações que correspondem a relevos antigos mais resistentes à erosão: é o caso dos sinclinais de S. Mamede, das cristas de quartzite de Marvão e do maciço eruptivo de Monchique-Foia, no Sudoeste algarvio. O arquipélago dos Açores é composto por nove ilhas, sendo na ilha do Pico que se encontra a maior altitude de Portugal, o Pico, com 2351 m. É também nos Açores que se localizam os cinco sistemas montanhosos com altitude máxima superior a mil metros. Os Açores são de origem vulcânica, com atividade
Ilha do Pico (Açores)

ainda recente. O vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial, entrou em atividade em 1957/1958. A última erupção

verificada nos Açores ocorreu no mar, ao largo da Serreta, na ilha Terceira, em 1998/2000. Dada a origem vulcânica das ilhas dos Açores, formaram-se montes altos e cónicos, caldeiras profundas e enormes falésias.

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à diferença climática verificada entre o Norte e o Sul do país. a natureza das rochas e os acidentes tectónicos. também de origem vulcânica. nos rios que correm a sul do país. no verão. o Pico das Torres. Hidrografia No que respeita à rede hidrográfica de Portugal Continental. As oscilações dos níveis das águas dos rios. o que provoca o aumento dos caudais dos rios e a ocorrência. constituem preocupações das populações Página 2 de 4 . com 1818 m. No verão. cortado por profundos vales. Esta situação fica a dever-se. uma vez que a chuva é mais escassa e a temperatura aumenta. restando apenas alguns cones vulcânicos que circundam a ilha. quer seja pelas cheias que podem ocorrer quer pela escassez de água que se verifica. De forma geral. sobretudo. com 1862 m de altitude. mais uma vez se verifica o contraste entre o Norte e o Sul. A rede hidrográfica é mais intensa a norte do que a sul. O arquipélago da Madeira é muito montanhoso. verificase uma maior evaporação. encontramos nove sistemas montanhosos com uma altitude máxima superior a mil metros. No arquipélago da Madeira. As variações da pluviosidade total ao longo do ano e as associadas às estações do ano refletem-se diretamente no regime dos rios. diminuindo assim os caudais dos rios. entre outros fatores. é composto pelas ilhas da Madeira e de Porto Santo e pelos ilhéus Desertas e Selvagens. Os rios que correm a norte de Portugal Continental têm caudais maiores e mais regulares ao longo do ano e os do sul apresentam caudais menores e com maiores variações ao longo do ano. por vezes. Os pontos mais altos são o Pico Ruivo. os invernos são chuvosos em Portugal. As manifestações vulcânicas já cessaram há muito tempo no arquipélago da Madeira. de cheias. o que é mais notório. tendo em conta o valor anual das oscilações do nível das águas. sobretudo. tendo as Ilha da Madeira formas vulcânicas sido desgastadas pela erosão. Grande parte dos especialistas considera que os rios que correm em Portugal são os mais irregulares de toda a Europa. aumentando a altitude do litoral para o centro. e o Pico do Areeiro. De facto. É por essa razão que o regime dos rios que correm em Portugal é tão irregular. devido ao seu maior caudal e regularidade.O arquipélago da Madeira. com 1850 m. o que reflete os tipos de clima. os rios que correm a oeste e a norte contrastam com os que correm a este e a sul.

No Norte abunda. Como exemplo da diminuição da biodiversidade em Portugal verificada nos últimos anos.ocupam cerca de 53 600 km2 de território português. Nos estuários e rias. o freixo. Página 3 de 4 . Neste sentido. cujo principal objetivo é a conservação da biodiversidade ao nível europeu. Os principais rios que atravessam Portugal Continental têm. foi criada a Rede Natura 2000. sendo estas. situando-se um quarto em Portugal. a figueira e a amendoeira. Este é um triste exemplo de uma espécie ameaçada e que não foi devidamente protegida ao longo dos anos em Portugal. o zimbro. devido às suas dimensões e ao relevo que apresentam. O Tejo. os amieiros e os lódãos. devemos ainda referir o rio Cavado. Nas zonas ribeirinhas. na sua maioria. o sabugueiro. Os quatro maiores rios que correm em Portugal . dada a importância e o papel que estes desempenham na sua vida. que é um afluente da margem direita do Tejo. que se pensa que esteja. seguido do rio Sado. e o rio Zêzere. A conservação da biodiversidade constitui uma das preocupações dos ambientalistas e dos governos em Portugal. encontram-se os juncos e a tamargueira. seguido do rio Guadiana. Encontramos ainda na costa algarvia e na bacia do Guadiana o zambujeiro. Tejo e Guadiana .Minho. a azinheira e a oliveira. foram criadas várias áreas protegidas. a urze. em zonas de águas salobras. Assim. embora com o crescimento da urbanização. principalmente nas vertentes expostas a norte. Douro. desaguando no oceano Atlântico. o salgueiro. extinto em Portugal. Fauna e Flora A fauna que se pode encontrar em Portugal é variada. podemos referir o caso limite do lince ibérico. apesar de tudo. da desflorestação e dos incêndios tenha vindo a diminuir drasticamente nos últimos anos. a giesta e o carvalho. neste momento. ainda insuficientes. No Sul prolifera o sobreiro. ao qual se junta em Constância. na economia da região e ainda devido à importância de que os rios se revestem na manutenção dos equilíbrios ecológicos. sobretudo o pinheiro. os rios são mais curtos. entre os 400 e os 1300 m de altitude. o Douro e o Guadiana são os rios com maiores bacias hidrográficas em Portugal. Na região da Madeira abunda a laurissilva. com 220 km de comprimento. O rio Douro é o que tem a maior bacia hidrográfica da Península Ibérica. Nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. com uma extensão da nascente à foz (Esposende) de 129 km. devido à abundância de água. podemos encontrar o choupo. origem no interior da Península Ibérica. o ulmeiro. O maior rio exclusivamente português é o Mondego. O rio Tejo é o mais extenso da península.ribeirinhas. Além do rio Mondego. a alfarrobeira.

A temperatura das águas do mar mantém uma média anual entre os 17 º C e os 23 º C. No Norte interior. do que as verificadas no litoral. devido à influência da corrente do Golfo. 36-43. tal como os Açores. Não se verificam acentuadas amplitudes térmicas. Elsa. registando-se uma precipitação anual de 500 mm nas encostas do sul e de cerca de 2000 mm nas encostas a norte. O arquipélago da Madeira apresenta. o que atribui uma caraterística continental ao clima. Página 4 de 4 . O número de horas de sol acima do horizonte é também maior no Sul do que no Norte do país. quer diárias quer anuais. registando-se entre o verão e o inverno grandes contrastes térmicos. principalmente na costa norte. o período seco é mais longo e verificam-se maiores amplitudes térmicas. variando estas entre os 16 º C no inverno e os 23 º C no verão. O ar é húmido e verifica-se. O clima do Norte litoral sofre grande influência atlântica.13 º C no inverno e 24 º C no verão. A precipitação varia um pouco nas encostas norte e sul da ilha. o período chuvoso e nebuloso dura cerca de seis meses. um clima temperado. pp. Rosa (2013). constituindo o valor mais elevado da Europa Verificam-se igualmente algumas diferenças climáticas entre o litoral e o interior do país. O Algarve dispõe de 3100 horas de sol por ano. com adaptações. em média. com queda de neve. O Sul regista temperaturas mais elevadas ao longo de todo o ano. Imagens retiradas da Internet. 1 Ficha elaborada. durando cerca de três meses. e MOINHOS. e subtropical na costa sul. também o clima do nosso país é marcado pelo contraste entre o Norte e o Sul e entre o litoral e o interior do país. a ocorrência de tempestades tropicais. O arquipélago dos Açores apresenta um clima temperado com baixas amplitudes térmicas . com alguma frequência. apresentando valores elevados de precipitação e temperaturas suaves. Lisboa: Plátano Editora. O conjunto de serras que separam o Nordeste do país dificulta a entrada dos ventos húmidos. e.O Clima Tal como o relevo. O período chuvoso e nebuloso é mais curto do que a norte. a partir de: SILVA. Área de Integração – Ano 1 – Módulo 1. No Norte do país registam-se invernos frios e chuvosos.