Luto e Melancolia (Freud, Sigmund – 1917) Tendo os sonhos nos servido de protótipo das pertur a!

"es mentais narcisistas na vida normal, tentaremos agora lan!ar alguma lu# so re a nature#a da melancolia, comparando$a com o a%eto normal do luto& 'essa ve#, por(m, devemos come!ar por %a#er uma con%iss)o, como advert*ncia contra +ual+uer superestima!)o do valor de nossas conclus"es& , melancolia, cu-a de%ini!)o varia inclusive na psi+uiatria descritiva, assume v.rias %ormas cl/nicas, cu-o agrupamento numa 0nica unidade n)o parece ter sido esta elecido com certe#a, sendo +ue algumas dessas %ormas sugerem a%ec!"es antes som.ticas do +ue psicog*nicas& 1osso material, independentemente de tais impress"es acess/veis a todo o servador, limita$se a um pe+ueno n0mero de casos de nature#a psicog*nica indiscut/vel& 'esde o in/cio, portanto, a andonaremos toda e +ual+uer reivindica!)o 2 validade geral de nossas conclus"es, e nos consolaremos com a re%le3)o de +ue, com os meios de pes+uisa 2 nossa disposi!)o ho-e em dia, di%icilmente desco rir/amos alguma coisa +ue n)o %osse t/pica, se n)o de toda uma classe de pertur a!"es, pelo menos de um pe+ueno grupo delas& , correla!)o entre a melancolia e o luto parece -usti%icada pelo +uadro geral dessas duas condi!"es& ,l(m disso, as causas e3citantes devidas a in%lu*ncias am ientais s)o, na medida em +ue podemos discerni$las, as mesmas para am as as condi!"es& 4 luto, de modo geral, ( a rea!)o 2 perda de um ente +uerido, 2 perda de alguma a stra!)o +ue ocupou o lugar de um ente +uerido, como o pa/s, a li erdade ou o ideal de algu(m, e assim por diante& 5m algumas pessoas, as mesmas in%lu*ncias produ#em melancolia em ve# de luto6 por conseguinte, suspeitamos +ue essas pessoas possuem uma disposi!)o patológica& Tam (m vale a pena notar +ue, em ora o luto envolva graves a%astamentos da+uilo +ue constitui a atitude normal para com a vida, -amais nos ocorre consider.$lo como sendo uma condi!)o patológica e su met*$lo a tratamento m(dico& 7on%iamos +ue se-a superado após certo lapso de tempo, e -ulgamos in0til ou mesmo pre-udicial +ual+uer inter%er*ncia em rela!)o a ele& 4s tra!os mentais distintivos da melancolia s)o um des8nimo pro%undamente penoso, a cessa!)o de interesse pelo mundo e3terno, a perda da capacidade de amar, a ini i!)o de toda e +ual+uer atividade, e uma diminui!)o dos sentimentos de auto$estima a ponto de encontrar e3press)o em auto$recrimina!)o e auto$envilecimento, culminando numa e3pectativa delirante de puni!)o& 5sse +uadro torna$se um pouco mais intelig/vel +uando consideramos +ue, com uma 0nica e3ce!)o, os mesmos tra!os s)o encontrados no luto& , pertur a!)o da auto$estima est. ausente no luto6 %ora isso, por(m, as caracter/sticas s)o as mesmas& 4 luto pro%undo, a rea!)o 2 perda de algu(m +ue se ama, encerra o mesmo estado de esp/rito penoso, a mesma perda de interesse pelo mundo e3terno na medida em +ue este n)o evoca esse algu(m , a mesma perda da capacidade de adotar um novo o -eto de amor (o +ue signi%icaria su stitu/$lo) e o mesmo a%astamento de toda e +ual+uer atividade +ue n)o este-a ligada a pensamentos so re ele& 9 %.cil constatar +ue essa ini i!)o e circunscri!)o do ego ( e3press)o de uma e3clusiva devo!)o ao luto, devo!)o +ue nada dei3a a outros propósitos ou a outros interesses& 5, realmente, só por+ue sa emos e3plic.$la t)o em ( +ue essa atitude n)o nos parece patológica&

deve ser n)o e3traordinariamente penosa. por(m. num tra alho interno semelhante e ser. nem mesmo. um empo recimento de seu ego em grande escala& 1o luto. mas tenha sido perdido en+uanto o -eto de amor (como no caso. passando a e3igir +ue toda a li ido se-a retirada de suas liga!"es com a+uele o -eto& 5ssa e3ig*ncia provoca uma oposi!)o compreens/vel ( %ato notório +ue as pessoas nunca a andonam de om grado uma posi!)o li idinal. por e3emplo. portanto. de %orma alguma ( coisa %..pli+uemos agora 2 melancolia o +ue aprendemos so re o luto& 1um con-unto de casos ( evidente +ue a melancolia tam (m pode constituir rea!)o 2 perda de um o -eto amado& 4nde as causas e3citantes se mostram di%erentes. mas apenas no sentido de +ue sa e +uem ele perdeu. realmente.vel supor +ue tam (m o paciente n)o pode conscientemente perce er o +ue perdeu& =sso. e o desligamento da li ido se reali#a em rela!)o a cada uma delas& :or +ue essa transig*ncia. +uando um su stituto -. o ego %ica outra ve# livre e desini ido& . de alguma %orma relacionada a uma perda o -etal retirada da consci*ncia. a sorvendo t)o completamente& 4 melancólico e3i e ainda uma outra coisa +ue est. ainda +ue suas ordens n)o possam ser o edecidas de imediato& S)o e3ecutadas pouco a pouco. ele se . portanto. ( evocada e hipercate3i#ada.:arece$nos tam (m uma compara!)o ade+uada chamar a disposi!)o para o luto de . pode$se reconhecer +ue e3iste uma perda de nature#a mais ideal& 4 o -eto talve# n)o tenha realmente morrido.vel pela ini i!)o melancólica& . +uando o tra alho do luto se conclui. veri%icamos +ue a ini i!)o e a perda de interesse s)o plenamente e3plicadas pelo tra alho do luto no +ual o ego ( a sorvido& 1a melancolia. prolongando$se psi+uicamente. a perda desconhecida resultar. mesmo +ue o paciente este-a c>nscio da perda +ue deu origem 2 sua melancolia. di%eren!a consiste em +ue a ini i!)o do melancólico nos parece enigm. o %ato ( +ue. ( o próprio ego& 4 paciente representa seu ego para nós como sendo desprovido de valor. incapa# de +ual+uer reali#a!)o e moralmente despre#/vel. prevalece o respeito pela realidade. pela +ual o dom/nio da realidade se %a# %ragmentariamente. vinculada ao o -eto. a e3ist*ncia do o -eto perdido& 7ada uma das lem ran!as e e3pectativas isoladas. em contraposi!)o ao luto. ausente no luto uma diminui!)o e3traordin. de uma noiva +ue tenha levado o %oro)& . no +ual nada e3iste de inconsciente a respeito da perda& 1o luto. o tra alho +ue o luto reali#a < 1)o me parece %or!ado apresent.dolorosa.vel +ue ve-amos a -usti%ica!)o disso +uando estivermos em condi!"es de apresentar uma caracteri#a!)o da economia da dor& 5m +ue consiste.vel +ue esse penoso despra#er se-a aceito por nós como algo natural& 7ontudo. mas n)o o +ue perdeu nesse algu(m& =sso sugeriria +ue a melancolia est. ( o mundo +ue se torna po re e va#io6 na melancolia. atrav(s das +uais a li ido est.$ lo da %orma +ue se segue& 4 teste da realidade revelou +ue o o -eto amado n)o e3iste mais. com grande disp*ndio de tempo e de energia cate3ial.tica por+ue n)o podemos ver o +ue ( +ue o est.inda em outros casos nos sentimos -usti%icados em sustentar a cren!a de +ue uma perda dessa esp(cie ocorreu6 n)o podemos. lugar a um desvio da realidade e a um apego ao o -eto por interm(dio de uma psicose alucinatória carregada de dese-o& 1ormalmente. na realidade.& 9 em prov.cil de e3plicar em termos de economia& 9 not. respons. sendo de todo ra#o. nesse meio tempo.ria de sua auto$estima. se lhes acena& 5ssa oposi!)o pode ser t)o intensa +ue d. talve# ocorra dessa %orma. ver claramente o +ue %oi perdido.

carente de independ*ncia. no sentido de +ue sua auto$cr/tica este-a de acordo com a opini)o de outras pessoas& 4 ponto consiste. durante a melancolia. ego/sta. at( onde podemos -ulgar. +uer se mostre mais ou menos in-usto para consigo mesmo& Tampouco ( di%/cil ver +ue. a%inal de contas. desonesto. de um ponto de vista cient/%ico e terap*utico. +ue tenha chegado em perto de se compreender a si mesmo6 %icamos imaginando. capa# e conscienciosa. n)o consiste em sa er se a auto$di%ama!)o a%litiva do melancólico ( correta. palavras mais elogiosas para si mesma. de %ato. como sa emos. nos sendo desconhecido. +uer %ale a verdade. caracteri#ariam essa 0ltima condi!)o. analogia com o luto nos levou a concluir +ue ele so%rera uma perda relativa a um o -eto6 o +ue o paciente nos di# aponta para uma perda relativa a seu ego& . ele disp"e de uma vis)o mais penetrante da verdade do +ue outras pessoas +ue n)o s)o melancólicas& ?uando. apresentando uma descri!)o correta de sua situa!)o psicológica& 5le perdeu seu amor$próprio e deve ter tido oas ra#"es para tanto& 9 verdade +ue ent)o nos deparamos com uma contradi!)o +ue coloca um pro lema de di%/cil solu!)o& .vel ao do luto& 4 paciente tam (m nos parece -usti%icado em %a#er outras auto$acusa!"es6 apenas. esperando ser e3pulso e &punido& 'egrada$se perante todos. por +ue um homem precisa adoecer para ter acesso a uma verdade dessa esp(cie& 7om e%eito.rio6 trata$se do e%eito do tra alho interno +ue lhe consome o ego tra alho +ue. a cu-o respeito tam (m nós nada ter/amos a di#er de om& :or %im.vel por uma supera!)o do instinto +ue compele todo ser vivo a se apegar 2 vida& Seria igualmente in%rut/%ero. e o +ue ( psicologicamente not. pelo menos. portanto. at( onde sa emos. mais do +ue +ual+uer outra coisa. em sua e3acer ada auto$cr/tica. ( secund. o melancólico n)o se comporta da mesma maneira +ue uma pessoa esmagada. n)o h. t)o$somente. de alguma %orma ele deve estar com a ra#)o e descreve algo +ue ( como lhe parece ser& 'evemos. n)o s)o proeminentes nele& :oder$se$ia ressaltar a presen!a nele de um tra!o +uase oposto. doente. por(m. e sem reservas. e sente comisera!)o por seus próprios parentes por estarem ligados a uma pessoa t)o despre#/vel& 1)o acha +ue uma mudan!a se tenha processado nele. do +ue uma +ue de %ato se-a desprovida de valor6 realmente. de uma %orma normal. t)o desinteressado e t)o incapa# de amor e de reali#a!)o +uanto a%irma& Mas isso. algumas de suas declara!"es& 5le se encontra. (. mas estende sua auto$cr/tica at( o passado. %altam ao melancólico ou. portanto. contradi#er um paciente +ue %a# tais acusa!"es contra seu ego& 7ertamente. est. deve ocorrer$ nos +ue. compar. correspond*ncia entre o grau de auto$degrada!)o e sua real -usti%ica!)o& Ama mulher oa. declarando +ue nunca %oi melhor& 5sse +uadro de um del/rio de in%erioridade (principalmente moral) ( completado pela ins>nia e pela recusa a se alimentar. ele se descreve como mes+uinho. pelo remorso e pela auto$recrimina!)o& Sentimentos de vergonha diante de outras pessoas +ue. +ue encontra satis%a!)o no desmascaramento de si mesmo& 4 ponto essencial. pode ser.repreende e se envilece. antes. algu(m cu-o 0nico o -etivo tem sido ocultar as %ra+ue#as de sua própria nature#a. em sa er se ele est. n)o ter. talve# a primeira tenha mais pro a ilidades de contrair a doen!a do +ue a segunda. de uma insistente comunica ilidade. con%irmar de imediato. n)o pode haver d0vida de +ue todo a+uele +ue sustenta e comunica a outros uma opini)o de si mesmo como esta (opini)o +ue @amlet tinha a respeito tanto de si +uanto de todo mundo).

a insatis%a!)o com o ego constitui. mulher +ue lamenta em altos rados o %ato de o marido estar preso a uma esposa incapa# como ela. mas +ue. com ligeiras modi%ica!"es.6 vamos inclu/$lo. n)o se poder. talve# tam (m revele sua independ*ncia em outras circunst8ncias. +ue tudo de desairoso +ue di#em so re eles próprios re%ere$se. por um certo processo. con%irmada ao longo de toda a o serva!)o ulterior& Cealmente. se torna em mais intelig/vel& Suas +uei3as s)o realmente .rio. ou com a in%erioridade social6 +uanto a essa categoria.+uei3umes. nem se ocultam. uma o serva!)o. tornam$se as pessoas mais ma!antes. toma$a como seu o -eto& 1ossa descon%ian!a de +ue o agente cr/tico. a impress)o de +ue %re+Dentemente as mais violentas delas di%icilmente se aplicam ao próprio paciente. no sentido antigo da palavra& 5les n)o se envergonham. de modo algum di%/cil de ser %eita. por +ue se surpreender com o %ato de haver algumas auto$ recrimina!"es aut*nticas di%undidas entre as +ue %oram transpostas& :ermite$se +ue estas se intrometam. somente seu temor da po re#a e as a%irma!"es de +ue vai %icar po re ocupam posi!)o proeminente& @. agora. acusando o marido de ser incapa#. +ue leva 2 e3plica!)o da contradi!)o mencionada acima Eno %im do pen0ltimo par. detenhamo$nos um pouco no conceito +ue a pertur a!)o do melancólico o%erece a respeito da constitui!)o do ego humano& Bemos como nele uma parte do ego se coloca contra a outra. amou ou deveria amar& Toda ve# +ue se e3aminam os %atos. elas derivam dos prós e dos contras do con%lito amoroso +ue levou 2 perda do amor& Tam (m o comportamento dos pacientes. evitar. por assim di#er. entre as principais institui!"es do ego. e poderemos provar +ue ela pode %icar doente por sua própria causa& 1o +uadro cl/nico da melancolia. 2 outra pessoa& .l(m disso. -.. de uma ve# +ue a-udam a mascarar as outras e a tornar imposs/vel o reconhecimento do verdadeiro estado de coisas& . a algu(m +ue o paciente ama. estamo$nos %amiliari#ando com o agente comumente denominado .consci*ncia. na verdade est. est)o longe de demonstrar perante a+ueles +ue o cercam uma atitude de humildade e su miss)o 0nica +ue ca eria a pessoas t)o despre#/veis& :elo contr. a caracter/stica mais marcante& Fre+Dentemente. a auto$avalia!)o do paciente se preocupa muito menos com a en%ermidade do corpo. -untamente com a censura da consci*ncia e do teste da realidade.l(m disso. por motivos de ordem moral. n)o importando o sentido +ue ela possa atri uir a isso& 1)o h.gra%oF& Se se ouvir pacientemente as muitas e variadas auto$acusa!"es de um melancólico. -ulga$a criticamente e. +ue a+ui se separa do ego. a %ei0ra ou a %ra+ue#a. se a-ustam realmente a outr(m.ntes de passarmos a essa contradi!)o. dando sempre a impress)o de +ue se sentem desconsideradas e de +ue %oram tratadas com grande in-usti!a& Tudo isso só ( poss/vel por+ue as rea!"es e3pressas em seu comportamento ainda procedem de uma constela!)o mental de revolta +ue.. essa con-ectura ( con%irmada& 9 assim +ue encontramos a chave do +uadro cl/nicoG perce emos +ue as auto$recrimina!"es s)o recrimina!"es %eitas a um o -eto amado +ue %oram deslocadas desse o -eto para o ego do próprio paciente& . ser. no %im. encontraremos %undamentos para distinguir esse agente do restante do ego& . passou ent)o para o estado esmagado de melancolia& .+ui. no %undo.

recentemente. numa separa!)o entre a atividade cr/tica do ego e o ego en+uanto alterado pela identi%ica!)o& Ama ou duas coisas podem ser diretamente in%eridas no tocante 2s pr($condi!"es e aos e%eitos de um processo como este& :or um lado. mas serviu para esta elecer uma identi%ica!)o do ego com o o -eto a andonado& . constituem um conhecido mecanismo de %orma!)o de sintomas. admiti +ue o material emp/rico em +ue se %undamentou este estudo ( insu%iciente para as nossas necessidades& Se pud(ssemos presumir um acordo entre os resultados da o serva!)o e o +ue in%erimos. +ue ( a primeira %orma e uma %orma e3pressa de maneira am ivalente pela +ual o ego escolhe um o -eto& 4 ego dese-a incorporar a si esse o -eto e. pode retroceder para o narcisismo& . essa contradi!)o parece implicar +ue a escolha o -etal ( e%etuada numa ase narcisista. +ue a tend*ncia a adoecer de melancolia (ou parte dessa tend*ncia) reside na predomin8ncia do tipo narcisista da escolha o -ectal in%eli#mente ainda n)o %oi con%irmada pela o serva!)o& 1as rea!"es introdutórias deste artigo. como se %osse um o -eto. para cu-a ocorr*ncia v. ao se de%rontar com o st. a cate3ia o -etal deve ter tido pouco poder de resist*ncia& 7on%orme 4tto CanH o servou com propriedade. da/ por diante. sem vida. uma regress)o de um tipo de escolha o -etal para o narcisismo original& Mostramos em outro ponto +ue a identi%ica!)o ( uma etapa preliminar da escolha o -etal. de modo +ue a cate3ia o -etal.culos. especialmente na histeria& 7ontudo.ssim a som ra do o -eto caiu so re o ego.1)o ( di%/cil reconstruir esse processo& 53istem. tem ra#)o em atri uir a essa cone3)o 2 recusa de alimento encontrada em %ormas graves de melancolia& . e este p>de.li. uma perda o -etal se trans%ormou numa perda do ego. em ora isso em geral este-a con%inado a certas . na segunda persiste e mani%esta sua in%lu*ncia. dese-a %a#er isso devorando$o& . o o -eto a andonado& 'essa %orma. n)o ( preciso renunciar 2 rela!)o amorosa& 5ssa su stitui!)o da identi%ica!)o pelo amor o -etal constitui importante mecanismo nas a%ec!"es narcisistas6 Iarl Landauer (191J). uma %orte %i3a!)o no o -eto amado deve ter estado presente6 por outro. a di%eren!a entre a identi%ica!)o narcisista e a hist(rica pode residir no seguinteG ao passo +ue na primeira a cate3ia o -etal ( a andonada. contudo. mas algo di%erente. identi%ica!)o narcisista com o o -eto se torna ent)o um su stituto da cate3ia erótica6 em conse+D*ncia. uma escolha o -etal. num dado momento. conclus)o +ue nossa teoria e3igiria a sa er. em contradi!)o a isso. apesar do con%lito com a pessoa amada. devido a uma real desconsidera!)o ou desapontamento proveniente da pessoa amada.rias condi!"es parecem ser necess. n)o %oi empregada de maneira n)o especi%icada. cate3ia o -etal provou ter pouco poder de resist*ncia e %oi li+uidada& Mas a li ido livre n)o %oi deslocada para outro o -eto6 %oi retirada para o ego& . raham. e o con%lito entre o ego e a pessoa amada. a rela!)o o -etal %oi destro!ada& 4 resultado n)o %oi o normal uma retirada da li ido desse o -eto e um deslocamento da mesma para um novo . teve ocasi)o de indic. em con%ormidade com a %ase oral ou cani alista do desenvolvimento li idinal em +ue se acha. uma liga!)o da li ido a uma pessoa particular6 ent)o.rias& . ser -ulgado por um agente especial. n)o hesitar/amos em incluir em nossa caracteri#a!)o da melancolia essa regress)o da cate3ia o -etal para a %ase oral ainda narcisista da li ido& Tam (m nas neuroses de trans%er*ncia as identi%ica!"es com o o -eto de modo algum s)o raras6 na realidade. naturalmente.$lo no processo de recupera!)o num caso e es+ui#o%renia& 5le representa.

a!"es e inerva!"es isoladas& Se-a como %or. dele a usando. +ue chegamos a reconhecer como sendo o estado primevo do +ual prov(m a vida instintual. +ue tem sido estudada menos pro%undamente& . %a#endo$o so%rer e tirando satis%a!)o s. e3istente& 5sse con%lito devido 2 am ival*ncia. uma retra!)o regressiva da li ido& 1a melancolia. sa emos +ue nenhum neurótico a riga pensamentos de suic/dio +ue n)o consistam em impulsos assassinos contra outros. incluindo as situa!"es de desconsidera!)o. em geral se encontra em seu am iente imediato& . isto (.vel. %oi levada de volta 2 etapa de sadismo +ue se acha mais pró3ima do con%lito& 9 e3clusivamente esse sadismo +ue soluciona o enigma da tend*ncia ao suic/dio. perda de um o -eto amoroso constitui e3celente oportunidade para +ue a am ival*ncia nas rela!"es amorosas se %a!a e%etiva e mani%esta& 4nde e3iste uma disposi!)o para a neurose o sessiva. so a in%lu*ncia do con%lito devido 2 . do mesmo modo +ue o %en>meno correspondente na neurose o sessiva. al(m do caso n/tido de uma perda por morte. signi%ica. se estiver presente. uma rea!)o 2 perda real de um o -eto amado6 mas. tam (m nas neuroses de trans%er*ncia a identi%ica!)o ( a e3press)o da e3ist*ncia de algo em comum. mas a outra parte. +ue torna a melancolia t)o interessante e t)o perigosa& T)o imenso ( o amor de si mesmo do ego (se=%love). %or!ando$o a e3pressar$se so %orma de auto$recrimina!)o. por ve#es mais de %atores constitucionais. em ora o próprio o -eto o se-a se re%ugiar na identi%ica!)o narcisista. sem d0vida agrad. melancolia.. as ocasi"es +ue d)o margem 2 doen!a v)o. ( assinalada por uma determinante +ue se acha ausente no luto normal ou +ue. despre#o ou desapontamento. 2 +ual recorrem a %im de evitar a necessidade de e3pressar a ertamente sua hostilidade para com ele& . e t)o vasta ( a +uantidade de li ido narcisista +ue vemos li erada no medo surgido de uma amea!a 2 vida. ent)o o ódio entra em a!)o nesse o -eto su stitutivo.am ival*ncia. revelam$nos o +ue o con%lito devido 2 am ival*ncia pode alcan!ar por si mesmo +uando tam (m n)o h. como o luto. uma satis%a!)o das tend*ncias do sadismo e do ódio relacionadas a um o -eto. em sua maior parte. n)o deve ser despre#ado entre as pr($condi!"es da melancolia& Se o amor pelo o -eto um amor +ue n)o pode ser renunciado. +ue podem tra#er para a rela!)o sentimentos opostos de amor e ódio. os outros& 9 por um lado. desde a escolha o -etal narcisista para o narcisismo. cate3ia erótica do melancólico no tocante a seu o -eto so%reu assim uma dupla vicissitudeG parte dela retrocedeu 2 identi%ica!)o. ( verdade. do processo de regress)o. auto$tortura na melancolia. pelo caminho indireto da auto$puni!)o. e na +ual sua doen!a se centrali#a. +ue ele .%inal de contas. +ue ela a dese-ou& 5sses estados o sessivos de depress)o +ue se seguem 2 morte de uma pessoa amada. em am as as desordens. identi%ica!)o narcisista ( a mais antiga das duas e prepara o caminho para uma compreens)o da identi%ica!)o hist(rica. muito. degradando$o. ou re%or!ar uma am ival*ncia -. o con%lito devido 2 am ival*ncia empresta um cunho patológico ao luto. no sentido de +ue a própria pessoa enlutada ( culpada pela perda do o -eto amado. os pacientes ainda conseguem. vingar$se do o -eto original e torturar o ente amado atrav(s de sua doen!a. +ue n)o podemos conce er como esse ego consente em sua própria destrui!)o& 'e h. +ue retornaram ao próprio eu do indiv/duo nas %ormas +ue vimos e3aminando& Bia de regra. portanto. +ue por ve#es surge mais de e3peri*ncias reais. acima de tudo isso. +ue pode signi%icar amor& . trans%orma este em luto patológico& . a pessoa +ue ocasionou a desordem emocional do paciente. toma emprestado do luto alguns dos seus tra!os e.dica de seu so%rimento& .

ssim. sem dei3ar +uais+uer vest/gios de grandes altera!"es. mas -amais %omos capa#es de e3plicar +ue %or!as interagem para levar a ca o esse propósito& . de dormir& 4 +ue provavelmente ( um %ator som. n)o astar. se n)o %osse o %ato de +ue o m(todo psicanal/tico conseguiu chegar a uma solu!)o e e%etuar uma melhoria terap*utica em v. uma ve# reali#ado esse tra alho. e +ue representa a rea!)o original do ego para com o -etos do mundo e3terno& . +ue. na regress)o desde a escolha o -etal narcisista. portanto. ( sua tend*ncia a se trans%ormar em mania estado este +ue ( o oposto dela em seus sintomas& 7omo sa emos. por parte do ego. se necessita de tempo para +ue o dom/nio do teste da realidade se-a levado a e%eito em detalhe e +ue. capa# de produ#ir certas %ormas de doen!a& . directamente por causa de to3inas. %ator este +ue n)o pode ser e3plicado psicologicamente.volta contra si mesmo. atraindo a si as energias cate3iais +ue nas neuroses de trans%er*ncia denominamos de . provenientes de todas as dire!"es. a ins>nia atesta a rigide# da condi!)o. devido ao retorno da cate3ia o -etal. e a+uela +ue mais precisa de e3plica!)o.rios casos precisamente dessa esp(cie& 1)o ( apenas permiss/vel. esse comple3o pode provar ser resistente ao dese-o.anticate3ias.lguns casos seguem seu curso em reca/das periódicas. e se um empo recimento da li ido do ego. e esva#iando o ego at( este %icar totalmente empo recido& Facilmente. melancolia ainda nos con%ronta com outros pro lemas. isso n)o acontece a toda melancolia& . torna$se vis/vel na melhoria regular da condi!)o. mas imperioso. +ue se veri%ica por volta do anoitecer& 5ssas considera!"es nos levam a perguntar se uma perda no ego. puder tratar a si mesmo corno um o -eto se %or capa# de dirigir contra si mesmo a hostilidade relacionada a um o -eto. o ego consegue li ertar sua li ido do o -eto perdido& :odemos imaginar +ue o ego se ocupa com um tra alho an. entre cu-os intervalos sinais de mania talve# este-am inteiramente ausentes ou se-am apenas muito leves& 4utros revelam a altera!)o regular de %ases melancólicas e man/acas +ue leva 2 hipótese de uma insanidade circular& Ber/amo$nos tentados a considerar esses casos como n)o sendo psicog*nicos. a impossi ilidade de se e%etuar o retraimento geral das cate3ias necess. caracter/stica mais not. se revelou mais poderoso do +ue o próprio ego& 1as duas situa!"es opostas. parece plaus/vel supor +ue se origina do erotismo anal +ue %oi arrancado de seu conte3to e alterado num sentido regressivo& . de pai3)o intensa e de suic/dio. para produ#ir o +uadro de melancolia.rio ao sono& 4 comple3o de melancolia se comporta como uma %erida a erta. 2 guisa de e3plana!)o.tico. independentemente do o -eto um golpe puramente narcisista contra o ego .vel da melancolia.logo no decorrer de uma melancolia6 em nenhum dos dois casos dispomos de +ual+uer compreens)o interna (insight) da economia do curso dos eventos& 1a melancolia. n)o o stante. a proemin*ncia do medo de %icar po re. an. cu-a resposta em parte nos escapa& 4 %ato de desaparecer após certo tempo.lise da melancolia mostra agora +ue o ego só pode se matar se. no luto. ( uma caracter/stica +ue ela compartilha com o luto& Beri%icamos. o ego ( dominado pelo o -eto. n)o ser. em ora de maneiras totalmente di%erentes& ?uanto ao marcante tra!o particular da melancolia +ue mencionamos. ( verdade +ue nos livramos do o -eto6 ele. estender uma e3plana!)o anal/tica da melancolia tam (m 2 mania& .

comple3o. mas +ue.rios investigadores psicanal/ticos -. pode (na medida em +ue ( de e3alta!)o) ser e3plicada da mesma maneira6 a+ui. a e3ulta!)o ou o triun%o. em segundo. ( por demais inde%inida e. encontraremos o seguinte& 1a mania. algum po re miser. ou +uando uma longa e . ao passo +ue na mania domina$o ou o p"e de lado& 1osso segundo indicador ( proporcionado pela o serva!)o de +ue todos os estados. +ue am as as desordens lutam com o mesmo . alguma posi!)o %alsa +ue teve de manter por muito tempo. ou talve# o próprio o -eto).. +ue pertence 2 mesma classe de estados. conse+Dentemente.1)o posso prometer +ue essa tentativa venha a ser inteiramente satis%atória& Mal nos leva al(m da possi ilidade de tomarmos nossa orienta!)o inicial& Temos duas coisas a empreenderG a primeira ( uma impress)o psicanal/tica6 a segunda. triun%ando permanecem ocultos dele& . e. impress)o +ue v. essa %alsa cone3)o deve ser corrigida& 4 %ato ( +ue a condi!)o econ>mica na mente do indiv/duo. o +ue talve# possamos chamar de um tema de e3peri*ncia econ>mica geral& .alegre. como resultado de alguma in%lu*ncia. aconteceu +ue. pelos sinais de descarga de uma emo!)o -u ilosa e por maior disposi!)o para todas as esp(cies de a!)o da mesma maneira +ue na mania. produ#ida por to3inas. puseram em palavras ( +ue o conte0do da mania em nada di%ere do da melancolia. de modo +ue se encontra dispon/vel para numerosas aplica!"es e possi ilidades de descarga +uando. mais uma ve#. se ter. novas cate3ias o -etais& 5ssa e3plica!)o certamente parece plaus/vel mas. %inalmente se torna desnecess. +ue nos %ornecem o modelo normal para a mania. a sorve todas as energias do ego& :or +ue. d. a+uilo +ue o ego dominou e a+uilo so re o +ual est. por e3emplo. por um lado. de um só golpe. n)o . margem a mais novos pro lemas e d0vidas do +ue podemos responder& 1)o %ugiremos a um e3ame dos mesmos.vel. em primeiro lugar. provavelmente. por outro& Se reunirmos essas duas indica!"es. provavelmente. %oi atendida. o indiv/duo man/aco demonstra claramente sua li era!)o do o -eto +ue causou seu so%rimento.rio. mencionada acima. tam (m o luto normal supera a perda de o -eto e tam (m. e assim por diante& Todas essas situa!"es se caracteri#am pela anima!)o. e t)o desini ido em sua a!)o. depois de seguir seu curso. opini)o popular gosta de presumir +ue uma pessoa num estado man/aco desse tipo se deleita no movimento e na a!)o por+ue ela ( muito . na melancolia o ego sucum e ao comple3o.& 1aturalmente. tais como a alegria. sendo essa a ra#)o por +ue ele se acha t)o animado. de alguma compuls)o opressiva.l(m disso. em ora n)o possamos esperar +ue esse e3ame nos leve a uma compreens)o n/tida& 5m primeiro lugar. ganhando uma grande soma de dinheiro. dependem das mesmas condi!"es econ>micas& .+ui. tornado dispon/vel& . ocorre uma suspens)o. toda a +uota de anticate3ia +ue o penoso so%rimento da melancolia tinha atra/do para si vinda do ego e . ent)o. en+uanto persiste. %ica su itamente aliviado da preocupa!)o cr>nica com seu p)o de cada dia. de h. de disp*ndios de energia na repress)o& . o ego deve ter superado a perda do o -eto (ou seu luto pela perda. ou +uando um homem se encontra em condi!"es de se des%a#er.rdua luta se v* a%inal coroada de *3ito. em riague# alcoólica. como um homem vora#mente %aminto.vinculado. um grande disp*ndio de energia ps/+uica. muito mantido ou +ue ocorre ha itualmente. procurando. e em completo contraste com a depress)o e a ini i!)o da melancolia& :odemos aventurar$nos a a%irmar +ue a mania nada mais ( do +ue um triun%o desse tipo6 só +ue a+ui.

em seu caso. de in/cio. pela soma das satis%a!"es narcisistas +ue deriva de estar vivo.cil ( +ue . procedem. a romper sua liga!)o com o o -eto a olido& Talve# possamos supor +ue esse tra alho de rompimento se-a t)o lento e gradual +ue. contudo. e +ue os lamentos +ue soam sempre como os mesmos. no ego< .h.cho imposs/vel responder a essa o -e!)o diretamente& Tam (m chama a nossa aten!)o para o %ato de +ue nem se+uer conhecemos os meios econ>micos pelos +uais o luto e3ecuta sua tare%a& :ossivelmente. em conse+D*ncia.ria a ele tam (m se tenha dissipado& 9 tentador continuar a partir dessa con-ectura so re o tra alho do luto e tentar apresentar um relato do tra alho da melancolia& . ser um processo e3tremamente prolongado e gradual& Se ele come!a simultaneamente em v. na maioria das ve#es. mas deve.ria a uma %ase de triun%o < . o outro de%ender essa posi!)o da li ido contra o ass(dio& . ocasionado por uma perda real do o -eto. su%iciente para provocar +uer o luto +uer a melancolia& 5ssa caracter/stica de separar pouco a pouco a li ido deve portanto ser atri u/da de igual modo ao luto e 2 melancolia. nem perguntamos a nós mesmos..veis impress"es isoladas (ou tra!os inconscientes delas) e essa retirada da li ido n)o ( um processo +ue possa ser reali#ado num momento. isto (. nas +uais o ódio e o amor se degladiam6 um procura separar a li ido do o -eto. ( ativada. desse destino. ent)o tam (m sua perda n)o ser. locali#a!)o dessas lutas isoladas só pode ser atri u/da ao sistema =cs&. a melancolia cont(m algo mais +ue o luto normal& 1a melancolia. a . nesse meio tempo.pida e %. travam$se in0meras lutas isoladas em torno do o -eto. contudo. uma con-ectura nos a-udar. o disp*ndio de energia necess.a apresenta!)o. em +ue ou entre +ue sistemas ps/+uicos o tra alho de melancolia se processa& ?ue parte dos processos mentais da doen!a ainda se veri%ica em cone3)o com as cate3ias o -etais inconscientes a andonadas. por sua morte& 1a melancolia. (da coisa) inconsciente do o -eto %oi a andonada pela li ido& 1a realidade.t( agora.lises. n)o o stante. e depois outra.cil decidir6 nas an.rios pontos ou se segue alguma esp(cie de se+D*ncia %i3a n)o ( %. as causas e3citantes da melancolia t*m uma amplitude muito maior do +ue as do luto. com a +uest)o de sa er se partilhar. contudo. +ue (. a+ui& 7ada uma das lem ran!as e situa!"es de e3pectativa +ue demonstram a liga!)o da li ido ao o -eto perdido se de%rontam com o veredicto da realidade segundo o +ual o o -eto n)o mais e3iste6 e o ego. e +ue parte em cone3)o com seu su stituto. e s)o tediosos em sua monotonia.%ico. a rela!)o com o o -eto n)o ( simples6 ela ( complicada pelo con%lito devido a uma am ival*ncia& 5sta ou ( constitucional. por certo. +uase n)o consideramos a melancolia do ponto de vista topogr. essa apresenta!)o ( composta de inumer. ( persuadido. con%rontado.+ui. ou prov(m precisamente da+uelas e3peri*ncias +ue envolveram a amea!a da perda do o -eto& :or esse motivo. por identi%ica!)o. torna$se %re+Dentemente evidente +ue primeiro uma lem ran!a. nos de%rontamos com uma incerte#a& . na ocasi)o em +ue tiver sido conclu/do. cada ve# de uma %onte inconsciente di%erente& Se o o -eto n)o possui uma t)o grande import8ncia para o ego import8ncia re%or!ada por mil elos . como no luto. +ual+uer ind/cio da condi!)o econ>mica necess. resposta r. sendo provavelmente apoiada pela mesma situa!)o econ>mica e servindo aos mesmos propósitos em am os& 7omo -. um elemento de toda rela!)o amorosa %ormada por esse ego particular. por assim di#er. vimos.

c>nscia de uma parte +ue n)o ( essencial. depreciando$o. se torna livre. re%ugiando$se no ego. de in/cio. +uer após a %0ria ter$se dissipado +uer após o o -eto ter sido a andonado como destitu/do de valor& 1)o podemos di#er +ual dessas duas possi ilidades ( a regular ou a mais usual para levar a melancolia a um %im.regi)o dos tra!os de memória de coisas (em contraste com as cate3ias da palavra)& 1o luto. o processo pode tornar$se consciente. matando$o& 9 poss/vel +ue o processo no =cs& chegue a um %im. +ue a melancolia su stitui pela luta pelo o -eto. portanto. revelando$nos a o serva!)o +ue. nesses casos ( a am ival*ncia +ue constitui a %or!a motora do con%lito. lo+ueado para o tra alho da melancolia& . declarando$o morto e o%erecendo ao ego o incentivo de continuar a viver. por assim di#er. por(m. nada mais resta +ue se assemelhe ao triun%o de um estado de mente man/aco& Somos levados assim a considerar o terceiro %ator como o 0nico respons. por %im. am ival*ncia e regress)o da li ido ao ego. om parar e adiar +ual+uer outra e3plica!)o da mania at( +ue tenhamos o tido . +ue ( superior ao o -eto& Mesmo +ue aceitemos esse conceito a respeito do tra alho da melancolia. permanece retirado da consci*ncia.vamos +ue a condi!)o econ>mica para o surgimento da mania. após a melancolia ter seguido o seu curso. terminado o tra alho da melancolia.rios outros campos& Mas e3iste um %ato diante do +ual essa e3pectativa tem +ue se render& 'as tr*s pr($condi!"es da melancolia perda do o -eto. at( +ue o resultado caracter/stico da melancolia se %i3e& =sso. ser. %ica vinculado e. por(m. e nem se+uer ( uma parte 2 +ual possamos atri uir o m(rito de ter contri u/do para o t(rmino da doen!a& Bemos +ue o ego se degrada e se en%urece contra si mesmo. ele ainda n)o proporciona uma e3plana!)o do 0nico ponto +ue nos interessa esclarecer& 5sper. do o -eto pela cate3ia li idinal amea!ada. denegrindo$o e mesmo. %a#endo com +ue a mania se-a poss/vel deve ser ligado 2 regress)o da li ido ao narcisismo& 4 con%lito dentro do ego.+ui.ssim. para recuar ao local do ego de onde tinha provindo& 'essa %orma. pois n)o ( di%/cil perce er uma analogia essencial entre o tra alho da melancolia e o do luto& 'o mesmo modo +ue o luto compele o ego a desistir do o -eto. tam (m. depois de terminado o con%lito. devido talve# a um certo n0mero de causas ou a uma com ina!)o delas. só +ue. est.pós essa regress)o da li ido. nem +ue in%lu*ncia esse t(rmino e3erce so re o %uturo curso do caso& 4 ego pode derivar da/ a satis%a!)o de sa er +ue ( o melhor dos dois. sendo representado 2 consci*ncia como um con%lito entre uma parte do ego e o agente cr/tico& 1o tra alho da melancolia. consiste no a andono. como sa emos. e nisso encontramos um apoio proveniente de analogias em v. am ival*ncia constitucional pertence por nature#a ao reprimido6 as e3peri*ncias traum.vel pelo resultado& 4 ac0mulo de cate3ia +ue. as duas primeiras tam (m se encontram nas auto$recrimina!"es o sessivas +ue surgem depois da ocorr*ncia de uma morte& =ndu itavelmente. tudo +ue tem a ver com essas lutas devidas 2 am ival*ncia. e compreendemos t)o pouco +uanto o paciente a +ue ( +ue isso pode levar e como pode modi%icar$se& 'e %orma mais imediata. mais uma ve#. deve atuar como uma %erida dolorosa +ue e3ige uma anticate3ia e3traordinariamente elevada& . o amor escapa 2 e3tin!)o& . os es%or!os para separar a li ido s)o envidados nesse mesmo sistema6 mas nele nada impede +ue esses processos sigam o caminho normal atrav(s do :cs& at( a consci*ncia& 5sse caminho. podemos atri uir tal %un!)o 2 parte inconsciente do tra alho. %osse encontrada na am ival*ncia +ue domina essa a%ec!)o. assim tam (m cada luta isolada da am ival*ncia distende a %i3a!)o da li ido ao o -eto. a consci*ncia est.ticas em rela!)o ao o -eto podem ter ativado outro material reprimido& .

depois da dor mental an.certa compreens)o interna (insight) da nature#a econ>mica. sa emos. primeiro da dor %/sica. a interdepend*ncia dos complicados pro lemas da mente nos %or!a a interromper +ual+uer indaga!)o antes +ue esta este-a conclu/da at( +ue o resultado de uma outra indaga!)o possa vir em sua a-uda& .loga a ela& 7on%orme -.