ABCDesign

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um caminho

a ser trilhado

O amadurecimento do mercado brasileiro e principalmente paranaense de design, despretenciosamente nos trouxe a idéia de criar uma revista que revelasse um pouco da história, das idéias, das tendências e até mesmo das divergências deste segmento. Além da maturidade, que aponta para a colheita de promissores frutos, temos agora um grande número de jovens que estudam design e fizeram dele uma opção profissional, um caminho a ser trilhado. Por isso mesmo, nesta primeira edição buscamos formar um mix representativo dos temas que gravitam em torno do design. Criar um canal de divulgação para aqueles que pensam e fazem o design em seu meio, mesmo que sejam pioneiros, assim como aqueles que lentamente abriram espaço arduamente para que hoje pudessemos estar aqui falando sobre design. Da discussão do papel do designer no mercado de trabalho à trajetória da revista Gráfica, a mais genial e revolucionária publicação brasileira deste segmento, que também deu ao design do Paraná um local de destaque no cenário nacional. Esta primeira edição nos revela que o leque de temas é amplo e que as discussões em torno do assunto prometem debates apaixonados e apaixonantes. Além de propiciar o debate, tão salutar para o amadurecimento de idéias e conceitos, esta publicação também se propõe a dar voz – e espaço – àqueles que fazem do design um projeto de vida no qual nunca podem faltar talento, beleza e uma boa dose de ousadia. O Editor

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gráfica. uma revista deEricson design Straub design, ideologia e tecnologia Robson Oliveira o processo criativo no design Ronaldo Duschenes/Flexiv

design de produto, gestual ouMarcelo digital? Castilho
o que é e como fazer um rendering. Accademia di Disegno

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rendering. passo a passo

bauhaus. a pedagogia da ação Antonio M. Fontoura

a importância da reciclagem do papel Ivens Fontoura

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OpusMúltipla Comunicações

casos e cases

design ou webdesign? João Mouzaco

a Vida, a Vida...

design do Brasil
Você é capaz de adivinhar porque a mais inteligente e sofisticada revista brasileira de design nasceu em Curitiba e conseguiu sobreviver a todas as tempestades do mercado? Como diria o especialista em marketing, Eloi Zanetti, isto só aconteceu porque “alguém quis”. Neste caso, “o alguém” atende pelo nome de Oswaldo Miranda, mais conhecido como Miran, o homem que fez nascer uma das mais geniais publicações brasileiras de todos os tempos.

e a Vida da mais imPorTaNTe reVisTa de

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ABCDesign

ABCDesign 5 .

Esta – exatamente esta . capaz de muitos saltos. já é um grande feito. revelando casos de sucesso e exemplos de genialidade pelo mundo afora. Curitiba vivia uma saudosa época de efervescência cultural. exemplos de algumas páginas premiadas do Jornal O Raposa Das conversas despretensiosas de personalidades como Paulo Leminski. poesia. espelhando tendências. a Gráfica viveu muitos ciclos para voltar sempre melhor. a revista transformou-se numa ponte aproximando mercados distantes. renovando paisagens. quando o custo para produzir qualquer material gráfico era inúmeras vezes mais alto do que hoje em dia.é a história da revista Gráfica. Nos bares da época. a Gráfica revelou-se com muitas vidas. Paulo Vítola e Ernani Buchmann. cultura. publicidade. se acumula em nuvens para depois precipitar-se novamente levando vida. Dissociar a revista Gráfica do nome Miran é praticamente impossível. é preciso retomar alguns antecedentes que foram fundamentais para sua idealização e realização. mais do que isso. numa época em que as publicações importadas eram raras e as dificuldades para conseguí-las também eras enormes. ela inaugurou uma nova fase para o design no Brasil. permanece a mesma. foi pioneira ao fazer o caminho inverso: trazer o melhor do design mundial para o brasileiros. Em pouco tempo.Se editar uma revista nos dias de hoje. Mas o mérito da revista Gráfica não se resume apenas à capacidade de transpor dificuldades financeiras e aos métodos de produção. imagine fazer isso cerca de 20 anos atrás. Porém. na essência. que vira vapor. sem nunca perder a elegância. Tal qual a chuva. mesmo com tantos recursos tecnológicos. Foi a primeira publicação a divulgar o design brasileiro para o mundo e. entre outros intelectuais da terri- 6 ABCDesign . datada de 1983. Tal qual um gato. discutia-se política. também. porque. futebol e design. Afinal. Acima e ao lado. ela nasceu de um ousado projeto individual do designer. antes de analisar a primeira edição da revista. quando não existiam meios digitais e. Em meados dos anos 70. Solda. Sérgio Mercer. arte. que via a necessidade de ter no Brasil uma revista de design com padrão internacional. Acima de tudo. entre um chope e outro. alterando cores e formas.

seria de extrema importância para o conteúdo da revista Gráfica. A publicação de “O Raposa” em anuários internacionais fez com o nome de Miran fosse reconhecido especialmente nos Estados Unidos. prosseguindo com sua trajetória de prêmios nacionais e internacionais. A Grafia Em 1981. o que. facilitando assim o contato com importantes ilustradores e designers gráficos do cenário internacional. Muitos dos mais de 250 prêmios internacionais recebidos por Miran foram obtidos com páginas de “O Raposa”. Desde a edição número 1. por motivos financeiros. Miran teve contato com Herb Lubalin.jornal destinado à tipografia .nha. em 1976. materializou-se um impresso em forma de jornal que continha poesias. a Gráfica previlegiou os bons trabalhos de calígrafos e tipógrafos. “O Raposa” passou a ser editado 7 ABCDesign . mais tarde. “O Raposa” foi editado pelo Diário do Paraná até 1978 que então. Percebendo a repercussão que o material tinha causado. opiniões. publicou no “Upper. A partir dali. surgiu um dos embriões fundamentais para o nascimento da Gráfica. naquele mesmo ano. Miran decidiu procurar uma forma mais abrangente para divulgar as idéias do grupo. assinado por Miran. em viagem aos Estados Unidos. Assim. textos culturais e de humor. mesmo sendo apenas fixado em bares e pontos culturais de Curitiba. Acima páginas da edição número 1. ficando a impressão e encarte a cargo do jornal.uma matéria com o portfólio de Abaixo trabalho de Miran publicado na edição de número 22 O Raposa Foi então que Miran propôs ao jornal Diário do Paraná (que atualmente não circula mais) que fosse encartada semanalmente uma página intitulada “O Raposa”. interrompeu sua circulação. que. Lower & Case” . tudo alinhavado por um refinado trabalho de design gráfico e ilustração. pela Fundação Cultural de Curitiba. A proposta foi aceita e. direção de arte e fotolitos seriam responsabilidade de Miran. a produção dos textos.

por sua vez. e contribuíram para o sucesso da revista. capaz de muitos saltos. despertaram o interesse de empreendedores interessados em alavancar negócios editorias no Brasil. Entre 1983 e 1987 foram publicados 17 números da Gráfica. Os designers norte-americanos e europeus enviaram materiais para a exposição. cartunistas. o que originalmente seria um catálogo primoroso transformou-se. inclusive para que todo o Brasil pudesse ter contato com os trabalhos dos designers do exterior. Ilustração publicada na revista Gráfica Tal qual um gato. ilustradores. na verdade. ele mesmo deveria empreendê-la. ilustradores. A nova fase Em 1987. Miran também fez importantes contatos com artistas gráficos por parte do “Type Directors Club”. resolvendo finalmente os problemas de periodicidade que. 8 ABCDesign Ilustração de Michael Schwab para poster. exigiam um catálogo de qualidade. Esse investidor garantiu o necessário fôlego financeiro para suprir os compromissos da revista. Apesar disso. o próprio Lubalin editou as revistas “Avant Garde” e “Fact”. A convicção do norte-americano vinha de uma constatação daquilo que costumava ocorrer no mercado: interessantes projetos gráficos concebidos por designers sofriam constantemente a interferência de clientes. a revista tornou-se conhecida e respeitada internacionalmente por causa da seleção e edição de importantes trabalhos de designers. houve ainda um quarto parceiro que tornou-se fundamental nessa fase. Por causa disso. a Gráfica revelou-se com muitas vidas. impossibilitavam os difíceis contratos de publicidade. Lubalin dizia que quando um designer criava a concepção gráfica de uma revista. Naquele mesmo ano. E. não havia uma periodicidade definida. sem nunca perder a elegância. algumas reportagens publicadas a respeito da revista. diretores de arte. Nesse período. Miran associou-se a Carlos Ferreira e Orestes Woestehoff. Então. exatamente por causa dos altos custos. maculando sua proposta original.designers. do qual tornarase membro ainda em 1978. em contrapartida. realizada em Curitiba em 1982. que tornaram-se responsáveis pelas áreas comercial e administrativa da editora. enfocando sua excelente qualidade bem como suas dificuldades financeiras. Além disso. fotógrafos e outros profissionais conhecidos e desconhecidos na época. Miran percebeu que as peças enviadas mereciam um melhor registro. diretore Miran. Porém. Esses contatos renderam uma exposição internacional de trabalhos especialmente tipográficos. O começo O contato de Miran com o designer norte-americano Herb Lubalin influenciou-o a desenvolver sua própria publicação da forma que ele imaginara. O ponto de partida da revista Gráfica foi a iniciativa individual de Miran que – com muita coragem e espírito empreendedor – bancou os custos de produção. no primeiro número da revista Gráfica. em 1983. ligados ao universo das artes gráficas do Brasil e do exterior. publicada na edição de número 31 da Gráfica . como forma de registro de seus trabalhos.

para o mundo do design foi estabelecer um intercâmbio de informações e valores estéticos entre o mercado brasileiro e o mercado internacional. uma das mais importantes contribuições da Gráfica Tal qual a chuva. O grande prestígio. 47/48. sempre mesclando harmoniosamente os novos talentos com os talentos já reconhecidos. que vira vapor. E. Naquele período. o prestígio da revista aumentou mais ainda no meio dos designers. 46. 50 e 51. mais páginas foram destinadas a cada artista participante. a nova parceria possibilitou que a revista fosse produzida na Gráfica Burti. Sem dúvida. que trabalho do designer gráfi- trouxe como destaque o co David Carson. dos com tiragens reduzidas. melhorando sensivelmente a qualidade de impressão e acabamento. toA única exceção daquele então os números 43/44. período – no que se refere à alta tiragem . apesar de apresentar-se com uma “cara” mais próxima da estética atual do design gráfico mundial. em Porto Alegre. a partir de 1995. arquitetos 9 . se acumula em nuvens para depois precipitar-se novamente levando vida. erguendo a Gráfica à condição de mais importante publicação nacional sobre o tema. A partir daquela data. Publicou 45. ABCDesign Ilustração de Bill Mayer publicada na edição de número 29 da Gráfica de arte. editada em 1999. quando ela passou a ser distribuída pela destacada editora suíça Rotovision. fotógrafos. Além disso. Porém. passou a ser impressa na Gráfica Palloti. a Gráfica conseguiu manter-se fiel à sua linha editorial original.Ilustração de Carter Goodrich publicada na edição de número 31 da Gráfica O processo de seleção e escolha dos trabalhos para publicação continuavam com o mesmo rigor. Miran voltou a editá-la sozinho. Naquele ano. a publicação voltou a enfrentar dificuldades financeiras.ficou por conta da edição de número 49. que alcançava dimensões internacionais. Os europeus tiveram o privilégio de poder adquirir a Gráfica no ano de 1990. Com a saída dos sócios. prejudicando fortemente o cumprimento da periodicidade estabelecida. até 1994. tornando mais consistente a visualização dos portfólios. fez com que novos talentos do design mundial passassem a enviar seus trabalhos para publicação. com a saída de um importante patrocinador. A revista foi impressa na Gráfica Burti até 1992.

ANO: 1984 CAPA: Robert Cunningham ARTISTAS PARTICIPANTES: Mazé Mendes (Brasil) Takenobu Igarashi (Japão) João Galhardo (Brasil) Caligrafia (Internacional) Strandel Baker (Estados Unidos) Herb Lubalin (Estados Unidos) Marcas Brasil (Brasil) Christof Gassner (Alemanha) Lisete Laguetto(Brasil) Ramon G. Grashow (Estados Unidos) Seymour Chwast (Alemanha) José Costa Leite (Uruguai) Bea Corrêa (Brasil) 2 ANO: 1983 CAPA: Rubem Grilo (BRA) ARTISTAS PARTICIPANTES: Gary Kelley (Estados Unidos) Chico Caruso (Brasil) Rubem Grillo (Brasil) Elvo Damo (Brasil) Peter Grundy (Inglaterra) Eugene Mihaesco (Bucareste) 3 A característica desta edição é a força dos trabalhos em preto e branco de diversos artistas brasileiros e estrangerios. Além de Zaragoza também são publicados trabalhos de Francesc Petit. espaço destinado a trabalhos destas áreas. Grande número de páginas é dedicada ao Type Directors Club. ANO: 1985 CAPA: Marshall Arisman ARTISTAS PARTICIPANTES: Marshall Arisman (Estados Unidos) Caligrafia (Internacional) Portfólio/ Brasil (Brasil) Victor Burton (Brasil) Manuel Peres (Brasil) Rico Lins (Brasil) Toninho (Brasil) Estúdio A3 (Brasil) Design/ Marcas parte I (Internacional) 9 ANO: 1985 CAPA: Chichoni ARTISTAS PARTICIPANTES: Design/ Marcas parte II ( Internacional) Miran (Brasil) 10 Na edição Nº10. Além disso traz também a seção Marcas Design parte 1. ANO: 1983 Set/ Out/ Nov CAPA: José Zaragoza ARTISAS PARTICIPANTES: José zaragoza (Brasil) Michael David Brown (Estados Unidos) Francesco Guitart (Espanha) Buarne Norking ( Brasil) Adeir Rampazzo (Brasil) Michael Manwaring(Estados Unidos) Caligrafia (Estados Unidos) Tim Girvin (Estados Unidos) Herb Lubalin/ Carnese (Estados Unidos) Eduardo Bacigalupo (Brasil) Francis Giacobetti (Estados Unidos) J. Ziraldo. criador e ilustrador da capa. com diversas marcas de designers internacionais e nacionais . além do trabalho do jovem americano Chris Coppeland. Trabalhos de designers brasileiros e estrangeiros são publicados nas seções Marcas Brasil e Marcas Italianas. ANO: 1984 CAPA: Kélio Rodrigues ARTISAS PARTICIPANTES: Luís Trimano (Brasil) Jonh Casado (Estados Unidos) Cláudio Paciullo (Brasil) Jeffrey Jones (Estados Unidos) Caligrafia (Estados Unidos) Ray Barber (Estados Unidos) Herb Lubalin (Estados Unidos) Jaca (Brasil) Montxo Algora (Espanha) 6 ANO:1984/1985 CAPA: Robert Giusti (EUA) ARTISAS PARTICIPANTES: Robert Giusti (Estados Unidos) Marcas Califórnia (Estados Unidos) Ricardo Vansteen (Brasil) Ucho Carvalho (Brasil) Ilustração P/B ( Internacional) Desenho (Internacional) Claudio Ferlauto (Brasil) Cristina Burger (Brasil) David Quay (Inglaterra) 7 ANO: 1985 CAPA: Chris Coppeland (USA) ARTISTAS PARTICIPANTES: Chris Coppeland (USA) Saul Bass (USA) Type Directors Club (USA) 8 ABCDesign Dedica parte da edição às ilustrações de Luís Trimano e Jeffrey Jones e John Casado. Duran (Brasil) Herbert Wenn (Alemanha) CR Stúdio (Estados Unidos) Jack Ronc (Brasil) Helga Miethke (Alemanha) Trabalhos de artistas gráficos de peso foram publicados desde o primeiro número. Jaca. R. Coredano. Também é mantida a seção de marcas nacionais e internacionais. Ricardo Van Steen. R. Esta edição tem um espaço dedicado aos trabalhos dos designers brasileiros Manuel Peres. a edição traz a seção Marcas da Califórnia. Completa a edição com a primeira publicação do portfólio de Saul Bass. Rico Lins. O TDC 1984 foi uma exposição trazida ao Brasil com patrocínio da JWT/Brasil e exposta no MASP. Tarebobu Igarashi. Duran. Fernando Medina. Também publica a seção Caligrafia que dentre outros tem trabalho de Herb Lubalin. Imagem da capa. A edição também marca o gosto pela publicação de trabalhos tipográficos na seção Caligrafia e Tipografia. Victor Burton e Miran. Zaragoza (o Z da DPZ) inaugura com suas ilustrações uma das características da revista. Tim Clark. alguns dentro da Seção Caligrafia e Tipografia. Traz os trabalhos de Gary Kelley. Claudio Ferlauto e também a seção com o Calígrafo David Quay. também em preto e branco. Burke. J. Herb Lubalin e Carnase. Chico Caruso e Rubem Grillo também dando destaque para seção Arte Anual. Cristina Burger. seção com portfólios dos designers brasileiros Ucho Carvalho. A edição continua a publicação do suplemento Caligrafia com trabalhos de Herb lubalin e Ray Barber. Trabalhos de artistas como Hiroshi Suzuki. a publicação de portfólios de ilustradores. Michael Mancogian além de muitos outros são publicados nesta edição. chamando a atenção para o japonês. Herb Lubalin. A3. a Grafia 3. A edição traz o trabalho de vários artistas nacionais e internacionais. ano de publicação. Miran publica pela primeira vez uma seção inteira com seu portfólio. Teja(Estados Unidos) Jaguar(Brasil) 4 Dedica parte da revista a um importante evento da história do Design Gráfico do Paraná. ao qual dedica a maior parte da revista.A Trajetória da Gráfica Você poderá acompanhar nestas e nas páginas seguintes alguns detalhes de cada exemplar publicado da revista Gráfica. artistas participantes de cada edição e uma breve análise de cada exemplar. 10 Além das ilustrações em P/B de diversos artistas. ANO: 1984 CAPA: Robert Cunningham ARTISTAS PARTICIPANTES: Robert Cunningham (Estados Unidos) Jesus Emío Franco (Venezuela) Cláudio Morato (Brasil) Helmut Brade (Alemanha) Marcas Brasil (Brasil) Caligrafia (Internacional) Tony Foster (Inglaterra) Herb Lubalin (Inglaterra) Marcas Italianas (Itália) Canção Quatro (Brasil) Luis Solda (Brasil) Blow up (Brasil) 5 Grande parte da revista é dedicada ao portfólio de Robert Cunningham. Guitart. Ainda é publicada nesta edição a seção de marcas criadas por designers brasileiros. 1 ANO: 1983 CAPA: Gary Kelley ARTISAS PARTICIPANTES: Hector Tortolano (Brasil) Jim Lienhart (Estados Unidos) Fernando Medina (Espanha) Rodolfo Vani (Brasil) Michael Mancogian (Estados Unidos) Herb Lubalin ( Estados Unidos ) Thiago de Mello (Brasil) Jack Escaloni (Brasil) Antonio Frasconi (Brasil) J. Uma curiosidade é que a capa desta edição foi pela primeira e única vez feita por um estudante. exposição com mais de 1950 peças inscritas de todo o mundo. Toninho Gonçalves.

ilustradores. Dedica grande parte da revista para a seção Marcas com vários trabalhos desenvolvidos por Miran. além da seção Globe Graphic que traz o trabalho de Mark Penberthy. mas também valoriza a seção de marcas e o trabalho de Gonzalo Cárcamo. abrangendo os trabalhos de artistas com ilustraçôes comercias. D. desenhos de humor inéditos. Além disso traz as ilustrações de Sandra Filipucci. possibiltando um melhor padrão de acabamento para a Gráfica. ANO: junho/1988 CAPA: João Machado ARTISTAS PARTICIPANTES: João Machado (Portugal) Vasco de Castro (Portugal) Manuel Peres ( Portugal) António Antunes (Internacional) Caricatura/Design (Portugal) Foto/ Ilustração (Portugal) Quadrinhos 20/21 ANO: 1988 CAPA: Melanie Parks ARTISTAS PARTICIPANTES: Felipe Taborda (Brasil) Ricardo Pousselot (ESP) Daniel Pelavin (USA) 4 Imigrantes (Internaciona) Tree (Internaciona) Thales Pereira (Brasil) DPZ Campanhas (Brasil) 22 Esta edição é totalmente dedicada aos trabalhos de importantes designers. Também dedica grande parte às ilustrações de Ferénc Pinter. a seção Marcas Brasil e os trabalhos de Miran. (França) Márcia “Z” Braga (Brasil) Cambé Cláudio ( Brasil) Leon Kaplan (Brasil) Álvaro Barata (Brasil) Globe Graphic (Internacional) McCann Erickson (Brasil) 23 ANO: 1989 CAPA: M. Também traz o trabalho tipográfico de Tim Girvin e o portfólio do estúdio argentino Escena que trabalha com projetos visuais e de produto. A edição destaca o portfólio do designer Felipe Taborda. do ilustrador Daniel Pelavin. A edição tem grande parte dedicada ao trabalho de Carlos Clémen. Frances Jetter. mostrar seu portfólios contendo peças gráficas e de televisão. ilustradoras e designers femininas. 11 . diretores de arte e fotógrafos portugueses. além de grande miscelânea com inúmeras outras. ANO: 1988 CAPA: Caulos ARTISTAS PARTICIPANTES: Zacharon Christopher (Polônia) Dads Jerry (Estados Unidos) Caulos (Brasil) Mediavilla C. portfólios de Rogério Dias (Brasil) Don Weller (USA) 11/12 Capa interna 13/14 Número duplo especial em Preto&Branco. A edição publica também ilustrações de Milton Glaser um dos mais importantes designers do mundo. Category Typography 24 ABCDesign A edição número 23 abre espaço para uma agência de propaganda. A seção The Globe Graphic mostra designers locais como o paranaense Àlvaro Gusso. A edição publica também um story-board completo do filme de ficção “Quest” de Saul Bass. Esta edição da Gráfica é dedicada exclusivamente ao portfólio do designer americano Saul Bass. grafismo. A edição traz o portfólio das artistas Lisa Beek e Marina Dias. além de dois portfólios de Rogério Dias (Brasil) e Don Weller. do calígrafo espanhol Ricardo Rousselot. Nesta edição destaca-se o portfólio do artista gráfico Francesc Petit. fotógrafas. Parks (Estados Unidos) Category Fotography Category Design & A. quadrinhos. O material apresentado na revista foi motivo de exposição itinerante no Brasil.ANO: 1985/86 CAPA: Miran Ilustração/Pojucan ARTISTAS PARTICIPANTES: Diversos Artistas participando das diversas categorias em trabalhos P/B. a McCann Erickson. desta vez predominando a ilustração. Eliane Stephan e Melanie Parks. Mostra os portfólios de Bea Feitler. do designer Thales Pereira. ANO: 1989 CAPA: Miran/Carlos Coutinho ARTISTAS PARTICIPANTES: Vilma Slomp (Brasil) Lisa Beek (Alemanha) Mariza Dias (Brasil) Design & direção de Arte (Brasil) Helga Miethke (Brasil) Cristina Ganen (Brasil) Marina Willer ( Brasil) Beatriz Faria Santos (Brasil) Jacqueline Leutwiller (Brasil) Cristina Burger (Brasil) 25 ANO: 1989 CAPA: Rob Day ARTISTAS PARTICIPANTES: Rob Day (Estados Unidos) Tim Girvin(Estados Unidos) Tom Cyrry (Estados Unidos) Davis Shannon (Estados Unidos) Escena (Argentina) The Globe (Internacional) Marshall Arisman 26 ANO: 1989/90 CAPA: Cárcamo ARTISTAS PARTICIPANTES: Gonzalo Cárcamo (Chile/Brasil) Marcas Califória (Estados Unidos) Carlos Clémen (Argentina/Brasil) Mark Penberthy (Estados Unidos) Globe Graphic (Internacional) 27 Segunda edição da gráfica destinada somente ao trabalho das designers. A edição é dedicada com partes relativamente iguais a todos os artistas. Dedica a maior parte à seção Design e Direção de Arte. além do portfólio da agência DPZ. trazendo trabalhos de designers e diretores de arte do Brasil. A NOVA FASE ANO: 1987 CAPA: Marshall Arisman ARTISTAS PARTICIPANTES: Ubirajara Menezes (Brasil) Nego Miranda (Brasil) Marcas e Logos (Internacional) Joseph Ciardiello ( Estados Unidos) Milton Glaser ( Estados Unidos ) 17 ANO: 1988 CAPA: John Alcorn ARTISTAS PARTICIPANTES: Ferenc Pinter (Itália) Bernardoni Lair Leoni (Brasil) Antonio Nássara (Brasil) Marcas 18 ANO: 1988 CAPA: Sandra Filipucci ARTISTAS PARTICIPANTES: Sandra Filipucci (Estados Unidos) Cavalcante & Lula (Brasil) Mark Summers (Canadá) Francesc Petit (Brasil) Brian Grimiwood (Inglaterra) 19 Dedica partes iguais aos portfólios dos artistas convidados. Zacharow ARTISTAS PARTICIPANTES: Bea Feitler (Brasil) Frances Jetter (Estados Unidos) Eliane Stephan (Brasil) Melanie M. ANO: 1986 CAPA: Carlos Nine ARTISTAS PARTICIPANTES: Carlos Nine Andrés Cacioli Alberto Breccia Henrique Breccia Jorge Sazol Design e Ronald Shakespear 13/14 ANO: 1986 CAPA: Saul Bass/Miran ARTISTAS PARTICIPANTES: Saul Bass 15/16 Capa interna 15/16 Esta edição da Gráfica é dedicada totalmente aos trabalhos de importantes e talentosos ilustradores e designers argentinos. diretoras de arte e ilustradoras. Uma das características desta fase da revista é a mudança de produtor. Esta edição traz a primeira publicação especial dedicada exclusivamente ao trabalho de diretoras de arte. já que agrega três excelentes ilustradores. Cavalcante & Lula e Brian Grimwood. fotógrafas. com destque para o portfólio do designer Joâo Machado. Também traz as seções 4 Imigrantes e Tree.

ANO:1994 CAPA: Fred Otnes ARTISTAS PARTICIPANTES: Fred Otnes (Estados Unidos) Silvia Ribeiro (Brasil) Design Interface (Brasil) Product Design Igarashi (Japão) Exhibit (Internacional) Typography (Internacional) Typographycka Eiko (Japão) 41 ANO:1994 CAPA: Louis Faurer ARTISTAS PARTICIPANTES: Appearances (Estados Unidos) Torreni Peret (Espanha) Wieslan Rosocha (Polônia) Hans Hillman (Alemanha) Tipographicka (Internacional) 42 Esta edição dedica grande parte aos fabulosos trabalhos de Fred Otnes e do designer japonês Takenobu Igarashi. Boa parte da edição é dedicada as ilustrações de Brad Holland. ANO: 1992 CAPA: Jean. Carlos Alonso e Guilherme Zamoner do Brasil. Grande parte da edição é dedicada ao trabalho do importante ilustrador norteamericano Seymour Schwast. A edição também dedica grande parte ao trabalho do designer David Brier. Steadman Ralph e a seção Identidade. Edição especial totalmente em P/B. Além disso a edição traz também o trabalho dos ilustradores Kent Williams. A edição traz ainda os portfólios dos ilustradores Wieslan Rosocha. Também traz os portfólios de Takao Matsuda. Além disso a edição também traz os trabalhos da designer Silvia Ribeiro e as seções tipografia World e Exhibit Design. O designer Bruno Monguzzi é a grande atração desta edição. Ainda abre espaço para a seção Design Made in California com marcas e peças gráficas. ANO: 1991 CAPA: Klaus Mitteldorf ARTISTAS PARTICIPANTES: Klaus Mitteldorf (Brasil) Jay Vigon (Estados Unidos) Carlos Alonso (Argentina) Michael Doret (Estados Unidos) Guilherme Zamoner (Brasil) 33 ANO: 1992 CAPA: Daniel Zakroczemski ARTISTAS PARTICIPANTES: Makoto Saito ( Japão ) Daniel Zakroczemski ( Estados Unidos) Print Magazine Mario Botta ( Suiça ) 34 ANO: 1992 CAPA: Kazumi Kurigami ARTISTAS PARTICIPANTES: Takao Matsuda ( Japão ) Type in Japan Vittorio Torchetti ( Brasil ) Saggese Antônio ( Brasil ) Miran ( Brasil ) 35 A edição 33 traz com destaque o trabalho do fotógrafo brasileiro Klaus Mitteldorf. Joey Duffy. Casas (Brasil) Miran( Brasil) 36 ANO: 1993 CAPA: Kent Williams (Estados Unidos) ARTISTAS PARTICIPANTES: Kent Williams (Estados Unidos) Carrieri (Brasil) Neville Brody (Inglaterra) Steadman Ralph (Inglaterra) Identidade (Internacional) 37 A edição traz várias capas do designer Tommy Steele. Pappalardo. A edição traz também embalagens e marcas desenvolvidas por designers do Brasil e anúncios desenvolvidos por agências de propaganda brasileiras. . além de ilustrações de Jonh Howard e Marzena Kawalerowicz. Além disso a edição também traz as seções Print Magazine e Marcas americanas. A grande atração desta edição é a publicação dos trabalhos de um dos mais importantes designers norteamericanos. Sem dúvida a grande atenção para esta edição é o portfólio da designer norteamericana Louise Filli. Publica também os portfólios dos Ilustradores Vicente Martins e Paul Rogers e também de Miran. Também são publicados os portfólios de Michael Doret. mas a grande novidade fica por conta da publicação de um maravilhoso portfólio do arquiteto suiço Mario Botta. A grande atenção desta edição é para a publicação do portfólio do britãnico Neville Brody. que mostra a força de seu trabalho nas diversas áreas do design gráfico. porém grande parte da revista é dedicada à seção de Posters Internacionais e Marcas.Paul Goude (França) ARTISTAS PARTICIPANTES: Tommy Steele (Estados Unidos) Vicente Martin (Uruguai) Design in California (Estados Unidos) Paul Rogers (Estados Unidos) Arthur M. Jay Vigon. e Tom Foty. Este número traz os portfólios de Makoto Saito e de Daniel Zakrozcemski. do designer de produto brasileiro Vittorio Torchetti e do fotógrafo Saggese Antônio. Além disso a edição também traz o trabalho do argentino Claudio Alvarez. Rogélis do Brasil e Nigel Buchanan da Austrália. Além dele também o trabalho de George Stavinos e as seções Marcas do Mundo e Architecture que traz vários desenhos de Arquitetura completam a revista. Grande parte destinada às ilustrações do americano Bill Mayer. também traz o portfólio do fotógrafo brasileiro A. A edição traz a Seção Appearances com trabalhos de diversos fotógrafos de revista de moda. Mas a edição não fica só nisso. Além disso são publicados trabalhos de designers japoneses. traz também o belo portfólio de Bob Wolfenson. ANO: 1990 CAPA: Michael Schwab ARTISTAS PARTICIPANTES: Carter Goodrich ( Estados Unidos ) Arnaldo Pappalardo ( Brasil ) American Marks ( Int) Michael Schwab ( Estados Unidos ) Rogélis ( Brasil ) Globe Graphics ( Int ) Nigel Buchanan ( Austrália ) 31 ANO: 1991 CAPA: Laura Smith ARTISTAS PARTICIPANTES: Laura Smith (Estados Unidos) Seymour Schwast ((Estados Unidos) Type (Japão) David Brier (Estados Unidos) Plauto (Brasil) 32 O número 31 da Gráfica traz os portfólios dos ilustradores Michael Schwab e Carter Goodrich.ANO:1990 CAPA: Pojucan ARTISTAS PARTICIPANTES: Pouucan (Brasil) Duffi Design (Estados Unidos) Greg Spalenk (Estados Unidos) Al Hirschfeld (Estados Unidos) Ignácio Iturria (Uruguai) Globe Graphics 28 ANO: 1990 CAPA: Bill Mayer ARTISTAS PARTICIPANTES: Bill Mayer (Estados Unidos) John Howard (Inglaterra) Design Brasil (Brasil) Globe grafic (Internacional) Marzena Kawalerowic (Polônia) 29 ANO:1990 CAPA: Brad holland ARTISTAS PARTICIPANTES: Brad Holland (Estados Unidos) Bob Wolfenson(Brasil) Design (Internacional) Globe Graphic (Internacioanal) Tom Foty (Estados Unidos) 30 Dedica parte da edição aos trabalhos de Pojucan . O destaque para este número é o portfólio de Miran. um dos mais importantes designers gráficos do mundo. Nesta edição também são publicadas as seções Globe Graphic e Marcas Design internacional com trabalhos de design de diversos artistas. Hans Hillman e os trabalhos de escultura e de design gráfico de Torreni Peret. além do também fantástico trabalho do ilustrador Saul Steinberg. ANO: 1993 CAPA: Eric Dinyer ARTISTAS PARTICIPANTES: Eric Dinyer (Estados Unidos) Posters (Internacional) Design World (Internacional) Claudio Avarez (Argentina) 38 12 ABCDesign ANO: 1993 CAPA: Allain le Foll ARTISTAS PARTICIPANTES: Allain le Foll (França) Louise Lilli (Estados Unidos) Saul Steinberg (Romênia) Iury Bueno (Brasil) Design (Brasil) 39 ANO:1994 CAPA: Bruno Monguzzi ARTISTAS PARTICIPANTES: Bruno Monguzzi (Suiça) Ricardo Elkind (Brasil) George Stavrinos (Estados Unidos) Design Architecture 40 Esta edição traz o trabalho do ilustrador Eric Dinyer. publica também as fantásticas ilustrações em litografia do francês Allain le Foll. além da seção Type in Japan com vários trabalhos de tipografia do Japão.

Luis Gê. 47 ANO: 1997/1998 CAPA: Edouard Cazaux/1925 Foto: Richard Ball Gráfica-Art Decó Parte 2 Continuação da edição 47 com trabalhos em de art decó em livros. do fotógrafo Carlos Teixeira e a Seção Áurea. Binder. possível graças à parceria da Gráfica com a gigantesca Editora Escala. Luís Trimano. Donato Bramante. Gráfica-Art Decó Parte 1 Edição com trabalhos de artes gráficas do período das décadas de 1920 e 1930. franceses e diversos nos Estados Unidos. Zélio. xerox. A novidade é que nesta edição são utilizadas várias técnicas de impressão. Lucian Bernard. 13 . A edição finaliza com artigo do prof.ANO: 1995 CAPA: Frank Lloyd Wright ARTISTAS PARTICIPANTES: 43/44 Capa interna da edição Nº 43/44. Gustav Jensen. design de objetos em geral. Claudius. calendários e design de produto. além de miscelâneas de David Carson e Phillippe Starck. Chicago e Miami. Theo Dimson e Carlos Nine. Peret e fotógrafos diversos. impressões heliográficas e digitais. bookbinding. editado entre os anos de 1987 e 1988 no mesmo formato da Revista Gráfica ABCDesign Edição especial em preto e branco. Sir matthew Digby Wyatt. Além disso outra novidade é a publicação de trabalhos de formando em design da PUC/PR. Leonardo da Vinci. Edição especial dedicada totalmente ao trabalho do designer japonês Takenobu Igarashi. Agah. ilustrações. ilustração de Ken Kato ANO: 2001/2002 CAPA: Bill Mayer ARTISTAS PARTICIPANTES: Bill Mayer ( Estados Unidos) Theo Dimson ( Canadá ) Carlos Nine ( Argentina ) David Carson ( Estados Unidos) Phillip Starck ( França ) Tipografia Formandos do Curso de Design da PUC/PR 52 Portfólio de Oswaldo Miranda / Miran Miran 20 anos de design Gráfico. sendo que 70% ao trabalho de Frank Lloyd Wright. Robert Adam. Andre François. 48 ANO: 1999/2002 CAPA: Eugène Mihaesco /Matt Mahurim/ David Carson ARTISTAS PARTICIPANTES: Laura Smith (Estados Unidos) Seymour Schwast ((Estados Unidos) Type (Japão) David Brier (Estados Unidos) Plauto (Brasil) 49 Capa interna da edição Nº 49 Após alguns números com baixa tiragem. Charles Loupot Cassandre ( França ). Nurnberg School. Seneca. A revista traz o trabalho de David Carson. off-set. Paula Scher. A edição traz também uma mostra de caricaturistas e ilustradores brasileiros. Dedicada totalmente aos trabalhos de arquitetos. William Welsh. sendo que são publicados inúmeros trabalhos de design de produto. Sepo. Alfred Waterhouse. ANO: 2000 CAPA: André François ARTISTAS PARTICIPANTES: André François Peret Ciardiello Fotógrafos do Brasil Desenhos a bico de pena de arquitetos Selos comemorativos 50 Edição mista com portfólios de Ciardello. Joaquim da Fonseca “ Caricaturas” . Carin Goldenberg. Como presente ela traz os trabalhos de Bill Mayer. Paul Colin ( França). Laerte 51 Capa interna da edição Nº 51 . 45 ANO: 1995/1996 CAPA: Miran/Foto: Cassina/Itália ARTISTAS PARTICIPANTES: Charles Rennie Mackintosh Cassina 46 Capa interna da edição Nº 46 Edição especial com 180 páginas dedicada ao trabalho de Charles Rennie Mackintosh. a Gráfica 49 volta a ser produziha em grande quantidade. especialmente em Nova York. Eugène Mihaesco. Esta edição marca o reinício da periodicidade da Gráfica. desenho de Frank Lloyd Wright ANO: 1995 CAPA: Takenobu Igarashi ARTISTAS PARTICIPANTES: Takenobu Igarashi (Japão) Frank Lloyd Wright . Um artigo de 20 páginas é dedicado a “Cassina” Arredamenti/Itália-série “Cassina I Maestri”. Edição especial com mais de 300 páginas e baixissíma tiragem. ANO: 2000/2001 CAPA: Ken Cato ARTISTAS PARTICIPANTES: Ken Cato ( Austrália) Caricaturistas e Ilustradores brasileiros Cássio Loredano ( Brasil). logos. As grandes novidades são o número de páginas e o custo mais acessível. Otto Wagner. Jaguar. mini esculturas e fachadas de edifícios argentinos. Karl Friedrich Schinkel. design editorial. Irmãos Caruso. M. ÉtienneLouis Boullé. serigrafia. Mercier. sendo que grande parte da edição é dedicada ao trabalho do designer australiano Ken Kato e sua produção de marcas. F. Mauzan. Ziraldo. Caulos. Antonio Sant’elia e Hugh Ferris além de outros. Violet-le Duc. ANO: 1996/1997 CAPA: Eduardo Benito ARTISTAS PARTICIPANTES: Jean Carlu ( França). Buonarroti. H. Além disso traz também a história dos selos comemorativos entre 1910 e 1920 e desenhos a bico de pena por arquitetos. Lousie Filli. gráfico e esculturas. Contém diversos posters e insertado um caderninho especial com capas de Benito para a Vogue de 1921 a 1934. com portfolios de ilustradores argentinos.

Gottschall (MIT Press/USA ). que documentou 14 ABCDesign . Itália.5”. Espanha. “Magazines Inside & Out” de Steven Heller e Tereza Fernandes ( PBC Publisher/USA) e “Typographic Communication Today” de Edward M. Inglaterra. foi fundamental para conseguir atrair e reunir designers. vinculada exclusivamente ao altíssimo padrão de qualidade que permeia a publicação da primeira à última página. Uruguai. O passado. publica na edição 34 da Gráfica Os grandes profissionais nas páginas da Gráfica Passados 18 anos da publicação do primeiro número da Gráfica. Estados Unidos. “Gráfica Design Portugal”. Vol. Portugal. No livro “Gráfica – Arte e Indústria no Brasil”. a importância da Gráfica está registrada na recente publicação da Trabalho de Design de mobiliário desenvolvido pelo arquiteto suiço Mario Botta. A preservação do projeto e dos ideais da Gráfica ficam ainda mais evidentes quando se tem a chance de folhear as primeiras edições e compará-las às mais recentes. “A Revista no Brasil”. revelando uma capacidade rara de evoluir sem perder a identidade. Austrália e Argentina esbanjaram charme e sofisticação nas páginas da Gráfica. Editora Abril.Portfólio do ilustrador brasileiro Jack Ronc. muita coisa mudou no universo do design gráfico. o presente e as tendências de futuro do design são acompanhados de perto. O papel fundamental desempenhado pela revista curitibana no cenário nacional e mundial do design também fica claro em função do espaço conquistado por ela em importantes publicações internacionais como “World Graphic Design Now/ Editorial. “Gráfica Women/ Design vols. Japão. mantendo a fidelidade e a coerência de sua proposta. França. Tudo isso. envolto num trabalho que transborda talento e elegância. Revolucionárias tecnologias digitais alteraram completamente os processos de criação e utilização de imagens. na qual é reconhecida como uma das mais marcantes publicações no mercado editorial brasileiro. “Gráfica Charles Rennie Mackintosh” e “Gráfica Masterpieces of Architetural Drawing”. No Brasil. diretores de arte e fotógrafos de diversos países. As importantes conexões internacionais de Miran e seu incomparável faro para identificar talentos pelo mundo afora foram decisivos para a concepção e o lançamento de edições duplas especiais como “Gráfica Design/Argentina”. a Gráfica nunca se deixou levar por modismos. editado no Japão. ilustradores. Apesar das enormes e constantes inovações. Exatamente por isso foi – e ainda é – uma das poucas publicações voltadas para o design a valorizar trabalhos de ilustradores. apesar de seu caráter independente.1 e 2”. inovar sem abrir mão dos princípios fundamentais. “Gráfica Iustração em P&B”. “Gráfica Saul Bass”. Alemanha. Suíça. publicado na edição número 1 da revista Gráfica Expoentes do Canadá. Polônia.

Trimano. David Shannon. Rosocha Wieslaw. Ralph Steadman. Takao Matsuba. Inicialmente estão programados os relançamentos da Série Marcas Fortes 1 e 2. Jeffrey Jones. Eliane Stephan. Especialista em História da Arte. Cláudio Ferlauto. E. mas também agilidade e periodicidade garantidas. algumas edições anteriormente publicadas com tiragens reduzidas serão relançadas pela editora Opera Graphica e Comix Bookshop. Qu4tro Arquitetos (Estúdio). É claro – todos sabemos e o mercado reconhece – que ainda há muita coisa a melhorar. Helga Miethke. Gonzalo Cárcamo. Nigel Buchanan. Marzena Kawalerowicz. por saber disso. Ricardo Van Steen. Mario Botta. mesmo num contexto negativo de desigualdades sociais e econômicas. Arthur Casas. 46. poderá ser contata a Editora Escala ( São Paulo ) pelo Fone: 11 3966-3166. Francesco Petit. Mark Summers.Daniel Pelavin. Hermenegildo Sábat. Bill Mayer. Sem medo de errar – ou exagerar – pode-se dizer que a Gráfica guarda em si mesma a essência do próprio design. Cavalcante. Michael Manvaring. as datas de relançamento destes produtos serão divulgadas previamente. Seymour Chwast. Bruno Monguzzi. Ignáccio de Iturria. Ucho Carvalho. Ubirajara Menezes. Takenobu Igarashi. que tanto perturbam e atrasam todos os segmentos culturais e profissionais do país. que investiu em estrutura física e equipamentos de última geração. Al Hirschfeld dentre outros que não foram citados. Mauro Peres. The Duffy Design Group. Sérgio Liuzzi. Cober. Peret. Cláudio Morato. Robert M. Outra boa notícia. Michael Schwab . Silvia Ribeiro. Montxo Algora. o design conseguiu alcançar seu espaço porque contou com a dedicação e o talento de inúmeros profissionais e de associações de classe. Greg Spalenka e Carter Goodrich. Thales Pereira. Brad Holland. a Gráfica foi e continua sendo o principal meio de divulgação do design nacional. David Quay. em breve. Escena Diseño. Makoto Saito. John Casado. possibilitando não apenas qualidade. Duran. além de artigos de designers brasileiros e do exterior sobre embalagem. Para adquirir sua Gráfica 52 A partir de dezembro de 2001. Joe Ciardiello. Eric Dinyer. associadas à sempre trepidante e movediça condição da economia brasileira .Alguns dos artistas brasileiros que desfilaram pela Gráfica José Zaragoza. Miran conseguiu fazê-la sobreviver aliando um talento primoroso a um espírito de luta raramente visto no mercado editorial brasileiro. 47. Caulos. Mark Penberthy. os 180 anos de história deste setor da indústria (um projeto editorial de Margarida Cintra Godinho e Sylvia Monteiro para a Bandeirantes S/A Gráfica e Editora). 45. Jay Vigon. Joe Ciardiello. Professor do Curso de Design da Universidade Tuiuti do Paraná. Dentro deste panorama. Luís Scafati. Saul Steinberg. de Carlos Mann. Paul Rogers. Christopher Zacharow. Solda. E. parceiro da Gráfica nesta nova empreitada. Bob Wolfenson. Louise Fili. Felipe Taborda. Adeir Rampazzo. como agenda/notebook. A Gráfica número 52 traz o trabalho do importante caricaturista e ilustrador argentino Nine (que trabalha também para os mercados norte-americano e europeu). Cristina Burger. a revista Gráfica é registrada como uma publicação revolucionária e criativa em seu segmento. Rico Lins. Sandra Filippucci. Kélio Rodrigues. Lula & P. A síntese deste verdadeiro movimento de resistência é representada pelo trabalho de Miran que . e as edições 43/44. Vivienne Flesher. David Brier. Crist.apesar das dores e pesares infligidos pelo mercado editorial. DPZ. Arnaldo Pappalardo dentre outros que não foram citados. Renato Renner. Parks. sem medo.R. John Howard. Hoje já se pode afirmar. Kent Williams. Hans Hillman. Fred Otnes. Melanie M. Cunningham. Nas próximas edições da Gráfica. Mais do que um gesto de esperança e uma prova inegável de garra e profissionalismo. Perseverar é preciso O terceiro milênio trouxe boas constatações para as artes gráficas no Brasil. Brian Grimwood. Neville Brody e David Carson. Laura Smith. Chico e Paulo Caruso. Saul Bass. arte. OZ (Ronald Kapaz/ André Poppovic/Giovanni Vannuchhi). Gary Kelley. Alan E. Michael Doret. a edição de número 52 reafirma a posição desta revista como um marco das artes gráficas. marcas e fotografia editorial. Ferénc Pinter. Rob Day. a Gráfica passa a contar com o patrocínio da Editora Escala. Marshall Arisman. Rogério Martins. Mestrando em Engenharia da produção/UFSC. Michael David Brown. Jaca. a Opera Graphica e Comix Bookshop ( São Paulo ) pelo Fone: 11 883-2142 Ericson Straub Designer. para aqueles que sempre acompanharam a revista Gráfica. Interface Design.conseguiu man- O número 52 e o futuro A partir da edição 52. André François. Tommy Steele. Helmut Brade. Tom Curry. Robert Giusti. Tom Foty. ter sua revista viva e pujante de idéias. J. Alain Le Fool. Klaus Mitteldorf. Pojucan. Rodolfo Vanni. elegância e ousadia. o designer canadense Theo Dimson e o norte-americano Bill Mayer (que apresenta um artigo sobre tipografia) . Tom Girvin. que o design brasileiro atingiu sua maturidade profissional. Alguns dos artistas internacionais que desfilaram pela Gráfica Milton Glaser. Mariza Dias. resumindo sua história em tempos modernos. McCann Erickson.48 e 50 em forma de revista objeto para uso. Jaguar. Caulos. 15 ABCDesign . Fernando Medina. Jerry Dadds. Carlos Clémen. Eugéne Mihaesco. é que. Rubens Grilo. Daniel Zakroczemski. que é um misto de talento.

Primeiro pelo caráter ideológico de sua ação. mais do que isso. “Peter” estava socializando uma informação que. criou a própria comunicação visual. pudes- AC BD Ce Ds e isgi n gn AB 16 16 sem usá-lo para tornar mais fácil a vida de todos. que temos o ofício de criar formas bi ou tridimensionais a partir de nossa imaginação. A todo momento que alguém apontava o bicho. tornando-se um elemento vital para algumas decisões. algumas importantes lições. ou melhor. . o famoso “Peter Kantropo”. até aquele momento. Estava criado. então. Daquela forma.ideologia e pré-história tecnologia Robson Oliveira O primeiro ícone rabiscado em uma pré-histórica caverna criou a possibilidade da comunicação visual. O ato do nosso pré-histórico designer. O animal rabiscado significava a comida. Ao desenhar para outros. ele havia criado a possibilidade de que seus pares pudessem participar de seu conhecimento e. Aquele simples rabisco modificou para sempre a sorte dos nossos ancestrais. era só dele. ou era hora do almoço ou era hora da caça. o primeiro menu ilustrado de que se tem notícia. dá a todos nós.

em 90. ele teve de analisar a forma observada. logo depois de saber do bombardeio aéreo da cidade de Guernica . pois trazemos o novo em nossos corações”’. existe hoje uma enorme preocupação em agradar o mercado. tenha derrubado consigo muito do inconformismo e ousadia latentes em muitas penas e pincéis. ousadia. precisa de talento. Talvez a queda do muro de Berlim. para outros. Mas o que quero observar. pois para chegar ao produto final. a essência do design e a forma como devemos entendê-lo: um misto de ideologia. não são as semelhanças existentes entre as duas épocas mas. principalmente. Isto me faz lembrar de uma frase do anarquista catalão. disse Durruti.o primeiro bombardeio do gênero que se tem notícia e que. AC BD Ce Ds e isgi n gn AB 17 17 . é preciso levar em conta a multidisciplinaridade do ato de “Peter”. É um ganha pão para dores. criar ferramentas para a execução do trabalho. o design e os designers perderam muito da força e da qualidade ideológica presentes nos trabalhos do começo do século e. A primeira diferença diz respeito ao caráter ideológico de nosso trabalho. tanto nas artes gráficas quanto no design de produto. as diferenças. para se comunicar. Tanto no tempo das cavernas quanto na era dos computadores. em 1937. diferencia alguns e. Esta é. dimensioná-la em uma escala possível de realização. Tenho visto muita coisa boa feita por gente de i d e o l o g ia é força que move. uma arma de caça aos consumi- talento. gerou o célebre mural de Picasso. o designer. mas falta alma. o design é uma ferramenta para buscar comida.socialização da informação Em segundo lugar. sim. Durruti. ideologia Tanto na pré-história quanto hoje. ou agradar o cliente. a meu ver. Independente dos motivos. percebo que nos trabalhos que andei pesquisando antes de redigir este texto. “Não importa que a burguesia com suas bombas destrua o mundo inteiro. nas décadas de 50 e 60. construiremos um mundo novo. anima. mesmo. inclusive. Sobre os escombros. Falta vontade de revolucionar e de se criar o Novo sobre os escombros da nossa decadente e desorientada civilização. Nos últimos 10 anos. multidisciplinaridade e talento. estudar o público alvo e executar o seu trabalho em um lugar que pudesse ser visto e conservado.

Ideologia é muito mais do que isto. matemática. O designer precisa compreender bem a sua própria cultura. anima. Temos que ousar. O designer tem que ter conhecimento geral. mas não apenas isso. diferencia. Duchamp. Técnicas variadas. define personalidades. atualmente. Pininfarina. e impulsiona o talento. não consegue ter identidade nem no que pensa. talento só não basta. Mas ainda não é só isso. a TV e a Internet transformaram o mundo em uma aldeia global. Fotógrafo (correspondente do Jornal O Estado de São Paulo em Miami/EUA) e designer multimídia. pois trazemos o novo em nossos corações” Durruti. destrua o mundo inteiro. mas Nietzsche já a dizia: “Se queres o universal canta a tua aldeia”. mas por sua capacidade de pesquisar e entender ciência. Sobre os escombros. É necessário conhecer todos os meios possíveis de difundir seu trabalho e saber usar as ferramentas que a tecnologia disponibiliza. Robson Oliveira Sociólogo / USP. Temos que entender a complexidade da sociedade atual que recebe uma enxurrada diária de informações visuais e sonoras. É importante lembrar que. Temos que dominar as ferramentas que a computação gráfica e a multimídia colocam ao nosso dispor. Afinal. Mondrian. Temos que trabalhar com esta realidade e usá-la a nosso favor para conseguirmos nos comunicar com eficácia. precisa compreender o momento histórico em que vive porque após a queda das duas torres do World Trade Center. Portanto. seu trabalho não tem embasamento e não cria identidade porque não tem raiz. conhecimento de ferramentas e do meio em que se vive.net USA 305 5009436 18 A AB BC CD De es s ii g gn n . sociologia e economia. nem no que desenha. não basta ilustrar o menu para a hora do almoço. Multidisciplinaridade é isto.“Não importa que a burguesia com suas bombas. Temos que pensar o novo. temos que tentar apontar a caça também. multidisciplinaridade Para o designer atual. É a força que move. É importante não confundir ideologia com participação político partidária ou religiosa. Mais um exemplo perfeito: Leonardo Da Vinci. conhecer história. o mundo ficou dividido entre os que têm interesses a proteger e os que não têm nada a perder. além de outras tantas áreas do conhecimento. fcworld@cais. Querem um brasileiro (e atual)? Rico Lins. É a forca interior que questiona. mais do que isso. que foi um gênio em sua época não apenas pelo grande talento. cerca de 4/5 da população total do planeta estão fora do mercado de consumo. física. Desta forma. Aquele que não conhece sua própria cultura e história. nem no que é. Querem exemplos? O grupo Bauhaus.1937 Creio que o designer tem que ter consciência de seu papel na sociedade e. história e anatomia. construiremos um mundo novo.

Na empresa. fiz um primeiro do que estava buscando: um móvel verdadeiramente ergonômico para o uso do computador. que encontramos ao fazer um paralelo com os porta-ternos do passado. “criação individual” Foi difícil conceber este produto. Durante os anos. materiais e sistemas de produção. O Mancebo. deixando de sobrecarregar os tendões que acionam os dedos das mãos. Chamei a equipe e entreguei o seguinte briefing: precisamos desenvolver um sistema elevatório para computadores que. para que este não ficasse “pendurado” entre o punho e o ombro.O processo criativo no design Ronaldo Duschenes O processo criativo no design é individual ou coletivo? Gostaria de aproveitar este espaço para refletir sobre esta questão. “criação Coletiva” Em agosto de 1996. Só faltava o nome. Também nos foi recomendado que a tela do monitor deveria ficar a 50 cm de distância dos olhos do usuário. tenho que colocar todas estas coisas em algum lugar. um colete. Quando chego para trabalhar. que é mecânico com a alternativa de acionamento por manivela ou motores elétricos de baixo custo. e destacamos o apoio do pessoal do piso da fábrica. Oito meses depois. comigo uma pasta e quase sempre. E a ES-4 é o exemplo primordial dessa série de mesas individuais sobre rodízios que já incorporam o filtro de linha dos computadores. Na mesa? Perde-se espaço. Precisamos também entender Ronaldo Duschenes Designere arquiteto. Como executivo sempre carreguei. quando separado. A equipe de lesões logo concluiu que o tampo do teclado deveria ter profundidade suficiente para suportar o peso do antebraço. permita ajustar a altura do monitor e do tampo de suporte para o teclado. estações de trabalho e em mesas individuais. que nos ajudou com sua formação técnica e experiência prática. Confirmamos que era necessário ajustar as alturas dos tampos para permitir que o usuário trabalhasse em uma posição ereta e descansada. desde que acompanhado da famosa “gestão” do design. com o moleskine em mãos e nos guardanapos dos restaurantes nasceram croquis e mais croquis que tentavam associar uma prateleira e um cabide. O briefing estava feito: um suporte independente para casaco e pasta. Mancebo ES-4 A equipe acabou se dividindo em pesquisas e protótipos de sistemas mecânicos. Comecei com um “autobriefing”. Os exemplos são produtos com dois resultados bem diferentes. No chão? Diz a superstição que perde-se dinheiro. graças ao nosso clima. casaco. Diretor da Flexiv Móveis para Escritório 19 ABCDesign . ando de paletó. O produto deverá ser utilizado em call centers. pesquisas relacionadas às lesões causadas pelo uso do computador e pesquisas de formas. individualmente ou coletivamente. e parece até um pouco óbvio depois de feito. que hoje utilizam o mesmo sistema para atender às necessidades básicas dos nossos consumidores. o número de participantes foi grande. exemplificando com dois casos completamente distintos. vários avanços foram incorporados. e ainda carrego. ou. para evitar possíveis radiações. que é esse mesmo produto que está à venda. A gestão de todo esse processo de criação e produção é o que eu entendo como gestão de design. Todos nós nos debruçamos nos e fomos chegando em conjunto nos produtos finais. no mínimo. Com o sketch pronto. E assim surgiu o Mancebo. A equipe de tecnologia procurou alternativas de sistemas com molas e fusos – hidráulicos e mecânicos – até chegar ao sistema utilizado no produto. mas desenhados para a mesma empresa: o “Mancebo” e o “ES-4”. A partir daí. Mas onde? Na cadeira? Perde-se em algum lugar e o casaco corre sempre o risco de ser atropelado pelos rodízios da cadeira. A ES-4. partimos para a realização final. o processo criativo pode gerar bons resultados. A mesa e a cadeira não agrediriam o usuário. cheguei a um desenho que me satisfez. mas isso não substituíra o cuidado que ele deveria ter com postura. e contando com a equipe da Flexiv. mostrando que. melhorando a qualidade do ES-4. o porquê das lesões de uso continuado para dar soluções eficazes.

MFC Design. Castilho e Paulo Biondan: sketch manual carregadeira Santal design de produto gestual ou digital? AABBCCDDees si iggnn 20 20 . Marcelo F.

Através de softwares 3D é possível viabilizar novos produtos.MFC Design. Quando associadas à Internet (pesquisa. 21 21 ABCDesign ABCDesign . salas de discussão). pois a informação digital é facilmente compartilhável. Castilho e Paulo Biondan: sketch manual trator Agrale 4100 Marcelo Castilho O artigo discute como o processo singular de criação dos designers de produto leva à coexistência de ferramentas manuais e digitais. O Design Industrial. Marcelo F. o processo de integração entre áreas de conhecimento está potencialmente muito superior. download. como o sketch e softwares de modelamento 3D de última geração. especificamente. permitem melhor controle sobre o processo de desenvolvimento de produto e reduzem as tradicionais ´traduções de projeto‘. combinando a rapidez e a precisão do cálculo matemático com uma invejável qualidade gráfica à la Spielberg. Através delas. tem se beneficiado cada vez mais das ferramentas digitais. permitindo maior fidelidade do produto final ao conceito gerado pelo designer. Designers têm usado e abusado dos recursos digitais. em curto espaço de tempo. revolucionando os meios de representação tradicionais.

Photoshop e IceMSurf. comunicação 22 ABCDesign intuição. a nossa característica singular .o talento de gerar. No entanto. estética e de interface do produto com o usuário -. ainda depende da utilização de ferramentas tradicionais como o desenho Departamento de Design da Volkswagen : rendering eletrônico. através de um processo analítico-criativo. novas conexões de informação técnica. análise. . a pedra de toque dos designers.percepção. gerado em Alias Wavefront.

ferramentas que operem tanto no ´modo´ intuitivo holístico como instrumentos que atendam aos requisitos lógicoanalíticos. a expressão manual ainda é considerada por muitos profissionais fundamental para se obter a plástica da escultura. Através delas. Departamento de Design da Volkswagen: detalhe de execução de maquete em clay. a maquete ou modelo confeccionado em madeira. uma vez que os Departamento de Design da Volkswagen: alternativa de design externo gerada à mão livre e depois concluída em Photoshop. à mão livre. gerada em IceMSurf. A singularidade do processo criativo do design de produto está em sua necessidade paradoxal de se adotar. como é o caso de programas da Alias Wavefront e da PTC. revela-se o toque de arte. que todo designer deve expressar com grande intensidade.Imagem à esquerda. No entanto.expressão intuitiva para as ferramentas manuais e expressão lógico matemática para as ferramentas digitais . As ferramentas digitais podem ser utilizadas com grande competência. Imagem à direita. espuma ou clay. típicos das ciências exatas. A combinação do ponto forte de cada instrumento . buscando combinar recursos provenientes do mundo da animação cinematográfica com os sistemas de modelagem 3D provenientes das áreas de engenharia. Departamento de Design da Volkswagen: execução de alisamento de superfície 3D. As ferramentas digitais aplicadas ao design industrial – CAIDainda estão em processo de amadurecimento. 23 A AB BC CD De es s ii g gn n . em um mesmo processo de trabalho. mesmo nas fases iniciais de criação.pode enriquecer enormemente o processo de trabalho. o sketch. Há muito profissionais experientes que iniciam seus projetos diretamente no CorelDraw ou no Alias.

coerente com a redução do tempo de criação e da crescente integração entre áreas. voltadas à precisão dimensional e acuidade de traços.Departamento de Design da Multibras: rendering eletrônico. como o sketch e a maquete. as ferramentas manuais. dos produtos All Refrigerator e Freezer Vertical Brastemp “a competência de gerar. geradas em CorelDraw 24 ABCDesign equipamentos digitais ainda não traduziriam com perfeição o gestual e a expontaneidade característica do trabalho manual. novas conexões Departamento de Design da Multibras: alternativas de design externo de refrigerador. através de um processo analítico-criativo. No passado. gerado em Alias Wavefront. Atualmente ocorre a afirmação de um novo estilo de expressão manual. .

com lay. de informação técnica. tais como Rhinoceros. Chief Designer da Busscar Ônibus e Professor de Gradução e Pós-graduação do Curso de Desenho Industrial da PUC/PR 25 25 Des gC nD e s i g n A iB .Creare Domus Design. por exemplo. estética e de interface do Departamento de Design da Multibras: detalhe de mock-up em espuma de poliuretano de painel de porta e prateleira de refrigerador. IceMSurf. garantindo ao produto final a percepção do talento do artesão. Quando combinadas com programas como Photoshop e CorelDraw. podem ser refinados manualmente. adquiriram o significado de caricaturas. modelos volumétricos simplificados realizados manualmente podem ser escanerizados e detalhados em um processo de reconstrução e alisamento de superfícies. gerado em Rhinoceros. ao mesmo tempo. feitos artesanalmente produto com o usuário” Marcelo F. Inglaterra.out interno vertical (torre). Castilho Designer de Produto pela Universidade Mackenzie. Modelos usinados digitalmente em 3D simplificados. permitem novas possibilidades de representação gráfica e de comunicação com as áreas de engenharia. Master of Arts em Design Automotivo pela Coventry University. A mescla inteligente das ferramentas manuais e digitais durante as fases de desenvolvimento possibilita redução de tempo de execução e aumento de qualidade. facilitando a expressão do “todo” como visão intuitiva e artística do designer. designer Fábio Righetto: estabilizador Revolution II da SMS. utilizando. bem como um afinado senso analítico da engenharia.

demonstrando sempre todas as etapas para a execução de um “rendering” ou ilustração. inclusive. É do verbo inglês “to render” que origina-se a palavra rendering. 26 ABCDesign . como já foi dito anteriormente. Ela define a linguagem representativa do designer de produto. pelo fato de estarmos apresentando aqui apenas as formas de representação manual. Primeiramente é importante esclarecer o que é o sentido etimológico da palavra rendering. o contraste e proporção entre os elementos gráficos é fundamental para uma boa ilustração. reproduzir. de um designer gráfico ou no universo da moda. significa ilustração. Outro fator indissociável do rendering é a gestualidade do traçado. é com eles que o designer tem o poder para conceber ou manipular formas. lembramos que. O universo representativo é de fundamental importância para o designer. Em termos gerais. podem também ser aproveitados como elementos de fundo e até mesmo como produto final. dicas e técnicas de representação manual. interpretar. Porém. O rendering deve comunicar uma idéia rapidamente. traduzir ou representar artisticamente. Porém. independente da escolha das ferramentas para representação. Além de ser uma ferramenta para vender ou comunicar uma idéia. Estaremos trazendo em todas as edições. Significa descrever. bem como os conhecimentos volumétricos. devendo começar já na fase dos sketches ou roughs que. espaciais e de luz e sombra. são e sempre serão fundamentais para o designer. De qualquer forma. Afinal. os processos mentais. estaremos demonstrando somente as técnicas para representações manuais. é a ilustração peculiar do designer de produto. Devemos enfatizar que. Naturalmente. seja no trabalho de um designer de produto. este termo não se resume apenas à linguagem manual ou gestual do designer. é também a materialização do processo inicial de concepção. em forma de passo a passo.rendering passo a passo mas também diz respeito às formas de representação digitais. Por isso. a combinação de figura e fundo. não significa que estejamos defendendo somente a geração de modelos manuais.

Detalhes como dimensão e posicionamento na folha devem ser previstos antecipadamente para se obter uma composição interessante no final do trabalho. 3 A etapa de aplicação dos marcadores é fundamental para se ter um bom resultado geral do rendering. É recomendável que o traçado feito com marcador demonstre a segurança e a gestualidade do designer. o marcador da cor utilizada deve ser passado mais de uma vez ou. é definir a lápis o desenho que será aplicado à técnica. Nas áreas escuras ou com sombras. devem ser reforçadas as linhas e contornos com uma caneta preta de ponta fina. então. 2 Após a definição do desenho a lápis. Esta etapa do trabalho também pode ser executada após a aplicação de cores com os marcadores. 27 ABCDesign .r e n d e r i n g 1 O primeiro passo. antes de se iniciar um rendering. deve ser aplicado o marcador em tom de cinza frio sobre a cor já aplicada.

5 Antes de ser aplicado no desenho com um algodão ou uma folha de papel macio . tomando o devido cuidado para que fique somente em forma de pó. deve ser aplicada apenas uma ou duas camadas. Para se obter homogeneidade do material. bem como a dosagem suave do pó sobre o papel. A intensidade cromática desejada é proporcional à quantidade de pastel que se mantém no algodão ou no papel e é obtida através da aplicação sucessiva de diferentes camadas de pó. 28 ABCDesign . 6 O pastel é ideal para aplicação e definição de áreas com intensidade luminosa ou para escurecimento de áreas sombreadas. deve ser raspado com um estilete. Por isso.o pastel deve ser testado em uma folha de papel. para áreas com menor intensidade de cor.r e n d e r i n g 4 O pastel seco determina as massas de sombra e luz nas diferentes superfícies que compõe o objeto. Para se obter um bom resultado com o pastel é importante exercitar a gestualiadade.

9 Lápis de cor preto e branco completam o acabamento final. Também podem ser utilizados na representação de texturas através de decalque sobre tecidos. principalmente nas emendas e interface de componentes e nas eventuais arestas. 29 ABCDesign . Ele deve ser aplicado em junções de peças. áreas de menor dimensão ou em arestas evidentes. É recomendável que tanto marcador. no rendering. Como o rendering é uma linguagem estereotipada da realidade. a sombra pode ser aplicada simplesmente com um marcador preto ou cinza escuro. plásticos. pastel seco e lápis de cor formem conjuntos de cores suplementares. a sombra projetada tem. 8 A etapa do lápis de cor determina o acabamento final do produto. etc. uma importância como elemento de valorização plástica do desenho. incrementando a ilusão tridimensional.r e n d e r i n g 7 Além da função como elemento de definição de plano e luminosidade.

com um algodão. Além de acrescentar plasticamente ao conjunto. Uma das maneiras eficientes de se fazer um fundo é aplicando pastel seco. é a sua vez! 30 ABCDesign . Esta aplicação deve ser feita nas arestas iluminadas. Porém. tomando o devido cuidado com a valorização excessiva. deixando o traço grosso e sem definição. o fundo também deve demonstrar a gestualidade e a segurança do traçado de quem o realizou. áreas de alto brilho e superfícies transparentes. 11 A determinação do fundo tem um importante papel na ilustração. Assim como o produto. Agora. podem dar mais brilho e vida ao seu trabalho. deve-se ter o cuidado com exageros e com a aplicação de cores fortes ou contrastantes demais com o produto. Com muita água o guache perde a luminosidade. 12 O fundo também pode ser complementado com traços de marcador. em forma de pó. A viscosidade do guache deve estar no ponto ideal. características que. sem dúvida.r e n d e r i n g 10 Uma das últimas etapas do rendering é a aplicação do guache branco. Com pouca água a viscosidade se torna muito espessa. o fundo também valoriza e dá vida ao produto que está sendo representado.

Recomenda-se ainda a utilização de lápis aquarelado nos trabalhos. com algumas exceções. Rendering: Paulo Biondan 31 31 D eA sB ig Cn Design . Accademia di Disegno Tendo a frente os designers Ericson Straub. Começamos pelo marcadores. pastel e lápis de cor é fundamental para um rendering de boa qualidade. apesar do alto custo. que igualmente deve ser de excelente qualidade. Como também acontece com outros materiais de desenho. o lápis de cor deve possuir excelente qualidade. pode até esfarelar após a aplicação. no tocante às marcas importadas. as marcas de lápis de cores importados possuem melhor qualidade. antes de ser comprado. dedica-se ao ensino de ferramentas de representação para o design e a arquitetura. a variedade de cores e a qualidade ainda são incomparáveis. o lápis deve ser testado em um papel para que seja verificada a sua maciez. Bastões muito duros ou quebradiços demais não são recomendáveis. Por isso. em alguns casos. Outra dica é para o guache. sendo que praticamente todas existentes são importadas e apresentam preços bem variados. É importante lembrar que a boa combinação de tons entre marcador. Somente devem ser utilizados marcadores à base de solvente. no mercado há poucas opções de boas marcas.r e n d e r i n g MATERIAIS A qualidade dos materiais é de fundamental importância para um rendering com bom resultado final. Por isso estamos mostrando aqui alguns materiais e dicas que poderão lhe ajudar em sua escolha. “markers”. Caso a marca encontrada seja desconhecida. oferecendo cursos de extensão em parceria com o SENAI/PR. recomenda-se a utilização de guache importado de primeira linha. Assim como o marcador e o pastel. Paulo Biondan e Marcelo Castilho. Para a escolha do pastel seco deve ser levada em consideração sua dureza e consistência. Porém. Já existe no mercado uma marca nacional de preço acessível. como também são chamados por alguns designers. ou rotuladores. Um guache de qualidade inferior não fornece à ilustração boa cobertura e. A maciez e consistência é que definem a sua qualidade. Infelizmente.

Josef Alberts 32 Hinnerk Sheper Georg Muche Laszlo Moholy-nagy Herbert Bayer Joost Shimidt Walter Gropius 32 D eA sB ig Cn Design .

Foi um acontecimento cultural importante e determinante durante a República de Weimar. Passou por Dessau e encerrou suas atividades em Berlim. sérios problemas políticos e ideológicos. a pedagogia da ação Wassily Kandinski CDesign ABCDesign 33 33 Oskar Shlemmer Lyonel Feinnger Marcel Breuer Gunta Stolzl Paul Klee . Como centro de produção cultural e intelectual. Fontoura A “Staatliche Bauhaus” foi fundada por Walter Gropius em 1919. enfrentou durante sua existência. na Alemanha.Antonio M. A Bauhaus não pode nem deve ser entendida como “idéia de um só homem”.

pode-se dizer que existiram diversas escolas dentro da Bauhaus. Wassily Kandinsky. que o ajudaram a formar. muito embora com formações bastante diversas. particularmente a prática da pedagogia da ação. É sobre isto que tratam as páginas que seguem. do artesanato. Gunta Stölzl. Herbert Bayer “ a Bauhaus pregou na prática a cidadania 34 34 D eA sB i gCnD e s i g n “a essência da vida é a eterna metamorfose e Marcel Breuer. serviram para temperar ainda mais os ideais da escola. mas teve o respaldo e o apoio de um grupo de professores e artistas. As batalhas internas. Porém. O pensamento bauhauseano foi . Depois de seu fechamento em 1933. A Bauhaus foi uma experiência pedagógica no domínio das artes.Gropius traçou as principais linhas do projeto. e transformou-se num movimento cultural e artístico internacional. Ao bem da verdade. aos poucos. Josef Albers. As contribuições mais significativas para os seus predecessores foram sem dúvida. do design e da arquitetura que ultrapassou as dimensões físicas como escola. Lásló Moholy-Nagy. Paul Klee. “naturais” num centro que congregava expoentes tais como Johanes IItten. as concepções pedagógicas lá desenvolvidas. As contradições internas provocaram restruturações curriculares e transformações programáticas durante a sua curta e intensa existência. as suas várias componentes só enriqueceram a experiência. quase sempre em torno de objetivos pedagógicos comuns. a Bauhaus transformou-se num verdadeiro mito do século XX. transformar e a colocar em prática o ideal bauhauseano.

principalmente. é e continunome e a essência desta corrente não limitam a compreender o ará sendo uma atividade sempre resultante fato educativo como pura atividade física. No campo da educação geral. ra que o processo educativo concentra-se numa ação específica. pois o aprender intelectual e memorista é também ma bastante clara. isto apresenta-se de foraprendizado. Muitas escolas. Sua pedagogia espelhava o desejo e a necessidade de promover a discussão e a revisão do panorama da educação geral e. Na formação dos designers contemporâneos ainda podemos observar fortes influências dessa pedagogia e do ensino baseado na ação. Seus professores inovaram no que se refere aos métodos ativos de ensino por eles adotados. de uma ação espontânea que vem de dentro 35 para fora. Toda a prática deveria ser seguida e ou precedida de uma reflexão. é nesta relação. numa atividade que não exige do educando algo de fora. fortemente influenciada pelas tendências educacionais da época. Ela considefazer as coisas”. comum de toda uma forma de trabalho” Isto é paradoxal pois parece inconcebível a existência de uma produção prática dissociada de uma sustentação teórica.um dos que mais influenciou o ensino do design no século XX. posteriores à Bauhaus. como se pode pende algum tipo de reflexão. É do resultado deste processo que resultam os novos conhecimentos. por mais correntes pedagógicas que nela exerceu grande influência. muitas vezes dão preferência ao ensino através do fazer prático em detrimento de uma possível contribuição teórica. Porém. O pragmático que possa parecer. a pedagogia da ação foi uma das devemos lembrar que o design. A doutrina tradicional aceita o ato mental como meio de com a tecnologia. nas escolas de design. Na sua relação sar. “a maneira de se pensar estas coisas”. A pedagogia da ação deu um pode ser entendida como “a maneira de se novo sentido ao comportamento ativo do educando. tiraram valiosas lições de sua proposta pedagógica. As disciplinas ligadas ao desenvolvimento de projetos. o design. ABCDesign . Enquanto a tecnologia considerado um tipo de atividade. Esta escola se diferenciava de outras em função da sua estrutura curricular e da sua doutrina pedagógica. do ensino das artes no início daquele século. mas sim.

O surgimento da Bauhaus não se deu por acaso. entre 1900 e 1933. sob a ótica da pedagogia da ação. Para ele. especialmente a 36 ABCDesign . mas um meio imprescindível para se chegar a um fim.o homem não é mais a medidade de todas as coisas. por mais industrializado que fosse o meio. Para Walter Gropius. tampouco foi um fenômeno isolado. O programa de ensino da Bauhaus compunha-se de dois objetivos básicos: a síntese estética e a síntese social. Engajada num movimento de transformação social. o artesanato constituía uma categoria pedagógica fundamental e representava a forma como o indivíduo aprendia. a formação artesanal gráfico-pictórica e a formação teóricocientífica. constituíam as bases do ensino na Bauhaus. O segundo referia-se à orientação da produção estética de acordo com as necessidades de uma faixa mais ampla da população. No programa de 1919. como concepção pedagógica. de certa forma. o artesanato continuava sendo insubstituível enquanto recurso para a aprendizagem. O caminho por ela trilhado foi apropriadamente o da pedagogia da ação. o ensino artesanal deveria ser um componente essencial e constituía o seu fundamento. Para Gropius. o artesanato não era “algo isolado”. Isto. através do uso das mãos e do manejo técnico dos objetos – influências puramente ativistas. No programa inicial da escola. ela parte do princípio de que o aprendizado se dá a partir do próprio educando. No estatuto de 1921. principal fundador da escola. O aprendizado. mas sim a sociedade Assim. é uma conquista pessoal e visa o auto formação do educando. rejeitando a idéia de que o ensino se faz através de uma suposta transmissão de conhecimentos. foi uma das instituições que soube colocar em prática as idéias reformadoras do ensino e das artes. e não de uma camada social e economicamente privilegiada. estabelecia os vínculos das pedagogia da Bauhaus com o ativismo na educação. estas diretrizes foram repetidas. O primeiro objetivo referia-se à integração de todos os gêneros artísticos e de todos os tipos de artesanato sob a supremacia da arquitetura.

não só através dos livros mas também através do trabalho. teoria y practica del diseño industrial. Em síntese. numa mesma instituição. assim como na Escola Nova. ABCDesign Antonio M. podemos dizer que na Bauhaus. unidos por um forte ideal. B. O programa pedagógico proposto pela Bauhaus visava libertar as forças expressivas e criadoras do indivíduo através da prática manual e artística. São Paulo: Perspectiva. Taschen: Berlim. Doutorando em Engenharia da Produção UFSC e Professor do Curso de Desenho Industrial da PUC/PR . o trabalho manual era considerado o meio mais apropriado para a formação integral do homem. as idéias naturalistas de Rousseau. Barcelona: Gustavo Gili. A. BÜRDEK. Pedagogia da bauhaus. adotavam métodos ativos de ensino. A principal inovação no programa daquele ano foi a institucionalização do curso preliminar. finalmente propiciar a aquisição e cultivo de conhecimentos não exclusivamente intelectuais. assegurar-lhe a compreensão das questões fundamentais da criação. O curso preliminar tinha como objetivo permitir ao educando iniciante chegar ao autoconhecimento e. Froebel e Herbart contribuíram com o ideário bauhauseano. Enfim. podemos identificar as fortes influências de um pensamento pedagógico denominado escola-novista. A. com facilidade. São 37 Paulo: Martins Fontes. exercitar integralmente os seus sentidos e. Através destes princípios. 1992. 1989. Mestre em Educação/PUC-PR. com a educação infantil. LUPTON. 1989. Indiscutivelmente. eram adotadas técnicas de ensino que visavam desenvolver a sensibilidade do indivíduo. M. GROPIUS. ainda. basicamente. R. Historia.noção de educação de todos no artesanato como base unificante. esta foi uma contribuição pedagógica extremamente significativa para o ensino do design a partir de então. mas também emocionais. Podemos dizer também que. a influência direta do movimento da “escola ativa” de Georg Kerschenteiner. RODRIGUES. 1988. DROSTE. J. indiretamente. A bauhaus e o ensino artístico. do pensamento de Maria Montessori e do “progressivismo” de John Dewey. MILLER. e a educação era concebida como um meio para a reforma social. 1993. Bauhaus: novarquitetura. fizeram surgir uma nova proposta pedagógica cujo principal objetivo era a tão almejada formação Para saber um pouco mais global do homem. Gropius conseguiu agrupar. Bauhaus. E. desenvolver nele uma personalidade ativa. Pestalozzi. O curso preliminar surgiu também como medida corretiva para aproximar artistas e técnicos. El abc de la bauhaus y la teoria del diseño.. Fontoura Designer. Enquanto a pedagogia da ação e a Escola Nova estavam preocupadas. W. E. Barcelona: Gustavo Gili. havia uma valorização da educação pelo trabalho. Na filosofia da Bauhaus podemos identificar. Diseño. espontânea e sem inibições. J. homens e mulheres que. 1994. a Bauhaus teve o mérito de levar estas idéias a um outro nível de ensino. WICK. habilmente trouxeram para o ensino superior das artes e do design os princípios do ativismo na educação. Lisboa: Presença.

com informações de quantas árvores deixam de ser sacrificadas a cada dia. do ano 150 do calendário gregoriano. Doutorando pela Universidade de Santiago de Compostela/Espanha.A importância da reciclagem do papel Ivens Fontoura Especula-se sobre a realização de uma reunião internacional a respeito do ‘futuro do papel’. também deverão ser chamados. organizações ambientais e técnicos da ONU e do IBAMA. compreender o passado. do século XII. em particular. Afinal. um grupo de árabes artesãos do papel. Mestre em ErgonomiaUNAM/México. o chinês TsaiLun. os de imensa quantidade pro- dutiva também farão parte da convenção. Ao considerar que para projetar o futuro é preciso. bem como ingleses do final do século XV. assim como brasileiros. então. em Curitiba. entre outros. no Centro de Convenções do Parque Barigui. do século VIII. somar-se-ão aos primeiros. primeiramente. a paisagem do lago é cortada pelo sinalizador eletrônico localizado em frente ao Centro de Convenções. No local.C. Professor dos Cursos de Desenho Industrial da PUC/PR e de Design da Universidade Tuiuti do Paraná 38 ABCDesign . americanos. consumidores finais. e espanhóis do mesmo ofício. os atuais fabricantes de papel. A fim de estimular a discussão prevê-se convidar membros da indústria gráfica e da cartonagem. Embora os italianos tenham tido conhecimento sobre o papel somente no século seguinte e os franceses no início e os alemães no final do século XIV. estes assuntos serão tratados por todos. corres- Ivens Fontoura Designer. Pensa-se. a organização do evento pode tomar outro rumo. Logo. a ABCP Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel.. para fabricar uma tonelada de papel é necessário cerca de 800 kg de celulose na massa. bem como legisladores e a imprensa. canadenses e finlandesas. Obviamente. Ficção? Marketing? Propaganda? Certamente. extrapolar a matéria e o tempo ao convocar para a hipotética reunião alguns egípcios do ano 300 a. Mestre em Educação/ UFPR. devido à reciclagem promovida pelo programa Lixo que não é Lixo da cidade.

isto é. Talvez. uncoateds de altíssima qualidade. da Fine Papers. 6) maior Bulk.2 metros cúbicos de madeira. necessita 250 metros cúbicos de madeira.PR 39 ABCDesign . No paper de Cláudio Vilela. além de 45. proprietário da Inventário Papéis Especiais.82 kg de lixo por dia e que 45% deste lixo é papel. necessita de 12. que.000 habitantes. sensação de maior peso. que além de salvar árvores participa no processo de reduzir o volume de lixo produzido no planeta. equivalente a 42 árvores. se comparados aos papéis coated ou conché. Inventário Papéis Especiais Fone:41 262-5932 Curitiba . ao contrário de oito ou mais vezes a partir de fibras longas. Uma fábrica de papel de porte médio é capaz de produzir 480 toneladas de celulose. na razão direta em que Santos Dumont o faria ao ver aviões lançando bombas mortíferas e os próprios aviões serem usados como bombas arrasadoras. Para isto. separação e tratamento do lixo sólido. conforme dados da ABCP. em média. 7) maior possibilidade de uso pelos diferentes processos de impressão. 1. será o seguinte: 1) considerados universalmente como Premium Grades com superior alongamento e printabilidade. 2) uncoates com melhor leitura. por que no Brasil está sendo fabricado menos de 1% de papel reciclado para impressão. Fine Papers A Fine Papers estará presente para apresentar seus papéis Text & Cover. com mais de 1000 referências de papéis especiais para uso gráfico e artístico. A empresa é distribuidora para o Estado do Paraná de toda a linha de papéis importados pela Fine Papers. pretende patrocinar a Convenção. 5) maior variabilidade de cores com grande variação de brancos. têm-se a informação de que “ao considerar os Estados Unidos com aproximadamente 260 milhões de habitantes e que um cidadão americano produz. por sua vez. têm-se um total aproximado de 816 g por habitante. E porque Curitiba? Talvez. produto fabricado com o lixo de escritórios e de residências já impressos e utilizados de alguma forma. o uso de fibras curtas na fabricação de papel que permite reciclar apenas duas vezes. do offset e serigrafia à impressão digital e hot stamping. cita-se a falta logística na coleta. produzidos a partir de papel reciclado. para analisar melhor o papel PCW Post Consumer Waste. particularmente dos primeiros. O que fazer? A reflexão sobre o assunto será objeto da Convenção.000 metros cúbicos de água a ser disputada com o consumo médio de 225.pondendo 4. do que outros papéis de mesma gramatura. PCW e de outras matérias-primas. Tal dado fará Tsai-Lun repensar seu invento. Alguns fatores apresentam dificuldades de produção. 3) recicláveis com fibras de PCW. totalizando um consumo diário médio de 212. livre de ácido na colagem do papel.5 hectares de área florestal. a necessidade de alta tecnologia na industrialização por meio de processos como o Non-Deinkel. Na ocasião. O que mais chamará a tenção dos participante. 4) singular textura e acabamento diferenciados capazes de proporcionar toque especial. agregando preocupação ecológica. branqueamento com oxigênio das fibras e atendimento às normas de qualidade total. Entre outros. e. Inventário Papéis Especiais Ah!. o empresário Kyithi Hatori. os senhores Kyithi e Tsai-Lun terão muito o que conversar.160 toneladas de papéis recicláveis”. de Curitiba.

essencialmente em lojas de rua. que começam a ser implantadas na Região Sul do Brasil.casos & cases Aumentando a visibilidade e reconhecimento de uma marca Neste espaço serão apresentados cases de design da OpusMúltipla Comunicações. inicialmente implementada em três shopping centers de Porto Alegre. a operação será estendida às demais regiões do País e. orientou a Marisol S. predominantemente em shopping centers. promovendo um reforço de visibilidade dos produtos Marisol . Tigre. tentando relacionar a realidade do mercado e as diversas fases de desenvolvimento de uma estratégia de design. Foi para encontrar uma solução criativa e eficiente para esse problema que a Marisol acionou a OpusMúltipla. O sucesso da estratégia. com a implantação de 60 franquias até dezembro de 2002. contando com um volume limitado de recursos financeiros para investir em propaganda e tendo como mercado um país de dimensões continentais como o Brasil? 40 ABCDesign . mediante a instalação de corners personalizados dessa marca. Tigre (moda infantil masculina) no mercado. o desafio principal era o de preservar a identidade das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre. prevê a implantação de 240 lojas franqueadas. Tigre.. As lojas multimarcas situadas nas áreas de influência dos shopping centers em que as franquias são implantadas deixam de vender produtos Lilica Ripilica e Tigor T. Estratégia Acompanhando a tendência do mercado de criar lojas monomarcas e aproveitar o extraordinário potencial de expansão oferecido pelos shopping centers no Brasil. essas marcas tornaram-se griffes de roupa para crianças.A. em sistema de franquia.Um Amor de Criança. Em especial nesta edição com o case da rede de Franquias Lilica & Tigor. até 2005. Quanto à estratégia de comunicação. a expandir o projeto para 37 cidades do Rio Grande do Sul. Em 2003. agência responsável pela comunicação de todas as suas marcas. a OpusMúltipla criou e desenvolveu uma estratégia de lançamento de canais exclusivos para a comercialização dessas marcas em sistema de franquia: as lojas Lilica & Tigor. Com o tempo. A estratégia equacionou esse problema. para as marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Santa Catarina e Paraná. que agora passavam a contar com um novo e exclusivo canal de distribuição. Tigre no mercado. Tigre e ampliar sua visibilidade. Com o objetivo de ampliar a visibilidade das marcas Lilica Ripilica (moda infantil feminina) e Tigor T. a estratégia concebida foi a de lançar lojas exclusivas com o nome fantasia Lilica & Tigor. entretanto. Tigre e fazer um filtro na carteira de clientes multimarcas. Já as lojas multimarcas situadas fora da área de influência dos shopping centers continuam vendendo Lilica Ripilica e Tigor T. Problema As marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Como alavancar o potencial de Lilica Ripilica e Tigor T. fabricante das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. não oferecia a essas marcas a visibilidade que elas requeriam para consolidar sua imagem no mercado. Tigre e passam a contar com corners personalizados dessas duas marcas. Grande parte do canal de distribuição. Tigre sempre foram comercializadas em lojas multimarcas. foi levantada a necessidade de uma estratégia para ampliar a visibilidade e reconhecimento das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. em virtude das qualidades do produto.

Com apenas três lojas implantadas em Porto Alegre. uma vez que passou a estar em contato diário com milhares de consumidores que freqüentam os shopping centers mais movimentados de Porto Alegre: Iguatemi. Ao mesmo tempo. de todas as peças de comunicação destinadas a promover seu lançamento no mercado. a marca tornou-se obviamente mais visível. pirulitos personalizados e latas Filme para Televisão Spot para Rádio Outdoor Anúncio de Revista Resultados Obtidos O lançamento foi um sucesso absoluto. por extensão. 41 ABCDesign . a OpusMúltipla criou o slogan Lilica & Tigor. a Loja. O case foi recentemente premiado com o Grand Prix de Case de Marketing Promocional do Ano no 2º Prêmio Colunistas Promoção do Paraná 2001 e com a medalha de bronze no 20º Prêmio Colunistas Promoção Brasil 2001. assim. foi o de separar graficamente o universo Lilica Ripilica (cor de rosa) do universo Tigor T. adesivos. A par disso. Tigre (amarelo). desenvolveu a campanha que compreendeu ações em propaganda. a estratégia de comunicação mostrou-se absolutamente eficiente quanto ao objetivo de lançar a loja e preservar a identidade das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. entretanto cada qual mantinha as suas características e peculiaridades. design gráfico e marketing direto. A partir do conceito. uma vez que as peças criadas constituem um kit adequado para promover o lançamento das franquias da rede em todo o País. Tigre. O mundo das meninas e o mundo dos meninos estavam. Moinhos e Praia de Belas.O conceito que norteou a criação da marca das lojas Lilica & Tigor. Por sua vez. sacolas. destaca-se o fato de que o investimento em comunicação será otimizado ao longo do tempo. integradas em perfeita harmonia conceitual e gráfica para mostrar ao consumidor que as duas marcas agora passam a ser encontradas em uma casa exclusiva: a loja Lilica & Tigor. Tigre nesse mercado registrou um aumento de 30% nas vendas em comparação com os anos anteriores. Todas elas. do projeto arquitetônico dessas lojas e. Peças de comunicação Folheto dirigido ao Trade Folder para Prospects Mala Direta Materiais de Ponto-de-venda: Cartão-postal. Para verbalizar esse conceito. é claro. Dois Mundos. Um Só Lugar². representados no mesmo espaço. o desempenho das marcas Lilica Ripilica e Tigor T.

o Neo Artesanato Pós-Industrial.fazer@avalon. a indústria produz de forma artesanal componentes de linhas. têm peças feitas em barro.5419 e-mail: saber. Nas feiras e galerias de arte. Obra de Arte? Talvez. A conclusão não deve nem pode ser apressada. Artesanato? Há quem diga que sim. só não têm pinturas da ‘curva do tomate’. há um lugar conhecido como a ‘curva do tomate’. popular e culto. com certeza. têm para todos.com. Mas. jamais deve ser confundido com o que se pode chamar de Industrianato. do olhar do observador com capacidade de análise e reflexão. Nele. inclusive. Informações: 41 253. há pinturas sobre veludo para vender. nas ruas e nas lojas. Artesanal.sul. Arte? Artesanato? Design? Artesanal? Industrial? Confira na rua Rocha Pombo 75. ainda que sua produção seja manufaturada e seriada. showroom da Fábrica Saber & Fazer Design. não se trata de Arte Popular. também. Artesanal não caracteriza o Artesanato. Arte? É possível que convença. A fim de abrir novas áreas e novos caminhos para a produção de bens na atualidade. produtos aromatizados. mas. Bens capazes de seduzir o usuário pela aplicação de desconhecidas tecnologias ou pelo uso inusitado de materiais e muita criatividade. preto velho.Arte. Isabel Mendes da Cunha e Noemisia Batista dos Santos. automatizadas e com a utilização de robôs. com certeza é Design Industrial. industrial? Ivens Fontoura Peça da Linha Kamayurá Linha Karajá No caminho para o Aeroporto de Curitiba. usados em casa e por muita gente. mas. com certeza é Arte Popular. preço e produção determinam quadrantes e estabelecem oportunidades para tudo: produto de luxo. Design? Parece claro que sim. moringas neo-coloniais. tachos ciganos. Lafaiete Rocha. Há lugar.br . artesanato. vidros. castiçais. Produtos manufaturados com perfeição. design. Por outro lado. mantas. de massa. madeira entalhada. pois se trata de fatores dependentes de critérios culturais estéticos. Linha de Produtos Krahó Linha de Produtos Waura Na loja ObjetoDireto. de Caruaru. luar do sertão. redes do nordeste. cerâmica pintada com a própria argila. luminárias. depois. Juli Capella & Quim Larrea (1987) construíram significativo Diagrama. inclusive a pintura da ‘curva do tomate’. bairro Juvevê. Um pouco antes. Linha Waurá 42 ABCDesign Vitalino. artigos para decoração. São quadros sobre temas bastante populares: flores. mas. almofadas e cachepots. em Curitiba. Mas. Obviamente. finíssimo acabamento e qualidade exemplar. fogo na floresta. personalizado e obra de autor. pots-pourris. cestaria. com certeza não se trata de Design Industrial. Outras questões intrigantes que provocam discussão se referem aos termos artesanal e industrial. isto é. do Vale do Jequitinhonha. além de objetos exclusivos. cerâmica. da Lapa. Mais detalhadamente. Bijuterias hippies tardias. cestos indígenas. para o denominado Pós-industrial new craftsmanship. mas. além da riqueza em detalhes. Pintura? Sim. têm velas. Objetos do cotidiano feitos em série e a mão são comercializados nas praças.

Os exemplos de cor ou compressão de dados são apenas dois dos mais banais. em essência. De certa forma pode-se dizer que a função de design para web está apenas começando. cor e composição continuam válidos. não possui dimensão tangível. a distribuição de informação pressupunha a prévia industrialização. esse ilustre que aceitava quase tudo e impunha os limites físicos da matéria. que até agora foi linear ou quase. E essa é. Site após site. obtínhamos uma cópia 100% estável. terá que ser capaz de rapidamente se localizar. e por isso mesmo está tornando-se cada vez mais familiar para profissinais de comunicação. Entre eles os designers. Ou melhor. E este sim é absolutamente novo no exercício da profissão. Pior. verde é verde. é variável. Qualquer um que pretenda ser um especialista nesta área tem que obrigatoriamente exercer a função por no mínimo durante três ou quatro anos. aquele que até agora é domínio da composição e das chamadas linhas de força. O produto final não sofre o processo de reprodução. vídeo. sofreram tantas alterações. ou melhor. meio de comunicação. gráficos. A tal da interatividade. E essas tecnologias.design ou João Mouzaco Foi-se o tempo em que a web era assunto para iniciados em bites e bytes. de assunto. ou a composição de cor do ponto de vista da representação digital. Nunca. estruturas de navegação. desenvolvidos por gerações de artistas visuais. Após a industrialização. é igualmente conceituar visualmente a apresentação da informação. Afinal. e se forma principalmente com a composição de azul e amarelo. afinal. meio de publicação e distribuição de informação. ou ao menos. de contexto num insignificante click.br 43 ABCDesign . virtualmente. de página e o designer precisa manter a integridade da informação. tudo aparentemente igual. Tudo muito parecido. Depende das configurações do computador que irá visualizar a página projetada. E mesmo assim. Claro que existem exemplares exceções. com ou sem uma pitada de magenta (na tradicional escala CMYK). Em nada muda em relação à web. Na web isto não acontece. agora é como na música. Daí a dizer que o verde é representado por valores em escala hexadecimal é outra história. etc. a busca permanente pela padronização. Não bastasse a ruptura provocada por características específicas desse novo meio. muda de assunto. webdesign João Mouzaco Designer. arquitetura de informação. Não em sua essência. seja para voltar atrás. é talvez o tempo necessário para a compreensão de fatos novos no exercício do design. animação. O ritmo. Esse tempo. o designer projetava com segurança. de contexto. E é nessa nova história que os designers estão entrando. a função do designer. determinante na estrutura do projeto para web. não são nem um pouco estáveis do ponto de vista da reprodução. deixa de existir. e isso exigia um original para reprodução. mas na web ganham aspectos específicos decorrentes das tecnologias digitais. sem dúvida. temos novas possibilidades a explorar: o movimento. Daí as dificuldades de controle do produto final. considerando para tal todos os elementos e ferramentas à sua disposição: famílias tipográficas. para cima e para baixo. Conseqüentemente. Não existe garantia de que a página projetada pelo designer se comporte de maneira idêntica em qualquer computador. Agora. Já não é suficiente ter domínio dos conceitos de comunicação visual. E o resultado está aí. Já me referi a ela quando disse que o usuário leitor. OpusMúltipla mouzaco@opusmultipla. Ele é apenas visualizado.com. vai para a frente e para trás. O webdesigner deve igualmente possuir conhecimentos significativos de padrões e sistemas para poder projetar de forma consistente. a grande maioria graças ao Flash. agora. meia dúzia de anos após a completa viabilização das redes de computadores. que pode até parecer longo demais. Mas não pára por aí. até agora. imagens fotográficas e ilustrações.com. princípios de desenho. os princípios de representação visual. O novo leitor muda de página. ir para frente ou simplesmente encerrar sua leitura naquele momento e voltar mais tarde. O papel. assunto para especialistas em informática e computadores.br mouzaco@netpar. web tornou-se. Não faz muito tempo. A estrutura. Obviamente isto impõe limitações. Falo do movimento dinâmico da informação apresentada ao usuário. As mesmas estrutruras de diagramação. O web designer deve considerar variáveis que dizem mais respeito às tecnologias de informação e representação digital do que propriamente à concepção de design. além da permanente mutação. E falo de movimento num sentido mais amplo que aquele atribuído à animação ou ao filme. Mas aí aparece uma nova variável: o tempo. escalas cromáticas. Portanto. É neste aspecto que o exercício do design difere um pouco. previsível. Aquele sentido de leitura que sempre determinou os príncipios de composição visual desapareceu. Se a função do designer é a de zelar pela integridade da informação. Nunca houve a necessidade no exercício da profissão de compreender profundamente o significado de compressão de dados.

Panofsky trata nesta obra um tema pouco freqüente: o estilo. E ao final do livro há um glossário com as terminologias utilizadas na obra. nos utensílios de mesa. design minimalista e inovações de companhias como a Apple. emprestando elementos de caricatura e de desenho animado dando um ar de graça e humor às ilustrações. mesmo em período tensoativo oriente. Zaha Hadid e Kazuyo Sejima. desde quando ela se inicia até ao formato das seções e colunas. mas inteiramente dedicado às artes e ao design. conselhos práticos de como guardar. The International Design YearBook 2001 Edited by Michele de Lucchi / Laurence King Esta 16a edição do International Design YearBook apresenta as produções do ano de 2001 do design ao redor do mundo. A seleção foi feita pelo renomado designer italiano Michele De Lucchi que agrupou os objetos em categorias que demonstram o desenvolvimento atual do design. Este livro mostra 32 exemplo de revistas digitais. E-zines: Diseño de revistas digitales Martha Gill/Editorial Gustavo Gili A indústria editorial está vivendo momentos de mudança devido às novas possibilidades que oferece a edição digital.A Buchmesse de Frankfurt. E a terceira parte é a seção dos tecnocratas que são fascinados pela transformação digitalizada da imagem. agora também disponível em espanhol. Uma parte é para os ilustradores sensuais que utilizam principalmente tintas. suas características. Todos estes livros e inúmeros outros títulos da área de design. Outra é a dos ilustradores sofisticados e maliciosos onde eles criam um mundo imaginário e inabitado. Vendo-os como extensões dos espaços para se morar. o foco está na mobília. De Lucchi também inclui nesta edição veículos e carros conceituados. cortar. papéis. Ficaram algumas lacunas americanas. trouxe as novidades editoriais européias que explodiram. Como nas edições passadas. A completa informação técnica é dada em cada objeto e uma sessão de referências ao final do livro que inclui biografias de designers.Água Verde Fone: 41 244-7656/343-4915 . o trabalho de arquitetos como Norman Foster. o 1º andar do pavilhão 4. Segue uma amostra especialmente selecionada do que foi a feira. arquitetura e artes podem ser encontrados na: Jacarandá Books 44 ABCDesign Rua Bento Viana. preservar e reparar as folhas. Philips. Usando uma linguagem clara e atraente. truques básicos para navegação. cores e texturas. uma lista de fornecedores e informações atualizadas de aquisições feitas pelos maiores museus internacionais durante o ano de 2000. 245 . Cobre aspectos sobre o tema e fornece informações variadas sobre a estrutura e o design das revistas digitais. em que podem ser usadas e onde encontrá-las. É organizado em três estilos ricamente diferentes. O livro é ricamente ilustrado em cores de começo a fim. os novos tratamentos das formas tradicionais como vime. David Chipperfield. em outro trata do trajeto da história do cinema revelando as possibilidades expressivas de um meio que deve sua existência a uma invenção tecnológica e no último analisa como o caráter de um povo se impõe sobre a sua arte. The book of fine paper: Silvie Turner/Thames & Hudson A worldwide guide to contemporary papers for art. Nos três ensaios inéditos ele fala sobre a relação de um estilo com a sua época. design & decoration Este livro é um guia referencial que mostra a variedade dos diferentes papéis usados no mundo de hoje. rasgar. sob o título “Three essays on style”. na área têxtil e em produtos e objetos. não se intimidou. Sobre el estilo: três ensayos inéditos Erwin Panofsky Ediciones Paidós Ibérica Livro originalmente publicado pela The MIT Press. programação e estrutura dos sites. Fashion illustration now Laird Borrelli/Thames & Hudson Este livro traz o trabalho de aproximadamente 30 dos ilustradores top do mundo internacional de 16 países. Traz também conselhos práticos dos maiores designers de revistas digitais. como mobiliário casa-escritório. Sharp e Siemens. Turner focaliza a natureza das folhas de papel e parte de onde e como elas são feitas. na iluminação. dobrar.

e com todo um conjunto de softwares capazes de executar trabalhos de foto. duro. sendo que realmente impressionou a todos que o viram e testaram. É como se você trabalhasse diretamente no seu caderno de anotações ou em seu caderno de lay-outs preferido. em um formato um pouco mais longo que os monitores normais. pois pode modificar muito a produção de um escritório de design. DVD e gravador de cd. em agosto de 2001. Durante a Comdex em São Paulo. com HD de 60 gigas.fotocom. O usuário pode regular a pressão da caneta plástica que acompanha a máquina a seu gosto. A tela é um LCD de cristal líquido. Isso significa que o designer pode trabalhar como se estivesse usando um lápis ou um pincel macio.Tecnologia revolucionária para a representação bidimensional no design A Sony acabou de introduzir no mercado seu novo computador e monitor pen tablet. Robson Oliveira FCWORLD/USA www. O preço dele no mercado americano está por volta de 2. A qualidade da tela impressiona pela fidelidade de cor e resolução. O computador é um Pentium de 1 GHZ . este computador foi demonstrado. com entradas para câmeras digitais de vídeo e fotografia. design e vídeo digital. fino ou grosso. e o software que acompanha a máquina realmente cria uma nova forma de interação do artista com o computador nunca antes atingida. Trata-se de um cruzamento entre um monitor de alta resolução com uma mesa digitalizadora. Uma ferramenta que realmente vale a pena investir .org 45 ABCDesign . Com ele você escreve e desenha diretamente na tela e a transferência do trabalho é automática. agência de propaganda ou escritório de arquitetura.00 dólares.500. tem 15 polegadas reais de diagonal. 256 de memória.

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resolução mínima de 200 dpi.Revista abcDesign Revista design Paraná editor conselho editorial Edição nº 1 – Novembro de 2001 Ericson Straub Antonio Martiniano Fontoura. Patrocínio CAPA: Fine Papers / Papel Gainsborough 216g Distribuidor: Inventário Papéis Especiais PÁG. direta ou indiretamente. Trebuchet. Castilho João Mouzaco Robson Oliveira Paulo Biondan Maria Celeste Corrêa / CRJ 4539-098 Ericson Straub Design Ericson Straub Daniel Silva Rodolpho Pajuaba Fotografia Wilgor Caravantti OpusMúltipla Comunicações Opta Originais Gráficos Optagraf Gráfica e Editora O conteúdo dos artigos é de total responsabilidade dos autores editoria de design colaboradores edição conjunta e preparação de textos projeto gráfico direção de arte e finalização fotografia assessor comercial patrocinador fotolitos impressão ABCDesign Artigos ou informações: e-mail: artigo@esdesign.com. Fontoura Ericson Straub Ivens Fontoura João Manoel Enesoe Chan Marcelo F. Swiss. INTERNA: Fine Papers / Alhstron Wave 90g Distribuidor: Inventário Papéis Especiais FONTES UTILIZADAS NA EDIÇÃO: Meta. colaborando para que fosse possível sua realização. Frutiger. Marcelo F. Deve constar nome completo do autor. corpo 12. quantidade máxima de texto: 3 laudas ( aproximadamente 3 folhas A4 ). . fonte Times C. Para envio de artigos devem ser seguidas as seguintes especificações técnicas: Texto em DOC. Castilho Antonio M.A/b. Bodoni. e-mail.br Tel/Fax: 41 296-2097 Curitiba-PR Agradecemos a todos aqueles que de alguma forma participaram desta publicação. bem como formação acadêmica e atuação profissional. Imagens devem ser enviadas em formato jpg. Ericson Straub. Ivens Fontoura.