CONGRESSO NACIONAL

COMISSÃO PARLAMENTAR CONJUNTA DO MERCOSUL Representação Brasileira

Dez artigos sobre ARBITRAGEM publicados pelo Jornal “Valor Econômico

!elma "erreira #emes é coordenadora e professora do curso
LLM de Direito Arbitral do IbmecLaw em São Paulo, membro da comissão relatora da Lei de Arbitragem e advogada e mestre em direito internacional pela

Faculdade de Direito da

niversidade de São Paulo ! SP"

$aderno% #egisla&'o e Tributos

(ublicado em )*+),+)-

. desen/ol/imento da arbitragem no Brasil e no e0terior
#$ %rasil tenta recuperar o atraso e superar o estado de letargia &ue o acometeu por mais de '( anos# Por Selma Ferreira Lemes

A solução de litígios por arbitragem, na qual as partes em um contrato estabelecem que as controvérsias serão dirimidas por árbitros por elas indicados, com base na Lei nº 9.3 !"9#, vem revolucionando as negociaç$es comerciais. %esde &99' a processualística brasileira navega nas (ondas

renovat)rias do direito( ao enaltecer que a prestação *urisdicional 1 +omissão ,arlamentar +on*unta do -ercosul
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deve priori2ar a e.etividade e a in.ormalidade. Assim, .oram editadas as leis dos *ui2ados especiais cíveis e criminais, da tutela antecipada e da e3ecução provis)ria etc. A Lei de Arbitragem é .ruto desta in.lu4ncia. 5odavia, em seis anos de vig4ncia, apesar de ter alcançado considerável progresso, a camin6ada continua árdua. 7nicialmente, coube ao 8upremo 5ribunal 9ederal :859; esclarecer que as regras da nova lei eram constitucionais. <m seguida, lutamos contra a porta o do con.ormismo atávico, pois não estávamos acostumados = liberdade de escol6er nossos *ulgadores, somente con6ecíamos >udiciário. ,osteriormente, 6á a necessidade de conscienti2ar os advogados para aprimorar seus con6ecimentos. ?o*e, *á temos diversos cursos de especiali2ação e p)s@graduação disseminando a cultura arbitral e os outros métodos e3tra*udiciários de solução disputas :negociação, conciliação e mediação;. Aa dinBmica das transaç$es empresariais, a arbitragem surge como uma nova .erramenta que otimi2a os neg)cios. Cualquer .ato que interven6a para obstaculi2ar o ciclo comercial deve ser resolvido rapidamente e em .oros especiali2ados. ,or outro lado, 6á matérias que s) podem ser apreciadas pelo >udiciário, tais como criminais, tributárias e de .amília, por não se re.erirem a direitos patrimoniais disponíveis :Bmbito de aplicação da arbitragem;. <n.ati2e@se que, em decorr4ncia da pletora de demandas que congestionam nossos tribunais e o sem@nDmero de recursos que trans.ormam as pend4ncias em processos eternos, consideramos dever de civilidade poupar o >udiciário em quest$es que possam ser dirimidas por arbitragem. -as é importante notar que a arbitragem não vem para solucionar os problemas crEnicos do >udiciário e, muito menos, com ele concorrer. F seu papel é de coad*uvar na administração da >ustiça. A arbitragem não vem para solucionar os problemas crônicos do Judiciário e, muito menos, com ele concorrer ,ara a.erir a atividade arbitral utili2amos como termEmetro as arbitragens administradas, isto é, aquelas processadas em cBmaras e centros de arbitragens idEneos, e3istentes nas capitais brasileiras. A 3 +omissão ,arlamentar +on*unta do -ercosul
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ornecidos pelo +onsel6o Aacional das 7nstituiç$es de -ediação e Arbitragem registram &. em 1 envolvendo. com o apoio do >udiciário e a rati.aulo. aumento de & G nos casos recebidos. com uma legislação arbitral apropriada.inal de 1 & e.+Bmara de -ediação e Arbitragem de 8ão . teve. Ao mesmo período. <m . o Hrasil tenta recuperar o atraso e superar o estado de letargia que o acometeu por ' +omissão . em menos de uma década. a média é de seis meses.9 1..ara maiores in. registrou J## novos casos em 1 internacionais. em média..&3J demandas em processamento. 1.#J1 casos.#G.ormaç$es visite a nossa página/ 000.aulo :+iesp"9iesp. vultosos comple3idade técnica.rancesas . no mesmo período. Aas arbitragens internacionais as estatísticas revelam que a +orte 7nternacional de Arbitragem da +Bmara de +omércio 7nternacional :++7. As demandas trabal6istas & o 8erviço representaram #. em . <m 8ão .ortugal.J 1 casos *ulgados desde &999. em sete meses. As empresas . demandariam dois anos s) em primeiro grau e mais seis nas +ortes superiores. %estas. Aa +Bmara de Arbitragem <mpresarial :+amarb. que c6egam a ser solucionados. os centros de arbitragem da Associação +omercial de Lisboa e da Associação +omercial de Hraga totali2aram 1!' demandas. a <uropa liderou com !39 arbitragens :'J.gov.ortugal. Aa ++7. voltando ao cenário nacional.aulo :+aesp.im. que . numa visão muito otimista. seguido pela Argentina com 3 e o Hrasil com &I casos envolvendo empresas nacionais. Ao >udiciário. &!J eram da América Latina.camara. F -é3ico liderava com 3' arbitragens..3I# demandas cíveis e empresariais nas entidades brasileiras em 1 &. cu*a lei de arbitragem é de &9I#.icação de diversas convenç$es internacionais. em 1 estavam em primeiro lugar com &' demandas arbitrais. de e3trema ve2es. a ++7 possuía &. de Helo ?ori2onte. %ados estatísticos . entre &999 e 1 arbitragens.arlamentar +on*unta do -ercosul . <n. que registra 9.br"mercosul Kegional de +onciliação e Arbitragem do 5rabal6o processou &.unciona no +entro e 9ederação muitas das 7ndDstrias valores do <stado e de 8ão .aulo está locali2ado o +onsel6o Arbitral de 8ão . a American Arbitration Association recebeu #'9 novas demandas 1. Ao .

regula apenas a arbitragem doméstica..erida . pois não obstante a questão envolva mudança de paradigma.ora em &931.2)- A arbitragem dom3stica e a arbitragem internacional #Muitos pa)ses revisaram suas legisla*+es internas para atrair arbitragens internacionais# Por Selma Ferreira Lemes A lei brasileira de arbitragem.ara maiores in. com a rati.ol6a dobrada.gov. J +omissão .orma de internali2ar a sentença arbitral estrangeira.3 !"9#. M .mais de # anos.ormaç$es visite a nossa página/ 000.rotocolo de Lenebra sobre cláusulas arbitrais.ranc4s Kené %avid de que (o Hrasil era uma il6a de resist4ncia = arbitragem( cai no ostracismo. (ublicado em )12). Assim.camara. mais este completas também sistema arbitragem. nasce e .ora do territ)rio nacional.br"mercosul . esclarecendo que é a pro.eriram monista.icação do . Lei nº 9. tais como a <span6a em &9II e a ?olanda em &9I# :que possui uma das legislaç$es sobre pre.arlamentar +on*unta do -ercosul .irmação do renomado arbitralista . Aa área internacional disp$e sobre a . *á que a Dltima iniciativa na área . a célebre a.loresce uma nova era da arbitragem no Hrasil. -uitos países.

denominada de sistema dualista. de acordo com o seu real saber e entenderN que a arbitragem se*a administrada por uma instituição arbitralN os requisitos para que uma pessoa possa ser nomeada árbitroN a determinação. # +omissão .im. muitos países revisaram suas legislaç$es internas. isto é.inal.br"mercosul . e com isso au. As leis dualistas t4m por escopo . algumas com peculiaridades estratégicas para atrair arbitragens internacionais. também disp$em sobre as arbitragens internacionais reali2adas em seus territ)rios. tais como as arbitragens entre pessoas *urídicas com domicílio em países di.gov.rancesa de &9I&.ara maiores in.erir rendimentos com a prestação de serviçosN propiciar ambiente neutro para as partesN menor inter.im. . inglesa de &99#. Aeste sentido.Arbitragem doméstica é aquela reali2ada no territ)rio nacional e"ou quando a sentença arbitral é aqui pro. além de regularem as arbitragens domésticas.erente ao comércio internacional. os países adotam diversos critérios. tais como as leis . de medidas cautelares e coercitivasN en.erida.erenciado e condi2ente com as especi.icidades do comércio internacional.ormaç$es visite a nossa página/ 000.camara.orBneas. pelos árbitros.orma de dispor sobre a arbitragem.erentes ou quando o ob*eto do contrato se*a re. A lei prev4 os princípios *urídicos a serem observadosN a possibilidade de os árbitros decidirem por eqOidade. Aa outra . É indubitável que a arbitragem é a forma mais recomendada de solução de controvérsias surgidas no comércio internacional Ao Dltimo quartel do século passado.arlamentar +on*unta do -ercosul .er4ncia do >udiciário localN en. os <stados. belga de &99I e suíça de &9I!. em consonBncia com as demais regras do nosso arcabouço *urídico. dar tratamento di. as leis belga e suíça possibilitam até que as partes renunciem = possibilidade de recurso da sentença arbitral .ara conceituar a arbitragem como internacional. tudo de acordo com os princípios e os conceitos mais modernos sedimentados na doutrina e *urisprud4ncia .acilitar a solução de controvérsias internacionaisN avocar para seus países a sede de arbitragens.

icando@se previamente o regulamento e custos da instituição eleita. F contratante brasileiro aceita passivamente cláusulas arbitrais sugeridas pelo parceiro estrangeiro que.erença. atentassem para a possibilidade de avocar a sede de arbitragens para o Hrasil. quando surge a controvérsia e se veri. geralmente. como a cláusula arbitral tem e.camara. 8omente é notada.M indubitável que a arbitragem é a . algumas quest$es devem ser analisadas no momento em que os contratos internacionais são elaborados. preparat)rias ou no curso da arbitragem.ossem adotadas com cláusulas arbitrais bem redigidas.osse (ad 6oc( :as pr)prias partes criam as regras sem utili2ar os serviços de uma instituição arbitral.icação da lei processual do local escol6ido como sede da arbitragem. indica a sede da arbitragem no e3terior e elege instituiç$es arbitrais com ta3as e emolumentos e3cessivamente altos.ormaç$es visite a nossa página/ 000. 5alve2 seria mel6or. Futro .br"mercosul . posto que se assim não . possibilita a escol6a da lei aplicável. estabelecer que a arbitragem . outorga as garantias de um *ulgamento *usto. a lei e os tratados internacionais.le3ibilidade para as partes. pois geralmente a cláusula arbitral é relegada ao esquecimento. evidentemente. vigora no ! +omissão . veri.ator importante é a veri. para não di2er = indi. no caso. 5odavia.oi . ao negociarem contratos internacionais.orma mais usada e recomendada de solução de controvérsias surgidas no comércio internacional.eito vinculante. posto que pode ocasionar desagradável surpresa ao se deparar com legislação que prev4 a possibilidade de adoção de medidas *udiciais coercitivas de garantias. deve ser cumprida e 6onrada sem discussão. Ademais. seria salutar se os consultores das empresas. que podem colocar em 3eque os interesses das empresas. e aí passa a ser e3ecrada.ruto de consenso das partes. +ontudo. além.or violará o contrato. -as tudo isso poderia ser evitado se atitudes proped4uticas .arlamentar +on*unta do -ercosul . dos mencionados custos das instituiç$es arbitrais e dos elevados 6onorários dos árbitros. é obrigat)ria e .ara maiores in.gov. que c6egam até a inviabili2ar o acesso = arbitragem.. do ponto de vista operacional.ica que a pílula é amarga para o bolso. dos altos 6onorários de advogados locais. pois nossa lei concede muita .

ara maiores in.issionais especiali2ados e árbitros indicados pelas partes são muito mais compensadores. com árbitros diligentes e partes colaboradoras. se*a no Hrasil ou no e3terior.2)- Recon4ecimento da senten&a arbitral estrangeira no Brasil #A senten*a estrangeira.arlamentar +on*unta do -ercosul . etc. os custos das arbitragens administradas pelas instituiç$es brasileiras com pro.cia no -mbito interno.camara. &9JI.gov. (ublicado em ).omologada pelo Supremo/ I +omissão . para ter efic.br"mercosul .Hrasil a +onvenção 7nternacional sobre Kecon6ecimento e <3ecução de 8entenças Arbitrais <strangeiras :Aova 7orque. Arbitragem ideal é a que transcorre rápido.ormaç$es visite a nossa página/ 000.2). precisa ser . Ademais.

&9!9. 5odavia.arlamentar +on*unta do -ercosul . os casos de denegação de recon6ecimento etc. @ a +A7 @. F 859 acatou imediatamente os novos preceitos.or opção do legislador brasileiro.e2 constar..ormaç$es visite a nossa página/ 000. pre. 9 +omissão .9 1"9#.ormidade com os tratados internacionais com e. &99I. &9JI.'&&"9!.camara. na lei. o Acordo sobre Arbitragem +omercial 7nternacional do -ercosul :Huenos Aires. . .gov. o %ecreto nº &. dispensando a necessidade de dupla 6omologação.icácia no ordenamento interno e. tais como o que invertia o Enus da prova. 9oram incluídos também dispositivos id4nticos aos da +onvenção 7nternacional sobre Kecon6ecimento e <3ecução de 8entenças Arbitrais <strangeiras :Aova 7orque. &9!J. estritamente de acordo com os termos desta lei :artigo 3'. a +A7 acima mencionada.erida . o %ecreto nº '. A nova lei dispensou a dupla 6omologação da sentença arbitral estrangeira e3igida.osteriormente.!&9" 3. deve ser 6omologada perante o 8upremo 5ribunal 9ederal :859.icácia <3traterritorial de 8entenças e Laudos Arbitrais <strangeiros :-ontevidéu. recentemente.3 !"9# não disciplinou as arbitragens internacionais.orma para internali2ar a sentença arbitral estrangeira. para ser recon6ecida e e3ecutada no Hrasil. dispositivo de compatibilidade. prevendo o legislador essa possibilidade. o Hrasil rati. e o %ecreto nº '.3 !"9# tin6am incid4ncia imediata nos casos pendentes de *ulgamento..icou as convenç$es internacionais da área/ a +onvenção 7nteramericana de Arbitragem +omercial 7nternacional :.ara maiores in. a +onvenção 7nteramericana sobre <..br"mercosul .Por Selma Ferreira Lemes . até então. pelo 859.ora do territ)rio nacional e que. ou se*a. o %ecreto nº 1. a parte que dese*asse obstaculi2ar o recon6ecimento é que deveria provar o alegado. esclarecendo que a sentença arbitral estrangeira será recon6ecida e e3ecutada de con.anamá.. esclarecendo que as normas processuais da Lei nº 9. na sua aus4ncia.erindo regular a . pro.3&&" 1 e. a Lei nº 9.

br"mercosul .ormidade com as regras de procedimento do territ)rio no qual a sentença é invocada.icamente di2 respeito = imposição de condiç$es.( <ste enunciado re. soberanos para regular a questão.ere@se = legislação de organi2ação *udiciária do país em que se solicita o recon6ecimento. e3ig4ncias ou custas que onerem o recon6ecimento e a e3ecução de sentenças arbitrais estrangeiras.Há certos dispositivos da C ! que precisam ser esclarecidos.orma de e3ecução das sentenças domésticas. não serão impostas condiç$es substancialmente mais onerosas ou ta3as ou cobranças mais altas do que as impostas para o recon6ecimento ou e3ecução de sentenças arbitrais domésticas(.er4ncia tiveram sua inspiração na +A7 e. . ao dispor que (para . ao dispor (que cada <stado signatário recon6ecerá as sentenças como obrigat)rias e as e3ecutará em con. pois ambos os diplomas legais devem ser interpretados de modo 6armEnico e complementar.arlamentar +on*unta do -ercosul . id4nticos aos artigo 3I e 39 da Lei nº 9. em segundo lugar. não necessitando de 6omologação do 859. Aão 6á a & +omissão . .or sua ve2.gov.ormaç$es visite a nossa página/ 000. no sentido de que a +A7 teria alterado a sistemática de recon6ecimento e e3ecução de sentenças arbitrais estrangeiras prevista na lei e revogado o seu teor. 6a*a vista comentários surgidos na doutrina nacional.ins de recon6ecimento ou de e3ecução das sentenças arbitrais =s quais a presente convenção se aplica.3 !"9#.ortanto. os artigos 3J a 3! da Lei de Arbitragem regulam a questão. as normas que disciplinam a compet4ncia da organi2ação *udiciária são internas dos países. <ssa interpretação deriva da leitura apressada do artigo 777 da +A7. com o advento da +A7. "a#a vista comentários surgidos na doutrina nacional ?á certos dispositivos da +A7 que precisam ser esclarecidos. 8alientamos que tal . estabelecendo que os motivos de denegação de recon6ecimento são apenas os relacionados na +A7. a segunda parte do enunciado.ato não ocorre.camara. especi.ara maiores in. Ao caso brasileiro. não poderia sobrepor@se = lei interna brasileira. as sentenças arbitrais estrangeiras passavam a ter a mesma .erimo@nos ao entendimento e3ternado de que. 7nicialmente recordamos que os dispositivos em re. Ke.

F legislador tomou@o como um princípio *urídico a ser respeitado e preservado.arlamentar +on*unta do -ercosul . A sentença estrangeira. poderia conclusão. evidente inconstitucionalidade.ara maiores in. inicialmente.oro competente. precisa ser. basta ser pr23ativo. recon6ecida e 6omologada pelo 8upremo 5ribunal 9ederal. pois a matri2 legal encontra sua origem no artigo & 1. (ublicado em *5+). interpretação que subverta a ordem natural disposta pelo legislador representaria. alínea 6 da +onstituição 9ederal. ilegalidade. para e3istir e ter e. uso da arbitragem nas rela&6es de consumo #0ão e1iste impedimento legal.ormaç$es visite a nossa página/ 000.+)- .br"mercosul .gov.icácia no Bmbito interno.camara. Ao caso brasileiro. ter boa vontade e descortino# Por Selma Ferreira Lemes && +omissão . inciso 7.etuada está em consonBncia com os documentos que representam os trabal6os preparat)rios outra além não de da convenção ser e a a vasta doutrina Admitir uma internacional que 6á mais de 'J anos dedica@se a interpretá@la.menor 6ip)tese de se interpretar o artigo 777 da +A7 com o intuito de igualar o recon6ecimento e a 6omologação de sentença arbitral estrangeira com a sentença arbitral doméstica e pretender e3ecutá@la diretamente no . A interpretação 6armEnica da +A7 com a lei de arbitragem acima e.

Cuando o assunto é arbitragem nas relaç$es de consumo.icados.o P77 do artigo J&. !9"9 @ te3tualmente incentiva a utili2ação dos mecanismos alternativos de solução de con. *á que a abordagem é nova e as premissas di. instituir )rgãos sérios. e não para o aderente :consumidor. idEneos e competentes para gerenciar processos e solucionar con.erido dispositivo. deve partir do consumidor. entendemos que a nova Lei de Arbitragem :Lei nº 9. no momento atual muito mais importante revela@se incentivar o uso dos sistemas e3tra*udiciários de solução de disputas e.litos de consumo no parágra. as discuss$es. 8ão aqueles temas tabus. Aos denominados contratos de adesão @ aqueles em que as partes assinam sem poder negociar as cláusulas @. nestas condiç$es. Ao contrário.ormalismos que devem ser respeitados. para tanto. com visto especial ou em documento separado.oder >udiciário. dirigir@se ao ..arlamentar +on*unta do -ercosul .erentes. que precisam ser en. 5odavia.ormaç$es visite a nossa página/ 000.ica que o legislador erigiu no rol das denominadas cláusulas abusivas as que (determinem a utili2ação compuls)ria da arbitragem( :parágra. $uitas empresas #á perceberam que resolver rapidamente este tipo de problema agrega valor aos seus produtos -as. +ontudo.iligranas *urídicas. Aão e3iste nen6uma proibição em solucionar controvérsias consumeristas por arbitragem. a lei de arbitragem outorgou@l6es tratamento peculiar ao estabelecer que a iniciativa = arbitragem.orça vinculante para o proponente :empresa. revogou o re.. tais como e3igir que o consumidor assine o contrato com a cláusula inserida ou não esclarecer a ele o que isso signi. a arbitragem somente terá . Aestas situaç$es.rentados e desmisti.br"mercosul .o P do artigo 'º. e não l6e pode ser imposta. abdicam da racionalidade e ra2oabilidade e resvalam para a passionalidade.camara. o +)digo de %e.esa do +onsumidor :+%+.3 !"9#. = parte estas . se quiser. a celeuma se instala quando se veri. ?á certos .ara maiores in. @ Lei nº I.ica. 8ão requisitos de proteção ao consumidor e não se prestam a abusos.gov. que poderá.litos &1 +omissão . tais como a cláusula estar em negrito. no Hrasil.

o e3cessivo custo dos processos *udiciais :comparado com as quantias em litígio.envolvendo o . com independ4ncia. muitas tal como empresas quando *á perceberam a que do resolver ouvidor rapidamente este tipo de problema agrega valor aos seus produtos e instituíram . seguros. basta ser pr)@ativo. aquisição de eletrodomésticos etc. a .br"mercosul insere@se no conte3to da responsabilidade social da .gov.eridas instituiç$es poderiam atuar em con*unto com )rgãos pDblicos :.ara maiores in. imparcialidade.arlamentar +on*unta do -ercosul .acilitar o acesso = >ustiça pelos consumidores.ormação esta prestada pelo ..ormado de como deve proceder diante de um problema.imos.igura :ombudsman.ornecimento de bens e serviços aos consumidores. -as esta iniciativa dormita até 6o*e nos escanin6os da 8ecretaria de %ireito <conEmico :8%<. lisura. atividades. com a colaboração con*unta do setor pDblico e privado. F consumidor precisa apenas estar devidamente in. resolverá gratuitamente a controvérsia. A reclamação poderá ser e. mas cláusula em que a empresa o. in.camara.oram adotadas para . <m &999 o então ministro da >ustiça recebeu proposta de um plano piloto para desenvolver a arbitragem nesta área.amiliaridade do consumidor com o *argão *urídico e os tribunais &3 +omissão .ace das desigualdades dos poderes do mercado. Aen6um impedimento legal e3iste.ederal. seriam as dos serviços de reparação de autom)veis. nas empresas. entre outras.alta de .ormaç$es visite a nossa página/ 000.icando livre para acorrer = instituição arbitral indicada ou ao >udiciário. e entidades vinculadas aos dois lados envolvidos @ empresas e consumidores @ e processar arbitragens gratuitas ou a custos ín. As re.abricante ou prestador do serviço. Aão demanda cláusula arbitral tradicional no contrato.. se o consumidor assim dese*ar. . estadual ou municipal. Aa Qnião <uropéia esta preocupação está em pauta desde &9IJ e inDmeras iniciativas . bancários.issionalismo.erece a possibilidade de solucionar a questão por arbitragem. As áreas mais convidativas. Atualmente.etuada na instituição indicada. ter boa vontade e descortino. atentando para a necessidade de proteção em . M indubitável que está iniciativa empresa. que. tinturarias. transpar4ncia e pro.

erirem.im. conv4nio em que esta se compromete . <n. <m 8ão .aulo 6á arbitragens consumeristas no +onsel6o Arbitral de 8ão .rio trabal. regulamentou a instituição do 8istema Aacional de +onsumo que.ortugal.arlamentar +on*unta do -ercosul . <m .omenta a arbitragem. uso da arbitragem nas rela&6es trabal4istas #$ 4udici. cu*a legislação de consumo também . os +entros de Kesolução de %isputas +onsumeristas são líderes da arbitragem.rente aos seus consumidores.ista tem outorgado a seguran*a 5ur)dica necess.ara maiores in.:rígido . a aceitar a arbitragem.ormalismo do procedimento e demora dos processos.+)- . a necessidade de dotar o Hrasil de um sistema nacional de solução de con.camara. (ublicado em *1+). nos casos indicados. que . A Argentina. em ve2 de dirigirem@se ao >udiciário. registrando entre 1 "1 & uma média de de2 mil casos. registrou 1.ormaç$es visite a nossa página/ 000.aulo :+aesp.ria 6 arbitragem# Por Selma Ferreira Lemes &' +omissão . etc.#9I sentenças arbitrais. ?o*e está implantada a Kede <3tra*udicial <uropéia e a arbitragem .oi estendida até para o comércio eletrEnico.gov.irmou com a empresa Leneral <lectric :L<. se assim pre.br"mercosul .litos de consumo constitui agenda inadiável da sociedade brasileira.. em 1 1.

usor da negociação entre o capital e o trabal6o. A norma legal deveria apenas regular o mínimo necessário e estabelecer os princípios *urídicos que condu2iriam as negociaç$es.orma estrutural urgente. o >udiciário trabal6ista recebe mais de dois mil6$es de novas aç$es por ano. que impede a contratação de trabal6adores.gov.ara maiores in. que está em um manicEmio *udiciário. que.le3ibili2ação constitucional na revisão de salário e *ornada de trabal6o. que trata . <m decorr4ncia. pois com ela se con.A era da automação e da internet veio acompan6ada de mudanças pro. As audi4ncias iniciais são designadas para quase um ano depois e a intervalos de cinco minutos. na .& >untas do 5rabal6o em todo o país. tem que arcar com pesadíssima carga tributária.ormam.br"mercosul . F legislador.ormaç$es visite a nossa página/ 000. para manter regularmente seu neg)cio.lito em ve2 de ser agente paci. Ao atual sistema todos os lados são vítimas e ao mesmo tempo vil$es desta situação. o legislador . e3clui de suas benesses contingente imenso de trabal6adores. Aeste cenário ca)tico que demanda re. F empreendedor. incentiva o con.orma como disciplina a matéria trabal6ista. Fs acordos são alin6avados . trabal6ista e previdenciária. inclusive prevendo a arbitragem e a Lei nº 99JI" da conciliação prévia.irmados. Cuem *á teve a e3peri4ncia de percorrer os corredores da >ustiça do 5rabal6o terá a impressão.icador e di. entre eles o do mercado de trabal6o. recepcionadas em &. A >ustiça seria a guardiã da legitimidade dos acordos .arlamentar +on*unta do -ercosul . se adaptam e tiram vantagens. por não acompan6ar a realidade. no mínimo. apregoados &J +omissão .camara.a2 ouvidos moucos e tenta solucionar a questão em doses 6omeopáticas com a . por meio de acordo ou convenção coletiva.undas em todos os setores da economia. não se amoldam ao sistema os rígidos contratos de trabal6o patrocinados por uma legislação trabal6ista pseudo protetiva. ?o*e.ora das salas de audi4ncias.

br"mercosul .ormaç$es visite a nossa página/ 000.erece a possibilidade de solucionar con. que atua em 11 <stados. que se dedicam também = área laboral @ bem aparel6ados. a deusa da *ustiça.ara maiores in. marcada no má3imo de2 dias depois da apresentação da demanda. na quase totalidade. são resolvidas na primeira audi4ncia.ras.oram causas trabal6istas que. A <scola da -agistratura do 5ribunal Kegional do 5rabal6o :5K5. Fs árbitros desta instituição são advogados com mais de de2 anos de prática e outros pro.inalidade de resolver rapidamente a questão. direitos são aquin6oados em ci.erecem ao trabal6ador assist4ncia gratuita de advogado. 8ão de2enas de empresas que mant4m conv4nios com o +aesp. 6á resist4ncia da +ai3a <conEmica 9ederal :+<9.ora do >udiciário.era. contabili2a quase de2 mil demandas arbitrais solucionadas desde &999. A grande maioria das demandas é solicitada pelo empregador. quando necessário. mais de seis mil .arlamentar +on*unta do -ercosul . que singelamente o. com a . por e3emplo. da 1º região.issionais que atuaram em departamentos de recursos 6umanos de empresas. F +onsel6o Arbitral de 8ão . com pro.litos que envolvam direitos patrimoniais disponíveis .3 !"9#. mas por meio de mandado de segurança impetrado pelo trabal6ador o *ui2 . .issionais capacitados. em liberar o 9L58 determinado na sentença arbitral.camara..gov.erem =s normas de segurança e medicina &# +omissão .aulo :+aesp.uturos advogados para a área. lágrimas escorrem. com e3ceção =s que se re. que o. e que contam com a participação do representante sindical da categoria @. <m centros de arbitragens idEneos. renovada pela Lei nº 9. . Aeste cenário surge a arbitragem. %os ol6os vendados de 54mis. espontaneamente. as sentenças arbitrais são e3pedidas quase sempre em um m4s.como em leil$es. em 9 G dos casos. %estas.odem ser submetidas = arbitragem as matérias laborais pecuniárias. A sentença arbitral que declara o acordo é e3pedida no ato. mantém com o +aesp conv4nio para treinar estagiários. . Atualmente é a área em que a arbitragem mais se proli. As sentenças arbitrais são cumpridas.or ve2es.ederal determina o imediato acatamento da sentença arbitral pela +<9.

a >ustiça estatal e a >ustiça arbitral camin6am *untas e contribuem para o aper.( 7rmãs g4meas.br"mercosul .do trabal6o.+)- 8so da arbitragem na administra&'o p9blica #7ecentemente.arlamentar +on*unta do -ercosul .rustração desta.ormaç$es visite a nossa página/ 000.ensa = +onstituição.ortalecedoras do senso de responsabilidade social de cada cidadão trabal6ador. e na patronal.issional ou. visando a dar a assist4ncia promover = a autocomposição dos con. <m *ulgamento ocorrido na Jº >unta de +onciliação e >ulgamento de +ampinas. (ublicado em *7+). que envolvam o trabal6ador menor e outras áreas sensíveis. dois precedentes na .litos de interesses surgidos entre seus representados.ara maiores in. F >udiciário trabal6ista tem outorgado a segurança *urídica necessária = arbitragem. o *ui2 presidente Lui2 -artins >unior .gov. propiciadoras da evolução pessoal e . que versava sobre matéria arbitral.litos.uturista da sociedade.camara. . longe de implicar o.eiçoamento de nossas instituiç$es *urídicas. se .a2em decorrentes de uma visão moderna e . As quest$es mais .rea t8m suscitado perple1idade e repercuss+es nefastas ao pa)s# Por Selma Ferreira Lemes &! +omissão .reqOentes são 6oras e3tras e saldo de salários. mediante a instalação da +Bmara Arbitral 8etorial.oi incisivo/ (As louváveis iniciativas sindicais pro. 6eterocomposição mais célere desses mesmos con.

mas de suas conseqO4ncias patrimoniais :interesse derivado.arlamentar +on*unta do -ercosul ..ara maiores in. o de discernir o que é direito patrimonial disponível :Bmbito de abrang4ncia da arbitragem. Qm bom guia é partir da premissa de que quando a administração pDblica atua no interesse da coletividade.erentes = segurança e ao bem@estar da sociedade.oro *udicial e o outro que determina a aplicação dos princípios dos contratos empresariais. <ntre eles.8olucionar controvérsias contratuais por arbitragem quando a administração pDblica este*a envolvida é tema que suscita muitos debates. e3ternadas nos contratos administrativos.gov. são interesses .icados e ten6am e3pressão patrimonial.ormaç$es visite a nossa página/ 000.camara. disponíveis e suscetíveis = arbitragem. >á quando adota condutas para operacionali2ar os interesses pDblicos primários que possam ser quanti.lito entre dois dispositivos da Lei de Licitaç$es/ um que elege o .N são os interesses pDblicos primários.ora do mercado :indisponibilidade absoluta.br"mercosul . Aão se trata de e3aminar nem decidir sobre a legitimidade dos atos administrativos :interesse primário. nas quest$es estatais e o possível con. &I +omissão . estamos diante dos interesses pDblicos derivadosN portanto. adotando políticas re.

enaltecendo a lealdade contratual e que estes tipos de contratos eram de colaboração.ar a arbitragem <m decorr4ncia das privati2aç$es e dos novos paradigmas do direito administrativo moderno. 8ão entendimentos &9 +omissão .etuado pelo %ecreto@lei nº 9# "3I. diversas leis .astas ao país.ace aos vultosos investimentos. na lin"a legal. posto que. tais como nos contratos de concessão da Leopoldina Kail0aR..br"mercosul . lembramos que desde os tempos imperiais ela se . tal como e.icativos . em &999. Sestern 5elegrap6 e outros.erendou este entendimento e.gov. que pretendem uma aplicação restritiva da arbitragem para a administração pDblica.oram editadas e nelas inseridas a solução e3tra*udicial de con.a2 presente. A 8uprema +orte. deveria e3istir dispositivo e3presso.lito gerado entre os dois dispositivos da Lei de Licitaç$es. a utili. em 8ão . o 5ribunal de >ustiça do %istrito 9ederal esclareceu que se aplicam aos contratos administrativos a legislação privada. para .aulo. no caso Lage.ormaç$es visite a nossa página/ 000. e a construção do <urotDnel :em que a arbitragem . dois precedentes na área t4m suscitado perple3idade e repercuss$es internacionais ne. <3emplos signi. para negar autoridade = administração.ara os setores conservadores. Kecentemente. re. quando apreciou a inserção da cláusula de arbitragem em contrato de ampliação da estação de tratamento de esgotos de Hrasília.Cuanto ao con. .le3ibili2ou@se as normas contratuais procurando o equilíbrio entre os contratantes.oram os contratos de concessão vinculados = ampliação da Kodovia dos 7migrantes. os países cada ve2 mais reivindicam a participação privada em empreendimentos pDblicos.a2er . uma resolução e'pedida em ())* orienta o setor p+blico. Atualmente.oi amplamente utili2ada. 6á opini$es que de. que vetou o uso da arbitragem no caso de dívidas .iscais.arlamentar +on*unta do -ercosul .camara. %m &ortugal.endem a necessidade de lei e3pressa neste sentido e as que propendem a aplicar supletivamente a legislação civil que autori2a a arbitragem.litos. Assim. .ara maiores in.

1 +omissão . aceite e promova e3emplarmente a resolução de seus litígios .altar@l6e compet4ncia e por ser a matéria de direito indisponível. F outro .ica no mundo. no qual o >udiciário obstaculi2ou procedimento arbitral instaurado no e3terior.oi pleito da +ompan6ia .. recém vigente no ordenamento interno. por e3emplo. envolvendo a +omerciali2adora Hrasileira de <nergia <mergencial :+H<<. que não poderia submeter@se = arbitragem por .equivocados. <3ige que o <stado. não atentando ao estipulado no contrato e em convenção internacional. Aa seara internacional essa conduta *á é con6ecida.erida cláusula era contrária = administração pDblica(. A capacidade para contratar da administração pDblica é indiscutível. F primeiro originado do 5ribunal de +ontas da Qnião :5+Q. voluntariamente.( Fs bons ventos de além@mar precisam ecoar em plagas brasileiras.undamento da cidadania sugerem também a construção de uma nova relação do <stado com os cidadãos e com as empresas..br"mercosul . Ao edital e nas tratativas contratuais.( <stes casos representam a antítese do que se veri. no caso da +opel.ormaç$es visite a nossa página/ 000. <m . ele mesmo. desalin6ados com os novos te3tos legais e seus princípios. na lin6a legal. determinou que (o re.arlamentar +on*unta do -ercosul . patrimonial :compra e venda de energia. F 5+Q determinou a e3clusão da arbitragem nos contratos. a administração pDblica di2 que a cláusula de arbitragem é nula. como se a arbitragem . Agora.gov..ara maiores in.camara.ora dos tribunais.igura espDria.osse uma .orço da qualidade da democracia e o apro. pois (re. uma empresa de <stado ou uma entidade estatal não podem invocar sua incapacidade de concluir uma convenção de arbitragem. por meio de resolução. A matéria ob*eto do contrato é de interesse pDblico derivado. a utili2ar a arbitragem. sendo que em &9II o 7nstituto de %ireito 7nternacional.. uma resolução e3pedida pelo +onsel6o de -inistros em 1 & orientando o setor pDblico.ortugal. para recusar a participar de uma arbitragem que 6aviam consentido. a administração pDblica inseriu as cláusulas arbitrais.aranaense de <nergia :+opel. esclareceu que (um <stado.

br"mercosul .ara tanto.rio bater nas portas do 4udici. .camara. surgida a controvérsia e ine3istente a citada cláusula.ara maiores in.ormaç$es visite a nossa página/ 000.+)- As cl:usulas arbitrais omissas e de. A arbitragem repousa na aceitação voluntária das partes em escol6er essa via. subscrevem o denominado compromisso arbitral. passa a ser obrigat)ria e as partes não podem propor demanda *udicial. em decorr4ncia do e.eituosas #Diante de uma cl.rio# Por Selma Ferreira Lemes A g4neses da arbitragem está locali2ada na cláusula inserida em um contrato no qual as partes esclarecem que as diverg4ncias dele surgidas serão solucionadas por meio da arbitragem.gov. -as a partir do momento em que decidem assim proceder. M a denominada cláusula compromiss)ria.eito 1& +omissão .eia não é necess. as partes decidem que submeterão a pendenga a árbitros.orma de instaurar a arbitragem é quando.usula arbitral c.(ublicado em 55+). que não l6es pode ser imposta.arlamentar +on*unta do -ercosul . A outra . 7sso.

ou quando indicam a instituição arbitral com denominação incompleta ou equivocada.arão uso da arbitragem institucional.gov. se . <stes tipos de cláusulas omissas.ormaç$es visite a nossa página/ 000.br"mercosul . 5odavia. por e3emplo. mas não indicam a . elegem a arbitragem e a cláusula de . As cláusulas patol-gicas são pedras no camin"o da arbitragem e os percursos adotados convergirão para o Judiciário <m outras situaç$es as partes esclarecem na cláusula arbitral que a arbitragem será processada perante uma cBmara de arbitragem em 8ão . Futro e3emplo é quando.rimeiro. As cláusulas patol)gicas são pedras no camin6o da arbitragem e dois serão os percursos adotados.oro *udicial. quando as partes estabelecem as regras nas quais a arbitragem será processada naquele caso especí.etuar 11 +omissão .eituosas.vinculante da cláusula compromiss)ria @ uma das mais importantes inovaç$es advindas com a Lei de Arbitragem. nem sempre a cláusula compromiss)ria está redigida de . . representa a espin6a dorsal da *ustiça arbitral. *untamente com o preceito que determina a equival4ncia da sentença arbitral = sentença *udicial.ico.oi a real intenção das partes em eleger a arbitragem. contradit)rias e ambíguas são denominadas de cláusulas doentes ou patol)gicas.arlamentar +on*unta do -ercosul .ara maiores in.aulo. isto é. competindo ao )rgão arbitral e. a parte interessada dirigirá solicitação de abertura de processo arbitral.orma a possibilitar a instauração imediata da arbitragem.icamente a instituição. com o ob*etivo de esclarecer qual .orma de operacionali2á@la. ou a (ad 6oc(. mas não indicam especi. e que redundarão na instauração de um contencioso parasita. no mesmo contrato. quando a cláusula denotar que a arbitragem seria institucional. -uitos contratos estabelecem laconicamente que as dDvidas e controvérsias dele surgidas serão solucionadas por arbitragem. quando nomeiam uma cBmara ou centro de arbitragem para administrar o processo arbitral. de. Lei nº 93 !"9# @.camara.

Ao caso de contrato internacional. tudo isso pode ser evitado se os negociadores do contrato derem a correta redação = cláusula arbitral.ormaç$es visite a nossa página/ 000. tal . que permanecerá como uma (espada de %Bmocles( sobre a arbitragem.a. que se recomenda nesta .acie(. se as partes decidirem pela arbitragem institucional. o tribunal arbitral veri. Aote@se que quando as partes dei3arem de especi.camara.orém. dando início = arbitragem. que utili2em a cláusula@padrão ou cláusula@tipo sugerida pela instituição.ara maiores in.gov. que também convergirá para o >udiciário. que ten6am o cuidado redobrado de esclarecer como elegerão os árbitros.ato não impedirá o regular processamento da arbitragem.esa. ocorrerá se a cláusula não der a mínima orientação de como proceder.br"mercosul . *á que no .ase inicial da arbitragem no Hrasil. determinará que as partes instituam a arbitragem no >udiciário.ere aos árbitros tal tare. basta proceder como indicado na cláusula arbitral. além de dei3ar aberta a porta da via recursal. no mínimo. que esclareçam corretamente a denominação da instituição eleita. que ele*am uma instituição idEnea.icar o procedimento a ser seguido.análise prévia :(prima .issional na condução da arbitragem.uturo poderá vir a ser decidido que aquela cláusula não tin6a validade. F segundo camin6o. que diante de cláusula arbitral c6eia @ aquela que indica uma instituição arbitral ou a . para decidir se tem compet4ncia para administrar o processo. pois a lei de. tal 13 +omissão . que a cláusula arbitral esclareça também a lei aplicável. Aeste sentido.orma de intimar a outra parte etc. +aso as partes optem pela arbitragem (ad 6oc(. <m seguida. .icará se tem compet4ncia para decidir a controvérsia. . para evitar equívocos interpretativos.arlamentar +on*unta do -ercosul . +aso opte pela negativa.orma de iniciar a arbitragem e eleição de árbitros que em 6avendo resist4ncia da outra parte em instituir a arbitragem @ não é necessário bater nas portas do >udiciário para processar a arbitragem. local e idioma da arbitragem. em seis meses. <sse contencioso parasita para instaurar o processo arbitral poderá adiar o início da arbitragem. observando a igualdade de tratamento das partes e o direito de de. com compet4ncia pro. M importante esclarecer.

ao *ulgar a constitucionalidade das regras da Lei nº 9. depende mais dos princípios cristali2ados apresentam. basta ter o mínimo de cuidado na redação da cláusula compromiss)ria. ob*eto superior da legislação.camara.arlamentar +on*unta do -ercosul .rio recepcionou positivamente os princ)pios da arbitragem no %rasil# Por Selma Ferreira Lemes F principal pilar da arbitragem.inal. a cautela e a dilig4ncia são atributos a serem observados em qualquer o. A.como re. Assim. bem como o sustentáculo de todas as leis.3 !"9#. que no de <stado direito democrático constitui atributo do >udiciário. +arlos -a3imiliano.ara maiores in.br"mercosul em normas escritas do que da roupagem mais ou menos apropriada em que se . (ublicado em 5<+). para que a arbitragem se*a celeremente instalada e processada.( 1' +omissão . A *urisprud4ncia gerada será o guia em que para obra (a sua aplicação e de utili2ação. salientou segurança *urídica. precursora interpretação legal. é a segurança *urídica. o intérprete primeiro das leis.erendado pelo 8upremo 5ribunal 9ederal :859.+)- A =urisprud>ncia brasileira sobre o uso da arbitragem #$ 4udici.ormaç$es visite a nossa página/ 000.gov.ício ou atividade.

6avendo resist4ncia da outra parte e diante de cláusula compromiss)ria que elege uma instituição arbitral para administrar o procedimento. com serenidade.ormaç$es visite a nossa página/ 000. ao regular o instituto *urídico da arbitragem. quando estas quest$es c6egarem =s instBncias superiores serão revistas.. 5odavia. são quest$es que. ainda que esporadicamente. remetendo as partes = arbitragem.camara. de c6o. pois alguns *uí2es aplicam equivocadamente o conceito da lei revogada e compromiss)ria. consideram@se impedidos para analisar a demanda. bem como diversos precedentes de primeira instBncia. -as. seguramente. não 6á a necessidade de acorrer ao >udiciário para institui@la. que. não constituiu surpresa que. Ainda não temos entendimento uniforme para contratos que elegeram a arbitragem antes da nova lei A concessão de medidas liminares prévias = instauração da arbitragem e o entendimento que a ação principal será a propositura da demanda arbitral. Kecon6eceu que quando as partes . declarando@se competentes para apreciar a matéria. dissecando@os. Fs 5ribunais de >ustiça de 8ão ..A Lei nº 9. pois isso s) seria necessário se a cláusula arbitral nada dispusesse a respeito :cláusula arbitral va2ia. 1J +omissão . e a e. negam e. <ntre outras matérias. o *ulgado re. pois os *uí2es. bem como que não 6á incompatibilidade entre as instBncias.icácia da cláusula arbitral c6eia. Assim.icácia esse = entendimento cláusula encontra resist4ncia.ornecem os elementos para dar início = arbitragem.utável e vanguardeiro a constitucionalidade da lei.aulo e de Hrasília e3araram entendimentos id4nticos.eito vinculante da convenção de arbitragem :cláusula compromiss)ria e compromisso.ara maiores in.erendou o e.3 !"9#. introdu2iu no ordenamento nacional novos princípios e conceitos que ainda demandarão algum tempo para serem devidamente assimilados pela comunidade *urídica. a Lei de Arbitragem estreou com alguns dispositivos questionados no 8upremo 5ribunal 9ederal :859.re. selou de modo irre. os *uí2es monocráticos t4m aquiescido.br"mercosul . ao depararem com a alegação da e3ist4ncia de cláusula compromiss)ria.gov.arlamentar +on*unta do -ercosul .

ainda não temos entendimento uni.reqOentemente são invocados nas sentenças arbitrais. pois não se trata de uma decisão que colocará . 5ambém. mas será. optariam pela *urisdição pDblica. pois se não a controvérsia continuaria a e3istir.orme quanto = aplicação temporal da lei.arlamentar +on*unta do -ercosul .lui dos tribunais arbitrais.er4ncias pessoais com as partes. para contratos que elegeram a arbitragem antes da vig4ncia da nova lei. entre elas con. buscando a mel6or solução para o caso.br"mercosul . *á que desalin6adas com a norma legal e os tratados internacionais vigentes. citados por 1# +omissão . <3atamente visando atingir o .eita sintonia com o princípio da atenuação do . isto é. bril6antemente acentuou que (o princípio da eliminação da controvérsia.ormalismo processual.oi prolatada a decisão nos termos em que se encontra.orém. pois se o que as partes pretendessem . ainda perduram decis$es quanto = arbitragem no setor pDblico. representando norte orientador para os pro.camara.im estipulado neste princípio. 8imilar é o entendimento unBnime do 859 quanto = 6omologação e recon6ecimento de sentenças arbitrais estrangeiras.aris. que provavelmente serão revistas pelas instBncias superiores. Fs precedentes da +orte de Arbitragem 7nternacional :++7. .ara maiores in.Ainda. muito mais livres do que os *uí2es de direito. é que . especialmente no e3terior. a empreenderem várias medidas. aplicáveis.( <sta decisão . para os processos em curso. F entendimento predominante é o de aplicar a lei em vigor no momento da instauração da arbitragem.gov.issionais da área. dentro do . na pena da *uí2a -árcia de +arval6o. demonstrando per. A *urisprud4ncia arbitral não é originária somente dos tribunais estatais. por e3emplo. da ''T Para +ível. coligida em comp4ndios e revistas. inclusive.. mas também de. . ao contrário.irmada pelo 5ribunal de >ustiça do Kio de >aneiro. que autori2a os árbitros.im ao litígio e3istente entre as partes.osse uma solução arraigada ao direito.oi con. ainda que não *urídica.ormalismo processual na arbitragem. decisão que a restaurará. em .ormaç$es visite a nossa página/ 000. M também esse princípio que determina que a *urisdição pDblica se*a cautelosa ao declarar a nulidade de sentença arbitral.luminense. o >udiciário .

arlamentar +on*unta do -ercosul .ara maiores in. <n. com descortino. os precedentes mencionados demonstram que o >udiciário.im. (ublicado em 57+). ap)s quase sete anos de vig4ncia da Lei nº 9.camara.3 !"9#. uso da medida cautelar no procedimento arbitral #A intera*ão entre o 5ui9 togado e o .gov.br"mercosul .+).rbitro se manifesta de diversas formas e nas tr8s fases da arbitragem# Por Selma Ferreira Lemes 1! +omissão . recepcionou positivamente os princípios e conceitos que deram novas roupagens = arbitragem no Hrasil.seus nDmeros.ormaç$es visite a nossa página/ 000. 6a*a vista que a identidade das partes é mantida em sigilo.

o árbitro passou a contar com a possibilidade de decretá@la. a parte pode solicitá@la ao árbitro. 5ambém o au3ílio do >udiciário é solicitado por ocasião da necessidade de cumprimento obrigat)rio de medida cautelar prévia ou no curso da arbitragem. mas de complementação e colaboração. tais como o perigo de dano com a demora e a probabilidade da e3ist4ncia do direito invocado. necessita do au3ílio para instituir *udicialmente a arbitragem.ormaç$es visite a nossa página/ 000. F árbitro tem *urisdição. A relação que se estabelece entre o *ui2 togado e o árbitro não é de subordinação.camara. na indicação de árbitro substituto.ases da arbitragem. %urante o procedimento arbitral. ou como ocorre quando um *ui2 de uma comarca 1I +omissão .3 !"9#.ormas e nas tr4s . .orma de operacionali2ar essa solicitação seria como se o árbitro enviasse um o.ara maiores in. %iante da necessidade de se obter uma medida cautelar de urg4ncia.ício. quando condenat)ria. arbitragem nem é incompat/vel com ela A >ustiça estatal e a >ustiça arbitral t4m como ob*etivo comum a distribuição da *ustiça. As medidas cautelares são provid4ncias de urg4ncia adotadas para assegurar um direito.esta de diversas .gov. e na . não pode e3ecutá@las. mas se 6ouver resist4ncia no acatamento do determinado. A interação entre o *ui2 togado e o árbitro se mani. mas não podem e3ercer a constrição peculiar de um *ui2. pois é atividade adstrita ao *ui2 estatal. diante de cláusula va2ia :aquela que não tem os requisitos mínimos. quando. Aa . A .arlamentar +on*unta do -ercosul . propostas antes ou no curso do processo arbitral ou *udicial.. com a nova sistemática introdu2ida pela Lei nº 9.orém.A solicitação prévia da medida cautelar não representará ren+ncia . para ouvir testemun6a que se recusa a comparecer ao tribunal arbitral. o árbitro deverá encamin6ar solicitação de e3ecução ao *ui2 togado. quando presentes as condiç$es legais. que dependia do >udiciário para decretar e e3ecutar a medida cautelar.ase de e3ecução da sentença arbitral. A legislação anterior não previa a possibilidade de o árbitro atuar na área.br"mercosul . 5odavia.ase prévia.

a Lei de Arbitragem.oi solicitada a instauração do processo ou quando o tribunal arbitral ainda não este*a constituído.ara maiores in. %esde que adotadas as provid4ncias para instaurar a arbitragem. que poderá apreciar a solicitação e o seu de. é com a propositura da ação que este requisito está preenc6ido. 5odavia. está a se pro*etar. em que a lei de arbitragem nada disp$e sobre as cautelares prévias ou coetBneas com o procedimento arbitral. . pode ocorrer que as provid4ncias iniciais para instituir a arbitragem ten6am sido adotadas.oge ao seu controle.iculdades em indicar e nomear árbitro. propor a demanda arbitral.icácia mesmo que o tribunal arbitral não este*a constituído naquele pra2o.arlamentar +on*unta do -ercosul .ere@se ao artigo da lei que determina que a arbitragem está instituída quando o árbitro e3ara sua aceitação. <m seguida.br"mercosul .ode ocorrer que essa medida cautelar de urg4ncia precise ser adotada na .camara. substituiç$es. o provimento *udicial que concedeu a medida liminar perdura. a parte interessada encamin6ará solicitação diretamente ao *ui2 estatal. ocorrendo. a parte não pode ser pre*udicada por um .ato que .uturo. =s ve2es. para o . F >udiciário daquele país. pois a lei e3ige o cumprimento de certos requisitos que pode demandar algum tempo. 5odavia.ase prévia da arbitragem. ?á dispositivo na Lei de Arbitragem que suscita equívoco. pois. ao dispor que a arbitragem está instituída a partir da aceitação dos árbitros. notando que a lei determina a propositura da ação principal no pra2o de 3 dias. a princípio.ormaç$es visite a nossa página/ 000.gov. situação peculiar ocorre na <span6a. Assim. Ademais. ao 19 +omissão . deverá.solicita ao *ui2 de outra localidade que proceda a citação de réu ou que adote alguma provid4ncia na área de sua *urisdição. em conseqO4ncia. a medida cautelar terá e. Ao direito comparado. não para o passado. mas o pra2o de 3 dias ten6a escoado em decorr4ncia das provid4ncias e di. a par do que ocorre na demanda *udicial. Ke. mas que deve ser dissipado com o bom senso necessário para interpretar a lei. Aeste caso. quando ainda não . A solicitação prévia da medida cautelar não representará renDncia = arbitragem nem é incompatível com ela.erimento.

un&6es dos ad/ogados #$ treinamento recebido para os embates forenses não se coaduna com a pr.orenses e que atuava em todas as áreas do direito. Assim é que o renomado pro.imN diversidade de vias e de meios.essor . a de. impedindo@as de obter a tutela *udicial em relação a medidas assecurat)rias do resultado do procedimento arbitral.ere normalmente. As mudanças operadas na sociedade.br"mercosul . em estudo comparativo entre a >ustiça estatal e a >ustiça arbitral observou que entre elas 6á (dualidade de legitimidade.camara. 3 +omissão . mas também converg4ncia.igura em e3tinção. treinado e3clusivamente para os embates . com o .im de resolver a controvérsia.ique tornar pior a condição a quem assume re.( (ublicado em )5+)7+)- . é .ara maiores in.igura do pro.ica. aplicando os princípios *urídicos do seu ordenamento legal.ranc4s Hruno Fppetit.arlamentar +on*unta do -ercosul .tica arbitral# Por Selma Ferreira Lemes A arbitragem e'ige dos advogados imensa parcela de colaboração. pois as atividades são sempre consensuais A .s procedimentos arbitrais e as . mesmo na aus4ncia de lei especí.uncionalN paralelismo.erida opção. mas unidade .il para o advogado. e não 6á ra2ão que *usti.receber solicitação de medida cautelar.gov. das comunicaç$es. o ritmo . mas comun6ão de ética e de .ormaç$es visite a nossa página/ 000. da internet e as e3ig4ncias do mercado de trabal6o passaram a traçar um novo per.issional do direito moldada no causídico de outrora. +onsidera o >udiciário espan6ol que a arbitragem constitui opção consensual das partes.renético do desenvolvimento tecnol)gico.

3& +omissão .icador.ícil passar da máquina de escrever para o computador.issional do direito espera@se que. não se coadunam com a prática arbitral.erramentas processuais utili2adas. Qrge mudança estrutural que preserve a 6erança *urídica e3istente. A. entre elas os in. além de ter o s)lido con6ecimento *urídico obtido com o mergul6o nos livros e tratados e das práticas .orense.indáveis recursos processuais. que não se coadunam com as necessidades atuais.ato = norma legal. buscando novos con6ecimentos e reciclando os antigos. se*a também um pro.atos e circunstBncias.inal. deve ser. sobretudo.inanceira.orenses. tornando@se um negociador.ormadora apregoadas pelo soci)logo portugu4s Hoaventura de 8ou2a 8antos.oro e utili2ar a vestimenta de caval6eiro do século UU7. F treinamento recebido para os embates .oi di. 9acilmente nos adaptamos e 6o*e é impossível trabal6ar sem ele.erecer e compartil6ar a solução mais viável para a empresa. o.arlamentar +on*unta do -ercosul . um paci.issional plugado na sua área de atuação. carece de uma desinto3icação . administrativa etc.issional *urídico precisa conscienti2ar@se da necessidade de alterar sua maneira de agir. Ao bom sentido.orense e consultiva. analisar os .gov. %eve sentir. %eve dei3ar a armadura de gladiador para o . M neste cenário que se insere o advogado atuante em arbitragem. por e3emplo. mas adaptada aos novos tempos. Assim. posto que.ormaç$es visite a nossa página/ 000.As academias ainda per.inanceiros e. tais como comercial. as . um 6umanista. sopesar os re. Além das 6abilidades inerentes.le3os sociais. não . não pode .il6am grades curriculares utili2adas na .br"mercosul .ormação do bac6arel de J anos atrás. M *ustamente na academia *urídica que devem encontrar paragens o diálogo da renovação e da mudança de paradigmas. da ci4ncia con. %o pro.icar adstrito apenas ao modelo legal de enquadrar o . adstrito = lei. econEmicos e . F pro. é importante que con6eça outras áreas a.camara.ins.ara maiores in. quando consultado sobre alguma conduta a ser adotada.ormadora para a ci4ncia trans. gestão . se atuar na advocacia empresarial.

incumbindo@se.camara.ara tanto. da elaboração da sentença arbitral.a do árbitro.errado aos ritos e . é normal que em tribunais arbitrais :a arbitragem com mais de um árbitro. Aa arbitragem se trabal6a com princípios *urídicos. mais do que com regras processuais. Apesar da atividade de árbitro ser . posto que a. pois deve estar imbuído da imparcialidade e da independ4ncia inerentes = emissão de um *ulgamento *usto.iculdades são enormes.i3a os princípios *urídicos indeclináveis/ a igualdade de tratamento das partes. mas.ormas da processualística *udicial.etiva na obtenção da rápida solução da demanda arbitral. 5odavia. 31 +omissão . o direito de de. um dos árbitros se*a advogado. na prática.arlamentar +on*unta do -ercosul .etuada por advogado.alta de destre2a na condução do processo. A arbitragem e3ige dos advogados imensa parcela de colaboração.+ompete ao pro. As regras a serem dispostas pelas partes ou nos regulamentos das instituiç$es arbitrais a estes princípios devem ater@se. agravada com a evidente .reqOentemente c6amado a atuar como árbitro. sob pena de nulidade da sentença arbitral pro. A lei . Aa arbitragem o advogado é . pois a tend4ncia é de cada ve2 mais as quest$es empresariais serem dirimidas neste .ranqueada a outros pro. .erida.icácia dos conceitos arbitrais.issionais. que descon6ece a abrang4ncia e e.br"mercosul .icultam a tare. basta observar que a Lei de Arbitragem. F in. não possui uma lin6a sobre o rito processual a ser observado. seu papel e postura são di.oro especiali2ado. inclusive. Lei nº 9.esa e a livre convicção do árbitro. mas é praticamente impensável condu2ir um processo arbitral sem ele.ica despreparo deste pro. As di. as partes conturbam o processo e di. A arbitragem representa mercado de trabal6o em ascensão para o advogado que estiver preparado.gov. tra2endo = baila quest$es irrelevantes.issional. nesse momento.ormalismo presente causa@l6e estran6e2a. ainda se veri. A lei não e3ige que a propositura da demanda arbitral se*a e.3 !"9#.ara maiores in.erentes. pois antes e durante a condução do processo as atividades e deliberaç$es são sempre consensuais.ormaç$es visite a nossa página/ 000.issional um papel de colaboração e.

issionais *urídicos. diversas nas .( 33 +omissão . na insuperável Fração aos -oços :de leitura obrigat)ria a todos os pro. 6a*a vista seu mister indeclinável de colaborar na administração da *ustiça.arlamentar +on*unta do -ercosul . asseverou/ (Aa missão do advogado também se desenvolve uma espécie de magistratura.gov.ormaç$es visite a nossa página/ 000.Aele. As duas se entrelaçam. que adaptamos. +om o advogado.ara maiores in.. mas id4nticas no ob*eto e na resultante/ a *ustiça.camara. Kui Harbosa. o advogado terá presença permanente. >ustiça imperante.unç$es.br"mercosul . no árbitro. *ustiça militante.