Martinho Lutero

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Martinho Lutero
Martinho Lutero

Lutero em 1529 por Lucas Cranach Nome completo Nascimento Martinus Luter (Martin Luther) 10 de novembro de 1483 Eisleben Sacro Imp€rio Romano-Germ•nico 18 de fevereiro de 1546‚(62‚anos) Eisleben Sacro Imp€rio Romano-Germ•nico Catarina von Bora (1499-1552) teƒlogo

Morte

C€njuge Ocupa•‚o Assinatura

Martinho Lutero, em alem„o Martin Luther, (Eisleben, 10 de novembro de 1483 € Eisleben, 18 de fevereiro de 1546) foi um sacerdote catƒlico agostiniano e professor de teologia germ•nico que foi figura central da Reforma Protestante. Que ficando contra os conceitos da Igreja Catƒlica veementemente contestando a alega…„o de que a liberdade da puni…„o de Deus sobre o pecado poderia ser comprada, confrontou o vendedor de indulg†ncias Johann Tetzel com suas 95 Teses em 1517. Sua recusa em retirar seus escritos a pedido do Papa Le„o X em 1520 e do Imperador Carlos V na Dieta de Worms em 1521 resultou em sua excomunh„o pelo Papa e a condena…„o como um fora-da-lei pelo imperador do Sacro Imp€rio Romano Antigo. Lutero ensinava que a salva…„o n„o se consegue com boas a…‡es, mas € um livre presente de Deus, recebida apenas pela gra…a, atrav€s da f€ em Jesus como ˆnico redentor do pecador. Apesar disso, em suas teses n„o negava a necessidade da confiss„o, considerando-a necess‰ria para o perd„o da falta [1] Sua teologia desafiou a autoridade papal na Igreja Catƒlica Romana, pois ele ensinava que a BŠblia € a ˆnica fonte de conhecimento divinamente revelada[2] e op‹s-se ao sacerdotalismo, por considerar todos os crist„os batizados como um sacerdƒcio santo.[3] Aqueles que se identificavam com os ensinamentos de Lutero eram chamados luteranos. Sua tradu…„o da BŠblia para o alem„o, que n„o o latim fez o livro mais acessŠvel, causando um impacto gigantesco na Igreja e na cultura alem„. Promoveu um desenvolvimento de uma vers„o padr„o da lŠngua alem„, adicionando v‰rios princŠpios Œ arte de traduzir[4], e influenciou a tradu…„o para o ingl†s da BŠblia do Rei James.[5] Seus hinos

era filho de Hans Luther e Margarethe Lindemann. Tendo sido criado no campo. exceto as realidades concretas: esta pessoa. visitou Roma. vendeu todos os seus livros. Œs autoflagela…‡es. Dois anos depois. onde tocava alaˆde e onde recebeu o apelido de O Filƒsofo. Mudou-se para Mansfeld. Em 1515. Œs peregrina…‡es e Œ confiss„o. empenhando-se em realizar boas obras a fim de agradar a Deus e servir ao prƒximo atrav€s de ora…‡es por suas almas. Em 1508. Essas afirma…‡es fizeram de Lutero uma figura controversa entre muitos historiadores e estudiosos. Dedicou-se intensamente Œ medita…„o. ent„o.[10] Vida monƒstica e acad„mica O jovem Martinho Lutero dedicou-se por completo Œ vida no mosteiro. as realidades presentes em todos os indivŠduos. nada pode ser conhecido com certeza pela raz„o natural. e entrou para a ordem dos Agostinianos. Mas tudo mudou apƒs uma grande tempestade com descargas el€tricas. chegando a escrever que as casas judaicas deveriam ser destruŠdas. Hans Luther desejava que seu filho viesse a se tornar um funcion‰rio pˆblico. concluiu que o jovem necessitava de mais trabalhos. ao voltar de uma visita Œ casa dos pais. as condi…‡es da famŠlia. Œs muitas horas de ora…„o di‰rias. dinheiro confiscado e liberdade cerceada. Aos dezessete anos. [8] 2 Primeiros anos de vida Martinho Lutero. deixou a faculdade. Aterrorizado. Lutero ingressou na Universidade de Erfurt. o superior de Lutero. foi "recebido no Lutero com a tonsura mon‰stica. Esse sistema dissolvia a harmonia multissecular entre a ci†ncia e a f€ que tanto havia sido defendida pela escol‰stica de "S„o Jesus Cristo". e suas sinagogas queimadas. estudou a filosofia nominalista de Ockham (as palavras designam apenas coisas individuais. Ainda na Universidade de Erfurt.[12] Em 19 de outubro de 1512. n„o atingem os •universais‚. pois essa filosofia baseava-se unicamente na vontade de Deus. ocorrida naquele mesmo ano (1505): um raio caiu prƒximo de onde ele estava passando. como por exemplo a natureza humana.[7] Em seus ˆltimos anos. de Frankfurt. O jovem estudante graduou-se bacharel em 1502 e concluiu o mestrado em 1505. portanto.Martinho Lutero influenciaram o desenvolvimento do ato de cantar em igrejas. de onde regressou bastante decepcionado. mais se dava conta de seus pecados[11] Johann von Staupitz. em consequ†ncia. onde seu pai dirigia v‰rias minas de cobre. a 17 de julho de 1505. com exce…„o dos de VirgŠlio. aquela coisa). ao monge que iniciasse uma carreira acad†mica. Sant'Ana! Eu me tornarei um monge!" Tendo sobrevivido aos raios. Lutero foi ordenado sacerdote. Lutero tornou-se algo antissemita. em 21 de outubro do mesmo ano. come…ou a lecionar teologia na Universidade de Wittenberg. Com esse objetivo. Magdeburgo e Eisenach. inscreveu-se na escola de direito da mesma universidade. para afastar-se de sua excessiva reflex„o. Ordenou. cujo nome em alem„o era Martin Luther ou Luder.[9] Seguindo os desejos maternos. melhorando. em 1501. Quanto mais tentava ser agrad‰vel ao Senhor. Senado da Faculdade Teolƒgica" com o tŠtulo de "Doutor em BŠblia". foi nomeado vig‰rio de sua ordem tendo sob sua autoridade onze monast€rios. . permitindo o matrim‹nio de padres protestantes. enviou o j‰ velho Martinho para escolas em Mansfeld.[6] Seu casamento com Catarina von Bora estabeleceu um modelo para a pr‰tica do casamento clerical. Em 1507. assim. Martinho Lutero graduou-se Doutor em Teologia e. teria. Lutero recebeu seu bacharelado em estudos bŠblicos em 19 de mar…o de 1508. gritado: "Ajuda-me. sendo o segundo entre dezessete candidatos.

Essas teses condenavam o que Lutero acreditava ser a avareza e o paganismo na Igreja como um abuso e pediam um debate teolƒgico sobre o que as Indulg†ncias significavam.Martinho Lutero Durante esse perŠodo. quando discordava de uma de suas bulas. poderia acarretar. por toda a Europa. que serviam para refor…ar a doutrina e venda e das indulg†ncias. Ao cabo de duas semanas se haviam espalhado por toda a Alemanha e. ao professor de teologia dominicano Silvestro Mazzolini que investigasse o assunto. Este denunciou que Lutero se opunha de maneira implŠcita Œ autoridade do Sumo PontŠfice. Tamb€m declarava que o papado n„o formava parte da ess†ncia imut‰vel da Igreja original. com um convite aberto ao debate sobre elas. Lutero tomava parte da conven…„o dos agostinianos em Heidelberg. Para todos os efeitos. em dois meses. Lutero replicou de igual forma (academicamente). uma alma sai do Purgatƒrio". de 1343. Martinho Lutero ainda colaborava como pregador e confessor na igreja de Santa Maria. decidido a suprimir por completo os seus pontos de vista. ou seja. nelas Lutero n„o questionava diretamente a autoridade do Papa para conceder as tais indulg†ncias.conhecimentos que logo utilizaria para a sua prƒpria tradu…„o da BŠblia. livre de pecados graves. ordenou que ele fosse chamado a Roma. O frade Johann Tetzel fora recrutado para viajar atrav€s dos territƒrios episcopais do arcebispo Alberto de Mogˆncia. estabelecidas por Frederico III da Sax‹nia). Lutero. como se esses fossem fregueses. 3 A controv…rsia acerca das indulg„ncias Al€m de suas atividades como professor. haviam se baseado na bula papal "Unigenitus". mas sua campanha tomou a linha de uma venda. o papa havia concedido uma indulg†ncia plen‰ria para quem doasse qualquer quantia para a reforma da BasŠlica de S„o Pedro. o debate se elevou at€ o ponto de duvidar do poder absoluto e autoridade do Papa. viagem que deixou de ser realizada por motivos polŠticos. . Lutero foi qualificado como heresiarca e o Papa. Este foi o primeiro episƒdio da Histƒria em que a imprensa teve papel fundamental. pois as doutrinas de "Tesouraria da Igreja" e "Tesouraria dos Merecimentos". mantinha a autoridade papal sobre a Igreja e condenava as teorias de Lutero como um desvio e uma apostasia. Enquanto isso. Nela. do Papa Clemente VI. posteriormente punido por isso. Segundo a tradi…„o. dizia que "Assim que uma moeda tilinta no cofre. dizendo que ele seria um "alem€o b•bado que escrevera as teses". Proferiu. contudo. Foi durante esse perŠodo que o jovem sacerdote se deu conta dos problemas que o oferecimento de indulg†ncias aos fi€is. na cidade. em 31 de outubro de 1517 foram afixadas as 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg. negava agora abertamente a autoridade papal e apelava para que fosse realizado um ConcŠlio. Tamb€m pregava habitualmente na igreja do Castelo (chamada de "Todos os Santos" porque ali havia uma cole…„o de relŠquias. pois este frade. para aprofundar-se no significado e origem das palavras utilizadas nas Escrituras . dando assim inŠcio Œ controv€rsia. pois facilitou a distribui…„o simples e ampla do documento. tr†s serm‡es contra as indulg†ncias em 1516 e 1517. que anteriormente professava a obedi†ncia implŠcita Œ Igreja. A resposta do Papado Depois de fazer pouco caso de Lutero. estudou grego e hebraico. Por causa de sua oposi…„o a esta doutrina. No decorrer da controv€rsia sobre as indulg†ncias. Naquele tempo. onde apresentou uma tese sobre a escravid„o do homem ao pecado e a gra…a divina. e arrependido de todos os seus pecados veniais. Declarou ser Lutero um herege e escreveu uma refuta…„o acad†mica Œs suas teses. As 95 Teses foram logo traduzidas para o alem„o e amplamente copiadas e impressas. em 1518. deixando de lado a confiss„o e o arrependimento verdadeiros. Lutero viu este tr‰fico de indulg†ncias como um abuso que poderia confundir as pessoas e lev‰-las a confiar apenas nas indulg†ncias. e afirmando que "quando estiver s‚brio mudarƒ de opini€o"[13] o Papa Le„o X ordenou. ent„o. A indulg†ncia € a remiss„o (parcial ou total) do castigo temporal imputado a algu€m por conta dos seus pecados (aplic‰vel apenas a algu€m que esteja em estado de gra…a.

e suas Irmandades". Inglaterra e It‰lia. para um debate em Leipzig. era contr‰rio Œ doutrina catƒlica das boas obras e dos atos como meio de perd„o. Martinho Lutero. Boas Obras). publicado na primavera de 1520. e o seu "Serm„o sobre o Sacramento Aben…oado do Verdadeiro e Santo Corpo de Cristo. Al€m disso. naquele momento.Martinho Lutero Desejando manter rela…‡es amistosas com o protetor de Lutero. em Leipzig (junho de 1520). Quando Johann Ecko desafiou um colega de Lutero. alcan…ando Fran…a. n„o passando para seus sucessores. Frederico. em janeiro de 1519. no curso do qual negou o direito divino do solid€u papal e da autoridade de possuir o as chaves do C€u que. Enquanto o seu "Sermon von guten Werken" (Serm„o das Martinho Lutero. ampliou o significado da Eucaristia para incluir tamb€m o perd„o dos pecados e ao fortalecimento da f€ naqueles que a recebem. em 1519. uma resposta ao ataque do franciscano Augustin von Alveld. Eck afirmou que for…ara Lutero a admitir a semelhan…a de sua prƒpria doutrina com a de Jo„o Huss. mantendo que as obras do crente s„o verdadeiramente boas. e no tratado que comp‹s mais tarde. o Papa engendrou uma tentativa final de alcan…ar uma solu…„o pacŠfica para o conflito. levou Lutero a decidir guardar sil†ncio. do Oriente. mas que esta se mantinha na Igreja Ortodoxa. ele ainda apoiava a realiza…„o de um concŠlio a fim de restituir a comunh„o. As controv€rsias geradas por seus escritos levaram Lutero a desenvolver suas doutrinas mais a fundo. A carta nunca chegou a ser enviada. haviam sido outorgadas apenas ao prƒprio Apƒstolo Pedro. monge da Igreja Catƒlica. Depois do debate. Lutero juntou-se Œ discuss„o (27 de junho-18 de julho de 1519). segundo ele. 4 Aumenta a cis‚o Lutero durante os acontecimentos N„o parecia haver esperan…as de entendimento. doutor em Humanidades pela Universidade de Erfurt e professor da Universidade de Wittenberg. e os estudantes dirigiam-se a Wittenberg para escutar Lutero que. Alguns meses apƒs a chegada dos cardeais vindos de Roma. .[14][15] Negou que a salva…„o pertencesse Œ Igreja Catƒlica ocidental sob a autoridade do Papa. Os escritos de Lutero circulavam amplamente. se ordenadas por Deus. negou qualquer efeito das indulg†ncias no Purgatƒrio. O conceito luterano de "igreja" foi desenvolvido em seu "Von dem Papsttum zu Rom" (Sobre o Papado de Roma). pois n„o continha nenhuma retrata…„o. quer para o secular como para o cl€rigo. Uma confer†ncia com o representante papal Karl von Miltitz em Altenburg. Andreas Carlstadt. que havia sido queimado na fogueira da Inquisi…„o. tal qual seus opositores. o Sƒbio. publicava seus coment‰rios sobre a EpŠstola aos G‰latas e suas "Operationes in Psalmos" (Trabalho nos Salmos). Tamb€m escreveu uma humilde carta ao Papa e comp‹s um tratado demonstrando suas opini‡es sobre a Igreja Catƒlica.

pois apenas eles tinham o "sinal visŠvel da institui…„o divina": a ‰gua no batismo e o p„o e vinho da eucaristia. apenas estes tr†s sacramentos podiam assim ser considerados. em especial no que diz respeito aos sacramentos. .apoiava que fosse devolvido o "c‰lice" ao laicado. em sentido estrito. afirmava que era real a presen…a do corpo e do sangue do Cristo na eucaristia. fez com que Lutero travasse contato com os humanistas. a reforma das universidades. que a confirma…€o (Crisma). de fato. Pela primeira vez Lutero referiu-se ao Papa como o Anticristo[16].ensinava que trazia a justifica…„o apenas se combinado com a f€ salvadora em o receber. Von Sickingen e Silvestre de Schauenbur queriam manter Lutero sob sua prote…„o.Martinho Lutero 5 Os tratados de 1520 A Nobreza alem€ A disputa havida em Leipzig.afirmou que sua ess†ncia consiste na palavra de promessa de desculpas recebidas com f€. Contudo. em 1519. • Batismo . Lutero escreveu "„ Nobreza Crist€ da Na…€o Alem€" (agosto de 1520). finalmente. Para ele. • Eucaristia . Lutero negou. na chamada quest„o do dogma da transubstancia…„o. mantinha o princŠpio da salva…„o inclusive para aqueles que mais tarde se convertessem. pois sua institui…„o era divina e a promessa da salva…„o de Deus estava conexa a eles. • Penit•ncia . O cativeiro babil•nico Lutero gerou muitas pol†micas doutrin‰rias com seu "Prel†dio no Cativeiro Babil‡nico da Igreja". principalmente. o reconhecimento do governo secular. Sob essas circunst•ncias de crise. a aboli…„o das rendas do Papa. a renˆncia da exig†ncia papal pelo poder temporal. com o fato de terem que enviar riquezas a Roma. onde recomendava ao laicado. As reformas que Lutero propunha n„o se referiam apenas a quest‡es doutrin‰rias. que por sua vez tamb€m influenciara ao nobre Franz von Sickingen. a supress„o dos conventos para monjas. em virtude da proscri…„o papal. o matrim‡nio. a aboli…„o das peregrina…‡es nocivas. especialmente Melanchthon. a aboli…„o dos Interditos e abusos relacionados com a excomunh„o. apenas o batismo e a eucaristia seriam verdadeiros sacramentos. uma reforma geral na moralidade pˆblica. da mendicidade e da suntuosidade. que fizesse a reforma requerida por Deus. a elimina…„o dos excessivos dias santos. Reuchlin e Erasmo de Roterd„. a ab-roga…„o do celibato do clero. revoltada com sua submiss„o ao Papa e. como um sacerdote espiritual. a ordena…€o sacerdotal e a extrema-un…€o fossem sacramentos. e. Muitas destas propostas refletiam os interesses da nobreza alem„. e confrontando aos nobres alem„es. em seu documento. mas abandonada pelo Papa e pelo clero. convidando-o para seus castelos na eventualidade de n„o ser-lhe seguro permanecer na Sax‹nia. mas tamb€m aos abusos eclesi‰sticos: • • • • • • • • • • a diminui…„o do nˆmero de cardeais e outras exig†ncias da corte papal. mas refutava o ensinamento de que a eucaristia era o sacrifŠcio oferecido por Deus.

contradizendo-se a si mesmos . ent„o. e o decreto papa de Wittenberg. um rumor chegara de que Johan Ech saŠra de Meissem com uma proibi…„o papal. Lutero apresentou-se diante da Dieta. o conselheiro Eck pediu a Lutero que respondesse explicitamente Œ seguinte quest„o: "Lutero. acrescentando a frase significativa: "Eu n€o me submeto a leis ao interpretar a palavra de Deus". a menos que. Enquanto isso. s„o complementares: • "O crist„o € um senhor lib€rrimo sobre tudo. mas. Perguntou-lhe. respondeu: "Que se me conven…am mediante testemunho das Escrituras e claros argumentos da raz€o . o Papa advertiu Lutero. As duas teses que Lutero desenvolve nesse tratado s„o aparentemente contraditƒrias. Johann Eck. com a bula "Exsurge Domine". a ningu€m sujeito".. O ˆltimo esfor…o de paz de Lutero foi seguido. em 12 de dezembro. • "O crist„o € um servo oficiosŠssimo de tudo. A execu…„o da proibi…„o. foi evitada pela rela…„o do Papa com Frederico III da Sax‹nia. na bula "Decet Romanum Pontificem".porque n€o acredito nem no Papa nem nos conc‰lios jƒ que estƒ provado ami†de que est€o errados. pediu um tempo para pensar em sua resposta. Este. diante de sua posi…„o face Œ Dieta.Martinho Lutero Liberdade de um Crist€o Da mesma forma. repeles seus livros e os erros que eles cont•m?" Lutero. estou submetido a minha consci•ncia e unido Š palavra . ent„o. e um perfeito amor ao prƒximo). Lutero foi chamado a renunciar ou confirmar seus ditos e foi-lhe outorgado um salvo-conduto para garantir-lhe o seguro deslocamento. destacados pela Igreja. onde o amea…ava com a excomunh„o. apresentando-se Œ Dieta no dia seguinte. que j‰ tinha expirado h‰ 120 dias. A 16 de abril. isolou-se em ora…„o e depois consultou seus aliados e amigos. em verdade. Em outubro de 1520. o que lhe foi concedido. num prazo de setenta dias. Carlos I de Espanha (Carlos V de Habsburgo). Quando a Dieta veio a tratar do assunto. que julgou inoportuno apoiar as medidas contra Lutero. defendendo-se com seus "Warum des Papstes und seiner Jˆnger Bˆcher verbrannt sind" e "Assertio omnium articulorum". onde exigia uma completa uni„o com Cristo mediante a palavra atrav€s da f€. Lutero enviou seu escrito "A Liberdade de um Crist€o" ao Papa. a todos sujeito". e a inteira liberdade do crist„o como sacerdote e rei sobre todas as coisas exteriores. repudiasse 41 pontos de sua doutrina. e pelo novo imperador. enquanto este se pronunciara realmente a 21 de setembro. O Papa Le„o X excomungou Lutero a 3 de janeiro de 1521. Lutero Castelo Wartburg em Eisenach. o completo desenvolvimento da doutrina de Lutero sobre a salva…„o e a vida crist„ foi exposto em "A Liberdade de um Crist€o" (publicado em 20 de novembro de 1520. da queima da bula. A Dieta de Worms O Imperador Carlos V inaugurou a Dieta real a 22 de janeiro de 1521. mostrou a Lutero uma mesa cheia de cƒpias de seus escritos. A primeira tese € v‰lida "na f€". ent„o.pelos textos da Sagrada Escritura que citei. "no amor". 6 A excomunh‚o A 15 de junho de 1520. com efeito. a segunda. assistente do Arcebispo de Trier. se os livros eram seus e se ele acreditava naquilo que as obras diziam.

Lutero falou a Caetano. Lutero recusou-se a faz†-lo. ele foi convidado para uma audi†ncia com o cardeal Caetano de Vio (Tom‰s Caetano). esta ‹ a minha posi…€o. durante a reuni„o das cortes (Reichstag) imperiais de Augsburg. houve uma pausa de dois anos no andamento do processo. com o exame do processo. Antes que a decis„o fosse tomada. Nas aulas que ministrava na Universidade de Wittenberg. Lutero recusou-se a faz†-lo. Durante seu regresso a Wittenberg. e pretendeu uma audi†ncia em territƒrio alem„o. em agosto de 1518. porque fazer algo contra a consci•ncia n€o ‹ seguro nem saudƒvel. o s‰bio. O Imperador tinha decidido que o seu sucessor seria Carlos (futuro Carlos V). 7 Processo Romano Em Junho de 1518. o caso pareceu terminado. Lutero abandonou Worms. Depois disso. Este pediu-lhe que revogasse sua doutrina. Por causa das perten…as de Carlos em It‰lia. . declarando Martinho Lutero fugitivo e herege. o processo foi alterado para heresia notƒria. Do lado romano. e proscrevendo suas obras. levou a que Roma pedisse que Karl von Miltiz intercedesse junto ao prŠncipe por uma solu…„o razo‰vel.Martinho Lutero de Deus. O papel de protetor de Lutero assumido por Frederico. proferiu as seguintes palavras: "N€o posso fazer outra coisa. Seu pedido foi aceito. onde teria que desmentir sua doutrina. n€o posso nem quero retratar-me de nada. Alegava-se. seguiram-se muitas confer†ncias privadas para determinar qual o destino de Lutero. o processo de Lutero voltaria a ser alvo de preocupa…‡es e trabalhos. Lutero foi convidado a ir a Roma. alegando raz‡es de saˆde. Lutero. que ele incorria em heresia." De acordo com a tradi…„o. o papa renascentista Le„o X receava o cerco do Estado da Igreja e procurava evitar que os prŠncipes-eleitores alem„es (Kurf•rsten) renunciassem a Carlos. espi‡es registravam seus coment‰rios negativos sobre a excomunh„o. O Imperador redigiu o Ždito de Worms a 25 de maio de 1521. em 1557 no argumento (Gravamina) da Na…„o Alem„. ent„o. Entre 12 e 14 de outubro de 1518. desapareceu. Por isto. Que Deus me ajude![17] Nos dias seguintes. Apƒs a escolha de Carlos V como imperador (26 de junho de 1519). Por causa da morte de Imperador Maximiliano I (janeiro de 1519). com base na publica…„o das suas 95 Teses. foi aberto o processo contra Lutero. O seu pedido baseava-se Martinho Lutero e o Cardeal Caetano.

Lutero respondeu-lhe em 1 de agosto de 1521: "Se ‹s um pregador da miseric‚rdia. foi publicado o Ždito de Worms. Nos dias 17 e 18 de abril de 1521 Lutero foi ouvido na Dieta de Worms (confer†ncia governativa) e. € justificado por Deus devido Œ justi…a de Cristo. Conhe…a o pecador. banindo Lutero. Por exemplo. Tamb€m escreveu contra o Arcebispo Albrecht. que Lutero foi. escrevia cartas a seus amigos e aliados. Deixou crescer a barba e tomou as vestes de um cavaleiro. Felipe Melanchthon lhe escreveu perguntando como responder Œ acusa…„o de que os reformistas renegavam a peregrina…„o e outras formas tradicionais de piedade. e admite como saud‰vel a confiss„o privada volunt‰ria. Not‰vel €. Carlos foi o ˆltimo rei (apƒs uma reconcilia…„o) a ser coroado imperador pelo papa. mais uma vez. onde ele permaneceu por cerca de um ano. em setembro de 1522. em Eisenach. come…ou a tradu…„o da BŠblia. com isso. da qual foi impresso o Novo Testamento. n€o pregues uma miseric‚rdia imaginƒria. a Martinho Lutero pregando no Castelo Wartburg. a amea…a oficial do imperador (Reichsacht). mas deixai que tua confian…a em Cristo seja ainda mais forte. quadro de Hugo Vogel. em janeiro de 1521. Durante esse perŠodo de retiro for…ado. Em seu "Deserto" ou "Patmos" (como ele mesmo chamava. preparou a primeira parte de seu Guia para Pƒrocos e "Von der Beichte" (Sobre a Confiss€o). a bula "Decet Romanum Pontificem" excomungou Lutero. Com o inŠcio da estadia de Lutero em Wartburg. Seguiu-se. Frederico. que o levaram para o Castelo de Wartburg. . Ainda mostrou que o "princŠpio da justifica…„o" € insuficiente.pela iner†ncia do pecado em cada boa obra. apƒs ter negado a revoga…„o da sua doutrina. assumindo o pseud‹nimo de J•rg. amiˆde. deve penitenciar ao pecado verdadeiro. Ex†lio no Castelo de Wartburg O selo de Lutero. em suas cartas) de Wartburg. Se a miseric‚rdia ‹ verdadeira. avan…ou em sua vis„o sobre a rela…„o entre a gra…a e a lei. ante a persist†ncia do pecado depois do batismo . e veja se os seus pecados s€o fortes. desistir de retomar a venda das indulg†ncias. distinguindo o objetivo da gra…a de Deus para o pecador que. come…ou um perŠodo muito construtivo de sua carreira como reformista. Em seus ataques a Jacobus Latomus. mas sim uma verdadeira. Lutero trabalhou na sua c€lebre tradu…„o da BŠblia para o alem„o. ele produziu outros escritos. Em Wartburg. e que se alegre em Cristo que ‹ o vencedor sobre o pecado. recebido em audi†ncia. ent„o. a quem obrigou.Martinho Lutero 8 Em junho de 1520. o que tamb€m deixou claras as diferen…as entre o papado e o imp€rio. por acreditar. pois a gra…a salvadora reside dentro do homem pecador. n€o imaginƒrio. o s‰bio ordenou que Lutero fosse capturado por um grupo de homens mascarados a cavalo. Lutero. no entanto. Deus n€o salva apenas aqueles que s€o pecadores imaginƒrios. em que nega a obrigatoriedade da confiss„o. reapareceu a amea…a no escrito "Exsurge Domini" e. respondendo-lhes ou perguntando-lhes por seus pontos de vista e respondendo-lhes aos pedidos de conselhos. O seq•estro de Lutero durante a sua viagem de regresso da Dieta de Worms foi arranjado. assim como sobre a natureza revelada pelo Cristo.

9 Regresso a Wittenberg e os Serm‚es Invocavit No final do ano de 1521. Como aquela parte da Sax‹nia era governada pelo Duque Jorge. mas contra a firme oposi…„o de seu prior. em 6 de mar…o de 1522. que proibira seus escritos. Carlstadt e o ex-agostiniano Gabriel Zwilling reclamavam a aboli…„o da missa privada e da comunh„o em duas esp€cies. porque nesta vida n€o hƒ um s‚ lugar onde resida a justi…a. Sua Seu quarto no castelo de Wartburg. Enquanto isso. Fez isso em sua obra: "•ber die weltliche Gewalt. escreveu "Eine treue Vermahnung € vor Aufruhr und EmpŒrung" (Uma sincera admoesta…€o por Martinho Lutero a todos os crist€os para que se resguardem da insurrei…€o e rebeli€o). Devido ao sacramento da confiss„o ter sido abolido. Lutero declarou que a autoridade civil n„o podia promulgar leis para a alma. Com a aprova…„o de Lutero em seu "De abroganda missa privata (Sobre a abroga…€o da missa privada). A consagra…„o do p„o foi restaurada por um tempo e o c‰lice sagrado foi ministrado somente Œqueles do laicado que o desejaram. sem embargo. Em 1524 surgiu o primeiro hin‰rio de Wittenberg. aconselhava-os a ter mais cautela.Martinho Lutero a morte e o mundo. com quatro hinos. Contr‰rio a tais concep…‡es radicais e temendo seus resultados. Durante oito dias. assim como a elimina…„o das imagens nas igrejas e a ab-roga…„o do celibato. a partir de 9 de mar…o (domingo de Invocavit) e concluindo no domingo seguinte. em Wittengerg. foi suprimido. Lutero. no fundo. verificou-se a necessidade que muitas pessoas ainda tinham de confessar-se em busca do perd„o. N‚s todos. de 1523. estamos buscando mais al‹m um novo c‹u e uma nova terra onde a justi…a reinarƒ". Nessas prega…‡es. os agostinianos de Wittenberg realizaram a troca das formas de adora…„o e terminaram com as missas. disse Pedro (2‘ Pedro 3:13). viol†ncia e intoler•ncia certamente desagradaram Lutero que. em seu De votis monasticis (Sobre os votos monƒsticos). . Ao retornar para Wartburg. alguns sacerdotes sax‹nicos haviam renunciado ao voto de castidade. os anabatistas de Zwickau se entregam Œ anarquia. Apesar disso. wie weit man ihr Gehorsam schuldig sei" (Autoridade Temporal: em que medida deve ser obedecida). ao mesmo tempo em que outros tantos atacavam os votos mon‰sticos. Lutero pregou outros tantos serm‡es que tornaram-se conhecidos como os "Serm•es de Invocavit". que leve em considera…„o a consci†ncia daqueles que ainda n„o estivessem persuadidos a acolher a Reforma. Esta nova forma de servi…o foi dada a Lutero em "Formula missŽ et communionis" (F‚rmula da missa e Comunh€o). que os votos eram geralmente tomados "com a inten…€o da salva…€o ou Š busca de justifica…€o". em Eisenach. O c•non das missas. aceitando. passou alguns dias entre eles. Lutero regressou em segredo a Wittenberg. em princŠpios de dezembro. Lutero aconselhou uma reforma cuidadosa. Cometeremos pecados enquanto estivermos aqui. devido ao seu car‰ter imolatƒrio.

Catarina von Bora. tr†s anos antes de sua morte. esposa de Lutero (retrato feito por Lucas Cranach o Velho . aos quais ap‚s serem expulsos.[21][22][23][24] O historiador Robert Michael escreve que Lutero estava preocupado com a quest„o judaica toda a sua vida. Margaretha foi a ˆnica que manteve a linhagem at€ os dias de hoje. Lutero ajudou 12 freiras a escaparem do cativeiro no Convento de Nimbschen.ambas escritas em 1543. filha de nobre famŠlia. ƒ "Sobre os judeus e suas mentiras" de Martinho Lutero.reimpressas cinco vezes dentro de sua vida . Magdalena.1526). Elisabeth. na mis‹ria e no cativeiro assim que estes vermes venenosos se lamentassem de n‚s e se queixassem incessantemente a Deus". Entre essas freiras encontrava-se Catarina von Bora.Martinho Lutero 10 Matrim€nio e fam†lia Em abril de 1523. suas casas derrubadas e destru‰das (€). devem ser despojados de todo dinheiro e j‚ias. Foi um rompimento definitivo com a Igreja Romana. postos sob um telheiro ou estƒbulo como os ciganos (€). em 13 de junho de 1525. e que fossem incendiadas suas sinagogas e escolas. prata e ouro. apesar de dedicar apenas uma pequena parte de seu trabalho para ela. com quem veio a se casar. Desta uni„o nasceram seis filhos: Johannes. Dos seis filhos. Paul e Margaretha. O casamento de Lutero com a ex-freira cisterciense incentivou o casamento de outros padres e freiras que haviam adotado a Reforma. Um descendente ilustre da famŠlia Lutero € o ex-presidente alem„o Paul von Hindenburg. Martin.[] Nesses trabalhos Lutero afirmou que os judeus j‰ n„o eram o Texto anti-semita de Martinho Lutero: Sobre os judeus e suas mentiras (1543) .[25][26] Seus principais trabalhos sobre os judeus s„o Von den Juden und Ihren lˆgen ("Sobre os judeus e suas mentiras"). e Vom Schem Hamphoras und vom Geschlecht Christi ("Em Nome da Santa linhagem de Cristo") . Anti-semitismo Martinho Lutero foi anti-semita:[18][19][20] "A Alemanha deve ficar livre de judeus.

."[28] A campanha contra os judeus de Lutero foi bem sucedida na Saxƒnia. juntamente com Frederico. escreveu em seu livro de memƒrias a situa…„o de intoler•ncia foi causada por "(€) esse sacerdote cujo nome ‹ Martinho Lutero .. salvo se estivermos prevenidos de dois fatos: sua hist‚ria e a influ•ncia de Martinho Lutero (para evitar qualquer confus€o.[42] Tamb€m os crist„os luteranos afirmam que a Igreja Luterana tem esse nome em homenagem ao seu mais famoso lŠder. mas o "povo do diabo". o Grande.[] Diversos historiadores (entre os quais se destacam William L. o editor do jornal Nazista Der Stˆrmer. Shirer fez a seguinte observa…„o em Ascens„o e queda do Terceiro Reich: "• dif‰cil compreender a conduta da maioria dos protestantes nos primeiros anos do nazismo. O anti-semitismo de Lutero persistiu apƒs a sua morte. Por outro lado. Shirer e Michael H."[29] Josel teria pedido a cidade de Estrasburgo para proibir a venda das obras antijudaicas de Lutero. Brandenburg.(€) seu corpo e alma vinculada at‹ no inferno!! . e Richard Wagner.[40] Em novembro de 1933. motins expulsaram judeus de v‰rios estados luteranos alem„es. uma manifesta…„o protestante que reuniu um recorde de 20. principalmente os escritos que atacam os judeus. por€m n„o acata todos os escritos teolƒgicos de Lutero.. que tentou ajudar os judeus na Saxƒnia. argumentou durante sua defesa no julgamento de Nuremberg "que nunca havia dito nada sobre os judeus que Martinho Lutero n€o tivesse dito 400 anos antes".[32][33][34][35][36] e na d€cada de 1930 e 1940 auxiliou na fundamenta…„o do ideal do nazismo de ataques a judeus. Lutero tamb€m parecia aconselhar seus assassinatos. e reflete nas suas conseqˆ•ncias.[38] Em 5 de outubro de 1933. Desde os anos 1980. de levar a s‹rio tamb‹m as suas declara…•es anti-judaicas.Martinho Lutero povo eleito. nas quais se rebolam como porcos" Lutero aconselhou as pessoas a incendiarem as sinagogas. proibir os rabinos de pregar. Hart[41]) sugerem que a influ†ncia de Lutero tenha auxiliado a aceita…„o do nazismo na Alemanha pelos protestantes no s€culo XX. o Pastor Wilhelm Rehm de Reutlingen declarou publicamente que "Hitler n€o teria sido poss‰vel. sendo acusado de n„o conhecer suficientemente a histƒria alem„ e por ter interpretado incorretamente certos acontecimentos ou mesclado suas opini‡es pessoais em seu livro. a Igreja Luterana da Baviera emitiu uma afirma…„o: "‹ imperativo para a Igreja Luterana. sem Martinho Lutero". ao longo de todo o ano 1580. no 60’ anivers‰rio de Kristallnacht. reconhece a sua fun…€o teol‚gica. devo explicar aqui que o autor ‹ protestante). • Judeus Batizados devem ser retirados da Igreja. e Sil€sia. aprovou tr†s resolu…‡es: • Adolf Hitler ‹ a conclus€o da Reforma. alguns ƒrg„os da Igreja Luterana formalmente denunciaram e dissociaram-se dos escritos de Lutero sobre os judeus.[27] escrevendo "• nossa a culpa em n€o matar eles.que escreveu e publicou muitos livros her‹ticos no qual disse que quem ajudasse judeus seriam condenados Š perdi…€o. • O Antigo Testamento deve ser exclu‰do da Sagrada Escritura. por€m seu pedido foi-lhe negado quando um pastor luterano de Hochfelden argumentou em um serm„o que os seus paroquianos deviam assassinar judeus. A sinagoga era como "uma prostituta incorrig‰vel e uma devassa mal‹fica" e os judeus estavam "cheios das fezes do dem‚nio.[37] O prƒprio Adolf Hitler em sua autobiografia Mein Kampf considerou Lutero uma das tr†s maiores figuras da Alemanha." 11 . especialmente Shirer recebeu crŠticas por essa sua observa…„o.000 pessoas. destruindo os livros judaicos. Temos que nos distanciar de cada [express€o de] antissemitismo na teologia Luterana. GŒring e Himmler. e apreender os bens e dinheiro dos Judeus e tamb€m expuls‰-los ou faz†-los trabalhar for…osamente. Em novembro de 1998. Josel de Rosheim (1480-1554).[30] A opini„o predominante[31] entre os historiadores € que a sua retƒrica antijudaica contribuiu significativamente para o desenvolvimento do anti-semitismo na Alemanha. que sabe que ‹ endividada ao trabalho e a tradi…€o de Martinho Lutero.[39] Julius Streicher. O grande fundador do protestantismo n€o foi s‚ anti-semita apaixonado como feroz defensor da obedi•ncia absoluta Š autoridade pol‰tica. Desejava a Alemanha livre de judeus (€) • conselho que foi literalmente seguido quatro s‹culos mais tarde por Hitler.

Tratava-se de um ap†ndice de "Exorta…€o Š Paz €". e muitas outras at€ o s€culo XVIII. O Adendo foi publicado quando a revolta camponesa j‰ estava no final e os prŠncipes cometiam atrocidades contra os camponeses derrotados. O principal escrito dos camponeses eram os "Doze Artigos". isso n„o seria surpreendente. Tamb€m esse escrito n„o teve repercuss„o. Lutero p‹de testemunhar as revoltas camponesas. pois o conselho da cidade se limitou a pedir informa…‡es sobre M•ntzer na cidade imperial de Weimar. Nele. onde o reformador contesta os crŠticos e reafirma sua posi…„o anterior. pois propunha uma sociedade sem diferen…as entre ricos e pobres e sem propriedade privada. Neles havia artigos de fundo teolƒgico (direito de ouvir o Evangelho atrav€s de pregadores chamados por eles prƒprios) e artigos que tratavam dos maus tratos (explora…„o nos impostos. oferecendo-se como pregador. etc. mas reafirma sua posi…„o anterior. em 1525. Os artigos eram fundamentados com passagens bŠblicas e dizia-se que se algu€m pudesse provar pelas Escrituras que aquelas reivindica…‡es eram injustas. Por causa dos fortes la…os entre a nobreza heredit‰ria e os lŠderes da Igreja que Lutero condenava. inaugurando essa linha de pensamento. eles as abandonariam. classificando-o como um dos "profetas do assass‰nio" e colocando-o como um dos mentores do movimento campon†s. quem puder que bata. durante uma viagem pela regi„o da TurŠngia. mate ou fira. Revoltas de camponeses j‰ tinham existido em pequena escala em Flandres (1321-1323). secreta ou abertamente. Lutero escreveu a "Carta aos Pr‰ncipes da Sax‡nia sobre o Esp‰rito Revoltoso". . Conselho e toda a Comunidade da Cidade de Mˆhlhausen". Entre aqueles que se consideravam dignos de fazer tal coisa estava o nome de Martinho Lutero. que se tornou o livro "Posicionamento do Dr. De fato. Tamb€m esse escrito n„o teve repercuss„o e.[43] Lutero por sua vez defendia que a exist†ncia de "senhores e servos" era vontade divina. Lutero novamente se posicionou sobre a quest„o no seu "Carta Aberta a Respeito do Rigoroso Livrinho Contra os Camponeses". o que o motivou a escrever o "Adendo: Contra as Hordas Salteadoras e Assassinas dos Camponeses". onde lamenta e exorta contra a crueldade que estava sendo praticada pelos prŠncipes. onde suas reivindica…‡es eram expostas. M•ntzer mudou-se para a cidade imperial de M•hlhausen. Lutero escreveu a "Terr‰vel Hist‚ria e Ju‰zo de Deus sobre Tomas Mˆntzer". tornou-se um livro separado. Lutero escreveu a "Carta Aberta aos Burgomestres. enquanto Lutero estava em Wartburg.[44] Lutero. Lutero ataca os prŠncipes e senhores por cometerem injusti…as contra os camponeses e ataca os camponeses pela rebeli„o e desrespeito Œ autoridade. de modo que o escrito causou grande revolta da opini„o pˆblica contra Lutero. Martinho Lutero Sobre o Livrinho Contra os Camponeses Assaltantes e Assassinos". Mas muitos camponeses julgaram que os ataques verbais de Lutero Œ Igreja e sua hierarquia significavam que os reformadores iriam igualmente apoiar um ataque armado Œ hierarquia social.Martinho Lutero 12 A guerra dos camponeses A guerra dos camponeses (1524-1525) foi. rapidamente. prejudicial e demon‰aco que um rebelde". argumentou com a nobreza e os prƒprios camponeses sobre uma possŠvel revolta e tamb€m sobre M•ntzer. seu seguidor Thomas M•nzer. Houve pouca repercuss„o sobre esse escrito. desde cedo. Ainda em 1524.) impostos a eles pelos nobres. Nele. durante as guerras hussitas do s€culo XV. de muitas maneiras. de 1525. J‰ em 1522. comandou massas camponesas contra a nobreza imperial. na Inglaterra (1381-1388). relembrando que n€o hƒ nada mais pe…onhento. com o propƒsito de alertar sobre as inten…‡es de M•ntzer. Como ainda havia repercuss„o negativa. Lutero escreveu sobre os "Doze artigos" em seu livro "Exorta…€o Š Paz: Resposta aos Doze artigos do Campesinato da Suƒbia". mas que. Lutero encorajava os prŠncipes a castigarem os camponeses at€ mesmo com a morte. mostrando a tirania dos nobres que oprimiam o povo e a loucura dos camponeses em reagir atrav€s da for…a e a confiar em M•ntzer como pregador. motivo pelo qual eles romperam. uma resposta aos discursos de Lutero e de outros reformadores. Essa repercuss„o negativa obrigou Lutero a pregar um serm„o no dia de pentecostes. onde disse: "Contras as hordas de camponeses (€). Na imin†ncia da revolta (1524). na Fran…a (1358).

Frederico III (ou Frederico. que n„o havia como reform‰-la. Lutero foi banido do Imp€rio como um fora-da-lei. acreditava que a Igreja estava t„o degenerada. Lutero redigiu "Acerca da Quest€o."[46] A propƒsito. e cujos usos e costumes n„o ficariam presos a conven…‡es ou €pocas. pelo qual qualquer pessoa. j‰ que. que o tinham tratado nos ˆltimos momentos. A doutrina luterana est‰ explicitada no "Livro de Conc‚rdia". foi por causa desse risco de morte que Lutero passou a correr que seu amigo disse que "tentaram mat‰-lo".[45] enquanto Jo„o Calvino. outro por uma angina pulmonar. mas afastou-se desse objetivo. na sua doutrina (e tamb€m em alguns costumes). PrŠncipe-Eleitor da Sax‹nia. escreveu em sua obra "Martim Lutero": "Os dois m€dicos. J‰ Lutero decidiu reform‰-la. embora os costumes e formas variem de acordo com a localidade e a €poca. O historiador Frantz Funck-Brentano. Jo„o Calvino (Retrato de Calvino jovem. em 1526. Provavelmente. Lutero n„o concordou com o "estilo" de reforma de Jo„o Calvino. mas apenas a doutrina registrada na BŠblia. fundando. ao menos teoricamente. estaria livre para matar Lutero sem correr o risco de sofrer qualquer san…„o penal. em 1521. pelo referido Edito do Imperador. onde estaria a salvo. Encontra-se sepultado na Igreja de Wittenberg em Wittenberg. ordenou que Lutero fosse capturado e levado para o Castelo de Wartburg. Martinho Lutero queria reformar a Igreja Catƒlica. n„o puderam chegar a um acordo sobre a causa de sua morte. da cole…„o da Biblioteca de Genebra) Falecimento O ex-monge agostiniano Martinho Lutero teve morte natural. com o propƒsito de esclarecer quest‡es sobre consci†ncia do crist„o em caso de guerra e sua fun…„o como militar. 13 A discord‡ncia com Jo‚o Calvino No movimento reformista (tamb€m chamado de Reforma). que n„o seguia tradi…‡es. e n„o muda. Por receio de que algo de mal pudesse acontecer a Lutero durante viagem de regresso de Worms. o Protestantismo. . por ocasi„o da Dieta de Worms (uma esp€cie de audi†ncia imperial). Se Tamb‹m Militares Ocupam uma Fun…€o Bem-Aventurada". por exemplo. Calvino se propunha a organizar uma nova Igreja que. a pedido de um amigo. o S‰bio). ent„o. o cavaleiro Assa von Kram. foi publicado pelo Imperador Carlos V o Edito de Worms. opinando um por um ataque de apoplexia.Martinho Lutero Por fim. embora n„o haja um consenso entre os seus biƒgrafos acerca da sua causa de morte. seria id†ntica Œ Igreja Primitiva.

Constantino I. e chegou mesmo a publicar uma edi…„o revisada da tradu…„o latina da BŠblia (Vulgata). imediatamente conotada com o passado romano unificado. em 1453. contudo.Martinho Lutero 14 Obras importantes Foi o autor de uma das primeiras tradu…‡es da BŠblia para alem„o. o domŠnio do latim era. Foi tamb€m autor da pol†mica obra "Sobre os judeus e suas mentiras" (Von den Juden und ihren L•gen). . Pouco conhecida. Lutero justificou a manuten…„o do adv€rbio como sendo uma necessidade idiom‰tica do alem„o como por ser a inten…„o de Paulo[50]. Lutero escrevia tanto em latim como em alem„o. apenas o privil€gio de uma percentagem Šnfima de popula…„o instruŠda. (Ver: Ždito de Mil„o. que chamou Œ cren…a de Lutero "sono da alma". [48] que n„o aparece no texto grego original[49] no capŠtulo 3:28 da As 95 Teses. ConcŠlio de Niceia. J‰ havia v‰rias tradu…‡es mais antigas. dos servos e ignorantes. Lutero introduziu a palavra alleyn [47]. Ž preciso adicionar que Lutero n„o se opunha ao latim. (data avan…ada por Edward Gibbon e convencionalmente aceita como ano da queda do Imp€rio Romano do Ocidente). O fim da persegui…„o Œ religi„o crist„ pelo imp€rio romano se deu em 313 d. entre os quais os elementos da prƒpria Igreja. tal como tinham sido transmitidos Œs provŠncias do Imp€rio. e de forma mais ou menos homog†nea. permanecia a lingua franca europ€ia. Lutero. algo que n„o era permitido at€ ent„o sem especial autoriza…„o eclesi‰stica. com a tomada de Constantinopla pelos Otomanos) e princŠpio da chamada Idade Moderna.C. rejei…„o do latim como lŠngua acad†mica. no s€culo XVI. mas muito apreciada pelo prƒprio Lutero. Martinho Lutero defendia o princŠpio da mortalidade da alma contrastando com a cren…a de Jo„o Calvino. desenvolvida por Gutenberg. A tradu…„o da BŠblia para o alem„o n„o significou. toda a regi„o do antigo Imp€rio. no fim da Idade M€dia (terminada oficialmente em 1453. n„o foi o primeiro tradutor da BŠblia para alem„o. lŠngua do extinto Imp€rio Romano. A tradu…„o de Lutero para o alem„o foi simultaneamente um ato de desobedi†ncia e um pilar da sistematiza…„o do que viria a ser a lŠngua alem„. no entanto. portanto. ao longo dos seguintes 500 anos. e a deposi…„o do ˆltimo imperador de Roma pelo Germ•nico Odoacro. sendo tamb€m a lŠngua da Vulgata traduzida por S„o Jer‹nimo no s€culo V. de Lutero EpŠstola aos Romanos. at€ aŠ vista como uma lŠngua inferior. A histƒria do declŠnio e queda do imp€rio romano. Por mais longŠnquas que fossem.C.C. O latim. Jerƒnimo de Estrid„o). nos menos de cem anos que separam a oficializa…„o da religi„o crist„ pelo Imperador Romano Teodƒsio I em 380 d. foi sua resposta a "Diatribe" de Erasmo de Roterd„ intitulada De servo arbitrio (TŠtulo da publica…„o em portugu†s: Da vontade cativa). suplantou as anteriores porque foi uma forma unificada do Hochdeutsch (dialetos alem„es da regi„o central e sul) e foi amplamente divulgada em decorr†ncia da sua difus„o por meio da imprensa. No entanto. se cristianizou. O que gerou controv€rsia. em 476 d. A tradu…„o de Lutero.

nessa f‹ est€o compreendidos a esperan…a em Deus e o amor a Ele". "The Controversial Luther" (http:/ / www. ixƒx. B. 1910). [12] Vidal. [3] Luther.G. p. Presidente do PontifŠcio Conselho para a Promo…„o da Unidade dos Crist„os. as afirma…‡es feitas em Julho do ano anterior denegrindo a f€. essa afirma…„o •n„o tem nenhum fundamento‚ e que o termo •reabilita…„o‚ nunca seria o correto neste caso. (eds. Columbus. quod non potestate clavis (quam nullam habet) sed per modum suffragii dat animabus remissionem." em Here I Stand: a Life of Martin Luther (New American Library. 1959). trans. 269. desmentiu essa notŠcia citando uma declara…„o do diretor da Sala de Imprensa da Santa S€. 1989. 1999ƒ2003. Roland. 1995. Conrad (ed. Polack. p. Reu. Cambridge University Press.. The Encyclopedia of Christianity.) The Cambridge Companion to Luther. Scott H. redigida e aprovada pela Federa…„o Luterana Mundial e pela Igreja Catƒlica Apostƒlica Romana. Martin. cambridge. New York: Penguin. 7:99. (Tese 26) . Depois dessas notŠcias n„o houve mais informa…‡es at€ o momento sobre uma possŠvel reabilita…„o de Lutero pela Igreja Catƒlica. Hans & McKim. New Haven. no. St. 3 vols. o Papa Bento XVI. p. nesse mesmo ano. Concerning the Ministry (1523). Bainton. org/ extract?id=ccol0521816483_CCOL0521816483A018). Esta Declara…€o Comum (DC) n€o cont‹m tudo o que ‹ ensinado sobre justifica…€o em cada uma das Igrejas. (St. Netherlands: Wm. 1995. 269. at€ certo ponto. ag†ncia de notŠcias da Igreja Catƒlica em Portugal. p. 1944). New York: Penguin. [10] Schwiebert. Segundo o religioso. ao n„o considerar estes dois ramos do cristianismo como verdadeiras Igrejas". 88. Eerdmans. foi assinada uma Declaraƒ€o Conjunta Sobre a Doutrina da Justificaƒ€o pela F„. Conrad Bergendoff. seu vig‰rio. padre Federico Lombardi dada ao jornal brit•nico Financial Times. History of the Christian Church (Charles Scribner's Sons. Segundo o texto. finally. [14] Optime facit papa. [1] Deus n„o perdoa a culpa de qualquer pessoa sem. [7] Bainton. CT: Yale University Press. de 2008. Declara•‚o conjunta sobre a doutrina da Justifica•‚o pela F… Em 31 de outubro de 1999. 128. As a result. Geoffrey William. ao mesmo tempo. M." Also see Hillerbrand.) Luther's Works. Paul. o site Ag•ncia Ecclesia. [9] Schwiebert.Martinho Lutero 15 Reabilita•‚o de Lutero? Segundo a Revista editada em conjunto pela Igreja Evang€lica Metodista Portuguesa e a Igreja Evang€lica Presbiteriana de Portugal. [11] Roland H. Portugal Evang€lico. O pre•mbulo do documento diz que a declara…„o "quer mostrar que. Hans. "Vozes autorizadas do Vaticano adiantavam que o Papa reabilitaria Martinho Lutero argumentando que nunca teria sido sua inten…„o dividir a Igreja mas sim lutar contra os abusos e pr‰ticas de corrup…„o da mesma". [4] Fahlbusch. luthersem. Luther has become as controversial in the twentieth century as he was in the sixteenth. MI: Leiden. pdf). tr. ao sacerdote. 1958. Erwin and Bromiley. Here I Stand: a Life of Martin Luther. Na f‹ justificadora o ser humano confia na promessa graciosa de Deus. (Tese 7) [2] Ewald M. mas abarca um consenso em verdades bƒsicas da doutrina da justifica…€o e mostra que os desdobramentos distintos ainda existentes n€o constituem mais motivo de condena…•es doutrinais". "The Gospel. 1950). antecipava que estas declara…‡es dariam nova coragem ao di‰logo ecum€nico e contradiriam. [5] Tyndale's New Testament. a ortodoxa e protestante. Donald K. sujeit‰-la. edu/ word& world/ Archives/ 3-4_Luther/ 3-4_Hendrix. 108 [13] Philip Schaff. Luther and the Scriptures. p. 393: "And. 136. [6] Bainton. as Igrejas luteranas signatƒrias e a Igreja cat‚lica romana est€o agora em condi…•es de articular uma compreens€o comum de nossa justifica…€o pela gra…a de Deus na f‹ em Cristo. Grand Rapids. em sua edi…„o n’ 932. Here I Stand: a Life of Martin Luther. in Bergendoff. 1931). "The legacy of Martin Luther" (http:/ / cco. What Luther Says. Word & World 3/4 (1983). Brill. Por€m. Ohio: Wartburg Press. Plass. Roland. Luther Seminary. com base no diƒlogo. 23. W. Philadelphia: Fortress Press. pp. 40-42. in Hillerbrand. from the Greek by William Tyndale in 1534 in a modern-spelling edition and with an introduction by David Daniell. em tudo humilhada. The Story of Luther (Concordia Publishing House. Louis: CPH. poderia vir a reabilitar Lutero. A declara…„o pode ser resumida neste trecho: "Confessamos juntos que o pecador ‹ justificado pela f‹ na ac…€o salv‰fica de Deus em Cristo. 45. 223. 1:244. though they were already repulsive in the sixteenth century. MN. p. [8] Hendrix. after the Holocaust and the use of his anti-Jewish statements by National Socialists. 2003. Luther's anti-semitic outbursts are now unmentionable. E complementa dizendo que "O Cardeal Walter Kasper. essa salva…€o lhe ‹ presenteada pelo Esp‰rito Santo no baptismo como fundamento de toda a sua vida crist€. 40:18 ff.

[47] Pronome indefinido alem„o semelhante ao all ingl†s. 465. Mein Kampf. [38] Adolf Hitler. 29. somente. 1971).) Die Juden und Martin Luther. "Revolutionary Antisemitism in Germany from Kant to Wagner. Behemoth. 1965). reimpresso em Talmage. (St. P‰g." Encounter 46 (Autumn 1985) No. Gislane Campos Azevedo e Reinaldo Seriacopi. ISBN 0-8006-0709-0. [26] Oberman. 242. 107. 1989. Frantz. 2008. 1983). Agir Editora Ldta. 28.189.P. trans. Ronald. C. Fathoming the Holocaust: A Social Problems Approach (New York: Aldine De Gruyter. Martin Luther und die Juden. Volumen 2 (A. James I. Martin. An Open Letter to The Christian Nobility of the German Nation Concerning the Reform of the Christian Estate. [36] The World Must Know. Martim Lutero. alleyn durch den glawben" (emphasis added to the German word for "all. p. ISBN 85-16-0402-4. 198. p‰g 174 [42] Rosenfeld. 55 vols." (Princeton University Press. p‰g. 195. William L.: 179. 1984.: 34-36.Martinho Lutero [15] Este ponto da doutrina luterana fica clara na refuta…„o feita pelo Papa Le„o X na sua bula Exsurge Domine (http:/ / www. cf. Vol.: 143. trad. p. [48] The 1522 "Testament" reads at Romans 3:28: "So halten wyrs nu.: 81.". [18] Luther‚s Works. Richard. [22] Ascens€o e queda do Terceiro Reich Triunfo e Consolida…€o 1933-1939. [39] in Heinonen. Volume I. p. 46 (Autumn 1985) No. Rio de Janeiro: Vecchi. 1993. [25] St•hr. [46] FUNCK-BRENTANO. publicado em Studies in Philosophy and Social Science". 109. Martin. 1990). Apud en:WP [49] The Greek text reads: –—˜™š›œ•žŸ ˜ ¡ ¢™£Ÿ™¤¥¦žŸ™ §¨¦©•™ ª«ž¡¬§—« -¬¡®¯ °¡˜¬« «›œ—± ("for we reckon a man to be justified by faith without deeds of law") [50] Martin Luther. [28] Luther. 8ƒ9. p. htm) [16] Martinho Lutero. Philadelphia: Fortress Press. 2000). [44] Hist‚ria das cavernas ao terceiro mil•nio. das der mensch gerechtfertiget werde. "The Reception of William L. "Die Juden und Martin Luther. XX. 2007. quoted in Berger. p‰g.s. On the Jews and Their Lies. The Jew in the Medieval World. 1960-62. Tradu…„o de Pedro Pomar. de). "Luther. ISBN 978-85-220-0913-8 [23] Martim Lutero: Concerning the Jews and their lies (A respeito dos judeus e suas mentiras).: 2230). [27] Michael. projectwittenberg.. Rinehart and Winston. Porter. Jacob Rader. Shirer. [33] Rose. [29] Marcus. p‰g. [32] Berger. 90. M. 1 (Spring 1987) 1:72-97. 4:343-344.. Michael H. Projeto Anti-semitismo" do Instituto de Pesquisas Sociais. No. also Heinz Bluhm. 1994). 1987 (Segunda edi…„o). 1983). Robert. cited in Michael. The Roots of Anti-Semitism in the Age of Renaissance and Reformation. 2002). 107 [20] Oberman. Apud en:WP 16 . The 12-Year Reich: A Social History of Nazi German 1933-1945 (NP:Holt. Anpassung und Identit“t 1933-1945 G•ttingen 1978 p. Journal of Contemporary History. [19] Dennis Prager e Joseph Telushkin: Why the Jews? The reason for anti-Semitism (Por que os Judeus: A causa do anti-semitismo) (Nova York: Simon & Shuster. Disputation and Dialogue. em Works of Martin Luther: With Introductions and Notes. on zu thun der werck des gesetzs. [30] Vincent Fettmilch. n. PatrŠcia Ramos Braick. Gavriel D. 2003). (St. Jacobs. 1978 (Revised Edition. 1968. net/ Leo10/ l10exdom. Luther Scholars. and the Jews." Luthers Werke.: University of Pennsylvania Press." Encounter. [37] Grunberger. 2006) [17] Frase extraŠda de p‰gina luterana alem„ (http:/ / www. ISBN 0-395-92503-7. Paul Lawrence. 1985. [34] Johnson. [24] Luther. no texto de Lutero ganha o significado de sƒ. [35] History of Anti-Semitism: From the Time of Christ to the Court Jews. P‰g.: 213. ed. Luther Scholars. 1915. html). 3. New Haven. On the Jews and their [31] Lutheran Quarterly. Robert. and the Jews. Vol. 35:187&ndahs. ISBN 978-85-08-10049-1. [45] Hist‚ria e Vida integrada. Luther: Between Man and Devil.4:343. Myriam Becho Mota. papalencyclicals. [21] Neumann.. Holman Company. Louis: Concordia Publishing House. 1992).150 [40] (Dennis Prager e Joseph Telushkin: Why the Jews? The reason for anti-Semitism [Por que os Judeus: A causa do anti-semitismo] (Nova York: Simon & Shuster. Editora Moderna. 2008.) [41] Hart. A History of the Jews (New York: HarperCollins Publishers. Project Wittenberg. Pelikan. 277. luther. 47:268-271. p. Heinz et al (eds. Luther's Works. Paul. p‰g. Volume ”nico. 1940. 1520 (http:/ / www. (Baltimore: Johns Hopkins University Press and the United States Holocaust Memorial Museum. J. Heiko. 216. 1 (Jan. Heiko A. org/ pub/ resources/ text/ wittenberg/ luther/ web/ nblty-01. p‰g. Shirer's the Rise and Fall of the Third Reich in the United States and West Germany. Nelson Piletti e Claudino Piletti. Volume I. Editora ‰tica. The 100: A Ranking of the Most Influential Persons in History. On Translating: An Open Letter (1530). Editora •tica. Louis and Philadelphia: Concordia Publishing House and Fortress Press). 1987). P‰g. "Luther. 28). 125ƒ137. Martin Luther Creative Translator. ISBN 978-85-08-11075-9. 98 [43] Hist‚ria.: 95-96. "On the Jews and Their Lies. (N. Martin." in Kremers..

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