Fordismo, Taylorismo e Toyotismo são modelos de produção industrial, sendo que o Taylorismo se caracteriza por técnicas de administração voltadas

à otimização de produção. O Fordismo e o Taylorismo foram muito aplicados desde o início do século XX até aproximadamente a década de 1970. A partir daí o Toyotismo começa a ganhar espaço nos modelos de produção industrial. Fordismo - um processo industrial onde há produção em série, linhas de montagens, cada operário realiza uma tarefa específica, produção em massa. As fábricas ocupavam grandes áreas que exigiam um complexo sistema de controle.

Taylorismo - sistemas técnicos que objetivam a otimização do emprego da mão-de-obra de modo a aumentar a racionalização do movimento e evitar a ociosidade e a morosidade operária.

Toyotismo – também um processo industrial, agora regulado por tarefas diárias, utilização de pequeno estoque, altos índices de terceirização. O espaço industrial é descentralizado, as peças são entregues diariamente e o controle sobre todo processo é mais dinâmico e simplificado.

Referências: TAMDJIAN, James Onnig; MENDES, Ivam Lazzari. Geografia Geral e do Brasi. São Paulo, FTD, 2005.

onde esteiras rolantes levavam o chassi do carro e as demais peças a percorrerem a fábrica enquanto os operários. controle rígido de qualidade. Dentre as suas características temos: a existência de um relacionamento cooperativo entre os gerentes e os trabalhadores. e "desintegração vertical da produção em uma rede de empresas. iam montando os veículos. teve início na indústria automobilística Ford. . Nele os trabalhadores tornam-se especialistas multifuncionais. O empregado. ou seja. deveria executar uma tarefa no menor tempo possível. seguindo o que foi determinado pelos seus superiores. Nesse contexto. 1999a: 179). método de racionalização da produção em massa. distribuídos lateralmente. surge um modo original e novo de gerenciamento do processo de trabalho: o toyotismo. Ele buscava o aumento da produtividade através do controle dos movimentos das máquinas e dos homens no processo de produção.O fordismo. Ele elevou a produtividade das companhias automobilísticas japonesas e passou a ser considerado um modelo adaptado ao sistema produtivo flexível. Esse método integrou-se às teorias do engenheiro norte-americano Frederick Winslow Taylor. uma hierarquia administrativa horizontal. processo que substitui a integração vertical de departamentos dentro da mesma estrutura empresarial" (Castells. nos Estados Unidos. que ficaram conhecidas como taylorismo. Não há mais uma rígida separação entre a direção (que pensa) e o operário (que executa).

Em relação a produtividade e à participação dos recursos humanos: estabelecida a co-participação entre o capital e o trabalho. Inseriu. de modo a não haver desperdício operacional. haveria possibilidade de fazê-los produzir mais e com melhor qualidade. esboçou-se nos países industrializados um novo padrão de desenvolvimento denominado pós-fordismo ou modelo flexível (toyotismo). ou seja. teve seu ápice no período posterior à Segunda Guerra Mundial. O fordismo. O veículo pioneiro de Ford no processo de produção fordista foi o mítico Ford Modelo T. a supervisão funcional. também. nas décadas de 1950 e 1960. Em relação ao planejamento a atuação dos processos: achava que todo e qualquer trabalho necessita. salários mais elevados e. Em relação ao autocontrole das atividades desenvolvidas e às normas procedimentais: introduziu o controle com o objetivo de que o trabalho seja executado de acordo com uma seqüência e um tempo pré-programados. Em relação ao desenvolvimento de pessoal e seus resultados: acreditava que oferecendo instruções sistemáticas e adequadas aos trabalhadores. mais conhecido no Brasil como "Ford Bigode". que ficaram conhecidas na história do capitalismo como Os Anos Dourados. fundador da Ford Motor Company. estabelecendo que todas as fases de um trabalho devem ser acompanhadas de modo a verificar se as operações estão sendo desenvolvidas em conformidades com as instruções programadas.Idealizado pelo empresário estadunidense Henry Ford (1863-1947). baseado na tecnologia da informação. fazendo com que a produção necessitasse de altos investimentos e grandes instalações. de um estudo para que seja determinada uma metodologia própria visando sempre o seu máximo desenvolvimento. Taylorismo ou Administração científica é o modelo de administração desenvolvido pelo engenheiro estadunidense Frederick Winslow Taylor (18561915). sendo um aperfeiçoamento do taylorismo. A partir da década de 1980. O método de produção fordista permitiu que Ford produzisse mais de 2 milhões de carros por ano. que é considerado o pai da administração científica. durante a década de 1920. treinando-os. nas quais os veículos a serem produzidos eram colocados em esteiras rolantes e cada operário realizava uma etapa da produção. preliminarmente. Finalmente. . Ford introduziu em suas fábricas as chamadas linhas de montagem. em aumentos de níveis de produtividade. cujo resultado refletirá em menores custos. o fordismo se caracteriza por ser um método de produção caracterizado pela produção em série. A crise sofrida pelos Estados Unidos na década de 1970 foi considerada uma crise do próprio modelo. principalmente. que apresentava queda da produtividade e das margens de lucros.

apontou que estas instruções programadas devem. . Se. em lugar de avançar na tradicional divisão do trabalho. o objetivo final seria produzir um bem no exato momento em que é demandado. quanto para importar os equipamentos e bens de capital necessários para a sua reconstrução pósguerra e para o desenvolvimento da própria industrialização. Sistema just in time que se caracteriza pela minimização dos estoques necessários à produção de um extenso leque de produtos. Implantação de sistemas de controle de qualidade total. Para atingir esse objetivo os japoneses investiram na educação e qualificação de seu povo e o toyotismo. onde através da promoção de palestras de grandes especialistas norte-americanos. seguiu também um caminho inverso. O toyotismo é um modo de organização da produção capitalista que se desenvolveu a partir da globalização do capitalismo na década de 1950. impossibilitavam a solução taylorista-fordista de produção em massa. difundiu-se um aprimoramento do modelo norte-americano. capital e matéria-prima escassos. O sistema pode ser teóricamente caracterizado por quatro aspectos: mecanização flexível. sistematicamente. incentivando uma atuação voltada para o enriquecimento do trabalho. os japoneses de fato buscaram a qualidade total. de modo a gerar divisas tanto para a obtenção de matérias-primas e alimentos. com um planejamento de produção dinâmico. a mão-de-obra não podia ser especializada em funções únicas e restritas como a fordista. pois apresentava um cenário diferente do dos Estados Unidos e da Europa: um pequeno mercado consumidor. e grande disponibilidade de mão-de-obra não-especializada. adquirindo uma projeção global. o controle de qualidade se desenvolve por meio de todos os trabalhadores em todos os pontos do processo produtivo. no toyotismo. Surgiu na fábrica da Toyota no Japão após a II Guerra Mundial. ao se trabalhar com pequenos lotes e com matérias-primas muito caras. processo de multifuncionalização de sua mão-de-obra. O Japão foi o berço da automação flexível. a qualidade era assegurada através de controles amostrais em apenas pontos do processo produtivo. e foi elaborado por Taiichi Ohno mas só a partir da crise capitalista da década de 1970 é que foi caracterizado como filosofia orgânica da produção industrial (modelo japonês). uma dinâmica oposta à rígida automação fordista decorrente da inexistência de escalas que viabilizassem a rigidez. voltados para o mercado externo. uma vez que por se basear na mecanização flexível e na produção para mercados muito segmentados. no sistema fordista de produção em massa. onde. A resposta foi o aumento na produtividade na fabricação de pequenas quantidades de numerosos modelos de produtos. ser transmitidas a todos os empregados. Como indicado pelo próprio nome.