NOVA CONCEITUAÇÃO DO BDI

O SIGNIFICADO DO BDI
O BDI é o resultado de uma operação matemática para indicar a “margem” que é
cobrada do cliente incluindo todos os custos indiretos, tributos, etc. e logicamente a
sua remuneração pela realização de um empreendimento.
O resultado dessa operação depende de uma série de ariáeis entre as quais
podemos apresentar algumas mais importantes.
- !ipo de obra " para cada tipo de obra tais como de edi#icaç$es, rodoiárias,
saneamento, obras de arte, %idrelétricas, metr&, etc.os custos indiretos podem
ariar muito de obra para obra.
- 'alor do (ontrato " dependendo do alor da obra pode de#inir o porte e a
comple)idade do mesmo, e)igindo maior ou menor aporte de in#ra estrutura
para poder e)ecuta*la.
- +razo de e)ecução " os custos indiretos , na sua maioria são proporcionais ao
prazo da obra, principalmente em relação aos custos com o pessoal. ,e o
prazo #or prorrogado mantendo a mesma estrutura o BDI #icará maior.
- 'olume de #aturamento da empresa " o rateio da administração central no BDI
é #unção do montante das despesas da sede em relação ao olume de
#aturamento global. ,e esse #aturamento cair, o rateio tende a ser maior.
- -ocal de e)ecução da obra " a dist.ncia entre a sede da empresa e o local de
e)ecução da obra, tem um grande peso no custo indireto, principalmente em
relação ao transporte e despesas com o pessoal do quadro permanente da
empresa.
/ rigor, para cada obra deeria %aer um BDI di#erente, porém, para o 0rgão que
licita muitas obras de todos os tipos e taman%os. torna*se quase imposs1el calcula*
lo de #orma indiidualizada pois depende também das ariáeis pr0prias de cada
uma das empresas.
+or causa dessas di#iculdades em geral os 0rgãos licitantes estabelecem um BDI
2nico para todos os contratos, #ato esse que pode causar algumas distorç$es no
cálculo do alor real de enda do produto.
3ssim, para proceder com maior 4usteza poderia se estabelecer um BDI padrão para
dois ou tr5s tipos de obras ou para dois ou tr5s portes de contrato ou de empresas.
6o caso presente, para simpli#icar, amos considerar uma obra de edi#icação de
porte médio que este4a pr0)imo do limite entre a !omada de +reços e a
(oncorr5ncia, alores esses preistos na -ei de -icitaç$es.
7
A LEGISLAÇÃO
O 3rt.89 da -ei n: ;.<<<=>? estabelece a obrigatoriedade de conter no @dital de
-icitação um Orçamento @stimado de Ae#erencia em... “planil%as de quantitatios e
preços unitários”... para serir como par.metro de 4ulgamento das propostas
apresentadas.
Isto obriga aos 0rgãos licitantes apresentarem uma planil%a de orçamento com a
de#inição das -eis ,ociais e o BDI correspondente.
MUDANÇAS DE CONCEITUAÇÃO NA COMPOSIÇÃO DO BDI
D@,+@,3, DIA@!3, @ D@,+@,3, I6DIA@!3,
Bma das quest$es mais polemicas para o cálculo do BDI é a de#inição correta do
conceito de custo direto e do custo indireto.
6o conceito tradicional, (usto Direto é a soma de todos os custos parciais obtidos
atraés da composição de custos unitários pela aplicação dos consumos dos
insumos representados por materiais, mão de obra e equipamentos, multiplicados
pelas respectias quantidades, #ormatados numa +lanil%a de (usto Direto ou
+lanil%a Orçamentária.
3inda no mesmo conceito tradicional, considera como custo indireto, todos os custos
da 3dministração -ocal, 3dministração (entral, despesas com transporte e
re#eiç$es, ensaios tecnol0gicos, #erramentas e pequenos equipamentos, e outros que
não #azem parte da planil%a de composição de custos unitários.
3tualmente, essa conceituação é questionada não s0 pelas empresas licitantes
como também pelas pr0prias instituiç$es do goerno e !(@, como alguns e)emplos
que daremos a seguir.
+ara muitos 0rgãos do Coerno (entral 4á e)istem posicionamentos bastante claros
sobre essa questão, como do Dinistério dos !ransportes em publicação o#icial
intitulado Danual de (ustos Aodoiários " DetodologoEia e (onceitosF
“ +ara muitos dos itens de custo que, nas obras rodoiárias, são
correntemente classiica!os como in!iretos" n#o tem" a ri$or" esta
caracter%stica conceit&al. De #ato, sob a 0tica dos 0rgãos rodoiários,
D6I! e D@AGs" somente os c&stos relati'os ( s&a )r*)ria
a!ministra+#o seriam in!iretos To!os os !emais itens !o c&sto !e
constr&+#o )o!eriam ser )ereitamente a)ro)ria!os a &ma ro!o'ia
,obra-.../
“ Há sob o ponto de ista do @)ecutor de Obras, os c&stos in!iretos
)ro)riamente !itos" se limitariam (0&eles reerentes ( )arcela !a
I
A!ministra+#o Central !a em)resa a1sor'i!os )ela o1ra em 0&est#o,
pois como no caso precedente, to!os os !emais )o!em ser a ela
atri1&%!os sem am1i$2i!a!es/
Al3m !essa e !e o&tras 0&est4es conceit&ais im)ortantes" o Minist3rio !os
Trans)ortes 56 troco& a si$la normalmente c7ama!a !e BDI8Boniica+#o e
Des)esas In!iretas )ara LDI8L&cro e Des)esas In!iretas )or mel7or
re)resentar a reali!a!e !a com)osi+#o.
!ambém o !ribunal de (ontas da Bnião atraés de seus auditores 3ndré -uiz
Dendes e +atr1cia Aeis -eitão Bastos, que realizaram para o 0rgão, um estudo sobre
BDI, assim se mani#estaF
“ !em*se obserado que, na prática dos orçamentos, n#o 76 consenso
0&anto a classiica+#o !os !i'ersos !is)9n!ios como c&sto !ireto o&
!es)esa in!ireta. O que se encontra são in2meras proposiç$es di#erentes
sobre o que poderia ser considerado como despesa indireta “.
: Se$&n!o os )receitos !a conta1ili!a!e !e c&stos" s#o c&stos !e
)ro!&+#o a0&eles $astos incorri!os no )rocesso !e o1ten+#o !e
1ens e ser'i+os !estina!os ( 'en!a./
“ @ssa de#inição contábil de despesa sere como critério para inclusão dos
gastos ou na planil%a orçamentária ou na ta)a de BDI, con#orme eles
se4am considerados, respectiamente, custos diretos ou despesas
indiretas”. 3ssim,
:...O BDI !e'e conter a)enas $astos 0&e conta1ilmente s#o
classiica!os como !es)esas in!iretas, quais se4amF 3dministração
(entral, I,,,+I,. (OJI6,, (+DJ, mobilização, desmobilização, despesas
#inanceiras e seguros=impreistos. ;&al0&er o&tro $asto !e'e ser
incl&%!o analiticamente na )lanil7a !e or+ament6ria como c&sto
!ireto :
+artindo*se das premissas anteriores de que apenas os custos da 3dministração
(entral, os tributos, despesas #inanceiras e seguros= impreistos são considerados
custos indiretos, prop$e*se não mais compor o BDI com as seguintes despesasF

* Despesas da 3dministração -ocal da obraK
* 3limentação e !ransporte de todos os trabal%adores da obra
* Dontagem e manutenção do canteiro da obraK
* Outros a serem de#inidos.

!AIBB!O, 63 (O6!3BI-ID3D@ +OA -B(AO +A@,BDIDO @ -B(AO A@3-
3s empresas que optaram por um ou outro regime contábil 5em*se diante de um
dilema . 3lguns 0rgãos p2blicos calculam seus orçamentos considerando que todas
?
as empresas estão sob o regime de -ucro Aeal. Outros ao contrário, consideram os
tributos como se todas as empresas são regidas pelo -ucro +resumido. (omo
resoler esse impasseL.
3 rigor , o cálculo correto do BDI poderia ser #eito somente para empresas que
optaram pelo -ucro +resumido, pois as al1quotas dos impostos #ederais são #i)os e
incidem sobre o #aturamento. +ortanto não %á como omitir ou contestar as suas
ta)as.
6o -ucro Aeal porém %á muitos problemas.
O +I, que antigamente incidia sobre o alor de enda num percentual #i)o de 9,<M N
para 7,<M N, porém podendo descontar os créditos obtidos pagando somente a
di#erença, da #orma semel%ante ao I(D,. Deste modo tornou*se imposs1el saber
com anteced5ncia qual o alor real do tributo, podendo atingir al1quota má)ima se
não %ouer nen%um crédito a ser considerado.
+or outro lado s tributos IA+H e (,-- , no caso do -ucro Aeal, incide sobre a renda
l1quida percebida no e)erc1cio anterior a4ustado pelas adiç$es, e)clus$es ou
compensaç$es prescritas ou autorizadas pela legislação. (omo também depende do
resultado do balanço torna*se imposs1el calcula*lo antecipadamente. Desmo na
%ip0tese de estipular %ipoteticamente um lucro l1quido de 79,9N para #ins de cálculo
do BDI, não é poss1el saber ainda o alor do tributo, pois dependeria do alor do
adicional de 79,9N se ultrapassar determinado limite, eentual compensação com o
resultado do e)erc1cio anterior e outros a4ustes contábeis permitidos pela legislação.
+or essa razão, muitos dos 0rgãos que adotam no seu orçamento o regime de lucro
Aeal, não consideram no cálculo do BDI os tributos IA+H e a (,--.
B@6@JO(IO @ O -B(AO -OPBIDO
Qá ainda muita con#usão com relação ao conceito de Bene#1cio com o de -ucro. 3
idéia do Bene#1cio é bem mais ampla do que se imagina, pois ele poderia ser
comparado a -ucro Bruto.
O Bene#1cio, portanto, poderia ser desdobrado em -ucro ou remuneração l1quida
mais os gastos com a comercialização de toda a empresa, tais como, comissão do
representante comercial, compra dos editais, custo de preparação de propostas,
ta)as, emolumentos, despesas cartoriais, seguros de participação em licitação,
certid$es, anuidade, 3A!s e 3cero !écnico do (A@3, assessorias técnica e
4ur1dicas especializadas, resera de conting5ncia para eentuais pre4u1zos com roubo
ou perda de materiais, assaltos, inundaç$es, c%uas at1picas, etc.
P<OPOSTAS
8
= > ADMINIST<AÇÃO LOCAL " +rop$e*se passar a compor a planil%a de (usto
Direto e não mais o BDI.
!odas as despesas %aidas ou incorridas direta ou indiretamente em torno do
ambiente da obra para a consecução do produto #inal serão considerados (B,!O,
DIA@!O,.
3 administração -ocal compreende as seguintes atiidades básicasF
- (%e#ia da obra " engen%eiro responsáelK
- 3dministração do (ontratoK
- @ngen%aria e +lane4amentoK
- ,egurança do !rabal%oK
- +rodução " mestre de obra e encarregadosK
- Danutenção dos equipamentosK
- Cestão de DateriaisK
- Cestão de Aecursos QumanosK
- 3dministração da obra.
3ssim, as despesas da 3dministração -ocal e a sua manutenção, 3limentação e
!ransporte do pessoal administratio e de produção da obra, @+I e uni#ormes ,
controle tecnol0gico e ensaios, #erramentas e equipamentos não contemplados na
composição de custos unitários, deerão #azer parte da +lanil%a de Orçamento e
não mais na composição do BDI.
@ssas despesas #arão parte da +lanil%a de Orçamento em itens independentes da
composição de custos unitários, especi#icados como 3dministração -ocal, podendo*
se adotar as seguintes alternatiasF
- +reços compostos analiticamenteK
- (usto mensal ou %orário de mão de obra administratia ou técnicaK.
- (ustos mensal reembolsáelK
- (usto mensal ou total de manutenção do canteiro de obrasK
- 'erbaK
- D0dulo de 'erbaK
? > DESPESAS DE ALIMENTAÇÃO E T<ANSPO<TE passa a compor a tabela de
-eis ,ociais.
3s despesas de alimentação e transporte sendo encargo social e trabal%ista
de#inidos em lei e em diss1dios coletios, diretamente ligados a mão de obra
utilizada, comporão a tabela das ta)as de -eis ,ociais e não mais a ta)a do BDI,
segundo as seguintes #ormulasF
'3-@ !A36,+OA!@
( )
·
1
]
1

¸

· 100
06 , 0 2
1
x
S
Sx xN xC
VT
M
(3JR D3 D36QS
( )
·
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1

¸

· 100
01 , 0 22 033 , 0
2
x
S
x xSx xN C
VC
'3-@ A@J@ITSO Ualmoço ou 4antarV
·
1
]
1

¸

· 100
95 , 0
3
x
S
xNx C
VR
,endoF (7 W custo médio da condução ou iagemK
(I W custo do ca#é da man%ãK
(? W custo do 'ale Ae#eição estabelecido no Diss1dio (oletioK
6 W n2mero de dias trabal%ados no m5sK
, W piso salarial médio mensal.
@ > E;UIPAMENTOS DE P<OTEÇÃO INDIVIDUAL E FE<<AMENTAS MANUAIS
,endo uma despesa intimamente ligada a mão de obra utilizada passa a compor a
tabela da ta)a de -eis ,ociais.
3lém dos encargos sociais re#erentes as despesas de alimentação e transporte
e)istem outros custos que incidem sobre a mão de obra que são intitulados de
3DI(IO63- D@ DSO D@ OBA3, pois são diretamente proporcionais a mão de obra
empregada e dee ser inclu1da também na tabela de encargos sociais.

?.7 * @+I " @PBI+3D@6!O D@ +AO!@TSO I6DI'IDB3- " D@ 3(OADO (OD O
3rt. 7<I da (C! e 6A < e 7;, re#erente a segurança e Dedicina do !rabal%o é
obrigat0rio o #ornecimento dos equipamentos de proteção indiidual, gratuitamente
aos empregados. @stes custos estão intimamente relacionados X mão de obra
empregada.
?.I * J@AA3D@6!3, D36B3I,* a empresa dee proer de #erramentas manuais
para que todos os trabal%adores possam e)ecutar os seus seriços espec1#icos.
6ão e)iste ainda uma #0rmula básica para a obtenção desses custos, porém, são
per#eitamente calculáeis analiticamente para serem adicionados Xs ta)as de -eis
,ociais.
O “Danual de (ustos Aodoiários” Upg.?Y=?;V do Dinistério dos !ransportes
estabelece um acréscimo de 7,7IN e M,9N como @ncargos 3dicionais X Dão de
Obra para @+I e Jerramentas, respectiamente.
A > CANTEI<O DE OB<A" MOBILIBAÇÃO E DESMOBILIBAÇÃO " deem compor
a planil%a de custos diretos.
+or terem estruturas de custos que se #ormam de maneira peculiar em cada obra é
mais coerente que esses itens se4am orçados analiticamente como custo direto da
obra.
<
@ssa posição é re#orçada pela orientação do !ribunal de (ontas da Bnião atraés da
Decisão n: 7??I=I99I de passar como item de custo direto as despesas com
Instalação de (anteiro e 3campamento e Dobilização e Desmobilização
C > TADA DE <ISCO DO EMP<EENDIMENTO " aplicáeis aos contratos por +reço
Ji)o, Clobal ou Integral.
@sta ta)a se aplica principalmente nas empreitadas por preço #i)o, global ou
Integral, quando na planil%a de orçamentos %á omissão de seriços e)igidos mas
não constantes da planil%a, quantitatios irrealistas ou insu#icientes, pro4etos
inde#inidos, especi#icaç$es mal #eitas, ine)ist5ncia de sondagem do terreno, etc. e
todos aqueles que possam gerar um certo grau de d2idas.
@ssa ta)a é determinada em percentual sobre o custo direto da obra e depende de
uma análise global do risco do empreendimento em termos orçamentários.
E > CUSTO FINANCEI<O > s#o im)rescin!%'eis )ara contratos com )a$amento
( )raFo.
O custo #inanceiro, compreende uma parte pela perda monetária decorrente da
de#asagem entre a data do e#etio desembolso e a data da receita correspondente e
a outra parte, de 4uros correspondentes ao #inanciamento da obra paga pelo
e)ecutor. @m princ1pio, %aendo recursos programados, os 0rgãos deerão adotar
sempre que poss1el, pagamentos “/ 'ista”.
,e o pagamento é #eito até 79 dias ap0s o per1odo da medição, tempo su#iciente
para a tramitação de todos os procedimentos requeridos para o pagamento, é
considerado pagamento / 'ista. ,e %ouer no contrato uma preisão de pagamento
em prazos maiores, deerá ser pago os custos #inanceiros segundo a seguinte
#0rmulaF
( ) ( ) · −
1
]
1

¸

+ + · 1 1 1 30 30
n n
j x i f

,endo F # W ta)a de custo #inanceiro K
i W ta)a de in#lação média do m5s ou a média da in#lação mensal dos
2ltimos mesas. 6ão é in#lação #uturaK
4 W Huro mensal de #inanciamento do capital de giro cobrado pelas
instituiç$es #inanceirasK
n W n2mero de dias decorridos.
G> T<IBUTOS 8 adotar as al1quotas e ta)as do -ucro +resumido
6o caso de empresas regidas pelo -ucro Aeal, é imposs1el estabelecer par.metros
de ta)as ob4etios para IA+H=(,-- bem como para +I, que pelo critério de não
Y
cumulatiidade adotado para a ta)a de 7,<MN o cálculo do BDI #ica totalmente
pre4udicado pela impossibilidade de apropriação desses tributos na sua composição.
3 #alta de correspond5ncia entre as ta)as que supostamente poderiam ser
adotadas no BDI e aquelas que as empresas realmente pagarão ao #isco no #inal de
cada e)erc1cio é um #ator impeditio proibido pela -ei de -icitaç$es.
+ortanto, prop$e*se adotar para o cálculo do BDI, qualquer que se4a a opção
contábil, as ta)as=al1quotas dos tributos do regime de -ucro +resumido.
H > BENEFICIO " +rop$e*se o desdobramento do Bene#1cio em -ucro e Despesas
de (omercialização .
Deido a di#1cil interpretação do conceito de Bene#1cio, #ica mais prático e ob4etio
desdobrar*se em -ucro que é a remuneração esperada pela empresa e Despesas
de (omercialização, pois este 2ltimo engloba outras despesas não inclu1dos nos
(ustos Diretos ou Indiretos mais a preisão de resera de conting5ncia.
3 rigor, o conceito de lucro dee ser interpretada como uma parcela destinada a
remunerar o acero de con%ecimentos acumulado ao longo dos anos de e)peri5ncia
no ramo, capacidade administratia e gerencial, con%ecimento tecnol0gico
acumulado, treinamento do pessoal, #ortalecimento da capacidade de reinestir em
noos pro4etos e o risco do neg0cio em si.
J > MUDANÇA DA SIGLA BDI PA<A LDI
Discutir a coneni5ncia de Dudar a sigla BDI* Bene#1cio e Despesas Indiretas para
-DI " -ucro e Despesas Indiretas.
@m #unção do desdobramento do B Ubene#1cioV em -ucro e (omercialização
passaria a c%amar*se -B(AO @ D@,+@,3, I6DIA@!3,, sigla que traduziria
mel%or o noo conceito do BDI.
=K> NOVA FO<MULA DO BDI
@m ista das alteraç$es propostas a #0rmula do BDI passa a ser a seguinteF

( ) ( ) ( )
( )
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+ + +
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x
l c s t
f r i
x
L C S T
F R I
LDI
,endoF i W ta)as de custos indiretos Z rateio da 3dministração (entralK
r W ta)a de risco do empreendimentoK
;
# W ta)a de custo #inanceiro do capital de giroK
t W tributos #ederaisK
s W tributo municipal " I,,
c W despesas de comercialização
l W lucro ou remuneração liquida da empresa.

1
]
1

¸

+ ·
100
1
BDI
CDx PV
+' W +reço de 'enda
(D W (usto Direto
<ECOMENDAÇLES
7 " (omunicar a todos os 0rgãos da administração direta e indireta e #undaç$es nos
tr5s n1eis de goerno, as mudanças na conceituação do BDI*bene#1cio e despesas
indiretas, recomendando que passe a adotar os noos conceitos propostos.
I" 3s Despesas de 3dministração -ocal da obra, bem como todas as demais
despesas incorridas no ambiente da obra serão consideradas como Despesa Direta
e não mais como Despesa Indireta.
?" 3s despesas de alimentação e de transporte, bem como as despesas de
#ornecimento do @+I e #erramentas manuais passarão a compor a ta)a de -eis
,ociais, calculadas segundo as #0rmulas sugeridas na proposta ou calculadas
analiticamente.
8 " O custo da 3dministração (entral para os e#eitos de composição do BDI, será
calculado rateando*se o total do custo mensal das despesas da sede central
proporcionalmente ao #aturamento mensal do contrato, somados aos custos de
atendimento e apoio personalizado X obra considerada.
M " 6os contratos de @mpreitada por +reço Ji)o, Clobal ou Integral,será admitida
uma !a)a de Aisco do @mpreendimento no percentual má)imo de M,9N
< " (usto #inanceiro " será obrigat0ria no BDI a inclusão dos custos #inanceiros se o
contrato preer um prazo de pagamento superior X dez dias da data mais tarde do
per1odo da medição.
Y * +ara o calculo do orçamento para #ins licitat0rios , as ta)as dos tributos a serem
considerados será sempre a do -ucro +resumido, independentemente de serem
regidos pelo -ucro +resumido ou -ucro Aeal.
>
; " 6a #0rmula de cálculo do BDI, o Bene#1cio será desdobrado em duas partes. 3
primeira indicada pela letra “ - “ representará o lucro pretendido e a segunda por
“( “ representará as despesas não inclu1das como (ustos Diretos e nem como
(ustos Indiretos que são despesas incorridas pela empresa no es#orço de
comercialização e não se re#ere a uma s0 obra espec1#ica.
> " O “-” deerá ser entendido como uma remuneração aspirada pela empresa em
#unção do acero de con%ecimentos acumulado ao longo dos anos de e)peri5ncia
no ramo, capacidade administratia e gerencial, con%ecimento tecnol0gico
acumulado, treinamento do pessoal, #ortalecimento da capacidade de reinestir em
noos pro4etos e risco do neg0cio em si.
79 " O “c” representado como ta)a de comercialização é constitu1do de todas as
despesas não computadas como despesas diretas e nem despesas indiretas e são
aquelas gastas pela empresa no processo de comercialização do produto mais as
reseras de conting5ncia.
77 * " 3aliar a adoção de#initia da sigla -D I * -ucro e Despesas Indiretas em
substituição ao BDI " Bene#1cio e Despesas Indiretas por mel%or representar a
realidade.
79