IESLV JUAN RAMÓN FERNÁNDEZ

DEPARTAMENTO DE PORTUGUÉS
CARRERA: PROFESORADO EN PORTUGUÉS
CÁTEDRA: LITERATURA BRASILEÑA

PROFESOR: ROGÉRIO CORMANICH
ALUMNO: DIEGO MAJEWSKI

Esquema da literatura brasileira
(Das origens ao romantismo)

TURNO: TARDE
FECHA DE ENTREGA: 10 DE MAYO DE 2013
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procurou nas raízes da terra e do nativo imagens para se afirmar em face do estrangeiro. a sequência de influxos da Europa. Em mais de um momento a inteligência brasileira. Houve de um lado a dispersão do país em subsistemas regionais. Os textos de informação Os primeiros escritos da nossa vida documentam precisamente a instauração do processo: são informações que viajantes e missionários europeus colheram sobre a natureza e o homem brasileiro.O problema das origens da nossa literatura pode formular-se a partir da afirmação de um complexo colonial de vida e de pensamento. a que vulgarmente chamamos Brasil. não pertencem à categoria do literário. referindo o descobrimento de uma nova terra e as primeiras impressões da natureza e do aborígene. Nos primeiros séculos. No entanto. A colônia só deixa de o ser quando passa a sujeito da sua história. de Pero Magalhães Gândavo (1576). responsável pelo paralelo que se estabeleceu entre os momentos do além-Atlântico e as esparsas manifestações literárias e artísticas do Brasil Colônia: Barroco. A colônia é o objeto de uma cultura. mas à pura pura crônica histórica. a totalidade de nossas reações de ordem intelectual. Ilustração. e fez-se com naturais crises e desequilíbrios. reagindo contra certos processos agudos de europeização. que se desenvolveu nos três primeiros séculos da vida brasileira e condicionou. Enquanto informação. Dos textos de origem portuguesa. Mas essa passagem fez-se no Brasil por um lento processo de aculturação do português e do negro à terra e às raças nativas. Pernambuco. Rio de Janeiro) que deram à Colônia a fisionomia de um arquipélago cultural. como nenhum outro. Minas. o dado preliminar de um processo colonial.  o Tratado Descritivo do Brasil.  o Tratado da Terra do Brasil e a História da Província de Santa Cruz. os ciclos de ocupação e de exploração formaram ilhas sociais (Bahia. Resta. Arcádia. merecem destaque:  a Carta de Pero Vaz de Caminha a El-Rei D. senão como sugestões temáticas a formais. de Gabriel Soares de Souza (1587) 2 . PréRomantismo. porém. Manuel. esses documentos se valem não só como testemunhos do tempo. até hoje relevantes para a história e de outro. Daí o interesse obliquamente estético da “literatura” de informação. a carta insere-se em um gênero copiosamente respresentado durante o século XV em Portugal e Espanha: a literatura de viagens. O que para nossa história significou uma autêntica certidão de nascimento.

É possível distinguir ecos da poesia barroca na vida colonial (Gregório. presumiam igualar-se com a velha nobreza branca que formaria o “antigo estado” da Bahia. até mesmo. mas também de despreço pelos mestiços e de cobiça pelas mulatas. já mestiçados de português e tupi. Na sua produção literária se acentuam os contrastes: a sátira mais irrelevante alterna com a contrição do poeta devoto. está representada em primeiro plano pela oratória sagrada dos jesuítas. Botelho. de um léxico incisivo. à vida musical. Nu fulcro 3 . de uma sintaxe apertada. Conhecem-se as diatribes de Gregório de Matos contra algumas autoridades da colônia. “mineiro”. Dentre os poetas. que só se tornou uma realidade cultural quando a exploração das minas permitiu o surgimento de novos núcleos como Vila Rica. Recife. o ciclo do ouro já daria um sustrato material à arquitetura. de rimas burlescas. Quanto à prosa barroca. as academias) e um estilo colonial-barroco nas artes plásticas e na música. Gregório moteja aqueles senhores de engenho que. Em toda sua poesia o achincalhe e a denúncia encorpam-se e movem-se à força de jogos sonoros. ávidos de lucro e interessados em trocar por ninharias o ouro doce das moendas. Olinda e Rio de Janeiro. O nome central é o do Padre Antônio Vieira (1608-1697). Mas essas contradições não devem intrigar quem conhece a ambiguidade da vida moral que servia de fundo à educação ibérico-jesuítica. homem de boa formação humanística. O desejo de gozo e de riqueza são mascarados formalmente por uma retórica nobre e moralizante. o mais importante é o baiano Gregório de Matos (1636-1696). de sorte que parece lícito falar de um “Barroco brasileiro” e. Fernão Cardim e José de Anchieta. Na segunda metade do século XVIII. Dentre eles merecem destaque as crônicas dos Padres Manuel da Nóbrega. Mariana. as Cartas dos missionários jesuítas escritas nos dois primeiros séculos de catequese. Sabará e Diamantina e deu nova vida a velhas cidades quinhentistas como Salvador. O Barroco no Brasil No Brasil houve ecos do Barroco europeu durante os séculos XVII e XVIII: Gregório de Matos. à escultura e à vida cultural. E é com olhos de saudade e culpa que o poeta vê o novo mercador lusitano e os associados deste na Colônia. Frei Itaparica e as primeiras academias repetiram motivos e formas do barroquismo ibérico e italiano. Botelho de Oliveira.

militares. deve-se comentar as academias que foram surgindo na época. embora ainda amaneirado. No seu espírito verdadeiramente barroco fermentavam asilusões do estabelecimento de um império luso e católico. As academias mais fecundas foram as baianas. sonho medieval que um império português e missionário tornaria afinal realidade. ideia tanto mais forte quando se lembra que os ouvintes eram os próprios negros. respeitado por todo o mundo e servido pelo zelo do rei. em nossa sociedade. mas todos nascidos da utopiacontra-reformista de uma Igreja Triunfante na Terra. Das academias brasileiras pode-se dizer que foram o último centro irradiador do barroco literário e o primeiro sinal de uma cultura humanística viva. Arcádia e Ilustração Importa distinguir dois momentos ideais na literatura dos Setecentos para não se incorrer no equívoco de apontar contraste onde houve apenas justaposição: a) o momento poético que nasce de um encontro. desembargadores e altos funcionários reunidos em grêmios eruditos e literários a exemplo dos que proliferavam em Portugal e em toda a Europa. A religiosidade.da personalidade do Padre Vieira estava o desejo da ação. Foi necessário esperar pela cristalização de algumas comunidades que a economia do ouro reanimara para ver religiosos. ele equipara os sofrimentos de Cristo aos dos escravos. as manifestações culturais da Colônia não apresentavam qualquer nexo entre si. a sólida cultura humanística e a perícia verbal serviam. Até os princípios do século XVIII. extraconventual. Ao leitor brasileiro interessam particularmente o Sermão da Primeira Dominga da Quaresma. a projetos grandiosos. É de leitura obrigatória o Sermão da Sexagésima. A realidade era bem outra e do descompasso entre ela e os planos do jesuíta lhe adveio mais de um revés. Nem se diga que Vieira foi insensível ao escravo negro preterindo-o no ardor da defesa ao indígena. com a 4 . pois a vida dos poucos centros urbanos não propiciara condições para socializar o fenômeno literário. pregado em 1633 à Irmandade dos Pretos de um engenho baiano. da nobreza e do clero. No Sermão XIV do Rosário. no qual o orador expõe a sua arte de pregar. proferido na Capela Real de Lisboa em 1655. pregado no Maranhão em 1653. Nele o orador tenta persuadir os colonos a libertarem os indígenas que lhe fazem evocar os hebreus cativos no antigo Egito. nesse militante incansável. Finalmente. quase sempre quiméricos.

refletidos através da tradição clássica e de formas bem definidas . há um apelo à natureza como valor supremo. envolvido na Inconfidência Mineira. tem por fundamentos a noção de arte como cópia da natureza e a ideia de que tal mimese se pode fazer por graus. mas aberta no Desertor de Silva Alvarenga. O Iluminismo que enformou essa luta exibe duas faces: ora a secura geométrica de Voltaire. b) o momento ideológico. Já os primeiros teóricos da Arcádia propunham mediações entre o natural e o ideal. para chegarmos emfim à sátira política. Paralelamente. por exemplo) ao engajamento pombalino da épica de Basílio da Gama. Talvez o árcade mais ilustrado tenha sido Tomás Antônio Gonzaga (1744 . escrita 5 . julgadas dignas de imitação (Arcádia). autor de Marília de Dirceu e que. À medida que se prossegue no tempo. Denominador comum das tendências arcádicas é a procura do verossímil. O conceito. velada no Gonzaga das Cartas Chilenas. que se impõe no meio do século. cujo Verdadeiro Método de Estudar expunha todo um sistema pedagógico construído sobre modelos racionalistas franceses. porta-voz de tendências passionais. Mas tanto no contexto árcade-ilustrado como no romântico-nostálgico. possui características préromânticas (principalmente na segunda parte de Marília de Dirceu. vitoriosa nos salões libertinos. vai-se passando de um Arcadismo propriamente dito (os sonetos de Cláudio Manuel da Costa.natureza e os afetos comuns dos homens. a natureza amena. herdado da poética renascentista. A luta do burguês culto contra a aristrocracia do sangue fez-se em termos de Razão e de Natureza. ora a afetividade pré-romântica de Rousseau. o tema foi a poesia pastoral. Se verossimilhança e simplicidade foram as notas formais especialmente prezadas pelos árcades. A poesia de Tomás António Gonzaga apresenta as típicas características árcades e neoclássicas: o pastoril. mais populares.1810). o equilíbrio etc. O pioneiro no esforço de reformar a mente barroco-jesuítica em Portugal foi Luís Antônio Verney. onde morreu. E a literatura doi século XIX anterior ao Romantismo ainda juntará resíduos arcádicos e filosofemas tomados a Voltaire e a Rousseau: fale por todos o verso prosaico de José Bonifácio de Andrada e Silva. e traduz a crítica da burguesia culta aos abusos da nobreza e do clero (Ilustração). foi degredado para a Africa. E há um ponto nodal para compreender o artifício da vida rústica na poesia arcádica: o mito do homem natural cuja forma extrema é a figura do bom selvagem. o bucólico.

que os leva a posturas regressivas: no plano da relação com o mundo (retorno à mãe--natureza. a alta classe média do país (Gonçalves Dias. Castro Alves). a absorção pelos melhores talentos de padrões culturais europeus refletidos na Corte e nas capitais provincianas. picaresco. Alencar. 6 . O romance colonial de Alencar e a poesia indianista de Gonçalves Dias nascem da aspiração de fundar em um passado mítico a nobreza recente do país. Bernardo de Guimarães). a economia de exportação. Assim. que iam receber instrução jurídica (raramente. as atitudes saudosistas ou reivindicatórias que pontuam todo o movimento. ressalte-se o caráter seletivo da educação no Brasil--lmpério e. médica) em São Paulo. exibe defasagens maiores ou menores à medida que se passa do centro à periferia. que definiam. assim como as ficções de W. para a formação da sua inteligência. o segundo. ou do trovador semipopular Laurindo Rabelo. os nossos românticos exibem fundos traços de defesa e evasão. ênfase emotiva estranha aos padrões do neoclassicismo. Carente do binômio urbano indústria-operário durante quase todo o século XIX. a sociedade brasileira contou. descrição de paisagens brasileiras. Nesse esquema. refúgio no passado. O Brasil. Scott e de Chateaubriand rastreavam na Idade Média feudal e cavaleiresca os brasões contrastados por uma burguesia em ascensão. grosso modo. que já caiu. Como os seus ídolos europeus. Recife e Rio ( Macedo. pode-se dizer que se formaram em nossos homens de letras configurações mentais paralelas às respostas que a inteligência européia dava a seus conflitos ideológicos. amiudadas durante a Regência. o que mais importa. como Teixeirae Sousa e Manuel Antônio de Almeida. etc. e a pequena burguesia que ainda não subiu: de onde. mantém as colunas do poder agrário: o latifúndio. então limites do sistema. vivo e pleno de conseqüências espirituais na Inglaterra e na França. Casemiro de Abreu. Raros os casos de extração humilde na fase romântica. apesar das diferenças de situação material. egresso do puro colonialismo.na prisão): confissões de sentimento pessoal. Os exemplos mais persuasivos vêm dos melhores escritores. com os filhos de famílias abastadas do campo. o primeiro narrador de folhetim. E segue a rota da monarquia conservadora após um breve surto de erupções republicanas. reinvenção do bom selvagem. ou com filhos de comerciantes luso-brasileiros e de profissionais liberais. Álvares de Azevedo. o escravismo. O Romantismo O Romantismo expressa os sentimentos dos descontentes com as novas estruturas: a nobreza. O quadro.

fora de si. Álvares de Azevedo caminhava na esteira de um Romantismo em progresso enquanto trazia à luz da contemplação poética os dominios obscuros do inconsciente. estes ainda postulavam. já sem função na dinâmica social. nos anos que se lhe seguiram. Igreja. acabou por fazer-se verdade artística. O que será moda mais tarde. antes de mais nada. às demasias da imaginação e dos sentidos). e é nessa perspectiva que a têm lido alguns críticos modernos. um progressivo dissolver-se de hierarquias (Pátria. e se adensam em torno do mito do progresso os ideais das classes médias avançadas. àqueles caberia fechar as últimas janelas a tudo o que não se perdesse no Narciso sagrado do próprio eu. a poesia brasileira percorrerá os meandros do extremo subjetivismo. ao sonho. Um dos maiores expoentes da poesia romântica é Antônio Gonçalves Dias (1823 – 1864). a leitura de Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1831 . Sua principal obra é titulada Lira dos vinte anos. Se romantismo quer dizer. É preciso ver na força de Gonçalves Dias indianista o ponto exato em que o mito do bom selvagem. Enfim. o paralelo alcança a última fase do movimento. ao devaneio. A poesia de Álvares de Azevedo e a de Junqueira Freire oferecem rica documentação para a psicanálise. Em vários níveis se apreendem as suas tendências para a evasão e para o sonho. pois foi o escritor mais bem dotado de sua geração.1852) merece prioridade. quando vão cessando as nostalgias aristocráticas. já na segunda metade do século XIX. ditos da “segunda geração romântica”. Tradição) em estados de alma individuais. 7 . de Carducci. ocupados em dar certa coerência ao vasto anedotário biográfico que em geral empana.exotismo) e no das relaçôes com o próprio eu (abandono à solidão. em vez de esclarecer a nossa visão dos românticos tipicos. Os timbiras e I-Juca-Pirama. uma natureza e um passado para compor seus mitos poéticos. Também nessa literatura que herdou de Blake e de Byron a fusão de libido e instinto de morte. então Álvares de Azevedo. Para tanto. é nele matéria de poesia. constante desde os árcades. Se na década de 40 amadureceu a tradição literária nacionalista. Junqueira Freire e Fagundes Varela serão mais românticos do que MagaIhães e do que o próprio Gonçalves Dias. Foi o primeiro poeta autêntico a emergir em nosso Romantismo. Será o Romantismo público e oratório de Hugo. de Michelet e do nosso Antônio Castro Alves. à Byron e à Musset. Suas obras mais notáveis são Canção do Exílio.

valorizados em si mesmos: a saudade da infância. divulgados em massa a partir de 1830/40. Casimiro reduzia a natureza e o próximo a um ângulo visual menor: o do seu temperamento sensual e menineiro. de Alencar). A fusão de um pedestre e miúdo cotidiano com o exótico. uma trama rica de acidentes bastava como pedra de toque do bom romance. enfim. Inocência. o heróico. o leitor de volta para o dia-a-dia das convenções. Na verdade pouco diferiria destes se o critério de comparação se esgotasse na escolha dos temas. são exemplares os romances de Macedo e de Alencar. de Alencar. o romance romântico brasileiro dirigia-se a um público mais restrito do que o atual: eram moços e moças provindos das classes altas e. centrados nos costumes da burguesia. excepcionalmente. que não percebia muito bem a diferença de grau entre um Macedo e um Alencar urbano. 8 . a sertaneja (O Sertanejo.Ainda na linha de compreensão do público médio é que se deve apreciar a popularidade de Casimiro de Abreu (1839-1860). Vistos sob êsse ângulo. Quanto à prosa. de Macedo). A medida que os nossos narradores iam aclimando à paisagem e ao meio nacional os esquemas de surprêsa e de fim feliz dos modelos europeus. que remonta. trazendo. e no saboroso documento do Rio joanino que são as Memórias de um Sargento de Milicias. o patriotismo difuso. Mas o que singulariza o poeta é o modo de compor. às exigências mais fortes de tais leitores: reencontrar a própria e convencional realidade e projetar-se como herói ou heroína em peripécias com que não se depara a média dos mortais. um tipo de leitor à procura de entretenimento. médias. o amor à natureza. As Minas de Prata. Ou. a religião sentimental. O Gaúcho. como em largos trechos de Macedo e do Alencar fluminenses. ao seu modo de conhecer a realidade na linguagem e pela linguagem. de Manuel Antônio. de Alencar. a indianista (Iracema. defíne bem o arco das tensões de uma sociedade estável. o mesmo público acrescia ao prazer da urdidura o do reconhecimento ou da auto-idealização. As Mulheres de Mantilha. que operou uma descida de tom em relação à poesia de Gonçalves Dias e Álvares de Azevedo. em última análise. Para esses devoradores de folhetins franceses. cada um a seu modo. Suas obras mais destacada são Meus oito anos e Primaveras. que respondem. cujo ritmo vegetativo não lhe consentia projeto histórico ou modos de fuga além do ofertado por alguns tipos de ficção: a passadista e colonial (O Guarani. eram os profissionais liberais da corte ou dispersos pelas províncias: era. os fogachos de adolescente. Ubirajara. de Taunay). O Rio do Quarto. o misterioso.

ainda não terminou. Esse período colonial terminou com a Independência. e não enxergam nela apenas o chão onde pisam. que se pode chamar aborígine. O segundo período é histórico: representa o consórcio do povo invasor com a terra americana.alma mater. Bibliografia BOSI. cheia de santidade e enlevo. de nos recolonizarem pela alma e pelo coração. pela natureza e extensão da obra que produziu. A terceira fase. hoje tão acesas. Alfredo (1936) História concisa da literatura brasileira. que dele recebia a cultura. um escritor português. a infância de nossa literatura. a nós beócios. ressoa não já sòmente nos rumores da brísa e nos ecos da floresta. 9 . Há aí muita e boa messe a colher para o nosso romance histórico.Especial destaque merece José Martiniano de Alencar (1829-1877) que ocupou dentro do Romantismo o lugar de centro. Editora Cultrix. Neste período. senão também nas simples cantigas do povo e nos intimos serões da família. e lhe retribuía nos eflúvios de sua natureza virgem e nas reverberações de um solo esplêndido. são as tradições que embalaram a infância do povo. pata continuar no novo mundo as gloriosas tradições de seu progenitor. e êle escutava como o filho a quem a mãe acalenta no berço mm as canções da pátria. 2006. a poesia brasileira. São Paulo. É a gestação lenta do povo americano. A ele pertencem O Guarani e As Minas de Prata. a qual pode ser dividida em três períodos: a primitiva. são as lendas e mitos da terra selvagem e conquistada. já que não o podem pelo braço. Iracema pertence a essa literatura primitiva. embora balbuciante ainda. fazendo calar as pretensões. espera escritores que lhe deem os últimos traços e formem o verdadeiro gôsto nacional. para aqueles que venceram na terra da pátria a mãe fecunda . mas não exótico e raquítico como se propôs a ensiná-lo. começada com a independência política. que devia sair da estirpe lusa. que abandonou.

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