A CONSTRUÇÃO DA IDEIA DE PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO NO BRASIL: Antecedentes Históricos e Concepç es

INTRODUÇÃO O Plano Nacional de Educação (PNE), de acordo com o que hoje é estabelecido, tem como objetivo garantir a continuidade das pol ticas educacionais ao longo de determinado per odo! "a# parte de sua missão articular as iniciativas da $nião, dos Estados e dos %unic pios, aplicando, através de aç&es, metas e objetivos, os princ pios norteadores da educação nacional 'ormulados na (onstituição "ederal e na )ei de *iretri#es e +ases da Educação Nacional ()*+N)! , um documento plurianual implementado através de projeto de lei enviado ao congresso pelo governo 'ederal! O desenho de um Plano de Educação de car-ter nacional, entretanto, não 'oi sempre esse! .o longo do século // di'erentes concepç&es e modelos de PNE disputaram espaço, dialogando com as pol ticas p0blicas do per odo e, de maneira mais ampla, com o esp rito da época! Nosso objetivo neste trabalho gira em torno da investigação do processo que consolidou o PNE enquanto principal instrumento de aplicação das pol ticas educacionais do +rasil! 1nteressa2nos acompanhar a construção da ideia de PNE, destacando suas origens e as nuances de perspectivas, correlacionando tal processo ao momento presente, em que um modelo de Plano Nacional de Educação parece, 'inalmente, ter se institucionali#ado! ANTECEDENTES HIST!RICOS .nt3nio (hi##oti, ao analisar a educação e a constituinte de 4567 destaca o discurso inaugural de *! Pedro 1 que, quanto ao problema da instrução p0blica, a'irmava8 9tenho promovido os estudos p0blicos, quanto é poss vel, porém, necessita2se de legislação especial:! Neste sentido, a comissão respons-vel pelo tema, visando dar 9unidade org;nica < instrução p0blica: prop&e que se levantassem in'ormaç&es sobre as escolas e estabelecimentos literatos do 1mpério! Promove também um concurso no qual 9o melhor tratado de educação ' sica, moral e intelectual para a mocidade brasileira: seria condecorado com a Ordem 1mperial do (ru#eiro (6==>, p! 7> e 7?)!

o 'racasso da constituinte 9não s@ impediu o término das discuss&es em torno de um plano geral a ser de'inido na (onstituição como também determinou a 'eitura. s@ no 'im da Jep0blica Kelha que a educação 9passa a ser percebida como . com sequAncias de séries. p!D=)! (arlos Eamil (urF denomina as tentativas de 4567 de 9um embrião long nquo de um PNE:! Cegundo o autor. contudo. e a secund-ria e superior.pesar de re'ormas empreendidas por +enjamim (onstant (45H=). de 'ormulação de um Plano de Educação que. p!GH> e GH?)! *isto se compreende a ausAncia de iniciativas semelhantes <s encontradas na constituinte de 457D. pouco 'i#eram no trato da instrução p0blica. as primeiras discuss&es sobre um Plano Leral de 1nstrução e as iniciativas para um Plano Nacional de Educação! . responsabili#ando as prov ncias. com m@dicas arrecadaç&es de impostos. sob a tutela 'ederal! O governo central negligencia. portanto.s prov ncias. que pensava em um Plano abrangente de Educação! . em seu sentido descentrali#ador. revogar a lei geral de 4H6G! . de modo que a escasse# de escolas e mestres manteve2se como t3nica! Nem mesmo a Proclamação da Jep0blica trans'ormou substancialmente tal realidade! . pudesse organi#-2la de modo a contribuir para a e'etiva independAncia da nação! . ainda no 1mpério. Epit-cio Pessoa (4H=4). partindo de um diagn@stico abrangente da realidade educacional. somente durante a década de 4H6= o debate educacional ganha amplitude social e escapa a discuss&es mais setori#adas! $ma lacuna de quase um século separa. neste conteBto que é apresentada < comissão de instrução da constituinte um Plano de 1nstrução P0blica 'eito por %artin "rancisco quando presidente da Prov ncia de Cão Paulo! O tratado organi#ava a escolaridade em graus e baseava2se nas ideias de (ondorcet sobre a instrução como 'erramenta de liberdade e igualdade! *e acordo com (hi##oti 9o projeto de %artin "rancisco 'oi o mais ambicioso e sistemati#ado programa de instrução p0blica 'ormulado no primeiro quartel do século /1/. as quest&es correlacionadas < instrução prim-ria. a partir de então. sob responsabilidade das prov ncias. e é ausente quanto ao tema da universali#ação da mesma! Ial situação prosseguiu pelo 1mpério e chegou até a Jep0blica Kelha (6=44. organi#ação curricular e objetivos de'inidos para cada grau: (1bid!.Era a tentativa. Jivad-via (orreira (4H44) e (alos %aBimiliano (4H4>). prim-ria. de uma lei geral da educação bem mais simpli'icada:! O ato adicional de 457D. ideia de descentrali#ação educacional advinda da deu in cio < concorrAncia e duplicidade de redes de ensino! . em 4> de outubro de 456G. atribuiu <s prov ncias o papel da instrução prim-ria sem.

como tema nacional! Esta capitali#ar. re'letindo. marca a e'etiva pro'issionali#ação do magistério e a aplicação de novos métodos e concepç&es pedag@gicas! . o decl nio das oligarquias. p!4>)! . neste momento que se ensaiam as primeiras aç&es institucionali#antes.presentes desde sua instauração. como uma de suas atribuiç&es. sugerir providAncias concernentes < organi#ação e desenvolvimento do ensino! $tili#ando2se destas prerrogativas.lves de (arvalho prop&e que se construa uma comissão especial para a redação de um plano nacional de educação.em in cios de década de 4H7= (1bid!)! D"CADA DE #$%&: E'ERSÃO DA IDEIA DE PLANO NACIONAL Ce a década de 4H6= inaugura o status da educação como tema nacional. década de 4H6= prepara os caminhos para a construção de um Plano de Educação de car-ter nacional j. em todas as suas modalidades e grausO 62 a distribuição geogr-'ica dos centros educacionais. cient 'icos. 6==Hb. quando o (onselho Nacional de Educação (*ecreto n! 4H!5>=) assume. portanto. 4HH7.. o conselheiro Eoão Cimpl cio . p!G4)! . de 9entusiasmo pela educação:.NN.problema nacional: o que possibilitar-. j. crise do modelo agr-rio2comercial eBportador. a inauguração dos debates sobre um Plano Nacional de Educação (.os desagrados pol ticos com a Jep0blica. inclusive. em produção pol tico2jur dica sobre o assunto! $m primeiro ind cio deste processo pode ser observado em 4H74.M. a década de 4H7= constitui per odo chave para o surgimento e consolidação da ideia de PNE! . Estados e %unic pios na sua eBecução (($JP. a ser apresentada ao governo da Jep0blica e aos Estados! Na proposta de (arvalho tal plano versaria sobre 42 as diretri#es gerais do Ensino. o aparecimento de novas 'orças sociais e de intensos 'luBos migrat@rios comp&em o quadro do per odo em que a questão educacional emergir. culturais. o momento em que demandas advindas de educadores con'luem no sentido da proposição de mudanças! Estas aç&es tencionarão trans'ormaç&es no tratamento do tema. mas que agora eclodirão com mais 'orça! O ambiente se torna 9altamente prop cio para que a questão educacional se impusesse como de interesse coletivo e de salvação nacional:! O 'ervor educacional. que apontam para necessidade da 'ormulação e implementação de um Plano de Educação em escala Nacional! . de trabalho etc!O 72 o acesso do proletariado urbano e rural < educaçãoO e D2 as 'ontes de 'inanciamento para manutenção e desenvolvimento do plano a ser estabelecido e as responsabilidades de $nião.

cr tica ao presente estado da educação no pa s. 6==?. caracteri#ado pela 'alta de . 6==D)! O %ani'esto dos Pioneiros da Educação Nova de 4H76. consolidou2se enquanto marco deste movimento re'ormista! . embora heterogAneo em suas concepç&es ideol@gicas. na resolução dos problemas da administração escolar:! .NLE)1CI. de'endem a necessidade de uma educação que supere os interesses de classe e sirva aos indiv duos.lém disto. obrigat@ria e gratuita! . entre outros. direito de cada indiv duo e obrigação do Estado (. de'endia mudanças e re'ormulaç&es sinteti#adas sob o princ pio consensual da escola p0blica. p!455 e 45H)! (omo alternativa para a organi#ação da educação brasileira. uma pro'unda revisão do quadro presente deveria ser desenvolvida.pesar de representar tendAncias diversas como as do 'il@so'o Eohn *eQeF e a do soci@logo 'rancAs . sem meios de in'luir sobre ele:! *iante disto.O %OJ. que pusesse 'im ao abismo entre as etapas do ensino e corrigisse o 9erro capital: que sustentava o sistema de ensino 9(se é que se pode chamar sistema).. direta ou indiretamente das re'ormas estaduais de ensino na década de 4H6=. continha uma autAntica e sistemati#ada concepção pedag@gica que percorria desde a 'iloso'ia da educação até 'ormulaç&es pedag@gico2did-ticas e posicionamentos quanto < pol tica educacional! .MEKE*O.qui se postulava que o processo de industriali#ação e moderni#ação pretendido pelo pa s ensejaria novas técnicas e métodos na 'ormação da cidadania! Neste sentido. compunham um grupo que. cuja organi#ação 'ragment-ria e desarticulada constituiria um entrave ao pr@prio desenvolvimento na nação.ECO EK. o movimento dos Pioneiros da Educação eBercer.Paralela < iniciativa que emergia no (onselho Nacional de Educação. muitos dos quais haviam participado.mile *urRheim. uma educação de 'unção essencialmente p0blica.'orte in'luAncia nos rumos das pol ticas educacionais no per odo! 1ntelectuais. os pioneiros denunciam o isolamento das instituiç&es escolares tradicionais 'rente <s demandas da sociedade. Pol ticos e Educadores. leiga. paralelamente < renovação pedag@gica 2 que se daria sob a égide do pensamento da Escola Nova (CN1JO%. 9uma instituição enquistada no meio social. redigido por "ernando de . o mani'esto destacava a necessidade de um 9Plano de reestruturação Educacional:. ganha destaque! (hama2se atenção para a 'alta de 9esp rito 'ilos@'ico e cient 'ico.#evedo e apoiado por mais 6> signat-rios. do ponto de vista administrativo.

estaduais e municipais. por de'iciAncia de meios ou de .que en'ati#a 9uma organi#ação l@gica. (on'erAncia. p!4>=)! Ceria assim o conceito de racionalidade cient 'ica aplicada ao campo educacional! . subseqSente ao %ani'esto. j.o resultado deste processo elaborou2se um anteprojeto para a (onstituição +rasileira de 4H7D. 6===)! . e na qualidade de Presidente. antes de tudo um plano de organi#ação e de administração: 'undado em princ pios pedag@gico2administrativos e não um 9Plano Nacional de Educação com objetivos. p!4HG)! Caviani aponta que uma leitura mais geral do mani'esto evidencia uma ideia de Plano de Educação que se assemelha a noção de sistema educacional.continuidade e articulação do ensino. o que demonstraria o pr@prio mani'esto ao declarar que 9se pode ser tão cient 'ico no estudo e na resolução dos problemas educacionais. coerente e e'ica# do conjunto das atividades educativas: a serem empreendidas por determinada sociedade (6==G.ssembleia (onstituinte e denominava2se 9da Educação Nacional: 2. além do anteprojeto 2 que era um cap tulo criado para ser encaminhado < 'utura . produ#iu um esboço de um Plano Nacional de Educação! Os dois documentos eram complementares.cre ((omissão dos Irinta e *ois) se desdobraria em estudar a questão! . como se não 'ossem etapas de um mesmo processo: (1bid!.ssociação +rasileira de Educação (. . no sentido da implementação dos graus de ensino como competAncia dos Estados! No 0ltimo mAs de 4H76. onde quer que se 'aça preciso. p!6=)! En'ati#a também o car-ter descentrali#ador do mesmo. que tratava do tema da educação! Pela (omissão dos *e#. j.+E). Jio de Eaneiro! O programa da (on'erAncia buscava responder a seguinte questão8 TUuais as atribuiç&es respectivas dos governos 'ederal. metas e recursos claramente estabelecidos: (4H56.+E ((omissão dos *e#) e dos representantes o'iciais de todos os Estados do +rasil. do *istrito "ederal e do Ierrit@rio do . como nos da engenharia e das 'inanças: p!45H)! Norta destaca a perspectiva liberal de Planejamento contido no mani'esto8 9é.n sio IeiBeira assinou a Eusti'icação do . oportunidades iguais. relativamente < educaçãoVT! *iante do problema. segundo as suas capacidadeX e WeBercer. organi#ada pela .que o anteprojeto constitucional determinava caber a $nião W'iBar um plano nacional de Educação que tenha por objetivo o'erecer a quantos habitem o territ@rio brasileiro. uma comissão especial composta de de# educadores indicados pela .nteprojeto (O)1KE1J.. E C1)K. em seus diversos graus. promoveu2se a K (on'erAncia Nacional de Educação. em Niter@i.

compreensivo do ensino de todos os graus e ramos. tal movimento 'oi re'erAncia nos trabalhos ali desenvolvidos e consolidou2se como 9o pensamento educacional mais completo e coerente articulado naquele espaço constituinte: (1bid!.ssembleia Nacional (onstituinte! Norta (4H56). que compreendessem escolas de todos os graus. que resumiam as 'ormas de organi#ação e estruturação dos sistemas de educação! .iniciativas. p!64 e 66)! O Plano Nacional proposto era 'ormado por 4> artigos. 4H56. p!466)! O teBto constitucional de 4H7D. no . 4H7D! p!4626D! .inda de acordo com o documento. comuns e especiali#adosO e coordenar e 'iscali#ar a sua eBecução. também aqui se apresenta a mesma conotação liberal na direção de um Plano de organi#ação e administração do sistema educacional (NOJI. 4H7D4 apud NOJI.inda de acordo com o autor.C1). e quaisquer outras instituiç&es de prop@sitos educativos a serem criadasX (. da Educação e da (ultura. 4H56)! ..e / No1/ Constit0iç2o ! Cão Paulo.+E.qui se observa pela primeira ve# o imperativo de um PNE legitimado por uma carta constitucional! DO PLANO EN(UANTO DIRETRI)ES AO PLANO DE OB*ETI+OS E 'ETAS 1 . leigos e gratuitos.-e. em todo o territ@rio do Pa s: (+J.rt! 7!Y) (. 4H7D)! . semelhança das proposiç&es contidas no %ani'esto dos Pioneiros. comuns e especiais. quando promulgado..+E! O pro.o 'im de 4H77 é aberta a . Caviani (6==G) e Jocha (6==>) concordam quanto < in'luAncia eBpressiva dos re'ormadores da educação nova e dos documentos produ#idos pela K (on'erAncia de Educação nos trabalhos de produção da carta constitucional! Cegundo Jocha 9h. o Plano Nacional. não deveria so'rer alteraç&es pelo menos até os seis anos seguintes! Cua aplicação se daria Wpor meio de sistemas gerais./ Ed0c/cion/. uma ação supletivaX (. estabelecia como uma das competAncias da $nião 9'iBar o plano nacional de educação.um ator pol tico2educacional moderno no conteBto daquela constituinte8 trata2se do ator que na primeira metade dos anos de 4H7= eBpressou o chamado movimento renovador da educação:! . em seu (ap tulo 11.rt! 4>=.rt! 6Y)! . (ompanhia Editora Nacional.

#anha destaca que 9O Plano era a mais completa negação das teses de'endidas: pelo movimento! EBcessivamente centrali#ado. concepção imperante de Plano Nacional de Educação até aqui. a tendAncia veri'icada em 4H7D. composto de metas e objetivos mensur-veis. perde de'initivamente espaço8 O legislador compreendeu.N1. se aproBimando do ide-rio Estadonovista! . re'erAncia a qualquer Plano de Educação desaparece! No per odo do Estado Novo (4H7G24HD>).nicas! *iante da redemocrati#ação do pa s.K1.se a'astava do pensamento dos Pioneiros. p!G7)! O ato adicional de 4H7G p&e 'im ao processo que nem ao menos havia começado! . o anteprojeto ordenava em detalhes insustent-veis toda a educação nacional! (urr culos.. E!C!+! 9Plano Nacional de Educação8 da tecnocracia < participação democr-tica:! 1n8 ($JP. que o 9plano: previsto em 4H7D não era realmente um plano.! 'edo 3 -i.ocr4tico 8 )*+ e Plano Nacional de Educação! Cão Paulo. seria o modo pelo qual se aplicariam as pol ticas educacionais! .N1. racionalidade cient 'ica de'endida pelos primeiros ganhava agora outras roupagens na busca de revestir de racionalidade o controle pol tico2ideol@gico eBercido pela pol tica educacional do Loverno Kargas (C. 4HHG! p!47G26=?! . entretanto... como se pode observar pela atribuição dada pela constituição de 4H7D. tudo estava previsto (4HH7. 6==G)! . que dava ao plano um car-ter de lei de diretri#es e bases. de car-ter mais operacional. (! J!E!O NOJI. o respons-vel pela elaboração do Plano. que serviria < aplicação da pol tica educacional8 9a promulgação de uma lei geral de ensino. em 4HD?. 4HHG6 apud C.erd/de e co. ou seja. K!)!.isso de. Editora do +rasil. 6==G. apresentava2se como condição prévia para a elaboração de um plano de educação: (NOJI.pro. de um (@digo da Educação Nacional. j. E!C!+! e +J1IO. tal 2 Norta. produ#iu um documento de >=D artigos que se autodenominava 9(@digo da Educação Nacional:! Ceu conte0do. não chega a construir nem o c@digo. (apanema se aproBimar.ssim. cujas normas e procedimentos organi#ariam o sistema de ensino! "oi seguindo este modelo que o (onselho Nacional de Educação. mas um conjunto de diretri#es para a estruturação do sistema educacional Z!!![! *este modo desaparece da lei a ideia de plano.de uma concepção di'erente de Plano Nacional de Educação. nem o plano que. n0mero de provas e avaliaç&es. que tenderia a se consolidar enquanto diretri#es gerais da educação.K1.tem2se unicamente a elaboração das leis org. entretanto. a (onstituição "ederal de 4HD? estabeleceu como responsabilidade da $nião 9legislar sobre diretri#es e bases da educação nacional:! . é de uma lei geral da educação. p!4>H)! O Estado Novo.

p!6>)! *e 4HD? a 4H?D. mais importante do que a )ei de Educação Nacional! %as não podemos di#er que entre lei e plano eBista incompatibilidade.em 4H?6! Cob a liderança de .o reaparecimento do PNE na )*+N. 'a#endo desta 0ltima a 9primeira que estabeleceu eBigAncias de 'ormulação e implementação da educação num instrumento planejado: p!7D)! Cob a incumbAncia do (onselho "ederal de Educação (("E) o Plano serviria para 9cumprir com a obrigação de se estabelecer metas e 'undos para cada n vel de ensino: (($JP. primeira. o plano complementava a lei! O ("E iniciou a atividade de elaboração do Plano determinado pela )*+N j. uma comissão discutiu a bases de 'ormulação do mesmo! O resultado do trabalho 'oi o encaminhamento de um documento em que constavam metas educacionais e normas reguladoras da aplicação de recursos dos 'undos nacionais! *e acordo com Norta. C!1!.. h. p!6!??D2??! . 4H56. as tendAncias privatistas rechaçam o intervencionismo e ingerAncia estatal! Estas duas 'orças disputarão o sentido da )ei de *iretri#es e +ases. sob a bandeira do nacional desenvolvimentismo. poss vel observar que tal posição contrastava com a concepção dos liberais \ que consideravam que a lei substitu a o plano! *e acordo com o *eputado citado. a pr@pria lei pode e deve ser a estruturação de um plano (*i-rio do (ongresso Nacional. 6==H. vA o Estado como o planejador do desenvolvimento do pa s e o protagonista na libertação da dependAncia eBterna! Por outro lado.mara. 4H>H7 apud NOJI.n sio IeiBeira. 4H56. p!75 e 7H)! *este modo. a 'igura do *eputado Cantiago *ias eBpressava bem tal posição8 O Plano Nacional de Educação é. e que tenhamos de trocar um pelo outro! .como havia sido concebido pelos liberais na década de 4H7= (NOJI. o campo educacional é polari#ado em torno de duas vis&es distintas de educação! . que é discutida no (ongresso! O Plano Nacional de Educação. de modo a in'luenciar a reta 'inal de elaboração da )*+N (4H56)! No Plen-rio da (. o pr@prio ("E não considerou o produto do 3 Di4rio do Con5resso N/cion/-..o contr-rio. p!4H)! . perde terreno e as discuss&es passam a girar em torno da )*+N! Entre idas e vindas. porventura. > de junho de 4H>H. o projeto da )*+N tramita no (ongresso por longo per odo \ eBatos 47 anos \ e somente em 4H?4 a lei é promulgada! Iempo su'iciente para que as discuss&es em torno de um PNE voltem < tona! Norta chama atenção para o 'ato de em 'ins da década de 4H>= a ideia de 9planejamento e desenvolvimento: se solidi'ica e atinge o (ongresso. < medida que se dissocia da ideia de diretri#es.

uma espécie de guia de aplicação de recursos dos entes 'ederados! (om o in cio do Jegime %ilitar em 4H?D h. p!7D e 7>)! Este modelo de Planejamento.. 6==6)! (ala#ans salienta que entre 4H?D e 4H5> seis Planos de educação 'oram produ#idos! O autor considera nesta conta os planos globais de desenvolvimento dedicados < educação! (omo caracter sticas.mbito do planejamento educacional trans'ere2se dos educadores para os tecnocratas! . (heFQa J!. Paul! Estratégias do Planejamento Cocial no +rasil! C/derno Ce.uma nova 'ase. p!6D26>. mas sim um subs dio para que a (omissão de Planejamento da Educação ((OP)E*) de 'ato desenvolvesse o PNE! Entretanto o trabalho da ("E acabou sendo denominado e populari#ado como PNE (4H56)! .ção Econ3mica do Loverno (4H?D24H??).K.II. <s metas educacionais atribuiu2se vinculação 'utura concernente ao 'ornecimento de mão de obra ao mercado de trabalho! Cão eBemplos do per odo o Programa de ..r/p6 =6. sad! *ispon vel em8 bhttp8aaQQQ!cebrap!org!brav6aitemsavieQa4HGc . con'erir8 CP1N*E).J1(^.seu trabalho como Plano Nacional em si. em que o protagonismo no . é chamado por Norta de 9estilo economicista: de processo de desenvolvimentoD.s duas re'ormas educacionais ocorridas neste per odo (universit-ria de 4H?5 e do 4] e 6] graus) denotam o car-ter tecnicista e economicista que regeu a educação brasileira ((1. )0cioO JE. que subordina o campo educacional <s dimens&es produtivas. %arinaO C1NLEJ. El#aO ^O`. comparação das duas primeiras tentativas de construção de PNE. na segunda eBperiAncia observa2se a proposição de um conjunto de metas quantitativas e qualitativas a serem atingidas num pra#o de 5 anos. despeito de tal iniciativa este trabalho não chegou de 'ato a ganhar corpo.ncia entre as duas concepç&es! Ce na primeira um compleBo documento com a denotação precisa das regras para a educação brasileira é compendiado. o Plano *ecenal de 4 Norta baseia2se nas categorias anal ticas de ^oQaricR. possu am objetivos que apontavam para mesma direção! Eram 'undados no aparato tecnoestrutural do regime e baseavam2se na ideia de neutralidade técnica e viés economicista do per odo (6=44. mostra grande dist. a que surge em 4H7G e a que se prop&e em 4H?6. +EJU$_. senão enquanto um plano de distribuição de recursos e'Amero! . in'luAncia da teoria do capital humano como modelo eBplicativo do subdesenvolvimento e desigualdades internacionais a'eta a ideia de planejamento e de pol ticas educacionais! .

de 'orma privativa.C1). de 'ato. plurianual. para além dos discursos . assim. priorit-rio. que 'undamentariam as aç&es correlacionadas <s pol ticas educacionais no +rasil! No processo de consolidação da ideia de PNE.a mais recente constituição a prever a construção de um PNE! O artigo 64D da carta magna 'a# re'erAncia a um plano nacional de educação. e de seu caráter operacional. estavam.C1). que de'iniriam a nature#a do primeiro Plano Nacional de Educação do per odo de redemocrati#ação. determinar o estabelecimento de um Plano Nacional de Educação.considerando. 4HH?)! Os dispositivos constitucionais e legais. j. portanto. ao prever a $nião legislar.neste per odo a continuidade do entendimento estabelecido na )*+N de 4H?4. concorrAncia entre )*+N e PNE! Cobre o impacto da )ei de *iretri#es e +ases Nacional para a educação nacional. educação brasileira 'oi um dos assuntos mais debatidos na assembleia constituinte e ali se de'iniram importantes princ pios.ncias o PNE torna2se. p!47D247?)! PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO P!S7#$88 O per odo que trouBe novamente a redemocrati#ação ao pa s emergiu sob as bases de uma nova constituição! . em seu artigo 5G. 4H55)! Em sintonia com essas premissas. 9visando < articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos n veis e < integração das aç&es do Poder P0blico: (+J. Caviani destaca eBatamente o 'ortalecimento da ideia de Plano Nacional de Educação8 a principal medida de pol tica educacional decorrente da )*+ é. ao mesmo tempo. a ser trans'ormado em lei. sobre 9diretri#es e bases da educação nacional: 2 em conson. esta ser. o Plano Nacional de Educação. o PNE! Cua import. com diretri#es e metas para os de# anos seguintes: (+J. abrangente de todos os aspectos concernentes < organi#ação da educação nacional.que implica a definição de ações. a )*+N (lei nY H!7HDaH?). plurianual (art! 64D)! Não h-. quando se de'iniram atribuiç&es distintas para )ei de *iretri#es e +ases e o para o PNE! . determinou que a $nião encaminhasse 9ao (ongresso Nacional. traduzidas em metas a serem atingidas em prazos determinados dentro do limite global de tempo abrangido pelo Plano que a pr@pria )*+ de'iniu para um per odo de de# anos! Nessas circunst. uma re'erAncia privilegiada para se avaliar a pol tica educacional a'erindo o que o governo est. postos < mesa! N. e'etivamente.*esenvolvimento Econ3mico e Cocial (4H?G24HG?) e o Programa Estratégico de *esenvolvimento (4H?524HG=) (4H56. constituição de 4H55 caminha eBatamente neste sentido.ncia com o art! 66 2 e.ncia deriva de seu car-ter global. sem d0vida alguma.

o (ongresso trans'ormasse em lei o PNE 6==426=4=! (onstitu do de 6H> metas e 44 temas. 'ruto da construção coletiva de variadas organi#aç&es da sociedade civil. reconhecidamente um lugar comum nas plata'ormas e nos programas pol ticos dos partidos. sérios problemas em sua 'ormulação e eBecução 'oram evidenciados! Cua ine'ic-cia em dar conta das metas e propostas estabelecidas 'oi uma marca indelével! 1mportantes an-lises e avaliaç&es nos 0ltimos anos apontaram.C1). j. p!D.que nunca um projeto de lei recebera tantas propostas de reti'icaç&es . em 6==4. 6=4=O *O$J. 'oi apresentado pela oposição ao governo! O segundo projeto subintitulava2se 9Proposta do EBecutivo ao (ongresso Nacional:! O resultado de tal disputa gerou um PNE predominantemente de estrutura e metas advindas da proposta governamental! Em seu per odo de vigAncia.NN. este nasceu de acirradas disputas! *ois projetos de lei rivali#aram o sentido do Plano e proporcionaram 'orte en'rentamento! O que primeiro deu entrada no (ongresso +rasileiro atendia pelo subt tulo de 9Proposta da Cociedade +rasileira:. implementação do primeiro Plano Nacional de Educação p@s24H55 entrou na pauta de discuss&es tão logo a )*+N 'oi aprovada! Em 'ins da década de 4HH= inicia2se tal processo para que. *iretri#es e Objetivos e %etas.*O. cada qual com estratégias de implementação! *e acordo com o %E(. em (omissão Especial criada para a discussão! O novo Plano é composto de apenas 6= metas.a cobrança e acompanhamento da sociedade! O tema é e'ervescente no legislativo e tem provocado enorme mobili#ação! O n0mero de emendas ao projeto na c. 6==HO +O))%.ncia entre o teBto de lei aprovado e as reivindicaç&es de movimentos organi#ados da sociedade (($JP.J. isto viabili#ar.K1. cada qual com trAs subitens8 *iagn@stico.) e suas revis&esO a incoerAncia interna das propostas. 6=4=)! Na (. 6=4=O . o %inistério da Educação enviou ao (ongresso "ederal sua versão do PNE 6=4426=6= (+J.N1. grupos ou personalidades que eBercem ou aspiram a eBercer o poder pol tico (C. a ausAncia de mecanismos concretos de 'inanciamento das propostasO a 'alta de articulação com o plano plurianual (PP.L$1. com metas sobrepostasO a não regulação das aç&es que envolviam o regime colaborativo da 'ederaçãoO ausAncia de monitoramento sistAmico durante o processo de eBecuçãoO e dist. 6==G.mara dos *eputados o projeto tramitou por quase dois anos. entre outros. grifo nosso)! . 6=4=)! (om a missão de preencher a lacuna do PNE anterior.enaltecedores da educação.mara (6!H4>) constitui um marco hist@rico.

NO.mara.na (. por 'im. p!64=. c@digo da educação nacional. escolares e eBtra2 escolares. Primeira caracter stica di# respeito < vinculação do Plano com as *iretri#es da Educação Nacional! Em segundo. 5 jun! 6=44! *ispon vel em bQQQ6!camara!gov!braatividade legislativaacomissoesacomissoes2temporariasaespeciaisa>Da2legislaturaapl25=7>24=2plano2nacional2 deeducacaoanoticiasaemendas2ao2pne2batem2recorde2na2camarac 6 Plano de Educação Nacional! Re1ist/ Br/si-eir/ de Est0dos Ped/5ó5icos.nortear as aç&es do segundo! O tema do 'inanciamento das propostas talve# seja o mais polAmico e disputado elemento nas discuss&es recentes sobre o PNE! Kimos que em 4H?6 se constru a um Plano que dava conta. quase que eBclusivamente.mara "ederal>! .rt! 6Y 2 Este Plano s@ poder. o veto aos artigos que estabeleciam percentuais do P1+ a serem investidos na educação 'e# do documento uma carta de intenç&es sem bases e 'undamentos econ3micos! *e 'ato. en'ati#a o car-ter plurianual do documento. o 'racasso e simbolismo de um Plano sem recursos reverbera atualmente e 'orti'ica os es'orços em se construir um PNE com mecanismos concretos de 'inanciamento! 5 (on'! . destaca a ideia do Plano ser 'iBado por lei e.previa! . mantidas no territ@rio nacional pelos poderes p0blicos ou particulares! .mara dos *eputados tramita no Cenado "ederal! OS LE9ADOS DO PROCESSO HIST!RICO DE CONSTRUÇÃO DO PNE O recente processo de 'ormulação do PNE para o pr@Bimo decAnio dialoga com uma intensa hist@ria de lutas. cuja vigAncia deveria ser prolongada! %ais de G= anos ap@s a 'ormulação de tal proposta de PNE..tualmente o projeto aprovado pela (.na 'ormulação do PNE 6==426=4=.M. mantém caracter sticas que o mesmo j. as atuais discuss&es envolvendo o novo Plano não alteraram estas perspectivas! Embora tenhamos destacado o a'astamento da ideia de )eis da Educação da concepção de PNE. erigido em idos de 4H7G. j. 4HH7) . v!47.#anha destaca que os dois primeiros artigos daquele documento (composto por >=D no total) guardam elementos que se consolidarão 'uturamente no ideal de PNE8 . do estabelecimento de metas e 'undos para cada n vel de ensino! Posteriormente. discuss&es e disputas pela ideia de Plano de Educação! Ce o PNE mais recente não lembra o gigantesco c@digo da educação.ser revisto ap@s vigAncia de anos (P). 4HDH? apud . maio2ago! 4HDH! . permanece a interligação entre ambas no sentido de que a primeira dever.NN. n!7?.gAncia da (. é o conjunto de princ pios e normas adotados por esta lei para servirem de base < organi#ação e 'uncionamento das instituiç&es educativas. Jio de Eaneiro.rt! 4Y 2 O Plano Nacional de Educação.

é herdeira de uma rica hist@ria de lutas. ideia de Plano Nacional de Educação.através das aç&es governamentais as diretri#es e princ pios da )*+N! Este mudança chave na de'inição de PNE mantem2se como paradigma até o presente momento! Nas discuss&es mais acaloradas que se seguiram no per odo p@s24H55. destacamos ainda o impacto da desvinculação de )ei Leral da Educação e Plano de Educação! Neste momento abre2se espaço para um plano operativo. avaliação etc!.de se destacar que tal dilema j. contidos nas propostas em jogo. preocupação com a garantia do cumprimento dos Planos parece ter encontrado como solução mais recorrente a trans'ormação do mesmo em )ei! Entretanto. disputas e 7 Iermo utili#ado por *ermeval Caviani para descrever o PNE 6==426=4= em virtude de as pol ticas educacionais não terem sido dirigidas pelo conte0do do Plano! . parece re'orçar que um paradigma de PNE. 'oi 9solenemente ignorado: durante sua vigAnciaG! . que hoje dirige as discuss&es acerca das pol ticas educacionais no pa s. não se chegou ao amplo questionamento do modelo presente de PNE de metas e objetivos! O processo de construção do segundo PNE. que constitu do de metas e objetivos aplicar. não garantiu que o Plano sa sse do papel! No avanço das décadas de maturação da ideia de PNE.era objeto de discussão dos educadores reunidos na K (on'erAncia Nacional de Educação que pensavam na atribuição dos entes 'ederados e seus papéis na educação! O Esboço de PNE surgido dali também se preocupava com a continuidade das aç&es estabelecendo a não alteração do mesmo nos seis primeiros anos de sua vigAncia! .inda correlacionando as discuss&es do presente e do passado. portanto. chega de 'ato a sua institucionali#ação e manutenção no corpo de instrumentos de pol ticas p0blicas educacionais no pa s! CONSIDERAÇ:ES . a 0ltima eBperiAncia evidencia que novas estratégias e preocupaç&es deverão instruir o processo de 'ormulação do PNE! O PNE 6==426=4= teve como marcas o 'racasso no cumprimento das metas estabelecidas! Nas palavras de Caviani. embora se questionassem as prioridades. conte0dos e conceitos de educação..INAIS . da 9constituição cidadã:. 'ruto de variados embates ao longo do século //. vemos como um dos imbr@glios mais desa'iadores ao sucesso do PNE os dilemas que envolvem o Pacto "ederativo e o Jegime de colaboração! N. )ei.

ao longo do século //. ou seja. e que tenhamos de trocar um pelo outro:! )*+N e PNE serão.reivindicaç&es de variados setores da sociedade! O %ani'esto dos Pioneiros da Educação Nova de 4H76 é um dos eminentes eBemplos destes movimentos reivindicativos que tencionaram o poder p0blico e agitaram a sociedade na de'esa de um sistema de educação dirigido por um Plano Nacional! Educadores. com a consolidação da )ei de *iretri#es e +ases da Educação.. 4H56. ao conceito atual de PNE.ER<NCIAS .valiação do Plano Nacional de Educação 6==426==H8 quest&es para re'leBão! Ed0c/ç2o = Socied/de6 v! 74. um conjunto de leis e diretri#es.! *! C! . per odo que inaugura os debates em torno do PNE! E. ganha espaço e passa a dominar os espaços de discussão! . que hora tramita nas es'eras legislativas. j.L$1. pol ticos. no legado destas discuss&es no per odo p@s24H55. as diretri#es da educação e o instrumento que aplica as mesmas em dado per odo! (*i-rio do (ongresso Nacional. que estruturariam o ensino e apontariam seu sentido! Kimos que esta 0ltima visão 'oi imperante principalmente na década de 4H7=. isto é. embora atualmente nos deparemos com dilemas e desa'ios singulares. a noção de PNE operativo. p!6!??D2??! . estudantes etc! ajudaram a dar corpo. o momento em que se consolida a percepção de que não se deve pensar que 9entre lei e plano eBista incompatibilidade.imbr@glios permanentes. %! . C!1!. movimentos organi#ados da sociedade. 6=4=! 1CCN =4=42G77=! 8 Di4rio do Con5resso N/cion/-.esteve mais ligado < ideia de (@digo da Educação. hoje abali#ado pela constituição e por lei 'ederal! O que se consolida hodiernamente como PNE. p!75 e 7H) Kimos aqui que algumas quest&es chave para a implementação do PNE. educadores e sociedade em geral! $m olhar atento para estas discuss&es subsidia e enriquece a re'leBão sobre os caminhos e apontamentos na construção das pol ticas educacionais brasileiras! RE. 4H>H5 apud NOJI. > de junho de 4H>H. sob os quais se debruçaram pol ticos.J.na década de 4H?=. sindicatos. encontram eco nos processos que se desencadearam no século //! 1niciativas decisivas cunharam a noção do que hoje se compreende por Plano de Educação e. que se assemelha ao que temos presentemente. p! G=G2G6G. h. um instrumento de implementação das pol ticas educacionais composto de metas e objetivos.

E!%!P! Po->tic/s e P-/nos de Ed0c/ç2o no Br/si-: A-50ns pontos p/r/ Re?-e@2o! (ad! Pesq! Cão Paulo.ento ed0c/cion/. %aria! da L! N! Jevendo O Plano Nacional de Educação8 Proposta da Cociedade +rasileira! Ed0c/ç2o e Socied/de. 4H7D! Constit0iç2o d/ RepA.! .K. Estabelece as diretri#es e bases da educação nacional. nY 5>. jul!2 set! 6=4=! ..r/si-eir/s6 456724H55! . L! (orgs)! De.Gao!htmc! . p! G=2G5. ago! 6==?! *ispon vel em8 bhttp8aaQQQ!histedbr!'ae!unicamp!brarevistaaedicoesa66eadoc4e66e!pd' c! . p! p!455=D.-ic/ dos Est/dos Unidos do Br/si-6 de 4? de julho de 4H7D! *ispon vel em bhttp8aaQQQ!planalto!gov!braccivile=7aconstituicaoaconst ituig(7g. Cubche'ia para . +ras lia. constituinte de 4567 e a Educação! 1n8 "hKEJO. de 6= de de#embro de 4HH?. construção da democracia p@s2ditadura militar8 pol ticas e planos educacionais no +rasil! 1n8 "hKEJO.Br/si-eiro ! 6i Ed! ! Petr@polis.cesso em > nov! 6=46! . p! 4?6245=. "! E! .cesso . *"! p! 6G5HD! 67 de#! +O))%.JO. n! 4=D.ssociados.-ic/ . O!O CE%EJ.cesso em > nov! 6=46! 4HH5! 1CCN =4==24>GD! *ispon vel em8 *ispon vel em8 bhttp8aaQQQ!planalto!gov!braccivile=7aconstituicaoaconstituig(7g.C1).cesso em 4o set! 6=46! (N1MMOII1.. bhttp8aaeduca!'cc!org!brascielo!phpV scriptdscieabstractfpiddC=4==4>GD4HH5===6===4=f)ngdenfnrmdiso c! .MEKE*O. v! 74. maio de 4HH7! +J.utores . 4HH?. Di4rio O?ici/.*ispon vel em8 bhttp8aaQQQ!scielo!brascielo!phpVscriptdscieartteBtfpiddC=4=42 G77=6=4====7====Dfnrmdisoc! .d/ Uni2o.NN. )ei n! H!7HDaH?. 6==>! p!742>7! (1. p! ?>G2?G?.de #$88! PresidAncia da Jep0blica. JE8 6==6! pp! 5G24=7! ($JP. %! .ocr/ci/ e Constr0ç2o do PA.Gao7D!htmc! . (asa (ivil.NN. (ampinas.eder/ti1/ do Br/si.II. . n! 446.ssuntos Eur dicos! em 7 nov! 6=46! eeeeee.-ico no pens/. O! A ed0c/ç2o n/s constit0intes . (! J! E! O plano nacional de educação8 duas 'ormulaç&es! C/dernos de PesB0is/. n! especial.cesso em > de#! 6=46! eeeeee! Constit0iç2o d/ RepA.! %ani'esto dos Pioneiros da Educação Nova 2 4H76! Re1ist/ HISTEDBR On7-ine6 v! (ampinas.M.

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