FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE SÃO PAULO

LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO PÚBLICA E SEUS POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS À ACCOUNTABILITY DEMOCRÁTICA NO BRASIL

São Paulo 2012

FABIANO ANGÉLICO

LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO PÚBLICA E SEUS POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS À ACCOUNTABILITY DEMOCRÁTICA NO BRASIL

Dissertação apresentada à Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas como re!uisito para a o"tenção do t#tulo de $estre em Administração Pú"lica e Go%erno& 'in(a de pes!uisa) Go%erno e Sociedade *i%il em *onte+to Su"nacional& ,rientador) Pro-& Dr& $arco Ant.nio *ar%al(o /ei+eira&

São Paulo 2012

Angélico, Fabiano. Lei de Acesso à Informação Pública e seus possíveis desdobramen os para a accoun abili ! democr" ica no #rasil $ Fabiano Angélico % &'(&. ()) f.

*rien ador+ ,arco An onio -arval.o /ei0eira 1isser ação 2-,AP34 % 5scola de Adminis ração de 5mpresas de 6ão Paulo.

(. /ecnologia da informação. &. 6ociedade civil. ). 1emocracia. 7. Federalismo % #rasil. 8. #rasil. 9Lei n. (&.8&:, de (; de novembro de &'((<. I. /ei0eira, ,arco An onio -arval.o. II. 1isser ação 2-,AP34 % 5scola de Adminis ração de 5mpresas de 6ão Paulo. III. /í ulo.

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FABIANO ANGÉLICO LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO PÚBLICA E SEUS POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS À ACCOUNTABILITY DEMOCRÁTICA NO BRASIL Esta Dissertação -oi 0ulgada ade!uada à o"tenção do t#tulo de $estre em Go%erno e Sociedade *i%il em *onte+to Su"nacional e apro%ado em sua -orma -inal pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas& São Paulo 21 de 0un(o de 2012& 222222222222222222222222222222222 Pro-& e orientador $arco Antonio *ar%al(o /ei+eira Dr& Fundação Getúlio Vargas 3 SP 2222222222222222222222222222222222 Pro-& Peter 4e%in Spin5 Dr& Fundação Getúlio Vargas 3 SP 2222222222222222222222222222222222 Pro-a& Vera 'ucia $ic(alan6 *(aia Dra& Ponti-#cia 7ni%ersidade *at8lica 3 SP .

9 min(a -il(a à min(a mãe e ao meu irmão& .

Economics o 0ornalista Fernando >odrigues e o deputado >eginaldo 'opes& $eus agradecimentos aos integrantes da F.IAnet uma rede internacional de pes!uisadores em acesso à in-ormação) algumas dú%idas e in!uietaç:es colocadas na lista de discussão geraram contri"uiç:es interessant#ssimas para esta pes!uisa& .nio *ar%al(o /ei+eira !ue me incenti%ou a entrar no mestrado e me orientou desde o in#cio do curso a0udando3me a tomar decis:es e apontando camin(os& Agradeço ao meu e+3c(e-e *laudio .e"er A"ramo !ue me apoiou na decisão de iniciar o mestrado e me li"erou para assistir às aulas nos per#odos iniciais& Preciso agradecer ao 0ornalista <os= >o"erto de /oledo com !uem tra"al(ei nos idos de 200?@2001 e com !uem comecei a aprender a importAncia do acesso a in-ormaç:es go%ernamentais& Ba mesma lin(a agradeço ao mel(or c(e-e !ue 0C ti%e) o 0ornalista >icardo $eirelles !ue me ensinou a encontrar e analisar indicadoresD esta ati%idade pro-issional me -eE entrar nas discuss:es so"re transparFncia e acesso a dados& Agradeço ao pessoal da 7ni%ersidade do *(ile onde -iE uma p8s lato sensu so"re transparFncia accounta"ilit6 e com"ate à corrupção e onde ti%e contato com %is:es e a"ordagens muito interessantes so"re o acesso a in-ormaç:es& Gostaria de agradecer especialmente aos seguintes pro-essores da FGV !ue me ensinaram no%os e interessantes aspectos so"re pes!uisa ciFncia pol#tica e administração pú"lica) $arta Farta( $aria >ita 'oureiro $Crio A!uino Eduardo DiniE Francisco Fonseca 4urt %on $ett(en(eim e Andr= Samartini& Agradeço aos colegas do curso de mestrado pelo apoio ensinamentos e compan(eirismo) $anuella $aia >i"eiro Sara( Faleiros Fernanda Papa Ana Paula $assonetto Ge"er >oc(a Fa"iana Hento '6a Porto Ana *laudia Pedrosa entre outros& $eus sinceros agradecimentos aos integrantes da min(a "anca de !uali-icação os pro-essores Peter Spin5 e Vera *(aiaD seus comentCrios e dicas a0udaram3me a aprimorar a proposta& Agradeço aos entre%istados para esta dissertação) o pes!uisador /om $c*lean da 'ondon Sc(ool o.AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar agradeço ao meu orientador $arco Ant.

Agradeço ainda à min(a mãe ao meu irmão e à min(a -il(a !ue me apoiaram e compreenderam os momentos di-#ceis em !ue tra"al(os e estudos reduEiam nosso tempo de con%#%io& Agradeço tam"=m ao meu pai e à min(a irmã !ue -oram -undamentais na min(a -ormação acadFmica inicial& Por -im agradeço ao GV3 Pes!uisa pelo apoio -inanceiro de parte do mestrado& .

(ere is t(e Qisdom Qe (a%e lost in 5noQledgeM .P J./P .(ere is t(e 5noQledge Qe (a%e lost in in-ormationMN OE'I.J7topia K&&&L ella estC en el (oriEonte& $e acerco dos pasos ella se ale0a dos pasos& *amino dieE pasos 6 el (oriEonte se corre dieE pasos mCs allC& Por muc(o !ue 6o camine nunca la alcanEar=& Para !ue sir%e la utopiaM Para eso sir%e) para caminarN& OHI>>I apud GA'EAB.

in#cio da %alidade da lei coloca o desa-io de trans-ormC3 la em instrumento e-eti%o de apoio a um go%erno mais a"erto e responsi%o& Este tra"al(o analisa os o"stCculos da implementação da 'ei de Acesso "rasileira à luE da e+periFncia internacional e à luE do papel da sociedade ci%il em torno do tema no Hrasil& *onsideramos !ue a lei "rasileira = demasiado am"iciosa e carece de certos instrumentos institucionais e legais para sua e-eti%ação& Al=m disso a sociedade ci%il parece desin-ormada a respeito do direito à in-ormação di-icultando ainda mais a implementação da 'ei de Acesso na amplitude sinaliEada Otodos os Poderes e n#%eis de go%ernoP& Bo !ue diE respeito aos desdo"ramentos para a accounta"ilit6 considera3se !ue esta poderC ser -ortalecida caso a transparFncia se e-eti%e no Hrasil a partir da 'ei de Acesso à In-ormação o !ue re!uereria no%os estudos& Pala%ras3c(a%e) 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica& /ransparFncia& Accounta"ilit6& Sociedade ci%il& Democracia& Implementação& 'egislação& Federalismo& Hrasil& Go%erno local .RESUMO Bos últimos anos deEenas de pa#ses apro%aram 'eis de Acesso à In-ormação Pú"lica alegadamente com o intuito de assegurar a transparFncia e re-orçar a accounta"ilit6 democrCtica& Em no%em"ro de 2011 o Hrasil tornou3se o RST pa#s a adotar uma 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica& A lei 12&?2U entrou em %igor em maio de 2012 uma %eE !ue o te+to pre%ia 1R0 dias de implementação& .

support -or a more open and responsi"le Pu"lic Administration& /(e present researc( anal6ses t(e o"stacles -or t(e implementation o.in-ormation laQs Qit( t(e alleged o"0ecti%e o.ABSTRACT In t(e last -eQ 6ears doEens o.IAP& /(e 12?2U Act came into -orce in $a6 2012 once t(e te+t esta"lis(ed 1R0 da6s -or its implementation& /(e c(allenge is to turn t(e Act into an e--ecti%e instrument o.t(e HraEilian F.IA& /ransparenc6& Accounta"ilit6& *i%il societ6& Democrac6& Implementation& 'egislation& Federalism& HraEil& 'ocal go%ernment& .t(e F.IA implementation at its desired Qidt( Oall "ranc(es and all le%els ogo%ernmentP e%en more di--icult& As -or t(e conse!uences o.IA is Qidel6 am"itious and lac5s institutional and legal instruments -or its e--ecti%eness& Hesides HraEilian ci%il societ6 seems unaQare o.transparenc6 "ecomes e--ecti%e in HraEil a-ter t(e F.IA implementation& GoQe%er more researc( is needed to con%e6 t(e manner in Q(ic( t(e strengt(ening process Qould occur& 4e6Qords) F.t(e rig(t oin-ormation ma5ing F.e (a%e considered t(at t(e HraEilian F.assuring transparenc6 and rein-orcing democratic accounta"ilit6& .ci%il societ6 related to t(e issue& .Bo%em"er 2011 HraEil "ecame t(e RSt( countr6 in t(e Qorld Qit( a Freedom oIn-ormation Act OF.IA toQards accounta"ilit6 Qe consider it mig(t "e strengt(ened i.countries (a%e enacted -reedom o.n t(e 1Rt( o.t(e international e+perience and t(e role o.IA under t(e lig(t o.

*IEDADE &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 22 2&2 />ABSPA>ZB*IA &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 2[ 2!2!1 A"#$$% & '()%*+. &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& YY 2!4!2 A""%7(3.1'2'38 &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& Y[ 2!4!9 A""%7(3.% /012'".7B/AHI'I/] DE$.$%$ &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& ?S Y&2 E`PE>IZB*IAS IB/E>BA*I. &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& YS 2&? ESFE>A P\H'I*A VISIHI'IDADE J*IDADW. /.$HA/E 9 *.6#= % "'6. &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& YU 2!4!4 I()%*+."'.1'2'38 6#+%"*:3'".1'2'38 6#+%"*:3'". "'+.(3#A &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& [Y 2&1 AGEBDA &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& [1 2&U *. # 6#+%"*.D.I4I'EA4S &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& [0 2!.% '(3#*/*#3. D.6.S E *. &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 12 . &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 2S 2&[ A**.H'E$A DE PESX7ISA &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 11 1&2 $E/.*. 1.3BA3S.BSIDE>AV_ES FIBAIS &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& [R 9 LEIS DE ACESSO À INFORMAÇÃO PÚBLICA: AS EBPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& ?1 Y&1 I$P'E$EB/AVW.% '(3#*/*#3.GIA &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 1R 1&Y ES/>7/7>A DA DISSE>/AVW.(3# # % )#(>+#(% ?'@'2#. &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& ?1 9!1!1 D# "'+.(3# &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& [2 2!. P\H'I*A) G.-.-.'C% %7 6# 1.'.SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 12 1&1 IDEB/IFI*AVW.'C% /.@$: $#*: (#"#$$:*'% % "'6.VE>BABVA DI>EI/.>>7PVW.@$ &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& [1 2!.% &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 2U 2&Y IBF.*>^/I*A &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& Y1 2!4!1 T#"(%2%5'.-.!9 ?'@'2#.S G7$AB.% # . P>.% '(3#*/*#3.-."#$$% &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& ?Y 9!1!9 L#' 6# .!1 A <'$'1'2'6. &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 21 2!2!2 D'*#'3% & '()%*+. &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& ?2 9!1!2 I+/2#+#(3.""%7(3.*.!2 O "'6.6. &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 20 2 TRANSPARÊNCIA E ACCOUNTABILITY: ABORDAGEM TE RICA &&&&&&&&&&&&&&&& 22 2&1 ES/AD.6. IB/E>P>E/AB/EN E .% 6# 2#'$ 6# .BAIS &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 11 9!2!1 Á)*'"."#$$% &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& ?? 9!1!4 E$376%$ 6# ".>$AVW.

9!2!2 A+D*'", L,3'(, &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 12 Y&2&2&1 *(ile &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 1Y Y&2&2&2 E!uador &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 1[ Y&2&2&Y Peru &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 1[ Y&2&2&[ 7ruguai &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 1[ 9!2!9 E7*%/, &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 11 Y&2&Y&1 >eino 7nido &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 1U 9!2!4 Í(6', &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& U1 9!2!; MDC'"% &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& U[ Y&Y I$PA*/, DA 'EI DE A*ESS, E$ EB/ES S7HBA*I,BAIS &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& UU 9!9!1 MDC'"% &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& UU 9!9!2 Í(6', &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& US Y&[ *,BSIDE>AV_ES FIBAIS &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& R1 4 O CENÁRIO BRASILEIRO &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& R[ [&1 AP>ESEB/AVW, />A$I/AVW, E AP>,VAVW, DA 'EI DE A*ESS, &&&&&&&&&&&& R? 4!1!1 O /*%"#$$% 2#5'$2,3'<% &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& R? 4!1!2 A$ ,*3'"72,-E#$ 6, $%"'#6,6# # 6% C%($#2F% 6, T*,($/,*G("', &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& S0 4!1!9 A$ ,*3'"72,-E#$ (% ",+/% 6, /%2H3'", '(3#*(,"'%(,2 &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& S[ [&2 ,S DESAFI,S DA 'EI DE A*ESS, H>ASI'EI>A &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& S1 4!2!1 O1$3:"72%$ '($3'37"'%(,'$ &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& SU 4!2!2 O1$3:"72%$ $%"'%"7237*,'$ &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& SS [&Y ,S A/,>ES) , X7E ESPE>A$M &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 101 4!9!1 I,"@3'<'$3,$ &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 10? 4!9!2 J%*(,2'$3,$ &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 101 4!9!9 C%($'6#*,-E#$ )'(,'$ &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 101 [&[ FEDE>A'IS$, &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 10U [&? *,BSIDE>AV_ES FIBAIS &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 10S ; CONCLUSÃO &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 111 REFERÊNCIAS &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& 11U

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1 INTRODUÇÃO As discuss:es em torno do sentido de JdemocraciaN encontram3se segundo Bo"re O200[P em duas arenas) na disputa em torno de macroestruturas !ue de-inem o !uadro institucional de um regime democrCtico e no de"ate em torno dos espaços de participação e deli"eração& Interessante notar !ue as duas arenas a !ue se re-ere Bo"re são os espaços onde ocorrem as duas -ormas de accounta"ilit6 na clCssica di-erenciação de ,aDonnell O1SSRP) (oriEontal na !ual um 8rgão pú"lico presta contas a outro e %ertical em !ue o estado presta contas à sociedade& Em"ora o conceito de Jaccounta"ilit6N se0a al%o de muita discussão podemos utiliEar como ponto de partida a de-inição de Sc(edler O200R p& U tradução nossaP) Jo"rigação de a"rir3se ao pú"lico o"rigação de e+plicar e 0usti-icar suas aç:es e su"ordinação à possi"ilidade de sanç:esN& Besse sentido e considerando3se a argumentação de Bo"re Oop& cit&P e a a"ordagem de ,aDonnel Oop& cit&P = raEoC%el supor !ue o de"ate so"re accounta"ilit6 terC certa centralidade nas discuss:es contemporAneas so"re democracia& Isso por!ue as instituiç:es mais legitimadas pro%a%elmente são a!uelas !ue contam com o recon(ecimento de sua -uncionalidade por parte de outros 8rgãos go%ernamentais& Bo !ue diE respeito aos Jespaços de participação e deli"eraçãoN estes s8 o são de -ato !uando se a"rem e se e+plicam ao pú"lico b e dessa -orma legitimam3se& Atentos à relação entre accounta"ilit6 e democracia A"rucio e 'oureiro O200[P constroem o conceito de Jaccounta"ilit6 democrCticaN !ue pretende sem contradiEer a di%isão clCssica de ,aDonnell Oop& cit&P nas pala%ras dos pr8prios autores en-atiEar outra maneira de o"ser%ar o processo de responsa"iliEação democrCtica !ue poderia tomar trFs -ormas distintas) o processo eleitoral intertemporais& Beste cenCrio a transparFncia = -undamental)
A transparFncia das aç:es go%ernamentais não esgota a "usca da accounta"ilit6 durante os mandatos por=m = um re!uisito -undamental para a e-eti%ação de seus instrumentos institucionais pois sem in-ormaç:es con-iC%eis rele%antes e oportunas não (C possi"ilidade de os atores pol#ticos e sociais ati%arem os mecanismos de responsa"iliEação& OAH>7*I,D ',7>EI>, op& cit& p& SP&

o controle institucional e as regras estatais

1Y

As noç:es de transparFncia e accounta"ilit6 portanto parecem ocupar lugar importante na discussão contemporAnea so"re a democracia& *on-orme esse entendimento e com o intuito alegado de materialiEar a noção de transparFncia nos últimos anos di%ersos pa#ses apro%aram leis gerais de acesso à in-ormação pú"lica !ue detal(am a maneira como ocorre esse acesso) !uais in-ormaç:es pú"licas de%em ser disponi"iliEadas proati%amente ao pú"licoD !uais in-ormaç:es de%em ser entregues ap8s solicitaçãoD !uais in-ormaç:es de%em ser mantidas so" sigiloD !ual o praEo para a entrega de in-ormaç:es solicitadasD !uais as sanç:es em caso de negati%aD !uais 8rgãos Poderes e es-eras go%ernamentais ou J!uase3go%ernamentaisN estão su0eitos ao escopo da lei e assim por diante& ,s de-ensores de leis de acesso à in-ormação argumentam !ue este = um direito (umano en!uanto parte do direito à li%re e+pressão contemplado no artigo `I` da Declaração 7ni%ersal de Direitos Gumanos O$IBIS/c>I, DA <7S/IVA 1S[RP) N/oda pessoa tem direito à li"erdade de opinião e e+pressãoD este direito inclui a li"erdade de sem inter-erFncia ter opini:es e de procurar rece"er e transmitir in-ormaç:es e id=ias por !uais!uer meios e independentemente de -ronteirasN& ,s de-ensores do Jdireito à in-ormaçãoN b e por conseguinte das leis de acesso b costumam destacar o trec(o Jrece"er in-ormaç:esN& O/>ABSPA>ZB*IA K2003LP& Esse acesso = necessCrio à participação e à accounta"ilit6 e = essencial para assegurar !ue a Administração Pú"lica se0a e-iciente responsi%a e li%re de corrupção& Entre as instituiç:es !ue de-endem leis de acesso à in-ormação estão) Hanco $undial *arter *enter ,pen Societ6 Institute& $ais recentemente estudos !uestionam essa percepção demasiado otimista& Darc( e 7nderQood O2010P por e+emplo demonstram !ue leis de acesso à in-ormação pú"lica -al(aram em pa#ses a-ricanos e argumentam !ue a garantia legal não estC necessariamente ligada a processos de democratiEação nem = su-iciente para a realiEação dos o"0eti%os de com"ate à corrupção e-iciFncia da mC!uina pú"lica entre outros alegados "ene-#cios de uma lei de acesso& Apesar disso o presente estudo parte da premissa e de e%idencias emp#ricas de !ue uma lei garantidora do direito à in-ormação traE "ene-#cios potenciais à democracia& Bo entanto a simples e+istFncia de uma regra e%identemente não = garantia de sucesso) estudiosos do tema a-irmam !ue a participação da sociedade = -undamental para a garantia do acesso a in-ormaç:es& Estudos comparati%os internacionais OP7DDEPGA// 200SD ,S<I 2001P sugerem !ue em pa#ses nos !uais se %eri-icou participação mais ati%a da sociedade ci%il na -ormulação

1S 200SP principalmente por não pre%er a criação de um ente especialiEado para cuidar de !uest:es relacionadas ao direito à in-ormação b como o Instituto Federal de Acceso a la In-ormaci8n OIFAIP me+icano ou o *onse0o para la /ransparencia c(ileno b e por estender por tempo demasiado a reser%a ao acesso a documentos sens#%eis Ocin!uenta anos na lei "rasileira em contraste aos doEe anos da lei me+icana por e+emploP& O$I*GEBE> 2011P& Por outro lado a lei "rasileira tem aspectos considerados progressistas O$I*GEBE> op& cit&P por ter um escopo mais a"rangente do !ue as leis de acesso mundo a-ora& Bo caso do Hrasil a proposta imp:e regras a todos os Poderes da >epú"lica e a todos os trFs n#%eis de go%erno al=m de empresas estatais& Ademais a lei seria ino%ador no sentido de pre%er a utiliEação de recentes -erramentas tecnol8gicas& Essas alegadas limitaç:es e ino%aç:es sugerem di-iculdades de implementação da lei de acesso "rasileira& A ausFncia de um 8rgão re%isor de decis:es acerca do acesso a .VA' 200?D /I''E] 2010P& 7m dos principais desa-ios seria enga0ar e@ou atender setores da sociedade interessados em temas de interesse mais geral como) "oa go%ernança promoção de direitos e com"ate à corrupção& 'e%antamentos emp#ricos demonstram !ue em certos pa#ses as leis de acesso são mais usadas por grupos pri%ados do !ue por grupos !ue tra"al(am com temas de interesse pú"lico mais geral& OG>7EBHE>G 200UD >E']EA 200SP& 7ma das conse!uFncias desse cenCrio = !ue as in-ormaç:es go%ernamentais podem aca"ar por ser%ir mais a grupos pri%ados !ue acessam e recol(em a in-ormação para au-erir %antagens b por terem recursos materiais para processC3la e recursos sim"8licos para -ormatar e disseminar suas conclus:es ou por terem recursos para processar a in-ormação e -aEer uso das conclus:es para o"ter %antagens econ.1[ e implementação das leis de acesso os go%ernos são mais a"ertos e com isso o con0unto da sociedade pode o"ter mais "ene-#cios da legislação& A par disso estudos internacionais indicam !ue a implementação de leis de acesso à in-ormação pú"lica en-renta %Crios o"stCculos OBE7$ABD *A''ABD 200UD A*4E>$ABD SABD.micas sem compartil(ar essas conclus:es com um grupo mais ampliado da sociedade& Assim a 'ei de Acesso poderia -uncionar mesmo como um re-orço ao 0C desigual acesso a recursos Omateriais e sim"8licosP go%ernamentais& /ais discuss:es e desa-ios serão en-rentados pelo Hrasil nos primeiros anos da implementação da lei "rasileira de acesso a in-ormaç:es pú"licas& Algumas alegadas limitaç:es e ino%aç:es da lei "rasileira permitem supor !ue sua implementação serC complicada& A lei "rasileira so-re cr#ticas OA>/IG.

K2003LdP b tFm raEoC%el pol#tica de transparFncia ati%a com a pu"licação de in-ormaç:es pela Internet por e+emplo& A disponi"iliEação de dados por=m não -ec(a a e!uação da transparFncia nem re-orça automaticamente a accounta"ilit6& GC nessa !uestão o pro"lema da "ai+a Jcapacidade de in-erFnciaN O$I*GEBE> 2011P) não "asta os dados estarem %is#%eis& Se eles ti%erem pouca ou nen(uma utilidade no sentido de possi"ilitar conclus:es a in-ormação serC praticamente inútil e não re-orçarC a accounta"ilit6& *onclui3se portanto !ue o de"ate a respeito de transparFncia pú"lica e sua ligação com a accounta"ilit6 democrCtica = importante no Hrasil uma %eE !ue mesmo os 8rgãos !ue argumentam ter uma atuação transparente Opela disponi"iliEação de dados "rutosP podem não cola"orar com a accounta"ilit6 democrCtica do pa#s& .nica Jem -ormatos a"ertos estruturados e leg#%eis por mC!uinasN OH>ASI' 2011P em particular nos n#%eis su"nacionais& Pode3se argumentar !ue certos 8rgãos pú"licos "rasileiros b em particular no n#%el -ederal O*.*A*IA GE>A' DA 7BIW. 200S p& 12P poderC ser um o"stCculo à di%ulgação eletr. 1SSRP = de se esperar !ue se0am raEoC%eis as di-iculdades de implementação da lei em n#%eis su"nacionais& .B/>.1? in-ormaç:es pú"licas possi%elmente le%arC %Crias disputas ao <udiciCrio !ue se encontra so"recarregado e pro%a%elmente terC di-iculdades em responder em um per#odo de tempo satis-at8rio& A pr8pria <ustiça "rasileira recon(ece esses pro"lemas a ponto de ter patrocinado em deEem"ro de 2010 um e%ento intitulado JSeminCrio *om"ate à $orosidade da <ustiça 3 Diagn8sticos e PropostasN patrocinado pelo *onsel(o Bacional de <ustiça e ocorrido no pr=dio do Superior /ri"unal de <ustiça em Hras#lia& OADV. 2010P& Al=m disso o Jcomple+o processo de implementação do Go%erno Eletr.>IA3GE>A' DA 7BIW.'AD.utro desa-io importante à implementação da lei de acesso = o aspecto -ederati%o da >epú"lica "rasileira& Estudos so"re pol#ticas pú"licas 0C demonstraram as di-iculdades de se implementar pol#ticas em todo o territ8rio nacional di-iculdades deri%adas principalmente da di%isão pol#tica entre 7nião Estados e $unic#pios& OFA''E/I 2001P& Bo caso em !uestão !ue trata de uma iniciati%a %isando a uma menor assimetria in-ormacional e portanto de poder tal%eE a di-iculdade não se dF pela inde-inição dos pap=is de cada ente mas sim pelo poder de agentes pol#ticos locais e estaduais& *on(ecendo3se o poder dos go%ernadores no Hrasil OAH>7*I.nicoN O>IHEI>.

&.'AD. 2010P& Em 2011 o Hrasil tornou3se o RST pa#s a contar com uma lei geral de acesso a in-ormação pú"lica a 'ei 12&?2U& OH>ASI' 2011D >IGG/2IBF. 2011D SA>BE] 2011P& Besse conte+to torna3se pertinente discutir os desa-ios da institucionaliEação da transparFncia prometida por uma 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica no Hrasil& 'e%ando3se em conta o -ederalismo "rasileiro o poder de pol#ticos locais no !uadro das instituiç:es democrCticas "rasileiras em n#%el su"nacional e os desa-ios de implantação para os entes go%ernamentais de menor capacidade t=cnica e -inanceira b em geral = o caso das administraç:es pú"licas locais b -aE sentido discutir o tema na lin(a de pes!uisa Go%erno e Sociedade *i%il em *onte+to Su"nacional do *urso de $estrado em Administração Pú"lica e Go%erno da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo& 1&1 IDEB/IFI*AVW.S<I 2001P& Estudos tam"=m relacionam positi%amente transparFncia com direitos (umanos e com "oa go%ernança& O4A7F$ABBD HE''VE> 200?D IS'A$ 2001D F747DA3PA>>D G7]E>D 'A.11 7ma pe!uena amostra desse tipo de o"stCculo -oi dada ap8s a apro%ação do pro0eto de lei na *Amara e o en%io do te+to ao Senado) os e+3presidentes Fernando *ollor e <os= Sarne6 Oe+3 go%ernadores de Alagoas e $aran(ão respecti%amente e ainda importantes -iguras pol#ticas nesses estadosP di-icultaram a tramitação do pro0eto na *Amara Alta& OG7E>>EI>. consolidada no documento intitulado JPol#tica Hrasileira de Acesso a In-ormaç:es Pú"licas) garantia democrCtica do direito à in-ormação transparFncia e participação cidadãN& O*.>IA3GE>A' DA 7BIW.H'E$A DE PESX7ISA As discuss:es acerca da transparFncia go%ernamental gan(aram corpo nas últimas d=cadas le%ando %Crios pa#ses a apro%arem leis gerais de acesso à in-ormação pú"lica& Em 1SS0 pouco mais de uma deEena de pa#ses possu#a leis nacionais desse tipo& O>. D.S.HE>/S 2001P& Em 2010 esse número ultrapassou os R?& OHABISA> 2011P& Apenas entre 2000 e 200? Y[ pa#ses sancionaram suas leis de acesso à in-ormação pú"lica& O$I*GEBE> 2011P& Beste conte+to em 2010 -oi esta"elecida uma parceria entre a *ontroladoria3 Geral da 7nião e a 7BES*.B/>.>G K2003LP& *omo o te+to pre%F a entrada em %igor da lei para 1R0 dias o ano de 2012 tornou3se o estCgio inicial da sua implementação& Estudos a respeito das leis de acesso à in-ormação indicam !ue a e+istFncia da lei -aE di-erença& Em outras pala%ras) um pa#s dotado de legislação espec#-ica so"re o acesso a dados detidos pelos go%ernos tende a ser mais a"erto do !ue os pa#ses !ue não possuem diploma legal deste tipo& O. P>.B3>E$E> 2011P& .

>/.VA' 200?D /I''E] 2010P& Al=m de e-eti%ar o direito à in-ormação um dos principais desa-ios da implementação de um regime de acesso a in-ormaç:es pú"licas = enga0ar setores da sociedade interessados em temas mais gerais como) "oa go%ernança promoção de direitos e com"ate à corrupção& Para uma lei !ue pretende ampliar e -ortalecer a accounta"ilit6 democrCtica a atuação limitada da sociedade seria mC not#cia& *omo 0C -oi dito estudos comparati%os internacionais sugerem !ue em pa#ses nos !uais se %eri-icou participação mais ati%a da sociedade ci%il na -ormulação e implementação das leis de acesso os go%ernos são mais a"ertos e com isso o con0unto da sociedade pode "ene-iciar3se mais da legislação& Diante da e+periFncia internacional = raEoC%el supor !ue a lei geral de acesso a in-ormaç:es pú"licas "rasileira en-rentarC tam"=m seus desa-ios de implementação ainda mais se le%armos em conta as caracter#sticas da lei !ue possui limitaç:es e ino%aç:es !ue podem di-icultar sua implementação& Ainda no !ue diE respeito ao enga0amento mais ampliado da sociedade em relação às in-ormaç:es pú"licas (C !ue se in%estigar o papel de JintermediCriosN b setores da sociedade ci%il !ue poderiam JtraduEirN as in-ormaç:es detidas ou produEidas pelo Estado& Besse sentido o papel da m#dia tam"=m serC analisado neste tra"al(o& OP. 200YD /G.B 200RP& Diante desse conte+to e tendo como re-erenciais te8ricos as discuss:es so"re transparFncia e accounta"ilit6 democrCtica e so"re implementação de leis de acesso o presente tra"al(o "usca em um primeiro momento analisar mais detidamente as di-iculdades de implementação da lei de acesso em regi:es e pa#ses selecionados e na segunda e última etapa analisar com o apoio de dados coletados 0unto a grupos selecionados da sociedade "rasileira os o"stCculos para a implementação da 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica no Hrasil& .mico de um pa#s pois os di%ersos setores da sociedade são capaEes de JtraduEirN os atos e processos das pol#ticas pú"licas e das aç:es pol#ticas ele%ando a co"rança em relação aos atos da Administração Pú"lica e com isso tornando o Estado e os go%ernantes mais responsi%os& .$PS. presente tra"al(o parte da premissa constru#da a partir de e%idFncias emp#ricas e te8ricas de !ue a participação ati%a e di%ersi-icada da sociedade ci%il permite a implantação de ade!uado sistema de acesso a in-ormaç:es pú"licas e traE "ene-#cios à democracia e ao desen%ol%imento socioecon.1U Estudos internacionais indicam por=m !ue a implementação de leis de acesso à in-ormação pú"lica en-renta di%ersos o"stCculos& OBE7$ABD *A''ABD 200UD A*4E>$ABD SABD.

presente tra"al(o tem como o"0eti%o geral compreender os poss#%eis desdo"ramentos da lei geral de acesso à in-ormação pú"lica para a accounta"ilit6 democrCtica no Hrasil& Besse sentido a pergunta !ue guiou esta pes!uisa -oi a seguinte) dada a relação da sociedade "rasileira com o tema da transparFncia e do acesso a in-ormaç:es pú"licas e dados os processos de -ormação e implementação de leis de acesso na e+periFncia internacional a 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica "rasileira -ortalecerC a accounta"ilit6 democrCticaM Para !ue o o"0eti%o mais geral deste tra"al(o -osse atingido -oi necessCria a a"ordagem dos seguintes o"0eti%os espec#-icos) compreender de !ue -orma ocorreu a implementação de leis de acesso em outros pa#ses identi-icando seus o"stCculosD compreender como se desen%ol%eram as discuss:es acerca do direito à in-ormação e da tramitação do pro0eto de lei de acesso e !uais -oram os principais atores nessa discussão no Hrasil e compreender como se posicionam grupos sociais "rasileiros selecionados com relação ao de"ate& 1.2 METODOLOGIA A metodologia desta pes!uisa -oi principalmente !ualitati%a e e+plorat8ria& A aplicação de um survey para ser%ir de apoio às anClises !ualitati%as e uma regressão com dados municipais -oram os únicos momentos !uantitati%os do tra"al(o& Beste tra"al(o terC "astante peso a anClise de conteúdo OHA>DIB 1SUUP tanto na recuperação das teorias como na re%isão de estudos emp#ricos& A anClise documental OGE'DE> 2001D *E''A>D 200RD PI$EB/E' 2001P tam"=m -oi importante uma %eE !ue serão contemplados documentos go%ernamentais a respeito do tema da transparFncia pú"lica& Bo primeiro momento este tra"al(o pretende discorrer a respeito das teorias do Estado3na3sociedade uma %eE !ue o -oco estC na relação da sociedade ci%il com in-ormaç:es detidas pelos go%ernos& c a partir da perspecti%a Estado3na3sociedade !ue se pretendeu discutir os t8picos seguintes a respeito dos conceitos de accounta"ilit6 democrCtica e de transparFncia& c -undamental discutir mel(or esses dois conceitos uma %eE !ue o tema central deste tra"al(o b 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica b estC diretamente relacionado a eles& Em seguida -aE3se uma "re%e indicação da relação entre transparFncia pú"lica e go%ernança a"ordando3se primordialmente a relação entre acesso à in-ormação pú"lica e a e-icCcia e e-iciFncia de pol#ticas pú"licas direitos (umanos e com"ate à corrupção& .1R .

BGs ligadas à Associação Hrasileira de . survey -oi en%iado por meio de e3groups OAH>A<I K2003LaD G.G'E 2012cP dos !uais o autor deste estudo participa ou tem -Ccil acesso& .1S Ba se!uFncia o presente tra"al(o discute o conceito de es-era pú"lica com particular atenção às alteraç:es pro%ocadas pelas no%as tecnologias de comunicação e in-ormação e às ideias de m#dia %isi"ilidade e do Jcidadão interpretanteN& Apresenta3se então uma "re%e re%isão da literatura de estudos emp#ricos a respeito da implementação de leis de acesso à in-ormação pú"lica em pa#ses selecionados& Ba re%isão de estudos emp#ricos opta3se por o"ser%ar tam"=m e+periFncias de go%ernos su"nacionais no $=+ico e na dndia& Em comum com o Hrasil estes dois pa#ses apresentam o -ato de se organiEarem como uma repú"lica -ederati%a e de serem pa#ses de grandes dimens:es geogrC-icas e de população signi-icati%a& Al=m disso $=+ico e dndia são citados como e+emplos de "oas leis de acesso à in-ormação& O>A/IBG K2003LP& Por -im e+amina3se a situação "rasileira com atenção para o aspecto -ederati%o do pa#s e para o papel da m#dia e de outros JintermediCriosN& SerC e+posta ainda uma "re%e (ist8ria da lei de acesso no Hrasil& Finalmente para compreender o papel !ue certos grupos sociais podem %ir a desempen(ar preparou3se um survey cu0as perguntas -oram en%iadas aos seguintes grupos) ● Pes!uisadores em pol#ticas pú"licas ligados ao *urso de $estrado e Doutorado em Administração Pú"lica e Go%erno da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo O*$DAPG da FGV3SPPD ● 0ornalistas in%estigati%os In%estigati%o OA"ra0iPD associados à Associação Hrasileira de <ornalismo ● .G'E 2012aD ● G.G'E 2012"D G.rganiEaç:es Bão Go%ernamentais OA"ongPD e ati%istas do mo%imento de dados go%ernamentais a"ertos Opro-issionais de /ecnologia de In-ormação !ue de-endem a pu"licação de in-ormaç:es go%ernamentais em -ormato eletr..nico a"ertoP ligados ao grupo /ransparFncia Gac5er& ... primeiro grupo Opes!uisadores em pol#ticas pú"licasP -oi escol(ido de%ido ao entendimento consolidado a partir da o"ser%ação e da e+periFncia direta de !ue pes!uisadores e acadFmicos do campo da Administração Pú"lica en-rentam di-iculdades de acesso a dados go%ernamentais mesmo para -ins de pes!uisa& .

terceiro grupo -oi considerado por conter entidades !ue em tese de-endem direitos "Csicos o !ue se coaduna com os mo%imentos da accounta"ilit6 democrCtica tema essencial a este pro0eto& <C o !uarto grupo apareceu neste tra"al(o por!ue te%e atuação na ela"oração da 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica al=m de ter surgido como um importante ator no cenCrio pol#tico "rasileiro e presume3se o serC ainda mais no -uturo con-orme o entendimento de !ue as -erramentas tecnol8gicas terão papel cada %eE mais central na %ida (umana& 1. 2011P são mencionados casos concretos) dois pes!uisadores encontraram muita di-iculdade em acessar in-ormaç:es detal(adas so"re consumo de com"ust#%el detidas pela ABP OAgFncia Bacional do Petr8leoP e in-ormaç:es so"re contratos -irmados pela *ai+a Econ.3 ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO A presente dissertação estC di%idida em !uatro cap#tulos e conclus:es& Bo primeiro cap#tulo encontram3se a introdução ao tema com desta!ue para as discuss:es entre transparFncia e accounta"ilit6 democrCtica al=m dos o"0eti%os do tra"al(o e da metodologia adotada& Bo segundo cap#tulo apresenta3se a discussão te8rica com a introdução ao de"ate na perspecti%a do Estado3na3sociedade& Segue3se uma discussão so"re o conceito de accounta"ilit6 democrCtica e depois disso so"re o conceito de transparFncia& A partir da# discute3se a relação entre in-ormação e go%ernança com desta!ue para a e-icCcia de pol#ticas pú"licas a promoção de direitos (umanos e o com"ate à corrupção& Em seguida ainda no segundo cap#tulo discute3se o conceito de es-era pú"lica e destacam3se as contri"uiç:es de <urgen Ga"ermas O1SR[P e de ]oc(ai Hen5ler O2001P e ainda o papel da m#dia Oa!ui entra a discussão da J%isi"ilidadeN e do Jcidadão interpretanteNP e o -en.mica Federal com empresas pri%adas de segurança patrimonial& .i5ilea5s& Bo terceiro cap#tulo são apresentados estudos emp#ricos so"re a implementação e o -uncionamento das leis de acesso à in-ormação pú"lica em regi:es e pa#ses selecionados& Bo !uarto cap#tulo discute3se o cenCrio "rasileiro& De in#cio relata3se o processo de discussão e promulgação da 'ei de Acesso identi-icando3se atores importantes no lado da sociedade ci%il& . segundo grupo O0ornalistas in%estigati%osP estC na amostra por!ue -oi um dos mais importantes atores no mo%imento em prol da 'ei de Acesso à In-ormação& OAH>A<I 200YP& .20 Em artigo pu"licado no 0ornal Fol(a de S&Paulo em 1R de 0un(o de 2011 OABGc'I*.meno .

21 Em seguida discutem3se os desa-ios de implementação da 'ei de Acesso à In-ormação no Hrasil& Ba se!uFncia (C uma anClise com "ase em um survey a respeito das e+pectati%as de setores da sociedade em relação à 'ei de Acesso "rasileira& Segue3se uma discussão so"re -ederalismo no Hrasil suas relaç:es de poder e as possi"ilidades de transparFncia nos entes su"nacionais& Bas conclus:es retomam3se as perguntas de pes!uisa e apontam3se lacunas de con(ecimento& .

22 2 TRANSPARÊNCIA E ACCOUNTABILITY: ABORDAGEM TEÓRICA Este cap#tulo pretende demarcar um !uadro conceitual para a discussão so"re transparFncia e accounta"ilit6& *omo este estudo trata principalmente da relação entre Estado e sociedade inicia3se a discussão apresentando3se a a"ordagem Estado3na3sociedade !ue se di-erencia das correntes institucionalistas sem descartar o peso das instituiç:es& Em seguida discute3se o termo accounta"ilit6 e seu deri%ado accounta"ilit6 democrCtica& Passa3se então à discussão do termo transparFncia com Fn-ase na noção de direito a in-ormação& Segue3se um de"ate so"re a relação entre in-ormação pú"lica e a "oa go%ernança o com"ate à corrupção e a promoção de direitos& 7ma %eE !ue este estudo centra3se nas relaç:es entre transparFncia e accounta"ilit6 procede3se a uma discussão so"re conceitos !ue conectam essas duas noç:es) es-era pú"lica m#dia %isi"ilidade Jo cidadão interpretanteN e -ormação da agenda& Ao -inal do cap#tulo e+p:em3se algumas consideraç:es a respeito desse de"ate te8rico& 2.1 ESTADO-NA-SOCIEDADE *ontri"uição "astante recente às *iFncias Sociais con-igurada principalmente em artigos presentes na coletAnea $igdal 4o(li e S(ue O1SS[P a a"ordagem Estado3na3Sociedade nasceu de uma cr#tica ao neo3institucionalismo !ue teria dese!uili"rado as anClises so"re as relaç:es entre sociedade e Estado ao colocar demasiado peso nas instituiç:es& .s autores dessa a"ordagem argumentam !ue os estados são parte da sociedade e são in-luenciados por ela tanto ou mais do !ue a in-luenciam& De acordo com $ar!ues O1SSUP os autores da a"ordagem Estado3na3sociedade entendem !ue estudos so"re pol#tica Estado e desen%ol%imento de%em o"ser%ar mel(or ao menos !uatro dimens:es !uais se0am) ● A e-eti%idade do Estado %aria principalmente por suas di-erenciadas -ormas de articulação com suas sociedades e não apenas pelo insulamento de suas "urocraciasD os Estados de%em ser desagregados estudando3se não apenas as agFncias e pol#ticas do topo da organiEação estatal localiEados espacialmente nos centros de poder mas tam"=m organiEaç:es en%ol%idas com pol#ticas menos centrais e n#%eis de go%erno e localiEaç:es mais peri-=ricosD ● .

G'ID SG7E 1SS[ p& [ tradução nossaP& *om relação ao !uarto e último ponto OJEstado e sociedade não comp:em um 0ogo de poder de soma EeroNP de-ensores desta a"ordagem a-irmam !ue trans-ormaç:es . segundo ponto OJ.s Estados de%em ser desagregadosNP = -undamental para tentar compreender as articulaç:es entre Estado e sociedade uma %eE !ue como o"ser%a $ar!ues O1SSUP os padr:es de relacionamento b e conse!uentemente o insulamento e a inserção b não se reproduEem de cima para "ai+o ao longo das estruturas estatais& JDe -orma concomitante com a e+istFncia de grande autonomia nos n#%eis centrais podem e+istir situaç:es locais OtemCtica e geogra-icamenteP em !ue ocorra grande articulação ou at= mesmo a captura de agFncias e organiEaç:esN& O$A>X7ES 1SSU p& RUP& . terceiro ponto re-ere3se à importAncia e à -orça de agentes sociais em um conte+to (ist8rico dado& .2Y ● a importAncia e a -orça de agentes sociais assim como a dos estados são contingentes das situaç:es (ist8ricas concretasD e o poder do Estado e da sociedade não comp:e um 0ogo de soma Eero e Estado e sociedade podem ter mutuamente poder& *om relação ao primeiro ponto E%ans O1SSYP em um estudo comparado so"re ● industrialiEação de-ende !ue a c(a%e para a e-icCcia do Estado = a Jautonomia inseridaN !ue seria Jo in%erso da dominação a"solutista incoerente do Estado predat8rioN& Essa autonomia depende de uma com"inação aparentemente contradit8ria entre isolamento "urocrCtico Qe"eriano e inserção intensa na estrutura social circundante& A -orma de se o"ter tal com"inação contradit8ria depende = claro tanto do carCter (istoricamente determinado do aparel(o de Estado como da estrutura social na !ual estC inserida K&&&L& OI"id& p& 12?P& *on-orme E%ans Ja inserção = necessCria para in-ormaç:es e implementação mas sem autonomia a inserção irC degenerar3se em um supercartel %oltado como todos os cart=is à proteção de seus mem"ros contra mudanças no status !uoN& Oop& cit& p& 1Y[P& .s te8ricos da a"ordagem Estado3na3sociedade entendem !ue a posição dos su0eitos na sociedade ou nas relaç:es de produção não de-ine de antemão nem de maneira estCtica a sua in-luFncia& Em"ora a propriedade pri%ada se0a claramente um recurso pol#tico importante e os donos desses "ens -re!uentemente -açam pol#tica um le!ue de e!uil#"rios de poder pol#tico en%ol%endo os Jcom3propriedadesN e os Jsem3propriedadesN = poss#%el e at= mesmo -uncional& OMIGDAL 1SS[ apud $IGDA'D 4.

2 TRANSPARÊNCIA Em um sistema 8ptico a transparFncia = a propriedade de ser transparente& Isso !uer diEer !ue o sistema permite !ue a luE %C de um ponto a outro o !ue possi"ilita a %isi"ilidade do con0unto& /ransposto para o estudo das instituiç:es e das relaç:es pol#ticas o termo transparFncia pode designar Jinstrumentos e iniciati%as !ue promo%em e asseguram a %isi"ilidade e acessi"ilidade das in-ormaç:es e aç:es go%ernamentais das pessoas su0eitas ao escrut#nio pú"licoN& O*EB/>. pro0eto de 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica con-orme mencionado tem alcance tanto J(oriEontalN Ono E+ecuti%o 'egislati%o <udiciCrio $inist=rio Pú"lico e estataisP como J%erticalN O7nião Distrito Federal estados e munic#pioP& Besse sentido b e partindo3se da premissa !ue tal legislação tem o potencial de a-etar e!uil#"rios de poder b = raEoC%el supor !ue sua implementação se darC num conte+to de ampla negociação e constante con-lito& Besse conte+to a a"ordagem Estado3na3sociedade parece ser "astante útil para o presente estudo& 2.BA' 200S p& [[ tradução nossaP JtransparFncia = a caracter#stica de .G'ID SG7E 1SS[ p& S tradução nossaP -ala em Jmúltiplas arenas de dominação e oposiçãoN& $eu argumento central = !ue padr:es de dominação são determinados por disputas c(a%e espal(adas por a!uilo !ue eu c(amo de múltiplas arenas de dominação e oposição& FuncionCrios em di-erentes n#%eis do Estado são -iguras centrais nessas "atal(as interagindo b por %eEes "rigando b com toda uma constelação de -orças sociais em arenas d#spares& *onsiderando3se portanto !ue o Estado estC im"ricado na sociedade ainda !ue um pro0eto pol#tico -osse gestado de -orma aut.2[ sociais podem reduEir ou aumentar o poder do Estado e da sociedade sem (a%er troca de poder& Para a a"ordagem Estado3na3sociedade os padr:es de dominação de uma sociedade são de-inidos por %Crias "atal(as algumas grandes e localiEadas outras dispersas& $igdal O1SS[ apud $IGDA'D 4.S K2003L tradução nossaP& Para a organiEação /ransparFncia Internacional O/>ABSPA>EB*] IB/E>BA/I. DE DE>E*G.S G7$AB.noma Osituação impro%C%el para os te8ricos do Estado3na3sociedadeP a e+ecução dessa pol#tica teria !ue passar pela negociação com atores sociais o !ue resultaria em algo distinto do plane0ado& .

.2? go%ernos empresas organiEaç:es e indi%#duos em serem a"ertos em relação a in-ormaç:es so"re planos regras processos e aç:esN& *omo se %F = poss#%el aplicar o conceito de transparFncia não apenas a go%ernos& Bo entanto como o interesse a!ui = discutir o conceito de transparFncia em relação a go%ernos democrCticos tal%eE a de-inição de Su5 4im et al O200? p& 1[S tradução nossaP se0a mais útil como ponto de partida) /ransparFncia = central para a "oa go%ernança e pr=3re!uisito essencial para a accounta"ilit6 entre estados e cidadão& Hasicamente go%ernança transparente signi-ica uma a"ertura do sistema de go%ernança atra%=s de processos e procedimentos claros e -Ccil acesso à in-ormação pu"lica por parte dos cidadãos estimulando a consciFncia =tica no ser%iço pú"lico atra%=s do compartil(amento de in-ormaç:es o !ue em última instAncia assegura accounta"ilit6 para o desempen(o dos indi%#duos e organiEaç:es !ue são responsC%eis por recursos pú"licos ou ocupam cargos pú"licos& As de-iniç:es de transparFncia comumente ligam o conceito à noção de accounta"ilit6& Florini O1SSS apud 4A7F$ABBD HE''VE> 200? p& [ tradução nossaP por e+emplo a-irma !ue transparFncia = Jdi%ulgação de in-ormaç:es por parte das instituiç:es para a a%aliação dessas instituiç:esN& *on-orme 4au-mann e Hell%er O200?P o grupo /ransparenc6 /as5 Force da 7ni%ersidade de Hroo5ings de-ine transparFncia como o grau em !ue os JoutsidersN podem monitorar e a%aliar as aç:es dos JinsidersN& $as para atingir a acconta"ilit6 de%e (a%er um -lu+o de in-ormaç:es con-iC%eis& Esse = outro aspecto apontado nas de-iniç:es de transparFncia& .pen Hudget Pro0ect por e+emplo de-ine transparFncia orçamentCria como Jacesso pú"lico à in-ormação orçamentCria incluindo pu"licação de relat8rios e es-orços para -acilidade a a"ertura e a compreensão acerca do orçamentoN& O4A7F$ABBD HE''VE> loc& cit&P& /ransparFncia portanto tem relação com -lu+o de in-ormação mas tam"=m com a !ualidade da in-ormação Omel(orar a compreensãoP e com o uso dessa in-ormação O-a%orecer a accounta"ilit6P& Em uma tentati%a de tra"al(ar mel(or esses aspectos $ic(ener O2011P de-ende !ue um sistema transparente de%e ter ao menos duas caracter#sticas necessCria para !ue um sistema se0a transparente b mas = insu-iciente& A transparFncia não depende apenas de J!uão %is#%elN = a in-ormação mas tam"=m de J!uão "emN a in-ormação disponi"iliEada conduE a in-erFncias corretas& Dito de outra -orma) um regime realmente transparente de%e preocupar3se não s8 com a !uais se0am) J%isi"ilidadeN e Jin-era"ilidadeN& A %isi"ilidade das in-ormaç:es segundo o autor = condição .

IA& Pode3se in-erir portanto !ue Jli"erdade de in-ormaçãoN O freedom of informationP ten(a sido traduEida ao portuguFs para Jacesso à in-ormaçãoN possi%elmente para o-erecer uma ideia de Jli%re acessoN& A (ist8ria do acesso a in-ormaç:es pú"licas em particular no !ue diE respeito a legislaç:es espec#-icas começa no s=culo `VIII mais precisamente em 1U11 com a promulgação da primeira 'ei de Acesso na Su=cia no per#odo c(amado JEra da 'i"erdadeN natural resources Orecursos naturaisP e aid transparency .De%elopment Studies OIDSP denominado JS(i-ting PoQerM Assessing t(e Impact o.-.BG um 8rgão go%ernamental ou uma empresaP se0a transparente (C !ue se ter mecanismos de respostas& Se a in-ormação dese0ada não esti%er proati%amente dispon#%el o sistema de%erC indicar onde e de !ue maneira o solicitante poderC acessar essa in-ormação b ou simplesmente entregar a in-ormação ao solicitante& A transparFncia portanto não seria um -im em si mesmo& /rata3se de um meio utiliEado para !ue se con(eça mel(or o !ue se passa no interior das organiEaç:es& .u se0a) a transparFncia serC tão mais útil !uanto maior -or a sua contri"uição a um sistema de prestação de contas e-eti%o !ue resulte em in-erFncias corretas& 2!2!1 A"#$$% & '()%*+.21 disponi"iliEação de in-ormaç:es mas em disponi"iliEC3las de maneira tal !ue elas se0am úteis para a -ormulação de in-erFncias mais precisas& Essa seria uma discussão acerca da JtransparFncia ati%aN Oin-ormaç:es disponi"iliEadas proati%amenteP& Al=m disso (C o aspecto da c(amada JtransparFncia passi%aN& Para !ue um sistema Ose0a ele uma .In-ormation ActN e são con(ecidas pela sigla F./ransparenc6 and Accounta"ilit6 Initiati%esN O$*GEED GAVEB/A pú"licosP 2011P di%idiu as iniciati%as de transparFncia e freedom of information accounta"ilit6 promo%idas pela sociedade ci%il em cinco campos) service delivery Oser%iços budget transparency OtransparFncia orçamentCriaP Oli"erdade de in-ormaçãoP OtransparFncia em doaç:esP& . 7m estudo recente desen%ol%ido pelo Institute o.% /012'". presente estudo pretende tra"al(ar o campo conceitual freedom of information !ue em uma tradução precisa signi-ica Jli"erdade de in-ormaçãoN e em uma tradução li%re Jacesso à in-ormaçãoN& Pode3se diEer !ue a e+pressão Jacesso à in-ormação pú"licaN trata da materialiEação do conceito de transparFncia& Em inglFs as leis !ue regulam a transparFncia pú"lica são c(amadas de JFreedom o.

2U O1U1R31UU2P& A segunda surgiria apenas em 1S?1 b trFs anos ap8s a Declaração 7ni%ersal dos Direitos Gumanos b na FinlAndia& A terceira nos Estados 7nidos em 1S11& 2!2!2 D'*#'3% & '()%*+.% .-.s de"ates acerca da transparFncia pú"lica e do acesso à in-ormação pú"lica esti%eram por muito tempo marcados pela ideia li"eral do controle do Estado& Pode3se mesmo diEer !ue a noção de transparFncia surgiu com <o(n 'oc5e e sua ideia de -im da JraEão de EstadoN b 0usti-icati%a utiliEada para di%ersas aç:es estatais !ue prescindiam de e+plicaç:es ao pú"lico& Assim pode3se a-irmar !ue -oi o pensador "ritAnico !uem construiu as "ases para se pensar o poder pol#tico como mandatCrio dos cidadãos e como uma entidade representati%a sem interesses pr8prios pensamento !ue estC na origem da ideia de transparFncia& OZEPEDA 200[P& Ap8s 'oc5e surgiu com Immanuel 4ant O1U2[31R0[P o princ#pio da pu"licidade OWEFFORT 2001P& Em sua o"ra JPaE Perp=tuaN o -il8so-o alemão escre%e) JSão in0ustas todas as aç:es !ue se re-erem ao direito de outros (omens cu0as mC+imas não se (armoniEam com a pu"licidadeN& O4AB/ apud eEPEDA op& cit& p& 1 tradução nossaP& Apontado como o mais leg#timo representante do li"eralismo inglFs do s=culo 1S <o(n Stuart $ill O1R0131RUYP a0udou a impulsionar a noção de go%erno a"erto ao en-atiEar o papel da participação da sociedade na %ida pol#tica em particular no !ue diE respeito à li%re circulação de in-ormaç:es& A partir desses pensadores clCssicos -ormou3se a noção li"eral de !ue o Estado era uma esp=cie de Jmal necessCrioN um ente !ue precisa%a ser controlado e %igiado b da# a importAncia da transparFncia e do acesso a in-ormaç:es pú"licas para !ue a sociedade pudesse %eri-icar o !ue se passa nas entran(as dos go%ernos& Bo entanto nas últimas d=cadas (ou%e uma apro+imação da noção de transparFncia go%ernamental com a ideia não muito li"eral de garantia de direitos sociais "Csicos por meio de aç:es estatais b especialmente em pa#ses em desen%ol%imento& *omo nestes pa#ses mais po"res o Estado = -undamental na garantia de saúde educação moradia e outros dos c(amados Jdireitos da primeira geraçãoN passou3se a e+igir transparFncia para !ue com o acesso a in-ormaç:es detidas pelos go%ernos mo%imentos sociais pudessem direcionar a e+ecução de pol#ticas pú"licas sociais& .

2R A dndia -oi o pa#s pioneiro nessa discussão ao "atiEar sua lei de acesso não como F.'AD.IA como (a%iam -eitos todos os pa#ses de l#ngua inglesa mas como >/IA O Right to Information ActP ou se0a J'ei do Direito à In-ormaçãoN& OIBDIA 200?P& A lei indiana = -ruto de uma -orte campan(a or!uestrada pela sociedade ci%il "atiEada de National Campaign for People's Right to Information O*ampan(a Bacional pelo Direito das Pessoas à In-ormaçãoP& A campan(a nasceu nos anos S0 e se estendeu3se at= o in#cio dos anos 2000 !uando uma mudança de go%erno ocorrida em 200[ le%ou à adoção da 'ei de Direito à In-ormação de 200?& OMENDEL 200RP& Para ilustrar o aspecto JprogressistaN Oem oposição ao li"eralismo usualmente associado à ideia de transparFncia go%ernamentalP no uso da lei indiana %ale a pena citar a!ui um relato di%ulgado pelo /(e BeQ ]or5 /imes& OP. 2010 p& 1P) Jgarantia democrCtica do direito à in-ormação transparFncia e participação cidadãN& A noção da transparFncia go%ernamental como um direito tam"=m -oi o"ser%ada em te+to do economista <osep( StiglitE& PrFmio Bo"el de Economia por seus tra"al(os so"re assimetria in-ormacional StiglitE O2002 p& [2 tradução nossaP escre%e) JB8s temos um direito "Csico de sa"er como os poderes !ue -oram capturados da coleti%idade estão sendo usados& Isso me parece o "Csico do contrato impl#cito entre os go%ernados e a!ueles !ue -oram selecionados para temporariamente go%ernC3losN& .>IA3GE>A' DA 7BIW.'G>EEB 2010P& A reportagem conta a (ist8ria de *(anc(ala De%i uma mul(er !ue !ueria uma casa& Ela se inscre%eu em um programa go%ernamental !ue -ornecia din(eiro a pessoas de "ai+a renda para a compra da casa pr8pria mas -icou sem respostas do go%erno por !uatro anos& *om a a0uda de uma organiEação não go%ernamental local a mul(er pediu in-ormaç:es ao go%erno& Ela !ueria sa"er !uem (a%ia sido contemplado pelo programa nos últimos !uatro anos e por !uF& Em poucos dias segundo o relato de Polgreen Oop& cit&P um -uncionCrio pú"lico a procurou e ela rece"eu o c(e!ue para dar entrada na compra da casa& Bessa perspecti%a mo%imentos sociais di%ersos e pessoas em situação de %ulnera"ilidade são tidos como importantes "ene-iciCrios da lei de acesso ao lado de 0ornalistas pes!uisadores empresCrios e ad%ogados grupos !ue comumente são os principais usuCrios dos mecanismos de acesso& 7m indicati%o de !ue a noção de transparFncia estC cada %eE mais inscrita no uni%erso dos direitos = o -ato de e+pressão Jdireito à in-ormaçãoN estar su"stituindo a e+pressão Jacesso à in-ormaçãoN& 7m e+emplo disso = o uso da e+pressão no su"t#tulo do Pro0eto de *ooperação assinado por *ontroladoria3Geral da 7nião e 7nesco O*.B/>.

VE>BABVA DI>EI/.S E *.>>7PVW. 2010P& Para a organiEação o acesso a in-ormaç:es pú"licas le%a ao Jempoderamento da populaçãoN e conse!uentemente a uma Jparticipação !uali-icada na %ida da cidadeN o !ue le%aria à proteção e promoção dos direitos (umanos& A transparFncia pú"lica ainda segundo o 8rgão da .micos o uso dessa in-ormação tem um custo marginal Eero& *omo no caso de outros "ens pú"licos o go%erno tem um papel importante na pro%isão de in-ormaç:es& Empresas e donas3de3casa podem se importar "astante com in-ormaç:es so"re o crescimento econ.'AD.s segredos permitem o aumento de ine-iciFncia desperd#cio e corrupção& O*A''ABD op& cit& p& 1? tradução nossaP& <osep( StiglitE %ai al=m a-irmando !ue a in-ormação = um "em pú"lico& Ba Crea da Economia "em pú"lico = de-inido como um "em não3ri%al ou não3e+clusi%o& E+emplos desses "ens seriam) de-esa nacional iluminação pú"lica ou transmissão de rCdio e /V& 7ma importante contri"uição da moderna teoria da in-ormação = a de !ue em muitos aspectos in-ormação = um "em pú"lico& Xual!uer !ue se0a a rele%Ancia por e+emplo em se con(ecer os números da "alança de pagamentos para o comportamento dos atores econ.>$AVW.B/>.S G7$AB. Para a 7nesco o direito à in-ormação = Jpeça3c(a%e nas engrenagens da Sociedade do *on(ecimentoN& O*.mico ta+a de desemprego e ta+a de in-lação& /odo mFs eles -icam ansiosamente esperando no%os dados !ue os go%ernos tipicamente coletam K&&&L&O2002 p& 2R tradução nossaP& . P\H'I*A) G.B7 le%a a Jmenores custos de transaçãoN o !ue acarreta uma maior Je-iciFncia na gestão da coisa pú"licaN e a um Jmaior desen%ol%imento (umanoN& OI"id&P& *alland O2002 p& 1? tradução nossaP lem"ra !ue Jin-ormação = poder& K&&&L& $uito -re!uentemente !uanto mais %ocF sa"e mais %ocF estarC apto a in-luenciar e%entos e pessoasN& *alland pro-essor de Direito Pú"lico O>I*GA>D 2012P a-irma ainda !ue a in-ormação = J%italN para a cidadania e Jparte essencialN da "oa go%ernança estatal e corporati%a& Para cidadãos e organiEaç:es cidadãs %i%emos uma era de oportunidades e imensos desa-ios& En!uanto um setor a sociedade ci%il de%e assegurar3se de !ue não pode -icar para trCs& In-ormação = %ital para cidadãos comunidades e organiEaç:es da cidadania se eles !uerem ter participação plena no processo democrCtico& In-ormação não = s8 uma necessidade para as pessoas b ela = parte essencial da "oa go%ernança estatal e corporati%a& Empresas -racas e go%ernos ruins dependem do segredo para so"re%i%er& .>IA3GE>A' DA 7BIW.$HA/E 9 *.2S 2&Y IBF.

$7BI*AVW. 2011P montada à in%estigação de a"usos cometidos pelas -orças do Estado no per#odo entre 1S[1 e 1SRR& Al=m das perspecti%as de go%ernança e de direitos (umanos o acesso à in-ormação pú"lica b e mais particularmente uma legislação de acesso b tam"=m = %isto como um importante mecanismo anticorrupção& Bo mundo todo recursos des%iados por ser%idores pú"licos superaram 1 tril(ão de d8lares em 2002 tendo em %ista uma estimati%a conser%adora& Esse montante signi-ica%a na!uele ano mais de Yf do PIH mundial& OROSE-ACKERMAN 200[P& .Y0 Ao lado dessa perspecti%a !ue liga in-ormação pú"lica à go%ernança o acesso a dados pú"licos tam"=m = destacado no Am"ito dos direitos (umanos& Gruen"erg O200U p& 2R tradução nossaP argumenta !ue a operacionaliEação dos princ#pios de direitos (umanos = importante para a Jdes3elitiEaçãoN das pol#ticas de transparFncia para garantir o acesso à in-ormação a grupos mais %ulnerC%eis& A partir da perspecti%a de direitos (umanos uma pol#tica de transparFncia de%eria articular3se em dois planos normati%os& Em um primeiro plano normati%o de%eria ser sancionado e aplicado um estrito regime de pu"licidade para os documentos administrati%os !ue pudessem se tornar c(a%e para a tomada de decisão dos cidadãos e das cidadãs para o e+erc#cio da auditoria social so"re a gestão do estado& Em um segundo n#%el de%eria ser sancionado e aplicado um regime de direito !ue garantisse a realiEação do direito su"0eti%o de todo cidadão e toda cidadã a poder acessar a in-ormação pú"lica sem necessidade de 0usti-icar a causa nem o interesse e incluindo mecanismos e-eti%os para reclamar administrati%a e 0udicialmente por seu descumprimento& Para al=m de permitir um acesso mais ampliado às decis:es do go%erno o tema do direito à in-ormação articula3se com os direitos (umanos no ponto em !ue o direito à in-ormação = %isto não apenas como um direito em si mas tam"=m como um instrumento para a promoção de direitos sociais Oacesso à educação por e+emploP direitos culturais etc& *omo destacam A"ramo%ic( e *ourtis O2000 p& 2 tradução nossaP Ja in-ormação tem al=m de um %alor pr8prio um %alor instrumental !ue ser%e de pressuposto ao e+erc#cio de outros direitosN& Por -im o direito à in-ormação articula3se com a de-esa dos direitos (umanos pela maior -acilidade em e+por crimes %iolentos e torturas particularmente a!ueles ocorridos em per#odos de e+ceção b tal e+posição a0uda a localiEar responsa"ilidades e a punir esses comportamentos& ODARBISHIRE 200UP& >essalte3se !ue no Hrasil a 'ei de Acesso à In-ormação -oi sancionada no mesmo dia em !ue se -ormaliEou a criação da c(amada *omissão da Verdade OE$P>ESA H>ASI' DE *.

Y1 Em seu clCssico li%ro J*ontrolling *orruptionN >o"ert 4litgaard O1SRR p& 200 tradução min(aP assinala !ue Ja corrupção -loresce na ignorAncia e na incerteEa KeL = menos pre%alente !uando (C %asta disponi"ilidade de in-ormação so"re o !uF o agente estC -aEendo e não estC -aEendoN& *omo lem"ram Peisa5(in e Pinto O200RP mecanismos anticorrupção são desen(ados para superar o pro"lema das assimetrias de poder e de in-ormação e essas medidas são en!uadradas em duas grandes categorias !uais se0am) o controle interno go%ernamental e o empoderamento da sociedade para !ue esta possa reportar mal-eitorias& Partindo da premissa de !ue a sociedade estC mais inclinada a -aEer o controle da corrupção do !ue os pr8prios agentes pú"licos Peisa5(in e Pinto Oop& cit& p& Y tradução nossaP argumentam !ue leis de acesso à in-ormação pú"lica estão entre os mecanismos mais e-icientes para o com"ate à corrupção pois permitem à sociedade %eri-icar o -uncionamento da mC!uina estatal Jcriando a possi"ilidade de !ue des%ios se0am apontados e 0ulgadosN& OPEISA4GIBD PIB/. loc& cit&P& Portanto o acesso a in-ormaç:es pú"licas garantido atra%=s de uma legislação especi-ica teria o condão de tornar os go%ernos mais e-icientes e promo%er os direitos (umanos al=m de com"ater a corrupção& 2.4 ACCOUNTABILIT DEMOCR!TICA A democracia de acordo com Bo"re O200[P = uma das poucas ideias !ue parecem ter ad!uirido ampla aceitação na atualidade& Bo entanto o sentido do termo parece J-luido escorregadioN& Atualmente ainda segundo Bo"re Oop& cit&P a disputa pol#tica em relação ao sentido de JdemocraciaN encontra3se em duas arenas) em torno de macroestruturas !ue de-inem o !uadro institucional de um regime democrCtico e em torno dos espaços de participação e deli"eração& . autor de-ende entretanto a não separação dessas duas arenas !ue segundo ele estão im"ricadas& o !ue parece estar em 0ogo na situação atual = 0ustamente o esta"elecimento te8rico e prCtico entre elas& Dito de outra maneira parece3me !ue (o0e a !uestão central na disputa em torno do sentido da democracia encontra3se 0ustamente na de-inição da natureEa e da posição !ue podem e@ou de%em ocupar a participação e a deli"eração de cidadãos e cidadãs no Estado DemocrCtico de Direito& OI"id& p& 22P& .

nomosN e como um corpo !ue se distingue tanto da ação econ.mica como da opinião pú"lica terC papel importante no desen%ol%imento deste tra"al(o& Besse diapasão no mundo todo estão surgindo de"ates so"re como re%italiEar e apro-undar a democracia como ressalta <o(n Ga%enta no pre-Ccio do li%ro JParticipação e deli"eração na /eoria DemocrCtica) uma introduçãoN OB.H>E op& cit&P& . entendimento da sociedade ci%il como J"ase social de espaços pú"licos aut.s cidadãos lem"ra Ga%enta estão distanciando3se das instituiç:es dos sistemas representati%os tradicionais à medida !ue grupos de interesse se apropriam do controle dessas instituiç:es e J!ue a participação passa a ser impulsionada mais pela l8gica do consumo do !ue por uma postura ati%a de cidadania&N Op& UP& Escritas em 200[ essas o"ser%aç:es tal%eE -açam ainda mais sentido para o conte+to "rasileiro na %irada da primeira para a segunda d=cada do s=culo 21 !uando o consumo -eito pelas -am#lias "ate recordes no Hrasil e ao mesmo tempo o *ongresso Bacional ensaia mais uma >e-orma Pol#tica de-endida por -iguras aparentemente tão d#spares .Y2 Bo desen%ol%imento de seu artigo Bo"re O200[P resgata o -il8so-o e soci8logo alemão <urgen Ga"ermas segundo o !ual (C dois modelos normati%os "Csicos de democracia !ue são irreconciliC%eis) o Jli"eralN e o Jrepu"licanoN& A partir dessa "ase Ga"ermas prop:e então um terceiro modelo c(amado JprocedimentalN !ue poderia superar esse con-lito& .s dois primeiros modelos seriam irreconciliC%eis por!ue o repu"licanismo prioriEa a autonomia pú"lica dos cidadãos em detrimento de li"erdades indi%iduais en!uanto o li"eralismo de-ende os direitos (umanos em relação à %ontade da maioria& A di-erença -undamental entre os dois modelos seria notada com mais clareEa na compreensão do processo democrCtico& En!uanto no modelo li"eral a democracia = um mecanismo de agregação de interesses e de imposição de -ins coleti%os processo em !ue Estado e sociedade são os polos mediados pelo processo democrCtico no repu"licanismo o processo de mediação = na %erdade um processo de -ormação da %ontade e da opinião& A democracia procedimental segundo Ga"ermas toma elemento de am"os os modelos mas os articula de -orma distinta) *oincidindo com o modelo repu"licano ela Oa teoria do discursoP concede um lugar central ao processo pol#tico de -ormação da opinião da %ontade comum mas sem entender como algo secundCrio a estruturação em termos de Estado de Direito K&&&L& Assim como no modelo li"eral tam"=m na teoria do discurso os limites entre Estado e sociedade são respeitadosD mas a!ui a sociedade ci%il como a "ase social de espaços pú"licos aut.nomos distingue3se tanto da ação econ.mica !uanto da administração pú"lica& O1""# $%&' NOBRE 200[ p& YUP& .

FEDE>A' K2003LP& Em"ora contro%erso o sistema eleitoral "rasileiro -oi recentemente elogiado em um estudo comparado so"re as eleiç:es na Am=rica 'atina& OG>IBE>D e.YY !uanto um pol#tico tradicional como <os= Sarne6 OF>AB*.B.SE$H'7$ 2010P e um pol#tico de es!uerda como *(ico Alencar& OH>AGA 2011P& Em"ora a construção de indicadores criados a partir de entre%istas realiEadas em conte+tos di-erentes e em pa#ses %ariados se0a al%o de !uestionamentos e cr#ticas não dei+a de ser interessante notar !ue o Hrasil -oi considerado por trFs %eEes seguidas O2001 200R e 2010P uma Jdemocracia incompletaN por um Jdndice de DemocraciaN criado pelo Economist Intelligence 7nit !ue toma como "ase algumas consultas a especialistas al=m de pes!uisas de opinião e di%ide os pa#ses em !uatro categorias) democracia plena democracia incompleta regimes (#"ridos e regimes autoritCrios OE*."'.$IS/ IB/E''IGEB*E 7BI/ 2012P& A redemocratiEação "rasileira completou 2? anos em 2010 se considerarmos como ponto de %irada a posse de <os= Sarne6 o primeiro presidente ci%il desde o Golpe $ilitar de 1S1[& Beste um !uarto de s=culo desen%ol%eu3se no Hrasil uma *arta *onstitucional O1SRRP c(amada de JA *onstituição *idadãND um presidente -oi a-astado do poder atra%=s do mecanismo do impeac(ment O1SS2PD (ou%e seis eleiç:es presidenciais diretas cu0os resultados -oram respeitados O1SRS 1SS[ 1SSR 2002 2001 e 2010P e eleiç:es regulares para os n#%eis estadual e municipal& Bo entanto se a *onstituição = al%o de elogios e os processos eleitorais %Fm seguindo certa normalidade à semel(ança de %el(as democracias a con-iança nas instituiç:es democrCticas e no sistema pol#tico estC em "ai+a& O$. 200[P& 2!4!1 T#"(%2%5'. A descon-iança em relação às instituiç:es democrCticas e aos sistemas pol#ticos parece ter se acentuado com o desen%ol%imento tecnol8gico e com uma maior circulação de in-ormaç:es& Em 2011 isso -oi perce"ido na c(amada Prima%era ^ra"e e nas mani-estaç:es .VA//.IScS 2010P& *omo mencionado os pr8prios agentes pol#ticos ensaiaram em 2011 Oassim como em anos anterioresP uma discussão acerca da >e-orma Pol#tica !ue no entanto tem em seu centro no momento em !ue se escre%e este pro0eto apenas o aspecto eleitoral do processo pol#tico& OSEBAD. 2011P um ati%ista da sociedade ci%il organiEada como . # 6#+%"*.ded Gra0eQ O>.

meno .D SA*>A$EB/. 200SP& 2!4!2 A""%7(3.D A>AB/ESD /EI`EI>A 200?D PIBG.i5ilea5s o site !ue di%ulga in-ormaç:es classi-icadas pelos go%ernos como secretas& Bo Hrasil tam"=m (ou%e epis8dios !ue parecem corro"orar a tese de !ue a maior circulação de in-ormaç:es promo%ida pela tecnologia -ortalece mo%imentos da sociedade& Bo primeiro semestre de 2011 dois epis8dios ocorridos na cidade de São Paulo b o caso do metr.Y[ na Europa assim como nos JacampamentosN nos Estados 7nidos organiEados pela Internet e por trocas de mensagens em celulares& . desen%ol%imento tecnol8gico tam"=m propiciou por e+emplo o surgimento do -en.1'2'38 *omo o termo Jaccounta"ilit6N ainda = tema de muita discussão e contro%=rsia = preciso um ponto de partida& 7m conceito inicial de accounta"ilit6 aponta para um regime e-icaE de responsa"iliEação prestação de contas e 3 se -or o caso 3 sanç:es& Portanto em"ora -re!uentemente traduEido como gprestação de contasg o conceito de accounta"ilit6 tam"=m inclui a noção de responsa"ilidade dos eleitos de transparFncia e de -iscaliEação& Accounta"ilit6 seria então um conceito !ue a"arca genericamente trFs -ormas de pre%enir e corrigir os a"usos de poder !uais se0am) o"rigação de se a"rir ao pú"lico o"rigação de se e+plicar e 0usti-icar suas aç:es e su"ordinação à possi"ilidade de sanç:es& OS*GED'E> 1SSSP& As di-iculdades em se capturar o conceito de accounta"ilit6 0C estão presentes no pr8prio uso do termo) uma pala%ra da l#ngua inglesa& Somente esta !uestão gerou dois te+tos "astante interessantes no Hrasil) JAccounta"ilit6) !uando poderemos traduE#3la para o . de Gigien8polis e a $arc(a da 'i"erdade b parecem ter sido tur"inados por -erramentas tecnol8gicas& Bo segundo semestre da!uele mesmo ano (ou%e algumas Nmarc(asN contra a corrupção& Independentemente da discussão a respeito do papel das no%as tecnologias no -or0amento ou na catalisação de mo%imentos da sociedade b esse assunto serC a"ordado nesta dissertação mas não = seu tema central b pode3se concluir a partir desses epis8dios !ue os go%ernos são cada %eE mais !uestionados& Beste conte+to de aparente Jd=-icit democrCticoN Jimpasse democrCticoN ou deadlock democracy OA$ES 2002P de rCpida circulação de in-ormaç:es parece central a discussão so"re accounta"ilit6 tida como "ai+a ou !uase ine+istente no Hrasil& OAH>7*I.

S 1SS0P e JAccounta"ilit6) 0C podemos traduEi3la para o portuguFsMN de <os= Antonio Gomes de Pin(o e Ana >ita Sil%a Sacramento de 200S& Bo t#tulo do seu te+to *ampos Oop& cit&P situa o %er"o no -uturo 0C dei+ando claro !ue à!uela altura não (a%eria possi"ilidade de tradução para o portuguFs& Antes de se e+plorar a raEão pela !ual a tradução seria imposs#%el con%=m destacar o conceito com o !ual *ampos tra"al(a& A autora de-ine accounta"ilit6 como Jresponsa"ilidade o"0eti%a ou o"rigação de responder por algo& KE acrescenta !ue a accounta"ilit6 estC relacionada à democraciaL& Xuanto mais a%ançado o estCgio democrCtico accounta"ilit6N& O$.'IDAB.G7ED P.D G7'$E 1SSRP o conceito Jen%ol%e a e+istFncia de mecanismos !ue assegurem !ue os ser%idores pú"licos e os l#deres pol#ticos se0am responsC%eis por suas aç:es e pelo uso de recursos pú"licos e irC re!uerer um go%erno transparente e uma imprensa li%reN& *on-orme A5utsu O2002 p& [23[YP o conceito de accountability en%ol%eria duas partes) a primeira !ue delega responsa"ilidade para !ue a segunda proceda à gestão dos recursos e ao mesmo tempo gera a o"rigação da!uele !ue administra os recursos de prestar contas de sua gestão demonstrando o "om uso desses recursos& KEsclarece ainda !ueL !uando os recursos a serem geridos são pú"licos a parte !ue delega = a Sociedade representada pelo Poder 'egislati%o e a parte delegada = o go%erno a !uem ca"e a responsa"ilidade -inal pela gestão dos recursos& maior o interesse pela .Y? portuguFsMN de Ana $aria *ampos pu"licado em 1SS0 O*A$P.SGE> 1S1R apud *A$P.S op& cit& p& [P& A autora conclui então !ue o termo accounta"ilit6 s8 poderC ser traduEido para o portuguFs !uando) a sociedade "rasileira se organiEar para e+ercer o controle pol#tico do go%erno o aparato go%ernamental tornar3se mais descentraliEado e transparente e !uando %alores tradicionais -orem su"stitu#dos por %alores sociais emergentes& >etomando o artigo de *ampos Oop& cit&P e cote0ando3o a te+tos dos anos 1SS0 e 2000 Pin(o e Sacramento O200S p& RP destacam !ue o signi-icado de accounta"ilit6 e%oluiu para um conceito "idimensional !ue a"arca answerability b Jo"rigação dos detentores de mandatos pú"licos in-ormarem e+plicarem e responderem pelos seus atos Ke enforcement !ue seria aL capacidade das agFncias de impor sanç:es e perdas de poder para a!ueles !ue %iolarem os de%eres pú"licos&N Accounta"ilit6 segundo Pin(o Oop& cit&P seria um processo dilu#do no tempo !ue se inicia com a prestação de contas OanswerabilityP e se encerra na posterior possi"ilidade de sanção OenforcementP& Para $inogue O1SSR p& ? tradução nossa apud $IB.

Y1

Autor de J*onceptualiEing accounta"ilit6N clCssico te+to pu"licado nos Estados 7nidos em 1SSR Andreas Sc(edler = um dos estudiosos !ue mais se de"ruçou so"re o termo accounta"ilit6& Em 200R o IFAI OInstituto Federal de Acceso a la In-ormaci8n Pú"licaP do $=+ico entrou em contacto com Sc(edler para solicitar autoriEação para a tradução de J*onceptualiEing accounta"ilit6N para o espan(ol& Em %eE de autoriEar a tradução o autor optou por escre%er um no%o te+to atualiEando a discussão& Al=m disso assim como *ampos O1SS0P e Pin(o e Sacramento O200SP -iEeram com o portuguFs Sc(edler introduEiu o de"ate so"re a di-iculdade em traduEir o termo Jacounta"ilit6N para o espan(ol& , autor conclui !ue uma tradução pr8+ima seria Jrendici8n de cuentas pú"licaN algo como Jprestação de contas pú"licaN em portuguFs& Bo entanto Sc(edler di-erencia os dois termos ao a-irmar !ue accounta"ilit6 carrega a ideia de o"rigação en!uanto prestação de contas parece ad!uirir um sentido de Jato %oluntCrio uma concessão generosa do so"erano !ue presta contas por %irtude e %ontade pr8pria não por necessidadeN& OS*GED'E> 200R p& 12 tradução nossaP& Para Sc(edler Oop& cit&P accounta"ilit6 resumidamente = um processo segundo o !ual o su0eito estC o"rigado a in-ormar ao pú"lico so"re suas aç:es e decis:es se0am -uturas ou passadas a 0usti-icC3las e a so-rer a sanção correspondente em caso de mC conduta& A%ançando na discussão Sc(edler Oop& cit& p& 2? tradução nossaP de-ende !ue accounta"ilit6 se0a um conceito Jmodesto K!ueL admite de entrada !ue a pol#tica = um empreendimento (umano !ue como tal se caracteriEa por elementos de li"erdade e indeterminaçãoN& Para o autor a accounta"ilit6 de%e apoiar3se em regras cuidadosamente constru#das mas não de%e su-ocar o e+erc#cio de poder em uma camisa de -orça regulat8ria& Bo !ue diE respeito aos 8rgãos de controle e ao clCssico pro"lema em"utido na pergunta J!uem controla os controladoresMN Sc(edler Oop& cit& p& 20 tradução nossaP de-ende um -ormato de uma Jrede recursi%a !ue manten(a relaç:es intransiti%as de prestação de contas Kna !ualL A presta contas a H !ue presta contas a * !ue presta contas a AN& *itando Da%id *ollier e <ames $a(on O1SSY apud S*GED'E> 200RP Sc(edler de-ende tam"=m !ue accounta"ilit6 = um conceito JradialN e não JclCssicoN) J,s conceitos clCssicos se de-inem por um núcleo duro e in%ariC%el de caracter#sticas "Csicas& ,s conceitos radiais por sua %eE mais do !ue compartil(ar una essFncia comum compartil(am uma certa hsemel(ança -amiliara O;ittgensteinPN& OI"id& p& 2[ tradução nossaP&

YU

7m conceito radial no entanto não de%e ser despro%ido de clareEa a-irma Sc(edler Oop& cit&P para !uem a clareEa conceitual poderC traEer conse!uFncias prCticas& 9 guisa de conclusão o autor cita alguns re!uisitos importantes para a compreensão do termo e suas conse!uFncias concretas& A accounta"ilit6 de%e contemplar os seguintes aspectos)
• • • • • • •

Ser de natureEa o"rigat8riaD Apoiar3se nos trFs pilares Oin-ormação 0usti-icati%a e responsa"iliEaçãoPD $anter uma Jmod=stia relati%aND /er carCter pú"licoD >econ(ecer3se de natureEa multi-acetadaD Atentar à complementaridade dos controles %ertical e (oriEontalD e Adotar a recursi%idade intransiti%a& Diante desses re!uisitos podemos a-irmar !ue o cerne do conceito de

accounta"ilit6 camin(a para se solidi-icar na ideia de dupla -ace Jresponsi%idadeN (answerability ! Jresponsa"iliEação com possi"ilidade de sançãoN (enforcement sendo !ue a -ace da Jresponsi%idadeN en%ol%e in-ormação e 0usti-icati%a& 2!4!9 A""%7(3,1'2'38 6#+%"*:3'", Bo artigo JSituating democratic political accounta"ilit6N de 1SSS <o(n Dunn escre%e !ue a accounta"ilit6 democrCtica de%e ser %ista como uma relação entre os atos pret=ritos da!ueles !ue e+ercem poder e suas poss#%eis des%antagens pessoais -uturas& Para o autor a accounta"ilit6 democrCtica aconteceria onde as pessoas !ue e+ercem poder pol#tico são) responsC%eis por suas aç:es ao e+ercerem esse poder) pre%iamente identi-icC%eis como agentes no e+erc#cio da!ueles poderes na %isão da!ueles a !uem elas de%em prestar contasD sancionC%eis e-eti%amente por seus atos e sa"idamente sancionC%eis de antemão& A"rucio e 'oureiro O200[P em um estudo so"re -inanças pú"licas e democracia tam"=m a%ançam para o conceito de Jaccounta"ilit6 democrCticaN& Antes de entrar no tema da accounta"ilit6 os autores relem"ram !ue o conceito de democracia = algo contro%erso& Por=m a-irmam !ue ela pode ser entendida como a "usca por trFs ideais tidos como princ#pios orientadores a sa"er)

YR

● ● ●

, go%erno de%e emanar da %ontade popularD os go%ernantes de%em prestar contas ao po%oD e o Estado de%e ser orientado por regras !ue delimitem seu campo de atuação& Ainda segundo os autores a esses ideais democrCticos correspondem -ormas de

garantir a accounta"ilit6 de-inida como Jresponsa"iliEação pol#tica ininterrupta do Poder Pú"lico em relação à sociedadeN& OI"id& p& 2P& Estas são as -ormas de se garantir a accounta"ilit6)
● ●

Processo eleitoral para garantir a so"erania popularD controle institucional durante o mandato para a -iscaliEação cont#nua dos representantes eleitos e da alta "urocracia com responsa"ilidade decis8riaD e

regras estatais intertemporais para delimitar o escopo de atuação dos go%ernantes de -orma a garantir as li"erdades indi%iduais& *on-orme A"rucio e 'oureiro O200[P os cinco instrumentos para a accounta"ilit6

durante o mandato são)

*ontrole parlamentar e+ercido pelo 'egislati%o so"re o E+ecuti%o por meio de -iscaliEação orçamentCria participação na nomeação de altos "urocratas e instauração de comiss:es de in!u=rito para a%eriguar poss#%eis e!u#%ocos em pol#ticas pú"licas ou atos de impro"idadeD

controles 0udiciais e+ercido por <udiciCrio e $inist=rio Pú"lico para garantir !ue go%ernantes e altos "urocratas aten(am3se ao imp=rio da lei& Al=m disso os atores 0udiciais Otanto da $agistratura como promotores pú"licosP na !ualidade de -uncionCrios pú"licos tam"=m precisam passar por -ormas de controle pol#tico como os c(ec5s and "alances dos outros dois Poderes Ocomo na nomeação de 0u#Ees de Alta *orteP ou a criação de agencias de -iscaliEação da ati%idade administrati%a do <udiciCrio Ocomo o "rasileiro *onsel(o Bacional de <ustiçaPD

controle administrati%o3-inanceiro das aç:es estatais e+ercido pelos /ri"unais de *ontas ou Auditorias Independentes para determinar se as despesas -oram e-etuadas da maneira como (a%iam sido determinadas pelo ,rçamento e pelas normas legais

m"udsman ou de parcerias com organiEaç:es não go%ernamentais na pro%isão de ser%iços pú"licos& 2!4!4 I()%*+. o"0eti%o = responsa"iliEar o Poder Pú"lico con-orme o desempen(o dos programas go%ernamentaisD e ● controle da sociedade e+ercido por meio de mecanismos de consulta popular Ocomo o ple"iscitoP de consel(os consulti%os ou deli"erati%os da -igura do .1'2'38 6#+%"*:3'"."ser%a3se !ue para todas as cinco -ormas de controle a in-ormação = essencial& Sem transparFncia não = poss#%el realiEar nen(um dos cinco tipos de controle listados& Bão apenas o controle social depende de in-ormação pú"lica mas tam"=m o controle de resultados da administração pú"lica& K&&&L condição para o F+ito desse mecanismo = a transparFncia go%ernamental peça3 c(a%e para a accounta"ilit6 de maneira geral como dito anteriormente mas sem a !ual neste caso não (C minimamente como au-erir o desempen(o do Poder Pú"lico& OI"id& p& 10P& Em"ora mais -acilmente se compreenda !ue os dois últimos tipos instrumentais de accounta"ilit6 dependam diretamente da transparFncia os trFs primeiros instrumentos tam"=m dependem da li%re circulação de in-ormaç:es para -uncionarem ade!uadamente& A-inal as in-ormaç:es precisam circular do 8rgão a ser controlado para o 8rgão -iscaliEador& Al=m disso os 8rgãos -iscaliEadores precisam in-ormar à sociedade de !ue -orma -uncionam suas -iscaliEaç:es para !ue se possa %eri-icar se as -unç:es -iscaliEadoras do Estado estão sendo cumpridas& Ademais mesmo a accounta"ilit6 (oriEontal tem a possi"ilidade de se "ene-iciar da transparFncia pú"lica uma %eE !ue a pressão social pode ati%ar a atuação de um 8rgão pú"lico em relação a outro& OPE>7ee.VI/e 2002P& Dunn O1SSS p& YYS tradução nossaP tam"=m relaciona a accounta"ilit6 democrCtica à disponi"ilidade de in-ormaç:es) .% # .-. .YS mais gerais como os limites para o endi%idamento e a %inculação orçamentCria a certas CreasD ● controle dos resultados da administração pú"lica e+ercido tanto por agFncias do pr8prio go%erno ou por entes -inanciados pela sociedade ci%il como por 8rgãos de controle administrati%o3-inanceiro& .""%7(3.//ID S$7'.

ealt( o.BetQor5sN li%ro !ue traE em um de seus cap#tulos o t#tulo JEmergFncia da Es-era Pú"lica InterconectadaN numa tradução li%re& .[0 K&&&L cidadãos s8 podem escol(er com "ase na!uilo !ue eles estão aptos a sa"er K&&&L& 7m sistema pol#tico no !ual a accounta"ilit6 = colocada em prCtica com "ase na ignorAncia e na incompreensão muito di-icilmente "ene-iciarC algu=m de modo consistente& A discricionariedade do Estado = uma transgressão à accounta"ilit6 democrCtica e a ocultação = um ata!ue -rontal& 2.# ESFERA P(BLICA) *ISIBILIDADE) +CIDADÃO INTERPRETANTE. E WIKILEAKS A in-ormação parece ser ingrediente -undamental para a accounta"ilit6D no entanto nota3se !ue entre uma coisa e outra e+ige3se a participação da sociedade ci%il se0a por meio do %oto ou de controles sociais se0a como um meio de ati%ar a accounta"ilit6 (oriEontal O%ia co"ranças a 8rgãos -iscaliEadoresP& Diante desse cenCrio em !ue a sociedade = importante ati%ador dos mecanismos de accounta"ilit6 %ale a pena resgatarmos o conceito de esfera p"blica& *iente de !ue discorrer so"re a es-era pú"lica = tare-a nada -Ccil optei por me -i+ar no !ue diE respeito a um aspecto dessa discussão) a atuação pol#tica da es-era pú"lica ou para começarmos com Ga"ermas O1SR[ p& 2?P a Jes-era pú"lica -uncionando politicamenteN& Para o autor alemão uma es-era pú"lica -uncionando politicamente aparece primeiramente na Inglaterra na %irada ao s=culo 1R !uando J-orças !ue !uerem então passar a ter in-luFncias so"re as decis:es do poder estatal apelam para o pú"lico pensante a -im de legitimar rei%indicaç:es ante esse no%o -8rumN& OGAHE>$AS op& cit& p& U?P& $as antes de c(egar à es-era pú"lica !ue -unciona politicamente Ga"ermas Oop& cit&P retoma o conceito de opini#o !ue seria um J0u#Eo sem certeEaN um Jmero palpiteN ou ainda b e isso nos interessa mais de perto b a reputação ou Ja consideraçãoN& Pode3se entender então !ue a pala%ra opinião carrega esse duplo sentido& A partir da# JopiniãoN camin(a para as noç:es de Jopinião pú"licaN !ue seria Jo resultado esclarecido da re-le+ão con0unta e pú"licaN& A e%olução de JopiniãoN um Jmero palpiteN para Jopinião pú"licaN passa pela noção de Jesp#rito pú"licoN& Segundo Ga"ermas Oop& cit&P no Jesp#rito pú"licoN = poss#%el encontrar o senso inato para o 0usto e o correto e a articulação da opinião com o 0ulgamento atra%=s da e+posição pú"lica de argumentos& $ais recentemente ]oc(ai Hen5ler pro-essor de Direito em Gar%ard atualiEou a discussão so"re es-era pú"lica introduEindo o de"ate so"re as no%as tecnologias& Em 2001 Hen5ler escre%eu J/(e .

[1 Para o autor a Jes-era pú"lica interconectadaN não = -eita de -erramentas mas das prCticas de produção social !ue as no%as -erramentas de tecnologia possi"ilitam& Bas sociedades li"erais o e-eito mais importante da Internet na es-era pú"lica = produção cultural e a produção de in-ormaç:es por parte de emerging nonmarket actors ou se0a atores emergentes !ue estão -ora do mercado& Esses Jatores emergentesN são os indi%#duos !ue tra"al(am soEin(os em cooperação e em organiEaç:es mais -ormais como . estudioso cita o e+emplo do 2? de 0aneiro no Egito !ue = data nacional da Pol#cia eg#pcia& Em 2011 durante a Prima%era ^ra"e os mani-estantes !ueriam de certa -orma Jse!uestrarN esta data como uma -orma ir.nica de protesto& Eles conseguiram in-ormar centenas de mil(ares de pessoas e (ou%e um grande protesto !ue -oi -undamental para a !ueda do ditador Gosni $u"ara5& OI"id&P& S(ir56 alerta por=m so"re a não e+istFncia de uma cli%agem entre a m#dia tradicional e as c(amadas no%as m#dias ou m#dias sociaisD para ele o !ue e+iste = uma retroalimentação& .micos da Internet e das no%as tecnologias a-irma !ue o uso de no%as m#dias para -ins pol#ticos permite e -ortalece trFs dimens:es da compreensão e atuação da es-era pú"lica) sincroniEação coordenação e documentação& OVdDE. 2011P& A coordenação das aç:es seria a -acilidade o-erecida pelos instrumentos Ocomo celulares por e+emploP para se pensar em uma estrat=gia e rapidamente disseminC3la sem a inter%enção ou a anuFncia do Estado e sem a participação da m#dia tradicional& .BGs& As prCticas sociais de in-ormação e discurso Oda es-era pú"lica interconectadaP permitem a um %asto número de atores se en+ergarem como participantes do discurso pú"lico e atores potenciais na arena pol#tica em %eE de meros receptores passi%os de in-ormação mediatiEada !ue ocasionalmente %otam& OHen5ler 2001 p& U tradução min(aP& Besse conte+to o pro-essor da BeQ ]or5 7ni%ersit6 *la6 S(ir56 estudioso dos e-eitos sociais e econ. terceiro aspecto le%antado por S(ir56 a documentação diE respeito à capacidade de registrar atos dos go%ernos como a %iolenta repressão a mani-estantes& OI"id&P& . 2011P& Ao analisar a c(amada JPrima%era ^ra"eN S(ir56 a-irma !ue as no%as -erramentas permitiram ao po%o Cra"e pressionar seus go%ernos por!ue os cidadãos %iram3se sincroniEados puderam se coordenar e conseguiram documentar atos !ue legitimaram suas rei%indicaç:es& OI"id&P& A sincroniEação seria a possi"ilidade de compartil(ar opini:es OJsa"er !ue %ocF estC pensando o mesmo !ue eu e sa"er !ue %ocF sa"e !ue eu seiNP&OVdDE.

6#= % "'6.% '(3#*/*#3.6. cidadão -inalmente esclarecido -aria "oas escol(as re-inando a seleção de agentes pol#ticos !uali-icando o de"ate pú"lico em um processo !ue ao -im e ao ca"o consolidaria a democraciaM .[2 2!.@$ *om o aumento da documentação e com a -acilidade da di-usão de in-ormaç:es b mo%imentos propiciados pelas no%as tecnologias b a %isi"ilidade gan(ou um no%o status& /odos os cidadãos em princ#pio são iguais perante a lei mas nem todos possuem %isi"ilidade por!ue não ocupam posiç:es pú"licas importantes numa determinada sociedade& E+istem indi%#duos !ue são mais %ulnerC%eis !ue outros por!ue seu comportamento pú"lico e tam"=m pri%ado estC mais su0eito à e+posição e ao controle e portanto mais su0eito a co"ranças& O*GAIAD /EI`EI>A 2001 p& 1RP& *(aia e /ei+eira Oop& cit&P retomam a discussão de <o(n H& /(ompson so"re o escAndalo pol#tico& Em seu li%ro J. EscAndalo pol#tico) poder e %isi"ilidade na era da m#diaN /(ompson O2002P a-irma !ue o escAndalo possui as seguintes caracter#sticas) sua ocorrFncia implica a transgressão de %alores normas ou c8digosD sua ocorrFncia en%ol%e um elemento de segredo ou ocultaçãoD alguns não3participantes desapro%am as aç:esD alguns não3participantes e+pressam sua desapro%ação denunciando pu"licamente o acontecimentoD e a re%elação e condenação dos acontecimentos podem pre0udicar a reputação dos indi%#duos responsC%eis por eles& Em 200R /(ompson atualiEa a discussão so"re %isi"ilidade na !ual aponta !ue de%ido ao desen%ol%imento das tecnologias de comunicação e ao surgimento de organiEaç:es midiCticas com relati%a independFncia ao poder estatal Jo am"iente da in-ormação estC mais intenso mais e+tensi%o e menos controlC%elN Op& 1SP& Para o autor o am"iente in-ormacional estC mais intenso por!ue a !uantidade de -lu+os de in-ormação aumentouD mais e+tensi%o por!ue o número de indi%#duos inseridos nas redes de comunicação = maior do !ue (C um s=culo ou mesmo (C algumas d=cadasD e menos controlC%el por!ue dada a proli-eração = mais di-#cil para os atores pol#ticos enco"rirem suas ati%idades& A no%a %isi"ilidade nesta era de in-ormaç:es a"undantes !ue escapam do controle das autoridades pol#ticas conduEiria ine%ita%elmente ao cidadão esclarecido politicamenteM .!1 A <'$'1'2'6.(3# # % )#(>+#(% ?'@'2#.

(3# Ao entrar neste de"ate Porto O200YP sugere o modelo do cidadão interpretante !ue "usca superar a dicot. 200YP& Beste de"ate acerca da competFncia cidadã Porto Oop& it&P identi-ica duas tradiç:es principais& De um lado alguns analistas 3 pertencentes ao modelo do Jcidadão ignoranteN 3 a-irmam !ue a -alta de in-ormação dos cidadãos imp:e s=rios o"stCculos para a democraciaD de outro lado alguns estudiosos b pertencentes ao modelo do Jcidadão racionalN 3 argumentam !ue cidadãos podem ser racionais ou ao menos raEoC%eis portanto competentes para desempen(ar suas -unç:es c#%icas& Porto Oop& cit& p& 1SP apresenta o modelo do Jcidadão interpretanteN !ue na a%aliação do pr8prio autor seria um Jmarco te8rico mais apropriado para resol%er o dilema democrCticoN De acordo com este modelo os cidadãos são capaEes de cumprir com as e+pectati%as da teoria democrCtica se duas condiç:es -orem cumpridas) aP essas e+pectati%as de%em ser entendidas em termos da (a"ilidade dos cidadãos de interpretar a realidade pol#tica em lugar da demanda de serem "em in-ormados e "P uma pluralidade de en!uadramentos interpretati%os este0a dispon#%el na es-era pú"lica especialmente na m#dia& Oloc& cit&P& .6.mica %isão Jcidadão racionalN %ersus Jcidadão ignoranteN& . modelo do Jcidadão interpretanteN sugere) Ja participação democrCtica pressup:e não apenas o acesso à in-ormação mas tam"=m a e+istFncia nos meios am"ientes pol#ticos e comunicacionais de marcos interpretati%os !ue permitem aos cidadãos -aEer sentido das in-ormaç:esN& OI"id& p& S[P& .>/.!2 O "'6.[Y 2!.% '(3#*/*#3. autor lem"ra !ue a teoria democrCtica clCssica "aseia3se no pressuposto de !ue cidadãos "em in-ormados Jela"oram e e+pressam suas pre-erFncias e !ue estas pre-erFncias in-luenciam de -orma e-eti%a o processo de tomada de decisão dos go%ernantesN& Op& S[P& Bo entanto ressalta Porto Oop& cit&P pes!uisas de opinião tFm encontrado n#%eis muito "ai+os de in-ormação entre os mem"ros do pú"lico cenCrio !ue le%a ao c(amado dilema democr$tico) as pessoas c(amadas a tomarem decis:es racionais em regimes democrCticos podem não ser capaEes de desempen(ar esta tare-a& O'7PIAD $**7HHIBS 1SSR apud P.

% '(3#*/*#3.i5ilea5s diE ter como o"0eti%oL traEer in-ormação e not#cias importantes ao pú"lico Ke a-irma ter como uma de suas mais importantes ati%idadesL pu"licar material original das nossas -ontes de maneira com !ue os leitores e (istoriadores possam %isualiEar e%idFncias da %erdade& O.i5ilea5s tornou3se con(ecido do grande pú"lico mundial em a"ril de 2010 ao di%ulgar um %#deo secreto !ue mostra%a um ata!ue e-etuado por (elic8pteros do E+=rcito americano nas ruas de HagdC capital do Ira!ue& .@$: $#*: (#"#$$:*'% % "'6.6.[[ Al=m disso Jo le!ue de alternati%as aos !uais os cidadãos são e+postos de%e ser raEoa%elmente pe!ueno e simples mas ele de%e tam"=m incluir todas as posiç:es salientes& Posiç:es salientes são a!uelas !ue representam os interesses urgentes de uma parte signi-icati%a da populaçãoN& OI"id& p& SUP& 2!.i5ilea5s pode ser o"ser%ada à luE das discuss:es so"re acesso à in-ormação e accounta"ilit6 para tentarmos compreender mel(or as relaç:es entre in-ormação e accounta"ilit6 democrCtica& Em outras pala%ras para "uscarmos mel(ores respostas à pergunta) de !ue -orma o acesso a in-ormaç:es torna um go%erno mais accountableM KAutointituladaL organiEação midiCtica sem -ins lucrati%os Ko .GA/ K2003L tradução nossaP& . .!9 ?'@'2#.i5ilea5s <ulian Assange !ue criticou especialmente o secretCrio de De-esa dos E7A >o"ert Gates& JOGatesP poderia ter anunciado uma comissão para escutar as opini:es contrCrias dos soldados americanos !ue %i%em esta guerra no terreno& Poderia ter se desculpado ao .i5ilea5s no%amente marcou presença ao pu"licar em parceria com os %e#culos de imprensa /(e BeQ ]or5 /imes OE7AP /(e Guardian OInglaterraP e Der Spiegel OAleman(aP) uma s=rie de documentos con-idenciais relati%os à Guerra do A-eganistão e à Guerra do Ira!ue& Bo mFs seguinte a organiEação mais uma %eE gan(ou as pCginas de 0ornal ao pu"licar uma enorme !uantidade de documentos secretos da diplomacia americana& Apesar da grande !uantidade de material pu"licado a reação do go%erno dos Estados 7nidos Oprincipal al%o da organiEaçãoP -oi JdecepcionanteN de acordo com o pr8prio -undador e porta3%oE da organiEação .pção radical pela transparFncia a organiEação . ata!ue matou doEe pessoas incluindo dois -uncionCrios da agFncia de not#cias >euters& Em 0ul(o e outu"ro de 2010 a organiEação .(3#A .

I4I'EA4S 2010P e outras prCticas usualmente condenC%eis b não se pode diEer !ue o go%erno dos E7A tornou3se mais accountable por conta dessas re%elaç:es& Ao analisar o -en.i5ilea5s podem inclusi%e ter a0udado o go%erno americano uma %eE !ue a população .i5ilea5s = simples e direta e passa por !uatro -ases) 1& *olocar in-ormação %aEada na InternetD 2& Esperar !ue o pú"lico %en(a a interpretar essas in-ormaç:esD Y& Esperar !ue a opinião pú"lica demonstre re%olta e indignaçãoD e [& Esperar !ue a sociedade e+i0a re-ormas& .meno .i5ilea5s para o Bo"el da PaE por!ue a organiEação teria a0udado a Jredesen(ar o mapa da li"erdade de in-ormaçãoN& >o"erts Oop& cit&P ressalta !ue a l8gica do .i5ilea5s pre%iu uma Jcrise diplomCtica glo"alN !uando li"erou os documentos da diplomacia americana em parceria com outros %e#culos de imprensa& A e+pectati%a era tanta !ue um parlamentar da Boruega indicou o .> 2010P& De -ato apesar do %aEamento e disponi"iliEação de centenas de mil(ares de documentos b alguns dos !uais compro"at8rios em relação à tolerAncia a torturas O."ser%a3se !ue tal e!uação coloca altas e+pectati%as no espaço pú"lico& Apenas o primeiro passo = dado pela organiEaçãoD os outros trFs são de inteira responsa"ilidade da sociedade& De acordo com essa l8gica b operação mental !ue %em a ser a mesma em sua essFncia da!uela -ormulada por ati%istas do Jdireito à in-ormaçãoN b "asta uma ignição um start para !ue a sociedade -aça o resto do ser%iço& >o"erts compara o %aEamento das in-ormaç:es so"re as guerras no Ira!ue e no A-eganistão com o caso dos Pap=is de PentCgono !ue -oi um importante epis8dio na Guerra do Vietnã em 1SU1& Ba!uela ocasião as re%elaç:es a0udaram a alterar as pol#ticas go%ernamentais em relação à guerra lem"ra >o"erts O2011P por!ue 0C (a%ia outros mo%imentos na mesma direção& Em 2010 não (a%ia na opinião pú"lica tanta animosidade com relação às guerras no Ira!ue e no A-eganistão& >o"erts Oop& cit&P sugere !ue as re%elaç:es do .i5ilea5s >o"erts O2011P lem"ra !ue o 0ornal /(e Guardian um dos parceiros do .[? po%o a-egão mas não -eE nada disso& Decidiu tratar estes assuntos e os pa#ses a-etados com despreEoN atacou Assange& O*>IAD.

o"0eti%o central portanto = a re%elação da %erdade& *on-orme >o"erts Oop& cit& p& 21 tradução nossaP essa %isão apresenta pro"lemas& $esmo na era da Internet não (C algo como a re%elação completa e instantAnea da %erdade& K&&&L Em sua -orma "ruta a in-ormação geralmente não tem !ual!uer poder trans-ormador& Dados crus precisam ser destilados e interpretados e a atenção do distra#do pú"lico precisa ser capturada& .s iniciadores seriam pessoas ou grupos !ue disputam recursos ou posiç:es) os disparadores mecanismos ou e%entos !ue desencadeiam as demandas dos iniciadores& 7ma %eE criado o tema e+istem condiç:es para a criação da agenda& Para *o"" e Elder Oop& cit&P (C dois tipos de agenda pol#tica) a agenda sistFmica e a agenda -ormal& Para !ue um tema gan(e acesso à agenda sistFmica seriam necessCrios trFs pr=3re!uisitos) atenção ampla Oou ao menos preocupaçãoPD um consenso compartil(ado por ..[1 pode ter interpretado !ue as autoridades estão dispostas at= a Jsu0ar as mãosN para de-ender os interesses dos Estados 7nidos& >o"erts Oop& cit&P ressalta !ue a organiEação .AGENDA A discussão so"re a es-era pú"lica e sua capacidade ou incapacidade de in-luenciar o Estado e%idencia a necessidade de se incluir no de"ate as discuss:es so"re -ormação da agenda& Para 4ingdon O2001 p& 222P agenda = Ja lista de temas ou pro"lemas !ue são al%o em dado momento de s=ria atenção tanto da parte das autoridades go%ernamentais como de pessoas -ora do go%erno mas estritamente associadas às autoridadesN& *o"" e Elder O1SS?P tra"al(am com o conceito de JtemaN OissueP !ue seria anterior à agenda& Para os autores um tema = um con-lito entre dois ou mais grupos identi-icC%eis a respeito de assuntos relacionados à distri"uição de posiç:es ou recursos& Para *o"" e Elder Oop& cit&P um tema = criado !uando são com"inadas a ação dos JiniciadoresN OinitiatorsP e o uso de um JdisparadorN Otriggering deviceP& .i5ilea5s parte de dois pressupostos) a ordem social b con0unto de estruturas !ue canaliEam e legitimam o poder b = ao mesmo tempo dissimulada e -rCgil& Dissimulada no sentido de !ue a maioria das pessoas !ue o"ser%a a ordem social descon(ece as maneiras pelas !uais o poder = realmente utiliEado e -rCgil no sentido de estar so" risco de colapso caso as pessoas ten(am contato com a %erdade dos -atos& . processo pelo !ual tudo isso = -eito = comple+o e -acilmente in-luenciado por interesses comerciais e go%ernamentais& Isso era %erdade antes do ad%ento da Internet e continua %erdadeiro (o0e& 2.

s autores esclarecem !ue os ad0eti%os Js=riaN e Jati%aN ser%em para di-erenciar a agenda -ormal da pseudo3agenda !ue seria a -orma de registrar uma demanda sem considerar seus m=ritos e+plicitamente& As autoridades ainda segundo os autores costumam utiliEar a pseudo3agenda para minimiEar a -rustração de alguns grupos e para e%itar !ue a recusa em registrar a demanda possa ter custos pol#ticos& De acordo com Fu5s O2000 p& R0 tradução nossaP K&&&L duas !uest:es "Csicas no estudo a respeito da de-inição de assuntos pú"licos e mais especi-icamente da de-inição de agenda são as seguintes) 1P como surgem no%os assuntos pú"licos e por !ue alguns Oe não outrosP ascendem às arenas pú"licas e ali permanecem Oou nãoPD 2P !ue atores participam do processo de de-inição de assuntos pú"licos& K&&&L a emergFncia de !uest:es na agenda pú"lica e+plica3se mais em termos da dinAmica social e pol#tica do !ue dos atri"utos intr#nsecos dos assuntos em disputaD ou se0a das condiç:es ireaisi dos pro"lemas em !uestão& & . autor prop:e então uma Jre-ormulação da sociologia dos pro"lemas sociais Kuma proposta !ueL en%ol%e o deslocamento do -oco da anClise das c(amadas hcondiç:es o"0eti%asa para o processo de recon(ecimento su"0eti%o !ue conduE à sua de-inição en!uanto pro"lema socialN& Oloc& cit&P& .[U uma porção raEoC%el do pú"lico de !ue alguma ação = necessCriaD e uma percepção de !ue o assunto merece a atenção go%ernamental& . segundo tipo de agenda = a agenda -ormal ou institucional de-inida por *o"" e Elder Oop& cit& p& SS tradução nossaP como Jo con0unto de itens e+plicitamente colocados para a consideração s=ria e ati%a de tomadores de decisãoN& . autor OI"id&P e+empli-ica a importAncia de se considerar o Jrecon(ecimento su"0eti%oN mencionado no caso narrado por Haumgarner e <ones a respeito da e%asão escolar nos E7A) en!uanto o dado = perce"ido como uma escol(a pessoal da!ueles !ue a"andonam as escolas o pro"lema de%e ser resol%ido no Am"ito -amiliar& Apenas no momento em !ue essa e%asão = %ista como responsC%el pela perda da !ualidade de mão de o"ra e de competiti%idade internacional = !ue o assunto passa para o Am"ito das arenas de ação e de"ate pú"lico& Fu5s O2000 p& R1 tradução nossaP destaca !ue esse recon(ecimento su"0eti%o passa tam"=m pelo conte+to cultural uma %eE !ue JOcPertos assuntos são -a%orecidos por sua associação com temas culturais e %alores mais amplos 0C sedimentadosN como Jli%re mercadoN Jpropriedade pri%adaN e Jprogresso&N . sucesso da emergFncia de um tema estaria relacionado com os recursos materiais organiEacionais e sim"8licos dispon#%eis para determinado grupo& .

1SS[ apud F74S loc& cit&P& . con-lito pol#tico depende em seu desdo"ramento do controle do n#%el de participação pú"lica& A entrada em cena de no%os atores seria o meio mais e-icaE de se alterar a correlação de -orças original e conse!uentemente o des-ec(o do con-lito& JInteressa ao ator em des%antagem %encer a apatia da maioria dos cidadãos e estimular a mo"iliEação do pú"lico em torno do con-lito por meio de uma no%a de-inição do assunto em pautaN& OI. con-lito pol#tico não = como um de"ate intercolegial Oentre alunos de -aculdadeP no !ual os oponentes concordam de antemão na de-inição dos assuntos& De -ato a de-inição das alternati%as = o instrumento supremo de poderD os ad%ersCrios raramente concordam na de-inição dos assuntos por!ue essa de-inição en%ol%e poder& A!uele !ue de-ine o assunto da pol#tica comanda o pa#sD por!ue a de-inição das alternati%as implica a escol(a dos con-litos e a seleção de con-litos aloca poder& OS*GA//S*GBEIDE> 1S10 apud F74S 2000 p&R1P& Fu5s parte da concepção de con-lito pol#tico ela"orada por ./'& apud F74S 0%.SS. con0unto de atores nessa disputa %aria desde a restrita comunidade de especialistas em determinadas Creas das pol#ticas pú"licas at= o espaço social mais amplo a%alia Fu5s Oop& cit& p& R[P& Bo entanto o autor concorda com *o"" e El"er O1SS?P so"re a proeminFncia de certos atores nessa arena) .utro aspecto importante le%ado em conta pelos te8ricos da -ormação da agenda = o peso di-erenciado dos %Crios grupos em disputa por espaço no de"ate pú"lico& Para *o"" e El"er O1SS?P alguns -atores e+plicam essa assimetria) em primeiro lugar os tomadores de decisão podem estar em d="ito com um grupo espec#-ico ou podem se identi-icar como mem"ro da!uele grupo& Segundo) alguns grupos tFm mais recursos do !ue outros ou tem mel(ores condiç:es para mo"iliEar recursos& /erceiro) alguns grupos estão localiEados estrategicamente na estrutura econ.[R Al=m de -atores culturais Jelementos estruturais como a organiEação do Estado e a *onstituição tam"=m con-iguram o conte+to do processo de de-inição dos assuntos pú"licosN& OH. p& R1P& . 1/2.mica ou social da sociedadeD assim seus interesses não podem ser ignorados& Xuarto) alguns grupos Ocomo m=dicos ou l#deres religiososP são muito estimados pela população e por isso tFm mais acesso aos tomadores de decisão& Bo !ue diE respeito aos atores !ue participam do processo de de-inição de pro"lemas pú"licos Sc(attsc(neider& .

3 CONSIDERAÇ4ES FINAIS As discuss:es acerca dos conceitos de transparFncia e accounta"ilit6 "em como os de"ates so"re es-era pú"lica e cidadãos interpretantes b aliados ao case . autor identi-ica dois tipos de transparFncia b transparFncia opaca e transparFncia clara b e ainda dois tipos de accounta"ilit6) soft e hard accounta"ilit6& A transparFncia opaca en%ol%e disseminação de in-ormação !ue na prCtica não re%ela como as instituiç:es -uncionam& Por outro lado a transparFncia clara diE respeito a programas e prCticas de acesso à in-ormação !ue re%elam in-ormação útil e con-iC%el so"re o desempen(o institucional& A accounta"ilit6 soft teria relação com a -aceta answerability da accounta"ilit6D ou se0a seria a e+igFncia de !ue as autoridades se 0usti-i!uem& A accounta"ilit6 hard a"orda a answerability acrescida da possi"ilidade de sanç:es& Para se construir uma transparFncia clara e uma accounta"ilit6 hard serC preciso al=m de muito tra"al(o mel(orar nossa compreensão desses mecanismos& Para se construir uma transparFncia clara !ue possi"ilite in-erFncias precisas O$I*GEBE> 2011P os go%ernos terão !ue aprender a registrar catalogar e organiEar as in-ormaç:es al=m de disponi"iliEC3las de maneira mais ade!uada& Ba outra ponta as organiEaç:es sociais O.i5ilea5s b re-orçam a sensação de !ue estamos apenas iniciando a compreensão desse uni%erso& Ainda não estC completamente claro !ual = a relação entre transparFncia e accounta"ilit6 nem so" !uais circunstAncias uma coisa le%a à outra mas 0C podemos sugerir !ue e+iste uma longa estrada entre a transparFncia e a accounta"ilit6& Fo+ O200UP aponta um camin(o) a transparFncia não le%a automaticamente à accounta"ilit6 mas certos tipos de transparFncia podem conduEir a certos tipos de accounta"ilit6& .[S KoLs atores situados no Am"ito das instituiç:es go%ernamentais estão entre a!ueles !ue assumem uma posição pri%ilegiada nessa disputa& A %isi"ilidade de seus pronunciamentos e o carCter singular do discurso pú"lico o-icial b -ortalecido por seu amparo em outras -ormulaç:es estatais Op& e+&) leisP b asseguram a esses atores condiç:es especiais de participação no de"ate pú"lico& 2.BGs m#dia pes!uisadores sindicatos empresCrios etcP terão !uer aprender a consultar essas in-ormaç:es e tra"al(C3las dando3l(es sentido de maneira a construir e+igFncias -act#%eis "aseadas no con(ecimento real do -uncionamento das instituiç:es& Para !ue essas e+igFncias não se percam b e para !ue a transparFncia clara le%e à accounta"ilit6 hard b a agenda precisa estar colocada de maneira com !ue as instituiç:es go%ernamentais sintam3se impelidas a responder e se -or o caso .

?0 punir e@ou corrigir& Para !ue esta última etapa se concretiEe ressalta3se o desa-io de se in%estigar e analisar o !ue coloca em 0ogo o tra"al(o de instituiç:es como as *ontroladorias os /ri"unais de *ontas os $inist=rios Pú"licos e o <udiciCrio& Diante disso pode3se imaginar o seguinte modelo a seguir) a in-ormação le%aria a in-erFncias !ue por sua %eE conduEiria a JtemasN OissuesP& Somente no caso de esses temas se trans-ormarem em agendas J-ormaisN = !ue as instituiç:es se mo%imentariam criando a possi"ilidade da accounta"ilit6 Ocorreç:es de rumo e@ou puniç:esP& $as para !ue tal desen(o se operacionaliEe = preciso mo"iliEar muitos recursos sim"8licos Oestudos agendasP e institucionais Ocanais de diClogo entre go%erno e sociedade instrumentos Cgeis e e-icaEes de in%estigação e puniçãoP& A maneira como -unciona Oe como não -uncionaP todo esse comple+o es!uema de in-ormação e+plicaç:es 0usti-icati%as agendas e Oposs#%eisP sanç:es e@ou correç:es de rumo estC ainda por ser totalmente compreendida& .

?1 3 LEIS DE ACESSO À INFORMAÇÃO PÚBLICA: EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS Partindo3se dos contornos conceituais de transparFncia e accounta"ilit6 democrCtica analisados neste tra"al(o e adotando3se as premissas de !ue aP as leis de acesso à in-ormação podem le%ar a go%ernos mais a"ertos e "P a sociedade ci%il tem papel crucial no processo de trans-ormar o acesso a in-ormaç:es em go%ernos mais accountables passaremos a analisar estudos a respeito da implementação de leis de acesso à in-ormação pú"lica em alguns pa#ses& GC poucos estudos de caso so"re o tema da implementação de leis de acesso e cada um deles tem uma a"ordagem di-erente) desde a anClise do papel da sociedade no monitoramento da implementação de leis de acesso à anClise do -uncionamento das instituiç:es criadas ou indicadas para tra"al(ar com o -uncionamento da lei& 'eis de acesso à in-ormação não e+istem isoladamente no mundo& Em cada pa#s processos (ist8ricos e agendas go%ernamentais ditaram di-erentes o"0eti%os para a apro%ação e implementação de leis desse tipo& Besse sentido torna3se e+tremamente arriscado e tal%eE ine+ato ou insu-iciente diEer !ue uma 'ei de Acesso à In-ormação estC J"em implementadaN ou = J"em sucedidaN& Diante dessa di-iculdade este cap#tulo "uscarC apresentar a partir dos estudos analisados como acontece a interação sociedade3estado nos pa#ses a"ordados& Procurou3se compreender !uais o"stCculos e incenti%os os grupos sociais desses pa#ses encontram para acessar in-ormação pú"lica e utiliEC3la de modo a tornar seus go%ernos mais accountable& /al aprendiEado poderC ser útil para o Hrasil cu0a lei entrou plenamente em %igor em maio de 2012& Ba a"ertura deste cap#tulo apresenta3se uma "re%e discussão acadFmica acerca da implementação partindo da# para o de"ate so"re a implementação de leis de acesso à in-ormação pú"lica com a anClise de alguns estudos !ue tentam identi-icar os -atores !ue determinam e direcionam a implementação da lei& Em seguida serão analisados estudos de caso de implementação da lei de acesso em pa#ses e regi:es di%ersos& Em um segundo momento desta etapa de estudos de casos "uscaremos discutir o impacto de leis nacionais de acesso à in-ormação em go%ernos su"nacionais& Por -im apresentam3se as consideraç:es -inais& .

1.ilda%s56 O1SUYP o"ra seminal a respeito da discussão so"re implementação& A escol(a da cidade de Em"u3Guaçu para a a"ertura desta seção não -oi aleat8ria& .as(ington são esmagadas em . principal de"ate acadFmico acerca da implementação de pol#ticas pú"licas = se o tema de%eria ser estudado Jde cima para "ai+oN ou Jde "ai+o para cimaN& OG.?2 3. munic#pio da Grande São Paulo -oi um dos onEe do estado mais rico da Federação Oem termos de Produto Interno HrutoP a não cumprir o praEo esta"elecido na 'ei *omplementar 1Y1 OH>ASI' 200SP !ue o"riga a pu"licação de despesas orçamentCrias em tempo real na Internet& *idades na -ai+a de ?0 mil a 100 mil (a"itantes b como = o caso de Em"u3Guaçu b tin(am at= o -inal de maio de 2011 para se adaptar mas de acordo com le%antamento da *on-ederação Bacional dos $unic#pios OP.*.'SEB 2011P& Essas duas a"ordagens -oram constru#das para simpli-icar as comple+idades do processo de implementação& OGI''D G7PE 200SP& . .'C% %7 6# 1.>/A' K2003LP mais de Y0f das cidades "rasileiras na -ai+a (a"itacional de Em"u3Guaçu descumpriram o praEo dado pela '* 1Y1 Oop& citP& Se -oi desrespeitada uma legislação so"re transparFncia aparentemente pouco complicada à !ual certos grupos de munic#pios ti%eram um longo praEo b dois anos b para adaptação pode3se imaginar o taman(o do desa-io para se implementar no Hrasil uma lei geral de acesso a in-ormaç:es pú"licas !ue em"ora sendo uma lei -ederal tem e-eito tam"=m so"re estados e munic#pios e em"ora ten(a sido proposta pelo Poder E+ecuti%o -ederal alcançarC tam"=m o 'egislati%o o <udiciCrio os $inist=rios Pú"licos e as empresas estatais& 9!1!1 D# "'+.a5landN !ue = parte do su"t#tulo de JImplementationN clCssico li%ro de <e--re6 '& Pressman e Aaron H& . /.'C% /. "'+.1 IMPLEMENTAÇÃO *omo as e+pectati%as de Hras#lia são esmagadas em Em"u3GuaçuM Essa pergunta = uma adaptação da sentença J*omo as e+pectati%as de .*.s !ue ol(am para a implementação Jde cima para "ai+oN en-atiEam a separação de pap=is entre os -ormuladores da pol#tica e a!ueles !ue a e+ecutam& OHA>>E// 200[P& A a"ordagem Jde "ai+o para cimaN tem seu ponto inicial nas .

menos so"re os !uais se de%em "asear as aç:es são produtos de negociaç:es e compromissos& Assim muitas pol#ticas representam compromissos entre %alores con-litantes en%ol%em compromissos com interesses3c(a%e so"re os !uais a implementação terC algum impacto e são moldadas sem dar atenção às -orças Oprincipalmente econ.?Y pes!uisas acadFmicas em como os "urocratas !ue se relacionam diretamente com o pú"lico Ostreet%level government administratorsP lidam com a pol#tica pú"lica& Em"ora se0a importante entender as %is:es opostas de implementação especialmente as comple+idades para as !uais a a"ordagem Jde "ai+o pra cimaN apontam e a linguagem !ue a maioria dos -ormuladores de pol#tica pú"lica e da m#dia usam !uando discutem a a"ordagem Jde cima para "ai+oN no%as incurs:es no campo prometem modelos mais nuançados& Xue incluam processos em camadas de implementação a importAncia das redes e o gerenciamento da implementação em todos os n#%eis do processo& OG.'SEB op& cit&P destaca a importAncia em se ● ● recon(ecer !ue os -en.nomosD Essa autonomia pode estar %inculada a rei%indicaç:es de legitimidade !ue en-atiEam a recalcitrAncia as de-iciFncias e os d=-icitsD Essas comple+idades precisam ser %istas como contidas dentro de di-erentes sistemas de pol#ticas nacionais ou transnacionais !ue in-luenciam os 0ogos realiEados e as legitimidades reclamadas& Al=m disso Gill O2001 apud G.micasP su"0acentes e como estas %ão pre0udicC3las& .'SEB 2011 p& ? tradução nossaP& Besse cenCrio acreditamos ser mais prudente utiliEar para a presente discussão a a"ordagem de Gill O2001P para !uem a anClise so"re implementação de pol#ticas pú"licas de%e ir al=m da clCssica dicotomia top%down versus bottom%up& Para o autor OI"id& p& U?P o pro"lema K&&&L passa pelo recon(ecimento de !ue (a%erC di%ersas -ormas pelas !uais os atores tentarão e+ercitar controle pr=%io so"re o processo de implementação& KA preocupação portanto L = com a medida em !ue os atores imp:em regras a terceiros Ke tam"=mL como a discricionariedade estC estruturada& 7ma a"ordagem realista do e+ame da implementação segundo o autor precisa atentar para o seguinte) ● ● A implementação en%ol%e comple+as interaç:es intra3organiEacionaisD A anClise dessas interaç:es de%e le%ar a !uest:es so"re negociação entre atores !uase aut.

% 6# 2#'$ 6# .-.?[ 9!1!2 I+/2#+#(3."#$$% As di-iculdades em se implementar uma 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica 0C estão sendo analisadas por estudos acadFmicos& Beuman e *alland O200UP por e+emplo de-endem !ue ati%ar uma legislação para o direito à in-ormação = um processo de trFs -ases) apro%ação implementação e e+ecução da lei processo !ue os autores c(amam de gtriAngulo de transparFnciag& Para esses pes!uisadores todos os trFs elementos são cruciais e inter3relacionados mas a e+periFncia indica !ue a -ase de implementação = -undamental e ser%e como "ase do triAngulo& Sem a implementação completa e e-icaE o direito à in-ormação se torna apenas mais um e+emplo da h(iperin-laçãoa de no%as leis !ue não ser%em a ningu=m& OI"id& p& [ tradução nossaP& 4au-mann e Hell%er O200? p& 1R tradução nossaP tam"=m c(amam a atenção para a implementação e destacam o papel da sociedade ci%il) K&&&L leis de acesso serão ine-icaEes se os cidadãos e as organiEaç:es não go%ernamentais prescindirem da capacidade de e+ercitar o seu direito de acesso ou os recursos para -ormular re!uisiç:es comple+as& Do mesmo modo leis de acesso não serão usadas se grupos da sociedade ci%il -orem incapaEes de recon(ecer os "ene-#cios potenciais da a"ertura de certas in-ormaç:es ou incapaEes de agir so"re essa a"ertura& Fo+ e Gaig(t O2011P acrescentam !ue uma das principais caracter#sticas da e+periFncia prCtica com o direito de acesso à in-ormação = !ue seu impacto depende tanto da capacidade de os grupos sociais e+ercerem esse direito !uanto da capacidade de agirem com "ase na in-ormação tornada pú"lica& Puddep(att O200SP escre%eu pro%a%elmente o mais completo estudo at= o momento so"re o papel da sociedade ci%il na implementação de leis de acesso à in-ormação& Em um estudo em !ue analisou mais detidamente cinco pa#ses O^-rica do Sul HulgCria dndia $=+ico e >eino 7nidoP o autor conclui !ue o impacto da sociedade ci%il = JconsiderC%elN por conta da atuação de Jespecialistas ino%adores mo"iliEadores e -ontes de aconsel(amento e apoioN& Op& YS tradução nossaP& Para o autor a sociedade ci%il tem um papel -undamental .

"#$$% Algumas tentati%as de se apontar -atores importantes na implementação de leis de acesso a in-ormação pú"lica 0C -oram -eitas& *alland O200YP identi-ica cinco pontos de partidas para o de"ate so"re a implementação de 'eis de Acesso a In-ormação) • • • A implementação = crucial) sem e-eti%a implementação uma lei de acesso b ainda !ue "em desen(ada b serC um -racassoD A implementação = um acordo "ilateral) entre os detentores de in-ormação Ogo%ernosP e os solicitantes Ocidadãos e organiEaç:es da sociedadePD A implementação de%e ser considerada não apenas ap8s a apro%ação da 'ei de Acesso mas durante o processo de escrita da leiD e .?? para impulsionar re-ormas no acesso a in-ormaç:es por!ue os go%ernos tendem a ser insens#%eis às necessidades in-ormacionais dos cidadãos& $ic(ener O200SP destaca uma parte da sociedade ci%il) a m#dia& Em sua a%aliação so"re a ro"usteE OstrengthP de leis e pro0etos de lei de acesso em seis pa#ses latino3americanos b Argentina Hrasil *(ile Guatemala $=+ico e 7ruguai b o autor de-ende !ue nos pa#ses em !ue (ou%e ampla co"ertura da m#dia OGuatemala e $=+icoP as propostas legislati%as tornaram3se lei& Por outro lado em pa#ses em !ue o tema não c(amou a atenção da imprensa OArgentina Hrasil e 7ruguaiP as leis não (a%iam sa#do do papel na!uela ocasião& Bo caso do *(ile $ic(ener O200SP destaca a liderança pol#tica da então presidente $ic(ele Hac(ellet Oa lei c(ilena entrou em %igor em 200SP& .utro aspecto destacado pelo autor para a apro%ação de leis de acesso = a oposição no 'egislati%o& $ic(ener Oop& cit&P de-ende !ue em pa#ses onde o c(e-e do E+ecuti%o tem s8lida maioria no *ongresso são pe!uenas as c(ances de se apro%ar uma "oa lei de acesso Oou !ual!uer lei de acessoP& *omo se perce"e da leitura desses conceitos acerca de implementação de pol#ticas pú"licas e das leis de acesso Oe tam"=m das discuss:es so"re estado e sociedade so"re -ormação da agenda e so"re transparFncia e accounta"ilit6 no cap#tulo anteriorP a e-eti%idade de uma 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica depende -undamentalmente do comportamento da sociedade e de sua interação com o Estado& 9!1!9 L#' 6# .

?1 • 'eis de acesso criam uma oportunidade única de alterar pro-undamente a relação entre go%erno e sociedadeD eP adotar a perspecti%a dos direitos socioecon."0eti%os claramente e+plicitados com Fn-ase na a"erturaD determinaç:es amplas de pu"licação de in-ormação de maneira proati%aD escopo limitado de e+ceç:es com testes de interesse pú"lico para a maioria delesD "ai+os custos para pedidos de in-ormaçãoD proteção contra responsa"iliEação legal para -uncionCrios pú"licos !ue tomam decis:es pr83a"erturaD .micos& A partir da# *alland Oop& cit&P cria uma implementation checklist a sa"er) • • • • Vontade pol#tica e mudança de mentalidade) = importante construir identi-icar e culti%ar lideranças em pontos3c(a%e do go%ernoD *riação de sistemas para processar pedidos de in-ormação) sistemas de gerenciamento de in-ormação precisam ser desen(ados e esta"elecidosD $ecanismo de re-orço OenforcementP@super%isão) = importante criar um /ri"unal de Apelação E+terno ou uma *omissão ou o cargo de *omissCrioD e >esposta da sociedade ci%il) J*omo um autom8%el leis de acesso à in-ormação precisam ser usadas b e com -re!uFncia bD senão elas K&&&L dei+am de -uncionarN& Op& 1P& *arter O200UP tam"=m -aE uma lista dos pontos !ue considera importantes para a e+itosa implementação de uma 'ei de Acesso à In-ormação aos !uais c(ama de Jingredientes para uma 'ei de Acesso à In-ormação com dentesN) • Accontability framework) = muito mais -Ccil alcançar a transparFncia !uando a 'ei de Acesso -or parte de um pacote de leis administrati%as gerais !ue permitem ao cidadão usar e-eti%amente a in-ormação !ue ele passa a ter com a entrada em %igor da mesmaD • Componentes &egislativos) a lei em si = o principal ingrediente mas ela de%e conter os seguintes elementos) • • • • • .

?U • • • • de-esas administrati%as para minimiEar a"usos da 'eiD sanç:es para %iolaç:es ou condutas impr8prias ou o"struti%asD determinaç:es para 8rgãos pú"licos coletarem e reportarem estat#sticas relacionadas à li"erdade de in-ormaçãoD e 8rgão e+terno independente com poderes e possi"ilidades de e-etuar sanç:es& • 'uporte administrativo) • • • • • • -orte liderança e apoio de altos n#%eis do go%ernoD e!uipe ade!uada e outros recursos para assumirem responsa"ilidades nos di-erentes 8rgãosD treinamentoD con-ormidade com a 'ei de Acesso incorporada a medidas de desempen(oD sistemas ade!uados de gerenciamento de in-ormaçãoD e recursos ade!uados para 8rgãos de re%isão e+ternos& • (reinamento) idealmente os seguintes grupos de%eriam ser o -oco dos treinamentos) • • • • -uncionCrios e+ecuti%os ou de alto n#%el (ierCr!uicoD -uncionCrios !ue lidarão na prCtica com decis:es de a"rir in-ormação ou de re%er decis:es de a"erturaD e!uipes en%ol%idas com gerenciamento de in-ormaç:esD8 os demais -uncionCrios pú"licos de%erão ao menos con(ecer a 'ei de Acesso& Em 2010 a .rganiEação dos Estados Americanos O.EA 2010P apro%ou uma J'ei $odelo de Acesso a In-ormaçãoN com U2 artigos& Essa lei = di%ida em cap#tulos) • • De-iniç:es alcances e -inalidades direito de acesso e interpretaçãoD $edidas para promo%er a a"ertura) regras para registro e pu"licação de in-ormaç:esD .

?R • • Acesso à in-ormação !ue estC em poder das autoridades pú"licas) regras para solicitação de in-ormaç:es e resposta a ela gestão de documentosD E+ceç:es di%idido em dois grandes grupos) pre0u#Eo a interesses pri%ados e risco Jclaro pro%C%el e espec#-icoN de um pre0u#Eo signi-icati%o a certos interesses pú"licosD • • Apelaç:es) apelação interna apelação e+terna re%isão 0udicialD *omissão de In-ormação) a lei modelo sugere a criação de uma comissão composta por cinco mem"ros designados pelo E+ecuti%o ap8s ter sido apro%ada por dois terços do 'egislati%o em um processo dotado de transparFncia e participação pú"licaD • $edidas de Promoção e *umprimento) monitoramento por parte do 'egislati%o capacitação de -uncionCrios pú"licos e adoção do direito à in-ormação no curr#culo escolarD e • $edidas transit8rias& .rig(t to in-ormation legislationN OJimplementação para legislação de direito à in-ormaçãoNP e di%ide3se nos seguintes itens) • • • • • *onstruindo a consciFncia pú"licaD Promo%endo um -uncionalismo pú"lico in-ormadoD Encora0ando a mudança culturalD Desen%ol%endo um e-eti%o sistema de gestão da in-ormaçãoD e Esta"elecendo os mecanismos de re-orço e regulação& *om relação ao primeiro item o documento a-irma !ue Jo go%erno de%e in-ormar ao pú"lico so"re o direito do acesso à in-ormação incluindo especi-icamente como colocC3lo em prCticaN OP7DDEPGA// op& cit& p& 2UP& Bo segundo t8pico o documento a-irma !ue o treinamento = importante e !ue esses treinamentos de%eriam -ocar aP na importAncia do acessoD "P os procedimentos pelo !ual as pessoas pedem in-ormaçãoD cP como os pedidos de%em ser respondidosD dP como manter e acessar registros& OI"id&P& . !uarto cap#tulo denomina3se Jimplementation o. PB7D OPrograma das Baç:es 7nidas para o Desen%ol%imentoP tam"=m criou em 200[ um Jguia prCticoN do direito à in-ormação& OP7DDEPGA// 200[P& .

?S

Xuanto ao terceiro item Omudança culturalP a-irma3se !ue em lugares onde o estado = -rCgil e e+iste um (ist8rico de partido único no controle -uncionCrios pú"licos tendem a crer !ue os documentos go%ernamentais l(es pertencem& Essa mudança de mentalidade em direção à transparFncia = um Jdesa-io -ormidC%elN Oloc& cit&P !ue relem"ra a importAncia dos programas de treinamento& *om relação ao !uarto item o documento a-irma !ue o processamento de pedidos de in-ormação de%e ser -acilitado por meio de e-eti%os mecanismos e estruturas descentraliEados& OI"id&P& Bo !uinto e último t8pico lF3se !ue Jo papel dos tri"unais = crucialN& OI"id& p& Y0P& Beste sentido 8rgãos independentes podem so-rer inter-erFncias pol#ticas e escasseE de recursos por isso a -orça do sistema legal = importante& JSem 0u#Ees independentes e uma cultura do rule of law essa re-orma Oa 'ei de Acesso à In-ormaçãoP ou !ual!uer outra di-icilmente terC e-eitoN& OP7DDEPGA// loc& cit&P& 9!1!4 E$376%$ 6# ",$%$ Ainda e+istem poucos estudos de caso acadFmicos a respeito do processo de implementação das leis de acesso sendo mais -acilmente encontradas anClises -eitas por organiEaç:es da sociedade ci%il& Bo entanto alguns ind#cios parecem apontar em primeiro lugar !ue a e+istFncia de uma lei de acesso realmente promo%e um go%erno mais a"erto ou ao menos um go%erno !ue -ornece in-ormaç:es à sociedade de maneira mais -re!uente e menos di-icultosa& Em 200[ a organiEação ,pen Societ6 <ustice Institute O,S<I 200[P realiEou um estudo com cinco pa#ses OArmFnia HulgCria $aced.nia Peru e ^-rica do SulP para %eri-icar "oas prCticas na implementação das leis de acesso à in-ormação pú"lica& Em cada pa#s !uatro di-erentes grupos de pessoas Orepresentantes de organiEaç:es não3go%ernamentais 0ornalistas cidadãos comuns e Je+clu#dosN b de-inidos como a!ueles !ue encontra di-iculdades de enga0amento de%ido a caracter#sticas econ.micas ou sociais como anal-a"etismo po"reEa ou de-iciFncia -#sicaP su"meteram um total de apro+imadamente cem pedidos de in-ormação dirigidos a deEoito 8rgãos pú"licos distintos& , mesmo pedido era -eito a cada 8rgão duas %eEes por um solicitante di-erente para testar se a!uele 8rgão responderia de acordo com o tipo de solicitante& , resultado demonstra os desa-ios da implementação de uma legislação de transparFncia) dos [S1 pedidos de in-ormação Y? Uf Omais de um terçoP rece"eram a

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in-ormação re!uisitada& Apro+imadamente metade O[S 1fP rece"eu a in-ormação ou a recusa dentro do praEo esta"elecido pela respecti%a lei& Para os autores do estudo
os cinco pa#ses monitorados estão introduEindo no%os padr:es de transparFncia go%ernamental en!uanto passam por uma transição democrCtica& Besse conte+to am"os os resultados b ade!uação aos padr:es internacionais em !uase ?0f das solicitaç:es e -ornecimento da in-ormação re!uisitada em Y?f das solicitaç:es b podem ser %istos como uma "ase s8lida para a construção de uma maior a"ertura& O,S<I op& cit& p& 12 tradução nossaP&

Em 2001 um no%o estudo -oi realiEado pela mesma organiEação ,pen Societ6 <ustice Institute& O,S<I 2001P Desta %eE a anClise centrou3se em catorEe pa#ses& Ba ocasião metade deles tin(a leis de acesso O^-rica do Sul ArmFnia HulgCria França $=+ico Peru e >omFniaP e a outra metade OArgentina *(ile Espan(a Gana $aced.nia XuFnia e Big=riaP não& Foram en%iados aos 8rgãos pú"licos !uase 2 mil pedidos de in-ormação& ,s solicitantes eram ,BGs 0ornalistas empresCrios e Je+clu#dosN& Estas -oram as principais conclus:es) • • • • 7ma 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica -aE di-erença) nos pa#ses !ue tin(am a lei a ta+a de resposta era trFs %eEes maior& Solicitaç:es -re!uentemente encontram o silFncio) nos pa#ses sem lei de acesso a não3 resposta c(egou a ?1fD nos pa#ses com a lei essa ta+a -oi de YRfD Democracias em transição superaram as democracias esta"elecidas) ArmFnia HulgCria Peru $=+ico e >omFnia se sa#ram mel(or do !ue França ou Espan(aD En%ol%imento da Sociedade *i%il a0uda) a ta+a de resposta -oi mel(or em pa#ses nos !uais (ou%e en%ol%imento da sociedade na promoção e no monitoramento da implementação da 'eiD • E+iste discriminação) e+clu#dos o"ti%eram ta+as de resposta menores do !ue as pessoas !ue se apresentaram como 0ornalistas empresCrios& • Pa#ses europeus se sa#ram mel(or) Europa continente !ue no !ual leis de acesso -oram promo%idas mais amplamente e (C mais tempo saiu3se mel(or do !ue ^-rica ou Am=rica 'atina& • >espostas inconsistentes) dois pedidos idFnticos de in-ormação tin(am -re!uentemente duas respostas di-erentesD e representantes de ,BGs ou

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>ecusa por escrito = raridade) !uase não (ou%e negati%a por escrito& , estudo -aE algumas recomendaç:es)

,s go%ernos e os 8rgãos pú"licos de%em ser instados a compilar manter e tornar pú"licos #ndices e catClogos a respeito da in-ormação !ue possuemD As leis de acesso e suas regulamentaç:es de%em especi-icar claramente !ue a não3 resposta a um pedido de in-ormação = uma %iolação ao direito à in-ormaçãoD Go%ernos de%em criar canais ade!uados para a su"missão de pedidos de in-ormaçãoD Go%ernos precisam responder a pedidos de in-ormação de uma maneira consistente e tempesti%a esta"elecendo sistemas e procedimentos transparentes para processar os pedidosD

• •

Ao responder a pedidos de in-ormação 8rgãos pú"licos de%em co"rar apenas tari-as raEoC%eis diretamente relacionadas com o custo de reprodução e entrega da in-ormaçãoD

'eis e regulamentaç:es de%em especi-icar !ue 8rgãos pú"licos s8 podem manter a in-ormação em segredo !uando a entrega da in-ormação puder pre0udicar um interesse legitimo de acordo com as leis regionais e internacionais e !uando esse potencial dano -or maior do !ue o interesse pú"licoD e

Xuando a in-ormação re!uisitada não e+iste os agentes pú"licos precisam ser o"rigados a in-ormar isso à pessoa !ue pediu a in-ormação& Esses ac(ados e recomendaç:es re-orçam a (ip8tese de !ue o en%ol%imento da

sociedade ci%il = importante& Passaremos agora a re%isar anClises do processo de implementação da 'ei de Acesso à In-ormação em pa#ses selecionados& 3.2 E5PERIÊNCIAS INTERNACIONAIS Beste item apresenta3se a re%isão de literatura acerca do impacto de leis de acesso à in-ormação em pa#ses e regi:es selecionados ap8s a sua implementação& DC3se especial desta!ue a dndia e $=+ico por duas raE:es) as leis de acesso à in-ormação desses pa#ses costumam ser citadas como re-erFncias para os pa#ses em desen%ol%imento OH>A$A//ID GA'', 2012P e os dois pa#ses guardam com o Hrasil algumas semel(anças geogrC-icas

A op& cit& p& YD tradução nossaP& 7ganda adotou sua lei em 200? mas seis anos depois a implementação completa ainda não (a%ia acontecido segundo o autor OI"id&P& A Eti8pia sancionou uma lei de m#dia e de acesso à in-ormação em 200R mas o diploma legal !ue de%eria ter entrado em %igor em 2010 ainda não tin(a %alidade em 2011 Jalegadamente por!ue as instituiç:es pú"licas não esta%am prontas para a implementaçãoN& Oloc& cit&P& <C a 'ei da 'i"=ria -oi sancionada em outu"ro de 2010 O'IHE>IA 2010PD por=m 0C surgiram cr#ticas OG'.12 demogrC-icas e pol#tico3administrati%as) Hrasil dndia e $=+ico são >epú"licas Federati%as de grande população e grande e+tensão territorial& Ao -inal desta re%isão pretende3se compreender mel(or como as leis de acesso concretiEam a transparFncia e por conseguinte a0udam a accounta"ilit6 democrCtica e !uais são os o"stCculos desta camin(ada& Ba segunda etapa desta re%isão apresentam3se as conclus:es de estudos so"re o impacto de leis nacionais de acesso à in-ormação em go%ernos su"nacionais& 9!2!1 Á)*'".I/BESS 2010P so"re a pol#tica de transparFncia do pa#s& Ao analisar as di-iculdades de implementação das leis de acesso na ^-rica pelo Jlado da demandaN Osociedade ci%ilP SendugeQa O2011P o"ser%a !ue a "ai+a participação social de%e3se a algumas raE:es) • Poucas organiEaç:es conseguiram di%ulgar a importAncia da lei e o -ato de a lei ser um meio para um -im e não %ice3%ersaD . autor OI"id&P destaca por=m !ue as leis de Angola e eim"C"ue restringem o acesso em %eE de -acilitC3lo& Puddep(att O200SP tam"=m a-irma !ue a lei do eim"C"ue na realidade apresenta restriç:es ao acesso a in-ormaç:es e à li"erdade de imprensa apesar de ter sido "atiEada de 'ei de Acesso à In-ormação& A lei sul3a-ricana sancionada no ano 2000 a primeira no continente a-ricano Jparece ser o mais cr#%el es-orço no continente para empoderar cidadãos atra%=s do acesso à in-ormação K&&&L apesar dos desa-ios de uma implementação e-eti%aN OSEBD7G.A 2011PD no entanto apenas seis pa#ses do continente (a%iam apro%ado uma 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica) ^-rica do Sul Angola Eti8pia 'i"=ria 7ganda e eim"C"ue& . 7m de cada !uatro pa#ses a-ricanos possu#a no inicio de 2011 garantias constitucionais para o acesso à in-ormação OSEBD7G.HA' .

L. estudo conclui portanto !ue um importante o"stCculo para o sucesso das leis de acesso à in-ormação na ^-rica = a -alta de concertação dos grupos sociais e o en-o!ue e!ui%ocado nas potencialidades da lei em si e não em seus desdo"ramentos& 9!2!2 A+D*'".3'(.rganiEaç:es sociais não tFm conseguido atuar em coaliE:es e alianças& .utra caracter#stica positi%a das leis da região seria a e+istFncia de o"rigação legal de designar unidades de acesso à in-ormação dentro de cada 8rgão pú"lico com o o"0eti%o de -acilitar a organiEação trans%ersal& Bo entanto esse último o"0eti%o não tem sido atingido de acordo com a anClise !ue le%anta duas (ip8teses para os -racassos) a muitos 8rgãos não interessa designar um responsC%el e o departamento designado não tem mandato nem orçamento su-icientes& . estudo JVenciendo la *ultura del SecretoN do *entro de Arc(i%os 6 Acceso a la In-ormaci8n Pú"lica O*AIBF.utro item importante = a o"rigação em se produEir estat#sticas so"re os processos de acesso à in-ormação& De acordo com o *Ain-o por=m os go%ernos locais tFm di-iculdade em cumprir esta norma& Segue um resumo dos ac(ados do estudo OI"id&P no !ue diE respeito à implementação da lei em !uatro pa#ses) *(ile E!uador Peru e 7ruguai& . 2011P a"orda os o"stCculos ao acesso à in-ormação em sete pa#ses latino3americanos com -oco nas pro%is:es legais& A primeira conclusão do estudo OI"id&P = a de !ue os pa#ses !ue colocaram a implementação em um 8rgão central mostram mel(ores resultados& . *om a sanção da lei de acesso "rasileira em no%em"ro de 2011 a Am=rica 'atina passou a contar com 1S pa#ses dotados de uma lei espec#-ica so"re o acesso à in-ormação& Ba Am=rica 'atina em particular nos pa#ses (ispAnicos (C %Crias organiEaç:es sociais !ue se de"ruçam so"re o tema do acesso à in-ormação e so"re leis de acesso em particular& Besse sentido são produEidos na região desde estudos b alguns deles serão a"ordados "re%emente a seguir b at= -erramentas como o dndice del Derec(o de Acceso a la In-ormaci8n en $=+ico& OIDAI$ K2003LD *IDE 2010P& .1Y • • As organiEaç:es sociais e as agFncias -inanciadoras tFm en-atiEado as potencialidades da lei e não tFm colocado tanta Fn-ase na real implementação da leiD e .

in-orme detectou ainda um "ai+o percentual de cumprimento dos praEos legais esta"elecidos pela lei para a resposta aos pedidos de in-ormação& Al=m disso a De-ensor#a Del Pue"lo 8rgão !ue de%e garantir o cumprimento do direito de acesso não pode emitir resoluç:es %inculantes& Y&2&2&Y Peru Bo caso do Peru pa#s !ue tem uma das leis mais antigas da região sancionada em 2001 a principal cr#tica %olta3se à ausFncia de um mecanismo ou um 8rgão de apelação pela . *onse0o para la /ransparencia de *(ile 8rgão criado pela 'ei de Acesso tam"=m mereceu elogios) o 8rgão tem tido sucesso como 8rgão de apelação segundo o estudo !ue salienta !ue as decis:es do *onse0o são %inculantes mas não de-initi%as& Isso !uer diEer !ue tanto o solicitante como o 8rgão pú"lico podem recorrer 0udicialmente das decis:es do *onse0o no !ue o estudo considera um modelo JaceitC%elN& Apesar das "oas no%as a anClise ressalta !ue ainda e+iste descon(ecimento da 'ei por parte dos -uncionCrios e a-irma !ue estudos demonstram a permanFncia de algumas resistFncias à di-usão de in-ormaç:es por parte de 8rgãos importantes& De -ato um estudo realiEado pelas organiEaç:es Fundaci8n ProAcceso e Participa en *(ile OSE>VI*I.utro pro"lema apontado pelo estudo JVenciendo la *ultura del SecretoN O*AIBF.1[ Y&2&2&1 *(ile A 'ei de Acesso à In-ormação do *(ile -oi sancionada em 200R e entrou em %igor em 200S& De acordo com o estudo OI"id&P o *(ile = um caso e+itoso de implementação da 'ei por ter -eito com !ue 2U1 8rgãos pú"licos se preparassem para a no%a situação& . 2011P no caso do *(ile = o limitado alcance da 'ei !ue a"arca apenas o Poder E+ecuti%o e os go%ernos locais dei+ando de lado os outros poderes& Y&2&2&2 E!uador Bo E!uador o estudo OI"id&P menciona con-us:es e -alta de con(ecimento da 'ei por parte de -uncionCrios pú"licos& .S 2011P demonstra !ue apenas [Uf de 11S 8rgãos pú"licos c(ilenos permitem ao cidadão -aEer solicitação de in-ormaç:es %ia Internet& Al=m disso U1f dos pedidos analisados encontraram algum tipo de "arreira como a e+igFncia de dados adicionais para os solicitantes& .

micos e de educação -ormal& OI"id& p& RR tradução nossaP& Em estudo intitulado JIn-orme >egional del Estado de Situaci8n de Acceso a la In-ormaci8n Pú"licaN apresentado em outu"ro de 2011 OA'IABeA >EGI.utra cr#tica diE respeito ao desen(o institucional) a 'ei criou uma 7nidad de Acceso a la In-ormacion Pú"lica mas este 8rgão estC %inculado ao E+ecuti%o nacional em"ora a lei atin0a todos os poderes e todos os n#%eis de go%erno& *omo as resoluç:es desta unidade não são %inculantes os autores do estudo OI"idP ad%ertem !ue o desen(o não = ade!uado& Por outro lado a anClise elogia o instrumento de apelação) a 'ei esta"eleceu um processo 0udicial sumCrio denominado Ação de Acesso à In-ormação e a pes!uisa ressalta !ue o mecanismo = Jmuito e-iciente KpoisL os con-litos pelo direito à in-ormação se resol%em na primeira instAncia em 1? diasN& OI"id& p& 100 tradução nossaP& Bo mesmo estudo (C um cap#tulo intitulado JParticipaci8n ciudadanaN& . te+to lem"ra !ue a legislação internacional recomenda !ue as leis de acesso conten(am entre outros itens so"re reuni:es a"ertas so"re o direito de -aEer solicitaç:es de in-ormação e so"re promoção de go%erno a"erto& Em"ora as normas de acesso à in-ormação pú"lica e+istentes dentro do grupo de pa#ses estudados contemplem tais itens Oe pode3se encontrar muito "oas prCticas a respeitoP tendem a ser d="eis !uanto à promoção do direito& A promoção pode tomar di%ersas -ormas dependendo do pú"lico al%o e dos poss#%eis usos !ue -arão mas nunca se de%e perder de %ista !ue o o"0eti%o primordial = !ue o direito se0a con(ecido e !ue as pessoas se apropriem dele& Esse o"0eti%o = especialmente importante em sociedades desiguais como = o caso na Am=rica 'atina onde o acesso se %F segmentado segundo os recursos econ.1? %ia administrati%a) ou se0a) os cidadãos tFm direito à in-ormação mas caso ela se0a negada ca"e apenas recorrer ao <udiciCrio o !ue implica em custos e tempo& Y&2&2&[ 7ruguai Bo 7ruguai !ue tem uma lei de acesso desde 200R o estrito cumprimento = muito d#spar entre os 8rgãos segundo o *Ain-o O2011P& As o"rigaç:es de transparFncia ati%a disseminam3se com certa lentidão& .BA' 2011P a AlianEa >egional !ue se apresenta como Juma rede regional constitu#da por organiEaç:es da sociedade ci%il da Am=rica 'atina Estados 7nidos e >epú"lica Dominicana dedicadas a de-ender e promo%er a li"erdade de e+pressão e o acesso a in-ormação pú"lica na regiãoN OjX7c ESM K2003L tradução nossaP analisa a implementação de leis de acesso em pa#ses latino3americanos& .

rçamento dedicado ao acesso à in-ormação pú"licaD *ampan(as de promoçãoD e E+istFncia de estat#sticas so"re as o"rigaç:es& Bo !ue diE respeito à inter-ace Estado3sociedade o estudo OA'IABeA >EGI.BA' 2011P ressalta !ue ainda (C muitos pedidos de in-ormação !ue -icam sem respostas& Para testar a transparFncia passi%a as organiEaç:es da rede en%iaram pedidos de in-ormação a um grupo di%erso de instituiç:es& Em dois pa#ses OBicarCgua e Hol#%iaP mais da metade das solicitaç:es não -oi respondidaD em outros dois a não resposta c(egou à casa dos [0f O*(ile e E!uadorPD e na Argentina e no 7ruguai o percentual de não3resposta -icou perto dos Y0f& Xuanto à transparFncia passi%a o estudo notou pro"lemas como a ausFncia de in-ormaç:es so"re compras estatais e a di-iculdade de reuso e de linguagem nas in-ormaç:es pu"licadas OI"id&P& Em resumo a AlianEa >egional o"ser%a !ue apesar dos a%anços normati%os na região b como se o"ser%ou acima deEeno%e pa#ses latino3americanos 0C contam com leis espec#-icas de acesso à in-ormação b Jainda e+iste um grande desa-io para lograr um e-eti%o -lu+o de in-ormação K&&&L !ue permita e+ercer o controle social e gerar opinião pú"licaN& OI"id&P& A organiEação lista então o !ue em sua a%aliação seriam as maiores di-iculdades) • • • • • • • • ."rigação dos estados em gerar in-ormação de grande interesse pú"licoD E-eti%idade dos mecanismos de resposta a solicitaç:es de in-ormaçãoD Xualidade da in-ormação entregueD Potenciais restriç:es deri%adas da aplicação de clCusulas de segredoD Di-iculdades geradas pela l8gica da proteção dos dados pessoaisD De-icientes mecanismos de sistematiEação e ar!ui%oD Hai+os n#%eis de apropriação desses mecanismos por parte da sociedadeD e Ata!ues à autonomia dos 8rgãos garantidores do direito de acesso& .11 Para analisar a implementação -oram identi-icadas cinco %ariC%eis) • • • • • Desen(o institucionalD *apacitação de -uncionCrios pú"licosD .

1U Em suma (C imensos desa-ios institucionais para e-eti%ar o -lu+o de in-ormação prometido no n#%el normati%o& 9!2!9 E7*%/.(o pa6s t(e piperM /(e political econom6 o.-reedom o.in-ormationN no !ual -eE a seguinte comparação entre Estados 7nidos e Aleman(a) Em economias de mercado coordenadas negociaç:es cont#nuas entre o estado e entidades representati%as de peso -ornecem acesso pri%ilegiado a in-ormaç:es so"re o go%erno e na realidade canais pri%ilegiados de in-luFncia so"re a ação do go%erno& Acesso pú"lico a dados o-iciais ameaça esse acesso pri%ilegiado& Em economias menos coordenadas no entanto as empresas não tFm esse acesso .micoD studos recentes indicam !ue isso tam"=m ocorre em alguns pa#ses europeus& Ao comparar o número de pedidos de in-ormação em sete pa#ses Golsen O2011P encontrou "em menos solicitaç:es na Aleman(a e na Su#ça do !ue em outros cinco pa#ses O*anadC $=+ico Irlanda dndia e >eino 7nidoP& Al=m disso o número de pedidos não %in(a aumentando ao longo do tempo na Aleman(a e na Su#ça di-erentemente do !ue esta%a ocorrendo nos restantes cinco pa#ses co"ertos pelo estudo& Segundo Golsen Oop& cit&P (C trFs poss#%eis e+plicaç:es para a apatia dos su#ços e dos alemães& A primeira delas = !ue as pessoas descon(eciam o direito de pedir in-ormação por conta da pouca di%ulgação da lei de acesso& A segunda (ip8tese = !ue as pessoas tFm mais interesse em in-ormaç:es detidas pelos go%ernos locais do !ue pelos dados em poder do Go%erno Federal& A terceira e+plicação separa Su#ça e Aleman(a) na Su#ça (a%eria outros meios de acessar in-ormação detida pelo Go%erno FederalD na Aleman(a a cultura do segredo o-icial ainda predomina o !ue ini"e a a"ertura de in-ormaç:es por parte do go%erno& . As leis de acesso à in-ormação pú"lica en-rentam o"stCculos para entregar o !ue prometem não apenas em regi:es de "ai+o desen%ol%imento econ.utra poss#%el e+plicação para a pouca transparFncia na Aleman(a são as J-ormas neo3 corporati%as da economia pol#tica !ue desencora0am o apoio de empresCrios ao tema da li"erdade de in-ormação por!ue eles -ornecem meios alternati%os de pressionar por demandas b e de o"ter in-ormação do estadoN de acordo com /om $c*lean O2011P autor de J.

ort(6 O2010P inicia sua anClise identi-icando seis o"0eti%os da lei) • • • • • • Aumentar a transparFnciaD Aumentar a accounta"ilit6D $el(orar a !ualidade das decis:es go%ernamentaisD $el(or a compreensão da sociedade em relação às decis:es go%ernamentaisD Aumentar a participaçãoD e Aumentar a con-iança& .s outros !uatro o"0eti%os da 'ei de Acesso à In-ormação não -oram atingidos& . estudo OI"id&P concluiu !ue a 'ei de Acesso "ritAnica aumentou a transparFncia por dois moti%os) suas pes!uisas indicaram !ue a !uantidade de in-ormação pu"licada proati%amente aumentou e -uncionCrios pú"licos e solicitantes de in-ormação a-irmaram !ue o go%erno central tornou3se mais a"erto ap8s a entrada em %igor da 'ei& .1R pri%ilegiadoD elas tendem a apoiar leis de acesso com um su"stituti%o parcial especialmente !uando tais leis são mais consistentes com o am"iente altamente -ragmentado e competiti%o no !ual elas operam& O$**'EAB 2010 abstract tradução nossaP& Ba comparação entre Su=cia e >eino 7nido encontram3se limites para essa e+plicação uma %eE !ue conse!uFncias (ist8ricas e %ariC%eis pol#ticas tam"=m de%em ser le%adas em conta& Y&2&Y&1 >eino 7nido .s dois primeiros o"0eti%os OtransparFncia e accounta"ilit6P -oram classi-icados como o"0eti%os centraisD e os !uatro últimos secundCrios& A partir de uma metodologia !ue incluiu entre%ista com solicitantes de in-ormação pú"lica entre%ista com -uncionCrios pú"licos anClise de material 0ornal#stico e anClise de documentos o autor OI"id&P conclui !ue a transparFncia aumentou ap8s a entrada em %igor da 'ei de Acesso à In-ormação "em como a accounta"ilit6 esta apenas em certas circunstAncias& . >eino 7nido sancionou sua 'ei de Acesso à In-ormação em 2000 e o diploma legal entrou em %igor em 200?& Em artigo so"re a e-eti%idade da 'ei de Acesso do >eino 7nido .

>/G] 2010P !ue analisou a ligação entre leis de acesso à in-ormação e accounta"ilit6 em trFs pa#ses 3 *anadC AustrClia e Bo%a eelAndia 3 todas aumentaram a accounta"ilit6 mas em pe!uena escala& Podemos tirar como e+emplo um maior escrut#nio nos gastos dos ministros do !ue em suas gest:es de pol#ticas econ..micas& Bo >eino 7nido de acordo com o estudo de .1S Bo !ue diE respeito ao aumento da accounta"ilit6 o autor Oop& cit&P ressalta !ue leis de acesso não são uma -erramenta direta de accounta"ilit6 mas um meio atra%=s do !ual a in-ormação pode ser o"tida e utiliEada por mecanismos de accounta"ilit6& De acordo com GaEel O1SRS apud .F <7S/I*E 74 2011 p& ?1 tradução nossaP& . autor OI"id& p& S tradução nossaP concluiu !ue a 'ei de Acesso à In-ormação -unciona como -erramenta para a accounta"ilit6 J!uando circunstAncia in-ormação e oportunidade con%ergem& KPara .ort(6 Oop& cit&P os entre%istados apresentaram %is:es distintas) a maioria dos -uncionCrios pú"licos disse acreditar !ue a lei de acesso não aumentou a accounta"ilit6D apenas uma minoria disse !ue a lei tin(a -eito di-erença ao possi"ilitar a di%ulgação de material Jpoliticamente constrangedorN& Para os solicitantes de in-ormação pú"lica a lei de acesso aumentou a accounta"ilit6& Bo !ue diE respeito à anClise de material 0ornal#stico o estudo conclui !ue ?Yf das reportagens !ue usa%am a lei de acesso "usca%am accounta"ilit6 de alguma -orma se0a por meio da e+pressão de demandas ou pelo apontamento de responsa"ilidades de um ministro ou um -uncionCrio pú"lico& Bo entanto destaca .ort(6 a li"erdade de in-ormaçãoL alimenta mecanismos 0C e+istentes de accounta"ilit6 geralmente os mecanismos do Parlamento e da m#diaN& Bo entanto a 'ei de Acesso "ritAnica não = sempre uma -erramenta útil para a accounta"ilit6) uma coisa não estC automaticamente ligada à outra& Em deEem"ro de 2011 o $inist=rio da <ustiça "ritAnico di%ulgou um documento no !ual analisa os e-eitos da 'ei de Acesso à In-ormação do >eino 7nido& Bo !ue diE respeito ao cerne do presente estudo Oos poss#%eis desdo"ramentos da 'ei de Acesso à In-ormação para a accounta"ilit6 democrCticaP o $inist=rio da <ustiça ressalta !ue não (C uma metodologia -Ccil para medir a accounta"ilit6 b ou se e como a 'ei de Acesso ele%ou os n#%eis de accounta"ilit6 b mas lem"ra !ue pes!uisas -eitas periodicamente entre 200? e 2010 demonstram !ue de 10f a U0f dos entre%istados concordaram com a -rase Jos cidadãos podem co"rar dos go%ernos e tornC3los responsi%os por!ue tFm o direito de o"ter in-ormação so"re as decis:es tomadas pelas autoridadesN& O$IBIS/>] .ort(6 O2010P apenas Jum pun(adoN de casos resultou em respostas dos al%os& .

$inist=rio destaca ainda !ue e%entos e+ternos como a natureEa da m#dia a Internet e os canais de not#cias 2[ (oras colocaram as autoridades go%ernamentais em maior escrut#nio pú"lico Ke !ueL a 'ei de Acesso à In-ormação -oi instrumental para duas mudanças na accounta"ilit6) empoderar usuCrios a o"ter in-ormação de !ue precisam para -aEer com !ue as autoridades se0am iaccounta"lei e -ornecer um mecanismo segundo o !ual a m#dia pode procurar e o"ter in-ormação so"re a maneira como as autoridades go%ernamentais operam& OI"id p& ?U tradução nossaP&& Apesar do tom otimista o $inist=rio destaca os pro"lemas traEidos pela 'ei de Acesso "ritAnica) Entretanto os F+itos não %Fm sem custos& c signi-icati%a entre os -uncionCrios pú"licos a preocupação com relação ao tempo necessCrio para processar e responder pedidos de in-ormação com "ase na 'ei de Acesso para conduEir testes de interesse pú"lico e considerar e+ceç:es para conduEir re%is:es internas e para lidar com reclamaç:es e apelaç:es& OI"id& p& 12 tradução nossaP& . 8rgão "ritAnico re-ere3se ao teste de Jdano %ersus interesse pú"licoN b trata3se de um teste para se %eri-icar o potencial de dano a uma pessoa ou à coleti%idade ou de interesse pú"lico ad%indo da pu"liciEação de determinada in-ormação& Xuanto a Jre%is:es internasN o $inist=rio re-ere3se à re%isão de solicitaç:es negadas em um primeiro momento& Ap8s %eri-icarmos a anClise so"re os e-eitos da 'ei de Acesso "ritAnica por parte de um acadFmico e por parte de um 8rgão go%ernamental = interessante re%isar um estudo so"re o uso da 'ei de Acesso à In-ormação por parte de .U0 .rganiEaç:es da Sociedade *i%il& Em estudo di%ulgado em 2010 4ate Spence da 7ni%ersidade de Strat(cl6de GlasgoQ analisou o uso de leis de acesso à in-ormação por parte de entidades do /erceiro Setor na Esc8cia& Eis um resumo dos principais ac(ados da pes!uisa -eita com "ase em anClise de dados !uantitati%os e em entre%istas 0unto a organiEaç:es do /erceiro Setor) • • • • *erca de metade O?0 RfP respondeu 0C ter -eito um pedido de in-ormação pú"lica com "ase na 'ei de AcessoD Praticamente o mesmo número de entre%istados O?0 [fP a-irmou estar propenso a usar a 'ei de Acesso no -uturoD $enos da metade O[Y UfP respondeu !ue teria con-iança em rece"er a in-ormação solicitada se -iEesse o pedido de in-ormação com "ase na 'ei de AcessoD S8 1Y 2f dos entre%istados -aEem pedidos de in-ormação pú"lica regularmente Oao menos uma %eE por mFsPD .

con(ecimento da 'ei de Acesso = alto no /erceiro Setor OUR [fD número !ue segundo o estudo re-lete os n#%eis gerais de con(ecimento so"re a 'eiPD 1U Yf dos !ue -iEeram pedido de in-ormação rece"eram a in-ormação !ue procura%am ap8s o primeiro pedidoD $ais de metade dos !ue ti%eram o pedido de in-ormação negado O?[ UfP relatou não ter sido a%isado do direito de o"ter uma re%isão da decisão b apesar da o"rigatoriedade do a%isoD • Entre os solicitantes !ue entraram com um recurso 0unto ao Scottis( In-ormation *omissioner O8rgão !ue re%isa as negati%as de acessoP menos de metade não -icou satis-eito com o resultado da apelação O[Y RfP e ?1 Yf a-irmaram !ue ao -inal não rece"eram a in-ormação procuradaD • $etade dos entre%istados a-irmou desmoti%ação ao -aEer um pedido de in-ormação pú"lica de%ido ao receio de pre0udicar as relaç:es de tra"al(o ou de -inanciamento ou am"asD • • Xuase todas as organiEaç:es !ue responderam ao !uestionCrio são -inanciadas completamente ou parcialmente ORY ?fP com din(eiro pú"licoD Xuanto mais alto o n#%el de -inanciamento pú"lico rece"ido por uma organiEação mais propensa ela estC a acreditar !ue o uso da 'ei de Acesso poderia pre0udicar as relaç:es entre a organiEação e o go%ernoD • Preocupaç:es em relação a poss#%eis riscos de pre0u#Eo no -inanciamento prediEem -ortemente se o entre%istado tende a -aEer um pedido de in-ormação %ia 'ei de AcessoD • • 11 2f acreditam !ue o acesso à in-ormação poderia ser recurso útil para suas organiEaç:esD Xuase um !uarto dos !ue -iEeram um pedido de in-ormação O22 1fP não mencionaram o direito de acesso à in-ormação nas suas solicitaç:es por acreditarem !ue isso poderia soar petulante ou agressi%oD • • 2U ?f discordam da a-irmação de !ue os go%ernos tratam todos os pedidos de in-ormação igualmente sem considerar o demandanteD e GC uma necessidade de capacitação e treinamento) YS Uf dos entre%istados relataram não sa"er o su-iciente so"re a 'ei de Acesso& .U1 • • • .

HE>/S 2010P de%ido principalmente ao alto grau de en%ol%imento da sociedade ci%il na campan(a pela apro%ação da 'ei e por sua implementação& A lei indiana assim como a "rasileira co"re todos os 8rgãos pú"licos dos trFs poderes e de todas as es-eras administrati%as& 7ma lei nacional de acesso à in-ormação -ora apro%ada na dndia em deEem"ro de 2002 ap8s %Crios anos de de"ate pú"lico mas como era de-iciente e so-ria cr#ticas generaliEadas ela nunca entrou em %igor& 7ma campan(a or!uestrada pela sociedade ci%il 0untamente com uma mudança de go%erno em 200[ le%ou à adoção da 'ei de Direito a In-ormação de 200? !ue rece"eu o a%al do presidente em 0un(o da!uele ano& O$EBDE' 200RP& Em um dos estudos de maior -.lego so"re a 'ei indiana di%ulgado em 200S pes!uisadores do >/I Assessment and Anal6sis Group O>aaGP e da Bational *ampaign -ot Peopleis >ig(t to In-ormation realiEaram mais de 1U mil entre%istas e 1Y0 grupos -ocais e ainda emitiram mais de R00 pedidos de in-ormação go%ernamental por toda a dndia& O>AAG 200SP& .utros ac(ados da pes!uisa) . A dndia tem uma das mais cele"radas 'eis de Acesso à In-ormação O>.U2 Ap8s este panorama em trFs grandes regi:es O^-rica Am=rica 'atina e EuropaP analisaremos dois pa#ses em particular) dndia e $=+ico& Esses dois pa#ses -oram selecionados por!ue tFm leis de acesso muito cele"radas e guardam semel(anças com o Hrasil) são pa#ses em desen%ol%imento com grande população e con-iguram3se em Federaç:es& 9!2!4 Í(6'.mica por parte dos JcomissCrios de in-ormaçãoN& A 'ei indiana criou as *omiss:es de In-ormação central e estaduais !ue de%em ser compostas por um comissCrio de In-ormação >esponsC%el e at= deE comissCrios de In-ormação *entral nomeados pelo presidente seguindo a recomendação de um comitF -ormado pelo primeiro3ministro pelo l#der da oposição e pelo ministro nomeado pelo primeiro3ministro& O$EBDE' op& cit&P& . estudo identi-icou trFs principais desa-ios ao acesso à in-ormação no pa#s) recursos go%ernamentais limitados -uncionCrios pú"licos desmoti%ados e ausFncia de independFncia econ.

UY • Esperança no acesso à in-ormação) 1?f dos entre%istados concordaram com a a-irmação de !ue o acesso à in-ormação pú"lica l(es a0udaria de maneira signi-icati%a a resol%er muitos de seus pro"lemas "CsicosD • Pouco con(ecimento so"re a 'ei) [?f dos entre%istados nas Creas ur"anas sa"iam da 'ei de Acesso e 20f dos grupos -ocais organiEados nas Creas rurais conta%am com ao menos uma pessoa !ue sa"ia da e+istFncia da 'ei de AcessoD • • • Grande proeminFncia do se+o masculino) S0f dos solicitantes de in-ormação pú"lica da Eona rural e R?f dos das Creas ur"anas eram do se+o masculinoD Hai+o n#%el de punição) sanç:es impostas em apenas 1 [f dos casos de atraso na entrega de in-ormação solicitadaD e Hai+a independFncia do 8rgão re%isor) U?f dos comissCrios de in-ormação admitiram não serem independentes -inanceiramente& . autor OI"id& p& SY2 tradução nossaP por=m a-irma !ue ainda = cedo para diEer se a 'ei indiana = realmente re%olucionCria Jem"ora a lei claramente 0C ten(a -eito "emN e destaca !ue a concretiEação das esperanças depositadas nesta 'ei dependerC em grande medida de sua implementação no longo praEo& Ap8s re%isar os no%e estudos >o"erts Oop& cit&P aponta as "arreiras para o acesso à in-ormação na dndia) • • Falta de con(ecimento do pú"lico acerca dos direitos garantidos pela 'ei de Acesso particularmente entre grupos marginaliEadosD Aos !ue con(ecem a 'ei e seus direitos di-iculdades em emitir na prCtica um pedido de in-ormação O*omo en%iar o pedidoM Para !uemMPD .micaN& . estudo da >aaG e da Bational *ampaign -or Peopleas >ig(t to In-ormation O200SP = uma das no%e anClises realiEadas entre 200U e 200S identi-icadas por >o"erts O2010P !ue escre%eu um artigo em !ue procura sintetiEar os ac(ados desses estudos so"re a implementação da 'ei de Acesso à In-ormação na dndia& >o"erts Oop& cit&P inicia sua anClise lem"rando !ue em uma con-erFncia em 200S a 'ei de Acesso da dndia -oi c(amada de a great and revolutionary act ou se0a de uma lei grandiosa e re%olucionCria e !ue um relat8rio do go%erno indiano tam"=m a-irma !ue a 'ei de Acesso poderia traEer Juma re%olução socioecon.

rçamentos insu-icientes para as Jcomiss:es de in-ormaçãoN& >o"erts O2010P conclui !ue as duas principais di-iculdades en-rentadas pela 'ei da dndia são as "arreiras ao uso da 'ei por parte dos mais po"res e a ameaça à capacidade de aplicação da 'ei dado o -lu+o de tra"al(o dos JcomissCrios de in-ormaçãoN& . MDC'"% .a+aca& O$I*GEBE> op& cit&P& A partir da# assim como ocorreu com a J'ei da Fic(a 'impaN no Hrasil go%erno e oposição a"raçaram a proposta e com isso a 'ei de Acesso -oi apro%ada por unanimidade pelo *ongresso me+icano em 2002& E mesmo ap8s a entrada em %igor da 'ei o tema continuou a merecer a . $=+ico tam"=m = um caso citado com -re!uFncia na literatura internacional& OHABISA> 2001D $EBDE' 200RD $I*GEBE> 2011P& A 'ei de Acesso à In-ormação me+icana -oi sancionada ap8s -orte apoio da m#dia local com "ase em um grupo "astante atuante de acadFmicos "atiEado de Grupo .U[ • • • • • • • • Di-iculdade em preenc(er o cargo de JcomissCrio de in-ormaçãoN -uncionCrio pú"lico !ue corre o risco de ser multado em caso de descumprimento de algumas regrasD Falta de capacitação) apenas metade dos comissCrios de in-ormação rece"eu treinamento ade!uado so"re a 'ei de Acesso) Falta de e!uipamentos como computadores ou -otocopiadorasD Falta de liderança pol#ticaD /ransparFncia ati%a incompleta) dados pu"licados proati%amente estão geralmente desatualiEados e incompletosD $ecanismos de apelação d="eis) um estudo identi-icou !ue R0f dos pedidos de re%isão não -oram se!uer respondidosD Falta de con-iança no sistema de apelação) pessoas muitas %eEes não recorrem ap8s a negati%a de acesso por!ue acreditam estar perdendo tempo e din(eiroD e . autor OI"id& p& R tradução nossaP alerta para um risco 0C mencionado na presente dissertação) A incapacidade de lidar ade!uadamente com esses desa-ios pode le%ar a lei a tornar3 se útil apenas para empresCrios ou cidadãos ricos !ue tFm con(ecimentos e recursos para apresentar pedidos e para prosseguir com os processos prolongados de re%isão& GC e%idFncias signi-icati%as de !ue este tem sido o resultado em outros pa#ses) uma lei adotada para atingir metas progressistas tem como e-eito colateral indese0ado re-orçado a posição 0C %anta0osa de alguns interesses& OI"id& p& R tradução nossaP& 9!2!.

U? atenção da m#dia e da sociedade ci%il) em 200U uma re-orma apro-undou o direito à in-ormação colocando3o na *onstituição e esta"elecendo crit=rios m#nimos para todos os poderes e todas as es-eras de go%erno& Algumas ino%aç:es da 'ei me+icana) • In-ormaç:es relacionadas à in%estigação de atos lesi%os aos Direitos Gumanos não podem ser ocultadasD a lei "rasileira tam"=m adotou este dispositi%o con-orme parCgra-o único do Artigo 21 OH>ASI' 2011PD • • FuncionCrios pú"licos são o"rigados a a0udar os solicitantes de in-ormaçãoD e *riação de um 8rgão super%isor -orte) o Instituto Federal de Acesso à In-ormação OIFAIP& Em seguida re%isaremos estudos so"re a implementação da 'ei de Acesso à In-ormação me+icana& 'agunes O200RP realiEou um e+perimento para %eri-icar se o Go%erno Federal do $=+ico trataria de maneira di-erente um cidadão Jm=dioN e um cidadão com aparentes recursos -inanceiros e ligaç:es pol#ticas& 7tiliEando o sistema online de pedido de in-ormação do go%erno me+icano Ocon(ecido como Sistema de Solicitudes de In-ormaci8n OSISIP OPc>Ee K2003LP 'agunes Oop& cit&P en%iou pedidos de in-ormação a 2[1 8rgãos do Poder E+ecuti%o Federal com dois nomes -alsos) o de um cidadão residente em uma Crea não a"astada com um so"renome comum e o de um cidadão !ue se apresenta como dono de uma consultoria com um so"renome de um con(ecido pol#tico& Al=m do SISI pode3se pedir in-ormação pú"lica no $=+ico pelo correio postal ou pessoalmente Di-erentemente do esperado o tratamento dado aos dois cidadãos -ict#cios -oi "astante similar em"ora a identi-icação de alguns tratamentos pre-erenciais& .utro ponto positi%o da 'ei de Acesso à In-ormação me+icana -oi destacado por Ac5erman O200UP) o praEo para respostas a pedidos de in-ormação = de %inte dias e se não (ou%er resposta do 8rgão dentro deste praEo considera3se a resposta a-irmati%a ou se0a a in-ormação serC entregue e o no%o praEo serC de deE dias úteis& . autor OI"id&P assinala !ue no%os estudos precisam ser -eitos para %eri-icar se a impessoalidade do sistema online e+plicaria o tratamento !uase igualitCrio dado aos dois di-erentes JcidadãosN& .

utro desta!ue negati%o da implementação da 'ei de Acesso à In-ormação no $=+ico = de acordo com Ac5erman Oop& cit&P o "ai+o acesso a in-ormaç:es -inanceiras) a Secretaria de Finanças = o 8rgão !ue mais se recusa a -ornecer in-ormaç:es& Hoo5man e Guerrero AmparCn O200SP tam"=m se de"ruçaram so"re os primeiros anos de implementação da 'ei me+icana e produEiram o estudo J/Qo Steps ForQard . IFAI destaca o autor OI"id&P tam"=m = proati%o no !ue diE respeito à resposta a apelaç:es) durante o ano de 200? o 8rgão re%iu [0f das decis:es tomadas pelos 8rgãos do E+ecuti%o a respeito de solicitação de in-ormaç:es& Ac5erman Oop& cit&P por=m a-irma !ue e+istem alguns pro"lemas na implementação da 'ei de Acesso me+icana e indica !ue o primeiro deles = a impossi"ilidade de o IFAI atuar -ora do escopo do E+ecuti%o& Apesar de a lei a"arcar tam"=m o 'egislati%o e o <udiciCrio o IFAI não pode o"rigar esses dois Poderes a responder a pedidos de in-ormação b e nem 'egislati%o nem <udiciCrio criaram mecanismos de re%isão independentes como o IFAI& . IFAI -unciona simultaneamente como 8rgão de re%isão de pedidos negados por 8rgãos do E+ecuti%o Federal e como Jom"udsmanN responsC%el por -ortalecer a Jcultura da transparFnciaN tanto no go%erno como na sociedade& Em"ora se0a um 8rgão do Poder E+ecuti%o o IFAI conta com signi-icati%a autonomia operacional e -inanceira& Ainda no %i=s otimista Ac5erman O200UP destaca os impressionantes números !ue en%ol%em o tra"al(o do IFAI) nos trFs primeiros anos de implementação da 'ei de Acesso O200Y a 2001P o E+ecuti%o Federal rece"eu 1?S&1YS pedidos de in-ormação e respondeu a RSf desses pedidos& .s pes!uisadores OI"id&P tam"=m criticam o Hanco *entral a *orte Federal Eleitoral e a *omissão de Direitos Gumanos pelo mesmo moti%o& .ne Step Hac5N !ue signi-ica literalmente dois passos para a -rente um passo para trCs& Bele notam assim com Ac5erman Oop& cit&P a -alta de transparFncia no 'egislati%o e no <udiciCrio do $=+ico& .U1 7ma %eE !ue pes!uisas demonstram a -re!uFncia do mute refusal Orecusa ao acesso à in-ormação por meio de não resposta aos pedidosP este mecanismo -orça os 8rgãos a darem alguma satis-ação aos solicitantes de uma -orma ou de outra& Ac5erman Oop& cit& p& Y1?P tam"=m destaca o IFAI descrito como Juma agFncia de super%isão particularmente poderosaN& .s autores OI"id& p& [S tradução nossaP acusam os parlamentares me+icanos de J%iolarem sua pr8pria re-orma constitucionalN ao não criar 8rgãos independentes para resol%er e re%isar reclamaç:es de maneira independente& .

s autores OI"id&P tam"=m apontam duas con0unturas !ue di-icultam a aplicação da 'ei de Acesso no $=+ico e@ou re-ormas !ue a0udariam a -ortalecF3la) a primeira = a crise econ.UU Al=m disso o estudo critica o E+ecuti%o Federal por ele%ar o número de respostas de Jine+istenteN a pedido de in-ormação& Ba a%aliação dos autores OI"id&P a o"rigação positi%a de responder a pedidos tem le%ado os 8rgãos a não documentar as in-ormaç:es& .s pes!uisadores creditam o -ato ao sistema pol#tico me+icano L!ue não tem um om"udsman -orteD proteção para denunciantesD legislação contra con-litos de interesseD administração 0udicial e-iciente e com decis:es %inculantesN& OI"id& p& [S tradução nossaP& .s autores concluem) J7ma lei de transparFncia ainda !ue "em conce"ida não = uma panaceia& Ela se le%anta ou cai a depender da saúde geral do Estado& 'i"erdade de in-ormação não %ai al=m da %ontade pol#tica !ue a im"uiN& OI"id& p& ?1 tradução nossaP& 3.utro ponto negati%o diE respeito a alegaç:es de segurança nacional para a negati%a de acesso à in-ormação& Hoo5man e Guerrero AmparCn Oop& cit&P concluem !ue a 'ei de Acesso à In-ormação me+icana te%e impacto despreE#%el so"re a corrupção& De acordo com os autores um %olumoso aparato de transparFncia não tem se traduEido numa redução signi-icati%a da corrupção ou o aumento da accounta"ilit6 iper seiN& K.mica Oo te+to -oi pu"licado em 200S no auge da crise -inanceira mundialP !ue coloca temas sociais no topo das prioridades al=m de -aEer as pessoas se sentirem menos con-iantes nos processos democrCticos& A segunda diE respeito ao trC-ico de drogas !ue -aE com !ue as pessoas e+i0am resposta -orte e rCpida das autoridades !ue se sentem assim deso"rigadas a serem transparentes ou a prestarem contas& .3 IMPACTO DA LEI DE ACESSO EM ENTES SUBNACIONAIS Ap8s analisar o impacto da 'ei de Acesso em pa#ses selecionados %amos nesta seção analisar a implementação de leis de acesso em estados e munic#pios na dndia e no $=+ico& Esses dois pa#ses são casos interessantes para se estudar por!ue suas leis são tidas como re-erFncias e eles compartil(am algumas caracter#sticas com o Hrasil) são todos os trFs pa#ses em desen%ol%imento com grande população e Crea e con-iguram3se em >epú"licas Federati%as& Besse sentido = interessante analisar !ual -oi o impacto da 'ei de Acesso à In-ormação de $=+ico e dndia em seus respecti%os estados e munic#pios& .

!uadro regulat8rioD As instituiç:es usadas para e-eti%ar a legislaçãoD A in-ormação disponi"iliEada proati%amente em sites go%ernamentaisD e .utra constatação do estudo = a ausFncia de e+plicaç:es e%identes para a enorme %ariação na !ualidade dos sistemas de transparFncia& Variação e+perimentada at= dentro de um mesmo go%erno) uma secretaria parece ser mais transparente mas a secretaria ao lado = mais opaca& De acordo com *e0udo '8peE3A6ll8n e *aECres Oop& cit& p& YY tradução nossaP) Jem cada caso o !ue = claro = !ue o -uncionamento do sistema de transparFncia não segue .UR 9!9!1 MDC'"% A 'ei de Acesso me+icana -oi sancionada em 2002 e depois disso todos os Y1 estados me+icanos "em como o Distrito Federal tam"=m adotaram leis de direito à in-ormação& O$EBDE' 200RP& 7m estudo interessante so"re leis de acesso nos go%ernos locais = de autoria de *e0udo '8peE3A6ll8n e *aECres O2011P !ue analisaram os impactos da 'ei de Acesso do $=+ico por meio de um estudo c(amado J$=trica de la /ransparencia 2010N& Este estudo analisou) • • • • .s pes!uisadores OI"id&P encontraram pouca disparidade nas di%ersas leis !ue regulam o acesso no $=+ico em n#%el su"nacional& Por=m na prCtica -atores Je+tra3legaisN são importantes desde desen(o institucional do sistema de transparFncia at= decis:es ar"itrCrias de certos -uncionCrios pú"licos so"re !ual in-ormação entregar e de !ue -orma& .s processos gerais de re!uisição de in-ormação pú"lica em di-erentes n#%eis de go%erno) Federal Y2 go%ernos estaduais e S1 go%ernos municipais& De partida os autores OI"id&P argumentam !ue o acesso à in-ormação go%ernamental de%e ser compreendido como um sistema comple+o de atores instituiç:es e processos b e tal%eE deri%e da# a primeira conclusão do estudo) a disparidade encontrada nos di%ersos sistemas estudados& *e0udo '8peE3A6ll8n e *aECres O2011P a-irmam algo !ue = recorrente na literatura) uma "oa legislação -aE di-erença mas não garante na prCtica o ade!uado ou dese0ado acesso a in-ormaç:es& .

0C citado estudo de Hoo5man e Guerrero AmparCn O200SP tam"=m menciona b de passagem b os entes su"nacionais me+icanos& Em trec(o so"re o Sistema In-ormatiEado de Solicitação de In-ormaç:es do E+ecuti%o Federal OSISIP segundo o !ual o SISI permite registrar um pedido de in-ormação acompan(ar o andamento desse pedido o"ter a resposta do 8rgão e registrar uma apelação caso a resposta se0a insatis-at8ria b tudo isso online 3 os autores OI"id&P a-irmam !ue as principais tecnologias da in-ormação estão limitadas primordialmente ao Go%erno Federal com acesso ao n#%el local limitado apenas aos estados e munic#pios !ue adotaram o In-ome+ Ono n#%el dos estados e munic#pios o SISI gan(ou o nome de In-ome+ b In-ormaci8n $e+icoP& Hoo5man e Guerrero AmparCn Oop& cit& p& [Y tradução nossaP destacam) J*onsiderando o %asto con0unto de in-ormação no n#%el dos estados SISI de%eria ser integrado ao In-ome+ para permitir aos usuCrios acessar in-ormação pú"lica em todos os n#%eis de go%erno em !ual!uer estado atra%=s de um único portalN& . estudo sugere ainda a necessidade de -ortalecer os sistemas de transparFncia com Fn-ase nos inputs b a maneira como os go%ernos geram in-ormação e a tornam dispon#%el b e na demanda por in-ormação e+pandindo o uso pú"lico do direito à in-ormação& .sorio O200SP& .mico tam"=m a0uda a e+plicar a !ualidade de uma lei de acesso su"nacional de acordo com .US apenas um único prop8sito deli"erado do go%erno mas sim uma s=rie de decis:es tomadas a respeito do assunto tanto no desen(o institucional como em rotinas administrati%asN& .sorio Oop& cit&P aponta !ue a !ualidade das leis de acesso à in-ormação nos estados me+icanos estC relacionada com a competição eleitoral b e parece não (a%er relação direta entre alto n#%el de corrupção e "ai+a !ualidade das leis de acesso à in-ormação nesses estados& Altos n#%eis de competição eleitoral ameaçando a permanFncia no poder geram incenti%os para promo%er leis de transparFncia de "oa !ualidade %isando ao aumento da pro"a"ilidade de detectar atos de corrupção do -uturo ocupante do cargo eleti%o& OI"id& p& YY tradução nossaP& Al=m da competição eleitoral o desen%ol%imento econ.sorio O200SP tam"=m se de"ruçou so"re a !uestão da transparFncia no n#%el local no $=+icoD lem"ra !ue a 'ei Federal me+icana colocou padr:es m#nimos !ue os estados de%eriam seguir para assegurar o direito à in-ormação mas ressalta !ue tais orientaç:es dei+a%am muita possi"ilidade de mano"ra para os entes su"nacionais no desen(o de suas pr8prias leis& Em uma anClise estat#stica .

R0 9!9!2 Í(6'.BGs& Por=m o estudo OI"id&P ressalta !ue a m#dia nos estados co"ria o assunto com mais -re!uFncia do !ue a m#dia nacional b e os autores sugerem !ue a co"ertura da m#dia estadual esta%a mais ligada no uso da lei de acesso por parte das pessoas Orelatando casso de sucesso e -racasso na "usca por in-ormaç:esP en!uanto a m#dia nacional tendia a colocar o -oco na lei em si& Em seu 0C citado artigo em !ue "usca compilar ac(ados de no%e estudos so"re a implementação da 'ei de Acesso na dndia >o"erts O200SP c(ama a atenção para um o"stCculo prosaico para a e-eti%ação do direito à in-ormação) a di-iculdade em identi-icar onde pedir a . 0C citado le%antamento !ue entre%istou mais de 1U mil pessoas na dndia menciona ta+as de sucesso nos pedidos de in-ormação em di-erentes estados& Esta ta+a de sucesso mede a -atia de pedidos de in-ormação atendidos b e atendidos dentro do praEo da 'ei b no con0unto das solicitaç:es e-etuadas& A 'ei indiana esta"elece o praEo mC+imo de trinta dias para a resposta a pedidos de in-ormação& O$EBDE' 200RP& Para e-eito de comparação) no Hrasil o praEo = de %inte dias prorrogC%eis por mais deE con-orme Artigo 11& OH>ASI' 2011P& De acordo com o estudo O$EBDE' op& cit&P as ta+as de sucesso %ariam "astante de estado a estado) de 2Yf a R2f& /al %ariação entre os estados da dndia repete a situação no $=+ico onde como %imos as leis de acesso estaduais e seus impactos tam"=m são "astante desiguais& . estudo OI"id&P cita ainda os estados indianos !uando a"orda a co"ertura da m#dia com relação ao tema& De acordo com o le%antamento a m#dia local OestadualP apresenta uma co"ertura Jmuito menorN dos temas relacionados ao direito à in-ormação do !ue as Jre%istas de nic(oN !ue promo%em a participação social e tra"al(am muito pr8+imas às . A 'ei de Acesso à In-ormação indiana con(ecida no pa#s como 'ei de Direito à In-ormação O>ig(t to In-ormation ActP K&&&L cria o"rigaç:es tanto para o go%erno nacional como para os go%ernos estaduais dualidade e%idenciada em uma s=rie de disposiç:es& Por e+emplo) ela pre%F a nomeação de c(e-es da in-ormação Pú"lica *entral e Estadual "em como a criação de *omissariados da In-ormação *entral em cada estado& O$EBDE' 200R p& ?UP& .

autor OI"id&P lem"ra !ue a 'ei indiana o"riga as autoridades go%ernamentais a indicarem os comissCrios de in-ormação aptos a rece"er pedidos e a localiEação deles de uma maneira con%eniente para os potenciais solicitantes& 7ma pes!uisa de 200R por=m desco"riu !ue in-ormaç:es detal(adas so"re os comissCrios simplesmente não esta%am dispon#%eis na maioria dos estados co"ertos pelo estudo& O>.s treinamentos na Jlin(a de -renteN tam"=m tFm sido Jparticularmente -racosN de acordo com um estudo de 200S& OI"id&P& 7m estudo da PriceQater(ouse*oopers OPQ*P desco"riu !ue apenas metade dos comissCrios de in-ormação (a%ia rece"ido treinamento so"re a 'ei de Acesso à In-ormação& Segundo >o"erts O200SP a proporção = signi-icati%amente "ai+a nos go%ernos locais analisados pelo estudo do *G>I Ono estado de Gui0aratP !ue apontou ainda a e+istFncia de certa resistFncia entre -uncionCrios mais e+perientes à pr8pria ideia de treinamento& 3.R1 in-ormação& .utro ac(ado interessante le%antado por >o"erts = a (ostilidade de alguns comissCrios de in-ormação em particular no n#%el local) JA 'ei de Acesso à In-ormação = interpretada por alguns -uncionCrios pú"licos como um ata!ue a antigas relaç:es de poder particularmente em Creas ruraisN& OI"id& p& S2R tradução nossaP& . autor cita um estudo de campo realiEado pelo *ommonQealt( Guman >ig(ts Initiati%e O*G>IP no estado de Gu0arat no !ual os pes!uisadores narraram atitudes Jrudes e ameaçadorasN de %Crios comissCrios de in-ormação !uando !uestionados so"re a con-ormidade à 'ei de Acesso& 7m comissCrio se pergunta%a por!ue pessoas de -am#lias respeitC%eis iriam se re"ai+ar a perguntar coisas so"re o tra"al(o dele& .utro protestou por estar sendo tratado como um %erdureiro& S8 elementos antissociais usam a 'ei de Acesso à In-ormação alegou um terceiro& JAs pessoas de "em perguntam (umildemente e conseguem Ka in-ormaçãoLN& A *G>I classi-ica o desempen(o geral dos n#%eis locais como Jdesanimador& Oloc& cit&P& .4 CONSIDERAÇ4ES FINAIS Este cap#tulo procurou sintetiEar os ac(ados de estudos so"re a implementação da 'ei de Acesso à In-ormação em alguns pa#ses e nos go%ernos locais de dois pa#ses b $=+ico e .HE>/S op& cit&P& Da mesma -orma um estudo de 200S apontou !ue trFs !uartos dos 8rgãos pú"licos locais não disponi"iliEam in-ormaç:es so"re as *omiss:es de In-ormação& .

R2 dndia b tidos como re-erFncia para o mundo em desen%ol%imento no !ue diE respeito à legislação !ue assegura o direito à in-ormação& A proposta -oi con(ecer a e+periFncia internacional para iluminar o processo de implementação da 'ei de Acesso à In-ormação "rasileira !ue -oi sancionada em no%em"ro de 2011 com praEo de seis meses para a entrada em %igor& OH>ASI' 2011P& Portanto o ano de 2012 torna3se o marco Eero para a implementação da 'ei de Acesso no Hrasil um processo !ue como %imos acima = lento e tortuoso& De partida pode3se diEer !ue a e+periFncia internacional parece demonstrar !ue a e+istFncia de uma 'ei Geral de Acesso a In-ormaç:es de -ato torna os go%ernos mais a"ertos b em"ora não necessariamente os tornem mais accountable& De toda -orma ca"e ressaltar !ue os de-ensores das leis de acesso sugerem !ue esse marco legal tornarC os go%ernos mais transparentes com a possi"ilidade b desta!ue para a pala%ra Jpossi"ilidadeN b de tornC3los mais accountable& GC um raEoC%el consenso por=m de !ue a transparFncia = ingrediente essencial para a accounta"ilit6& ."stCculos aos re!uerentes como a solicitação de muitos dados de identi-icaçãoD Descon(ecimento por parte de -uncionCrios pú"licosD Falta de di%ulgação a respeito do direito à in-ormaçãoD Bão resposta a pedidos de in-ormação e ausFncia de re-erFncia legal de !ue essa atitude con-igura %iolação ao direito à in-ormaçãoD Falta de apoio à lei por parte de setores da sociedade de%ido ao acesso pri%ilegiado a in-ormaç:esD AusFncia de uso prCtico das possi"ilidades da lei com receio de retaliação go%ernamentalD muitos desses 8rgãos tFm "ai+a autonomia -inanceira ou . desa-io portanto = e-eti%ar a transparFncia b e as leis de acesso parecem ser importantes ainda !ue insu-icientes nesse processo& GC di%ersos o"stCculos para a implementação da 'ei de AcessoD de acordo com os estudos re%isados podem ser listados os mais importantes) • • • • • • • • • • Fraca atuação da sociedade ci%ilD Ine+istFncia de 8rgãos e+clusi%amente dedicados ao direito à in-ormaçãoD Xuando e+istem administrati%aD 'imitado alcance da lei !ue dei+a de -ora alguns poderes ou alguns n#%eis de go%ernoD .

RY • • Hai+o n#%el de punição por descumprimento da leiD e Falta de liderança pol#tica !ue estaria ligada a pro"lemas administrati%os como -alta de autonomia operacional e -inanceira& As di-iculdades são ainda maiores no n#%el su"nacional& *omo %imos nos casos me+icano e indiano a implementação das leis de acesso gera situaç:es "astante d#spares nos di%ersos estados e munic#pios& Ainda são muito incipientes os estudos so"re os pro"lemas na implementação do acesso a in-ormaç:es no n#%el local mas os poucos ind#cios reunidos permitem supor !ue o maior grau de ar"itrariedade nos go%ernos locais Ocon0untura e+plicada pela ausFncia de m#dia independente e de grupos sociais com poder de lo""6P le%a a uma maior dependFncia da moti%ação pol#tica dos di-erentes entes go%ernamentais& Se um determinado go%erno ou uma determinada secretaria tem em sua liderança algu=m comprometido com o tema o acesso a in-ormaç:es parece a%ançarD por outro lado se não e+iste comprometimento com o direito à in-ormação uma lei nacional ou mesmo estadual parece -aEer pouco di-erença& A -alta de con(ecimento a respeito das leis de acesso à in-ormação e do direito mesmo à in-ormação parece ser ainda maior no n#%el local assim como o "ai+o treinamento de -uncionCrios locais e a arraigada cultura do segredo o !ue pode le%ar a casos e+tremos de a"erta (ostilidade como relatado no estudo so"re um estado indiano& .

o"0eti%o central deste tra"al(o = analisar de !ue -orma a implementação da 'ei 12&?2U@2011 no Hrasil diploma legal con(ecido como J'ei de Acesso a In-ormação Pú"licaN poderC contri"uir com a accounta"ilit6 democrCtica& OH>ASI' 2011P& Esse tipo de legislação !ue se apresenta como uma esp=cie de Jmarco regulat8rioN da transparFncia go%ernamental -oi adotado em uma s=rie de pa#ses nas últimas d=cadas do s=culo `` e no in#cio do s=culo ``I) o Hrasil tornou3se o RST pa#s dotado de uma 'ei de Acesso ao sancionar a 12&?2U em no%em"ro de 2011& OI"id&P& Para tentar compreender os o"stCculos da implementação da 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica no Hrasil nada mel(or do !ue con(ecer mais de perto as e+periFncias de pa#ses !ue passaram por este processo& Diante disso o cap#tulo anterior "uscou sintetiEar os principais pro"lemas de implementação da 'ei de Acesso em pa#ses selecionados& De maneira a cote0ar este con(ecimento com a e+periFncia "rasileira o cap#tulo !ue se inicia "uscarC situar a apro%ação e implementação da 'ei de Acesso à In-ormação no Hrasil& 7ma %eE !ue parece imprescind#%el !ue a sociedade ci%il ten(a um papel ati%o no processo de discussão e implementação de leis de acesso para !ue estas -uncionem mel(or como %imos neste tra"al(o esta dissertação discorrerC "re%emente so"re o processo de apresentação tramitação e apro%ação da 'ei de Acesso "rasileira localiEando os atores sociais& Feita esta identi-icação discutiremos o papel da m#dia e de outros grupos da sociedade nesses processos& Em seguida serC -eita uma anClise dos surveys aplicados em !uatro di-erentes grupos sociais para medir o !ue eles esperam da 'ei 12&?2U& São eles) .R[ 4 O CENÁRIO BRASILEIRO .

R? • • • • <ornalistas in%estigati%os ligados à Associação Hrasileira de <ornalismo In%estigati%o OAH>A<IPD .PES 200YP& Ba a"ertura de sua 0usti-icati%a o deputado escre%e) .BGPD e Pes!uisadores acadFmicos ligados à P8s3Graduação em Administração Pú"lica e Go%erno da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo&& Por -im con%=m resgatar as !uest:es en%ol%endo o Federalismo "rasileiro uma %eE !ue a 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica b uma lei -ederal b atinge todas as es-eras de go%erno O7nião Estados e $unic#piosP tentaremos analisar os pro"lemas de coordenação e autonomia no Federalismo no Hrasil de -orma a localiEar e%entuais di-iculdades para !ue a 'ei de Acesso de -ato se apli!ue a estados e munic#pios& Esta dissertação c(egarC então a suas consideraç:es -inais& 4.s c(amados J(ac5ti%istasN ligados ao coleti%o J/ransparFncia Gac5erND .1 APRESENTAÇÃO) TRAMITAÇÃO E APRO*AÇÃO DA LEI DE ACESSO .3'<% Do ponto de %ista do processo legislati%o a (ist8ria da 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica no Hrasil começa em 21 de -e%ereiro de 200Y !uando o deputado >eginaldo 'opes apresentou o Pro0eto de 'ei 21S@200Y& Ba Ementa lF3se !ue o pro0eto JOrPegulamenta o inciso ```III do art& ?T da *onstituição Federal dispondo so"re prestação de in-ormaç:es detidas pelos 8rgãos da Administração Pú"licaN& O'. (ist8rico a seguir resgatarC o processo de tramitação e apro%ação da 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica& Em primeiro lugar -aremos um (ist8rico do processo legislati%o apontando em ordem cronol8gica o andamento de pro0etos de lei so"re o acesso a in-ormaç:es& Em seguida resgataremos algumas articulaç:es surgidas na sociedade e no campo da pol#tica internacional !ue parecem ter in-luenciado a Administração Pú"lica "rasileira e por conse!uFncia o processo de tramitação da proposta de acesso a in-ormaç:es pú"licas& 4!1!1 O /*%"#$$% 2#5'$2.rganiEaç:es Bão Go%ernamentais OAH.BGs JtradicionaisN ligadas à Associação Hrasileira de .

R1 7m dos pontos de (onra da moderna democracia = o compromisso de transparFncia da Administração Pú"lica& Veri-ica3se por isso uma tendFncia crescente para !ue os estados modernos "us!uem o esta"elecimento de leis !ue garantam ao cidadão o pleno con(ecimento das aç:es do go%erno da estrutura missão e o"0eti%os de seus 8rgãos e so"re !ual = o resultado -inal da e!uação representati%a da aplicação de recursos pú"licos em con-ronto com os "ene-#cios reais ad%indos à comunidade&& OI"id&P& Bota3se !ue na primeira sentença da 0usti-icati%a o parlamentar usa a pala%ra JtransparFnciaN e em seguida menciona leis !ue "uscam garantir ao cidadão trFs grandes o"0eti%os !uais se0am) • • • .D>IG7ESD S.$ABB. pleno con(ecimento da estrutura missão e o"0eti%os de seus 8rgãosD e . 200UD A'EB*A> 200UP& Foi somente em maio de 200S !ue a mat=ria %oltou a tramitar& Ba!uele ano cumprindo uma promessa de campan(a O>.PES 200YP& Em setem"ro de 200S -oi criada uma *omissão Especial para de"ater o tema na *Amara dos Deputados& Em -e%ereiro de 2010 o relator $endes >i"eiro emitiu um parecer em !ue de-ende a apro%ação do pro0eto Jpela constitucionalidade 0uridicidade "oa t=cnica .A>ES 2001P -eita na corrida eleitoral de 2001 o então presidente 'uis InCcio 'ula da Sil%a encamin(ou ao *ongresso o P' ?22R& Esse P' de autoria do E+ecuti%o -oi apensado ao P' de >eginaldo 'opes& O'. pleno con(ecimento das aç:es do go%ernoD . pleno con(ecimento so"re o resultado da aplicação de recursos pú"licos& *rucial destacar esses trec(os para pontuar a importAncia de atores sociais nesses processos de di-usão de in-ormaç:es para alcançar o Jpleno con(ecimentoN acerca de certos itens relati%os à Administração Pú"lica& Em maio de 200Y o P' -oi apro%ado pela *omissão de /ra"al(o de Administração e de Ser%iço Pú"lico& OI"id&P& Em outu"ro de 200Y o deputado $endes >i"eiro relator do P' na *omissão de *onstituição e <ustiça O**<P emitiu parecer -a%orC%el& Somente em deEem"ro de 200[ = !ue o parecer -oi apro%ado pela **<& Da# em diante o te+to -icou parado& Em 200U apresentaram3se dois outros P's so"re a mesma mat=ria& O>7SS.

acesso à in-ormação de !ue trata esta 'ei compreende entre outros os direitos de o"ter) KkL& IV b in-ormação primCria #ntegra autFntica e atualiEadaD V b in-ormação so"re ati%idades e+ercidas pelos 8rgãos e entidades inclusi%e as relati%as à sua pol#tica organiEação e ser%içosD . su"stituti%o suprimia tam"=m trFs parCgra-os do art UT !ue %isa%am garantir a %eracidade dos dados e e%itar a manipulação de in-ormaç:es por parte dos go%ernantes& São estes os parCgra-os !ue o e+3presidente pretendia su"trair) Art& UT . e+3presidente da >epú"lica O1SS031SS2P a%ocou para si a relatoria do pro0eto& Ba mesma data O22 de agostoP segundo registros do Senado Fernando *ollor emitiu um su"stituti%o ao P'* [1@2010& O'.> 2011 p& [P& .alter Pin(eiro emitiu relat8rio -a%orC%el apro%ado no mesmo mFs& A pr8+ima parada -oi a *omissão de Direitos Gumanos O*DGP onde o relator Gum"erto *osta em reunião con0unta com a **/ acol(eu o parecer da!uela comissão& A *DG apro%ou o relat8rio e o en%iou para a *omissão de >elaç:es E+teriores e De-esa Bacional O*>EP& Entre 2? de a"ril de 2011 e 22 de agosto do mesmo ano o te+to este%e no ga"inete do senador Fernando *ollor presidente da *>E& .RU legislati%a ade!uação -inanceira e orçamentCriaN dos pro0etos de lei e Jno m=rito pela apro%ação com su"stituti%oN& Em a"ril de 2010 o plenCrio da *Amara dos Deputados apro%ou o relat8rio e o te+to -oi en%iado ao Senado Federal onde gan(ou o nome de P'* [1@2010 OPro0eto de 'ei da *Amara número [1 de 2010P& OId& 2010P& Em maio de 2010 o então presidente da *omissão de *onstituição e <ustiça O**<P do Senado Dem8stenes /orres a%ocou para si a relatoria do P'* [1@2010& OI"id&P& Bo mFs seguinte o senador Dem8stenes /orres emitiu um relat8rio com %oto -a%orC%el ao pro0eto& Bo mesmo mFs a **< apro%ou o relat8rio e o te+to -oi en%iado à *omissão de *iFncia /ecnologia Ino%ação *omunicação e In-ormCtica O**/P& Em a"ril de 2011 o relator .PES 2010P& *ollor prop:e algumas alteraç:es ao P'* [1@2010& O'. e+3presidente da >epú"lica argumenta%a !ue o princ#pio da pu"licidade 0C esta%a e+presso na *onstituição) JK&&&L claro !ue essas in-ormaç:es tFm !ue ser solicitadas so" pena de se -aEer com !ue a Administração %en(a a despender grandes recursos materiais pessoais e temporais na di%ulgação de todas as in-ormaç:es !ue possam ser consideradas de interesse pú"licoN& O*.PES op& cit&P& A primeira -oi a supressão da e+pressão Jindependentemente de solicitaç:esN& .''.

''.nio pú"lico utiliEação de recursos pú"licos licitação contratos administrati%os& O'. senador *ollor OI"id&P tam"=m suprimiu o termo Jcontrole socialN& Vale a pena registrar a argumentação) JAli suprimimos o inciso V uma %eE !ue não (C clareEa no signi-icado do hdesen%ol%imento do controle social da Administração Pú"licaaN& OI"id&P& $as o !ue %iria a ser esse controleM *omo ele = e+ercidoMN Eis o inciso V do art YT do P'* [1 O'.ra todo ato de%e ser moti%ado inclusi%e para !ue se dF garantia à Administração de .s procedimentos pre%istos nesta 'ei se destinam a assegurar o direito -undamental de acesso à in-ormação e de%em ser e+ecutados em con-ormidade com os princ#pios "Csicos da administração pú"lica e com as seguintes diretriEes) KkL V b desen%ol%imento do controle social da administração pú"lica& Por -im o e+3presidente tam"=m retirou a o"rigação negati%a dos go%ernos so"re a e+igFncia de moti%ação para pedidos de in-ormação& Beste sentido !ual!uer pessoa pode pedir in-ormaç:es go%ernamentais sem a necessidade de apresentar 0usti-icati%a e os go%ernos são proi"idos de solicitar esta 0usti-icati%a& Eis o trec(o no !ual *ollor 0usti-ica esse ponto) Xuanto ao art& 10 KkL suprimimos o l YT !ue %eda J!uais!uer e+igFncias relati%as aos moti%os determinantes da solicitação de in-ormaç:es de interesse pú"licoN& .PES 200Y p& [P& Aparentemente o e+3presidente !ueria dei+ar espaço para !ue os go%ernantes pudessem de-inir en!uadramentos para as in-ormaç:es e%itando !ue a sociedade ti%esse acesso a in-ormaç:es primCrias& . su"stituti%o do e+3presidente tam"=m retira%a a o"rigação de se pu"licar na Internet atra%=s da tentati%a de suprimir a o"rigação da pu"licação de in-ormaç:es em -ormato eletr.RR VI b in-ormação pertinente à administração do patrim.nico a"erto leg#%el por mC!uinas& .> 2011 p& ?P& Isso tem relação com a !uestão do Jen!uadramentoN a"ordado por Porto O200YP& . su"stituti%o tam"=m altera%a o conceito de Jin-ormaçãoN& *a"e a!ui resgatar a 0usti-icati%a do e+3presidente) Huscamos resgatar o conceito original de in-ormação Oart& [T IP !ue no Am"ito da literatura das ati%idades de inteligFncia constitui um dado tra"al(ado um produto -inal para o !ual não ca"e !ual!uer suposição !uanto ao seu processamento b retiramos assim a associação de in-ormação a dados não processados& O*.PES 2010P a !ue se re-ere o su"stituti%o) Art& YT .

''.RS !ue esta não despenderC de recursos pú"licos para atender a um pedido sem -undamentação& O*.> op& cit p& 1P& Importante tomarmos algum tempo para analisar as alteraç:es propostas pelo e+3 presidente *ollor pois essas sugest:es colidem com alguns dos Jprinc#pios de um go%erno a"ertoN& De acordo com $endel O200R p& 2SP são estas as Jcaracter#sticas de um regime de direito à in-ormaçãoN) • • • • • Di%ulgação mC+ima) a legislação so"re li"erdade de in-ormação de%e ser guiada pelo princ#pio da mC+ima di%ulgaçãoD ."rigação de pu"licar) os 8rgãos pú"licos de%em ter o"rigação de pu"licar in-ormaç:es essenciaisD Promoção de um go%erno a"erto) os 8rgãos pú"licos precisam promo%er ati%amente a a"ertura dos go%ernosD A"rangFncia limitada de e+ceç:es) as e+ceç:es de%em ser claras e estritamente de-inidas e su0eitas a rigorosos testes de JdanoN e Jinteresse pú"licoND Procedimentos !ue -acilitem o acesso) os pedidos de in-ormação de%em ser processados com rapideE e 0ustiça com a possi"ilidade de e+ame independente caso (a0a recusaD • • • • *ustos) as pessoas não de%em ser impedidas de -aEer pedidos de in-ormação em raEão de altos custos en%ol%idosD >euni:es a"ertas) as reuni:es de 8rgãos pú"licos de%em ser a"ertas ao pú"licoD A di%ulgação tem precedFncia) as leis !ue esti%erem em desacordo com os princ#pios da mC+ima di%ulgação de%em ser re%isadas ou re%ogadasD e Proteção para os denunciantes) os indi%#duos !ue traEem à pú"lico in-ormaç:es so"re atos il#citos b os denunciantes b precisam ser protegidos& *ote0ando3se os princ#pios de um regime de direito à in-ormação com as argumentaç:es do e+3presidente *ollor conclui3se !ue o su"stituti%o apresentado %iola ao menos dois princ#pios) o"rigação de pu"licar e di%ulgação mC+ima& A -orte oposição do e+3presidente *ollor à apro%ação da 'ei de Acesso nos termos em !ue -ora apro%ado na *Amara dos Deputados O'.PES 200YP gesto !ue contou com o apoio do tam"=m senador e e+3presidente <os= Sarne6 colocou o E+ecuti%o contra as .

te+to -oi apro%ado com re0eição do P/H OPartido /ra"al(ista HrasileiroP legenda do e+3presidente Fernando *ollor& Em Y1 de outu"ro de 2011 o te+to -oi en%iado para sanção presidencial& Em 1R de no%em"ro de 2011 a presidente Dilma >ousse-. PA7'.*G("'.ter en-rentado b e %encido b as resistFncias de dois e+3presidentes da >epú"lica integrantes da coaliEão go%ernista& 4!1!2 A$ . $%"'#6.6# # 6% C%($#2F% 6.($/.D>IG7ES 2012P Omem"ro -undador e presidente da ABRA6I no "iFnio 2010311P a associação tem a de-esa de uma lei de acesso entre seus -undamentos& OAH>A<I K2003L"P& Fernando >odrigues Oop& cit&P in-orma ainda !ue nos meses !ue se seguiram à -undação da entidade O-ins de 2002 e in#cio de 200YP -oi3l(e designado pela ABRA6I pes!uisar se estaria em tramitação no *ongresso Bacional algum pro0eto de lei so"re o acesso a in-ormaç:es& .S0 cordas) o %ice3presidente $ic(el /emer c(egou a declarar !ue o pro0eto não era prioridade& OF.'GA DE SW.PES 200YP& A apresentação do P' portanto não te%e aparentemente in-luFncia direta de lo""6 de setores organiEados da sociedade em n#%el nacional& Fernando >odrigues Oop& cit&P conta .*3'"72. 2011P& . 0ornalista in-orma !ue por uma J-eliE coincidFnciaN o deputado -ederal >eginaldo 'opes aca"ara de apresentar o P' 21S@200Y& O'. su"stituti%o do e+3presidente por=m -oi re0eitado em %otação no plenCrio do Senado em 2? de outu"ro de 2011& . T*. Em consonAncia com a a"ordagem do Estado3na3sociedade adotada para esta dissertação con%=m apontar algumas articulaç:es da sociedade ci%il e de 8rgãos consulti%os da sociedade na tramitação da 'ei de Acesso e analisar de !ue -orma tais articulaç:es poderão ter in-luenciado o processo de tramitação da 'ei de Acesso a In-ormaç:es& A primeira grande mo%imentação da sociedade "rasileira em torno do tema da transparFncia tal%eE ten(a se dado em 2002 ano de -undação da Associação Hrasileira de <ornalismo In%estigati%o& OAH>A<I K2003La&P& Desde sua -undação segundo o 0ornalista Fernando >odrigues O>.sancionou a 'ei 12&?2U@2011& OH>ASI' 2011P& A seguir apresentaremos algumas articulaç:es da sociedade ci%il e alguns acontecimentos na arena internacional !ue parecem ter a0udado a romper o"stCculos no processo de apro%ação de 'ei de Acesso à In-ormação& OI"id&P& /ais desdo"ramentos parecem a0udar a e+plicar o -ato de o go%erno Dilma >ousse-.-E#$ 6.

PES 200YP nessa =poca era muito di-#cil o"ter in-ormaç:es dos go%ernos locais& Ainda antes de se tornar deputado -ederal >eginaldo 'opes -oi coordenador regional do Partido dos /ra"al(adores e a-irma !ue tin(a di-iculdades em a0udar %ereadores de sua região a -aEer oposição uma %eE !ue o acesso a documentos pú"licos era "astante di-icultado& *omo podemos %er em"ora a apresentação do P' 21S@200Y OI"id&P aparentemente não ten(a sido -ruto de mo%imentos organiEados da sociedade a moti%ação parece ter sido gerada a partir da atuação em mo%imentos sociais locais& Em Y0 de setem"ro de 200Y Ocinco meses ap8s a apresentação do P' 21S do deputado >eginaldo 'opesP -oi criado o F8rum de Direito de Acesso a In-ormaç:es Pú"licas em uma iniciati%a da ABRA6I O200YP de acordo com o 0ornalista Fernando >odrigues& O>.D>IG7ES 200UP) • • • • • Incenti%a o de"ate e -aE campan(asD Bão tem conotação pol#tico3partidCria nem -ins lucrati%osD De-ende a apro%ação de uma lei -ederalD De-ende !ue go%ernos de todos os n#%eis ar!ui%em corretamente todos os documentos pú"licosD e De-ende a uni-icação dos crit=rios de registro e di%ulgação de dados de cart8rios e 0untas comerciais de todo o pa#s& Em apresentação durante o *ongresso so"re <ornalismo In%estigati%o realiEado em maio de 200U o F8rum diEia contar com 1R entidades da sociedade ci%il e na!uela ocasião nomeou deE delas& Xuase cinco anos depois em maio de 2012 o F8rum conta%a com 2? entidades OAH>A<I K2003LcP& ) • ABRA6I OAssociação Hrasileira de <ornalismo In%estigati%oPD .D>IG7ES 2012P& .D>IG7ES op& cit&P in-orma !ue perce"eu a necessidade de regulamentação do acesso a in-ormaç:es pú"licas antes de se tornar deputado& Bascido na cidade de Honsucesso interior de $inas 'opes milita%a em mo%imentos estudantis e em pastorais da Igre0a *at8lica& De acordo com o autor do P' 21S@200Y O'.S1 por=m !ue a ABRA6I entrou em contato com o deputado >eginaldo 'opes !ue segundo o 0ornalista se mostrou recepti%o e concordou em -aEer modi-icaç:es no te+to do P'& >eginaldo 'opes O>. F8rum de Direito de Acesso O>.

K2003L"P& .B/>.micasPD INESC OInstituto de Estudos Socioecon.micosPD .AH O. F8rum -oi lançado o-icialmente mais de um ano depois) em 2? de no%em"ro de 200[ em Hras#lia& Ba mesma =poca -oi criado no Am"ito da *G7 O*ontroladoria3Geral da 7niãoP o *onsel(o da /ransparFncia Pú"lica e *om"ate à *orrupção consel(o consulti%o composto por deE mem"ros do Poder Pú"lico -ederal e deE mem"ros da sociedade ci%il& O*. *onsel(o da /ransparFncia tem por o"0eti%o) • *ontri"uir para a -ormulação das diretriEes da pol#tica de transparFncia da gestão de recursos pú"licos e de com"ate à corrupção e à impunidade a ser implementada pela *ontroladoria3Geral da 7nião e pelos demais 8rgãos e entidades da administração pú"lica -ederalD • Sugerir pro0etos e aç:es prioritCrias da pol#tica de transparFncia da gestão de recursos pú"licos e de com"ate à corrupção e à impunidadeD Sugerir procedimentos !ue promo%am o aper-eiçoamento e a integração das aç:es de incremento da transparFncia e de com"ate à corrupção e à impunidade no Am"ito da Administração Pú"lica -ederalD • • Atuar como instAncia de articulação e mo"iliEação da sociedade ci%il organiEada para o com"ate à corrupção e à impunidadeD >ealiEar estudos e esta"elecer estrat=gias !ue -undamentem propostas legislati%as e administrati%as tendentes a ma+imiEar a transparFncia da gestão pú"lica e a com"ater à corrupção e à impunidade& • .>IA3GE>A' DA 7BIW.'AD.S2 • • • • • • • • • ABONG OAssociação Hrasileira de .rdem dos Ad%ogados do HrasilPD e /ransparFncia Hrasil& .rganiEaç:es Bão Go%ernamentaisPD A6UFE OAssociação dos <u#Ees -ederaisPD AB< OAssociação Bacional dos <ornaisPD ABP> OAssociação Bacional dos Procuradores da >epú"licaPD FENA6 OFederação Bacional dos <ornalistasPD IBASE OInstituto Hrasileiro de AnClises Sociais e Econ.

BG OFrancisco de AssisP da AHI O$aur#cio AEFdoP do $inist=rio Pú"lico Federal OAnt.'AD.nio Higon(aP do Itamarat6 O$arcos Vin#cius Pinta GamaP e da /ransparFncia Hrasil O*laudio . 200UP) In-orma o SecretCrio3E+ecuti%o da *G7 Dr& 'uiE Ba%arro !ue o antepro0eto de lei de acesso a in-ormaç:es -oi encamin(ado ainda na -orma de antepro0eto para a *asa *i%il com a sugestão do $inistro <orge Gage de !ue -osse su"metido à consulta pú"lica& Bo entanto concomitantemente -oram encamin(ados à *asa *i%il outros pro0etos acerca do mesmo assunto sendo um da Secretaria de Assuntos 'egislati%os do $inist=rio da <ustiça !ue %isa%a consolidar di%ersas normas !ue tratam da mat=ria al=m de uma proposta do $inist=rio Pú"lico sendo !ue a AHIB b AgFncia Hrasileira de InteligFncia -oi c(amada a opinar& A *asa *i%il pretende %eri-icar o conteúdo dessas propostas e se (C ou não con%eniFncia de un#3las& Foi ela"orada uma primeira minuta e estC sendo analisada a !uestão de su"meter o tema a consulta pú"lica tendo em %ista poss#%el retardamento do processo e considerando !ue a discussão dentro do *ongresso Bacional certamente serC "astante acirrada e pu"liciEada& GC tam"=m o trato sigiloso de documentos ultra3secretos b atualmente (C uma situação de !uase sigilo permanente desses documentos b mas a discussão estC em %ias de -inaliEação para encamin(amento do pro0eto ao *ongresso Bacional& Ba ata do dia 2? de março de 200S OId& 200SP lF3se !ue o ministro3c(e-e da *G7 <orge Gage -eE JrCpida e+planaçãoN so"re o antepro0eto de 'ei de Acesso a In-ormaç:es re-erenciando3o como Ja moti%ação central da reuniãoN e discorrendo so"re as .B/>. te+to -oi circulado entre os mem"ros do *onsel(o da /ransparFncia em Y1 de maio de 2001 tendo sido su"metido em seguida pelo ministro .e"er A"ramoP& De acordo com A"ramo O200SP o G/ reuniu3se uma única %eE em 22 de -e%ereiro de 2001 ocasião em !ue o <ur#dico da *G7 apresentou minuta de antepro0eto& *ompareceram à reunião ainda segundo o representante da /Hrasil OI"id&P os consel(eiros Assis da AH.!ue %iria a ser presidente do Hrasil e a responsC%el por sancionar a 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica& OI"id&P& Ba reunião do *onsel(o de /ransparFncia ocorrida em 21 de 0un(o de 200U %oltou3se a discutir o antepro0eto da 'ei so"re o Acesso à In-ormação& *on%=m reproduEir a ata O*.SY A primeira reunião do *onsel(o de /ransparFncia ocorreu em no%em"ro de 200[ OId& K2003LcP&& Ba !uarta reunião do *onsel(o em 20 de setem"ro de 200? -oi apresentado o antepro0eto de lei ela"orado pela *G7 so"re acesso a in-ormaç:es e -oi criado um grupo de tra"al(o OG/P com o o"0eti%o de aper-eiçoar o te+to& .>IA3GE>A' DA 7BIW.BG e Higon(a do $PF& . G/ era constitu#do pelo Assessor <ur#dico da *G7 O>enato Hraga da >oc(aP pelos representantes da AH.aldir Pires Oentão à -rente da *G7P à *asa *i%il à =poca comandada por Dilma >ousse-.

1S 2011P em m#dias sociais em prol do P'* [1@2010& O'.S Em 2010 às %=speras da eleição geral essas trFs entidades se uniram e en%iaram cartas aos candidatos ao Senado OAH>A<I 2010P perguntando3l(es so"re suas posiç:es acerca do P'* [1@2010& O'.e uma campan(a OA>/IG.e"er A"ramo a negociação para a realiEação da reunião citada -oi a seguinte) negociou3se com a *G7 !ue esta con%ocaria a reunião pretendida mas !ue os detal(es do antepro0eto de lei não poderiam ser su"metidos a no%o processo de consulta por!ue o go%erno considera%a !ue essa -ase 0C (a%ia passado e !ue não ca"eria começar tudo de no%o& OAH>A$.S 200SP& . 200SP de autoria do E+ecuti%o -oi apresentado à *Amara dos Deputados em 1? de maio de 200S menos de dois meses ap8s a reunião do *onsel(o da /ransparFncia citada anteriormente& Bota3se portanto !ue antes de ser en%iado ao *ongresso Bacional o P' de acesso a in-ormaç:es de autoria do E+ecuti%o -oi amplamente de"atido por atores sociais no Am"ito do *onsel(o da /ransparFncia da *G7& Al=m da ABRA6I principalmente na pessoa do 0ornalista Fernando >odrigues e da /ransparFncia Hrasil com atuação mais destacada de seu diretor3e+ecuti%o *laudio .e"er A"ramo a .DE> E`E*7/IV.PES 2010P !ue na!uela altura 0C (a%ia sido apro%ado pela *Amara dos Deputados& Em 0un(o de 2011 a .S[ mani-estaç:es do consel(eiro *laudio . 200SP& .BG Artigo 1S lançou uma carta a"erta à presidente Dilma >ousse-.PES op&cit&P& DEP7/AD. P' ?22R@200S OP.BG Artigo 1S tam"=m protagoniEou aç:es de pressão em prol do pro0eto de 'ei de Acesso& Em setem"ro de 200S em reunião da *omissão Especial na *Amara dos Deputados representantes dessas trFs entidades puderam e+por& O*m$A>A D.e"er A"ramo Jno sentido de !ue seria de todo interesse !ue antes do encamin(amento ao *ongresso -osse traEida ao consel(o a posição -inal !ue se c(egou no Am"ito do Poder E+ecuti%o %isto !ue grande parte do pro0eto deri%ou de discuss:es na!uele *onsel(oN& OI"id&P& Ainda con-orme a ata o ministro Gage Jin-ormou so"re a interlocução mantidaN com o consel(eiro *laudio A"ramo Jcom a -inalidade de encontrar uma solução raEoC%el !ue -osse capaE de atender pelo menos em parte as suas ponderaç:esN& OI"id&P& De acordo com relato de *laudio .

L%:<#2= 6# .$= .*3'"72.6+'('$3*."'%(.6% K7#= #+ /*.% em con-ormidade com os parAmetros interamericanos de proteção dos direitos (umanos&O*.$ # 6# K7. (.= .% A+#*'".+/% 6. '(3#*(. .3'<.S DI>EI/. C%(<#(-.37*#L.GP b . primeiro deles -oi a decisão da *orte Interamericana de Direitos Gumanos !ue em deEem"ro de 2010 condenou o Hrasil pelo desaparecimento -orçado de 12 pessoas entre 1SU2 e 1SU[& O>.*.$ /.>/E IB/E>A$E>I*ABA D.$ +#6'6.6%3# .2#"#* % +.2 Dois acontecimentos na arena internacional aparentemente a0udaram a pressionar as autoridades "rasileiras no sentido da apro%ação Opelo *ongressoP e sanção Opelo E+ecuti%oP da 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica& .S 2010 p& 101 gri-o nossoP& .3'<.$ABE''I 2010P& Ba sentença o /ri"unal tam"=m condena o Hrasil pela %iolação à *on%enção Interamericana de Direitos Gumanos e entre outras menciona a J-alta de acesso a in-ormaç:esN& Ba mesma sentença a *orte e+orta o Hrasil a apro%ar rapidamente a sua 'ei de Acesso a In-ormaç:es) K&&L !uanto à ade!uação do marco normati%o do acesso à in-ormação o /ri"unal toma nota de !ue o Estado in-ormou !ue se encontra em tramitação um pro0eto de lei !ue entre outras re-ormas prop:e uma redução dos praEos pre%istos para a reser%a de documentos e disp:e a proi"ição da mesma a respeito da!ueles !ue ten(am relação com %iolaç:es de direitos (umanos e !ue os representantes mani-estaram sua apro%ação ao pro0eto mencionado& *om "ase no anterior % T*'17(. /%2H3'".(..utro -ator aparentemente importante para -oi a Parceria para Go%erno A"erto Oou .L% *.*3'5% 2 6.pen Go%ernment Partners(ipP lançado em setem"ro de 20011 à margem da 11n reunião da Assem"leia Geral das Baç:es 7nidas& .2 #C%*3.*"% (%*+."#$$% & '()%*+.+ (#"#$$:*'.utro ator importante -oi o grupo /ransparFncia Gac5er !ue a-irma ter atuado OG.-E#$ (% ".3'<% 6# .S G7$AB.2K7#* %73*."%*6% "%+ % . )%*3.$ 2#5'$2.G'E 2012cP para incluir no te+to da 'ei de Acesso um artigo !ue determina a pu"licação de in-ormaç:es em J-ormato a"erto e leg#%el por mC!uinasN item presente no te+to sancionado em no%em"ro de 2011& 4!1!9 A$ . K7# $#M.s Estados 7nidos con%idaram o Hrasil para coliderar a iniciati%a !ue consiste "asicamente no c(amamento de pa#ses para !ue estes apresentem um plano de aç:es em prol da transparFncia& A iniciati%a apresenta3se desta maneira) .% E$3.-.S? .

VE>B$EB/ PA>/BE>SGIP 2011a tradução nossaP& Para entrarem na Parceria para Go%erno A"erto os pa#ses precisam cumprir certos crit=rios nas seguintes Creas) • • • • /ransparFncia -iscalD Acesso à in-ormaçãoD transparFncia nas declaraç:es patrimoniais de pol#ticos eleitos ou -uncionCrios de alto escalãoD e Participação cidadã& Bo item Jacesso à in-ormaçãoN a Parceria para Go%erno A"erto in-orma !ue Juma lei de acesso à in-ormação !ue garanta o direito das pessoas à in-ormação e acesso a dados go%ernamentais = essencial ao esp#rito e à prCtica de go%erno a"ertoN& OId& tradução nossaP& Em setem"ro de 2011 !uando o Hrasil -oi con%idado a participar da Parceria para Go%erno A"erto b e protagoniEC3la b o pa#s ainda não tin(a uma lei de acesso à in-ormação& Ba!uela ocasião o e+3presidente Fernando *ollor atua%a no Senado para modi-icar o pro0eto de 'ei de Acesso à In-ormação& Por=m con-orme %imos em outu"ro de 2011 Oum mFs depois do anúncio da parceria para Go%erno A"ertoP o su"stituti%o do senador *ollor -oi derrotado e o te+to -oi en%iado à sanção presidencial& Pela pro+imidade das datas e por press:es surgidas à =poca = raEoC%el supor !ue essa iniciati%a internacional deu o empurrão !ue -alta%a para !ue a 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica -osse apro%ada no Hrasil& OA/.S DESAFI.s estudos acerca da implementação da 'ei de Acesso "rasileira demandarão algum tempo at= !ue se apresentem os elementos para anClise& 2011" . H>ASI'EI>A Apro%ada a 'ei passa3se ao estCgio de sua implementação& .S1 A Parceria para Go%erno A"erto = um es-orço glo"al para tornar os go%ernos mel(ores& /odos n8s !ueremos go%ernos mais transparentes e-eti%os e Jaccounta"leN b com instituiç:es !ue deem poder aos cidadãos e se0am responsi%as a suas aspiraç:es& O.S DA 'EI DE A*ESS.<I 2011P& [&2 .PEB G.

s o"stCculos socioculturais seriam resumidamente os seguintes) • • • • Fraca atuação da sociedade ci%ilD Falta de di%ulgação a respeito do direito à in-ormaçãoD Falta de apoio à lei por parte de setores da sociedade de%ido ao acesso pri%ilegiado a in-ormaç:esD e AusFncia de uso prCtico das possi"ilidades da lei com receio de retaliação go%ernamental& .s o"stCculos institucionais estariam %inculados às seguintes !uest:es) • • • • • • • • Ine+istFncia de 8rgãos e+clusi%amente dedicados ao direito à in-ormaçãoD Xuando e+istem administrati%aD Falta de liderança pol#tica !ue estaria ligada a pro"lemas administrati%os como -alta de autonomia operacional e -inanceiraD .'$ .SU Por=m a partir dos o"stCculos identi-icados no cap#tulo anterior deste estudo 0C = poss#%el -aEer uma analise documental do te+to da 'ei "rasileira de Acesso à In-ormação Pú"lica apontando as poss#%eis di-iculdades de sua implementação& Para -aEer esse e+erc#cio con%=m resgatar os principais o"stCculos identi-icados em outros pa#ses& Para e-eito de anClise = raEoC%el di%idir esses o"stCculos em dois grandes grupos) o"stCculos de -undo sociocultural e de -undo institucional& ."stCculos aos re!uerentes como a solicitação de muitos dados de identi-icaçãoD Descon(ecimento por parte de -uncionCrios pú"licosD Bão resposta a pedidos de in-ormação e ausFncia de re-erFncia legal de !ue essa atitude con-igura %iolação ao direito à in-ormaçãoD Hai+o n#%el de punição por descumprimento da 'eiD e 'imitado alcance da 'ei ) dei+a de -ora Poderes ou n#%eis de go%erno&& muitos desses 8rgãos tFm "ai+a autonomia -inanceira ou 4!2!1 O1$3:"72%$ '($3'37"'%(.

B/>.>IA3GE>A' DA 7BIW.% /*#<#(-. K2003La gri-o nossoP K&&&L o 8rgão do Go%erno Federal responsC%el por assistir direta e imediatamente ao Presidente da >epú"lica !uanto aos assuntos !ue no Am"ito do Poder E+ecuti%o se0am relati%os à de-esa do patrim.% # "%+1.'AD. "%**#'-.3# & "%**7/-.% e %7<'6%*'. /012'".nio pú"lico e ao incremento da transparFncia da gestão por meio das ati%idades de "%(3*%2# '(3#*(% .76'3%*'.SR A 'ei de Acesso "rasileira não conta com um 8rgão super%isor independente e e+clusi%amente %oltado a !uest:es relati%as ao acesso como ocorre no $=+ico *(ile ou dndia por e+emplo& Bo Hrasil a *ontroladoria3Geral da 7nião O*G7P = a responsC%el por implementar a 'ei no Am"ito do E+ecuti%o Federal& Pu"licamente a *G7 diE ter cinco -unç:es OVIEI>A 2012P na implementação da 'ei de Acesso à In-ormação) • • • • • orgão de apelaçãoD $onitoramento da e+ecução da 'eiD Incenti%ar a cultura do acesso à in-ormaçãoD /reinamento e conscientiEação de -uncionCrios pú"licosD Pu"licação de relat8rios anuais so"re estat#sticas a respeito da 'ei& A *G7 apresenta3se como O*.& *om todas essas ati%idades destacadas e com mais cinco -unç:es em relação à 'ei de Acesso perce"e3se !ue a *G7 precisarC ter muitos recursos materiais e (umanos b e "astante autonomia pol#tica b para e+ercer a contento todas essas tare-as& Ainda !ue a *G7 consiga e+ercer essas ati%idades = preciso lem"rar !ue este 8rgão s8 atua no Am"ito do E+ecuti%o -ederal) ou se0a o o"stCculo institucional da ausFncia de um 8rgão super%isor continua nos Poderes 'egislati%o e <udiciCrio e nos n#%eis estadual e municipal em"ora alguns estados como $inas Gerais ten(am esta"elecido uma *ontroladoria3Geral do Estado O*GEP nos moldes da *G7 ainda não estC claro se esses *GEs terão papel central na implementação da 'ei de Acesso em seus respecti%os estados& Bo !ue diE respeito à liderança pol#tica pode3se supor !ue Dilma >ousse-presidente da >epú"lica na =poca da sanção e entrada em %igor da 'ei este0a interessada na "oa implementação da 'ei uma %eE !ue este%e en%ol%ida no processo de construção do pro0eto de 'ei !uando esta%a à -rente da *asa *i%il O200?32010P al=m de ter interesse .

'$ Bo !ue diE respeito ao papel da sociedade ci%il na implementação de 'eis de Acesso à In-ormação estudos internacionais identi-icaram -atores !ue di-icultam o -ortalecimento dessa legislação& Seriam eles) .SS pessoal no acesso a in-ormaç:es go%ernamentais por ter sido uma com"atente da Ditadura $ilitar O101[31SR?P& Bo !ue respeita aos o"stCculos aos re!uerentes de in-ormaç:es b um dos itens apontados em estudos realiEados no e+terior como impediti%os do acesso à in-ormação b o Decreto presidencial UU2[@2012 OH>ASI' 2012P !ue regulamenta a 'ei de Acesso à In-ormaç:es traE em seu artigo 1Y uma redação !ue poderC desestimular as solicitaç:es de in-ormação& Bão serão atendidos pedidos de acesso à in-ormação) I 3 gen=ricosD II 3 desproporcionais ou desarraEoadosD ou III 3 !ue e+i0am tra"al(os adicionais de anClise interpretação ou consolidação de dados e in-ormaç:es ou ser%iço de produção ou tratamento de dados !ue não se0a de competFncia do 8rgão ou entidade& ParCgra-o único& Ba (ip8tese do inciso III do caput o 8rgão ou entidade de%erC caso ten(a con(ecimento indicar o local onde se encontram as in-ormaç:es a partir das !uais o re!uerente poderC realiEar a interpretação consolidação ou tratamento de dados& *omo %emos tal redação a"re muito espaço para a su"0eti%idade& Xuem de-ine se uma determinada solicitação = Jgen=ricaN ou JdesproporcionalNM Bão seria o termo Jgen=ricoN demasiadamente gen=ricoM Bo !ue diE respeito aos outros trFs pontos le%antados como o"stCculos institucionais à "oa aplicação da 'ei b "ai+a punição escopo reduEido e ausFncia de mecanismo legal relati%o à não resposta b a 'ei de Acesso "rasileira comporta3se de maneira distinta& Em relação ao escopo reduEido este não = um pro"lema no caso do Hrasil& A!ui a 'ei %ale para todas as es-eras de go%erno O7nião Estados e $unic#piosP e para os /rFs Poderes con-orme seu artigo primeiro& OH>ASI' 2011P& Bo !ue diE respeito às sanç:es a 'ei relaciona algumas condutas consideras il#citas e pre%F in-ração administrati%a apenadas no m#nimo com suspensão e a possi"ilidade de o agente pú"lico responder por impro"idade administrati%a& Xuanto ao terceiro item a 'ei "rasileira não pre%F condenação ou !ual!uer outra reação à não resposta& 4!2!2 O1$3:"72%$ $%"'%"7237*.

2012P& Besse ponto con%=m discutir o papel da m#dia& A 'ei de Acesso -oi amplamente ignorada pela imprensa at= 2011& Podemos demonstra a !uantidade de menç:es à e+pressão Jlei de acessoN encontradas no 0ornal Fol(a de São Paulo um dos diCrios de maior circulação nacional OAB< 2012P de acordo com pes!uisa realiEada na pCgina de "uscas do site do peri8dico) • • • • Em 200R S menç:es à e+pressãoD Em 200S 12D Em 2010 1YD e Em 2011 ?U& Bota3se !ue em 200S ano em !ue o E+ecuti%o en%iou ao congresso o pro0eto de 'ei ?22R O*. BA*I."ser%a3se !ue muitos desses te+tos na Fol(a de São Paulo são de autoria do 0ornalista Fernando >odrigues !ue como e+posto anteriormente era um militante do tema& 'e%ando3se este dado em conta sup:e3se !ue a co"ertura em relação ao assunto terC sido "em menor em outros %e#culos de comunicação Otodos de menor circulação em relação à Fol(a de São PauloP b e portanto pode3se considerar raEoC%el a (ip8tese de !ue = #n-imo o .BG>ESS.100 • • • • Falta de di%ulgação a respeito do direito à in-ormaçãoD Falta de apoio à 'ei por parte de setores !ue 0C tFm acesso a in-ormaç:esD AusFncia do uso prCtico das possi"ilidades da 'ei com receio de retaliação go%ernamentalD e Fraca atuação da sociedade tanto no sentido de demandar in-ormação como no sentido de demandar re-ormas institucionais para -ortalecer o direito à in-ormação& Bo !ue diE respeito à di%ulgação em relação ao direito à in-ormação seriam necessCrias pes!uisas para %eri-icar o grau de con(ecimento da população& A única pes!uisa localiEada -oi realiEada pelo 0ornal A GaEeta do Po%o do ParanC e constatou !ue apenas ? 2f da população de *uriti"a con(ecia a 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica& OGA'IBD.BA' 200SP (ou%e apenas doEe menç:es ao termo Jlei de acessoN) m=dia de uma menção ao mFs& Em 2011 com a apro%ação da 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica o número de menç:es à e+pressão Jlei de acessoN su"iu para ?U& .

mico e SocialP& O'E.utra e%idFncia do pouco interesse de grandes associaç:es empresariais "rasileiras no tema = a ausFncia delas em grupos pr83transparFncia como o F8rum do Direito de Acesso a In-ormaç:es Pú"licas& Essas e%idFncias parecem re-orçar a (ip8tese de !ue (C grupos sociais pouco interessados em apoiar o tema do acesso a in-ormaç:es& Bo !ue diE respeito ao receio de organiEaç:es sociais em usar a 'ei de Acesso à In-ormação como instrumento de acesso aos dados pú"licos serão necessCrios pes!uisas e surveys para testar esta (ip8tese no Hrasil& Xuanto ao outro item impediti%o do maior acesso a in-ormaç:es pú"licas de acordo com estudos internacionais) = di-#cil medir o grau de atuação de grupos sociais e classi-icar essa atuação como J-orteN ou J-racaN& Bo entanto como relatado aparentemente .101 con(ecimento da sociedade a respeito de uma lei geral !ue assegura o acesso a in-ormaç:es pú"licas se consideramos !ue "oa parte da população toma con(ecimento a respeito de temas ligados às instituiç:es "rasileiras por meio da imprensa& Ba semana em !ue a 'ei de Acesso entrou em %igor a co"ertura da m#dia intensi-icou3se& . 0ornal Fol(a de São Paulo por e+emplo te%e 11 menç:es a respeito da mesma entre os dias 1Y e 1S de maio de 2012& 7ma pes!uisa do 0ornal A GaEeta do Po%o do ParanC %em -ortalecer essa (ip8tese) apenas ? 2f da população de *uriti"a disse ter con(ecimento da 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica& OGA'IBD.D D7A>/E 2010P& . FEDE>A' 2010P al=m de uma anClise de uma in-luente re%ista internacional b a "ritAnica J/(e EconomistN b !ue classi-icou o HBDES como JtentCculo do 'e%iatãN e disse !ue o "anco precisa%a de Jmaior transparFncia e muito mais concorrFnciaN& OHBDES 2010"P& Apesar dessas co"ranças por mais acesso a in-ormaç:es doEe associaç:es empresariais "rasileiras !ue representa%am à =poca 21f do Produto Interno Hruto do pa#s não se intimidaram em assinar um mani-esto em de-esa das pol#ticas do HBDES& OA'$EIDAD B.V. 2010D HBDES 2010P& /ais reportagens geraram at= co"ranças pú"licas -eitas por um parlamentar em pronunciamento na tri"una do Senado Federal OSEBAD. 2012P& Bo !ue diE respeito ao e%entual acesso pri%ilegiado a in-ormaç:es o !ue en-ra!ueceria o apoio de determinados setores da sociedade em relação à 'ei de Acesso seriam necessCrias pes!uisas mais apro-undadas& Por=m um epis8dio ocorrido em 2010 pode ser%ir como um pe!ueno estudo de caso e+plorat8rio& Entre 0ul(o e de setem"ro da!uele ano o tema da transparFncia apareceu em alguns dos principais 0ornais "rasileiros relacionado a um 8rgão estatal) o HBDES OHanco Bacional de Desen%ol%imento Econ.

102 poucos -oram os atores sociais enga0ados no processo de discussão e de-esa da 'ei de Acesso à In-ormação tanto no processo legislati%o como em aç:es coordenadas ou no Am"ito do *onsel(o da /ransparFncia& /ão poucas !ue -oi poss#%el identi-icC3las) A"ra0i Artigo 1S e /ransparFncia Hrasil sendo !ue o coleti%o /ransparFncia Gac5er surgiu mais ao -inal do processo& 4.3 OS ATORES7 O 8UE ESPERAM9 Para a%ançar um pouco mais na compreensão acerca do en%ol%imento de grupos sociais em relação ao tema do acesso a in-ormaç:es b e da 'ei de Acesso mais especi-icamente b con%=m analisar de !ue -orma grupos sociais selecionados pretendem se %aler dela para ad!uirir in-ormaç:es em poder dos go%ernos& >etomando) uma 'ei de Acesso = mais útil à accounta"ilit6 !uando a sociedade dela se utiliEa para -orçar um aumento de transparFncia go%ernamental e para !uestionar as aç:es e decis:es go%ernamentais con(ecidas e+atamente graças ao acesso aos dados& E%identemente atos e decis:es de go%ernos a-etam o cotidiano de toda a sociedade incluindo o empresariado associaç:es de classe entre tantos outros grupos sociais& Bo entanto certos grupos da sociedade como pes!uisadores 0ornalistas e ati%istas aparentemente Oou ao menos institucionalmenteP dedicam3se a temas de interesse pú"lico mais ampliado b e tendem a compartil(ar e disseminar sem custos as in-ormaç:es e con(ecimentos ad!uiridos at= por !uest:es estrat=gicas Orecon(ecimento acadFmico %enda de 0ornais e lobbyP& Portanto pode3se supor !ue seria positi%o para um pa#s se esses grupos se interessassem pelo tema da transparFncia pú"lica e al=m disso se dispusessem a recol(er e distri"uir in-ormaç:es !ue estão em poder dos go%ernos& Partindo dessas premissas representantes desses grupos no Hrasil) • • Estão -amiliariEados com a 'ei de Acesso à In-ormação Pú"licaD e Demonstram intenção em passar a mo"iliEar a 'ei de Acesso para ad!uirir in-ormaç:es 0unto a 8rgãos pú"licos& "uscou3se compreender de !ue -orma alguns .

BG apenas 1 ati%istas ligados a .BGP& E%identemente não seria poss#%el uni%ersaliEar as respostas e !uest:es ali colocadas de%ido ao taman(o reduEido da amostra e às con0unturas em !uestão como a =poca em !ue (ou%e aplicação do survey en%iado às listas em deEem"ro de 2011 um mFs ap8s a apro%ação da 'ei de Acesso OH>ASI' 2011P& Ba!uele momento essa legislação era pouco discutida no Hrasil& Em maio de 2012 mFs em !ue a 'ei entrou em %igor o tema gan(ou mais espaço no noticiCrio e presumi%elmente terC atingido mais pessoas& Portanto caso o survey ti%esse sido aplicado em outro momento as respostas pro%a%elmente seriam di-erentes& Apesar disso alguns ind#cios poderão ser apresentados %isando à utilidade em pes!uisas -uturas& A primeira constatação !ue Jsalta aos ol(osN = a di-erença na !uantidade de participantes) en!uanto na lista da /ransparFncia Gac5er OG.rganiEaç:es Bão Go%ernamentais OAH.rganiEaç:es sociais tradicionais associadas à Associação Hrasileira de ..10Y Para e+plorar essas !uest:es aplicou3se um "re%e survey 0unto a !uatro e%groups espec#-icos Olistas de discussão na InternetP) • • • • Pes!uisadores em pol#ticas pú"licas %inculados à Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo OFGV3SPPD <ornalistas ligados à Associação Hrasileira de <ornalismo In%estigati%o OAH>A<IPD Ati%istas do mundo digital ligados ao coleti%o /ransparFncia Gac5erD e .G'E 2012cP Y? J(ac5ti%istasN se dispuseram a responder ao survey na lista da AH.BGs JtradicionaisN o -iEeram& Esses números tal%eE indi!uem !ue o tema da transparFncia ainda = um pouco descon(ecido ou pouco simpCtico aos ati%istas mais JtradicionaisN muitos deles ligados à es!uerda e contrCrios à concepção li"eral de Estado noção !ue pressup:e o Estado como um Jmal necessCrioN !ue precisa de controle& Por outro lado os 0o%ens J(ac5ti%istasN tal%eE por serem os nati%os digitais da JEra da In-ormaçãoN parecem estar mais atentos à !uestão da transparFncia e do acesso à in-ormação b e mais propensos a responder a !uestionCrios on3line& A maior !uantidade de respondentes por=m não este%e na lista da /ransparFncia Gac5er mas sim na lista de 0ornalistas in%estigati%os) [1& 7ma poss#%el e+plicação para essa liderança = o protagonismo da ABRA6I na discussão so"re o tema o !ue -eE com !ue muitos dos 0ornalistas ligados à associação o con(ecessem& A lista de pes!uisadores em .

10[ Administração Pú"lica ligados à FGV3SP o-ereceu 2R respostas o !ue pode sugerir !ue o tema não = de todo descon(ecido mas não suscita muito interesse no mundo acadFmico& .s grupos consultados parecem raEoa%elmente otimistas com as possi"ilidades da 'ei de Acesso à In-ormação o !ue pode ser compro%ado de acordo com as seguintes perguntas e respostas) 1& *om a 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica %ocF acredita !ue seus pedidos de in-ormação 0unto a 8rgãos pú"licos serão atendidos mais -acilmenteM • • • Dos (ac5ti%istas 2? dos Y? assinalaram esta opçãoD Dos 0ornalistas Y[ dos [1 assinalaram esta opçãoD e Dos pes!uisadores 1? de 21 assinalaram esta opção Odois ignoraram esta perguntaP& 2& *om a 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica %ocF acredita !ue seus pedidos de in-ormação 0unto a 8rgãos pú"licos serão di-icultados pelos procedimentos criados pela 'eiM • • • Dos (ac5ti%istas Y dos Y? assinalaram esta opçãoD Dos 0ornalistas 10 dos [1 assinalaram esta opçãoD e Ben(um dos pes!uisadores assinalou esta opção& Y& *om a 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica %ocF acredita !ue seus pedidos de in-ormação 0unto a 8rgãos pú"licos passarão pelos mesmos processos por !ue passam (o0eM • • • Dos (ac5ti%istas U dos Y? assinalaram esta respostaD Dos 0ornalistas 1 dos [1 assinalaram esta respostaD e Dos pes!uisadores 11 dos 21 assinalaram esta resposta Odois ignoraram esta perguntaP& Aparentemente (C tam"=m o interesse em se utiliEar da 'ei de Acesso con-orme a seguinte !uestão) $uitos se utiliEam de relaç:es pessoais para o"ter in-ormaç:es pú"licas& *om a 'ei de Acesso %ocF pretende passar a adotar as %ias institucionais para solicitaç:es de in-ormaçãoM .

.10? • • • Dos (ac5ti%istas 2[ responderam a-irmati%amente e 11 negati%amenteD Dos 0ornalistas 2R responderam a-irmati%amente e 1U negati%amenteD e Dos pes!uisadores 2Y responderam a-irmati%amente e 1 negati%amente& Bo entanto uma leitura mais atenta das respostas associadas a essa !uestão parece re-orçar a acuidade da a"ordagem Estado3na3sociedade) muitas das respostas apontaram a utiliEação de %ias institucionais concomitantemente às %ias de relaç:es pessoais) A seguir as respostas de alguns pes!uisadores OG.G'E 2012aP) • • JAl=m de continuar usando redes pessoais o uso das %ias institucionais serão importantes para garantir rapideE e con-ia"ilidade nas in-ormaç:esND e Jadotarei as duas %ias) as relaç:es pessoais e as %ias institucionaisN& A seguir algumas respostas de 0ornalistas OAH>A<I K2003LaP) • • JGC in-ormação !ue não serC prestada pela %ia institucional outras sim& Portanto utiliEaremos os dois sistemas em "usca da %erdadeND e Jsim e não pois em alguns casos ainda serC necessCrio procurar -ontes alternati%asN& Bo caso dos (ac5ti%istas OG.G'E 2012cP a pergunta para essa !uestão era mais e+atamente a seguinte) JAtualmente = necessCrio realiEar muitas raspagens para recol(er in-ormação pú"lica 0unto a sites go%ernamentais& *om a 'ei de Acesso sua primeira ação ao "uscar dados pú"licos serC solicitar os dados em -ormato a"erto em %eE de 0C partir para a raspagemMN& As respostas -oram as seguintes) • • JBa realidade as duas coisas& At= !ue esse processo este0a e-eti%amente acontecendo e at= !ue o Go%erno possa se aparel(ar para responderND e Ja ideia = primeiramente tentarmos da -orma hlegala depois caso não ten(amos acesso ao !ue nos = necessCrio partimos para a raspagemN& Essas respostas permitem supor !ue a 'ei de Acesso soma3se a sistemas in-ormais 0C esta"elecidos de acesso a in-ormaç:es pú"licas& Pes!uisas -uturas poderão e+plorar !uest:es relati%as à in-ormação pri%ilegiada en%ol%endo esses acessos in-ormais& ..

"@3'<'$3.101 Passaremos agora a analisar as respostas de cada um dos grupos no !ue diE respeito ao con(ecimento da 'ei de Acesso à In-ormação e ao principal "ene-#cio !ue ela poderC traEer& 4!9!1 I.$ Dos [1 0ornalistas associados à ABRA6I !ue participaram do survey [1 responderam JsimN à pergunta) JVocF con(ece a 'ei 12&?2U@2011 con(ecida como 'ei de Acesso a In-ormação Pú"licaMN OAH>A<I K2003LaP& Xuanto ao Jprincipal "ene-#cioN) • • 22 respondentes apontaram a maior -acilidade no acesso a dados pú"licos o !ue aumentaria o número de reportagens so"re atos e gostos dos go%ernosD 12 mencionaram a proteção legal para o acessoD ..$ Dos Y? (ac5ti%istas do grupo /ransparFncia Gac5er !ue participaram do survey Y2 responderam JsimN à pergunta) JVocF con(ece a 'ei 12&?2U@2011 con(ecida como 'ei de Acesso à In-ormação Pú"licaMN OG.2'$3.G'E 2012cP& Xuestionados so"re !ual o principal "ene-#cio !ue a 'ei trarC) • • • • • • • • 11 mencionaram o controle socialD R citaram a proteção 0ur#dicaD U citaram a ampliação do con(ecimento so"re o -uncionamento dos go%ernosD 2 a-irmaram !ue a 'ei -orçarC os go%ernos a ser organiEarem mais o !ue tenderC a mel(orar a e-icCcia da gestão pú"licaD 2 de-enderam a promoção da transparFncia pú"licaD 1 mencionou a redução da corrupçãoD 1 -alou em legitimaçãoD e 1 mencionou a maior -acilidade ao acesso a documentos pú"licos& 4!9!2 J%*(.

2012P e !ue %Crias pol#ticas principalmente sociais necessitam do "om -uncionamento e gerenciamento de 8rgãos pú"licos dos estados e munic#pios sup:e3se .G'E 2012cP acreditam !ue o principal "ene-#cio da 'ei de Acesso = mel(orar o controle social en!uanto os 0ornalistas OAH>A<I K2003LaP creem !ue a 'ei os "ene-iciarC por possi"ilitar um aumento !uantitati%o na co"ertura 0ornal#stica so"re a Administração Pú"lica& De certa -orma tal posicionamento dos 0ornalistas com"ina com as respostas so"re Jampliar o con(ecimentoN a respeito da atuação dos go%ernos surgidas entre os (ac5ti%istas& OG.G'E 2012cP& Foi "astante grande tam"=m o número de respondentes !ue mencionaram a proteção 0ur#dica traEida pela 'ei de Acesso a In-ormaç:es& .4 FEDERALISMO A !uestão do papel da sociedade em relação à transparFncia pú"lica b e à 'ei de Acesso à In-ormação em particular b = ainda mais importante !uando se -ala em go%ernos locais& Isso por!ue algumas das promessas da 'ei de Acesso à In-ormação somente serão cumpridas se estados e munic#pios de -ato tornarem3se mais transparentes& E+emplo) os de-ensores das 'eis de Acesso a-irmam !ue a transparFncia reduE o risco de corrupção e torna os go%ernos mais e-icaEes& 7ma %eE !ue o risco de corrupção parece ser maior nos entes su"nacionais OAH>7*I.-E#$ )'(.10U • • Y a-irmaram !ue as reportagens poderiam ser mais precisas por conta do acesso a dados primCriosD e 2 respondentes mencionaram a responsa"iliEação dos agentes pú"licos& 4!9!9 C%($'6#*...utro dado !ue %ale a pena mencionar = o aparecimento de !uest:es so"re a e-icCcia da gestão pú"lica surgidas na lista /ransparFncia Gac5er OI"id&P em"ora a!ui se de%a -aEer a ressal%a de !ue alguns -uncionCrios pú"licos estão no e%group e participaram do survey) dos Y? respondentes 1[ declararam3se ser%idores pú"licos& Interessante o"ser%ar !ue apenas uma das respostas citou e+pressamente Jredução da corrupçãoN como o principal "ene-#cio em"ora alguns respondentes ten(am mencionado aspectos como Jcon(ecer os "astidoresN& De maneira geral a !uestão mais premente parece estar relacionado a Jcomo os go%ernos -uncionamN& 4.'$ Interessante notar !ue os (ac5ti%istas OG.

artigo ST %ersa so"reL a criação de ser%iço de in-ormaç:es ao cidadão Ke a Seção II do *ap#tulo III trata dos recursosL& OI"id&P& De acordo com *elina SouEa o Hrasil K&&&L = um pa#s -ederati%o caracteriEado pela e+istFncia de múltiplos centros de poder por um sistema comple+o de dependFncia pol#tica e -inanceira entre as es-eras go%ernamentais não go%ernamentais e multilaterais pela e+istFncia de %Crios comin(os para a prestação de pol#ticas pú"licas e por grandes disparidades inter e intrarregionais& O2002 p& [[0P& A autora ressalta !ue os go%ernos locais no Hrasil trans-ormaram3se em -ontes de apoio e %eto às coaliE:es go%ernistas nacionais pro%edores de ser%iços sociais e e+perimentadores de pol#ticas participati%as mas isso não signi-ica !ue o go%erno -ederal se0a um ator passi%o&Ao contrCrio) muitos munic#pios não tFm autonomia -inanceira o !ue dei+a o go%erno -ederal principal -onte de recursos dos munic#pios com "oa margem de mano"ra para negociaç:es& Estudo do François Hremae5er O2011P por e+emplo a-irma !ue em 2010 a receita orçamentCria dos munic#pios "rasileiros -oi constitu#da em m=dia por 11 Y2f de trans-erFncias 1U 1Uf de receitas tri"utCrias e 11f de outras receitas& Para a recente JrecentraliEaçãoN pol#tica no Hrasil %ale ler JA coordenação Federati%a no Hrasil) a e+periFncia o per#odo FG* e os desa-ios do Go%erno 'ulaN& OABRUCIO 200?P& Para SouEa Oop& cit& p& [[1P Jas disparidades inter e intrarregionais moldam os resultados da descentraliEação e das relaç:es intergo%ernamentais criando contradiç:es e tens:esN& .ederal e -unic. artigo [? da 'ei de Aceso à In-ormação anota !ueL ca"e aos Estados ao Distrito Federal e aos $unic#pios em legislação pr8pria o"edecidas as normas gerais esta"elecidas nesta 'ei de-inir regras espec#-icas especialmente !uanto ao disposto no art& So e na Seção II do *ap#tulo III& K.pios& OH>ASI' 2011 gri-o nossoP& Bo entanto como -orçar os go%ernos estadual e municipal entendidos como entes aut.ederal e -unic.nomos a seguir uma lei -ederal !ue e+ige %ontade pol#tica e in%estimentosM K.pios com o -im de garantir o acesso a in-ormaç:es pre%isto no inciso ```III do art& ?o no inciso II do l YT do art& YU e no l 2T do art& 211 da *onstituição Federal KEsse = o artigo 1T da 'ei de Acesso à In-ormação !ue a-irma ainda !ue se su"ordinam ao regime da lei L as autar!uias as -undaç:es pú"licas as empresas pú"licas as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela 7nião )stados* +istrito .10R !ue o sucesso de uma 'ei de Acesso à In-ormação somente serC assegurado se os go%ernos locais tornarem3se mais responsi%os& Esta 'ei disp:e so"re os procedimentos a serem o"ser%ados pela 7nião )stados* +istrito .

10S Essa anClise permite supor !ue o a implementação da 'ei de Acesso no Hrasil poderC seguir os mesmos camin(os do caso me+icano no !ual como %imos acima (C muita disparidade na implementação nos di%ersos estados e munic#pios& Ainda no !ue diE respeito à discussão so"re autonomia e coordenação Arretc(e O200[ p& 2[P lem"ra !ue e+ceção -eita à educação -undamental K&&&L a concentração da autoridade no go%erno -ederal caracteriEa as relaç:es -ederati%as na gestão das pol#ticas pois à 7nião ca"e o papel de principal -inanciador "em como de normatiEação e coordenação das relaç:es intergo%ernamentais& KDestaca a pol#tica de saúde cu0a descentraliEação de encargosL -oi deri%ada do uso da autoridade -inanceira e normatiEadora do go%erno -ederal para o"ter a adesão dos munic#pios a um dado o"0eti%o de pol#tica& A autora OI"id&P conclui !ue condicionar trans-erFncias à adesão dos go%ernos locais à agenda do Go%erno Federal re%elou3se uma estrat=gia de -orte poder de indução& Besse sentido tal%eE o Go%erno Federal possa se utiliEar dessa estrat=gia para -aEer %aler a 'ei de Acesso à In-ormação nos estados e principalmente nos munic#pios em"ora neste caso a pol#tica espec#-ica to!ue em temas mais espin(osos b como accounta"ilit6 controle social e com"ate à corrupção b do !ue pol#ticas de saúde o !ue tende a di-icultar a construção de consensos& Ainda na discussão so"re autonomia e mantendo o de"ate so"re accounta"ilit6 = interessante notar !ue as promessas da descentraliEação ad%inda da *onstituição de 1SRR OBRASIL 1SRRP inclu#am mais controle social e participação e+atamente por conta da maior pro+imidade entre eleitores e eleitos no plano local& /al%eE esta se0a a promessa mais distante da materialiEação se le%armos em conta as e%idFncias recentes !ue apontam para um risco maior de corrupção no go%erno local por conta da ausFncia de mecanismos de accounta"ilit6& Beste ponto ca"e resgatar o artigo de <onat(an >odden intitulado JFederalismo e DescentraliEação em Perspecti%a *omparadaN no !ual o autor diE !ue "usca -ornecer su"s#dios Jpara e+plicar a crescente dis-unção entre a teoria e as e%idFncias encontradas em di-erentes pa#sesN& O200? p& 10P& Ba seção em !ue discute accounta"ilit6 >odden Oop& cit& p& 21P lem"ra !ue J!uando a descentraliEação en%ol%e acrescentar camadas de go%erno e e+pandir Creas de responsa"ilidade compartil(ada pode -acilitar a trans-erFncia de hculpaa ou de cr=ditos pol#ticos na prCtica reduEindo a accounta"ilit6N& Ainda segundo o autor não se concretiEou nem mesmo o argumento de !ue a competição intergo%ernamental reduEiria a capacidade de su"orno dos go%ernos uma %eE !ue a migração de indi%#duos e empresas não = tão -Ccil& .

# CONSIDERAÇ4ES FINAIS Ao cote0ar o cenCrio "rasileiro com a e+periFncia internacional nota3se !ue o Hrasil terC !ue superar alguns o"stCculos institucionais e sociais& A ausFncia de um 8rgão central poderC gerar entendimentos muito di%ersos so"re o acesso a in-ormaç:es& c poss#%el !ue muitos casos gan(em o <udiciCrio !ue terC di-iculdades em uni-ormiEar os entendimentos so"re %Crias !uest:es como a pu"licação de salCrios de ser%idores pú"licos Odireito à in-ormação %ersus direito à pri%acidadeP ou a disponi"iliEação de in-ormaç:es a respeito das empresas estatais Odireito à in-ormação %ersus sigilo comercialP ou de cart8rios e 0untas comerciais Odireito à in-ormação %ersus sigilo comercial@direito à pri%acidadeP& .110 Al=m disso argumenta >odden Oloc& cit&P K&&&L em"ora os supostos "ene-#cios da descentraliEação supon(am gan(os em accounta"ilit6 muito pouco se sa"e so"re os %#nculos entre os tipos de descentraliEação -iscal Oou mel(or dito superposiçãoP e a capacidade dos eleitores de responsa"iliEar as autoridades locais por a!uilo !ue -aEem& De -ato no Hrasil a -alta de competiti%idade de algumas economias locais parece trans-erir muito poder para o E+ecuti%o municipal Oe em alguns casos estadualP o !ue aca"a por constranger elementos importantes de checks and balances como o 'egislati%o local ou a imprensa& A comple+idade do -ederalismo "rasileiro os pro"lemas de coordenação e autonomia e a natureEa pr8pria de lit#gio da 'ei de Acesso à In-ormação b e seus corolCrios dese0ados como transparFncia e accounta"ilit6 b permitem supor !ue o processo de implementação dessa 'ei nos entes su"nacionais "rasileiros encontrarC di%ersos o"stCculos& Serão necessCrias ainda muitas pes!uisas para %eri-icar o alcance e as limitaç:es da 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica nos go%ernos su"nacionais e em particular nos go%ernos municipais& 4.utro desa-io institucional3legal = a ausFncia de classi-icação da não resposta como uma %iolação ao direito à in-ormação& Estudos internacionais apontam !ue muitos pedidos de in-ormação não são atendidos por!ue são simplesmente ignorados& *aso isso ocorra no Hrasil o re!uerente terC !ue passar pelo comple+o sistema de apelação e e%entualmente terC !ue ir ao <udiciCrio para -aEer %aler seu direito& E%identemente esses .

primeiro deles = o en-rentamento da cultura do segredo identi-icada principalmente na constante preocupação com o hmau usoa das in-ormaç:es pelo pú"lico com a hmC interpretaçãoa ou hdesconte+tualiEação das in-ormaç:esa& A "usca pelo controle das in-ormaç:es b o !ue estC sendo in-ormado para !uem e com !ual o"0eti%o 3 apareceu como prCtica recorrente& Isto por!ue muitas %eEes as in-ormaç:es so" a guarda da Administração Pú"lica são tratadas como sendo de propriedade do Estado dos departamentos e em alguns casos dos pr8prios ser%idores !ue as ar!ui%am em seus computadores ou pendri%es pessoais e as le%am para casa& . D7A>/E 2010P& AusFncia de uso prCtico das possi"ilidades da 'ei com receio de retaliação go%ernamental tam"=m pode ser um dos o"stCculos a sua "oa implementação em particular no interior do pa#s& Em suma) desa-ios institucionais e socioculturais tanto no lado da o-erta como no lado da demanda apresentam3se para a implementação da 'ei 12&?2U@2011 a 'ei de Acesso à In-ormação Pú"licas do Hrasil& OH>ASI' 2011P& . controle das in-ormaç:es especialmente dos "ancos de dados cria um status di-erenciado e garante o espaço pol#tico dos t=cnicos dentro de seus 8rgãos& Por isso (C resistFncia em disponi"iliEar in-ormaç:es não s8 para o pú"lico mas às %eEes at= para outras Creas da Administração& Do lado da demanda um dos o"stCculos identi-icados em pes!uisas internacionais parece se repetir no Hrasil) a "ai+a atuação da sociedade& Foram poucas as organiEaç:es da sociedade en%ol%idas no processo de apro%ação da 'ei de Acesso à In-ormação o !ue le%a a crer !ue tam"=m serão poucas a!uelas en%ol%idas no monitoramento de sua implementação& A pouca di%ulgação a respeito do direito à in-ormação e da 'ei de Acesso tam"=m pode constranger a demanda no Hrasil assim como ocorreu em outros pa#ses& A -alta de apoio por parte de certos setores da sociedade de%ido ao acesso pri%ilegiado desses setores a in-ormaç:es e recursos go%ernamentais tam"=m parece ser um risco no Hrasil como apontado no caso em !ue grandes empresCrios "rasileiros de-enderam o HBDES& OA'$EIDA B. descon(ecimento por parte dos -uncionCrios pú"licos = outro aspecto a se considerar em particular no Am"ito dos estados e munic#pios& Ainda !ue os ser%idores con(eçam a 'ei e+istem resistFncias para sua real implementação& Em pes!uisa realiEada em 2011 pela *G7 e 7BES*.111 procedimentos geram custosD portanto apenas a!ueles dotados de recursos (umanos e -inanceiros poderão lutar pelo direito à in-ormação pelas %ias administrati%a e 0udicial& . ODA $A//A 2011 p& 1SP -oram entre%istados ser%idores do E+ecuti%o Federal e re%elou3se !ue a "usca pelo controle da in-ormação aparece como JprCtica recorrenteN entre -uncionCrios pú"licos& K&&&L desa-ios de%erão ser en-rentados para a implementação "em sucedida da 'ei Ode Acesso à In-ormaçãoP& .V.

intuito era desco"rir com "ase nas e+periFncias internacionais e no cenCrio pol#tico3institucional "rasileiro !ual contri"uição uma lei geral de acesso a in-ormaç:es pú"licas poderia dar ao processo de prestação de contas e de responsa"iliEação de agentes pú"licos no Hrasil& A discussão te8rica !ue em"asou esta pes!uisa iniciou3se com uma discussão so"re a a"ordagem Estado3na3sociedade segundo a !ual os estados são parte da sociedade portanto são in-luenciados por ela tanto ou mais do !ue a in-luenciam& De -ato tal a"ordagem precede as discuss:es so"re transparFncia e accounta"ilit6 pois recon(ece essa %ia de mão dupla na !ual -luem in-ormaç:es contrapress:es& Em seguida a"ordou3se o (ist8rico do termo e sua ligação com a noção li"eral do Estado segundo a !ual os 8rgãos pú"licos são um Jmal necessCrioN !ue de%em ser controlados e a noção contemporAnea menos li"eral do Jdireito à in-ormaçãoN !ue liga a transparFncia à de-esa de direitos sociais ainda !ue isso signi-i!ue presença mais ati%a do Estado na %ida dos cidadãos& Discutiu3se então a accounta"ilit6 democrCtica partindo das discuss:es so"re democracia e accounta"ilit6& Em"ora ainda se0a um conceito em processo de discussão a de-inição de accounta"ilit6 = compreendida atualmente como um processo de prestação de contas pú"licas em !ue se destacam as -acetas da responsi%idade e da possi"ilidade de punição& consideraç:es prestaç:es de contas press:es e .112 CONCLUSÃO Esta pes!uisa "uscou contri"uir com o de"ate te8rico a respeito das relaç:es entre transparFncia e accounta"ilit6 por meio da anClise de casos so"re a implementação da 'ei de Acesso a In-ormaç:es& Em"ora o Hrasil ten(a um (ist8rico de pes!uisas so"re participação cidadã com desta!ue aos estudos so"re orçamento participati%o (C pouca pes!uisa so"re o acesso a in-ormaç:es go%ernamentais e transparFncia go%ernamental& Al=m disso o Hrasil tornou3se em 2011 o RST pa#s a ter uma 'ei Geral de Acesso a In-ormaç:es e%idenciando a necessidade de iniciar uma rodada de pes!uisas so"re o processo em torno da 'ei de Acesso especi-icamente e so"re seus poss#%eis desdo"ramentos& A pergunta !ue moti%ou esta pes!uisa -oi) J!ual o incenti%o !ue a 'ei de Acesso à In-ormação "rasileira darC à accounta"ilit6MN& .

"ser%ou3se !ue potencialmente a in-ormação pú"lica ser%irC à de-esa da go%ernança e dos direitos (umanos e ao com"ate à corrupção& . item a seguir b so"re es-era pú"lica %isi"ilidade e o Jcidadão interpretanteN b %em enri!uecer o de"ate so"re o uso da in-ormação iniciado no item so"re a in-ormação pú"lica& ."ser%ou3se a centralidade dessas discuss:es !uando se "usca -aEer a relação entre transparFncia e accounta"ilit6 intuito geral desta pes!uisa& . caso .i5ilea5s ser%iu como um pe!ueno estudo de caso e+plorat8rio em torno dessas !uest:es& c a partir dessa discussão !ue se perce"e mais claramente !ue a disponi"iliEação de in-ormaç:es pú"licas não garante o dese0ado re-orço à accounta"ilit6 democrCtica& E+istem a# ao menos trFs riscos importantes) • • • .11Y Partiu3se então para uma discussão so"re in-ormação pú"lica en%ol%endo os aspectos mencionados na parte so"re transparFncia) a in-ormação pú"lica utiliEada tanto como uma arma pela Jgo%ernançaN como na de-esa de direitos (umanos Ono aspecto do a"uso de autoridade assim como na garantia de direitos sociaisP e como instrumento de com"ate à corrupção& .micos e sim"8licos poderão apro%eitar mel(or as in-ormaç:es tornadas pú"licasP& A percepção de !ue o camin(o entre transparFncia e accounta"ilit6 democrCtica = longo e tortuoso b e pode mesmo (a%er pouca relação entre um conceito e outro b = re-orçado !uando se discute a !uestão da -ormação da agenda) o -ato de um acontecimento ter se tornado pú"lico de%ido à transparFncia pode não le%ar a !ual!uer reposta dos go%ernos& A resposta a e%entuais demandas surgidas da disponi"iliEação de in-ormaç:es poderC ocorrer ou não a depender da capacidade dos di-erentes atores em capturar a atenção da sociedade e dos go%ernos em e+igir destes últimos uma resposta& Ainda -altam pes!uisas para compreender com mais precisão de !ue -orma transparFncia e accounta"ilit6 se relacionamD no entanto apesar da percepção da distAncia considerC%el entre um e outro parece consensual !ue a accounta"ilit6 democrCtica não se e-eti%arC sem a transparFnciaD e a transparFncia por seu turno parece de -ato se "ene-iciar de uma 'ei de Acesso a In-ormaç:es& . não processamento das in-ormaç:es por parte dos intermediCriosD a incapacidade dos 8rgãos pú"licos em responder às demandas surgidas do processamento da in-ormação tornada pú"licaD e o re-orço ao 0C desigual lobby realiEado entre os distintos grupos sociais Ogrupos com mais recursos (umanos econ.

s estudos selecionados a"orda%am di%ersos aspectos da implementação em di-erentes pa#ses& De maneira geral por=m -oi poss#%el identi-icar alguns o"stCculos institucionais e socioculturais à implementação de uma 'ei de Acesso à In-ormação& Do ponto de %ista institucional3legal pode3se destacar trFs grandes o"stCculos à implementação da 'ei de Acesso) • • • AusFncia de 8rgão super%isor ou "ai+a autonomia dos 8rgãos e+istentesD limitado escopo da 'eiD e ausFncia de re-erFncia legal em relação ao -ato de !ue não resposta = %iolação ao direito à in-ormação& A e+istFncia de um 8rgão super%isor pode %ir a -acilitar %Crios pro"lemas de implementação detectados em alguns estudos entre os !uais) "ai+o con(ecimento da 'ei por parte de -uncionCrios pú"licos "ai+a punição por descumprimento da lei criação de o"stCculos aos re!uerentes identi-icação& 7m 8rgão responsC%el pela implementação da 'ei de Acesso poderia) • >eduEir o n#%el de descon(ecimento dos ser%idores pú"licos por meio de treinamentos mel(orar a e-icCcia das puniç:es por meio da consolidação de entendimentos e do controle das negati%as e das apelaç:esD e • reduEir e%entuais o"stCculos a re!uentes de in-ormação por meio da uni-ormiEação dos procedimentos necessCrios ao pedido de in-ormação& . limitado escopo da 'ei = um o"stCculo importante por!ue ao dei+ar de -ora alguns n#%eis de go%erno e alguns Poderes da >epú"lica a 'ei poderC se deslegitimar& Xuando a transparFncia não se concretiEa nos go%ernos locais nem no 'egislati%o ou no <udiciCrio o apoio a uma legislação geral de acesso à in-ormação tam"=m de%erC decair& Bo !ue diE respeito à ausFncia de pro%isão legal para lidar com a não resposta con%=m inserir este item no grupo dos mais importantes o"stCculos na medida em !ue como a solicitação de muitos dados e documentos de .11[ Ap8s as discuss:es te8ricas a respeito de transparFncia a accounta"ilit6 esta pes!uisa partiu para uma anClise dos estudos a respeito da implementação da 'ei de Acesso à In-ormação em outros pa#ses& .

11? estudos emp#ricos detectaram a -re!uFncia de tal comportamento& A ausFncia da interpretação legal de !ue tal conduta = uma %iolação dei+a ao re!uerente o peso da ação& Em resumo esses seriam os grandes o"stCculos à implementação da 'ei de Acesso à In-ormação no lado da Jo-ertaN& Do lado da sociedade b ou da JdemandaN b o"stCculos importantes são) • • • . primeiro o"stCculo ocorre pela ausFncia de campan(as de promoção do direito à in-ormação por parte de go%ernos e pela ausFncia de di%ulgação por parte de grupos sociais mais organiEados com desta!ue para a m#dia& . terceiro ocorre !uando organiEaç:es sociais tFm relaç:es muito pr8+imas com entes go%ernamentais& Identi-icados os principais o"stCculos à implementação da 'ei de Acesso esta pes!uisa cote0ou esses itens com o cenCrio "rasileiro& Duas -ontes de in-ormação -oram utiliEadas neste processo) • Para os aspectos legais e institucionais a anClise do te+to da 'ei 12&?2U@2011 OH>ASI' 2011P apontou o posicionamento do Hrasil para lidar com o"stCculos desse tipoD e • os o"stCculos socioculturais -oram cote0ados com elementos traEidos pela anClise do processo de discussão e apro%ação da 'ei de Acesso e por um "re%e survey aplicado a determinados grupos sociais& Bo !ue diE respeito aos o"stCculos de -undo legal3institucional a 'ei de Acesso "rasileira parece ter en-rentando uma das limitaç:es encontradas em outros pa#ses) o reduEido escopo da 'ei& Di-erentemente do !ue ocorre em outros pa#ses no Hrasil a 'ei de Acesso à In-ormação aplica3se a todos os Poderes da >epú"lica e a todos os n#%eis de go%erno& . descon(ecimento por parte dos cidadãosD a -alta de apoio de alguns grupos sociais por 0C terem acesso pri%ilegiado a in-ormaç:es e recursosD e a ausFncia do uso prCtico da 'ei por receio de retaliação go%ernamental& . segundo o"stCculo em geral ocorre pelo receio em compartil(ar in-ormaç:es com potenciais competidores& .

-ato de o E+ecuti%o Federal ter destacado um 8rgão b a *G7 b para cuidar da implementação da 'ei de Acesso parece colocar esse pedaço da Administração Pú"lica "rasileira na dianteira& Em"ora <udiciCrio e 'egislati%o tam"=m este0am co"ertos pela 'ei (C poucos relatos so"re sua implementação nesses espaços& AliCs o -ato de a *G7 ter liderado este processo no E+ecuti%o Federal parece -ortalecer a (ip8tese de !ue = importante a e+istFncia de um 8rgão responsC%el pelo direito à in-ormação b ressalte3se !ue a ausFncia desse 8rgão = uma das mais -re!uentes cr#ticas à 'ei de Acesso "rasileira& Por -im a pre%isão de !ue a não resposta = uma %iolação ao direito à in-ormação ine+iste na 'ei "rasileira& Pes!uisas -uturas poderão apontar se o Hrasil seguirC a tendFncia mundial em !ue a não resposta = -re!uente e se esta lacuna 3 de -ato 3 con-igura3se em o"stCculo importante à e-eti%ação do direito à in-ormação& Bo !ue diE respeito aos o"stCculos do lado da JdemandaN o"ser%ou3se !ue trFs -atores principais podem atrapal(ar a implementação da 'ei de Acesso à In-ormação) • • • .111 Por=m a pre%isão deste escopo ampliado no te+to da 'ei não garante !ue a implementação ocorra da mesma -orma em todos os Poderes e em todos os n#%eis de go%erno& . descon(ecimento por parte dos cidadãosD a -alta de apoio de alguns grupos sociaisD e a ausFncia do uso prCtico da 'ei de Acesso a In-ormaç:es& Bão (C pes!uisas à a-erição do grau de con(ecimento dos cidadãos a respeito da 'ei de Acesso mas uma pes!uisa na cidade de *uriti"a apontou !ue apenas ?f dos cidadãos con(eciam a 'ei& De%ido à "ai+a co"ertura da m#dia pode3se supor !ue o porcentual não se0a muito di-erente nas demais cidades "rasileiras& Xuanto à -alta de apoio de alguns grupos sociais uma pe!uena e%idFncia da %alidade dessa (ip8tese para o caso do Hrasil = o apoio !ue grandes empresCrios "rasileiros deram ao HBDES em 2010 ano em !ue este 8rgão pú"lico -oi pressionado pela m#dia e acusado de ser pouco transparente& Por -im no !ue diE respeito ao receio do uso da 'ei por parte de organiEaç:es sociais seriam necessCrias pes!uisas na "usca de a-erição do grau de dependFncia das di%ersas organiEaç:es em relação aos recursos go%ernamentais para se tra"al(ar mais .

2& K2003L"& Dispon#%el em) p(ttp)@@QQQ&a"ra0i&org&"r@MidqUSr& Acesso em) 2 0un& 2012 222222& Xuem participaM FN*7+ 6# D'*#'3% 6# A"#$$% .$& 200Y& Dispon#%el em) p(ttp)@@QQQ&in-ormacaopu"lica&org&"r@node@2r& Acesso em) 2 0un& 2012& . I()%*+.$& K2003Lc& Dispon#%el em) p(ttp)@@QQQ&in-ormacaopu"lica&org&"r@node@1Y?r& Acesso em) 2 0un& 2012& 222222& So"re o F8rum& FN*7+ 6# D'*#'3% 6# A"#$$% .-E#$ P012'".11U incisi%amente com a (ip8tese do não uso das possi"ilidades da 'ei de Acesso à In-ormação por receio de represClias& Esta dissertação pretendeu contri"uir com a discussão so"re transparFncia e accounta"ilit6 no Hrasil em particular so"re o papel da 'ei de Acesso à In-ormação Pú"lica nesse conte+to& De%ido à pro+imidade temporal com a entrada em %igor da 'ei ca"erC a pes!uisas -uturas a%ançar nessa compreensão& 9 guisa de conclusão ca"e destacar !ue com o in#cio da %alidade da 'ei de Acesso a In-ormaç:es a"re3se um e+tenso campo de pes!uisas à criação e ao acúmulo de con(ecimentos a respeito das relaç:es entre a 'ei de Acesso Oe outros instrumentos legaisP e a e-eti%ação da transparFncia pú"lica e entre transparFncia e accounta"ilit6& REFERÊNCIAS AH>A<I& K2003La& Dispon#%el em) p(ttp)@@QQQ&a"ra0i&org&"r@MidqU?r& Acesso em) 2 0un& 2012& 222222& E$3. I()%*+.373% S%"'.-E#$ P012'".

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