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1- Respeito as diferenças Na regulação de matérias culturalmente delicadas, como, por exemplo, a linguagem oficial, os currículos da educação pública, o status das Igrejas e das comunidades religiosas, as normas do direito penal (por exemplo, quanto ao aborto), mas também em assuntos menos chamativos, como, por exemplo, a posição da família e dos consórcios semelhantes ao matrimônio, a aceitação de normas de segurança ou a delimitação das esferas pública e privada — em tudo isso reflete-se amiúde apenas o autoentendimento ético-político de uma cultura majoritária, dominante por motivos históricos. Por causa de tais regras,implicitamente repressivas, mesmo dentro de uma comunidade republicana que garanta formalmente a igualdade de direitos para todos, pode eclodir um conflito cultural movido pelas minorias desprezadas contra a cultura da maioria.
HABERMAS, J. A inclusão do outro: estudos de teoria política. São Paulo: Loyola, 2002.

A reivindicação dos direitos culturais das minorias, como exposto por Habermas, encontra amparo nas democracias contemporâneas, na medida em que se alcança A) a secessão, pela qual a minoria discriminada obteria a igualdade de direitos na condição da sua concentração espacial, num tipo de independência nacional. B) a reunificação da sociedade que se encontra fragmentada em grupos de diferentes comunidades étnicas, confissões religiosas e formas de vida, em torno da coesão de uma cultura política nacional. C) a coexistência das diferenças, considerando a possibilidade de os discursos de autoentendimento se submeterem ao debate público, cientes de que estarão vinculados à coerção do melhor argumento. D) a autonomia dos indivíduos que, ao chegarem à vida adulta, tenham condições de se libertar das tradições de suas origens em nome da harmonia da política nacional. E) o desaparecimento de quaisquer limitações, tais como linguagem política ou distintas convenções de comportamento, para compor a arena política a ser compartilhada. 2- Crise econômica Texto I A Europa entrou em estado de exceção, personificado por obscuras forças econômicas sem rosto ou localização física conhecida que não prestam contas a ninguém e se espalham pelo globo por meio de milhões de transações diárias no ciberespaço.
ROSSI, C. Nem fim do mundo nem mundo novo. Folha de São Paulo, 11 dez. 2011 (adaptado).

Texto II Estamos imersos numa crise financeira como nunca tínhamos visto desde a Grande Depressão iniciada em 1929 nos Estados Unidos.
Entrevista de George Soros. Disponível em: www.nybooks.com. Acesso em: 17 ago. 2011 (adaptado).

A comparação entre os significados da atual crise econômica e do crash de 1929 oculta a principal diferença entre essas duas crises, pois A) o crash da Bolsa em 1929 adveio do envolvimento dos EUA na I Guerra Mundial e a atual crise é o resultado dos gastos militares desse país nas guerras do Afeganistão e Iraque. B) a crise de 1929 ocorreu devido a um quadro de superprodução industrial nos EUA e a atual crise resultou da especulação financeira e da expansão desmedida do crédito bancário. C) a crise de 1929 foi o resultado da concorrência dos países europeus reconstruídos após a I Guerra e a atual crise se associa à emergência dos BRICS como novos concorrentes econômicos.

Primavera Árabe No mundo árabe. países governados há décadas por regimes políticos centralizadores contabilizam metade da população com menos de 30 anos. justiça e liberdade. põe fogo no próprio corpo em protesto por trabalho. esses jovens incubam vírus sedentos por modernidade e democracia. porque A) determinam o papel do Estado nas transformações socioeconômicas. Sites e redes sociais – como o Facebook e o Twitter – ajudaram a mobilizar manifestantes do norte da África a ilhas do Golfo Pérsico. C) engajou-se nos protestos relâmpago e utilizou a internet para agendar suas manifestações. B) aumentam o clima de tensão social na sociedade civil. o confronto e o conflito tem sido os motores no processo de construção democrática. os movimentos sociais camponeses e as ONGs tiveram destaque. arrebatou milhares de jovens no Brasil. a juventude. Hosni Mubarak. D) privilegiam determinadas parcelas da sociedade em detrimento das demais. Em meados de dezembro. E) propiciam a adoção de valores éticos pelos órgãos do Estado. como uma epidemia. 3.abril 2010 Segundo o texto. a ação dos movimentos sociais vem construindo lentamente um conjunto de práticas democráticas no interior das escolas. M. 5. desses. E) a crise de 1929 decorreu da política intervencionista norte-americana sobre o sistema de comércio mundial e a atual crise resultou do excesso de regulação do governo desse país sobre o sistema monetário. o vírus libertário começa a se espalhar pelos países vizinhos. A) aliou-se aos partidos de oposição e organizou a campanha Diretas Já. das comunidades.D) o crash da Bolsa em 1929 resultou do excesso de proteções ao setor produtivo estadunidense e a atual crise tem origem na internacionalização das empresas e no avanço da política de livre mercado. do início dos anos de 1990. os movimentos sociais contribuem para o processo de construção democrática. C) pressionam o Estado para o atendimento das demandas da sociedade. D espelhou-se no movimento estudantil de 1968 e protagonizou ações revolucionárias armadas. Revista Istoé Internacional março de 2011 Considerando os movimentos políticos mencionados no texto. um tunisiano de 26 anos. O diálogo. movida por um forte sentimento cívico. dos grupos organizados e na interface da sociedade civil com o Estado. derrubando em seguida o presidente do Egito. Na sociedade brasileira.Movimento dos Caras-Pintadas O movimento dos caras pintadas. o acesso à internet permitiu aos jovens árabes . Nesse contexto. ao lado de outros sujeitos coletivos. E) tornou-se porta-voz da sociedade e influenciou no processo de impeachment do então presidente Collor.Movimentos sociais Na década de 1990. Uma série de manifestações eclode na Tunísia e. A. Movimentos sociais no Brasil contemporâneo . SOUZA. Sentindo-se sem perspectivas de futuro e diante da estagnação da economia. 4. vendedor de frutas. B) manifestou-se contra a corrupção e pressionou pela aprovação da lei da ficha limpa. 56% têm acesso à internet.

A) reforçar a atuação dos regimes políticos existentes. uma vez que estes não se preocupam com a preservação do meio ambiente. D) Pela presença cada vez maior de investimentos diretos. promovendo o crescimento econômico de algumas regiões desse continente. posteriormente cercadas. A. B) tomar conhecimento dos fatos sem se envolver. porque A) codificam informações transmitidas nos programas infantis por meio da observação. E) Pela presença de um número cada vez maior de diplomatas. Sociologia. B) Pela ação de ONGs (Organizações Não Governamentais) que limitam os investimentos estatais chineses uma vez que estes se mostram desinteressados em relação aos problemas sociais africanos. GIDDENS. 6. 7.Mídia Um volume imenso de pesquisas tem sido produzido para tentar avaliar os efeitos dos programas de televisão. D) disseminar vírus capazes de destruir programas dos computadores. D) observam formas de convivência social baseadas na tolerância e no respeito. mas vive sob o espectro da corrupção. Outro ponto interessante é a venda e compra de grandes somas de áreas. Dois dos tópicos mais pesquisados são o impacto da televisão no âmbito do crime e da violência e a natureza das notícias exibidas na televisão. 2005. como é possível caracterizar a relação econômica da China com o continente africano? A) Pela presença de órgãos econômicos internacionais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. A partir do texto. Por se tratar de países instáveis e com governos ainda não consolidados. C) interiorizam padrões de comportamento e papéis sociais com menor visão crítica. o que pode levar à formação de um Mercado Comum Sino-Africano.Corrupção O brasileiro tem noção clara dos comportamentos éticos e morais adequados. Porto Alegre: Artmed. C) manter o distanciamento necessário à sua segurança. Se o país fosse resultado dos . A maioria desses estudos dizem respeito as crianças o que é bastante compreensível pela quantidade de tempo que elas passam em frente ao aparelho e pelas possíveis implicações desse comportamento para a socialização. revela pesquisa. E) apreendem modelos de sociedade pautados na observância das leis. ameaçando os interesses ocidentais. o que pode representar uma ameaça à soberania dos países africanos ou manipulação das ações destes governos em favor dos grandes projetos. que restringem os investimentos chineses. (China e os novos investimentos na África: neocolonialismo ou mudanças na arquitetura global?) A presença econômica da China em vastas áreas do globo é uma realidade do século XXI. E) difundir idéias revolucionárias que mobilizaram a população.China Os chineses não atrelam nenhuma condição para efetuar investimentos nos países africanos. 8. E as crianças. B) adquirem conhecimentos variados que incentivam o processo de interação social. C) Pela aliança com os capitais e investimentos diretos realizados pelos países ocidentais. em particular. são mais vulneráveis a essas influencias. teme-se que algumas nações da África tornem-se literalmente protetorados.

pareceria mais com a Escandinávia do que com Bruzundanga (corrompida nação fictícia de Lima Barreto) FRAGA. P. C) amplas e vão além da capacidade de o indivíduo conseguir cumpri-las integralmente. cujo cumprimento é destituído de obrigação. utópicas. E) cumpridas por aqueles que se dedicam inteiramente a observar as normas jurídicas. Ninguém é inocente. que concede a si mesmo a lei à qual deve se submeter. D) criadas pelo homem. Folha de S.padrões morais que as pessoas dizem aprovar. B) parâmetros idealizados. Paulo 2009 O distanciamento entre ―reconhecer‖ e ―cumprir‖ efetivamente o que é moral constitui uma ambigüidade inerente ao humano. por esse motivo. . porque as normas morais são A) decorrentes da vontade divina e.