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Modelo conceitual e Ambiente virtual para treinamento na operação de sistemas elétricos
G. P. Focking, IFTO1/UFCG2, M. F. Q. Vieira, UFCG2 / CESIP-US3 e J. S. da Rocha Neto, UFCG2

Resumo -- Este artigo apresenta uma revisão sobre modelos pedagógicos utilizados em e-Learning, e propõe um modelo conceitual voltado para o treinamento na operação de sistemas elétricos. O modelo visa apoiar a especificação de módulos de treinamento e o desenvolvimento de objetos de aprendizagem levando em consideração a especificidade deste domínio. No artigo são também apresentados os resultados de um processo de avaliação da usabilidade de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), investigados com o propósito de selecionar o ambiente virtual a ser utilizado como plataforma de suporte ao treinamento remoto na operação de sistemas elétricos. Palavras-Chave – e-Learning, Treinamento a distância via web, Modelos pedagógicos para EaD, Sistemas de aprendizagem, Operação de sistemas elétricos. Abstract - This paper presents an overview of pedagogical models employed in e-learning, and proposes a conceptual model focused on training in the operation of electrical systems. The model aims to support the specification of training modules and the development of learning objects taking into account the specificity of this domain. The paper also presents the results of a usability evaluation of Virtual Learning Environments (VLE), in order to support the selection of a virtual environment to be used as a platform during operator training in electrical systems. Keywords - e-Learning, web-based distance training, pedagogical models for distance education, learning systems, electrical systems operation.

I. INTRODUÇÃO O treinamento e o aperfeiçoamento dos profissionais responsáveis pelas atividades de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, são fundamentais para a manutenção da qualidade dos serviços prestados pelas empresas do setor elétrico. Fatores como o crescimento da empresa, da demanda energética e atualizações tecnológicas, têm exigido que os operadores realizem treinamentos especializados constantemente. Dificuldades como tempo, custo, disponibilidade e localização geográfica, têm favorecido o uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC) e a Internet, como ferramentas de apoio aos programas de treinamento de operadores de sistemas elétricos. __________________________
IFTO – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. Copele/DEE CEEI UFCG, Av. AprígioVeloso,882- Campina Grande, Paraíba – Brasil. 3 Centre for Excellence in Signal & Image Processing, Dept of Electronic & Electrical Engineering, University of Strathclyde - Scotland, UK focking@ifto.edu.br; fatima@dee.ufcg.edu.br; zesergio@dee.ufcg.edu.br
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O uso da TIC no processo educacional exige conhecimento especializado e os modelos educacionais tradicionais devem passar por adaptações para acomodar estas tecnologias. Neste estudo são apresentados modelos educacionais utilizados em e-Learning (processo educacional mediado pelas TIC e Internet). A partir destes modelos pretende-se propor um modelo conceitual dirigido ao treinamento específico de operadores de sistemas elétricos. Os modelos de e-Learning são reconhecidos como modelos formativos; utilizando diversos recursos na apresentação de conteúdos na comunicação e na interação. Estes modelos são mediados por Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), responsáveis por disponibilizar um conjunto de ferramentas de apoio ao aprendizado coletivo, incluindo ferramentas administrativas de gestão e acompanhamento de cursos. Devido à grande oferta destes ambientes, é necessário avaliar os requisitos de cada programa de capacitação visando selecionar o ambiente que melhor se adeque às necessidades de cada treinamento. Este artigo foca na primeira fase do projeto de especificação e desenvolvimento de um modelo de e-Learning apoiado por AVA. Neste projeto pretende-se utilizar simuladores e laboratórios de instrumentação virtual, no treinamento teórico-prático, remoto de operadores. Este trabalho está inserido no contexto dos projetos de pesquisa desenvolvidos no Laboratório de Interfaces Homem-Máquina (LIHM) do Departamento de Engenharia Elétrica (DEE) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Esta linha de pesquisa está voltada para o desenvolvimento de ferramentas de apoio ao treinamento de operadores, com vistas à redução do erro humano na operação de sistemas, em especial de sistemas elétricos. O estudo de modelos pedagógicos para e-Learning, realizado neste projeto, objetivou selecionar um conjunto de orientações pedagógicas para especificar um modelo de e-Learning adequado às necessidades dos programas de capacitação de operadores de sistemas elétricos. O texto do artigo está estruturado em cinco seções incluindo esta. A seção II apresenta uma síntese da revisão bibliográfica sobre modelos pedagógicos para e-Learning. Na seção III é apresentado o modelo conceitual proposto. Na seção IV é descrito o processo de avaliação da usabilidade de Ambientes Virtuais de Aprendizagem. Na seção V são apresentadas as considerações finais do trabalho e as perspectivas de aplicação do modelo conceitual no desenvolvimento do ambiente virtual.

B. de forma colaborativa e com a moderação de instrutores.al. ilustrado na Fig. tendo como pressuposto o desenvolvimento de objetos de aprendizagem (OA) adequados a treinamentos. Estes princípios sugerem que os modelos mais efetivos são aqueles baseados na resolução de problemas. Esta perspectiva incentiva a construção de modelos dirigidos por atividades de treinamento contextualizadas às atividades reais. Nele pretende-se permitir que o treinando acesse o ambiente de acordo com suas possibilidades e necessidades e. contraste. focada no desenvolvimento de habilidades e competências colaborativamente. individualmente utilize os recursos disponíveis para a execução de tarefas. iii. O estilo de ensinar através de programas de e-learning da Open University. explanação. As abordagens de aprendizagem estão condicionadas à escolha do AVA. MODELOS PEDAGÓGICOS PARA e-Learning Modelos pedagógicos usualmente estão alinhados com uma abordagem pedagógica ou teoria de aprendizagem em particular. através da comunicação. Princípio da ativação: quando treinandos ativam conhecimentos prévios ou experiências relevantes. Esta perspectiva presupõe o suporte de ambientes de aprendizagem construtivista.2 II. D. É caracterizada pelo processamento e transmissão da informação. utilizando conteúdo instrucional multimídia. aprendizagem por tentativa e erro. aprendizagem através da associação e reforço e. realizando avaliações formativas ou somativas e executando atividades colaborativas monitoradas. através da realização de tarefas. quando os treinandos são envolvidos nos quatro estágios: ativação do conhecimento armazenado. acontece num contexto específico. serão adotados: o elemento principal denominado Arquitetura Pedagógica (AP). ao longo de atividades de definição e configuração de programas de eLearning e. a metodologia e a plataforma de EaD e. Principio da demonstração: quando treinandos observam uma demonstração. A. através de tarefas estruturadas. aplicação de habilidades e integração em atividades do mundo real. Princípio da aplicação: quando treinandos aplicam um novo conhecimento. apoiados por diretrizes de interação. tutores e desenvolvedores de material de treinamento.. e suporte e colaboração para a reflexão de suas ações. nos quais os treinandos “aprendem fazendo”. Perspectiva cognitiva Transforma as estruturas cognitivas internas. e onterpreta a aprendizagem como uma participação social. inferência e resolução de problemas. além de áreas compartilhadas e distribuídas que formam bibliotecas digitais. (b) cognitiva: aprendizagem através do entendimento e. modelagem e a construção conjunta do conhecimento. buscando a . iv. enfatizando os relacionamentos interpessoais e envolvendo a imitação.[5] Behar et. demonstração de habilidades. exercitando a comunicação moderada numa abordagem que enfatiza a natureza conectada e em rede na qual acontece a moderna aprendizagem. sob a observação de tutores. apresentaram em [5] uma discussão teórica em torno do conceito de modelos pedagógicos para EaD.al. Juntos estes elementos identificam o seqüenciamento e o modo de uso dos objetos de aprendizagem. e são contemplados no formulário de especificação de objetos de aprendizagem. [3 ]-[4]. Esta perspectiva recomenda a construção de modelos com forte presença instrucional para facilitar a aprendizagem. Princípio da tarefa: quando treinandos se engajam em estratégias instrucionais centradas em tarefas. resultados observáveis. Perspectiva situativa A perspectiva situativa. interações e avaliações. recursos e funcionalidades para cada objeto de aprendizagem. propõesm que as teorias de aprendizagem podem ser agrupadas em três categorias ou perspectivas: (a) associativa: aprendizagem como atividade. O MODELO CONCEITUAL PROPOSTO A finalidade deste modelo é orientar instrutores. Arquitetura pedagógica de Behar et. ii. v. Nela. Nela existe o suporte de tutores e de serviços disponibilizados em ambiente virtual de aprendizagem. III. Mayes & De Freitas em [1]. (c) situacional: aprendizagem como prática social. revisaram o conceito de arquitetura pedagógica o qual evolui para a construção de modelos pedagógicos específicos e. resolvendo atividades de treinamento. C. 2. A escolha de uma delas depende da oferta de recursos instrucionais e de modelos de atividades baseadas na resolução de problemas (ligados à tarefa). Merrill em [2] revisou teorias e modelos de projeto instrucionais e abstraiu cinco princípios de projeto: i. Mais especificamente. apresenta-se adequado ao modelo conceitual proposto. E. apoiar a especificação e construção de objetos de aprendizagem específicos para o treinamento de operadores de sistemas elétricos na realização de procedimentos operacionais padronizados e fortemente sujeitos a normas e legislações. recombinação. Perspectiva associativa Esta perspectiva foca na modificação do comportamento do treinando através de pares de estímulos e respostas. os conteúdos instrucionais. Neste estudo são apresentados conceitos os quais serão utilizados no modelo proposto neste trabalho. Princípio da integração: quando treinandos integram seus novos conhecimentos às atividades diárias de trabalho. Modelo de suporte à aprendizagem aberta da Open University – UK Aprendizagem aberta significa que os treinandos aprendem ao seu próprio tempo. o qual prevê a especificação dos propósitos da aprendizagem.

a organização temporal e espacial do treinamento e a definição de papeeis. com a descrição das atividades. O SimuLIHM. Estrutura conceitual do modelo proposto Os resultados obtidos no estudo permitiram identificar boas práticas e oferecer diretrizes pedagógicas para orientar o desenvolvimento do modelo conceitual apresentado. os treinamentos e os recursos instrucionais. e os Aspectos Tecnológicos. a abordagem pedagógica e os recursos tecnológicos associados. tutores e treinandos envolvidos no programa de capacitação. o AVA tem papel importante na implementação do modelo proposto. recursos computacionais. Fig. do ponto de vista dos obetos armazenados (repositórios).3 aprendizagem e o desenvolvimento das habilidades e competências pretendidas. desenvolvedores. Por sua vez. um LabRemoto. A partir dele é possível regular o acesso às ferramentas de comunicação e colaboração e implementar a interface entre usuários e aplicações especializadas. Na sua construção são considerados os requistos e objetivos do treinamento. pela equipe do LIHM. Os instrutores. exploradas como suporte à interação. formas de interação. Especificação de objetos de aprendizagem No contexto de treinamento no o modelo será empregado. interoperabilidade e durabilidade de objetos de aprendizagem. O propósito é apoiar o treinamento de operadores em situações críticas ou de emergência. Componentes da estrutura conceitual do modelo proposto Usuários: instrutores. a ser utilizada no processo de aprendizagem. para reproduzir o ambiente de trabalho. um objeto de aprendizagem consiste em um recurso didático interativo que agrupa diversos tipos de dados (textos. com a descrição da plataforma de suporte ao aprendizado e de suas funcionalidades. 2. ilustrado na Fig. Objeto de aprendizagem: elemento fundamental do modelo representa qualquer entidade. serão registradas informações de identificação do objeto de aprendizagem (metadados) e. Formulário para especificação de objetos de aprendizagem Fig. software e ferramentas de aprendizagem. Infra-estrutura: estrutura de TIC e Internet associada ao AVA e aos seus recursos e serviços disponíveis. definindo um modelo de agregação de conteúdo. possibilitanto a execução de cenários específicos no treinamento de operadores [12]. comunicação em rede e colaboração na construção da aprendizagem. serão descritos: o Planejamento Pedagógico detalhando os pré-requisitos e as expectativas da aprendizagem. o perfil do treinando. com diferentes formatos e objetivos. O padrão SCORM consiste de um conjunto unificado de especificações para a disponibilização de conteúdos e serviços de e-Learning. é um simulador desenvolvido em realidade virtual 3D. Neste trabalho foi proposto um modelo de formulário para a especificação de objetos de aprendizagem. tutores e desenvolvedores poderão projetar e implementar os programas de capacitação e acompanhar o . Portanto. simulações em ambiente real e virtual e avaliações). o Conteúdo Instrucional. passível de ser utilizado em atividades instrucionais presenciais ou online podendo ser reutilizado na concepção de outros objetos de aprendizagem. Esta estrutura deverá prover recursos para todos os envolvidos no processo de aprendizagem. os Aspectos Metodológicos. baseado no padrão SCORM (Sharable Content Object Reference Model) [6]. É possivel também adotar bases de dados heterogêneas. apoiando a gestão de pessoas. é um ambiente composto por equipamentos de instrumentação e controle reais e virtuais moontado para apoar a execução de treinamentos na compreensão de fenômenos elétricos [13]. acessibilidade. A Fig. 1 ilustra o modelo conceitual. 1. com a definição dos materiais instrucionais. objetos multimídia. Os treinandos terão acesso a uma infraestrutura de comunicação. independentemente de plataforma. detalhando os componentes da estrutura. A. um modelo de sequenciamento e um ambiente de execução para objetos de aprendizagem baseados na web. 2. Destaca-se no modelo a forte presença de TIC e da Internet. procedimentos de avaliação e organização didática. No formulário. B. O padrão SCORM tem foco na reusabilidade. armazenamento e acesso a recursos e sistemas para a execução de atividades de aprendizagem.

atutor. desenvolvimento de conteúdo e avaliação) e.edutools. ATutor.4. Estes foram realizados no laboratório LIHM. Os AVAs disponibilizam suporte a diferentes tecnologias. Foi aplicada a todos os ambientes avaliados pela equipe do LIHM e. recursos e funcionalidades. . produtividade e compartilhamento). cursando o doutorado em engenharia elétrica e com experiência docente. A avaliação heurística é baseada na opinião de especialistas em usabilidade. Um exemplo de roteiro de tarefa utilizado nos testes de usabilidade é ilustrado na Fig. ferramentas de avaliação. Exemplo de roteiro de tarefa Depois de finalizado o teste. O questionário. Na próxima seção será apresentado o processo de avaliação da usabilidade realizado nos AVAs: Ilias. a partir de testes de usabilidade e levantamento da satisfação dos usuários. Processo de avaliação da usabilidade e satisfação do usuário O processo de avaliação da usabilidade consistiu na aplicação do mix de técnicas: Avaliação Heurística. descrito a seguir. contendo informações sobre como interagir com o sistema. A escala adotada foi uma escala semântica. os usuários responderam um questionário que visava avaliar o seu grau de satisfação com os produtos utilizados no teste.net Os trabalhos de Kresimir et.org Ilias: www. do ponto de vista das dificuldades apresentadas pelos usuários durante a realização das tarefas. Os critérios adotados no estudo comparativo foram: plataforma de software livre. IV. foi necessário eleger um conjunto de critérios para a seleção do AVA. além de dispor de ferramentas auxiliares na especificação e desenvolvimento de objetos de aprendizagem. foi utilizada a ferramenta www.ca Moodle: www. que será implementado neste projeto e mediará as atividades de aprendizagem. Fig. Os testes consistiram na realização de tarefas dirigidas. TABELA I DISTRIBUIÇÃO DOS USUÁRIOS DE TESTE Tarefas Instrutor Moodle Claroline Ilias ATutor Usuário I Usuário II Usuário III Usuário V Usuário IV Usuário VIII Usuário VII Usuário VI Tarefas Treinando Usuário V Usuário III Usuário VI Usuário VII Usuário VIII Usuário IV Usuário II Usuário I Cada tarefa é composta de um conjunto de ações. conforme ilustrado na Tabela 1. foram pré-selecionados os ambientes: Atutor: www. visando apoiar a seleção da plataforma virtual de suporte que será utilizada neste projeto. e se encontrava descrita em um roteiro de tarefas de teste. utilizou-se uma escala conceitual com valores Muito Relevante. Especificações técnicas (Plataforma e licenças).ilias. Os testes avaliam a usabilidade a partir do desempenho dos usuários realizando tarefas no ambiente. ilustrado na Fig. foi elaborado para avaliar o ambiente do ponto de vista de critérios ergonômicos. capacidade de integração. com oito usuários. A combinação usuário-ambiente permitiu que cada usuário testasse dois ambientes e que todos os ambientes fossem testados por quatro usuários. 3. Testes de Usabilidade e Focus Group. Para valorar a Relevância do critério ergonômico na realização da tarefa. 4. AVALIAÇÃO DA USABILIDADE DE AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM Dada a grande quantidade de ambientes virtuais existentes.4 progresso de treinandos. Indiferente e Irrelevante. a qual permite selecionar (online) um AVA de um conjunto de 41 ambientes cadastrados no site. possibilidade de modificação/alteração/inclusão de recursos e.info. 3. um nível de usabilidade que resulte na satisfação e motivação do usuário. executam em diferentes plataformas e apresentam categorias distintas de ajuda. o qual prescreve as etapas para a coleta e análise dos dados. A. com base em um conjunto de critérios de usabilidade (heurísticas). cada usuário realizando três tarefas no papel de instrutor em um dos ambientes e três tarefas no papel de treinando em outro ambiente.claroline. colaboração e custos. associada a uma escala numérica. baseou-se nos critérios propostos por Bastien & Scapin. Na seleção do AVA.moodle. Ferramentas de suporte (administração. conforme ilustrado na Fig.de Claroline: www. Os procedimentos adotados nos testes seguem o Protocolo Experimental para Observação da Interação (PEOI). realizado nos testes. Esta estratégia permitiu identificar um maior número de falhas e problemas nos ambientes. com o perfil de engenheiros eletricistas. Os testes de usabilidade identificam problemas existentes no ambiente. Moodle e Claroline. apresentado em [9]. Os ambientes pré-selecionados foram em seguida submetidos ao processo de avaliação da usabilidade. De acordo com as características: Ferramentas de aprendizagem (comunicação.al [7] e de Graf & List [8] foram referência no processo de pré seleção dos ambientes. em [10].

B. Rij: representa a reação ao critério j pelo usuário i. de usabilidade ou satisfação do usuario. Assim. não permitiram destacar um AVA em relação aos demais. suas causas e possíveis soluções. de acada produt. 5. Os resultados apresentados na Tabela II.◘ Interação: Avalia a sequência de ações e eventos durante a execução das tarefas Significados: Avalia a clareza dos códigos adotados e denominações atribuídas na interface do sistema Gestão de erros: Verifica se o sistema oferece oportunidades para o usuário prevenir eventuais erros Ajuda: Verifica se o sistema fornece ajuda para configurações e execução das tarefas Agrupamento por localização: Verifica se o layout do sistema auxilia na relação lógica entre as informações Aspecto visual: Avalia se o projeto visual da interface interfere na qualidade da interação Diálogo com usuário: Verifica se o sistema informa e conduz o usuário durante a realização das tarefas Experiência do usuário: Avalia se os recursos se adaptam aos diferentes níveis de experiência do usuário Compatibilidade: Verifica se o sistema atende às expectativas e necessidades do usuário I T I T I T I T I T I T I T I T I T Ilias Perfil Instrutor . Maturidade da plataforma. Critérios ATutor Perfil Treinando . Esta técnica permitiu avaliar as percepções dos usuários de teste em relação aos erros cometidos durante a execução das tarefas. A partir da aplicação destes critérios.5 Ambientes Perfil de usuário Instrutor Moodle de Levemente a Bastante Insatisfeito Levemente Insatisfeito Ilias Levemente Insatisfeito ATutor Levemente Insatisfeito Claroline Bastante Insatisfeito Fig. foi selecionado o ambiente virtual de aprendizagem Moodle. Análise dos resultados dos testes de usabilidade Na Tabela II. TABELA I NÍVEL DE SATISFAÇÃO DO USUÁRIO Moodle . sobre as percepções individuais sobre os AVAs avaliados. do ponto de vista do Perfil Treinando. Treinando Levemente Insatisfeito Bastante Insatisfeito Indiferente A técnica de Focus Group também foi aplicada após os testes de usabilidade e consistiu na discussão entre o grupo de usuários de teste e de avaliadores. Este modelo é representado pela equação (1): n Si j 1 RijWij (1). Suporte em português. o símbolo “◘” identifica o AVA melhor qualificado em determinado critério. O diálogo com o usuário para a prevenção de erros deve ser explorado visando melhorar a usabilidadede de sistemas em geral e em particular de ambientes de aprendizagem. como plataforma para disponibilizar aos intrutores e treinandos as ferramentas necessárias para gerenciar. Nela. Wij: representa a importância atribuída ao critério j pelo usuário i. para finalmente ser atribuído um nível de satisfação para cada critério. 4. expressando o nível de satisfação global dos usuários em relação a todos os critérios ergonômicos. TABELA II CRITÉRIO ERGONÔMICO versus AVA Claroline Si: representa a satisfação do usuário. 5. o símbolo “●” identifica o AVA melhor qualificado em determinado critério. Alguns critérios foram destaque em mais de um AVA avaliado. de acordo com a escala de satisfação ilustrada na Fig. Escala de satisfação do usuário [11] A partir da avaliação dos critérios adotados foram obtidos os resultados apresentados na Tabela I. onde: C. o conjunto de critérios de seleção foi ampliado para abranger os seguintes criterios: Código fonte open source.● ● ◘ ● ◘ ● ● ● ◘ ◘ ◘ ● ● ◘ ◘ ● ● ◘ ◘ ● ● ◘ ◘ ● ◘ ● ◘ ◘ ● ● ◘ Fig. apresentado em [11]. Após a aplicação do questionário e a coleta de dados relativa a cada critério. comentando as sessões de testes e os resultados obtidos. Mensuração da Satisfação Para mensurar a satisfação do usuário com os ambientes avaliados utilizou-se como referência o modelo de Bailey & Pearson. executar e promover treinamentos de operadores nos procedimentos operacionais de sistemas elétricos. do ponto de vista do Perfil Instrutor e. Estes resultados permitiram uma avaliação comparativa entre AVAs. estes dados foram tabulados e os resultados analisados com o apoio de uma planilha eletrônica. são apresentados os conceitos relativos a cada critério ergonômico e o respectivo resultado para cada AVA avaliado. Extensibilidade e Customização. Screenshot do questionário pós-teste. seja por mérito ergonômico.

Os critérios ergonômicos adotados se mostaram adequados enquanto referencial de qualidade a ser adotado nos ambientes de aprendizagem. 163-165. Permite a gestão e o acompanhamento integral de treinamentos. “Ambiente para o Treinamento de Operadores em Painéis e Supervisório Apoiado por um Módulo Tutor”. E. Behar. BIOGRAFIAS Gerson Pesente Focking. R. frameworks and models. VI. São João Del-Rei. sensores inteligentes. Thomas.2 – The SCORM Overview. “Proposal of a protocol to su pport product usability evaluation. Foi desenvolvida em regime de open-source. “Comparison of e-Learning Management Systems.2003.”. permitiu propor um modelo conceitual capaz de sistematizar o processo de capacitação de operadores de sistemas elétricos e. além de obter de forma explícita o nível de satisfação dos usuários destes ambientes. o Departamento de Ergonomia Cognitiva na Universidade de Provence e. Prattichizzo.6 A plataforma Moodle destaca-se em relação às demais por suas soluções para e-Learning e Blended Learning. October. Graf & B. Sua formação em Engenharia elétrica inclui PhD em Engenharia Elétrica no Reino Unido. Sistemas Embarcados. Learning Design – a handbook on modelling and delivering networked education. List. INRIA. p.2004. [7] F. A. Sharable Content Object Reference Model Version 1. Proceedings of the International Conference on Advanced Learning Technologies. fator crucial na eficácia de um processo de treinamento. . Koper and C. Vol. Venice. Tattersall (Eds). 530-545. L. J. [12] F. Mestrado em Ciência da Computação – Universidade Federal de Santa Catarina – 2000 e MBA em Gestão da Tecnologia da Informação – Faculdade Albert Einstein . Mayes & S. [3] A.1983. Vol. [4] P.adlnet. “Applying Learning Design to Supported Open Learning. UML. 2003. Bastien & D. Management Science. 50. Kaohsiung. & M. [9] Y. 2006. UK onde é Honorary Senior Research Fellow desde 2010. com ênfase em Engenharia de Software. é professora Associada III.org. atuando na docência e pesquisa em: Caracterização de sensor termo-resistivo. Pretende-se também validar o modelo conceitual proposto. De Freitas.2008. Scapin. F.”. o Laboratório de Interfaces Homem Máquina no DEE UFCG. Aguiar & M. possui graduação. 2005. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem à CAPES pelo apoio financeiro na forma de bolsa de pós-graduação para o primeiro autor. Sua área de atuação é Engenharia da Computação voltada para Automação Industrial. Proceedings of Fourth IASTED International Conference Human-Computer Interaction. [5] P. 5. Ciência e Tecnologia. Vicino. D. Disponível em: www. CINTED-UFRGS. Tem experiência na área de Ciência da Computação. o Departamento de Engenharia Industrial na Universidade de Marselha. Bailey & S. F. Vieira. Dipartimento di Ingegneria dell'Informazione. UK. Hrvoje & H. É relativamente simples de configurar e administrar. Mcandrew & M. [13] M. “Reflections on student support in open and distance learning”. Passerino & M. Graduado em Análise de Sistemas – Fundação Universidade do Tocantins – 1998. 2001. REFERÊNCIAS [1] T. (1994). redes de sensores/atuadores industriais. 2007. Sua pesquisa é caracterizada por uma estreita colaboração com os grupos de pesquisa do LSIS UMR CNRS na França. Proceedings of the 5th WSEAS International Conference on E-Activities. V. Torres Filho. oferecendo ferramentas de criação de conteúdos e para avaliações. desde 1986 e. Interfaces HomemMáquina e Usabilidade. P.”. ETR&D. apoiando a seleção de ambientes virtuais de aprendizagem. Novas Tecnologias na Educação. o CeSIP da Universidade de Strathclyde. Maria de Fátima Queiroz Vieira. St. In R.”.SBAI. no DEE-UFCG desde 1977. Nikica.Stage 2: Review of e-learning theories. é professor no Instituto Federal de Educação. 282-289. José Sérgio da Rocha Neto. “First Principles of Instruction. 29. professor associado da Universidade Federal de Campina Grande. [6] Advanced Distributed Learning. [10] C. Tait. pp. Casini. Como etapas futuras neste projeto estão previstos o desenvolvimento do protótipo do AVA e a criação de objetos de aprendizagem conforme o modelo conceitual proposto. Universitá do Siena. No. pp. Portanto foi considerada adequada aos peopositos deste projeto. IFTO em Palmas – TO. O uso da combinação de técnicas de avaliação no avaliação dos AVAs permitiu identificar um número significativo de problemas de usabilidade neste produtos. utilizando os objetos de aprendizagem em testes com operadores reais de sistemas elétricos. [2] M. 43–59 ISSN 1042–1629. tendo como foco o estudo do erro humano e o projeto de interfaces com o usuário. C. [11] J. doutorando em Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Campina Grande. em cerca de duzentos e sete países onde é utilizada. Ligas de memória de forma. respectivamente. Taiwan. 3. Italy. & A. Por fim será especificada a arquitetura de TIC. Seu uso abrange Universidades. rede CAN. Berlin: Springer. VI.” In: Fourth IASTED International Conference Human-Computer Interaction. Empresas públicas e particulares.”. “Development of a Tool for Measuring and Analyzing Computer User Satisfaction. Da Costa. “An Evaluation of Open Source E-Learning Platforms Stressing Adaptation Issues.2011. Merrill.W. 2002. 2009.”. Krešimir. mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Paraíba (1978). redes ASI. Pearson. Acesso em 05/01/2012. O principal contexto de aplicação de suas pesquisas vem sendo o setor elétrico. "E-Learning by Remote Laboratories: A new tool for control education. Bernardi. pp. captar sugestões dos usuários de como eliminá-los. “JISC e-Learning Models Desk Study . C. [8] S. Weller.2005. International Review of Research in Open and Distance Learning. Tem experiência em Instrumentação Eletrônica. (1982). CONSIDERAÇÕES FINAIS Este estudo sobre modelos pedagógicos dirigidos ao eLearning. Criou e coordena o Grupo de Pesquisa em Interfaces Homem Máquina (GIHM) – CNPq. necessária para apoiar o processo de treinamento baseado neste modelo. não representando custos para aquisição. Vieira. “Ergonomic Criteria for the Evaluation of Human Computer Interfaces. “Modelos Pedagógicos para Educação a Distância: pressupostos teóricos para a construção de objetos de aprendizagem. 1993. VII. 2002. No. a modelagem e desenvolvimento de objetos de aprendizagem específicos para o treinamento em procedimentos operacionais padronizados. Q .Q. Brasil. Simpósio Brasileiro de Automação Inteligente .”. D. Itália. Minas Gerais.