FP.

pt 3/2011

Os dons do Espírito Santo
João Paulo II

De 9 de Abril a 18 de Junho de 1989, o Santo Padre João Paulo II fez uma série de catequeses sobre os dons do s!"rito Santo# is o te$to# INTRODUÇÃO Ecoam em toda a Igreja as palavras que Cristo ressuscitado dirigiu aos seus apóstolos na tarde da ressurreição, palavras de dom e promessa: “Recebei o Espírito anto! "#oão $%,$&'( ) ressurreição reali*ou em plenitude o desígnio salví+ico do Redentor, o derramar ilimitado do )mor divino sobre os ,omens( Incumbe agora ao Espírito implicar cada um de nós nesse desígnio de )mor( -or isso e.iste uma estreita ligação entre a missão de Cristo e o dom do Espírito anto, prometido aos )póstolos, pouco antes da -ai.ão, como +ruto do sacri+ício da Cru*: “Eu apelarei ao -ai e Ele vos dar/ outro -ar/clito para que esteja sempre convosco, o Espírito da 0erdade1 que vos ensinar/ tudo, e ,/2de recordar2vos tudo o que Eu vos disse "#oão 34235,36,$5'( igni+icati2 vamente, j/ moribundo na Cru*, Cristo “entregou o Espírito! como primícia da Redenção "c+( #oão 372&%'( -or isso, num certo sentido a -/scoa bem pode c,amar2se o primeiro -entecostes 2 “recebei o Espírito anto! 2 na espera do eu derramamento p8blico e solene sobre a comunidade primitiva do Cen/culo, cinquenta dias depois( “9 Espírito daquele que ressuscitou #esus de entre os mortos! "Rm :, 33' deve ,abitar em nós e levar2nos a uma vida cada ve* mais con+orme ; de Cristo ressuscitado( <odo o mist=rio da alvação = um acontecimento de amor trinit/rio, do )mor que medeia entre o -ai e o >il,o no Espírito anto( ) -/scoa introdu*2nos neste )mor pela comunicação do Espírito anto, “que = o en,or e +onte da vida! " ?mbolum niceno2constantino'( )ssim, meditemos sobre os dons do Espírito anto( E invocaremos a intercessão da 0irgem para que nos conceda compreender mais em pro+undidade tais dons, recordando com += que +oi sobre ela que desceu primeiro o Espírito anto e a +orça do )ltíssimo estendeu a ua sombra! "@ucas 32&A'(#oão -aulo II, em audiBncias 1. SABEDORIA

9 primeiro e maior dos dons do Espírito anto = a abedoria, que = a lu* que se recebe do altoC = uma participação especial no con,ecimento misterioso e superior que = próprio de Deus( -odemos ler na agrada Escritura: “-or isso pedi, e +oi2me dada a inteligBnciaC supliquei, e veio a mim o espírito de sabedoria( -re+eri2a aos ceptros e aos tronos, e, em comparação com ela, vi que não eram nada as rique*as "Sb 7, 7-8). Esta sabedoria superior = a rai* de um novo con,ecimento impregnado de caridade, graças ao qual a alma adquire +amiliaridade com as coisas divinas e, de certa +orme, prova o seu sabor( ( <om/s +ala precisamente de “um certo sabor de Deus! " Summa %heol# II2II, q(4A, a( $, ad( 3', pelo que o verdadeiro /bio não = o que sabe as coisas de Deus mas sim o que as e.perimenta e as vive( -or outro lado, este con,ecimento sapiencial d/2nos uma capacidade especial para julgar as coisas ,umanas segunda a medida de Deus, ; lu* de Deus( Iluminado por este dom, o cristão sabe aperceber interiormente as realidades do mundo: ningu=m mel,or que ele = capa* de apreciar os valores autBnticos da criação, ol,ando2os com os próprios olhos de Deus. Em e.emplo +ascinante

ao mesmo tempo que agudi*a a inteligBncia das coisas divinas. quando se trata das rique*as.amo2nos no segundo dom do Espírito anto: o entendimento( abemos bem que a += = adesão a Deus no lusco&fusco do mist=rioC mas = tamb=m busca movida pelo desejo de con. os quais.ecer o verdadeiro valor das criaturas na sua relação com o Criador( abemos que o .-s. que conseguiu ler incansavelmente .ecido o Ressuscitado na +racção do pão. -ara resistir a essa tentação subtil e para remediar as consequBncias ne+astas que daí podem advir. 37 e A3'( ) contemplação das maravil. precisamente em virtude do desenvolvimento das ciBncias. torna tamb=m mais límpido e penetrante o entendimento das coisas .umana( E pode conseguir2se mesmo deci+rar pro+eticamente o tempo presente e o +uturo: sinais dos tempos.pt 3/2011 desta percepção superior da “linguagem da criação! = o que podemos encontrar no CFntico das Criaturas de ( >rancisco de )ssis( Graças a este dom./ ' possuem um especial “Jsentido da +=J "sensus fidei' que os guia nas opçHes concretas( E+ectivamente.). compreender a +undo( )trav=s deste dom. tendes uma un)ão recebida do Santo e todos estais instru"dos. graças . com os seus acontecimentos.erdeiros da promessa especí+ica que Cristo l. 3&' e aos +i=is que.periBncia dos discípulos de Ema8s. comunidade: aos -astores que. go*osa percepção do desígnio amoroso de Deus( Renova2se assim a e. 0irgem da Escuta. da sua comple. penetrar. do pra*er ou do poder que as coisas materiais podem proporcionar( M perante estes ídolos que o mundo hoje frequentemente se ver !. comunica ao crente uma centel. pelo qual nos = dado a con. o Espírito anto socorre o . depois de terem recon.omem moderno. são .ecer mais e mel. quase de intuição da verdade divina( ) palavra inteligBncia deriva do latim intus le'ere. como sucessores dos )póstolos. 32). a provar interiormente as coisas celestes( 2. projectos. lu* do Espírito o sentido pro+undo dos mist=rios nela reali*ados pelo <odo2poderoso "c+( @c $. a lu* do Espírito. reali*açHes. di*iam uns aos outros: “(ão nos ardia o cora)ão.idade. o Espírito anto. acendei na terra vossa lu* +ulgente! " equBncia de -entecostes'( Invoquemo2lo por intercessão de Iaria antíssima. meu Salvador” (Lc 1. como o testemun. sinais de DeusK Dirijamo2nos ao Espírito com as palavras da liturgia: “0inde. variedade e bele*a. 3%'. quando le nos fala*a !elo caminho e nos e$!lica*a as scrituras+” (Lc 24.a dessa capacidade penetrante que l.posto . = alcançada pelo sopro do Espírito. $% e $6 2 “.2 FP.aram tantas almas escol. L anto Espírito. vBem2se mel. “unção! do Espírito "c+( 3#o $.or os numerosos sinais de Deus que estão inscritos na criação( Descobre2se a dimensão não apenas terrena dos acontecimentos de que = tecida a . 3. que a impregna com a lu* “que vem do )lto!. $5C 35. que “penetra as pro+undidades de Deus! "3 Co $. tentação de dar uma interpretação naturalística ao mundoC perante a rique*a multi+orme das coisas.es +e* "c+( #o 34.istória .idas tamb=m nos nossos tempos( Em todas estas almas repetem2 se as “grandes coisas! operadas em Iaria pelo Espírito( Ela. a quem a piedade tradicional venera como “Sedes Sa!ientiae!. que em conjunto com a += nos concede precisamente este dom especial de inteligBncia. 46s. est/ particularmente e.umanidade corre o risco de as absoluti*ar e quase de divini*/2las at= as trans+ormar no +im supremo da vida de cada um( Isto sucede. sobretudo. Esta inteligBncia sobrenatural = dada não apenas individualmente mas tamb=m . nos condu*a. a .as de Deus ser/ tamb=m para nós +onte de alegria inesgot/vel: “A minha alma 'lorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus. toda a vida do cristão. ENTENDIMENTO Deten.e abre o coração . que signi+ica ler dentro.omem com o dom da ciBncia( M esta que ajuda a valorar correcta2 . CIÊNCIA >alemos de outro dom do Espírito anto. o da ciBncia. !orém.or a verdade revelada( Este impulso interior vem2nos do Espírito.umanas( Graças a essa lu*. a cada um de nós.

na realidade.tremas de violBncia( Ias.Hes internas e das pressHes que sobre ele e. q./ que +a*er em determinadas circunstFncias por mais complicadas ou di+íceis( 9 cristão. ajudado por este dom.altam a +orça +ísica.or o que . $$' e adquire uma esp=cie de nova pupila graças .amados tantas ve*es pelo dever a tomar decisHes /rduas e penosas( E peçamo2lo por intercessão daquela a quem saudamos nas “ladain. c. 1ollationes de se!tem donis S!iritus Sancti. com o qual enriquece e aper+eiçoa a virtude da prudBncia e guia interiormente a alma iluminando2a sobre o que deve +a*er. estrelas luminosas” (Sal 148 1. 4). a insídia que pode constituir quando. oração e acção de graças( M isto que tantas ve*es e de tantas +ormas nos sugere o livro dos almos. 34'( 9 dom do consel. consequentemente. 0II. CONSELHO Continuando a re+le.HesC e .e d/ ímpeto e con+iança para se voltar para )quele que = o 8nico que pode saci/2lo no seu apetite pelo in+inito( Esta +oi a e. com o e. #. $C c+( Sal :./ necessidade de introdu*ir nas consciBncias elementos sãos e positivos( Oeste empen.ão sobre os dons do Espírito anto. c.periBncia con+irma que “9s pensamentos dos mortais são . consegue descobrir o sentido teológico da criação vendo as coisas como mani+estaçHes verdadeiras e reais.umano quando este se mostra agitado pelas pai. !. alma "c+( ( Qoaventura.a "c+( It A26'( -or isso. na realidade.o actua como um sopro novo na consciBncia.o. a sua intrínseca limitação.esitantes. dela "criação' = +eito mau uso( M uma descoberta que o leva a aperceber2se da sua pequene* e l. ""-"".o são! de que +ala o Evangel. sugerindo2l.o "It 5.omem apercebe2se continuamente da sua debilidade. como di* o @ivro da abedoria "7. cedendo aos impulsos das pai.omem não estima as criaturas mais do que elas valem e não as trans+orma na +inalidade da sua vida em detrimento de Deus "c+( S( %h. descobre ainda a infinita dist0ncia que se!ara o criador da cria)ão. 3).Hes!.o( 5.João Paulo II – Os sete dons do Espírito Santo 3 mente as coisas na sua dependBncia essencial em relação ao Criador( Graças a ela 2 como escreve ( <om/s 2 o . a Igreja deve estar e est/ na primeira lin.erce o ambiente circundante( M precisamente para resistir . penetra no verdadeiro sentido dos valores evang=licos.periBncia dos antos. )ssim.e o que = lícito. o que corresponde ou conv=m mais .o de 37:7( 4. da verdade. 9 . peçamos o dom do consel.as! "litanias' como 2ater 3oni 1onsilii. da bele*a do amor in+inito que = Deus e. qual se torna possível ver mel. “@ouvai ao EOP9R do alto dos c=usC louvai2o nas alturasK @ouvai2o. cFnticos. sendo necess/rio proceder a uma esp=cie de “reconstrução das consciBncias!( P/ necessidade de neutrali*ar alguns +actores destrutivos que +acilmente se insinuam no espírito . embora limitadas. iluminado pela CiBncia. e incertas as nossas re+le. A'( ) consciBncia converte2se então no “ol. o . vejamos o dom do Consel. nos ensina a camin.o a percorrer entre di+iculdades e obst/culos( E.egando inclusivamente a aprovar as mani2 +estaçHes e. especialmente quando se trata de opçHes importantes ou de um camin. ol e @uaC louvai2o. turvado por muitos +ocos de crise e por um ambiente de incerte*a lançado sobre os verdadeiros valores. para os -astores da Igreja. FORTALEZA Oo nosso tempo muitos e.a: e daí a s8plica que brota do coração dos seus membros 2 todos nós 2 para obter antes de mais a ajuda de uma lu* do alto( 9 Espírito de Deus vem ao encontro desta s8plica com o Dom do Consel.o( M dado ao cristão para iluminar a consciBncia nas opçHes morais que a vida diariamente impHe( M uma necessidade muito sentida no nosso tempo. a e.. como entre outros: “9s c=us proclamam a glória de DeusC o +irmamento anuncia a obra das suas mãos! "Sal 3:N37. sente2se impelido a tradu*ir esta descoberta em louvor. especialmente nos mani+estados no ermão da Iontan.o de recuperação moral. $'. especialmente no campo espiritual e moral. de modo particular. mas +oi vivida de +orma singular pela 0irgem que.o( -eçamo2lo para nós e.omem.ados na 8nica +onte da verdadeira alegria( #oão -aulo II. Iãe do Qom Consel.emplo do seu percurso. pelo pecado.ar entre as vicissitudes do mundo com os nossos coraçHes +i. em audiBncias entre $ de )bril e 33 de #un.

modelo sublime de oração +ervorosa e de doçura materna( Ela. e. a quem a . ão muitos os seguidores de Cristo 2 -astores e +i=is. con. sente2se impelido a trat/2los com a gentile*a e amabilidade próprias de uma genuína relação +raterna( )cresce que o dom da piedade e. em todos os tempos e tamb=m no nosso.perimentamos. a “debilidade da carne! "c+( 2t $5. religiosos e leigos. sacerdotes. Deus enviou aos nossos coraçHes o Espírito do seu >il. 1$). c. por Cristo( -ois quando sou +raco.imo. 43C 2c 34.o do bem( Então poderemos repetir com ão -aulo: “-or isso me compra*o nas +raque*as. que nos obten. porque sois +il. a cólera.o. nas necessidades. Invoquemos ao Espírito anto una renovada e+usão deste dom. 1%). nas perseguiçHes e nas ang8stias.ora da nossa morte( 6. o Espírito anto in+unde no crente uma nova capacidade de amar o pró. mani+esta2se na mansidão( Com o dom da piedade.ar a compromissos( Esta virtude encontra pouco espaço numa sociedade em que estão di+undidas as pr/ticas da cedBncia e da acomodação perante os atropelos e a dure*a utili*adas nas relaçHes económicas. perdão( 9 dom da piedade orienta e alimenta essa necessidade.am na alma. como #esus no Gets=mani. ternura para com Deus e com os Irmãos( ) ternura.umana que se +undamenta na civilização do amor.umana submetida . como abertura autenticamente +raterna ao pró. con+iando a nossa s8plica .omónimo do Espírito anto( 9 dom da +ortale*a = um impulso sobrenatural.a o dom da +ortale*a em todas as vicissitudes da vida e na . a quem saudamos como 4e'ina coeli. em íntima união com a 2ater Dolorosa junto . que d/ vigor .tingue no coração os +ocos de tensão e de divisão como a amargura. tolerFncia e perdão( Este dom est/. por isso.amados a tomar parte na +amília de Deus que = a Igreja( -or isto.a necessidade de ser suportada pelo dom . mas +il. cru*( Eles superaram tudo graças a este dom do Espírito( -eçamos a Iaria. sociais e políticas( ) timidez e a a'ressi*idade são duas +ormas de +alta de +ortale*a que.o(((! "5a 4. &:'. escreveu ( -aulo: “Deus enviou o seu >il. alma não apenas em momentos dram/ticos como no caso do martírio.istencial. mas tamb=m nas situaçHes normais de di+iculdade: na luta por permanecermos coerentes com os nossos princípiosC no suportar o+ensas e ataques injustosC na perseverança valente no camin.onrade*.os( E. ajuda. que = uma das quatro virtudes cardeais sobre as quais se apoia todo o edi+ício da vida moral: a +ortale*a = a virtude de quem cumpre o seu dever sem ol. suscita no .perimentado como pai providente e bom( Oeste sentido.prime2se na oração( ) e. o Espírito cura o nosso coração de todo o tipo de dure*a e abre2o . comprometidos em todo o campo do apostolado e da vida social 2 que. então = que sou +orteJ "$ Co 12.eceram e con. temos que invocar do Espírito anto o dom da +ortale*a para permanecer +irmes e decididos no camin.oje a *irtude moral da fortaleza ten.s di+iculdades +ísicas e psicológicas. que clama: S)bb/K 2 -aiKT Deste modo.ostilidades( Ruando e. nas a+rontas. se encontram no comportamento . +requentemente.ecem o martírio do corpo e da alma. PIEDADE >alemos agora de outro insigne dom do Espírito anto: a -iedade( )trav=s deste. como atitude sinceramente +ilial para com Deus.umano. intercessão de Iaria. ) ternura.os. mesmo que por entre incompreensHes e . j/ não =s escravo. quer di*er. da nature*a . na rai* daquela nova comunidade .pe2 riBncia da própria pobre*a e. 426C c+( Rm 8. e. com a consequente repetição do triste espect/culo de quem = manso e submisso com os poderosos e prepotente em +ace dos inde+esos( <alve* nunca como .imo.pt 3/2011 a estas m8ltiplas provocaçHes que = necess/ria a virtude da fortaleza.4 FP.os do mesmo pai. do va*io que tantas coisas terrenas dei.o 1 a +im de recebermos a adopção de +il. enriquecendo2a com sentimentos de pro+unda con+iança em Deus.omem a necessidade de recorrer a Deus para obter graça. +a*endo com que o seu coração de certa +orma participe da mesma mansidão do Coração de Cristo( 9 cristão piedoso sempre consegue ver os outros como +il.o da verdade e . a impaciBncia e alimenta2o com sentimentos de compreensão.

:'C este +oi tamb=m o sentimento do servo preguiçoso e mau da par/bola evang=lica. 7.e era con+iada.Hes sobre os dons do Espírito anto +alando do dom do <emor de Deus( ) agrada Escritura a+irma que “o temor do EOP9R = o princípio da sabedoria! " Sal 33%N333. e especialmente as da . a esconder2se “do en. de “permanecer e crescer na caridade! "c+( $o 1%. tremenda ma6estade de Deus.perimenta +rente . 26). segundo a Qíblia. conjugado na alma com o amor a Deus. com este dom o Espírito anto in+unde na alma especialmente o temor filial. que quer a salvação eterna de todos( )ssim.or Deus. sabendo bem que deve atender .omens do nosso tempo( Invoquemo2lo por intercessão de )quela que. da temperança. 3%C Pr 3. $7' e. e de 9 não o+ender em nada.or! "c+( "t 2%.as insi'nae de*otionis. da morti+icação dos sentidos( Recordemos a e. Deste santo e justo temor. ainda nervosa pela inaudita responsabilidade que l. 18.as "litanias' de @oreto sa8da como . completando a obra da nossa santi+icação no temor de Deus” (2 Cor 7.. mas suavi*a com a += na misericórdia divina e com a certe*a da solicitude paterna de Deus. nos ensine a adorar a Deus Jem espírito e verdadeJ "Jo 4. 3$'( -or=m. 1). como algo ou algu=m que perturba e inquieta( Este +oi o estado de espírito que. 4-7). 6'( Ias de que temor se trataU Oão certamente de esse “medo de Deus! que leva a que se evite mesmo pensar nTEle. especialmente quando re+lecte sobre as próprias in+idelidades e sobre o perigo de ser “pesado na balança e encontrado muito leve! " Dn A. soube pronunciar o “+iat! da +=. puri+iquemo2nos de toda a m/cula da carne e do espírito. depende toda a pr/tica das virtudes cristãs.omem e.ante ao conceito de temor como dom do Espírito( )qui trata2se de algo muito mais nobre e sublimeC = o sentimento sincero que o . por ve*es. o dulcis !irgo "aria#&. tal não signi+ica medo irracional mas sim sentido de responsabilidade e de +idelidade . que = um sentimento arreigado no amor de Deus: a alma preocupa2se então em não desgostar Deus. após o pecado. 37'. própria salvação “com temor e tremor! "7l! $.ortação do )póstolo -aulo aos Coríntios: “caríssimos. nossos irmãos( -eçamo2lo com as palavras do alve Regina: “.umildade.as re+le. Ias este conceito de temor como sinónimo de medo não = semel. o pia.clui a inquietação que nasce da consciBncia das +altas cometidas e da perspectiva do castigo divino. por entre o arvoredo do jardim! "5n &. da obediBncia e do amor( . ignorando ou desa+iando os seus castigos( Invoquemos o Espírito anto para que derrame largamente o dom do santo temor a Deus nos .edor a todos os que são eus +il.. da castidade. por isso. M uma advertBncia para todos nós que. ua lei( 9 Espírito anto assume todo este conjunto e eleva2o com o dom do temor de Deus# Certamente ele não e. amado como -ai. TEMOR DE DEUS Completo as min.O cleme s.João Paulo II – Os sete dons do Espírito Santo 5 Igreja nas ladain. com coração manso e acol. que +e* “um buraco na terra e escondeu o din. perante o an8ncio da mensagem do anjo “se perturbou! "8c 3.os e. $6' no juí*o +inal ao qual ningu=m pode escapar( 9 crente apresenta2se e pHe2se diante de Deus com o “espírito contrito! e com o “coração arrependido! "c+( Sal A%NA3. levou os nossos antepassados. $&' e a abrir2nos.eiro do seu sen. com tanta +acilidade transgredimos a @ei de Deus.