Como Distinguir Ciência de Pseudociência - Rory Coker

A palavra “pseudo” significa “falso”. O modo mais seguro de identificar algo falso é saber tanto quanto possível sobre os fatos reais — neste caso, a própria ciência. er con!ecimento científico n"o se restringe a saber fatos científicos #como a dist$ncia da erra ao %ol, a idade da erra, as diferen&as entre mamíferos e répteis etc.'. %ignifica entender a nature(a da ciência — os critérios para obter evidência, como pro)etar e*perimentos relevantes, a avalia&"o de possibilidades, os testes de !ipóteses, o estabelecimento de teorias, os m+ltiplos aspectos dos métodos científicos que tornam possível estabelecer conclus,es confi-veis acerca do universo físico. .- que os meios de comunica&"o bombardeiam/nos com absurdos, torna/se +til ter em conta as características da pseudociência. A presen&a de apenas uma delas )- deve despertar grande suspeita. 0or outro lado, um material que n"o mostre nen!um destes vícios poder- ser pseudociência mesmo assim, pois seus adeptos inventam diariamente novas maneiras de se tapear. A maioria dos e*emplos deste artigo relaciona/se 1 física, min!a -rea de con!ecimento, porém cren&as e comportamentos semel!antes est"o associados 1 astrologia médica, iridologia, quiropra*ia baseada em sublu*a&"o, refle*ologia, terapia dos meridianos, toque terapêutico e outras pseudociências da sa+de. A pseudociência exibe indiferença pelos fatos. 2m ve( de se dar ao trabal!o de consultar referências ou investigar diretamente, seus proponentes limitam/se a regurgitar falsos “fatos” sempre que necess-rio. 2stas fic&,es s"o ami+de cruciais para os argumentos e conclus,es do pseudocientista. Ademais, pseudocientistas raramente revisam seus te*tos. A primeira edi&"o dum livro pseudocientífico é quase sempre a +ltima, muito embora ele continue a ser impresso por décadas ou mesmo séculos. Até mesmo livros com erros óbvios de conte+do e impress"o s"o reimpressos sem modifica&"o, ve(es sem conta. 3ompare/se isto aos compêndios científicos que s"o reeditados a cada pun!ado de anos, devido ao r-pido ac+mulo de novos fatos e critérios. A “pes uisa! pseudocient"fica # in$aria$elmente malfeita. Os pseudocientistas recortam notícias de )ornais, colecionam boatos, citam outros livros pseudocientíficos e debru&am/se sobre antigas obras religiosas ou mitológicas. 4aramente ou nunca empreendem uma investiga&"o independente para verificar suas fontes. A pseudociência parte duma %ip&tese ' ue geralmente possua apelo emocional e se(a espetacularmente implaus"$el ' e a seguir busca somente os itens ue a apoiem. 5espre(am/se as evidências conflitantes. 5e modo geral, a pseudociência visa racionali(ar cren&as fortemente arraigadas, ao invés de investigar ou testar possibilidades alternativas. A pseudociência se especiali(a em atingir conclus,es

“apropriadas” e espica&ar ideologias, ao apelar a ideias preconcebidas e mal/entendidos disseminados. A pseudociência # indiferente aos crit#rios para estabelecer e$idência $)lida. A ênfase n"o reside em e*perimentos científicos relevantes, controlados e repetíveis. 0elo contr-rio, baseia/se em testemun!os n"o verific-veis, !istórias e lorotas, boatos, rumores e relatos d+bios. A literatura genuinamente científica ou é despre(ada ou distorcida. A pseudociência confia muito na $alidaç*o sub(eti$a. .osé da %ilva aplica gelatina na cabe&a, e sua dor de cabe&a some. 0ara a pseudociência, isto significa que gelatina cura dores de cabe&a. 0ara a ciência, isto nada significa, pois nen!um e*perimento foi reali(ado. 6uitas coisas estavam ocorrendo quando a dor de cabe&a de .osé da %ilva sumiu — era lua c!eia, um p-ssaro voou por sobre ele, a )anela estava aberta, .osé vestia sua camisa vermel!a etc. — e sua dor de cabe&a acabaria indo embora de qualquer modo, fosse por que fosse. 7m e*perimento controlado colocaria muitas pessoas numa mesma situa&"o, e*ceto pela presen&a ou ausência do remédio que se dese)asse testar, e compararia os resultados, que ent"o teriam alguma possibilidade de ser relevantes. 6uitos ac!am que a astrologia deve ter algo v-lido, pois um !oróscopo de )ornal descreve/os perfeitamente. 6as um e*ame detal!ado revelaria que a descri&"o é genérica o bastante para enquadrar praticamente qualquer um. 2ste fen8meno, c!amado de valida&"o sub)etiva, é um dos pilares do apoio popular 1 pseudociência. A pseudociência depende de con$enç+es arbitr)rias da cultura %umana, ao in$#s de regularidades imut)$eis da nature-a. 0or e*emplo, a interpreta&"o da astrologia baseia/se nos nomes de coisas, que s"o acidentais e variam de cultura a cultura. %e os antigos !ouvessem c!amado de 6arte ao planeta a que c!amamos de .+piter, a astronomia n"o daria a mínima, mas a astrologia seria totalmente outra, pois baseia/se e*clusivamente no nome e nada tem que ver com as propriedades físicas do planeta em si. A pseudociência acaba sempre em absurdo se le$ada adiante. alve( os rabdomantes possam sentir de algum modo a presen&a de -gua ou minerais no subsolo, mas quase todos afirmam poder detect-/los igualmente por meio de um mapa9 alve( 7ri :eller se)a um “paranormal”, mas ser- que seus poderes s"o a ele irradiados mediante uma liga&"o de r-dio com um disco voador do planeta ;uva, como ele alega< alve( as plantas se)am “paranormais”, mas por que uma tigela de lama produ( e*atamente a mesma resposta no mesmo “e*perimento”< A pseudociência sempre e$ita submeter suas alegaç+es a um teste $)lido. Os pseudocientistas nunca efetuam e*perimentos cuidadosos e metódicos — e geralmente também despre(am aqueles reali(ados por cientistas. Os pseudocientistas tampouco

B"o é recomend-vel )ulgar tais notícias pela aparência. e alegaç+es suspeitas ' ao in$#s de regularidades da nature-a bem demonstradas. A afirma&"o “A ciência n"o consegue e*plicar” é comum na literatura pseudocientífica. assim como o pseudocientista é tido como equivocado.es imagin-rias #“. Apelos emocionais s"o comuns #“%e isto o far. 6as n"o !. sem verific-/ las. >sto est. propaganda e embuste. a ciência n"o tem interesse nos supostos fen8menos por n"o !aver evidência de que e*istamE noutros casos. muito embora suas alega&. anomalias. A pseudociência cria deliberadamente mist#rio onde n*o %) nen%um ao omitir informaç+es cruciais e detal%es importantes.qualquer alega&"o que o pseudocientista queira fa(er. na qual e*perimentos cruciais s"o repetidos por cientistas do mundo todo. 7m indivíduo que abandonou o curso secund-rio é aceito como e*pert em arqueologia. contradita pelas descobertas de :alileu. de discos voadores a estudos de paranormalidade. as ideias de :alileu foram testadas. sem contar física. limitam/se a retrucarI “Os cientistas n"o sabem tudo9” . sentimento ou desconfiança de um fato compro$ado. nen!um outro pseudocientista procura repetir o e*perimento ou fiscali(ar o autor. deve ser verdade. ao passo que o 3apítulo @ afirma que quase todos os rabdomantes empregam varas de metal ou pl-stico. Os livros sobre o “ ri$ngulo das Aermudas” s"o e*emplos cl-ssicos desta t-tica. A pseudociência busca persuadir com ret&rica. A pseudociência ami.farta evidência sobre discos voadores.”E “Bo fundo de seu cora&"o você sabe que isto est. mesmo quando os resultados s"o ine*istentes ou question-veis9 Ademais. Ocorrem modas. descri&.es na incompletude de informa&.es sobre a nature(a. enganos !onestos.es se)am incompatíveis com tudo que se sabe nestas quatro -reas.em novas teorias. Ba realidade. mentiras deslavadas e asneiras graves. A e*periência dos cientistas nos +ltimos GHH anos é que alega&. embora nunca a ten!a estudado9 7m psicanalista é aceito como e*pert em todos os aspectos da !istória !umana. Obtém/se pouca ou nen!uma informa&"o nova. sem recorrer 1 comprova&"o independente. após investiga&"o. n"o se fa( nen!um progresso num dado tópico. 6uitos pseudocientistas baseiam suas alega&. acontecimentos estran%os. Os pseudocientistas também adoram o “Argumento de :alileu”. quando um pseudocientista alega ter reali(ado um e*perimento de resultado not-vel. com precis"o cada ve( maior. astronomia e mitologia. o pseudocientista certamente tem ra("o.es lógicas s"o meramente despre(adas ou racionali(adas. que constituem a suposta base da moderna pseudociência da biorritmologia'. di(endo que. embora ele nada saiba sobre m-gica e prestidigita&"o.efetuam acompan!amentos.de se contradi-. 7m físico di( que um “paranormal” )amais poderia engan-/lo com meros truques de m-gica. 0ortanto. A pseudociência apela 2 falsa autoridade. a e*plica&"o científica é bem con!ecida e demonstrada. F claro que esta conclus"o n"o procede9 Ademais.como comprovar uma alega&"o mediante falta de informa&"o. mas pouco con!ecidos pelo p+blico em geral — de sorte que o p+blico engolir.em franco contraste com a ciência. ele n"o o repete para verificar seus resultados e procedimentos.es confusas.sentir/se bem. %e algum pseudocientista declara ter reali(ado um e*perimento #tal como os estudos “e*traviados” de . pois somente a madeira “viva” consegue canali(ar e focali(ar a “radia&"o tel+rica” que possibilita a rabdomancia.correto”'. e um pseudocientista pode mudar de uma moda a outra #de fantasmas 1 pesquisa de percep&"o e*trasensorial. 0ode/se tornar qualquer coisa “misteriosa”. 2m muitos casos. ao invés de basear/se no que se sabe até agora. que favorecia a pseudociência. A pseudociência argumenta com base em supostas exceç+es. ).que a pseudociência raramente fa( novas “descobertas”. mesmo em seus pr&prios termos. da percep&"o e*trasensorial ao Abomin-vel . A re)ei&"o proveio da religi"o oficial.es e notícias que descrevem ob)etos bem estudados como se comportassem de forma estran!a e incompreensível costumam ser redu(ir/se. Os livros pseudocientíficos oferecem e*emplos de quase toda a sorte de fal-cias de lógica e raciocínio con!ecidas pelos estudiosos e têm inventado algumas novas. também :alileu o era por seus contempor$neosE logo. mas o pseudocientista n"o sabe disso ou despre(a deliberadamente o fato para criar mistério. 7m recurso favorito é o “non sequitur”. e*atamente como :alileu. erros.omem das Beves'. Cuanto mais antiga a ideia. n"o deveríamos nos surpreender se o 3apítulo ? de um livro sobre rabdomancia afirma que rabdomantes usam gal!os recém/cortados. A pseudociência n*o progride.. >sto n"o quer di(er que discos voadores provêm do espa&o e*traterrestre.”'. 0orém. maior o respeito que recebe. Os pseudocientistas gostam de conspira&. no lugar de e$idência $)lida / ue presumi$elmente n*o existe0. omitindo o que se sabe a respeito ou apresentando detal!es imagin-rios. mal/ entendidos. verificadas e prontamente aceitas por seus colegas de ciência. O fato de que as pessoas n"o identificam o que veem no céu significa apenas que elas n"o identificam o que veem. mas o :overno mantém segredo. A pseudociência argumenta com base na ignor1ncia ou numa fal)cia elementar. 2stas contradi&. Ben!um fen8meno ou processo natural até ent"o descon!ecido da ciência foi descoberto por pseudocientistas. e conceitos antigos raramente se modificam ou s"o descartados 1 lu( de novas “descobertas”. os pseudocientistas quase invariavelmente lidam com fen8menos bem con!ecidos pelos cientistas. a fraudes deliberadas. 2ste consiste em o pseudocientista comparar/se a :alileu. emoç*o.ermann %=oboda sobre biorritmos. 2 argumentam com irrelev$nciasE ao ser confrontados por fatos inconvenientes. Os pseudocientistas sempre as tomam ao pé da letra. 3omo e*emplos temos o andar sobre brasas e a fotografia “Dirlian”. 4aramente se prop.

Os ouvintes s"o ami+de for&ados a interpretar as afirma&. As “explicaç+es! pseudocient"ficas costumam limitar-se a descriç+es do cen)rio.que planetas n"o se parecem com cometas #que s"o restos de roc!as ou gelo em forma de bola de neve. o e*/psicanalista >mmanuel JeliKovsKL #?MN@/?NON' sustentava que um planeta que passou perto da erra fe( com que o ei*o desta virasse de cabe&a para bai*o.incrédulos nem céticos presentesE quando n"o !.sofrer uma fraturaE comer fol!as em forma de cora&"o fa( bem a doentes do cora&"oE e*por o corpo a lu( vermel!a aumenta a produ&"o de sangueE os carneiros mac!os s"o agressivos.es vagamente especificadas. etc.es eram estran!as ao universo real em que vivemos. no ual muitos termos carecem de definiç+es precisas ou sem ambiguidade.agressivoE os pei*es s"o “alimento do cérebro”.es conforme suas próprias preconcep&. mais atraente se torna 1 pseudociência — é a sabedoria dos antigos9 — principalmente se a ideia for claramente errada e tiver sido !.es entre coisas — n"o comprovadas por investiga&"o. talve( ac!e que possa reali(ar um trabal!o bem feito entrevistando seis astrólogos e um astr8nomo. bru*aria — baseiam/se em semel!an&as esp+rias. portanto quem nas&a sob o signo do 3arneiro ser. . enquanto se despre(a o fato de que ele foi flagrado tapeando em diversos outros laboratórios. A pseudociência apela aos crit#rios de compro$aç*o da metodologia cient"fica. 7m repórter típico. JeliKovsKL disse que Jênus foi outrora um cometa. e n"o deu nen!uma e*plica&"o de como elas poderiam e*istir. mas estas rela&. cuspido dum vulc"o em .' A pseudociência fia-se grandemente em pensamentos anacr4nicos. n"o fornece nen!uma informa&"o. >sto é. relacionadas entre si numa frase. A pseudociência alega ue os fen4menos por ela estudados s*o “sens"$eis!. um e*perimento reali(ado de forma inv-lida. desprovida do mecanismo sub)acente.+piter.”E “A faísca que produ(o com este aparel!o elétrico n"o é na verdade uma faísca. 2le nos forneceu palavras. ter"o pra(er em confeccionar o !oróscopo de qualquer um. 0or e*emplo. Ou se)a.+piter #nem mesmo uma superfície sólida9'. o que significa “energia biocósmica” ou “sistema psicotr8nico de amplifica&"o”< Os pseudocientistas buscam com frequência imitar o )arg"o científico e técnico )orrando uma algaravia que soa científica e técnica.rodeado por uma aura impalp-vel de energia eletromagnética.A pseudociência fa.es. e visto que n"o se con!ece nen!um vulc"o em . O astr8nomo di( que é tudo bobagemE os seis astrólogos di(em que é uma ótima coisa. falsas rela&.correta. em nada relacionados a vulc.es” est"o corretasE ou só uma ve( em toda !istória !umana'.es de JeliKovsKL. Assim. mas sim uma manifesta&"o sobrenatural de energia psicoespiritual. 6-gica. 0or e*emplo.muito descartada pela ciência. e todos os e*perimentos e*ecutados de forma v-lida devem fornecer resultados consistentes. mas )amais possuiu um violino e se recusa a tocar sempre que alguém possa ouvi/lo. mas o emprego que dele fa(em n"o tem absolutamente nada que ver com o conceito de energia usado pelos físicos.e*pert presentesE quando ninguém est. n"o teorias genuínas. n"o poderia e*istir nen!um processo físico real sub)acente 1s afirma&. 7ma afirma&"o nua e crua. mas também despre(am todas as descobertas que contradigam suas conclus. 6as o mecanismo é essencial. feiti&aria. F tudo que ele disse. e eles vêm do seu interior. O fato de que alguém se deu bem usando simples truques de m-gica nalgum laboratório científico é “prova” de que ele é um super/!omem paranormal. isto confirmaria a astrologia por seis votos contra um9 .es. ao escrever sobre astrologia.es de causa e efeito. é proposto como “prova” de que a astrologia est. 6uitos )ornalistas têm dificuldade em compreender este ponto. ao mesmo tempo em ue nega a $alidade destes. sua m"e ir. a apro*ima&"o de um planeta n"o pode provocar a virada do ei*o de rota&"o de outro planeta. #%em d+vida9' 0ara muitos editores e seus leitores. Ou se)a. %e JeliKovsKL !ouvesse descoberto algum modo pelo qual um planeta pudesse virar o ei*o de outro planeta. Cuanto mais vel!a a ideia.mui provavelmente mentindo sobre sua capacidade de tocar violino. porque as leis da física determinam a impossibilidade do processo.. que parece mostrar que a astrologia funciona. ao mesmo tempo em que se despre(am mil!ares de e*perimentos e*ecutados corretamente que provam que ela n"o funciona.alegaç+es extraordin)rias e a$enta teorias fant)sticas ue contradi-em o ue se con%ece sobre a nature-a. quando n"o !. e alguns n*o possuem nen%uma definiç*o. est. presume/se que ele teria descrito o mecanismo que permitisse o acontecimento. Os fen8menos só se manifestam em condi&. o ovo -urico dos antigos videntes !indus.”E “ odo ser !umano est. B"o !. e nada mais. porém vitais #como.es. por e*emplo. por cinquenta dólares. Os curandeiros estariam perdidos sem o termo “energia”. Ben!um fen8meno genuíno padece desta “sensibilidade”. #“5e algum lugar os discos voadores devem vir — portanto a erra é oca.es'. 2le nos forneceu !istórias.como montar um televisor ou r-dio que só funcionam na ausência de céticos9 Alguém que alegue ser um violinista de concertos. porque sua carne se parece com tecido cerebral etc. B"o apenas dei*am de fornecer provas da veracidade de suas alega&. A ciência afirma que fen8menos genuínos devem ser investig-veis por qualquer um que dispon!a do equipamento apropriado. B"o forneceu nen!um mecanismo. 3s pseudocientistas apelam fre uentemente ao antigo %)bito %umano de pensar magicamente. #%e você pisar numa fenda da cal&ada sem di(er a palavra m-gica.observandoE quando as “vibra&. que espel!a fielmente o !umor e condi&"o deste !umano.”' 3s pseudocientistas in$entam seu pr&prio $ocabul)rio. n"o temos descri&"o alguma de qualquer possível processo físico. é nos contada uma !istória. presumem/se desde o come&o influências ine*plic-veis e rela&. e que.

naturais. ameni(adas. e tentar. ou suprimem dados que conflitam com suas preconcep&. que s"o revisados por colegas e mantêm padr.es rigorosos de !onestidade e acur-cia. 3omo todo mundo. evitadas a todo custo. 0oder/se/ia perguntar se n"o !. A ciência confia — e insiste — em no autoquestionamento. dei*a/se de ser cientista. As fal!as s"o despre(adas. estas s"o descartadas. B"o se consegue reprodu(ir ou verificar os resultados. procurando e*trair a mel!or informa&"o que os dados permitam. O rela*amento carrega/nos embora. n"o convencer. por argumentos fundados em raciocínio lógico ePou matem-tico. é uma atividade que se e*erce. Alguma confus"o sobre este ponto origina/se daquilo que c!amamos de “encru(il!ada”. O físico que alega ter descoberto um novo princípio biológico — ou o biólogo que alega ter descoberto um novo princípio da física — quase invariavelmente est"o praticando pseudociência. nem compreendem a nature(a do empreendimento científico — porém consideram/se “cientistas”. %at" no por"o e o !omem no térreoE desde as dan&as da c!uva até torturar e brutali(ar os mentalmente enfermos para e*pulsar os dem8nios que os possuem. n"o por causa deles. suplementos diet-rios'. preserva as formas de pensar antigas. 0arte ou a totalidade de sua renda provém da venda de produtos duvidosos #tais como livros.e*emplos de “encru(il!adas” na dire&"o oposta. 3om o passar do tempo. 0elo que acabamos de e*por. que se torna impossível descobrir o que foi feito ou como foi feito. seria de esperar que isto ocorresse rarissimamente. que torna difícil enganar/se ou esquivar/se de enfrentar os fatos. por outro lado. Qornece “argumentos” plausíveis para enganar/se a si mesmo até ac!ar que toda e qualquer cren&a é igualmente v-lida. Pseudociência A literatura visa o p+blico em geral. pessoas que os cientistas consideravam como praticantes de pseudociência. B"o !. B"o defende ou comerciali(a pr-ticas ou produtos n"o comprovados. quando os !-. Ciência %uas descobertas s"o comunicadas principalmente por meio de periódicos científicos. sem dispor de evidência suficiente para convencer seus colegas de que est"o 3onvence pelo apelo 1 evidência. 5e fato. mediante investiga&"o. isto é. qualquer que se)a a evidência. descobrir o que realmente é. A ciência come&a di(endoI vamos esquecer o que ac!amos que se)a. os cientistas também têm palpites de que algo é possível. escondidas. Bunca se abandona a ideia original. Os estudos. com ideias que acabaram sendo aceitas pelos cientistas.es — mostra/se que estava certo. padr. ou recusam/se a permitir que outros ve)am seus dados para avalia&"o independente. mas nen!uma teoria correta leva a predi&. mensagens de espíritos e previs.es. s"o descritos de modo t"o vago. A pseudociência. . Ben!um progresso é feitoE nada de concreto é aprendido. Algumas pseudociências s"o produ(idas por indivíduos com pequeno grau de treinamento científico ou técnico. 2*igem/se resultados reprodu(íveisE os e*perimentos devem ser descritos de forma precisa. pois teorias incorretas ami+de levam a conclus. Jocê deve acreditar apesar dos fatos. na testagem e no pensamento analítico. que se aventuram noutro em que s"o ignorantes. que n"o s"o cientistas profissionais. nem e*igência de precis"o e acur-cia. ePou servi&os pseudocientíficos #tais como !oróscopos. para que se possa repeti/los 1 e*atid"o ou mel!or-/los.revis"o. nem eu nem nen!um colega abali(ado por mim questionado sobre o assunto con!ecemos um +nico caso em que isto !a)a ocorrido durante as centenas de anos em que o método científico pleno passou a ser con!ecido e empregado pelos cientistas. 2stes camin!os n"o se cru(am e condu(em a dire&. falsificadas. Auscam/se e estudam/se as fal!as atentamente. o . Cuando evidência mais recente contradi( ideias antigas.muitos casos em que um cientista é visto como equivocado por seus colegas. 7ma desoladora quantidade de pseudociência é gerada por cientistas bem treinados num certo campo. mais e mais se aprende sobre os processos físicos em estudo. ou mesmo nunca. A pseudociência encora)a as pessoas a acreditar naquilo que quiserem.. leituras de personalidade. Ao cessar tal atividade.es. e é preciso um esfor&o tremendo para manter/se pró*imo a ele. “3iência” n"o é um distintivo !onor-rio para se ostentar. A ciência é como um alto cume de integridade intelectual.es'. em dire&"o 1 pseudociência. Bunca nen!um fen8meno ou processo físico é descoberto ou estudado. verifica&"o que preceda a publica&"o. irracionais e n"o ob)etivas — que s"o centenas de mil!ares de anos mais vel!as que a ciência — processos mentais que deram origem a supersti&. A pseudociência tem um forte componente quase/ religiosoI tenta converter.es incorretas.es e outras ideias fantasiosas e err8neas sobre o !omem e a nature(a — que v"o desde o vodu até o racismoE deste a erra plana até o 7niverso em forma de casa com 5eus no sót"o.es corretas. O cume é escorregadio. esquecidas. racionali(adas.A tabela seguinte contrasta algumas características da ciência e da pseudociência. mas acabaram sendo aceitos como praticantes de ciência v-lida. desculpadas.es totalmente opostas. pois a ciência e pseudociência s"o modos diametralmente opostos de en*ergar a nature(a. cursos. 0oder/se/ia e*pandir grandemente esta tabela. imparcialidade e racionalidade. ambém a praticam aqueles que falsificam dados. mas posteriormente — quando surgem novas informa&. 3onvence apelando 1 fé e 1 cren&a.

.U. esta n"o é uma atitude sensata. Os pseudocientistas n"o o s"o. 2d.erseL. ?NMT. Ao penetrar na religi"o. Ve=is Jaug!n. B. Sads=ort!.U. Qraud and QantasL.. . ?NM?. :ood.. 6ountain Jie=.enrL :ordon. 2rrar ou enganar/se é inevit-vel. %cience 3onfronts t!e 0aranormal. pode dificultar o acesso dos eleitores a informa&. Abell and AarrL %inger. Be= UorK. A pseudociência pode ser e*tremamente perigosa. e todos cometemos erros e fal!as. .U. 4adner. Be= UorK. 3alifornia. 0seudoscience and t!e 0aranormal. 5e fato.certos. !eodore %c!icK. erence .ames 4andi. ?NMT. Am!erst. bL DendricK Qra(ier.. ?NON.. Be= . Os verdadeiros cientistas mantêm/se alertas quanto 1 possibilidade de fal!as e s"o r-pidos em corrigir seus erros. 3oKer é professor de física na 7niversidade do e*as em Austin.r. Be= UorK. Bo campo da sa+de. ?NN@.netPartigosPceticismoPcomo/distinguir/ciencia/de/ pseudocienciaP.. Aad and Aogus.es concretas sobre quest. 5.” A pseudociência frequentemente parece a pessoas educadas e racionais por demais desprovida de sentido e absurda demais para ser perigosa. 2*ploring t!e 7nKno=n. 6artin :ardner. ?NM@. . 3!arles . Ao penetrar nos meios de comunica&"o. autorI 4orL 3oKer tradu&"oIQrancisco %.r. Qlim/Qlam9 AL . 2d.?NMO. 2*trasensorL 5eception. %cott. ?NON. . Be= UorK. 5eituras Recomendadas %cience and 7nreason. 0romet!eus. ?NM?. Ao penetrar no sistema educacional. 6aLfield. Qact. 2d. B. publicado em !ttpIPPateus. )ustifica atrocidades em nome da pure(a racial. >nfeli(mente. ela condena mil!ares a morte ou sofrimento desnecess-rios. 0aranormal Aorderlands of %cience. uma defini&"o abreviada de pseudociência éI “um método para desculpar. Aarnes. 0lenum. acesso em ?NPHWPTH?X %cience. 3a(eau R %tuart 5. R 6. 0romet!eus. Sec!sler fonteI CuacK=atc! em português. %cribners. 2stas pessoas n"o s"o pseudocientistas. O 5r. Ao penetrar em sistemas políticos. defender e preservar erros. gera fanatismo. BAm!erst.o= to !inK about Sierd !ingsI 3ritcal !inKing for a Be= Age. %. pode e*pulsar a ciência e o bom/senso. %cience and t!e 0aranormal.. ?NM?E Avon. B. 0romet!eus. pois somos todos !umanos.U.. B. Am!erst. 0romet!eus. 0romet!eus. Am!erst. bL DendricK Qra(ier. e uma fonte de divertimento mais que de medo.. . B. intoler$ncia e guerra santa. A.es p+blicas importantes. 0romet!eus. 3alif. ?NMT. Am!erst. ?NMM. bL :eorge O. a menos que continuem a defender suas ideias mesmo quando as evidências em contr-rio se acumulem.U.ines. 6orris :oran.