A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade

de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que atende as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras em atender as suas próprias necessidades.

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, BEM DE USO COMUM do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Somatório 2+4=6

PRINCIPIOS DO DIREITO AMBIENTAL
Visam proporcionar para as presentes e futuras gerações, as garantias de preservação da qualidade de vida, em qualquer forma que esta se apresente, conciliando elementos econômicos e sociais, isto é, crescendo de acordo com a ideia de desenvolvimento sustentável. PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL • • O princípio do desenvolvimento sustentável contempla as dimensões humana, física, econômica, política, cultural e social em harmonia com a proteção ambiental. O desenvolvimento sustentável busca atender aos anseios do presente, tentando não comprometer a capacidade e o meio ambiente das gerações futuras.

PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE • De acordo com a Constituição Federal, em seu Art. 225, que todos têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

§ 3°- As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, PF ou PJ, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. PRINCÍPIO À SADIA QUALIDADE DE VIDA: As constituições escritas inseriram o direito à vida no cabeçalho dos direitos individuais. A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, na Declaração de Estocolmo (1972), salientou que o homem tem direito fundamental a “...adequadas condições de vida, em um meio ambiente de qualidade...”(Princípio 1). A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Declaração do RIO/92, afirmou que os seres humanos “têm direito a uma vida saudável”. PRINCÍPIO DO DIREITO HUMANO FUNDAMENTAL. “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”

“é aquele em que se constata. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. como água. . não tendo conotação penal. impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Um dos objetos da PNMA é a obrigação do usuário contribuir pela utilização dos recursos ambientais com fins econômicos. previamente. PRINCÍPIOS DA PREVENÇÃO X PRECAUÇÃO • • A PREVENÇÃO atua no sentido de inibir o risco de dano potencial (atividade sabidamente perigosa). pessoas físicas ou jurídicas. a dificuldade ou a impossibilidade da reparação ambiental. ar e solo. O meio ambiente é bem de uso comum do povo: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. PRINCÍPIO DA PREVENÇÃO . • PRINCÍPIO DEMOCRÁTICO. PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO • • “Aplica-se àqueles casos em que o perigo é abstrato. A PRECAUÇÃO atua para inibir o risco de perigo potencial (dano abstrato). impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.” PRINCÍPIO DO ACESSO EQUITATIVO AOS RECURSOS NATURAIS: • Os bens que integram o meio ambiente planetário.” As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. • Prevenção significa prevenir. “Os recursos não renováveis do Globo devem ser explorados de tal modo que não haja risco de serem exauridos e que as vantagens extraídas de sua utilização sejam partilhadas a toda a humanidade”. independente da obrigação de reparar os danos causados. de um estado de perigo em potencial.. como decorrência de um ato administrativo legal”. consumado o dano ambiental.PRINCÍPIO DO POLUIDOR-PAGADOR. ou seja. as sanções penais e administrativas. sua reparação é sempre incerta ou excessivamente onerosa”.. PRINCÍPIO DO USUÁRIO-PAGADOR • “Apesar de ser complementar ao princípio do poluidor-pagador. • “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. diferencia-se na medida em que atinge o usuário/consumidor. onde existem evidências que levem a considerar uma determinada atividade perigosa”. • A maior razão desse princípio é a cessação imediata de alguma atividade potencialmente poluidora. O princípio consiste em evitar que medidas de proteção sejam adiadas em razão da incerteza que circundam os eventuais danos ambientais. devem satisfazer as necessidades comuns de todos os habitantes da Terra. pois este paga por um direito que e lhe é outorgado pelo poder público competente.

QUESTÃO PNRH ( resposta todas corretas) Art. – a Agência Nacional de Águas. V – as Agências de Água. IV – os órgãos dos poderes públicos federal. nesta fase. do Distrito Federal e municipais cujas competências se relacionem com a gestão de recursos hídricos. PRINCÍPIO DO LIMITE • • • Cumpre ao Estado. definir os padrões de qualidade ambiental que têm de ser obedecidos pelos cidadãos. Foco: Aumento populacional. • • Uma vez que se possa prever que uma certa atividade possa ser danosa.– Ex: na prevenção já existem elementos seguros para afirmar se a atividade é efetivamente perigosa. III – os Comitês de Bacia Hidrográfica. de um perigo abstrato. tomase a decisão mais conservadora. não se podendo mais falar. O princípio é o balizador das emissões de poluentes. II – os Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito Federal. estaduais. qualquer que seja a espécie. Quando houver dúvida sobre o potencial deletério de uma determinada ação sobre o ambiente. I-A. ela deve ser evitada (prevenção). . evitando a ação. 33. Integram o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos: I – o Conselho Nacional de Recursos Hídricos.

seus fins e mecanismos de formulação e aplicação. LEI PNMA A Lei 6. II . ligado ao meio ambiente natural. o meio ambiente do trabalho. 225 .23 e no Art. dedicando a este um capítulo (Cap. como também reconhece suas outras faces: o meio ambiente artificial.Esta lei. 5° (Diretrizes) – Do Sistema Nacional do Meio Ambiente – Artigos 6° (SISNAMA) • Do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Artigos 7° REVOGADO. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. constitui o SISNAMA e institui o Cadastro de Defesa Ambiental. que contempla não somente seu conceito normativo. 8° (Compete ao CONAMA) • Dos Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente – Artigos 9° ao 21° (Instrumentos) . com fundamento nos incisos VI e VII do Art. pela primeira vez na história. impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para às presentes e futuras gerações.preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas.VI. § 1º .Do meio ambiente Art. 225 da Constituição.Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. • • Se divide em 5 capítulos e 21 artigos.Para assegurar a efetividade desse direito. Cap. foi o primeiro dispositivo legal que explicitou o tema avaliações de impactos ambientais. abordou o tema meio ambiente.938 de agosto de 1981. a Política Nacional do Meio Ambiente.preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético. o meio ambiente cultural e o patrimônio genético.VI. que são: Da Política Nacional do Meio Ambiente – Artigos 2° (Princípios) e 3° (Conceitos) • Dos Objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente – Artigos 4° (Objetivos). também tratados em diversos outros artigos da Constituição. 1°. estabelece a Política Nacional do Meio Ambiente. Art. incumbe ao poder público: I .Do meio ambiente).Aula 4 Em 1988 nossa Lei Fundamental.

6. considerou a necessidade de se estabelecerem as definições. 9.10 O Conselho Nacional do Meio Ambiente. . os critérios básicos e as diretrizes gerais para uso e implementação da Avaliação de Impacto Ambiental como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente.Art 2. com seu órgão executor o IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.3.4. as responsabilidades.

III. 47° e 48° . • Capítulo VI – DAS ORGANIZAÇÕES CIVIS DE RECURSOS HÍDRICOS – Art. IV. 37° ao 40°. 45 e 46°. • • Capítulo V (vetado) Capítulo VI – DA AÇÃO DO PODER PÚBLICO – Art. II. 34° ao 36°. 3° (incisos I. 32° e 33°. III). V. – Capítulo III – DOS COMITÊS DE BACIA HIDROGRÁFICA – Art. • Capítulo V – DA SECRETARIA EXECUTIVA DO CONSELHO NACIONAL DOS RECURSOS HÍDRICOS . 5° (incisos I. • Capítulo IV – DAS AGÊNCIAS DE ÁGUA – Art. V.Aula 5 PNRH Lei 9. IV. • Capítulo II .433/97 Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos – PNRH e cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos TÍTULO I – DA PNRH • Capítulo I – DOS FUNDAMENTOS – Art. II. 29° ao 31° TÍTULO II – DO SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS • Capítulo I – DOS OBJETIVOS E DA COMPOSIÇÃO – Art. II. III. 2° (incisos I. • Capítulo II – DO CONSELHO DE RECURSOS HÍDRICOS – Art. – Capítulo III – DAS DIRETRIZES GERAIS DE AÇÃO – Art. VI). IV. 4° • Capítulo IV – DOS INSTRUMENTOS – Art. 1° (incisos I. Art. VI). VI). 41° ao 44°. III.Art. II. V.DOS OBJETIVOS – Art.

b) à proteção das comunidades aquáticas.águas destinadas: a) ao abastecimento doméstico sem prévia ou com simples desinfecção b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. III .TÍTULO III – DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES – Art. natação e mergulho). b) à irrigação de culturas arbóreas. A outorga não refere-se apenas a captação da água mas também ao lançamento de efluentes em corpos hídricos. após tratamento convencional. 49. c) à dessedentação de animais. São classificadas.águas destinadas: a) ao abastecimento doméstico. Institui o Sistema Estadual de Recursos Hídricos.50 QUESTOES!!!! A outorga consiste na autorização legal para o uso de água para assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água e o efetivo exercício dos direitos de acesso à água. cerealíferas e forrageiras. d) à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas. as águas doces. salobras e salinas do Território Nacional Águas Doces I . II . em nove classes.Classe 3 .águas destinadas: a) ao abastecimento doméstico.2. esqui aquático e mergulho) d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que ingeridas cruas sem remoção de película e) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana. e) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana.5. IV .Classe 1 .Classe 2 . TÍTULOIV–DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS – Art. segundo seus usos preponderantes. . Art 1. 49° e 50°. após tratamento convencional.águas destinadas: a) ao abastecimento doméstico após tratamento simplificado b) à proteção das comunidades aquáticas c) à recreação de contato primário (natação. 51° ao 57°. c) à recreação de contato primário (esqui aquático.Classe Especial . regulamentando o artigo 171 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul.

IV . VII . 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes FUNDAMENTOS: I . o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais.a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais Art. VI .a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público.a água é um bem de domínio público. b) à harmonia paisagística.Classe 5 .águas destinadas: a) à navegação comercial b) à harmonia paisagística c) à recreação de contato secundário. II . c) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana. Art. V .a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas.a utilização racional e integrada dos recursos hídricos. POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS Art.Classe 4 . c) aos usos menos exigentes. II .águas destinadas a) à navegação comercial. III .águas destinadas a) à recreação de contato primário. c) à criação natural e/ou intensiva (aqüicultura) de espécies destinadas à alimentação humana. Águas Salobras VII . b) à proteção das comunidades aquáticas.águas destinadas: a) à recreação de contato primário. Águas Salinas VI . c) à recreação de contato secundário. 5º São INSTRUMENTOS da Política Nacional de Recursos Hídricos: .a água é um recurso natural limitado.águas destinadas: a) à navegação: b) à harmonia paisagística. incluindo o transporte aquaviário. dos usuários e das comunidades.Classe 6 . em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos.Classe 7 .a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.em situações de escassez.assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água. 2º São OBJETIVOS da Política Nacional de Recursos Hídricos: I . com vistas ao desenvolvimento sustentável. dotado de valor econômico. III . IX . b) à proteção das comunidades aquáticas.Classe 8 .V .

42. 37. II . IV – os órgãos dos poderes públicos federal. 9º O ENQUADRAMENTO DOS CORPOS DE ÁGUA EM CLASSES. segundo os usos preponderantes da água. Art.a cobrança pelo uso de recursos hídricos. – a Agência Nacional de Águas. II – os Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito Federal.sub-bacia hidrográfica de tributário do curso de água principal da bacia. visa a: I . AS AGÊNCIAS DE ÁGUA exercerão a função de secretaria executiva do respectivo ou respectivos Comitês de Bacia Hidrográfica. do Distrito Federal e municipais cujas competências se relacionem com a gestão de recursos hídricos. .I .o enquadramento dos corpos de água em classes. 41. Art. Art. III – os Comitês de Bacia Hidrográfica. II .reconhecer a água como bem econômico e dar ao usuário uma indicação de seu real valor. A COBRANÇA PELO USO de recursos hídricos objetiva: I .os Planos de Recursos Hídricos. As Agências de Água terão a mesma área de atuação de um ou mais Comitês de Bacia Hidrográfica. segundo os usos preponderantes da água. VI . 33. Art. ou III . II .a compensação a municípios. INTEGRAM O SISTEMA NACIONAL DE GERENCIAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS: I – o Conselho Nacional de Recursos Hídricos.a totalidade de uma bacia hidrográfica. Art. ou de tributário desse tributário. estaduais. III . Art.diminuir os custos de combate à poluição das águas. Art. I-A. 19. As classes de corpos de água serão estabelecidas pela legislação ambiental. 10. V – as Agências de Água.assegurar às águas qualidade compatível com os usos mais exigentes a que forem destinadas. V . III .incentivar a racionalização do uso da água.grupo de bacias ou sub-bacias hidrográficas contíguas.obter recursos financeiros para o financiamento dos programas e intervenções contemplados nos planos de recursos hídricos. IV . Os COMITÊS DE BACIA HIDROGRÁFICA TERÃO COMO ÁREA DE ATUAÇÃO: I .a outorga dos direitos de uso de recursos hídricos. II .o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos. mediante ações preventivas permanentes.