Traços Comuns às Religiões Monoteístas ou Proféticas

Faustino Teixeira, inicialmente, aborda os importantes elementos comuns que podem ser identificados nas três religiões proféticas que são caracterizadas pepelo fato de que o próprio Deus é o sujeito da iniciativa decisiva do evento salvífico. Ele entra em comunicação com o ser humano, que se coloca numa posição de ouvinte e confiante da (e na) mensagem. Um dos traços mais importantes partilhados por estas religiões é a fé no único e mesmo Deus de Abrão, que constitui garantia da identidade pessoal do Deus que é por elas adorado, porém, segundo uma inteligência diferente de sua unidade, em cada uma delas. Outros traços comuns são: uma visão de história direcionada a um evento fim, com início num evento criação e orientada pela e para a vontade de Deus; a Revelação de Deus atrelada a um Livro escrtio e aceito como Norma e critério de autenticidade; a existência de figuras proféticas anunciadoras da Palavra e Vontade de Deus; um código de ética fundamental expresso pelo Decálogo hebraico-cristão e pelo Código islâmico dos deveres; a orientação a uma incansável busca de (re)união com o Deus único manifestada pela comunhão que inicia entre os fiéis e alcança Deus. O autor estimula o ecumenismo planetário acentuando os traços comuns a judeus e cristãos, para isto ressalta que o Cristianismo não deve esquecer sua base através da menção à nacionalidade de Jesus e Maria, bem como dos primeiros cristãos (discípulos de Jesus), a cultura na qual Jesus cresceu e se desenvolveu, sua Literatura Sagrada compartilhada (Primeiro Testamento), a familiaridade litúrgica (cânticos, orações e leituras), o direcionamento à realização da justiça, a fé n acontinuidade da história do Povo de Deus. Bem como o Islamismo não pode rejeitar sua descendência Abraânica, sua fé num único Deus criador que envia um Livro sagrado. Quanto a experiência de Deus no Judaísmo, ressalta a profissão de fé no Deus uno que fez aliança permanente com os judeus e os reconhece como seu povo, estabelecendo isto como centro da fé judaica. Aborda que o maior fator de diferenciação entre o Judaísmo e o Cristianiso encontra-se na Doutrina da Trindade, que para os judeus não se configura uma idolatria ou politeísmo, mas sim uma deformação ou enfraquecimento do monoteísmo puro, uma shittuf, uma coletivização ou associação de Deus. Entretanto esclarece que o Antigo Testamento não exclui a presença de uma economia universal expressa pela ação da Palavra de Deus (Dabar), da Sabedoria de Deus (Hokmah), e do Espírito de Deus (Rûah), e afirma que estes não representam pessoas distintas de Yahweh, mas atributos dinâmicos de Deus. Deixa claro, também, que o Deus da Aliança é um Deus terno e compassivo que se insere nas situações de seu povo, que o ama, sofre com ele e por ele, precisa dele e se revela aos seres humanos. Aborda também o conceito de Shekinah, inabitação ou presença de Deus que transcende o templo, que não pode ser contida, daí as re