As Distintas Formas de Aproximação do Mistério Fundamental Para a teologia cristã religião é “caminhos de salvação", ou seja, possui “diversos percursos

religiosos" os uais !uscam a comunhão com o mistério "undamental# $ada percurso tem um car%ter &nico e singular relativo a cada religião# 'xiste uma vivencia m&tua dos valores salv("icos !uscando uma trans"ormação e enri uecimento m&tuos en"ocando a "complementaridade rec(proca" das diversas tradiç)es religiosas# A comparação entre as religi)es monote(stas ou pro"éticas e as religi)es orientais ou m(sticas mostra ue as primeiras t*m como "undamento a herança a!ra+mica, situadas como religi)es pro"éticas e do livro# ,% as tradiç)es orientais se !aseiam na dimensão da interioridade, da sa!edoria e da gnose# -% separação r(gida entre essas religi)es não é permitida, pois excluiria ual uer signi"icado pro"ético nas religi)es orientais ou dimensão m(stica nas religi)es pro"éticas# A interioridade é o caminho nas religiões orientais para se atingir a realidade a!soluta# . na entase/ desco!erta do A!soluto no (ntimo de si mesmo, ue se cultua a m(stica# . en"ati0ado o apo"atismo teol1gico onde o A!soluto não é alcançado através de conceitos, isto é visto no va0io do !udismo# 2al conceito englo!a ine"a!ilidade e indi0i!ilidade da realidade do Mistério A!soluto, onde não é poss(vel de ser concreti0ado ou sim!oli0ado# 3a m(stica hindu temos o radical esva0iamento do sujeito humano e seu potenciamento para perce!er a transpar*ncia do A!soluto transcendente no mundo dos "en4menos# 'm s(ntese, a espiritualidade nas tradiç)es orientais !usca a li!ertação através da puri"icação da consci*ncia e da superação dos o!st%culos ue interditam a visão interior# A pr%tica meditativa !usca a li!ertação dos desejos, a extinção da vida da vontade e dos a"etos para ser alcançada a autotrans"ormação com uma nova sa!edoria# 5 es"orço e as desco!ertas são a ui pessoais para alcançar a salvação# 3ão existem pro"etas ou mediadores da palavra, salvadores ou messias ue doam suas vidas por seus "iéis# A ui o ponto "ocal não é a revelação pessoal de Deus ou o di%logo dual com o divino# 5 ue chamamos Deus ue sai ao encontro do humano, não tem import+ncia central para a 6ndia# 5 ue importa a ui é a li!ertação do so"rimento, a desco!erta da imortalidade ou salvação# 3as religi)es monote(stas ou pro"éticas o caminho de acesso 7 8ealidade A!soluta é o êxtase, ou seja, no encontro com o Deus# 3estas religi)es a experi*ncia acontece uando Deus mani"esta9se para o ser humano através de num dialogo interpessoal# 3a m(stica ocidental Deus é compreendido como mistério inexprim(vel# :sa9se o conceito de analogia o ual englo!a a"irmaç)es, negaç)es e emin*ncias# 'xiste a audição da Palavra# A salvação vem através do encontro com Deus ue se mani"estou através dos pro"etas# A m(stica pro"ética constitui a "orma original da m(stica cristã# A palavra é ouvida e o!edecida, cresce até alcançar o caminho mais excelente e d% sustenta!ilidade a todos os outros caminhos/ o da "é, o da pro"ecia, o do conhecimento dos mistérios# 3as religi)es pro"éticas Deus se revela mediante a proclamação de uma palavra, seja a 2orah, ,esus $risto ou o $orão, nas religi)es orientais a *n"ase recai na mani"estação# A realidade divina não toca o ser humano a partir de "ora, através de uma palavra ou lei exterior, mas apresenta9se como "o "undamento de seu pr1prio ser e de todo o cosmos# 2raços $omuns 7s 8eligi)es Monote(stas ou Pro"éticas Faustino 2eixeira, inicialmente, a!orda os importantes elementos comuns ue podem ser identi"icados nas tr*s religi)es pro"éticas ue são caracteri0adas pepelo "ato de ue o pr1prio Deus é o sujeito da iniciativa decisiva do evento salv("ico# 'le entra em comunicação com o ser humano, ue se coloca numa posição de ouvinte e con"iante da ;e na< mensagem# :m dos traços mais importantes partilhados por estas religi)es é a fé no único e mesmo Deus de Abrão, ue constitui garantia da identidade pessoal do Deus ue é por elas adorado, porém, segundo uma intelig*ncia di"erente de sua unidade, em cada uma delas# 5utros traços comuns são/ uma visão de hist1ria direcionada a um evento "im, com in(cio num

Hokmah<. mas sim uma de"ormação ou en"ra uecimento do monote(smo puro. a "amiliaridade lit&rgica . mas isto não signi"ica ue Alah seja distante e insens(vel aos seres humanos# 'le é um Deus &nico. tirar o véu e mostrar ue 8eino de Deus est% entre n1s# Cuanto a experi*ncia de Deus nos Bslã ressalta ue sua grande teo"ania est% presente num livro. integrali0ador das di"erenças. tocava9os. e a"irma ue estes não representam pessoas distintas de ah!eh. a "é n acontinuidade da hist1ria do Povo de Deus# Aem como o Bslamismo não pode rejeitar sua descend*ncia A!ra+nica. o direcionamento 7 reali0ação da justiça. uma shittuf. so"re com ele e por ele. ou “?er!o enlivradoD# 'm sua tradição h% a a"irmação decisiva da transcendência de Deus e a total depend*ncia de toda criação para com 'le# A rai0 da plavra “BslãD se tradu0 por su!missão. uma coletivi0ação ou associação de Deus# 'ntretanto esclarece ue o Antigo 2estamento não exclui a presença de uma economia universal expressa pela ação da Palavra de Deus . mas atri!utos din+micos de Deus# Deixa claro. esta!elecendo isto como centro da "é judaica# A!orda ue o maior "ator de di"erenciação entre o . tam!ém. ue não pode ser contida. ue para os judeus não se con"igura uma idolatria ou polite(smo. a"irma ue este é pautado pela compreensão de um Deus ue é comunhão. consagrando o pluralismo em epis1dios como a torre de Aa!el e o Pentecostes.Rûah<. . demonstrando sua ri ue0a multi"orme# 'le comunga com o ser humano com ternura e piedade. ina!itação ou presença de Deus ue transcende o templo. in"ormando ue para a tradição judaica.esus e Maria.esus<. ue ocupa uma import+ncia "undamental.evento criação e orientada pela e para a vontade de Deus= a 8evelação de Deus atrelada a um >ivro escrito e aceito como 3orma e critério de autenticidade= a exist*ncia de "iguras pro"éticas anunciadoras da Palavra e ?ontade de Deus= um c1digo de ética "undamental expresso pelo Dec%logo he!raico9cristão e pelo $1digo isl+mico dos deveres= a orientação a uma incans%vel !usca de . e do 'sp(rito de Deus .Dabar<. rompendo com a ataraxia est#ica. precisa dele e se revela aos seres humanos# A!orda tam!ém o conceito de "hekinah. ue o ama. como ?er!o divino. eterno.uda(smo. ressalta a pro"issão de "é no Deus uno ue "e0 aliança permanente com os judeus e os reconhece como seu povo. dividia sua alimentação. sua "é num &nico Deus criador ue envia um >ivro sagrado# Cuanto a experi*ncia de Deus no . o ue corro!ora a o Dogma judaico “Adorar%s um s1 DeusD# -% a impossi!ilidade do conhecimento de Deus por alguém ue esteja "ora Dele. sua ternura e receptividade com os desvalidos# .disc(pulos de . portanto s1 se o . nos dando direito 7 di"erença e intimidade. a im$assibilidade $lat%nica e a imobilidade aristotélica# @ua pr%tica mais peculiar é a acolhida aos exclu(dos. ue o Deus da Aliança é um Deus terno e compassivo ue se insere nas situaç)es de seu povo.esus "oi apenas um humem exemplar# Cuanto a experi*ncia de Deus no $ristianismo. para isto ressalta ue o $ristianismo não deve es uecer sua !ase através da menção 7 nacionalidade de .uda(smo e o $ristianismo encontra9se na Doutrina da 2rindade. este livro se compara "enomenologicamente "alando a ação de . oraç)es e leituras<. para viver entre eles# 'le integra9se com o ser humano. o $orão. como ditado so!renatural registrado por um pro"eta inspirado. agregava9os# @eu o!jetivo decisivo era testemunhar uma nova maneira de viver e conviver.esus.re< união com o Deus &nico mani"estada pela comunhão ue inicia entre os "iéis e alcança Deus# 5 autor estimula o ecumenismo planet%rio acentuando os traços comuns a judeus e cristãos.c+nticos.esus cresceu e se desenvolveu. da( as ressalvas uanto 7 encarnação. ue é 2rindade e não solidão# 5 monote(smo presente no $ristianismo revela ue o “:mD é rico de uma multiplicidade interna# Deus tem amor dos seres humanos e até se esva0ia para vir a seu encontro. da @a!edoria de Deus .esus convivia.Primeiro 2estamento<. !em como dos primeiros cristãos . ue jamais gerou ou "oi gerado e ninguém é compar%vel a 'le. a cultura na ual . sua >iteratura @agrada compartilhada .

resta9 nos o desa"io de estimular a valori0ação ao monote(smo e a transcend*ncia inviol%vel de Deus pelos cristãos. um pro"eta e enviado. e muçulmanos e o segundo grupo.conhece o 'le revela# A tradição muçulmana rejeita um monote(smo ue reconcilie a imuta!ilidade de Alah com a encarnação em . per"eito “servidor de DeusD. !em como a compreensão da dinami0ação da unicidade de Deus pelos muçulmanos.esus . apesar de reconhecer .esus $risto. no circuito da m(stica su"i e no esoterismo isl+mico. ainda ue haja es"orços para isto. a resist*ncia a doutrina da trindade cristã é menor# $oncluindo. !em como sua unicidade com a 2rindade. seu nascimento de car%ter singular . o ue a!rir% novos caminhos para o di%logo respeitoso# . mas nunca sua divindade# Porém. sendo esta a grande di"erenciação entre estas tradiç)es. a doutrina da 2rindade é maior di"iculdade para o entendimento entre judeus e cristãos. sua vi0inhança e proximidade com Deus.EFs+< como um sinal e exemplo.de uma virgem<. seu traço messi+nico. prod(gios e milagres. reconhecendo por "im o valor da identidade perme%vel 7 di"erença.