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CAMPINAS

UIÇÃO GRATU ITA

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Jornal Regional de Campinas

jornal brasil atual

jorbrasilatual

nº 04

Novembro de 2013

EDUCAÇÃO

ECONOmIA

VIDA DE pROFESSOR
“Não interessa aos governantes uma sociedade atuante e pensante”, diz educador
INFLAÇÃO
IPCA sobe a 0,57% em outubro; acumulado do ano não atinge 6%

Pág. 2

VIOLÊNCIA

RACISMO
Jovens negros têm mais chance de morrer em homicídio, diz Ipea

Pág. 3

CULTURA MOBILIDADE URBANA

AvENIDA JOHN BOYD DUNLOp À BEIRA DO CAOS
Motoristas, pedestres e usuários de ônibus relatam os problemas da via que recebe 65 mil veículos ao dia
Pág. 4

VALE-CULTUrA
Benefício promete movimentar economia em até R$ 25 bilhões

Pág. 7

2 ECONOmIA

Campinas

Inflação oficial sobe em outubro
IPCA foi a 0,57%; em 12 meses, taxa fica abaixo de 6%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país, foi a 0,57% em outubro, acima de setembro (0,35%) e pouco abaixo de igual mês do ano passado (0,59%). Com o resultado, divulgado no dia 7 de novembro pelo IBGE, a taxa acumulada no ano está em 4,38% - mesmo percentual de igual período de 2012. Em 12 meses, vai a 5,84%, pouco abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (5,86%). Desde julho, a taxa mensal se mantém abaixo de igual mês do ano anterior. Segundo o instituto, o principal impacto (0,08 ponto percentual) veio do item carnes, que subiram 3,17%, em média, chegando a 5,85% na região metropolitana de São Paulo. O tomate, que subiu no início do ano e acumula queda em 12 meses (-16,88%), teve alta de 18,65% no mês passado. O grupo Alimentação e Bebidas teve variação de 1,03%, bem acima de setembro (0,14%), e foi responsável por 0,25 percentual, ou 44% do índice total. Também subiram em outubro os preços da farinha de trigo (3,75%), do frango inteiro

EDITORIAL
Em pouco mais de um ano de atividade, a Rádio Brasil Atual conquistou dois importantes prêmios Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos: um na categoria rádio, com a reportagem Voz Guarani-Kaiová, de Marilu Cabañas; e outro, como menção honrosa, com a reportagem Dores do Parto, de Anelize Moreira. O duplo reconhecimento no mais conceituado prêmio do jornalismo do Brasil – que leva o nome do jornalista da Rádio e TV Cultura assassinado no DOI-Codi, em 1975, – é mais um capítulo na memória e resistência de tantos brasileiros que lutaram contra a ditadura civil-militar (1964-1985). Os prêmios aumentam a nossa responsabilidade em realizar cada vez mais um trabalho responsável e participativo, que dialoga com a periferia das grandes cidades e abre espaço para novas vozes na construção de um novo Brasil, mais justo e sem miséria, com pleno emprego. Uma comunicação que valoriza a defesa das crianças, das mulheres, dos negros, dos trabalhadores, enfim, da grande massa de brasileiros. Dialogamos também com o comércio e com todos aqueles que desejam divulgar seus produtos, serviços, lojas e indústrias. Caro leitor, você está na companhia de um jornalismo cidadão, voltado para a imensa maioria da população que não tem voz na mídia tradicional. O Brasil Atual Campinas, franquia da Rede Brasil Atual, tem entre seus elaboradores personalidades da cidade e profissionais da Rede. Toda a produção de notícias e reportagens você encontra no <www.redebrasilatual.com.br>. Boa leitura e mantenha contato com a nossa redação.

(3,44%) e em pedaços (2,88%), entre outros. O pão francês teve alta de 1,48%, abaixo da de setembro (3,37%). Entre as quedas, caíram os preços da cebola (-10,71%), da cenoura (-10,34%), do feijão carioca (9,3%) e do feijão mulatinho (7,23%). Nos demais grupos, a maior variação foi a do Vestuário, de 0,63% em setembro para 1,13% – com alta de 1,34% nas roupas femininas e 1,28% nas masculinas. Em Transportes, a variação foi menor: 0,17%, ante 0,44% no mês anterior. A gasolina, que havia caído 0,42%, teve leve alta, de 0,01%, enquanto o etanol passou de -0,72% para 0,93%. As passagens aéreas foram de 16,09% para -1,96%. Em Habitação, a taxa de outubro (0,56%) foi menor que a

de setembro (0,62%). Mas itens considerados importantes ficaram mais caros, casos do aluguel (1,02%) e do gás de botijão (1,56%). Já as contas de energia elétrica caíram 0,58%. O maior índice regional foi apurado no município de Goiânia (0,92%), com altas de 3,91% na gasolina, 5,85% no etanol e 1,24% nos alimentos, acima da média nacional. O menor foi o da região metropolitana de Salvador (0,14%), onde caíram os preços da gasolina (-8,45%) e do etanol (-6,42%). O IPCA foi a 0,58% na região metropolitana de Belém, 0,42% em Belo Horizonte, 0,46% em Brasília, 0,63% em Curitiba, 0,44% em Fortaleza, 0,55% em Porto Alegre, 0,66% em Recife, 0,54% no Rio de Janeiro e 0,69% em São Paulo.

INPC teve variação de 0,61%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve variação de 0,61%, acima de setembro (0,27%) e abaixo de outubro de 2012 (0,71%). O indicador está acumulado em 4,25% no ano (ante 4,8% em igual período do ano passado), e em 12 meses vai a 5,58% (5,69% nos 12 meses imediatamente anteriores).

Expediente Rede Brasil Atual – Campinas Editora Gráfica Atitude Ltda. – Diretor de redação Paulo Salvador Secretário de Redação Enio Lourenço Redação Ana Paula Pereira, André Moraes, Alyson Oliveira, Edilson Damas, Flaviana Serafim, Juliano Ribeiro, Lauany Rosa, Lílian Parise, Marcos Álves, Nilceu Francisco, Vanessa Ramos, Vanessa Ribeiro e Wanderley Garcia Revisão Malu Simões Diagramação Leandro Siman Telefone (11) 3295-2820 Tiragem: 8 mil exemplares Distribuição Gratuita

dIvULgAÇÃO

Campinas
vIOLÊNCIA

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“Por que o senhor atirou em mim?”
Adolescentes negros têm mais chance de morrer em homicídios, diz Ipea
A pergunta acima foi feita por Douglas Rodrigues, estudante do 3º ano do ensino médio e trabalhador de uma lanchonete na zona norte de São Paulo, no momento em que recebeu uma bala no peito disparada “acidentalmente” por um policial militar. A história foi relatada com lágrimas por sua mãe Rossana de Souza, que teve seu filho morto aos 17 anos, no dia 27 de outubro, quando voltava para casa com o irmão mais novo. Casos como o deste jovem não são isolados. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP), de janeiro a setembro deste ano, 240 pessoas foram mortas no Estado em decorrência de confronto com a Polícia Militar em serviço. Apenas na região de Campinas (que abrange 38 municípios), o número de pessoas mortas em confrontos com a PM aumentou 38,46%, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2012, 546 pessoas morreram nessa situação no Estado. De acordo com o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre racismo no Brasil, as chances de um adolescente negro ser vítima de homicídio são 3,7 vezes
Por Vanessa Ramos – CUT/SP

maiores do que as de um adolescente branco. Para a secretária de Combate ao Racismo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo, Rosana Aparecida da Silva, há muito tempo os movimentos sociais alertam para a violência que atinge os jovens traba-

lhadores. “Essas ações contra a periferia representam a desigualdade no Estado de São Paulo. É preciso dar um basta na violência institucional, preconceituosa e racista que existe. Acreditamos que é preciso investir em políticas públicas nas periferias voltadas à ju-

ventude negra, promovendo o acesso a cultura, saúde e educação de qualidade, além de sua inclusão no mercado de trabalho.” Douglas Belchior, da União de Núcleos de Educação Popular para Negros e Negras (Uneafro), afirma que a desmilitarização das polícias é uma das principais cobranças dos movimentos populares. “Os números provam que a PM existe para reprimir e matar negros e pobres. Por isso, as políticas públicas só darão conta do problema da violência urbana se discutirem a dimensão da política militar genocida atual.”

CONSCIÊNCIA NEGRA

Data será celebrada com a Marcha Zumbi dos Palmares
Ato no Centro visa à superação da discriminação racial e destaca o crime de racismo
No dia 20 de novembro, será realizada mais uma edição da Marcha Zumbi dos Palmares, em celebração ao Dia da Consciência Negra. A iniciativa é organizada pela subsede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Campinas. Os militantes dos movimentos negro e sindical se concentrarão na Estação Cultural Antonio da Costa Santos (antiga Estação Cultura), às 10 horas, e seguirão pela Rua 13 de Maio, no Centro. O ato deve seguir pela Avenida Francisco Glicério, Rua Barão de Jaguara, até o Largo do Rosário. A atividade quer lembrar a sociedade que racismo é crime

dIvULgAÇÃO

Jardim Satélite Íris I
Além das atividades no Centro, o coletivo também vai apoiar o Cortejo do Mês da Consciência Negra, no Jardim Satélite Íris I, que desde 2010 reúne em torno de 500 pessoas para debater o racismo. Neste ano, a atividade acontece no dia 19 de novembro. A concentração será na Rua Benedito Etelvino Alexandre, nº 353, às 8h30. O cortejo vai percorrer as Ruas Pastor Manuel Chiminazzo, Dante Erbolato, Carlos Macia, Caio Graco Prado, José Casonato e Alcídio Rodeli. O encerramento será em frente à Escola Estadual Rosina Frazato. Soeli Gava, uma das organizadoras, explica que a atividade surgiu a partir das ações de um grupo de atores do bairro, que se uniram para discutir e realizar ações direcionadas para garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes. “Com este cortejo, a gente contribui para a descentralização das atividades do mês da consciência negra e coloca em pauta um assunto tão importante para os dias atuais, que é a luta contra todas as formas de preconceito.”

e propor a superação da discriminação racial, independentemente da cor da pele. De acordo com Adão Luiz Carlos, do Coletivo de Combate ao Racismo da CUT-Campinas, ações como a Marcha Zumbi dos Palmares cumprem um papel educativo. “Toda discriminação,

de qualquer natureza, é sempre condenável. Ainda pior é a discriminação pela cor da pele. O nosso país tem uma dívida histórica com os negros, que foram escravizados por mais de 300 anos. A discriminação reforça a herança escravocrata e não contribui para sua superação”, critica.

dIvULgAÇÃO

rEPrOdUÇÃO

4 MOBILIDADE URBANA

Campinas

Avenida John Boyd Dunlop vive à beira de um colpaso
Principal via de acesso da região do Campo Grande ao Centro enfrenta problemas de mobilidade
Há dois anos, cerca de 45 mil veículos trafegavam diariamente pela Avenida John Boyd Dunlop. Hoje, esse número saltou para 65 mil e a tendência é aumentar nos próximos anos, com a chegada dos novos moradores que vão ocupar 520 unidades do Conjunto Habitacional Sirius, no bairro Satélite Íris II. A avenida, que é a principal via de ligação da região do Campo Grande e das cidades vizinhas ao Centro, não acompanhou o crescimento populacional da região e vive à beira do colapso. Os moradores do Campo Grande reclamam do tempo de deslocamento até o Centro da cidade. Segundo João Pedro da Silva, de 65 anos, perde-se até uma hora para concluir esse tos de embarque e desembarque de passageiros de ônibus, como uma forma de amenizar a lentidão do tráfego de veículos. “São muitas as linhas que circulam pela Avenida John Boyd Dunlop. Quando os ônibus param nos pontos, o trânsito para, porque os carros de trás não conseguem seguir.” Os pedestres também se queixam da avenida. A ajudante de cozinha Reginalva Conceição da Silva, de 29 anos, lamenta o baixo número de semáforos na via. “A avenida é um grande risco para os pedestres. Principalmente para atravessar com as crianças, pois os motoristas não nos respeitam.” Algumas pessoas do Campo Grande alteraram sua rotina diária para conviver com essa deficiência. É o caso do porteiro Josevan Vieira da Silva, de 59 anos, que sai mais cedo de casa, para não se atrasar no trabalho, que fica no Centro. “A gente tem que ter um saco de paciência para suportar esse trânsito, principalmente nos horários de pico.” Entretanto, muitos moradores da região foram vencidos pela falta de mobilidade urbana. O cansaço psicológico, a fadiga e os atrasos para ir e voltar do trabalho fizeram muitos cidadãos deixarem a região ou a cidade. A reportagem ainda apurou com a população que o alargamento do trecho sob a linha férrea poderia viabilizar o uso da Avenida John Boyd Dunlop.

trajeto. Ele sugere o alargamento da avenida, com a construção de mais faixas, para desafogar o trânsito e aumentar a velocidade dos veículos. O motorista de ônibus Anildo Jesus Barbosa, de 35 anos, afirma que o trânsito é sobrecarregado em qualquer horário do dia. Para ele, uma

possível solução seria a construção de corredores exclusivos de ônibus do transporte coletivo. “Ou a construção de vias marginais e, se for o caso, poderia se pensar em rodízio de carros”, complementa. Já a comerciante Rosemeire Morelli, de 29 anos, cita a construção de recuos nos pon-

Emdec aposta no BRT para desafogar avenida
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), responsável pelo gerenciamento do trânsito e do transporte na cidade, aponta o Bus Rapid Transit (BRT) do Campo Grande como “a solução para os problemas na Avenida John Boyd Dunlop”. O corredor do modal terá 18 quilômetros de extensão e vai sair da região central, seguir pelo leito desativado do antigo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), até o Terminal Metropolitano Itajaí. No projeto original estão previstas estações de transferência, veículos articulados e biarticulados, corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens, desembarque pela esquerda, embarque em nível, pagamento desembarcado. Segundo a assessoria de comunicação da Emdec, o BRT está em fase de consolidação dos projetos básicos, que deverá ser finalizado até o final deste mês. O início das obras está previsto para o início de 2014. Enquanto o BRT não é construído, a assessoria informou que, neste ano, “a Emdec tem realizado ações para garantir a fluidez viária na Avenida John Boyd Dunlop, como o reforço na sinalização, com pinturas de solo e placas; mudanças de circulação no Jardim Ipaussurama; alteração de circulação no entorno do ‘Balão do Londres’, para evitar congestionamentos e ampliar a segurança viária; a instalação de semáforo em frente à Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp) II no sentido bairro-Centro, além de revitalização da sinalização viária”.

dIvULgAÇÃO

Campinas
EDUCAÇÃO

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Aos mestres, com carinho
Valorização dos profissionais da educação não pode se limitar à celebração do Dia do Professor
“Ao mestre, com carinho”, filme dirigido pelo britânico James Clavell e lançado em meados dos anos 1960, é a perfeita tradução do valor e do respeito de jovens alunos a quem dedica toda vida a transmitir, mais que o conhecimento de fórmulas e regras, principalmente, o estímulo ao pensamento crítico e à formação da consciência cidadã, para garantir um futuro melhor, mesmo diante de adversidades. Fato é que, nos últimos anos, os tempos mudaram muito e as adversidades só aumentaram para os educadores. Foi-se o tempo em que o professor era reconhecido como mestre e respeitado pelo seu papel na sociedade – não apenas em 15 de outubro, quando é comemorado o Dia do Professor.

A luta
Resistir é preciso. E todos conhecem a luta permanente da categoria não só para recuperar o reconhecimento profissional, com salários e benefícios dignos, mas contra todas as adversidades que cercam as escolas públicas e privadas, principalmente nas periferias das grandes cidades: violência, drogas, armas nas mãos de alunos e até a falta de educação familiar. “É praticamente consenso que os profissionais de educação não têm valorização”, alerta Maria Isabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que liderou recentemente uma greve de quase um mês, entre abril e maio, para exigir do governo Geraldo Alckmin (PSDB) políticas mais efetivas para uma “educação pública de qualidade” – bandeira que permanece nas manifestações de rua desde junho passado. “A educação é um processo lento, requer competência, dedicação, iniciativas, boa vontade dos políticos, investimentos, valorização profissional, motivação para os professores e alunos, realização de projetos, espaço físico adequado, condições de trabalho e parcerias”, resume Nilceu.
MArCOS SANTOS/USP

“Maioria das escolas parou no tempo”
O professor de língua portuguesa Nilceu Francisco de Lima, de 57 anos, vive em Campinas há 37 anos. Morador da região do Campo Grande, ele leciona há 22 anos – na rede estadual desde 1991. Para ele, a educação pública precisa de ações fortes para encarar as mudanças da sociedade, principalmente as tecnológicas. “Elas são inúmeras e constantes, mas a maioria das escolas está parada no tempo. Falta ouvir o que os verdadeiros professores têm a dizer, pois não dá para melhorar o ensino sem a participação direta de quem o transmite.” Dentre os principais problemas do dia a dia, o professor destaca as condições de trabalho. “Faltam recursos, desde uma biblioteca para os alunos até funcionários de apoio, o que compromete o trabalho como um todo. O Plano de Carreira não é para todos, os salários são confundidos com gratificações e a desvalorização é gritante quando o governo estadual rebaixa milhares de profissionais de categoria.” No entanto, Nilceu considera mais grave o clima de insegurança que domina várias escolas da região: “Falta segurança porque lidamos com problemas que envolvem drogas, por exemplo, e não há especialista que saiba lidar com isso”.

Deficit em todos os níveis da educação
truir uma unidade. Quando pronta, ela é incapaz de atender à demanda da população, que quase sempre já é o dobro, devido ao aumento das várias moradias construídas e habitadas, como, por exemplo, os residenciais Sírius e Bassoli”, explica Nilceu sobre a situação geral da educação no Campo Grande. Para o professor, o problema é o mesmo em relação às escolas de ensinos fundamental e médio. “O impacto do aumento da população é o mesmo, ou seja, chegam novas famílias, mas as unidades continuam as mesmas. Com agravantes, como a escola do Residencial Cosmos, que não quer abrir no período noturno, mesmo sabendo da demanda de alunos.” Ele ainda avalia que “a classe [do professorado] é desunida, as regras básicas são desrespeitadas pelo próprio governo e existem gestores que preferem ser amigos das famílias, confundindo amizade e responsabilidade, porque aqui é flagrante o receio com uma parcela da comunidade”.
dIvULgAÇÃO

Professor Nilceu Francisco de Lima

“Quanto às creches, o déficit só aumenta, porque [os governos] demoram em cons-

“Falta interesse dos governos”
Por tudo isso, o professor Nilceu continua na luta diária contra os desmandos. “Os problemas são antigos e a cada governo, sejam governadores ou prefeitos, nada é feito na prática para o quadro mudar para melhor. A aprovação automática é uma afronta e os alunos têm consciência disso. Mas a maioria aceita ser aprovada sem dominar o conteúdo básico. A Educação para Jovens e Adultos está praticamente extinta e, a cada ano, uma ou outra escola fecha essas salas.” Conclusão do mestre: “É mais fácil culpar os professores por tudo de ruim que acontece nas escolas, já que não interessa aos governantes uma sociedade coesa, atuante e pensante”.

6 TRABALHO

Campinas

Evento debate assédio moral no setor bancário
“A cada 20 dias, um trabalhador bancário se suicida”, diz pesquisa da UNB
O Ministério Público do Trabalho (MPT) da 15ª Região e a Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade) realizaram em Campinas a “Semana de Conscientização sobre Assédio Moral no Trabalho”. No dia 21 de outubro, um ato público no Salão Vermelho da Prefeitura marcou a abertura dos trabalhos do evento nacional, que abordou especificamente o setor bancário. O ato reuniu representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), da Prefeitura, da Câmara Municipal, da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), dos bancos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander e HSBC) e dirigentes sindicais. O presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas, Jeferson Rubens Boava, atentou para a importância da atividade patrocinada pelo MPT, que evidencia um engajamento de setores públicos na luta contra o assédio moral no trabalho. “O nefasto assédio moral é uma consequência da estrutura organizacional do trabalho. Nos setores competitivos, como é o bancário, a cobrança de metas é feita sob o império da ameaça, no limite, com a ameaça de demissão. Como enfrentar este problema? Que mecanismos tem o trabalhador? Para coibir essa violência no trabalho é necessária uma legislação que dê garantia de emprego ao trabalhador. Assim, a equação pode ser solucionada.” Na mesa de abertura, a procuradora do Trabalho e titular o órgão de representação dos bancos. No entanto, Renata rebateu Nicolino dizendo que “o MPT pode editar a cartilha sem, necessariamente, consultar a Febraban. O órgão público assume toda a responsabilidade pelo conteúdo do citado documento”. Antes da discussão, o assessor da Febraban apresentou dados do Programa de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho – conquista da categoria bancária na campanha salarial de 2010. Segundo ele, em 2011, foram apresentadas 137 denúncias de assédio moral, seja em canais internos dos bancos ou através dos sindicatos. No ano seguinte, foram 268 denúncias (30% consideradas procedentes). Apesar do aumento das denúncias em 95%, Nicolino destacou que ainda não ocorreu o “boom” esperado de acusações.

da Coordigualdade em Campinas, Renata Coelho Vieira, apresentou a cartilha Assédio Moral em Estabelecimentos Bancários, editada pelo MPT, e citou uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), que revela: “Diariamente, um bancário tenta suicídio. E a cada 20 dias, um deles acaba por consumar o ato”. Os dados dão a dimensão do que é o assédio moral dentro das instituições financeiras: são aproximadamente 19 suicídios por ano.

O assessor de Relações Trabalhistas da Febraban e integrante da Comissão de Negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban – estrutura paralela da Febraban para questões sindicais), Nicolino Eugênio dos Santos Junior, tentou minimizar a pesquisa da UnB ao dizer que a taxa está dentro da estatística nacional de casos de suicídios. Ele também “estranhou” o fato do MPT ter lançado a cartilha sem “conversar” com

Cobrança por metas gera adoecimento mental
“O mal psíquico é uma consequência direta da pressão, da cobrança por metas, invariavelmente, abusivas”, afirma Gustavo. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf)-CUT, em 2004, 40% da categoria havia vivenciado situação de assédio moral. No ano de 2011, o problema já atingia 66% dos bancários. O diretor de Saúde ainda lembrou que desde a criação do Programa de Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho, o sindicato apresentou seis denúncias (quatro mulheres e dois homens) de assédio moral, sendo que quatro foram feitas após demissões. Entretanto, todas foram consideradas improcedentes pelos bancos. “O programa é uma conquista e a cada ano, com luta, a categoria agrega mais uma cláusula de combate ao assédio moral. Em 2011, foi a proibição dos bancos em divulgar rankings individuais de performance de desempenho. Neste ano, a proibição da cobrança de cumprimento de resultados via torpedo no telefone particular do bancário, além da redução do prazo para os bancos apurarem as denúncias encaminhadas pelos sindicatos, que passou de 60 para 45 dias”, explica. Outra conquista dos bancários foi a criação de um grupo de trabalho sobre adoecidos, que vai analisar as causas dos afastamentos do trabalho. “Porém, é preciso mais. É fundamental um instrumento que regule as metas, como o Protocolo de Combate proposto pelo Sindicato durante a 15ª Conferência Nacional dos Bancários”, lembra Gustavo.
JÚLIO CÉSAr COSTA/SEEBCAMPINAS

O diretor de Saúde do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, Gustavo Frias, ressaltou que o assédio moral promove o adoecimento dos trabalhadores. De acordo com dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em 2011, 20.714

bancários foram afastados do trabalho (26% por transtornos mentais). Em 2012, esse número saltou para 21.144 (25,7% por transtornos mentais). Nos três primeiros meses deste ano, 4.387 bancários se licenciaram do trabalho (25,7% por transtornos mentais).

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Campinas
CULTURA

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Vale-Cultura promete esquentar a economia
Governo federal estipula movimentar até R$25 bi; bancários conquistam benefício com a greve
O Vale-Cultura criado pelo governo federal pode contemplar cerca de 42 milhões de brasileiros. O benefício consiste em um cartão com um crédito de R$ 50 ao mês para ser utilizado em programas culturais: cursos de fotografia, audiovisual, danças, artes plásticas; compra de livros, revistas, jornais, CDs, DVDs, instrumentos musicais; ingressos de teatro, cinema, circo, etc. Poderão usufruir deste crédito os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos (R$ 3.390). O desconto em sua remuneração pode variar de R$ 2 a R$ 5 e cabe a ele decidir se vai querer ou não o Vale-Cultura. Mas, antes dos trabalhadores, cada empresa terá a liberdade para aderir ou não ao programa. Para estimular a adesão, o governo federal vai descontar em até 1% do sidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Gilmar Carneiro, considera a conquista um grande feito da atual presidente Juvandia Moreira. “A categoria bancária já tem tradição de leitura e de cultura, mas esse estímulo melhora ainda mais o trabalho, pois proporciona qualidade nos momentos de lazer. Além disso, o papel do movimento sindical é servir de exemplo à sociedade, e é isso o que os bancários estão fazendo”, declarou. Segundo a ministra Marta, o Vale-Cultura, além de ajudar no desenvolvimento cultural dos trabalhadores, estimulará o crescimento das produções culturais e da economia. Ela afirmou que aproximadamente 300.000 bancários terão R$50 por mês para gastar em cultura. “Vai movimentar em torno de R$ 9 milhões na economia do país”, disse.

FAbIO ROdrIgUES POZZEbOM/ABR

Imposto de Renda devido o valor gasto com o benefício pelas companhias. Demais tributos trabalhistas e encargos salariais também não serão cobrados em cima do valor investido. De acordo com a Secretaria da Cultura, até o final de outubro, aproximadamente 900 empresas (a maioria de pequeno porte) se cadastraram no programa. O governo esti-

pula que o Vale-Cultura venha a movimentar R$ 25 bilhões ao ano na economia nacional. A categoria bancária foi a primeira organizada que aderiu ao benefício após a greve nacional de 23 dias, entre os meses de setembro e outubro deste ano. Em entrevista à Rádio Brasil Atual, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, comentou que o Vale-Cultura

deve se expandir nos próximos meses. “Fiquei muito feliz que os bancários tenham conseguido o direito ao Vale-Cultura. Essa adesão está estimulando as demais categorias, que a partir de agora deverão incluir o benefício em suas negociações.” O assessor da presidência nacional da Central única dos Trabalhadores (CUT) e ex-pre-

dIvULgAÇÃO

dIvULgAÇÃO

O que vai mudar na vida dos bancários
saudáveis”, disse o assessor Gilmar Carneiro, que acredita em maior integração social através do Vale-Cultura. O benefício entra nos vencimentos dos bancários a partir de janeiro de 2014. Para a categoria, o Vale-Cultura pode ser uma forma de atenuar os gastos com livros e materiais didáticos, já que boa parte desses trabalhadores são universitários ou cursam especializações acadêmicas. A analista de cobrança Kelly Nunes, de 31 anos, trabalha no Banco do Brasil e faz graduação em direito. Assim que receber o primeiro Vale-Cultura, ela pretende ir a uma livraria. “Os livros de direito são muito caros e o vale vai ajudar bastante. O bom é que o valor é cumulativo, então posso juntar e utilizar para o que precisar”, conta. Para o técnico bancário do HSBC, Ivan da Fonseca, de 22 anos, a novidade faz com que sua categoria reflita sobre a importância de sair da rotina, para ter momentos de lazer. “Estamos em um setor em que é importante ter contato com livros, teatro e cultura, mas às vezes nos esquecemos disso.” O gerente do Banco Mercantil do Brasil (BMB) Luís dos Santos, de 22 anos, considera o benefício primordial, porque o acesso à cultura eleva o conhecimento. “O Vale-Cultura, além de ajudar a me divertir e me entreter, também ajudará no meu desenvolvimento cultural. O valor vai possibilitar a ida ao cinema, ao teatro e também comprar livros, que é algo que eu adoro”, conta.

Benefício
O Vale-Cultura é um cartão magnético, pré-pago, com um crédito mensal no valor de R$ 50 (cumulativo), que pode ser utilizado em todo território nacional. São 17 operadoras que fornecem o serviço do Vale-Cultura, aceito pelas bandeiras das principais máquinas de cartões de crédito do país. Os estabelecimentos credenciados possuem o selo, cartazes ou adesivos de propaganda colados próximo ao caixa, justamente para facilitar a compra.

“O acesso à cultura amplia o conhecimento humano, auxilia e modifica a forma de pensar, sentir, e estimula a reflexão. Tudo isso só traz melhorias ao trabalhador e gera pessoas mais

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8 FOTO SíNTESE – PRAÇA CARLOS GOmES

Campinas
PALAvRAS CRUzADAS DIRETAS PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS
Base da Pote rústico e manteiga sem asas O amor, nos sonetos (Lit.) “Escravos de Jó” e “Cai, Cai, Balão”

www.coquetel.com.br
Lutador brasileiro de MMA conhecido como O pior motivo de Scarface demissão, causada por falta grave

© Revistas COQUETEL 2013
Tratamento estético para melhorar a circulação sanguínea Capital sul-coreana

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Lutador brasileiro de MMA conhecido como O pior motivo de Scarface demissão, causada por falta grave

PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS
Base da Pote rústico e manteiga sem asas O amor, nos sonetos (Lit.) “Escravos de Jó” e “Cai, Cai, Balão”

© Revistas COQUETEL 2013
Tratamento estético para melhorar a circulação sanguínea Capital sul-coreana

Capazes Condição de Afrodite (Mit.)

Qualidade do texto ligada à harmonia Peça do motor de carros e aviões

Acessório favorito do cantor Chorão

“Errar (?) humano” (dito)

humano” ligada à vazios com algarismos cantor de AfrodiPreencha os espaços de 1 a 9. (dito) harmonia Chorão te (Mit.) Peça do Os algarismos não podem se repetir nas linhas verticais e motor de carros e aviões horizontais, nem nos quadrados menores (3x3). SUDOKU PeculiPonto (?), zona

Capazes Condição

Qualidade do texto

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“Errar (?)

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Peculiaridade Hot (?), sanduíche Bastão utilizado no jogo de sinuca A dor sentida na forma de fisgadas Banco dos (?), lugar do tribunal Cartucho usado em treinamentos (mil.) Vitamina benéfica aos ossos Conserta as falhas de (um texto) Sinal de expressão temido por mulheres Duro de (?): difícil de aguentar (fam.) Corrida de motos Chuva, em inglês “O tempo (?) para” (dito) El (?), nobre espanhol Ejeção vulcânica

Ponto (?), zona erógena feminina Corinthians, Remo ou Flamengo (fut.)

utilizado no jogo de sinuca A dor sentida na forma de fisgadas

© Revistas COQUETEL Bastão

aridade Hot (?), sanduíche

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erógena feminina Corinthians, Remo ou Flamengo (fut.)

Solução

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Solução

C E

U T

NAS BANCAS E LIVRARIAS

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S E U L

6 9 7 2 1 4 5 3 8

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C E

NAS BANCAS E LIVRARIAS

C N J U S T A C O M P E T S B M A D E U A T A C L A C D IG O

Solução

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3/cid — dog — lip. 4/rain — seul. 5/biela. 8/josé aldo. 12/apocalíptica. 17/massagem linfática.

BANCO

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3/cid — dog — lip. 4/rain — seul. 5/biela. 8/josé aldo. 12/apocalíptica. 17/massagem linfática.

1 Preencha os espaços vazios com algarismos de 1 a 9. Preencha os espaços vazios com algarismos de 1 a 9. 7 2 Os algarismos não podem se repetir nas linhas verticais e Os algarismos não podem se repetir nas linhas verticais e horizontais, nem nos quadrados menores (3x3). horizontais, nem nos quadrados menores (3x3). 1 4 8 6 9 2 4 1 63 6 5 7 9 2 7 2 1 3 86 9 5 7 1 64 9 1 7 82 4 8 6 2 4 4 6 1 4 BANCO 8 9 8 6 Mais de Solução Mais de 9 1 8 6 4 60 jogos 4 6 jogos 2 4 de lógica ambientados de lógica no universo místico 8no universo 9 ambientados da Idade Média místico da Idade Média 9 1 8 6 4 2 4
Vitamina benéfica aos ossos (?) Lisboa, atriz e apresentadora Conserta as falhas de (um texto) Sinal de expressão temido por mulheres Duro de (?): difícil de aguentar (fam.) Iodo (símbolo)

Banco dos (?), lugar do tribunal

Cartucho usado em treinamentos (mil.)

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(?) Lisboa, atriz e apresentadora Iodo (símbolo)

© Revistas COQUETEL

Age com intrepidez 50, em romanos

“(?) de Botas”, animação (Cin.)

“O tempo (?) ©para” Revistas (dito) El (?), nobre espanhol Ejeção vulcânica

Corrida de motos Chuva, em inglês www.coquetel.com.br

COQUETEL

Interjeição de alívio “(?) Vadiar”, sucesso do cantor Zeca Pagodinho

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Interjeição de alívio “(?) Vadiar”, sucesso do cantor Zeca Pagodinho O produto do pirata Lábio, em inglês Time de futebol do ex-tenista Guga (SC) Dá consentimento a

O produto do pirata Lábio, em inglês

Antigo Testamento A litera- (abrev.) tura que estuda o fim do mundo

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Antigo Testamento (abrev.) A literatura que estuda o fim do mundo

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Solução

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