EXCELENTISSIMO SENHOR DESEMBARGADOR RELATOR DO ACORDAO Nº __________________ DA CAMARA CRIMINAL _____ DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

JOSE DA SILVA, já qualificado nos autos do recurso de APELAÇÃO N° _________________, por seu advogado infra assinado, n!o se confor"ando co" o venerando acord!o que, por decis!o n!o unani"e que refor"ou a decis!o de #$ instancia, ve" respeitosa"ente % presen&a de 'O((A( E)*ELEN*+A(, dentro do pra,o legal, opor,

E-.A/0O( +N1/+0EN2E( E 3E N4L+3A3E5

*o" fulcro no art5 678,9 :nico do *P*5

/equer seja rece;ido e processado o presente recurso co" as incluas ra,<es de inconfor"is"o5

Nestes ter"os pe&o deferi"ento5 0ua=up> -0, 7# de -ar&o de ?7#@5

AdvogadoA

OA.

<es de fato e de direito a seguir e=pendidas5 3O( 1A2O( .unal de Fusti&a. a "anuten&!o da venerável de #$ +nstancia > "edida que se i"p<e pelas ra.RAZÕES DE EMBARGO INFRIGENTES DE NULIDADES APELANTE: JOSÉ DA SILVA APELADO: MINISTERIO PUBLICO DE MINAS GERAIS COMARCA: GUAXUPÉ/MG PROCESSO: 77757757777 7 EGRÉGIO TRIBUNAL COLENDA CAMARA DOUTA PROCURADORIA E" que pese o notBrio conCeci"ento jurDdico da colenda *E"ara *ri"inal deste Egr>gio 2ri.

a parte e".FO(G 3A (+L'A.ir a viti"a e" erro5 O -PJ-0. *P5 *onfor"e denuncia.jetivo de o. no fi" do pra. já que re"unera&!o do r>u era co"issionada ao ganCo que a vDti"a o.argante fa. desta for"a a". tendo e" vista os investi"entos feitos pelo r>u5 Ocorre que. "erece ser tra.solveu o r>u5 Para corro.tida e" detri"ento da viti"a que lCe entregava "ensal"ente u"a quantia e" dinCeiro co" o.solvido da pratica do cri"e de E(2EL+ONA2O previsto no Art5 #H# *AP42. sendo que o voto vencido propKs pela "anuten&!o da "es"a.orar o e=posto.ou se de dolo para indu. uso do 9 :nico do Art5 678 do *P*5 (o.o previsto pelas partes o investi"ento de alto risco feito pelo r>u co" o conCeci"ento da viti"a. face da ausIncia de co"prova&!o de que o r>u utili. cuja a qual a.tivera" lucro. n!o rendeu o esperado.foi pronunciado.ten&!o de lucro. processado e ao final a. o r>u teria "ediante fraude o.ido % . reconCeceu ine=istIncia de fraude.os n!o o. inconfor"ado co" a decis!o apelou ao 2FJ-0 para refor"ar a decis!o5 DO DIREITO O Brg!o colegiado co"petente por ? votos a # refor"ou a decis!o de #$ instancia condenando o r>u. o 3outo jui. e a viti"a so"ente conseguiu rever "etade do capital investido.aila o e=celente "agist>rio de 04+LLE/-E 3E (O4MA que asseveraA *O-EN2N/+O( AO .re tal aspecto.tivesse co" resultado advindo do investi"ento5 Na senten&a.

(!)&*.) .. 8 )!/!++54$. "erece ser tra.re tal aspecto. (&4& & (45T$/& 0..$0.4NA+(. &T2($/. 1&T. voltado a garantir uma segunda analise da matéria decidida pela turma julgadora. G assi" que decide" nossos 2ri. e%iste o elemento su"jetivo do tipo espec'fico (ou dolo especifico)... 5 (o. . (.)/$& 0! 0. 3... &(!*&0.+( A Co !"#$%&o 'o A%#( )*+.)/..) !lemento su"jetivo do tipo# é o dolo.6 0.. IV CPP( “(. ampliando-se o quórum do julgamento. !+T!*$.unais consoantes se co"prova das e"entas a.+( A Co !"#$%&o 'o A%#( -.*. 8 +-1$/$!)T! (&4& (4!!)/9!4 .4NA+( PA05 HRS5 +N 'E/.) .*O3+0O 3E P/O*E((O PENAL P/E'+2A 3O( 2/+. PA05 #7R@5 +N 'E/. 0! T!4 & /.4NA+( 8 Q E35 /E'+(2A 3O( 2/+.)0-T& 0. $ne%iste forma culposa.)&T.)&T.44$0.. (&4& & .CP( “(. :-! T!)9& &.ido % . )7. T$(.. /4$6! 0! !+T!*$. &-+. /. /. por ter havido maioria de votos e não unanimidade. &lém disso.4NA+( #7 Q E35 /E'+(2A 3O( 2/+..aila o e=celente "agist>rio de 04+LLE/-E 3E (O4MA que asseveraA *O-EN2N/+O( AO *O3+0O 3E P/O*E((O PENAL P/E'+2A 3O( 2/+.ai=o transcritas (!)&*. que é a vontade de o"ter lucro indevido.*. 1&T.) Trata-se de recurso privativo da defesa.. destinando-o para si ou para outrem (.

)/$& 0! (4. 49/ I../.D?. :-! +! $6(K!6..*.!6 $*2/$T&..++-2&6 /$.)/$& 0! +-& /.+.. ADN) ?. PQ T. 0ata de (u"licaHão# 0F.L&usente um de seus elementos constitutivos. T!4/!$4& T-46&. fls. ?. 0ata de (u"licaHão# 0F# CNEP) .>$0. NQ /Rmara /riminal. 0ata de Fulgamento# ?DGDBG?DDC. consciente o agente que estJ iludindo a v'tima.)&T. !%ige-se o elemento su"jetivo do injusto (dolo espec'fico).&/4# ABC??AN (4 DABC??A-N.. não hJ estelionatoL. +ão (aulo# &tlas.&-+.)/$& 0..3BBBD) (TF-(4 .3?.)/$& 0. &(!*&0. 0& >&)T&.0ata##3CGD?G3BBI (Jgina##3E?) !+T!*$. <&4&T&. 4elator# 0esem"argador 1ederal (&-*.. +ema consciMncia da ilicitude da locupletaHão. 0.*. !+(!/21$/. das v'timas em erro. o preju'Oo por estas sofrido.. T!)9& &. (6ira"ete. 4elator# 6iguel (essoa.*>$=7. $). &<+. 4!/-4+&* (!*& &<+. /&4&/T!42+T$/.6 0.$0. .?ABEA-D.&/4# BC. dolo do estelionato é a vontade de praticar a conduta. 1éli% 1ischer. a sa"er# o artif'cio fraudulento. 0. (T41-? .+ (4. (. o correspondente locupletamento il'cito dos agentes e o dolo. 4!/-4+. que é a vontade de o"ter il'cita vantagem patrimonial para si ou para outrem.>$0. (+TF. 6in. o induOimento. /. 4!/-4+.44.<T$>!4&6 :-&*:-!4 >&)T&. 0!*$T.)0-T& $*2/$T& ! )7. por meio dele. 6anual de 0ireito (enal. descaracteriOa-se o estelionatoL. Fulio 1a""rini. 0FDE. $6(4. ?DD3. A.)&T.>& 0! :-! .<T!)=7. . !+T!*$.!6 $)0!>$0&. (*!$T. 3-L. 0ata de Fulgamento# DBG3?G3BBC. 3I ed.*>$=7.INDG<&. $)!@$+T. &(!*&)T!+ )7.

DO DIREITO E" ra.ou se de dolo para indu. #? de Agosto de ?7#@5 .!o do e=posto requer seja conCecido e provido o presente recurso acolCendo se o voto vencido co" o fi" de "anter se a ine=istIncia da fraude face a ausIncia de co"prova&!o de que r>u utili.solvi&!o do r>u Nestes ter"os pe&o deferi"ento5 0ua=up> -0.ir a viti"a e" erro conseguinte a a.

.AdvogadoA OA.