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A Primeira Característica: Karma O karma é um ensinamento budista fundamental.

É a sua mais importante característica e, ao mesmo tempo, a mais complexa e a mais freq entemente mal compreendida. Karma é um termo s!nscrito que si"nifica a#$o ou ato. %ualquer a#$o física, &erbal ou mental executada com uma inten#$o pode ser c'amada de karma. (m outras pala&ras, pode)se di*er que karma é qualquer &oli#$o moral ou imoral, ou qualquer a#$o, rea#$o ou resultado &oliti&o. Antes de falarmos sobre karma, é necess+rio compreender que o corpo, a fala e a mente s$o os tr,s mestres do karma, pois s$o eles que executam as a#-es ou atos que o constituem. Como exemplos de karma reali*ado pelo corpo podemos citar assassinato, roubo e m+ conduta sexual. .entira, con&ersa frí&ola, difama#$o e pala&ras +speras s$o exemplos de karma reali*ado pela fala. (ntre os exemplos de karma reali*ado pela mente, pode)se incluir cobi#a, rai&a e ilus$o. /a &erdade, nem sempre o karma é um 0mau0 karma. 1anto a felicidade quanto o sofrimento na &ida de al"uém s$o determinados pelo karma de seu corpo, fala e mente. 2alemos, ent$o, sobre os tipos de karma. • O karma pode ser cate"ori*ado, com base nas características das a#-es, em positi&o, ne"ati&o ou neutro. Karma positi&o é o que se"ue a moralidade e é benéfico a todos. Karma ne"ati&o é qualquer a#$o que pre3udique al"uém. A#-es que n$o possam ser definidas como sendo boas ou m+s, como, por exemplo, aquelas que n$o t,m uma inten#$o consciente, s$o c'amadas de karma neutro. 4ma &e* que o karma é a resposta da &oli#$o, as sementes de karma positi&o e ne"ati&o reali*ados pela &oli#$o encontram)se arma*enadas no ala5a)&i3nana, o 0arma*ém da consci,ncia0. 1ais sementes manifestam)se quando sur"em as condi#-es apropriadas. A manifesta#$o dessas sementes é o fruto do karma. O karma que causa sofrimento é c'amado de karma maléfico e resulta em renascimento nos tr,s reinos maléficos da exist,ncia. O karma que causa felicidade é c'amado de karma aben#oado e resulta em renascimento no mundo 'umano ou no celestial. Aqueles que alcan#am o samad'i 6concentra#$o meditati&a7 ceifam o renascimento nos mundos da forma e da n$o)forma e permanecem em samad'i. O karma desses seres é denominado karma im8&el. O karma pode, também, ser classificado de acordo com o momento em que amadurece. (xistem tr,s dessas cate"orias: o karma que amadurece nesta &ida, o karma que amadurecer+ na pr8xima &ida e o karma que amadurecer+ em &idas futuras. O karma que amadurece nesta &ida refere)se ao con3unto de a#-es reali*adas cu3os frutos amadurecer$o ainda nesta &ida. O karma que amadurecer+ na pr8xima &ida refere)se ao con3unto de a#-es cu3os frutos amadurecer$o na &ida imediatamente posterior a esta. O karma que amadurecer+ em &idas futuras refere)se 9s a#-es presentes cu3os frutos amadurecer$o ap8s duas ou mais &idas. :sso demonstra que, do ponto de &ista temporal, quer se3a passado, presente ou futuro, nen'um efeito de nen'uma a#$o é extra&iado. O fruto amadurecer+ de acordo com o karma reali*ado. O bem "era o bem; o mal "era o mal. /in"uém est+ isento da <ei de Causa e (feito. %uem con'ece a"ricultura sabe que os frutos de al"umas plantas 3+ podem ser col'idos depois de apenas um ano do plantio; os de outras, depois de dois anos; e ainda '+ outras plantas cu3os frutos s8 podem ser col'idos depois de muitos anos. =+ quem n$o compreenda totalmente a <ei de Causa e (feito e ale"ue que existem pessoas bondosas, que reali*am atos benfa*e3os e, ainda assim, &i&enciam muitos sofrimentos e infort>nios. ( que, ao mesmo tempo, pode)se obser&ar que outras a"em de forma noci&a e, ainda assim, t,m uma &ida confort+&el e li&re. Concluem, portanto, que a <ei de Causa e (feito de forma nen'uma se aplica. Al"uns c'e"am mesmo a di*er: 0?er+ possí&el que, em pleno século @@, ainda se acredite em supersti#-es como causa e efeitoA0 (ssas pessoas n$o percebem que tudo o que existe neste mundo depende da <ei de Causa e (feito. .esmo sendo muito complexa, a rela#$o entre causa e efeito funciona de forma bastante ordenada e precisa. =+ duas ra*-es pelas quais os frutos do karma podem amadurecer em momentos diferentes. A primeira é a for#a da causa, que determina quando o efeito sur"ir+. Por exemplo, se uma semente de mel$o e outra de p,sse"o forem plantadas ao mesmo tempo, a de mel$o "erminar+ e

?e"undo: as a#-es boas e m+s n$o compensam umas 9s outras. a "ra&idade dos frutos de nossas m+s a#-es ser+ atenuada. ainda assim. menos concentrada. 1al&e* as sementes dessas boas a#-es n$o ten'am tido for#as para frutificar nesta &ida. karma 'abitual e karma recordat8rio. caso muitas boas a#-es este3am acumuladas.ncias. ine&ita&elmente. Por exemplo. :sso acontece porque as boas sementes que ela plantou em suas &idas anteriores est$o amadurecendo a"ora e. em um determinado efeito: n$o '+ exce#$o. ?e querem ser saud+&eis. é necess+rio que sofra no presente. bons ou maus.produ*ir+ frutos no mesmo ano.esmo tendo reali*ado in>meras boas a#-es nesta &ida. al"uns budistas di*em: 02ui &e"etariano a &ida inteira. al"uém que ten'a reali*ado muitas m+s a#-es nesta &ida pode. assim. portanto. para col'er os efeitos dessas boas a#-es. "eram conseq . As sementes maléficas que 3+ foram plantadas ori"inar$o frutos mali"nos. Fecito o nome do Guda. (sse é outro exemplo de compreens$o distorcida. caso contr+rio. ?e quiserem ser bem)sucedidos financeiramente. Causa e efeito n$o erram. 4ma &e* que a#-es ten'am sido reali*adas. é necess+rio que adotem pr+ticas eficientes de administra#$o financeira. prostro)me diante dele e. ?e3a como for. pelas causas e efeitos relacionados a ela. a condi#$o econCmica. Karma ponderado si"nifica que o indi&íduo reali*ou bom e mau karma e o que ti&er mais peso &ai se manifestar primeiro. Caso todas as condi#-es necess+rias este3am presentes. ?eria também um raciocínio distorcido. É s8 uma quest$o de tempo0. Bessa forma. di* um ditado budista: 01odos os atos. as sementes desses atos ser$o arma*enadas no ala5a)&i3nana e se manifestar$o quando as condi#-es adequadas se fi*erem presentes. A >nica coisa que podemos fa*er é reali*ar mais boas a#-es e assim acumular mais condi#-es positi&as. ainda assim. Primeiro: causas e efeitos s$o indestrutí&eis. exercitar)se adequadamente e ter '+bitos 'i"i. se3am elas boas ou m+s. O se"undo moti&o pelo qual o fruto do karma amadurece em momentos diferentes é que as condi#-es podem ser fracas ou fortes. Be que me ser&iuA =o3e estou falidoD0 Outros di*em: 0E+ sou budista '+ muito tempo. As sementes maléficas que plantou nesta &ida amadurecer$o em &idas futuras. O karma 'abitual &ai se apresentar de acordo com os '+bitos cotidianos de cada um. Al"uns c'e"am a di*er: 0Pratico o &e"etarianismo e recito o nome do Guda. Assim. &oc. o resultado seria t$o preciso quanto o da <ei de Causa e (feito.s t. n$o esperem que eles se tornem pessoas respeitosas e membros produti&os da sociedade. Os efeitos k+rmicos que se manifestam no momento da morte podem ser di&ididos em karma ponderado. O mesmo acontece com atitudes positi&as e ne"ati&as. A escola de Gudismo 1erra Pura ensina as pessoas a recitarem sempre o nome . &+rios anos se passar$o até que o pesse"ueiro que crescer daquela semente frutifique. nesses casos. 2alta.s n$o de&em esperar enriquecer simplesmente porque s$o &e"etarianos. ?e n$o cuidarem desses fatores e acreditarem que a mera recita#$o do nome do Guda Amitab'a &ai l'es tra*er boa sa>de. . pode ser necess+rio esperar a pr8xima &ida. Al"umas pessoas t. ?e n$o cuidarem bem de seus fil'os. Portanto. /em se us+ssemos uma calculadora eletrCnica. o fruto beni"no amadurecer+ mais rapidamente e as condi#-es ne"ati&as ser$o enfraquecidas. por outro tipo de causa e efeito e a sa>de física. Portanto. Hoc. de&em cuidar da alimenta#$o. 2a#am a se"uinte associa#$o: se &oc. 4ma pessoa boa sofre nesta &ida porque sementes maléficas que plantou no passado est$o amadurecendo a"ora. ou um computador. para somar as boas e as m+s a#-es de al"uém. a +"ua doce &ai diluir a sal"ada. 4ma determinada causa resulta.s adicionarem bastante +"ua doce a um copo de +"ua sal"ada. contudo meus fil'os s$o desnaturados e indolentes0. é muito importante fa*er boas a#-es e acumular condi#-es positi&as. podemos concluir que a <ei de Causa e (feito tem dois aspectos essenciais. o amadurecimento tardar+. (ssas pessoas n$o sabem que a moralidade é "o&ernada por um tipo de causa e efeito. um entendimento de causa e efeito. estar "o*ando uma &ida boa. ela est+ usufruindo os frutos dessas boas a#-es passadas. tornando)a.m expectati&as errCneas quanto 9 <ei de Causa e (feito. o fruto amadurecer+ mais cedo. A <ei de Causa e (feito é inexor+&el. (las n$o podem ser anuladas atra&és de boas a#-es.m uma compreens$o distorcida do princípio de causa e efeito. no entanto. Ao contr+rio.nicos. min'a sa>de n$o mel'ora0. educando)os e ensinando)os. ou &idas futuras. ou.

no entanto. 1al for#a é denominada karma coleti&o. O karma é certamente o que determina se um indi&íduo renascer+ como ser 'umano. )lguns podem até ter ra%0es plaus(&eis para 'ustificar o crime #ue cometeram. quando al"uém camin'a por uma rua e c'e"a a uma encru*il'ada.do Guda Amitab'a para que essa pr+tica se torne um '+bito. o comportamento coleti&o de muitos seres produ* uma for#a extremamente intensa que determina o curso da &ida. bem ou mal nascidos. O fato de termos nascido seres 'umanos é o resultado da propuls$o de nosso karma. Aqueles que foram "enerosos em &idas passadas tornam)se ricos. O karma que 0finali*a os detal'es0 de nossos renascimentos é c'amado de karma de preenc'imento. lembra)se de que tem um ami"o que mora na rua que se"ue 9 esquerda.e o -poder.m o poder de manipulá"la. e n$o como c$es ou ca&alos. da 'ist8ria e do uni&erso. Be repente. a pessoa pode ser "uiada por seu karma recordat8rio. produ*idos por suas pr8prias a#-es. Ba mesma forma. &irtuosos ou indisciplinados. boas ou más. 2. e ent$o &ai nessa dire#$o. pode n$o saber qual dire#$o tomar. O karma recordat8rio 6marcas karmicas7 manifesta)se de acordo com a mem8ria indi&idual. e$istem a#ueles #ue go%am de pri&ilégios especiais sob o sistema 'ur(dico.ncia. todos são iguais e colhem seus próprios frutos kármicos. Ou se3a. aqueles que mataram ter$o uma &ida curta como conseq . temos diferen#as indi&iduais: podemos ser inteli"entes ou tolos. cada uma com seu respecti&o nome. a propuls$o do karma é a for#a que nos le&a a renascer como seres 'umanos. pode)se inferir di&ersos princípios determinantes do karma: 1. -lei-. tampouco existe um Fei Iama no inferno para l'es infli"ir puni#-es.não pode &encer a -ra%ão-. Apesar de sermos todos 'umanos.e -céu-.não pode &encer o -céu-. pela fala e pela mente s$o karma. em fun#$o de seu karma indi&idual. +m primeiro ministro 'apon. Todas as coisas. as pessoas s$o afetadas diferentemente. e para que elas assim o fa#am também no momento da morte e renas#am na 1erra Pura. enquanto o karma reali*ado por mil'-es e bil'-es de pessoas resulta em for#a ainda maior. Perante a Lei de Causa e Efeito. durante um mesmo desastre. 1odas essas &aria#-es refletem diferen#as no karma reali*ado pelos indi&íduos em suas &idas passadas. Por exemplo. todos os atos e a#-es reali*ados pelo corpo. ainda assim. ricos ou pobres. O karma é uma criação pessoal: não é uma criação divina. não importa #uanto poder. /e &isitarmos uma prisão. ) lei pode ser 'usta e imparcial.s. ele estará sempre su'eito aos seus próprios efeitos kármicos sob a Lei de Causa e Efeito. tais como fome e terremotos. Ninguém recebe tratamento preferencial. Biferentemente do karma coleti&o. intelig. Assim. (m outras pala&ras. certos pri&ilegiados det. Não há . Outra cate"oria é a do karma indi&idual ou coleti&o. independentemente de #uão sensata a pessoa se'a. dei$ou cinco pala&ras* -errado-. Gaseando)se nessa doutrina. O karma reali*ado por uma >nica pessoa resulta em uma determinada for#a. portanto. não são determinadas ou impingidas por deuses. o karma reali*ado por centenas e mil'ares de pessoas resulta em for#a maior. ao morrer. Poderia"se argumentar #ue perante as leis nacionais as pessoas também são iguais. desastres naturais. -poder.sso significa #ue o -errado. -ra%ão-. Contudo. . o ato cometido pode ter &iolado a lei. Por exemplo. podem afetar todos os residentes de uma determinada +rea. bem gera o bem! o mal gera o mal. No entanto. o karma indi&idual afeta uma >nica pessoa. a -lei. O karma implica igualdade de oportunidade não !á "avoritismos. após ser sentenciado. positi&os e ne"ati&os. =+ muitas cate"orias de karma.ncia ou ri#ue%a um indi&(duo possua. e. são criadas por nós mesmos e. &erificaremos #ue nem todos os criminosos condenados são irre&oga&elmente culpados e insensatos. ) Lei de Causa e Efeito é absolutamente 'usta* a ninguém é dado o usufruto de pri&ilégios especiais.não pode &encer a -lei-. (ntretanto. Cada um é respons+&el por todos os efeitos k+rmicos. a -ra%ão. Os efeitos k+rmicos n$o s$o impin"idos aos seres 'umanos por deuses ou pelo 1odo Poderoso.não pode &encer o -poder. é o comportamento de uma pessoa o que determina sua &ida. No entanto. no sin"ular ensinamento do Gudismo.

) e$ist. Fa&ia um brGmane. Entretanto. O karma é assim: dá esperança . <epois de seis anos de práticas ascéticas e de medita1ão.nese Condicionada não é algo #ue possa ser e$plicado atra&és da erudi1ão acad. Poder(amos #uestionar* iluminado 4uda /hak5amuni ainda tinha karma negati&o6.mica! de&e ser &i&enciado e reali%ado atra&és da própria prática. nas cinco ci. podemos trabalhar efeti&amente por nossa felicidade. Entretanto. somos nós #uem criamos nosso karma. se trabal!ar bastante. )%uele %ue viola a lei precisa cumprir sua pena na prisão. Em termos gerais.s pessoas. 7. )ntes de o 4uda renunciar C &ida secular.sso significa #ue não precisamos nos preocupar demasiadamente com o karma negati&o #ue reali%amos no passado. nada acontecerá.nese Condicionada é outra caracter(stica singular #ue diferencia o 4udismo de outras religi0es. *as. chamado /hariputra. /. não dever'amos nos ter em tão alta consideração.nese Condicionada. as sementes de nosso mau karma anterior não terão a oportunidade de germinar. em 4odhga5a.nese Condicionada é uma &erdade imutá&el da &ida e do uni&erso. ele finalmente compreendeu o Princ(pio da 8.osso "uturo é radiante.s. 'á era bem &ersado na filosofia dos #uatro Dedas. Pode"se ter cometido incontá&eis bons e maus atos em &idas passadas. (á %ue os méritos acumulados em "unção dessas aç&es são como uma conta bancária: por maior %ue se(a a %uantia nela acumulada. #ue pratica&a o 4ramanismo ha&ia muito tempo e tinha muitos seguidores! no entanto. ele ainda não ha&ia . é como se não e$istissem. 2al&e% isso soe fatalista para &oc.e$ce10es. mesmo %ue ten!amos "eito muitas boas aç&es. :ual foi a &erdade #ue ele compreendeu #uando se iluminou6 Ele compreendeu o Princ(pio de Causa e Condi1ão e a &erdade da 8. 3 &erdade #ue o karma determina nosso destino e futuro. algo tão grande #uanto o mundo e algo tão pe#ueno #uanto um grão de poeira.ncias e na filosofia das >E religi0es praticadas em seu tempo. se não permitirmos #ue eles se manifestem. c!egará o dia em %ue todas as +d'vidas+ terão sido pagas.nese Condicionada 4uda /hak5amuni. o 4uda dirigiu seus esfor1os a elucidar a &erdade da 8. O karma nos di$ %ue.ncia ?bha&aA surge de causas e de condi10es. <urante os => ?alguns di%em =@A anos em #ue ensinou o <harma. Percebeu #ue o princ(pio de todos os fen. )ssim. . #. se continuarmos a sacar de nossas economias sem "a$er depósitos periódicos. mesmo #ue entre elas ha'a algumas er&as daninhas. ) 8. O "uturo de cada um encontra-se em nossas próprias mãos. c!egará o dia em %ue a conta estará $erada. 0arma signi"ica %ue o bem gera o bem e o mal gera o mal. pois somos livres para decidir o rumo %ue %ueremos tomar.nese Condicionada e alcan1ou a condi1ão de 4uda.nese Condicionada baseia"se na Lei de Causa e Efeito. ao "inal da %ual estará livre para um novo começo. efeito kármico #ue &i&enciamos depende do karma #ue nós próprios criamos. com esta compreensão mais clara a respeito do karma.) resposta é sim. 2oda a e$ist. O karma nos dá esperança de um "uturo radiante.nese Condicionada para os demais. 3 como plantar sementes no solo* caso não lhes se'am fornecidas as condi10es ade#uadas para #ue germinem.ncia de todas as coisas deste uni&erso é interdependente.menos surge de causas e condi10es e #ue a 8. ) 8. as sementes germinam e crescem sauda&elmente. Princ(pio da 8. ) /egunda Caracter(stica* 8. sob condi10es ade#uadas. na 9ndia. . uma flor ou uma folha de grama B tudo surge de&ido a causas e condi10es. iluminou"se sentado sob a ár&ore 4odhi. Contudo. /e continuarmos a plantar boas sementes nesta &ida. )lguém %ue ten!a reali$ado muitas más aç&es pode talve$ se sentir altamente endividado e perder a esperança na vida. fundador do 4udismo.

nese Condicionada é a Derdade. )o ou&ir isso. e isso é um e"eito. Aoc>s me convidaram a vir e a pro"erir uma palestra. logo nos daremos conta de %ue %ual%uer sociedade. Ele comunicou a mara&ilhosa no&idade a seu bom amigo. en#uanto Iaudgal5a5ana tornou"se o mais proeminente #uanto a poderes sobrenaturais. no entanto. lu$ solar. -2odos os dharmas surgem de&ido a causas e condi10es.compreendido a Derdade. Braças . os "en7menos sociais de um determinado per'odo talve$ pareçam não ter cone9ão com os de um per'odo posterior. parece %ue um d!arma não tem nen!uma relação com outro. combinação simult4nea . eu estava dispon'vel. a semente poderá germinar.menos do uni&erso. /ob o seu ensinamento. Todos os "en7menos do universo surgem devido a uma combinação de muitas e di"erentes causas e condiç&es. /hariputra tornou"se um e$poente de sabedoria entre seus disc(pulos. tomemos um grão de so(a. +m dia. ) c!ama da nova toc!a é a continuação da antiga c!ama. 8em causas e condiç&es ade%uadas. /hariputra anda&a por uma rua de Ha'agrha #uando encontrou )s&a'it. @or e9emplo. . . =o ponto de vista espacial.nese Condicionada atra&és de tr. o grão de so(a tivesse sido arma$enado em um silo ou plantado em cascal!o. e9iste uma relação sutil entre elas. s dois. um dentre os primeiros cinco disc(pulos do 4uda. como e9emplo. a causa principal. foram seguir o 4uda. o grande sramana. ?uando a c!ama de uma toc!a é transmitida a outra. todos os fen.omo e9emplo. ele teria permanecido semente para sempre. 3 isso #ue o /enhor 4uda. ambas continuam sendo entidades distintas. !o(e estamos tendo a oportunidade de nos encontrar a%ui. podemos &er #ue o Princ(pio da 8.o "lu9o do tempo. "lorescer e "ruti"icar. a pala&ra dharma significa tudo na &ida. e sempre os coloca&a em prática. 2etu é a causa primária prat3a3a é a condição. ou condiç&es. )ssim. . /hariputra ficou e$tasiado.o entanto. o "ruto resulta de causas. :uando essas causas e condi10es se ausentam. %ue é a semente. é imposs'vel encontrar uma entidade isolada de todas as outras. en%uanto prat3a3a é a "orça indireta. )s&a'it ha&ia sido profundamente influenciado pelos ensinamentos do 4uda. solo. 1ntretanto. 8e. /hariputra perguntou"lhe respeitosamente* -:uem é &oc. de %ual%uer per'odo. ar e "ertili$ante são as condiç&es secundárias. porte e a apar. <gua. sempre ensina-. . nen!um "en7meno pode e9istir.aso essas causas e condiç&es se combinem de maneira correta. analisando cuidadosamente.significa #ue todos os ob'etos e fen.s aspectos* #.)s&a'it respondeu* -2odos os dharmas surgem de&ido a causas e condi10es! todos os dharmas cessam de&ido a causas e condi10es. Iaudgal5a5ana. ob'etos e fen. 'untamente com seus próprios disc(pulos.6 :uem é seu professor6 #ue ele lhe ensina6. se analisarmos cuidadosamente esses "en7menos. :sso é o %ue signi"ica +d!armas não surgem por si próprios+. .menos deste uni&erso surgem de&ido C combina1ão de muitas causas e condi10es. )ssim. secundária. não poderia ter surgido sem a e9ist>ncia da %ue a antecedeu.ontudo. 2etu é a "orça direta da %ual surge o "ruto 5e"eito6. Nesse conte$to. 1"eitos surgem de causas 2etuprat3a3a é a palavra em s4nscrito para causa e condição.menos dei$am de e$istir. ) "ormação do e"eito resultou de muitas e variadas causas e condiç&es. . a escola nos permitiu utili$ar suas instalaç&es e todos voc>s tiveram o interesse de vir a%ui me ouvir. Tomemos uma toc!a. uma semente não consegue germinar e "ruti"icar.a "alta de condiç&es e9ternas necessárias. =o ponto de vista temporal.ncia de )s&a'it con#uista&am o respeito da#ueles #ue o &iam. Podemos compreender o conceito da 8. veremos %ue e9istem relaç&es de causa e condiç&es entre os d!armas.

ondicionada+ é sutil e comple9o. a vida !umana só terá continuidade se necessidades "'sicas "orem satis"eitas através de vários itens "ornecidos por agricultores. nem elucidado através da meta"'sica. 8e apenas uma dessas condiç&es tivesse "al!ado. ) e9ist>ncia de um indiv'duo também depende de causas e condiç&es. portanto a%uilo cessa+. madeira.ausa e 1"eito. Cma causa espec'"ica resultará em um e"eito espec'"ico: essa é a verdade e9posta pela Gei de . pode-se compreender %ue os !etuprat3a3as são interdependentes e inter-relacionados. ?ual !etuprat3a3a vem antes e %ual vem depoisD :sso não pode ser determinado por%ue %ual%uer "en7meno surge devido . )ssim. sem começo nem "im. *esmo com todo o avanço da ci>ncia e da tecnologia e com a possibilidade de inventar e produ$ir ob(etos. presente .ondicionada é (ustamente esse algo. não conseguimos inventar a vida em si: ela resulta de causas e condiç&es.ondicionada.ão pode ser analisado através de técnicas cient'"icas. O mesmo acontece com um ser !umano. F uma verdade do universo %ue não pode ser encontrada em ensinamentos seculares. . a carne. . ti(olos e outros materiais de construção são colocados (untos e de "orma correta. surge sempre uma pergunta %ue desde !á muito incita debate. portanto a%uilo não e9iste isto cessa. de onde veio o ovoD O ovo ou a galin!a: %uem nasceu primeiroD O Eudismo não se preocupa com esse tipo de %uest&es sobre %ue entidade nasceu primeiro.ausa e 1"eito. por e9emplo. o sangue e os ossos "orem separados. ) B>nese .ondicionada. Cma casa não e9iste se esses componentes "orem eliminados. o Euda disse %ue a B>nese . 8e a pele. a pessoa dei9ará de e9istir. tal a"irmação aplica-se a passado. Cma semente de melão não resultará em "ei(ão e uma semente de "ei(ão não germinará mel&es. combinação de muitos !etuprat3a3as. ?ual é o começoD ?ual é o "imD F muito di"'cil di$er.omo analogia. portanto a%uilo surge isto não e9iste. O Eudismo "ala sobre um +c'rculo+. %ue é a seguinte: +?uem nasceu primeiro: o ovo ou a galin!aD+ 8e a galin!a tiver nascido primeiro.o 8utra )gama. )s verdades deste mundo devem estar em !armonia com as condiç&es de +assim era originalmente. assim é inevitavelmente e assim é universalmente+. 1la simplesmente é. O Euda disse. é baseada na Gei de . operários e comerciantes. O . o surgimento de %ual%uer tipo de e9ist>ncia é o resultado de causas e condiç&es. . +:sto e9iste.om esse e9emplo. ) partir de então. @ortanto. 1sse verso é a mel!or de"inição da B>nese . ?uem planta sementes de melão col!erá mel&es. Todos os "en7menos e9istem em conson4ncia com a Aerdade +O @rinc'pio da B>nese . %ue tudo o %ue surge desaparecerá um dia.onceito da B>nese . F pro"undo e di"'cil de ser compreendido. meia-noite. portanto a%uilo e9iste isto surge. ?uem planta sementes de "ei(ão col!erá "ei(ão.ondicionada é uma caracter'stica singular do ensinamento budista. =o ponto de vista temporal. tomemos uma casa: ela é constru'da %uando cimento. ) (unção do esperma de um pai com o óvulo de uma mãe origina uma nova vida. ) Aerdade não pode ser modi"icada por discuss&es e não precisa ser descrita em palavras.dessas condiç&es é %ue esta palestra teve >9ito em sua reali$ação. por%ue isso não tem começo ou "im. todos os d!armas resultam de causas e condiç&es. ?uando "alamos sobre a "ormação da vida. @or e9emplo. nem sobre o começo ou o "im. /. de onde ela veioD 8e o ovo tiver nascido antes. . %ue não tem começo nem "im. ainda assim. %ue postula %ue todos os "en7menos e9istem em conson4ncia com a Aerdade. não teria sido poss'vel reali$á-la. o relógio na parede "unciona continuamente da meia-noite ao meio-dia e do meio-dia de volta .

as pessoas limitam a defini1ão de shun5ata a -nada absoluto-. a casa simplesmente não poderia ser constru(da. os e&entos e fen. a nature%a de todos os dharmas é o &a%io. erroneamente.em todos os fen. shun5ata. 8eralmente. Já falamos sobre o fen. corpo humano é outro e$emplo de -&a%io-. casas não podem ser constru(das. F isso %ue signi"ica di$er: +todos os "en7menos e9istem em conson4ncia com a Aerdade+. )gora.ncia. pois pensam #ue shun5ata é o nada. antes de mais nada. significa a não substancialidade. )lém do material. essa a"irmação é verdadeira em todos os lugares do mundo.ncia. Caso não hou&esse. independentemente da #ualidade do material e da bele%a da planta.meno da e$ist. O surgimento da e9ist>ncia depende de s!un3ata Como se originaram todos os dharmas de nosso uni&erso6 <e acordo com o Princ(pio da 8. a &ida humana não poderia e$istir.geralmente amedronta as pessoas. assim. e$iste muito espa1o no corpo humano.e "uturo. /e não fosse por essa nature%a de &a%io. E. de acordo com o 4udismo. /em shun5ata. 2odos os dharmas surgem por causa da combina1ão correta de causas e condi10es e findam como conse#K. /hun5ata é a -nature%a do &a%io. a boca e o sistema digesti&o não fossem &a%ios* será #ue conseguir(amos sobre&i&er6 /erá #ue a &ida conseguiria. sem o #ue. ) 2erceira Caracter(stica* /hun5ata <e modo geral. não pode carregar nada. . o surgimento de todos os dharmas depende de shun5ata ?&a%ioA. )ssim. . os fen. u se'a. os dharmas não t. por#ue sua boca é &a%ia e por#ue seu trato digesti&o é &a%io.6 Por#ue sem o &a%io não poderia ha&er a e$ist. não poder(amos estar a#ui. /e o uni&erso não fosse &a%io.é a base de toda e$ist.ncia. H.menos é a aplica1ão do &a%io.onde há -&a%io-. só há -e$ist.ncia.ncia. &ergalh0es e ti'olos.ão importa %ual se(a nosso grau de desenvolvimento cultural ou de avanço tecnológico. =o ponto de vista espacial.nese Condicionada. é ilusória.menos.ncia da desintegra1ão das causas e condi10es #ue resultaram em sua forma1ão. Portanto. por e$emplo. #ue significa #ue todos os dharmas se originam de causas e condi10es e findam como resultado de causas e condi10es.ncia. cimento. ainda #ue considerem a e$ist. Essa é uma interpreta1ão err. ainda #ue não e$clua o &a%io. são descritos como -&a%ios-. portanto. )ssim. ) fun1ão dos fen. +ma pessoa pode e$istir por#ue seu nari% é &a%io. nenhum dharma poderia resultar das condi10es e. de uma planta e de medidas.meno da 8. nenhum dharma poderia surgir-.ncia.menos.m uma &erdadeira nature%a espec(fica e.ncia como sendo real. por#ue elas interpretam.unca surgirá um "en7meno %ue não este(a de acordo com a Aerdade. estamos a#ui reunidos por#ue e$iste espa1o. ) simples men1ão da pala&ra -&a%io. 4aseado nesse fen. <e acordo com o 4udismo. #ue surge como resultado da 8. Fo'e. 7. /em o &a%io. Damos supor #ue #uiséssemos construir uma casa. imaginem se o nari%.nese Condicionada. precisar(amos também de um pro'eto. #ue a religião budista re#uer a nega1ão de tudo. Por #u. Da%io não significa ine$ist. no cap(tulo sobre as :uatro Nobres Derdades do /astra Iadh5amika.menos 'amais manifestariam seu &alor e fun1ão de e$ist. /imilarmente. ob&iamente. a e$ist. No entanto.nea. Naga'una disse* -Por causa de shun5ata todos os dharmas podem surgir! se não hou&esse shun5ata. tal como madeira. <e acordo com os ensinamentos budistas. somente onde e$iste &a%io. não ha&eria o surgimento nem o fim de nada.ncia.nese Condicionada. as pessoas não compreendem o conceito de shun5ata ?&a%ioA. ainda assim. o -&a%io. ao contrário do #ue se poderia pensar com base na utili%a1ão usual do &ocábulo. precisar(amos de espa1o &a%io. . não se pode "ugir do "ato de %ue tudo o %ue surge. e$istir6 /em espa1o. desaparece.menos podem surgir. a nature%a fundamentalmente &a%ia de toda e$ist. /e uma bolsa não esti&er &a%ia. não e$istiriam fen.

8ostaria de e$plicar o #ue é shun5ata da seguinte maneira* #. Posso. de acordo com nossa compreensão usual. sali&a e urina. a mente.m e$ist. )lém disso. Eis a pergunta* meus #uatro grandes elementos são todos &a%ios e meus cinco agregados não t. e partiu. é fabricada le&ando"se ao fogo a argila #ue foi moldada em forma de $(cara. +m corpo f(sico com consci. calor corporal pertence ao elemento fogo e a respira1ão e o mo&imento. dei$e"me seu cinto de 'ade como presente. caso a resposta se'a satisfatória. /angue. 2ung"pMo /u. #ue ha&ia sido um presente do imperador. tirou seu cinto de 'ade. a da mobilidade. :uando a for1a unificadora dessas causas e condi10es se e$aure.B foi como o 4uda e$plicou a nature%a de todos os e&entos e fen. de onde o senhor está &indo6 Não temos lugar para #ue se sente-. água. então.m e$ist. )ssim.m em si um caráter &erdadeiro e independente. dentes. 3 um conceito construti&o e re&olucionário. assim. a combina1ão pré&ia desses fatores se dissol&e e o ente &i&ente dei$a de e$istir. ao elemento ar.ncia &erdadeira. )ssim. se não há assento. fogo e ar. <a mesma forma. Esse é o conceito de 8. ) terra tem a propriedade da solide%! a água. por fa&or. é apenas a combina1ão dos cinco agregados* matéria ?rupaA. nde está.s #uatro grandes elementos são fundamentalmente &a%ios! os cinco grandes agregados não t. 2odos os dharmas e$istem por causa da combina1ão dos #uatro grandes elementos.m e$ist. ao elemento água.ncia não é nada mais #ue um ser #ue e$iste como resultado de uma combina1ão de fatores. /e os #uatro grandes elementos se desintegrarem. Por e$emplo* nossa pele. 2ung"pMo /u imediatamente respondeu* -Iestre. . foi &isitar o mestre ChMan No Oin. )ssim. significado infinito do 4udismo Iaha5ana é shun5ata e não o -nada absoluto-. . dei$amos de e$istir. a $(cara é resfriada e é seca pelo ar. fogo e ar são os grandes elementos6 Por#ue tudo neste mundo e no uni&erso é formado por esses #uatro elementos. a da umidade! o fogo. podemos obser&ar #ue o corpo f(sico é formado pela combina1ão dos #uatro grandes elementos.ncia.mas não elimina a e$ist. ossos e mLsculos pertencem ao elemento terra. :uais são eles6 /ão terra. ela é le&ada ao fogo. o mestre No Oin esta&a ensinando o <harma e.menos deste mundo e do uni&erso. perguntar aonde o senhor &ai se sentar62ung"pMo /u não conseguiu responder e. disse"lhe* -/enhor /u. permitirei #ue me use como assento.nese Condicionada com nature%a de &a%io. depois de ter se iluminado. Certa &e%. ) argila pertence ao elemento terra. da dinastia /ung. todos os #uatro grandes elementos participam da forma1ão de uma $(cara. então.ncia &erdadeira. )diciona"se água C argila para #ue possa ser moldada e. caso um dos elementos este'a em dese#uil(brio. unhas.ncia ?&i'nanaA. sensa1ão ?&endanaA. <epois disso. por #ue é #ue o senhor não me empresta seus #uatro grandes elementos e cinco agregados ?seu corpoA para #ue eu os utili%e como assento para meditar6mestre No Oin disse* -Dou lhe fa%er uma pergunta e.m e$ist. água. adoecemos. a do calor! e o ar. :uando 2ung"pMo /u chegou. utili%ado pelos maha5anistas para e$plicar a e$ist. percep1ão ?sam'naA. ) &ida é o resultado da combina1ão de causas e efeitos #ue não t. Caso contrário. cabelo. o ser humano também é formado pela união dos #uatro grandes elementos. Por #ue di%emos #ue terra.ncia do mundo e do uni&erso. o 4uda ensina #ue -os #uatro grandes elementos são fundamentalmente &a%ios! os cinco agregados não t. a &erdadeira e independente indi&idualidade6 )ssim. +ma $(cara. forma10es mentais ?samskaraA e consci. então. então. por e$emplo.ncia &erdadeira-. assim #ue &iu o &isitante. Os %uatro grandes elementos são "undamentalmente va$ios os cinco grandes agregados não t.ncia &erdadeira.

/hun5ata tem o significado da imobilidade. . shun5ata integra os -2r. /hun5ata tem o significado do amorfo. )ssim como o espa1o.ncia é &a%ia por#ue todos os fen. o nada. )ssim como no rio Oang 2%e. O %ue é s!un3ataD No ensinamento Iaha5ana. se apro$imam muito disso.s /elos do <harma-.Essa história nos fa% perceber #ue o corpo humano. /hun5ata tem o significado da onipresen1a.2. na &erdade. fornecem um &(&ido #uadro para #ue possamos compreender melhor esse importante ensinamento budista.8!un3ata pode ser percebido através da nature$a ilusória dos ciclos. as ondas de trás empurram as da frente. Essas de% defini10es não conseguem descre&er perfeitamente a &erdade de shun5ata. o &a%io e a imperman. não tem forma ou feitio. #ue é. e acredita #ue se'a a nulidade completa. Entretanto. )ssim como o espa1o. 2. um importante conceito no 4udismo e uma caracter(stica Lnica do 4udismo #ue o distingue de outros ensinamentos terrenos. não pode ser alcan1ado ou agarrado. shun5ata6 3 absolutamente imposs(&el e$plicar o significado de shun5ata com apenas uma frase. /hun5ata é. é sempre puro. /hun5ata é a Derdade /uprema. essa combina1ão ilusória dos #uatro grandes elementos e dos cinco agregados. #. )ssim como o espa1o. /hun5ata tem o significado do es&a%iamento do próprio shun5ata. tempo continua ininterrupto e os acontecimentos mundanos são sempre o sofrimento.ncia material. está sempre imó&el. pode ser encontrado em todos os lugares e não obstrui nenhuma e$ist. )ssim como o espa1o. não discrimina e trata tudo da mesma forma. :uem consegue compreender shun5ata compreende o 4udismo como um todo. )ssim como o espa1o. )ssim como o espa1o. /hun5ata tem o significado da igualdade. /hun5ata pode ser percebido atra&és da nature%a ilusória da continuidade. 2ratado sobre o Iaha5ana oferece de% defini10es de shun5ata #ue. pode"se &er o &a%io. )ssim como o espa1o. totalmente além de #ual#uer forma de surgimento ou degenera1ão. 'untas. Nega todos os fatos e teorias. não tem em si uma nature%a substancial #ue possamos agarrar. 2oda a e$ist. é &asto.ncia.ncia. /hun5ata tem o significado da &astidão. Todos os d!armas do universo são governados pela Gei de . /hun5ata tem o significado da pure%a. )tra&és da continuidade da imperman. )ssim como o espa1o. )s de% defini10es de shun5ata apresentadas pelo tratado são as seguintes* /hun5ata tem o significado da não obstru1ão. Cma causa . /hun5ata tem o significado do inating(&el. ilimitado e incomensurá&el. <e forma nenhuma. apesar de não conseguirem e$plicar totalmente o seu significado. #. /hun5ata tem o significado da nega1ão absoluta.ausa e 1"eito. a no&a gera1ão substitui a anterior. então. Nega todos os conceitos de uma nature%a indi&idual independente.menos são impermanentes.omo perceber s!un3ataD P. a mais profunda e mara&ilhosa filosofia. assim como destrói todo apego ao conceito de shun5ata. a tudo permeia e alcan1a todos os lugares. ) maioria das pessoas não compreende o #ue significa shun5ata.

1n%uanto isso. Os Tr>s 8elos do =!arma podem determinar se um dado ensinamento budista é a Aerdade )bsoluta. )o envel!ecer e ter netos. Os Tr>s 8elos do =!arma são como um . )través desse ciclo cont'nuo. pode-se ver s!un3ata. Todos os d!armas deste universo são relativos. a lu$ de uma vela pode ser muito intensa para os ol!os. no %ual a causa trans"orma-se em e"eito e e"eito em causa.ão e9iste um padrão de"inido ou medida para analisar as apar>ncias. H. %ue por sua ve$ torna-se causa. 8!un3ata pode ser percebido através da nature$a ilusória das combinaç&es. 8e o corpo !umano "osse subdividido em seus componentes. um poeta declamando em uma (anela. %uando !á %uantidade apropriada de lu$. no entanto. %ue era o e"eito.trans"orma-se em e"eito. )ssim. por e9emplo. va$ios. todas as coisas são relativas e. Cma criança recém-nascida. )ssim.%uela noite. então. irreais e va$ias. 8!un3ata pode ser percebido através da nature$a ilusória da relatividade.aracter'sticas da 19ist>ncia6 são uma importante doutrina do Eudismo. então. um mendigo. os t'tulos "oram di"erindo. Cm e9emplo: em uma noite de nevasca. Todos os d!armas surgem devido . perceber s!un3ata. espera %ue a neve cesse logo para %ue possa sobreviver . ela continuou sempre a mesma pessoa e. ?uando as condiç&es e9ternas necessárias estão presentes. =e +beb>+ a +avó+. ) velocidade de um automóvel pode parecer alta. de um avião. )o crescer. união !armoniosa de várias causas e condiç&es. o aluno %ue aprende o su"iciente pode. sangue e vários "luidos corporais. uma semente pode germinar. )o casar-se. portanto. )tribui-se a cada d!arma neste universo um nome di"erente. @or e9emplo. é "eito da união !armoniosa de pele. . até o momento em %ue uma l4mpada elétrica se(a acesa: a lu$ da vela passa. é c!amada de +beb>+. 1sses e9emplos nos permitem perceber %ue a apar>ncia de todos os eventos e de todos os "en7menos é vista sem um padrão determinado podemos. )ssim. a "ruta. "lorescem e "ruti"icam novamente. ossos. não se encontraria um corpo !umano independente. #. #. podemos compreender s!un3ata através da ilusão dos termos. tais como um pai em relação ao "il!o e um pro"essor em relação ao aluno. as sementes dessas "rutas germinam. )ssim. é c!amada de +moça+. é c!amada de +sen!ora+. a ser t>nue. =i"erentes pessoas com di"erentes mentalidades terão di"erentes pontos de vista a respeito da mesma coisa ou "ato. torna-se pai. "lorescer e "ruti"icar. mIsculos. portanto.J.ondicionada. estes a c!amam de +mãe+. por e9emplo. 8!un3ata pode ser percebido através da nature$a ilusória das apar>ncias. @or e9emplo. espera %ue a neve continue por toda a noite. até %ue se(a comparada . tornar-se pro"essor. ) %uarta caracter'stica: Os Tr>s 8elos do =!arma Os +Tr>s 8elos do =!arma+ 5Tr>s . para %ue possa usu"ruir de uma paisagem mais bela.esse caso. @or e9emplo. tremendo de "rio. . 1sses nomes não t>m substancialidade e são. O corpo !umano. água e terra. )o ter seus "il!os. podemos compreender s!un3ata através da B>nese . K.8!un3ata pode ser percebido através da nature$a ilusória dos termos. /. passa a ser c!amada de +avó+. portanto. %uando o "il!o se casa e tem um "il!o. trans"orma-se em causa. dentro de uma casa %uentin!a e con"ortável. 2. 8!un3ata pode ser percebido através da nature$a ilusória dos di"erentes pontos de vista. ar. =a mesma "orma. podemos compreender s!un3ata através dos di"erentes pontos de vista.

portanto. mudando a todo momento. Os d!armas do presente e9tinguem-se assim %ue surgem. mesmo %ue não ten!a sido pessoalmente transmitida pelo Euda. . Os d!armas do passado (á estão e9tintos. F claro %ue sentimentos desagradáveis são so"rimento 5du!k!a6. . presente e "uturo. Os Tr>s 8elos do =!arma são os seguintes: +Todos as coisas condicionadas 5samskaras6 são impermanentes+. adoecimento e morte: tudo "lui como um rio.sso mostra #ue todos os samskaras são impermanentes. @or outro lado. 2al imperman. manutenção. por e9emplo. %ue surgem devido a causas e condiç&es. #. F por isso %ue os ensinamentos budistas a"irmam %ue . são denominados os +Tr>s 8elos do =!arma+.2.omo as causas e condiç&es são impermanentes. . são impermanentesD Cma ve$ %ue todos os d!armas são "ormados pela combinação e uni"icação de di"erentes condiç&es. @or e9emplo.ncia pode ser ilustrada atra&és dos seguintes pontos* P. todos os d!armas são impermanentes por%ue. tra$em-nos so"rimento por causa da mudança Mintr'nseca a elesN.s per(odos do tempo. morte e da morte ao nascimento. resultam em sentimentos agradáveis. todos os d!armas deste universo surgem e desaparecem a cada instante. O %ue signi"ica di$er +os tr>s per'odos de tempo+ "luem continuamenteD 1sses per'odos são: passado. ) saIde e a bele$a.irvana é a pa$ per"eita+. @or %ue di$emos %ue todos os d!armas. 1ntretanto. todos os d!armas são impermanentes. Cma doutrina %ue não este(a em conson4ncia com os Tr>s 8elos do =!arma não é um ensinamento completo.fluem cont(nua e ininterruptamente. =o ponto de vista temporal. 1sse movimento perpétuo de mudanças causa intolerável angIstia nas pessoas O esse é o so"rimento da imperman>ncia. 8entimentos %ue não são nem de "elicidade. por isso. Os tr>s a9iomas são utili$ados con(untamente para provar a autenticidade do =!arma e. nem por um instante. ) vida é verdadeiramente impermanente.ada (amais permanece imutável nesse "lu9o cont'nuo. presente e "uturo. as vidas passam perpetuamente por passado. Todos os samskaras são impermanentes. %ual%uer d!arma %ue sur(a delas é conse%Lentemente impermanente também. . <e acordo com a doutrina budista. . -2odos as coisas condicionadas ?samskarasA.ostumamos classi"icar os sentimentos !umanos em tr>s categorias: sentimentos agradáveis. verão. mesmo %ue ten!a sido pro"erida pelo Euda.carimbo o"icial através do %ual pode-se recon!ecer a autenticidade de mercadorias do cotidiano. s -tr.en!um d!arma 5estados condicionados e não-condicionados6 tem individualidade substancial+ e +O . 1. =o nascimento . nem de triste$a. )ssim. envel!ecimento. +. degeneração e destruição as mudanças sa$onais da primavera. mas sua perda pode gerar so"rimento. Os d!armas do "uturo ainda não c!egaram a e9istir.Todos os d!armas originam-se de causas e condiç&es e. surgindo e desaparecendo a cada momento. outono e inverno e o próprio ciclo da vida do nascimento. 8ua e9ist>ncia é um processo cont'nuo. Os "en7menos terrenos do surgimento. uma doutrina %ue este(a de acordo com os Tr>s 8elos do =!arma é um =!arma genu'no. nenhuma dessas formas ou a10es é permanente. 19emplos disso são os sentimentos resultantes da passagem do tempo. O "uncionamento de nossa mente é também impermanente. da brevidade da vida e da imperman>ncia de todos os d!armas. sentimentos agradáveis também são du!k!a por%ue eles também "indam. a desintegração das causas e condiç&es necessárias resulta na eliminação dos d!armas. desagradáveis e a%ueles %ue não são nem agradáveis nem desagradáveis.refere"se a todas as formas e a10es deste mundo. permanecem imutáveis. são impermanentes.ossos pensamentos surgem e desaparecem constantemente. um ser !umano renasce como resultado de seu karma anterior. =a mesma "orma.

O estado de .ão importa %ue as coisas pareçam di"erentes. a "elicidade eterna é alcançada. meus pais.en!um d!arma tem individualidade substancial. noção de +individualidade+6 e do d!arma-gra!a 5a"erro . %ue a +individualidade+. o corpo não consegue se libertar. =e %ue "orma. a sabedoria per"eita torna-se realidade e todas as ilus&es são erradicadas. ) aus>ncia de uma individualidade substancial. crença de %ue as coisas são reais6. a erradicação dos obstáculos gerados pela impure$a e dos impedimentos ao con!ecimento. )nalisemos então o corpo !umano. )s pessoas comuns acreditam %ue o . ?uando vivencia todos esses so"rimentos. anteriormente. . como se nada pudesse e9istir sem esse +eu+. =e acordo com o Eudismo. triste$a.a verdade. tais como "ome. abordamos a a"irmação +todos os samskaras são impermanentes+.omo poderia ele. o corpo !umano passa por constantes mudanças "isiológicas de nascimento e morte . gostamos de nos a"errar . de pa$ e igualdade. e ao longo das várias décadas da vida de uma pessoa. na verdade. ?uando. meu c7n(uge e meus "il!os. então. 8igni"ica dar um "im ao ciclo de nascimento e morte.irvana só pode ser alcançado depois da morte. amadurece e envel!ece. ser independente e soberanoD @odemos observar. anatman. a de"inição de . individualidade+ com relação ao %ue acreditamos ser. nossa individualidade e acreditar %ue +eu+ ou +min!a individualidade+ e9istem: min!a cabeça. )gora. . O .irvana é +sem nascimento nem morte+. =esenvolvemos +apego . /. =esenvolvemos apego aos ob(etos %ue nos cercam. . .todos os samskaras são impermanentes e %ue todos os sentimentos são du!k!a. como de"inida anteriormente.irvana é %ue todas as a"liç&es e o ciclo de nascimento e morte são e9terminados. poderia ser permanente e imutávelD O corpo !umano é "ormado pela combinação e uni"icação dos %uatro grandes elementos e dos cinco agregados é originado %uando se apresentam as condiç&es necessárias para tal unidade e dei9a de e9istir %uando tais condiç&es desaparecem.irvana é. "adiga e so"rimentos mentais e emocionais. ) aus>ncia de uma individualidade substancial é um ensinamento singular %ue distingue o Eudismo de outras doutrinas religiosas ou "ilosó"icas. independentemente de %uão caóticas este(am no mundo. . )ssim. nada pode e9istir independentemente. a eliminação do atmagra!a 5agarrar-se . . portanto. =esde o momento do nascimento.irvana signi"ica a e9tinção do apego. é o ensinamento "undamental do Eudismo. . ódio. H. se considerarmos o ponto de vista espacial. doença. não e9iste a%ui. imutável e independente. entidade %ue tendemos a considerar como sendo +eu+.amin!o do *eio.ontudo. %uatro pré-re%uisitos precisam ser preenc!idos: a entidade precisa necessariamente ser permanente. no "im tudo será igual. %ue incluem ira. . medida %ue cresce. na verdade. o so"rimento dei9a de e9istir. meu corpo. discutimos %ue nada é permanente do ponto de vista temporal. . a tal individualidade permanente e independente não e9iste.ós. medo e "rustração. os ensinamentos budistas a"irmam %ue nen!um d!arma tem individualidade substancial. então. @or %u>D @ara considerarmos %ue uma entidade ten!a individualidade. seres !umanos. "rio. de acordo com a pro"unda e racional perspectiva dos ensinamentos budistas. Temos a tend>ncia de ol!ar para o mundo tendo o +eu+ como centro de tudo. meus pensamentos. aut7noma.omo. poderia ele ser aut7nomoD O corpo !umano é o local onde todas as variedades de so"rimento se reInem: so"rimentos "isiológicos. é o alicerce do . então.irvana é a pa$ per"eita 1ssa a"irmação signi"ica %ue as coisas acabarão por alcançar um estado de pa$. o resultado de se alcançar o estado de .

1spero %ue esta palestra ten!a apro"undado a compreensão de voc>s e %ue sirva como um primeiro degrau para "uturas investigaç&es sobre Eudismo. . os seres vivos liberam-se e alcançam o .irvana é liberação. raiva e ilusão. então. da mesma "orma %ue não o são os seres vivos agril!oados por cobiça.irvana não é algo para ser alcançado "ora do conte9to dos d!armas. Cm criminoso acorrentado não é livre. uma ve$ %ue a mente dos seres vivos está obscurecida pela ignor4ncia.ondicionada.irvana. 2o(e apresentei as %uatro caracter'sticas Inicas do Eudismo. "elicidade e sucessoP . impedimentos e cativeiro em todos os lugares. pela ilusão. depois de terem alcançado o . . pelo apego e pela crença de %ue a individualidade e os d!armas t>m e9ist>ncia substancial %ue pode ser alcançada.o entanto. perceberemos %ue toda a e9ist>ncia está em permanente mutação e não tem uma verdadeira nature$a individual. 8e pudermos ser como os sábios budistas %ue entenderam %ue tudo se origina por causa da B>nese .a época do Euda. Todos os d!armas eram originalmente . estaremos libertos onde %uer %ue este(amos. @raticando o =!arma e se puri"icando.irvana. .irvana.irvana. seus disc'pulos via(avam a di"erentes lugares para ensinar o =!arma.. as pessoas encontram obstáculos. ) impure$a é cativeiro. Giberação é .irvana. 8eus e9emplos nos "a$em compreender %ue o . ainda %ue continuemos a e9istir neste mundo. 1sse processo é o Inico camin!o para o . ?ue todos usu"ruam de saIde mental e corporal.ão mais seremos apegados.