You are on page 1of 37

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE CENTRO DE CIENCIAS EXATAS E TECNOLOGIA - CCET DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA - DEQ LABORATÓRIO DE FENÔMENOS DE TRANSPORTE

A DISSIPAÇÃO DO CALOR ATRAVÉS DE SUPERFÍCIES ESTENDIDAS (ALETAS)

Daniela Lima dos Santos Jéferson José Leal Freitas Luiz Firmo Lima Júnior Ronne Clécio Cézar Santos

SÃO CRISTÓVÃO 2012

1

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE CENTRO DE CIENCIAS EXATAS E TECNOLOGIA – CCET DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA - DEQ LABORATÓRIO DE FENÔMENOS DE TRANSPORTE

A DISSIPAÇÃO DO CALOR ATRAVÉS DE SUPERFÍCIES ESTENDIDAS (ALETAS)

Relatório apresentado ao curso de Laboratório de Fenômenos de Transporte, conforme as exigências da disciplina, ministrada pelos professores: Manoel Marcelo do Prado e Luanda Gimeno Marques, em 18 de dezembro de 2012.

Daniela Lima dos Santos Jéferson José Leal Freitas Luiz Firmo Lima Júnior Ronne Clécio Cézar Santos

SÃO CRISTÓVÃO 2012
2

1- RESUMO

Aletas são superfícies estendidas que tem como objetivo aumentar a taxa de transferência de calor entre um sólido e um fluido adjacente. No interior do sólido ocorre o fenômeno da condução, e nas suas fronteiras há transferência por convecção. Na engenharia as aletas são aplicadas em inúmeros sistemas, tais como transformadores, motores de combustão interna, compressores, motores elétricos, trocadores de calor, etc. Este trabalho apresenta um estudo da transmissão de calor nessa superfície estendida, caracterizando evidentemente uma aplicação simultânea de condução e convecção. Por meio de termopares localizados ao longo de diferentes barras, foi possível obter os perfis de temperatura de cada uma delas, estudar a influência da área disponível para troca de calor e, também, da condutividade térmica do material de que a barra foi construída. O estudo foi realizado utilizando barras de aço inox com diâmetros interno de 25 mm e 13 mm, e barras de alumínio e cobre, ambas de diâmetros interno de 13 mm. Os dados foram colhidos para três diferentes temperaturas de uma fonte quente (Tq), que estava acoplada à base das aletas, e foi responsável pela condução de calor. O ar ambiente, responsável pela convecção natural, estava variando entre 22ºC e 24°C. Foi possível obter por meio do

experimento o perfil de temperatura para cada barra nas diferentes situações de Tq, assim como um valor médio de h, e a eficiência térmica das aletas no processo de transferência de calor. Por fim, os resultados foram comparados e discutidos com a literatura.

3

........................................................ 7 4 .....Materiais e Métodos...... 8 2 – Fundamentação Teórica................SUMÁRIO 1 ........................................................................................................ 17 5 ..................................................Introdução................................................. 35 7 .............................................. 17 4.............................................2 – Procedimento Experimental..................................................... 10 3 ................1 – Materiais.......................................Resultados e Discussões......................................................................................................................Objetivos.......................... 18 6 ................................................... 36 Anexos..................................................................................................................................................................................Conclusão......................... 17 4.......................................... 37 4 .................................Referências Bibliográficas...........................................................................

LISTA DE SÍMBOLOS [m2] [m] [m] [s] T A l Área Comprimento D Diâmetro t T Tempo Temperatura 5 .

para T q = 45.8ºC 6 .Variação da temperatura com a posição dos termopares. para Tq = 45. (b) Aletas integradas a um circuito. (c) do Tipo Pino. Figura 5.Representação esquemática do aparato experimental.7ºC Figura 9. para T q = 64. Figura 2.7ºC Figura 8.Balanço de energia em uma superfície estendida.Gráfico de (T – Too)/(T0 – Too) versus (x). (d) Plana com seção transversal uniforme. para T q = 55.Tipos de Aletas: (a) Plana com seção transversal não-uniforme.Variação da temperatura com a posição dos termopares.Aplicações industriais: (a) Radiador. Figura 3.LISTA DE FIGURAS Figura 1.Variação da temperatura com a posição dos termopares. para T q = 45. Figura 4.Variação da temperatura com a posição dos termopares.3ºC Figura 6. (b) Anular.3 e 64.8ºC Figura 7.

encontrava-se no ar ambiente. Teve também como finalidade avaliar a influência da área de troca térmica na transferência de calor em aletas.OBJETIVOS A realização deste experimento teve como objetivo verificar os perfis de temperatura ao longo de aletas de diferentes materiais (aço inox 302. Com a obtenção de h foi possível obter a taxa de transferência de calor e a eficiência de cada uma delas. alumínio e cobre) e mesmo diâmetro (barras B.0 para cada situação de Tq. 55. C e D). A transferência de calor foi verificada para as temperaturas (da fonte quente) iguais a 45. Cada aleta possuía uma das extremidades inseridas num banho termostático contendo água (fonte quente) e um controlador de temperatura e a outra extremidade.8. com o auxílio do programa Statistica versão 8. 7 .2.7ºC. Um coeficiente convectivo h foi estimado. para cada aleta.3 e 64. Os valores encontrados foram comparados com a literatura.

solda ou fixando uma fina folha de metal sobre uma superfície. existem duas formas de aumentar a taxa de transferência de calor: aumentar o coeficiente de transferência de calor por convecção h ou aumentar a área de superfície As. equipamentos de eletrônica. 2009). como o alumínio. anexando superfícies estendidas. é aquela na qual uma superfície estendida é usada especificamente para aumentar a taxa de transferência de calor entre um sólido e um fluido adjacente. 𝐴𝑠 . a direção da transferência de calor nas fronteiras é perpendicular à direção principal da transferência de calor no interior do sólido. Uma alternativa seria aumentar a superfície. A taxa de transferência de calor a partir de uma superfície a uma temperatura Ts para o meio envolvente a T∞ é dada pela lei de Newton do resfriamento como 𝑄𝑐𝑜𝑛𝑣 = ℎ. o termo superfície estendida é comumente usado para descrever um caso especial e importante envolvendo a transferência de calor por condução no interior de um sólido e a transferência de calor por convecção (e/ou radiação) nas fronteiras do sólido. ou substituição do equipamento existente com um de maior dimensão. podemos citar: radiadores automotivos. Tal superfície estendida é chamada de aleta. uso de tubos aletados para um condicionador de ar. expondo uma maior superfície à convecção e/ou à radiação (ÇENGEL. mas esta abordagem pode ser prática ou não. feitas de materiais altamente condutores. Superfícies aletadas são fabricadas por extrusão. motores elétricos. Segundo Çengel (2009) no radiador de carro por exemplo. várias folhas finas de papel colocadas nos 8 . pode não ser suficiente. (2011). Quando as temperaturas Ts e T∞ são fixadas por considerações do projeto.3. Além disso. A aplicação mais frequente. Aumentar h pode exigir a instalação de uma bomba ou ventilador. compressores. Como exemplos de sistemas que possuem aletas. etc. Em uma superfície estendida. Aletas aumentam a transferência de calor a partir de uma superfície. trocadores de calor.INTRODUÇÃO Segundo Incropera et al. as aletas. que envolve efeitos combinados de condução/convecção. como é frequentemente o caso. (𝑇𝑠 − 𝑇∞ ) (1) onde As é a área de transferência de calor e h é o coeficiente de transferência de calor por convecção.

A Figura 1 apresenta aplicações industriais de aletas. (d) Plana com seção transversal uniforme. (b) Aletas integradas a um circuito.tubos de água quente aumentam a superfície de convecção várias vezes e. (c) do Tipo Pino. assim. (b) Anular. Há uma variedade de modelos inovadores de aletas disponível no mercado. Logo abaixo na figura 2 foi destacado os tipos mais encontrados de aletas: (a) (b) (c) (d) Figura 2: Tipos de Aletas: (a) Plana com seção transversal não-uniforme. aumentam a taxa de transferência de calor por convecção dos tubos para o ar. (a) (b) Figura 1 – Aplicações industriais: (a) Radiador. 9 .

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Para o desenvolvimento da equação que rege o fenômeno da transferência de calor em aletas. ser desprezada. algumas considerações foram feitas. portanto. o balanço da energia. 4. Uma superfície estendida de área de seção transversal circular.As aletas objeto de estudo neste trabalho são as do tipo pino. Figura 3. São elas:  Regime Permanente  Sem geração de calor na aleta  Condução unidimensional ao longo da aleta  Temperatura uniforme na seção transversal  Propriedades constantes (independentes da temperatura)  Coeficiente de filme do fluido contactante com a aleta é admitido como invariável  A junção da aleta com a parede não apresenta resistência térmica considerável. que pode ser uniforme ou não.Balanço de energia em uma superfície estendida. neste trabalho. podendo. 10 . também chamada de piniforme. Temos então. representado pela Figura 3 abaixo. aplicada a um elemento de volume da aleta. Adotadas as devidas considerações para simplificar a análise. Taxa de condução de calor Taxa de condução de calor Taxa de convecção de calor ( )= ( )+ ( ) para o elemento em x do elemento em x + dx do elemento . tomamos então.

que pode variar com x. fornece a distribuição de temperaturas. Sua solução. 11 . a taxa de transferência de calor por convecção pode ser representada por 𝑑𝑞𝑐𝑜𝑛𝑣 = ℎ𝑑𝐴𝑠 (𝑇 − 𝑇∞ ) onde dAs é a área superficial do elemento diferencial. Substituindo as equações (3). que junto com a equação (3) pode ser usada para calcular a taxa de condução em qualquer x.𝑞𝑥 = 𝑞𝑥+𝑑𝑥 + 𝑑𝑞𝑐𝑜𝑛𝑣 Da Lei de Fourier sabemos que a taxa de calor por condução é dada por 𝑞𝑥 = −𝑘𝐴𝑡𝑟 𝑑𝑥 𝑑𝑇 (2) (3) onde Atr é a área de seção transversal. (5) e (6) para as taxas de transferência na equação (2) do balanço da energia. A taxa de condução de calor em x + dx pode ser representada por 𝑑𝑞𝑥 𝑑𝑥 𝑞𝑥+𝑑𝑥 = 𝑞𝑥 𝑑𝑥 (4) Substituindo (3) em (4) temos 𝑑𝑇 𝑑𝑥 𝑑 𝑑𝑥 𝑑𝑇 𝑑𝑥 𝑞𝑥+𝑑𝑥 = −𝑘𝐴𝑡𝑟 − 𝑘 (𝐴𝑡𝑟 ) 𝑑𝑥 (5) Tomando a equação (1) na forma diferencial. com condições de contorno apropriadas. obtemos 𝑑2 𝑇 𝑑𝑥 2 1 𝑑𝐴𝑡𝑟 𝑑𝑇 ) 𝐴𝑡𝑟 𝑑𝑥 𝑑𝑥 1 ℎ 𝑑𝐴𝑠 𝐴𝑡𝑟 𝑘 𝑑𝑥 (6) +( − (𝑇 − 𝑇∞ ) = 0 (7) Este resultado fornece uma forma geral da equação da energia para uma superfície estendida.

é objeto de estudo neste trabalho. uma aleta piniforme de seção transversal uniforme. onde As é a área da superfície medida desde a base até x. Substituindo a equação (9) em (8). Atr é uma constante e As = P. 𝑚2 = 2ℎ 𝑘𝑟 (14) 12 . Conseqüentemente. transformamos a variável dependente definindo uma temperatura em excesso Ѳ como Ѳ(x)≡T(x)–T∞ (9) onde.Para a resolução da equação (7) é necessário especificar a geometria da aleta. 𝑑2 𝑇 𝑑𝑥 2 ℎ𝑃 𝑘𝐴𝑡𝑟 − (𝑇 − 𝑇∞ ) = 0 (8) Para simplificar a forma dessa equação.x. e P é o perímetro da aleta. Um dos casos mais simples. Atr = π r2 (13) (12) Podemos escrever a equação (11) como sendo. com dAtr/dx = 0 e dAs/dx = P. dѳ/dx = dt/dx. que está a uma temperatura T(0) = Tb e se estende para o interior de um fluido à temperatura T∞. como T∞ é uma constante. Cada aleta está fixada a uma superfície base. Para a aleta especificada. obtemos então 𝑑2 Ѳ 𝑑𝑥 2 −𝑚2 Ѳ=0 (10) onde 𝑚2 ≡ ℎ𝑃 𝑘𝐴𝑡𝑟 (11) Sendo o perímetro P de uma cilindro dado por: P=2πr e a área transversal .

As únicas funções cujas derivadas são múltiplos constantes das próprias funções são as funções exponenciais (ou uma combinação de funções exponenciais. Isso pode ser verificado pela substituição direta. Por isso. Isto é. na base da aleta temos uma condição de contorno de temperatura especificada. a solução geral da equação diferencial (10) é: Ѳ(𝑥) = 𝐶1 𝑒 𝑚𝑥 + 𝐶2 𝑒 −𝑚𝑥 (16) onde C1 e C2 são constantes arbitrárias cujos valores são determinados a partir das condições de contorno na base e na ponta da aleta. concluímos que a função Ѳ e suas derivadas segundas devem ser múltiplos constantes entre si. portanto. consideramos cada caso separadamente. Caso A (Aleta infinitamente comprida) Para uma aleta suficientemente comprida de secção transversal uniforme. as soluções da equação diferencial acima são as funções exponenciais e-mx ou emx. Abaixo. expressa por: Ѳ(0) = Ѳ𝑏 = 𝑇𝑏 − 𝑇∞ (17) Na ponta da aleta existem várias possibilidades. A temperatura da placa na qual as aletas são fixadas normalmente já é conhecida. A teoria fundamental das equações diferenciais afirma que tal equação tem duas soluções linearmente independentes e a sua solução geral é a combinação linear dessas duas soluções. Um exame cuidadoso da equação diferencial revela que subtraindo um múltiplo constante da solução Ѳ da sua derivada segunda resulta em zero. a temperatura na sua ponta aproxima-se da temperatura ambiente 𝑇∞ e. Por isso. Assim.A equação (10) é uma equação diferencial de segunda ordem linear e homogênea. Então. ou múltiplos constantes delas. como as funções seno e co-seno hiperbólico). Ѳ aproxima-se de zero. com coeficientes constantes. Ѳ(𝐿) = T(L) – 𝑇∞ = 0 para L  ∞ 13 .

respectivamente. A variação ao longo da aleta. Por isso. vem Ѳ Ѳ𝑏 = cosh m (L−x)+(ℎ ⁄𝑚𝑘)𝑠𝑒𝑛ℎ 𝑚 (𝐿−𝑥) cosh 𝑚𝐿+(ℎ ⁄𝑚𝑘) 𝑠𝑒𝑛ℎ 𝑚𝐿 (24) 14 . após explicitar C1 e C2. Ѳ𝑏 = 𝐶1 + 𝐶2 e h (𝐶1 𝑒 𝑚𝐿 + 𝐶2 𝑒 −𝑚𝐿 ) = 𝑘𝑚(𝐶2 𝑒 −𝑚𝐿 −𝐶1 𝑒 𝑚𝐿 ) que: (23) (22) Manipulando algebricamente a equação acima. neste caso. temos ℎ𝐴𝑡𝑟 [𝑇(𝐿) − 𝑇∞ ] = −𝑘𝐴𝑡𝑟 𝑑𝑥 ou h Ѳ(𝐿) = −𝑘 𝑑𝑥 𝑑Ѳ 𝑑𝑇 (20) (21) Isto é. uma vez que ela tende ao infinito quando x aumenta. a solução geral.Esta condição é atendida pela função e-mx. Substituindo a equação (16) em (17) e (21). neste caso. mas não pela outra função prospectiva emx. será constituída por um múltiplo constante de e-mx. obtemos. a taxa na qual a energia é transferida para o fluido por convecção na extremidade da aleta deve ser igual à taxa na qual a energia atinge a extremidade por condução através da aleta. pode ser expressa como Ѳ Ѳ𝑏 𝑇(𝑥)−𝑇∞ 𝑇𝑏 −𝑇∞ = = 𝑒 −𝑚𝑥 (18) A taxa de transferência de calor permanente de toda a aleta pode ser determinada da lei de Fourier da condução de calor: 𝑞𝑎 = √ℎ𝑃𝑘𝐴𝑡𝑟 Ѳ𝑏 (19) Caso B (Transferência de calor por convecção na extremidade da aleta) Aplicando um balanço de energia em uma superfície de controle na extremidade.

pois a transferência de calor a partir da aleta é proporcional à área da sua superfície e a superfície da ponta da aleta normalmente é uma fração desprezível de sua área total. A situação mais realista é uma transferência de calor desprezível a partir da ponta da aleta.A taxa de transferência de calor da aleta qa. após algumas manipulações. a ponta da aleta pode ser assumida como sendo adiabática e a condição na ponta da aleta pode ser expressa como 𝑑Ѳ 𝑑𝑥 =0 (26) A condição na base da aleta permanece a mesma que a expressa pela (17). Então. conhecendo-se a distribuição de temperaturas Ѳ(𝑥). nesta relação para a distribuição de temperatura: 𝑇(𝑥)−𝑇∞ 𝑇𝑏 −𝑇∞ cosh 𝑚(𝐿−𝑥) cosh 𝑚𝐿 = (27) A taxa de transferência de calor a partir da aleta pode ser determinada a partir da lei de Fourier da condução de calor qa=√ℎ𝑃𝑘𝐴𝑡𝑟 (𝑇𝑏 − 𝑇∞ ) tanh 𝑚𝐿 CASO D (Temperatura na extremidade da aleta é especificada) Neste caso. pode ser determinada pela equação: 𝑞𝑎 = √ℎ𝑃𝑘𝐴𝑡𝑟 Ѳ𝑏 𝑠𝑒𝑛ℎ 𝑚𝐿+(ℎ ⁄𝑚𝑘) cosh 𝑚𝐿 cosh 𝑚𝐿+(ℎ ⁄𝑚𝑘) 𝑠𝑒𝑛ℎ 𝑚𝐿 (25) Caso C (Perda de calor desprezível a partir da ponta da aleta) Aletas não são supostamente tão longas que a sua temperatura se aproxime da temperatura ambiente na ponta. a segunda condição de contorno é : Ѳ(𝐿) = Ѳ𝐿 E as expressões resultantes têm a forma: Ѳ Ѳ𝑏 (28) = (Ѳ𝐿 ⁄Ѳ𝑏 ) 𝑠𝑒𝑛ℎ 𝑚𝑥+𝑠𝑒𝑛ℎ 𝑚(𝐿−𝑥) 𝑠𝑒𝑛ℎ 𝑚𝐿 (29) 15 . A aplicação destas duas condições na solução geral (16) resulta.

1978).1 – Desempenho das Aletas Aletas são usadas para aumentar a transferência de calor. não existe nenhuma garantia de que a inclusão das aletas em uma superfície irá aumentar a transferência de calor em relação ao caso sem aletas. que é dada pela relação entre o calor dissipado pela aleta e o que seria dissipado se toda aleta ficasse na temperatura da sua base (ARAÚJO. Na verdade. Uma definição geral é dada por: 𝜂 = 𝑞𝑎 𝑞𝑚𝑎𝑥 = 𝑞𝑎 ℎ𝐴𝑎 Ѳ𝑏 (33) 16 . e a utilização das aletas em uma superfície não pode ser recomendada a menos que o aumento da transferência de calor justifique o aumento de custo e de complexidade associado com as aletas. O desempenho das aletas é avaliado com base na efetividade da aleta εale definida como: 𝜀𝑎𝑙𝑒 = 𝑞 𝑞𝑎 𝑠𝑒𝑚 𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎 (31) Ou seja.e cosh 𝑚𝐿− Ѳ𝐿 ⁄Ѳ𝑏 𝑠𝑒𝑛ℎ 𝑚𝐿 qa=√ℎ𝑃𝑘𝐴𝑡𝑟 Ѳ𝑏 (30) 2. 𝜀𝑎𝑙𝑒 = ℎ 𝐴 𝑎Ѳ 𝑞 𝑡𝑟 𝑏 (32) Uma das medidas de desempenho térmico de uma aleta é a sua eficiência.

e onde se coletava os dados da temperatura ao longo das barras (cada coluna era referente a uma das barras e cada linha à posição). onde se controlava a Tq.1. 17 .8. Barra C: Alumínio com diâmetro igual a 13 mm. e então.2.3 e 64. Este procedimento foi repetido para a Tq igual a 55 e 65ºC. A Figura 4 abaixo representa esquematicamente o aparato experimental. fez-se a leitura de todos os termopares de todas as barras.7ºC. composto de um Banho Termostático (Fonte Quente). 5. começou-se a anotar as temperaturas em cada posição (x) para cada barra. através do termopar instalado sobre o painel elétrico. A temperatura da Fonte Quente (Tq) também foi medida. embora as temperaturas do regime tenham sido 45.Procedimento experimental: Inicialmente. A temperatura média do ambiente também foi anotada.Materiais Foi utilizado um aparato experimental. Barra D: Cobre com diâmetro igual a 13 mm. Indicadores de Temperatura e Termopares distribuídos em 10 pontos de quatro barras distintas. pelo painel elétrico. e pelo banho termostático.5. a fim de anotar possíveis desvios de leitura entre eles. 55. composto pelas barras.MATERIAIS E MÉTODOS DO EXPERIMENTO 5. Barra B: Aço Inox com diâmetro igual a 13 mm. A temperatura do banho termostástico (fonte quente) foi regulada para 45ºC. Sendo elas:     Barra A: Aço Inox com diâmetro igual a 25 mm. O Regime Permanente de Transferência de Calor ao longo de todas as barras foi esperado.

18 . E que os valores registrados no termopar possuem uma incerteza de ± 1°C.8.  Barra C: Alumínio com diâmetro igual a 13 mm. As Tabelas 1.7°C. Os dados foram anotados logo que se observou o alcance do regime permanente de transferência de calor. foi possível a coleta das temperaturas ao longo das barras para cada Tq (fonte quente).Figura 4. As Tq utilizadas foram 45. foram feitos os cálculos e as análises necessárias com base na fundamentação teórica aqui exposta. 6.RESULTADOS E DISCUSSÕES Com o desenvolvimento do experimento. Vale relembrar que:  Barra A: Aço Inox 302 com diâmetro igual a 25 mm. em cada barra. 55.3 e 64. A partir desses dados.  Barra D: Cobre com diâmetro igual a 13 mm. 2 e 3 apresentam os dados coletados para cada situação.Representação esquemática do aparato experimental.6 ºC.  Barra B: Aço Inox 302 com diâmetro igual a 13 mm. A temperatura do ambiente era 22.

Tabela 1 .7 ºC.8ºC termopares ao longo das barras* (mm) A 34 30 27 25 25 21 23 22 22 22 B 32 28 24 23 22 22 22 22 22 22 C 36 34 33 28 28 27 23 23 24 22 D 37 35 34 32 28 27 26 27 24 25 Nº1 Nº2 Nº3 Nº4 Nº5 Nº6 Nº7 Nº8 Nº9 Nº10 50 100 150 250 350 450 600 750 900 1150 *A partir da parede da fonte quente 19 .Valores de T(ºC) obtidos através da leitura dos termopares em função de suas posições Posição dos Temperaturas nas barras (ºC) para Tq = 45.Valores de T(ºC) obtidos através da leitura dos termopares em função de suas posições Posição dos Temperaturas nas barras (ºC) para Tq = 45. Tabela 2 .3ºC termopares ao longo das barras* (mm) A 33 29 26 23 24 21 22 21 22 22 B 31 27 23 22 21 21 21 21 22 21 C 36 34 32 28 28 27 23 23 23 21 D 36 34 34 32 28 26 25 26 23 24 Nº1 Nº2 Nº3 Nº4 Nº5 Nº6 Nº7 Nº8 Nº9 Nº10 50 100 150 250 350 450 600 750 900 1150 *A partir da parede da fonte quente E que os valores registrados no termopar possuem uma incerteza de ± 1°C. A temperatura do ambiente era 23.

8 ºC. A temperatura do ambiente era 23. Tabela 4 .3ºC termopares ao longo das barras* (mm) A 38 33 29 25 26 22 23 23 23 23 B 35 30 25 24 22 22 23 22 23 23 C 41 39 36 31 29 28 23 24 24 22 D 43 41 39 36 30 29 28 27 24 25 Nº1 Nº2 Nº3 Nº4 Nº5 Nº6 Nº7 Nº8 Nº9 Nº10 50 100 150 250 350 450 600 750 900 1150 *A partir da parede da fonte quente E que os valores registrados no termopar possuem uma incerteza de ± 1°C.E que os valores registrados no termopar possuem uma incerteza de ± 1°C.Valores de T(ºC) obtidos através da leitura dos termopares em função de suas posições Posição dos Temperaturas nas barras (ºC) para Tq = 55. Tabela 3 .7ºC termopares ao longo das barras* (mm) A 43 35 30 26 26 22 23 23 23 23 B 39 32 26 24 22 22 23 22 23 23 C 47 43 40 33 31 29 24 24 24 22 D 49 45 43 39 32 31 29 28 25 26 Nº1 Nº2 Nº3 Nº4 Nº5 Nº6 Nº7 Nº8 Nº9 Nº10 50 100 150 250 350 450 600 750 900 1150 *A partir da parede da fonte quente 20 .8 ºC. A temperatura do ambiente era 23.Valores de T(ºC) obtidos através da leitura dos termopares em função de suas posições Posição dos Temperaturas nas barras (ºC) para Tq = 64.

de modo a minimizar a diferença de temperatura desde sua base até a extremidade. 21 .0.10-2 1. o cobre tem a segunda maior condutividade elétrica e térmica.0.10-6 Fonte: (BERTULANI.10-4 2. As observações de Bertulani (2010) e Smith & Hashemi (2003) estão de acordo com o analisado neste trabalho. os materiais tornam-se mais condutores de calor com o aumento da temperatura. Isto porque. o que nos faz compreender que a condução do calor da fonte quente pela barra D foi maior.2. a temperatura ao longo da barra D foi mais elevada que a barra B. fornecendo assim o limite máximo possível de melhora na taxa de transferência de calor. o cobre tem uma condutividade térmica maior que o alumínio e o aço. onde a condutividade térmica da aleta é infinita. Bertulani (2010) disponibilizou dados de condutividade térmica.0. o que pode justificar a excelente condutividade do Cu. depois da prata.Dos dados colhidos se pode concluir que o cobre é o material de maior condutividade térmica entre os materiais utilizados.10-2 4.10-2 4. nas temperaturas trabalhadas. Segundo Junior et al. e depende fortemente da temperatura e da pureza do material (especialmente sob baixas temperaturas). Este valor alto é devido à praticamente todos os elétrons na camada de valência (um por átomo) tomar parte na condução. (2007).10-4 2.10-5 5.0. toda ela estaria à mesma temperatura de sua base.10-5 2. Enquanto que o aço inox 302 foi o que apresentou menor condutividade. Na condição limite. A condutividade térmica é uma característica específica de cada material. um elemento de alta pureza.1. entre os metais puros na temperatura ambiente. Em geral. idealmente.7. barras de mesmos diâmetros. apresentados na Tabela 4. o material da aleta deve possuir uma condutividade térmica elevada. Tabela 4 – Condutividade Térmica ((kcal/s)/ºCm) Cobre Alumínio Aço Gelo Vidro Madeira Amianto Ar 9.9. 2010) Segundo SMITH & HASHEMI (2003). O resultado são elétrons livres no montante de cobre para uma densidade de carga enorme.

Variação da temperatura com a posição dos termopares 38 36 34 32 T (°C) 30 28 26 24 Barra A Barra B Barra C Barra D 22 20 0 200 400 600 800 1000 1200 Posição ao longo da barra (mm) Figura 6 . foram construídas as Figuras 5.8ºC. para T q = 45. 22 .Variação da temperatura com a posição dos termopares. já que as barras tem material de mesma condutividade.Variação da temperatura com a posição dos termopares. para T q = 45.Em relação às barras A e B de mesmo material e diferentes diâmetros.3ºC. pode-se perceber que quanto maior a área disponível para troca térmica maior foi a transferência de calor. A fim de se observar os perfis de temperatura ao longo das barras. 6 e 7 para cada Tq avaliada. Estas figuras também possibilitaram avaliar a condução de calor em cada barra. Variação da temperatura com a posição dos termopares 38 36 34 32 T (°C) 30 28 26 24 22 20 0 200 400 600 800 1000 1200 Posição ao longo da barra (mm) Barra A Barra B Barra C Barra D Figura 5 .

Ainda que a condutibilidade do alumínio seja 60% menor que a do cobre. é compensado pelo seu menor custo. para T q = 55.3ºC. Entre as barras de diâmetros idênticos e materiais diferentes é válido perceber a grande diferença entre os perfis de B e D para todas as situações. Das Figuras 1. 2.Variação da temperatura com a posição dos termopares 38 36 34 32 T (°C) 30 28 26 24 22 20 0 200 400 600 800 1000 1200 Posição ao longo da barra (mm) Barra A Barra B Barra C Barra D Figura 7 . 3 e 4 podem-se observar os distintos perfis de temperatura das barras. para T q = 64.7ºC. Variação da temperatura com a posição dos termopares 38 36 34 32 T (°C) 30 28 26 24 22 20 0 200 400 600 800 1000 1200 Posição ao longo da barra (mm) Barra A Barra B Barra C Barra D Figura 7 . o seu uso. A barra C (alumínio) é intermediária entre estas barras.Variação da temperatura com a posição dos termopares. industrialmente. justificada como dito anteriormente pela ampla diferença na propriedade condutividade térmica.Variação da temperatura com a posição dos termopares. 23 .

e então adicionar ou não uma base de cobre. Posição dos termopares ao longo das barras* (mm) Ѳ Ѳ𝑏 negativo.Nestas distribuições fica evidente. mas esses com certeza não são os mais populares. como dito anteriormente. Eles são mais utilizados por aqueles que necessitam de uma transferência de calor mais agressiva. É por isso. também. foi somado 1°C com finalidade de evitar 22.6 ºC. Uma aleta ideal é aquela onde a temperatura em toda a sua extensão é igual à da sua base. e de 900 mm para C e D. a distribuição da temperatura ao longo da barra é mais semelhante. do que utilizar cobre em toda a sua extensão. pode-se avaliar que ela não deixou muito a desejar em relação ao cobre. Isso acontece porque. percebemos que o cobre apresenta uma distribuição de temperatura mais próxima da ideal. por exemplo. Em se tratando da barra de alumínio. A temperatura do ambiente era Temperaturas nas barras (ºC) para Tq = 45. que é mais vantajoso do ponto de vista de fabricação produzir dissipadores de alumínio. Apesar disso. Os valores registrados no termopar possuem uma incerteza de ± 1°C.3ºC A 34 30 27 24 25 22 23 22 23 23 B 32 28 24 23 22 22 22 22 23 22 C 37 35 33 29 29 28 24 24 24 22 D 37 35 35 33 29 27 26 27 24 25 Nº1 Nº2 Nº3 Nº4 Nº5 Nº6 Nº7 Nº8 Nº9 Nº10 50 100 150 250 350 450 600 750 900 1150 *A partir da parede da fonte quente 24 . existem dissipadores feitos totalmente em cobre. então. o que elevaria bastante o preço do produto. que há pouca transferência de calor adicional associada à extensão do comprimento da barra além de 600 mm para as barras A e B. dos três materiais analisados. Fazendo uma análise do trecho das aletas. ele é o que tem a maior condutividade térmica (k).

3ºC A 39 34 30 26 27 23 24 24 24 24 B 36 31 26 25 23 23 24 23 24 24 C 42 40 37 32 30 29 24 25 25 23 D 44 42 40 37 31 30 29 28 25 26 Nº1 Nº2 Nº3 Nº4 Nº5 Nº6 Nº7 Nº8 Nº9 Nº10 50 100 150 250 350 450 600 750 900 1150 *A partir da parede da fonte quente 25 . Posição dos termopares ao longo das barras* (mm) Ѳ Ѳ𝑏 negativo. foi somado 1°C com finalidade de evitar 23.8ºC A 35 31 28 26 26 22 24 23 23 23 B 33 29 25 24 23 23 23 23 23 23 C 37 35 34 29 29 28 24 24 25 23 D 38 36 35 33 29 28 27 28 25 26 Nº1 Nº2 Nº3 Nº4 Nº5 Nº6 Nº7 Nº8 Nº9 Nº10 50 100 150 250 350 450 600 750 900 1150 *A partir da parede da fonte quente Os valores registrados no termopar possuem uma incerteza de ± 1°C. A temperatura do ambiente era Temperaturas nas barras (ºC) para Tq = 55.7 ºC. Posição dos termopares ao longo das barras* (mm) Ѳ Ѳ𝑏 negativo.8 ºC. A temperatura do ambiente era Temperaturas nas barras (ºC) para Tq = 45.Os valores registrados no termopar possuem uma incerteza de ± 1°C. foi somado 1°C com finalidade de evitar 23.

Posição dos termopares ao longo das barras* (mm) Ѳ Ѳ𝑏 negativo.4141 0.6343 0.0616 0.4581 0.5022 0.4581 0.Os valores registrados no termopar possuem uma incerteza de ± 1°C. foi somado 1°C com finalidade de evitar 23.2819 0.2819 0.0616 0.0616 0.0616 0.5462 0.1938 0.1057 0 0 0 0 0 B C D 0.2819 0.6343 0.0176 0 0.3259 0.2378 0.7ºC A 44 36 31 27 27 23 24 24 24 24 B 40 33 27 25 23 23 24 23 24 24 C 48 44 41 34 32 30 25 25 25 23 D 50 46 44 40 33 32 30 29 26 27 Nº1 Nº2 Nº3 Nº4 Nº5 Nº6 Nº7 Nº8 Nº9 Nº10 50 100 150 250 350 450 600 750 900 1150 *A partir da parede da fonte quente Com o objetivo de se obter o valor do coeficiente convectivo h para cada situação Tq. A temperatura do ambiente era Temperaturas nas barras (ºC) para Tq = 64.0616 0.1057 26 . 6 e 7 apresentam os valores necessários para construção do gráfico adimensionalizado. foram traçados gráficos adimensionalizados de (T-T∞)/(Tb-T∞) versus a posição x.2378 0. As Tabelas 5.5463 0.1938 0.0176 0 0 0 0 0 0 0.1497 0.8 ºC.1938 0.5462 0.3ºC) A Posição x (mm) 50 100 150 250 350 450 600 750 900 1150 0. Tabela 5 – Valores utilizados para construção do gráfico adimensionalizado (T q=45.

3ºC) A Posição x (mm) 50 100 150 250 350 450 600 750 900 1150 0.1333 0.1651 0.6412 0.1945 0.0588 0 0.1968 0.4191 0.0063 0 0.5565 0.3303 0.5113 0.1493 0.1041 0.2398 0.0381 0.0135 0.1945 0.5113 0.4661 0.2398 0.51428 0.5777 0.0698 0.0135 0.0381 0.1015 0 0 0 0 0 B C D 0.Tabela 5 – Valores utilizados para construção do gráfico adimensionalizado (T q=45.6471 0.1041 Tabela 5 – Valores utilizados para construção do gráfico adimensionalizado (T q=55.1968 0.1968 0.4825 0.0698 27 .0135 0.6018 0.5113 0.1945 0.0698 0.2285 0.8ºC) A Posição x (mm) 50 100 150 250 350 450 600 750 900 1150 B C D 0.0588 0.4208 0.0381 0 0 0 0 0 0 0.3238 0.0588 0.2285 0.2603 0.5777 0.1945 0.3873 0.1041 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.2398 0.2398 0.4208 0.0063 0.1651 0.4191 0.5142 0.

0293 0. Das Tabelas 1.4205 0.2249 0. Em seguida.15m. como todas as outras. Sendo a incerteza de medida do termopar ± 1°C.3961 0.1515 0. as aletas foram analisadas para se determinar em qual condição cada uma estava inserida. o que daria um valor de negativo. onde se tem a última medida de temperatura.0782 0.2004 0.1271 0. é a única que utiliza essa consideração. em geral. e para a barra D a 28 . Logo. Das barras A. Já a barra D que.7ºC) A Posição x (mm) 50 100 150 250 350 450 600 750 900 1150 0. portanto Ѳ é igual a zero. Então. no entanto. as barras A. uma vez que ela tende ao infinito quando x aumenta.0293 0 0. a equação utilizada para o cálculo do h para as barras A.3961 0.5916 0. Esta condição é satisfeita pela função e-mx.1761 0.4938 0. somando 1ºC.0537 0.0782 0 0 0 0 0 B C D 0. Assim.Tabela 6 – Valores utilizados para construção do gráfico adimensionalizado (T q=64. as aletas são de espessura muito pequena e.4938 0.6401 0.2004 0. os cálculos feitos levam em consideração essa última posição.4938 0. B e C constata-se através dos dados experimentais que as temperaturas nas suas pontas igualam-se a temperatura ambiente e. mas não pela outra função emx. segundo Araújo (1978) um caso que não apresenta uma situação comum para aletas. o último termopar estava colocado na posição 1.0293 0.0782 As barras do experimento tinham comprimento de 1. está exposta a convecção natural do ar.0293 0 0 0 0 0 0 0.2493 0.2249 0. B e C foi a equação (18). a perda de calor na extremidade tende a ser nula.1515 0. sendo governada pelo caso B.3 m. B e C são governadas pelo caso A demonstrado na fundamentação teórica. estes valores T(x) foram ajustados de acordo com esta incerteza.0782 0.2982 0. portanto. 2 e 3 observa-se que algumas temperaturas ao longo das barras foram Ѳ Ѳ𝑏 menores que a T ambiente.5427 0. Tal caso costuma inclusive ser denominado transmissão de calor em protuberâncias. pois que.

calculamos h da equação (14). 9 e 10 mostram a variação de θx/θb por comprimento da aleta.2 0.3 0. para cada material e cada temperatura: Gráfico de (T – Too)/(T0 – Too) versus (x) 0. As Figuras 8.Gráfico de (T – Too)/(T0 – Too) versus (x). para Tq = 45. para Tq = 45. em seguida.0 o coeficiente h foi obtido através das equações dadas.6 0.1 0 0 500 1000 1500 Posição na barra (X) (mm) Figura 8 .4 0.3 0.5 θx/θb 0.2 0.6 0.Gráfico de (T – Too)/(T0 – Too) versus (x).1 Barra A Barra B Barra C Barra D 0 0 500 1000 1500 Posição na barra (X) (mm) Figura 9 .8ºC 29 .7 0.equação utilizada foi a (24). Com auxílio do programa Statistica versão 8.5 θx/θb 0. Primeiro estimamos o valor de m e.4 0.7 0.3ºC Barra A Barra B Barra C Barra D Gráfico de (T – Too)/(T0 – Too) versus (x) 0.

1 0 0 500 1000 1500 Posição na barra (X) (mm) Barra A Barra B Barra C Barra D Figura 10 . 30 .3 0.3ºC Gráfico de (T – Too)/(T0 – Too) versus (x) 0. nota-se que o gradiente de temperatura suaviza com o aumento de x. B e C onde a T(10) é igual a T∞. 9 e 10.1 0 0 500 1000 1500 Barra A Barra B Barra C Barra D Posição na barra (X) (mm) Figura 11 . À medida que o comprimento da barra se aproxima do comprimento considerado total da barra. para Tq = 55.Gráfico de (T – Too)/(T0 – Too) versus (x) 0. o valor da relação θx/θb tende a zero.6 0.7 0.5 θx/θb 0.3 0.4 0. tornando-se zero nas barras A.7 0.6 0.2 0.Gráfico de (T – Too)/(T0 – Too) versus (x). Isto acontece porque há uma diminuição na transferência de calor por condução qx(x) ao longo das barras devido à contínua perda de calor por convecção na superfície delas.4 0.2 0.5 θx/θb 0. para Tq = 64.Gráfico de (T – Too)/(T0 – Too) versus (x).7ºC Pelos gráficos das Figuras 8.

8904 0. é necessária a condutividade do material da barra.6946 4.5463 17. parâmetros e coeficientes convectivos (T q = 45. foi calculada utilizando o programa Microsoft exel 2010.7792 17.8444 2. que tem uma equação mais complicada.m-2.9266 6.8ºC) Desvio m(m-1) R2 h(W.6283 0.ºCq(W) 1 Padrão ) A B C D 13. parâmetros e coeficientes convectivos (T q = 55.3ºC) Desvio m(m-1) R2 h(W.4576 16.8374 0.7999 0.9711 0. assim como o h e taxa de transferência de calor q.0. As Tabelas 7.3929 Tabela 7 – Valores estimados de m. estimou-se o valor do parâmetro m para cada material nas três situações de Tq.1139 6.m-2.9709 0.9725 0. visto que não há uma grande variação de temperatura de filme.Utilizando o programa Statistica versão 8. Para cálculo do h relacionado ao parâmetro m. O método de iteração utilizado foi o Quasi-Newton.2824 26.8796 0.7746 0.000099.8766 0.2067 6.8664 4.5386 0.8946 0.7207 17.9737 0.4703 17.ºCq(W) 1 Padrão ) A B C D 13.7327 0.7562 4.8234 0.8414 4.5794 33.9721 0. Com o parâmetro m calculado.8089 31 .6441 0.7029 19. a obtenção do coeficiente convectivo natural do ar h é possível.8056 0.ºCq(W) 1 Padrão ) A B C D 13.1590 28. fazendo uma regressão para uma estimação não linear.7999 26. 8 e 9 apresentam os valores de m calculados.0041 3. Tabela 7 – Valores estimados de m.8724 0.2209 2.9291 35.7092 0. parâmetros e coeficientes convectivos (T q = 45.1711 3.5567 Tabela 8 – Valores estimados de m.m-2.6356 0.2106 19. e esta deve ser utilizada na temperatura do filme que é dado por: (𝑇+𝑇∞ ) ̅ 𝑇 (34) 𝑓 = 2 As condutividades térmicas para cada situação Tq foram consideradas utilizando com critério de convergência constantes.3055 0. 0.8701 31.0843 1.8383 4.3339 18.1841 0.6771 0.5387 16. A taxa q para a barra D.5927 0.0449 5.6099 3.9574 0.3ºC) Desvio m(m-1) R2 h(W. através dos valores conhecidos de x e θx/θb.6312 4.

4127 28. Comparando as barras A e B. um bastão pode ser determinado se L≥ 𝐿∞ ≡ 2. parâmetros e coeficientes convectivos (T q = 64. e estão expostos na Tabela 12. uma estimativa da validade dessa aproximação nas barras A. Os valores de K utilizados para o cálculo de h foram retirados de Incropera (2010).3395 29. as expressões fornecem resultados diversos equivalentes se tanh mL ≥ 0. Com uma aproximação satisfatória.8663 0. ambas de aço inox 302. temos que L∞ para as barras A. a barra de aço inox 302 obteve uma menor taxa de transferência de calor quando comparada às barras de mesmo diâmetro.5422 17.4762 17.1933.6770 4. Tomando-se os m da Tq1 como referência neste cálculo. fica mais evidente algumas das conclusões já feitas.5296 0.6180 0. B e C pode ser feita pela comparação das Equações (28) e (19). Tabela 10 – Coeficientes convectivos médios Barra A B C D h(W.4103 Sabendo-se que não há perda de calor na extremidade de um bastão infinitamente longo. negligenciando a taxa da barra D. 0. onde a área de transferência térmica é maior.0825 4.0180 4. valores maiores que L.65 𝑚 .m-2.7591 0. mas de diâmetros diferentes pode-se perceber a maior taxa de transferência na primeira barra.1391 e 0. Dos dados acima.m-2. cujo valor foi destoante com o esperado. Erros no manuseio dos dados pode ter provocado esse desacerto. B e C são 0.0166 8.65.4691 32.9817 0. Assim. Os dados seguem na Tabela 10.0215 17.5964 6. fizemos a média aritmética dos coeficientes convectivos encontrados em cada barra e da taxa de calor transferida.8964 32 .7320 6.ºCq(W) 1 Padrão ) A B C D 13.9047 0.ºC-1) q (W) 2.5679 34.9795 0.3740 6.4670 18.5162 4.6267 0.7ºC) Desvio m(m-1) R2 h(W.99 ou mL ≥ 2. Para efeito de comparação com a literatura.Tabela 9 – Valores estimados de m.9141 1.1158 16.4536.

7313 63.0649 εa (Tq2) 15. o coeficiente de transferência térmica convectiva para cada corrente depende do fluido.8397 61.Segundo KREITH (2000).1674 53. Uma averiguação sobre o assunto pode ser feita através da determinação da efetividade da aleta εa.5197 εa (Tq4) 8.4784 εa (Tq3) 11. Segundo Incropera (2011) o uso de aletas será raramente justificado a não ser que εa≥2. Neste trabalho o uso das aletas seria aprovado. para o ar como fluido h varia entre 10 e 100 W/(m2K) e para a água entre 500 e 10000 W/(m2K).Efetividade da Aleta Barra εa (Tq1) 15. Alguns típicos coeficientes de transferência de calor também foram propostos por ele. Tabela 11. foram para as barras de aço inoxidável 302.7773 33. em cada situação.0. As aletas são utilizadas para aumentar a taxa de transferência de calor através do aumento da área superficial efetiva. Por esse motivo não há segurança de que a transferência de calor será aumentada com o uso de aletas. Erros devem ter ocorrido no manuseio dos cálculos. Contudo. Para se determinar se ou não as temperaturas dentro de um corpo variam significativamente no espaço. usando como parâmetro o coeficiente de determinação R2.5251 18.6654 44. e a condutividade é maior.0691 23. enquanto o corpo se aquece ou arrefece ao longo do 33 . cujo material é o cobre.1320 28.3602 32.4977 52. propriedades do fluxo e da temperatura. Esperava-se dos resultados uma efetividade maior na barra D. a aleta em si representa uma resistência condutiva à transferência de calor na superfície original. É possível observar também que os melhores ajustes das equações implementadas no Statistica versão 8.8966 A B C D A Tabela 11 foi obtida utilizando a média dos q e h estimados para cada barra.3174 37. Os valores de h encontrados neste trabalho estão de acordo com a faixa de KREITH (2000). Pode-se ressaltar ainda da efetividade que o valor de εa deve ser o maior possível para justificar o uso de aletas num sistema.2264 34. definida pela equação (31).

O número de Biot é usado para definir o método a ser utilizado na solução de problemas de transferência de calor transiente. LC é o comprimento característico.tempo.1 15. °C-1) Biot A B C D 17. Números de Biot muito maiores que 1 apontam problemas de maior dificuldade devido a não uniformidade dos campos de temperatura dentro do objeto. e kb é o coeficiente condutivo de calor do corpo.65.1 : usa-se a análise No caso do cilindro horizontal. A Tabela 12 apresenta os números de Biot calculados usando o h médio encontrado para cada barra. 10-2 15.4691 32.0141 0.0751 0.65. a partir de um gradiente térmico aplicado à sua superfície.0215 17. O número de Biot é definido como: 𝐵𝑖 = ℎ𝐿𝑐 𝑘𝑏 (35) Onde. o número de Biot é dado por: ℎ𝑅 𝑘𝑏 𝐵𝑖 = (36) Em geral. utiliza-se o Número de Biot.65. devido a campos de temperatura uniformes dentro do corpo.4127 28. h é o coeficiente convectivo de transferência de calor.1 237 401 0.1 : usa-se as cartas de temperatura transiente Se Bi < 0.   Se Bi > 0. o qual é comumente definido como o volume do corpo dividido pela área da superfície do corpo. 10-2 0. Tabela 12 – Números de Biot calculados h médio Barra Raio (m) K (W. O Número de Biot (Bi) é um parâmetro adimensional e fornece um índice simples da razão entre o coeficiente de transferência convectiva de calor na superfície do sólido e a condutância específica do sólido.8964 1.m-1.0089 0. problemas envolvendo pequenos números de Biot (muito menores que 1) são termicamente simples. 10-2 0.0004 34 .25. 10-2 0.

embora esta temperatura possa estar mudando. 35 .0. e da variação de temperatura no decorrer do experimento. 7 – CONCLUSÃO Do presente trabalho. As equações para obtenção do h obtiveram bons ajustes para alguns casos por meio do programa Statistica versão 8. Alguns erros podem ter ocorrido devido a correntes de ar presentes no laboratório. se comparado com a barra de alumínio. No caso da barra de cobre esse coeficiente foi menor.1) mostram que a análise unidirecional utilizada neste experimento foi coerente. visto que o interior do cilindro pode ser previsto como sempre tendo a mesma temperatura. Como neste experimento o número de Biot é muito inferior a um.98. tendo um número de Biot menor que um. e deve ter interferido na obtenção de um melhor h.Os números de Biot calculados (Bi < 0. alcançando coeficientes de determinação maiores 0. na medida em que o calor passa para a superfície da barra. A resistência térmica da interface fluido/barra excedeu aquela resistência térmica oferecida pelo interior da barra metálica. embora algum fator possa ter interferido nessa estimação. pôde-se retirar conclusões satisfatórias. um elemento de alto grau de pureza. o interior do cilindro pode ser presumido como sempre tendo a mesma temperatura. Os valores de h estimados foram coerentes com a faixa encontrada na literatura. Foi provado pelos números de Biot encontrados que a consideração de análise unidirecional usada neste trabalho foi coerente. Foi perceptível através dos perfis de temperatura ao longo da barra a maior condutibilidade do cobre.

W. KREITH. A. 2009. F.8. P. São Paulo: McGraw-Hill. F. C. Rio de Janeiro: LTC. JUNIOR. Foundations of Materials Science and Engineering. 2000. Análise da eficiência da dissipação de calor em aletas com ventilação natural e ventilação forçada. ÇENGEL.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAÚJO. J. Transmissão de Calor. SMITH. Transferência de Calor e Massa. 36 . 2003.. Uma Abordagem Prática. 2007. J. "The CRC Handbook of Thermal Engineering". HASHEMI. Rio de Janeiro: UFRJ. B. BERTULANI. CRC Press.. 6ª edição. et al. Universidade Federal do Rio Grande do Sul: Porto Alegre. INCROPERA. Fundamentos de Transferência de Calor e de Massa. McGraw-Hill Professional. F. 2011. p. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos. Ensino de Física à distância. 1978. et al. 223. 2010. C. Y.

15)+((m^2*1.15-x)+((m^2*1.0  Para o caso A (barras A.15)) 37 .15x)))/ (CosH(m*1.ANEXOS Equações implementadas na Statistica versão 8.273)/m*401)*SinH(m*1. B e C) : Ѳ/Ѳ𝑏 = Exp(-m*x)  Para o caso B (barra D): Ѳ/Ѳ𝑏 =(CosH(m*1.273)/m*401)*SinH(m*(1.