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INTRODUÇÃO São consideradas áreas degradadas àquelas submetidas a impactos que diminuíram ou impediram a sua capacidade de restabelecer-se naturalmente

através de processos sucessionais. Nessas áreas, passa a ter grande importância à implementação de pro etos que visem à restauração do ecossistema antes presente, propiciando o retorno às características ecol!gicas e da diversidade biol!gica pretérita. " legislação brasileira imp#e ao degradador a obrigação de recuperar o ambiente que so$reu impacto de suas atividades %&ei '()*+,''-., mas não especi$ica como a recuperação deve ser reali/ada ou que princípios devem ser considerados. "s práticas de recuperação ambiental reali/adas por muitas empresas no 0rasil, ainda contemplam, no entanto, espécies e1!ticas com alto potencial invasivo. 2sto ocorre pela $alta de diretri/es claras que determinem os procedimentos e os cuidados que um pro eto deste tipo deve abranger. 3este modo, a preocupação com a crescente diminuição dos ecossistemas gerou o desenvolvimento de diversos estudos, visando a restabelecer as comunidades naturais de áreas que so$reram degradação.

2. RECUPERAÇÃO AMBIENTAL

Segundo de$inição do 20"4" 5ecuperação "mbiental é quando o local degradado será retornado a uma $orma de utili/ação de acordo com o plano preestabelecido para uso do solo. 6u se a, que o solo, o ambiente degradado, terá condiç#es de desenvolver uma nova paisagem, é importante $risar que não será a vegetação suprimida antes de ocorrer à degradação, nesse caso se $a/ uma 5estauração "mbiental. 5ecuperação "mbiental é uma série de atitudes visando devolver ao ambiente suas características, a estabilidade e o equilíbrio dos processos atuantes naquele determinado ambiente degradado.

2.1. FUNÇÃO DA RECUPERAÇÃO AMBIENTAL 6 papel da recuperação ambiental é o de propiciar o restabelecimento e a sucessão vegetal segundo os padr#es naturais, $avorecendo assim a recomposição da vegetação original de uma região. 6 trabal7o de recuperação ambiental analisa e prop#e estratégias para a conservação da biodiversidade, dos solos e dos recursos 7ídricos por meio do instrumento 8reserva legal9, considerando critérios de locação e aspectos de gestão. São analisados aspectos políticos, legais e institucionais relacionados à questão, identi$icados con$litos de interesses e sugeridos camin7os para o equacionamento desses con$litos.

2magem ,: 3egradação do solo.
Fonte: ;65<"& 2N=6 ">2"?@6.

6 ob etivo de cada método é reverter alteraç#es no ambiente, restabelecendo $unç#es essenciais do ecossistema impactado, principalmente por meio da recuperação do solo. 3. RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA

Aon$orme 4a oer ,'-' a de$inição de área degradada pode ser entendida como aquela que so$reu algum tipo de perturbação, se a ela $ísica, química ou biol!gica. ;ortanto, para que ocorra a recuperação é necessário reverter à área de uma condição inicialmente degradada para uma condição não degradada, esse aspecto dependerá das condiç#es originais e também de sua destinação $inal %5odrigues B Candol$i, D)),.. Euando uma área é recuperada o intuito é $a/er com que a mesma retome sua estrutura e consequentemente sua $unção.

3.1. AÇÕES CORRETI AS

Euando ocorre a necessidade de correção em uma área são aplicadas aç#es corretivas, ou se a, métodos alternativos para que a mesma não so$ra novamente um processo degradativo. ;ara tanto é necessário que as técnicas se am aplicadas de modo crítico e e$eciente, para que desta maneira se a eliminada a real causa do problema. Segundo a norma 2S6 ')),:D))) a organi/ação carece de $a/er aç#es corretivas para e1tinguir as causas de não con$ormidades, de modo a evitar sua repetição. Euaisquer aç#es corretivas necessitam serem adequadas aos e$eitos das não-con$ormidades descobertas. 3.1.1. Re!"#e$%&'o (o )o*o Aon$orme a "0N< %,'-'., N05 ,)F)G a recuperação do solo pode ser entendida da seguinte $orma: processo de mane o do solo no qual são criadas condiç#es para que uma área perturbada ou mesmo natural se a adequada a novos usos.

2magem D: 5ecuperação do solo.
Fonte: ;65<"& 2N=6 ">2"?@6.

Euando o local é recuperado por completo, ocorre o re$lorestamento total do ambiente. Aomo o solo esta sempre $rágil a erosão, a cobertura vegetal atua como protetora no processo de recuperação. 6 ob etivo dessas técnicas não consiste somente em diminuir a degradação presente no solo, como também reverter conceitos de recuperação e mane o de culturas, a qualidade do solo, sua aptidão para produção é preservada, buscando dessa $orma a sua total reconstrução.

3.1.2. Re)t%"$%&'o

" 5estauração tem por ob etivo reprodu/ir as condiç#es originais e1atas do lugar, tais como era antes da alteração pela intervenção. Hm e1emplo simples disto, é o plantio de espécies mistas nativas, para a regeneração da vegetação original, de acordo com as normas do c!digo $lorestal.

3.1.3. Re%+,*,t%&'o

" 5eabilitação é uma $orma de recuperação do qual é utili/ado quando a mel7or solução se a o desenvolvimento de uma atividade alternativa, ao uso 7umano, e não aquela de reconstituir a vegetação original, desde que se a plane ado de um modo que não cause impactos negativos ao meio ambiente. " conversão dos sistemas agrícolas convencionais, em sistema agroecol!gico, é uma $orma de reabilitação, que mel7ora a qualidade ambiental e dos alimentos produ/idos.

2magem G: 5eabilitação do solo.
Fonte: ;65<"& 2N=6 ">2"?@6.

" recuperação é um termo mais utili/ado, pois engloba a restauração e a reabilitação.

3.1.-. Re.e(,%&'o 5emediação é uma atividade que busca corrigir e mel7orar as condiç#es ambientais e1istentes, a remediação geralmente é usada em um terreno contaminado, onde também pode ser reali/ada através de atividades corretivas de outras condiç#es ambientais aceitáveis, podendo ser elas: descarga de e$luentes, emiss#es atmos$éricas ou disposiç#es de resíduos inaceitáveis. 0asicamente a 5emediação consiste em ausentar ou redu/ir a concentração do contaminante nos solos ou águas subterrâneas, são vários os métodos de 5emediação que atendem as necessidades ambientais dentre eles estão a retirada do solo e tratamento do mesmo $ora de seu local de origem, a remoção da água subterrânea do terreno para seu posterior tratamento e a in eção de compostos químicos ou de ar e a 0iorremediação. 6 método apropriado para cada caso é determinado através de um processo comple1o onde é decidido através da necessidade do local, ou se a, das características apresentadas no mesmo, essas características envolvem $atores geol!gicos e 7idrogeol!gicos, tanto do poluente quanto da população microbiana presente no local, também é necessário um estudo da viabilidade técnico-econImica de aplicação das várias alternativas para o local especí$ico. 6 conceito de 5emediação é o mais importante e di/ respeito a relação entre os novos e antigos média. 3e acordo com a 5emediação, os novos meios derivam dos meios anteriores a eles. Jles se apropriam das suas características, mas as re-con$iguram e adaptam, utili/andose de novas tecnologias, para a con untura atual da sociedade. Aon$orme a teoria relativa aos novos média desenvolvida pelos autores KaL 3avid 0olter e 5ic7ard Crusin. 3entre várias técnicas uma das mais recomendadas e geralmente tem sido a mais adequada técnica de 5emediação dos meios contaminados é o tratamento biol!gico ou a 0iorremediação.

3.1./. Aten"%&'o n%t"$%* M um método de resolver ou remediar alguns tipos de poluição do solo e da água subterrânea, a mesma au1ilia no uso de processos naturais assim $acilitando a remediação, o processo de atenuação ocorre na pr!pria nature/a assim trans$ormando naturalmente alguns contaminantes sendo dessa $orma caracteri/ado como degradação química.

0aseia-se na condição de que em determinados $atos, alguns contaminantes são imobili/ados ou degradados em produtos pouco ou nada t!1icos por processos biol!gicos, $ísicos e químicos. Se bem sucedido o processo de atenuação natural, através de testes e pesquisas, pode se determinar se ocorreu uma remediação bem sucedida Na imagem a seguir será mostrado um processo que indu/ a atenuação de poluentes nos sistemas de água subterrâneas. Hm acompan7amento regular $a/ possível o controle de diminuição da contaminação ambiental, isso no caso de uma atenuação mais simpli$icada, á para um controle mais detal7ado terá que optar por uso de programas e técnicas especiali/adas a esse tipo de trabal7o.

-. ABANDONO DA ÁREA DEGRADADA

" recuperação em longo pra/o é uma das mais con7ecidas, consistindo no processo em que ocorre o abandono da área. Aon$orme Jngel e ;arrotta, D))G, esta abdicação resultará na regeneração natural da área. No entanto, este arti$ício por sua ve/, poderá ser divido em dois processos: a recuperação espontânea ou a continuidade da degradação. -.1. Re!"#e$%&'o e)#ont0ne%

" recuperação espontânea consiste na regeneração natural da área. Entretanto, são diversos os fatores os quais influem neste processo, como por exemplo, solo compacto, pastagem, a ausNncia ou até mesmo a bai1a disponibilidade de sementes, para que ocorra deste modo a coloni/ação do local, o que influencia diretamente em sua proteção, já que as mesmas possuem papel fundamental no ciclo de preservação dos fatores naturais e antrópicos. Na contemporaneidade este é um dos procedimentos mais adequados para que ocorra a restauração $lorestal em áreas que são preservadas permanentemente pelo Aonsel7o Nacional do 4eio "mbiente. Segundo >"&J, ,'-G: o ;ousio consiste no descanso ou repouso dado às terras cultiváveis, variando esse descanso de um a trNs anos, interrompendo-se as culturas para tornar o solo mais $értil. Jste método constitui-se de um ciclo, ocorrendo à introdução de

primárias, crescem rapidamente, por meio de lu/ e calor, plantio de secundárias, não são adaptadas a lu/ e calor, se desenvolvem sob o calor das primarias, e por $im as terciarias %clíma1., con7ecidas como madeiras de lei, árvores de grande resistNncia e que constituem a parte densa da $loresta. -.2. Cont,n",(%(e (% (e1$%(%&'o

" degradação ambiental pode ocorrer quando suceder-se a perda de adaptação as características $ísicas, químicas e biol!gicas do ambiente, o que resultara em uma área degradada, inviabili/ando o seu desenvolvimento s!cio-econImico-ambiental %SONAPJQ, ,''-R 056&&6 et al.,D))D.. Aon$orme SobiLama et al. %D)),., diversas são as causas degradadoras, mas, algumas merecem destaque, são elas: agricultura como potencial de degradação, mineração e urbani/ação. Aom a de$iciNncia de métodos especí$icos e consequentemente e$icientes, o domínio da degradação, assim como sua recuperação da área, se tornaram lentos ou até mesmo inapropriados, de modo que a degradação será cada ve/ mais intensi$icada. 6s recursos naturais utili/ados de modo inadequado podem levar a modi$icaç#es que irão potenciali/ar desastres naturais, os quais ressaltam a $ragilidade ambiental em áreas degradadas. Jstes epis!dios a$etam de modo direto a qualidade de vida da população e desestabili/a todo o ciclo do meio natural, ocasionando diversos impactos contraproducentes ao ambiente, provocando destruição, e1tinção da vegetação nativa e $auna, e1tração da camada $értil do solo, além de modi$icaç#es no regime de va/ão do sistema 7ídrico e poluição dos recursos ambientais.

/. E2EMPLO DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL 6s danos ambientais causados por catástro$es que são demonstrados pela mídia, são insigni$icantes perante aos danos acumulados, às ve/es imperceptíveis, provocado por poluentes dispostos no meio ambiente de $orma inadequada. Aom as leis ambientais mais rígidas, a conscienti/ação dos consumidores buscando cada ve/ mais produtos TverdesT, aumenta o interesse das empresas pela preservação da qualidade ambiental.

"bai1o, demonstraremos alguns acidentes e manuseio inadequado de algumas áreas, e $ormas mitigadoras para manutenção do equilíbrio ambiental. /.1. LI2ÃO OU A3ADOURO M à disposição do li1o sem nen7um critério técnico e nem medidas de proteção ao meio ambiente e a saUde, a mesma disposição que ao céu aberto, que por lei é ilegal. /.1.1. Ate$$o !ont$o*%(o M à disposição dos resíduos urbanos sem poluir o ambiente e1terno, mas sem implementação de técnicas ambientais. Jste nome está mais relacionado as técnicas do li1ão. Neste caso, ocorre-se a poluição locali/ada, não 7avendo impermeabili/ação de base, comprometendo a qualidade da água e do solo, nem sistema de tratamento de li1iviados %c7orume mais água de in$iltração. ou de e1tração e queima controlada dos gases gerados. /.1.2. Ate$$o S%n,t4$,o Segundo a N05 -V,'+,''D da "0N<, o aterro sanitário é uma técnica de disposição de resíduos s!lidos urbanos no solo, que não causa danos à saUde pUblica e ao meio ambiente, utili/ando, medidas de minimi/ação dos impactos ambientais Nesta técnica consiste em con$inar os resíduos s!lidos na menor área possível, cobrindo - o com uma camada de terra na conclusão de cada trabal7o reali/ado. 6 aterro sanitário deve contar com todos os elementos de proteção ambiental:  Sistema de impermeabili/ação de base e laterais R  Sistema de recobrimento diário dos resíduos R  Sistema de cobertura $inal das plata$ormas de resíduos R  Sistema de coleta e drenagem de li1iviados R  Sistema de coleta e tratamentos dos gases R  Sistema de drenagem super$icial R

 Sistema de tratamento de li1iviados R  Sistema de monitoramento. 3eve-se tomar cuidado na instalação de um aterro, sua locali/ação e os impactos de sua construção. Aon$orme a N05 ,G-'(+,''F da "0N<, os aterros devem ter no mínimo ,) anos de vida Util, e ap!s o seu encerramento deve ter o monitoramento em ,) anos. /.2. IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELOS LI2ÕES 6s resíduos lançados nos li1#es causam a proli$eração de vetores de doenças como mosquitos e baratas, além disso, causa odores desagradáveis, intensi$ica o e$eito estu$a, e provoca a contaminação do solo e água subterrâneas e super$iciais pelo c7orume W liquido de coloração escura e elevado potencial poluidor proveniente da decomposição de matéria orgânica. 6s li1#es causam poluição do ar, água e visual, além disso, ele inter$ere na estrutura do local, pois as $amília de bai1a renda, buscam o local, para a separação e comerciali/ação de materiais recicláveis como uma alternativa de trabal7o mesmo sendo sub-7umanas. Jmbora o c7orume e os gases se am os maiores problemas causados pela decomposição do li1o, outros problemas associados com sua disposição podem ser assim compreendidos:  ;rodução de $umaça e odores desagradáveis R  "gressão estética à paisagem natural R  5iscos de incNndio e intensi$icação do e$eito estu$a R  "parecimento de catadores precariamente organi/ados, inclusive crianças R  3esvalori/ação imobiliária das vi/in7anças. /.3. Fo$.%) (e en!e$$%.ento e $e%+,*,t%&'o (e 4$e%) (e1$%(%(%) (o *,5'o Normalmente, ao encerramento da disposição de resíduos s!lidos no li1ão, ocorre apenas o abandono do local, sem nen7um critério técnico para a sua recuperação, neste momento as $amílias catadoras vão embora, mas a produção de c7orume e a contaminação do solo e da água continuam.

6 riso em apenas 8abandonar o li1ão9 é muito grande,nestes casos o município deve intervir e buscar técnicas que minimi/em os impactos ambientais. J1istem várias técnicas para a reabilitação de áreas degradadas pela disposição de resíduos s!lidos, para se $a/er a mel7or escol7a entre elas, é necessário reali/ação de levantamento planialtimétrico do terreno, estudos de sondagem e caracteri/ação geotécnica, análises de águas super$iciais e subterrâneas, entre outros, a seguir será mostrada algumas das técnicas: -5emoção dos resíduos: Hma das técnicas de reabilitação de um 8li1ão9, é a remoção e o transporte dos resíduos para um local adequado previamente preparado, e em seguida recuperar a área escava com recolocação de solo e vegetação da região pre$erencialmente gramíneas. Aontudo esse processo s! se torna viável, caso a quantidade de resíduos a ser transportada se a pequena, caso contrário essa operação passa a ser inviável economicamente, além disso a viabili/ação da remoção dos resíduos s! se torna vanta osa caso a substituição do local se a bené$ica ao meio ambiente, nas seguintes circunstancias:  6s resíduos saem de um local sem nen7um critério de técnico para a disposição dos resíduos, para um aterro sanitário.  6s resíduos saem de uma área urbana ou em e1pansão, para um local sem con$litos de e1pansão e de pre$erNncia á degradado.  6s resíduos saem de uma área susceptível a contaminação do meio ambiente, para um local com características geol!gicas mais e$ica/es com maior capacidade tampão.  6s resíduos saem de um local com valor de 7abitação mais elevados, para um com valores imobiliários mais bai1os. " remoção do li1ão,também é necessário casa a disposição dos resíduos este a em uma área de risco %encostas., ou com empil7amento inadequado, nestes casos obras de engen7aria como a recon$ormação da geometria poderia resolver o problema mas seria inviável economicamente. /.-. Re!"#e$%&'o P%$!,%*

" recuperação parcial pode ser utili/ada para municípios maiores, e em casos restritos, para municípios menores quando os estudos prévios provem que não e1ista outra possibilidade de reabilitação. Jste tipo de recuperação não terá bene$ício imediato para águas subterrâneas e solo contaminado por c7orume, pois esses s! serão mitigados quando suas $ontes que dão a sua origem como, in$iltração de água pluviais, $orem minimi/adas. 6s demais impactos, são sensivelmente abrandados. " recuperação parcial deve ter a união de um pro eto conceitual e de um pro eto e1ecutivo que atenda as seguintes medidas:  5e$ormação geométrica e capeamento do li1ão com selo impermeávelR  Aon$ormação de uma região plana com uma declividade, de no mínimo de DX nas bordasR  Aontrole da emissão de li1iviados, através de drenos, para a sua recicurlação ou encamin7amento direto a uma estação de tratamentoR  Aoleta e desvio das águas super$iciais, assim diminuindo a sua passagem por entre os resíduosR  Aontrole de recalquesR  Aontrole da emissão de gasesR  ;or meio de poços de monitoramento, ter o controle da qualidade das águas subterrâneas e super$iciaisR  ;lantação de vegetação, como gramíneas, no maciço de resíduos encerrados.

/./. CUBATÃO Aubatão, pela sua locali/ação $avorável, $oi escol7ida por várias empresas atuando em várias áreas da indUstria. Aom o desenvolvimento avançado e sem controle das emiss#es de poluentes no ar, água e solo, em ,* anos Aubatão passou a ser c7amado de 8>ale da 4orte9, onde a sua degradação estava em um estado crítico, com a degradação da Serra do 4ar com até () SmY de área desmatada, causando eros#es e assoreamento, levando riscos as indUstrias e as casas da localidade, além disso, a sua topogra$ia des$avorável pre udicava a dispersão

atmos$érica dei1ava o ar pesado e com c7eiro de produtos químicos. "s aves e pei1es despareceram da localidade. Aubatão era campeã de doenças respirat!rias, no período de 6utubro de ,'-, a abril de ,'-D nasceram ,.-(- crianças, onde GFV estavam mortas, * apresentavam graves problemas no sistema respirat!rio e G nasceram com anence$alia, neste momento observou se que á não bastava apenas às multas e as advertNncias as indUstrias, o desrespeito ao meio ambiente não passaria impuns. Neste conte1to de catástro$e ambiental instalou-se o ;rograma de Aontrole de ;oluição "mbiental de Aubatão em ,'-G, por decisão do então governador "ndré =ranco 4ontoro. =oi implementado pela Aetesb - Aompan7ia de <ecnologia de Saneamento "mbiental, e $oi divido em várias $ases onde a primeiro durou até ,''V, onde $oi reali/ado um mapeamento das principais $ontes poluidoras e conclui que e1istia GD) $ontes de alto potencial, sendo DG) lançados no ar, VV na água e V( no solo. Nesta etapa, $oi deu-se um pra/o as empresas de * anos para a diminuição da poluição e em ,'-', GD) $ontes poluidoras estavam controladas. Jntão iniciou-se a segunda $rase do programa onde era necessário a a manutenção da qualidade do meio ambiente,então mapeouse, para e1igir a mel7ora ambiental as $ontes secundárias de poluentes, que somadas causavam grande problemas ambientais, e também $oi $eita a restauração da Serra do 4ar, onde a Aetesb, envolveu as sementes nativas em um gel, e com o au1ílio de um 7elic!ptero ogou-as na Serra e a prestação de serviços a comunidade, por e1emplo, a instalação de um sistema de emergNncia ambiental no sistema "nc7ieta W 2migrantes, e rodovias da região. 6s investimentos $eitos pelo setor privado c7egaram a cerca de HZZ , 0il7ão. Segundo um relat!rio, reali/ado para $a/er a comparação das mel7orias de Aubatão, as emissão de material particulado $oi redu/ida cerca de '-,'X mesmo com o crescimento da produção em G*X, além disso, a liberação de $luoreto caiu '',,X, a amInia $oi redu/ida em '',VX, os 7idrocarbonetos '*,-X, os !1idos de en1o$re FD,DX e os !1idos nitrogNnio caíram -,'X. "lém disso as empresas reali/am uma redução no envio de resíduos aos aterros em -'X através da reciclagem, e também com novas tecnologia implantadas ouve uma redução no consumo energético de DGX. Aubatão é um polo industrial constituído de *V empresas, atuando na área química, petroquímica, siderUrgica e de $ertili/antes, e prestadores de serviços, ,''D, a 6NH 6rgani/ação das Naç#es Hnidas concedeu ao município o título de Aidade-Símbolo da Jcologia e J1emplo 4undial de 5ecuperação "mbiental.

/.6. DERRAMAMENTO DE PRODUTOS 7U8MICOS NO SOLO "cidentes com produtos químicos podem acontecer por qualquer manuseio $ora da área de contenção do mesmo. Jsses incidentes que podem acontecer a qualquer momento, mas caso não ten7am uma 5emediação rápida pode causar danos graves ao meio ambiente. ;ara se remediar a área que so$reu um derramamento, primeiramente deve-se raspar o solo o solo in$ectado e descartá-lo como resíduo contaminado.

2magem V: J1emplo de contaminação do solo.
Fonte: Aaderno <écnico de reabilitação de áreas degradadas.

4esmo em área de contenção, é necessária a mitigação do incidente, $a/endo a absorção do produto químico com serragem ou areia, ap!s totalmente absorvido com a pá retira-se o absorvente e descarta-o com material contaminado.

/.6.1. P$e9en&'o (% #o*",&'o (% 41"%

" utili/ação de produtos químicos perto de cursos d[água necessita de um cuidado redobrado para evitar-se a contaminação 7ídrica. Hma $orma de prevenção de acidentes é a utili/ação de bacias de contenção, onde nela, coloca-se o material contaminante a ser utili/ado, dessa maneira evitando que os produtos químicos caiam diretamente no solo ou na água. 6 não arma/enamento de produtos químicos perto de corpos d[água,é uma medida importantíssima para evitar incidentes ambientais aquáticos.

6. PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA

3ec. =ederal 'F.(GD+-' %"rt. Go.: " evolução do 3ireito "mbiental em âmbito nacional está baseada em princípios muito claros, tais como o da dignidade da pessoa

7umana, os da precaução e da prevenção, o do desenvolvimento sustentável, e, como não poderia dei1ar de ser, o do poluidor-pagador. "o contrário do que inicialmente possa parecer, o citado princípio constitucional não signi$ica que ao poluidor se a possível compensar $inanceiramente %leia-se pagar. liberando-se para poluir, mas sim que, tendo ele causado algum dano ao meio ambiente, deverá arcar, na integralidade, com os custos da obrigação de reparar os danos. 3aí podermos pontuar que, não obstante o 3ireito "mbiental ten7a como norte aç#es pUblicas e privadas no sentido de se evitar ao má1imo aç#es e omiss#es que possam redundar em danos ao meio ambiente %prevenção., também é certo a$irmar que a repressão aos atos ilícitos praticados em $ace de bens de nature/a ambiental é o lado reverso da mesma moeda. ;arece-nos que o legislador teve a intenção de se utili/ar das e1press#es recuperação e restauração como sinInimas, sendo que ambas também estariam ligadas ao termo reparação.

6 diploma legal que quebra um pouco este con$ormismo quanto ao tratamento equivocado entre aqueles dois vocábulos é a &ei 4aior de ,'--, posto que consigne em seu artigo DD*, \ ,], inciso 2, que para consecução dos ob etivos constitucionais de garantir o meio ambiente equilibrado a todos, incumbe ao ;oder ;Ublico preservar e restaurar. 4encionado dispositivo legal aparentemente se op#e àquele tra/ido no artigo DD*, \ D], onde o constituinte dei1ou $i1ar que 8aquele que e1plorar recursos minerais $ica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, com solução técnica e1igida pelo !rgão pUblico competente, na $orma da lei9 %destaque nosso.. " di$erenciação terminol!gica %e que eventualmente encerraria uma di$erenciação de conteUdo., que poderia restar somente no plano doutrinário, acaba por tomar novos contornos, e consequentemente gan7ar nova signi$icância, em ra/ão do que consignou a &ei do Sistema Nacional de Hnidades de Aonservação %SNHA. em seu artigo D], incisos ^222 e ^2>. 5ealmente, a &ei n] '.'-*+D))) disp#e que recuperação é a 8restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada a uma condição não degradada, que pode ser di$erente de sua condição original9. "inda, determina que restauração é a 8restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada o mais pr!1imo possível da sua condição original9.

;osteriormente ao diploma legal acima mencionado, mais uma ve/ vemos o legislador se utili/ar daqueles termos, di$erenciando-os. 6 SNHA, Sistema Nacional de Hnidades de Aonservação, ao di$erenciar as condutas que, ao menos em tese, representam a $orma mais corriqueira de uma reparação a danos ambientais, acabou por nos alertar para a problemática da e1istNncia de inUmeros diplomas legais que se encontram em dissonância com a clara pretensão do legislador de di$erenciar a recuperação da restauração, e usam o primeiro daqueles termos como sinInimo do segundo. Jstes equívocos poderão tra/er sérios pre uí/os ao meio ambiente, pois o degradador poderá sempre invocar a conceituação legal prevista na &ei n] '.'-*+D))), para a$irmar que, mesmo não tendo restituído o ecossistema ou a população silvestre anteriormente e1istente na área degradada ao mais pr!1imo possível das condiç#es primitivas, cumpriu a prestação devida contida na sentença, compromisso de a ustamento de conduta ou outro instrumento que l7e ten7a gerado obrigaç#es, por não e1igir a lei aquele resultado, quando a determinação é de simples recuperação. "ntes de tecermos críticas à utili/ação da e1pressão recuperação no que se re$ere ao ;5"3, cumpre destacar o conte1to em que o re$erido estudo ambiental $oi introdu/ido em nosso sistema. 6 ;5"3 $oi regulamentado pelo 3ecreto =ederal n_ 'F.(GD+-', que dispIs em seu artigo ,_ que os empreendimentos destinados à e1ploração de recursos minerais deveriam, quando da apresentação do Jstudo de 2mpacto "mbiental - J2" e do 5elat!rio de 2mpacto "mbiental - 524", submeter à aprovação do !rgão ambiental competente um plano de recuperação de área degradada. <al se $e/ porquanto, con$orme é sabido, a atividade minerária e1trativa sempre $oi, em sua maioria, reali/ada sem técnicas adequadas e sem controle e$etivo, gerando por conseq`Nncia quadro de degradação gravíssimo na área que a abriga. Aom e$eito, o processo de e1tração e de deposição de re eitos decorrentes da atividade de mineração causa alteraç#es de grande impacto no terreno, á que o produto mineral e1traído nunca mais retorna ao local da e1tração, permanecendo em circulação, servindo unicamente ao 7omem e às suas necessidades. 4uitos são os que sustentam que se tratando somente da obrigação de recuperar o meio ambiente, os ;5"3 não imp#em a obrigação de restabelecer as condiç#es da área o mais pr!1imo possível de sua condição primitiva ou original.

"$irmam, ao contrário, que a obrigação de recuperar inserta nos ;5"3 pode voltar-se unicamente para aspectos re$erentes ao solo e à vegetação, não 7avendo necessidade de contemplar, se a direta e indiretamente, a reabilitação ambiental original da água, do ar, da $auna e do ser 7umano. 4ais do que isso, a$irmam inclusive com $orça no disposto no artigo D_, ^222 da &ei do SNHA, a possibilidade de instituir, na área minerada, condiç#es completamente diversas das originais, instituindo unicamente atividades que possam gerar lucros a seus proprietários, tais como cultivos e pastagens, re$lorestamentos, instalação de área residencial ou urbana, área para a criação de pei1es, área para obtenção de recursos 7ídricos e instalação de dep!sito de li1o ou de resíduos de esgotos. 3esta maneira, importa modi$icar a terminologia atualmente empregada nos ;5"3, impondo-se $alar em plano de restauração ambiental. ;ortanto, a Unica interpretação possível de ser con$erida ao te1to constitucional, é no sentido de que a recuperação da área degradada a que alude o citado artigo DD*, \ D], é, em verdade, aquilo que vem conceituado na &ei do SNHA como sendo restauração, de sorte a se tentar obter um resultado o mais pr!1imo possível do seu primitivo estado. 4as não é s!, o ;oder ;Ublico ;aulista acabou introdu/indo a terminologia equivocada em outros atos normativos, tais como a 5esolução S4" n] D,+D)),, que 8$i1a orientação para o re$lorestamento 7eterogNneo de áreas degradadas e dá providNncias correlatas9, e que em seu artigo ,], \\ ,] e D] $ala medidas de recuperação. "inda, a 5esolução n] ,-+D))*, da Secretaria de "gricultura e "bastecimento, estabelece normas para a recuperação de áreas degradadas locali/adas nas microbacias 7idrográ$icas abrangidas pelo ;rograma Jstadual de 4icrobacias Pidrográ$icas. Não 7á di$erença técnica entre restauração e recuperação do meio ambiente, mostra-se prudente que nos pedidos udiciais, termos de a ustamento de conduta e medidas de cun7o administrativo tomadas por aqueles que tNm o dever de de$ender e preservar o meio ambiente, notadamente pelos membros do 4inistério ;Ublico, se $aça constar que o plano é de restauração, e não recuperação de área degradada, com isto evitando-se qualquer dUvida, ou cumprimento equivocado da obrigação.

CONCLUSÃO Nas ultimas décadas, as quest#es ambientais se tornaram not!rias, a população passou a adquirir con7ecimento, mesmo que básicos, sobre o assunto, e a cada dia que passa as naç#es de todo o planeta veem buscar soluç#es para as deserti$icaç#es, poluiç#es atmos$éricas, do solo e da água, entre tantos outros problemas, pois entenderam, que a deterioração da nature/a, de alguma maneira a$eta a vida 7umana, se a com catástro$es ambientais ou até mesmo a qualidade da saUde dos seres vivos. Aom o desenvolvimento do trabal7o, conseguimos sanar dUvidas, como por e1emplo as di$erenças entres recuperação, restauração e remediação, além dos con7ecimentos adquiridos na área de recuperação ambiental, onde observamos a importância e os danos causados por uma área mal manuseada. " cidade de Aubatão, não obstante da busca pela incessante por din7eiro, a nature/a demonstrou da sua pior maneira, que era necessário mel7orias com urgNncia ou simplesmente, a cidade se tornaria, em um todo uma matéria t!1ico, sem produtividade, e sem vida, onde vimos a necessidade de uma política bem organi/ada e de um bom pro eto com sucesso em sua e1ecução, que levou a cidade considerada como vale da morte, em ,'-G, para uma Aidade símbolo da Jcologia e J1emplo 4undial pela 6NH em menos de uma década, em ,''D. M de suma importância para a manutenção da vida, o equilíbrio entre meio ambiente e seres 7umanos, e isso é possível, com a $iscali/ação das empresas tanto de pequeno quanto de grande porte, conscienti/ação da população para e1igir do governo pro etos para a mel7oria

do meio ambiente e organi/ação das pre$eituras e !rgãos responsáveis, para conservação da integridade tanto 7umana quanto ambiental. Aomo "lbert Einstein já dizia, “"mbiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se su a9.

REFER:NCIAS aaa.o$icinadanet.com.br b "rtigos b 2S6 ')), 7ttp:++aaa.institutobioeducacao.org.br+revistac$urne+artigos+volDcnD+GXD)volDXD)nD.pd$. "cesso em : F de novembro de D),D. &. A. de 6liveirad , 5. ;ereirad e K. 5. C. >ieira 2nstituto =ederal de Jducação AiNncia e <ecnologia do 5io Crande do Norte W Aampus NatalD Aentral, Secretaria 4unicipal de SaUde de Natal W 5N ;ag. *, e *D 3egradação e 5ecuperação de Solos - Hm 4oodle na HS; Hniversidade de São ;aulo Jscola Superior de "gricultura T&ui/ de Eueiro/8 3epartamento de AiNncia do Solo &SN-G() 5ecuperação de Oreas 3egradadas. "utor: ;ro$. 4iguel Aooper 7ttp:++aaa.mma.gov.br+port+conama+ . "cesso em: - de novembro de D),D 7ttp:++aaa.mp.sp.gov.br W ;lano de recuperação de áreas degradadas- "cesso em: - de novembro de D),D. 7ttp:++aaa.rc.unesp.br. "cesso em: - de novembro de D),D &an/a, >era Aristina >a/. Aaderno <écnico de reabilitação de áreas degradadas por resíduos s!lidos urbanos + >era Aristina >a/ &an/a. -- 0elo Pori/onte : =undação Jstadual do 4eio "mbiente : =undação 2srael ;in7eiro, D))'. D- p. R il.