Publicados os requisitos operacionais conjuntos para o míssil superfície-ar de média altura para a FAB, EB e MB

Em 5 de setembro, no mesmo dia em que foram publicados os requisitos para um helicóptero de treinamento para as três Forças (clique aqui para ver matéria sobre o assunto), foram publicados também no Diário Oficial da União os Requisitos Operacionais

também para as três Forças. Art. 1o do Anexo I do Decreton no 7.703. PORTARIA NORMATIVA Nº 2. 3º Esta Portaria Normativa entra em vigor na data de sua publicação. de 18 de dezembro de 2008. após reuniões coordenadas pela Comissão de Logística Militar (COMLOG). serão realizadas pelas respectivas Forças e coordenadas pelo Ministério da Defesa. no uso das atribuições que lhe confere o inciso I do parágrafo único do art. 2º As aquisições do Sistema de Míssil Superfície-Ar de Média Altura.385/MD. de 23 de novembro de 2010. o Decreto no 6. .364. resolve: Art. realizadas no Ministério da Defesa. segue o texto completo. DE 5 DE SETEMBRO DE 2012 Dispõe sobre o estabelecimento de Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) para os produtos de defesa comuns às Forças Armadas e suas aquisições. Art. para facilitar a leitura e o debate do assunto pelos leitores. O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA.Conjuntos (ROC) para um míssil superfície-ar de média altura. 87 da Constituição Federal. Abaixo. em 2012. que trata esta Portaria Normativa. e o disposto no inciso XVII do art. constantes em suas documentações orientadoras e normativas. CELSO AMORIM ANEXO REQUISITOS OPERACIONAIS CONJUNTOS (ROC) PARA O SISTEMA DE MÍSSIL SUPERFÍCIE-AR DE MÉDIA ALTURA DAS FORÇAS ARMADAS (ROC Nº 02/2012) TÍTULO SISTEMA DE MÍSSIL SUPERFÍCIE-AR DE MÉDIA ALTURA DAS FORÇAS ARMADAS DESCRIÇÃO DOS REQUISITOS Os requisitos a seguir foram obtidos pela consolidação das características operacionais e técnicas comuns de emprego das três Forças Armadas. 1º Ficam aprovados os Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) das Forças Armadas anexos a esta Portaria Normativa.

valorizam a melhor escolha. chuva.Os requisitos estão divididos em absolutos. I) Absolutos (RA) 1) Interfaces com Sistemas Externos 1. em ambientes com presença de fumígenos ou fumaça. Os desejáveis. para sistemas instalados em navios. nuvens. para detectar ameaças em todas as combinações das seguintes condições: a. f. em ambiente de Guerra Eletrônica e Guerra Cibernética. d. quanto sem estes fenômenos. em condições de mar até 6 (seis) da escala Beaufort. descargas elétricas e nevoeiros. do Exército Brasileiro (EB) e da Força Aérea Brasileira (FAB). Os absolutos são obrigatórios no Sistema de Míssil Superfície-Ar de Média Altura das Forças Armadas. b. não obrigatórios. tanto com a atmosfera limpa quanto nublada. . 2) Função Vigiar o Espaço Aéreo 2. c. devem ser buscados pelo incremento da operacionalidade e os complementares.2) deve possuir Interface de Coordenação e Controle com os meios de Defesa Aeroespacial (D Aepc) das Forças Armadas (FA) brasileiras. não obrigatórios ou desejáveis.1) deve possuir Interface de Coordenação com os meios de Comando e Controle (C²) da Marinha do Brasil (MB).1) deve realizar a Vigilância do Espaço Aéreo (Esp Ae). 1. fazendo uso de seus Sist Ct Alr e Sensor de Busca (Sns Bsc) do Sist A. tanto na presença de um ou mais dos seguintes fenômenos meteorológicos: vento. desejáveis e complementares. e. tanto durante o dia quanto à noite.

1) deve coordenar com a FAB. 4) Função Controlar o Emprego 4. 5) Função Identificar Ameaças 5. por meio da Interface de Coordenação. por meio da Interface de Controle. 4. por meio da Interface de Coordenação. ao detectar uma ameaça Aepc que esteja em faixa do Esp Ae destinada à AAAe Me Altu. o emprego de seus meios de Baixa (Bx) e Me Altu.3) Função Coordenar o Emprego 3. . 3. seja na Zona do Interior (ZI) ou na Zona de Combate (ZC). o emprego de seus meios Antiaéreos (AAe) ao detectar uma ameaça Aeroespacial (Aepc) localizada em faixa do Esp Ae destinada à aviação de interceptação e à AAAe de Média Altura (Me Altu).2) deve ter o emprego de seus meios controlado pelo Centro de Operações de D Aepc. ao detectar uma ameaça Aepc localizada em faixa do Esp Ae destinada a outros elementos.1) deve identificar uma ameaça Aepc como amiga ou inimiga. 3.1) deve controlar o emprego de seus meios AAe. integrantes dos demais Sit Op das Forças Singulares. fazendo o uso do Sist Ct Alr e Sns Bsc do Sist A. em tempo não superior a 20 (vinte) segundos após a detecção da ameaça.2) deve coordenar o emprego de seus meios AAe. quando acionado por esse Centro.3) deve coordenar. que esteja em faixa do Esp Ae destinada à AAAe Me Altu. para o engajamento de uma ameaça Aepc. ao detectar uma ameaça Aepc que esteja em faixa do Esp Ae destinada à AAAe.

2) deve identificar uma ameaça Aepc como amiga ou inimiga. de pressão. de salinidade. com jurisdição sobre a área de incidência. em todos os seus escalões. de acordo com as condições determinadas em seus Manuais Técnicos. quando submetidos a uma faixa de variação de temperatura. de radiações e de interferência eletromagnética e de fungos. de radiação e interferência eletromagnética. de choque mecânico. Sist Com e Sist Log. .1) deve engajar ameaças com seus meios orgânicos. 6. 7) Função Relatar Ação Hostil 7. 8) Requisitos de Interfaces Externas 8. de umidade. 6) Função Engajar Ameaças 6. para satisfazer as especificações contidas nos requisitos específicos das FA.3) Requisitos Ambientais a) os meios orgânicos do Sistema armazenados devem manter as suas condições ideais. de vibração. ao detectar uma ameaça Aepc que esteja dentro de seu volume de responsabilidade (VRDA Ae). 8. de vibração. no ambiente operacional. quando submetidos a uma faixa de variação de temperatura.5. de choque mecânico.1) Interface de Coordenação e Controle Deve possuir protocolos compatíveis com os meios de Comando e Controle (C²) das FA.1) deve ter a capacidade de produzir e transmitir Relatórios de Engajamento de Artilharia Antiaérea (ARTIREL) ao OCOAM. Sist A. com seus meios orgânicos. para satisfazer as especificações contidas nos requisitos específicos das FA. b) os meios orgânicos do Sistema transportados nas aeronaves C-130 ou KC-390 da FAB devem manter as suas condições ideais.2) Requisitos de Integração Deve possuir protocolos compatíveis que permitam a mútua integração dos Sist Ct Alr. ao detectar uma ameaça Aepc que esteja dentro de seu volume de responsabilidade.2) deve engajar ameaças com seus meios orgânicos. de umidade. 8. de acordo com as condições determinadas em seus Manuais. ao ser acionado pelo alocador de armas do COpM (ZI e Op NG) ou do COAT da FAC (TO). de pressão.

quando submetidos a uma faixa de variação de temperatura. no ambiente operacional. de choque mecânico.devem ser alimentados por fonte de energia elétrica. de salinidade. no ambiente operacional. de vibração. com frequência variando de 50 (cinquenta) Hz a 60 (sessenta) Hz. de vibração. de salinidade. além dos recursos internos provenientes dos grupos geradores. e) os meios orgânicos do Sistema em deslocamento fluvial devem manter as condições ideais. conforme legislação em vigor. de precipitação pluviométrica. quando submetidos a uma faixa de variação de temperatura. de choque mecânico. f) os meios orgânicos do Sistema em operação devem manter as condições ideais. de radiação e de interferência eletromagnética. para satisfazer as especificações contidas nos requisitos específicos das FA. de salinidade. de umidade. de precipitação pluviométrica. de vibração. para satisfazer as especificações contidas nos requisitos específicos das FA. de precipitação pluviométrica. como alternativa. de umidade. no ambiente operacional. de pressão. de salinidade. de umidade. em todo o processo de aquisição e engajamento de alvos pelo sistema.4) Recursos Externos Os meios orgânicos do Sistema de Míssil Superfície-Ar de Média Altura +. bem como tensão variando de 127 (cento e vinte e sete) Volts a 220 (duzentos e vinte) Volts.5) Função Engajar Alvos a) o Sistema deve possuir modo manual e automático. d) os meios orgânicos do Sistema em deslocamento marítimo devem manter as condições ideais. de umidade. para satisfazer as especificações contidas nos requisitos específicos das FA. . de radiação e de interferência eletromagnética. de pressão. de precipitação pluviométrica.c) os meios orgânicos do Sistema em deslocamento terrestre devem manter as suas condições ideais. de radiação e de interferência eletromagnética. de radiação e de interferência eletromagnética. 8. quando submetidos a uma faixa de variação de temperatura. de pressão. para satisfazer as especificações contidas nos requisitos específicos das FA. de pressão. 8. quando submetidos a uma faixa de variação de temperatura. de choque mecânico. estabelecendo variações de tensão e frequência máximas permitidas para consumidores comerciais de energia elétrica. no ambiente operacional.

f) o Sistema deve fornecer manuais técnicos e demais fontes de consulta no idioma inglês. 2) deve possuir capacidade para engajamento de ameaças aeroespaciais em 360º (trezentos e sessenta graus).000 (quinze mil) metros de alcance vertical.5. c) o Sistema deve engajar no mínimo 4 (quatro) alvos simultaneamente na zona de emprego do sistema. II) Desejáveis (RD) 1) deve controlar em vôo no mínimo 8 (oito) mísseis simultaneamente. com efetividade. d) o Sistema deve possuir probabilidade de neutralização do alvo (PKILL) de 80% (oitenta por cento) no mínimo. . na zona de emprego do sistema. ameaças aeroespaciais em um envelope mínimo de 30. letra b. quando não disponível no idioma português. e) o Sistema deve engajar com efetividade ameaças aeroespaciais com velocidades de no mínimo até MACH 3. consideradas as ameaças aeroespaciais e os limites estabelecidos no requisito absoluto 8.000 (trinta mil) metros de alcance horizontal e entre 30 (trinta) metros a 15.b) o Sistema deve engajar. sem a necessidade de movimentar a sua plataforma.

6) deve possuir vida útil mínima de 20 (vinte) anos. utilizando apenas um reboque ou viatura sobre rodas para sua movimentação. 5) deve possuir condições que permitam seu posicionamento e transporte como “carga externa”. 9) deve oferecer enlaces alternativos para estabelecer Comando e Controle (C2) entre os componentes do Sistema Antiaéreo. 10) deve permitir operação remota do radar de vigilância/ busca e em posição protegida. 7) deve possibilitar a sua utilização em veículos fabricados no Brasil. FONTE: Imprensa Nacional – Diário Oficial da União (DOU) FOTOS (em caráter meramente ilustrativo): Raytheon e MBDA . 3) deve oferecer um Módulo de Simulação incorporado ao próprio sistema. antenas de microondas. evitando a necessidade de aquisição deste equipamento como acessório. Biológicas. dentre outros. no caso de plataformas terrestres. Radiológicas e Nucleares (QBRN) aos seus operadores. como plataformas do Sistema Antiaéreo. 2) deve possuir uma arquitetura funcional que possibilite o carregamento dos mísseis sem demandar o emprego de viaturas especiais. incluindo as devidas revitalizações (middle age update). no caso de plataformas terrestres. 4) deve prover alvos aéreos compatíveis com os parâmetros técnicos de treinamento real do sistema.3) deve apresentar condições de mobilidade que permitam seu posicionamento nas áreas de atuação. III) Complementares (RC) 1) deve oferecer proteção contra ameaças Químicas. 8) deve fornecer manuais técnicos e demais fontes de consulta no idioma português. tais como: cabos de fibra ótica. no caso de plataformas terrestres. a fim de evitar o engajamento por armamento ar-solo antirradiação. a ser realizada em helicóptero para transporte de carga (ex.: Eurocopter 725). no caso de plataformas terrestres.