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Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº.

Cyonil Borges – aula 02

AULA 02: SERVIÇOS PÚBLICOS
Oi Pessoal, O tema serviços públicos é rico em detalhes. Porém, as provas de FCC são relativamente tranquilas, apegando-se, maior parte das vezes, na literalidade das normas. O Edital de vocês não contempla a Parceria Público-Privada e os Consórcios Públicos, pelo menos expressamente. Por isso, vamos nos dedicar, minudentemente, aos contornos do Edital. Abraço forte a todos e bons estudos, Cyonil Borges. Observação: foram intercaladas várias questões das mais diversas bancas, sem desprezar, obviamente, a diretriz “FCCEANA” (total de 8 questões de FCC, para fixação).

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Sumário 1. Noções Gerais e Conceito de Serviços Públicos ........................... 3 2. Classificações dos Serviços Públicos ........................................ 17 3. Competência para Prestação .................................................. 31 4. Formas de Prestação e Meios de Execução dos Serviços Públicos 35 5. Concessões de Serviços Públicos ............................................. 37 5.1. Princípios........................................................................ 41 5.2. Direitos e Obrigações ....................................................... 52 5.2.1. Poder Concedente ..................................................... 54 5.2.2. Concessionária .......................................................... 55 5.2.3. Usuários................................................................... 64 5.3. Formas de Remuneração e Política Tarifária ........................ 65 5.4. Permissão X Concessão .................................................... 71 5.5. Subconcessão ................................................................. 78 5.6. Formas de Extinção ......................................................... 81 5.7. Intervenção .................................................................... 94 5.8. Licitações e Contratos ...................................................... 98

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SERVIÇOS PÚBLICOS
1. Noções Gerais e Conceito de Serviços Públicos
Definir serviço público não é uma tarefa muito simples. Tratase de um conceito que sofreu inúmeras mudanças com a evolução do tempo, tendo ocorrido tais transformações de acordo com as necessidades sociais, em dado momento histórico e em certo espaço físico. Sendo assim, como a noção de serviço não permanece estática, o Estado, por meio da Constituição ou lei, escolhe quais as atividades que dão consideradas de interesse geral e rotula como serviços públicos, dando-lhes um tratamento diferenciado. (por Fernanda Marinela)

Segundo entendimento doutrinário dominante, a atividade em si não permite decidirmos se um serviço é ou não público, uma vez que há atividades essenciais, como a educação, que são exploradas por particulares, independente de delegação. Por outro lado há serviços totalmente dispensáveis, a exemplo das loterias, que são prestados pelo Estado como serviço público. O Direito Administrativo não é um dos mais digeríveis, especialmente em razão de ser só parcialmente codificado, distintamente das matérias de Direito Constitucional, de Direito Penal, de Civil etc. Nesse contexto, nem a Constituição Federal e sequer outras normas infraconstitucionais trazem o conceito do que é serviço público. No entanto, hoje, ‘serviço público’ não é um conceito tãosomente doutrinário, isso porque, na esfera federal, o Decreto 6.017/2007 (regulamentador da Lei dos Consórcios Públicos) traz a seguinte definição (art. 2º, inc. XIV): “atividade ou comodidade material fruível diretamente pelo usuário, que possa ser remunerado por meio de taxa ou preço público, inclusive tarifa”. Na verdade, pouco importa se a doutrina não caminha em uma única direção ou se a jurisprudência é discordante, a respeito do conceito que ora se trata. Para o fim de provas de concurso, o que vale é o pensamento das bancas organizadoras, e, nesse ponto da disciplina (serviços públicos), os examinadores costumam ser bem literais. Ressalvada a definição infralegal do Decreto Federal 6.107, de 2007, chegamos à conclusão de não há, efetivamente, uma definição infraconstitucional ou constitucional para serviços públicos.

Fixação
(2007/TCU/Analista) A Constituição Federal não traz expresso, em seu texto, o conceito de serviço público, nem tampouco as leis o
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que se encontra uma primeira previsão quanto aos serviços públicos.br Página 4 de 108 . como já tivemos oportunidade de aprender. não precisa ser necessariamente direta. como boa parte do direito administrativo o é. não há necessidade de o Estado utilizar do seu próprio aparato (órgãos. a execução de tais serviços.987/1995 (Lei de Concessões de Serviços Públicos). para todos os entes da Federação. Bom. vamos explorar alguns detalhes constitucionais e legais. ou seja. (Certo/Errado) Comentários: O conceito do que é SERVIÇO PÚBLICO não é dado pela Constituição ou por qualquer Lei. é da Constituição de onde brotam todas as sementes dos demais ramos do Direito. sendo neste último caso. de acordo com a Constituição Federal. Cyonil Borges – aula 02 fazem.987/1995. viabilizada por Prof. sobre a disciplina. antes da apresentação dos critérios doutrinários para a definição de serviços públicos. como determina o art. ou agentes públicos) para prestação da atividade. válidas. a conceituação do serviço público deve ser buscada na doutrina.estrategiaconcursos.com. mais precisamente no art. a Constituição Federal (art. no entanto. a Lei de Concessões não se aplica aos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens. de nosso texto constitucional. seja apresentada qualquer conceituação para serviços públicos. ATENÇÃO: apesar de editada pela União dentro de sua competência privativa para estabelecer normas gerais. Como sabemos. E é de lá. Assim. Gabarito: CERTO Nesse instante. Em outros termos. portanto. a cabeça do concursando lampeja: onde então encontrar a definição de serviços públicos? (In) felizmente o conceito é essencialmente doutrinário. instrumentos. dentro de um critério formal (que será tratado logo no próximo tópico). No entanto. a qual traça as regras gerais em matéria de concessões e de permissões de serviços públicos. Cyonil Borges www. 175. 175) dispõe que o Estado é titular dos serviços públicos (sem abrir qualquer exceção). O segundo normativo fundamental para o assunto é a Lei 8. a prestação. No que se refere à prestação efetiva dos serviços públicos. sem que. a prestação pode ser indireta. 41 da Lei 8. no Brasil.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº.

IV .a obrigação de manter serviço adequado. A lei disporá sobre: I . a prestação de serviços públicos dar-se-á diretamente pelo Poder Público ou mediante concessão ou permissão. Parágrafo único. o instituto que não está mencionado na norma constitucional como diretriz para esta mencionada lei.política tarifária. Prof. bem como as condições de caducidade. e) Critérios de licitação para a escolha dos concessionários ou permissionários. c) Obrigação de manter serviço adequado. 175. 175 da Constituição Federal dispõe que a lei disporá sobre: I .com. Fixação (2006/ESAF – TCU) De acordo com a Constituição Federal.br Página 5 de 108 . o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação. no rol abaixo. na forma da lei. Comentários: O parágrafo único do art.os direitos dos usuários. ainda. fiscalização e rescisão da concessão ou permissão. Incumbe ao Poder Público. bem como as condições de caducidade.estrategiaconcursos.o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. Assinale. O texto constitucional prevê. b) Política tarifária. sempre através de licitação.o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos. III . II . a) Direitos dos usuários. Cyonil Borges – aula 02 meio de concessão ou de permissão.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Cyonil Borges www. a prestação de serviços públicos. d) Condições de caducidade e rescisão da concessão ou permissão. II .os direitos dos usuários. lei que regrará esta prestação. o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação. sempre precedidas de licitação Veja o dispositivo que fundamenta a afirmação: Art. fiscalização e rescisão da concessão ou permissão.

Serviço público delegado – é aquele prestado por empresas concessionárias. de natureza pública ou privada.a obrigação de manter serviço adequado. O Estado transfere a estas empresas. ATENÇÃO: na outorga (prestação direta). podem ser extraídas algumas conclusões.estrategiaconcursos. permissionárias e autorizatárias. Cyonil Borges – aula 02 III . transferindo-se a titularidade e a execução.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. cria diretamente ou autoriza a criação da entidade e a dota do serviço público especificado.política tarifária. transfere-se apenas a execução. tratando-se de entidades da Administração Indireta. Alguém duvida que a Empresa de Correios e Telégrafos é prestadora de serviços públicos. Da leitura do art. enfim. procedida por ato ou contrato.com. enquanto na delegação (prestação indireta). a prestação continua sendo DIRETA. entidade da Administração Indireta? Mas é necessário frisar que. Cyonil Borges www. IV . Prof. Percebeu? O texto constitucional não exige que a lei estabeleça os critérios de licitação para a escolha das concessionárias ou permissionárias. por meio de contrato administrativo (de concessão ou permissão) ou ato administrativo unilateral (autorização) tão-somente a prestação do serviço público. Fixação FGV . de 1988. b) a transferência do serviço via lei. o Estado outorga os serviços públicos mediante lei. com a participação da Administração INDIRETA. determinado serviço público. O Estado cria e transfere a estas entidades. É importante anotar que a lei especial.br Página 6 de 108 . A primeira é a de que a menção a Poder Público inclui tanto a Administração Direta como Indireta. Com outras palavras. a um só tempo. a descentralização dos serviços ocorre mediante lei. Gabarito: alternativa E. que não integram a Administração Pública Direta ou Indireta. por lei especial. 175 da CF. porém. é característica do serviço a) a transferência do serviço por prazo certo. daí a incorreção da alternativa E.FRE (AP)/SEAD AP/2010 Na prestação outorgado: de serviço público. Referência doutrinária (Dirley Cunha) Serviço público outorgado – é aquele prestado por entidade da Administração Indireta. embora detenha a natureza de empresa pública.

Professor. Cyonil Borges – aula 02 c) a execução transpassada a terceiro. doutrinariamente. previamente ao edital de licitação. Agora. em mais de um momento. transferindo-se titularidade e execução (caráter mais permanente).estrategiaconcursos. Fixação (2008/FUB – Cargo 22) Serviço público é a prestação que a administração efetua de forma direta ou indireta para satisfazer uma necessidade de interesse geral. As negociais. A outorga de concessão ou permissão não terá caráter de exclusividade. de 1995. de outorga (serviço outorgado). ou Prof. 16. d) a possibilidade de ser anulado por ato administrativo. Enquanto a outorga dá-se por lei.com. Se a questão versar expressamente sobre serviço outorgado e delegado. 5o O poder concedente publicará. (Certo/Errado) Comentários: Dentro de um critério formal.987.987. ato justificando a conveniência da outorga de concessão ou permissão. não precisa ser necessariamente direta. apesar da distinção doutrinária entre serviço outorgado e delegado. diante da disparidade. Gabarito: alternativa B. 5o desta Lei. por contrato ou ato administrativo (natureza mais transitória). você deve se lembrar da distinção. a prestação. área e prazo. e) a presunção de transitoriedade. a Lei 8. Cyonil Borges www. caracterizando seu objeto. salvo no caso de inviabilidade técnica ou econômica justificada no ato a que se refere o art. por sua vez.br Página 7 de 108 . são denominadas delegação (serviço delegado). no entanto. Art. de 1995 (Lei de Concessões).Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. se o enunciado faz registro da Lei 8. As legais são chamadas. a execução deles. Comentários: As delegações podem ser legais ou negociais. Acrescenta-se que. sem a precisão técnica da doutrina. a delegação. a Constituição dispõe que o Estado é titular dos serviços públicos (sem abrir qualquer exceção). afinal o legislador se utiliza do termo “outorga”. Vejamos: Art. menciona o termo “OUTORGA” para se referir às concessões. esqueça-se da diferença doutrinária. como proceder em prova? Fácil.

a prestação pode. Fixação CESPE . ser indireta. perceberemos que o Estado pode prestar indiretamente serviços mediante autorização de serviços públicos. órgãos. diferentemente das concessões e permissões de serviços públicos. ou seja. 21. permissão e autorização. Em outros termos. não há necessidade de o Estado utilizar do próprio aparato. a CF/1988 dispõe que apenas as concessões e as permissões é que serão precedidas de licitação. da Constituição. podemos o resumir do seguinte modo: Assinale-se. Cyonil Borges www. além da concessão e da permissão. que as autorizações de serviços públicos são formalizadas por ato administrativo. Graficamente. de antemão.com. (Certo/Errado) Comentários: Apesar da divergência doutrinária sobre a natureza da autorização.estrategiaconcursos. por exemplo. que são contratos administrativos. perceba que a banca a considera uma das formas de delegação de serviços públicos do Estado a particulares. Cyonil Borges – aula 02 seja. Gabarito: CERTO Outra importante observação é a de que. de uma forma geral. ainda. mas sim conforme disposto no art. sendo neste último caso viabilizada por meio de concessão ou de permissão. Além disso. inc. 175. ou agentes. XII.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Gabarito: CERTO.br Página 8 de 108 . sem previsão no art. instrumentos. Prof. com relação ao assunto ‘prestação de serviços públicos’.PMP (INSS)/INSS/2010 A delegação do serviço público pode ser feita sob as modalidades de concessão. as autorizações dispensam procedimento prévio de licitação.

o STF declarou a inconstitucionalidade (ADI 3521) de lei estadual que pretendia prorrogar indefinidamente os contratos administrativos. dirige-se a situações transitórias ou emergenciais. Na letra A. c) É um ato administrativo bilateral. por fim. Cyonil Borges – aula 02 Fixação INSTITUTO CIDADES . a seguir: Prof. Gabarito: alternativa E. Cyonil Borges www.com. a autorização. nunca para sanar necessidade permanente. as autorizações de serviços públicos são atos administrativos. porém é de caráter transitório. procedimento prévio de licitação. e) É ato administrativo para outorga de prestação de serviços públicos nos casos de serviço transitório ou emergencial.estrategiaconcursos. como ocorre na sua outorga por via de licitação prévia. com características contratuais e permanentes. sob pena de ofensa ao dever de licitar. b) Comporta licitação na maioria de seus casos. distintamente das concessões. de regra. em caráter permanente. a autorização de serviços públicos tem natureza negocial. distintamente das concessões e permissões de serviços públicos.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Vejamos. Sobre o tema. Os demais itens estão incorretos. Na letra B. Na letra D. E. no caso. ou seja. maior parte das vezes.br Página 9 de 108 . perceba que as concessões e permissões são sempre precedidas de licitação. Comentários: A resposta é letra E. segundo a doutrina majoritária: a) É uma das espécies de descentralização negocial dos serviços públicos. é ato administrativo unilateral e natureza transitória. não é precedida de licitação.DP AM/DPE AM/2011 A autorização de serviços públicos em seu sentido constitucional. E. d) Implica em tratamento desigual dos administrados na situação de emergência. Na letra C. Para a doutrina. não é cabível tratamento desigual (de regra) e não comporta.

Dispõe o inc. Cyonil Borges www. de 13 de fevereiro de 1. Hipótese de não violação de preceitos constitucionais. de "outorgas vencidas. Sobre o tema. autoriza a manutenção. Preservação da continuidade da prestação dos serviços públicos.ressalvados os casos especificados na legislação. a manutenção do vínculo estabelecido entre as empresas que atualmente a ela prestam serviços públicos e a Administração estadual. 17. em que não há a Prof. sempre através de licitação. 8. nos termos da lei.995. até 2. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. XXI do art. declarar Professor. a prestação de serviços públicos".987. 2.com. a Lei 8. 3. Segurança jurídica não pode ser confundida com conservação do ilícito. mantidas as condições efetivas da proposta. Perceba que se trata de norma de eficácia contida. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. Aponta como fundamento das prorrogações o § 2º do artigo 42 da Lei federal n. Cyonil Borges – aula 02 1. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. não afasta a afronta à Constituição do Brasil. ou seja. O texto do artigo 43 da LC 94 colide com o preceito veiculado pelo artigo 175. os contratos administrativos para a prestação de serviços públicos são “sempre” precedidos de licitação? Não há exceções? Não se lhes aplicam as contratações diretas por dispensa ou inexigibilidade de licitação? Vejamos. bem assim sua competência para regulá-las e fiscalizá-las. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. ainda que essa prestação se dê em condições irregulares. as obras. 5. na forma da lei.br Página 10 de 108 . de 1993. da CB/88 --. aquela em que os efeitos podem ser restringidos por normatização futura. Ação direta julgada parcialmente procedente para inconstitucional o artigo 43 da LC 94/02 do Estado do Paraná. mesmo que fiel.008.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Não há respaldo constitucional que justifique a prorrogação desses atos administrativos além do prazo razoável para a realização dos devidos procedimentos licitatórios.estrategiaconcursos. serviços. 37 da CF. e 25 situações de contratação direta. Sucede que a reprodução do texto da lei federal.666. caput. de 1988: XXI . acrescentado à LC 94 pela LC 95. 4. com caráter precário" ou que estiverem em vigor com prazo indeterminado."[i]ncumbe ao poder público. prevê nos arts. Permite. O artigo 43. O artigo 42 da lei complementar estadual afirma a continuidade das delegações de prestação de serviços públicos praticadas ao tempo da instituição da agência. 24.

é admitida a declaração de inexigibilidade quando há a demonstração da inviabilidade de competição. (Certo/Errado) Comentários: Item bastante interessante. Muito bom este item. 175 da CF. Fixação 2012/ESAF – MIN Prof. estaria armado o cenário para a inexigibilidade de licitação. Logo. bem por isso. que é de aplicação subsidiária às licitações para concessões/permissões de serviço público. 24 da Lei 8.987/1995. Fixação (2012/CESPE/MPE-PI/Analista processual) Embora a concessão de serviço público exija a prévia realização de procedimento licitatório. há lição doutrinária que sustenta a contratação direta por inexigibilidade de licitação. a prestação de serviços públicos. Nesse contexto. ainda que nas hipóteses de dispensa previstas na Lei de Licitações. as contratações diretas por dispensa de licitação não se aplicam aos contratos de concessão ou permissão de serviços públicos. sempre deverá ocorrer licitação. Gabarito: CERTO. sobretudo ante o que estabelece o art.666/1993. correta a assertiva ao afirmar que “não é admitida a dispensa de licitação na concessão de serviço público”.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Cyonil Borges www. concorrência ou tomada de preços. Cyonil Borges – aula 02 realização prévia de modalidades de licitação. a qual tem exatamente tal razão: falta de competitividade. Ocorre que. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão.987. e. sempre através de licitação. ante o que estabelece o art.com. que assim dispõe: Art. Incumbe ao Poder Público. como. de 1995 (a Lei de Concessões de Serviços Públicos). que está CERTO. Fixação 2009/Cespe – TRE-BA Não é admitida a dispensa de licitação na concessão de serviço público. 175. Comentários: Como sobredito. as quais têm por Lei de aplicação primária a Lei 8. Acontece que idêntica ressalva é ausente na Lei 8. Pela CF/1988. são inaplicáveis as hipóteses de licitação dispensável do art. poderia acontecer de não haver condições competitivas para determinado serviço público a ser concedido. para concessão ou permissão de serviços públicos.br Página 11 de 108 .estrategiaconcursos. 25 da Lei 8. eventualmente. Apesar disso. por exemplo. em caso de inviabilidade de competição. na forma da lei.666. de 1993.

987.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. portanto. No entanto. a prestação de serviços públicos. deverão ser precedidas de: a) licitação. deveria ter sido. razão pela qual o gabarito definitivo. não se admitindo contratação mediante dispensa do certame ou reconhecimento formal de sua inexigibilidade. em qualquer uma das modalidades existentes na legislação pátria. No entanto. no comando da questão foi citada apenas a Lei 8. Incumbe ao Poder Público. Para tanto. na Lei 8. o caput do art. delegada pelo poder concedente. da modalidade de licitação cabível. d) licitação.987. em nosso entender. por sua conta e risco. expressa.br Página 12 de 108 . Entretanto. Prof. O grifo não consta do original. Talvez a questão tenha sido anulada porque. III do art. 8.concessão de serviço público precedida da execução de obra pública: a construção. de 1995. de 1995. a inexigibilidade de licitação. apenas nas modalidades concorrência ou pregão. na CF. é a concorrência. logo estaria incorreto afirmar que "apenas a concorrência" é a modalidade aplicável às concessões. a seguir. Qual o motivo? Não dá pra saber pois a ESAF disponibiliza as razões do provimento do recurso apenas aos candidatos participantes do concurso. total ou parcial. não se admitindo a dispensa de certame. citação. admitindo-se. Cyonil Borges www. na modalidade de concorrência. de 1995. possibilidade de contratação direta por dispensa de licitação. na Lei 9. Correta.estrategiaconcursos. e) licitação. 2º): III . apenas na modalidade concorrência. a banca decidiu pela anulação. por ação de particulares (concessionárias e permissionárias). b) licitação ou o reconhecimento formal de sua inexigibilidade (na hipótese de inviabilidade de competição). a alternativa D. de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado.com. mas a prestação dos serviços pode ser de forma indireta. é prevista a modalidade de licitação leilão. Cyonil Borges – aula 02 As concessões de serviço público. vamos nos socorrer da Lei 8.074. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização. não há. Vejamos. na forma da lei.987. sempre através de licitação. conforme previstas na Lei n. conservação. c) licitação. reforma.987/1995. 175 da CF: Art. a alternativa D. referenciada pela ilustre organizadora. ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público. 175. mediante licitação. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. servindo-nos para identificar que a modalidade aplicável para concessões de serviços públicos. ou sua dispensa em alguma das hipóteses previstas em lei. ou o reconhecimento formal de sua inexigibilidade. portanto. excepcionalmente. abaixo (inc. sim. Perceba que o texto constitucional não deixa qualquer ressalva! Não há. Comentários: O Estado é o titular do serviço público.

Prevaleceria o conteúdo. a qual exige. por exemplo. pouco importa se o serviço está previsto ou não em norma. Vejamos os principais: a) Subjetiva ou orgânica: o nome em si já nos informa – o serviço público é aquele prestado de forma direta pelo Estado. Deixa de lado. Cyonil Borges – aula 02 Gabarito: alternativa D. Por esse motivo. não há uma definição Constitucional ou legal para serviços públicos. distintamente do que ocorre com a corrente formalista. o Estado também pode prestar os serviços de forma indireta (por particulares – exemplo: concessionárias). logo. O que há é a definição em Decreto do Poder Executivo Federal e de natureza doutrinária. o presente critério não estabelece uma boa definição de serviço público. utiliza-se um conceito muito restrito de serviço público.br Página 13 de 108 . é pouco aceito nos dias atuais. deixando de lado. a previsão em lei. Prof. é a natureza da atividade que determina o enquadramento de uma atividade como serviço público ou não. como será visto a seguir. Vamos retomar a definição de serviços públicos. Como sobredito. De acordo com tal critério. de fato. escolas doutrinárias) para a definição de serviços públicos. identificar um núcleo relativo à natureza da atividade que leve à classificação de uma atividade como serviço público. pois seriam nãoessenciais. os trabalhos internos realizados pelos servidores (serviços administrativos). b) Material ou essencialista: de acordo com tal critério.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Esse é o critério adotado pela corrente essencialista. serviços como de radiodifusão sonora e de imagens. Cyonil Borges www. existem critérios (correntes. Em resumo: mesmo os serviços não essenciais (os ditos secundários) e os serviços administrativos (os internos à Administração) podem ser classificados como serviços públicos. Crítica: ora. Crítica: embora a corrente essencialista conte com fortes defensores. ainda. É tudo uma questão de escolha política.com. necessariamente. Em síntese: é público todo serviço que tem por objetivo a satisfação de necessidades coletivas essenciais e não secundárias. Tratando-se de conceito eminentemente doutrinário. a qual intenciona.estrategiaconcursos.

com.br Página 14 de 108 . o Estado. Sendo tais atividades cercadas por normas de Direito Público. embora sejam serviços de utilidade pública. não cercados por normas de Direito Público. por meio do ordenamento jurídico. não são propriamente serviços públicos. nem mesmo em caráter híbrido. por exemplo). Cyonil Borges www. Cyonil Borges – aula 02 c) Formal: por este critério. cabendo a este exercer o chamado Poder de Polícia sobre tais atividades. nem todo serviço público é regido por normas de direito público. apesar de prestados por particulares. a exemplo da saúde. Crítica: atualmente. a existência de serviços de interesse público e que. outro tanto privado). São serviços autorizados pelo Estado. Logo. É o que a doutrina costuma chamar de sistema híbrido (um tanto público. ATENÇÃO: esse último critério (formalista) é o mais utilizado no Brasil. Previsto ou não em normas Serviços não essenciais e administrativos classificados como serviço público Formalista Definição de Serviço Público Prestado diretamente pelo Estado Previsto em lei regido por Normas de Direito Público Críticas Estado pode prestar de forma indireta Nem todo serviço público é regido por normas de Direito Público Fixação Prof. Existem serviços (como a energia elétrica) prestados em caráter essencialmente privados (por meio de concessionárias.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Não são sequer delegados pelo Estado. ainda. é o responsável por estabelecer quais atividades devem ou não ser reconhecidas como serviços públicos. Subjetivo ou Orgânico Material ou Essencialista Visa a satisfação de necessidades coletivas essenciais e não secundárias. Ressalte-se. do ensino.estrategiaconcursos. com apenas derrogações (interferências do direito público). É o critério adotado pela CORRENTE FORMALISTA.

o Estado. serviço público é aquele que tem por objeto a satisfação de necessidades coletivas. Em síntese: de acordo com o critério formal. Sobre os serviços públicos.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Cyonil Borges – aula 02 (2009/Esaf – AFRFB – Auditor) “Incumbe ao Poder Público. ( ) Sob o critério formal.. V. como sobredito.”). Como identificar o critério formal no texto em itálico? O que falamos sobre o critério formal? É aquele estabelecedor do regime jurídico dos serviços como sendo de Direito Público.com. é serviço público todo aquele prestado sob regime de direito público. Então: o regime jurídico dos serviços é diferenciado. Cyonil Borges . Fixação (2007/ESAF/DF/PROCURADOR) Quanto à teoria dos Serviços Públicos. na forma da lei. não 1 V.estrategiaconcursos. passa-se à reprodução de mais uma das definições doutrinárias de serviços públicos (Celso Antônio). serviço público é aquele disciplinado por regime de direito público. sob um regime de Direito Público – portanto. apesar de atendendo a necessidades coletivas. prestado pelo Estado ou por quem lhe faça as vezes. pois. ( ) O critério orgânico ou subjetivo classifica o serviço como público pela 1 pessoa responsável por sua prestação. não há definição legal para serviço público: Serviço público é toda atividade de oferecimento de utilidade ou comodidade material fruível diretamente pelos administrados. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. ( ) Segundo o critério material. total ou parcialmente. analise as assertivas abaixo e assinale a opção correspondente. Esta é a previsão do caput do art.. a prestação de serviços públicos”. www. está correto asseverar que: a) a classificação do serviço público como impróprio decorre de que o serviço prestado. especial (“consagrador de prerrogativas de supremacia e restrições especiais. 175 da Constituição Federal. V.br Página 15 de 108 Prof. consagrador de prerrogativas de supremacia e de restrições especiais – instituído pelo Estado em favor dos interesses que houver definido como próprios no sistema normativo. no ordenamento jurídico brasileiro. Agora que já vimos os critérios para a definição dos serviços públicos. qual seja. sempre através de licitação.

d) o critério material para a definição de serviço público leva em consideração o regime jurídico. e fiscalizados. diferentemente do serviço público. dentro. atividade dinâmica.com. Cyonil Borges – aula 02 é executado pelo Estado. enfim. de uma mesma pessoa jurídica.estrategiaconcursos. no âmbito da mesma Pessoa Jurídica. porém. Alternativa D – INCORRETO. não passam de verdadeiras atividades privadas. Já os impróprios. Da segunda se diferencia pelo fato de ser a obra pública de natureza estática. embora atendam necessidades coletivas. com outras palavras. b) a remuneração dos serviços públicos.br Página 16 de 108 . pois serviço público seria aquele submetido ao regime de direito público derrogatório exorbitante do direito comum. os impostos de forma coercitiva pelo Estado. o Estado assume como seus e os executa diretamente (por meio de seus agentes) ou indiretamente (por meio de concessionários e permissionários). Gabarito: item A. Comentários: Alternativa A – CORRETO. Enquanto a DesCOncentração é a criação de órgãos. Do primeiro se diferencia. Alternativa C – INCORRETO. O conceito de descentralização é conhecido no meio concursístico. seja direta seja indiretamente. é a distribuição interna de competências. que se caracteriza como preço público. O serviço público é atividade inconfundível com poder de polícia e mesmo com o conceito de obra pública. devem ser autorizados. ou seja. Alternativa B – INCORRETO. enquanto serviço público é atividade positiva. daí a incorreção do quesito. pelo fato de ser atividade positiva. enfim. não fogem da proteção do Estado no uso Poder de Polícia. serviços próprios são aqueles que. dá-se por meio de tarifa. de qualquer natureza. Prof. Na visão de parte da doutrina administrativista. são cobrados mediante TAXAS (por exemplo: taxa judiciária). mas tãosomente autorizado. Alternativa E – INCORRETO. regulamentado e fiscalizado pelo Poder Público. atendendo a necessidades coletivas.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. e) o exercício da atividade estatal de polícia administrativa constitui a prestação de um serviço público ao administrado. não são de titularidade do Estado e nem por ele executados. já a desCENtralização remete a ideia de pessoas jurídicas distintas (criação de entidades). conceito ligado à ideia de hierarquia. o poder de polícia é atividade eminentemente negativa. obviamente. O critério que leva em consideração o regime jurídico é o FORMALISTA. c) descentralização. Cyonil Borges www. regulamentados. De qualquer natureza? Os serviços compulsórios.

esclareça-se que a feição estritamente negativista do poder de polícia é alvo de críticas doutrinárias. no caso. passível de delegação de sua execução material. por meio de concessão ou permissão. de 1988.). Cyonil Borges – aula 02 Fixação (2011/FCC – TCE/SP – Procurador) A caracterização de uma atividade como serviço público exige: (A) a execução direta por parte do Poder Público. Os serviços públicos não são definidos por leis e sequer pela CF. De sua parte. Da segunda (obra pública). 175 da CF. Cyonil Borges www. adota-se. igualmente.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Gabarito: alternativa E. para a definição dos serviços públicos. deve ser destacado que o serviço público é atividade inconfundível com poder de polícia. (B) a submissão a regime integralmente público. (D) gestão direta do Poder Público sobre a atividade delegada a particular. Alternativa B . Prof. a partir do que se conclui que o sistema é híbrido. O Estado fiscaliza.INCORRETA. dispõe que o Poder Público é titular dos serviços públicos. Classificações dos Serviços Públicos Antes das classificações propriamente ditas. porém a execução pode ser indireta. e não integralmente de Direito Público. 2. e intervenção. Alternativa C . etc. por meio de concessionárias e permissionárias. (C) sua definição em ato administrativo do Poder Público que delegar sua execução. Já o poder de polícia é atividade eminentemente negativa (o Estado limita e restringe os direitos e as atividades). No entanto. Alternativa A . O art. do critério formal. diferencia-se pelo fato de ser a obra pública de natureza estática. prover sinal de televisão. No Brasil. Do primeiro (poder de polícia) se diferencia pelo fato de ser atividade positiva (o Estado oferece a utilidade). regula e normatiza. obra pública. em que os serviços são regidos por normas de Direito Público. o serviço público é atividade dinâmica (transportar. haverá. tratando-se da execução por particulares.br Página 17 de 108 .INCORRETA. normas de Direito Privado. de 1988. (E) previsão em lei.INCORRETA. realizar ligações telefônicas. Alternativa D . Entretanto.com. mas a gestão direta dos serviços pode ser atribuída aos particulares.INCORRETA.estrategiaconcursos. Comentários: Vamos direto às análises.

Cyonil Borges www.º do art. traços distintivos. por exemplo: princípios da livre iniciativa. tanto pode prestá-lo diretamente quanto sob o regime de concessão e permissão. Quanto à forma de atuação. serviço público e atividade econômica possuem. como. da livre concorrência. dispõe que o Estado tem atuação subsidiária. da função social da propriedade. abaixo serão expostas algumas Prof. Cyonil Borges – aula 02 Quanto à intervenção. universalidade e cortesia. a atividade econômica. o tópico das classificações Tratando-se de concursos públicos. não se cogita em monopólio. entendida em um sentido amplo. Por fim. modicidade das tarifas. retomar propriamente ditas. 175 da CF/1988. o Poder Público. na atividade econômica em sentido estrito. Vamos. titular do serviço público. Em todo caso. mas sim em prerrogativas. e de relevante interesse público. distintos regramentos. para a atividade econômica. eficiência. possuiria como espécies o serviço público industrial ou comercial e a atividade econômica em sentido estrito. sempre precedidas de licitação. a característica é a livre concorrência e a competição. serão traçadas as distinções entre as espécies do gênero atividade econômica. Apesar disso.estrategiaconcursos. só podendo explorar a atividade econômica nos casos de monopólio. enquanto que.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. para os serviços públicos. não alcança integralmente as empresas estatais que prestam serviço público. e da defesa do consumidor.br Página 18 de 108 . igualmente. em geral. no entanto. o que torna atrativa a atividade para o setor privado. com exceção da aprovação no certame. o que. Por sua vez. de imperativo de Segurança Nacional. Segundo o art. 173 da CF/1988. Relativamente ao regime jurídico.com. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias. da propriedade privada. Esclareça-se ainda que. agora. há. Nesse contexto. O serviço público se sujeita a um conjunto de princípios e de normas predominantemente de direito público. a atividade econômica se desenvolve sob a observância dos comandos constitucionais primariamente do direito privado e da ordem econômica. nos termos do § 1. há entendimento doutrinário que defende a inexistência de oposição entre a atividade econômica e o serviço público. Já o art. em paralelo ao sistema capitalista. nada é certo. as empresas governamentais ficam sujeitas ao regime próprio das empresas privadas. de regra. como é o caso das classificações de serviços públicos. 173 da CF/1988. por exemplo: continuidade.

 Administrativos. e sociais.). Cyonil Borges – aula 02 das mais relevantes. desde que este se apresente em condições técnicas adequadas para o recebimento na área de prestação do serviço. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição”). Neste aspecto. caso o serviço seja prestado pelo Estado (caput do art. Cyonil Borges www. serviços indivisíveis são universais. iluminação pública – hoje custeada mediante contribuição de iluminação pública. devendo ser financiados pelos impostos (quando for o caso). saúde.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Portanto. De acordo com algumas concepções doutrinárias. Quando postos em operação.br Página 19 de 108 .  Propriamente ditos e de utilidade pública.  Privativos e comuns. os serviços podem ser:  Coletivos (uti universi – universais) e singulares (uti singuli).: concessionárias e permissionárias). não se distinguindo os potenciais usuários.com. a toda a coletividade. os uti singuli. constituem verdadeiro direito individual. os serviços podem ser uti universi e uti singuli. cobrado por particulares – p. Já os serviços uti singuli.  Próprios e impróprios. são serviços medidos ‘per capita’. de alcance de destinatários. ou tarifa (espécie do gênero preço público.ex. Serviços uti universi (ou gerais) são os serviços públicos prestados a grupos indeterminados de indivíduos.estrategiaconcursos. saneamento básico etc. Prof. Logo. quanto do serviço está sendo consumido. Distintamente dos serviços uti universi. sendo possível medir. pelo fato de admitirem mensuração individualizada.  Serviços Exclusivos e não exclusivos. dado o caráter não contraprestacional de tal tributo (exemplos: segurança pública. econômicos. 77 do Código Tributário Nacional: “serviço público específico e divisível. haja vista o objeto maior do curso: a adequada preparação dos candidatos a cargos públicos. são os serviços que se dirigem aos destinatários individualizados. dão ensejo à cobrança de exação tributária taxa. individuais ou singulares. caso a caso. Não é possível mensurar (medir) de modo exato sua utilização pelos usuários (’per capita’).  Coletivos e Singulares Esta primeira classificação apresenta a divisão em termos de generalidade.

de certa forma. saiba que. aprenda algo: separe regra de exceção. Cyonil Borges www. de modo geral. detêm caráter obrigatório (diz o Código Tributário – tributo é toda prestação compulsória (. os serviços individuais remunerados mediante taxa caracterizam-se pela obrigatoriedade. mesmo que dele não se utilize.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. São exemplos: saneamento básico e limpeza urbana (art. caso os serviços estejam em pleno funcionamento ou ao menos colocados à disposição do contribuinte. Cyonil Borges – aula 02 Ambas as formas de pagamento possuem natureza contraprestacional. então. como os de energia elétrica. Serviços Administrativos são os que a Administração executa para atender a suas necessidades internas ou para preparar outros serviços que serão prestados ao público.com. Trava-se. entre o contribuinte e o Poder Público. o que. Acontece que a Lei 9. o administrado não tem a faculdade de deixar de quitar o débito junto ao Estado. Então.  Administrativos. e pela continuidade. mesmo ocorrendo a inadimplência do usuário. é dever do Estado a prestação dos serviços.estrategiaconcursos.) – art. Por sua vez. que as tarifas só podem ser cobradas pela prestação de serviços uti singuli. econômicos e sociais.br Página 20 de 108 .. Com outras palavras. no entanto. a vida concursística é sempre assim! Para os concursos públicos. é verdadeiro. pois o contribuinte não tem opção de escolha de uso. embora os serviços não sejam utilizados. apenas serviços uti singuli admitem a entrega a particulares por meio de concessões de serviços públicos. porque. ainda. sem que. é obrigado a remunerá-lo.. as tarifas serão cobradas no caso de utilização efetiva de serviços públicos facultativos (não compulsórios). Assim. caput) (serviços uti universi). pelo fato de decorrerem de lei. 4º). Econômicos e Sociais A segunda classificação é a de que os serviços podem ser administrativos. uma relação administrativo-tributária. Outro ponto de relevo é que as taxas. tais serviços detenham o caráter individual. tais como os de imprensa Prof. solucionada pelas regras do Direito Administrativo (Resp 460271-SP – STJ). constituindo o que os tributaristas costumam chamar de prestações sinalagmáticas (o usuário só pode exigir a continuidade da prestação quando estiver cumprindo regularmente sua obrigação).074/1995 garante a execução de determinados serviços por meio de concessão e de permissão. 2º. Afirma-se.

assistência médica e hospitalar. por isso. permissionários e autorizatários). deficitários. serviços pró-cidadão. e. e representam ou uma atividade propiciadora de comodidade relevante. para que sejam executadospor terceiros (p. Para Hely Lopes. MAS NÃO SUA NECESSIDADE E ESSENCIALIDADE. Podem ser citados como serviços sociais: assistência à criança e ao adolescente. São considerados serviços pró- comunidade.com. por propiciarem facilidades diretamente aos cidadãos. energia elétrica. também denominados de industriais ou comerciais. Prof. e o Estado os financia através de recursos obtidos junto à comunidade. são classificados. são os serviços que produzem renda para quem os presta. independentemente de este ser ou não o prestador do serviço. ou os presta diretamente à sociedade ou os delega.  Propriamente Ditos (indelegáveis) e de Utilidade Pública (delegáveis) Os serviços públicos podem ser classificados. em serviços indelegáveis e delegáveis. executados pelo Estado para atendimento dos interesses sociais básicos. destacam-se os serviços públicos sociais. em propriamente ditos e de utilidade pública. sobretudo pela arrecadação de tributos. Por fim. Econômicos.br Página 21 de 108 .Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. por exemplo. por sua vez. defesa nacional e saúde pública. telefonia etc. por se destinarem ao atendimento a necessidades gerais da sociedade. ex: concessionários. São exemplos de serviços de utilidade pública: transporte coletivo. como. os serviços de relevância pública são os que a Administração presta diretamente à comunidade. Como registra Carvalho Filho. das estações experimentais e outros dessa natureza. em regra. a serem fixadas pelo Estado. Os serviços de utilidade pública são os serviços que a Administração reconhece a conveniência. Cyonil Borges www. São considerados.estrategiaconcursos. sem delegação a terceiros. Cyonil Borges – aula 02 oficial (impressão de diários). por reconhecer sua essencialidade e necessidade para a sobrevivência da população e do próprio Estado. nessa ordem. tais serviços são. Para Carvalho Filho. ou serviços assistenciais e protetivos. ainda. A remuneração dos prestadores de serviços econômicos se faz por intermédio de tarifas.

prestados direta ou indiretamente (concessão. presta-os diretamente ou permite que sejam prestados por terceiros. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. mas de outros requisitos estabelecidos em leis específicas. em que se pressupõe o uso de atos de império. (Certo/Errado) Comentários: Perceba que a banca só fez inverter os conceitos de serviços públicos propriamente ditos com os de utilidade pública. XI e XII. agência reguladora federal com competência para tanto.Saúde (CF/1988): Art. 199. Gabarito: ERRADO. podemos citar. inclusive. O amigo se questiona: quais são esses serviços? Conforme o texto constitucional. quatro serviços em que o Estado não detém a titularidade para prestação: educação. Há. independentemente de delegação do Poder Público. daí a incorreção do quesito. Cyonil Borges – aula 02 Fixação CESPE .com.PMP (INSS)/INSS/2010 Com relação aos serviços públicos. Os serviços públicos propriamente ditos são aqueles em que a administração pública.  Exclusivos e não Exclusivos Ao lado de serviços públicos exclusivos do Estado (art. embora não sejam serviços delegados pelo Estado. a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar. Fixação Prof. julgue o item a seguir. Vale dizer. ficam sujeitos ao controle deste. aos particulares é lícito o desempenho de tais serviços. o que não vem ao caso para a preparação de Direito Administrativo em concursos públicos. de uma forma geral. 21. nas condições regulamentadas e sob seu controle.br Página 22 de 108 . destacam-se os serviços públicos não privativos.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. e autorização). por exemplo). Observe-se que. Cyonil Borges www. por meio do exercício regular do poder de polícia administrativa. e saúde: . No caso de serviços de saúde prestados por particular não se fala em delegação. permissão.estrategiaconcursos. pelo menos. previdência social. assistência social. reconhecendo sua conveniência para os membros da coletividade. da CF/1988.

inclusive. o privilégio postal. Cyonil Borges – aula 02 2012 Câmara dos Deputados Cespe Julgue o item que se segue. com ou sem exclusividade. o da exclusividade. Para a autora. 21. 21. X). para satisfazer à necessidade coletiva. direta ou indiretamente. atividade econômica em sentido estrito. a jurisprudência do STF (ADPF 46). na Constituição encontram-se exemplos de serviços públicos exclusivos. XII. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos deve atuar em regime de exclusividade na prestação dos serviços que lhe incumbem em situação de privilégio. não se os deve confundir no âmbito da linguagem jurídica. relativo aos serviços públicos. 21. de um remetente para endereço final e determinado – não consubstancia atividade econômica em sentido estrito. A exclusividade da prestação dos serviços públicos é expressão de uma situação de privilégio. Cyonil Borges www. criada pelo Decreto-Lei 509. O serviço postal é prestado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. X]. Serviço postal é serviço público. Prof. Comentários: A autora Maria Sylvia esclarece que serviço público é toda atividade que a Administração Pública executa. empreendida por agentes econômicos privados. transportes e demais indicados no artigo 21. XI). foram assumidas pelo Estado. em caráter exclusivo. § 2º). A atividade econômica em sentido amplo é gênero que compreende duas espécies. É nesse sentido. 25.com. por sua essencialidade ou relevância para a coletividade. empreendida por agentes econômicos privados. sob regime jurídico predominantemente público. o serviço público e a atividade econômica em sentido estrito. algumas vezes. que diz com a prestação dos serviços públicos. como o serviço postal [daí a incorreção do quesito] e o correio aéreo nacional (art. a exploração do serviço postal e o correio aéreo nacional [art. ou objeto postal. que está ERRADO. com os destaques feitos por nós: O serviço postal – conjunto de atividades que torna possível o envio de correspondência. os serviços de telecomunicações (art. navegação aérea.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. o serviço de gás canalizado (art. que é. De acordo com critério de classificação que considera a exclusividade ou não do poder público na prestação do serviço. Os regimes jurídicos sob os quais em regra são prestados os serviços públicos importam em que essa atividade seja desenvolvida sob privilégio. do regime de monopólio sob o qual. de 10 de março de 1969. Abrange atividades que. entidade da Administração Indireta da União. empresa pública. A Constituição do Brasil confere à União. Monopólio é de atividade econômica em sentido estrito. energia elétrica. os de radiodifusão. inclusive. É imprescindível distinguirmos o regime de privilégio. em regra. o serviço postal constitui um exemplo de serviço público não exclusivo do Estado. a exploração de atividade econômica em sentido estrito é empreendida pelo Estado. Vejamos. O julgado acima é útil para solucionar o item. de acordo com o julgado. Monopólio e privilégio são distintos entre si. qual ocorre no vocabulário vulgar.br Página 23 de 108 . e para esclarecer que serviços públicos EXCLUSIVOS não são o mesmo que monopólio.estrategiaconcursos.

Para boa parte da doutrina. verdadeiras atividades privadas. porque atendem a necessidades coletivas. que é a gestão.br Página 24 de 108 Prof. www. controladas pelo Estado. Fixação 2012/Cespe – Câmara dos Deputados Julgue o item que se segue. não são de titularidade do Estado e nem por ele executados. de despachantes. Não deixam de ser. de pavimentação de ruas por conta dos moradores. regulamentados e fiscalizados. Os serviços públicos próprios são aqueles que atendem às necessidades coletivas e que o Estado executa tanto diretamente quanto indiretamente. pode-se dizer que são considerados serviços públicos próprios. podem ser citados: os prestados por instituições financeiras e os de seguro e previdência privada. quando prestados pelo Estado. porque devem ser autorizados. Já os impróprios. Porém. não refogem ao Poder de Polícia Estatal. Gabarito: ERRADO. são considerados serviços públicos. porque. com relação aos serviços não exclusivos do Estado.com. mas impropriamente públicos. por intermédio de empresas concessionárias ou permissionárias. Enfim. o Estado assume como seus e os executa diretamente (por meio de seus agentes) ou indiretamente (por meio de concessionários e permissionários). Cyonil Borges . Essa última classificação no clássico livro do Hely Lopes Meirelles aparece como serviços públicos autorizados: serviços de táxi. e podem ser considerados serviços públicos impróprios. quando prestados por particulares. pelo Estado.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. direta ou indireta. relativo aos serviços públicos. atendendo a necessidades coletivas. em sentido jurídico estrito Como exemplos de tais serviços. embora atendam necessidades coletivas. portanto. ficam sujeitos a autorização e controle do Estado. porque falta um dos elementos do conceito de serviço público. Cyonil Borges – aula 02 Para a autora.estrategiaconcursos. os serviços impróprios sequer deveriam ser reconhecidos como serviço público. de guarda particular de estabelecimentos e de residências. Comentários: 2 Maria Sylvia Zanella Di Pietro. com base em seu poder de polícia. por exemplo.  Próprios e Impróprios Na visão de parte da doutrina administrativista2. serviços próprios são aqueles que. neste caso.

ou seja. Quanto a esses enunciados. E os impróprios. mediante concessão.com. e.estrategiaconcursos. Os serviços públicos prestados diretamente pelo Estado ou indiretamente.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. São exemplos de tais tipos de serviço: a defesa nacional e a atividade policial. II. por reconhecer serem essenciais e necessários à sobrevivência da coletividade e do próprio Estado. a) Apenas o I está correto Prof. é melhor que sigam o entendimento da autora Maria Sylvia Di Pietro. em futuras provas. MAS NÃO A SUA NECESSIDADE E ESSENCIALIDADE.ª Maria Sylvia Di Pietro. Porém. presta-os diretamente à sociedade ou delega sua prestação a terceiros (p. Os serviços públicos prestados indiretamente. para o autor. Ainda com relação à classificação dos serviços públicos em próprios ou impróprios. No caso brasileiro. Por serem considerados próprios do Estado. nos ensinamentos do autor Hely Lopes Meirelles. A questão. por ser autora mais moderna e atualizada. os serviços públicos são classificados segundo algumas características. Cyonil Borges – aula 02 O item está CERTO. É bem provável que não tenha havido recurso para o quesito. são os serviços que a Administração. existe divergência doutrinária sobre o ponto. I. nossas queridas ESAF e FCC acompanham o raciocínio da autora Maria Sylvia Di Pietro. III. Cyonil Borges www. ex: concessionários.br Página 25 de 108 . conforme a doutrina da Prof. permissionários e autorizatários). aqueles prestados diretamente pela Administração à própria comunidade. é merecedora de crítica. e que foi adotado na presente questão. costumeiramente. Ou seja. indique a opção correta. autorização. "a pedra angular do direito administrativo". entretanto. Os enunciados abaixo se referem a essas características. o Cespe anula a questão. em mais de um momento. permissão ou regulamentação são Serviços Públicos Impróprios. reconhecendo sua conveniência. só por este podem ser prestados. nessas situações. Apenas os serviços públicos prestados diretamente pelo Estado são chamados Serviços Públicos Próprios. O Cespe já se apoiou. Vejamos: Fixação ESAF AFC Ouvidoria/2012 (CGU)/CGU/Prevenção da Corrupção e A noção de "Serviço Público" é considerada por autores como Cretella Jr. para quem os serviços Públicos PRÓPRIOS são os serviços públicos “propriamente ditos”. sem possibilidade de delegação a terceiros . mediante concessionários. são chamados Serviços Públicos Próprios.

ENERGIA ELÉTRICA. embora atendam necessidades coletivas. Já os impróprios. Item III . regulamentados. São exemplos de serviços de utilidade pública: transporte coletivo. Ora. Prof. Não sei se os amigos tiveram alguma dificuldade nessa passagem. em qualquer caso. majoritários na doutrina ou na jurisprudência. falso. são chamados Serviços Públicos Próprios. em razão das divergências doutrinárias expostas. de verdadeiras atividades privadas. as condições de prestação e o controle são sempre do Poder Público. isso porque os serviços públicos podem ser prestados diretamente pelo Estado. os quais serão remunerados pelos usuários. Mas tudo bem. porém não fogem da proteção do Estado no uso Poder de Polícia. o item I é certo. pelo menos. a ESAF costuma adotar os ensinamentos da autora Maria Sylvia Di Pietro. Comentários: Como sobredito. logo o item II é falso.. Ressalte-se que. Se o item I está errado.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. enfim. devem ser autorizados. e fiscalizados.INCORRETO. Mas podemos afirmar que o mais difícil não é fazer o concurso público. Item I – CORRETO. em si. etc. Item II . portanto.estrategiaconcursos. não são de titularidade do Estado e nem por ele executados.com. Vencida esta consideração. Na visão da autora. Cyonil Borges www. o Estado assume como seus e os executa diretamente (por meio de seus agentes) ou indiretamente (por meio de concessionários e permissionários).br Página 26 de 108 . telefonia. É uma questão de raciocínio lógico.. atendendo a necessidades coletivas. Cyonil Borges – aula 02 b) Apenas o II está correto c) Apenas o III está correto d) Todos estão corretos e) Nenhum está correto. o item II. Os serviços públicos prestados diretamente pelo Estado ou indiretamente. Gabarito: alternativa A. façamos a análise dos itens. vamos fazer nosso papel – que é passar logo no concurso! Deixe as ‘confusões’ de lado e estude. é ainda ter de contar com a boa-vontade do examinador em adotar entendimentos unânimes ou. Os serviços públicos impróprios são aqueles em que não há titularidade do Poder Público. não passam. serviços próprios são aqueles que. mediante concessionários. embora o risco da atividade seja assumido pelos prestadores do serviço.INCORRETO.

Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Cyonil Borges – aula 02 então!

 Privativos e Comuns
Segundo Carvalho Filho, os serviços privativos são aqueles atribuídos a apenas uma esfera da federação, como, por exemplo, a emissão de moeda e o serviço postal, privativos da União (incs. VII e X do art. 21 da CF); a distribuição de gás canalizado, privativo dos Estados e Distrito Federal (§2º do art. 25 da CF); e o transporte coletivo intramunicipal, reservado aos Municípios (inc. III do art. 30 da CF). Nesse contexto, é ilegítimo, por exemplo, que leis estaduais disponham sobre o trânsito e transporte, bingos, energia elétrica e telefonia, por serem matérias privativas da União. A não ser que Lei Complementar Federal delegue aos Estados-membros competência para legislar sobre pontos específicos (parágrafo único do art. 22 da CF, de 1988). Por sua vez, os serviços comuns são os que podem ser prestados concorrentemente por duas ou mais pessoas federativas. Sobre o tema, a CF, de 1988, no art. 23, enumerou os serviços comuns, como, por exemplo, proteção ao meio ambiente e preservação das florestas. Bom, para fechar, como as questões de concurso público sobre as diversas classificações dos serviços públicos são constantes, segue abaixo quadro-resumo, com o que há de principal e que foi visto aqui.
Serviços Públicos Propriamente Ditos Serviços Pública de Utilidade Essenciais e necessários à sobrevivência do grupo social e do Estado, não podendo ser delegados a particulares, como, por exemplo, defesa nacional. São os serviços que a Administração, reconhecendo sua conveniência, mas não a sua necessidade essencialidade, presta-os diretamente à sociedade ou delega sua prestação a terceiros, exemplo das concessionárias. Prestados pelo Estado com relação de supremacia, sem a possibilidade de delegação a particulares. (1) Aqueles que satisfazem os interesses da coletividade, com a possibilidade de delegação, como, por exemplo, energia elétrica. São os serviços prestados para atendimento às necessidades internas do Estado, para compor
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Serviços Próprios/Indelegáveis Serviços Impróprios/Delegáveis Serviços Administrativos

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melhor sua organização, como, por exemplo, Imprensa Nacional. Serviços dirigidos às satisfações básicas da coletividade, como, por exemplo, assistência médica e educacional. São os geradores de renda/lucro, como, por exemplo, telefonia e transporte coletivo. (2) Usuários determinados, com mensuração per capta, como, por exemplo, fornecimento de água. Usuários indeterminados, de natureza indivisível, como, por exemplo, iluminação pública. Aqueles de titularidade exclusiva do Estado, como, por exemplo, gás canalizado, telecomunicações, e serviço postal. (3) Podem ser prestados pelo Estado ou por particulares, por meio de autorizações, como, por exemplo, saúde e educação.

Serviços Sociais Serviços Industriais/Econômicos Serviços Uti Singuli/Singulares Serviços Uti Universi Serviços Exclusivos

Serviços não exclusivos

(1) Para Maria Sylvia Di Pietro, serviços próprios são aqueles em que o Estado é titular, seja a prestação direta ou indireta (concessionárias e permissionárias, por exemplo). E impróprios, por sua vez, são as atividades privadas que atendem à necessidade geral, sendo apenas autorizados pelo Estado, como, por exemplo, previdência privada. (2) Para Maria Sylvia Di Pietro, os serviços industriais ou comerciais seguem o rito do art. 175 da CF, de 1988. O art. 173 da CF refere-se, por sua vez, a atividades estritamente econômicas, exercidas em caráter subsidiário pelo Estado. (3) Serviços exclusivos não se confundem com serviços indelegáveis. Por exemplo: o serviço local de gás canalizado é monopólio dos Estados e DF, enfim, são serviços de titularidade exclusiva do Estado, porém podem ser prestados por particulares, no caso, concessionárias.

Fixação
2006/ESAF – AFC/CGU Na concessão de serviços públicos federais, a União, que os tenha como seus próprios e privativos, delega a sua prestação a terceiros, os quais se remuneram pela respectiva exploração, como é o caso: a) da educação escolar. b) da informática. c) da assistência à saúde. d) das telecomunicações. e) do gás canalizado.
Comentários: Questão bem interessante.
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Perceba que o enunciado menciona, expressamente, serviço de competência privativa da União. Desta forma, podemos afastar a correção das alternativas "A", "B" e "C", por não serem matérias de competência privativa da União. São serviços não privativos do Estado, sendo realizados, paralelamente, por particulares. Já o item "E" destaca os serviços de gás canalizado, o qual poderá ser sim objeto de concessão, porém pelos Estados-membros, nos termos do art. 25 da CF. São serviços exclusivos dos Estados-membros, e, por extensão, ao Distrito Federal, em face da competência cumulativa deste. Assim, resta-nos a alternativa "D". De fato, nos termos do inc. XI do art. 21 da CF, de 1988, compete privativamente à União explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais.

Fixação
(2010/FCC – ALESP – Procurador) Considerando-se a classificação do Serviço Público, é INCORRETO afirmar que serviços: (A) singulares são, preponderantemente, destinados a pessoas individualizadas, sendo mensurável a utilização de cada um dos indivíduos. (B) indelegáveis são aqueles que somente podem ser prestados pelo Estado, ou seja, pelos seus próprios órgãos ou agentes. (C) delegáveis são somente aqueles que por expressa disposição legal podem ser executados pelo Estado ou por particulares. (D) sociais são os que o Estado executa para atender a reclamos sociais básicos e representam serviços assistenciais e protetivos. (E) econômicos são aqueles que representam atividades de caráter industrial ou comercial, que possibilitam lucro.
Comentários: A resposta é letra “C”, pois, para Hely Lopes, serviços delegáveis são aqueles que, por sua natureza ou pelo fato de assim dispor o ordenamento, comportam ser executados pelo Estado ou por particulares colaboradores. Os demais itens estão corretos. Na letra A, serviços singulares são os uti singuli, ou seja, os com destinatários identificados, como, por exemplo, a energia elétrica domiciliar. Na letra B, os serviços indelegáveis, como, por exemplo, a defesa nacional, são aqueles só podem ser prestados diretamente pelo Estado. Na letra D, serviços sociais são os executados para o atendimento aos interesses sociais básicos. Na letra E, os serviços econômicos ou industriais são os geradores de
Prof. Cyonil Borges www.estrategiaconcursos.com.br Página 29 de 108

telecomunicações e energia elétrica. A própria Constituição o permite quando para atender a relevante interesse coletivo ou a imperativo de segurança nacional (art. é possível. Apesar de estarem as atividades econômicas dentro do sistema da liberdade de iniciativa e. em tese. os serviços econômicos são aqueles que. 170.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº.estrategiaconcursos. Com a EC 49. 177) [alternativa C]. prevista na Constituição Federal. XXIII do art. por exemplo.com. acima referida. agrícolas e industriais. Acrescente-se que essa observação não invalida a questão. Enfim. o Estado as executa em algumas ocasiões específicas. como. pode ser classificada na seguinte modalidade de serviço público: a) administrativa b) extraordinária c) econômica d) delegável e) singular Comentários: A questão foi formulada tomando por base os ensinamentos do autor José dos Santos Carvalho Filho. É a letra D (serviço delegável). Cyonil Borges – aula 02 renda. CF). comercialização e utilização de radioisótopos (minerais nucleares) por terceiros sob o regime de permissão (alíneas "b" e "c" do inc. Com a nova redação.  a produção. ficou permitida a produção. Cyonil Borges www. como é o caso da exploração de minérios e minerais nucleares (art. sob o regime de permissão.br Página 30 de 108 . portanto. a delegação da exploração de certos minerais nucleares. afinal o enunciado menciona exploração de minerais nucleares em geral. 21 da CF). razão por que alguns os denominam de serviços comerciais e industriais. de 2006. Em outras ocasiões. é apenas para radioisótopos.AFTM BH/Pref BH/2012 A atividade desenvolvida na exploração de minerais nucleares. por sua possibilidade de lucro. Prof. O gabarito está indiscutivelmente correto. no entanto outra alternativa poderia gerar dúvidas. Para o autor. cabendo aos particulares exercê-las (art. são autorizadas:  a comercialização e a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos. representam atividades de caráter mais industrial ou comercial. comercialização e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas. E a delegação. Expliquese. 173). Fixação FDC . reserva-se ao Estado o monopólio de certo segmento econômico.

e o Distrito Federal (em razão de seu hibridismo). ou seja. .Os Estados poderão.estrategiaconcursos. Cyonil Borges www.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. (competência enumerada). em razão do resíduo. Logo. O que significa explicação. Prof. isto é. de transporte interestadual ou internacional. que ensina que a partição de competências entre os entes federativos segue o princípio da predominância do interesse. A União tem competência para prestar e regulamentar assuntos de interesse Nacional. 25: § 3º .Aos Estados. compete privativamente: . o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. nas Aglomerações Urbanas. de interesse regional.br Página 31 de 108 . de interesse local. Cyonil Borges – aula 02 Gabarito: alternativa C. a competência só pode ser do Estado. constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes. Aqui destacamos que os serviços do Estado são achados por exclusão. os Estados. 3. recorrer ao Direito Constitucional. de acordo com Lei Complementar. porque à União competem os serviços de natureza interestadual ou internacional.À União a prestação de serviços de telecomunicações. os quais. Vejamos. veja o que estabelece o §3º do art. os serviços de interesse regional. vamos. cumulativa ou múltipla (Local + Regional. mediante lei complementar. nesse ponto) e dos prestados nas Regiões Metropolitanas. Municípios? Não. aglomerações urbanas e microrregiões. à exceção do serviço de gás canalizado (competência enumerada. inicialmente. de radiodifusão sonora e de imagens etc. instituir regiões metropolitanas. competência remanescente? prestar Vamos à de Responda rápido: a quem compete transporte coletivo intermunicipal? serviços União? Não.com. Constitucionalmente. de energia elétrica. municipal e estadual). Competência para Prestação Para abordar melhor a matéria. do que sobra. porque são responsáveis pelos serviços intramunicipais. para integrar a organização. os municípios. de forma residual ou remanescente. regra geral. e nas Microrregiões.

Ao Distrito Federal. Perceberam? Isso mesmo. O fato fez até com o CESPE invertesse o gabarito de um item.br Página 32 de 108 . bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos. o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. em observância.organizar e manter a polícia civil. Assim. E os serviços de gás? Isso mesmo.estrategiaconcursos. .Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. no entanto. Por exemplo: o Metrô de São Paulo é uma Sociedade de Economia Mista prestadora de serviço público de transporte urbano coletivo. da CF/1988: XIII . 21. porém. Foi em prova do Tribunal de Contas da União. incisos XIII e XIV.com. 25 da CF/1988. ao princípio da predominância do interesse. Cyonil Borges www. do Estado de São Paulo e não do Município. nem todos os serviços de competência Estadual são de atribuição Distrital.organizar e manter o Poder Judiciário. No entanto. evidencia de que a enumeração dos serviços na CF/1988 é meramente exemplificativa (não é exaustiva) para os municípios e Estados. em razão da competência cumulativa ou múltipla. por meio de fundo próprio. podem os entes federados criar outros serviços. os serviços de competência dos Estados e dos municípios. ensino infantil e fundamental. nem todos os serviços dos Estados são de competência do Distrito Federal. Prof. E cabe ao Estado a organização dos serviços situados nas regiões metropolitanas. Este último serviço merece destaque. Cyonil Borges – aula 02 Alerte-se que existem serviços intramunicipais também de competência dos Estados. os serviços de transporte coletivo urbano (leiase: intramunicipais). funerários. Veja: Fixação (2007/CESPE/TCU/Analista) O DF deve prestar os serviços públicos previstos como de competência dos estados e dos municípios. É do Estado porque é uma Companhia METROPOLITANA. uma vez que não constam expressamente do texto constitucional. é claro.Aos municípios. de monopólio dos Estados. . XIV . a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. nos termos do §3º do art. local. cumulativamente. É localizado. Vamos à leitura do art.

IMPORTANTE: O exercício da competência comum não está sujeito à regulamentação do serviço publico exclusivamente pela esfera federativa de nível mais elevado. a banca teve de mudar para ERRADO no definitivo. pois a assertiva não contempla as exceções existentes no ordenamento constitucional. antes mantida e organizada pela União. Observemos as justificativas expostas pelo CESPE: alterado de C para E. a Defensoria no DF.cuidar da saúde e assistência pública. até aqui tivemos contato com a competência privativa quanto à prestação de serviços públicos. a qual. de 2012. 23 da CF/1988: É competência comum da União. com os recursos. Aproveitando a passagem do item acima. Bom. e dos Municípios. Cyonil Borges www. podem ser citados exemplificativamente: I .br Página 33 de 108 . Cyonil Borges – aula 02 Gabarito: Letra E. Com a EC 69. nem sempre se faz presente. da justificativa do CESPE acima você pode retirar de seu pensamento a Defensoria do DF. do Distrito Federal. De acordo com a doutrina. a competência comum é de natureza administrativa e. a manutenção dos serviços de Ministério Público. contudo. por exemplo. mesmo que a União não regulamentasse a matéria. sem relação de subordinação entre os entes federativos. diga-se de passagem. Continuemos. garantidora do exercício concomitante por todos os Entes Federados. Prof. Entretanto. Em síntese: a atuação (ou omissão) de um ente da federação não impossibilita a atuação do outro. em condições de igualdade.estrategiaconcursos. Comentários: o gabarito preliminar deste item foi certo. Ou seja. passou à competência legislativa e material do Distrito Federal. isso não impediria de um Estado o prestar. Assim.com.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Segundo disposto no art. Dos serviços decorrentes da competência comum. Justiça e Defensoria Pública pela União dentro do Distrito Federal. quais sejam. da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência. É oportuno registrar que o Legislador Constituinte também previu a execução comum (competência comum) pelos Entes Políticos de determinados serviços públicos. de tal sorte que os serviços públicos serão prestados (executados) de forma paralela. cabe chamar atenção para um detalhe.

e contra o art. não pode o ente de nível mais elevado regular os serviços de forma compulsória para os demais. IX . Fixação (2009/Cespe – Bacen – Procurador) Determinado município editou lei que estabelece o tempo máximo de espera em fila nas instituições bancárias localizadas em seu território. 22. uma vez que a normatização do sistema financeiro nacional é de competência federal — art. seguros e transferência de valores. observe-se que a competência comum não importa subordinação entre os diferentes entes federativos.proporcionar os meios de acesso à cultura. alguns bancos ingressaram com mandado de segurança sob a alegação de que a lei municipal versava sobre matéria de competência da União. tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional. tais como portas eletrônicas com detector de metais e câmaras filmadoras. bem como exige a instalação.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. ainda. com o propósito de se evitar conflitos no âmbito da competência comum ou. evitar a prestação duplicada.com. Por todo o exposto. que dispõe ser da competência reservada do Congresso Nacional dispor sobre matéria financeira. que a lei municipal atentava contra o art. de forma sucinta e Prof.estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. XII . que estatui ser da competência privativa da União legislar sobre política de crédito. da CF. à educação e à ciência.preservar as florestas. responda. Por fim. câmbio. atente-se para recente alteração pela Emenda Constitucional 53/2006. nas agências. instituições financeiras e suas operações. cambial e monetária. Inconformados. Cyonil Borges www. Cyonil Borges – aula 02 V . ou seja. 48. Tendo como referência o texto acima. da CF.promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico. o Distrito Federal e os Municípios. Houve a inserção de leis complementares (plural) no lugar de lei complementar (singular) no parágrafo único do art.estrategiaconcursos. VII. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados. XIII. Vejamos a nova redação: Parágrafo único. de equipamentos de segurança. mesmo. a fauna e a flora. VII . 192 da Constituição Federal de 1988 (CF). Os bancos alegaram.br Página 34 de 108 . 23 da CF/1988.

portanto. indiretamente. pode prestá-los diretamente. A título de exemplificação. aos Estados. Cyonil Borges www. é a atribuição para a fixação do tempo de atendimento ao público e obrigatoriedade de instalação de equipamentos de segurança nas agências bancárias. por meio de concessão e de permissão. e os locais. os assuntos nacionais competem à União. Cyonil Borges – aula 02 fundamentada. seja por seus órgãos ou entidades da Administração Indireta. 4. no entanto. Como esclarece Gustavo Scatolino. instituições financeiras e suas operações. não sendo usurpada.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. cambial e monetária.estrategiaconcursos. seja centralizada ou descentralizadamente.com. a competência reservada ao Congresso Nacional para dispor sobre matéria financeira. É muito comum os concursandos confundirem o conceito de prestação direta com o de Administração Indireta. temos que a fixação do expediente bancário é disciplina de competência privativa da União. Distinta. que se está diante da Administração Indireta a prestação é indireta. além de transgredir competência reservada ao Congresso Nacional? Extensão máxima: 10 linhas. aos Municípios foi reservada competência para legislar sobre tais matérias. no entanto. dispôs sobre matérias que a CF estabelece como sendo da competência privativa da União. o qual. bem como. os regionais. Formas de Prestação e Meios de Execução dos Serviços Públicos Os serviços públicos próprios são de titularidade do Poder Público. ao dispor sobre o tempo de atendimento ao público nas agências bancárias e sobre a obrigatoriedade de instalação de equipamentos de segurança. aos Municípios. para concluir. tendo a Constituição Federal de 1988 adotado como princípio geral de repartição a predominância do interesse. PROPOSTA DE SOLUÇÃO A repartição de competências é o ponto nuclear da noção de Estado Federal. sempre precedidas de licitação. Na visão do Supremo Tribunal Federal. aos seguintes questionamentos: – Pode-se considerar que a lei municipal versa sobre assuntos que se encontram na esfera de competência do município? – É adequado afirmar que a lei municipal. equivocadamente. por intermédio da administração Direta ou da Indireta (autarquias e empresas públicas. a prestação direta corresponde à prestação por meio de sua própria estrutura. Perceba que a prestação direta dos serviços públicos é efetuada pela própria máquina estatal. É o caso do serviço postal.br Página 35 de 108 . prestado pela Prof. por exemplo). pois a esta cabe legislar sobre matéria financeira. Dessa forma.

em que os serviços são prestados pelos próprios órgãos da estrutura da pessoa política (União.com. por exemplo). Abre-se um parêntese para esclarecer que o serviço descentralizado não se confunde. os serviços são prestados por uma única pessoa (repartição pública). com o serviço desconcentrado. e em Administração por Colaboração ou Descentralização por Delegação (também em expressão empregada pela doutrina). tão somente. a descentralização territorial ou geografia. as atribuições são distribuídas entre dois ou mais órgãos da pessoa jurídica. garantindo-se maior eficiência. esta pautada no princípio da especialização. igualmente. Cyonil Borges – aula 02 União.estrategiaconcursos. teremos o serviço público centralizado ou descentralizado. por exemplo). diferencia-a da descentralização. ou do serviço de infraestrutura aeroportuária. em que os serviços são retirados do centro e transferidos para outras pessoas. sob a modalidade de empreitada global. e a descentralização social. porém.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. na execução indireta. os serviços centralizados. descentralizados e desconcentrados podem ser executados direta ou indiretamente. por simplificar a prestação dos serviços. Na desconcentração. Está-se diante de verdadeira técnica administrativa. No caso do parágrafo acima. ou. o que. Então. Estados. em termos doutrinários). inclusive. Distrito Federal e Municípios). Por fim. O serviço centralizado se confunde com o conceito de Administração Direta (Ministérios e Secretarias. Cyonil Borges www. entendeu tudo? Façamos um pequeno exercício. Citam-se.br Página 36 de 108 . Traduzidas. em que os serviços passam a ser prestados com o auxílio de entidades integrantes do Terceiro Setor. obras contratadas por autarquias. em Administração Indireta (ou Descentralização por Outorga. em que se outorga a capacidade genérica administrativa às autarquias territoriais. Enquanto na execução direta. os serviços são prestados aos usuários pela pessoa competente com os próprios instrumentos (equipamentos e funcionários. por exemplo. para fixação: Prof. Já o serviço descentralizado é todo aquele em que o Poder Público transfere a titularidade e execução por lei. respectivamente. a execução por contrato ou ato administrativo a outras pessoas jurídicas. ainda. por meio da Infraero. com caráter de exclusividade por meio da Empresa Brasileira de Correio e Telégrafos. o responsável pela prestação contrata com terceiros a execução de serviços delegáveis.

de 1988 (as concessões e permissões de serviços públicos comuns). (Serviço Descentralizado e Execução Indireta) 4ª A execução sem o próprio aparato é indireta. para regulamentar o art. Sejam comuns ou especiais. de 1995.070.estrategiaconcursos.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. A execução é direta.br Página 37 de 108 . Estados. alterada. a União editou a Lei 8.987. 11. pelas Leis 9. (Serviço Descentralizado e Execução Direta) 3ª A execução. (Serviço Centralizado e Execução Direta) 2ª A forma de prestação por Empresa Pública é descentralizada e DIRETA. entretanto. de 1995. de 1995. Por sua vez. A execução. posteriormente. Cyonil Borges – aula 02 1ª  Como se classifica a prestação e execução de serviços públicos por Ministério com a própria força de trabalho? 2ª Classifique a prestação de serviços por empresa pública. o Poder Público é sempre o titular dos serviços públicos. no Estado do Acre. com a terceirização de serviços? 4ª Serviços prestados por órgãos de Secretaria Estadual com o auxílio de terceiros? Vamos às respostas: 1ª A forma de prestação por Ministério é centralizada e DIRETA. vulgarmente. A execução é direta.com. de 1988.074. 11. Cyonil Borges www.445. Nesse contexto. as concessões são formalizadas por contratos administrativos. 3ª Como se classifica o serviço prestado pelo INSS (Autarquia Federal).767. e com a personalidade jurídica de Direito Privado. como Parceria PúblicoPrivada. (Serviço Desconcentrado e Execução Indireta) 5. é indireta.987. as concessões especiais foram delineadas pela Lei 11. 22 da CF. nas espécies: “serviços públicos” e “serviços públicos precedida de obra pública”. 175 da CF. conhecida. e 12. 175 da CF. com auxílio de terceiros. entidade integrante da Administração Indireta. de 2005.196. de Prof. de 1988. E. As comuns estão disciplinadas pela Lei 8. Concessões de Serviços Públicos Nos termos do art. XXVII do art. DF e Municípios). compete privativamente à União legislar privativamente sobre normas gerais em matéria de licitações e contratos para toda a Administração Pública (União. nos termos do inc. pode ser feita por particulares (descentralização por colaboração ou negocial) As concessões de serviços públicos podem ser comuns e especiais. de 2007. de 2004.

Esclareça-se que a Lei 9.os serviços postais. não instalados em área de porto ou aeroporto. 1o As concessões de serviços públicos e de obras públicas e as permissões de serviços públicos reger-se-ão pelos termos do art. IV .vias federais. em caráter privativo de organizações públicas ou privadas. 2º.987. Fixação 2013/ESAF – DNIT 32. das permissões. pelas normas legais pertinentes e pelas cláusulas dos indispensáveis contratos.. A seguir. III .. buscando atender as peculiaridades das diversas modalidades dos seus serviços.074.) § 2º Independe de concessão. Prof.com.. Cyonil Borges www. enumerou serviços públicos federais sujeitos ao regime das concessões. de 1995. o Distrito Federal e os Municípios promoverão a revisão e as adaptações necessárias de sua legislação às prescrições desta Lei. (. precedidas ou não da execução de obra pública. São eles: I . os Estados. eclusas.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. quando for o caso. § 3o Independe de concessão ou permissão o transporte: I . Cyonil Borges – aula 02 2012.aquaviário. 175 da Constituição Federal. de 1995.de pessoas. e.br Página 38 de 108 . II . A União. precedidas ou não da execução de obras públicas. realizado operadoras de turismo no exercício dessa atividade. diques e irrigações. II . o art. de passageiros. por III . 1º da Lei 8. permissão ou autorização o transporte de cargas pelos meios rodoviário e aquaviário.rodoviário e aquaviário de pessoas. precedidos ou não de obras públicas. que nos reforça o caráter geral da norma: Art. podemos afirmar que se sujeitam ao regime de concessão e.) (.Relativamente ao regime jurídico das concessões de serviço público. foram excluídos do sistema os seguintes serviços: Art.exploração de obras ou serviços federais de barragens. por esta Lei. contenções. ainda que em forma regular. Parágrafo único. No entanto.estrategiaconcursos..estações aduaneiras e outros terminais alfandegados de uso público. que não seja realizado entre portos organizados.

O mais regular.br Página 39 de 108 . os seguintes serviços e obras públicas de competência da União: (. de 1995. Dispõe o art.074. As alternativas “A”. a banca optou pela anulação. nos termos da Lei nº 8. é a exigência da Lei 8.os serviços postais. por consequência. VI . de 1995: Art. quando couber. Abaixo. “B” e “D” estão incorretas.estações aduaneiras e outros terminais alfandegados de uso público. VI do art. contenções. eclusas.. (.exploração de obras ou serviços federais de barragens. não instalados em área de porto ou aeroporto. Cyonil Borges – aula 02 quando couber.987. Porém.) IV . d) transporte de cargas pelos meios rodoviário e aquaviário. de permissão. O inc. precedidos ou não de obras públicas. 2º. b) transporte de pessoas em caráter privativo de organizações públicas ou privadas. precedidas ou não da execução de obras públicas.) Prof. V .vias federais. quando a ilustre organizadora decide pela eliminação dos candidatos. c) saneamento básico e limpeza urbana. em termos de concursos. Cyonil Borges www. e) estações aduaneiras e outros terminais alfandegados de uso público.estrategiaconcursos. de 1995.. Depois dos recursos. Comentários: A resposta preliminar foi letra E. o §3º do art. socorre-se da Lei 9. ainda que de forma regular.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. e.. desnivelar o concurso. 2º da Lei: Art. que não seja realizado entre portos organizados. não instalados em área de porto ou aeroporto. VII .987.074. diques e irrigações. 1º da Lei 9.. de 13 de fevereiro de 1995. 1º coincide com o teor da alternativa “E”. 1º Sujeitam-se ao regime de concessão ou. de permissão a execução indireta do seguinte serviço: a) transporte aquaviário de passageiros.com. precedidas ou não da execução de obra pública. no que se refere às concessões e permissões de serviços públicos.

em que se evidencia a prestação dos serviços de saneamento básico de duas formas: >> Indiretamente.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. de 1995. Cyonil Borges – aula 02 § 3o Independe de concessão ou permissão o transporte: I . II do art. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO MUNICÍPIO. O enunciado da questão “podemos afirmar que se sujeitam ao regime de concessão e. Referência jurisprudencial (Recurso Especial 28222): DIREITO ADMINISTRATIVO E AMBIENTAL. por exemplo. 2º menciona que os serviços já referidos na Constituição Federal ou nas Constituições Estaduais dispensam lei autorizativa. Partindo da premissa da banca. No entanto.217. Perceba. Vejamos: Art. nas Constituições Estaduais e nas Leis Orgânicas do Distrito Federal e Municípios.987. Para encerrar a discussão e justificar a anulação da questão. AMBOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. sempre precedida de licitação na modalidade concorrência pública.br Página 40 de 108 . no regime da Lei nº 11. correta (“saneamento básico e limpeza urbana”). igualmente. aos Estados. de passageiros. SOLIDARIEDADE DO PODER CONCEDENTE. realizado por operadoras de turismo no exercício dessa atividade. A banca adotou uma premissa equivocada. INCISO VI E 225. II . sem lei que lhes autorize e fixe os termos. não significa. Cyonil Borges www. 38 do Decreto 7. ainda que em forma regular. de permissão a execução indireta do seguinte serviço”. DANO DECORRENTE DA EXECUÇÃO DO OBJETO DO CONTRATO DE CONCESSÃO FIRMADO ENTRE A RECORRENTE E A COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO Prof.estrategiaconcursos. observado. Ora. CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. que tais serviços não possam ser executados indiretamente por meio de concessões ou permissões.rodoviário e aquaviário de pessoas. 2º. em caráter privativo de organizações públicas ou privadas. que não seja realizado entre portos organizados. no regime da Lei nº 8. conforme o caso.com. que o caput do art. de 13 de fevereiro de 1995. sobremaneira.107. III . dispensada a lei autorizativa nos casos de saneamento básico e limpeza urbana e nos já referidos na Constituição Federal. quando couber.de pessoas. É vedado à União. mediante contrato de programa autorizado por contrato de consórcio público ou por convênio de cooperação entre entes federados. tais serviços independem de concessão ou permissão de serviços públicos.987. o fato de ser dispensada lei autorizativa nos casos de saneamento básico e limpeza urbana. ao Distrito Federal e aos Municípios executarem obras e serviços públicos por meio de concessão e permissão de serviço público. ARTIGOS 23.aquaviário. vejamos o inc. a letra “C” está. em qualquer caso. de 2010. mediante concessão ou permissão. os termos da Lei 8. de 6 de abril de 2005. >> No âmbito de gestão associada de serviços públicos.

6º da Lei 8.938/81. . aos cidadãos. não devem sofrer solução de continuidade em sua prestação. Princípios Por serem destinados à coletividade. O Princípio da Continuidade estabelece que os serviços públicos não podem sofrer interrupção.987/1995 – Lei das Concessões de Serviços Públicos). vamos avançar pelas diretrizes básicas desse Estatuto das Concessões.estrategiaconcursos. com o concessionário de serviço público municipal.Continuidade Também denominado de Princípio da Permanência. Não se discute. IMPOSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO DE RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO POR ATO DE CONCESSIONÁRIO DO QUAL É FIADOR DA REGULARIDADE DO SERVIÇO CONCEDIDO. contra quem possui direito de regresso. solidariamente.1. §1º da Lei n.º 6. o serviço público prestado aos usuários.95). a responsabilidade do poder concedente não é subsidiária. ou Ribeirão Taboãozinho.Nas ações coletivas de proteção a direitos metaindividuais. por exemplo) devem ser prestados com observância de determinados padrões. enfim. na forma da novel lei das concessões (Lei n. ou a legalidade do contrato administrativo que concedeu a exploração de serviço público. é um forte item de prova. I . os serviços públicos sob a incumbência do Estado ou de seus agentes delegatários (concessionárias e permissionárias. pela poluição causada no Ribeirão Carrito. Cyonil Borges – aula 02 SABESP (DELEGATÁRIA DO SERVIÇO MUNICIPAL). AÇÃO CIVIL PÚBLICA. costuma apontar múltiplos princípios inerentes à prestação dos serviços públicos. OMISSÃO NO DEVER DE FISCALIZAÇÃO DA BOA EXECUÇÃO DO CONTRATO PERANTE O POVO.º 8. 5. DANO AMBIENTAL. solidária com o concessionário de serviço público. Prof. como o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. a liceidade das atividades exercidas pelo concessionário. portanto. 14. o que importa é a potencialidade do dano ambiental e sua pronta reparação Abaixo. a não ser em razão de situações excepcionais.02. deve ser adequado. de 13. com espeque no art. RECURSO ESPECIAL PROVIDO PARA RECONHECER A LEGITIMIDADE PASSIVA DO MUNICÍPIO. com quem firmou "convênio" para realização do serviço de coleta de esgoto urbano.O Município de Itapetininga é responsável.987.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Os mais exigidos são a seguir elencados.br Página 41 de 108 . II . portanto. em tradução aos requisitos do serviço adequado (art. mas objetiva e. Cyonil Borges www.com. É dizer. A doutrina.

e atendeu sua finalidade sem implicar enriquecimento ilícito à indenizada.987/95. 9. inciso II da Lei n. considerado o interesse da coletividade. de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. em nome justamente da preservação da continuidade e da qualidade da prestação dos serviços ao conjunto dos usuários.ADMINISTRATIVO . 4. permite. . se admitida a impossibilidade de suspensão do serviço. excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social. 187 do Código Civil).EMBARGOS CONHECIDOS.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. reprovável estímulo à inadimplência. mas garantia limitada pelas disposições da Lei n. e artigo 91. pela boa-fé ou pelos costumes (art.987/97. § 3º. incisos I e II.000.427/96. artigo 17 da Lei n. APÓS AVISO PRÉVIO.Há expressa previsão normativa da possibilidade de suspensão do fornecimento de energia elétrica ao usuário que deixa de efetuar a contraprestação ajustada (artigo 6º. assentou que "tem-se. Não será o Judiciário. A suposta necessidade da continuidade do serviço público. quando: a) motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações. assim.br Página 42 de 108 . MAS IMPROVIDOS. e b) por inadimplemento do usuário. a colenda Primeira Turma. que a continuidade do serviço público assegurada pelo art.FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA . Recurso Especial 811690 3. 5. não se traduz em uma regra de conteúdo absoluto. Aplicação dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. entretanto.CONSTATADA INADIMPLÊNCIA DO CONSUMIDOR SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO .POSSIBILIDADE . da Resolução 456/2000 da ANEEL).85. a suspensão no seu fornecimento”. ao suspender o fornecimento de energia elétrica em razão de um débito de R$ 0. . e  No caso de interrupção. 8. e sim com flagrante abuso de direito. Cyonil Borges www. em hipóteses entre as quais o inadimplemento.Recebe o usuário. por meio de voto condutor da lavra do ilustre Ministro Teori Albino Zavascki. que. A indenização por danos morais foi fixada em valor razoável pelo Tribunal a quo (R$ 1.987/95. nessa linha de entender. 8. 8.22 do CDC não constitui princípio absoluto. não caracteriza descontinuidade a interrupção da prestação do serviço:  Em razão de situação emergencial. Comete ato ilícito o titular de um direito que.estrategiaconcursos. não agiu no exercício regular de direito. A recorrente. Cyonil Borges – aula 02 Nesse contexto. Aliás.00).com. EREsp 302620 EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA . em vista das limitações previstas na Lei n. Prof. ao exercê-lo.

TJU/AP . pelo prazo fixado em lei. (C) exigência de permanência do servidor em serviço. não são serviços públicos. que. Cyonil Borges – aula 02 insensível relativamente às situações peculiares em que o usuário deixar de honrar seus compromissos financeiros em razão de sua hipossuficiência. com vistas ao atendimento do interesse da coletividade. com igualdade de acesso. depende de sentença judicial transitada em julgado. faculta-se a interrupção dos serviços contratados com base naquela outra norma. regidos pela Lei de Licitações. Nos termos da Lei 8.Cartório) É INCOMPATÍVEL com os princípios inerentes aos serviços públicos: (A) aplicação plena da “exceção do contrato não cumprido” contra a Administração Pública. é permitido ao Estado o resgate (encampação ou retomada) do serviço público concedido. (B) sujeição do exercício do direito de greve a condições especiais. não é oponível ao Poder Concedente a exceção do contrato não cumprido. nesse caso. Mas lá.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. por sua vez. Comentários: Vamos às análises. a interrupção dos serviços públicos dá-se por sentença judicial transitada em Prof. Enfim. . a interrupção.br Página 43 de 108 . (E) paridade de tratamento de usuários. (D) aplicação do instituto da encampação.CORRETA.com. de 1993. em nome do princípio da continuidade. Nos contratos administrativos. Nos contratos de serviços públicos.estrategiaconcursos. de 1995. quando pede exoneração.987. Veremos. mais à frente. registra-se a inaplicabilidade da “exceptio non adimpleti contractus” (exceção do contrato não cumprido) em desfavor do Poder Público.987. a regra é que o descumprimento por uma das partes abre espaço para que outro polo da relação deixe de cumprir a obrigação assumida. Nos acordos entre particulares. de 1995. ainda como aplicação do princípio em análise. depois de 90 dias de inadimplência do Estado-contratante. Por fim. o descumprimento pelo Poder Concedente não autoriza que a concessionária interrompa a execução dos serviços. É importante que o candidato não confunda a regra dos serviços públicos com a prevista na Lei 8..666. Cyonil Borges www. Nos termos da Lei 8. Fixação (2011/FCC .Embargos de divergência conhecidos e improvidos. Alternativa A . chame-se atenção. circunstância que não se amolda ao caso em exame.

é possível verificar que os serviços podem ser interrompidos em caso de inadimplência. pelo fato de não se garantir ao usuário o exercício da ampla defesa e do contraditório. Os serviços públicos são regidos por princípios. Cyonil Borges www. relativa ao mês do consumo. Cyonil Borges – aula 02 julgado.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. em face da essencialidade do serviço. veja-se a posição do STJ (Recurso Especial – Resp 865. Alternativa C .estrategiaconcursos. por exemplo.INCORRETA. Para dar aplicabilidade ao princípio da continuidade. sob pena de infringência ao disposto no art. É que resta cediço que a 'suspensão no fornecimento de energia elétrica somente é permitida quando se tratar de inadimplemento de conta regular. Recurso Especial 941613 Prof. Alternativa D .INCORRETA. De acordo com a jurisprudência dominante. Nesse sentido. restando incabível tal conduta quando for relativa a débitos antigos não-pagos. ao desvio do serviço de forma fraudulenta (o vulgo “gato”). determina a prévia edição de lei específica que fixe as condições para o direito constitucional de greve.INCORRETA. a título de recuperação de consumo de meses. posto bem indispensável à vida. em que há os meios ordinários de cobrança. Alternativa E .com. como. Cumpre observar que a vedação da suspensão dos serviços não diz respeito. Alternativa B . Portanto.br Página 44 de 108 . É compatível com o princípio da continuidade a permanência do servidor público. Gabarito: alternativa A. Sabendo. que o débito decorrente de suposta fraude no medidor não pode ser apurada unilateralmente pela concessionária. no entanto. faculta-se ao Poder Concedente a retomada dos serviços públicos por razões de interesse público (a encampação). de 1988. não há aplicação plena da exceção do contrato não cumprido. em razão de débitos antigos. A CF.841): Não é lícito à concessionária interromper o fornecimento de energia elétrica por diferença de tarifa. o da igualdade. 42 do Código de Defesa do Consumidor. quando a inadimplência decorre do Poder Concedente. com um detalhe: o corte de energia elétrica pressupõe o inadimplemento de conta relativa ao mês do consumo. embora tenha requerido exoneração. obviamente. sendo inviável a suspensão do abastecimento. sob pena de ser ilegítima a suspensão do fornecimento. Mas.INCORRETA.

estrategiaconcursos. como hospitais. escolas e creches. Esse é o entendimento do STJ.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Cyonil Borges – aula 02 É ilegítimo o corte no fornecimento de energia elétrica quando o débito decorrer de suposta fraude no medidor de consumo de energia. de tal distinção.987/1995. pela inadimplência do usuário 3 . Facultativos são os serviços prestados pelas concessionárias e pelas permissionárias. parágrafo único). não poderão sofrer solução de continuidade. II do § 3º do art. em que a remuneração é formalizada por TARIFA (o cidadão usa se e quando quiser). a Lei de Greve (Lei 7.965-MG. Tratemos.943-MG e RESP 337. o Superior Tribunal de Justiça – STJ entendeu que. a concessionária pode suspender a prestação do serviço. necessariamente. pergunta-se: é possível o corte do fornecimento de água? Sim. Nesse caso. art. pois.783.987/1995. caráter tributário. prontos-socorros. taxa judiciária). Ainda. Pergunta instigante: e como fica se o inadimplente for uma pessoa jurídica de Direito Público? No Recurso Especial 649746. desde que não aconteça indiscriminadamente.com. 6º da Lei 8. 17. Cyonil Borges . pois a Fazenda Pública conta com instrumentos hábeis de cobrança. Aplica-se. Para afastar quaisquer dúvidas. ressalte-se que o entendimento do STF é acompanhado pelo Superior Tribunal de Justiça em diversos julgados (RESP 363. www. impostos de forma coercitiva pelo Estado e cobrados mediante TAXA (exemplo: taxa de incêndio. O Supremo Tribunal Federal – STF sinalizou que a cobrança de água pode ser formalizada por preço público.br Página 45 de 108 Prof. Sendo assim fixado por Decreto do Poder Concedente. como a inscrição em dívida ativa para futura execução do devedor. ainda. admite-se a interrupção em virtude do inadimplemento do usuário. é possível. tratando-se de pessoa jurídica de direito público. apura unilateralmente pela concessionária. os serviços compulsórios. prevalece a tese de que o corte de energia é possível (Lei 9. 3 Inc.427/96. logo. não tem. por exemplo). o amigo concursando deve saber distinguir serviços compulsórios de serviços facultativos. Nesse contexto. inclusive (RESP 510478-PB). preservando-se as unidades públicas essenciais. São os serviços regidos pela Lei 8. por analogia. em termos doutrinários. Enquanto isso.

um duplo sentido quanto ao princípio. deve ter o máximo de amplitude. após aviso prévio. ruas. colocam em perigo a sobrevivência. Assim. é claro. tais como delegacias. hospitais e escolas públicas. Por outro lado. a Prof. as condições entre os usuários sejam técnica e juridicamente idênticas. De um lado. assim. não há qualquer ofensa ao princípio da universalidade a existência de faixas distintas de tarifas. da igualdade. a qual prevê situações que. . por exemplo. . a suspensão do fornecimento de energia elétrica de alguns trechos de ruas e não de um bairro ou todo o município. determinado Município devedor não solvesse a dívida oriunda de contas geradas pelo consumo de energia. desde que não sejam atingidas áreas cuja supressão do serviço possa acarretar perigo à segurança da população ou demasiado prejuízo à coletividade. sendo imprescindível a observância de um padrão uniforme em relação aos administrados. não se qualifica como suspensão indiscriminada.com. Cyonil Borges www. os serviços públicos devem ser prestados. Entretanto. seria lícito à concessionária interromper o fornecimento de energia elétrica se. Fica o recado: . assim.No RE 649746.estrategiaconcursos. Cyonil Borges – aula 02 de 1989). – Atualidade Os serviços públicos devem ser continuamente atualizados. a saúde ou segurança da população. o STJ entende que é legal o corte da energia. Afinal. os serviços públicos devem ser prestados ao maior número possível de usuários. o corte não pode ocorrer de maneira indiscriminada. evitando-se. devemos tratar os iguais na medida de suas igualdades e os desiguais à medida que se desigualam. assimilando novas tecnologias e tendências. como já dizia Aristóteles.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. para que não seja considerado ilegítimo. é dizer.br Página 46 de 108 .De acordo com o REsp 594095. da universalidade. quando. Assim. a prestação de serviço público não deve conter discriminações. a todos que satisfaçam as condições para sua obtenção. sem discriminação. não atendidas.Generalidade Por força dos princípios da generalidade. Nota-se.

987/19954! Percebemos. denomina-se: a) atualidade b) eficiência c) desempenho d) efetividade e) tecnologia Comentários: 4 § 2º do art. www. bem como a melhoria e expansão do serviço.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. no sentido de que o progresso da qualidade das prestações ao usuário deve ser considerado um dos direitos do cidadão.estrategiaconcursos. A doutrina reconhece. impõe-se também correlato dever de zelar pelo seu aperfeiçoamento. 6º. Cyonil Borges – aula 02 obsolescência. ainda. como se vê. impõe-se também o correlato dever de zelar pelo seu aperfeiçoamento. claramente. para que os frutos da ciência e da tecnologia sejam distribuídos. ao assumir um serviço como público. de modo que o Estado. o requisito referente à modernidade das técnicas. que a atualidade vem a ser uma das aplicações do princípio da eficiência. Fixação (2002/Esaf – Analista de Comércio Exterior – MDIC) No âmbito do conceito de serviço público adequado. A doutrina costuma denominá-lo. o principio da atualidade vem a ser um corolário do principio da eficiência. a cláusula do progresso. na atualidade. de modo que o Estado. Cyonil Borges . Vejamos o que nos ensina Diogo de Figueiredo: Neste sentido. princípio do aperfeiçoamento ou da adaptabilidade.br Página 47 de 108 Prof. Dos requisitos de serviço adequado é o único que tem definição na Lei 8. mas com ele não se confunde. no sentido de que o progresso da qualidade das prestações ao usuário deve ser considerado como um dos direitos do cidadão. para que os frutos da ciência e da tecnologia sejam distribuídos o mais rápido e amplamente possível. de Tal requisito guarda estreita relação com o princípio da eficiência. do equipamento e das instalações e a sua conservação. tida como cláusula de progresso.com. ao assumir um serviço como público.

com. que é espécie de preço público. Com efeito. Pergunta o amigo Prof.987. recentemente. o único requisito com definição legal é a “atualidade” (princípio do aperfeiçoamento). a tarifa deve se destinar à manutenção do serviço. o Poder Público deve aferir (mensurar. medir) o poder aquisitivo dos usuários. Cyonil Borges – aula 02 Certamente. Assim. 9º da Lei 8. Esclareça-se que as alterações unilaterais nos contratos de concessão não observam o limite de 25%. de modo geral.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº.estrategiaconcursos. acessível. de acordo com o estabelecido no contrato firmado. proporcionando a justa remuneração ao concessionário.987/1995). em razão do evento verificado (art. sendo cabível. Há uma inclinação de o concursando escolher “eficiência”. as tarifas devem ser módicas o suficiente para permitir a inclusão de um maior número de usuários quanto à utilização do serviço concedido. reviu o projeto do “Trem-bala” para que recalculassem as tais receitas alternativas. – Modicidade das Tarifas O prestador do serviço público deve ser remunerado de maneira razoável. estipulado. porém. isto é. afinal são requisitos previstos no art. se necessário. Ao longo desta aula.br Página 48 de 108 . ninguém duvida que a prestação dos serviços públicos seja pautada na modicidade da tarifa. de 1995. Gabarito: alternativa A. como sobredito. Inclusive. o bom candidato ficaria entre as alternativas “A” e “B”. Para que mantenham o equilíbrio financeiro inicialmente estabelecido. o amigo leitor já teve e terá outros sinais de que a forma de remuneração das concessões ocorre por meio de tarifas. 6º da Lei 8. o dever da manutenção do equilíbrio econômico-financeiro acima de tais patamares. para que estes não sejam alijados do universo de beneficiários. as tarifas deverão ser revisadas periodicamente. os usuários não devem ser onerados de maneira excessiva. sabiam? Bom. portanto. bem como ao seu contínuo aperfeiçoamento. Contudo. Cyonil Borges www. com o propósito de manter a tarifa cada vez mais atrativa. Voltando um pouco: o que são receitas alternativas? Vai dizer que não ficou com dúvidas? O Tribunal de Contas da União.666/1993. e não por taxas (espécie tributária). para mais ou para menos. o Legislador prevê as chamadas receitas alternativas ou complementares. conforme previsto na Lei 8.

com urbanidade. ainda. consumo per capita. não há qualquer ilegalidade em cobranças diferenciadas pela prestação de serviços públicos.com. acessórias ou de projetos associados que poderão ser gerados com a concessão (art. cujos valores são menores para a população de menor renda. outras fontes provenientes de receitas alternativas. não é verdade? Porém. etc.estrategiaconcursos. o TCU recomendou que as receitas advindas da exploração econômica das estações próprias de passageiros e do transporte de pequenas cargas sejam revertidas em benefício da modicidade tarifária. respondemos. os usuários-cidadãos do serviço público.br Página 49 de 108 . tais como: renda. São (ou podem ser) receitas alternativas. que ligará RJ-SP-Campinas. Enfim. a s quais. Em outras palavras. Quem nunca percebeu. Para o cálculo das tarifas devem ser consideradas. veja-se a tarifa social de energia elétrica. Por fim. IV do art. 11 da Lei). vulgo “Trem-Bala”. poderão ser diferenciadas em função das características técnicas e dos custos específicos provenientes do atendimento aos distintos segmentos de usuários (art. Essa última passagem reforça a ideia de as tarifas serem diferenciadas não importa ofensa ao princípio da igualdade (da universalização). ainda. as receitas alternativas e complementares obtidas pela futura concessionária reduzirão o custo da passagem do trem. 23). revertendo em redução da tarifa para o usuário. ante o que estabelece o princípio da igualdade. registre-se que o reajuste e revisão das tarifas são cláusulas essenciais nos contratos de concessão as que se refiram à revisão e ao reajuste das tarifas (inc. Cyonil Borges www. por exemplo. é dever do prestador do serviço tratar com civilidade. terrenos públicos sendo explorados por particulares? Isso mesmo. complementares. ao longo das estradas tarifadas (Via Dutra ou Carvalho Pinto ou Bandeirantes ou qualquer rodovia tarifada). utilizadas com a finalidade de ajudar no custo do serviço.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. No caso do Trem de Alta Velocidade. Cyonil Borges – aula 02 concursando: mas o que isso tem a ver com receita alternativa? Tudo. Talvez este seja entre os requisitos aquele que muitas vezes sentimos falta. 13). dado que sem os usuários o que seria do serviço público? Prof. desde que se atenda diversos critérios. – Cortesia Um breve parêntese. Nesse quadro.

só é possível a prestação de serviços públicos de forma indireta. no Brasil. quando prestados pelo Poder Público.987/1995.br Página 50 de 108 . cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. devendo o prestador adotar as providências necessárias para minimizar estes riscos. Cyonil Borges www. Fixação (2006/ESAF – AFT) Quanto ao serviço público. mas também a dignidade do destinatário do serviço. Ao se proceder a avaliações quanto à eficiência. caput. da CF/1988). assinale a afirmativa verdadeira. essas medidas possuem uma relação de custo-benefício que deve ter em conta não só fatores econômicos. 37. continuidade. mas se trata da consecução (execução) de um dever (encargo público – múnus público). A lista completa dos requisitos do serviço adequado está na Lei 8. ou dever. só podem ser executados por entidades ou órgãos de direito público. Prof. Cyonil Borges – aula 02 Pode-se afirmar que o destinatário do serviço público tem o direito de ser tratado com urbanidade e cortesia. no Brasil. b) A permissão e a autorização para a prestação de serviços públicos depende de prévia licitação. de eficiência encontra embasamento constitucional (art. bem como de um direito do cidadão. como tivemos oportunidade de estudar. . seja exercido pelo Estado ou por empresas privadas. a) Pela Constituição Federal. já afirma a doutrina.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº.estrategiaconcursos. mesmo porque a prestação que lhe é ofertada não consubstancia um favor que lhe é generosamente concedido. c) Os serviços públicos. 6º: regularidade. aportando recursos de maneira adequada entre o serviço a ser prestado e a demanda social. eficiência. d) Os serviços públicos. Obviamente. são prestados sob regime jurídico especial. atualidade. o Poder Público poderá aperfeiçoar suas alocações de recursos.com. generalidade. segurança. em seu art. – Eficiência O princípio.Segurança Os serviços públicos devem ser prestados sem riscos ao usuário. distinto do comum.

b) Continuidade/cortesia. 175 dispõe que a prestação também pode ser INDIRETA. Obviamente. c) Controle/economicidade. o conceito de serviço adequado encontra-se no art. isso não quer dizer que o serviço público seja descontrolado e antieconômico! É tão-somente pelo fato de o comando da questão determinar identificar o serviço adequado. distinto do comum. necessariamente. por exigir a decoreba do dispositivo. Fixação (2007/ESAF – SEFAZ/CE) Assinale a opção que contenha condições que não são tidas como necessárias para a caracterização do serviço adequado. 8. empresa pública federal. Alternativa D – INCORRETA. Gabarito: alternativa C. Comentários: Alternativa A – INCORRETA. Bom. Como visto.br Página 51 de 108 . está incorreto afirmar que deve ter.987/95. Comentários: É daquelas questões maldosas da ESAF. de natureza privada. ao efetuarmos a leitura do §1º do art. sociedade de economia mista estadual. 6º da Lei de Concessões. em que o regime jurídico é especial. incorreta a afirmação de não se achar positivado. a) Regularidade/modicidade das tarifas. 6º da Lei de Concessões. personalidade jurídica de direito público. NOS TERMOS DA LEI! Gabarito: alternativa C. Alternativa E – INCORRETA. No Brasil. Logo. Alternativa B – INCORRETA. Cyonil Borges www. nos termos da Lei n. Cyonil Borges – aula 02 e) A fórmula do denominado “serviço adequado” não foi positivada pelo direito brasileiro. A autorização de serviço público dispensa o prévio procedimento licitatório. Fixação Prof. logo. A prestação de transporte coletivo de Metrô na Cidade de São Paulo é feita pela Companhia Metropolitana. Item C – CORRETA.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº.com. d) Eficiência/generalidade. vigora o critério formal para a definição de serviços públicos. Por exemplo: a prestação de serviços públicos de correio é feita pela Empresa Brasileira de Correios. O art.estrategiaconcursos. não encontramos controle e sequer economicidade. e) Atualidade/segurança.

e. gera o direito de a construtora receber pelos serviços. pode explicar mais detalhadamente tais efeitos? Sim. (B) eficiência. em alguns casos. assim. com um pouco de concentração. Cyonil Borges www. Direitos e Obrigações A regra é que os contratos administrativos disponham de efeitos bilaterais (comutatividade). perceberia a coincidência com o princípio da continuidade do serviço público. prevê. Há apenas dois polos na relação contratual.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. eficiência e modicidade. Cyonil Borges – aula 02 (2010/FCC – TJ/PI – Assessor) NÃO corresponde a um dos princípios inerentes ao regime jurídico dos serviços públicos o princípio da: (A) cortesia. na modalidade concorrência. a cortesia. por sua vez. Ao contrário da individualização. 6º da Lei 8. Comentários: O art. (D) permanência. o candidato ficaria entre as alternativas “D” e “E”. até quadrilaterais. Prof. Por exemplo: depois de regular procedimento de licitação. (C) modicidade. a permanência não é requisito expresso. firma contrato administrativo de concessão com a referida empresa. assim. de 1995. Trilaterais? Quadrilaterais? Professor. Nos contratos de concessão de serviços públicos. O Estadoadministrador.estrategiaconcursos. a Lei de Concessões prevê o requisito da generalidade. na qualidade de Poder Concedente. expressamente. sagrou-se vencedora a empresa Tício S/A. porém.com. Gabarito: alternativa E. Chegamos. Nesse instante. para a prestação de serviços públicos. Portanto. acarretem direitos e obrigações recíprocos entre as partes. Por exemplo: o contrato de obra pública entre a União e a construtora “X” gera o dever de a União remunerar os serviços prestados. à alternativa “E”. e. de efeitos bilaterais. com geração de direitos e obrigações entre Poder Concedente e Concessionária.br Página 52 de 108 . temos o típico contrato administrativo. De fato. daí a sua correção. 5. (E) individualização. os efeitos são trilaterais. vamos por partes.2.987. e o dever de prestar o serviço adequado. e o direito de receber o serviço adequado.

esse afastamento não deve ser feito de forma atropelada. direitos e obrigações referentes à prestação de serviços públicos. concessionário e usuário. tendo por destinatários os usuários. consideradas indelegáveis ao particular (segurança. justiça. Nesse contexto. houve a necessidade de o Estado intensificar o controle. Exige-se do Estado o mínimo de planejamento. o Estado afasta-se. Referência doutrinária (Carvalho Filho) Na concessão de serviço público há situações jurídicas sucessivas. dele decorrem outras relações jurídicas. como. Importante é saber que na concessão de serviço público há uma tríplice participação de sujeitos: concedente. em que se abre espaços para o particular em áreas que este seja autossuficiente.com. parcialmente. assim.987. Cyonil Borges – aula 02 Ocorre que a Concessionária é prestadora de serviços públicos. Prof. devem ficar a cargo do Estado as atividades que lhe são próprias como ente soberano. da função de executor. comerciais. financeiras). legislação. No entanto. Professor. no Brasil. as Parcerias Públicas Privadas. entendido o efeito trilateral.estrategiaconcursos. defesa. polícia). é detentor de direitos e obrigações. Está-se.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. como. Daí se concluir pela existência de efeitos trilaterais (Poder Concedente. de um lado o negócio se inicia pelo ajuste entre o Poder Público e o concessionário. com a entrega da prestação de serviços públicos a particulares. por vezes. a ANATEL na área de Telecomunicações. de 1997. se.br Página 53 de 108 . E o quadrilateral? Vejamos. os Contratos de Gestão. o usuário. a fiscalização e a normatização dos setores entregues aos particulares. têm. saúde. e devem ser regidas pelo princípio da subsidiariedade as atividades sociais (educação. como as que vinculam o concedente ao usuário e este ao concessionário. por exemplo. Cyonil Borges www. assistência) e econômicas (industriais. apesar de não ser formalmente parte no contrato. Para esse fim. e à regulação. pesquisa. Enfim. Como nos esclarece Maria Sylvia Di Pietro. os Termos de Parceria. A dinâmica dos Estados Modernos tem sido pela adoção de mecanismos de “parcerias” com a Administração Privada. para render-se ao fomento. E. Concessionária e Usuários). relações exteriores. Tais entidades. de natureza pública e de regime especial. nos termos da Lei 8. Com efeito. surgiram as Agências Reguladoras. cultura. por exemplo. que lhe imprimem um caráter triangular. as quais o Estado só deve exercer em caráter supletivo da iniciativa privada. diante do Estado subsidiário. à fiscalização.

Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. de 1997. em cuja competência se encontre o serviço público. Cyonil Borges – aula 02 Assim. prevista na Lei 11. Ou seja. 2º da Lei 8. Falou-se até aqui de contrato de concessão.481. notadamente. então entidades administrativas. a distribuição de competências estabelecida pelo texto constitucional (princípio da preponderância do interesse). Entretanto. Atuam.1. 9. Professor. como ocorreu com as Leis 9. considera-se: I .987. como Poder Concedente. é digno de nota que nem toda concessão é formalizada por contratos administrativos . de 1988 ( ato administrativo). o Estado. Prof. 2o Para os fins do disposto nesta Lei. Concessionária. 5.2. observando-se. o Distrito Federal ou o Município. precedido ou não da execução de obra pública. é conveniente entendermos o seu alcance. com especial poder de fiscalização e controle das atividades desenvolvidas. Cyonil Borges www. de 2007 (ato administrativo). que autorizaram. assim. Conforme Fernanda Marinela. à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) a celebrarem contrato de concessão. a relação de trilateral passa à quadrilateral (Ente Político Concedente. passemos aos direitos e deveres do Poder Concedente. Porém.br Página 54 de 108 . de 1995: Art.poder concedente: a União. essas duas últimas não se trata de concessões de serviços públicos. Autarquias. por exemplo. objeto de concessão ou permissão. Vencida essa consideração preliminar. dispõe o inc. em todo caso.com. I do art. Usuários e Agências Reguladoras).estrategiaconcursos. não podem funcionar como Poder Concedente? Não é bem assim. Vejamos. Sobre o tema. a possibilidade de celebração de contrato de concessão vem sendo delegada por leis específicas a algumas autarquias. Poder Concedente Antes de listarmos os direitos e encargos do Poder Concedente. como. nessa ordem. 176 da CF. de 1996. Perceba que o inciso lista exclusivamente entes políticos. nos termos do art. É o caso da concessão de uso especial para fins de moradia. são os entes Federados que detêm a competência para realizar as concessões de serviços públicos. apesar da definição legal de poder concedente. às agências reguladoras. E da concessão para a exploração das jazidas. conforme a Lei.472.427.

das normas pertinentes e do contrato. nos casos e condições previstos em lei. prestar serviço adequado e manter em dia o inventário e o registro dos bens vinculados à concessão.com. Incumbe à concessionária: I . VI . na forma prevista nesta Lei.987/1995.incentivar a competitividade. receber. como. nas normas técnicas aplicáveis e no contrato. XI .aplicar as penalidades regulamentares e contratuais.regulamentar o serviço concedido. São exemplos de encargos do Poder Concedente: I . preservação do meio-ambiente e conservação. II .2. Concessionária produtividade. IV .extinguir a concessão.estrategiaconcursos. lista os encargos e os direitos a cargo do Poder Concedente.estimular a formação de associações de usuários para defesa de interesses relativos ao serviço. das providências tomadas. no art.homologar reajustes e proceder à revisão das tarifas na forma desta Lei.intervir na prestação do serviço.987. de 1995.br Página 55 de 108 . que serão cientificados. nos casos previstos nesta Lei e na forma prevista no contrato. Cyonil Borges – aula 02 O art. 5. 31.2. em até trinta dias. entre outros: Art.prestar serviço adequado. fornece um rol de atribuições a cargo das concessionárias.zelar pela boa qualidade do serviço. 31. 29 da Lei 8. Vamos nos socorrer à literalidade da Lei 8. São exemplos de direitos do Poder Concedente: II .Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. apurar e solucionar queixas e reclamações dos usuários.estimular o aumento da qualidade. Prof.manter em dia o inventário e o registro dos bens vinculados à concessão. X . Cyonil Borges www. por exemplo. III . V . a qual. e XII .

Cyonil Borges www. às obras. bem como segurá-los adequadamente. aplicar e gerir os recursos financeiros necessários à prestação do serviço. por exemplo. bem como a seus registros contábeis. ajuizar a ação na justiça. pagar as indenizações cabíveis. sem maiores problemas.promover as desapropriações e constituir servidões autorizadas pelo poder concedente. observe-se que a declaração de desapropriação não pode ser feita pela concessionária. desde que haja previsão no edital e no contrato. IV . possível papel das De pronto. conforme previsto no edital e no contrato. e VIII . VII . não se estabelecendo qualquer relação entre os terceiros contratados pela concessionária e o poder concedente.permitir aos encarregados da fiscalização livre acesso. VI . Questão interessantíssima é saber o concessionárias quanto à desapropriação.captar. Parágrafo único.cumprir e fazer cumprir as normas do serviço e as cláusulas contratuais da concessão.com. As contratações.zelar pela integridade dos bens vinculados à prestação do serviço. nos termos definidos no contrato.estrategiaconcursos. inclusive de mão-de-obra. Cyonil Borges – aula 02 III .Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. em qualquer época.prestar contas da gestão do serviço ao poder concedente e aos usuários. como. em caso de desapropriação não amigável. Esclareça-se que a promoção não passa de dar curso às tratativas do procedimento de desapropriação. V .br Página 56 de 108 . Já a promoção da desapropriação pode ser entregue à concessionária. feitas pela concessionária serão regidas pelas disposições de direito privado e pela legislação trabalhista. é ato exclusivo do Estado. aos equipamentos e às instalações integrantes do serviço. Fixação (2003/Esaf – Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental/MPOG) No âmbito da legislação federal sobre Prof.

987. d) da concessionária ou do Estado.br Página 57 de 108 tem . exclusivamente. Fixação (2005/FCC – TCE/MA Anal-Controle-Externo) O Estado firmou contrato de concessão de rodovias. c) do Estado. assinale o encargo que não é exclusivo do poder concedente: a) regulamentar o serviço concedido b) promover desapropriações c) aplicar penalidades contratuais d) homologar reajustes tarifários e) extinguir a concessão Comentários: Questão excelente. o qual também tem competência exclusiva para promover a desapropriação. Já a promoção da Prof. tendo a concessionária competência para promover a desapropriação. as concessionárias acham-se habilitadas à promoção da desapropriação. b) do Estado. De acordo com a Lei 8. a qual também competência exclusiva para promover a desapropriação. o qual prevê. Cyonil Borges www. em data posterior à questão em análise.estrategiaconcursos. Gabarito: alternativa B.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. exclusivamente.com. Comentários: A declaração de desapropriação não pode ser feita pela concessionária. pois é ato exclusivo do Estado. conforme previsto no contrato. de 1997. se houver previsão contratual. obras de duplicação das pistas para as quais se faz necessária a desapropriação de áreas particulares. Cyonil Borges – aula 02 serviços públicos. como obrigação da concessionária. portanto. previu-se a possibilidade de o contrato da PPP estabelecer penalidades aplicáveis em desfavor do Poder Concedente. na Lei da Parceria Público-Privada. conforme previsto no contrato. desde que previsto no contrato. datada de 2004. Acrescenta-se que. e) da concessionária. exclusivamente. A competência para expedir a declaração expropriatória é a) da concessionária ou do Estado. tendo o Estado competência exclusiva para promover a desapropriação. devendo o contrato definir também quem terá competência para a desapropriação.

25 da Lei. respondam: a ausência de fiscalização atenua ou exclui a responsabilidade da concessionária? Nem uma coisa nem outra! O fato de o Estado não ter fiscalizado a execução da concessão não tem o condão (efeito) de inverter a responsabilidade da concessionária (não atenua e sequer exclui a responsabilidade). enfim. 31 da Lei de Concessões. reproduza-se o art. Incumbe à concessionária concedido.com. julgue o item subsequente. a prestadora continua diretamente responsável junto aos usuários e a terceiros. Cyonil Borges – aula 02 desapropriação pode ser entregue à concessionária. 25. percebe-se que as contratações. aos usuários ou a terceiros. incumbindolhe a responsabilidade por todos os prejuízos causados ao poder concedente. À concessionária cabe a execução do serviço concedido. cabendo-lhe responder causados ao poder concedente. haja previsão no Edital e no Contrato. Gabarito: alternativa C. inclusive de mão-de-obra. Nos termos do parágrafo único do art. Ainda no que concerne à responsabilização das concessionárias.br Página 58 de 108 . Fixação AGU 2012 Cespe A respeito de concessões e permissões de serviço público. 25. não admitindo a lei que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue tal responsabilidade.estrategiaconcursos.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. sem maiores problemas. incumbe à concessionária a execução do serviço concedido. Daí a correção do item C. em seu art.987. aos sem que a fiscalização exercida pelo ou atenue essa responsabilidade. A promoção não passa de dar curso às tratativas do procedimento de desapropriação. não se estabelecendo qualquer relação entre os terceiros contratados pela concessionária e o poder concedente. obviamente. pagar as indenizações cabíveis. a execução do serviço por todos os prejuízos usuários ou a terceiros. como. (Certo/Errado) Comentários: Nos termos da Lei 8. cabendo-lhe responder por todos os Prof. Cyonil Borges www. por exemplo. serão regidas pelas disposições de direito privado e pela legislação trabalhista. desde que. órgão competente exclua A partir da leitura. feitas pela concessionária. Vejamos: Art. de 1995.

É!.br Página 59 de 108 . Acrescenta-se que existem precedentes jurisprudenciais que já apontam para a responsabilidade do Poder Concedente por culpa in vigilando [falta de fiscalização] ou in eligendo [escolha inadequada].Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Isso mesmo. Professor. Não há transferência de gestão do serviço para a órbita alheia. nos Estados e no Distrito Federal. Cyonil Borges www. o mínimo de seis datas opcionais para escolherem os dias de vencimento de seus débitos. Vejamos o que diz a Lei 8. nos Estados e no Distrito Federal. Em nosso sentir. de direito público e privado. As concessionárias de serviços públicos. o Senhor menciona “concessionárias de serviços público de direito público”.estrategiaconcursos. Há entendimentos na jurisprudência. no caso. baseou-se na literalidade da lei. Cyonil Borges – aula 02 prejuízos causados ao poder concedente. Gabarito: CERTO. por lei. no parágrafo imediatamente anterior. de oferecer ao consumidor e ao usuário. em que a pessoa federativa. está-se diante de concessão imprópria de serviços públicos. dentro do mês de vencimento. 7º-A. no entanto. sob o controle e tutela seus. dentro do mês de vencimento. são obrigadas a oferecer ao consumidor e ao usuário. É o que a doutrina denomina de concessãodescentralização. Destaque-se que a resolução dos conflitos surgidos pode ser resolvida com o emprego de mecanismos privados. A questão. no Brasil e em língua portuguesa. onde a pessoa política titular da competência para prestar o serviço não aliena de si o poder de controle sobre a prestação. sendo realizada. Outro importante encargo é o que têm as concessionárias de serviços públicos. o mínimo de seis datas opcionais para escolherem os dias de vencimento de seus débitos. outorga a prestação de serviços públicos à entidade administrativa da própria estrutura do Estado. de direito público e privado. Isso é possível? SIM. Atribui o serviço a ente integrante da Administração Indireta (autárquica ou não). Referência doutrinária (Marçal Justen Filho): Existe concessão-descentralização. nem existem interesses distintos de concedente e concessionários. como sujeito com interesses Prof. inclusive a arbitragem. sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa responsabilidade. Fica aqui o conselho: quando o Cespe não cita doutrina ou jurisprudência. siga a lei seca. aos usuários ou a terceiros.com.897/1995: Art.

o art. até o limite que não comprometa a operacionalização e a continuidade da prestação do serviço. nos Estados e no Distrito Federal.estrategiaconcursos. são obrigadas a oferecer ao consumidor e ao usuário. as concessionárias poderão oferecer em garantia os direitos emergentes da concessão. na qualidade de licitante. § 2o Declarada vencedora a proposta referida neste artigo.com. de 1995): Art. A prestação do serviço não é retirada da órbita administrativa do sujeito que é titular para sua prestação. de concorrência para concessão e permissão de serviço público.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. E. dentro do mês de vencimento. 28-A da Lei dispõe que: Art. serão. As concessionárias de serviços públicos.074. firmados entre a empresa estatal e os fornecedores de bens e serviços. 28-A. Cyonil Borges – aula 02 próprios. (Certo/Errado) Comentários: As concessionárias de serviços públicos. que versam sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos.br Página 60 de 108 . obrigatoriamente. os contratos definitivos. o mínimo de seis datas opcionais para escolherem os dias de vencimento de seus débitos. § 1o Os pré-contratos conterão. Fixação (2006/CESPE – CENSIPAM) Julgue os itens a seguir. Gabarito: CERTO Porém. no caso de outro licitante ser declarado vencedor. nos contratos de financiamento. cláusula resolutiva de pleno direito. na mesma linha. destinados a investimentos relacionados a contratos de concessão. colher preços de bens ou serviços fornecidos por terceiros e assinar pré-contratos com dispensa de licitação. para compor sua proposta. sem penalidades ou indenizações. de direito público e privado. de direito público e privado . obrigatoriamente. 32. nos estados e no Distrito Federal. dentro do mês de vencimento. Referência legislativa (Lei 9. Para garantir contratos de mútuo de longo prazo. submetidos à apreciação dos competentes órgãos de controle externo e de fiscalização específica. poderá. o mínimo de seis datas opcionais para escolherem os dias de vencimento de seus débitos. não só de encargos vivem as concessionárias. Cyonil Borges www. A empresa estatal que participe. em qualquer de suas Prof. são obrigadas a oferecer ao consumidor e ao usuário. Por exemplo: nos termos 28 da Lei.

as concessionárias não poderão oferecer em garantia os direitos emergentes da concessão. em caráter fiduciário. parcela de seus créditos operacionais futuros.br Página 61 de 108 .Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. destinados a investimentos relacionados a contratos de concessão. vez que sua extinção ocorrerá pelo advento do termo contratual. cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente. até o limite que não comprometa a operacionalização e a continuidade da prestação do serviço”. destinados a investimentos relacionados a contratos de concessão. Comentários: Vamos direto à análise dos quesitos. Cyonil Borges www. em caráter fiduciário. De acordo com o art.com. ou pela anulação. em qualquer de suas modalidades. as concessionárias poderão ceder ao mutuante. 28-A da Lei dispõe que: Art. Para garantir contratos de mútuo de longo prazo.. Cyonil Borges – aula 02 modalidades. não se admite que as concessionárias cedam ao mutuante. as concessionárias poderão ceder ao mutuante. parcela de seus créditos operacionais futuros . b) para garantir contratos de mútuo de longo prazo. em qualquer de suas modalidades.. Alternativa B – INCORRETA.987/1994: Alternativa A – INCORRETA. em caráter fiduciário. observadas as seguintes condições: (. e) a encampação e a caducidade não extinguem a concessão. d) o contrato de concessão poderá prever o emprego de mecanismos privados para resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato. A responsabilização será atenuada em razão da existência da fiscalização exercida pelo órgão competente. Os artigos citados referem-se à Lei 8. O art. aos usuários ou a terceiros. “Nos contratos de financiamento. inclusive a arbitragem. observadas as seguintes condições: Fixação (2008/ESAF – CGU – Prova 2) Sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos é correto afirmar: a) nos contratos de financiamento. c) incumbe à concessionária a execução do serviço concedido. 28 da Lei. 28-A. parcela de seus créditos operacionais futuros.) Prof. nos termos da lei.estrategiaconcursos. as concessionárias poderão oferecer em garantia os direitos emergentes da concessão. pela rescisão.

toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado que satisfaça as condições de atualidade compreendendo a modernidade das instalações e a sua conservação. Alternativa E – INCORRETA. IV. 2º da Lei. a título precário. Prof.com. A fiscalização exercida pelo órgão competente não exclui ou sequer atenua a responsabilidade (art. modernamente. d) Apenas o item IV está incorreto.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. da prestação de serviços públicos. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas.estrategiaconcursos. inclusive a arbitragem. são obrigadas a oferecer ao usuário. busca melhorar e aperfeiçoar o atendimento ao público. no caso. o mínimo de seis datas opcionais para escolherem os dias de vencimento de seus débitos. as concessionárias de serviços públicos de direito privado. e) Apenas o item II está incorreto. mediante licitação. O art. considera-se permissão de serviço público a delegação. A encampação e a caducidade são sim formas de extinção (art. dentro do mês de vencimento. II. Fixação (2008/ESAF – EPPG) O serviço público. nos Estados. daí a correção do quesito. considera-se concessão de serviço público a delegação de sua prestação. II do art. mediante licitação. sendo realizada. Cyonil Borges – aula 02 Alternativa C – INCORRETA. 25 da Lei). c) Todos os itens estão corretos. não se preocupe! Gabarito: alternativa D. 35 da Lei). a) Apenas o item I está correto. no Brasil e em língua portuguesa. Alternativa D – CORRETA. feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica ou consórcio de empresas. III. na modalidade concorrência.br Página 62 de 108 . Inc. feita pelo poder concedente. 23-A é expresso nesse sentido. Analise os itens a seguir: I. b) Apenas o item III está correto. Assinale a opção correta. Isso será visto com mais profundidade mais adiante. Cyonil Borges www. ao admitir o emprego de mecanismos privados para a resolução de conflitos. Comentários: Item I – CORRETO.

A regra é que a indenização pela desapropriação é paga por aquele quem a promove. No quesito. e às instalações integrantes do serviço. necessários à prestação do serviço. Na verdade. daí a incorreção do item. Exatamente como determina o art. Item IV – CORRETO. b) permitir acesso da fiscalização do poder concedente e dos usuários aos seus registros contábeis.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. por exemplo. logo. bem como a concessão não poder feita com pessoa natural (leia-se: física). aos equipamentos. É verdade que a concessionária deve permitir o livre acesso. considerase encargo da concessionária: a) arcar com as indenizações de desapropriações promovidas pelo Poder Público de bens necessários à execução do serviço concedido. isso é franqueado (garantido) aos ENCARREGADOS DA FISCALIZAÇÃO e não ao público em geral. Alternativa A – INCORRETA. é o único conceito previsto na Lei 8. Fixação (2005/ESAF – AFRFB) Na concessão de serviço público. nos termos contratuais.estrategiaconcursos. os demais requisitos de serviço adequado têm conceito doutrinário. junto ao poder concedente. Cyonil Borges – aula 02 Item II – INCORRETO. bem como a seus registros contábeis. às obras. fica claro que a promoção foi pelo Poder Público. d) dar publicidade periódica de seus resultados financeiros aos usuários. em qualquer época. porém.987/1995. daí a incorreção do quesito.com. conforme previsto no edital e no contrato. 6º da Lei traz expressamente o conceito de atualidade. Gabarito: alternativa E.br Página 63 de 108 . Alternativa B – INCORRETA. O §2º do art. Cyonil Borges www. quem arcará com a indenização não é a concessionária. Item III – CORRETO. A permissão não pode ser viabilizada junto a consórcio de empresas. daí a incorreção do item. e) constituir servidões administrativas autorizadas concedente. c) captar recursos financeiros. como. pelo poder Prof. Comentários: O art. prestar serviço adequado e manter em dia o inventário e o registro dos bens vinculados à concessão. 7-A da Lei de Concessões. 31 da Lei de Concessões fornece um rol de atribuições a cargo das concessionárias.

São encargos dos usuários:  Levar ao conhecimento do poder público e da concessionária as irregularidades de que tenham conhecimento. porém.  Obter do Poder informações para ou coletivos. com liberdade de escolha entre vários prestadores de serviços. atende aos requisitos da continuidade. no mínimo. seis datas oferecidas pela Concessionária.estrategiaconcursos. de 2009. conforme previsto no edital e no contrato”. Gabarito: alternativa E. 5. entre outros requisitos. Cyonil Borges www. Alternativa E – CORRETA.com. e gerir os recursos financeiros necessários à prestação do serviço.007. É realmente encargo captar. observadas as normas do poder concedente. não propriamente de seus resultados financeiros. daí a incorreção do quesito. atualidade. os usuários-consumidores são protegidos pela Lei 8. entre. referentes ao serviço prestado. modicidade das tarifas e cortesia. e Concedente e da Concessionária a defesa de interesses individuais  Obter e utilizar o serviço. que assegurou aos usuários consumidores o direito à declaração de quitação anual de débitos a ser emitida pelas pessoas jurídicas prestadoras de Prof.2.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. 31: “promover as desapropriações e constituir servidões autorizadas pelo poder concedente. não junto ao Poder Concedente. Estabelece o inciso VI do art. assim entendido aquele que. quando for o caso.  Comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos  Contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos através dos quais lhes são prestados os serviços.br Página 64 de 108 . O dever é de prestar contas da gestão ao poder concedente e aos usuários. daí a incorreção do item. daí a correção do item. Cyonil Borges – aula 02 Alternativa C – INCORRETA. Entre outros.078. apresenta-nos a Lei 12. Carvalho Filho. aplicar. de 1990). são direitos dos usuários:  Receber serviço adequado. de 1995.  Escolher o dia de vencimento dos débitos. Alternativa D – INCORRETA.987. Usuários Além da disciplina do Código do Consumidor (Lei 8. praticados pela concessionária na prestação do serviço.3.

vimos que os serviços públicos podem ser executados indiretamente. por intermédio.987. a não ser nos casos expressamente previstos em lei. podendo ser emitida em espaço da própria fatura. ainda que inexista serviço público alternativo e gratuito para o usuário. 5. tais como os serviços de telefone. Prof. Então. entretanto. e.br Página 65 de 108 .3. Jurisprudência selecionada Recurso Especial 793422/RS 1. é suficiente que o serviço seja colocado à disposição e esteja em pleno funcionamento. por meio de órgãos ou entidades de Direito Público. ok? Se a prestação é direta pelo Estado. São financiados pelos tributos e prestados pelo próprio Estado. saúde. bem por isso. Cyonil Borges – aula 02 serviços públicos ou privados. que as autorizações de serviço público são formalizadas por atos administrativos. pois. água e energia elétrica. por exemplo.estrategiaconcursos. 3º da Lei. tais como segurança pública. As taxas são tributos. A resposta está expressa na Lei 8. Podem ser também impróprios e individuais. de 1995. Nesse caso. Os serviços públicos podem ser próprios e gerais. A questão que se impõe é saber se as tarifas podem ser cobradas. a declaração de quitação anual deverá ser encaminhada ao consumidor por ocasião do encaminhamento da fatura a vencer no mês de maio do ano seguinte ou no mês subsequente à completa quitação dos débitos do ano anterior ou dos anos anteriores. a remuneração é por taxa. Cyonil Borges www. etc. Formas de Remuneração e Política Tarifária Embora de titularidade do Estado.com. cobradas coativamente dos particulares. das concessionárias e permissionárias. sua cobrança poderá ser condicionada à existência de serviço público alternativo e gratuito para o usuário. 9º. nos termos do Código Tributário. quando o serviço é prestado por particulares.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. em seu §1º do art. educação. têm uso específico e mensurável. Nos termos do art. sendo a tarifa o modo de remuneração das empresas. Vejamos: § 1o A tarifa não será subordinada à legislação específica anterior e somente nos casos expressamente previstos em lei. sem possibilidade de identificação dos destinatários. com destinatários determinados ou determináveis. Lembre-se. o vínculo é de natureza contratual. Neste caso. independentemente do uso efetivo dos serviços. não há necessidade de via alternativa para a cobrança de tarifas.

(Certo/Errado) Comentários: Primeiro detalhe. podem sofrer interrupção quando há inadimplência. 6º. o que a diferencia da taxa.com. a cobrança é de natureza contratual – via TARIFA. entretanto.987/95. que dispõe sobre a concessão e permissão dos serviços públicos. II. Cyonil Borges – aula 02 2. por delegação. existindo na Lei 9. Fixação (2007/CESP/PMVITÓRIA/AUDITOR) Em determinada cidade nordestina. como previsto na CF (art. quebra o princípio da igualdade das partes e ocasiona o enriquecimento sem causa. sendo facultativa a sua utilização. desde que atendam a requisitos preestabelecidos pelo município. idêntica previsão. pois tem por objetivo compelir o usuário a pagar multa por suposta fraude no medidor e diferença de consumo apurada unilateralmente pela Cia de Energia. certa concessionária presta serviço público de esgoto. Os serviços públicos impróprios podem ser prestados por órgãos da administração pública indireta ou. Os serviços prestados por concessionárias são remunerados por tarifa. 175). 42 e 71 do CDC. remuneração do serviço público próprio. a remuneração do serviço público de esgoto dá-se por taxa. repudiado pelo Direito (arts. porque prestados por concessionárias do serviço.estrategiaconcursos. São regulados pela Lei 8. esta. como previsto no art. em interpretação conjunta). sem o efetivo pagamento.br Página 66 de 108 . Tendo como referência inicial a situação hipotética apresentada. Como vimos.987/95. Exige-se. da Lei 8. Cyonil Borges www. que a interrupção seja antecedida por aviso. O serviço está sendo prestado pela concessionária e não pelo Estado. o poder público local permite o uso de fossas nas residências. que criou a ANEEL. A continuidade do serviço.427/97. 7. § 3º. Os serviços públicos essenciais.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. modernamente. 5. Hipótese em que não há respaldo legal para a suspensão do serviço. 4. que é regida pelo CDC. Recurso especial improvido. já quando prestado Prof. Contudo. 6. remunerados por tarifa. quando prestado por particulares. 3.

A questão controvertida era relacionada à assinatura básica. devida pela só disponibilização do serviço concedido. à semelhança do que ocorre com o sistema de taxas” Então. que a autoriza.07. é possível a cobrança de tarifa simplesmente pelo serviço ter sido disponibilizado ao particular. 103. 9. Cyonil Borges – aula 02 pelo Estado (diretamente).com. de 16. aos usuários. Portanto. as reguladoras atuais surgiram no contexto da reforma administrativa dos anos 90.472. razão pela qual a obrigação do usuário pagar tarifa mensal pela assinatura do serviço decorre da política tarifária instituída por lei. com respaldo no art. quer sob o ângulo da legalidade. de 16. o item está ERRADO ao afirmar ser a remuneração mediante TAXA. por ser a reguladora do setor. sendo certo que a Anatel pode fixá-la. no serviço de telefonia. da Lei n. VII. §§ 3º e 4º. A cobrança mensal de assinatura. No mesmo sentido é a opinião de Carvalho Filho: “em matéria de política tarifária. DESDE QUE HAJA PREVISÃO CONTRATUAL E LEGAL. a cobrança dos serviços é de natureza legal – via TAXA. no caso dos serviços residenciais de telefonia.estrategiaconcursos. E o STJ entendeu que é possível a cobrança. tem sido admitida a denominada tarifa mínima. da Lei n. veja o REsp 1032454): 10.1997. guarde para sua prova: É POSSÍVEL COBRANÇA DE TARIFAS PELA DISPONILIZAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO.472.1997. de modo contínuo e ininterrupto. sem que chamadas sejam feitas. amparada no que consta expressamente no contrato de concessão. Alguns autores criticam o desempenho de tal atividade por parte das reguladoras. 11. quer por tratarse de serviço que é necessariamente disponibilizado. Gabarito: ERRADO E. ainda.07.br Página 67 de 108 . 9. mesmo que ele não o use. Ganha relevo no quadro da definição da política tarifária as agências reguladoras. Em suma.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. afinal elas não deveriam se incumbir de Prof. 93. a cobrança mensal de assinatura básica está amparada pelo art. Cyonil Borges www. desde que houvesse previsão no próprio contrato e em Lei. não constitui abuso proibido pelo Código de Defesa do Consumidor. Assim vem decidindo o STJ (dentre outros. vêm fixando o valor das tarifas a serem cobradas dos usuários. Dentre outros papeis. Novéis entidades administrativas. desde que prevista no Edital e no contrato de concessão.

Cresce.br Página 68 de 108 . não cabe a aplicação de tarifas diferenciadas entre os usuários de serviços públicos.987 é a seguinte: Art. etc. 9o da Lei 8. Com efeito.Ana MPU/Processual/2010 Considerando que o direito administrativo regule a função administrativa do Estado. de toda maneira. alteração ou extinção de quaisquer tributos ou encargos legais. As tarifas poderão ser diferenciadas em função das características técnicas e dos custos específicos provenientes do atendimento aos distintos segmentos de usuários. tem-se tarifas reduzidas. Atente que é possível. o serviço público e os sujeitos neles envolvidos. após a apresentação da proposta. para que se conceba a política pública adequada. De toda forma. que. então. as tarifas. portanto. a criação. Gabarito: ERRADO Agora. julgue o item a seguir. teriam de controlar. muitas vezes. responsável pela fixação tarifária. isenção de tarifas de transporte coletivo para idosos. em que se tratou da assinatura básica de telefonia).Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Interessante disposição da Lei 8. por exemplo. Com base no princípio da igualdade de usuários. Cyonil Borges – aula 02 executar a política que. quando comprovado seu Prof. complementares ao que serão a principal fonte de rendimento do concessionário. Nesse quadro. o equilíbrio da avença deve ser mantido.estrategiaconcursos. É preciso que o Poder Público. Fixação CESPE . 13. a importância do planejamento. por se tratar do direto mais basilar do concessionário. na energia elétrica. ou seja. seria juridicamente inaceitável se dar tratamento diferenciado para situações que fossem idênticas.987/1995 assim estabelece: § 3o Ressalvados os impostos sobre a renda.com. mais adiante. considere TODOS os recursos a serem auferidos pelo delegatário. Cyonil Borges www. para população de baixa renda. é importante que o Poder Público fique atento para situações que podem. tarifas diferenciadas. E. isso vem sendo feito e considerado legal (confira no julgado mais acima. É nesse contexto que o art. potencialmente. lesionar o princípio da impessoalidade. são chamadas de sociais. Mais uma vez cabe a ressalva com relação às receitas alternativas.

se o Poder Público alterou seu planejamento tributário. o equilíbrio do contrato que estabeleceu a delegação. tem por objetivo examinar de forma mais ampla se o equilíbrio do contrato ainda se preserva. periódica ou extraordinária. Entretanto. a princípio. Já a revisão. entretanto. pois. E a razão do dispositivo é perceptível – ora. não pode o concessionário ou o usuário ser prejudicados. concomitantemente à alteração: vejam – como visto noutras passagens. criando/alterando/extinguindo tributos. o contrato de concessão (ou de permissão) podem ser alterados unilateralmente quanto às cláusulas de execução. com isso.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº.987/1995: . o qual é.com.Em havendo alteração unilateral do contrato que afete o seu inicial equilíbrio econômico-financeiro. direito do delegatário de ver restabelecido o equilíbrio inicial. o poder concedente deverá restabelecê-lo. pois. Fixação Prof. No setor de energia elétrica. por exemplo. conforme o caso. isso impactará (para baixo!) os custos do delegatário. se um tributo ou encargo legal for extinto. impactar financeiramente. implicará a revisão da tarifa. para mais ou para MENOS. e feito para que a equação de equilíbrio inicial seja preservada.Os contratos poderão prever mecanismos de revisão das tarifas. de alguma forma. a ressalva inicial: impostos sobre a renda não entram nesse jogo. e afetando. a fim de manter-se o equilíbrio econômico-financeiro: revisão não se confunde com reajuste. Note. os valores cobrados dos usuários (tarifas) também. constituem importante mecanismo de ajuste econômico a ser manejado pelo Estado conforme o contexto. Cyonil Borges www. E mais – ainda em prol da manutenção do equilíbrio econômicofinanceiro há duas importantes disposições que constam da Lei 8. para mais ou para menos. . em regra. Foi o que aconteceu na redução da tarifa de energia elétrica – como alguns custos dos concessionários foram reduzidos.estrategiaconcursos.br Página 69 de 108 . O contrato deverá ser revisado. se isso. Cyonil Borges – aula 02 impacto. a revisão tarifária ocorre a cada 3 ou 4 anos. anual.

d) os mecanismos de revisão de tarifas. é correto afirmar: a) as tarifas não poderão ser diferenciadas atendimento de distintos segmentos de usuários. Prof.o 8. Entretanto. Fixação (2005/Esaf/EGGPP) Com referência à política tarifária do regime de prestação de serviços públicos mediante concessão ou permissão. julgue o item subseqüente. uma vez que em estrita conformidade com a Lei. alteração ou extinção de qualquer tributo ou encargo legal poderá implicar a revisão da tarifa. Comentários: As concessões de serviços públicos são contratos administrativos. para a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato. a cobrança da tarifa poderá ser condicionada à existência de serviço público alternativo e gratuito para o usuário.estrategiaconcursos. Os contratos de prestação de serviço público podem prever mecanismos de revisão de tarifa a fim de se manter o equilíbrio econômico-financeiro. Com base nessa lei. podem prever mecanismos para a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro.com. caso se comprove o seu respectivo impacto. de 13/2/1995. Cyonil Borges www. pois se um tributo ou encargo legal for criado e impactar o contrato de concessão ou permissão deverá haver revisão tarifária. sem dúvida. no edital e a favor da concessionária. Gabarito: CERTO. está correta. de outras fontes complementares de receitas.br Página 70 de 108 . com vistas a favorecer a modicidade das tarifas. e) a criação.987. Comentários: A letra C. poderão ser alterados unilateralmente pelo Poder concedente. e. a letra E também está correta. enquanto tais. desde que com exclusividade. que dispõe acerca do regime de concessão e permissão da prestação de serviço público previsto no artigo 175 da Constituição da República. Cyonil Borges – aula 02 CESPE CL (SEN)/Transportes e Desenvolvimento Urbano/2002 A Lei n. apresenta alterações significativas da política tarifária em relação à norma anterior.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. em relação ao b) é possível a previsão. Por isso a anulação. c) somente nos casos expressamente previstos em lei.

pelo qual a Administração Pública faculta ao particular a execução de serviço público ou a utilização privativa de bem público. instrumento formal que garante a adequada prestação do serviço. a manutenção da equação econômico-financeira. Cyonil Borges www. Cyonil Borges – aula 02 5. serão feitas algumas breves noções sobre os institutos das concessões e permissões. resguardando os legítimos objetivos de lucro do concessionário. sinteticamente. 37.987/1995. isso porque. colaborar com o Estado na prestação de determinadas tarefas. inclusive quanto à precariedade e à revogabilidade unilateral do contrato pelo Poder Concedente. como é o caso das concessionárias. Prof.estrategiaconcursos. 40 da Lei. a definição ganhou novos contornos. que o próprio texto constitucional (art. objetivo estabelecido pelo Poder Público. discricionário e precário. enquadrando-se no contexto jurídico. que observará os termos da Lei 8. “declarações UNILATERAIS do Estado ou de QUEM lhe faça as vezes. o amigo concursando tem o dever ( quase legal) de lembrar os detalhes dos atos administrativos.. atinentes à prestação dos serviços públicos. com acréscimo das autorizações. por meio da qual este define unilateralmente condições de funcionamento.4. são considerados ADMINISTRATIVOS. (por Fernanda Marinela). §6º) estende a RESPONSABILIDADE OBJETIVA às pessoas jurídicas de DIREITO PRIVADO. Todavia. Nesse instante. A partir de agora. situação em que o concessionário voluntariamente se insere. a organização e o modo de prestação dos serviços públicos. desde que PRESTADORAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS..987/1995 e as demais normas pertinentes e do edital de licitação.br Página 71 de 108 . Tanto é verdade que os atos das concessionárias. após a edição da Lei 8. Permissão X Concessão A concessão de serviço é uma relação complexa composta de: atuação regulamentar do Estado. Ou seja. até mesmo um particular pode participar ao lado do Estado. antes de passarmos ao comparativo entre permissão e concessão. aponta-se que os atos administrativos são. Naquela oportunidade. a permissão de SERVIÇO PÚBLICO será formalizada mediante CONTRATO ADMINISTRATIVO DENOMINADO “DE ADESÃO”. e de um contrato. Maria Sylvia Di Pietro conceituava a permissão como o ato administrativo unilateral.”. um ato-condição.com. gratuito ou oneroso. de acordo com o art.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº.

estrategiaconcursos. por sua conta e risco. c) quando o serviço não envolvesse implantação física de aparelhamento que adere ao solo. a doutrina costuma apontar para os seguintes itens.br Página 72 de 108 . 2º da Lei 8. seja pelo curtíssimo prazo em que se realizaria a satisfação econômica almejada. a título precário.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. dois tipos de permissões:  As formalizadas por atos privativa de bem público). ou. Vejamos: Prof. a saber: a delegação. Por relevante. da prestação de serviços públicos. aponte-se para a imprecisão terminológica do dispositivo no que se refere à “revogabilidade” unilateral do contrato. fixem: é possível a “revogação” do contrato de permissão. o equipamento utilizado. pelo menos. IV do art. depreende-se que existem. tratando-se de concurso. mediante licitação. sendo a revogabilidade instituto inerente a atos administrativos. d) quando os riscos da precariedade a serem assumidos pelo permissionário fossem compensáveis seja pela extrema rentabilidade do serviço. Cyonil Borges www. Cyonil Borges – aula 02 Portanto. O conceito legal de permissão de serviços públicos é dado pelo inc. a qual. seria mais apropriado o uso da expressão ‘rescisão’. finalmente. Sem dúvida. Mas. para diversa destinação e sem maiores transtornos.987/1995. Celso Antônio Bandeira de Mello aponta o caráter precário da permissão. ainda. embora o STF tenha afastado qualquer distinção conceitual (ADI 1. na cabeça do amigo palpita: qual será a diferença entre permissão e concessão? Informa-se que. pois contratos são rescindidos. então. e que nos serve adequadamente para fins de concurso público.987/1995. sejam “decoradores” e não muito críticos.491/98 – DF). e administrativos (utilização  As instrumentalizadas por contrato de adesão (execução de serviço público). Assim. Da leitura do conceito. feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. ante o que dispõe a Lei 8.com. alocar grandes b) poderia mobilizar. deveria ser utilizada quando: a) o permissionário não necessitasse capitais para o desempenho do serviço. ou.

passemos ao estudo brevíssimo da autorização. hoje. o contrato só pode ser firmado com pessoa jurídica ou consórcio de empresas. a permissão é passível de revogação (mesmo sendo contrato). A doutrina diverge quanto à possibilidade de delegação de prestação de serviços públicos mediante autorização. Apesar disso. Reativando a memória do amigo concursando.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. forma de prestação de serviços públicos não necessariamente antecedida por licitação (vimos que a regra – art. sujeitando-se sempre.estrategiaconcursos.com. concessão ou permissão tais serviços. mas para CONCESSÕES E PERMISSÕES) e. E a pergunta de balançar discricionário ou vinculado? terras: a autorização é ato Prof. auferindo apenas as vantagens que lhes forem deferidas no ato de autorização. diretamente ou mediante autorização. os quais atribuem competência à União para explorar. Conclui-se. Por conseguinte. à modificação ou supressão sumária. 175 da CF/1988 – é que a licitação seja prévia. para efeito de concurso. não. podemos inserir a autorização como uma das formas de prestação de serviços públicos. característica não encontrada na concessão. 21. Regra geral. ainda. não implicando a celebração de contrato. Cyonil Borges – aula 02 Quanto ao executor do serviço público: na concessão. incisos XI e XII da CF/1988. Cyonil Borges www. E mais: os serviços autorizados constituem. na permissão. Os serviços autorizados não gozam das prerrogativas inerentes às atividades públicas. portanto. que não há concessão para pessoa física. uma vez que a autorização quanto à prestação de serviços públicos é formalizada por ATO ADMINISTRATIVO. dada a precariedade típica da autorização. não haverá direito de indenização ao particular que tiver sua autorização revogada. a concessão. afirmese.br Página 73 de 108 . com pessoa física ou pessoa jurídica. - Feita a apresentação da permissão. ou permissão para consórcio de empresas. Quanto à precariedade: a permissão é dotada de precariedade. informamos que o fundamento para a prestação de serviços públicos por meio de autorização é encontrado em dispositivos como o art.

registro o teor do art. para prova!). Gabarito: ERRADO. de modalidade de serviço de telecomunicações. não se pode negar eficácia à norma. (Certo/Errado) Comentários: Essa questão nos serve para esclarecer que todas as autorizações são atos administrativos. o legislador confere a denominação concessões a verdadeiros atos unilaterais. Antes de um quadro-resumo acerca das formas indiretas de prestação de serviços públicos. a concessão para a exploração de jazidas minerais (art. Fixação CESPE . acerca da autorização do porte de arma de fogo. 131.472/97 – A Lei Geral de Telecomunicações (LGT): Autorização de serviço de telecomunicações é ato administrativo vinculado que faculta a exploração. porém nem todas dizem respeito a serviços públicos. Porém.com.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. de 1988). está-se diante do exercício regular do Poder de Polícia. por exemplo. no regime privado. Ainda que passível de crítica. No caso de autorização de porte de arma. A autorização de porte de arma de fogo constitui uma forma de delegação de serviço público. quando preenchidas as condições objetivas e subjetivas necessárias. de regra. esclareça-se que as concessões são 99% das vezes formalizadas por contratos administrativos. Cyonil Borges www. Nesse sentido. para toda boa regra. Cyonil Borges – aula 02 Não tenha dúvida de que. como. 176 CF. e da concessão de uso especial para fins de moradia. Porém. §1º. as autorizações são atos discricionários. temos sempre uma excelente exceção (válida.APF/PF/"Regionalizado"/2004 Julgue o item abaixo.br Página 74 de 108 . Enquanto for considerada válida. temos que aceitar essa “nova modalidade” de autorização prescrita pela LGT – autorização vinculada. Prof. mas não recusar sua eficácia. em situações especialíssimas. daí a incorreção do quesito. principalmente. Pode-se criticá-la.estrategiaconcursos. da Lei 9.

491/1997. DA LEI 9. PARÁGRAFO 1º. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL.br Página 75 de 108 Prof. www.estrategiaconcursos. 4º da Lei 9. LINHAS DE SERVIÇO DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO INTERESTADUAL E INTERNACIONAL DE PASSAGEIROS. TRANFERÊNCIA PARA A INICATIVA PRIVADA DA EXECUÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS DE RESPONSABILIDADE DA UNIÃO. ALÍNEA B. da contratação da “Belo Monte”. o Estado transfere o controle acionário para particulares. os quais passam à condição de prestadores de serviços públicos. Cyonil Borges – aula 02 Agora sim! Passemos ao quadro-resumo sobre as principais diferenças entre a concessão.com.491/97. e a autorização. certamente. Então. ALÍNEA E. Cyonil Borges . ART. POSSIBILIDADE DE 5 § 3º do art. SERVIÇOS PÚBLICOS Concessão Contrato Administrativo Permissão Contrato Administrativo (de adesão) SEMPRE exigida (Depende valor) do Dispensada Autorização Ato Administrativo Natureza SEMPRE exigida Licitação (modalidade) (Concorrência)* Vínculo Definitividade Precariedade e Precariedade e Revogabilidade Revogabilidade Partes envolvidas Pessoas Jurídicas ou Pessoas jurídicas Pessoas jurídicas Consórcios de ou físicas ou físicas empresas** *Nas privatizações havidas no âmbito do Programa Nacional de Desestatização – PND. a permissão.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. DECRETO PRESIDENCIAL DE 16 DE JULHO DE 2008. 21. Com a venda das ações. foi leilão! Jurisprudência selecionada MS 27516 Ementa MANDADO DE SEGURANÇA. é possível o uso da modalidade de licitação leilão 5 . INCISO XII. Os amigos já ouviram falar. DESESTATIZAÇÃO. ARTIGO 2º. PRIVATIZAÇÃO.

Existência de decisões judiciais proferidas em ações civis públicas propostas pelo Ministério Público Federal que determinam a imediata realização de certames das linhas em operação.estrategiaconcursos. Atenção: a Lei 8. Inexistência de concessão ou de permissão para a utilização de algumas linhas. 6. 2º. § 1º. pode ser celebrado com ente despersonalizado.491/97. Ressalte-se que a Lei da Parceria Público-Privada exige a constituição de pessoa jurídica antes da celebração do contrato (sociedade de propósito específico – SPE). 21. de responsabilidade da União. além da iminente expiração do prazo de concessão ou permissão de outras linhas. no entanto. 4.br Página 76 de 108 . b) concessão e permissão. Fixação (2003/Esaf – Analista de Compras Prefeitura do Recife) Quanto à concessão. 7. § 3º. Cyonil Borges – aula 02 DESESTATIZAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS DE RESPONSABILIDADE DA UNIÃO JÁ EXPLORADOS POR PARTICULARES.987. parte final. É possível a desestatização de serviços públicos já explorados por particulares. não se aplica à concessão. é da União. da Lei 9. c) concessão e autorização. 2. da Lei 9. a celebração de contrato é incompatível em caso de: a) permissão de uso ou de serviço. 5. 1.491/97. os quais não têm personalidade jurídica. conforme disposto no art. A titularidade dos serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros.com. 3. permissão e autorização. e. DENEGAÇÃO DA ORDEM. como os consórcios de empresas. Cyonil Borges www. independentemente da modalidade a ser adotada (leilão ou concorrência). nos termos do art. Possibilidade de adoção da modalidade leilão no caso em apreço. Ordem denegada. Necessidade de observância do devido processo licitatório. Já a Lei 8. XII. nos termos do art. b. **A concessão não pode ser formalizada com pessoa natural (física). de 1995.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. 4º. Prof. permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens. d) concessão de serviços públicos.987/1995 apenas faculta a constituição. da Constituição Federal.

No entanto. Perceba que a letra “B” também está correta. daí a correção da letra “E”. As autorizações. Prof. em provas desse quilate. As permissões são formalizadas por contratos administrativos de adesão.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. são atos administrativos unilaterais. deverá ser formalizada mediante: a) termo de permissão b) contrato administrativo c) contrato de permissão d) contrato de adesão e) termo de compromisso Comentários: A distinção doutrinária em torno da natureza jurídica das permissões de serviços públicos é estéril. por sua vez. c) precariedade de seu objeto. o candidato deve procurar a mais correta. Cyonil Borges – aula 02 e) autorização. afinal as bancas organizadoras seguem. Gabarito: alternativa D. de serviços públicos. Fixação (2006/ESAF – AFC/CGU) Não integra a natureza legal do instituto da permissão de serviço público: a) precedida de licitação pública. isso porque o contrato de adesão é administrativo. Vimos que as permissões e concessões. nos termos da legislação federal. nesse ponto. essa é daquelas questões de ESAF que o concursando deve ter muita cautela.987. de 1995. Cyonil Borges www. b) objeto limitado à prestação de serviços públicos não complexos. Porém. à literalidade da Lei 8.com.estrategiaconcursos. Fixação (2003/Esaf – Procurador da Fazenda Nacional) A permissão de serviço público. d) revogabilidade unilateral do contrato pelo poder concedente. são formalizadas por contratos administrativos. Comentários: A questão é relativamente simples.br Página 77 de 108 . Gabarito: alternativa “E”.

Cyonil Borges – aula 02 e) formalizada mediante contrato de adesão. Gabarito: alternativa B. desde que expressamente autorizada pelo poder concedente. de 1995. quanto às permissões. e de ADESÃO. as permissões são dotadas de revogabilidade e precariedade. julgue o item subsequente. Cyonil Borges www. O fato de o objeto ser complexo não afasta a possibilidade da permissão para a prestação de serviços públicos. a concorrência como a modalidade obrigatória. Subconcessão A Lei 8. 26. § 1o A outorga de subconcessão será sempre precedida de concorrência. Embora o instituto da permissão exija a realização de prévio procedimento licitatório.987/1995 (Lei de Concessões de Serviços Públicos) trata do instituto da subconcessão no art. Tomada de Preços. Prof. (Certo/Errado) Comentários: A Lei 8. Apesar de contratos. como. à natureza de contratos administrativos. § 2o O subconcessionário se sub-rogará todos os direitos e obrigações da subconcedente dentro dos limites da subconcessão. Porém.br Página 78 de 108 .estrategiaconcursos. prevê expressamente a modalidade licitatória concorrência para a contratação de concessões de serviços públicos. a legislação de regência não estabelece.AUFC/TCU/Controle Externo A respeito da delegação de serviço público e do instituto da licitação para a correspondente outorga. e sempre precedidas de licitação. É admitida a subconcessão.987. Comentários: As permissões de serviços públicos foram elevadas. Fixação CESPE . 5.987. daí a correção da letra “B”. de 1995. nos termos previstos no contrato de concessão. pela Lei 8.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. nesse caso. a Lei é omissa. o que sugere. Gabarito: CERTO.5. por exemplo.com. a possibilidade de outras modalidades. 26: Art. ao contrário do que prescreve para a concessão de serviço público. na visão da doutrina.

Cyonil Borges – aula 02 Em síntese. são os seguintes os requisitos a serem observados para a subconcessão:  Previsão contratual (contrato de concessão). Cyonil Borges www. d) Incumbe ao poder concedente regulamentar o serviço concedido. Que tal avançar em outras oportunas observações sobre o assunto? A subconcessão não se confunde com a cessão (ou transferência da concessão).Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. é válido. e) Na concessão. c) A extinção da concessão decorrente de inexecução total ou parcial do contrato. para a doutrina. e de licitação pública (modalidade  Transferência de todos os direitos e obrigações. pelo concessionário. na modalidade concorrência ou tomada de preços. as diretrizes contratuais. assinale a opção incorreta. no julgamento da respectiva licitação. nos casos e condições previstos em lei. Não há previsão legal para a tomada de preços. o critério de oferta de menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado.com.  Deve ser precedida concorrência).  Autorização do Poder Concedente. o dever de licitar pode ser atribuição do Poder Concedente ou da Concessionária. modalidade Acrescenta-se que. na concorrência. b) A subconcessão é admitida desde que prevista no contrato de concessão e será precedida por licitação. Gabarito: alternativa B. apesar da Prof. a) A modicidade das tarifas integra o conceito de serviço público adequado. dentro dos limites da subconcessão. Comentários: A subconcessão é precedida de licitação. Fixação (2002/Esaf – AFRF) Em relação à concessão de serviços públicos. bem como intervir na prestação dos serviços. denomina-se caducidade. no caso. no caso concreto. isso porque a concessionária originária.estrategiaconcursos.br Página 79 de 108 . a depender o que dispuser.

o contrato de concessão é entregue nas mãos de terceiros.987/1995 trata da transferência. não haverá alteração das obrigações da concessionária e de seus controladores ante ao Poder Concedente. 27 da Lei 8. da anuência do Poder Concedente. Fixação FCC . assim.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. havendo a substituição da empresa originalmente vencedora da licitação.com. Já na transferência (ou cessão). pois. O art. distintamente do que ocorre com a subconcessão. Apesar da transferência do controle.  Regularidade jurídica e fiscal. portanto. Cite-se. Há doutrinadores que defendem a inconstitucionalidade da transferência. na sua forma tradicional.  Idoneidade financeira.987/95: a) condiciona a outorga de subconcessão.JE TJGO/TJ GO/2012 No tocante ao regime da concessão de serviços públicos. é promovida sem que haja o prévio procedimento de licitação. com o propósito de reestruturação financeira e assegurar a continuidade da prestação dos serviços. 27 da mesma Lei 8. mantém-se vinculada ao Poder Concedente.br Página 80 de 108 . Cyonil Borges www. sob pena de decretação de caducidade. não sendo afastado. Cyonil Borges – aula 02 subconcessão. Prof. por fim. observadas ainda as seguintes condições:  Atendimento às exigências de capacidade técnica. a transferência da concessão e a transferência do controle societário da concessionária à expressa concordância do poder concedente. que o §2º do art. com uma particularidade: são indispensáveis as exigências de regularidade fiscal e jurídica. e  Cumprir todas as cláusulas do contrato em vigor. o Poder Concedente alterar ou dispensar os demais. podendo. a Lei Federal no 8. necessariamente.estrategiaconcursos. a qual é antecedida.987/1995 autoriza também a assunção do controle da concessionária por seus financiadores (não é propriamente um caso de transferência). seu dever de manter a prestação do serviço adequado.

Comentários: A subconcessão não se confunde com a cessão do contrato de concessão de serviços públicos. a concessionária originária terá afastadas suas responsabilidades. No entanto. que certamente. É conhecida. por sua vez. c) exige que a transferência da concessão seja expressamente autorizada pelo poder concedente. há uma entrega parcial da execução dos serviços a terceiro. e) permite a transferência da concessão. a extinção ocorrerá naturalmente (de pleno direito).6. Formas de Extinção Diversas são as formas de extinção das concessões. Com a cessão. Gabarito: alternativa A. mas nada estabelece no tocante à transferência do controle societário da concessionária. além de previsão no Edital e Contrato. independe de licitação. as hipóteses de desfazimento contratual. Na subconcessão.com. A primeira delas é o Advento do Termo Final. sem que a responsabilidade da concessionária originária seja afastada. sem necessidade de avisos anteriores ou notificações. d) veda a subconcessão do serviço delegado. e.987/1995. fica a depender de autorização do Poder Concedente. Cyonil Borges www. A entrega depende de prévia licitação na modalidade concorrência. a Prof.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. como reversão da concessão. Há efetiva troca do polo da relação contratual. o que torna dispensável nova autorização do poder concedente. desde que haja previsão no contrato original de concessão. é a transferência da concessão. é a forma mais natural de extinção da concessão. Cyonil Borges – aula 02 b) admite a possibilidade de subconcessão. mediante a realização prévia de concorrência para a escolha do novo concessionário. É bem simples: ocorrido o prazo final (termo) conforme estabelecido no instrumento contratual. de acordo com a Lei 8.estrategiaconcursos. Para a felicidade de todos e para o bem geral dessa nação de concursandos. sem que. doutrinariamente. logicamente. comentaremos. A cessão. 5. pois o contrato de concessão é intuitu personae.br Página 81 de 108 . Pelo fato de a extinção pelo tempo não decorrer de vícios ou ilegalidades. os efeitos da extinção ocorrerão daí por diante (ex nunc – efeitos não retroativos). uma a uma. deve ser autorizada pelo Poder Concedente. Ao contrário da subconcessão.

embora alguns bens sejam reversíveis.br Página 82 de 108 .estrategiaconcursos. X do art. Cyonil Borges www.987/1995).com. apesar de a doutrina tratar a reversão como sinônimo para advento do termo contratual. são reversíveis ao patrimônio público. Importante frisar que a indicação dos bens reversíveis é cláusula essencial nos contratos de concessão (inc. a reversão é admitida. bem como aqueles vinculados aos serviços objeto da concessão e que se encontravam na posse do concessionário. o certo é que os bens afetados à prestação de serviços públicos retornarão ao patrimônio público em todas as formas de extinção. Cyonil Borges – aula 02 responsabilidade do concessionário seja afastada por atos praticados quando o contrato ainda se encontrava vigente. d) é admitida somente nas hipóteses de rescisão. ao princípio da continuidade do serviço público. Todavia. Essa medida visa a evitar que o executante do serviço fique “desestimulado” em realizar novos investimentos Prof. Gabarito: alternativa B. ou seja. e) é aceita apenas na hipótese de ocorrência de encampação. uma vez extinta uma concessão de serviço público: a) não é mais admitida. 23 da Lei 8. dando-se aplicabilidade. o Poder Concedente deverá indenizar o concessionário com relação aos investimentos realizados em bens ainda não amortizados ou não depreciados ao fim do contrato. Por que razão a doutrina denomina REVERSÃO essa forma de extinção? É por que com o término da concessão. dessa forma. e que tenham sido listados nos termos do contrato. Comentários: Como aplicação do princípio da continuidade do serviço público. Assim. os bens afetados à prestação dos serviços. a reversão de bens. Fixação (2010/Esaf – SUSEP/Analista Técnico) Conforme a legislação atual. ainda que tenha sido este quem os tenha adquirido. em todas as modalidades de extinção. b) é admitida em todas as modalidades de extinção da concessão. Portanto.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. os bens ditos reversíveis deverão retornar à Administração. c) é aceita apenas na hipótese de advento do termo final de vigência do contrato respectivo. aqueles de propriedade da própria Administração.

Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Cyonil Borges www.estrategiaconcursos. Essa conclusão. antecipando-se à extinção da concessão. de 1995: Art. Cyonil Borges – aula 02 quando a concessão estiver próxima de seu término. retornam ao poder concedente todos os bens reversíveis. o candidato seria levado a considerar que apenas no advento do termo contratual e na encampação seria cabível a indenização. d) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão. à exceção das que ocorrem pelo advento do termo contratual. em qualquer das formas de extinção. II . a) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão.encampação. Fixação 2012/ESAF – PFN Como regra. haverá necessidade de indenização das parcelas dos investimentos vinculados a bens reversíveis.br Página 83 de 108 . Comentários: Vejamos o disposto no art. ainda não amortizados ou depreciados. Extingue-se a concessão por: I . § 4o Nos casos previstos nos incisos I e II deste artigo. esbarra no princípio que veda o enriquecimento sem causa [ilícito] do Estado. c) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão. Obviamente. à exceção das que ocorrem pelo advento do termo contratual e da caducidade. 36 e 37 desta Lei.987. Numa interpretação literal. no entanto.com. que Prof. ou seja. à exceção das que ocorrem em face da rescisão. direitos e privilégios transferidos ao concessionário conforme previsto no edital e estabelecido no contrato.advento do termo contratual. pelo valor que falta para sua total amortização ou depreciação. a indenização deverá ser pelas parcelas restantes dos bens. dão azo à indenização pela assunção de propriedade dos bens reversíveis. procederá aos levantamentos e avaliações necessários à determinação dos montantes da indenização que será devida à concessionária. na forma dos arts. § 1o Extinta a concessão. o poder concedente. e) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão. b) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão. 35 da Lei 8. cujos investimentos respectivos ainda não tenham sido amortizados ou depreciados. 35. Assim. à exceção das que ocorrem pelo advento do termo contratual ou pela rescisão.

antes da conclusão do prazo inicialmente fixado. A caducidade. portanto. por exemplo. curiosamente. os limites mínimos e máximos. a critério do Poder Concedente. para as concessões de energia elétrica anteriores a 11 de dezembro de 2003. Feita essa observação. para as estações aduaneiras e outros terminais alfandegados. e prazo máximo de 35 anos. Já com a Lei 9. por motivo de fato Prof. de 1995).Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. do prazo de até 35 anos. Como aponta a doutrina. conquanto exija a fixação de prazo para as concessões de serviços públicos. 38 da Lei 8. passemos à caducidade do contrato de concessão. não menciona. Por fim. encontramos. a declaração de caducidade da concessão. a inexecução total ou parcial do contrato acarretará. isto é. podendo ser prorrogado por até 20 anos.987. mais “moderninha”. Essa última ocorre em razão de norma superveniente que torna a situação anterior com ela incompatível.987/1995. a previsão. ainda. houve o registro do prazo mínimo de cinco anos. antes de tratarmos da caducidade do contrato de concessão. Neste diploma. chama-se a atenção do leitor para o fato de que a CADUCIDADE DO CONTRATO não se confunde com a CADUCIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO. mas sim do Legislador (Lei de Zoneamento Urbano que proíbe a colocação de publicidade em vias públicas. diz respeito ao rompimento do contrato por culpa (em sentido amplo) do concessionário. Gabarito: alternativa A.br Página 84 de 108 . expressamente.074. em razão de inadimplência do concessionário. Cyonil Borges – aula 02 tenham sido realizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido. é hipótese de caducidade de ato). acrescente-se que. o prazo será de 25 anos. Ainda quanto ao advento do termo contratual.com. Não decorre de ato volitivo (de vontade) da Administração. de 1995 ficou estabelecido que. com a Lei da Parceria público-privada. a critério do poder concedente. De acordo com o art. Cyonil Borges www. a caducidade é modalidade de encerramento da concessão por ato do Poder Concedente. Bom. a Lei de Concessões (Lei 8. A segunda das formas de desfazimento é a caducidade. para tal espécie de concessão.estrategiaconcursos. podendo ser prorrogado por dez anos.

o Poder Público não tem que indenizá-lo.a concessionária não cumprir as penalidades impostas por infrações. doloso ou culposo. omissivo. são os seguintes: I . técnicas ou operacionais para manter a adequada prestação do serviço concedido. quem violou as obrigações contratuais.a concessionária perder as condições econômicas. Cyonil Borges www. V . 29 da Lei nº 8. de 21 de junho de 1993. II . em 180 (cento e oitenta) dias. tendo por base as normas.o serviço estiver sendo prestado de forma inadequada ou deficiente. apresentar a documentação relativa a regularidade fiscal. 38 da Lei 8. Cyonil Borges – aula 02 comissivo ou concessionário. imputável ao Por ter sido o concessionário quem deu causa à extinção da concessão. de 2012) Prof. na forma do art. enfim. (Redação dada pela Lei 12.666.767. nos devidos prazos.987/1995. critérios. IV .Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. no curso da concessão. Os motivos que podem levar à decretação de caducidade. inclusive contribuições sociais. III .br Página 85 de 108 .a concessionária descumprir cláusulas contratuais ou disposições legais ou regulamentares concernentes à concessão. ainda assim. VII (nova redação) – a concessionária não atender a intimação do poder concedente para.a concessionária não atender a intimação do poder concedente no sentido de regularizar a prestação do serviço.a concessionária paralisar o serviço ou concorrer para tanto. senão com relação à parcela não-amortizada do capital representada pelos equipamentos necessários à prestação do serviço e que reverterão ao concedente e.a concessionária for condenada em sentença transitada em julgado por sonegação de tributos. A POSTERIORI. de acordo com o art.estrategiaconcursos. ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força maior. VI . indicadores e parâmetros definidores da qualidade do serviço.com. e VII .

A decretação de caducidade deve observar as formalidades contidas na Lei 8. determinadas Agências Reguladoras podem funcionar como Poder Concedente. Por ser hipótese excepcional. O rito a ser seguido para a decretação da caducidade. é o seguinte: a) O concessionário deve ser comunicado quanto ao descumprimento contratual que poderá dar motivo à possível decretação da caducidade. concede-se prazo ao concessionário para que a irregularidade seja sanada. até para que evitemos o injusto enriquecimento sem causa por parte do Estado. Não há. o montante das multas contratuais e os danos causados pelo concessionário devem ser descontados dos valores a serem indenizados (observação: temos aqui uma exceção à regra de que a cobrança de multa administrativa não tem caráter autoexecutório). instaura-se o devido procedimento administrativo. Cyonil Borges www. conforme previsão contratual. Não há dúvidas. 27 da Lei: A transferência de concessão ou do controle societário da concessionária sem prévia anuência do poder concedente implicará a caducidade da concessão (leia-se: ato vinculado). em que a caducidade será ATO VINCULADO. com os meios que lhe são inerentes (ampla defesa) ao concessionário. outras sanções poderão ser impostas ao concessionário. de que a caducidade constitui penalidade imposta ao concessionário em razão de sua inadimplência. c) Constatada a inadimplência. por meio do qual se deve abrir o contraditório. Vejamos o que diz o art.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. b) Não sanada a citada irregularidade. será devida indenização ao concessionário em relação aos investimentos não-amortizados ou não depreciados. quando esta vier a ocorrer. Contudo. Nesse particular. a caducidade deve ser declarada por decreto do Poder Concedente (Ah! Nos dias atuais. a critério do poder concedente”). No entanto. obviamente. Cyonil Borges – aula 02 Da leitura acima. Fiquem atentos!). existe uma única exceção legal. De toda forma.com. Além da caducidade.987/1995. tudo indica que a caducidade é ato discricionário (“acarretará. então.br Página 86 de 108 .estrategiaconcursos. a necessidade de a Prof. pedimos toda cautela.

Comentários: Na Lei 8. não destoa da Lei de Licitações. porque a Lei foi omissa. e) declaração de caducidade da concessão. A rescisão unilateral por inexecução sem culpa é a ENCAMPAÇÃO. no caso. expressamente. por fim. Declarada a caducidade. Gabarito: alternativa E. por razões imputáveis exclusivamente a ela. embora a Lei seja lacunosa quanto à rescisão amigável. pela concessionária. 38). E.666/1993 – art. a manejada pela empresa em razão do descumprimento das normas regulamentares e contratuais pelo Poder Concedente. A falência da concessionária é a rescisão de pleno direito. JUDICIAL. não faz ressalva nem mesmo à responsabilidade solidária quanto aos débitos previdenciários. com posterior d) rescisão do contrato respectivo. e 4) De Pleno Direito.666. de 1995. do contrato de concessão de serviço público.estrategiaconcursos. a doutrina a admite. Pelo contrário: será calculada no curso do processo (§4º do art. obrigações ou compromissos com terceiros ou com empregados da concessionária (§6º do art. 38). 2) Amigável. Frisamos que a Lei 8. a RESCISÃO. A rescisão unilateral por inexecução culposa denomina-se CADUCIDADE.com. com posterior rescisão do contrato respectivo.987/1995. porém se utiliza de expressões diversas para nomear os institutos. Na Lei 8. são previstas quatro hipóteses de rescisão dos contratos administrativos. 3) Judicial. b) encampação. Cyonil Borges – aula 02 indenização ser prévia à decretação da caducidade.br Página 87 de 108 . Acrescenta-se que.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. de 1993. diferentemente da Lei de Licitações (Lei 8. de caducidade da concessão. Cyonil Borges www. não resultará para o poder concedente qualquer espécie de responsabilidade em relação aos encargos. ou seja. Fixação (2007/Esaf – TCE/GO . com exceção da rescisão amigável.Procurador do Ministério Público) A inexecução. com posterior encampação. por sua vez. c) declaração encampação. autoriza o Poder Público à a) rescisão do contrato respectivo. previu. a saber: 1) Unilateral. 71).987. ônus. Fixação Prof.

Logo. Cyonil Borges – aula 02 (FCC/2010 – TCE – Analista de Controle Externo) A declaração de caducidade em um contrato de concessão de serviços públicos: (A) acarreta a responsabilidade solidária do poder concedente pelas obrigações trabalhistas da concessionária. Comentários: Vamos fazer um quadro-resumo sobre as principais diferenças entre a concessão. de 1995. admitir-se-á a responsabilidade subsidiária do Poder Concedente. essencialmente. no caso de inexecução. Nas letras “B” e “E”. c) Natureza contratual. Eventualmente. a) Descentralização por colaboração. quando a concessionária seja condenada por sonegação de tributos. (B) depende de administrativo. total ou parcial. e a autorização.987. fica a critério do Poder Concedente decidir pela caducidade.br Página 88 de 108 . em caso de impossibilidade de cumprimento pela concessionária. em sentença transitada em julgado. a permissão. a caducidade quando a concessionária for condenada por sonegação de tributos.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. a responsabilidade da concessionária é direta e pessoal. prevê. exigem-se prévias indenização e autorização legislativa na encampação. ato discricionário. Vejamos. o erro é que a caducidade é. (E) necessita de prévia autorização legislativa.com. Gabarito: alternativa C.ACE As alternativas abaixo trazem características típicas dos delegatários de serviços públicos.estrategiaconcursos. Cyonil Borges www. daí a correção da letra “C”. entre outras hipóteses. entre outras hipóteses. Na letra D. d) Possibilidade de extinção por caducidade. Comentários: A Lei 8. apurada em processo (C) ocorre. Os demais itens estão incorretos. e) Obrigação de prestar serviço adequado. Na letra A. Assinale a opção que contemple característica aplicável apenas às permissões. Fixação 2012/ESAF . em sentença transitada em julgado. Prof. b) Celebração com pessoa física ou jurídica. prévia indenização. (D) impõe-se quando constatada a inexecução total ou parcial do contrato de concessão.

Acontece que a ilustre organizadora não mencionou. poderão ser caducados pela Administração-contratante. é uma característica apenas das permissões de serviços públicos.987. de 1995. a pessoas físicas ou jurídicas ou consórcios de empresas. nos termos da referida lei. logo. A descentralização por colaboração é a transferência da execução dos serviços públicos. o princípio da continuidade. igualmente. conseguimos eliminar a alternativa C. conforme o caso. Vejamos: de delegação de o entendimento como uma das é. da atualidade e da eficiência. 175 da CF.987. O gabarito da ilustre organizadora foi a alternativa "B" (celebração com pessoa física ou jurídica). Ao contrário disso. Cyonil Borges – aula 02 Do quadro acima. Esse entendimento da Maria Sylvia Zanella Di Pietro. no comando da questão. inclusive. de 1995. entendidos como aqueles que atendem. por meio de ato (autorização de serviços públicos) ou contrato (concessões e permissões de serviços públicos).Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. citou: "características típicas dos delegatários de serviços públicos". Explique-se. incorreta. nos termos do art. A letra “E” está. o Na terceira acepção autorização é o ato administrativo unilateral e discricionário pelo qual o Poder Público delega ao particular a exploração de Prof.estrategiaconcursos. é dever das prestadoras de serviços públicos a manutenção de serviços adequados. de 1988.br Página 89 de 108 . pelo Estado. no caso de inexecução por parte das empresas. Apesar da divergência doutrinária quanto à possibilidade prestação de serviços públicos mediante autorização. os contratos de serviços públicos (permissões ou concessões). corrente da melhor doutrina é por inserir a autorização formas de prestação de serviços públicos. Porém está igualmente incorreto. por exemplo. Cyonil Borges www. De fato. isso porque. Daí a incorreção da letra A.com. a Lei 8.987. Voilà. nos termos da Lei 8. daí a incorreção da letra “D”. a concessão de serviços públicos não pode ser formalizada com pessoas naturais (físicas). Segundo a Lei 8. de 1995.

mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização. o que não deixa de ser também de interesse público. Também chamada por alguns doutrinadores de resgate ou de retomada. esse entendimento foi reformulado. Trata-se da autorização de serviço público. XI e XII. por decisão discricionária do poder público. Vejamos. com prestação a terceiros (casos da concessão e da permissão). a título precário. (o grifo não consta do original) A autorização de serviços públicos (uma das formas de delegação de serviços públicos) é viabilizada entre o Estado e pessoas físicas ou jurídicas. que assim a define: a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão. energia elétrica. não é possível afirmar ser uma característica apenas das permissões de serviços públicos. A partir da 18ª edição. A terceira (e uma das mais importantes) formas de extinção é a encampação. com os serviços não exclusivos do Estado. ao lado da concessão e da permissão. a encampação encontra previsão no art. Cyonil Borges – aula 02 serviço público. 37 da Lei 8. Esta hipótese está referida. Os chamados serviços públicos autorizados. pode se opor à encampação. Por isso. previstos no artigo 21. ou para execução no próprio benefício do autorizatário. Até a 17ª edição.com. um quadro-resumo. que constituem condição de validade do ato de encampação. Cyonil Borges www. com as principais diferenças entre a caducidade e a encampação: SERVIÇOS PÚBLICOS Prof. como modalidade de delegação de serviço público de competência da União. como educação e saúde. porque o serviço é prestado no interesse exclusivo do autorizatário. pois ocorre não em razão de concessionário.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. XI e XII. por motivo de interesse público. vínhamos entendendo que a autorização não existe como forma de delegação de serviço prestado ao público.987/1995. podendo ou não ser delegados ao particular. tal como estabelecem os artigos 36 e 37 da Lei 8. por isso coube a anulação da questão.br Página 90 de 108 . mas sim do interesse da retomar o serviço. são de titularidade da União. então. confunde com a inadimplência do Administração em o concessionário não Outros dois pontos distintivos com relação à caducidade é que a encampação depende de LEI AUTORIZATIVA específica e DO PRÉVIO PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO ao concessionário. na forma do artigo anterior.estrategiaconcursos. Nota que a encampação em nada se caducidade. A essa conclusão chega-se facilmente pela comparação entre os serviços de telecomunicações. e essa delegação pode ser para atendimento de necessidades coletivas.987/1995. da Constituição Federal. Por força de tal interesse. navegação aérea e outros referidos no artigo 21.

razão pela qual. a posteriori Dispensada *Existe um único caso em que a caducidade é ato vinculado (art. Fixação Prof. Por exemplo. não caberia ao legislador ordinário agredir a independência entre os Poderes da República. ao Distrito Federal e aos Municípios executarem obras e serviços públicos por meio de concessão e permissão de serviço público. Idêntica crítica é feita ao art. às permissões. Parte da doutrina critica que. haja a necessidade de prévia autorização legislativa. sem lei que lhes autorize e fixe os termos. não chega a tratar minuciosamente das permissões. de 1995. nas Constituições Estaduais e nas Leis Orgânicas do Distrito Federal e Municípios. 2º É vedado à União. em quase sua maioria. 2º da Lei 9. Acontece que. e. para efeito de concursos. por isso. permanece em plena vigência. como é o caso da rescisão. no que couber. Cyonil Borges – aula 02 Encampação (ou resgate) Motivo Natureza Indenização Autorização legislativa Conveniência oportunidade Ato discricionário SEMPRE prévia SEMPRE prévia e Caducidade (ou decadência) Inexecução do contrato Ato discricionário* Se houver. aos Estados. os termos da Lei nº 8.estrategiaconcursos. observado. em qualquer caso. Cyonil Borges www.br Página 91 de 108 . Embora a Lei 8.987/1995 cuide de concessões e de permissões. de 1995.com.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº.074. 27 da Lei 8. não houver declaração de inconstitucionalidade do dispositivo.987. dispensada a lei autorizativa nos casos de saneamento básico e limpeza urbana e nos já referidos na Constituição Federal. as formas de desfazimento utilizadas para as concessões são estendidas. Eventuais controles recíprocos entre os Poderes (“checks and balances”) são de extração constitucional. até o momento. remetendo às regras das concessões.987/1995). que assim dispõe: Art. para a encampação.

dependeria da prévia edição de lei ordinária que autorizasse essa delegação. Cyonil Borges www.com. regulamentares ou contratuais. ainda. Portanto a concessão depende de prévia edição de lei ordinária.estrategiaconcursos.br Página 92 de 108 . viabilizadas diretamente pela Administração. 39).AUFC/TCU/Apoio Técnico e Administrativo/Gestão de Pessoas/2008 Um parlamentar apresentou projeto de lei ordinária cujos objetivos são regular integralmente e privatizar a titularidade e a execução dos serviços públicos de sepultamento de cadáveres humanos. Cyonil Borges – aula 02 CESPE .666/1993).987/1995 (art. por meio de contrato de concessão.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Aprovado pelo Poder Legislativo. No entanto. julgue os itens subsequentes. Os serviços de sepultamento não foram excetuados pela Lei.074. De acordo com a Lei 8. A delegação do serviço de sepultamento de cadáveres humanos. 2º da Lei 9. Atente. dispõe sobre a obrigatoriedade de lei autorizativa para que os entes federativos possam conceder seus serviços públicos a particulares. Difere essencialmente da caducidade e da encampação. Já nos contratos de concessão de serviços públicos. o referido projeto de lei foi sancionado pelo chefe do Poder Executivo. a Lei dispensa. os serviços de saneamento básico e limpeza urbana. O pressuposto básico para a rescisão é o descumprimento por parte do concedente das normas legais. o motivo de rescisão é um só: Prof. 79 daquela norma. Com base na situação hipotética descrita acima. podendo ser: unilateral. que são formas de extinção da concessão unilaterais. Nesta última norma são dezoito motivos diferentes para a rescisão dos contratos administrativos (art. Gabarito: CERTO. 78 da Lei 8. e judicial.666/1993. por exemplo. nos termos do art. que a rescisão do contrato de concessão é absolutamente diferente da rescisão dos contratos decorrentes da Lei 8. diante da falta de condições materiais de prestação desse serviço público de forma direta. de 1995. No caso de serviços públicos. Comentários: O art. amigável. a rescisão é a forma de extinção da concessão por iniciativa do concessionário. ou seja. a rescisão depende de ação judicial especialmente intentada com esse objetivo.

no caso de empresa individual. A anulação é nossa “velha” conhecida6. Em razão disso. V do art.br Página 93 de 108 Prof. as quais pressupõem um contrato válido. 35 da Lei 8. aplica-se só às permissões. Abre-se um parêntese para esclarecer que a empresa (ou firma) individual não é pessoa jurídica. Deve-se lembrar de que os efeitos da decretação de nulidade são ex tunc. quanto ter sua origem na etapa da licitação.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. A ilegalidade tanto pode estar presente supervenientemente à assinatura do contrato. mas mal executado (inadimplência) ou cuja execução pelo concessionário tenha se tornado inconveniente ao interesse público. mas sim o nome adotado pela pessoa física para uso em seu comércio. é forma de desfazimento (de pleno direito) do contrato de concessão. A continuidade dos serviços públicos. que reconhecerá a inadimplência da Administração.estrategiaconcursos. ou seja. Não se pode confundir a anulação com as formas de extinção já expostas. que constitui verdadeiro princípio administrativo. ao lado da extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular. procedimento prévio à celebração do contrato de concessão. o falecimento ou incapacidade do titular. acrescente-se ao rol de formas de desfazimento (já vistas) a anulação e a falência. A falência. www. no caso de empresa individual. Agora. Cyonil Borges – aula 02 descumprimento de obrigações por parte da Administração Pública.987/1995 e terá por consequência a responsabilização de quem houver lhe dado causa. Cyonil Borges . Por fim. A anulação da concessão encontra previsão no inc. haja vista 6 Ver aula de atos administrativos. torna extremamente rígida a oponibilidade da exceção do contrato não cumprido pelo concessionário. retroativos ao momento da ocorrência do vício.com. a prestação não poderá ser interrompida até o trânsito em julgado da sentença judicial. consistindo na invalidação (na retirada) do contrato de concessão por motivo de ilegalidade. adivinhem em que prazo pode a empresa concessionária suspender a prestação de serviços públicos? Em razão da necessidade de continuidade dos serviços públicos.

As formas mais tradicionais. no Prof. ( ) encampação. Cyonil Borges – aula 02 somente pessoas jurídicas ou consórcios de empresas acharem-se aptas à celebração de concessão de serviço público. Por fim. a decorrente do descumprimento contratual por parte do Poder Concedente. de 1995. por motivo de interesse público. ( ) rescisão.estrategiaconcursos. Cyonil Borges www.br Página 94 de 108 .Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº.7. a extinção dá-se porque a concessionária deixou de cumprir regularmente as normas regulamentares e contratuais. no caso. Intervenção Com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço e o fiel cumprimento das normas contratuais. perceba que a rescisão prevista na Lei de Concessões é a rescisão judicial. Na segunda (a caducidade). prevê diversas formas antecipadas de extinção do contrato de concessão de serviços públicos. Na primeira. Fixação (2010/Esaf – MTE – AFT) Naquilo que diz respeito à extinção do contrato de concessão de serviço público. (3) Extinção do contrato. sem que. o contrato será objeto de anulação. nos concursos. Por exemplo: em caso de ilegalidade. correlacione as colunas abaixo e assinale a opção que contemple a correlação correta. ( ) caducidade. (2) Retomada do serviço. Gabarito: alternativa D. a empresa prestadora dos serviços tenha negligenciado as regras contratuais. 5. por inexecução total ou parcial do contrato por parte da concessionária.987. são a encampação e a caducidade. por descumprimento de normas contratuais pelo concedente. ou seja. o desfazimento deveu-se por motivo de interesse público. a) 3 / 1 / 2 b) 2 / 3 / 1 c) 1 / 2 / 3 d) 2 / 1 / 3 e) 3 / 2 / 1 Comentários: A Lei 8. o Poder Concedente. (1) Retomada do serviço.com.

Ressalta-se que a intervenção não é ato punitivo De outro modo. pode também mediante Decreto promover a intervenção. Prof. ou extinta a concessão. e) o interventor responderá pelos atos praticados em sua gestão. Dá-se por prazo uma vez instaurada. é falso afirmar que: a) a intervenção far-se-á por decreto do Poder concedente. Após o Decreto de Intervenção. então não há por que se garantir direito à ampla defesa (de forma prévia). Comentários: A intervenção promovida pelo Poder Concedente portanto. será instaurado procedimento administrativo para comprovar as causas determinantes da medida. o prazo para instaurar o procedimento administrativo. com vista à decretação da intervenção.estrategiaconcursos.br Página 95 de 108 é medida preventiva. Fixação (2002/Esaf – SUSEP) Em relação à intervenção do Poder Público concedente em empresa concessionária de serviço público. o procedimento administrativo deverá ser concluído no prazo de até 180 dias. tem caráter profilático (preventivo). É utilizada evitar a decretação de caducidade.com. no caso. Nos termos do art. é de até 30 dias.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. d) cessada a intervenção. destituída de caráter punitivo. Cyonil Borges – aula 02 lugar de declarar a caducidade por Decreto do Executivo. precedida de prestação de contas pelo interventor. Dois são os resultados possíveis da intervenção: ou a administração do serviço será devolvida à concessionária. b) no prazo de trinta dias da declaração da intervenção. sob pena de considerar-se inválida a intervenção. temos 210 dias. e. entre a decretação e o prazo máximo da intervenção (já decretada). 33 da Lei. o Poder Concedente tem o prazo de até 30 dias para instaurá-la. não pode ultrapassar o prazo de Gabarito: alternativa C. c) poderá haver intervenção por prazo indeterminado. . Depois de instaurado. com o objetivo de se determinado. Com outras palavras. sem extinção da concessão. o serviço será retornado à concessionária. 180 dias. Cyonil Borges www.

Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Só haverá direito à indenização no caso de ficar comprovado que a intervenção não observou os pressupostos legais e regulamentares (§1º do art. daí a incorreção do quesito. a) A intervenção dá direito à indenização prévia. dáse por decreto do poder concedente. incorreto o quesito. ou EXTINTA A CONCESSÃO. é Alternativa D – CORRETA. sob pena de considerar-se inválida a intervenção. o término da intervenção conduzirá ao direito da concessionária de retomada da concessão. constituindo hipótese de jurisdição voluntária. Alternativa E – INCORRETA. o procedimento administrativo deverá ser concluído no prazo de até cento e oitenta dias. e) Por não se tratar de hipótese de extinção da concessão. Ou a administração do serviço será devolvida à concessionária. 33). c) O procedimento atinente à intervenção deve ser conduzido em juízo. Aqui a Banca tentou confundir com a caducidade. Não é procedimento ADMINISTRATIVO. judicial. Alternativa C – INCORRETA. Cyonil Borges www. Cyonil Borges – aula 02 Fixação (2007/ESAF – TCE-GO/Auditor – novembro) Sobre a intervenção. logo. a qual deve ser cercada de processo administrativo e. precedida de prestação de contas pelo interventor. Indenização prévia? Intervenção não é encampação. depois disso.com. o Poder Concedente tem o prazo de até 30 dias para instaurá-la. Direito à ampla defesa? A intervenção não é ato punitivo. portanto. pelo poder concedente. b) Não se admite declaração de intervenção sem prévia observância do princípio da ampla defesa. Fixação Prof. assinale a opção correta. garantidor dos princípios da ampla defesa e do contraditório DE FORMA PRÉVIA. Alternativa B – INCORRETA. Após o Decreto de intervenção. então não há porque se garantir direito à ampla defesa de forma PRÉVIA.br Página 96 de 108 . d) A intervenção. Comentários: Alternativa A – INCORRETA. Dois são os caminhos quando da cessação da intervenção. da mesma forma da declaração de caducidade. na concessão de serviço público. Gabarito: alternativa D.estrategiaconcursos. daí a incorreção do item. em favor da concessionária. A Banca descartou essa última possibilidade.

temos 210 dias. pois o cabelo não é dos melhores. Após o Decreto de intervenção. depois de instaurado. Ou a administração do serviço será devolvida à concessionária (cabelo recuperado).estrategiaconcursos. Podemos fazer a seguinte comparação: se o cabelo está ressecado. Daí a desnecessidade de contraditório e de ampla defesa. então não há por que se garantir direito à ampla defesa de forma prévia. Ressaltando que a intervenção não é ato punitivo. Cyonil Borges www. Nos termos do art. a) A intervenção tem duração máxima de 180 (cento e oitenta) dias. pelo Poder Público. entre a decretação e o prazo máximo da intervenção (já decretada). Comentários: Com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço e o fiel cumprimento das normas contratuais. b) Tal instituto é espécie de extinção da concessão ou permissão de serviço público. c) Como medida excepcionalíssima. Cyonil Borges – aula 02 2012/ESAF – PFN No que se refere à figura da intervenção prevista no âmbito das concessões e permissões de serviços públicos. ou extinta a concessão (corta a madeixa). Dois são os caminhos quando da cessação da intervenção. e) A intervenção demanda a prévia indenização pela assunção dos bens reversíveis. é o caso de se raspar a cabeça? Obviamente que não. Agora. o prazo para instaurar o procedimento administrativo é de até 30 dias. d) A intervenção não demanda a prévia observância aos princípios do contraditório e da ampla defesa. o remédio é o desfazimento ( a caducidade). 33 da Lei. a intervenção far-se-á por lei do poder concedente. na tentativa de recuperar a madeixa (intervenção . Com outras palavras. pode também mediante Decreto promover a intervenção. como registra a alternativa D.cauterização). com as pontas quebradas. o procedimento administrativo deverá ser concluído no prazo de até 180 dias. tem sim caráter profilático (preventivo). precedida de prestação de contas pelo interventor. assinale a opção correta. o Poder Concedente.com. no lugar de declarar a caducidade [extinção do contrato de permissão ou concessão] por Decreto do Executivo.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. se o técnico informa que não tem jeito. o Poder Concedente tem o prazo de até 30 dias para instaurá-la.br Página 97 de 108 . Referência legislativa: Prof. sob pena de considerar-se inválida a intervenção. primeiro vamos ao salão. Daí a incorreção da letra “A”.

por eventuais prejuízos suportados em virtude de déficit nas tarifas. para um resultado final. e assim por diante. bem como o fiel cumprimento das normas contratuais. Nesse contexto. Mas cabem. 5.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. e. Licitações e Contratos Como citado ao longo da aula. o legislador atribuiu diversa modalidade de licitação. no prazo de trinta dias. Prof. formado por um conjunto de atos encadeados. A cada distinta sequência.estrategiaconcursos. três observações: 1ª  Não há determinação específica de modalidade para as permissões. A licitação é um procedimento administrativo. A intervenção far-se-á por decreto do poder concedente. teremos o Pregão. devendo o serviço ser imediatamente devolvido à concessionária.987. Por exemplo: se a licitação se destina à aquisição de bens e de serviços comuns.br Página 98 de 108 . 34. Art. que conterá a designação do interventor. enquanto tal. § 1o Se ficar comprovado que a intervenção não observou os pressupostos legais e regulamentares será declarada sua nulidade. assegurado o direito de ampla defesa. o prazo da intervenção e os objetivos e limites da medida. em reiterados julgados (ver Recurso Especial 734413). com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço. Declarada a intervenção. teremos o Leilão. Cyonil Borges – aula 02 Lei 8. Cyonil Borges www. 2º).8. não antecedida de procedimento licitatório. de 1995 Art. instaurar procedimento administrativo para comprovar as causas determinantes da medida e apurar responsabilidades. se não for extinta a concessão. Se a licitação se dirige à alienação de bens móveis inservíveis. a Lei 8. pelo menos. § 2o O procedimento administrativo a que se refere o caput deste artigo deverá ser concluído no prazo de até cento e oitenta dias. firmou o entendimento de que a permissão. Parágrafo único. não dá direito à indenização.com. A Lei exige a licitação. sob pena de considerar-se inválida a intervenção. que responderá pelos atos praticados durante a sua gestão. mas sem determinar a modalidade cabível (art. Cessada a intervenção. 32. em sequência lógica.987/1995 previu que a concorrência é a modalidade específica de licitação aplicável às concessões (inc. regulamentares e legais pertinentes. 40 da Lei 8. Art. Gabarito: alternativa D.987/1995). O poder concedente poderá intervir na concessão. o poder concedente deverá. precedida de prestação de contas pelo interventor. sem prejuízo de seu direito à indenização. 33. Isso é tão contundente. que o STJ. a administração do serviço será devolvida à concessionária. II e III do art. o texto constitucional é expresso ao estabelecer que toda concessão ou permissão de serviços públicos seja precedida de licitação.

mas há situação contida na Lei 9.com. E isso é muito útil. o investimento realizado pelo concessionário é de elevada monta.472/1997 (§2º do art. IV . III . especificados no edital.estrategiaconcursos. 3ª  É possível. 27 da Lei 9. julgando-a constitucional (ADI 1582). Prof.987/1995: Art. obras e despesas ou investimentos já efetuados. uma série de estudos. complementares ou acessórias. É assim. É o exemplo do leilão para promover a privatização. no mínimo. De se destacar alguns: I . levantamentos. levantamentos preliminares e outros deverão ser realizados pela Administração. apesar de não se mencionar a máxima extensão temporal. realizados pelo poder concedente ou com a sua autorização. Cyonil Borges – aula 02 2ª  É raro. VI . em face da ausência de participantes (a licitação deserta). Os estudos. exigindo longo prazo de retorno. de utilidade para a licitação.o objeto.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. projetos. por exemplo. 23) que autoriza a concessão sem licitação. Quanto ao edital do procedimento. pois. Cyonil Borges www. indicadores.os critérios. o uso do leilão para concessão de serviços públicos.074/1995. no caso. Sobre o tema. Nota que essas informações ficam disponíveis a quem quer que seja.br Página 99 de 108 . pois o controle pode ser levado a efeito por aqueles que serão mais diretamente atingidos pela prestação do serviço: os integrantes a comunidade. devendo o vencedor da licitação ressarcir os dispêndios correspondentes.os critérios de reajuste e revisão da tarifa.a descrição das condições necessárias à prestação adequada do serviço: lembre-se de que serviço adequado cumprirá. para garantir a continuidade da prestação do serviço.as possíveis fontes de receitas alternativas. V . em provas de concursos. Isso consta do art. diversos são os requisitos determinados pela lei de concessões como condição de validade. muitas vezes. Entretanto. antes da licitação propriamente dita. pois a delegação de serviços públicos normalmente envolve riscos e valores elevados. II . com previsão de 30 anos de duração. bem como as provenientes de projetos associados. estarão à disposição dos interessados. com os princípios elencados pela Lei. em alguns casos. determina a Lei 8. 21. fórmulas e parâmetros a serem utilizados no julgamento técnico e econômico-financeiro da proposta. Há concessões. metas e prazo da concessão: note que há determinação de prazo. investigações. vinculados à concessão.os direitos e obrigações do poder concedente e da concessionária em relação a alterações e expansões a serem realizadas no futuro. sendo que o STF já se pronunciou sobre a norma. simultaneamente com a outorga de nova concessão.

que quer dizer elaborado por uma das partes (a Administração). a participação de empresas em consórcio é decisão que incumbe à Administração (é discricionária).a indicação dos bens reversíveis.as características dos bens reversíveis e as condições em que estes serão postos à disposição. 45).br Página 100 de 108 . quando aplicáveis: como a minuta do contrato já consta do edital de licitação.estrategiaconcursos. aderido pela outra (o licitante que vencer). nos casos de pagamento ao poder concedente pela outorga da concessão. de 1995. que conterá as cláusulas essenciais referidas no art. cobrar a documentação necessária. são critérios para julgamento das licitações para concessão de serviços públicos: I .as condições de liderança da empresa responsável.a combinação. II e VII. cumpre anotar que a Lei 8. Essa diferença é compreensível. em razão das características do objeto da concessão (normalmente complexo e de grandes somas). antes da celebração do contrato. selecionando a melhor. os licitantes já sabem quais serão suas obrigações futuras. sendo que o licitante vencedor ficará obrigado a constituir e registrar o consórcio. na hipótese em que for permitida a participação de empresas em consórcio: primeiramente. Boa parte da doutrina considera que a mais importante característica das licitações para concessão de serviços públicos são os critérios de julgamento das propostas. Assim. diz ser possível a inversão da ordem das fases de habilitação e julgamento (art. caso admitida a participação de consórcios. só do licitante vencedor. ou por um consórcio e também individualmente. III . bem diferentes dos ‘comuns’. De acordo com art.a maior oferta. Além disso. dos critérios referidos nos incisos I. a doutrina considera que os contratos de concessão são de adesão. Quanto ao procedimento da licitação em si. 18-A).com. X . Cyonil Borges www. mais – é preciso que seja indicada uma empresa para que se responsabilize pelo consórcio. nos casos em que houver sido extinta a concessão anterior.987/1995. Isso evitará a ‘proliferação documental’ inerente às licitações comuns. para. primeiro o Poder Público poderá comparar as propostas. VIII . Cyonil Borges – aula 02 VII . não será permitida a uma mesma empresa concorrer por mais de um consórcio. em tom de modernidade. 15 da Lei 8. em vez de colher a documentação de todos os licitantes.987.o menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado. 23 desta Lei.nos casos de concessão. Não faria sentido. das concorrências previstas na Lei 8. Prof. II .Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Por isso. art.666/1993 (os tipos de licitação. a minuta do respectivo contrato. IX . dois a dois. não é? A mesma empresa competiria duas vezes! E.

VI .Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº.estrategiaconcursos. a concorrência como a modalidade obrigatória. V .987/1995. Cyonil Borges – aula 02 IV .melhor proposta em razão da combinação dos critérios de maior oferta pela outorga da concessão com o de melhor técnica. pois alguns se levariam de vantagens não possuídas por outros. 15). Detalhe: a norma diz que em caso de EMPATE será dada preferência à empresa BRASILEIRA (§ 4º do art. para sua viabilização. Por fim. Fixação CESPE AUFC/Controle Governamental/2011 Externo/Auditoria A respeito da delegação de serviço público e do instituto da licitação para a correspondente outorga.987. de 1995.melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado com o de melhor técnica. a legislação de regência não estabelece. julgue o item subsequente. b) licitação. ou o reconhecimento formal de sua inexigibilidade. conforme previstas na Lei n. Cyonil Borges www. De fato. Gabarito: CERTO.melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de propostas técnicas. Prof. tem de ser assim. deverão ser precedidas de: a) licitação. Embora o instituto da permissão exija a realização de prévio procedimento licitatório. ou sua dispensa em alguma das hipóteses previstas em lei. Lembre-se que.com. ou VII . 8. cumpre registrar que será desclassificada a proposta que. apenas na modalidade concorrência. Fixação (2012/ESAF/MIN) As concessões de serviço público. nesse caso. é possível a realização de LEILÃO para concessão.melhor proposta técnica. pois. Comentários: O item foi considerado correto À LUZ DA LEI 8. em alguns casos. senão. com preço fixado no edital. necessite de vantagens ou subsídios que não estejam previamente autorizados em lei e à disposição de todos os concorrentes. teríamos potencial afronta ao princípio da isonomia.br Página 101 de 108 . ao contrário do que prescreve para a concessão de serviço público.

Gabarito: preliminar (letra B).987) a modalidade aplicável às concessões de serviço público é mesmo a concorrência! O examinador foi muito ‘gentil’ ao anular a questão. Provavelmente. o que considerou o disposto na Lei 8. como dito. não se admitindo a dispensa de certame.com. final (ANULADA). é possível também o leilão. That’s all! Até o próximo encontro.. e tá aí o resultado – ANULAÇÃO. DETALHE – na lei referenciada no comando (A 8. Entretanto.estrategiaconcursos. Cyonil Borges.987/1995. em qualquer uma das modalidades existentes na legislação pátria. no definitivo ela foi ANULADA.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Cyonil Borges www. algum candidato lembrou e fez o recurso.. e) licitação ou o reconhecimento formal de sua inexigibilidade (na hipótese de inviabilidade de competição). d) licitação. Prof.br Página 102 de 108 . apenas nas modalidades concorrência ou pregão. Comentários: O gabarito preliminar desse item foi a Letra “B”. Cyonil Borges – aula 02 c) licitação. uma vez que. não se admitindo contratação mediante dispensa do certame ou reconhecimento formal de sua inexigibilidade.

Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Cyonil Borges – aula 02 Opa! Não acabou! Abaixo, questões da FCC, do ano de 2012. Testem seus conhecimentos. Questão 1: FCC - AJ TST/TST/Judiciária/2012 Assunto: Autorização, permissão e concessão (Serviços Públicos) De acordo com a legislação federal em vigor (Lei no 8.987/95), é uma diferença entre concessão e permissão de serviço público: a) ser obrigatória a licitação para a primeira; e facultativa, para a segunda. b) ser a primeira contrato; e a segunda, ato unilateral. c) ter a primeira prazo determinado; e a segunda, não comportar prazo. d) voltar-se a primeira a serviços de caráter social; e a segunda, a serviços de caráter econômico. e) poder a primeira ser celebrada com pessoa jurídica ou consórcio de empresas; e a segunda, com pessoa física ou jurídica. Questão 2: FCC Externo/Contabilidade/2012 ACE TCE AP/TCE-AP/Controle

Assunto: Concessões (Serviços Públicos, Lei 8.987) A propósito dos elementos definidores e traços característicos dos serviços públicos, é correto afirmar: a) Independem de definição por lei, podendo ser de titularidade do poder público, quando de natureza não econômica, ou privada, quando passíveis de exploração mediante concessão ou permissão. b) São definidos por lei e de titularidade pública ou privada, conforme sua natureza essencial ou econômica. c) Independem de definição por lei, bastando sua caracterização como atividade essencial, de titularidade exclusiva do poder público. d) São definidos por lei e de titularidade do poder público, que pode prestá-los diretamente ou sob o regime de concessão ou permissão. e) São definidos em lei como obrigação do poder público e direito dos cidadãos, devendo ser prestados de forma universal e independentemente de cobrança de tarifa.
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Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Cyonil Borges – aula 02 Questão 3: FCC - ACE TCE AP/TCE-AP/Controle Externo/Engenharia /2012 Assunto: Conceitos (Serviços Públicos, Lei 8.987) Os serviços públicos a) devem ser sempre prestados pelo poder público, em face de seu caráter essencial. b) podem ter sua titularidade transferida a entidade privada, quando de natureza econômica, mediante concessão. c) podem ser prestados por particular, apenas a título precário, mediante permissão. d) não são passíveis de cobrança de tarifa, submetidos, por lei, ao regime de concessão. exceto quando

e) constituem obrigação do poder público, que pode prestá-los diretamente ou mediante concessão ou permissão, sempre através de licitação. Questão 4: FCC - AFF (TCE-SP)/TCE-SP/"Sem Área"/2012 Assunto: Conceitos (Serviços Públicos, Lei 8.987) De acordo com a Constituição Federal, a prestação de serviço público por particular é a) vedada, em qualquer hipótese. b) permitida, apenas quando se tratar de serviço não essencial, passível de cobrança de tarifa. c) possível, apenas exclusiva de Estado. d) vedada, específica. exceto para aqueles contar serviços com de titularidade não

quando

autorização

legislativa

e) permitida, na forma da lei, mediante concessão ou permissão, precedida de licitação. Questão 5: FCC - JT TRT1/TRT 1/2012 Assunto: Conceitos (Serviços Públicos, Lei 8.987) A caracterização de determinada atividade como serviço público,
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Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Cyonil Borges – aula 02 a) ocorre apenas naquelas atividades de natureza essencial, assim declaradas por lei, e prestadas, diretamente, pelo poder público. b) decorre de previsão legal ou constitucional, impondo ao poder público a obrigação de prestá-la à coletividade, ainda que por meio de concessão ou permissão. c) independe de previsão legal ou constitucional, decorrendo da própria circunstância da sua disponibilização à coletividade pelo poder público. d) depende de previsão legal específica, podendo ser prestada diretamente pelo Poder Público, ou por particulares, mediante autorização, sempre precedida de licitação. e) prescinde de previsão legal ou constitucional quando prestada diretamente pelo Poder Público, a qual somente é exigida quando a titularidade é transferida ao particular mediante regime de concessão ou permissão. Questão 6: FCC - AFTM SP/Pref SP/Gestão Tributária/2012 Assunto: Formas de extinção (Serviços Públicos, Lei 8.987) No início dos anos 90, o poder público concedeu à iniciativa privada a exploração de rodovias, ficando a cargo do concessionário a recuperação e conservação do sistema viário, remunerando-se pela cobrança de tarifa dos usuários (pedágio). Aproximando-se o prazo final do contrato de concessão, o poder concedente pretende retomar os serviços, tendo em vista que o valor do pedágio tornou-se muito alto em função dos índices de reajuste estabelecidos contratualmente. De acordo com a legislação que rege a matéria, a Administração poderá a) decretar a encampação, desde que comprove lucros arbitrários pelo concessionário e desobediência ao princípio da modicidade tarifária, desonerando-se, nesse caso, do pagamento de qualquer indenização ao concessionário. b) declarar a caducidade do contrato, caso comprove que os investimentos realizados pelo concessionário já foram amortizados, indenizando-o apenas pelos lucros cessantes. c) encampar o serviço, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização pelas parcelas dos investimentos
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ainda não amortizados ou depreciados. mediante procedimento administrativo específico com ampla defesa para o concessionário. Cyonil Borges – aula 02 feitos na rodovia para garantir a atualidade dos serviços. Questão 8: FCC . portanto. desde que não reste mais do que 48 meses para o término do prazo de concessão. d) reversão é a rescisão unilateral da concessão por motivo de inadimplemento contratual do concessionário. b) reversão é a resilição unilateral da concessão que se consubstancia na retomada do serviço pelo poder concedente por razões de interesse público. ainda não amortizados ou depreciados. na sua forma tradicional.987) No tocante ao regime da concessão de serviços públicos. Lei 8.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. c) encampação é a extinção unilateral da concessão por motivo de inadimplemento contratual.Tec (INSS)/INSS/2012 Assunto: Formas de extinção (Serviços Públicos. cabendo indenização pela interrupção do contrato antes de findo seu prazo. indenização ao concessionário pelos prejuízos que sofrer.JE TJGO/TJ GO/2012 Assunto: Subconcessão (Serviços Públicos.br Página 106 de 108 .987) Em relação à extinção do contrato de concessão é correto afirmar que a) caducidade é a resilição unilateral antes de findo o prazo de concessão. o equilíbrio econômico-financeiro da concessão e a modicidade tarifária.estrategiaconcursos. Questão 7: FCC . a Lei Federal no 8. mediante lei autorizativa específica. Cyonil Borges www.987/95 Prof.com. d) decretar a reversão dos serviços. não cabendo. indenizando as parcelas dos investimentos feitos na rodovia para garantir a atualidade dos serviços. durante o prazo de concessão. e) decretar a intervenção na concessão para reestabelecer. que se consubstancia na retomada do serviço pelo poder concedente por razões de interesse público. Lei 8. e) encampação é a retomada do serviço pelo poder concedente por razões de interesse público.

e) devem ser prestados pelo poder público. exceto os denominados serviços públicos impróprios.TCE TCE AP/TCE-AP/Controle Externo/2012 Assunto: Classificação de Serviços Públicos Os serviços públicos a) não são passíveis de exploração por particulares. podendo ser delegados a entidade integrante da Administração indireta criada para esse fim. d) veda a subconcessão do serviço delegado.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. e) permite a transferência da concessão.br Página 107 de 108 . c) exige que a transferência da concessão seja expressamente autorizada pelo poder concedente. mediante concessão. mediante procedimento licitatório no qual se sagrou vencedor o licitante que Prof. d) podem ter a sua titularidade transferida a particular. Questão 10: FCC Externo/Jurídica/2012 ACE TCE AP/TCE-AP/Controle Assunto: Alteração unilateral (Cláusulas exorbitantes) O Estado concedeu a particular exploração de rodovia.estrategiaconcursos. pois o contrato de concessão é intuitu personae. que pode prestá-los diretamente ou mediante concessão ou permissão a particular. b) somente podem ser prestados por entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos.com. desde que haja previsão no contrato original de concessão. Cyonil Borges – aula 02 a) condiciona a outorga de subconcessão. mas nada estabelece no tocante à transferência do controle societário da concessionária. Questão 9: FCC . a transferência da concessão e a transferência do controle societário da concessionária à expressa concordância do poder concedente. precedida de licitação. b) admite a possibilidade de subconcessão. o que torna dispensável nova autorização do poder concedente. Cyonil Borges www. mediante a realização prévia de concorrência para a escolha do novo concessionário. c) constituem obrigação do poder público. precedida de autorização legislativa específica. exclusivamente.

No curso da concessão. o Estado decidiu reduzir o valor do pedágio. e) legítima. em face do poder de alteração unilateral dos contratos administrativos. o que pode ser feito pela redução do ônus de outorga. independentemente da recomposição do equilíbrio econômico-financeiro tendo em vista que a concessão pressupõe a exploração do serviço por conta e risco do concessionário. alegando que o mesmo estaria onerando demasiadamente os usuários. A conduta do Estado é a) legítima.com. tendo o Poder Concedente fixado a tarifa (pedágio) no momento da assinatura do contrato e assegurado. em face da imutabilidade da equação econômicofinanceira e da garantia de rentabilidade assegurada nos contratos de concessão (taxa interna de retorno). d) ilegítima.Curso Teórico de Direito Administrativo para CEF Profº. Cyonil Borges www. b) legítima. c) legítima. Gabarito 1) E 2) D 3) E 4) E 5) B 6) C 7) E 8) A 9) C 10) C Prof. desde que restabeleça o equilíbrio econômico financeiro do contrato.br Página 108 de 108 .estrategiaconcursos. desde que limitada ao percentual de 25% (vinte e cinco por cento) do valor atualizado do contrato. Cyonil Borges – aula 02 ofereceu o maior valor pela outorga da concessão. gerando ganhos injustificados para o concessionário. paga em parcelas anuais (ônus de outorga). contratualmente. o seu reajuste anual. apenas se comprovar que o fluxo de veículos excedeu as projeções de demanda realizadas no momento da licitação.