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Índice

O objetivo desta seleção é, antes de tudo, fornecer uma base didática para o estudo da China Antiga. Longe de ser uma base completa, trato a ui dos dados mais superficiais e abrangentes ue possam condu!ir o interessado num estudo sério e esclarecido sobre o tema, de modo a reali!ar uma e"posição ue não seja nem

cansativa, nem muito comple"a. #nevitavelmente, somos obrigados a nos deparar com algumas relativi!aç$es te%ricas necessárias ao aprofundamento do estudo desta civili!ação, cujas especificidades invocam um olhar bastante cuidadoso. &o entanto, nos deteremos, a ui, num conjunto de e"planaç$es básicas ue sirvam de referencial a todas estas uest$es. #gualmente, a determinação dos elementos bibliográficos serve a proposta inicial de tornar um pouco mais acess'vel este nosso estudo. (uscamos, pois, indicar te"tos ue sejam facilmente encontrados, ue estejam em nosso idioma e ue sejam de academicamente válidos, afastando)me propositalmente de toda e ual uer publicação de caráter e"otérico ou de fonte duvidosa. &o caso espec'fico da sinologia, sabemos ue tais te"tos abundam em profusão, dificultando o estudo sério da China e comprometendo um trabalho esclarecido. André (ueno ....................................................... ÍNDICE

. História - Uma apresentação geral sobre a história da China, organizada atra !s dos se"s prin#ipais per$odos din%sti#os. . & 'ensamento Chin(s - )e*tos sobre a história do pensamento #hin(s, se" desen ol imento e #one*+es #om o pensamento o#idental. . ,eligião e -itologia - &s prin#ipais #"ltos #hineses, a interpretação religiosa das es#olas .ilosó.i#as, religiosidade pop"lar e o"tras religi+es na China.

. /s Ci(n#ias na China - Como era a matem%ti#a, a .$si#a, a geogra.ia, et#. na China Imperial0 Uma apresentação di ersa do tema, a partir dos trabalhos de Colin ,onan. . / arte #hinesa atra !s dos tempos - / e ol"ção da arte #hinesa desde os primórdios na Dinastia 1hang at!s os dias de Ho2e. . 3ebgra.ia - 1"gest+es bibliogr%.i#as e lin4s interessantes para a pes5"isa sinológi#a. .................................................. obs6 No to#ante a gra.ia dos nomes #hineses, preser amos a .orma original "tilizada nos te*tos.

A arte chinesa através dos tempos

. /rte Chinesa - introd"ção . Es#rita e /rte . & 7in - 7ang, sombra e l"z . 8ronzes na antig"idade #hinesa . 9po#a :e"dal . :antasia das ;inhas . Da "ni.i#ação < !po#a Han . Des#entralização e /rte 8=di#a . Da China de#adente < !po#a 1ong . /g"ada #om tinta da China . / /r5"itet"ra #hinesa . & 1!#"lo >? . & s!#"lo >@ - a es#ola de Che4iang e de 3" . & 1!#"lo >A . & 1!#"lo >B

Arte Chinesa - introdução / sit"ação da arte do E*tremo &riente no #on2"nto da arte "ni ersal ainda não se en#ontra #laramente determinada. / arte

desta região poss"i, 2"sti.i#adamente, rep"tação ele ada e atrai" n"merosos amadores e #ole##ionadores. / partir do s!#"lo CDIII in.l"en#io" a arte e"rop!ia, e pode at! ser #onsiderada #omo "ma des#oberta do estilo ,o#o#ó. 'elos .ins do s!#"lo CIC, as gra "ras em madeira e a pint"ra re ol"#ionaram a arte m"ndial e inspiraram os artistas modernos. E, no entanto, isso não impede 5"e e*istam ainda ho2e in=meros pre#on#eitos a respeito do E*tremo &riente. / China não se in#l"i entre as mais antigas #i ilizaç+es do -"ndoE .oi pelo menos "m mil!nio depois do Egipto e da Fsia /nterior 5"e al#anço" "m n$ el de alta #i ilização. /s es#a aç+es, ini#iadas em >GHH, mas somente protegidas e #ond"zidas sistemati#amente desde >G@I, .azem progressi amente apare#er os limites em 5"e podem ins#re er-se as nossas in estigaç+es. 9 5"ase #erto não des#obrirmos obras de arte de grande #ategoria antes de >@II a. C.E mas por olta dessa !po#a 2% e*istiam #idades, "ma arte do bronze m"ito a ançada e pro a elmente a es#rita, 5"e en#ontramos desde >JII a. C. )amb!m seria errado #rer 5"e, atr%s da Krande -"ralha, erg"ida em HHI a. C. e originariamente simples anteparo de terra, a China tenha i ido .e#hada em si própria, sem 5"al5"er #onta#to #om o resto do -"ndo. Ln.t6 no ano de p"bli#ação deste li ro, as pes5"isas ar5"eológi#as #hinesas não ha iam .orçado os limites #ronológi#os desta #i ilização at! "m passado mais remoto, o 5"e seria .eito posteriormenteM N% no #omeço do Neol$ti#o, #er#a de HIII a. C., as relaç+es #om importOn#ia históri#a entre todas as partes do #ontinente e"roasi%ti#o eram m"ito mais intensas do 5"e temos imaginado. /s #erOmi#as, de 5"alidade s"rpreendente e m"itas ezes de grande .in"ra, 5"e #onstit"em o #ontrib"to mais antigo e mais belo da China para a arte "ni ersal, mostram representaç+es e de#oraç+es indis#"ti elmente semelhantes < #erOmi#a Pde .ai*asQ e < #erOmi#a Rde #ordasS e"rop!ias. / origem, a idade e a dispersão destas #i ilizaç+es pr!-históri#as são problemas 5"e não se resol erão, erossimilmente, en5"anto não se ti er "m mais e*a#to #onhe#imento da e ol"ção da China. L...M 'ara mais, temos propensão para simpli.i#ar e atrib"ir

indis#riminadamente ao E*tremo &riente todo o g(nero de des#obertas, #omo o papel, a imprensa, a pól ora para armas, a b=ssola e a por#elana. 1im"ltaneamente imaginamos 5"e t"do se desen ol e" de maneira #ont$n"a e 5"e a China al#anço" "m alto n$ el de #i ilização mas de modo relati amente lento e n"ma 5"ase imobilidade. Con !m re#ordar 5"e a distOn#ia de 'e5"im a Hong Tong - #er#a de HIII 5"ilUmetros - #orresponde mais o" menos < de N%poles a Esto#olmo e 5"e, por #onse5V(n#ia, a arte e*tremooriental e a arte e"rop!ia dominam espaços sensi elmente id(nti#os. 'or esse moti o, tamb!m a s"a história apare#e tão ri#a e tão mo imentada #omo a da E"ropa, se bem 5"e não tenha #onhe#ido, no mesmo gra", #at%stro.es e de astaç+es iolentas e d"rado"ras. )endemos ainda para .ig"rar a pop"lação do E*tremo &riente #omo BII milh+es de indi $d"os id(nti#os "ns aos o"tros. Consoante a simpli.i#ação 5"e nos .az #onsiderar a :rança #omo o pa$s da literat"ra, a It%lia o da pint"ra e a /lemanha o da m=si#a, poderse-ia #ara#terizar a China #omo o pa$s da #erOmi#a e o Napão o da la#a. Estes dois pa$ses #riaram nestes dois g(neros, e tamb!m na arte t(*til, parti#"larmente na da seda, obras 5"e o"tros podem ig"alar, mas 5"e não #onseg"em "ltrapassar. 3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

Escrita e Arte N"m dom$nio essen#ial, a China e o Napão disting"em-se do resto do -"ndo, in#apaz de nele os seg"ir e at! de #ompreend(-los6 trata-se da es#rita e do alor s"premo 5"e estes dois po os lhe #on#edem. Não temos pala ras para o e*primir, e a5"ilo a 5"e #hamamos R#aligra.iaS não ! mais do 5"e "ma grosseira apro*imação. / #aligra.ia ! "ma es#rita ornamental, desenhada por espe#ialistas o" por t!#ni#os de arteE mas para os E*tremo&rientais a es#rita não #omporta apenas "m alto alor est!ti#o6 ! a

e*pressão e o próprio s$mbolo da arte h"mana e at! da #i ilização. 1eg"ndo eles, só desde 5"e se sabe es#re er e*iste "ma #i ilizaçãoE a pala ra Wen pode signi.i#ar Pliterat"raQ, ParteQ o" PornatoQ. / es#rita !, sim"ltOneamente, a primeira e a s"prema arte do E*tremo &riente. / China ! tal ez o =ni#o pa$s do -"ndo em 5"e e*iste "ma arte li re, a da es#rita, 5"e se prati#a apenas por si própria, sem 5"al5"er .inalidade l"#rati a. &s instr"mentos 5"e ser em para es#re er são os mesmos 5"e ser em para pintar, e a 5"em aprende a es#re er #om a2"da do pin#el .az-se pintar ao mesmo tempo alg"mas .lores o" #anas de bamb", a .im de .ormar o se" sentido da #omposição dos #ara#teresE assim, 5"em simplesmente aprende" a es#re er domina ao mesmo tempo os "tens$lios do pintor. 'or olta do s!#"lo ID a. C., a pint"ra torna-se passatempo dos esp$ritos mais deli#ados, 5"e ti eram o mais se ero treino, e 5"e mane2am o pin#el #om "ma seg"rança ."namb"les#a. -as aprender a es#re er signi.i#a tamb!m dizer-se o 5"e se tem a dizer de "ma .orma per.eitamente #lara e agrad% el e, por #onse5V(n#ia, poss"ir "m estilo, no sentido liter%rio da pala ra. /l!m disso, desde a !po#a de Con.=#io 5"e os Chineses aprendiam de #or tanto #antos #omo poemas, 5"e não se limita am a ler6 #anta am-nos. Disso res"ltaram 5"atro g!neros essen#iais6 a #aligra.ia, a pint"ra, a poesia e a m=si#a, podendo somente eles ser #onsiderados #omo artes li res e a"t(nti#as. 1eria poss$ el, embora di.$#il, .azer "ma história do estilo das artes do E*tremo &riente, do s!#"lo CIII aos nossos dias, seg"indo "ni#amente a história da #aligra.ia. 3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

O Yin - Yang, sombre e luz No s!#"lo CIII a. C. a #apital da dinastia Chang en#ontra a-se em Ngan-7ang, na pro $n#ia de Honão. H% #er#a de #in5"enta anos, as es#a aç+es des#obriram mais de #em mil #arapaças de tartar"ga,

sobre as 5"ais ha iam sido gra ados sinais de es#rita. Estas #arapaças e estas ins#riç+es, 5"e ser iam para a pr%ti#a dos or%#"los, #ont(m os nomes dos reis 5"e os li ros de história posteriores men#ionam. 1ão abstra#ç+es pi#togr%.i#as estes sinais da es#rita, representando as #oisas e não a pron=n#ia. No total, 2% se disp"nha de #er#a de tr(s mil #ara#teres, 5"e, em grande parte e sob .ormas di ersamente estilizadas, ainda se empregam a#t"almente. Estes te*tos relati os aos or%#"los do#"mentam-nos po"#o a#er#a da ida 5"otidiana da !po#a, mas m"ito sobre a ida religiosa e espirit"al. &s dois #on#eitos, de #erto modo ar5"et$pi#os, do 7in e do 7ang X5"e na s"a origem signi.i#am o Es#"ro e o ClaroY 2% então eram #orrentemente empregados. /t! ho2e, os Chineses não pensam em erdadeiras oposiç+es, entendendo estas #omo apar(n#ias 5"e se #ompletam e 5"e não podem, em absol"to, e*istir "ma sem a o"tra. Conse5Ventemente, o #onhe#imento dos #on#eitos do 7in e do 7ang d%-nos a #ha e da mais antiga das artes, #"2as realizaç+es mais pre#iosas são os bel$ssimos bronzes sagrados en#ontrados em grande 5"antidade, prin#ipalmente nos t=m"los dos reis antigos. Ho" e grande di.i#"ldade em des#obrir o sentido das ins#riç+es 5"e .ig"ram neles. 'ara nos atermos ao essen#ial, podemos res"mi-lo assim6 no #entro da #i ilização #amponesa e da ida r"ral de então, 5"e abrangia somente alg"ns #entros "rbanos, en#ontra a-se a terra, s"bstOn#ia sombria, tran5Vila e .!rtil, da 5"al toda a ida pro#ede e < 5"al t"do o 5"e ! i o regressa. &.ere#iam-se-lhe sa#ri.$#ios, e a ela se destina am altares ao ar li reE tamb!m se lhe re.erem as ins#riç+es mais antigas. Na /ntig"idade Chinesa, para .ig"rar as .orças ina#ess$ eis 5"e se en#ontram em todas as religi+es primiti as, emprega a-se o animal de maneira 5"ase e*#l"si a. &s antigos #ara#teres das ins#riç+es relati as aos or%#"los 5"e designam as serpentes e os drag+es de em #onsiderar-se sinónimos, e a representação do dragão #om o sentido 5"e ter% mais tarde pare#e não ter e*istido nesta !po#a. / par de bronzes de animais .a#ilmente identi.i#% eis apare#em #ombinaç+es de #orpos de serpente e #abeça de tigre, #om #hi.res de boi o" de #arneiro. -il

anos mais tarde, 5"ando o signi.i#ado destes s$mbolos #ompósitos 2% não era aper#ebido, .oram designados por "ma pala ra estranha e intrad"z$ el6 tZao-tZieh. Considera-se o esp$rito transparente, mó el, 5"e não poss"i s"bstOn#ia, "m elemento se#"nd%rio e .ra#o, #omo "ma #riat"ra da terra. Era simbolizado pela representação do ar e pelos animais 5"e o habitam, nomeadamente as #or"2as. -ais tarde, o .aisão, por e*emplo, .oi #onsiderado s$mbolo do #laro 1ol e do prin#$pio 7ang. & #i#lo no 5"al a ida se #"mpre, #omeçando na terra e .inalmente regressando < terra, ! signi.i#ado pela representação de grilos erradamente 5"ali.i#ados de #igarras -, #"2as lar as i em na terra, 5"e depois saem na 'rima era para se metamor.osearem em animais do ar 5"e, de no o, #on.iam < terra os se"s o os. Estas id!ias ."ndamentais, m"ito simples, #om m=ltiplas ariantes, .orne#em a #ha e-mestra da arte religiosa da /ntig"idade Chinesa. Nessa !po#a não e*iste, a bem dizer, o"tra arte, e o .a#to de ."ndir em bronze, material então sem d= ida e*tremamente pre#ioso, os ob2e#tos destinados aos sa#ri.$#ios #orrespondia a "ma e*traordin%ria despesa. Um s"mpt"oso bronze sagrado deste g!nero en#ontra-se no -"se" de Etnologia de -"ni5"e. & #orpo deste aso, 5"adrang"lar e rigorosamente arti#"lado, tem "ma tampa 5"e lembra "m telhado. &s lados são ornamentados #om moti os 5"e, possi elmente, não poss"$am .inalidade de#orati a, antes indi#am o sentido religioso e a intenção desta o.erenda. 'ara melhor se #ompreender este m"ndo das .ormas #on !m sempre partir da representação dos olhos, o ele- mento 5"e melhor se disting"e. & triOng"lo in.erior apresenta, por e*emplo, "m tZaotZieh #l%ssi#o, o" a s"a #abeça sob a .orma de m%s#ara. Esta #abeça ! di idida, por "ma aresta m!dia, em d"as metades sim!tri#as. ,e#onhe#em-se os olhos e, ao lado, "ma orelhaE a#ima, "m #hi.re #"r o de #arneiro, e, em bai*o, os dentes ar5"eados para o interior. Esta m%s#ara apare#e ainda no #imo, enri5"e#ida #om "m #orpo de serpente 5"e poss"i "ma esp!#ie de patas. /o lado (-se "m p%ssaro de per.il, 5"e olha para o e*terior. /s asas do aso retomam tamb!m o tema do tZao-tZieh, 5"e apare#e

ainda na tampa em .orma de telhado. -as a5"i a m%s#ara do tZaotZieh est% de #erto modo in ertida6 os #hi.res estão em bai*o e a .a"#e, #om os dentes, abre-se para a parte s"perior em dire#ção ao ori.$#io do de."mador, protegido por "ma esp!#ie de telhado mais pe5"eno. )al ez se2a temeridade interpretar esta representação #omo se os tZao-tZieh, s$mbolos da terra, e*p"lsassem o ar deste habit%#"lo, mas "m #onhe#imento mais e*a#to do simbolismo da !po#a torna esta interpretação m"ito signi.i#ati a. 3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

ronzes na antiguidade chinesa &s bronzes sagrados da /ntig"idade Chinesa o.ere#em apenas "m limitado #on2"nto de tipos e de .ormas. Desprende-se deles "ma grande .orça, 5"e toma dire#tamente per#ept$ el o signi.i#ado religioso e 5"e .re5Ventemente d% "ma impressão de mon"mentalidade .as#inante. Cer#a do ano >III a. C. s"rge "ma no idade mar#ante. / .orma e*terior dos bronzes não se modi.i#a, e #onser a-se a alta 5"alidade artesanal da e*e#"ção, mas en#ontram-se agora ins#riç+es nos ."ndos e nas tampas. )rata-se 5"ase sempre de "ma homenagem .e"dal o" de "ma ele ação a "m plano so#ial s"perior, e o dia e o m(s são 5"ase sempre indi#ados #om e*a#tidão. )amb!m ! nestas ins#riç+es 5"e pela primeira ez apare#e o tit"lo de P:ilho do C!"Y apli#ado ao soberano #hin(s, tit"lo 5"e ainda não e*istia nas ins#riç+es de or%#"los de Ngan- 7an. Esta no idade en#ontra a e*pli#ação n"m importante a#onte#imento históri#o. 'or olta do s!#"lo C a. C., "m po o do Noroeste da China tinha ata#ado a dinastia Chang, "tilizando #arros de #ombate p"*ados por #a alos, e destronara-a. No l"gar dos antigos reis #"lti adores, 5"e tamb!m e*istiram, sem d= ida, ao mesmo tempo 5"e os Chang, instalaram-se os g"erreiros )#he". Distrib"$ram terras em .e"do aos

#he.es dos se"s e*!r#itos e aos parentes da #asa real. De #omeço, adoptaram as .ormas de arte dos Chang e os antigos artesãos #ontin"aram a .abri#ar os mesmos asos, enri5"e#endo-os, por ezes, #om ins#riç+es 5"e para nós são .ontes históri#as #apitais. 'or elas sabemos 5"e os reis )#he" prati#a am pro a elmente o"tra religião, mais #on.orme < s"a ida de g"erreiros. Nas ins#riç+es salienta-se o tema do #"lto dos antepassados, e os asos rit"ais são #olo#ados nos templos e salas de antepassados, no interior de grandes moradas, em honra dos as#endentes e para edi.i#ação dos des#endentes. Cer#a de GII a. C., 5"ando o poderio dos reis )#he" atinge o apoge", o estilo dos bronzes de sa#ri.$#io trans.orma- -se, sem 5"e se modi.i5"e a importOn#ia e a reda#ção das ins#riç+es. Da de#oração dos asos desapare#em as representaç+es simbóli#as da /ntig"idade, o", então, red"zem-se a "ma estreita .ai*a ornamental e degeneram em p"ros ornatos, pobres de signi.i#ado. /o mesmo tempo, nota-se .re5Ventemente "m e idente de#l$nio na e*e#"ção t!#ni#a dos bronzes. En#ontram-se peças de.eit"osas, #"2as .ormas .oram ."ndidas em s!rie na #era sem 5"e os elementos se2am sempre de idamente ni elados nas 2"ntas, dei*adas em br"to. /l!m dos bronzes, este estilo apare#e tamb!m em trabalhos de 2ade X2ade o" ne.rite ! "ma pedra de "m erde a#inzentadoY, de#orados #om os mesmos desenhos, mais ornamentais do 5"e simbóli#os. Este estilo mant!m-se d"rante perto de trezentos anos, at! AII a. C., e ! "lgarmente denominado [estilo )#he" m!dioS, mas tal ez #on iesse #onsider%-lo antes simplesmente #omo Restilo )#he"S. 9 nele 5"e se e*pressa mais p"ra- mente a #on#epção destes #on5"istadores militares, 5"e #riaram a primeira grande .ederação de estados no solo #hin(s e introd"ziram a id!ia da "nidade do Imp!rio sob "m =ni#o soberano. 3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

!poca "eudal Cer#a de AII a. C., 5"ando os pr$n#ipes das pro $n#ias de h% m"ito se ha iam tomado senhores .e"dais independentes, o estilo m"da de no o e desen ol e "ma magni.i#(n#ia pro.ana #omo n"n#a se ira na China. /s .ormas da !po#a m!dia )#he", #onsagradas pela tradição real, #onser aram-se, sem d= ida, ainda por m"ito tempo, nos bronzes de sa#ri.$#io, mas os #ontornos e os pormenores obede#em agora a leis mais rigorosas e mais #laras. 'or o"tro lado, as .ormas da /ntig"idade reapare#em em grande parte, mas interpretadas #om "m sentido no o, se#"lar e 5"ase ra#ionalista. 1"rge "ma m"ltidão de o"tras no idades, 5"er nos moti os ornamentais 5"er nas representaç+es, nos materiais o" nas t!#ni#as. N% não ! somente o bronze 5"e est% ao ser iço do sagrado. Este material, o"trora e*tremamente pre#ioso, ! agora "tilizado em m"itos ob2e#tos de "so pessoal, #omo espelhos, #ai*as de to"#ador, .i elas de #int"rão e .$b"las. /o mesmo tempo, asso#ia-se o bronze a o"tros materiais e, em geral, pro#"ram-se os mais ariados e.eitos de #or, graças a magn$.i#as in#r"staç+es de o"ro e prata, de 2ade, de t"r5"esa e de mala5"ita. E*a#tamente #omo os pr$n#ipes e"rope"s do s!#"lo CDIII, os senhores #hineses da !po#a .e"dal X#er#a de AII-HII a. C.Y ri alizam entre si na pro."são das ri5"ezas, na a5"isição de ob2e#tos pre#iosos de adorno, no esplendor dos se"s pal%#ios, 2ardins e par5"es de #aça. In.elizmente, nada disto s"bsiste, e*#ept"ando des#riç+es 5"e men#ionam ainda "ma ri#a pint"ra ornamental e .ig"rati a. Conhe#emos, desde h% po"#o, .inas pint"ras sobre la#a do s!#"lo D a. C., por .ragmentos de#orados e representaç+es .ig"rati as em e*emplares do s!#"lo ID. / mais antiga peça de seda #hinesa 5"e se #onhe#e, ornamentada #om "m moti o de losangos te#idos, data ig"almente do s!#"lo ID e .oi en#ontrada no /ltai. 1"rpreende erse apare#er, desde AII a. C., "ma s!rie de moti os .ig"rati os at! então des#onhe#idos na arte #hinesa, mas #orrespondendo a "ma anti5"$ssima tradição da Fsia -enor6 .ai*as entrançadas o" entrelaçadas, ros%#eas, #$r#"los de pontos, moti os de irg"las, gotas e pinças. Em si próprio, #ada "m destes moti os não poderia ter grande signi.i#ado, mas a aparição sim"ltOnea de "m n=mero

tão grande de temas no os não pode e*pli#ar-se senão pelo #onta#to #om a /sia -enor. & apare#imento do moti o da planta, por e*emplo, ! inteiramente no o na China. Entre os milhares de bronzes sagrados antigos ! imposs$ el en#ontrar a m$nima al"são a "ma planta, embora se tenha de admitir 5"e ! "m moti o desde sempre o.ere#ido aos artistas de todo o -"ndo. Nos bronzes (em-se pela primeira ez, ao mesmo tempo 5"e os moti os de#orati os, #ombates de animais - moti o 5"e pode seg"ir-se sem interr"pção da /#%dia do .inal do ter#eiro mil!nio at! ao Irão sassOnida. Este moti o ! #ompletamente des#onhe#ido da /ntig"idade Chinesa, e as #ir#"nstOn#ias pre#isas da s"a di."são na arte do -"ndo /ntigo, a oeste at! < Etr=ria, #omo a leste at! < China, de em ser ainda ob2e#to de in estigaç+es mais apro."ndadas, de 5"e m"ito se tem a esperar. 'ara mais, na China en#ontram-se então #enas de #aça e de batalhas, nas 5"ais pode o obser ador menos treinado pode traçar alg"ma relação #om a arte da Fsia #entral.L...M /t! #er#a de AII a. C., os Chineses l"taram d"ramente #ontra os se"s izinhos do NorteE pare#e 5"e então se estabele#e" a paz, seg"ida de tro#as m"ito a#ti as. &ra bem, sabemos 5"e "m #onta#to, o" somente a Rs"gestãoS de no as .ormas, não prod"z .r"tos, a menos 5"e estas .ormas se2am 2"lgadas dignas de imitação. / disposição de a#eitar as in.l"(n#ias ! bastante admiss$ el na China desta !po#a, por5"e pela s"a própria e ol"ção progredia n"m #aminho de se#"larização, de apreensão ra#ional das #oisas e de "m gosto a#ent"ado pelos ri#os en.eites de #or. Nada indi#a melhor esta dire#ção e o #ar%#ter deste estilo no o sob o aspe#to p"ramente #hin(s do 5"e a R#aligra.iaS das linhas desenhadas pelos artistas e artesãos. N"n#a, e em arte alg"ma do -"ndo, se in entaram 2ogos de linhas tão #heios de .antasia e de esp$rito #omo na !po#a do .e"dalismo #hin(s. 3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

"antasia das #inhas / partir do #omeço do s!#"lo D a. C., !po#a de Con.=#io, podemos seg"ir, graças a ob2e#tos datados, o no o estilo linear, ao mesmo tempo ra#ionalista e #heio de esp$rito e de .antasia, no de#"rso dos s!#"los seg"intes. Do ano ?\H, por e*emplo, poss"$mos 5"atro sinos #"2a data #onsta das ins#riç+es. Um destes perten#e ao -"se" de /mesterdãoE a peça 5"e ser e para o pend"rar transmite "ma agrad% el impressão de linhas #ont$n"asE a s"spensão propriamente dita, #onsta de dois tigres #om asas em .orma de ol"tas sobre as arti#"laç+es e a #abeça e #om "ma serpente na bo#a. De emos obser ar, #ont"do, 5"e na China /ntiga n"n#a "m tigre #ombate" #om "ma serpente o" tãopo"#o #ome" alg"ma. No meio da .ai*a in.erior do sino reapare#e "ma m%s#ara tZao-tZieh em rele o m"ito a#ent"ado, per.eitamente re#onhe#$ el pelos olhos e narinasE esta m%s#ara est%, por se" t"rno, entrelaçada e rodeada de serpentes, 5"e .ormam "ma esp!#ie de trança e terminam ora em #abeças de tigre ora em #abeças de a e. / bela asilha #om tampa, da #ole#ção Dannotti, totalmente de#orada #om silh"etas de #ontornos mar#ados .ortemente e "m modo m"ito espirit"al, a#ompanhadas de 5"adr=pedes, ! "ma erdadeira obra de arte. 1obre a p%tina, 5"ase sempre lisa e de "m erde pro."ndo, sobressaem estes. per.is, realçados pelo ermelho das in#r"staç+es, pro a elmente pela maior per#entagem de #obre. Entre os n"merosos espelhos de bronze des#obertos em )#hZang#ha, o gr"po #om .ig"ras de "rsos poss"i en#anto parti#"lar. / .a#e anterior destas peças de bronze planas e #ir#"lares era per.eitamente polida e ser ia de espelhoE a .a#e dorsal, 5"e tem "ma pega no #entro, era, por norma, ri#amente de#orada, e alg"ns moti os, a 5"e se pode atrib"ir "m signi.i#ado astronUmi#o, .re5Ventemente .azem pensar 5"e %rias destas peças tinham .inalidade #"lt"ral, #omo mais tarde a#onte#e no Napão. ]"atro "rsos-l!m"res 5"e dançam e m"t"amente agarram as #a"das de iam inspirar, de#erto, "m .ran#o prazer, pois 5"e a s"a disposição ainda ho2e nos agrada. /s .ormas são tão nat"rais 5"e "m zoólogo não tem di.i#"ldade em identi.i#%-los. & mo imento,

parti#"larmente o das #abeças oltadas de lado, 5"ase não poderia ser mani.estado de maneira mais #on#retaE e, no entanto, os #ontornos e as #"r as, 5"e mais não .ossem os das #a"das, são traçados #om demasiado esp$rito para 5"e possa .alar-se de "m estilo nat"ralista. Na !po#a .e"dal en#ontram-se, sem d= ida, e*emplos t$pi#os de "ma Rrenat"ralizaçãoSE a própria .ig"ra dos drag+es, animais sobrenat"rais, ganha então, pela primeira ez, .orma tipi#amente #hinesa6 as a#"m"laç+es de s$mbolos de todos os animais da terra, tal #omo se ( nos tZao-tZieh da /ntig"idade, e os e*ageros #ontraditórios são eliminadosE disso res"lta "m animal e identemente .ant%sti#o. & aspe#to dos no os drag+es, rodeados de ariaç+es espirit"ais de ol"tas triang"lares, os moti os em .eitio de gota, na pelagem de animais #om .ormas pl%sti#as per.eitas, e o signi.i#ado da #aligra.ia, em arabes#os da !po#a .e"dal, mani.estam-se de maneira e*emplar no pe5"eno tr$pode #om tampa, de bronze, #om in#r"staç+es de prata, do -"se" de -inneapolis, 5"e pode datar-se do s!#"lo III a. C., no apoge" e no .im desta !po#a. 3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

$a uni%icação & época 'an / !po#a .e"dal termina de modo iolento no ano HH> a. C. / região de )sZin, no ale de 3ei, p%tria da antiga dinastia )#he", #on5"ista, "ma após o"tra, as %rias pro $n#ias, .i#ando 5"ase todo o território da China Interior re"nido e s"bmetido < a"toridade #entral de "m imperador, 5"e toma o t$t"lo de R'rimeiro Imperador da Casa )sZinS X)sZin Che H"ang-tiY, e 5"e de#lara assim abertamente a pretensão de, #omo :ilho do C!", e*er#er por s"a ez a a"toridade pol$ti#a. & primeiro imperador )sZin .oi "m amador de arte. 'elo menos, .ez #onstr"ir para si "m pal%#io de lend%ria magni.i#(n#ia e "m t=m"lo não menos admirado. 'o"#o depois da s"a morte, por!m, o pal%#io

.oi in#endiado e o t=m"lo sa5"eado. 'ara os se"s grandes empreendimentos art$sti#os organizo" administraç+es #entrais, o" se2am o.i#inas reais, #"2a a#ti idade #ontin"o" sob os imperadores Han. Desde então, nos asos de bronze pode er-se nitidamente a m"dança de #on#epção6 as ins#riç+es 2% não .alam da honra dos antepassados nem da #on#essão de .e"dosE apenas indi#am, #om grande e*a#tidão, o peso dos ob2e#tos o", tratando-se de ob2e#tos de la#a, os nomes dos artesãos respons% eis por #ada .ase do trabalho e os dos #ontroladores, a .im de 5"e estes p"dessem, por se" t"rno, ser igiados. Uma importante ini#iati a do imperador, tanto para a China #omo para o -"ndo, .oi a "ni.i#ação da es#rita e a .orma standard 5"e lhe imprimi". No tempo do pl"ralismo .e"dal, #riaram-se n"merosas .ormas parti#"lares de #ara#teres e estabele#eram-se maneiras lo#ais de serem lidos. & n=mero de #ara#teres era teori#amente ilimitadoE #riaram-se - e ainda ho2e se #riam - no as #ombinaç+es a partir de #er#a de d"zentos #ara#teres 5"e #omp+em o ."ndo desta es#rita ideogr%.i#a. )oda ia, os tipos de es#rita impostos pelo primeiro imperador modi.i#aram-se tão po"#o at! < a#t"al es#rita da imprensa 5"e se l( tão .a#ilmente #omo "m 2ornal moderno "ma ins#rição #hinesa gra ada em pedra h% dois mil anos. / 9'&C/ H/N Da !po#a Han XHII a. C. - HII d. C. apro*imadamenteY poss"$mos m"it$ssimos ob2e#tos, parti#"larmente os asos e as .ig"ras e*tra$dos dos t=m"los por es#a aç+es #landestinas e endidos no -"ndo inteiro. &s asos s"bstit"$am então, pelo se" bai*o preço, os bronzes 5"e na /ntig"idade e na !po#a .e"dal eram, por ezes, #olo#ados em 5"antidades espantosas ao lado dos mortos. /s #erOmi#as da !po#a Han imitam isi elmente as .ormas de bronze. /presentam, por e*emplo, an!is de preensão modelados, 5"e nestes ob2e#tos não são mais do 5"e ornatos .i*os e in=teis. )amb!m o idrado, 5"ase sempre erde o" #astanho-a ermelhado, isa lembrar a tonalidade do bronze. / t!#ni#a simples deste idrado #om #h"mbo e*p"nha as s"per.$#ies a .%#il ata5"e por

parte dos elementos do soloE assim, m"itos destes asos ad5"iriram "ma p%tina de #ores espelhantes, por ezes magn$.i#a. Nas paredes dos ob2e#tos mais em oga nesta !po#a, 5"er se2a nas 2arras altas o" nas bilhas em .orma de asos e em re#ipientes mais bai*os e arredondados, 5"e imitam as .ormas das #ai*as de to"#ador em moda desde a !po#a .e"dal, en#ontram-se todos os g(neros de representaç+es dos atra#ti os da ida 5"otidiana e, em primeiro l"gar, as #enas de #aça. /s mais das ezes #aça-se a #a alo e dispara-se o ar#o em pleno galope, oltando-se o #açador para tr%s de a#ordo #om a t%#ti#a dos #a aleiros partas #ontra os legion%rios romanos. /s ab"ndantes .ig"rinhas ."ner%rias, en ernizadas #omo os asos o" 5"ase sempre pintadas a .rio para po"par "ma #ozed"ra, dão-nos em red"ção "ma imagem da ida na !po#a Han, imagem mais pre#isa do 5"e a dos s!#"los seg"intes. 1er idores, ser idoras, dançarinos, #a alos, #ães e bois, instalaç+es de #ozinhas, lares e at! #asas inteiras e 5"intas a#ompanham o morto na s"a sep"lt"ra. Cont"do, na maior parte dos #asos, ! imposs$ el datar e*a#tamente estas reprod"ç+es, m"ito semelhantes entre siE po"#as se ele am a#ima de "ma 5"alidade m!dia geral, apesar de poss"$rem sempre "m #erto en#anto. Estamos in#ompara elmente mais bem es#lare#idos pelas la#as des#obertas em grande n=mero, 5"e nos o.ere#em alg"mas e*#elentes representaç+es da ida 5"otidiana. / maior parte .oi .eita na pro $n#ia de 1ze#hWan e di."ndida a mais de mil 5"ilUmetros de distOn#ia. Esta in.ormação !-nos .orne#ida pelas ins#riç+es 5"e dão o ano pre#iso da e*e#"ção de "m grande n=mero de taças nos primeiros s!#"los a. C. e d. C. /s primeiras es#a aç+es importantes .oram e.e#t"adas no asto re#into dos t=m"los de ;o;ang, em .rente da a#t"al '^ong-7ang, na Cor!ia do Norte. -as .oi em )#hZang-#ha, na China Central, 5"e se en#ontraram re#entemente la#as antigas, .re5Ventemente pintadas #om e*trema .in"ra, 5"e nos permitem imaginar o 5"e ter% sido a grande pint"ra nos s!#"los 5"e pre#ederam a nossa era. Uma das taças des#obertas em ;o-;ang 5"e ostenta "m #ir#"lo prote#tor de bronze, o"trora do"rado, apresenta sobre "m

."ndo de la#a ho2e a#astanhado, mas 5"e originariamente era, de#erto, mais es#"ro, e sob a .orma de "ma pint"ra em la#a prateada 5"ase pastosa, "ma de#oração .ant%sti#a #onstit"$da por linhas m"ito alongadas, 5"e se enrolam na e*tremidade e nas 5"ais se en#ontram as in enç+es e a #aligra.ia em ol"tas da !po#a .e"dal. No espelho em .orma de medalhão, desta#ado do ."ndo da taça, (em-se tr(s "rsos dançando, dos 5"ais apenas alg"mas po"#as linhas de la#a mar#am os #ontornos, #ada "m deles n"ma mold"ra traçada #om i a#idade e separado dos o"tros por "ma .iada de pontos 5"e ig"almente lembram a t!#ni#a de gran"laç+es o" granalha apli#ada então na China. 1e o e.eito geral ! espirit"oso e #heio de er e, herança da !po#a .e"dal pre#edente, o emold"rado do espelho redondo #onsiste apenas nas simples e se#as .ig"ras de 5"adrados e losangos 5"e desempenharam tão grande papel na !po#a Han. / "nidade e a sobriedade da #omposição, 5"e então se en#ontram tamb!m nas sedas, não re.le#tem somente as no as #on#epç+es da !po#a HanE permitem a esta arte ser .a#ilmente #ompreendida e pro#"rada m"ito para al!m das .ronteiras da China. /s la#as, tal #omo as sedas, .oram ob2e#to de #om!r#io #om pa$ses m"ito distantes6 a -ongólia, a 1ib!ria e at! o /não e o -eganistão. / China, na !po#a .e"dal, .oi in.l"en#iada nas s"as artes pela /sia &#identalE dora ante, ser% ela 5"e in.l"en#iar% o resto do -"ndo. 'or e*emplo, retenhamos apenas a arte do Imp!rio das Estepes, do /ltai < H"ngria, 5"e pode essen#ialmente datar-se graças <s peças importadas da China, e < "tilização de modelos #hineses entre os H"nos, os 1%rmatas e o"tros po os #"2os nomes nos dão m"itas ezes apenas es#assas indi#aç+es a#er#a da s"a lo#alização e da s"a !po#a. 'elo #aminho, tornado #!lebre, da PEstrada da 1edaQ, #"2a e*ploração .ez a glória de "m 1 en Hedin e de 1ir /"rel 1tein, as sedas e o"tros ob2e#tos #hineses #hega am at! ao mar Negro, < 1$ria e a ,oma. Este #aminho #ond"zia, atra !s do 'amir, a Damgan Xno IrãoY e, pela ia do )igre, a D"ra-E"ropos e a 'almira Xdois lo#ais onde se des#obriram importantes est$gios do #om!r#io de sedasYE mais longe ainda, at! /ntio5"ia, "ma das 5"atro grandes

#idades do Imp!rio ,omano. & 5"e melhor nos el"#ida a respeito da arte da !po#a Han são #ertamente os bai*os-rele os das #apelas ."ner%rias, des#obertas primeiramente no Cant"m do 1"l e depois em 1et#h"an. 'erante os t"m"l"s dos sep"l#ros propriamente ditos, de bom grado as .am$lias nobres erg"iam #apelas - simples edi.i#aç+es #om o tamanho de "m 5"arto, #om "m lado aberto, onde se sa#ri.i#a a aos antepassados. /s paredes de pedra eram ornadas #om bai*os-rele os, 5"e, seg"ndo todas as probabilidades, transp"nham na pedra as imagens m"rais dos pal%#ios e das #asas. Entre os mais not% eis e*emplares destes bai*os-rele os de em #ontar-se as la2es da #apela do pr$n#ipe /n, erossimilmente pro enientes de ;iang )#heng-#han, no Cant"m do 1"l. :oram es#"lpidas #er#a de >HI d. C., e mais tarde 5"ebradas e "tilizadas em o"tros edi.$#ios, onde ainda pro a elmente se en#ontram. De emos a /dol. :is#her as .otogra.ias originais, obtidas em >GIA, destas la2es, 5"e mostram a#onte#imentos da ida 5"otidiana. Um #asal est% sentado n"m pa ilhão #onstr"$do sobre "m lagoE n"merosas ser idoras estão sentadas < entrada do pa ilhão, no telhado do 5"al "m ma#a#o prati#a a#roba#iasE em bai*o, os ser os, em bar#os, pro#"ram arpoar magn$.i#as #arpas o" pes#%-las #om red(sE na parte s"perior, 5"atro animais de #aça #ompletam a #ena. /o lado destas imagens da ida #orrente apare#em imagens históri#as o" moraisE em primeiro l"gar, e*emplos de amor .ilial, "ma das irt"des #ardeais na China. 'or po"#as id!ias 5"e estes moti os nos d(em do 5"e na realidade .oi a pint"ra, #om os se"s temas e a ling"agem das s"as linhas e das s"as #ores, não dei*am, no entanto, d= ida alg"ma 5"anto < tem%ti#a, < i a#idade das representaç+es e < mestria t!#ni#a. & DE1)/]UE D& INDIDÍDU& No s!#"lo ID d. C., parti#"larmente em Nan5"im, apare#eram dois no os .a#tores a desempenhar ."nç+es de grande importOn#ia na arte #hinesa at! aos nossos dias. 3ang Hsi-t#he XJH>-JBGY in ento" "m no o estilo de es#rita, "tilizando as possibilidades do pin#el

terminado em ponta triang"lar e 5"e, em regra, ! seg"ro erti#almente sobre a .olha de papel o" sobre a seda. /bandono" assim o sistema r$gido e se ero das linhas re#tas, e ligo" estas entre si, graças a arabes#os #"rsi os. Desde então .alo"-se da Pes#ritaer aQ, 5"e ond"la, .le*$ el, #omo a er a sob o ento, e 5"e .oi adoptada em n"merosos man"s#ritos. Dois pormenores de em ser apontados para o pro.ano6 #ada ez 5"e se le anta o" se bai*a o pin#el seg"em-se dire#tamente as linhas traçadas, 5"e se tomam então mais largas o" mais .inas. Esta alternOn#ia de #heios e de .inos tomo"-se, depois de 3ang Hsi-t#he, #rit!rio da #aligra.ia est!ti#a e, "m po"#o mais tarde, da própria pint"ra. 'ara desenhar os traços do pin#el #om o maior prazer poss$ el, mantendo entretanto "m #ontrole absol"to, #ria a-se o h%bito de .azer linhas desde o ata5"e at! ao le antar do pin#el, per.eitamente distintas "mas das o"tras, mas #om o m$nimo poss$ el de #ortes. Em bre e se e*e#"ta "m ."ndo #om al=men, sobre o papel o" a seda, a .im de 5"e o pin#el adira e*a#tamente e a tinta não es#orra. & 5"e impli#a 5"e os moti os de em ser pintados alIa prima, sem esboço pr! io nem #orre#ção o" repinte. No E*tremo &riente os letrados eram raros, .ormando "ma minoria 5"e se en#ontra a, de ido ao se" a#esso a ."nç+es p=bli#as, liberta de 5"al5"er preo#"pação material. &s ."n#ion%rios de n$ el in.erior, os #he.es de pro $n#ia, administra am e 2"lga am dezenas de milhares de homens. / China "ltrapasso" t"do, 5"anto ao pe5"eno n=mero de ."n#ion%rios 5"e emprego", assim #omo 5"anto <s e*ig(n#ias de per.eita moralidade e ed"#ação ele ada 5"e lhes imp"nha. Não basta a 5"e p"dessem ler os #l%ssi#os, mas ainda 5"e os lessem e os #ompreendessem. Não de iam apenas saber es#re er, #omo tamb!m tinham de ser #apazes de bem es#re er, nos sentidos tanto liter%rio #omo #aligr%.i#o, e .inalmente 5"al5"er letrado de ia poder #ompor "m poema. Este ideal .oi al#ançado pela primeira ez por 3ang ,si-t#he, o Rmestre das tr(s artesS, g(nio a"t(nti#o - #al$gra.o, poeta e pintor -, 5"e o#"po" "m posto de general. -as .oram po"#os os 5"e atingiram id(nti#o plano. /s obras de pintores li res e de alta #"lt"ra são nesta !po#a e*tremamente

raras, e os .res#os e*e#"tados por #ons#ien#iosos artesãos, nomeadamente nos t=m"los, não se lhe podem #omparar. Des#obriram-se .res#os desses no ,opei, no ;iao-Ning X-an#h=riaY e na Cor!iaE mas ainda não ! #erta a datação da !po#a em 5"e .oram #riados, e somente #orrespondem a "m pe5"eno #ontrib"to para o #onhe#imento da pint"ra #hinesa propriamente dita. 'oss"$mos ainda elementos m"ito ins".i#ientes 5"anto <s relaç+es da arte #om o b"dismo, 5"e, desde HII d. C., .oi propagado e ardorosamente adoptado na China_.L...M _Lsit"ação at"almente re ista pela ar5"eologia e história da arte. N. ).M

3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

$escentralização e Arte (dica No ano HI\ d. C., a dinastia Han a#aba a #om a 8atalha na al da -"ralha Dermelha, no Ianse5"ião m!dio. & Estado "ni.i#ado, 5"e d"rara 5"atro#entos anos, di idi"-se em tr(s Estados 5"e, #in5"enta anos depois, se alteraram. Uma dinastia mais poderosa pretende" dominar, mas não #onseg"i" impor-se aos senhores das pro $n#ias, 5"e ."ndaram dezesseis dinastias Rileg$timasS. poss"idoras de "ma independ(n#ia de .a#to. Em seg"ida, o imp!rio di idi"-se em d"as partes6 o Norte, onde reina am os #on5"istadores t"r#o-mongóis, sob o nome de "ma dinastia 3ei, e o 1"l, onde se s"#ederam na #apital, Nan5"im, seis dinastias 5"e se pretendiam legitimas. 1omente em @\G .oi re"ni.i#ado o Imp!rio. / partir de AJI, a dinastia )Zang, entretanto #hegada ao poder, liberto"-o pela .orça das armas e a"mento"-o. De AJI a B@I, a China atingi" o #"me do se" poderio pol$ti#o e o apoge" da s"a arte. /s s"as .ronteiras #hega am < '!rsia, e tornara-se "ma pot(n#ia m"ndial #"2o nome des.r"ta a de grande #onsideração em toda a Fsia.

&s dois s!#"los entre H@I e ?@I d. C. representam a !po#a mais obs#"ra da história da arte #hinesa, mas não ! de es5"e#er 5"e as es#a aç+es sistem%ti#as na China são re#entes, o 5"e nos le a a #on.iar 5"e estas la#"nas irão a ser preen#hidas. 1em d= ida alg"ma ho" e então grandes artistas, e os nomes dos pintores #!lebres 5"e nos .oram transmitidos indi#am-no-los #omo 3ang Hsit#he e T"-Tai- -t#he Xpor olta de J?A-?IBY, de 5"em se #onhe#em di ersas #ópias de dois rolos, #ópias estas 5"e poss"em "m #erto alor do#"mental. / arte b=di#a na China /pro*imadamente em ?@I d. C. #omeça a s!rie de obras es#"ltóri#as b=di#as6 por "m lado, grandes est%t"as de pedra 5"e re#obrem os 8an#os de montanhas inteiras, onde se #a aram hipoge"s, e, por o"tro, os bronzes, 5"ase sempre de pe5"eno .ormato, isto 5"e os maiores .oram derretidos para se #"nharem moedas. /s ins#riç+es permitem-nos seg"ir o desen ol imento destas es#"lt"ras de inspiração religiosa de de#!nio em de#!nio, at! B@I. / maioria dos mon"mentos de pedra en#ontra-se no Norte, no território da dinastia 3ei, #"2o nome ! empregado para designar esta !po#a de arteE mas não se limita a estas es#"lt"ras tos#as o" meramente simples toda a arte b=di#a de então, nem tão po"#o a arte #hinesa desta !po#a, nem se5"er o essen#ial desta arte. / importOn#ia de "m #entro #omo Nan5"im, #apital das 1eis Dinastias X;ie"-)#ha"Y, não pode ser s"bestimada, apesar de ainda não ser poss$ el apre#i%-la #om 2"stiça. 'o"#as destas obras se #onser am. /penas as #olossais e grandiosas .ig"ras de animais 5"e g"ardam os t=m"los dos imperadores e dos pr$n#ipes testem"nham esta antiga glória. /s .ormas destas es#"lt"ras, poderosas, rigorosamente arti#"ladas e de #ontornos .irmes, não t(m e5"i alente senão na #aligra.ia do estilo epigr%.i#o de então. / s!rie destes animais #omeça, ig"almente, por olta de ?@I d. C. e #ontin"a at! ao s!#"lo IC, #om alg"mas la#"nas e sem 5"e esta pode- rosa grandeza, al#ançada 2"stamente pelos mais antigos mon"mentos de Nan5"im, tenha sido mantida. Depois da dinastia Han prin#ipio" "ma !po#a de .ermentação 5"e

não termina simplesmente em @\G 5"ando da re"ni.i#ação da China. / par de id!ias no as e de no as representaç+es, as do b"dismo ti eram nesta !po#a "m papel importante, apesar de não ser primordial. Uma eri.i#ação antiga, enri5"e#ida por des#obertas re#entes, p+e aos historiadores de arte "m problema importante e 5"e ne#essita de pes5"isas mais a ançadas para .i#ar es#lare#idoE trata-se das relaç+es entre a China e o Irão dos 1assOnidas, #er#a de @II d. C. /s #erOmi#as desta !po#a, h% alg"ns anos des#obertas na China do Norte, permitem, por "m lado, atrib"ir-lhe o"tras peças pro enientes de es#a aç+es #landestinas e 5"e não ha iam sido datadas #om pre#isão, e, por o"tro, le aram "m in estigador tão pr"dente #omo )h. De*el a estabele#er 5"e, por olta de @II, "ma erdadeira re ol"ção se pro#essara na #erOmi#a #hinesa. )odas as obras posteriores, pondo-se de parte as. .ormas in#ontesta elmente retrógradas, 5"ase não mani.estam parentes#o #om as obras antigas. &"tros e*emplos (m a"*iliar esta tese e, #omo sempre, os mais signi.i#ati os são os ornatosE em primeiro l"gar, as plantas, sob .ormas 5"e nos são .amiliares, grinaldas, palmetas, meiaspalmetas, et#., sistemas ornamentais de h% m"ito #orrentes na Fsia /nterior e no m"ndo antigo mediterrOni#oE em segUndo l"gar, os alinhamentos de p!rolas, simples o" m=ltiplos, 5"e ser em de orla, mas 5"e tamb!m se apresentam #omo medalh+es redondos, e em .iadas de #oraç+es e o"tras .ormas semelhantes, 5"e são importantes temas da arte sassOnida - mesmo 5"e se não en#ontrem e*#l"si amente no Irão e retomem moti os mais antigos, #omo os das es#"lt"ras de 'almira. / China e o Irão 1eria desprezar o essen#ial não rela#ionar esta r"pt"ra do estilo #om "ma in.l"(n#ia do b"dismo e o #onta#to #om a Índia. / arte hind" dos s!#"los D e DI d. C. est% m"ito po"#o e*plorada, tal ez menos ainda do 5"e a arte sassOnida, 5"e tanto dese2ar$amos #onhe#er melhor e #om mais #erteza. &s historiadores indi#am-nos 5"e o imperador 3ei da China do

Norte, )Zai 3"-tZi, depois da primeira grande perseg"ição aos b"distas, 5"e de#orre" em ??A e se prolongo" por seis anos em todo o Imp!rio, empreende" "ma e*pedição de grande en ergad"ra em dire#ção ao &este, tendo alargado as .ronteiras do se" imp!rio at! ao Irão, #er#a de ?@I. Estabele#e" assim "m #onta#to dire#to #om os 1assOnidas, e os teso"ros de moedas sassOnidas re#entemente des#obertos na China do Norte trazem-nos o testem"nho #on#reto das tro#as #omer#iais entre esta e o Irão, 5"e po"#o #onhe#ia do b"dismo e não dese2a a #onhe#(-lo melhor. /s .ronteiras entre a China do Norte e a China Central n"n#a .oram tão e.e#ti as 5"e impedissem a #om"ni#ação nos dois sentidos. 8odhidharma, .ilho do pr$n#ipe de Ceilão, .i#o" #!lebre por ter ido, #er#a do ano @II, a Nan5"im e da5"i ter al#ançado sem di.i#"ldade a China do Norte, onde i e" #omo eremita no 1ong-Chan. 9 enerado #omo ."ndador, na China, da Es#ola da -editação, a Es#ola do )#hZan, 5"e se torno" ainda mais .amosa sob a .orma 2aponesa da mesma pala ra, o `en. Não longe do lo#al em 5"e #on erte" o se" prin#ipal dis#$p"lo H"i-To, em 2apon(s Ei4a, erg"ese ho2e o pagode #onstr"$do em @JI, o mais antigo mon"mento de ar5"itet"ra #onser ado em território #hin(s. / 5"estão 5"e nos p"semos, a propósito da arte sassOnida e da a#ção 5"e pUde e*er#er na arte #hinesa, est% ligado o importante problema da in.l"(n#ia da /ntigVidade &#idental sobre o E*tremo &riente. &s 1assOnidas seg"iram-se aos 'artas, os mais en#arniçados ad ers%rios dos ,omanos e #"2os reis se designam a si próprios nas s"as moedas #omo R.ilo-helenos[, Ramigos dos gregosSE mas os 1assOnidas .oram ainda mais longe do 5"e os 'artas, pelo menos na adopção da ornamentação e das .ormas de arte gre#oromana, da 5"al g"ardaram, melhor do 5"e o &#idente, toda a p"reza, 5"ando 2% o imp!rio e arte romanos #aiam em r"$nas. ]"ando se des#obriram em Kandara, no ale de Cab"l e nos arredores os primeiros sinais de .ormas antigas, 2"lgo"-se de er ao 2o em #on5"istador /le*andre -agno a honra de "ma a#ção #i ilizadoraE mas de h% m"ito se re#onhe#era 5"e a arte de Kandara lhe ! posterior e, de 5"al5"er modo, rela#ionada #om a arte imperial de ,oma. /ssim, 5"e papel se ha er% de atrib"ir,

nesta se5"(n#ia de tradiç+es, aos 1assOnidas e aos se"s aparentados das plan$#ies izinhas do Norte0 Este !, ho2e ainda, "m grande enigma da história "ni ersal da arte_. _Libidem #oment%rios anteriores. N.t.M Um dos mon"mentos mais #ara#ter$sti#os do estilo do s!#"lo DI, e 5"e mostra a larga e*tensão das relaç+es nesta !po#a, ! #ertamente o gr"po de bai*os-rele os ."ner%rios 5"e re#entemente .oi ob2e#to de reno ado interesse e de .r"t"osas dis#"ss+es. )ratase de #in#o o" sete la2es de pedra de "m t=m"lo #onhe#ido de h% m"ito tempo pela pop"lação lo#al e sit"ado nas redondezas de )#hZang- )!, no território da antiga Ngan-7ang, a #apital dos Chang - o", se se pre.ere, de 7e, #apital da dinastia t"r#o-mongóli#a dos )sZi do Norte X@@I-@B@Y. Estes bai*os-rele os orna am, seg"ndo toda a erossimilhança, o t=m"lo de "m #omer#iante de #lasse ele ada o" de "m pr$n#ipe de origem iraniana indo de "ma região da ertente o#idental do 'amir, #hamada :ergana. Não tem nada de s"rpreendente 5"e "m dos n"merosos s=bditos destas regi+es, 5"e #em anos antes perten#iam < .ederação do Imp!rio dos 3ei, tenha i ido na #apital dos se"s s"#essores e 5"e, 5"ando .ale#e", .osse in"mado .a"stosamente. & se" t=m"lo .oi, sem d= ida, edi.i#ado #on.orme os #ost"mes da s"a p%tria. /s interessantes 5"est+es 5"e se p+em a respeito deste #"lto, dos "sos e dos ob2e#tos representados .oram, desde h% po"#o, nota elmente es#lare#idas por K"stina 1#aglia. / pro#issão 5"e se dirige a "ma #erimUnia de sa#ri.$#io ! pro a elmente #ond"zida pelo próprio de."nto. &s ser idores seg"em-no, #om estandartes e #a alos, e o #on2"nto d% "ma imagem m"ito li re e m"ito #on#reta dos "sos estrangeiros e dos tipos de #onstr"ção então empregados na China. Não h% d= ida poss$ el6 o artista 5"e es#"lpi" este bai*orele o era "m #hin(s, e era #orrente #on.iarem-se a #hineses trabalhos id(nti#os. & in#enti o 5"e das tro#as #om o Irão res"lto" para a arte #hinesa mani.esta o se" e.eito #er#a de AII, 5"ando se integro" no se" sistema de#orati o. /s grinaldas, os orna- tos e as #oroas de lót"s são, desde então, traçados por mãos in#ontesta elmente #hinesas,

de tal modo 5"e ning"!m poderia re#onhe#(-los #omo #ontrib"tos estrangeiros. Na mesma !po#a, as #ara#ter$sti#as do estilo #hin(s ganham .irmeza própria. L...M 8"da e 8odhisatt a Em AJI os imperadores da dinastia )Zang de#idiram desen en#ilharse dos pert"rbadores 5"e a.e#ta am a paz no Norte, #onsolidar as .ronteiras da China e ampli%-las para al!m do 'amir. /t! B@> a China ! o maior e mais poderoso imp!rio asi%ti#o, 5"e asseg"ra a a todos os po os e a todas as religi+es "ma prote#ção li re e seg"ra. / arte atingi" o se" apoge" #om o imperador -ing-H"an XB>J-B@AY, na #orte de 5"em trabalharam alg"m tempo ;i )Zai-po e 3" )a"ts!, o maior pintor do E*tremo &riente. /s .ormas es#"lt"rais s"blinham as etapas desta as#ensão e permitem-nos #onsiderar esta e ol"ção #omo "ma progressão em linha re#ta de "m estilo pr!#l%ssi#o at! "m ele ado #lassi#ismo. No mosteiro de Ch"g"-2i, perto de Nara, "ma est%t"a de madeira, es#"lpida de#erto por olta de AAI, #om .ormas do#es e lisas 5"e poderiam .az(-la #rer "m modelo destinado < ."ndição de bronze, representa pro a elmente o bodhisatt a -aitre^a, a .ig"ra do ."t"ro 8"da. Nenh"m sinal permite "ma #ara#terização mais e*a#ta da s"a apar(n#ia #arnal. 9 simplesmente "ma .ig"ra h"mana, e*pressando "ma terna e 5"ase irreal disposição bene olente. as p"ras #"r as do #orpo, de "ma ine*prim$ el deli#adeza, #orrespondem as pregas da este, orientadas mais pela id!ia de "ma beleza 5"ase ornamental do 5"e por "m dese2o de realismo. Um bodhisatt a representa o =ltimo estado da e*ist(n#ia real antes da dissol"ção, a entrada no estado do nir ana, do 5"al não se pode dizer nem o 5"e ! nem o 5"e não !. 9 por esta razão 5"e os bodhisatt as a#ompanham .re5Ventemente as .ig"ras dos b"das, .ormando trindades o" at! gr"pos mais importantes. 'or ezes ostentam ri#as 2óias o" #orrentes, en5"anto a a"s(n#ia de en.eites nos b"das, regra geral, indi#a 5"e a s"a apar(n#ia terrena não representa mais do 5"e "m habit%#"lo de ess(n#ias ideais de "ma ordem m"ito di.erente, impessoais e s"prapessoais. &s bodhisatt as de )Zien-Iong-#han são .ig"ras 5"e a#ompanham o

8"daE e, assim, ! di.$#il #ompreender imediatamente todos os se"s mo imentos e os se"s gestos se se não ti er em ista o #on2"nto de 5"e .aziam parte. No gr!s mole das #a ernas de )Zien-Iong-#han #a aram-se d"rante s!#"los sant"%rios e es#"lpiram-se nas paredes as .ig"ras das personagens sagradas. Nos nossos dias, m"itas .oram arran#adas em .ragmentosE primeiro as #abeças, depois #orpos inteiros, dispersaram-se por #ole#ç+es de todo o -"ndo, 5"ando os #ole##ionadores #omeçaram a ent"siasmar-se por "m estilo es#"lt"ral 5"e se sit"a na .ronteira entre o ar#a$smo e o #lassi#ismo. /s es#"lt"ras da gr"ta >?, do .im do s!#"lo DII, não mostram ainda esse pleno sentido #orporal, essa .idelidade < realidade 5"e tão .a#ilmente pode dominar o #onte=do simbóli#o. )"do nelas de e ainda ser adi inhado, t"do .i#a ainda #omo "ma promessa de mat"ridade e de #onhe#imento, sem 5"e nada se re.ira ainda ao rigor e < di.i#"ldade deste #onhe#imento. Depois do ornato dos meados do s!#"lo DII, esp!#ie de imagem re estida do sagrado, 5"e era apenas am% el e bela, "m passo .oi dado para "ma representação mais r"de, mas ainda não per.eita da realidade. Este passo em .rente .oi e.e#t"ado pela es#"lt"ra na primeira metade do s!#"lo DIII, o se" s!#"lo #l%ssi#o. / #abeça, 5"ase de tamanho nat"ral, de T"an-^in Xo" se2a, literalmente, do bodhisatt a 5"e es#"ta os gritos da #riat"ra atormentadaY mostra a ida na s"a plenit"de e, sob .ormas do#es e am% eis, "m rosto h"mano #om o 5"al se poderia dialogar, apesar de os elementos se#"nd%rios, #omo, por e*emplo, os #abelos, serem de e*e#"ção in.erior. 1em negar a realidade h"mana pessoal, esta #abeça e*pressa "ma ele ação e "ma dignidade trans#endentes. Esta e*traordin%ria es#"lt"ra de bronze de e ser ho2e #onsiderada perdida, e de e-se ao Dr. T. ,. on ,o5"es t(-la .otogra.ado em Cangai h% alg"ns anos, e*istindo po"#os bronzes deste g(nero e #om semelhante 5"alidade na China do s!#"lo DIII.L...M 3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

$a China decadente & época )ong / iragem de#isi a para a grandeza do imp!rio )Zang .oi a 8atalha de 1amar#anda em B@>, onde .i#aram itoriosos os #he.es dos e*!r#itos %rabes, 5"e 2% ha iam #on5"istado o Irão em A?H, e 5"e depois realizaram .re5Ventes in#"rs+es na China. Não #onseg"iram #on5"ist%-la, mas após essa pesada derrota X5"e, por o"tro lado, re elo" ao 'ró*imo &riente, graças aos prisioneiros, o pro#esso da .abri#ação de papelY a China, no interior, #ai" d"rante d"zentos anos de #at%stro.e em #at%stro.e, a ponto de, em \G@, os Naponeses s"spenderem as s"as relaç+es #om este imp!rio o"trora tão admirado. Esta de#ad(n#ia te e "ma #onsider% el reper#"ssão na religião o", pelo menos, nos sentimentos religiosos e nas .ormas de e*pressão art$sti#a. '"nha-se ne#essariamente o problema de saber em 5"e sentido se dirigiria a arte, depois de ter al#ançado o ponto m%*imo #om as .ormas #l%ssi#as. 1eria pre#iso parar, oltar a .ormas anteriores, o" era poss$ el #ontin"ar neste sentido sem #air n"m .orçado e*agero0 /inda não des#obrimos na China as s".i#ientes es#"lt"ras de 5"alidade 5"e tragam "ma resposta de.initi a a estas perg"ntas, embora poss"amos, toda ia, as s".i#ientes para #on#l"irmos 5"e o desen ol imento da arte #hinesa .oi paralelo ao 5"e mais .%#il e demoradamente podemos est"dar no Napão - o do b"dismo m$sti#o, para o 5"al as .ig"ras tomam "m alor de s$mbolo e são #omo "m re#ept%#"lo de pot(n#ias e .orças 5"e podem trazer a sal ação, embora e*istam independentemente de 5"al5"er dese2o de sal ação. /s .ormas são, de agora em diante, pesadas e .e#hadas, en#arnando .orças poderosas e at! br"tais, atr%s de 5"e se o#"lta "m poder espirit"al. L...M 'oder-se-ia 5"ali.i#ar o s!#"lo IC de [s!#"lo de T"an-Hie"[ X\JHG>HY. Este -onge - pintor #rio" "m estilo 5"e das personagens sagradas de" "ma interpretação 5"ase #ho#ante, .azendo-as de alg"m modo "ma esp!#ie de b"rg"eses se#"lares, por ezes .eios, mas sempre .ortemente e*pressi os. No l"gar dos bodhisatt as, T"an-hie" #olo#o" os ;o-han, as#etas 5"e, graças < s"a própria

energia e a d"ras pro as, ad5"irem o #onhe#imento do nada da e*ist(n#ia. ,eprod"ç+es de obras de T"an-hie", .re5Ventemente gra adas em pedra, podem ho2e ainda ser ad5"iridas #om .a#ilidade. Da arte b=di#a #hinesa depois de B@> po"#o #onhe#emosE e somente nos territórios e*teriores, #omo em )"en-h"ang, no #aminho do )"r5"estão &riental, e mais pre#isamente no o%sis de )"r.an, podemos er ho2e %rias dezenas de templos trogloditas. Da s"a de#oração restam ainda .res#os em grande n=mero e alg"mas es#"lt"ras. En#ontram-se tamb!m 5"artos m"rados, rolos pintados, es#ritos e alg"mas gra "ras em madeira 5"e pro am 5"e na China do s!#"lo IC esta t!#ni#a art$sti#a 2% era .lores#ente. &s .res#os apresentam material inesgot% el, sobret"do pelos in=meros temas da i#onogra.ia b=di#a. as ezes são imitaç+es de antigos modelos #!lebres, parti#"larmente nas representaç+es do para$so em 5"e reina o 8"da /mida. -as ! raro 5"e a e*e#"ção se ele e a#ima de "m mero trabalho pro in#ial. &s s!#"los C e CI #onstit"em ho2e ainda "ma lament% el la#"na, tanto mais deplor% el 5"anto ! #erto sabermos 5"e nestes dois s!#"los a arte este e .lores#ente tanto na China #omo no Napão e 5"e se prod"ziram m"itas obras no as e originais. Na China, a dinastia dos 1ong desde GAI 5"e se sobrepUs < .ragmentação do pa$s, estabele#endo "ma paz 5"e mais do 5"e n"n#a .oi rendosa para as artes. &s imperadores 1ong .a ore#eram-nas, alg"ns deles at! pintaram, #omo tamb!m n"merosos membros da s"a .am$lia. / par da pint"ra #om personagens e*pande-se então a pint"ra de .lores e de a es, representadas em gr"pos determinados, de inspiração m"itas ezes po!ti#a. Estes temas, de e*trema deli#adeza, tomam-se pela primeira ez, e ao mesmo tempo 5"e a paisagem, a preo#"pação dominante da pint"ra. L...M / 9po#a 1ong / bem dizer, a história da arte do E*tremo &riente só #omeça por olta dos anos >>II, isto 5"e os dois s!#"los anteriores perten#em sobret"do < ar5"eologia. / partir de >>II, poss"$mos ainda, prin#ipalmente de pint"ra, as obras originais, e de tal 5"alidade

5"e se re#onhe#e nelas a personalidade dos grandes mestres. / partir deste momento, portanto, pode-se determinar se "ma pint"ra ! o original o" "ma #ópia de alor do#"mental, o" at! obra de "m .als%rio. & grande pintor #hin(s 3" )ao-tse" X#er#a de AGIBAIY, o R,a.ael do E*tremo &rienteS, assim #omo 3ang-3ei XAGGB@GY, o #!lebre ini#iador da pint"ra de paisagens, são-nos tão po"#o #onhe#idos #omo /peles. Cont"do, dos grandes mestres 5"e i eram por olta de >>II o" depois, .i#aram ainda alg"mas obras originais e #ópias de ;i ;ong-mien X>I?G->>IAY, o ,olo dos Cin#o Ca alos, do imperador H"ei-)song X>I\H->>J@Y, e pelo menos tr(s e*emplos de .lores e a es pintadas, de -i-:ei X>I@>->>IBY, o #riador da paisagem s"b2e#ti a, 5"e pinta n"ma #aligra.ia 5"ase abstra#ta. Conhe#emos as obras destes pintores graças aos a#asos 5"e as #onser aram, e toda ia somos le ados a perg"ntar se ter% sido apenas graças ao a#aso 5"e a partir desse momento a personalidade do artista desempenha "m tão grande papel. De 5"al5"er maneira, pare#e 5"e a e ol"ção realizada na arte e"rop!ia d"rante o s!#"lo CDI, o" se2a, a proemin(n#ia #on#edida < personalidade, 2% se e.e#t"ara na China e, po"#o depois, no Napão, desde >>II apro*imadamente. Depois desta data, 2% não temos ne#essidade de #onsiderar as .ormas do estilo, 5"e .re5"entemente eram apenas ornatos a#essórios, para determinar mais o" menos a data das obras, #omo o .azem os ar5"eólogos. / personalidade dos artistas, o g!nio e o #ar%#ter dos pintores s"rgem dora ante nas obras, no mesmo plano do ob2e#toE e m"itas ezes passam at! para o primeiro plano. Em bre e ser% a paisagem, a #aligra.ia dos pintores e das es#olas, 5"e arrebatar% o obser ador, mais do 5"e o moti o e o l"gar. -esmo nas obras religiosas ! o indi $d"o 5"e se imp+e, e esta no a maneira tanto se obser ar% na China #omo no Napão. L...M Na !po#a, s"rge o h%bito de representar in=meros de"ses e .ig"ras .emininas. Em >>HA, a dinastia 1ong, e*p"lsa da s"a #apital Tai.ong, no Norte, pelas in as+es dos po os t"ng"ses, estabele#e-se #om #apital em Hang-Che", a s"l do est"%rio do Ianse5"ião, onde os imperadores .a ore#eram a arte ainda #om maior ent"siasmo. Em Hang-Che", o bodhisatt a T"an-^in era de h% m"ito mais admirado

e enerado do 5"e em 5"al5"er o"tra parte, a tal ponto 5"e a ilha montanhosa de '"-)o-#han, em .rente do est"%rio do Ianse5"ião, passa a por ser o lo#al onde se erg"ia o se" trono terreno. /5"i, T"an-^in era m"lher, m"ito embora o estado de bodhisatt a não tenha se*o, e apesar de ha er tamb!m representado os T"an-^in sob .orma mas#"lina. Era prote#tora de #rianças, marinheiros e pes#adores. -as as n"merosas .ig"ras pintadas o" es#"lpidas de T"an-^in, tão h"manas e amig% eis, .oram sem d= ida #onsideradas pelos artistas #omo modelos ideais. 9 #erto 5"e a .i*ação de datas ainda se en#ontra s"2eita a dis#"ssão, e pode a#onte#er 5"e nem todas as obras pertençam < !po#a 1ong, isto 5"e d"rante longo tempo não #essaram de #orresponder ao gosto do p=bli#o. -as, se2a #omo .or, não e*iste o"tra e*pressão mais dire#ta da arte 1ong do 5"e a representação gra#iosa, m"itas ezes tenra e #ompletamente h"mana de T"an-^in, e pode-se erigi-la #omo entidade t"telar dos 1ong. N"ntamente #om a pint"ra e a es#"lt"ra de madeira, ! de men#ionar a #erOmi#a, 5"e, #om os se"s meios espe#$.i#os, #ara#teriza e e*pressa a !po#a 1ong e 5"e n"merosos #ole##ionadores #onsideram #omo o 5"e de mais belo .oi #riado pelos #eramistas do -"ndo inteiro. 'ara apre#iar inteiramente estas peças ! ne#ess%rio to#ar-lhes, o" melhor, "tiliz%-las. /s s"as .ormas são sempre m"ito ."n#ionais e pode s"blinhar-se o interesse #om 5"e os amadores seg"ram nas mãos estas #ane#as 1ong, simplesmente para est"darem as .ormas de "m bi#o 5"e n"n#a pinga. & re.inamento da de#oração e a arte do idrado en#hem os #onhe#edores de admiração. 'or ezes, o idrado #astanho não #obre a asilha totalmenteE dei*a er, em #amadas irreg"lares, aparentemente sem ordem nem intenção, o próprio material na base do ob2e#to. Esta a"tenti#idade do material, "nida ao rigor e < harmonia do #on2"nto, #ara#teriza a #erOmi#a 1ong. :oi o poeta e pintor 1on )Zong-po, amigo de ;i ;ong-mien, 5"em .orm"lo" esta e*ig(n#ia para toda a obra de arte.

3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

Aguada com tinta da China Em 5"e !po#a se #riaram na China as .órm"las a"da#iosamente sint!ti#as e #"rsi as 5"e ent"siasmaram os impressionistas0 Não o sabemos #om e*a#tidão, mas #onser am-se n"merosas obras magn$.i#as desta es#ola, pintadas no s!#"lo CIII. / predile#ção dos impressionistas pelas ag"adas #om tinta da !po#a 1ong o.ere#e-nos o e*emplo #l%ssi#o do Rmal-entendido .e#"ndoS. Diram-se nas grandes pint"ras #hinesas esboços geniais, lançados r%pida e instantaneamente no papel, "ma atmos.era .l"t"ante e ."gidia, "ma mat!ria po!ti#a, aparentemente sem ligação #om os ob2e#tos reais e sem signi.i#ado ob2e#ti o. &ra, estas pint"ras são e*a#tamente o #ontr%rio de esboços r%pidosE são as .ormas .inais, sintetizadas at! ao e*tremo limite, de "m ideal 5"e #onsistia em dizer e s"gerir o m%*imo #om o m$nimo de meios. -as a t!#ni#a do pin#el no E*tremo &riente, 5"er tratando-se de #aligra.ia o" de pint"ra, não #onhe#e nem o reto5"e nem o repinte, e nada se apaga nem se #orrige. Ha ia, desde o s!#"lo CI, "m #i#lo de paisagens pintadas m"itas ezes retomado6 o das &ito Distas do ,io Hsia" e Hsiang, #"2os di ersos temas pro#"ra am e*pressar algo de po!ti#o, bem mais do 5"e "ma lo#alização e*a#ta. D"as s!ries de imagens ho" e 5"e no Napão ad5"iriram grande #elebridadeE tinham sido #riadas por dois pintores da seita #hinesa da -editação, no s!#"lo CIII- -"-TZi, de 5"em ainda se #onhe#em #in#o imagens entre as oito da s!rie, e 7ing 7"-)#hien, de 5"em apenas s"bsistem tr(s obras. 'or olta de >HII, a Es#ola da -editação .oi trans.erida para o Napão. Como dissemos, o se" nome #hin(s ! )#hZan, e no Napão ! `en. Desde o s!#"lo CIII, todo o aderente 2apon(s do b"dismo `en alimenta a o dese2o de .azer "ma ez "ma peregrinação < China, onde nos arredores da #apital, Hang-Che", se lo#aliza am os grandes mosteiros `en e de onde se podiam trazer alg"mas das imagens

pintadas nesse estilo por monges, m"itas ezes nota elmente dotados, bem #omo por membros da /#ademia de Hang-Che". ]"ando esta #apital #ai" nas mãos dos -ongóis, em >H\I, m"itos monges e pintores emigraram para o Napão, #ertos de serem re#ebidos #om soli#it"de. 9 a este gosto do Napão pelas pint"ras `en, ad5"iridas ao preço de grandes sa#ri.$#ios e #onser adas #om os maiores #"idados, 5"e o m"ndo ho2e de e o #onhe#imento desta arte 5"ase #ompletamente desapare#ida. -"-TZi --o44ei, em 2apon(s-, 5"e 5"ase não ! #itado na China, toma-se o grande modelo do Napão, d"rante s!#"los, e ! #onsiderado #omo mestre in#ontestado da ag"ada. Ho2e le anta-se a5"i e al!m a 5"estão de saber se a interpretação das &ito Distas por -"-TZi ! o" não s"perior < de 7ing 7"-t#hien. /mbos os mestres podem ser #onsiderados representantes de ig"al alor da ag"ada da !po#a 1ong tardia, esta arte tão singela e not% el pela #on#entração de e.eitos e pelas abre iat"ras 5"ase abstra#tas. Na ;"a de &"tono sobre o ;ago de )ong-tZing, de 7ing 7"-t#hien, a ;"a ! indi#ada por "m simples #$r#"lo de tinta, #omo se o artista ti esse somente dese2ado #on idar o espe#tador a re#onhe#er a atmos.era desta noite de &"tono na n! oa da 5"al emergem simples man#has, alg"ns ramos sem .olhas, o telhado de "m edi.$#io, "m m"ro #om ameias e a silh"eta de montanhas esboçadas de modo impre#iso. Estas imagens, 5"e s"gerem mais do 5"e des#re em, re5"erem do espe#tador 5"e a#res#ente por si próprio a isão do 5"e est% a"sente nelas, sentindo toda a poesia da paisagem. 7ing 7"-t#hien a#res#enta a a #ada "ma das s"as pint"ras "m bre e poema, #omo este, 5"e a#ompanha a ;"a de &"tono6 De todos os pontos a .a#e do lago. /s montanhas #intilam ao l"ar. Eis 5"e os se"s #$r#"los po"sam na %g"a do lago. Em 7o^ang, do #imo da torre, o" imos a .la"ta. -as, aib o #aminho 5"e sobe at! l% ! m"ito di.$#il. Este poema, na primeira leit"ra, pode ser mal #ompreendido pelos não ini#iados. 'oder-se-ia #rer 5"e o mestre pretende" #hamar a atenção para "m parti#"lar da paisagem do lago de )ong-tZing. :%-

lo de#erto, mas de "m modo original 5"e só pode ser erdadeiramente entendido 5"ando se #onheçam os n"merosos poemas e ins#riç+es #!lebres a respeito da torre de 7o^ang. & simples nome da torre de 7o^ang e o#a a lembrança de n"merosas melodias 5"e a#ompanham as poesias #l%ssi#as. L...M 3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

A Ar*uitetura chinesa / ar5"ite#t"ra #hinesa de" pro as de tão grande "nidade 5"e temos a impressão de 5"e d"rante mil!nios, no de#"rso dos 5"ais os o"tros estilos so.reram trans.ormaç+es e desen ol imentos de toda a esp!#ie, nenh"ma e ol"ção se opero" na arte da #onstr"ção. Esta #on#l"são errUnea tem d"as #a"sas6 a maior parte das #onstr"ç+es históri#as 5"e s"bsistem ho2e na China data da !po#a -ing e da !po#a )sZing, e as obras mais antigas - #orrespondendo < nossa Idade -!dia - são menos n"merosas do 5"e no &#identeE e as di.erenças no pro#esso de #onstr"ir no de#orrer dos s!#"los são pe5"en$ssimas, se #omparadas <s #ara#ter$sti#as permanentes do estilo, ao #ontr%rio da E"ropa, onde #ada estilo no o impli#o" "ma m"dança ."ndamental na maneira de edi.i#ar. 'or o"tro lado, a a"s(n#ia de ar5"ite#t"ra sagrada - apenas o pagode poss"i "ma .inalidade e*#l"si amente religiosa - a#res#enta < "ni.ormidade históri#a a "nidade tipológi#a6 o pal%#io, o edi.$#io administrati o, o salão e o templo são edi.i#ados #om as mesmas .ormas ar5"ite#tóni#as. & .a#to de #ada obra no a poss"ir, apesar de t"do, o se" #ar%#ter próprio deri a da #on#epção do ar5"ite#to #hin(s, 5"e dedi#a a s"a atenção mais a "m #on2"nto de edi.i#aç+es do 5"e a "m edi.$#io indi id"al. Um salão o" "m pa ilhão #orrespondem prati#amente apenas a "ma .inalidade limitada, e assim ! #ompletado por o"tras #onstr"ç+es destinadas a di.erente "tilização. / #onstr"ção indi id"al tamb!m não #onstit"i em si própria "ma obra de arte e,

portanto, não ! mais do 5"e "m elemento em #omplementaridade #om o"tros sal+es, galerias, portas e pa ilh+es, e só se #ompleta #om a s"a integração na paisagem.

Constr"ção e g!neros de edi.i#aç+es Não eram estes os prin#$pios 5"e anima am e g"ia am os ar5"ite#tos #hineses no .inal do seg"ndo mil!nio a. C. En#ontra am-se então perante problemas t!#ni#os6 edi.i#ar "ma armação 5"e s"stentasse "m telhado, e #"2os inter alos p"dessem .e#har-se #om paredes, pois a habitação era "ma #a erna o" "m b"ra#o na terra, #oberto por "ma esp!#ie de telhado, e assim #ontin"o" d"rante %rios s!#"los para os #amponeses e a maioria dos habitantes das #idades. 1e se dese2a a edi.i#ar "ma #onstr"ção representati a, re#orria-se antes madeira, e #onstr"$a-se sobre pilares deste material. / .orma redonda da #abana de taipa, #om telhado de palha o" de #anas, não podia e ol"ir #omo .orma espe#ial, rit"al o" art$sti#a. In ersamente, os espaços #a ados de .orma re#tang"lar #om "m telhado de d"as %g"as podiam permitir "m desen ol imento. Nos 5"atro #antos erg"eram-se pilares e, entre estes, o"tros ainda, #onsoante o #omprimento dos ladosE depois eram ligados por tra es e a#ima deles le anta a-se "m telhado de d"as %g"as. & pa" de .ileira de "ma #onstr"ção bastante grande de ia ser s"stentado por "ma .iada de esta#as erg"idas a meio do interior. N"m salão em Ngan-7ang, no Honão, =ltima #apital dos Chang, ."ndada #er#a de >JII a. C., #"2a planta pode ser re#onstit"$da graças aos est$gios das bases dos pilares, a5"eles pilares interm!dios ainda tinham "ma ."nção, mas pro#"ra a-se elimin%-los, a .im de se #riar "ma erdadeira sala, delimitada mas sem interr"pção. / sol"ção /, en#ontrada d"rante o primeiro mil!nio a. C., .i#o" #omo norma para toda a ar5"ite#t"ra da China. 1obre as tra es do telhado, assentes nos pilares, #onstr"i"-se "ma armação de tra es #"rtas interm!dias, #ada "ma das 5"ais s"st!m "ma tra e mais #"rta, dimin"indo progressi amente no sentido da alt"ra, at! 5"e

"ma só tra e #"rta, assente a meio do pilar mais alto, s"stentasse a #"meeira. / #"r at"ra do telhado, #ara#ter$sti#a da ar5"ite#t"ra e*tremooriental, le anto" m"itos problemas a respeito da s"a origem. Não deri a de#erto da tenda, por5"e os Chineses n"n#a i eram em tendas, e as dos -ongóis t(m .orma #on e*a e não #Un#a a. 1eria de pro#"rar a s"a origem antes no emprego de bamb", .re5Ventemente "tilizado no 1"l, não es5"e#endo 5"e a #obert"ra de palha e de #anas erga #om o tempo. / esta tentati a de e*pli#ação pode ob2e#tar-se 5"e as primeiras #obert"ras de telha, 5"e #onhe#emos de ido <s reprod"ç+es .ig"rati as do .im da !po#a )#he", não t(m #"r at"ra. 9 somente na !po#a Han 5"e esta apare#e, isolada e timidamente, por e*emplo, na pint"ra m"ral do t=m"lo de ;iao-^ang, na -an#h=ria. 'ara proteger da #h" a do sol as paredes e as abert"ras, era indispens% el "m telhado 5"e e*#edesse os limites de mera #obert"raE mas para e itar-se pri ar do sol as 2anelas d"rante o In erno, era pre#iso 5"ebrar a linha do beiral. 'rati#amente, "m só #orte no sistema de apoio e*terior bastaria para le antar a linha do beiral, mas m"ltipli#ando-se as tra essas na #onstr"ção da armação, torna a-se poss$ el "ma progressi a passagem do telhado obl$5"o para o telhado horizontal ao "tilizar-se "ma linha 5"ebrada tomada em #"r a #Un#a a, graças ao "so de telhas. Não h% d= ida 5"e .oram #onsideraç+es est!ti#as 5"e determinaram esta passagem para a linha #"r a e, #onse5Ventemente, 5"e tal .a#to ha2a sido "m pro#esso a#ti o e não passi o. )e e o se" prolongamento no es.orço para le antar as pontas do telhado, #omo .oi de regra a partir da !po#a 1ong, o 5"e se obte e por meio de "ma t%b"a 5"e se apóia no barrote e no rin#ão. En5"anto na China do Norte esse ar5"eado ! m"ito moderado e os #antos se ele am po"#o, a China do 1"l pre.ere "ma linha grandemente ar5"eada e tendo .orça s".i#iente para ele ar os #antos em longas pontas. In enção parti#"lar dos ar5"ite#tos #hineses são os #apit!is em #onsola. & pilar de madeira #hin(s não s"stenta apenas a ar5"itra e sobre o se" #apitel, #omo a #ol"na gregaE tem ."nç+es di ersas nos

%rios lados, a alt"ras di.erentes. /s igas in.eriores da ar5"itra e, por e*emplo, são en#ai*adas no pilar #omo se o atra essassem, e para red"zir os ãos das igas saem do pilar #onsolas 5"e alargam a s"per.$#ie de s"porte e 5"e, graças a "ma pe5"ena es#ora, s"stentam o peso total. 1obre a es#ora podem en#ai*ar-se ainda o"tros braços - e assim a #onsola desen ol e-se at! seis n$ eis e mais, .ormando "m #on2"nto #omple*o. & desen ol imento ri#o da armação e o telhado largamente saliente, a rep"gnOn#ia de re.orçar em diagonal e de empregar ad"elas res"ltaram em #onsolas .ormando #on2"ntos #ompli#ados, 5"e a partir da !po#a 1ong se tomam #ara#ter$sti#as da ar5"ite#t"ra e*tremo-oriental. 1e se erg"e "ma armação de pilares e igas sobre "ma plata.orma re#tang"lar, e se #obre #om "m telhado de telhas, e se se .ormam as paredes por "m en#himento de al enaria e de ti2olo, no 5"al se englobam as 2anelas e portas de madeira, obt!m-se a .orma ."ndamental da ar5"ite#t"ra #hinesa6 o salão. / entrada sit"a-se a meio do lado maior, onde estão ig"almente todas as 2anelas, o" pelo menos as maiores. Uma .ila de #ol"nas em .rente da parede, do lado da entrada, o" em toda a olta do edi.$#io, pode .ormar "ma aranda o" "m peristilo, .re5Ventemente protegido por "m telhado em #oroa de "ma só ertente. & telhado de d"as %g"as pode tamb!m ser s"bstit"$do por "m telhado de empena. )ais são as ariantes mais importantes do moti o do salão. /s di ersas partes da #onstr"ção podem ser modi.i#adas de %rias maneiras6 a plata.orma pode tornar-se "m terraço de m%rmore, #om tr(s degra"s e bala"stradas. as ezes, apenas as paredes das empenas testeiras são de al enariaE as paredes dos lados maiores podem ser inteiramente #ompostas por portas altas o" grandes 2anelas, #om grades de madeira ornamentada, sobre "m so#o bai*o em al enariaE o" então, as paredes sobem at! < ar5"itra e e são rasgadas por pe5"enas 2anelas. & inter alo entre os pilares ! ari% el, sendo o maior tramo no meio e #onser ando-se sempre a simetria. -"itos telhados podem sobrepor-se e rematar em empenas ornamentadas. No interior, o madeiramento apare#e em toda a ri5"eza dos se"s elementos, a#ent"ada ainda pela #or, o" então "m te#to, a maior parte das ezes #onstit"$do por pe5"enos

#ai*ot+es de madeira, es#onde-o. ]"ando o re#tOng"lo da planta se red"z a "m 5"adrado, tem-se o tipo da #onstr"ção #entral #om telhado piramidal. N% nos primeiros s!#"los da era #ristã se en#ontram na China os te#tos Rem lanternaS, o" se2a, em #larabóia. /s igas #ortando obli5"amente o Ong"lo do 5"adrado .ormam no interior "m 5"adrado mais pe5"eno, repetindo-se at! ao .e#ho da abert"ra. / #=p"la sobre #onsolas, 5"e ins#re e "m #$r#"lo n"m 5"adrado, ! "m pro#esso 5"e, em ez de desta#ar #laramente a #onstr"ção, #omo o te#to em #larabóia, m"ltipli#a os meios de enri5"e#er a ornamentação. / m%*ima ariedade tanto na planta #omo nos alçados en#ontra-se em pa ilh+es 5"e se erg"em sobre re#tOng"los, 5"adrados, losangos, he*%gonos e o#tógonos, #$r#"los, e em le5"e, podendo mesmo ter a .orma de dois #$r#"los o" de dois 5"adrados 5"e se #ortam. 'lantas em .orma de #r"z - #om braços largos e #"rtos tamb!m se en#ontram nos grandes edi.$#ios. Deste modo, ! #ara#ter$sti#o da ar5"ite#t"ra #hinesa poss"ir sempre "ma planta geom!tri#a na 5"al nenh"ma #onsideração de "tilização o" de disposição interior pode introd"zir "ma irreg"laridade. &s pagodes em andares são #onstr"ç+es sobrepostas, do tipo #entrado, 5"e se erg"em a "ma alt"ra in "lgar. /ssim, tamb!m a importOn#ia de "ma obra ar5"ite#tóni#a só pode ser a"mentada dentro de #ertos limites por "m edi.$#io indi id"al, por e*emplo "m salão. / 2"staposição #ara#ter$sti#a de #orpos de edi.i#aç+es, .ormando #ada 5"al "m todo, s"rge #om espe#ial nitidez nos pagodes #om andares e galerias. )amb!m nos pagodes #om degra"s e nos pagodes )Zien-ning se s"#edem os n$ eis em grad"al dimin"ição. /s linhas horizontais dominam as erti#ais, 5"e apenas .i#am indi#adas ao longo da #onstr"ção. & pagode de madeira ! #onstr"$do em tomo de "m grande pilar 5"e atra essa todos os andares e ao 5"al se prendem todas as partes do edi.$#io, o 5"e não ! is$ el no e*terior. )al #omo a st"pa indiana, assim o pagode #hin(s ! "m reli#%rio, embora tenha mantido esta .inalidade sem lhe tomar a .orma. Deri a antes das torres de g"arda #om %rios andares, e .i#o" #om "ma ."nção de igilOn#ia. 'or e*emplo, a torre do -osteiro )Zien-

ning, perto de 'e5"im, protegia o pal%#io imperial #ontra as in.l"(n#ias ne.astas 5"e poderiam penetrar por "m des.iladeiro de montanhas do &este, em .rente da #apitalE o pagode est% sit"ado e*a#tamente no ei*o do des.iladeiro e do pal%#io dos imperadores )sZin. Uma o"tra .orma t$pi#a da ar5"ite#t"ra #hinesa ! o pZai-l", isto !, porta de honra. Um pZai-l" aponta #ertas dire#ç+es6 a#esso aos templos, #r"zamentos, pontes, et#. -"itos deles são mon"mentos dedi#ados a pessoas irt"osas o" de m!rito. 9 bela a id!ia de honrar a s"a memória, por meio de "ma porta atra !s da 5"al diariamente passam n"merosas pessoas. &riginariamente, .oram edi.i#ados em madeira, e depois 5"ase sempre #om pe5"enos telhados de telha, por #ima das s"as tr(s o" #in#o abert"ras de passagem. -as e*istem tamb!m de m%rmore o" de ti2olos idrados, po"#o se a.astando, por!m, da .orma das #onstr"ç+es de madeira. / madeira e o ti2olo são materiais pere#$ eis e, ao #ontr%rio dos Naponeses, os Chineses #"idaram po"5"$ssimo dos se"s mon"mentos. &s 5"e #aiam em r"$nas eram 5"ase sempre abandonados, at! 5"e .osse ne#ess%rio e .inan#eiramente poss$ el #onstr"ir "ma edi.i#ação #om no a planta. 'or esse moti o tão po"#as obras antigas #hegaram at! nós. E*iste "m grande n=mero de templos e mosteiros #"2a história remonta a mais de mil anos, mas não h% "m =ni#o edi.$#io 5"e pertença < !po#a dos ."ndadores e nenh"m poss"i mais do 5"e alg"mas #entenas de anos. /s e*#epç+es a esta deplor% el #ar(n#ia de em-se ao .a#to de a ar5"ite#t"ra #hinesa não empregar e*#l"si amente madeira. / #onstr"ção ma#iça de pedra e ti2olo não era des#onhe#ida, e a abóbada X.alsa o" erdadeiraY emprega a-se na !po#a HanE mas os Chineses re#orreram a estes materiais somente 5"ando #oagidos por e*ig(n#ias pr%ti#as. :oi sobret"do #om .ins de.ensi os 5"e "tilizaram a #onstr"ção ma#iça de ti2olos e 5"e #obriram as galerias #om abóbadas de berço. Um pe5"eno n=mero de sal+es de ti2olo abobadados ainda se #onser a, #omo, por e*emplo, em 3"-tZai#han, no 1hansi. / pedra, material nobre, era empregada em ez de ti2olo no so#o das edi.i#aç+es representati as. & m%rmore s"bstit"$a a pedra #om"m nas bala"stradas dos terraços e das

pontes e en5"adra a as ar#adas das 2anelas e das portas nas #onstr"ç+es importantes. &s sal+es de menor importOn#ia e os pa ilh+es eram por ezes inteiramente #onstr"$dos de pedra, mas são rar$ssimos. a .rente dos t=m"los, na !po#a Han, erigiam-se pilares de entrada ma#iços X#hamados #hV-eY e pe5"enas salas de sa#ri.$#ios. Em ambos os #asos a #onstr"ção de pedra. imita a de madeira, e assim podemos saber #omo eram as primiti as .ormas das #onsolas e das telhas. & metal m"ito raramente era empregado na #onstr"ção. Um pe5"eno pa ilhão de bronze no 'al%#io de Derão de 'e5"im não ! mais do 5"e "ma .antasia, e .oi a pedido do imperador TZien-long 5"e os mission%rios 2es"$tas dirigiram a s"a ."ndição. 'or s"a ez, o )emplo Hing-4ong, em Nehol, mostra "m telhado de bronze do"rado. 9 no pagode 5"e se empregam mais li remente os di.erentes materiais de #onstr"ção. Um alto pagode de .erro, esbelto, #om treze andares, erg"e-se em 7"-Tien-se", em Chin#h", no H"peiE .oi edi.l#ado em >IA>. Um terraço de templo n"m mosteiro da montanha sagrada de 3"-tZai- #han, no 1hansi, tem #in#o pagodes de bronze, e "ma imaginação li re realça neles as .ormas ar5"ite#tóni#as tradi#ionais, 5"e não são impostas pelo material. &s pagodes de pedra, #omo os de m%rmore, nas montanhas a oeste, perto de 'e5"im, são e*tremamente raros, ao #ontr%rio dos pagodes de ti2olo.. 5"e .oram #onser ados em grande n=meroE o 'agode do Kanso 8ra o, em 1ian, #onstr"$do por olta de A@I e reno ado entre BI>-BI@, apresenta "m aspe#to determinado pelo material, #om "m telhado m"ito po"#o saliente, as paredes lisas moderadamente arti#"ladas e as igas da ar5"itra e tamb!m imitadas em .ieiras de ti2olos. &s pagodes de ti2olo dos s!#"los posteriores imitam as ,#onstr"ç+es de madeira, sendo os pilares e as #onsolas e*a#tamente reprod"zidos em ti2olo, #om min=#ia e*ageradaE esta ri5"eza de .ormas ! ainda salientada por "ma ornamentação em rele o. Nos pagodes denominados Rde por#elanaS, r"2as s"per.$#ies estão g"arne#idas #om ti2olos idrados m"lti#olores, a #or a#res#enta-se ao rele o, dominando o amarelo, o erde, o az"l-t"r5"esa e o

bran#o. & maior e mais #!lebre dos pagodes de por#elana, reprod"zido em todos os li ros de iagens do s!#"lo CDIII, erg"ia-se em Nan5"im, desde >?J> at! >\@J, data da s"ble ação dos )ZaipZing. -as nos par5"es imperiais em tomo de 'e5"im s"bsistem ainda tr(s pe5"enos pagodes idrados, 5"e se edi.i#aram por ordem de TZien-long, em meados do s!#"lo CDIII.

/rti#"lação e planta / própria ess(n#ia da ar5"ite#t"ra #hinesa en#ontra-se no salão e no pa ilhão. &s pagodes, os pórti#os, os pZ ai-l" e os terraços #ontrib"em apenas para a#res#entar a esta base essen#ial as #ara#ter$sti#as de liberdade, in enti a e engenho. & 5"e #ara#teriza #ada edi.i#ação ! a s"a #lara di isão em tr(s partes6 o so#o e os degra"sE os pilares e as paredes, #om portas e 2anelasE a armação em #onsola e o telhado. &s andares não deri am "ns dos o"trosE adi#ionam-se #omo elementos independentes e de ig"al importOn#ia. /s linhas de separação são linhas horizontais m"ito n$tidas, 5"e não dei*am penetrar nenh"ma erti#al no andar s"perior, e só raramente se en#ontrando interrompidas por "ma g"arnição do telhado o" "m alpendre prote#tor #olo#ado a#ima da entrada. & peso dos tr(s andares ! mais o" menos o mesmo nos edi.$#ios representati os. 1omente nas edi.i#aç+es mais simples ! 5"e o so#o se en#ontra tão bai*o 5"e se torna menos e idente. & so#o ! #onstit"$do por ti2olos o" pedra, tal #omo o pa imento. 'ara as paredes, t(m o mesmo alor a madeira e o ti2olo6 a madeira para os pilares, portas e 2anelasE o ti2olo para as paredes #heias, 5"e podem ser de#oradas, at! < alt"ra da ar5"itra e, a partir da 5"al domina e*#l"si amente a madeira. /s pesadas telhas, o#as e #ompridas, assentes n"ma alternOn#ia #Un#a o-#on e*a, determinam, pelas linhas a#ent"adas de sombras, o #ar%#ter do n$ el s"perior da edi.i#ação. &s tr(s andares são tratados di.erentemente. & so#o não ! pintado, mostrando o tom pardo do ti2olo o" o bran#o do m%rmore. / parede de ti2olo ! tamb!m parda, o" rebo#ada a bran#o, o" negro e

bran#o, mas nos edi.$#ios imperiais ! rosa-es#"ro. &s pilares ermelhos reser a am-se para o imperador, mas ho2e as paredes, as portas e as 2anelas são ig"almente ermelhas. Nas #onstr"ç+es de#oradas #om ri5"eza, #olo#am-se no rebo#o rosa medalh+es de ti2olo idrado erde, amarelo e bran#o. 'or ezes, ti2olos de #or s"blinham a estr"t"ra da .a#hada de madeira. No interior, 5"ando não h% de#oraç+es m"rais .ig"rati as, as s"per.$#ies são larga e tran5Vilamente arti#"ladas e as #ores são opa#as, #omo por e*emplo o o#re nas paredes. / de#oração em #erOmi#a #olorida a#ent"a o aspe#to liso da parede, 5"e raramente re#ebe ornatos em rele o, #omo a empena do templo da de"sa )Zai#han, em Tling-^an-#h", no Cant"m, 5"e est% #oberta por "ma densa de#oração de .ig"ras em rele o, de ti2olo idrado, #om #ores. / #or e o mo imento animam-se na zona do telhado, e sobret"do < sombra dos telhados salientes. a #or de pilares e tra es a#res#entam-se .ormas ornamentais es#"lpidas, prin#ipalmente na e*tremidade das igas. /s próprias #onsolas ostentam moti os de "m e.eito pl%sti#o m"ito dire#to, de #ores brilhantes, 5"e #ara#terizam as di ersas partes #onsoante a s"a ."nção. /s largas s"per.$#ies das igas #obrem-se ab"ndantemente #om moti os tradi#ionais pintadosE a par de moti os simbóli#os - #omo as plantas a5"%ti#as, 5"e protegem dos in#(ndios -, (-se grande 5"antidade de .lores, a es, paisagens e #enas de g!nero. & aspe#to dis#reto da de#oração, 2"ntamente #om as sombras pro."ndas dos telhados, 5"e protegem e elam as #ores res"lta no .a#to de a5"ela não se impor is"almente. )amb!m no interior, a pint"ra do igamento e dos #ai*ot+es se mant!m na pen"mbra. /#ima deste mo imento #olorido desen ol e-se "ma zona de pint"ras indi#adas mais .ortemente, mas sem arti#"laç+es. &s telhados dos edi.$#ios imperiais são #obertos #om telhas idradas de amareloE os templos t(m-nas erdesE e as edi.i#aç+es do )emplo do C!", em 'e5"im, poss"em-nas de "m az"l pro."ndo. Nas pe5"enas #onstr"ç+es, nomeadamente nos 2ardins, os telhados mostram o 2ogo ariegado de telhas amarelas, erdes, az"lt"r5"esa e ioletas, tal #omo os pa ilh+es da #olina do Car ão, tamb!m em 'e5"im. /s #asas simples são #obertas #om telhas

#inzentas6 nelas não se apli#a a #or senão nos pilares e nas igas, nas portas e nas 2anelas, e mesmo nos edi.$#ios p=bli#os são sobret"do os elementos pl%sti#os de #erOmi#a idrada, sob a .orma de .ilas de .ig"ras animais, 5"e alegram o #on2"nto, sem #ont"do 5"ebrarem a "nidade e o ol"me do telhado prote#tor. Na /ntig"idade, a parte anterior do salão ser ia de zona de re#epçãoE do lado de tr%s en#ontra a-se "ma s!rie de pe5"enos 5"artos pri ados. &s pal%#ios dos Han tinham, < direita e < es5"erda da sala prin#ipal, "ma sala ane*a. Não era de regra, seg"ndo pare#e, 5"e "ma edi.i#ação de esse ter "ma =ni#a sala. -ais tarde, tamb!m isso se obser a raramente, #om e*#epção dos grandes sal+es dos pal%#ios e dos templos. / di isão em 5"artos separados ! o mais das ezes obtida por ligeiras di isórias de madeira, 5"e se ( #laramente terem sido a#res#entadas. / "nidade e*terior e interior, #ara#ter$sti#a de 5"al5"er #onstr"ção #hinesa mant!m-se sempre. Uma =ni#a edi.i#ação não pode #onstit"ir por si só "m pal%#io, "m templo o" "m mosteiro, e não basta mesmo para "ma .am$lia 5"e ha2a "ltrapassado o n$ el de ida mais modesto. & p%tio interior ! "ma zona importante de toda a #onstr"ção, por5"e os Chineses des iam as s"as edi.i#aç+es do m"ndo e*terior, em dire#ção a este p%tio, 5"e ganha assim "ma importOn#ia parti#"lar. Nas grandes .am$lias, para separar as m"lheres e as #rianças da zona do senhor, da ida so#ial e dos negó#ios, ha ia atr%s do salão o"tros p%tios #om o"tros edi.$#ios de habitação. 1endo a China "m pa$s onde se podem pre er #om alg"ma seg"rança os per$odos se#os e #h" osos, torna-se #on eniente arran2ar os e*teriores e os interiores #om "ma .inalidade #omplementar. Nos pal%#ios e nos templos, para as .estas e #erimUnias em 5"e parti#ipam n"merosas pessoas, os panos e os terraços são m"ito espaçosos. Nas #asas parti#"lares, o p%tio ! "m lo#al importante para se estar d"rante a estação 5"ente. Não ! arran2ado #omo "m 2ardimE pa imenta-se, #res#endo as %r ores em #anteiros 5"adrados, e as .lores em asos o" selhas. )ão #orrente #omo a di isão em tr(s andares de #ada edi.$#io, a organização do #on2"nto #onsiste n"ma s!rie de p%tios 5"adrang"lares. No meio, do lado s"l, en#ontra-se "m pórti#oE no

lado norte, #om entrada irada ao s"l, o grande salão. Edi.i#aç+es ane*as, mais bai*as, limitam o p%tio dos lados este e oeste. Neste somatório de elementos e5"i alentes, #ada "m destes en#ontra-se sim"ltaneamente independente e rela#ionado #om os demaisE #ada salão, por e*emplo, e*ige "m p%tio de dimens+es determinadas para a s"a alorizaçãoE pa ilh+es e ane*os de em rela#ionar-se, por s"a ez, "ns #om os o"tros e #om o espaço li re. Esta organização depende, toda ia, de n"merosas ariantes. & terreno pode obrigar a deslo#ar o ei*o prin#ipal, 5"e, em regra, tem o sentido norte-s"l, para a #asa, o pal%#io, o templo e a #idade. a porta s"l podem a#res#entar-se as portas este o" oeste, bem #omo o a#esso a o"tros p%tios lo#alizados nos lados. -as são prin#ipalmente as di.erenças de alt"ra e da .orma do telhado 5"e #on.erem aspe#to parti#"lar a #ada gr"po de edi.i#aç+es. & gra" de #"r at"ra do telhado, o #omprimento da #"meeira, os telhados simples o" d"plos, a alternOn#ia entre a empena e as %g"as dão < ar5"ite#t"ra #hinesa o aspe#to ariado 5"e .az a s"a beleza. Nos pal%#ios e nos templos, a planta e os alçados dos p%tios e dos sal+es estão mais rigorosamente obrigados < a*ialidade e < simetria do 5"e nas habitaç+es pri adas, sobret"do se estas poss"em 2ardins em ez de p%tios. Nos grandes par5"es, as #onstr"ç+es adaptam-se ao terreno, r"2a .orma nat"ral ! a#ent"ada pelos pa ilh+es e pontes. Na #riação do 2ardim #omo obra de arte, a ar5"ite#t"ra tem "ma ."nção de ig"al importOn#ia. Nos li ros rit"ais da !po#a )#he", ! de rigor o ei*o do pal%#io no sentido norte-s"l. Neste ei*o sit"am-se os sal+es prin#ipais, o sant"%rio dos antepassados .i#a do lado este, e o altar da di indade da )erra do oeste. /#onte#e o mesmo na Cidade 'roibida de 'e5"im, #"2o #entro ! .ormado por dois gr"pos de tr(s salas de #erimónias. No s"l en#ontra-se, desde a !po#a dos -ing, o )Zaomiao, templo dos antepassados do imperador, e a oeste o altar da )erra, sobre o 5"al .oi espalhada terra de #in#o #ores, 5"e simbolizam os 5"atro pontos #ardeais e a do meio a própria China. Nas edi.i#aç+es laterais, reser adas para administração, < direita e < es5"erda da ala prin#ipal 5"e #ond"z ao pal%#io propriamente dito, en#ontra-se do lado este o 3en-H"a-tien, Ra sala do brilho da

es#ritaS, e a oeste o 3"-^ing-tien, Ra sala da #oragem g"erreiraS. &s #ara#teres Wen e W", 5"e na administração signi.i#am R#i ilS e RmilitarS, mostram prin#$pios de ig"al importOn#ia mas #om ."nç+es opostas, o#"pando na planta sim!tri#a l"gares de ig"al plano. / #onstr"ção #hinesa prop+e-se e*pressar pela ar5"ite#t"ra "ma ordem de a#ordo #om as relaç+es h"manas, e, #omo "ma tal ordem se de e integrar na ordem "ni ersal, a ar5"ite#t"ra representa esta relação #om o #osmos. 'or isso a dire#ção norte-s"l poss"i tanta importOn#ia em 5"al5"er #onstr"ção de #on2"nto #omo a simetria 5"e estabele#e o e5"il$brio. 1eg"ndo a pre.er(n#ia dedi#ada em di ersas !po#as a di.erentes teorias a respeito da edi.i#ação do m"ndo, seg"i"-se "ma #erta di isão do #alend%rio o" tomaram-se por base os #in#o elementos, et#. Estas relaç+es #ósmi#as #ompli#adas de iam ser parti#"larmente respeitadas nas edi.i#aç+es #"2a ."nção era a representação de "ma ordem de alor re#onhe#ido por todos. / disposição do -ing-tZang, no 'al%#io ,eal, do Rsalão l"minosoS, 5"e data da !po#a )#he", ! "m e*emplo #!lebre. En#ontra-se #itado em n"merosos te*tos e, desde a !po#a Han, #omo s$mbolo ener% el da soberaniaE in.elizmente não se #onseg"i" re#onstit"ir a planta e os alçados, isto os te*tos serem obs#"ros e #ontraditórios. )oda- ia, en#ontra-se #laramente e*posta a #on#epção da ar5"ite#t"ra #omo e*pressão de "ma ordem s"prema 5"e permite ao homem separar-se do .l"*o atordoador dos .enómenos nat"rais. Um edi.$#io não pode e*istir sem "m #on2"nto, e mar#a o l"gar 5"e o homem e a ordem da s"a #om"nidade o#"pam no plano da ordem "ni ersal, não podendo e ol"ir o homem senão por ia desta integração. / #i(n#ia se#reta dos Chineses, a geomOnti#a, estabele#e", sob o nome de .eng-sh"i X ento-%g"aY, "ma in.inidade de regras seg"ndo as 5"ais #ada #onstr"ção, 5"e se insere na paisagem, de e ser realizada de maneira 5"e traga .eli#idade. / maneira de 5"al5"er grande #on2"nto de #onstr"ç+es, a #idade est% inteiramente s"bmetida a essas regras, <s mesmas ne#essidades e <s mesmas e*ig(n#ias. / disposição da #apital n"m 5"adrado o" re#tOng"lo remonta < !po#a Han. De #ada lado

en#ontra am-se "ma o" mais portas, e as r"as prin#ipais liga amnas, di idindo assim a #idade em re#tOng"los, no interior dos 5"ais "m emaranhado de r"elas tort"osas se desen ol ia isento de 5"al5"er preo#"pação de ordem. & pal%#io sit"a a-se no ei*o #entral, 5"ase sem- pre a norte, de maneira 5"e a #idade se espalha a perante o :ilho do C!" oltando o se" rosto para s"l. / no a #apital edi.i#ada pelos imperadores 1"ei - )#hZang-ngan, ho2e 1i-ngan, no 1hensi - tinha, 2% na !po#a )Zang, n"merosas #ara#ter$sti#as 5"e pre.ig"ra am o aspe#to 5"e tomo" 'e5"im mais tarde, 5"ando 7"ng-lo, imperador -ing, trans.eri" a #apital de Nan5"im para o Norte, em >?>B. No interior de "m retOng"lo m"ralhado, "m o"tro retOng"lo mais pe5"eno #ontinha os edi.$#ios o.i#iais, os pal%#ios prin#ipes#os e os grandes templos, rodeando estas edi.i#aç+es o próprio pal%#io, 5"e era protegido e en#errado por .ossos e m"ralhas. / #idade de 'e5"im, denominada dos )%rtaros, mostra ainda ho2e nitidamente essa disposição. 7"ng-lo prolongo" "m po"#o para o s"l o retOng"lo 5"e #onti era Thanbali4, a #apital da dinastia 7"anE assim, as torres #om sinos e #$mbalos 5"e se ele a am bem a#ima das #asas, a .im de proteg(las do .ogo e dos inimigos, en#ontram-se agora na parte norte de 'e5"im em ez de se sit"arem ao #entro. Como a #idade imperial, 5"e rodea a o 'al%#io de In erno, os se"s par5"es #om lagos arti.i#iais, os grandes templos e os pal%#ios o#"pa am m"ito espaço na #idade t%rtara, a#res#ento"-se do lado s"l, tamb!m no s!#"lo CD, "ma R#idade #hinesaS - #idade #omer#ial e artesanal, #om a .orma de "m retOng"lo #omprido. Esta #idade era rodeada pela própria m"ralha e espalha a-se por "m terreno maior do 5"e as o.i#inas e as #asas 5"e então podiam o#"par, pois era #on#ebida #omo re.=gio para as !po#as agitadas. & .a#to de não ser "m templo mas o pal%#io imperial o 5"e .orma o #entro do Imp!rio do -eio ! #ara#ter$sti#o da ligação estabele#ida pelos #on."#ianistas entre a religião e a pol$ti#a. Do pal%#io, o imperador, na s"a 5"alidade de :ilho do C!", dispensa a as .orças ben!.i#as sobre o imp!rio. & /ltar da )erra e do C!", o 1alão dos /ntepassados, o )emplo de Con.=#io, do de"s das ;etras e do de"s da K"erra, e depois o #res#ente n=mero de sant"%rios b"distas,

lama$stas e ta"istas, esta am s"bordinados e "nidos < sede do :ilho do C!" #omo as estrelas em olta da Estrela 'olar.

E ol"ção da ar5"ite#t"ra dos pal%#ios Na !po#a Chang, at! as paredes das edi.i#aç+es representati as eram .eitas de terra batida, sendo o telhado "ma simples #obert"ra de palha o" de #anas. &s edi.$#ios mais importantes eram g"arne#idos #om en.eites nas portas, nos pilares e nas igas. En#ontraram-se em Ngan-^ang, #apital dos Chang, obras pl%sti#as ar5"ite#t"rais de m%rmore, .ig"ras de animais e m%s#aras de demónios. / .a#e do tZao-tZieh. 5"e tão .re5"entemente apare#e nos bronzes sagrados desta !po#a, .ig"ra no #imo das paredes e dos pilares. En#ontram-se ig"almente .ragmentos de pint"ras m"rais, e*e#"tadas a ermelho e negro sobre argila amarela, e em parte in#r"stadas de n%#ar e osso. Nelas re#onhe#em-se os drag+es e os tZao-tZieh #omo prin#ipais moti os. 'are#e 5"e desde o .inal da !po#a )#he" se "tilizaram telhas, primeiramente para a prote#ção da #"meeira, e, em seg"ida, na #onsolidação dos beirais do telhado, mas neste #aso ornadas #om os rostos de demónios o" esp$ritos próte#tores. Na !po#a Han, o emprego de telhas 2% tem .ins m=ltiplos, e as pla#as redondas 5"e .e#ham as longas telhas semi-#il$ndri#as estão ornamentadas #om animais orientados nas 5"atro dire#ç+es do #!", e #om #ara#teres de es#rita 5"e prometem a .eli#idade. Krandes pla#as de ti2olo o#o, #om mais de "m metro de #omprimento, .orma am as paredes interiores das #Omaras ."ner%rias. Desenhos lineares em rele o po"#o a#ent"ado, de #a alos, tigres, a es, %r ores, g"ardas e iat"ras en#ontram-se nas la2es de pedra dos t=m"los mais ri#os, e são "m s"bstit"to das pint"ras m"rais .ig"rati as, 5"e 2% nos =ltimos s!#"los antes da nossa era de#ora am os sal+es das grandes personagens. /s pla#as de argila e de pedra do s!#"lo II d. C. do 1ze#hWan e do Cant"m do#"mentam-nos nomeadamente sobre o estado da ar5"ite#t"ra. & telhado em #"r a ainda não se implantara, e a

ligação entre os pilares e as igas, graças a #apit!is-#onsolas, era realizada de maneira singela. &s edi.$#ios dos sal+es eram, em parte, de dois andares6 no r!s-do-#hão os ser idores prepara am a re.eição de #erimónia, 5"e era ser ida na sala do andar s"perior. ;argas es#adarias #ond"ziam ao salão. & desen ol imento 5"e tomo" a ar5"ite#t"ra dos pal%#ios no reinado de Che-H"ang- )i, primeiro imperador )sZin, a partir de HH> a. C., mani.esta os progressos realizados na t!#ni#a da #onstr"ção. &s imperadores Han 5"iseram retomar a magni.i#(n#ia dos edi.$#ios de Che-H"ang- )i 5"e ha iam sido pasto das #hamas 5"ando da 5"eda da dinastia e #"2a glória todos lo" a am ainda. Nas #apitais )#hang-ngan e ;o^ang edi.i#aram-se no os pal%#ios #om torrespórti#os e sal+es de #erimónia imensos #om terraços e galerias. & 5"e ainda ho2e resta da plata.orma em 5"e se ele a a o"trora o salão do 'al%#io 3ei-^ang, em ;o^ang, tem #er#a de #em metros de #omprimento. &s pa ilh+es 5"e se en#ontra am no e*terior da m"ralha da #idade eram rodeados por par5"es zoológi#os, #om lagos, #olinas arti.i#iais e ro#hedos estranhos. &s #ronistas des#re em a ri#a de#oração, os ornatos pre#iosos de bronze e 2ade e os do"rados, 5"e .aziam destes pal%#ios m"ndos mara ilhosos 5"e nada tinham de #om"m #om as #abanas #obertas de palha. & rele o ar5"ite#t"ral pare#e ha er al#ançado o se" apoge" na !po#a Han, #om tigres nos batentes das portas, "rsos s"stentando as igas e drag+es enrolando-se < olta dos pilares. Nas #ol"nas de pedra, #h"-e, 5"e protegem o a#esso aos t=m"los dos Han - dos 5"ais %rios se #onser am no 1ze#hWan - emos reprod"zidos estes rele os ar5"ite#t"rais e estas .ormas gra adas. No de#orrer das !po#as seg"intes a ornamentação em rele o perde progressi amente a importOn#ia, sendo na maioria dos #asos s"bstit"$da pela pint"ra. Dos pal%#ios Han não resta 5"al5"er edi.i#ação e, para o #onhe#imento das seis dinastias da !po#a )Zang at! <s dinastias 1ong e 7"an, emo-nos obrigados a re#orrer aos te*tos 5"e #omportam grande n=mero de des#riç+es. 'or o"tro lado, #omo a ar5"ite#t"ra do templo deri a da dos pal%#ios e não se a.asta dela essen#ialmente nas linhas gerais, os po"#os templos 5"e s"bsistem,

bem #omo os mosteiros 2aponeses, permitem-nos seg"ir a história desta e ol"ção. & sistema de #onsolas .oi melhor #on#ebido, e a #onstr"ção de te#tos e telhados .oi sistemati#amente aper.eiçoada para se obter maior solidez. Depois de "ma s"per- ab"ndOn#ia de de#oraç+es, #hego"-se a "ma relação e5"ilibrada entre #onstr"ção e ornamentaçãoE assim, o telhado de %rias %g"as predomino" sobre o telhado de empena, o 5"al, no entanto, 5"ebrando a #"r a das linhas das arestas, retomo" o predom$nio na !po#a )Zang. &s sal+es dos templos de Nara, no Napão, #omo o de )oshodai2i, no Ho4aido, 5"e .oram #onstr"$dos no s!#"lo DIII e 5"e seg"em de perto os modelos da ar5"ite#t"ra )Zang, t(m "m simples telhado de %rias %g"as, embora o telhado do edi.$#io do 1alão de &"ro de )oshodai2i tenha sido sobrele ado mais tarde. / #onstr"ção sobre pilares de madeira #ontin"a #omo regra na ar5"ite#t"ra #hinesa, e as .ormas deri adas da madeira ser em de modelo 5"ando se emprega 5"al5"er o"tro material. / pint"ra da !po#a 1ong d%-nos "ma ri#a imagem da ar5"ite#t"ra de então, 5"e te e grande predile#ção pelo arran2o de 2ardins, #onstr"ç+es de planta m"ito li re e edi.$#ios gra#iosos. Nela en#ontramos ig"almente a indi#ação do #ar%#ter ar5"ite#t"ral dos pal%#ios, 5"e tamb!m se orienta am para a gra#iosidade, e "m aspe#to mais alegre do 5"e imponente e mais #on.ort% el do 5"e representati o. & salão era sempre ligado aos pa ilh+es por galeriasE pre.eria-se "m gr"po de #onstr"ç+es m!dias ri#amente di.eren#iadas ao predom$nio de "m grande edi.$#io prin#ipal, de maneira 5"e a .orma ."ndamental do salão, embora identi.i#% el, não se disting"ia 2% #laramente dos restantes #orpos. &s ar5"ite#tos #hineses edi.i#aram os pal%#ios dos soberanos e pr$n#ipes mongóis da dinastia 7"an "tilizando este mesmo #rit!rio. No 7ing-tsao 'a#hi, obra em %rios ol"mes sobre ar5"ite#t"ra, apresentada ao imperador pelo ar5"ite#to do estado ;i--ing-Chong, em >>II, pode er-se at! 5"e ponto este estilo e esta t!#ni#a de #onstr"ção se desen ol eram e .i*aram na !po#a 1ong. & aspe#to sobre#arregado não apare#e, na !po#a -ing e )sZing, senão nas pe5"enas edi.i#aç+es ane*as, #omo as torres de #anto da Cidade 'roibida, #om os se"s telhados .antasistas, e nos pa ilh+es

de 2ardim. &s grandes edi.$#ios .i#am < parte, ma#iços e isolados.. #omo o do grande 1alão dos 1a#ri.$#ios 5"e 7"ng-lo, imperador -ing, .ez #onstr"ir em >?IG em .rente do se" t=m"lo, a norte de 'e5"im. /s paredes são lisas e grossasE na armação, a madeira ! "tilizada #om prodigalidade para dar a impressão de peso e de ri5"eza. Entre as poderosas massas se eras da parede e do telhado #omprimem-se .ormas mi=das de pint"ras e #inzelagens 5"e, na ar5"ite#t"ra )sZing, poss"em "ma apar(n#ia de barro#o tardio mas sem o #om"ni#arem, no entanto, ao resto do edi.$#io. 1omente o e*agero 5"e os Naponeses dei*aram desen ol er sem limites nos ma"sol!"s dos *óg"ns )o4"gaWa, em Ni44o, no .im do s!#"lo CDII.. nos mostra esta origemE ! "ma arte menor, sem relação #om a ar5"ite#t"ra, pro2e#tada para al!m das s"as nat"rais dimens+es, "m irt"osismo 5"e, em #onse5V(n#ia da repetição imposta pela importOn#ia das s"as ."nç+es, se torna .inalmente assaz .atigante. / par da Cidade 'roibida, o 1alão das &raç+es /n"ais, no )emplo do C!", em 'e5"im, ! tamb!m #ara#ter$sti#o desta !po#a. :oi #onstr"$do em >B@? #om a s"a .orma a#t"al, mas depois de "m in#(ndio, em >\\G, o edi.$#io, #om os se"s J\ metros de alt"ra, te e de ser re.eito. No sentido ar5"ite#tóni#o, não ! erdadeiro salão, por5"e poss"i e*#ep#ionalmente planta redonda. No asto p%tio, rodeado por sal+es laterais e pórti#os, erg"e-se o salão sobre "m triplo terraço. & #orpo da #onstr"ção - s$mbolo das .orças 5"e se #on2"gam para "nirem as in.l"(n#ias do #!" e da terra- pode abranger-se #lara e .a#ilmente n"m relan#e. 3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

O )éculo +, Cer#a de >JII, o m"ndo inteiro, de 'alermo a ]"ioto, m"do" iolentamente de .isionomia. Kengis#ão X>>AH- >HHBY e :rederi#o II X>>G?->H@IY esti eram na origem desta m"dança. / E"ropa en#e" po"#o a po"#o o se" atraso em relação < China, 5"e sob o dom$nio

dos -ongóis empobre#e" em homens e em bens. Um importante n=mero de #hineses emigro", no s!#"lo CIII, para o Napão, onde, desde o ini#io do s!#"lo, em Tama4"ra, "m regente en!rgi#o go erna a o pa$s e esta a pronto a a#olher os imigrantes. 'or d"as ezes, em >HB? e em >H\?, os -ongóis tentaram a #on5"ista do Napão, mas o R ento dos de"sesS .a ore#e" os Naponeses, .azendo soçobrar a .rota mongóli#a. Nesta !po#a, o Napão so.re" a .orte in.l"(n#ia da pint"ra 1ong. &s 5"atro grandes mestres #hineses da !po#a 7"an #riaram "m estilo inteiramente no o, #om as s"as obras pi#t"rais, #laras e .re5"entemente transparentes, de "ma .res#"ra o"tonal. / ri5"eza das tonalidades, as n" ens aporosas e en ol entes, os e.eitos de atmos.era, 5"e #on.eriam <s paisagens 1ong "m ambiente tão po!ti#o, desapare#eram simplesmente. /o mesmo tempo, os pintores abandonaram a #omposição por to5"es s"#essi os e pintaram grandes istas de #on2"nto de densa #omposição. 'or o"tro lado, realizaram o antigo ideal do pintor-poeta, seg"ndo o 5"al era dese2% el 5"e 5"al5"er pintor .osse sim"ltOneamente poeta. &s 5"atro grandes - H"ang Tong-Wang, 3"- )#hen, 3ang--eng e Ni)san -, sem .alarmos dos se"s dis#$p"los, poder-se-iam #ontar entre os maiores mestres da história "ni ersal da arte. Nenh"m, #ont"do, ig"ala Ni-)san X>JI>->JB?Y, 5"e ! ao mesmo tempo "m grande poeta l$ri#o e o mestre das paisagens em 5"e, 5"ando m"ito, o abrigo de "m telhado o" alg"mas #abanas desertas e o#am a h"manidade. Ni- )san es#re ia poemas, 5"e mais tarde .oram #opiados e p"bli#ados separadamente. 9 #onsiderado ao mesmo tempo #omo o tipo #l%ssi#o do poeta l$ri#o, desprendido do m"ndo, solit%rio e ligeiramente misantropo, e #omo o mais p"ro representante de "m estilo paisagista 5"e #onseg"e mani.estar, #om as linhas e as man#has de tinta raras e deli#adas, a solidão da nat"reza. Uma ins#rição em prosa de >J@J .ala da s"a melan#olia, 5"e n"n#a ! sot"rna, por5"e sabe ser #apaz da amizade e da alegria6 No .im do In erno de >J@H 5"is ir a 3"-1ong. / bar#a passo" em .rente de :o"-li. Como o elho X;o"Y. 1ian-s" a$ tinha "ma #asa

onde i ia retirado, prendi a minha bar#a na ilha do s"l. -"do" a l"a 5"atro ezes. & .ilho mais no o de 1ian-s", Ch"-^ang, tinha-se tornado, seg"indo #aminhos se#retos, "m mestre dos P#hap!"s amarelosQ Xos ta"istasY. 8an5"eteamo-nos #om inho e #om poesia. No ig!simo dia do ter#eiro m(s es#re e" "m poema, eio ter #omigo e o.ere#e"-mo. ;ogo pintei esta paisagem, 5"e lhe o.ere#i, dizendo-lhe 5"e se 3ang--eng XCh"--ingY o isse, teria #ertamente "m ata5"e de riso. /5"ele 5"e ai errando #omo as ondas6 Ni- )san. / imagem poss"i no lado es5"erdo "m seg"ndo poema de 1in-'en, poeta e pintor #!lebre, 5"e tinha #onhe#ido Ni- )san e 5"e pro."ndamente deplora a perda do grande mestre6 / #orrente da l"z a.asta po"#o a po"#o a onda ."giti a. 'oesia e pint"ra, ho" e, sim, no tempo de 7ong Ho. E embora o gro" de ;iao isite ainda as elhas paredes, os antigos l"gares, 5"ase nada .i#a do esp$rito de o"trora. /s la#as Na mesma !po#a -.inal do s!#"lo CID-, apare#e "ma .orma de arte 5"e se in#l"i entre o 5"e o E*tremo &riente #rio" de mais original, a arte da la#a. Uma ez mais, ! aos peregrinos 2aponeses na China e ao amor dos b"distas `en 2aponeses pela arte #hinesa 5"e de emos a possibilidade deste est"do. Entre estes amadores #onta am-se então, no primeiro plano, os regentes e os *óg"ns, 5"e desde o s!#"lo CID go erna am em ]"ioto. Dese2ando poss"ir imagens e ob2e#tos #hineses para a #erimUnia do #h%, 5"e então #omeça a a desempenhar "ma ."nção importante na #i ilização 2aponesa, os se"s mandat%rios ad5"iriam em )sia-sing, perto de Hang-Che", bande2as e #ai*as de per."me de la#a ermelha es#"lpida. &s mestres )#hang )#hZeng e 7ang -ao, 5"e assinaram estes ob2e#tos #om "m .ino ris#o de ag"lha, ganharam a #elebridade por ia do Napão. No templo `en, em ]"ioto, #onser am-se 5"atro das s"as obras. -as em bre e a s"a t!#ni#a te e imitadores no Napão, onde "m mestre se disting"ia 5"ando re#ebia o t$t"lo honor$.i#o de 7osei.

&s mestres 7osei trabalham ainda ho2e, na s"a ig!sima seg"nda geraçãoE pode en#omendar-se-lhes "ma la#a #inzelada no estilo de )#hang )#hZeng, 5"e di.i#ilmente se disting"ir% de "m original antigo. / s"a .ama #hego" at! < #orte do imperador da China, o en!rgi#o 7ong-lo X>?IJ->?H?Y. )er#eiro imperador da dinastia -ing, e*p"lso" os -ongóis, trans.eri" de no o a #apital para 'e5"im e 5"is 5"e esta .osse dignamente de#orada. 'ara as o.i#inas da #orte, reno adas graças aos se"s #"idados, #hamo" os mestres de )siasing, 5"e in.elizmente tinham .ale#ido entretanto. :oram os se"s des#endentes 5"em introd"zi" em 'e5"im a t!#ni#a da la#a #inzelada. Como o"trora, assim ho2e se #onsidera "ma la#a da !po#a 7ong-lo o" 1i"an-to #omo "ma obra-prima do se" g(nero.L...M 3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

O século +- - a escola de Che.iang e de /u Com o s!#"lo CD pare#e 5"e renas#e na China a arte na !po#a 1ong. & imperador 1inan-to X>?HA - >?J@Y, 5"e tamb!m pinta a, .ez #om 5"e iesse para a #orte de 'e5"im "m gr"po de mestres da antiga #apital 1ong - Hang-Che" e arredores -, 5"e pinta am seg"ndo o estilo da /ntiga /#ademia. ]"anto a es#"lt"ra, a história da arte po"#o se o#"po" ainda #om a R!po#a tardiaS, a prete*to de 5"e as obras posteriores < !po#a )ang não mere#em ser #onsideradas. & 5"e poss"$mos 5"anto a ins#riç+es a"t(nti#as e a obras 5"e podem datar-se não ! m"ito importante e, entre as raras peças de 5"e dispomos, "ma .ig"ra de bronze representando "ma di indade ta"ista ainda não determinada, de >?H?, não in#ita de modo alg"m a #ombater o pre#on#eito geral. )oda ia, mostra 5"e o sentido pl%sti#o não esta a inteiramente morto na China e 5"e ainda se sabia m"ito bem modelar "ma .orma e ."ndi-la depois no material s"a e e .l"ido 5"e ! o bronze. L...M Estando a pint"ra olta a moda, na China, toda ia, ! imposs$ el re#omeçar literalmente "ma arte, e mesmo "m grande mestre não

o #onseg"iria, ainda 5"e o dese2asse. /ssim, as obras da Es#ola de Che-4iang, 5"e .lores#e por olta de >@II, ganham em bre e "m aspe#to di.erente dos se"s modelos dos anos >HII. / atmos.era, o ass"nto #heio de sentimento, esbatem-se perante os temas narrati os, 5"e, #ont"do, podem ter desempenhado na !po#a 1ong "m papel mais importante do 5"e se possa ho2e imaginar. /ssinalemos, por e*emplo "ma pint"ra de 1in ;in, "m dos grandes pintores de Che4iang, 5"e #er#a de >@II i ia, m"ito respeitado, na #orte de 'e5"im. )rata-se da 'aisagem de In erno, 5"e .az parte da s!rie per.eitamente #onser ada das paisagens nas 5"atro estaç+es do ano, tendo #ada "ma a s"a #ena. 1in ;in não in ento" esta, 5"e, isi elmente, .oi retomada .ielmente de "ma obra de ;i ;ong-mien e transposta para o g!nero em oga no se" tempo. )rata-se da história, m"ito apre#iada, de 7"an-/n, 5"e i ia nos tempos dos Han. Ho" era então "ma grande pen=ria, de ido < 5"eda de m"ita ne e, e todas as #om"ni#aç+es esta am interrompidas, en5"anto m"itos habitantes morriam de .ome. :izeram-se es.orços de a"*$lio e, n"ma dessas dilig(n#ias, #hego"se a "ma 5"inta blo5"eada pela ne e onde se não ia nenh"m sinal de pegadas. Com grande s"rpresa dos sal adores, 7"an-/n esta a na s"a #ama, lendo pla#idamente, embora so.resse #om a .ome. 'erg"ntando-se-lhe por 5"e não tenta a, #omo todos, en#ontrar algo para #omer, de" "ma #!lebre resposta6 R/ es#assez ! tamanha 5"e ning"!m tem nada para darE e, assim, ! in=til dimin"ir ainda mais as magras raç+es alheiasS. 7"an- /n torno"-se po"#o depois "m alto ."n#ion%rio e o modelo da isenção e da in#orr"ptibilidade. Na pint"ra de ;in 1in l(-se esta 5"adra6 Dorme na ne e e no ento, a s"a porta est% .e#hada, 'asso" al!m da .ome, de todo #"idado se liberto". 'or5"e iria ."gir do .rio, introd"zir-se na id!ia dos o"tros, 'or5"e iria < #idade pedir 5"e se o#"passem dele0 Ha ia mil anos 5"e os pintores #"lti a am .re5Ventemente este tema - nomeadamente "m mestre tão importante #omo ;i ;ongmien, #er#a de >>II. / s"a pint"ra perde"-se, mas e*iste "ma des#rição datada de >AII, p"bli#ada por 1ong )#heng-ts!, no se" Teng-ts" Hsia"-Hsia-t#hi, e trad"zida por /. E. -e^er, na s"a

e*a"sti a monogra.ia sobre ;i ;ong-mien. Eis a des#rição6 N"ma paisagem de in erno, #om altas montanhas #obertas por %r ores, (-se 7"an-/n deitado. & se" rosto mani.esta a e*pressão de "ma serena indi.erença. & pre.eito #hega a #a alo. Um homem, perto dele, #ond"z a montada, en5"anto o"tra personagem o abriga #om "m g"arda-sol. 'are#em estar 2% de partida, 5"ando "m homem bate < porta e olta a #abeça, pronto a seg"i-los. Estamos habilitados a rela#ionar tão e*a#tamente a representação e a des#rição 5"e nos seria poss$ el .azer "ma id!ia, pelo menos apro*imati a, da obra perdida de ;i ;ong-mien e da pint"ra das personagens, tão apre#iada então. /l!m da Es#ola de Che4iang, ha ia na China, por olta de >@II, "m grande n=mero de o"tros mestres eminentes 5"e se mantinha a.astado de 'e5"im e da s"a #orte. 1ão agr"pados sob o nome de Es#ola de 3", por5"e os se"s mais not% eis representantes, os 5"atro grandes mestres da !po#a -ing, i iam em 1"-)#he", na antiga pro $n#ia de 3", e, #om "ma e*#epção apenas, eram origin%rios da$. Não poss"$am de#erto o dese2o de pintar por en#omenda do imperador o" dos se"s amigos, seg"ndo os prin#$pios da /#ademia 1ong. Chen )#he", )Zang 7ing e 3en )#heng-ming eram pessoas de alta #"lt"ra, independentes e ri#os, s".i#iente- mente artistas e grandes senhores para admitirem no se" #$r#"lo e a2"darem Tie" 7ing, pobre mas m"ito dotado, 5"e não passara por e*ame alg"m e 5"e primeiro ti era 5"e ganhar o se" s"stento #omo oper%rio la5"ista. Chen )#he" e )Zang 7ing #onta am-se ig"almente entre os melhores poetas do s!#"lo CD. &s 5"atro mestres tinham "m erdadeiro amor pelos ersos de 1in ;in, 5"e atr%s #it%mos e não seg"iam as id!ias de 5"al5"er o"tro. )Zang 7ing #ontenta a-se em pintar m"ito #"idadosamente personagens e .ig"ras de m"lheresE Tie" 7ing era at! #onsiderado "m espe#ialista do g!nero mas, #omo os o"tros, pinta a e*#elentes paisagens no Pestilo liter%rioQ, o" se2a, #onsoante as id!ias dos membros deste #$r#"lo, para 5"em "m poema alia mais do 5"e "m .a or imperial. Kosta am ainda de pintar alg"mas .lores o" ro#hedos - a 5"e se da a o nome de P2ogos de tintaQ, e 5"e são mais e*er#$#ios gr%.i#os do 5"e representaç+es

ob2e#ti as. Neste g!nero dos P2ogos de tintaQ podem #lassi.i#ar-se os CrisOntemos, de 3en )#heng-mingE este tema simples e e*a#to ! .re5Ventemente "tilizado pelos pintores letrados, homens de grande #"lt"ra para 5"em a arte, de a#ordo #om a e*ig(n#ia de Con.=#io, era "ma distra#ção, e 5"e não #on#ebiam nem a poesia nem a pint"ra #omo "m modo de ida. Na ag"ada de )#heng-ming en#ontra-se este bre e poema6 'esam #om a geada as .lores no nono m(s de &"tono E pare#em abandonadas as esta#as dos #risOntemos. -as 7"an-ming gosta a imenso de (-Ias E todos os dias passa a em torno da sebe do leste. No E*tremo &riente estes ersos singelos não pre#isam de #oment%rio, pois 5"e todos, e não somente os letrados, #onhe#em o poema da 1ebe do ;este de )Zao 7"an-ming XJA@-?HBY6 Constr"$ a minha #asa no meio do pa$s dos homens, -as não se o" e nela o r"$do da s"a passagem. E, se me perg"ntas a razão, e" digo6 )enho o #oração m"ito longe - estiolo" por si. Na sebe do lado leste o#iosamente apanho #risOntemosE De2o do me" lo#al tran5Vilo a -ontanha do 1"l, Com "m sopro tão belo ao #rep=s#"lo. :ilas de p%ssaros oam aos pares. )"do isto tem "m pro."ndo sentido, E bem o 5"eria dizer - mas es5"e#i a pala ra. Kraças a estes ersos, os #risOntemos tornaram-se, desde h% "m mil!nio e meio, no E*tremo &riente, o s$mbolo da ida simples e nat"ral, perpassada pela melan#olia do &"tono e da ren=n#ia, a.astada do asto m"ndo. 3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

O )éculo +0

-ani.esta-se "ma #erta renit(n#ia em apli#ar < arte do E*tremo &riente termos #omo Par#ai#oQ, P#l%ssi#oQ o" PmaneiristaQ, 5"e t(m "m emprego #orrente na história da arte e"rop!ia. 1em d= ida 5"e tamb!m no E*tremo &riente e*istem pontos m%*imos e m!dios, mas o 5"e de .a#to #ara#teriza a s"a arte e a disting"e da e"ropeia ! pre#isamente a d"ração e a #ontin"idade, tornando di.$#il a "tilização das noç+es de progresso e de#l$nio, 5"e press"p+em altos e bai*os nas predisposiç+es art$sti#as, #onsoante "m ritmo determinado e .atal. 1e se pode .alar na E"ropa de "ma arte #l%ssi#a no s!#"lo D a. C. e de o"tra, #er#a de >@II d. C., entre as 5"ais pare#em #ontar-se longos per$odos est!reis, re#onhe#em-se ho2e no E*tremo &riente pontos altos, por olta de >>II e JII a. C., e B@I e >@II d.C., mas só #om a pres"nção da ignorOn#ia se poderia a.irmar 5"e os s!#"los ainda obs#"ros representem "m de#l$nio o" "ma 5"eda. 1implesmente ainda não .oram e*plorados, e 5"ase mensalmente #hegam do E*tremo &riente relatórios sobre no as es#a aç+es, no as des#obertas e no os trabalhos, at! mesmo a respeito de ass"ntos 5"e se 2"lga a h% m"ito estarem #onhe#idos o" 5"e se tinham #lassi.i#ado #om e*#essi a pressa. &s próprios #hineses empregam e*press+es #omo os R5"atro mestresS da !po#a 7"an, os R5"atro mestresS da !po#a -ing, os Roito originaisS de 7ang )#he", et#. 'or R5"atro mestresS da !po#a -ing designam o 5"e nós #hamar$amos os se"s #l%ssi#os de apro*imadamente >@II. 'osteriormente, os #hineses do s!#"lo CDI deram-se #onta de 5"e "m Chen )#he" e "m )Zang 7in, "m 3en )#heng-ming e "m Tie" 7ing #onstit"$ram pontos de re.er(n#ia para os artistas - e não apenas para os pintores-, de tal maneira 5"e nenh"m 5"eria .i#ar a5"!m deles. L...M Na China, tamb!m desde meados do s!#"lo CDI, não apenas as .ormas se a.inaram e se tornaram isi elmente #onstr"$das #om total #ons#i(n#ia #omo ainda se arris#am harmonias de #or m"ito mais o"sadas, #laras e l"minosas. Nas artes de#orati as o primeiro plano perten#e < por#elana. Desde o s!#"lo DIII 5"e era ob2e#to de e*portaç+es para a Fsia -enor.

H%r"ne al ,ashid poss"$a "m gabinete #om por#elanas #hinesas, o 5"e não poderia #a"sar espanto pois 5"e, se ho" e l"gar .ora da China onde se so"besse apre#iar as 5"alidades da por#elana #hinesa, esse l"gar .oi de#erto o 'ró*imo &riente. Desde o s!#"lo CID 5"e "m #ontin"o .orne#imento de #erOmi#as #hinesas toma a o #aminho do &#idente, #hegando alg"mas peças at! < E"ropa e ganhando #onsider% el preço d"rante a iagem. :oi em >@>B 5"e os na ios port"g"eses #hegaram pela primeira ez a Cantão, a .im de estabele#erem relaç+es #omer#iais dire#tas #om a China, o" se2a, antes de mais, #omprar as por#elanas #hinesas no lo#al de origem. Em tal .a#to os Chineses iram "ma homenagem prestada < s"a arte e assim não sentiram a tentação de adaptar, para e*portação, as .ormas e moti os das de#oraç+es ao gosto dos #lientes e"rope"s. No entanto, sem 5"e tenha ha ido in.l"(n#ia estrangeira, obser amos #er#a de >@@I tentati as a"da#iosas6 moti os no os, em .orma de .ai*as, e 2"nç+es de #ores 5"e 5"atro#entos anos mais tarde são parti#"larmente apre#iadas. )al ez tenha sido a pint"ra moderna 5"e nos tomo" sens$ eis < a"d%#ia das .ormas - por e*emplo, dos pei*es - na por#elana da !po#a Tia-tsing, e 5"e nos ensino" a apre#iar os e.eitos l"minosos, absol"tamente irreais, do amarelo dos esmaltes. Este amarelo o.ere#e, 2"ntamente #om o az"l #obalto e o erde, #ores d"rante m"ito tempo tradi#ionais da #erOmi#a #hinesa, no os e pro."ndos #ontrastes. /l!m das por#elanas, #onser o"-se "m n=mero relati amente ele ado de obras de la#a da !po#a 3an-;i X>@BJ- >A>GY, e "m pe5"eno arm%rio de la#a ermelha talhada, datado de >@G\, mostra o estilo da !po#a. & tema 5"e de#ora as di ersas almo.adas, di ididas #om m"ita #lareza, ! o dos drag+es na #aça <s Rp!rolas da .eli#idadeS, rodeadas originariamente por #hamas, s$mbolo de longa ida e da re elação b=di#a do nir ana, e moti o de#orati o desde h% m"ito "sado na arte #hinesa. & desenho dos #orpos, de #ontornos ond"lantes em longas linhas irreg"lares, não podia ser mais i o. & ."ndo est% inteiramente de#orado #om %g"as e n" ens, e as mold"ras e #oi#eiras estão ornadas #om grinaldas. Embora nenh"ma s"per.$#ie este2a li re, t"do ! #laro e .%#il de apreender

n"m relan#eE nenh"ma grinalda ! demasiado espessa o" sobre#arregadaE o desenho permite ao gra ador, seg"indo-o de perto, gra ar #ada linha o" #ada .orma #om nitidez e pre#isão. 1e se passa a mão na s"per.$#ie deste arm%rio, não se sente nenh"ma aspereza o" sali(n#ia irreg"lar. E a mão, .re5Ventemente, ! mais apta a dete#tar a a"tenti#idade de "ma obra de la#a o", mesmo, .i*ar-lhe a s"a idade. 9 sobret"do no .inal do s!#"lo CDIII 5"e as la#as gra adas apresentam por ezes traços ag"dos em arestas 5"e desagradam ao ta#to. 'elo #ontr%rio, a not% el #on#epção e a e*#elente e*e#"ção da !po#a 3an-;i satis.azem 5"er o gosto 5"er a mão 5"e se sir a destes ob2e#tos. / maior .ig"ra desta !po#a ! )ong Ti-t#hZang X>@@@- >AJAY, #"2a ida ! o modelo ideal de "m pintor letrado #hin(s. /os J? anos, admitido aos mais altos e*ames de Estado, passo" imediatamente para a /#ademia Han-lin, o 5"e signi.i#a a 5"e #onhe#ia de #or os #l%ssi#os e 5"e al!m disso era #apaz de #oment%-los de maneira tão i a 5"e dele se espera a mais do 5"e de "m "lgar #andidato. 1eg"ndo a .iloso.ia #hinesa, todos os dias #ada pessoa - e prin#ipalmente o ."n#ion%rio - ! #olo#ada perante de#is+es a tomar, 5"e nenh"ma lei pode determinar pre iamente. Eis por 5"e razão os Chineses 5"anto menos importOn#ia dão <s leis e aos de#retos tanto mais esperam 5"e as pessoas sit"adas em postos#ha e se2am seg"ras, insens$ eis <s in.l"(n#ias, #ons#ien#iosas e respeitadoras do direito. )ong Ti-t#hZang 2% no se" tempo passa a por ser "m modelo neste g!nero. /os JG anos .oi es#olhido #omo pre#eptor do pr$n#ipe herdeiro e seg"idamente tomo" di ersos #argos ele ados6 2"iz, #omiss%rio de ed"#ação e at! #omiss%rio pro in#ial das .inanças. / id!ia moderna da espe#ialização era ainda inteiramente alheia a este ideal de #"lt"ra h"manista. Na #orte de 'e5"im ha ia dois partidos 5"e então se op"nham6 o dos e"n"#os, dirigido por 3ei )#hong-sien, 5"e o imperador o" ia #om demasiada .re5V(n#ia, e o dos ministros e altos ."n#ion%rios. Entre estas intrigas, )ong Ti-t#hZang mante e toda a s"a lealdade e, 5"ando pretenderam a.ast%-lo o.ere#endo-lhe "m l"gar mais importante, demiti"-se de todas as s"as ."nç+es. D"rante mais de inte anos, i e" retirado não longe de Hang-Che", pintando,

es#re endo ensaios e tornando-se o #onselheiro de "m importante #ir#"lo de amigos 5"e se interessa am pelas artes e pelas letras. )orno"-se ig"almente grande #onhe#edor de te*tos e 5"adros antigos6 "ma peça ostentando a s"a assinat"ra era prati#amente indis#"t$ el. Em >AHI, o se" antigo al"no sobe ao trono, mas .ale#e depois de "m ano no go erno. & s"#essor #on.eri" a )ong Ti-t#hZang as mais honrosas ."nç+es. Não tendo, por!m, #onseg"ido impor-se #ontra o poderoso partido dos e"n"#os, )ong retiro"-se no amente. 1omente em >AHB .oram a.astados os e"n"#os, e )ong i" então re#ompensada a s"a isenção e .irmeza. Con.io"-se de no o a este homem #om setenta e sete anos a ed"#ação do pr$n#ipe herdeiro, ."nção esta 5"e desempenho" at! aos oitenta anos. -"itas obras lhe são atrib"$das, mas ning"!m sabe ho2e #om e*a#tidão o 5"e ele próprio pinto". Dadas as s"as altas ."nç+es, n"merosos amigos 5"iseram poss"ir "ma pint"ra o" "m a"tógra.o deste homem #!lebre, 5"e, se di.i#ilmente podia re#"sar-se, não tinha dese2o alg"m de e*e#"tar estas n"merosas en#omendas #omo se .osse "m 2o em en#arregado. E, assim, ensino" os se"s dois al"nos mais dotados a pintar no se" estilo, assinando ele as imagens e a#res#entando X#onsoante o n$ el so#ial do destinat%rio, a #rer-se em mal! olos #r$ti#osY "ma ins#rição mais o" menos longa. Demo-nos perante #on#epç+es sobre a propriedade art$sti#a e a originalidade da personalidade do artista #ompletamente di.erente das e"rop!ias. /li%s, temos a #erteza de o n$ el da s"a pint"ra #orresponder < s"a in#ontest% el dignidade moral, por5"e na pint"ra #hinesa, li re, independente de 5"al5"er en#omenda, em #ada imagem o 5"e #onta ! a e*pressão do ideal moral e não apenas a assinat"ra pessoal do a"tor. L...M 1eria erro gra e #onsiderar a pint"ra #hinesa, por olta de >AII, #omo simplesmente moralista, o" at! did%#ti#a e sem h"mor, en5"anto a 2aponesa teria "ma tend(n#ia est!ti#a e po!ti#a. Um le5"e #om ."ndo de o"ro da !po#a 3an-;i, 5"e se en#ontra a o"trora na #ole#ção do imperador TZang-hsi, tem a assinat"ra de 1"n TZo-h"ng, o 5"e origina alg"mas d= idas. 9 poss$ el 5"e se trate de pintor "m po"#o mais no o, ;an 7ing, 5"e #onhe#emos graças a

pint"ras deste g!nero. &s moti os representados no le5"e de 3"-tcong perten#em < imag!ti#a das .lores e das a es. D(-se nos ramos de "ma pa"ló nia "m pardal de m%s#ara. Isso 2% ! "m 2ogo de pala ras, por5"e o p%ssaro em #hin(s #hama-se 3"-tZong, #omo a %r ore. E ambos poss"em 5"alidades apro*imadas6 da %r ore 3"-tZong, diz-se 5"e R#onhe#e o &"tonoS e 5"e no primeiro dia desta estação dei*a #air as primeiras .olhasE o pardal ! "ma a e migradora 5"e no Derão ai para o Norte e #om os primeiros .res#ores do &"tono regressa < China Central. Esta imagem representa, portanto, "m dese2o de .res#"ra, e*presso ao poss"idor do le5"e, em per.eita #on.ormidade #om o "so pr%ti#o do ob2e#to, e a assinat"ra indi#a 5"e o le5"e .oi pintado n"m dia de Derão. L...M 3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG

O século +1 Na história da arte e"rop!ia, o s!#"lo CDII e o#a "ma .e#"ndidade e "ma ab"ndOn#ia parti#"lares. &s nomes dos grandes e pe5"enos mestres - ,"bens e ,embrandt, 8ernini e os holandeses a#"m"lam-se, .ormando "ma m"ltidão no nosso esp$rito. & mesmo não a#onte#e 5"anto ao E*tremo &riente. )ong Ti-t#hZang, os indi id"alistas, Tao 4Zi pZei, Toets", 1otats" e Torin não perten#em menos do 5"e os se"s #ontemporOneos e"rope"s < história "ni ersal da arte. E a pai*ão de #ole##ionar, no Napão, na /m!ri#a e, em menor es#ala, na E"ropa, #on#entra-se ho2e 5"ase e*#l"si amente na pint"ra #hinesa do s!#"lo CDII. & a#onte#imento mais #onsider% el do s!#"lo CDII .oi a in asão dos -an#h"s, 5"e, em >A??, se instalaram no trono de 'e5"im, sob o nome, de dinastia )sZing. Desde o ini#io do s!#"lo 5"e os partidos e as .a#ç+es ha iam perdido 5"al5"er #onsideração 5"anto aos interesses gerais s"periores. /#ossado por "ma sit"ação ins"stent% el, "m dos partidos a#abo" por #hamar os izinhos

t"ng"ses, os -an#h"s, 5"e des#eram do Norte e p"seram termo ao #aos, por "m golpe de Estado. &s -an#h"s .i#aram, o#"param o trono imperial, #on5"istaram o #on2"nto do pa$s e imp"seram aos habitantes, #omo sinal de s"bmissão e sob pena de morte, o "so da trança. Este sinal in.amante de "m dom$nio estrangeiro a.e#to" e transtorno" os Chineses no mais pro."ndo de si mesmos. &s te*tos históri#os relatam 5"e ho" e in=meros s"i#$dios de homens importantes. 9 #erto 5"e os monges b"distas não eram obrigados a "sar trança, estando a"torizados a rapar o #abelo. Com "ma pre#isão 5"ase #ient$.i#a, pode s"por-se 5"e a geração nas#ida entre >A>I e >AJI se i" #ompletamente isolada do resto da pop"lação, e 5"e por s"a ontade se #olo#o" estritamente < parte, ainda 5"e tenha ha ido, #omo sempre, alg"mas e*#epç+es a esta regra. &ra, todos os grandes pintores denominados indi id"alistas nas#eram d"rante esses dois de#!nios, en5"anto os 5"e nas#eram depois de >AJI, #omo 3ang-H"ei X>AJH->BHIY, em >A?? ainda m"ito no os para .i#arem seriamente a.e#tados pelos a#onte#imentos, ti eram o"tras #on#epç+es e b"s#aram no as .inalidades. Não ! por a#aso 5"e 5"ase todos os indi id"alistas se .izeram mongesE alg"ns por raz+es .ormais e anteriormente a >A??, mas a maioria depois desta data e sem 5"e se possa a#reditar inteiramente no moti o religioso de tal atit"de. 1eg"ndo do#"mentos re#entemente des#obertos, #onhe#emos agora a !po#a em 5"e i eram os mais #onhe#idos destes monges pintores, 5"e se retiraram da so#iedade para, .re5Ventemente, errarem atra !s do pa$s6 Hong-2en, >A>I->AAJE Tong-Hien, >A>A->A\GE Che-TZi, >A>B>A\IE 'a-ta Chan-2en, >AHA->BI@, apro*imadamenteE Che-tZao, >AJI->BIB. &s dois =ltimos perten#iam a ramos #olaterais da #asa imperial destronada e tinham ainda mais raz+es do 5"e os o"tros para se dissim"larem sob as estes mona#ais e desapare#erem nas ordens b=di#as. Nas s"as obras, ! a paisagem 5"e tem a maior importOn#ia. Hong2en pinta-a #om .in"ra e deli#adezaE poss"$a o traço de pin#el de "m Ni-)san, 5"e pare#e renas#er nas s"as obras e se toma então

"m modelo. &s o"tros artistas pintam #om maior larg"eza e liberdade e e*e#"tam - .a#to s"rpreendente na !po#a - o . 5"e poderia #hamar-se Rretratos de paisagensS. /s pint"ras de Che-TZi #on idam a isitar as montanhas 5"e rodeiam Nan5"im, onde era abade de "m mosteiro, a .im de reen#ontrar as paisagens das s"as obras. Tong-Hien pinto" ig"almente n"merosas paisagens das montanhas para al!m de Nan5"im, nas 5"ais #onstr"$ra o se" eremit!rio. /s .ormas, #riadas #om e*trema nitidez, permitem identi.i#ar imediatamente as s"as pint"ras. E mesmo 5"ando o lo#al não ! indi#ado, #omo no #aso da grande e magn$.i#a PpaisagemQ de 'a-ta Chan-2en, #r(-se poder sit"%-lo na margem do lago 'o- 7ang, na região perto do Ianse5"ião. / aldeia, #om a torre de igia, o pagode, as #abanas e as bar#as, mostra-se n"ma ista de #on2"nto m"ito e*a#ta e n"ma representação m"ito #on#reta de "ma aldeia de pes#adores da China Central. Não se trata, de maneira nenh"ma, de "m 5"adro de #ost"mes6 não se ( personagem alg"ma e, 5"ando m"ito, nas d"as bar#as < ela pode adi inhar-se a s"a presença. 'are#e 5"e tais pormenores pre2"di#ariam a obra, 5"e, < #aligra.ia genial das linhas e dos to5"es, ora s"a es, ora pro."ndos, a#res#enta o real#e de "m po"#o de ermelho a#astanhado e de az"l-es erdeado. / mesma #aligra.ia, genial, e 5"ase sempre e*e#"tada em #ontraste de pormenores, os mesmos real#es de ermelho e az"l 5"e tão #laramente #ara#terizam este estilo en#ontram-se em ChetZao, "m dos membros da .am$lia imperial 5"e se .ez monge e ia2o" atra !s da China, antes de se instalar em 7ang-t#he". & se" Flb"m das -ontanhas de ;o-." #ont!m doze paisagens, #"2o nome se l( nas ins#riç+es. Na =ltima .olha, Che-tZao indi#a 5"e, ha ia m"ito, dese2a a ir er as montanhas de ;o-." na China do 1"l e 5"e #onseg"i" .az(-lo pro a elmente entre >AAI e >ABIE .i*o" #ada "m dos aspe#tos, #omo n"m di%rio de iagem, onde #olo#a tamb!m "ma o" o"tra personagem e .re5"entemente #om m"ito esp$rito. & li ro de esboços de Che-tZao pare#e, portanto, despertar no mais alto gra" a #"riosidade e o interesse, #omo o do se" #ontemporOneo ,embrandt. )oda ia, seria errado #rer 5"e Che-tZao se limito" a pintar apenas as paisagens 5"e iaE só depois de "ma

longa #ontemplação e apenas no .im da s"a iagem pinto" estas doze .olhas - para as 5"ais es#re e", n"ma #aligra.ia in.elizmente demasiado genial para 5"e possa ser sempre leg$ el, "m te*to relati o <s lendas e <s histórias dos di.erentes l"gares. 'ode perg"ntar-se por 5"e eram estes pintores - os mais pessoais, os mais independentes e desprendidos da ida, estes indi id"alistas 5"e re2eita am todas as #on enç+es e os limites de "ma so#iedade e de "ma es#ola - 5"em ia reen#ontrar #ontin"amente a nat"reza em si própria, e por 5"e dei*aram de .azer ariaç+es sobre os temas #l%ssi#os da paisagem, #omo as &ito Distas, as )orres o" as -ontanhas 1agradas. 1e ! #erto 5"e )ong Ti-t#hZang pro#lama 5"e na pint"ra o 5"e interessa a a#ima de t"do era a .idelidade ao esp$rito dos elhos mestres, Che-tZao, por se" lado, op+e-se a isso .ormalmente n"m programa do 5"al pro !m a denominação de Rindi id"alistasS 6 RE" so" e", tenho a minha barba e o me" ser interior - por5"e de eria "sar postiça a barba dos /ntigos0S Desde sempre, a paisagem .oi para os pintores #hineses o s$mbolo da ordem sagrada 5"e os homens e os se"s trabalhos pert"rbam, mas 5"e não pode ser destr"$da. Ning"!m o sentira melhor do 5"e os pintores do s!#"lo CID, os R]"atro Krandes -estres de 7"anS, 5"e se eman#iparam das elhas #on enç+es 5"ando estas .oram destr"$das por estrangeiros ignaros. &s indi id"alistas do s!#"lo CDII en#ontraram-se n"ma sit"ação an%loga, se não id(nti#a. &s #l%ssi#os da !po#a 7"an tinham des#oberto a paisagem p"ra, #omo "ma grande #omposição trans#endida pelo signi.i#ado e da 5"al o homem e s"as obras estão 5"ase e*#l"$dos. &s indi id"alistas do s!#"lo CDII não seg"iram o mesmo #aminho e tão-po"#o deram "m passo a mais. /s s"as paisagens são organizadas, isto !, #ompostas, a .im de .ormarem "ma #onstr"ção .e#hada em si própria e não "ma perspe#ti a aberta, #omo tanto gosta am de .azer os paisagistas da !po#a 1ong. L...M No tempo do imperador Tcang-hsi X>AAH->BHHY, a arte representa "ma plenit"de e "ma seg"rança não despro ida de grandeza. /o nome deste imperador man#h", TZang-hsi, 5"e reino" d"rante sessenta anos, liga-se indissol" elmente a arte da por#elana, 5"e

atingi" então o apoge". Neste #aso pre#iso, ela poss"i #om 2"sto tit"lo o nome do imperador 5"e a mar#o" #om a s"a personalidade. TZang-hsi es.orço"-se, #om "m sentido m"ito l=#ido das realidades e "ma total a"s(n#ia de pre#on#eitos, por sanar as .eridas 5"e a agitação e as g"erras ha iam #a"sado. Cer#a de >A??, 5"ando os -an#h"s ."ndaram a s"a dinastia, a man".a#t"ra de por#elana de )#hing te )#hen, na China Central, 5"e #omporta a #entenas de .omos, a#ha a-se #ompletamente destr"$da. &s Naponeses, apro eitando imediatamente este #olapso, prod"ziam #erOmi#as do mesmo estilo, #om as mesmas mar#as da China, e e*porta am-nas aos bar#os #heios para a E"ropa, 5"e des#onhe#ia o #a"lino e tenta a .abri#ar, sob a .orma de .aiança de Del.t e de o"tros lo#ais, "ma esp!#ie de imitação 5"e #opia a os modelos #hineses. & imperador TZang-hsi de#idi" tomar a pUr em ."n#ionamento a man".a#t"ra de )#hing te )#hen. En io" para ali "m alto ."n#ion%rio, 5"e #onseg"i" não só restabele#er a .abri#ação #omo ainda prod"zir peças e*#elentes, n"m estilo 5"e agrada a ao imperador e ao go erno. Kosta a-se de de#orar as por#elanas #om az"l #obalto, 5"e resiste ao .ogo sob o idro, e derretiam-se sobre este as #ores, prin#ipalmente o erde e o amarelo. 1ó em >BJI se tomo" #ompletamente prati#% el a "tilização do ermelho. Com a mesma simpli#idade, a mesma .orça e o mesmo pro#esso de adaptação impUs-se "ma de#oração os#ilante entre o .ig"rati o e o ornamental, sem se re#orrer a "ma min"#iosa simetria. Di.i#ilmente podem as .lores de 2ardins e dos arb"stos ornamentar "m ob2e#to de maneira mais deli#ada, e o #onhe#edor ( imediatamente, nas #omposiç+es da !po#a TZang-hsi, al"s+es a temas da poesia #l%ssi#a. 'or ezes, as borboletas e as a es oam aos pares em olta de #risOntemos 5"e e o#am o #!lebre poema de )Zao 7"an-ming / 1ebe do Este. Em 'e5"im o imperador reedi.i#o" as o.i#inas da #orte, #"2as prod"ç+es .oram tão e*#elentes #omo as por#elanas de )#hing te )#hen. 'elo menos, podemos s"pU-lo, isto 5"e, em >ABB, TZang-hsi pro$be 5"e o se" nome s"r2a entre as assinat"ras e as mar#as, #omo se .azia então. 'ode admitir-se 5"e o prete*to, m"ito simples e realista, .osse 5"e, na5"eles tempos ainda agitados e de po"#a

seg"rança, o imperador não dese2asse pro o#ar a #ólera e arris#ar < destr"ição as obras de arte 5"e ostenta am o se" nome. -as essa proibição .oi em bre e ol idada, e o nome de TZang-hsi .i#o" #omo "m t$t"lo de honra. ]"anto aos trabalhos de 2ade e de bronze 5"e admiramos, tal ez se2am mais antigos, pois não podemos dizer ao #erto #omo eram as peças a"t(nti#as da !po#a de TZang-hsi. )amb!m #onhe#emos apenas "m n=mero e*tremamente es#asso de trabalhos de la#a 5"e sem hesitação se atrib"am a esta !po#aE entre eles, "ma #ai*a #om oito lados .eita de esteira entrançada #om a data de >B>G. Na s"a parte in.erior en#ontra-se "ma bande2a #om oito #on#a idades, 5"e pode ser retirada e ser ia para .r"ta o" do#es. /s zonas espe#ialmente alorizadas pela de#oração mostram, sobre "m ."ndo de la#a negra brilhante, #enas .ig"rati as em la#a de o"ro, .lores e ornatos sin"osos, #"2os moti os se en#ontram de maneira #ara#ter$sti#a nas por#elanas da !po#a. Nesta arte, 5"e h% 2% dois mil anos desempenha a "m importante papel no mobili%rio, esta #ai*a !, de momento, "ma peça =ni#a no se" g!nero. No reinado de TZang-hsi, a pint"ra perde" o #ar%#ter agressi o e #ho#ante de 5"e os indi id"alistas tanto a tinham impregnado. & imperador re elo"-se #heio de bene ol(n#ia para #om os pintores, n"n#a impondo trabalhos 5"e lhes desagradassem. Chamo" para 'e5"im o grande monge pintor Che- )Zao, da #asa imperial dos -ing, 5"e depois de longas iagens se .i*ara em 7ang )#he". -as Che-)Zao limito"-se a "ma simples isita, regressando para perto do Ianse5"$ão. / geração seg"inte de pintores, nas#ida entre >AJI e >AAI, tendo < .rente os dois 3ang - 3ang H"ei e 3ang 7"en-4i -, mani.esta #on#epç+es m"ito di ersas das dos indi id"alistas. Estes pintores redes #obriram, de #erto modo, toda a história da arte da China. Engana-se inteiramente 5"em tome < letra as indi#aç+es dadas nas ins#riç+es e #reia 5"e a partir deste momento os pintores #hineses não pro#"ram mais do 5"e reprod"zir as obras do passado. /bstraindo da h"mildade testem"nhada nestas ins#riç+es e 5"e se tornara 5"ase "ma moda, a e*pressão Rpintar #onsoante o esp$rito dos antigos mestresS e*pli#a-se de dois modos6 por "m lado, .azer

renas#er os grandes ideais depois da geração dos indi id"alistasE por o"tro, atrair a atenção dos -an#h"s, bem #omo dos #ontemporOneos, para a org"lhosa tradição de "ma grande arte antiga. 3ang H"ei passo" alg"ns anos em 'e5"im, onde pinto" para o imperadorE depois, regresso" < p%tria. 3ang 7"en-4Zi #ontin"o" em 'e5"imE alto ."n#ion%rio e grande letrado, pinta a por distra#ção e #omo prazer elegante, #omo Con.=#io entendia e #omo )ong TZait#hang .izera. -as entretanto o indi id"alismo te e "m #"rioso renas#imento na geração seg"inte, nas#ido mais o" menos entre >AAI e >AG@. / seg"rança da !po#a de TZang-hsi não lhe o.ere#ia de modo alg"m "ma oport"nidade, mas o #ar%#ter e*#essi o destes pintores pode mani.estar-se e não ! por a#aso 5"e o prin#ipal #entro dos no os Rmestres estranhosS ha2a sido a #idade de 7angt#he", onde Che-)Zao e, sem d= ida, tamb!m 'a-ta Chan-2en i eram. :ala-se #orrentemente dos R&ito originais de 7ang-t#he"S, sem se insistir parti#"larmente no n=mero de oito, a propósito dos pintores 5"e i eram mais o" menos demoradamente em 7angt#he" e #riaram obras estranhas e pro o#adoras. Um dos primeiros mestres 5"e #ontrib"$ram para o apare#imento desta no a #on#epção .oi, sem d= ida, Nao Chi-pZei X>AAH->BJ?Y, 5"e pinta a sem pin#el e "tilizando os dedos. Nas#ido na -an#h=ria, pro a elmente de pais #hineses, i e" no 1i5"ião e #ertamente passo" alg"m tempo em 7ang-t#he", onde tomo" #onta#to #om os pintores ai residentes. 'osteriormente, .oi promo ido a i#e-ministro da N"stiça em 'e5"im e tomo"-se general #omandante de "m dos oito #orpos do e*!r#ito #hin(s. Estas ."nç+es não o impediram de ganhar gosto pela pint"ra e de ir a ser o mestre in#ontestado da t!#ni#a 5"e #onsiste em trabalhar sem pin#el. 1er ir-se das "nhas, dos dedos e dos p"nhos, o" pelo menos "tiliz%-los para a#ent"ar "ma #omposição pin#elada, não era "ma no idade. Ho" e ig"almente pintores 5"e "tilizaram hastes de lót"s, papel enrolado e at! o"tros ob2e#tos. Tao Chi-pZei pinta a tamb!m < maneira #l%ssi#a. E*istem %rias obras s"as, #om animais e paisagens, desenhadas #om e*trema .idelidade, #omo as dos pintores da #orte. 'erante Tao Chi-pZei p+e-

se no amente o problema de se saber 5"antas obras são e*e#"tadas pela s"a mão. )inha al"nos 5"e pinta am para ele seg"ndo as d"as maneiras6 paisagens desenhadas ao nat"ral e e*tra agantes 2ogos de tinta #ompostos #om os dedos. -as de modo alg"m de emos #onsiderar esta pint"ra #omo "m simples 2ogo de esp$rito6 trata-se de obras m"ito elaboradas, de "ma #on#epção grandiosa, e 5"e mani.estam independ(n#ia e no idade. ;i )ai-po e a Cas#ata de ;"-Chan, de Tao Chi-pZei, mostra o poeta em #ontemplação perante "ma 5"eda-dZ%g"a das montanhas da China Central. ;i )Zai-po es#re e" os poemas em B@A, ano em 5"e o imp!rio soçobro", #in#o anos após a 8atalha de 1amar#anda, 5"ando o imperador, 5"e o"trora re#ebera o poeta na #orte, .oi e*p"lso da #apital por "m .a orito traiçoeiro, e o brilho da antiga #apital, )#hZang-ngang, desapare#e" de.initi amente. / id!ia da .ragilidade de toda a beleza e da im"tabilidade da Nat"reza ! indi#ada nos dois poemas da Cas#ata de ;"-Chan de maneira tão al"si a 5"e ! prati#amente imposs$ el mostr%-la n"ma trad"ção. a primeira ista, a pint"ra de Tao Chi-pZei d% "ma impressão 5"ase oposta. & poeta in#lina-se #om #"riosidade tão perigosamente por #ima do abismo 5"e o se" ser idor tem 5"e seg"r%-lo, e 5"al5"er obser ador não ini#iado não ( mais do 5"e "ma #ena ibrante e realista. 1e se analisa melhor o ass"nto, eri.i#a-se 5"anto h% de parado*al, a ponto de .alsear #ompletamente o sentido, na ersão de Tao Chi-pZei, r"2as #on#epç+es, #om"ns aos P&riginaisQ, empregam a herança dos indi id"alistas da maneira mais assombrosa, e pre#isamente sob "ma .orma 5"e en#ontro" "m parentes#o espirit"al no Napão - por m"ito s"rpreendente 5"e isto possa pare#er - e em espe#ial em Torin. Entre )ong TZai-t#hang e Toets", por "m lado, e Tao Chi-pZei e Torin, por o"tro, est% a distOn#ia entre o esp$rito altamente re.inado dos anos >AII e a grandiosa plenit"de de >BII. Entre os dois pontos sit"a-se o gr"po, a "m tempo original e not% el, dos indi id"alistas #hineses. L...M 3. 1peiser e E. . Erdberg-Consten RE*tremo &rienteS. ;isboa6 erbo, >GAG